quarta-feira, 4 de agosto de 2021

ALMÉRIO VAI FAZER FALTA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

O amigo Sinésio Souza me comunica o falecimento do querido amigo Almério Carvalho.

Fiquei desconcertado porque Almério sempre nos pareceu uma pessoa interminável, dessas que não vieram ao mundo somente a passeio.

Cordial, sereno e sempre disponível para nos orientar nos tempos em que estivemos juntos, principalmente na Rádio Educadora.

Redator, discotecário e integrante da equipe esportiva da Educadora, jogador e árbitro, Almério era uma figura múltipla.

Integrante de uma família de desportistas, era irmão de Almir Carvalho, Amarílio e Aderbal, o último narrador esportivo da Rádio Araripe.

Em companhia de outros meninos, frequentávamos a rua Nelson Alencar, nas imediações do Cine Araripe, final dos anos 50, onde mantivemos o primeiro contato com Almério Carvalho, amigo do meu pai Francisco Martins.

A partir desse tempo, tive o privilégio de ter sido seu amigo.

A morte é a coisa mais natural do mundo mas não descobri, ainda, uma forma de encará-la dessa maneira.

Confesso ter perdido um amigo-irmão e, somente depois que ele nos é arrancado da vida, percebemos a falta que nos fará.

Como ir ao Crato e não poder mais encontrar Almerio para longas conversas?

Siga em paz, amigo.

O que esperar de Bolsonaro - Por o despertador do Diogo.

 

“Com medo de perder em 2022, Bolsonaro tenta pavimentar o caminho para uma eventual virada de mesa ao estilo ‘invasão do Capitólio’”, diz O Globo, em editorial.

“A reação do TSE em defesa do processo eleitoral é esperada e bem-vinda diante das barbaridades do presidente. Mas que fique claro: o choque institucional também desgasta a democracia. Evidentemente o tribunal não pode recuar na defesa de um valor primordial. 

Cabe a Bolsonaro, portanto, reconhecer seus limites — ou cedo ou tarde as instituições o obrigarão a fazê-lo.”

O golpista não vai reconhecer porcaria nenhuma. A dúvida é — justamente — se as instituições o obrigarão a fazê-lo. A resposta a essa pergunta vai definir o futuro da democracia brasileira.

'Bolsonaro está a fim de arranjar confusão' - Por Merval Pereira.

 


Merval Pereira comenta o embate entre o Tribunal Superior Eleitoral e Jair Bolsonaro, alvo de inquérito administrativo na Corte. 

Diante de mais uma acusação sem provas, os ministros do TSE decidiram, por unanimidade, investigar o presidente por seus ataques à legitimidade das eleições. 

Para Merval, atitude de Bolsonaro pode ser manobra para alegar perseguição política e levantar seus apoiadores a favor de um golpe.

Personalidades prestimosas do Crato - Antônio Alves de Morais.

A pesada e fria mão da morte pesou sobre o seu coração e a sua alma pura e emanada da divindade, voou ao seio do Eterno e lá foi gozar o prêmio de suas eximias virtudes. Quem era este majestoso que desapareceu dentre nós? Quem era este cidadão prestimoso, cuja campa regamos com as lagrimas da gratidão e da saudade? Preciso fora, que conhecêssemos como conhecemos, para podermos avaliar a tamanha perda.

E deste amigo sem igual, deste coração magnânimo, destas mãos benfazejas, que sempre derramaram o bem, desta cabeça onde germinaram os mais elevados pensamentos em prol do povo de nossa terra, deste todo que formava o grande homem, o amigo verdadeiro, temos apenas sua memória, a grata memória, que jamais morrerá para aqueles que tiveram a ventura de conhecê-lo. Memória que honrosa passará para a posteridade, quando a história lhe fizer a devida justiça.

Temo não proferir o seu nome, o seu venerando nome, com todo o respeito que é devido. Temo pronuncia-lo, e não exprimir a dor, a profunda dor que nos invade. Deixa que a face de Deus e dos homens se confessem o que a ti devemos. Deixa que descreva tuas virtudes, virtudes não de tumulo, mas verdadeiras, para atestar as quais aí estão milhares de testemunhas.

Quem é aquele por quem vertemos amoroso pranto? Por cuja perda a população lamenta? Que elevou a tantos e a tantos deu brilhantes exemplos? Aquele com quem morreram tantas esperanças? Amigo extremoso e verdadeiro.

Dr. Eldon Gutemberg Cariri, foi um grande profissional da medicina, um aporte da medicina, com especialidade em pediatria, ginecologia e obstetrícia. 

Formou-se pela faculdade de medicina do Rio de Janeiro, em 19 de dezembro de 1948, e veio para o Crato atuar no Hospital São Francisco de Assis, Casa de Saúde São Miguel, e também, médico da Fundação Nacional de Saúde.  Nasceu no dia 02 de novembro de 1923, e atuou aqui na medicina do cariri por vários anos. Era casado com D. Dometila Alencar Araripe Cariri, e veio a ter vários filhos formados: Pergentino, Ana Amélia, Ovídio e Carmem.

Saudades eternas.

Barriga vazia, breve contra a reeleição - Por José Newmanne Pinto.

A economia é hoje a principal trincheira e a última linha de defesa do presidente Jair Bolsonaro para tentar garantir a reeleição em 2022. 

Com apoio do Centrão, ele vem montando um pacotão de medidas econômicas para evitar maior perda de popularidade, na esteira das revelações feitas pela CPI da Covid, e chegar competitivo ao pleito do próximo ano. 

A ideia é aliviar a vida pesada do povão dizimado pela pandemia para compensar a perda de prestígio. O pacote de bondades é fácil de decretar. 

Difícil vai ser atingir o pobre, maior vítima do desastre que foi a indigestão do desgoverno Bolsonaro na pandemia. A elite, principalmente o agronegócio, já está em plena recuperação. 

Não é o caso do desemprego e de suas piores consequências, a miséria e a fome. De barriga vazia, quem vai reeleger Bolsonaro, eis a questão.

O senhor Barroso não pode baixar a crista - O despertador do Diogo.

 “Quem o senhor Barroso pensa que é?”

A pergunta foi feita por Jair Bolsonaro, que emendou: “Ele tem que baixar a crista dele um pouquinho”.

O senhor Barroso, em seu discurso no TSE, respondeu-lhe, sem baixar a crista:

“Escolhi ser um agente do processo civilizatório. Se eu parar para bater boca, me igualo a tudo que quero transformar. Ódio, mentira, agressividade, grosseria, ameaças e insultos são derrotas do espírito. O universo me deu a benção de não cultivar esses pensamentos”.

O Brasil tem apenas algumas semanas para escolher entre o agente do processo civilizatório e o fomentador da barbárie.

Personalidades prestimosas do Crato - Antônio Alves de Morais.

 “Seu Pedro Felício".

Geraldo Duarte, residente em Fortaleza, é advogado, administrador e dicionarista. Foi Procurador Geral da Prefeitura de Fortaleza. 

Geraldo escreve uma croniqueta semanal no “Diário do Nordeste” e, vez por outra, aborda temas ligados ao Crato e ao Cariri. Esta semana ele publicou o abaixo:

Quadratura do círculo no Crato.

Pedro Felício Cavalcanti (1905–1991), ipuense, viveu com familiares a juventude no Crato, tendo estudado em Fortaleza.

Nesta capital, realizou o Curso Técnico em Contabilidade, na antiga Escola Fênix Caixeral, depois retornando à terra do Padre Cícero.

Professor, contador e poeta, fundou e gerenciou o Banco Caixeral, dirigiu a Associação Comercial, foi idealizador e instituidor do Colégio Municipal e das Faculdades de Ciências Econômicas e Faculdade de Direito.

Eleito e reeleito exerceu o cargo de prefeito durante dois mandatos (1963 a 1966 e 1973 a 1976), fazendo-se reconhecido, até a atualidade, devidos às destacadas obras públicas construídas em suas gestões.

Além de verdadeiro lutador pela implantação da Universidade Regional do Cariri (URCA), os moradores também lembram benfeitorias como a eletrificação rural, o Mercado Central, a Quadra Bicentenário, a reforma da Praça da Sé, as construções do Obelisco e Parque de Exposição Agropecuária, afora outros empreendimentos sócio-econômico-culturais.

Pedro Felício era gentil, simples, altamente metódico e conservador. Certa feita, caminhando inadvertidamente por uma das calçadas da cidade, pisou numa casca de banana, sofrendo desastrada queda e luxações. Desde então, jamais usou os passeios, deslocava-se exclusivamente pelo meio das ruas.

O neto, José Kleber Callou Filho, narra que o avô conversava com os cratenses Paulo Hélder, Ariovaldo Carvalho, Eron Pinheiro, Zé Albani Maia e outras pessoas, quando Paulo perguntou: “Seu Pedro, qual o motivo das obras que o senhor constrói serem, quase todas circulares? Como o formato da Rodoviária, das lavanderias e outras"?

Resposta imediata e deveras desconcertante: “Paulo, é porque no Crato ainda existe gente muito quadrada!”.

No caminho de casa, Kleber indagou o porquê do respostar e Pedro deu somente uma risada”.

O NOVO ROMEIRÃO E A FALTA DE TIMES - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Na medida em que se aproxima do final as obras do novo Estádio Mauro Sampaio, o "Romeirão", as águas do Rio Salgadinho, mesmo fora da quadra invernosa, transbordam de lágrimas pela falta de melhores times para representar o futebol da cidade.

O Icasa, apesar do esforço do França, Cléber, Zacarias e outros, tem perdido posições no ranking estadual e está longe de ser o que já foi. 

O Guarani não dá sinal de vida numa terceira divisão. Os espaços, outrora bem ocupados pelos dois, correm o perigo de serem perdidos para equipes com projetos políticos e de negócios.

Esse é um primeiro aspecto que trago nessa crônica. O outro, de cunho pessoal e emocional, diz respeito ao Romeirão, que nos proporcionou viver sorrindo, por um bocado de tempo. 

Em campeonatos locais e regionais, até se chegar às competições  estaduais, nacionais e grandes temporadas, foi uma felicidade só. 

Por essa razão, doeu na alma acompanhar a derrubada do velho estádio, lugar que marcou nossas mais caras lembranças.

O balanço do nosso eixo, entre a euforia pelo fato de Juazeiro ganhar um equipamento e o desapontamento, confesso ter uma razão. 

Desde quando destruíram o Maracanã por dentro, rasgando sua alma, internalizei uma repulsa à compulsão de derrubar estádios com finalidades deletérias.

Todo mundo sabe do que estou falando. Apesar disso, o nosso desejo é de que tudo dê certo, com uma certeza: o novo Romeirão não pode servir apenas como cartão postal ou trunfo político.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

"O brasileiro não quer polarizações; quer vacina, emprego e comida na mesa" - Por Luiz Fux.

 

Em recado a Jair Bolsonaro, Luiz Fux diz que ainda há espaço ao diálogo, mas é preciso compromisso; e lembra que 'palavras voam; ações fortificam'.

“O brasileiro não quer polarizações; quer vacina, emprego e comida na mesa”

No discurso de reabertura dos trabalhos do Judiciário, Luiz Fux disse que ainda há espaço para o diálogo, mas é preciso compromisso real. “Como protagonistas de nossos tempos, não olvidemos que o maior símbolo da democracia é o diálogo. Nunca é tarde para o diálogo e para a razão.”

O presidente do Supremo, que tem articulado encontros com Jair Bolsonaro, ressalta que “palavras voam, ações fortificam”. A frase lembra outra, escrita por Michel Temer a Dilma Rousseff na célebre carta de rompimento: “As palavras voam, os escritos permanecem”.

Segundo Fux, o diálogo eficiente pressupõe compromisso permanente com as próprias palavras. Não há espaço para aventuras, e os ataques frequentes de Bolsonaro só desgastam.

“O brasileiro clama por saúde, paz, verdade e honestidade. Não deseja ver exacerbados os conflitos políticos; quer a democracia e as instituições em pleno funcionamento. 

Não quer polarizações exageradas; quer vacina, emprego e comida na mesa. Saibamos ouvir a voz das ruas para assimilarmos o verdadeiro diálogo que o Brasil, nesse momento tão sensível, reclama e deseja.”

'Essa 2ª Temporada da CPI vai ser muito preocupante para o governo' - Por Merval Pereira.

Depois do recesso parlamentar, a CPI da Covid-19 volta aos trabalhos nesta terça-feira. 

Passada uma fase inicial de investigação, Merval Pereira aponta que os senadores tem material, inclusive, para montar um relatório antecipado e prevê um ritmo mais intenso. 

'Já há muitos indícios e cada vez maiores de que o governo foi, no mínimo, relaxado com essa questão da pandemia'.

O despertador do Diogo - Por o Antagonista.

 

O bolsonarismo cabe em duas quadras da Avenida Paulista, da Fiesp até o Masp.

Os imbecis que protestaram neste domingo urraram palavras de ordem contra Lula e o STF, ignorando os cafezinhos clandestinos que Jair Bolsonaro tomou com Gilmar Mendes e Dias Toffoli, responsáveis pelas manobras contra a Lava Jato e pela soltura de Lula.

A sorte é que esse bando está cada vez menor. O azar é que o sociopata vai eleger o ex-presidiário.

E agora Flávio Bolsonaro - Antônio Alves de Morais.

 

O senador Flavio Bolsonaro e os senadores que formam a tropa de choque em  defesa do governo Bolsonaro questionaram nos  tribunais  a decisão da CPI de indicar o Senador Renan Calheiros para relatoria.

Elegavam que o Senador Renan era o pai do Governador de Alagoas que não tem denuncias contra ele e seu governo.

Agora o senador Flávio Bolsonaro vai fazer parte de uma CPI que investiga graves denuncias e desvios de conduta do  pai e dos seus comandados.

Vai sofrer um bocado. Porque não há defesa possivel a ser feita e porque na composição da CPI ele será voto vencido sempre.

Nada melhor do que um dia atrás do outro.  Eu digo sempre : Pra frente é que as malas batem.

domingo, 1 de agosto de 2021

FRAUDE EXPLICA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Antes que o critério de pontos corridos fosse adotado e o calendário esportivo antecipado, atendendo exigências da televisão, nossas competições destinavam quedas para divisões inferiores às pequenas equipes.

Quando um grande (time de camisa) era ameaçado pela degola, fazia-se uso de mudanças no regulamento ou dava-se um jeito para uma virada de mesa, na maior cara de pau.

Sempre pugnamos pela formação de uma Liga dos Clubes, que tirasse das mãos da CBF atribuições importantes, como a organização do campeonato brasileiro e outras iniciativas.

Aproveitando a fragilização interna da entidade, dirigentes das principais equipes do futebol brasileiro despertaram para a necessidade de estruturar, de imediato, essa Liga, com funcionamento já partir do próximo ano.

Com isso, o primeiro grande desafio da nova casa, será a direção do Campeonato Brasileiro de 2022.

Mas, veja bem: mesmo com a Liga não existindo formalmente, até porque ninguém fala publicamente em seu nome, são cada vez mais fortes os rumores de que o seu primeiro ato seria no sentido de salvar Cruzeiro, Botafogo e Vasco do calvário da segunda divisão.

Um retorno pela porta dos fundos, virada de mesa à moda antiga, um gesto de safadeza do qual imaginávamos estar livres.

Uma forma de premiar um longo processo descontrolado de gestão de três clubes de longa tradição, atolados em dívidas impagáveis.

Como disse o publicitário Carlito Maia: “Brasil? Fraude explica”.