sábado, 24 de dezembro de 2011

Despertando - Por Jose de Moraes Brito.

Manhã de chuva, vento forte, frio
Fumaça gris minha janela embaça!
faces carrancudas, por trás da vidraça,
Natura morta, d'ave nenhum pio.

Cá dentro, da ventura num desvio
A vida pára, o tempo já não passa,
O manto depressivo me enlaça
Num ambiente torvo me entedio.

Mas ouço alguem tocar a companhia
E para imensa alegria minha
És tu que estás a porta! E agora?

No céu, vejo bailando nuvens d'algodão
Aves em revoada, voam, vem e vão,
E como é lindo o sol d'ouro lá fora.

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