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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 7 de julho de 2019

Mídia brasileira: o samba do crioulo doido – por Armando Lopes Rafael



     

      “Samba do crioulo doido” é uma música composta por Sérgio Porto (sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta), em 1966, na qual satirizava as besteiras que o Brasil vinha tentando impor à sua população. A música “estourou”! Foi sucesso de norte a sul. A partir daí essa expressão passou a ser utilizada, entre nós, para se referir às coisas sem sentido, a textos mirabolantes e sem nexo. Pois, no meu modesto entender, a mídia brasileira passou a ser,  nos últimos meses, outro “samba do crioulo doido”.

       Parei, há poucos instantes, para ler – na Internet – a resenha semanal dos jornais e revistas brasileiras. Coisa que não faço ultimamente. Até cancelei minha assinatura de VEJA, que mantinha desde o longínquo 1978.

        Mas voltemos à minha leitura. Alguém viu a mídia destacar um fato acontecido no último dia 2, terça-feira passada? O ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, que atuou durante os governos Lula/Dilma, prestou depoimento na CPI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e afirmou que nas gestões do Partido dos Trabalhadores (PT) foram distribuídos para as nações amigas (leia-se: Cuba, Venezuela, Angola, Bolívia, Nicarágua, dentre outras)   R$ 500 bilhões (não escrevi errado, foram 500 BILHÕES de reais). E que desses 500 bilhões, a metade (ou seja, R$ 250 bilhões) foram desviados para propinas. Palocci ainda apontou Lula como o principal articulador do esquema de corrupção no BNDES.

          Ora, isso representa metade da meta que o governo pretende economizar (em 10 anos) com a reforma da previdência para salvar o Brasil. Com 250 bilhões de reais das propinas os governos petistas poderiam ter construído, por exemplo, 1.300 quilômetros de estradas asfaltadas, ou 8.800 postos de saúde. Naquele mesmo horário da fala de Palocci, deputados federais, chamavam, no Congresso Nacional, o honrado ministro Sérgio Moro de “ladrão” e exigiam a soltura do presidiário Lula. A mídia brasileira trabalha agora para dar a Lula o Prêmio Nobel da Paz, segundo anunciou o ex-senador Cristóvão Buarque. Depois que hackers russos, comprados a peso de ouro, invadiram os celulares de Sérgio Moro e do Procurador Deltan Dallagnol, não duvido que o prêmio seja mesmo concedido...

            Para finalizar: a Associação de Futebol Argentino (AFA), enviou longa correspondência à Conmebol (promotora da Copa América) para reclamar da derrota de dois a zero que “los hermanos” sofreram dos “crioulos” brasileiros. Na carta, os arrogantes argentinos culparam a arbitragem do jogo e até da "volta olímpica” feita pelo Presidente Bolsonaro no estádio, no intervalo do jogo, sob os aplausos da maioria da torcida presente.

           Nisso enxerga-se outra contradição da mídia. A imprensa insiste em publicar que o povo brasileiro é contra Bolsonaro. Ora, se fosse por que tantos aplausos por onde ele aparece? Lembrei-me da letra de um meloso tango argentino que diz: “quien no llora no mama” (quem não chora, não mama). Talvez seja essa também a esperança dos jornais e da revista VEJA...

Um comentário:

  1. A grande mídia é financiada, vendida. Grande parte da comunicação pertence a laranjas dos bandidos denunciados, processados e presos. Quem tem dinheiro é que manda. Publicam-se exatamente o que ele dita. " Vou mandar o Mino Carta escrever o artigo" - Lula para o não menos corrupto ex-governador da Bahia.

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