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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 31 de março de 2013

O Gringo da Rajalegre - Por Antonio Morais


Semana passada, os meninos resolveram passar uns dias em Canoa Quebrada, uma das melhores e mais bonitas praias do Ceara. Levaram-me junto. Um bom passeio, boa acomodação, família reunida, nada mais aprazível. Depois de acomodados foram todos para praia, menos eu, não sou muito chegado as águas do mar.

Em frente a casa onde nos hospedamos tinha um baita de um restaurante, negocio pra estrangeiro, muito chique, luxuoso mesmo, resolvi tomar uma cuba, rum, coca e limão, para lembrar os velhos tempos do inicio da década de 70. Fui ao restaurante, me acomodei numa mesa, e, bem próximo, duas jovens senhoras tomavam uma antárctica gelada e levavam uma prosa. Uma delas, a mais jovem, parecia muito revoltada e passou a dizer palavrões com o marido, namorado ou amante, sei lá.

Dizia: aquele baitola, pensa que eu vou aceitar as farras dele? Eu já renunciei a muitas coisas pra segurar o relacionamento com aquele veado, e ele o que fez? Casamento não é só uma parte não, vou jogar as coisas dele na rua e ele vai chorar godê e eu não quero mais nem vê-lo pintado na minha frente.

Nessa historia ela contou toda sua verve e eu escutando. Lá pras tantas a outra disse: mulher tu revelou toda tua vida, ele aí escutou tudo. Ela falou: nada mulher, isso aí é um gringo, não sabe nada do que falei. Não segurei, dei uma grande risada e respondi: você que pensa!
As duas quase se acabam de dar risadas.

O lavrador - Por Jose Augusto de Lima Siebra

O xexeu - O portador da chuva.

O meu pai foi um lavrador, um plantador de arroz. Sua principal preocupação era com as chuvas. Muitas vezes ouvir animado com o canto do xexeu, pois o timha como o anunciador da chuva. Tenho observado nos poemas de Jose Augusto de Lima Siebra uma predileção pelo passaro xexeu. Portanto dedico esta postagem em memoria dos dois: do poeta e do lavrador.
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O dia já vem raiando
Ouço o xexéu a cantar
Desperta, pois, minha velha
E vamos nos levantar.

Veste a tua saia depressa
Vai cuidar no café
Paulina, chama o Francisco
Raimunda, acorda o José.

Vou bater a minha enxada
O dia amanheceu já
Já ouço o compadre Chico
Batendo a dele acolá.

Maria leva uma cuia,
O saco, leva o João
Francisco vai cavar cova
Raimunda planta o feijão

sábado, 30 de março de 2013

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:
Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
Sim, fez!
Deus fez tudo, mesmo?
Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou:
Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é o mal.  O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se  vangloriava de haver provado uma vez mais que a fé era um mito. 
Outro estudante levantou sua mão e disse:
Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
Sem dúvida - respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
Professor, o frio existe?
Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.  E a escuridão, existe? continuou o estudante. 
O professor respondeu:
Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é, na verdade, a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que ela se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz  toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente. 
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e  violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal. 
Então o estudante respondeu:
O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é  simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. 
Não é como a fé ou o amor, que existem como existe a luz e o calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz..." Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado.
Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou:
Qual é seu nome?
E ele respondeu:

ALBERT EINSTEIN.

SÓ SE FOR AGORA - Por Mundim do Vale.

Reprisado para atender a uma prima.

Certa vez o tabelião João Francisco, jogava baralho com alguns amigos, quando chegou Leví de Sá Maria, que tinha um grau de juízo no mesmo nível da sua irmã Francisca.
Leví pegou um tamborete e sentou atrás de João para apiruar o jogo. De repente começou a falar besteiras:
Eita! Qui num tem quem tome essa partida de Seu João.
Essa é nossa.
Seu João já tá armado.
João tentando se livrar do inconveniente falou:
Leví vá olhar se eu tou lá na esquina.
Leví respondeu;
SÓ SE FOR AGORA!
Levantou-se foi até a esquina da casa de Jocel Batista, passou um tempo por lá e quando voltou foi dizendo:
Seu João, eu fui oiá, mais o Sinhô num tava lá não. Eu inté preguntei a Zé de Ginu, mais ele disse qui num tinha visto o Sinhô não.
Sentou-se novamente no tamborete e começou com o mesmo lenga-lenga.
João Francisco falando mais sério disse:
Leví, vá olhar o que é que a sua mãe tá fazendo.
O peru puxou o tamborete e falou:
SÓ SE FOR AGORA!
Quando voltou foi dizendo;
Seu João. Sabe o que qui mãe tava fazendo?
Sei não.
Apois ela tava catando pioi im Francisca minha irmã.
Sentou novamente no tamborete e deu seqüência ao discurso de loucuras.
João já um tanto aborrecido disse:
Leví. Vá dar o rabo, vá!
SÓ SE FOR... – Deu uma pequena pausa e continuou – Adispois qui eu virar fresco, Seu João.

O profeta enfezado - Por Antonio Morais

A principal preocupação do sertanejo era com o inverno.  Luiz André fazia suas experiências e baseado nelas emitia previsões. Um ano lá ele disse que ia ser ruim de inverno, coisa não muito difícil de acertar, pras bandas do Ceará. José André, sei irmão disse Luiz você pode está enganado, nós devemos ter fé e acreditar que pode haver um bom inverno. O agricultor deve acreditar.

Luiz André não gostou de ser contestado e levantou o tom da voz reafirmando que todos os seus estudos indicavam que o inverno ia ser ruim mesmo.

José André  acrescentou que ouviu falar no radio, na hora do Brasil que choveu forte no Piauí.

Luiz André encerrou o papo dizendo: Entonse, você vá botar sua roça lá.

quinta-feira, 28 de março de 2013

VIVENDO E APRENDENDO - Por Vicente Almeida


Se utilizada, a experiência dos antigos, ainda é o nosso maior tesouro:

Abre o teu coração porque a felicidade não entre em portas fechadas. Emanuel.- A abstinência é uma boa coisa, mas tem que ser sempre praticada com moderação. Anônimo- A amizade pura é uma flor que nunca morre. Anônimo- A arrogância se opõe a humildade. Anônimo- A felicidade é construção pessoal e intransferível. Anônimo- A felicidade não é uma estação aonde chegamos, mas uma maneira de viajar. Margareth Lee Runbeck- A felicidade não esta em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive, porque a vida não mede o tempo, mas o emprego que dela fazemos. Anônimo
A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau. Mark Twain.
A grande jornada começa com o primeiro passo. Anónimo- A humildade de coração não exige que te humilhes. AnônimoA lição do silêncio tem grande valor educativo: conduz a um verdadeiro domínio de si. Lubienska de Lenval- Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e mesmo assim ainda gosta de você. Anónimo- Ama e respeita as pessoas idosas! São elas as vigas que escoram o teto da experiência. Anônimo- Amar a humanidade é fácil, o difícil é amar seres humanos. Kalman Schulman- Amar e saber amar são dois pontos delicados, os que amam são sem conta e os que sabem amar, são contados. Anônimo- Amo a liberdade, por isso deixo livre tudo que tenho... Se voltar é porque conquistei, se partir é porque nunca possuí! Anônimo- A natureza segue seu rumo e tudo que nos parece uma exceção, está realmente dentro da ordem seguindo seu rumo. Johann Wolfgang Von Goethe- A oração neutraliza qualquer força negativa. Cultive a prece. Ilumine seu caminho. Anônimo- A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Provérbios 15.1- A verdade alivia mais do que machuca, e estará sempre acima de qualquer falsidade, como o óleo sobre a água. Anônimo- A verdade não deve ser proferida com a intenção de magoar, mas de construir, assim sendo, evite ser grosseiro ao externá-la. Anônimo- A vida é muito curta para se perder tempo odiando alguém. Anônimo
A violência é o refugio do incompetente. Isaac Azimov- Ao desestimular as pessoas nas suas propostas, você estará projetando nelas os seus fracassos. Anônimo

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Quero ver-te como tu és e não como os outros dizem que és.

Quero ver-te na imensidão e na ordem do universo, na mais distante galáxia e na mais próxima estrela.

Quero ver-te na cachoeira, na gruta, na floresta, no deserto, na praia, nas alturas dos montes e nas profundezas dos mares, na desembocadura dos rios, nas campinas e nos vales.

Quero ver-te no amanhecer e no entardecer, ao meio-dia e à meia-noite, no vento, na chuva, nos relâmpagos, no trovão.

Quero ver-te no botão de rosa, no ipê-amarelo, no girassol, no jardim, no pomar, na horta, nos bosques, na grama, nos pastos e no matagal.

Quero ver-te no meu corpo, na parte de fora e na parte de dentro, no mais visível e no mais escondido, no mais simples e no mais complexo.

Quero ver-te na biologia, no DNA, nas células-tronco, na substância ainda informe, no crescimento, na reprodução e no envelhecimento.

Quero ver-te nos mistérios da vida, nos mistérios da mente, nos mistérios do amor, nos mistérios da alma, nos mistérios da criação.

Quero ver-te na vaga lembrança, na saudade, na sede, na fome e no temor que eu tenho de ti, no desassossego de minha alma enquanto ela não repousa em ti.

Senhor, abre os meus olhos, pois quero ver a lama, os montões de lixo, a fome, as guerras, o sofrimento, a doença e a morte sob outra perspectiva, sob a perspectiva cristã.

Abre os meus olhos para eu ver o que está acima das nuvens mais baixas. (Atos 1.9)

Abre os meus olhos para eu ver o Senhor assentado num trono alto e exaltado. (Isaías 6.1)

Abre os meus olhos para eu ver os céus abertos e o Filho do Homem em pé, à direita de Deus (Atos 7.56)

Abre os meus olhos para eu ver o Cordeiro — que parecia ter estado morto — em pé, no centro do trono, pronto para abrir o livro fechado por dentro e por fora e dar prosseguimento à história (Apocalipse 5.6.

Abre os meus olhos para eu ver a destruição, a morte e o enterro da morte (1 Coríntios 15.26).

Abre os meus olhos para eu ver a transformação dos vivos e a ressurreição dos mortos. (1 Co 15.50-58).

Abre os meus olhos para eu ver novos céus e nova terra, onde habita a tão procurada justiça (2 Pedro 3.13; Apocalipse 21.1).

Abre os meus olhos para eu ver a plenitude da salvação! (Apocalipse 3.5; 7.10; 12.10; 19.1)

Amém!

O amanhecer - Por Jose Augusto de Lima Siebra.

Acho bom, gosto de ver
Quando o dia vai raiando.
A luz surgindo no céu
A passarada cantando.

Me benzo, pois nesta hora
Encho minha alma de fé
Sigo direto à cozinha
Para cuidar do café.

Que lindo céu da manhã!
Oh, como tudo é grandeza!
Que céu bordado de luz,
Como é linda a natureza.

O rico, pois, nessa hora,
Dorme qual porco na cama
E o pobre, em preces divinas,
O nome de Deus proclama.

O pobre, pois, num instante,
Louva a Jesus e a Maria
Empunha a foice, a enxada
E segue a luta do dia.

Oh quanto me deleito
Nesta hora da manhã!
Neste todo tão divino
Neste céu cor de romã.

Gosto de ouvir nesta hora
A cantiga do Geraldo,
Peito que estala saudoso,
Qual um piston afinado.

Canta muito bem o negrinho
Com tanta satisfação
Que faz um mar de ventura
Visitar-me o coração.

Acho a voz de Geraldo
Tão bonita, engraçadinha,
Que desejava comê-la
Misturada com farinha.


Quem vê o pobre negrinho
Sujo, roto e aleijado,
A cabeça descoberta,
O olhar atravessado,

Não diz que daquele peito
Bate a voz de um chorão
Nem sabe que a voz de Deus
Mora no seu coração.

O Geraldo quando canta
Deus escuta atentamente,
E sendo um Deus no seu peito
Se manifesta contente.

Solta feliz, ó Geraldo,
Este teu canto bonito
Neste teu canto eu vejo
As notas do infinito.

Poema enviado por Stela Siebra de Brito, neta do poeta residente em Recife.

Por onde andam? - Por Antonio Morais

Dois Rubis - Petrucio Amorim.

Turma de 1971 - Colégio Estadual Wilson Gonçalves - Crato - CE. Eramos 31 alunos. 12 meninas e 19 marmanjos. Formávamos uma verdadeira família, ficávamos  mais tempo junto nas atividades escolares, do que em nossos lares. Entre as meninas uma se destacava pela exuberância e simpatia. Morena, cor de canela, uma florzinha de laranjeira, olhos ligeiros, de indefiníveis cores, não sei bem, ao certo,  se verdes, castanhos ou pretos. Nunca os definir. 

A verdade é que os marmanjos todos estavam sempre  de olhos nela, inclusive eu. Terminado o curso, nos espalhamos todos mundo a fora como os chumbos de uma espingarda soca-soca que dispara sem direção. 

Vinte e cinco anos mais tarde, vinha eu dirigindo o carro, a ouvir a Elba cantar "Dois Rubis",  e, o telefone toca. Do outro lado da linha, uma voz inconfundível pergunta: Antônio?  Você ainda mora no Crato? Eu estou no Crato e, quero te ver. Pois num é que era a danada. A definição veio na hora. Os olhos pareciam "Dois Rubis". O que a musica não é capaz de fazer!.

Dedicado aos ex-colegas: Nonato Paraíba, Jflavio, Chico Rainha, Leirton, Cesário Saraiva Cruz, Antônio Primo, Antonio e Aluisio Mendes e Anário o mais sem vergonha da turma.    

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João Bilé do Coité - Por Antonio Morais

João Alves de Morais, o conhecido e saudoso João Bilé do Coité foi um homem honrado, digno, honesto e muito respeitado. Rígido e criterioso na criação e educação dos filhos. Más, como toda regra tem exceção, Renato, o seu filho caçula, era cheio de leras e traquinagens. Um belo dia, Renato aprontou uma proeza na cidade e quando João Bile soube não gostou nem um pouco.

A partir de então, João Bile apresentava-se sempre trombudo, indiferente e de cara fechada. Renato procurava aproximação puxando conversa, aqui e acolá, sem ser correspondido pelo pai.

 Num final de tarde, Renato se aproximou de seu João Bile e perguntou: Pai, o senhor é padrinho de Manuel de Mininin? Sou sim, respondeu curto e grosso: Então para alongar a conversa Renato disse: mais pai, pai tem um afilhado desmantelado! E um filho tambem, respondeu João Bilé.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Plantador de Sonhos - Por Xico Bizerra.

Aristides tinha todas as rugas do tempo e o saber dos anos. Hoje ele me apareceu junto com o sol. Há tempos não os via, Aristides e o Sol. Um, cuidando de seus sonhos e o outro se escondendo da chuva que não cansava de cair. Aristides me contou de seus rios de leite condensado, de sua horta de chocolate, de seus pomares de figurinhas difíceis e das plantações de bolas de couro número 5. O sol apenas falou-me do casamento da raposa e nada mais.

Depois, foram-se, Aristides e o Sol, deixando-me a sós com a lua e com a saudade do tempo em que eu acreditava num sol andarilho, visitante do Japão quando aqui é noite; nesse tempo, e ainda hoje, acredito nos plantadores de sonhos. Que bom se muito mais Aristides nos acordasse, junto com o sol, para falar de suas plantações.

Dane-se a ética - por Gil Castelo Branco



Muitos se arrepiam ao ouvir palavras como demônio, satanás, diabo e outras semelhantes. Mas os vocábulos fazem parte do dicionário e frequentemente são pronunciados, até por autoridades federais.

Na semana passada, o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, disse que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, era “duro como o diabo”. A impressão que tenho é que desse “diabo”, atuante e destemido, o povo gosta, perdoando-lhe até os excessos.

Em outra ocasião recente, foi a presidente Dilma quem afirmou: “Na hora da eleição se pode fazer o diabo.” Nesse caso, o diabo é aloprado e se assemelha àquela figura horrenda dos desenhos animados, com pele avermelhada, chifre, rabo, tridente, cueca e meias cheias de dinheiro.

Na verdade, o diabo já esta em campo para as eleições em 2014. Sua presença pode ser sentida, por exemplo, na escolha de Renan Calheiros para a presidência do Senado, embora um milhão e seiscentas mil pessoas — o dobro dos eleitores do senador em Alagoas — tenham se manifestado contrariamente.

A figura mítica do demônio também está por trás do 39° ministro empossado. O mostrengo administrativo existente em Brasília, caro e ineficiente, tem agora 24 ministérios, além de dez secretarias da Presidência e 5 órgãos, cujos ocupantes têm status de ministro.

Essa elite “chapa branca”, ao que tudo indica, é recorde mundial. Nos Estados Unidos, país com 315 milhões de habitantes e PIB de US$ 15,5 trilhões, são apenas 15 os ministros. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel toca a quarta maior economia do planeta com 17 auxiliares diretos.

No Brasil, é muito provável que a presidente da República cruze com algum dos seus ministros e sequer lembre o seu nome. Muitos devem encontrá-la nas solenidades e em despachos semestrais, o que aconteceu com a ex-ministra Marina Silva na gestão de Lula.

UM VARZEALEGRENSE QUE TEVE SAUDADE E NÃO VOLTOU - Por Antonio Gonçalo de Sousa


Em 1993 meu pai, Mundinho Gonçalo, encontrava-se de passeio na cidade de Quixadá  no Sertão Central do Ceará, onde eu e minha família morávamos. Pela manhã costumava dar umas voltas pela praça central  daquela cidade e um dia ouviu uma longínqua gargalhada  muito espalhafatosa e que lhe pareceu familiar. Em função da distância, não tinha a certeza de  quem seria o autor, portanto,  resolveu aproximar-se do personagem e não teve dúvidas. aquele sujeito esguio, moreno,  muito alegre, apesar da idade e dos cabelos brancos,   no meio de uma roda de amigos,  era Manoel de Venâncio. Aproximou-se mais ainda do mesmo, puxou conversa para se cerificar melhor através do tom de voz e, por fim, proferiu a sublime indagação: Você é o Manoel de Venâncio?   Ele de pronto respondeu. Sim, e o Senhor quem é? Meu pai respondeu:  eu sou Mundinho Gonçalo, do Sanharol em Várzea Alegre,  aquele que viajava com você, tangendo burros com meu pai Antonio Gonçalo Araripe nas décadas de 1930 e 1940. O encontro depois de 40 anos foi uma surpresa para os dois.  Abraçaram-se, conversaram, relembraram coisas... causos..., perguntas, respostas. Por fim,  despediram-se,  com  o compromisso de voltarem a se encontrar na mesma praça para outras conversas e mais fofocas.

Chegando em casa, meu pai  contou-me  o ocorrido e eu logo me prontifiquei de visitar a casa do Sr. Manoel, como de fato o fiz. Não foi muito difícil encontrar a casa humilde num dos arredores da cidade. Conhecemos a sua humilde família e tivemos um ligeiro panorama de como teria sido sua trajetória, desde que saíra  de Várzea Alegre, no início da década de 40 do século passado, para nunca mais voltar. Daquele dia em diante, com a  presença do meu pai ou do meu sogro, que também era de Várzea Alegre,  voltei por diversas vezes à casa do  Sr. Manoel de Venâncio, que na cidade era conhecido por “Bigode”, em função do seu vasto conjunto de pelos faciais.  Tive a oportunidade de colher dele uma vasta e dramática história, que vou tentar resumi-la:

Manoel de Venâncio tinha origem em uma família humilde do Sítio Inharé – Várzea Alegre – CE  e na juventude  viajara auxiliando meu avô Antonio Gonçalo Araripe com tropas de burros pelas bandas de Crato, Farias Brito, Campos Sales, Cedro e Iguatu.  Meu pai e outros irmãos, à época com idades equivalentes à do companheiro, também participavam dessas viagens que, embora cansativas e demoradas,  eram recheadas de  comentários, brincadeiras, conversas, etc.  O Manoel de Venâncio tinha uma característica ímpar entre os demais, por proferir uma  gargalhada espalhafatosa e característica. Além de muito magrelo, era só o que tinha de diferente. Era extremamente tímido e não se ouvia falar de quaisquer desvirtuamentos ou até mesmo de cobiças por parte do referido personagem. 

De repente, Manoel passou  a trabalhar como ajudante de carretos (carreteiro) na cidade de Várzea Alegre e, em um dos seus primeiros trabalhos nessa atividade, surgiu logo um comentário um tanto escabroso pela cidade e circunvizinhanças:  “O Manoel de Venâncio estava sendo acusado por um determinado comerciante da cidade”.  Supostamente havia dado “sumiço” a um saco de açúcar. Ele, como sempre, foi o  último a saber da estória.  Decepcionado e, por não ter meios  de fazer frente ao que lhe estavam acusando,  resolveu ir embora. Aproveitou uma viagem no carro do patrão para a vizinha cidade de Cedro e, chegando lá,  avisou ao motorista que não mais voltaria a Várzea Alegre.  O companheiro ainda tentou intervir, inclusive, passando-lhe um agrado que o patrão havia lhe entregue, para ajudar no restante da viagem. O Manoel de Venâncio recusou a oferenda. Falou que não precisava. Iria embora praticamente com a roupa do corpo e uns poucos trocados no bolso. Foi a Recife; voltou ao Ceará para alistar-se em uma frente de serviço em Banabuiú, que à época era distrito de Quixadá, onde trabalhou até a conclusão do grande açude público, que hoje dá nome a cidade que se originou da antiga vila. Depois foi morar em Quixadá – CE, onde voltou à atividade de carreteiro junto às usinas de beneficiamento de algodão.

Nos contatos que tive com o Sr. Manoel  sempre indagava se o mesmo não tinha interesse de voltar a Várzea Alegre. Procurando  incentivá-lo, comentava que muitos de seus amigos  e parentes o aguardavam por lá, dentre eles, personagens como Barela, Chico de Negão, Chico de Jorvino, Zé de Martins, entre outros.    Ele, com o olhar distante, demonstrava ansiedade, mas, sempre relutante, afirmava não ser interessante, pelo fato de ter perdido o contato com familiares e também porque muitos deles, inclusive sua mãe, já não existiam mais. Mas no seu semblante sempre me foi passado a verdadeira causa de não ter desejo de voltar a sua terra natal: A amargura e a falta de oportunidade de passar às pessoas o que verdadeiramente ocorreu naquele episódio  em que lhe foi imputada a responsabilidade pelo desaparecimento de um saco de cereal em um armazém onde trabalhava como carreteiro.

Caducando - Por Antonio Morais



Nos meus caducamentos com os netos Aluísio paga a conta. Esse moço gosta de comer. Não conheço casa mais farta do que a dos seus avós paternos Raimundo e Risomar. Outro dia chegando lá acompanhou a avô a procura de algo para degustar.

Na mesa não encontrou nada, na cozinha também,  na geladeira idem.  Desanimado olhou para o avô e disse:  Num acredito não, nessa casa não tem nada para comer? 

Quando chegaram na dispensar Raimundo Menezes apanhou uma cuia com 5 quilos de  uvas e entregou pra ele.  Ele repetiu:  Num acredito que é tudo só pra mim não?

De num acredito em num acredito ele vai passando os outros pra trás.

VERSO LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

TESTAMENTO DO JUDAS DO SANHAROL

Reprisado a pedido de um herdeiro.

Seu doutor tabelião
Eu quero nesse momento,
Pedir a sua atenção
Pra fazer meu testamento.

Pra meu sobrinho Morais
Que cuida bem de valor,
Eu deixo os trinta reais
Que vendi Nosso Senhor.

Para Cláudio eu vou deixar
Mil latas de leite ninho,
Que é pra ele alimentar
O  meu netinho Joãozinho.

Não nego nada a herdeiro
Minha herança tá exposta,
Vou deixar meu tabaqueiro
Nas mãos de Giovâni Costa.

A forca é o meu destino
É essa a realidade,
Mas contrato Neto Aquino
Para contabilidade.

O Augusto vai ficar
Com a casa do Inharé,
Um bom lugar pra morar
Sem dar trabalho a Mazé.

O que mais tenho cuidado
É com o maneiro pau,
Quero que fique guardado
Com o mano Pedro Piau.

Pra Moacir vou deixar
Uma touceira de cana,
Para ele se lembrar
Do avô José de Ana.

Meu livro de poesia
Que eu ganhei de Bidim,
Guardei até hoje em dia
Pra deixar com o Mundim.

Meu violão afinado
Pra mim é a melhor coisa,
Quero que fique guardado
Com Sheila e Fernado Souza.

A minha bíblia sagrada
Vai ficar com Manoel,
E o cachorro de caçada
Com Patrícia e Samoel.

Dakson Aquino não, quer não
Por ser ele boa gente,
Mas pra sua coleção
Deixo um tonel de aguardente.

Testamento é complicado
Mas eu faço mesmo assim,
Deixo o rifle carregado
Pros meninos de Padim.

O que mais levo saudade
É da vazante e a lagoa,
Mas vai ficar na verdade
Com o primo Luís Lisboa.

Meu cachimbo de fumar
É meu maior patrimônio,
Eu só confio deixar
Com meu neto Chico Antônio.

As coisas andam de Ré
Quem fala assim não é gago,
Vou deixar o Gravié
Pra Vicente Santiago.

João Pedro meu secretário
Vai ficar com a tarefa,
De conservar o rosário
Que foi de Madrinha Zefa.

Para Nicolau Sabino
Vou deixar de coração,
A calça boca de Sino
O anel e o medalhão.

Buzuga eu deixo de graça
A bodega que eu gostei,
Pra ele vender cachaça
A João Sem Braço e Micrey.

Vou deixar no Sanharol
A minha boa piscina,
Para nos dias de sol
Artur brincar com Marina.

A minha vaca malhada
Era a melhor que eu tinha,
Mas já ficou separada
Para o Doutor Feitosinha.

Ali perto de Iremar
Eu tenho um grande terreno,
Mas já mandei registrar
Para Zé Bitu Moreno.

Eu comprei por aventura
Uma casa na Taíba,
Mas passei a escritura
Para Pinga e Tuíba.

Toda herança traz intriga
Tem sempre um é, mais não é,
Meu velho galo de briga
Fica pra Raimundo André.

Magnólia vai herdar
Meu roçado de feijão,
Pra todo dia almoçar
Aquele feijão com pão.

Doutor Sávio é de outro lado
Perto do sítio Traíras,
Mas não fica deserdado
Ganha a sexta das mentiras.

Meu  Jesus peço perdão
Por meu erro cometido,
Pois eu estava perdido
No momento da traição.
Eu sei que botei a mão
Naqueles sujos dinheiros
E aqueles trinta cruzeiros
Foram a causa do pecado.
Mas eu peço ajoelhado,
Proteja esses meus herdeiros.

Mundim do Sanharol.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Somos peritos em esquecer as coisas. Diga-se de passagem, sou um destes. Já perceberam como a gente consegue esquecer das coisas mais básicas da vida.  Onde colocamos a chave, onde deixamos aquela peça de roupa. Ha alguns esquecimentos maiores ainda.  A data do aniversário de alguém, o nome da pessoa que acabamos de conhecer e dai por diante.

Acho que se esquecer das coisas é algo que nos traz constrangimento, principalmente quando nos esquecemos de coisas importantes. O que dizer então quando esquecemos dos grandes feitos de Deus em nossa vida?

Jeremias, em suas lamentações, começa este capítulo falando dos pecados e desolações que atingem o povo. Ele chega a um ponto tal que sua única declaração não poderia ser outra se não esta "Quero trazer à memória o que me pode dar esperança"!

A vida Cristã é assim. Quantas vezes estamos passando por uma situação semelhante. Quantas vezes os problemas e desolações se tornam tão grandes que nos sentimos totalmente desesperados.

Uma situação assim tira de nós algo muito precioso: A confiança em Deus. Se pudéssemos colocar em um papel todas as coisas que Deus já fez em toda nossa vida, com certeza gastaríamos muitas e muitas folhas para narrar todas as vezes em que o Senhor se prontificou a nos ajudar e agir soberanamente sobre nossa vida

O que acontece é que nossa mente se esquece muito rápido do que Deus faz, e isso nos faz sentir uma tristeza muito grande, de abandono e de falta de esperança.

O desafio de hoje é o seguinte: comecemos a enumerar o que Deus já fez por nós, e façamos de tais lembranças o trampolim para alçar grandes vôos, transpor grandes barreiras e sermos assim mais que vencedores. O Senhor jamais nos abandona, e tudo quanto ele faz é para nosso bem.

"Senhor, que em minha mente estejam sempre nítidas as palavras do Senhor, bem como todos os teus grandes feitos. E que tais lembraças possam fazer com que meu coração confie sempre no Senhor. Amém!"

Pr. Alessandro Costa

Um Vaqueiro andando a pé - Por Carlos Eduardo Esmeraldo.

Outro dia, vi num desses programas rurais que passam nas manhãs de domingo nas nossas tevês, uma inacreditável reportagem mostrando um vaqueiro tangendo o gado montando uma moto e vestido com calças gins e camisa polo. Confesso que fiquei com saudades dos tempos em que os nossos vaqueiros não se separavam de seus cavalos e do gibão. Bons tempos aqueles! Ah que falta do João Bentivi, Raimundo Manezim, e Pedro Mandú! Aqueles sim, eram vaqueiros de verdade! Não como esses janotas, que montados em cavalos mangas-largas, derrubam bois maltratados em um campo aberto. Ao lado de uma faixa de corridas, uma turba de idiotas a ovacionar seus tristes feitos. O vaqueiro de verdade enfrentava a caatinga e seus perigos com muita coragem. Ele e o cavalo eram criaturas que somente se separavam para dormir. Parece que nossos autênticos vaqueiros foram sepultados por essa coisa idiota chamada vaquejada, promovida por empresários de barulhentas e intoleráveis bandas de ruídos, que eles pensam ser forró. O verdadeiro vaqueiro jamais era visto andando em carros, motos ou mesmo a pé. Para qualquer lugar que ele fosse era montado em seu cavalo.
A propósito de vaqueiros, lembrei-me de uma pequena historinha da tia Esmeraldina, a irmã mais velha da minha mãe. Ela era professora e com quase 80 anos, continuava sendo a única catequista do Sítio São José. Morava com o seu irmão, meu tio Zeco Esmeraldo e sua mulher Hélia Abath. Toda tardinha, um monte de crianças se reunia num calçadão existente na casa do tio Zeco para as aulas de catecismo. Certo dia, entre indagações de “o Pai é Deus?” “Sim o Pai é Deus”, repetiam as crianças. De repente, ouviu-se a voz da tia Esmeraldina, interrompendo seus ensinamentos, e exclamando com muita admiração, apontando para a estrada que passava a cerca de uns cem metros: “Olhem meninos, que coisa interessante, um vaqueiro andando a pé!” As crianças olharam e uma delas mais desinibida ousou discordar: “Dona Esmeraldina, aquilo lá não é vaqueiro coisa nenhuma. É um doido nu.” “Para dentro de casa todo mundo!” Falou minha tia, cortando deste modo a natural curiosidade das crianças.

Carlos Eduardo Esmeraldo

terça-feira, 26 de março de 2013

Em compasso de espera - por Ilimar Franco



O governador Eduardo Campos (PSB), que ontem esteve com a presidente Dilma em Serra Talhada (PE), só vai decidir sobre sua candidatura à Presidência no ano que vem. Aos políticos e empresários que conversaram com ele, tem afirmado claramente: “Se eu for candidato é para ganhar as eleições. Não será para preparar 2018. Nunca fiz eleição teste”.

Integrantes da cúpula do PSB asseguram que a candidatura de Eduardo Campos só existirá “se o governo Dilma chegar envelhecido na eleição, num país que não cresce e sem projeto futuro”. Os socialistas estão pasmos com a “atitude raivosa do PT, que acirra ânimos, como se negasse aos aliados o direito de participar do debate político sobre o país”.

Seus dirigentes também perguntam sobre a atitude do PT com os aliados nas eleições regionais: “Os petistas vão compor com os aliados ou vão querer promover um acerto de contas, usando como álibi desacertos do passado?”.

Um Amor de cabelos Brancos - Por Renata Bitu

Paro todos os dias pra olhar você, dona dos meus olhos, e penso no nosso velho amor, o novo amor de todos os dias, começo a me perguntar como seriamos um sem o outro? Se já somos um só, uma vida noutra vida.
E se você partisse? Como eu iria viver? Como seria acordar todos os dias sem ouvir sua voz me chamando baixinho? E quando eu fosse dar minha voltinha pela manhã, acenando pra você um adeusinho, com a segurança de revê-la, sabendo que continuaria ali, no mesmo lugar quando eu voltar, correspondendo meu gesto até perder-me de vista.
E eu pensaria como você poderia ter me deixado? Só você sabe preparar tão bem o meu cafezinho, e ajeitar a minha roupa, com quem eu iria comentar indignado sobre o amor dos dias de hoje, esse amor que a televisão mostra todos os dias, esse amor que as pessoas tornaram tão vil, e você me diria: Que nada disso torna o nosso amor démodé.
E eu lembraria quando sentávamos juntos a recordar nossas vidas, lembraria de quando eu perco minhas coisas que só você sabe encontrar, ralhando comigo (gosto de te ver ralhar, vejo beleza até em seus defeitos).
E eu riria, depois outros ririam de mim, Olha o velho rindo sozinho, diriam. Pois eu também os zombaria, não sabem eles a importância daquele momento tão nosso.
Essas lembranças querida, serão grandes demais para que as suporte sozinho, nós dois que nos amamos tanto, que vivemos tão lindas historias escritas por nós e com Deus de diretor.
Lembraria ainda de quando te vi pela primeira vez, teus cabelos tão negros, tais qual os de Iracema (como a asa de uma graúna) e lembraria de quando foram ficando alvos, fio por fio, testemunhando legitimamente a vivência desse amor.
Nós dois meu amor, que já não precisamos abrir os lábios para falarmos um com o outro, teremos sempre à vontade de continuar nos amando tanto, um amor que passou da beleza física a espiritual.
E você me deixar, como pode? Iria mudando tudo que eu pensei existir, e ia percebendo que a saudade ia ficando mais crescida, e eu iria pedindo pra que as estrelas já não brilhassem, pra que as flores não perfumassem, para que os pássaros não cantassem, porque nada disso teria mais sentido sem você, e eu ia morrendo aos poucos, devagarzinho, pois como seria estranho tudo isso quando você já não esta.
Iria rezando para que os dias se consumissem mais rápidos e chegasse a minha hora de partir, para que eu fosse reunir-me a ti, para sempre, vivendo esse amor eternamente, e ainda depois.
Renata Bitu, em 26 de maio de 2010.
Dedicado aos meus avós.

Surdez na terceira idade - Colaboração de Jose Eudes mamedio

Um idoso telefona ao médico para marcar uma consulta para a sua mulher. A atendente lhe pergunta: Qual o problema de sua esposa? Surdez. Não ouve quase nada. Então o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la, fará um teste, para facilitar o diagnostico do médico. Sem que ela esteja olhando, o senhor, a uma certa distância, falará em tom normal, até que perceba a que distância ela consegue ouví-lo.

Então, quando vier, dirá ao médico a que distância o senhor estava quando ela o ouviu. Certo? Está certo.
À noite, quando a mulher estava preparando o jantar, o velhote decidiu fazer o teste. Mediu a distância que estava em relação à mulher e pensou: Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora!' Maria, o que temos para jantar? Nada. Silêncio. Aproxima-se a 5 metros: Maria, o que temos para jantar? Nada. Silêncio. Fica a uma distância de 3 metros: Maria, o que temos para jantar? Silêncio. Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
Maria! O que temos para jantar?
Frango, porra! É a quarta vez que eu respondo!

NORMALMENTE, NA VIDA, PENSAMOS QUE AS DEFICIÊNCIAS SÃO DOS OUTROS E NÃO NOSSAS.

Verme na Cerveja.

Sempre há mais de uma interpretação sobre um mesmo assunto! Um professor de química queria ensinar aos seus alunos do 2º Grau os males causados pelas bebidas alcoólicas e elaborou uma experiência que envolvia um copo com água, outro com cerveja e dois vermes.

"Agora alunos, atenção"! Observem os 'vermes', disse oprofessor, colocando um deles dentro da água. A criatura nadou agilmente no copo, como se estivesse feliz brincando. Depois, o mestre colocou o outro verme no segundo copo, contendo cerveja. O bicho se contorceu todo, desesperadamente, como se estivesse louco para sair do líquido e depois afundou como uma pedra, absolutamente morto.

Satisfeito com os resultados, o professor perguntou aos alunos: 'E então, que lição podemos aprender desta experiência?' - 'Joãozinho levantou a mão, pedindo para falar, e sabiamente respondeu':- Quem bebe cerveja; não tem vermes!
Foi aplaudido de pé!

NADA SE CRIA, TUDO SE COPIA.

Muita gente chia e grita contra as musicas de má qualidade que atualmente dominam as paradas. Na verdade na atualidade pouco se cria, tudo se copia.

Quando surgem grandes valores nascem copiando musicas antigas. O publico é o maior responsável por todo este mal gosto. Diz que não presta e compra o disco, fala que é ruim e lota os shows. Por esta razão a musica que não tem qualidade se sustenta e faz dos nossos ouvidos pinico. Musica antiga, talento atual.


Coração de Papel - Sucesso há 60 anos.


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PORQUE O JUIZ TEM QUE OUVIR AS DUAS PARTES


Seu Zé, mineirinho, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofre  num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal. No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé:

- O Senhor não disse na hora do acidente 'Estou ótimo'?

E seu Zé responde:

- Bão, vô ti contá o que aconteceu. Eu tinha acabado di colocá minha mula favorita na caminhonete...

- Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado.
- Só responda à pergunta: O Senhor não disse na cena do acidente: 'Estou ótimo'?

- Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia...

O advogado interrompe novamente e diz:

- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem.  Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta.

Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu Zé e disse ao advogado:

- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.

Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu:

- Como eu tava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a Rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na minha Caminhonete bem du lado. Eu fui lançado fora do carro prum lado da   rodovia e a mula foi lançada pro outro lado. Eu tava muito ferido e não podia me movê. Mais eu podia ouvir a mula zurrano e grunhino e,  pelo baruio, percebi que o estado dela era muito feio. Em seguida o
patrulheiro rodoviário chegou. Ele ouviu a mula gritano e zurrano e  foi até onde ela tava. Depois de dá uma oiada nela, ele pegou o revorve e atirou 3 vezes bem no meio dos ôio dela. Depois ele travessô a estrada com a arma na mão, oiô para mim e disse:

- Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. E, como o senhor está se sentindo?

- Aí eu pensei bem e falei: ... Tô ótimo!

segunda-feira, 25 de março de 2013

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Conta-se que um próspero fazendeiro, dono de muitas propriedades, estava gravemente enfermo. Mas, muito mais que sua doença, o que mais o incomodava era o clima de desarmonia que reinava entre seus quatro filhos.

Pensando em dar uma lição importante, ele chamou os quatro para fazer uma revelação importante: Como vocês sabem, eu estou velho, cansado e creio que não me resta muito tempo de vida. Por isso, chamei-os aqui para avisá-los que vou deixar todos os meus bens para apenas um de vocês. Os filhos, surpresos, se entreolharam e ouviram o restante que o pai tinha a lhes dizer: Vocês estão vendo aquele feixe de gravetos ali, encostado naquela porta? Pois bem, aquele que conseguir partir ao meio, apenas com as mãos, este será o meu herdeiro.

De início acharam um tanto absurda a proposta, mas pensando no prêmio logo começaram a tentar quebrar o feixe. Tentaram, tentaram, e por mais esforços que fizessem, nenhum foi bem sucedido no tentame. Indignados com o pai, que lhes propusera algo impossível, começaram a reclamar. Este então se colocou em pé, e disse que ele mesmo iria quebrá-lo. Os filhos o fitaram, incrédulos.

O velho homem começou a retirar, um a um, os gravetos do feixe, e foi quebrando-os separadamente, até não mais restar um único graveto inteiro. Voltou o olhar para os filhos e concluiu: Eu não tenho o menor interesse em deixar os meus bens para só um de vocês. Eu quero, na verdade, que vocês, juntos, sejam os sucessores do meu trabalho. Sucessores que trabalhem com garra, dedicação, e acima de tudo, repletos de amor, uns pelos outros. 

E disse ainda:

Enquanto vocês estiverem unidos, nada poderá pôr em risco tudo que construí para vocês. Nada, nem ninguém, os quebrará. Mas, separadamente, vocês serão tão frágeis quanto cada um destes gravetos. Dois pedaços de madeira podem sustentar mais peso do que a soma que cada um pode aguentar separadamente.

Da mesma forma, ajudando-nos uns aos outros, mantendo-nos unidos por bons sentimentos, suportaremos muito melhor os impactos que a vida nos apresentará. A tão presente expressão: Cada um por si, e Deus por todos, precisa desaparecer de nossos valores, de nossa filosofia de vida.

O mundo individualista não tem futuro.  O egoísmo cederá lugar à caridade, ao importar-se um com o outro, à vida em grupo. As famílias estarão muito mais fortes, preparadas para enfrentar desafios, quando unidas. As organizações terão mais êxito e sucesso, quando cultivarem o espírito de equipe em seu ambiente diário.

As comunidades farão mais conquistas, crescerão mais rápido, quando perceberem que as pessoas juntas têm mais voz, têm mais poder de atuação. As nações, por sua vez, entenderão que estamos todos juntos, neste globo, por uma causa muito especial: juntos evoluirmos, juntos alcançarmos os novos patamares celestes de felicidade.

Desconheço o Autor

Multa por alta velocidade - Que advogada!

Uma advogada andava em alta velocidade pela cidade com seu Tucson, quando foi parada pelo guarda de trânsito.
O Guarda: - A senhora estava além da velocidade permitida, por favor a sua habilitação. Advogada: - Está vencida.
Guarda: - O documento do carro.
Advogada: - O carro não é meu.
Guarda: - A senhora, por favor, abra o porta-luvas.
Advogada: - Não posso, tem um revólver aí que usei para roubar este carro.
Guarda (já bastante preocupado): - Abra o porta-malas!
Advogada: - Nem pensar! Lá está o corpo da dona deste carro, que eu matei no assalto.
O guarda , diante das circunstâncias , resolve chamar o Sargento .
Chegando ao local o Sargento dirige-se à advogada:
Sargento: - Habilitação e documento do carro por favor!
Advogada: - Está aqui senhor, como vê o carro está no meu nome e a habilitação está regular. Sargento: - Abra o porta-luvas!
Advogada (tranqüilamente...): - Como vê só tem alguns papéis.
Sargento: - Abra o porta-malas!
Advogada: - Certo, aqui está... como vê, está vazio.
Sargento (constrangido): - Deve estar acontecendo algum equívoco, o meu subordinado me disse que a senhora não tinha habilitação, que não era o dona do carro pois o tinha roubado, com um revólver que estava no porta luvas, de uma mulher cujo corpo estava no porta malas.
Advogada: - Só falta agora esse sacana dizer que eu estava em alta velocidade!!!
Enviada por Jose Eudes Mamedio.

domingo, 24 de março de 2013

Meu Senhor - Mahatma Gandhi.

Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos débeis. Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás êxito, não me tires a humildade. Se me dás humildade, não me tires a dignidade.

Ajuda-me a ver sempre a outra face da medalha, não me deixe culpar de traição a outrem por não pensar como eu. Ensina-me aos outros como a mim mesmo. Não me deixas cair no orgulho se triunfo, nem no desespero se fracasso. Mas antes recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo. Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.

Se me tiras o êxito, deixe-me forças para aprender com o fracasso. Se eu ofender a alguém, dá-me energia para pedir desculpa, se alguém me ofender dá-me energia para perdoar.
Senhor... Se eu me esquecer de ti, nunca ti esqueças de mim.

Mahatma Gandhi

A transa de dois velhinhos.

Um casal está comemorando o aniversário de casamento, com um jantar em um pequeno restaurante no campo. O marido se inclina e pergunta para a esposa: - Meu bem, você se lembra da nossa primeira vez, há cinqüenta anos atrás? Nós fomos para a parte de trás do restaurante, você se apoiou na cerca e..
Eu lembro muito bem, responde ela.

- O que você acha de repetirmos agora, em louvor aos velhos tempos? - Oh, você é um sátiro, mas me parece uma boa idéia.

Um policial sentado ao lado ouve a conversa e pensa: tenho que ver estes dois coroas fazendo sexo, encostados na cerca. Eles saem e caminham até lá, se apoiando um ao outro, ajudados por bengalas. Chegam à cerca e a velha senhora ergue a saia, o coroa baixa as calças. Ela se agarra na cerca e ele vem por traz. De repente, eles explodem no sexo mais furioso que o policial já tinha visto na vida. Fazem como se tivessem dezoito anos. Repetem algumas vezes. Ela grita e ele agarra os quadris dela, furiosamente. O sexo mais atlético imaginável.
Finalmente caem exaustos no chão.

Depois de mais de meia hora deitados e se recuperando, os dois se levantam, apanham as roupas espalhadas e se vestem.

O policial, ainda perplexo, toma coragem, se aproxima do casal e pergunta:
Vocês devem ter tido uma vida fantástica. Como vocês conseguem? Qual é o segredo?
- Sei lá….. Cinqüenta anos atrás a cerca não era eletrificada!


sábado, 23 de março de 2013

DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.

FEITIÇO  CONTRA  FEITICEIRO.

A minha memória hoje, retroagiu para o ano de 1956, em Várzea Alegre-Ceará.
Na rua Padre José Alves antes de ser pavimentada, tinha um depósito de cal pertencente ao Coronel Dirceu de Carvalho Pimpim. Ficava entre a minha casa e a lateral da casa do Coronel. Depois que foi desativado o depósito, aquele vão foi ocupado primeiro por Maria Caitano e depois por Manoel Boca Torta. Na rua não trafegava veículos e tinha uns matos com dois palmos de altura, entre a calçada da casa de João Bilé e o muro do jardim de Dona Dosa.
Um dia chegou Dedé de Júlio Xavier com os bolsos cheios de tiras de tecidos e falou para mim:
- Raimundim. Eu vou amarrar essa tiras de uns matos para os outros, qui é pra quando os caba passar, tacar o rabo no chão.
E assim ele fez. Depois nós ficamos na calçada da minha casa para olhar.
O primeiro que caiu foi Manoel Boca Torta. Parece até que ele tinha visto quem amarrou, porque foi direto onde nós estávamos e apontou logo o dedo Para Dedé dizendo palavrões naquela linguagem incompreensível.
Naquele momento Júlio Xavier passava na rau major Joaquim Alves e vendo que havia algum problema com o seu filho, partiu de lá quase correndo. Quando passava pelo mato caiu todo à granel. O tombo foi maior do que o de Manoel, porque Júlio era mais gordo e vinha mais rápido. Mas foi cair quase no mesmo lugar que o outro tinha caído.
Foi até onde nós estávamos mais zangado do que porco sendo castrado e perguntou:
- O que é que tá acontecendo aqui?
Dedé com as mãos nos bolsos, gaguejou e não conseguiu dizer nada.
Eu raciocinei rápido e tomei a defesa de Dedé:
- Foi porque os meninos da praça Santo Antônio amarraram os matos e Manoel caiu no mesmo lugar que o Senhor caiu e tá pensado que foi Dedé.
- Pois ele vai ter que provar. Vamos pra casa, José.
Quando Júlio pegou no braço do filho, a mão saiu do bolso acompanhada de um punhado de tiras.
Naquela hora a situação ficou ruim pra Dedé, porque Júlio foi logo dizendo:
- Então foi os meninos da Praça, não foi?
Não deu nem tempo de Dedé dizer foi.
Júlio pegou na orelha do filho com a mão esquerda e levou suspenso até a sua casa que ficava vizinha a Usina Diniz. E com a mão direita de vez em quando dava um pescoção.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Tenho um amigo que durante a depressão, perdeu o emprego, a fortuna, a esposa e a casa. Porém, ele permaneceu firme na fé (a única coisa que lhe restou).

Um dia, ele parou para observar alguns homens trabalhando numa igreja enorme, esculpindo pedras. Um deles estava cinzelando uma pedra triangular.

O que você vai fazer com essa pedra? – perguntou meu amigo. O senhor está vendo aquela abertura lá em cima perto do pináculo? – disse o trabalhador – Estou modelando esta peça aqui embaixo para que ela seja encaixada lá em cima.

Lágrimas brotam nos olhos de meu amigo enquanto ele seguia seu caminho. Parecia que Deus havia falado por meio da boca daquele trabalhador para explicar a provação que ele atravessava.

"Eu o estou modelando aqui embaixo para que você seja encaixado lá em cima"

Autor Desconhecido

"As Bem-Aventuranças"

Nós podemos viver sob vários códigos de lei. Aliás, elas são um meio pelo qual nos organizamos. Sabemos que não devemos atravessar o semáforo quando estiver vermelho. Sabemos que não podemos trafegar em alta velocidade dentro das cidades. Sabemos que não podemos nos comportar de determinada maneira naquele ambiente e por aí vai. São normas que nos auxiliam a conviver educada e civilizadamente em sociedade. Se todos cumprirem, seremos uma sociedade mais humana, mais irmã. Caso contrario o caos impera.

Hoje, lemos as bem-aventuranças. Não são normas opcionais, mas são a manifestação da grandeza de Deus e dos seus escolhidos, que não são estes ou aqueles em ordem de preferência, mas todo aquele que vive a palavra e, principalmente, as bem-aventuranças. Todo aquele que vive a palavra de Deus é um bem-aventurado, porque deverá suportar todo obstáculo, toda dificuldade.

Precisamos ter a real consciência dessa palavra em nossa vida. Faça o outro feliz e você o ajudará a entender as bem-aventuranças. Ser bom é viver a bem-aventurança.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Falta Respeito - Por Antônio Morais


Cada dia me convenço mais da indiferença, insensibilidade, falta de caridade e respeito do ser humano pelo seu semelhante.

Ontem cedo, de passagem por um desses postos de moto taxista que proliferaram, o Crato, como nenhuma outra coisa, vi uma cena inusitada. Um velhinho de 80 anos de idade, não menos, se aproximou de um deles para fazer uma corrida. 

O moto taxista  entregou-lhe o capacete e o senhor colocou na cabeça de maneira trocada: a parte da frente virada para trás. Ao invés do moto taxista  retirar e recolocar de forma adequada, ele mostrou para os demais colegas e foi aquela mangofa e  mangação. 

O Moto taxista  arrancou como se uma corrida de carro fosse com o velhinho  "encaretado" agarrado  na garupa de sua moto. Os outros riam.

Se existem dois ou mais taxista  para cada habitante, imagina-se  o tratamento que é dado a essa gente por uma atividade que preste serviços especializados.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS.


"As árvores na floresta, protegidas por outras árvores, não produziriam", disse ele. "Os bons violinos são fabricados com madeira das árvores que crescem em ladeiras, que são envergadas pelos ventos, que são castigadas pelo sol, cujas raízes têm que penetrar profundamente no solo em busca de água e que têm que ser robustas para sobreviver".

Da mesma forma o cristão se torna mais forte e mais útil quando enfrenta e supera grandes testes. Não gostamos de passar por lutas, de caminhar em meio a tormentas, de encarar crises em nossa vida diária.

Preferimos uma vida serena e tranqüila, sem lutas e problemas, sem sustos e sem esforços. Ao menor sinal de dificuldades, clamamos ao Senhor pedindo que nos socorra que nos segure com Suas fortes mãos e nos proteja de todo mal. 

Mas não foi assim quando Jesus esteve com Seus discípulos. Ele permitiu que passassem por vários momentos de aflição, que enfrentassem tempestades no Mar da Galiléia, que entendessem que cada luta era um momento de crescimento espiritual que os prepararia para enfrentar o mundo e alcançar grandes vitórias. 

O Senhor deseja que sejamos fortes na luta contra as adversidades. Ele quer nos fazer bênçãos em qualquer circunstância. Se os ventos das injustiças nos dobram ao ponto de parecer que não conseguiremos resistir, se o calor das batalhas do dia a dia nos assola e maltrata, não percamos a
esperança e nem desanimemos.

O Senhor está nos provando!
Sejamos fortes! Finquemos as raízes de nossa fé na profundidade das promessas do Senhor contidas em Sua Palavra. 

Ele nos ama e está apenas nos preparando para sermos instrumentos de valor na Sua obra.  Sejamos violinos espirituais de boa qualidade para Deus.
Pr. Paulo Barbosa

Alta velocidade - Por Antonio Morais

Estarei resgatando nos próximos dias, algumas historias do nosso conterrâneo Juarez Batista de Souza que de uma simples bodega no Mocotó, em Várzea-Alegre, mudando-se para o Crato se tornou o maior comerciante do ramo de estivas e cereais do interior do nordeste.

Como todo bom varzealegrense Juarez era espirituoso, bem humorado e folclórico. Decidir escrever algumas proezas que presenciei depois de liberado pelo Dr.Wilson Caetano de Lima filho do Juarez.

Um dia Juarez estava em seu armazém na Monsenhor Esmeraldo em Crato e foi chamado para resolver um problema urgente em um dos armazéns do Juazeiro. Apanhou o seu Doge Dart a acunhou igual a uma bala. Passou pela Gurita da Policia Rodoviária Estadual localizada no sitio São Jose que parecia um raio.

Uma patrulha o seguiu e, dez minutos depois de Juarez estacionar o carro, os policiais encostaram dizendo: O senhor ultrapassou a velocidade permitida. Não senhor, respondeu Juarez. Meu carro corre 220 km e eu vinha puxando só 180.

O senhor ultrapassou o limite de velocidade permitido para Rodovia. Cadê a sua carta? E eu fiquei de escrever pra vocês? Respondeu Juarez!

Nós estamos falando serio com você e você está é com lera? Eu vou tirar sua carteira! Disse o policial já bastante aborrecido. “Apois tire mermo homi, eu já tentei tirar dez vez e nunca consegui”! Disse Juarez.

De esperança o povo vive - Por Antonio Morais


De tanto ouvir o meu amigo Melito Sampaio dizer que as esperanças depositadas nos políticos "eram trabalho perdido" que todo governo  que chega é pior do que o anterior, creio que o velho amigo de saudosa memoria  estava certo. Talvez por essa razão Melito fosse a politico.

Com base nesse razoado conceito, lembrei-me a historia de uma velhinha de 95 anos que diariamente passava pela casa do Rei e falava para o mesmo: Deus te proteja, te dê saúde  e muitos anos de vida. 

Todo dia era a mesma cantilena. Um dia o Rei  procurou saber da velhinha porque desejava sempre proteção, saúde e vida muito longa! 

A velhinha respondeu: O seu avô não valia um tostão, seu pai não valia um vintém, você não vale nada! Estou muito preocupada com o próximo.

Porque Sitio Garrote - Por Antonio Morais

Quem é do Sanharol já ouviu falar no Sitio Garrote. Dizia o meu pai que a festa de Nossa Senhora da Paz do sitio Garrote era festejada igual a de São Raimundo Nonato na sede urbana do municipio. O sitio pertencia a Pedro Alves de Morais, Pedrinho do Sanharol, meu bisavô. Moravam no local Mariana de Morais Rego irmã e sogra do Pedrinho e mais algumas famílias agregadas. No lugar só existem hoje os pés de cajarana e alguns resquicios de torrões, cacos de telhas e nada mais.

Um dos filhos de papai Raimundo, que não vou revelar o nome, para evitar pendengas, teve um chamego com uma filha de um morador. Entre as promessas de conquistas estava um presente de um garrote. Quando a chama do romance se apagou, pouca gente havia tomado conhecimento do caso.

O cidadão tinha em sua residência, pendurado na alpendrada da casa, uma cabaça cortada um pouco acima do meio. Utensílio que há época se denominava cumbuca. Guardava, na mesma, objetos como ferramentas, grampos de cerca, pregos etc.

Um dia a esposa foi procurar um prego para colocar um santo na parede e deu conta de um bilhete dizendo: Me pague o garrote que você me prometeu! Quando o velho sentou na mesa para almoçar, a esposa falou: Porque você não paga o que está devendo? Ele respondeu: E eu devo nada a ninguém? Deve sim, pague o garrote que você prometeu a fulaninha! Acrescentou a mulher muito aborrecida.

O velho, mais ajuizado e cordato perguntou: e como foi que você soube desta historia? Ela em cima da bucha respondeu!Vi um bilhete junto com suas coisas! E o velho encerra o conversa dizendo: E o que você queria mexendo na minha cumbuca? A historia se espalhou e o nome pegou. Ainda hoje o local, embora desabitado, é conhecido por Garrote.

Copa do Mundo - Por Antonio Morais

Na Copa do Mundo realizada na Espanha, Juarez Batista combinou com o filho Dr. Wilson Caetano para assistirem depois das quartas de finais.

Aguardaram a parte preliminar, chegaram e assistiram exatamente o jogo contra a França, no qual o Brasil foi eliminado. Sem a presença do Brasil, a competição perdeu a graça e, os dois resolveram retornar de imediato. Pegaram um avião que fazia escala demorada de um dia em Londres.

Quando o avião pousou apanharam um taxi para leva-los do aeroporto para o hotel. Logo que deixaram o aeroporto, numa reta de mão unica, o condutor do carro, um ingles é claro, chegou a velocidade de 200 Kms/h. Juarez, sentado no banco trazeiro, coloca a cabeça entre os bancos dianteiros bate com a mão no ombro do motorista e fala:"Zé eu num tô avexado não"!

Dr. Wilson, com a calma que lhe é peculiar, olha para o pai e diz: papai ele não sabe o que o senhor está dizendo não.

quinta-feira, 21 de março de 2013

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

PEIA  REPARTIDA.

Zé de Priscila, nós já citamos ele por aqui no causo do furto do isqueiro. Ele agora aparece novamente nesse outro causo. Zé era afilhado de fogueira do Sr. José Augusto Leite, pai de Alberto. O padrinho considerava Zé como se fosse afilhado de batismo, mas o afilhado além de não ser chegado ao trabalho, era muito malino, gostava de mexer no alheio. Não podia ver isqueiro, chapéu e guarda-chuva distante do dono que surrupiava. Dividia a semana com quatro dias preso e três furtando.
Quando aparecia na mercearia do padrinho gritava da porta:
- A bença. Padim Zé Ogusto !
O padrinho abençoava:
- Deus lhe dê juízo. Mas vá pra casa, que mais tarde eu mando Alberto levar um presente.Mas teve um dia que Zé querendo ampliar o seu ramo de atividade, resolveu furtar a bicicleta de Antônio Diô que estava dentro do mercado. Antônio estava fora do mercado conversando com um soldado e um sargento reformado, que era o delegado de Várzea Alegre.
Quando Zé saiu no portão com a bicicleta na direção norte deu de cara com o dono e a polícia. Antônio Diô gritou e Zé partiu na direção sul. Na agonia da fuga ele não viu que vinha outro soldado na calçada e a bicicleta inventou de atropelar o militar. Quando Zé tentou correr já estava agarrado pelos quatro. Logo que o sargento deu a voz de prisão, Zé Augusto  saiu da mercearia e pediu para que não batessem nele.
A polícia saiu conduzindo o preso pela Av. Getúlio Vargas até o Beco da Liberdade, quando o soldado que foi atropelado notou que a farda estava rasgada, deu um tabefe tão grande no pé do ouvido de Zé que ele já tombou pra cima do outro soldado, o colega não querendo receber  o preso  devolveu com outro tabefe ainda maior.
A sorte de Zé foi o Sargento que falou:
- Já chega. Vocês não viram o cidadão pedir para não bater nele.
Chegando na cadeia o delegado mandou o pessoal sair e deu um bacurejo no preso. E como não encontrou dinheiro falou:
- Ou ladrão sem futuro !
O Senhor José Augusto cortou um pedaço de queijo, pegou uma banda de rapadura e entregou ao seu filho Deda dizendo:
- Vá deixar essa merenda a José e aproveite para dar uns concelhos a ele.
Deda chegou na prisão foi até a cela de Zé e entregou o lanche dizendo:
- Taqui que meu pai mandou pra você, mas ele pediu para eu lhe dar uns concelhos.
- Já sei, os caba já foro dizer a padim Zé Ogusto, mais nem deu certo eu afanar a bicicreta de Ontõe Diô, qui a puliça tava perto.
- Pois é Zé. Meu pai tá preocupado com você, foi não foi você tá preso e isso não é coisa pra homem.
- Num tem pobrema não. Eu já tou acustumado.
- Mas a questão não é só a cadeia, é porque esse sargento trata ladrão é na peia. Você só não apanhou porque meu pai pediu e o sargento atendeu.
- E quem foi qui dixe qui eu num apanhei? Quando nóis vinha ali no Beco da Liberdade, dero dois tabefe no meu peduvido qui meu zuvido inda tá assubiando.
- Pois foi por issso que o meu pai mandou eu lhe aconselhar.
- Apois diga a meu padim Zé Ogusto , que ele arrume oto sargento prumode prender esse daqui, pruque ele é mais ladrão do qui eu.
- Que conversa é essa zé?
- É divera. Onte de noite ele chegou cum um bebo das banda do Riacho do Mei e eu ví quando ele meteu a mão no boço do bebo, tirou o dinheiro e butou no boço dele.
- Mas deve ter sido pra guardar.
- Foi não, pruque hoje de menhã o bebo foi pidi o dinheiro prumode mandar comprar o armoço e ele disse que não pegou  no dinheiro dele não. Aí o bebo disse assim:
- O Sinhor tirou o dinheiro do meu boço.
Aí o sargento disse:
- Você é besta cabra ! Respeite a polícia.
- Mas o Sinhor tirou.
- Você acabe com essa conversa, se não eu mando o meninos lhe açoitar até você aprender a não acusar autoridade.
- E cadê meu dinheiro.
- Se você tinha dinheiro, ou perdeu, ou aquelas raparigas do frejo que tavam sentada no seu colo furtaram.
- Aí quando mãe trouve meu dicumê, foi priciso eu repartir com ele.
Quando Zé acabou de contar a história, o preso do Riacho do Meio que estava na cela vizinha gritou:
- Foi divera Seu Deda.
Deda voltou a alertar Zé:
- Pois é Zé. Eu acho melhor você não ficar comentando o assunto. Porque assim como você repartiu o seu almoço com o colega, pode ser que o sargento queira repartir a peia que ele vai mandar dar ele,  com você também.

Pra lá o inverno já tá pegado? - Por Antonio Morais

Um casal suíço, de ferias e passagem pelo Brasil, chegando ao Crato demorou uns 20 dias observando e admirando a natureza que só o sopé da Chapada do Araripe oferece.

Casal simpático, gentil, educado fez amizade com o jornalista Antonio Vicelmo. Esteve na Radio Educadora do Cariri dando entrevista no programa de maior audiência: O Jornal do Vicelmo e, determinado dia demonstrou interesse em conhecer a oficina do saudoso Paulo Ferreira, que fabricava as famosas facas da marca Jardim.

Vicelmo conduziu o casal até a oficina e apresentou ao artesão dizendo: Paulo, este casal é da Suíça, está de férias no Brasil e há mais de 20 dias em Crato. Estar aqui para ver como você faz estas facas, inclusive deseja comprar algumas para levar como lembrança de nossa cidade.

O Paulo soltou o cabo do fole e a marreta que batia o ferro, olhou para o casal e perguntou: O inverno pra lá já tá pegado?

Pois bem, é característica do nordestino se preocupar com a chuva, um bom inverno é sinal de fartura.

Meus netos - Por Antonio Morais



Ana Thais, uma mocinha fazendo vestibular não gosta e não autoriza que o avô  revele  suas historias por aqui.



João Pedro, o segundo neto, com os seus  quase 9 anos,  tem seus gostos, suas preferências e já decide  suas  vontades.  Muito estudioso e amigo já tem historias demais por aqui.



Aluísio, eita, esse é o Cara da vez. Com quatro anos, o mais novo aluno da  Escola do Mikey. É com ele que vamos conversar. 

Na primeira semana de aulas se valeu do choro. Quando viu que chorar não dava jeito deixou de lado.  Semana passada a mãe lutou para acordá-lo. Vamos Aluísio levantar, você precisa se arrumar e ir para escola. Mãe, eu estou com sono. Quando você voltar da aula você dorme. Eu quero dormir é agora. Não teve jeito foi pra aula.

Depois dos feriados de São José a moleza voltou. Desta feita, quem foi acordar foi o pai. Aluísio vamos, eu já estou indo. Eu quero ir no carro de Mamãe, está bem se arrume, Nós vamos no carro dela e ela vai no meu. Mais uma vez não houve jeito. teve que ir pra aula, achando muito ruim, mas foi.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem; Pois foi ele quem fundou-a sobre os mares e firmou-a sobre as águas.

Quem poderá subir o monte do Senhor? Quem poderá entrar no seu Santo Lugar? Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro, que não recorre aos ídolos nem jura por deuses falsos. (Ou não se volta para a mentira nem jura falsamente)

Ele receberá bênçãos do Senhor, e Deus, o seu Salvador lhe fará justiça. São assim aqueles que o buscam, que buscam a tua face, ó Deus de Jacó.

Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre. Quem é o Rei da glória? O Senhor forte e valente, o Senhor valente nas guerras.

Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre. Quem é esse Rei da glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da glória!

Eduardo Campos minimiza pesquisa de opinião sobre governo Dilma - Por Letícia Lins.



O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato do PSB à Presidência, minimizou nesta terça-feira a avaliação feita sobre o governo Dilma. Segundo pesquisa do Ibope feita para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 63% da população avaliam o governo como ótimo ou bom. Campos afirmou que “ninguém deve cantar vitória antes da hora”:

A presidente já tinha aceitação popular. E é muito importante, em momentos decisivos como este, que os governantes tenham a confiança da população, para poder, inclusive, dar conta dos novos desafios que estão por aí — afirmou. — Que a presidente possa reconduzir o Brasil a um processo de crescimento econômico, distribuir renda, animar investimentos.

O roedor de unhas - Por Antonio Morais

Não houve no mundo casal mais desunido que Zé Chato e Jorvina. Gato e rato perdiam. Já velhinhos moravam numa casinha de taipa próxima a casa de Raimundo Bitu do Sanharol.

Apesar da pobreza extrema, pois a época não havia aposentadoria e os dois não tinham condições de trabalho e nem familiares que pudessem ajudá-los, viviam da caridade alheia, mas, não reclamação da vida.
Zé Chato era muito nervoso, e vivia roendo as unhas. As cabeças dos dedos chegavam ao sangue e ele não parava com a mania.

De repente, de uma hora pra outra, todos estavam admirados: as unhas de Zé Chato ressurgiram como num passo de mágica. Unhas longas, cabeças dos dedos sarados etc.

Zabé de Vicente Felix perguntou: Jorvina muié, o que tu fez que Zé Chato largou de roer as unhas? Ora o que foi Zabé, eu escondi a chapa dele!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Neguim de João Lopes - Por Antonio Morais

Poucas pessoas eram conhecidas em Várzea-Alegre quanto Neguim de João Lopes. Bonachão, chegado a meropeia, divertido e desmantelado. Um dia sua mãe Jovelina recebeu uma visita e mandou Neguim ir ao açougue com uma nota de 20 reais comprar carne.

Uma exigência muito bem esclarecida: não traga qualquer carne, exijo carne de primeira, meus compadres são merecedores de comida de boa qualidade.

Neguim saiu esquipando para o açougue. Antes do mercado passou num local onde Boris estava com um caipira em pleno funcionamento. Neguim não resistiu a tentação do lucro fácil, amarrou o cinco e só parou de jogar quando lhe restava apenas dois reais de todo o dinheiro recebido para pagar a carne.

Neguim foi ao açougue do Jose de Jorvino, mandou juntar uma tripas de gado que estavam sendo salgadas e colocou num jornal e partiu para casa.

Quando Dona Jovelina viu a arrumação deu o maior pinote: Menino, eu te mandei comprar “chã de dentro” e tu trouxe foi tripa!

Neguim bem humorado respondeu: foi mãe, e, tem uma coisa, mais de dentro do que as tripas só se for a merda.

Visões - Pedro Felicio Cavalcante - Por Antonio Morais


Na penumbra translúcida dos sonhos,
Vejo teu vulto e escuto tua voz.
E muitas vezes pensando em ti suponho,
Que se me foge o sofrimento atroz.

Se o teu retrato sobre a mesa ponho,
Logo adormeço e julgo ver-te em pós.
E desperto infeliz e tão tristonho,
Vendo que estou inteiramente a sós.

E nessa tristeza que me dilacera,
Martírio d’alma que no peito impera,
Uma saudade atroz que me consome.

E quando fito o firmamento e vejo,
No azul passeando em lúcido cortejo,
Vejo as cinco letras do teu lindo nome.

O PT descobriu tarde que um dos conspiradores de 1975 é amigo do chefe - Augusto Nunes



A direção do PT deveria ter recomendado ao departamento de necrofilia eleitoreira que, antes de transformar o assassinato de Vladimir Herzog em instrumento de caça ao voto, confrontasse a lista de envolvidos no episódio com a relação dos bandidos de estimação do chefe. Essa medida preventiva conduziria, já na escavação inaugural, à localização de José Maria Marin numa suíte da catacumba reservada a assombrações que Lula abençoou.

Hoje presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marin era deputado estadual da Arena de São Paulo quando se envolveu na conspiração que resultou na prisão, tortura e morte de Herzog, então diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ele entrou em cena na tarde de 9 de outubro de 1975, durante a sessão da Assembleia Legislativa, com o aparte ao discurso do colega Wadih Helu que o incorporou oficialmente à ofensiva forjada para “impedir que uma emissora sustentada pelo governo continuasse sob o controle de comunistas”.

Depois de reiterar que a Cultura só divulgava notícias desfavoráveis ao regime militar e prejudiciais à imagem do país, Marin cobrou do governador Paulo Egydio Martins o imediato desencadeamento do expurgo. “É preciso mais do que nunca uma providência, a fim de que a tranquilidade volte a reinar não nesta casa, mas principalmente nos lares paulistanos”, concluiu.

O apelo foi atendido em 25 de outubro por agentes da linha dura liderada em São Paulo pelo general Ednardo D’Ávila Mello, comandante do II Exército.

Um jantar extravagante - Por Antonio Morais

No inicio da década de 1960, o senhor Antonio Budú morava no Sanharol numa pequena casa do meu pai Jose André. Antonio era muito trabalhador e, a tardezinha apanhava a soca-soca e partia a procura de uma caça qualquer para fazer o mistura no dia seguinte.

Naquele dia perdera a viagem, não apareceu a sua frente nenhum cordoniz, juriti ou marreca na Lagoa do Ronca. Quando já chegava a casa, um preá saiu correndo e ele observou: é você mesmo meu chapa. Mirou, puxou o gatilho e o animalzinho ficou ciscando. Chegando a casa sapecou o bicho no fogo e começou a tratá-lo sob o olhar de reprovação da mulher: Como é que se come um bicho cheio de cabelo e fedorento desses? Dizia dona Jacira. Na tardinha do outro dia, depois de torrado com toucinho, a inhaca desapareceu e Antonio o degustou com um apetite de leão. Depois da meia noite o Antonio começou a passar mal. Com uma gastura condenada, vomitava e cagava sem freio, emendado.

A mulher apavorada foi pedir socorro ao meu pai que arriou um cavalo e foi à cidade, em plena madrugada, a procura de um medico. Chegando a Várzea-Alegre foi o maior trabalho para acordar o Dr. Jose Calores e maior ainda foi o consumo de saliva para convencê-lo a ir ao Sanharol, àquelas horas, receitar Antonio.
Chegando ao Sanharol o Dr. Jose Colares tirou a pressão do paciente e sabendo que nada de mais se passava perguntou a mulher que chorosa já se considerava viúva: O que ele jantou? - Angu com preá, respondeu a mulher solicita.

Minha senhora faltou pouco! Jacira replicou apavorada: pra ele morrer Doutor? Não minha senhora, seu marido está bem, está apenas afadigado. Faltou pouco: pra ele comer merda! Foi isso que quis dizer.

Este cidadão compra a outra banda - Por Antonio Morais


Já contei algumas proezas do Antonio Budú. Por certo já sabemos que era um tanto quanto exagerado, tudo dele era muito. No ano de 1976 ele botou uma roça na Boagua e o ano foi chuvedorzinho e em Junho era gerimun na roça que não havia quem desse vencimento. Antonio ouviu dizer que em Juazeiro vendia tudo que fosse exposto à venda e alugou o caminhão do Miguel Marcelo encheu de gerimum e partiu para o Mercado do Pirajá.

Animado com a venda mandou o Miguel buscar outra carga. Por volta do meio dia Antonio estava com os bolsos arrotando dinheiro, pra lá de “tres mil real” dizia ele se pabulando. Quando restavam apenas os que apresentavam algum defeito, banda murcha ou amarelada pelo sol, Antonio chamou uma caboquinha que possuía uma venda proxima e fez uma proposta: Venda este resto de gerimum que te dou uma boa gratificação. Mas, seu Antonio eu não tenho costume com comercio de gerimum não desculpou-se o cabocla. Antonio insistiu fique aí que eu vou tomar uma cerveja naquele bar ali na frente, qualquer duvida você vai lá.

Antonio chegou ao bar pediu uma cerveja e por arte do diabo Zé de Chicão passava com sua sanfona acompanhado de um zabumbeiro e um trianguista e Antonio empreitou para tocar o resto da tarde. Começo a juntar gente e em pouco tempo estava fervendo de caboclas dançando soltas, animadas que só pinto em monturo. Um sujeito mal encarado se aproximou do resto dos gerimuns e pergunta para a encarregada da venda: você me vende uma banda desse gerimum? A cabocla pediu que aguardasse por que precisava consultar o proprietario.

Partiu para o bar e não percebeu que fora seguido pelo valentão mal encarado. Chegando lá lascou: seu Antonio tem um “féla da puta dum corno” querendo comprar uma banda de um gerimun, eu posso vender? Quando olhou pra trás o cabra estava fungando no pé do seu cangote – Então ela disse: Eu vou vender porque esse cidadão aqui compra a outra banda!