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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 31 de janeiro de 2010

Comentario do Dr. Savio para o texto do Dr. José Flavio.

O mundo melhoraria,
De maneira natural,
Se na cambada estatal
Fosse feita uma terapia:
Uma porretada fria,
Aplicada com tração,
Salvaria esta nação
Da política desregrada!
Se, no Brasil, aplicada
Sem dó e sem compaixão.

O mundo perdeu a graça
Com O PODER em ambição,
Pois o antigo ladrão
Não reformou a trapaça.
Na calçada da desgraça
Vive o ladrão de galinha.
Todo o dinheiro que vinha
Para acalentar sua fome
O deputado é que come
Não deixando uma lasquinha.

Esse Quirino, o primeiro,
Tinha o apoio do patrão
Defendendo em seu sermão
A posição e o dinheiro.
Num discurso sorrateiro
Fez um desastre profundo.
Porém, Quirino, o segundo,
Tentando suavizar
Numa noite de azar
Foi deletado do mundo.

Dr. Jose Savio Pinheiro.

A Vingança - Por A.Morais

Em Várzea-Alegre, dois proprietários de padarias, que não vou falar os nomes para não haver queixas e ninguém se melindre, produziram uma destas historias que cabe bem o velho ditado: Só na Várzea-Alegre mesmo!

Vou identificar os personagens como: senhora e senhor. Na falta de matéria prima, farinha de trigo, a Senhora tomou emprestada ao Senhor uns sacos do produto enquanto recebia uma remessa encomendado em Crato.

O tempo foi passando, passando, e a Senhora esqueceu de devolver o que tomou emprestado ao Senhor. O Senhor bastante irritado mandou avisar que estava precisando da mercadoria. A Senhora informou que não estava lhe devendo nada. O Senhor ficou bastante aborrecido e a Senhora, diariamente, fazia caminhada passando sempre bem em frente do estabelecimento do Senhor.

Um belo dia o Senhor observou de longe a sua concorrente toda paramentada, fazendo sua caminhada e, não conteve sua raiva dizendo: Eu gostaria de ser um potó para chupar uma melancia bem grande e depois dar uma mijada em cima desta Senhora.

Veja a originalidade dos de Várzea-Alegre, se um potó com poucos pingos já faz o maior estrago, imagine depois de chupar uma melancia grande e dar um banho completo!

A.Morais

sábado, 30 de janeiro de 2010

Encontro hoje a noite em Crato dará início a um intercâmbio cultural entre Crato e Sergipe


Numa iniciativa vitoriosa do jornalista Jurandy Temóteo será realizado hoje à noite – às 19h30m – no cine Teatro Salviano Arraes Saraiva um encontro para definir o início de um intercâmbio cultural entre o município de Crato e o Estado de Sergipe.

O evento é resultado de uma parceria entre a revista “A Província” - Departamento Histórico Diocesano Padre Antônio Gomes de Araújo, da Diocese de Crato - Secretaria de Cultura de Crato.
Para presidir o evento chegou ontem a Crato o advogado, historiador e escritor Luiz Eduardo Alves de Oliva, presidente da Imprensa Oficial do Estado de Sergipe. membro do Instituto Histórico e Geográfico daquele estado e vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensas Oficiais.
Também veio de Cuiabá – para participar do encontro– o advogado, professor, escritor, historiador e jornalista cratense Pedro Rocha Jucá, membro da Academia Matrogrossense de Letras e diretor por vinte e cinco anos do jornal “O Estado de Mato Grosso”.
É pensamento do Dr. Luiz Eduardo Oliva reeditar o livro “As quatro sergipanas”, do Mons. Francisco Holanda Montenegro, numa edição para distribuição entre as entidades educacional-culturais do Brasil.
Como é do conhecimento geral, muitos dos primeiros desbravadores da região do Cariri, que aqui chegaram no início do século dezoito, eram oriundos da província de Sergipe, conforme ficou amplamente provado no livro “As quatro sergipanas’, fruto de pesquisas feitas pelo saudoso monsenhor Francisco Holanda Montenegro, cuja primeira edição encontra-se esgotada.

O meritório trabalho do Monsenhor Francisco Holanda Montenegro foi fruto de muita paciência e muito amor, pois ele compulsou documentos, alinhou fatos, buscando as raízes mais longínquas dentro de um dos ramos mais difíceis da história: a genealogia. devemos a ele um dos melhores tratados sobre as linhagens das “gens caririenses”.

Todos estão convidados para o evento:
Data
: Neste sábado, 30 de janeiro de 2010
Horário: 19:30h
Local: Teatro Municipal Salviano Arraes
Calçadão da Rua José de Alencar - Crato

Texto: Armando Lopes Rafael

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ELEITOR ENGANADO - Por Mundim do Vale

Verso de pé quebrado

O eleitor que espera
As promessas de campanha
Do candidato que ganha
Dança.

Não acontece a mudança,
Nada do grupo escolar
E até mesmo o sanear
Paiou.

Diz que a verba esgotou
Nas finanças do estado
E o eleitor abestado
Confia.

Até quando chega o dia
De campanha novamente
Que o besta vai na frente
Gritar.

Tem vez que chega a levar
Uma boa mão de peia
Vai conduzido a cadeia
Acuado.

Depois chega o delegado
Sem dó e nem compaixão
Mete ele na prisão
Despido.

Chega por trás um bandido
Com dois metros de altura
Os braços dessa grossura
E grita:

- Você é minha Paquita,
Meu pudim de caramelo,
Tem que fazer o que quero
Ou morre!

Como ninguém lhe socorre
Com medo der se meter
O cabra pra não morrer
Cedeu.


Mas ele nunca esqueceu
Da hora do dá ou desce!
Quando é de noite endoidece
E chora.

No lugar onde ele mora
Todo o mundo já falou
Mas ele só escapou
Dando.

Eu quero saber é quando
O eleitor vai se mancar
E na hora de votar
Acerta.

Mas ele sem mente aberta
Desprovido de memória
Acredita na história
De novo.

Se mistura com o povo
Distribuindo retrato
E no mesmo candidato
Vota.

E aquele pobre idiota
Sem ideal pra votar
Não sei quando vai criar
Juízo.

Tem coisas que agente não tira do coração - Roberto Carlos.

Esta musica do Roberto Carlos é uma das mais bonitas e perfeitas que conheço. Fala das voltas que a vida dar, das idas e vindas e mostra que o tempo é capaz de tudo. Que os fracassos de hoje podem não ser tão importantes amanhã. E que o importante é ser feliz. Ouça a musica e veja o video.

video

Por A.Morais

Dedico ao amigo Nicolau Sabino.

Valente é o cachorro - Enviado por Klebia Fiuza


Em um avião, um homem está sentado na janela quando chega outro homem e senta na poltrona do corredor e acomoda um lindo labrador preto na poltrona do meio.
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O cara que está sentado do lado da janela olha para o cachorro com certo receio e pergunta:- Por que permitiram ao senhor embarcar com esse cachorro? O dono do cachorro explicou que era agente do esquadrão de combate às drogas e que o cachorro era o melhor farejador da equipe e que o nome do animal era Valente e que, se ele tivesse interesse, quando o avião decolasse, ele mostraria as habilidades do animal o colocando para trabalhar em pleno vôo.
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Quando o avião decolou, o agente falou:- Veja isso! - E ordenou para Valente: “Busca”!Valente pulou da poltrona, andou pelo corredor e finalmente sentou determinado ao lado de uma mulher por alguns instantes. Em seguida voltou para o seu assento e colocou uma pata no braço do agente. O agente falou:- Bom menino! Virou para o outro passageiro e falou: A mulher está carregando maconha, vou anotar o assento dela e as autoridades irão prendê-la quando aterrissarmos. Ele não é maravilhoso?
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Mas ainda não acabou…. Busca! Valente saiu novamente pelo corredor e sentou ao lado de um homem durante alguns segundos. Retornou ao seu assento e colocou duas patas no braço do agente. O agente falou:- Aquele homem está de posse de cocaína, vou anotar seu assento e comunicarei às autoridades para as devidas providências. O cara da janela estava maravilhado com o cachorro e o agente mais uma vez ordenou que Valente fizesse nova busca.
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Valente saiu pelo corredor, sentou por alguns instantes e voltou correndo para sua poltrona. Deu um uivo agudo e começou a cagar todo o assento. O cara da janela estava realmente espantado com o comportamento do animal e ficou sem entender como e por que um animal tão bem treinado estava se comportando daquela maneira. Perguntou ao agente:- O que está acontecendo com ele? E o agente sem conseguir disfarçar o nervosismo respondeu:- Ele acabou de encontrar uma bomba…
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Enviado por Klebia Fiúza.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

PRAGA DE CIGANO - Por Mundim do Vale

No ano de 1953, meu tio José Piau plantou ma rocinha de arroz num terreno de sua propriedade no sítio Lagoa do Arroz. Inverno bom, terra descansada, muito trato e pouca lagarta, o arroz prosperou tanto, que ficou a chegar da altura de um homem. Soltou uns cachos tão graúdos que quem estivesse na cabeça da ladeira do Sr. Cirilo, chegava a confundir com palhas de coqueiro.
Um dia lá meu tio estava contemplando aquela maravilha, quando de repente chegou um cigano e pediu:
- Seu Zé, me dê uns cachos desse arroz pra eu torrar e fazer um baião de dois.
- Não Senhor, o arroz ainda não tá bem maduro e vai virar papa.
- Você num dá não, né Jurom? Pois você vai perder esse arroz todim, qui é pra deixar de ser miserave. Quando o cigano saiu, além da praga ainda furtou uma perua do chiqueiro.
Depois disso chegou Joaquim de Pedro André, deu uma olhada na roça e falou:
- Eita Zé Piau! Você já tem arroz seguro pra mais de vinte quartas.
- É mais passou agorinha um condenado dum cigano aqui e rogou uma praga, dizendo que eu vou perder meu arroz. O desgraçado achou pouco e ainda furtou a perua da Maria de Lourdes, que nós tava engordando pra comer na apanha do arroz.
- Pois você tenha cuidado, porque praga de cigano é que nem trombose, quando não mata aleija.
No dia seguinte chegou um funcionário da prefeitura deu a mão ao meu tio e fez a seguinte proposta: - Seu Zé, vai chegar uma máquina de colher arroz e eu gostaria de usar primeiro aqui na sua roça. Seu arroz é o melhor do município para fazer a demonstração. Meu tio acostumado com a colheita convencional e mais cismado do que mineiro em saída de banco falou:
- É melhor o Sr. procurar outro, porque eu acho bom é cortar na faca, fazer a moqueca e depois fazer o pote dentro da roça.
- Mas Seu Zé. O Sr. vai passar uma semana ou mais, para colher esse arroz, enquanto que na máquina é apenas uma hora e não vai lhe custar nada.
Com todos esses argumentos, meu tio ficou sem resposta e concordou.
Uma semana depois chegou a máquina e junto dela o prefeito, a primeira dama, os vereadores, o padre, o delegado, umas duzentas pessoas adultas e mais de trezentos meninos onde um deles era eu. Fizeram as solenidades e em seguida derrubaram um pedaço da cerca para a máquina entrar. Quando aquela máquina entrou,que o operador botou pra funcionar, parece que esqueceu de acionar algum botão, a máquina descontrolou-se, ficou fazendo um barulho esquisito, saiu rodando desgovernada, transformou todo o arrozal em poeira, depois derrubou o resto da cerca e partiu acabando com tudo na direção do Ronca.
Quinco de Pedro beca que estava presente, assustou-se e correu em direção ao Sanharol que o rabo era um reio. Chegou na casa de Raimundo Bitu mais aperreado do que bode em canoa dizendo:
- Dona Cotinha! Aconteceu uma desgraça ali na roça do meu ti Zé Piau. Truvero uma máquina prumode catar o arroz, mais quando o chofé se apiou nela, parece qui a bicha tava pissuida, saiu rodando a moda carrosé, fazendo uma zoada da gota e uma poeira junta cum uma ventania tão medonha, qui carregou inté os chapéu do povo e ainda alevantou o vistido da muié do prefeito. Adispois qui correu todo mundo, a condenada disimbestou pras banda do Ronca, acabando mei mundo de roça. Agora eu vou vortar pra lá, prumode oiá se já acentou a poeira, qui é pra eu ir ajudar a cassar Chiquim de Ontõe bento, qui correu pru lado da serra do Gravié e tá todo mundo cassando ele.
Depois do prejuízo do meu tío José. O bom poeta Bidinho, que também era ligado a agricultura, improvisou essa décima.

Eu não sou de acreditar
Em conversa de feitiço,
Quando escuto falar nisso
Começo a me arrepiar.
Mas talvez por um azar
Ou um ato desumano,
Uma praga de cigano
Destruiu um arrozal.
E o pobre do Zé Piau
Foi quem entrou pelo cano.
Mundim do Vale

Diz o Dito Popular - Dr. Jose Savio Pinheiro.


Peleja Virtual de Mundim do Vale, Francisco Gonçalves e Sávio Pinheiro: MOTE DE MUNDIM DO VALE:

VÁRZEA LEGRE É NATUREZA - DIZ O DITO POPULAR!
-
Mundim do Vale:
Nem por cima nem por baixo,
Nem achada nem perdida,
Várzea Alegre foi erguida
Nas margens de um riacho.
Mil bananas só num cacho
Bizim chegou a tirar.
Veio a T.V pra filmar
Depois mostrou a proeza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-

Sávio Pinheiro:

O escritor Padre Vieira,
Que defendeu o jumento
Fez pra Deus um juramento
Compromisso de primeira!
Disse à nação brasileira
Pra a fauna, valorizar.
Teve até de discursar
Relinchando com esperteza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-

Mundim do Vale:

A primeira vez que ouvi
Foi de Manoel Cachacinha,
De certas vezes que vinha
Tomar umas por aqui.
Bebia aqui e ali
Começava a gaguejar
E naquele linguajar
Dizia aquela certeza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.

-
Sávio Pinheiro:

"Mais Alegre é a Natureza”
diz a “Volta da Asa Branca”
Uma música muito franca
E que demonstra a beleza.
O Mané sem ter certeza
Disse a frase exemplar.
De forma espetacular
Todos cantam com clareza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-

Francisco Gonçalves:
Rajalegre é terra boado
Riacho do Machado
Tem paçoca e milho assado
não é sul, mas faz garoa
Já fui lá com minha patroa
Digo com toda certeza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-
Mundim do Vale:

Manoel que muito bebia
Quando escutava a canção
Na voz do bom Gonzagão
Na hora se confundia.
Só que ele não sabia,
Que o ato de se enganar
Era uma ação pra criar
Um slogan de grandeza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-
Sávio Pinheiro:

O Mané quando bebia
Tinha boa afinação
E com bela dicção
Dava show, quando queria.
Entoava a melodia
Para todos, alegrar.
“O Ébrio”, do seu cantar
Emanava uma tristeza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-
Mundim do Vale:

O engano foi certeiro
Caiu na boca do povo
Diz o velho, diz o novo
Diz até Sávio Pinheiro.
Mas aquele cachaceiro
Que bebia sem parar
Implantou nesse lugar
Um ditado de nobreza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-
Sávio Pinheiro:

Ao pinguço da cidade
Tenho o dever de lembrar,
Que não deve degustar
O tatu só por vaidade.
Já que a nossa realidade
É o planeta preservar
Vamos logo retirar
O peba da nossa mesa
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-
Mundim do Vale:

Uma vez fiquei distante
Da minha cidade boa,
Mas lembrei-me da lagoa
E do meu sítio Vazante.
Eu fui olhar o Mirante
Para a mente relaxar,
Mas prefiro o meu lugar
Do que toda a Fortaleza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA

DIZ O DITO POPULAR.
-
Sávio Pinheiro:

O Riacho do Feijão,
Que deságua no Machado,
Representa um grande achado
Ao agricultor irmão.
O morador do sertão
Pra colher tem de plantar
E a boa terra, preparar
Semeando com grandeza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-
Mundim do Vale:

O doutor Sávio Teixeira
Sabia melhor que eu,
Pois foi ele que escreveu
Cordel do Padre Vieira.
Aqui na nossa ribeira
Tem cultura popular,
Que dá para explorar
Pra cidade de Veneza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA

DIZ O DITO POPULAR.
-
Sávio Pinheiro:

Ao fitar bela nascente
Eu me sinto confortado
Com o Mundim ao meu lado
Alegrando a minha mente.
Porém, se bebo aguardente
Meu riacho vira mar.
De maneira sigular
Sinto a paz dessa beleza
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
-
Poeminha do Morais:

Sávio, diga, me diga,
Fale-me de uma vez só,
Se já viu tantos poetas,
Como tem no Sanharol?
-
Sávio Pinheiro:

Estrelas, no céu, existem!
Formigas, na terra, têm!
No mundo, muitos poetas...
No Sanharol, mais de cem!
-
Dr. Jose Savio Pinheiro.

PARA REFLETIR

Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca.
Ele pegou o bilhete e leu:
- Pode mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado..... Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50,00 Reais. Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.
O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal. O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.
O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta.
Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circulou a casa, pulou um muro baixo foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes.
Depois disso, caminhou de volta para a porta, foi quando alguém abriu e começou a bater no cachorro.
O açougueiro correu até esta pessoa e a impediu, dizendo:
- Por Deus do céu, o que você está fazendo?
O seu cão é um gênio!
A pessoa respondeu:
- Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave!!!
Moral da história:
- Você pode continuar excedendo as expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado.
Outra:
- Qualquer um poderá suportar as adversidades, mas se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe o poder.
Desconheço a autoria
Postado por: Glória Pinheiro

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL

NOEL ROSA
Parte I

“O amor vem por princípio, a ordem por base
O progresso é que deve vir por fim
Desprezastes esta lei de Augusto Comte
E fostes ser feliz longe de mim”.
Positivismo, Noel Rosa, 1933.

Muito já se falou e se fala como igualmente se cantou e se canta Noel Rosa.
A atualidade de sua música se deve, a meu ver, pela expressividade das letras e seu perfeito encaixamento melódico, formando um todo bem arrumado, seja nas músicas de gozação, nas paródias ou nas de puro lirismo e seriedade. Tudo muito bem ao gosto do povo e aos ouvidos mais requintados.
Diz-se que a permanência por gerações ad eternum das músicas dos Beatles se deve ao estilo pop, letras simples e harmonia de fácil execução, embora prazerosa a todos os gostos. Em Noel é tudo isto e, por ser coisas nossas, o estilo é samba, ritmo culturalmente assimilado pelo povo.
Noel Rosa viveu pouco, mas viveu intensamente o universo musical de seu tempo. Suas raízes musicais vieram do Nordeste, com João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense e demais músicos chegados à Capital Federal, nos começos da década de 1920.
Suas primeiras composições estão de acordo com essa premissa, e vamos encontrar o poeta da Vila criando emboladas, cateretês e outros ritmos sertanejos, tão em voga naqueles tempos de uma cidade com profundas feições rurais.
O samba havia assumido o status de música urbana, como resultado de uma mistura de ritmos que vinha se processando deste os fins do século 19, havia pouco tempo, e a área cultural de seu domínio ficava longe, mais para o centro da cidade.
Paulatinamente Noel vai palmilhando o caminho do samba e, para tanto, muito contribuiu o Bando de Tangarás, grupo do qual fez parte, formado por músicos de outros lugares do Rio, como Almirante (Henrique Foreis Domingues), Carlos Braga (Braguinha), Henrique Brito (inventor do violão elétrico), e outros.
A partir de 1908, até a década de 1930, vários grupos musicais vão alicerçar a MPB, agregando-a valores de todas as tendências, resultando num complexo cultural de corpo e alma bem brasileiros. Um dos mais antigos era os Oito Batutas, à frente o grande Pixinguinha e seu irmão; Os Turunas Pernambucanos (comandados por Jararaca e Ratinho); os Turunas da Mauricéia (a frente Augusto Calheiros), entre outros. Os grupos iram se refazendo e muitos músicos passaram por vários deles como Donga, Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, Caninha...
Em apenas 10 anos de total dedicação à música, à bebida, à boêmia e à falta de cuidados com sua saúde debilitada desde a infância, Noel constrói uma obra exemplar na História da Música Popular Brasileira.
Em Compositores do Brasil desta quinta, 28, no primeiro programa de uma série de três, vamos falar e ouvir Noel Rosa. No primeiro e no segundo apresentaremos suas canções e os motivos de sua inspiração; no terceiro, as músicas que ele fez para seus amores correspondidos ou não, os que lhe trouxeram alegria e sofrimento.
Abriremos a primeira sequencia com:
Minha viola – de Noel Rosa, com o Bando de Tangarás.
Nega, de Noel e João de Barro (Braguinha), com o Bando de Tangarás
Lataria – de Noel, Almirante, com o Bando de Tangarás
Com Que Roupa , de Noel Rosa, com Doris Monteiro
Malandro medroso, de Noel Rosa, com Roberto Paiava
Eu vou pra Vila, de Noel Rosa com Roberto Paiva
Gago Apaixonado - João Nogueira, de Noel Rosa
Cordiais saudações, de Noel Rosa, com Noel Rosa e o Bando de Tangarás
Até amanhã, de Noel Rosa, com Almirante
Vitória, de Noel Rosa, com Roberto Paiva
Cem mil Réis, de Noel Rosa e Vadico, Chico Buarque e Luiza Buarque
Qual foi o mal que eu te fiz, de Noel Rosa e Cartola, com Chico Alves
Positivismo, de Noel Rosa, com Noel Rosa
Filosofia, de Noel Rosa, com Chico Buarque

Quem ouvir, verá!

Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri
Apoio. CCBN

E X P E R I Ê N C I A

Uma velha senhora foi para uma caçada na África e levou seu velho vira-lata com ela. Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo, o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço...

O cachorro velho pensa:

- "Oh, oh! Estou mesmo enrascado!" Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador. Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto:

- Cara, este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.

- Caramba! Pensa o leopardo, essa foi por pouco! O velho vira-lata quase me pega!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum... E assim foi, rápido, em direção do leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:

- Aí tem coisa!

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.

O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz:

- Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!

Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:

- E agora, o que eu posso fazer?

Mas, em vez de correr (sabe que suas pernas doídas não o levaria longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:

- Cadê o mentiroso e safado daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia me trazer outro leopardo para mim e não chega nunca!


MORAL DA HISTÓRIA:

Não mexa com cachorro velho... Idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga.

Sabedoria só vem com idade e experiência.

Enviado por Dra. Meirivalda Pinheiro que também desconhece o autor.

Postado por: Glória Pinheiro

MUAMBA OFICIAL - Por Mundim do Vale

Eu e Caseca éramos oficias de justiça em Várzea Alegre, com um salário pequeno e recebendo sempre em atraso.
O meu colega para melhorar a renda sempre procurava uma atividade paralela. Numa das vezes ele resolveu vender relógios do Paraguai ( Muamba oficial ).
Chegou com a mercadoria no café de Laura, onde estava Daniel fotógrafo conversando com Tico Valentim e foi logo fazendo a propaganda do produto:
- Aqui negrada, relógio importado só a massa, vai ficar com um Daniel?
Daniel mais esperto do que senador baiano disse:
- Vai se lascar Caseca! Eu apanhei uma desgraça dessas tuas o ano passado e a praga encheu dágua.
Caseca cheio de direito igual ao juiz Percy Barbosa falou:
- E porque você não mandou esgotar aquela porra? Ciço de Quilara esgota um cacimbão, porque não esgota um relógio?
- Daniel fechou a mão eu pensei até que fosse para agredir Caseca, mas foi para fazer uma proposta:
- Quer o que eu tenho na mão?
Caseca respondeu aborrecido.
- Arre égua! Eu não tou nem jogando porrinha

BEBA AGUA COM O ESTOMAGO VAZIO - Enviado por Francisco Gonçalves de Oliveira.

Hoje é muito popular, no Japão, beber água imediatamente ao acordar. Além disso, a evidência científica tem demonstrado estes valores. Abaixo divulgamos uma descrição da utilização da água para os nossos leitores.
Para doenças antigas e modernas, este tratamento com água tem sido muito bem sucedido....Para a sociedade médica japonesa, uma cura de até 100% para as seguintes doenças: Dores de cabeça, dores no corpo, problemas cardíacos, artrite, taquicardia, epilepsia, excesso de gordura, bronquite, asma, tuberculose, meningite, problemas do aparelho urinário e doenças renais, vômitos, gastrite, diarreia, diabetes, hemorroidas, todas as doenças oculares, obstipação, útero, câncer e distúrbios menstruais, doenças de ouvido, nariz e garganta.
Método de tratamento:
01. De manhã e antes de escovar os dentes, beber 2 copos de água.
02. Escovar os dentes, mas não comer ou beber nada durante 15 minutos.
03. Após 15 minutos, você pode comer e beber normalmente.
04. Depois do lanche, almoço e jantar não se deve comer ou beber nada durante 2 horas.
05. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber 2 copos de água, no início podem começar por tomar um copo de água e aumentar gradualmente.
06. O método de tratamento cura os doentes e permite aos outros desfrutar de uma vida mais saudável.
A lista que se segue apresenta o número de dias de tratamento que requer a cura das principais doenças:
01. Pressão Alta - 30 dias
02. Gastrite - 10 dias
03. Diabetes - 30 dias
04. Obstipação - 10 dias
05. Câncer - 180 dias
06. Tuberculose - 90 dias
07. Os doentes com artrite devem continuar o tratamento por apenas 3 dias na primeira semana e, desde a segunda semana, diariamente.
Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do tratamento terá de urinar frequentemente. É melhor continuarmos o tratamento mesmo depois da cura, porque este procedimento funciona como uma rotina nas nossas vidas. Beber água é saudável e dá energia. Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não água fria.Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água fria para água quente, enquanto se come Nada a perder, tudo a ganhar! Para quem gosta de beber água fria. Beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão. Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrointestinal. Isto retarda a digestão, fazendo acumular gordura em nosso organismo e danifica o intestino. É melhor tomar água morna, ou se tiver dificuldade, pelo menos água natural.
Nota muito grave - perigoso para o coração: As mulheres devem saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser uma dor no braço esquerdo. Esteja atento para uma intensa dor na linha da mandíbula. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito durante um ataque cardíaco. Náuseas e suores intensos são sintomas muito comuns. 60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar de um sono profundo...Sejamos cuidadosos e vigilantes. Quanto mais se sabe, maior chance de sobrevivência...
Enviado por Francisco Gonçalves de Oliveira.

A BÍBLIA - Por: Vicente Almeida


A ORIGEM DA BÍBLIA – PEQUENA HISTÓRIA
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A Bíblia é com certeza a maior obra de fé, história e literatura jamais escrita. Integra praticamente todas as bibliotecas do mundo inclusive as bibliotecas domésticas. Repetidamente lida estudada, analisada e partilhada por cristãos de todas as idades.

Até a invenção da gráfica por Gutenberg em 1451, a Bíblia era um livro extremamente raro e caro, pois eram todos feitos artesanalmente (manuscritos) assim, poucos tinham acesso. É o livro mais procurado do mundo, por isto até hoje, mais de 500 milhões de exemplares já foram comercializados.

A Bíblia é a palavra de Deus, e nela encontramos instrução para vivermos da maneira conforme o nosso Criador deseja que vivamos. Ela para nós é como se fosse um manual do fabricante, a diferença é que o manual do fabricante nos ajuda a conhecer um bem adquirido, e ela nos ajuda a conhecer a nós mesmos e a Deus, e nos ensina a viver com dignidade, paz interior, fé e esperança.

Uma análise cuidadosa revelou que ela foi escrita por uns 40 homens durante um período de 16 séculos (1.600 anos). Esses escritores não eram profissionais. Entre eles havia pelo menos: um pastor, pescador, cobrador de impostos, médico, fabricante de tendas, sacerdote, profeta ou rei. Seus escritos mencionam fatos e costumes que desconhecemos neste século XXI.

Os livros que compõem a Bíblia têm uma variedade incomum de estilos, alguns são de fácil leitura, outros escapam a compreensão imediata.

No antigo Testamento, encontramos livros: históricos (Genesis e Livro dos Reis); Coleção de Leis (Levítico); Poemas religiosos e cânticos litúrgicos (Salmos); Narrativas romanceadas (Livro de Tobias); Coletânea de pensamentos (Provérbios); Um legítimo canto de amor (Cântico dos Cânticos); O maior e mais relevante poema sobre o sofrimento (Jó); As pregações e visões de profetas (Isaías, Jeremias, Ezequiel e outros).

No Novo Testamento, temos a biografia de Jesus Cristo narrada pelos evangelistas (Mateus, Marcos, Lucas e João); Os trabalhos desenvolvidos pelos seguidores de Jesus (Atos dos Apóstolos); as Cartas e Epístolas Pastorais (Paulo, Pedro, João e Judas) e finalmente a visão apocalíptica de João (Apocalipse).

A primeira Bíblia cristã, foi estabelecida pelo Concílio de Cartago III, em 397 tinha 76 livros, Mas 1200 anos depois, o Concílio de Trento no século XVI reduziu para 73 livros: 46 do Velho Testamento, escrito originalmente em hebraico e 27 do Novo Testamento, escrito originalmente em grego.

No princípio, era um grande emaranhado de documentos, difíceis de ser lido de modo satisfatório e por isso poucos se aventuravam em ler. Para facilitar sua leitura e localização de "citações" o Prof. Stephen Langton, no ano de 1227 d.C. a dividiu em capítulos. No ano de 1551 d.C. o Sr. Robert Stephanus chegou a conclusão da necessidade de uma subdivisão, e agrupou os texto em versículos. Este formato permanece até hoje.

O Antigo Testamento contém 1.074 capítulos e 27.767 versículos em seus 46 livros.
O Novo Testamento contém 260 capítulos e 7.893 versículos em 27 livros.

Entretanto estes números não são exatos, pois, no decorrer dos tempos muitas traduções alteraram as quantidades de capítulos (desdobrando-os ou unificando-os) e versículos (excluindo, unificando ou acrescentando). Assim sendo; Bíblias mais antigas têm uma formatação e as atuais, outra formatação, inclusive na linguagem.

Na verdade os textos bíblicos não deviam ser modificados, entretanto, o que vemos é o seu conteúdo ser assassinado pelos tradutores e modernizadores da linguagem, muitas vezes retirando a essência do que Deus de fato queria nos transmitir. Já foi traduzida em mais de dois mil idiomas e dialetos, e em cada tradução, uma parte é podada ou modificada: I – por que não há palavra similar no idioma traduzido: II – por que o tradutor entendeu por bem alterar um pouco, dando força ao seu ponto de vista. Isto às vezes altera completamente o sentido da mensagem.

A Bíblia protestante possui 66 livros: 39 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento.

A Bíblia hebraica ou Judia possui apenas 24 livros, os mesmos usados pelos protestantes, todos do Antigo Testamento, entretanto a ordem é diferente e muitos livros foram reunidos em um só. A torá, principal parte da Bíblia é composta pelos cinco livros do Pentateuco.
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Quem ler a Bíblia literalmente, sem analisar, terá apenas uma boa leitura com a sucessão de histórias fantásticas relativas à trajetória de um povo.

Quem ler com a finalidade de censurar aprisiona a mente e o coração a margem do entendimento e assim encontrará uma fonte inesgotável de motivos para contestar o seu conteúdo, pois tudo que não entender segundo sua ideologia, considerará um erro. Tudo isto ocorre, por que o leitor não considera que as admiráveis histórias da Bíblia, em relação a nossa época, são complexas, uma vez que personagens, culturas, costumes e cenários são numerosos e distantes no tempo e no espaço, e tudo isto precisa ser levado em conta, para entender o significado de cada texto.

Contudo, nenhuma passagem histórica que venha a ser contestada inviabilizará o conteúdo e a finalidade desse livro, pois essa contestação representará tão somente o ponto de vista do leitor.

Sabemos que no decorrer dos tempos, muitos problemas têm surgido em relação à interpretação do conteúdo bíblico, objeto de discussões as mais variadas, originando polemicas sem fim.

dois mil anos, não poderíamos conceber a idéia de um veículo circulando pelas ruas de Roma. Da mesma forma não podemos menosprezar uma narrativa pelo simples fato de não a compreendermos.

Sabemos que durante muitos séculos ou milênios, as narrativas que hoje lemos, foram transmitidos oralmente de geração em geração, e somente foi compilada, isto é; muitas histórias foram reunidas em um só texto, lá pelos tempos do reinado de Davi.

ainda que se compreender que a linguagem de certos textos, é simbólica, não devendo ser entendida tal qual está escrito, isto é próprio da alegoria que descreve um fato utilizando o simbolismo, para sinalizar a importância da descrição.

Vamos citar aqui dois exemplos apenas:
I - Josué mandou que o sol parasse no meio do céu e a lua em outro ponto para que ele vencesse uma batalha, e consta que o sol parou por espaço de um dia. (Josué 10-12,13) Isto é simbólico, pois sabemos que de acordo com as leis que regem o cosmos, Sol, Lua e Terra não poderiam parar sem conseqüências para os seres vivos e os astros mais próximos.
II – Jesus disse: “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. Mateus (19-24) Jesus assim falou para dar força à importância de não se deixar corromper pela riqueza.

O livro com maior conteúdo simbólico e alegórico é o Apocalipse, pois na época em que foi escrito, o seu autor não poderia falar literalmente a respeito de suas visões, em virtude da acirrada perseguição ao cristianismo. Por isto escreveu utilizando a alegoria e o simbolismo das figuras mitológicas, como dragão de sete cabeças, besta de sete cabeças e 10 chifres e tudo o mais.

Para entender melhor as palavras: simbolismo e alegoria; vamos ver o que nos diz o “Aurélio – Século XXI”:
I - Simbolismo é a expressão ou interpretação por meio de símbolos que abrange o conjunto de toda uma narrativa ou quadro, de maneira que a cada elemento do símbolo corresponda um elemento significado ou simbolizado.
II – Alegoria é a exposição de um pensamento sob forma figurada: Ficção que representa uma coisa para dar idéia de outra, Seqüência de metáforas que significam uma coisa nas palavras e outra no sentido.
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Felizmente, a maioria dos leitores, lê a Bíblia com a finalidade de aprofundar seus conhecimentos, visando aprender e promover uma reforma interior. Assim procedendo, tornam-se aptos para entender o Espírito da mensagem que flui através das suas páginas, e isto só acontece quando estamos abertos ao entendimento.

Deus em sua paternal bondade quis transmitir ao gênero humano um roteiro de conduta que o levasse a perfeição no decorrer dos milênios. Para esses, a Bíblia se revela em sua plenitude.

Por enquanto, não pretendemos nos envolver com a interpretação ou discussão do conteúdo bíblico, (que poderá ser tema de outras postagens). No momento, nos limitamos a apresentar um ligeiro ensaio do estudo das origens deste magnífico livro. Omitimos deliberadamente detalhes que poderiam apenas enriquecer o histórico, mas não modificaria o básico.
27/01/2010

VÁRZEA-ALEGRE NO INICIO DOS ANOS 60 - Por Dr. José Sávio Pinheiro.


Falar em Várzea-Alegre, Cine Odeon  se confunde com Edmílson Martins

Ultima parte do Dr. Sávio..

Enquanto ouvíamos a famosa característica do Cine Odeon, que demorava não menos que trinta minutos, era comum observar-se o povo ir para às suas residências tomar um delicioso banho, trocar de roupa, tomar um cafezinho com café torrado e moído em casa e voltar para ver a película, geralmente um Western transportado em bicicleta por Valdefrâncio Correia, importado da vizinha cidade de Cedro.
Vale a pena informar, que os admiradores da sétima arte normalmente dirigiam-se para os fundos da igreja matriz, local alto e com boa visibilidade para a estrada que nos ligava à vizinha cidade de Cedro, à espera do nosso ciclista-herói, que nos traria àquele delicioso entretenimento. Enquanto o jovem condutor se aproximava do bairro Betânia, os jovens que os aguardava com ansiedade corriam para esperá-lo próximo ao cruzeiro da igreja-matriz, para em seguida, em procissão, e com ele e sua bicicleta nos braços, dirigirem-se até o cinema local.
Após assistirmos ao “Dólar Furado” chegara o momento de nos prepararmos para uma noitada de prazer. Fomos ao bar de Nêgo de Aninha, onde tomamos algumas lapadas de cachaça Guanabara, queimada com Cinzano, um vermout de boa procedência. Para tira-gosto nos trazem rodelas de caju, de sabor delicioso. Cinco doses depois, passamos na farmácia de seu Nelinho, compramos duas cápsulas de Tetrex de 500 mg, uma para cada um, pois assim esperávamos evitar o contágio com o temido “Esquentamento”, doença venérea que tantas complicações nos trazia. Anos mais tarde apareceriam outras Doenças Sexualmente Transmissíveis e a Gonorréia não teria mais tanto destaque, pois estaria prestes a desaparecer. E já munidos daquela medida preventiva, quanta inocência a nossa, nos dirigimos para àquelas casas de diversão, situadas à rua Gonçalves Dias. Era ali onde os homens se dirigiam para dar asas as suas fantasias eróticas.
A vida sexual era muito limitada. O homem podia freqüentar tal ambiente sem muitos problemas, desde que ele tivesse idade superior a 18 anos e uma conduta digna. Caso contrário, seria preso e processado. A mulher tinha que se preservar ao máximo. Se esta tivesse algum contato sexual antes do casamento, o seu pai tinha o direito de fichá-la na delegacia como prostituta e encaminhá-la paro o cabaré. Era a lei. Naquela área da cidade era comum observar-se um animal eqüino amarrado em uma árvore próxima. Era o saudoso Luís Gonçalo da Silva, o Luisão da Cachaça, assim conhecido por vender cachaça desdobrada, em ancoretas, em duas formosas burras. Dizem, que a sua espiritualidade era tanta, que quando saía da igreja, após a missa, logo dirigia-se ao baixo meretrício. Daí a inspiração de nosso poeta Bidinho em escrever a poesia intitulada "Seis e Meia na Igreja, às Oito no Cabaré", em sua homenagem.

Nossa Várzea Alegre cria
Uma certa criatura
Que toda noite mistura
Orações com putaria
É louca pela orgia
E nas imagens tem fé.
São Vicente e São José
Bem vêem a sua peleja
Seis e meia na igreja
Às oito, no cabaré.

Dr. Jose Sávio Pinheiro.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Dizem que aconteceu em Ubá, cidade do interior de Minas Gerais

Tinha na cidade um cara cujo apelido era Cabeçudo, nascera com uma cabeça grande, dessas cuja a boina dá pra botar dentro, fácil, uma duzia de laranjas. Mas, fora disso, era um cara pacato, bonachão e paciente. Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava.

Onde quer que o encontrasse, lhe dava uma palmada na cabeça e perguntava: "Tudo bem Cabeçudo?" O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele. Um dia, depois do centésimo tapinha na sua cabeça, o Cabeçudo meteu uma faca no engraçado que morreu na hora.

A família da vítima era rica, a do Cabeçudo, pobre. Não houve jeito de encontrar um advogado para defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas. Depois de apelarem para advogados de Minas e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar o Zé Caneado, um advogado que há muito tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre.

Pois não é que o Zé Caneado aceitou o caso, e passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca? Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua peroração assim:
- Meritíssimo juiz, horando promotor, dígnos membros do júri.

Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dígnos membros do júri.
E o promotor:
- A defesa está tentando ridicularizar esta corte!
O juiz:
- Advirto ao advogado de defesa que se não apresentar imediatamente os seus argumentos...
Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dígnos membros do júri.

O juiz não aguentou:

- Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a Justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.

Foi então que o Zé Caneado disse:
- Se por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dígnos, os senhores me ameaçam de prisão, pensem na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias de sua vida, foi chamado de Cabeçudo?

Cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em paz.

História de domínio público
Postado por: Glória Pinheiro

SÁI ORÓS!

Chico de Zé Pereira, era um rapaz normal, quando não bebia ajudava os pais no café, tocava violão e cantava em serestas. Mas quando bebia se danava pra falar fino e se requebrar.
Num certo domingo, Geraldo Leandro, Chico Bento e Oliveira Dantas bebiam na barbearia de Vicente Cesário, onde funcionava na parte de baixo um banheiro de aluguel. De repente chegou Chico, já embriagado conversando besteiras e patinando na geléia. Em seguida chegou Raimundo de Madalena e desceu para o banheiro. Chico desceu atrás deixando na mesa uma carteira de cigarros B.B. Passou pouco tempo, quando subia encontrou uma minhoca no batente e gritou desesperado:
-Valha meu Jesus é uma jibóia!
Chegou na mesa e disse assim:
- Mais minino! Ou fruta foimosa só é aquela de Raimundo, aquilo dá pra repartir pra Luís meu irmão, Dedé de Frazo e Sivirino da Betânia. Aquilo é um arraso, eu fiquei passada.
Chico bento falou:
- Tenha fundamento Chico. Cuma é qui tu num tem veigonha de ficar brexando os macho em?
- Eu vi foi sem querer, mais num é da sua conta, qui o zói é meu e o caneco tombém.
Geraldo Leandro perguntou:
- Ou Chico de qualé a cana qui tu bebe?
- É cariri. Mais pruque o bofe quer saber?
- É prumode eu num beber dela e ficar fresco qui nem tu.
- Apois beba Guanabara qui nem Oliveira, qui é a qui fais chorar.
Oliveira não gostou da piada e falou zangado:
- Faz chorar o que seu fresco! Pegue o beco já já se não eu sei o que fazer cum aquela trave.
_ E eu vou mermo qui essa baibiaria tá contraminada de ladrão. Eu deixei uma carteira de cigarro cum vinte e três cigarro dento e agora só achei vinte.
Oliveira deu um sabacu em Chico que ele saiu à granel em direção da rua. Quando desceu a calçada tinha uma poça dágua ele brecou, botou as mãos nos quartos, deu dois giros no corpo sem tirar os pés do chão e gritou:
- SÁI ORÓS!

VÁRZEA-ALEGRE NO INICIO DOS ANOS 60 - Por Dr.José Sávio Pinheiro.


Nos anos 60 as jovens se apresentavam assim : Com elegância e distinção - Fátima Holanda, Liane, Carla Menezes, Amelia Menezes, Corina Bitu e Iris Gláucia Rolim.

Seguimos os nossos destinos e paramos, de forma proposital, em volta do cacimbão que serve àquele mercado, encravado ali mesmo, no cruzamento das ruas Getúlio Vargas e Antônio Afonso. O papo com o senhor Antônio Vieira e Seu Lourival Clementino é obrigatório. Este é o pai do nosso poeta-maior José Clementino. A conversa é inevitável, pois ali os dois costumam lavar os seus veículos automotores e comerciais.

O primeiro, um caminhão para transporte de cargas e o segundo, um outro, adaptado, com duas cabines, para transporte de passageiros, conhecido como Misto. Mais alguns passos e nos vimos em frente ao café de João de Adélia, onde o aroma da sua tradicional e saborosa linguiça caseira, sua especialidade, era sentido à distância. Enquanto saboreávamos aquele delicioso prato ouvíamos uma música suave, totalmente ecológica, saindo do bico de uma ave inteligentíssima: o já famoso “Sofreu” de seu Natércio (pássaro de plumagem amarela e preta, chamado corrupião). Ouvimos o hino nacional e outras melodias. Resta-nos apenas, nesse fim de tarde, cortar os cabelos na barbearia de Vicente Cesáreo, tomar um delicioso banho no subterrâneo da barbearia e deliciar-se com as últimas novidades da cidade.

Enquanto cortávamos os nossos cabelos o seu Vicente contou-nos algumas histórias interessantes. Falou-nos que certa vez um senhor bastante gripado, com uma tosse cheia, muito produtiva perguntou-lhe se fazia mal barbear-se com aquele catarro todo, o que este prontamente respondeu: - Eu acho meio nojento... Porém, mal não faz, não!

Jantamos, exatamente, às cinco da tarde, um delicioso baião de dois com toucinho torrado com courinhos crocantes, pois não sabíamos que tal alimento era demasiadamente rico em colesterol e que o seu excesso na corrente sanguínea favoreceria a obstrução das artérias coronárias, podendo nos levar fatalmente a um Infarto Agudo do Miocárdio ou a uma Trombose Cerebral. Não imaginávamos até ali o real significado da expressão: Morrer de Repente! Pois bem, morrer de repente não significa deixar essa vida cantando viola e sim morrer subitamente, sem oportunidade de socorro.

Findo o jantar, realizado no café de seu Zé Pereira, famoso por servir as pessoas de melhor posse na cidade, podemos ainda ver na mesa ao lado, um casal de jovens que, sentara-se, juntamente com um senhor de meia idade, onde fizeram de imediato os seus pedidos. E aí ouvi a clássica assertiva do dono do estabelecimento comercial: “Café a Um, Sopa a Dois”.

O bate papo, no circuito farmácias de Antônio Caboclo, Seu Nelinho e José de Ginu, todas também situadas à rua Major Joaquim Alves, era obrigatório. A farmácia de seu Nelinho pertencera ao senhor José Carvalho, político importante da cidade, e a do senhor José de Ginu ao também político Hamilton Correia.
Ali ouvimos músicas na amplificadora do Cine Odeon, colocamos mensagens fonadas na voz do locutor recém-contratado, Hélio Teixeira: “Um alguém, com as iniciais R.N.S., de estatura mediana e olhos castanhos, para outro alguém, com as inicias M.S.B., que está de cabelos soltos e vestindo saia verde plissada”, oferece a música de Waldik Soriano “Quem eu Quero não me Quer”.

Ouvimos de amigos as últimas histórias de Pé Véi, as maluquices de Antônio do Virgem, o incendiário, e as trapalhadas do espertalhão de moletas Raimundo Anjo. Pé Véi, para quem não o conhece, é aquele que quando foi instigado porque não gostava de tomar banho, prontamente respondeu: - Às vezes, estou sentado na calçada da minha casa e vendo passar um enterro, pergunto. De que foi mesmo, que ele morreu? - Comeu uma carne fresca, depois tomou um banho...

Antônio do Virgem é aquele doente mental descompensado, que vez por outra utiliza o recurso de atear fogo em tudo que vê, achando ser essa a sua marca registrada e Raimundo Anjo é um deficiente físico, que vive no centro da cidade aprontando as suas peripécias com fins lucrativos.

Aguarde a próxima postagem sobre o mesmo tema.

Basta de tanta comedoria - Enviado por Giovani Costa.

Vicente Vieira, natural de Várzea Alegre, pai do Pe. Vieira e avô do Dr. Jose Flavio, certa feita, em casa de Dona Eufrásia Morais de Brito, no Crato, onde costumava hospedar-se, durante o jantar servido gentilmente pelas filhas da anfitriâ, que ainda eram garotas, insistiram delicadamente para que ele comesse mais um pouco. Com a sua habitual irreverência, disse:
Meninas! Já basta de tanta comedoria, que velho só come mesmo a continha de cagar.
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Enviada por Giovani Costa,
Dedicado ao Dr. Jose Flavio Vieira, neto do seu Vicente Vieira.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ESSE CARRO TÁ COM FEBRE - Por Mundim do Vale

Dr. José Iran Costa, médico e político da terra do arroz, que nos deixou muitas saudades, era extremamente zeloso e ciumento, com os seus veículos. Quando comprava um carro novo chegava a rodar muito tempo sem tirar os plásticos dos bancos.
Uma vez viajou com a família para Recife e nessa viajem adquiriu uma camioneta nova. Quando foi para voltarem a V. Alegre, a sua esposa Dona Lais Lolanda, pediu a carro para transportar umas malas. Ele deu uma resposta de curta e greossa:
- Não senhora. Pegue um táxi porque para levar na camionete, vai ser preciso desafivelar a coberta da carroceria.
Em outra ocasião eles estavam passando um feriado no sítio Baixio do Exu e com eles o convidado Nicolau Sabino. Uma hora lá Dona Lolanda precisou mandar umas coisas para a casa da cidade e perguntou a Nicolau se ele podia levar na camionete nova.
Nicolau doido pra dirigir no carro novo, respondeu mais alegre do que Maria Caetano quando pegava no bicho:
- Vou com todo prazer!
Mas quando foram pedir a chave, o Dr. Iran disse que não dava certo, porque estava bonito pra chover e podia molhar o carro.
Nicolau do alto da sua contrariedade disse:
- Ái vai! E esse teu carro tá com febre?

Fonte: Dr. Raimundo Irapuan Costa.

Dedico esse causo aos filhos do saudoso Dr. Iran.

Raimundinho Piau.

Sim senhor, Sim senhor, José - Por A. Morais

Jose André do Sanharol, estava em casa e recebeu a visita do primo legitimo Joaquim André com um baita problema. Antonio André, irmão do Joaquim, havia piorado do Juízo e estava impossível o convívio com os do Roçado de Dentro onde morava. Zé André depois de tomar a decisão de levá-lo para fazer um tratamento em Crato foi a cidade procurar um transporte.

Subiu pela Rua dos Lobos, adentrou a Rua dos Perus e foi falar com o Cel Dirceu Pimpim para fretar o seu Jeep. Época de inverno intenso, estradas não existiam, atoleiros para todo lado. Então houve esse dialogo entre os dois:

Zé André – Cel Dirceu: Eu quero fretar o seu carro para levar um paciente ao Crato.

Cel Dirceu – Sim senhor, Sim senhor, sim senhor, José, alugue o de Zé Teixeira que já conhece a estrada, eu tenho medo do meu se perder no caminho.

Por fim o meu pai conseguiu fretar a Rural de Barroso e junto com mais três sobrinhos levaram o Antonio André ao Crato atirando pedra na lua. Depois de demorado tratamento Antonio André retornou a Várzea-Alegre em condições de convívio com seus amigos e parentes e nunca mais teve recaída tão grave.

A. Morais

VÁRZEA-ALEGRE NO INICIO DOS ANOS 60 - Por Dr. José Savio Pinheiro


Tim e Pedro Sousa.

Fomos cumprimentá-lo e ele nos contou diversas estórias, das quais citaremos uma. Certa vez, um compadre seu chega à delegacia de polícia bastante irado, quase em estado de choque querendo falar urgentemente com o delegado da cidade.
- Compadre Antônio! Compadre Antônio!
- O que foi que houve, homem? Aquiete-se e me conte tudo com calma.
- Compadre Antônio Costa, é que hoje está fazendo três dias que um mau elemento, sem consciência, roubou a minha filha e fugiu não sei pra onde. E a coitada só tem quinze anos de idade...
- O delegado sem querer interromper e já interrompendo, intervém: - Sim! sim! Continue... É que eu gostaria de saber do senhor, um homem experiente, uma autoridade da cidade, um homem que só fala a verdade, se já deu tempo de ter acontecido alguma coisa de ruim pra menina.

- Compadre, falando com toda a sinceridade do mundo, eu não ouso dizer se já aconteceu alguma coisa com a sua filha, mas uma comparação eu posso fazer. No tempo, que eu andava perambulando por esse sertão de meu Deus na minha burrinha Gasolina, nesses altos e baixos da vida “eu comia ela três vezes só na descida da serra.”

Seguimos em frente, dobramos à direita e tomamos a rua Getúlio Vargas. Caminhando por sobre a calçada do "motor da luz", no mercado público, construído por Amilton Correia, fomos abordados por Jubáia, Mané Cachacinha e Carro-boi, alcoolizados e endiabrados com os poucos neurônios que lhos restam. Da conversa que tivemos lembro-me apenas do Mané Cachacinha dizendo: “Várzea Alegre é Natureza”, um chavão que ele repete constantemente quando está alcoolizado, ou seja, sempre.

O “motor da luz”, como é conhecido, é um grande gerador, movido a óleo diesel, e serve para alimentar a cidade de energia elétrica. Ele possui um porte tão grande, que para ser acionado precisa de uma tração bastante forte para pô-lo em funcionamento. Normalmente, se faz necessário o desempenho de um jipe ou de um trator para essa tarefa. Ele funciona diariamente até as 10 horas da noite e quando esse horário se aproxima existe um sinal prévio para que a população fique atenta. A luz apaga três vezes na última meia hora de funcionamento. É o suficiente para que toda a cidade se prepare para dormir.

Veja a Próxima Postagem.

sábado, 23 de janeiro de 2010

As Pastorinhas ou A estrela Dalva - Por A.Morais

Jose Raimundo de Morais, meu saudoso pai, em tudo colocava sua opinião quase sempre abalizada e muito sensata.
Um dia, meu irmão teve uma discussão muito grande com a sua namorada, quase pega fogo, ainda saiu faísca.
Quando se acalmaram e serenaram-se os ânimos, o meu pai chegou para minha mãe e disse: Tonha, eu não entendo nem compreendo esses namoros de hoje em dia: há pouco tempo esses meninos tiveram uma briga de fazer medo e agora estão um "boloto" dentro de uma rede.

Dedico o vídeo: “As pastorinhas” para todos os amigos do Blog.

video

Por A.Morais

Várzea-Alegre no inicio dos anos 60 - Por Dr. José Sávio Pinheiro.


Identificação parcial - Serginho Piau, Alberto Siebra, Dr. Rolim, Paulo Danúbio e Teresinha Costa.

Impossível ao leitor compreender, sentir ou entender sobre o carnaval atual, sem antes ter uma ideia precisa da cidade de Várzea Alegre no período que antecedeu ao primeiro desfile da Escola de Samba Unidos do Roçado de Dentro - ESURD.

A sua topografia, população, costumes, crenças e tabus precisam ser pormenorizados e comparados aos dias atuais para um melhor entendimento dos fatos a serem descritos. Essa nova geração, de posse dos recursos da informática, dos meios de comunicação de massa, da facilidade de locomoção, do acesso a livros e revistas e com o desenvolvimento de um tirocínio lógico não teriam condição de aceitar o desenvolvimento da época, sem um aprofundamento antropológico, psicológico, social e econômico deste povo. Caro leitor, entremos no túnel do tempo.

Estamos chegando ao ano, não sabemos bem, compreendido entre 1958 e 1962. O local é a rua Coronel Pimpim, conhecida por rua dos Perus. Tal nome deriva de uma família com este nome que mora nesta via pública. Um de seus membros é o delegado da cidade. Daí um contraste de Várzea Alegre: “um peru, delegado.” Tal fato foi citado em música por José Clementino, compositor local, e imortalizado nacionalmente por Luís Lua Gonzaga, o rei do baião. São pontualmente 15 horas. O estômago dá sinal de esvaziamento. Não se vê uma só lanchonete. As contrações gástricas não dão descanso. Como, que por encanto, aparece um senhor de estatura baixa, corpulento, sorriso aberto, bastante simpático, empunhando um balaio de cipó trançado. De seu interior exala um odor adocicado, que agrada as narinas dos transeuntes. É Joaquim Beato, com as suas deliciosas broas -- iguarias de formas arredondadas feita de fécula de mandioca - confeccionada rusticamente em sua padaria na mesma rua. - Que sabor delicioso. Como são crocantes estas guloseimas. Resta-nos apenas uma sobremesa. Algo doce, que nos provoque bastante sede, para podermos nos deliciar com um copo de água fresca. Não tardou muito. Eis que surge Dona Santana. O seu alfininho, alvejado pelo seu constante manuseio é tão brilhante que nos ofusca a vista e a mente. O reflexo da não saciedade é novamente estimulado e nos impulsiona para o consumo. Como estas simples gulodices nos adoça a alma. Este doce, derivado da rapadura, previamente submetida a alta temperatura, após liquefeita é resfriada e manuseada até atingir o ponto de consumo.

Após saborearmos este exótico confeito sentimos uma enorme necessidade de água. A sede chegara de forma impiedosa. Não tínhamos outra opção, senão pedir um pouco desse precioso líquido em uma dessas casas. Escolhemos uma, que se encontrava com a porta entreaberta. Batemos palmas, uma senhora veio nos atender, nos serviu água, saciou nossa sede e nos alegrou com a sua simpatia e o seu bom papo. Era a residência de Seu Zé Marcelo, nosso protético-maior. Ele, com sua paciência e seu desvelo confeccionava dentaduras, que eram comercializadas até em cidades vizinhas. Era um prático com requinte de nível superior. Tais profissionais eram bastante procurados, em razão de não existir uma política de saúde bucal satisfatória. O número de cáries dentárias era muito elevado na população geral e fatalmente esses dentes estragados teriam de ser sacrificados. Após a realização da exodontia ou extração esses pacientes, desprovidos financeiramente, fatalmente procurariam um prático para confeccionar a sua prótese dentária.

Seguindo o trajeto periferia-centro nos deparamos com a rua Duque de Caxias. Logo no início encontramos o escritório do corretor de algodão Dirceu de Carvalho Pimpim, onde tiramos um dedo de prosa sobre o novo preço do algodão. Seu Dirceu é um corretor de algodão bastante conhecido. Não somente pelo seu tirocínio e sua grande capacidade comercial, mas por ser uma figura folclórica na cidade, devido as suas inúmeras estórias jocosas. Contam que, certa vez, ele alugara um imóvel de sua propriedade e que este, estando bastante estragado, a perspicácia e o pechinchado do inquilino funcionou. - Seu Dirceu, então fica acertado este valor para o aluguel, ta bem? - Combinado, senhor! Finalizada a negociação, o inquilino, em reconhecimento, manda fazer uma reforma no prédio. Muda todo o teto, faz o serviço de retoques e de pintura. No mês seguinte, ao efetuar-lhe o pagamento, este assim o é abordado. - Vamos ter de aumentar o preço do aluguel, senhor! - Mas seu Dirceu, não foi o senhor mesmo que concordou em receber aquele valor, já que o prédio encontrava-se totalmente sucateado? - É que hoje pela manhã estive por lá e constatei que ele está bastante melhorado, portanto não dá mais pra continuar naquele preço.

Em frente ao escritório mencionado vislumbramos uma enorme casa, com extenso jardim e vários pés de fícus formando uma verdadeira cerca verde. É a casa do delegado da cidade Senhor Antônio Alves Costa, genro de Dirceu Pimpim. Homem simples, honesto, dedicado e que possuía um raciocínio fabuloso e tiradas espetaculares.

"Continua na próxima postagem".

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

CURSO DE NATAÇÃO - Por Mundim do Vale

Certa vez num banho de açude no sítio Roçado de Dentro, estavam: Alberto Siebra, Zé de Borgim Osmundo Fiusa, Valdísio Correia Joaquim Fiusa,Pedro Souza,Raimundo Diniz,Taveirinha e esse contador de cauzos.Na margem do açude,alguns tomavam cachaça tirando o gosto com cajá,enquanto eu,Pedro Souza e Joaquim Fiúsa, brincávamos de *galinha cheia, no meio do açude.
Os que estavam fora fizeram um concurso para ver quem era o mais bem dotado.
Ganhou Valdísio com distinção e louvor.
Depois do resultado do concurso Alberto, ficou despido na beira do açude sem coragem de entrar, quando Pedro Souza gritou:
- Ei Alberto! Vem aqui pra nós brincar de galinha cheia.
- Eu num vou tomar no fundo não! Que eu não sei nadar.
Valdísio também despido, aproximou-se da traseira de Alberto para fazer uma brincadeira, quando Zé de Borgim alertou:- Cuidado Alberto! Olha a arrumação aí atrás de tu.
Alberto virou-se, quando viu aquela arrumação, pulou no açude e saiu nadando numa velocidade tão grande que dava até para confundir com um campeão de natação. Em cinco minutos ele chegou no meio do açude onde nós estávamos.
Nesse momento Joaquim Fiusa perguntou:
- Alberto, tu não disse que não sabia nadar?
- Pois é! Até pouco tempo eu não sabia, que sabia.

* Galinha Cheia, brincadeira que consiste em jogar uma pedra na parte mais funda do açude, para ver quem traz a tona.

VÁRZEA-ALEGRE NO INICIO DOS ANOS 60 - Por Dr. José Sávio Pinheiro.


Padre Otávio, Dr. José Colares, Prefeito em exercicio Antônio Rolim de Morais, Dr. Oto Otoni  e Teresinha Rolim.

Recebi um texto do Dr. José Sávio Pinheiro cujo título é "VÁRZEA ALEGRE NO INÍCIO DOS ANOS 60".

O texto é um primor. Por ser um pouco longo, farei a postagem de quatro vezes, para não enfadar o amigo leitor. Portanto peço sua atenção, serão quatro postagens com o mesmo tema. Se você viveu aquela época dourada, inocente e pura aconselho ler as postagens. É uma verdadeira reprise.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Bloco das Piabas - Por A.Morais


O bloco das piabas foi criado em Várzea-Alegre por iniciativa de algumas senhoras casadas que depois das lutas e labutas da casa durante o dia, também se achavam com o sagrado direito de se diverti. Esta foto é do inicio dos anos 90. Vemos Lais Holanda Costa e Nair a baixinha e mais outras amigas.
Fantasia simples, muita animação e brincadeira. Era muito respeitado, afinal de contas era composto pelas esposas e pelas mães de todos os brincantes da cidade. De uns anos para cá foi desativado e esquecido.
Este vídeo da Carmem Miranda cai bem com o Bloco das Piabas porque as foliãs só saiam para brincadeira quando davam à chupeta dos filhos e muitas vezes dos netos. Infelizmente a anarquia e a baderna de hoje contribuem para que muitos não tenham animo para participar das festas mominas.

video
Dedico esta postagem a comissão organizadora da Escola Independente do Sanharol.

Por A- Morais

CARNAVAL DE VÁRZEA ALEGRE - Por Mundim do vale

Eu vou aqui tentar fazer um pequeno histórico do carnaval da terra do arroz, a partir do ano de 1953. No domingo de carnaval daquele ano, a folia de rua foi feita por Valdimiro de Zé de Toim e Oliveira Mandinga, o primeiro usava um vestido e o outro um par de chifres na cabeça. Saíram pelas ruas cantando a marcha “ Cordão dos puxas sacos “ , acompanhados por batidas em panelas e latas. A meninada acompanhou a folia um deles era esse contador de causos, com a cara encarvoada e uma colher batendo numa lata de sardinha.
Carnaval de clube não se falava, mas Zé Tavares que era muito animado, promoveu um baile de carnaval na casa de Zezim Costa no mesmo domingo de noite. Os participantes eram: Os filhos do organizador, os filhos de Zezim Costa, os de André Costa e os de Vicente Moreno. Naquela noite eu corri para pegar um tubo de cloretil vazio e fui atropelado por uma bicicleta.
Depois daquela data nós passamos uma década sem carnaval na cidade.
Em 1963, Edmilsom Martins, Diassis Aquino e Nilo Sérgio Viana, formaram dois blocos de elite; Espartanos e Orientais, Já naquele ano o carnaval de clube foi no Secreio Social.
Foi também naquele ano que saiu pela primeira vez, um bloco do Roçado de Dentro, conduzido pelo saudoso Pedro Souza, seu cunhado Josimar Vieira, Munda Mariano e outros. Naquele ano também, eu, João Piau, Antônio Almeida, Antônio Ulisses e Homero Proto, formamos o bloco dos Índios, as garotas da nossa idade, formaram o bloco das Margaridas, composto por Rita Maria Morais, Maria Onelma Viana, Socorro Lemos, Margarida Bile e outras.
A partir daí o bloco do Roçado de Dentro transformou-se em escola de samba.
Com aquele samba bem ritmado e bonito, surgiu a idéia no nosso grupo de criar uma escolinha sem nenhuma pretensão de disputa, apenas para animar o carnaval de rua, nos dias que a escola maior não desfilasse. Feito o projeto, nós começamos com poucos instrumento Luís Filho trouxe uma cuíca de Fortaleza, eu fiz uma para Marconi Proto, fiz um surdo de mão para Noberto Rolim e Célio Costa trouxe uns agogôs.
Criada a batucada, foi dada o nome de Charanga, além do carnaval nós tocávamos nas partidas de futebol de salão onde o nosso time: Charanga Futebol Clube disputava.
A nossa Charanga ganhou status de clube social e de serviço, quando o Doutor Marcos Aurélio Rodrigues , juiz de direito de V. Alegre, colocou a Charanga no rol dos clubes da cidade, para o tribunal de justiça do estado, elevar a nossa comarca de primeira para segunda entrança.
A partir dali surgiu blocos e mais blocos: Beco da Narcisa, Bloco da Caganeira, Tem Piau no Carnaval, Bloco das Piabas, TED e outros mais. Entre eles “A Véa Debaixo da Cama “ Que deu origem a escola: Mocidade Independente do Sanharol, hoje nivelada com a do Roçado de Dentro.Coisa que não é surpresa,
Porque os músicos das duas escolas são parentes muito próximos.
Daqui pra frente eu sugiro que alguém do blog dê seqüência a este histórico, para que eu não aborreça os leitores, com ums textos lentos e retrógrados.
Nós sabemos que na atualidade, o nosso carnaval é técnico ao ponto de chamar à atenção das emissoras de televisão.
Desejo um bom carnaval para os foliões e visitantes.
Raimundinho Piau

Caso para transplante - Por Giovani Costa

Ano de 2008, minha mãe foi fazer uma consulta no Juazeiro com renomado Dr. Hugo Santana. Na hora da consulta. o competente oftalmologista perguntou: Dona Carmelita, quantos anos a senhora tem? 87, doutor. Nossa, tudo isso? Admira-se ele. Quantos filhos a senhora teve? Onze, doutor, morreu uma menina, tem 10 vivos. Ele fica muito admirado e diz: dez filhos? Minha mãe diz: sim , doutor, tudo gordo e bonito.
Aí o experiente médico olha para o acompanhante, que era Chico Antônio e diz: É, eu vou passar o colírio e trocar o óculos, mas o caso da senhora é muito sério, era mesmo prá transplante.

Por Giovani Costa.

O Chucalho e o Bruto - Por Expedito Pinheiro

Te acompanho desde quando moço
Com bronze, aro arame e badalo.
Me movimento sobre o teu embalo
Não me reclamo de teus berros, ouço!

Tu me conduzes à roça e ao poço
Quanto mais andas, eu menos me calo,
Como se eu fosse em tua vida um ralo
Ou um trambolho sempre em teu pescoço.

Aonde vais, estou te vigiando.
Tu me balanças, eu te traio, quando
Os predadores, te seguem no mato

Minha batida é um perigo horrendo
Se ti pertubes quando estou batendo
Pois fique quieto, que eu também não bato.!

(Prêmio Unifor de Literatura-2007)

Enviado por Giovani Costa.

Raimundo Sabino - Por A. Morais

O nosso amigo e colaborador Giovani Costa, conta uma, conta outra e vai deixando as suas escondidas. O fato é que sua mãe Carmelita disse: meu filho vá na bodega de Raimundo Sabino e compre uma cabeça de alho. Mas, diga pra ele que eu só quero se for grande!
Giovani saiu temeroso das tiradas de Raimundo, mas cumpriu com a determinação dizendo para o comerciante: Mãe mandou comprar uma cabeça de alho, mas disse que só quer se for grande!
Raimundo Sabino deu uma cubada em Giovani e respondeu: volte e diga pra sua mãe que do tamanho da sua só se for buscar na Bahia!
Por A. Morais

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL



Por Zé Nilton

Cleivan Paiva é de Simões, no Piauí.

Veio para o Crato na década de setenta. Aqui encontrou um movimento efervescente liderado por muitos artistas, e logo encontrou um jovem rebeldista de talento e armado até os dentes com muitas poesias, músicas e propostas, o excelente e hoje premiadíssimo cineasta Rosenberg Cariri. E com ele iniciou uma sequencia de prestigiadas parcerias.

Cleivan foi um dos primeiros violonistas e principalmente guitarrista do maravilhoso conjunto Ases do Ritmo, que fez a alegria da danceteria dos anos setenta nos bailes e tertúlias da região.

Sem dúvida, houve na região, no final da década de sessenta e em toda década de setenta, verdadeiras escolas musicais, formadoras de uma variedade de músicos que estão aí até hoje palmilhando os caminhos da arte, infelizmente nem sempre devidamente reconhecidos, mas orientam e produzem os novos talentos no registro de suas composições. Cito alguns: Edilberto, Lifanco, Hugo Linard, Jayro Stark, Libério, Divane Cabral, Cleivan Paiva, Maestro Felipe, Rosenberg Cariri, Batista...

Guardo comigo uma passagem hilária quando do segundo Festival da Canção em Crato, já que o primeiro fora em Juazeiro do Norte, em dezembro de 1968, quando um concorrente precisou acompanhá-lo em seu bolerão nostálgico.

- Vai Cleivan, vai Zé Nilton, pediu a apresentadora do Festival, Fátima Barreto, aos únicos instrumentistas imediatamente à disposição da comissão organizadora.

Cleivan disse: não vou!

Sobrou pra mim. Lembro-me que acompanhei ao violão, vaiado pela platéia, o desafinado concorrente no seu bolero fora de moda. Alguns compositores presentes acharam que a música seria de minha autoria. Havia como sempre houve uma rivalidadezinha das turmas, sendo que a turma da Quadra era a mais afoita.

Cleivan seguiu mundo a fora mostrando sua arte musical, e chegou a se apresentar em casas noturnas na capital paulista. Como disse o músico e cineasta Firmino Holanda, também atuou em festivais: na Tupi classificou “Perímetro Urbano” (Nota: Na ocasião defendida por Marku Ribas, incluída [no disco “Guerra e Paz”] nele rende tributo a Victor Assis Brasil, tocando-a com arranjo do genial saxofonista). Antes disso, participou do Festival Universitário de SãoPaulo, com trabalhos em parceria com Rosenberg Cariry e Ivan Alencar.

O nosso ilustre compositor procurou nas frestas da MPB, no sul maravilha, exercitar sua arte em movimentos vanguardistas formando com músicos de origem de todas as tendências do século XX o conjunto “Ave de Arribação”. Foi para o meio do povo, para as feiras e periferias da paulicéia desgraçada, mostrar o que infelizmente o povão nem sempre capta, por estar com os ouvidos impregnados de sons que todas as mídias lhe incutem como valor imediato.

Cleivan acompanhou grandes músicos como Djavan e outros, em shows e gravações. É o compositor das trilhas sonoras dos filmes do cineasta caririense Rosenberg Cariry. É referência no cenário musical do Ceará e do Brasil.

Preferiu ficar no Crato, ao lado da sua família, dispensando a sua gravadora para os músicos de várias tendências, sem preconceitos, mas sempre atento em mostrar caminhos que primem pela elevação da música de qualidade.

Nesta perspectiva, termino este texto citando a poeta Socorro Moreira declarando seu respeito e reconhecimento ao grande compositor brasileiro:

“Até um dias desses, Cleivan era meu vizinho.
Cruzávamos no dia a dia, nas calçadas e na bodega da esquina.
Conheço e admiro o seu trabalho desde nem sei quando.
Quando mudou de endereço, a rua sentiu faltas daquele violão no batente,
Quando a noite fazia silêncio
Sem dúvidas, um dos mais talentosos violonistas brasileiros!
E pensar que ele é nosso, mora no Crato...
Merece ser prestigiado e homenageado com todo o nosso entusiasmo.”

Nessa quinta-feira, no programa Compositores do Brasil, na Rádio Educadora do Cariri, Cleivan vai falar e tocar ao vivo a sua arte, merecedora de todos os aplausos pelo que representa para a identidade da música popular brasileira.

Quem ouvir, verá !

Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas às quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri – 1020 khz
Apoio. CCBN
Porf. Zenilton

Os Pioneiros - Por Luiz Carlos Correia Diniz

A. Morais.

Bom dia. Segue essa reliquia, que muitos tiveram o prazer e aventura de fazer uma viagem de V.alegre a Fortaleza em dois dias.
Como também temos que resgatar a historia dos primeiros ônibus de V. Alegre a São Paulo. O pioneiro foi o Sr Chagas Bezerra que ainda hoje tem familiares no Crato. O mesmo iniciou o grande exodo de nossos conterraneos para São Paulo para trabalhar na Volks.
Procure descobrir a historia pois tem muito coisa importante para ser revelado e publicado. Meu tio Jose Odmar Correia iniciou em 1951 - V. Alegre a Fortaleza, Chagas Bezerra Iniciou em 1954 saindo os ônibus da Rua Major Joaquim Alves, onde ficava a loja de Acelino Leandro. Foram os Pioneiros no Ceará.
Saudaçoes.
Luiz Carlos Correia Diniz.

TECO, TECO. TECO... - Por Mundim do Vale

No lançamento da Belina II da Ford, o meu conterrâneo Zé do Norte, comprou uma delas, zero kilômetro. Rodou pouco tempo apareceu uma pancada intermitente na traseira. Qualquer pessoa que entrasse no carro notava e fazia o comentário.
Um dia ele foi resolver uns negócios no Crato e enquanto fazia umas compras deixou o carro numa concessionária Ford, para verificar o problema. No final da tarde quando foi apanhar o carro teve uma surpresa. Os técnicos disseram que de fato existia o defeito mas que não foi encontrado.
Em outra ocasião ele foi a cidade de Iguatu e deixou o carro para que fosse corrigido o problema. Foi outra decepção quando lhe disseram a mesma coisa:
- O defeito existe mas nós não conseguimos localizá-lo. O sr. Mande uma carta para a Ford para que eles tomem uma providência.
Zé do Norte voltou para Várzea Alegre muito mais desgostoso do que Adalgísia, quando a bodega incendiou.
Certo dia ele foi trocar um cabo de acelerador com o mecânico Geraldinho de Adélia e contou a ele toda a história da pancada. O mecânico perguntou se ele não queria que ele desse uma olhada.
Zé do Norte deu uma risada e disse:
- Ora! Se em duas autorizadas não conseguiram, como é que tu vai conseguir descobrir esse defeito.
Depois dessa conversa chegou um cliente de Geraldinho com um pedaço de carne de carneiro de presente para ele. O mecânico pediu o carro emprestado para ir até em casa deixar o presente e Zé do Norte prontamente emprestou.
Na viagem o mecânico escutou a pancada e resolveu abrir o porta malas para olhar. Pois foi nessa olhada que ele descobriu o que estava causando a pancada.
Quando foi devolver o carro ao dono Disse:
- Seu Zé do Norte, enquanto o Sr. não tirar aquele balde de alumínio do porta malas, aquela pancada não se acaba.

Dedico esse causo ao Dr. Flávio Costa Cavalcante, sobrinho do personagem principal.

Fonte: o saudoso amigo Antônio Ulisses.
Mundim do Vale.

Feliz Aniversario - Por A. Morais

Joaquim André, Carmelita e Judite.
Está aniversariando hoje Maria Carmelita Bezerra, genitora do nosso amigo colaborador Giovani Costa. Viuva de Antonio Leandro Bezerra do Sanharol. São 89 anos de vida. 11 filhos, 13 netos e tres bisnetos. Que Deus abençoe e dê vida longa.


Parabens, o Sanharol está em festa.


A. Morais

Aquilo lá é comida de gente! - Por Francisco Gonçalves

Conheço muito bem essa saborosa iguaria que é mel de engenho, seja com farinha ou com cuscus de milho. Também comi muita coalhada na casa de Zé Amâncio sobrinho da minha avó Emilia no sitio Forquilha, quando perambulava de Boa Sorte aos Araçás em direção à casa de minha avó.

Hoje como bom cearense adaptável a tudo, enquanto escrevo esse texto tomo um saboroso chimarrão gaúcho. Mas, o que quero dizer é o seguinte: Meu avô António Gonçalves, sabendo que seu primo era muito sovina, disse-lhe certa vez que gostoso mesmo era merda com açúcar! E algum tempo depois meu avô encontrou o tal primo e perguntou: E ai primo experimentou a comida? -Rapaz! Aquilo lá é comida de gente! Só comi mais pra não perder o açúcar.

Francisco Gonçalves de Oliveira

BONS GAROTOS - Por Mundim do Vale

Foto enviada via imail, pelo primo José Bitu Sátiro. Apontem os atletas, só não vale para os Bitus, para o resto já tá vogando.

Mundim do Vale.