
Galguei o espaço infinito
Pelo alto pensamento
Rompendo a força do vento
Do ar o denso granito.
Pisei todos os planetas,
Signos, cometas também.
Vi tudo que gira além
Mas não vi quatro trombetas.
Não encontrei o Altíssimo
Nem o trono da verdade
E de lá voltei certíssimo
Descrendo da eternidade.
Mas de volta encontro o ar
Em profunda escuridão
Com o estridor do trovão
O corisco a fuzilar.
Acho, Deus, encontrei jeito
De crer na sua existência
Imploro sua clemência
Com a mão cruzada ao peito.
Deus! Oh, Deus! Senhor perdão!
Perdão se esta poesia
Ofendeu-Te a primazia
Sob o peso de tua mão.
Pois, Senhor, ao infinito,
Galguei pelo pensamento
Reconheci teu portento
E o quanto sou pequenito.
Teu poder sublime e forte
Os meus olhos lá bem viram
Se os meus versos te feriram
Perdão Deus! Manda-me a morte.
Mais um belo poema do Jose Augusto. Parabens Stela por revelar ao mundo tão bela obra de arte.
ResponderExcluirEra uma vez um avô poeta que louvava a Deus louvando a natureza. Era um avô sábio e simples, brincalhão e contemplativo.
ResponderExcluirLouvo na poesia de José Augusto de Lima Siebra, além da reverência à obra do Criador, o conhecimento das leis cósmicas, homenageando a presença divina manifestada nos fenômenos da natureza, no canto dos pássaros ou dos homens, registros estes que podemos encontrar em muitos dos seus escritos. Como exemplo, o poema Viagem ao Infinito.
Stela