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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 31 de julho de 2012

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro


AS TETAS

Sujeira muita, mostra o teu segredo,
Astuto bolso chega bem na hora,
Lavada grana, já não se demora,
Comprado voto, já produz arrego.

A teta enche e vaza de feição,
De forma vã, impura e sem pudor,
Deixando alegre o venal eleitor
E sem postura os donos da nação.

Pra ter conforto e pompa o tempo inteiro,
E desprezar o seu real poleiro
É só agarrar no ubre com veemência.

Viver atrelado às tetas do poder
É sempre ter, às mãos, o merecer
De macular a podre consciência.


COBRA, ENGOLINDO COBRA - Por Mundim do Vale.


Meu primo Chico Piau, uma vez foi até a feira do Mercado Velho, onde comprou um moinho a João de Freitas. Chegando em casa foi inaugurar o moinho, moendo uma massa para fazer um cuscuz. Na pressa de moer botou muita força e quebrou o braço do moinho.
Zangou-se e foi correndo para reclamar do vendedor.
Aborrecido foi logo falando:
- Ei João eu quero trocar o moinho, porque o braço dele quebrou-se.
João de Freitas também aborrecido falou:
- Apois mande Meste Micena incanar cum taboca!
- Não Senhor! Eu quero é outro, porque eu paguei à vista e não posso ficar no prejuízo.
- Chico tu deixa de ser besta, qui quando eu fui contar o apurado, eu reparei dereito e a nota qui tu tinha me dado era de duas cabeça.
- Pois então o seu moinho tinha que ter dois braços também.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

Desculpa amarela III:

O SABER, O SÁBIO E O SABIDO


Quando escrevo algo por conhecimento,
Este evento eu entendo por SABER;
Apostando, que quem não quiser ler
Perderá um bom texto, a contento.
Se algum SÁBIO mostrar forte argumento
Faz-se, ele, o meu gênio preferido.
Comprovando seu estudo dirigido,
Eu o atesto, que tem sabedoria,
Mas se alguém lhe enganar com maestria,
Este alguém é chamado de SABIDO.

O Senado continua o mesmo - Por Antonio Morais.



A cassação do mandato de Demóstenes Torres obviamente não piora, mas também não melhora a imagem do Senado que encerrou a carreira política de um de seus pares sem, contudo, quitar a imensa dívida que acumula com a sociedade.

Em pé, de braços cruzados, acompanhando a sessão com um quase imperceptível sorriso no rosto, Renan Calheiros era a materialização de uma evidência: Demóstenes não caiu em decorrência do rigor ético dos senadores, mas por um conjunto de circunstâncias para ele adversas.

Se o critério predominante fosse o zelo ao decoro parlamentar, Calheiros não teria assistido à cena em posição tão privilegiada.

ABSORTO - POR LUIZ LISBOA

Meu sertão tem sabiá
Cantado na laranjeira
O galo campina canta
Na folha da bananeira
Tico-tico saltitando
No velho mourão de porteira
Lagaticha balança a cabeça
Em cima de uma pedreira
Um canário  canta forte
Na jurema do norte
E um bem-ti-vi numa palmeira
Um papagaio numa estaca
Sempre beliscando um milho
Só uma coisa aprendeu
Foi chamar vem cá meu filho
E num monte de madeira
Um preá marcou seu trilho
Isto é o meu sertão
nunca fuji do estilo
O pássaro aqui é deferente
Só na gaiola ele canta
Vem comer na sua mão
Olha no olho e não se espanta
O preá daqui é rato
O dia fica dormindo
Só a noite ele levanta
O xexéu também existe
Ensaia o seu canto triste
E quase a ninguém encanta
Coisas que a distância
Traz até você em  pensamento
Vivo aqui este momento
Como se estivesse lá
Nas quebradas do Ceará
A trotear no jumento.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

EXCESSO DE CUIDADO



A empresa PINCEL – Pinturas Cearense Ltda. Da minha propriedade, Acolhia os pintores qe vinham de Várzea Alegre, recomendados por meu amigo Ildefonso Vieira.
No ano de 1985 chegava Bibí para ingressar como funcionário.
Um dia logo pela manhã chegou aquele garoto pequeno,  e magro, mas com os olhos de quem já enxergava o mundo de todos os ângulos. Me entregou um bilhete de Ildefonso e depois da leitura eu falei:
- Pois é Bibí. Você está muito bem recomendado, mas nós vamos fazer um pequeno teste, como eu faço com todos. O candidato concordou e peguei  04 metros de falhete, que era um tecido especial, mostrei a mensagem e disse pra ele:
- Bibí. Essa faixa vai ser o seu teste, tenha muito cuidado para não sujar e nem borrar o tecido. Essa faixa é uma homenagem para uma garota que faz hoje 15 anos. Bibí pegou o tecido esticou no piso e colocou uma galão de tinta em cada lado para armar o tecido, ficou pintando e eu saí para visitar um cliente, quando cheguei, a mensagem já estava escrita, no capricho que o evento exigia. Enquanto eu  elogiava o trabalho,  Bibí foi passar de um lado para outro e chutou o galão de tinta sobre a faixa. Aquele tecido não deu para aproveitar nem pra pano de chão.
O candidato ficou triste mas eu logo acabei com a tristeza dele, falando:
Não precisa ficar triste. Eu vou Considerar com um acidente. Você  passou no teste e está admitido.

Naquele ano começava a carreira de Bibí na área de comunicação visual, três  anos depois daquele acidente Bibí e os seus irmãos criaram as suas própria empresas.


Dedico esse causo histórico a todos aqueles profissionais que trabalharam comigo.





POETAS NORDESTINOS OO2 - POR HELENO SILVA

Hermes Vieira, a maior expressão da poesia folclórica do Piauí, se chama, por inteiro, Hermes Rodrigues Cardoso Vieira e tem o umbigo enterrado em Elesbão Veloso, município da Cidade de Valença. Nasceu a 23 de Setembro de 1911. É filho de Raimundo Rodrigues Cardoso Vieira e de Joaquina de Sousa Viana, ambos já aliviados, por bondade de Deus, do pesado surrão da Vida. Muito viajado, esteve alguns anos na Amazônia, onde bebeu, fartamente, em cantata com o "Inferno Verde", vivendo na ambiência trepidante e misteriosa daqueles matões Envios, o néctar que, mais tarde, na tropicalidade de sua terra natal, iria destilar para o acervo cultural de seu povo.
Como Giovanni Papini, Machado de Assis, João Ferry e tantos outros que a memória teima em esconder, Hermes Vieira, enfiado no ventre das noites, acolitado por livros de capas gastas e à vaga claridade de lamparinas fumacentas, é cultura autodidata, que, para algum anelado, pode constituir mancha na luz ofuscante que os seus pés vão deixando nos caminhos que percorre, sustendo a Lira e padejando o verso.

Segundo Hermes: “Há uma lenda muito conhecida, notadamente nos arrabaldes do Nordeste, batizada pelo sabor do zé-povinho de "Mãe-da-Lua", "Chora-Lua" ou "Urutau". É uma ave noturna de canto dolente e entrecortado, dando, a quem tem o ouvido preso aos seus trinados de tristeza, a impressão de uma gargalhada melancólica de quem disfarça a acrimônia de uma angústia.”
Em "Lamentos de Mãe-da-Lua", Hermes Vieira, forjicando uma grafia adrede e cuidadosamente estudada, põe nos lábios do leitor a pronúncia real do caboclo, no seu desleixo lingüístico e na sua conhecida preguiça mental:

"No sertão, nos matagais,
Quando vai no céu a lua
E nas fontes cristalinas
O luar meigo flutua.

Um silêncio agreste e doce
Deixa tudo extasiado;
Pelo espaço enluarado.
E uma voz dolente ecoa

Essa voz que dissimula
Uma dor a gargalhar,
É notória no sertão
Pelas noites de luar.

É a voz da Mãe-da-Lua
A chorar o ausente esposo
Que, segundo afirma a lenda,
teve um fim misterioso.

Era um pobre lenhador;
Certa vez, indo lenhar,
Por motivo inexplicável,
Não voltou mais ao seu lar.

Mãe-da Lua, em desespero,
Coração angustioso,
Atirou-se pelas brenhas
A procura do esposo.

Andou muito, mas, debalde:
O marido não encontrou,
E por isso nunca mais
A cabana ela voltou.

E depois, num ramo nu,
Sob um manto de luar,
Outras aves encontraram
Mãe-da-Lua a soluçar.

Não querendo a infeliz ave
Pelas outras ser zombada,
Logo o pranto simulou
Numa triste gargalhada.

E num galho, solitária,
Mergulhada no luar,
Ela ainda continua
Com seu triste gargalhar.

Como oculta a Mãe-da-Lua,
Gargalhando os seus tormentos,
Muitos riem, assim também,
Ocultando os sofrimentos".

Antonio Delfim Netto - O Zé e o BIS

Meu compadre Zé, sujeito arretado, trabalhador honesto e temente a Deus, ganha com seu trabalho duro cerca de R$ 1.200 por mês. Pagava R$ 200 de aluguel. Cuidadoso, não tinha qualquer dívida. Não constava nas estatísticas dos bancos e muito menos na de devedores duvidosos.

Foi tentado pelo Diabo. Comprou uma residência no programa Minha Casa, Minha Vida e hoje paga R$ 200 de prestação. De acordo com a mistificação estatística a que todos somos sujeitos, o Zé está agora altamente endividado! Num fechar de olhos, passou de virtuoso não devedor a um suspeito inadimplente potencial que deve 20% da sua renda! Pobre do Zé. Quem mandou ser ambicioso!

Isso não é uma parábola. Há milhares de Zés "exagerando" no crédito porque essa é a sua "riqueza"! Isso impressionou alguns economistas locais e acabou sendo ouvido em Basileia. Foi expresso no relatório anual do Bank of International Settlements, o famoso BIS.

O assunto causou comoção. Os economistas do BIS contam-se entre os mais bem apetrechados do mundo. E justamente. Sempre mantiveram distância da vertigem cientificista. De fato, em 2005/2006, seus trabalhos deixavam claro que a aparente calmaria que o Fed atribuía às virtudes da sua política monetária escondia perigos insuspeitados.

Eles e mais meia dúzia de bons profissionais alertaram para a crise que se construía num sistema financeiro cuidadosamente desregulado em nome de uma suposta "ciência". É preciso, portanto, ouvi-los quando falam.

O aumento do endividamento das famílias no Brasil é mencionado ligeiramente nas págs. 26 a 30 do relatório, sempre com muito cuidado. Não há qualquer observação com conotação negativa. Aliás, a comparação das taxas de crescimento da relação crédito/PIB é tratada corretamente: "O rápido crescimento do crédito não é necessariamente ruim. Os sistemas financeiros de alguns países emergentes ainda são relativamente subdesenvolvidos e muitas famílias e empresas estão fora deles. Assim, o rápido crescimento do crédito pode refletir tanto um desenvolvimento financeiro quanto um excesso" (pág. 28).

Como deveria ser óbvio, o aumento da relação crédito/PIB de 25% para 50% em poucos anos no Brasil não pode e não deve ser considerado um "excesso", porque ainda temos uma das menores bancarizações do mundo. E como aumentá-la senão fazendo o crédito crescer mais do que o PIB?

Houve, seguramente, algum excesso no setor de automóveis que foi agravado pela imbecilidade que atingiu o sistema de leasing. O que ninguém falou é que na pág. 30 do relatório (gráfico III.7) o BIS mostra a higidez do sistema bancário brasileiro.

No tempo da minha infância - Ismael Gaião

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal

Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria

A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade

Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração

Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir

Vi o meu avo dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança

No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado

Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Vovó guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado

Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos

Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras

Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão

Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé

Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar

Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão

Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia

O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço

E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Vovó não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar

Comecei a trabalhar
Com onze anos de idade
Pois o meu avo me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade

Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez...


Enviado pela colaboradora Onelma Viana Bezerra.


DECLARE O SEU AMOR - AMIGOS DE DEUS.

O café da manhã que mamãe preparava era maravilhoso! Embora fossemos uma família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira refeição do dia. Era ovo frito com bacon, outro dia era ovo cozido, depois era pão com linguiça, lingüiça com ovo e pão... Tudo feito com simplicidade. 

Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da 'lua-de-mel', para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manha preparado. 

Como estava acostumado com a casa da mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa. 

Olhei para o lado e vi minha esposa, dormindo profundamente. Feito um anjinho - de pedra! Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. 

Nada! 

Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos. 

Ao me sentar a mesa de trabalho, sentindo o estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho: 'O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também 
a eles' Lucas 6.31.

Disse pra mim mesmo: 'O Senhor não precisa dizer mais nada'. No outro dia preparei o café da manha e levei na cama para minha esposa. 

Ela acordou com aquele sorriso tão lindo! Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase vinte e cinco anos de casamento, continuo repetindo esse gesto sempre que possível. E com muito amor! 

Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo... Tenho muito a melhorar, tenho de ser mais santo, mais paciente, mais carinhoso. 

Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é Jesus: Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela' Efésio 5.25

O matrimonio é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão. A cada dia temos que buscar forças em CRISTO, pois, sem Ele, nada podemos fazer (João 15.5) 

Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase de Jesus: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber. ' Atos 20.35. 

Quando se descobre isso no matrimonio, descobre-se o principio da felicidade. 

Por que muitos casamentos não tem ido adiante? Porque o egoísmo tomou conta do casal. É o 'cada um por si' que vigora. 

Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável, etc. Pessoas não são descartáveis, porem, o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável. 

O mundo precisa do testemunho dos casais de que o matrimonio vale à pena! 

E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. 

Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e perdão diariamente. 

É preciso declarar, todos os dias o amor, em gestos e palavras. 

A primeira palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: 'Eu amo você'. 

Não é fácil dizer isso às vezes, pois muitas vezes acordo de mal comigo mesmo. Então, faço uma oração pedindo ao Espírito Santo e Ele me dá a força do amor para aquele dia. 

Recebo de Deus a força do perdão. 

Faça isso agora também. Declare seu amor! Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: 'Se você estiver pensando em se casar para ser feliz, não se case! Fique como está solteiro mesmo'. Mas, se sua intenção é casar, só se for para fazer alguém feliz, e não para ser feliz, nesse caso case-se e você será a pessoa mais feliz do mundo! O segredo da felicidade é fazer o outro feliz! Quem disse isso foi Aquele que mais entende de felicidade: 'DEUS'. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

COISA DE MINEIRO.

Um médico no interior de Minas, queria tirar um dia de folga mais não podia fechar o consultório.
Chamou o Zé (responsável pela única farmacia da cidadezinha) e falou para ele: Estou muito cansado e preciso descansar um dia. Como aqui não acontece nada grave você fica no meu lugar .
O Zé aceitou. O médico vestiu o jaleco no Zé e foi pescar.
De tardezinha quando retornou perguntou ao Zé: E aí Zé como foi o dia? O Zé respondeu: Correu as mil maravia. Atendi treis duente. O médico preocupado perguntou: Quais foram os casos?
O Zé disse: O primero era um omi que tava com dô de estamo.
O médico perguntou: O que você deu para ele? O Zé respondeu: Dei omeprasó..
O médico disse: Tá certo OMEPRAZOL. E o segundo: O Zé disse: O segundo foi um otro ome que tava com dô de cabeça. O médico perguntou: O que você deu para ele:
Dei tilenó
O médico disse: Correto TYLENOL. E o terceiro? A terceira foi uma muié que entro, trancô a porta, tirô a ropa, fico peladinha, deito na cama e disse: O sinho pricisa resolve o meu pobrema, fais 5 anos que eu não vejo um omi.
O medico preocupado disse: Meu Deus do ceu, o que você fez com ela?
O Zé disse:  CARQUEI COLIRIO NO ZOIO DELA UAI.

                       

Frase do dia - Santa Monica.

" Cada dia é uma moeda que Deus nos dar para comprarmos a sua gloria".

ALEXANDRE GARCIA FOI DEMITIDO DA GLOBO - NÃO PROCEDE.

Nas últimas três semanas, tenho-me ocupado respondendo a telefonemas e mensagens de amigos, preocupados com um e-mail que circula cada vez mais, informando que fui demitido da Globo. Explico a eles que, para ser demitido, teria que ser antes admitido, já que não tenho vínculo trabalhista com a Rede Globo. Minha empresa tem um contrato com a Globo, que ainda vai demorar a vencer, cedendo meus serviços à televisão.

Não creio que tenha havido má intenção de quem inventou a tal mensagem. Apenas desinformação. É que já circulava um comentário meu, no ?Bom Dia Brasil?, sobre insegurança pública. Quando chegou aos olhos do desinformado, o raciocínio foi: ?Ah, então foi por isso que ele foi demitido da Globo? ? certamente imaginando que sou Franklin Martins, cujo contrato havia chegado ao fim na Rede Globo. É que, pelos cumprimentos que recebo nas ruas e táxis, eu sou Joelmir Betting, Paulo Henrique Amorim, Hermano Henning e até Cid Moreira. Talvez, naquele momento infeliz do desinformado, eu tenha sido o Franklin.

O que é surpreendente é que as pessoas passam à frente a mensagem mentirosa, sem se dar ao trabalho de acessar o site da Globo ? onde me encontrariam. Aos amigos que me ligam, agradeço a solidariedade, mas digo que prefiro audiência: se sintonizassem a TV, eles me encontrariam no ?Bom Dia Brasil?, no ?Globo Repórter?, no ?Jornal Nacional?, na ?Globonews? ou no noticiário local da Globo em Brasília. Eles têm visto, mas preferem acreditar no que leram na Internet. Outros confirmam que recém me haviam visto na TV, mas imaginam que fui demitido logo depois. Até já fui visto cabisbaixo, deixando a Globo.


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PAI, OS PATOS VÃO ME MORDER - POR FREDERICO AUGUSTO LOPES DE OLIVEIRA

Perto da minha casa existe um parque onde as pessoas vão no final de semana e levam seus filhos para brincar, jogar bola e passear de bicicleta.

A pista de caminhada é grande e dava uma volta ao redor de um lago cheio de peixes e patos, ou melhor, "temíveis patos".

Digo isto pois certa vez eu estava caminhando por esta pista quando vi um menino aflito pelo fato de os patos estarem na pista e ele não conseguia passar com a bicicleta, por medo dos patos.

O menino olhou para trás e perguntou ao pai:

"Pai! Os patos vão me morder?"

O pai deu um sorriso e disse: "Não meu filho. Quando você passar com a bicicleta eles sairão da pista. E além disso, eu estou aqui com você."

Que maravilhosa lição isto nos traz não é mesmo? 

Isto me fez pensar que mesmo em um parque lindo e tranquilo a qualquer momento os "temí­veis patos" poderiam aparecer, mas se isto acontecer eu não estarei sozinho.

O menino poderia escolher se arriscar sozinho pela pista ou contar com a ajuda do pai.

Nós também podemos fazer esta escolha todos os dias quando levantamos.

Vamos nos arriscar em nossa caminhada diária ou vamos viver com a certeza de que nosso Pai está conosco e se os patos aparecerem ele nos guiará pelo caminho seguro?

As vezes é difícil acreditar que nosso Deus está tão presente em nossa vida quanto aquele pai que estava ajudando seu filho, mas eu lhe digo que foi Deus quem colocou na vida daquele menino aquele pai.

Da mesma forma foi Ele quem desejou que você lesse esta mensagem e confiasse integralmente nele.

BERÇO DE PAPAI RAIMUNDO - POR LUIZ LISBOA

Quatro e meia da manhã
Só escutava o canto da rã
Estava nós num buraco
Um barulho de cachOeira
O carro enchendo pela traseira
Todos nós só o melaco

E o carro submerso
Só uma coisa eu peço
Quero encontrar meu cartão
No meio do sofrimento
Chico dizia: meus documentos
Busca lá meu irmão

O Nonato a mergulhar
E nada de encontrar
Num sofrimento cruel
Naquela água barrenta
Mergulhava entupia a venta
Até voltar com o papel

Na estrada eu pedia carona
No meio da quela zona
Ninguém queria parar
No centro do abandono
Minutos depois de T.Otoni
Lá agente foi ficar

Foi grande o desespero
Hoje digo que sou Mineiro
Pois foi lá que tivi sorte
No meio da quele escuro
Na quebrada tanto barulho
Cheguei até ver a morte

Hoje conto e dou risada
Mas você que já caiU na estrada
Sabe como é grande a tristeza
De alguém que vai passear
Vê tudo aquilo afogar
E fica na incerteza

Na hora não entendi nada
Será que uma falha na estrada
Faz nossas férias naufragar
Eu vou segui meu caminho
Se vocês não forem vou sozinho
Daqui não posso voltar

Estou indo pro Sanharol
Pois já morreu minha vó
Mas minha mãe mora lá
Não vou ficar mais aqui
Estou indo pro Cariri
Vocês devem me acompanhar

O carro fica com o seguro
Vamos pensar no futuro
Tomando lá no calçadão
É por a terra melhor do mundo
Berço de Papai Raimundo
Que bate o meu coração

terça-feira, 10 de julho de 2012

Caba sem futuro - Por Antonio Morais

Muito bem, gritou São Pedro, vamos organizar em duas filas. Homens que sempre dominaram as mulheres, façam fila do lado esquerdo.
Os que sempre foram dominados pelas suas mulheres façam fila à direita. Depois de muita confusão, os homens estão em fila.
A fila dos dominados por suas mulheres tem mais de 100 km. A fila dos que dominavam as mulheres tinha só um fulano.
São Pedro exclama: -Vocês deveriam ter vergonha! Deus criou vocês à Sua imagem e semelhança e vocês se deixaram dominar por suas mulheres...
Apenas um de vocês honrou o nome e deixou Deus orgulhoso da sua criação.
Aprendam com ele! E, virando-se para o homem solitário, São Pedro pergunta:
Conte-nos como você fez para ser o único nesta fila?
E o homem timidamente respondeu:
Minha mulher me mandou ficar aqui ! 

Ronaldo Cunha Lima - Por Antonio Morais



Na Paraíba, alguns elementos que faziam uma serenata foram presos. Embora liberados no dia seguinte, o violão foi detido. Tomando conhecimento do acontecido, o famoso poeta e senador Ronaldo Cunha Lima enviou uma petição ao Juiz da Comarca, em versos, solicitando a liberação do instrumento musical.

Senhor Juiz.

Roberto Pessoa de Sousa


O instrumento do “crime” que se arrola
Nesse processo de contravenção
Não é faca, revolver ou pistola,
Simplesmente, Doutor, é um violão.
Um violão, doutor, que em verdade
Não feriu nem matou um cidadão
Feriu, sim, mas a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.
O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade
O crime a ele nunca se mistura
Entre ambos inexiste afinidade.
O violão é próprio dos cantores
Dos menestréis de alma enternecida
Que cantam mágoas que povoam a vida
E sufocam as suas próprias dores.
O violão é música e é canção
É sentimento, é vida, é alegria
É pureza e é néctar que extasia
É adorno espiritual do coração.
Seu viver, como o nosso, é transitório.
Mas seu destino, não, se perpetua.
Ele nasceu para cantar na rua
E não para ser arquivo de Cartório.
Ele, Doutor, que suave lenitivo
Para a alma da noite em solidão,
Não se adapta, jamais, em um arquivo
Sem gemer sua prima e seu bordão
Mande entregá-lo, pelo amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a sentir o terno acoite
De suas cordas finas e sonoras.
Liberte o violão, Doutor Juiz,
Em nome da Justiça e do Direito.
É crime, porventura, o infeliz
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?
Será crime, afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
Perambular na rua um desgraçado
Derramando nas praças suas dores?
Mande, pois, libertá-lo da agonia
(a consciência assim nos insinua)
Não sufoque o cantar que vem da rua,
Que vem da noite para saudar o dia.
É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza do seu acolhimento
Juntada desta aos autos nós pedimos
E pedimos, enfim, deferimento.

O juiz Roberto Pessoa de Sousa, por sua vez, despachou utilizando a mesma linguagem do poeta Ronaldo Cunha Lima: o verso popular.


Recebo a petição escrita em verso
E, despachando-a sem autuação,
Verbero o ato vil, rude e perverso,
Que prende, no Cartório, um violão.
Emudecer a prima e o bordão,
Nos confins de um arquivo, em sombra imerso,
É desumana e vil destruição
De tudo que há de belo no universo.
Que seja Sol, ainda que a desoras,
E volte á rua, em vida transviada,
Num esbanjar de lágrimas sonoras.
Se grato for, acaso ao que lhe fiz,
Noite de luz, plena madrugada,
Venha tocar à porta do Juiz.

Enviado por Raimundo Nonato Rodrigues.

Nos tempos de escola - Por Antonio Morais


Como já falei mais de uma vez, nos tempos de escola fui colega do meu parente a camarada Francisco das Chagas Bezerra, o saudoso Chico Piau.

Esta historia aconteceu bem depois. Chegando ao Sanharol fiquei na alpendrada da casa levando o lero com o meu pai. A certa altura ele demonstrou interesse em  adquiri um burro para realizar pequenos serviços, dentre os quais transportar arroz de casa para beneficiar na piladeira.

Sabendo que Chico Piau tinha muitos animais,  pedir-lhe que fosse ao Sanharol apanhar  José André  e o levasse ao São Cosme com a finalidade de  ver um burro manso e bom para os serviços. No dia marcado, Chico Piau chegou numa moto velha e desajeitada para levar José André junto. Eu  achei conveniente  ir de carro, assim os riscos seriam menores.  Chico seguiu  na moto até a casa de Dona Heloina e, eu a papai fomos  pega-lo  no local.

Quando chegamos no São Cosme tinha uma centena de animais no curral, Chico Piau mostrou um burrinho preto, arisco e com as orelhas cortados, quando José André se aproximou  o burro se espantou e saiu  os pulos jogando coices pra todo lado. José André disse:  Chico, esse não dar certo. Esse burro é cego! Então Chico  soltou um sorriso com os dentes presos e respondeu: bem, eu pensei que você queria um burro para levar o arroz para a piladeira, mas você quer é para catar as escolhas, desta forma o burro não lhe serve mesmo.

Chegando de volta na casa de Dona Heloina, ficamos eu, o meu pai e Dona Heloina observando a conversa entre Chico Piau e um outro caboclo que  desejava devolver um radio defeituoso adquirido com Chico.

Propôs trocar num rifle, Chico disse que não dava certo porque já tinha trocado o rifle numa televisão. Propôs trocar na televisão, Chico disse que não podia porque já tinha trocado  numa vaca. Propôs trocar na vaca, Chico disse que não podia porque já tinha trocado num burro cego, propôs trocar no burro, Chico disse que não podia porque tinha vendido o burro a José André, depois de uma 15 tentativas, Dona Heloina observou: Vije Chico como tu troca. Ele respondeu: mãe, trocar é quando eu era menino.

Pra concluir o caboclo se aborreceu a falou serio: Seu Chico eu comprei esse radio para ouvir o programa de Cláudio Sousa na Radio Cultura e, o radio não pega a Radio Cultura! Chico Piau passou a mão na cabeça e lascou: Meu amigo quando esse radio foi fabricado ainda não existia a Radio Cultura, como é que você quer que pegue? O caboclo saiu bufando de raiva com o radio a tiracolo.

Dedicado aos poetas: Claudio Sopusa e Mundim do Vale.

Blog em prosa - Por Geovane Costa.


O senhor Pedro Caboclo ou Pedro Varredor tinha muita vontade de ser camioneiro, carreteiro.Era um verdadeiro fascínio ver uma carreta trucada
Certa noite Pedro sonhou que saia de Lavras da Mangabeira dirigindo um caminhão carregado com destino á Várzea Alegre. Na BR-230 ele com tanto gosto buzinava até sem necessidade. De frente ao Parque de Vaquejada Antônio Siebra até o Hotel Municipal foi uma buzinada só. Mas Pedro ao chegar no cruzamento da subida da rodoviária entrou na rua que vai para a Praça da Bandeira e ao passar em frente ao Sindicato,  percebeu que o caminhão estava descontrolado porque tinha entrado na curva em alta  velocidade. Para evitar que o veículo entrasse nas casas da Rua Coronel Pimpim, Pedro pisou no freio com tanta força que a rede se rasgou no meio e ainda teve o dedão do pé quebrado quando bateu com pé na parede.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

INTERNATO FEMININO - Por Mundim do Vale.


No dia 06 de julho passado,eu passava na Av. Godofredo Maciel na Parangaba, com Valdízio Correia e as primas Magnólia Fiúza e Didí Morais. Chegando em frente da antiga Boite da Leila, eu apontei na direção de lá e falei:
- Tá vendo ali. Valdízio? Se lembra?
- Ora se não. Me lembro demais, nós andamos muito alí.
Magnólia muita curiosa perguntou:
- E o que era que funcionava alí?
- Era um internato de moças, nós andavamos aí atrás de namorar com as conterrâneas, passamos muitas noite acordados naquele terraço. A diretora Leila era muito repressora, mas a gente dava um traço nela e ficava escondido atrás daquelas plantas.
- Valha! Pois eu nunca ouví falar que nos internatos de moças, andasse homens não.
Foi naquele momento que a Didí Morais resolveu falar também:
- Mais mulher. Tu tá acredidando na história desse dois? Pois eu tou achando que isso é conversa fiada.

Tinha razão a prima Didí. Aquela casa nunca foi internato feminino e nem tinha garotas de Várzea Alegre.

Dedicado ao vereador Carlos Renir, que andava muito naquela casa e ainda tratava a madame por Madrinha Leila.

30 mil católicos louvam Divino Pai Eterno no Crato

(Matéria publicada no "Diário do Nordeste", de 09-07-2012)

A visita da imagem ao Cariri acontece em meio às comemorações dos 100 anos de Diocese de Crato que vão até 2014

Padre Robson exibe o ícone sagrado do Divino Pai Eterno que multidão foi reverenciar ontem no Estádio Mirandão, no Crato fotos: Elizângela Santos

Crato A primeira visita do ícone sagrado do Divino Pai Eterno ao Cariri levou ao Estádio Mirandão, neste Município, um público de 30 mil pessoas, segundo a organização do evento. O final da tarde de ontem foi de emoção e reverência da nação católica. As pessoas disputavam espaços nas arquibancadas do estádio e também no campo, que ficou lotado. A imagem veio à cidade guiada pelo missionário redentorista, padre Robson de Oliveira, reitor do Santuário da Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, no Estado de Goiás.
A visita da imagem ao Cariri acontece em meio ao triênio de comemoração dos 100 anos de Diocese de Crato, que em 2014 chega ao centenário. O missionário chegou por volta das 17 horas e foi aclamado pela multidão que estava no estádio. O prefeito da cidade, Samuel Araripe, e a primeira-dama, Mônica Araripe, recepcionaram o reitor com uma placa comemorativa pela sua visita ao Município. Desde cedo, peregrinos de cerca de 35 cidades, incluindo o Cariri e interior do Pernambuco e da Paraíba chegavam ao local para garantir o espaço. Uma mega estrutura foi montada pela Diocese, com centenas de voluntários, para garantir a organização, com apoio da segurança dos integrantes do Tiro de Guerra.
O padre Robson destacou a sua emoção em estar pela primeira vez no Cariri e da sua alegria por estar num lugar tão estratégico como o Cariri, num momento de concentração e fé em louvor ao Divino Pai Eterno. Pela segunda vez no Estado, ele destaca a grande devoção ao ícone, que tem se espalhado por todo o Brasil. "Muitos são os que amam o Divino Pai Eterno e têm essa devoção e a responsabilidade nossa é confirmar essa fé, ajudando as pessoas a fazerem uma entrega e um serviço total a Deus", afirma o padre.
O pároco disse da sua admiração pelo Padre Cícero e que não sairia do Cariri, sem antes visitar o monumento no Horto. "Existem muitos exemplos de graças alcançadas e o exemplo que ele foi para todo esse povo sofrido do Nordeste e dessa região do Cariri especialmente", afirma. Muitas pessoas choravam nos momentos de oração, pedindo graças do Divino Pai Eterno.
A agricultora Maria Aparecida de Melo chegou cedo ao estádio. Ela queria ver o padre e poder tocar na imagem. "Para mim é um momento de infinita alegria", diz. Ela veio com o seu marido, o aposentado Agapito Mateus da Silva, de Juazeiro do Norte. Os dois são devotos do Padre Cícero. Logo cedo eles chegaram ao estádio e conseguiram um lugar privilegiado, próximo ao camarim do padre Robson.
A missão era entregar uma carta e pedir uma graça pelo filho, que se afastou da crença e Deus. "A gente queria que o Divino Pai Eterno iluminasse a mente do nosso filho", disse seu Agapito, emocionado com a oportunidade de entregar a carta. O público, que lotou o estádio Mirandão, surpreendeu a organização do evento, que previa em média de 15 mil pessoas.
Esta foi a 112ª visita da imagem em cidades do Brasil, por meio de um trabalho evangelizador que vem sendo realizado desde 2008, pelo reitor. O padre Francisco Edimilson Neves Ferreira, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Penha, a Sé Catedral do Crato, é o responsável pela acolhida da imagem. Ele ressalta que a devoção ao Divino Pai Eterno cresceu bastante nos últimos anos e se espalha por todo o Brasil. "É uma devoção muito paterna", diz ele. A devoção ao Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), é uma história de mais de 170 anos, que motivou esta e outras visitas em todo o Brasil.
A devoção nasceu por volta de 1840, com o casal Constantino e Ana Rosa Xavier, que encontrou, enquanto trabalhava na lavoura, um medalhão de barro de aproximadamente 8cm com a estampa da Santíssima Trindade - Pai, Filho e o Espírito Santo - coroando Nossa Senhora. Beijaram a imagem, levaram-na para casa e a notícia rapidamente se espalhou, juntamente com uma sucessão de milagres. "Uma devoção que começa simples, como são as coisas de Deus", diz o padre. Ele afirma que hoje é uma das maiores devoções do Brasil.
Centenário
Já foi iniciado o triênio, de preparação da festa do Jubileu da Diocese, que será no dia 19 de outubro de 2014, com a presença do embaixador do Papa do Brasil, o Núncio Apostólico, dom Giovanni D´Aniello. Acontece uma articulação para o encerramento ter a presença do embaixador. A programação é dos 100 anos da Diocese do Crato.
A imagem Peregrina percorre este ano cerca de 30 visitas no Brasil. O roteiro começou por Santos (SP), depois Aracaju (SE); Criciúma (SC), Taguatinga (DF), Aparecida de Goiânia (GO), Caçapava (SP), Estância Velha (RS), Ribeirão Preto (SP), São José (SC), Sacramento (MG), e Mossoró (RN). A primeira cidade que recebeu a visita neste ano, encerrando a agenda de 2011, foi Rio Branco (AC). No dia 22 de janeiro, cerca de 30 mil devotos estiveram presentes, marcando a centésima visita da Imagem desde 2008.
ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

A estagnação da Petrobras (editorial do jornal "O Estado de S.Paulo", desta 2ª feira)


   A incapacidade da Petrobrás de atingir as metas de extração de petróleo e gás fixadas por sua administração superior se tornou uma marca do modelo de gestão da empresa desde que o PT passou a controlá-la. De 2003, primeiro ano do governo Lula, até 2011, já no governo Dilma, em nenhum ano as metas foram alcançadas. Trata-se de incapacidade gerencial sistemática, que produz fracassos igualmente sistemáticos. Com a produção praticamente estagnada nos últimos três anos - período em que o PIB brasileiro cresceu mais de 10% -, a empresa está montando um plano de emergência para tentar recuperar sua eficiência.

   O choque de realismo nos programas e nas metas da Petrobrás, anunciado por sua presidente Graça Foster, é uma boa indicação de que uma nova orientação está sendo imprimida à gestão da estatal. Mas será difícil e demorado remover o peso da herança deixada pelo governo Lula, que usou a empresa para alcançar objetivos políticos. Planos mirabolantes foram anunciados, mas quase nunca executados - e, quando isso ocorreu, os atrasos e os aumentos de custo foram muito grandes.
À lista de fracassos como o descumprimento das metas de extração, mostrado em reportagem do Estado (1/7), podem ser acrescentados vários outros. Anunciados para agradar a governadores e políticos das regiões que seriam beneficiadas, os planos de construção do complexo petroquímico do Rio (Comperj) e das refinarias do Maranhão, do Ceará e de Pernambuco renderam ao ex-presidente a oportunidade de lançar pedras fundamentais e aparecer como grande realizador de obras, mas nada renderam para a população.

   Passados vários anos da exploração política da necessidade de ampliar a capacidade de refino da Petrobrás, pouca coisa avançou. As refinarias do Maranhão e do Ceará mal saíram do papel. A Comperj é um imenso canteiro de obras que não têm prazo de conclusão. A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi anunciada como resultado da sociedade entre a Petrobrás e a venezuelana PDVSA, de acordo com os delírios terceiro-mundistas e bolivarianos do ex-presidente. Mas até agora o presuntivo sócio venezuelano não aplicou nenhum tostão nessa obra que está muito atrasada (deveria ter sido inaugurada em 2011, mas só ficará pronta em 2014) e que deveria custar US$ 4 bilhões, mas exigirá US$ 17 bilhões.

   A Petrobrás perdeu eficiência e não ampliou sua produção nem sua capacidade de refino. Ela tem sido obrigada a importar cada vez mais combustíveis para abastecer o mercado doméstico. A reação imediata dos investidores diante do quadro real da empresa apresentado por sua presidente, no cargo há apenas cinco meses, não poderia ser outra senão a decepção e a desconfiança.

   A estagnação de sua produção, que a está forçando a adotar um plano de emergência, é apenas uma das faces das múltiplas consequências da gestão imposta à empresa de 2003 até o início deste ano. Buscam-se explicações técnicas para a situação a que ela chegou. Atribuiu-se à queda da eficiência operacional na Bacia de Campos - a principal do País e responsável por até 85% do petróleo consumido internamente - o problema hoje enfrentado pela Petrobrás. Na semana passada, sua presidente se referiu a essa questão ao expor o Plano de Negócios da empresa para os próximos cinco anos. "É preciso que aumentemos urgentemente a eficiência operacional da Bacia de Campos", disse Graça Fortes.

   A ação tornou-se urgente porque nada foi feito desde que surgiram os sinais de que a produção de óleo e gás de grandes áreas produtoras da Bacia de Campos, como o Campo de Marlim, vinha diminuindo, com o aumento da proporção de água no volume de hidrocarbonetos extraídos. Para enfrentar o problema, a empresa anunciou a adoção do Programa de Aumento de Eficiência Operacional (Proef), voltado especificamente para a Bacia de Campos. Ao declínio da taxa de recuperação de óleo e gás, normal em campos maduros, é muito provável que tenha se somado a perda de eficiência - que agora, sob os olhos ainda desconfiados dos investidores, sua direção anuncia que pretende recuperar - decorrente do uso político da empresa.

Propaganda eleitoral - Informações importantes - Postado por Antonio Morais



A propaganda eleitoral dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador nas eleições de outubro está permitida a partir de 06 de Julho de 2012. Os comícios podem ser feitos das 8h às 24h. Os partidos políticos e as coligações podem usar, entre as 8h e as 22h, alto-falantes e amplificadores de som nas sedes ou em veículos. De acordo com a Lei das Eleições, está liberada também a propaganda eleitoral na internet, mas está proibida a veiculação de qualquer tipo de propaganda paga.
Essa propaganda é permitida nos sites do candidato, do partido ou coligação, com endereços eletrônicos informados à Justiça Eleitoral e hospedados em provedor no Brasil. Podem ser usados ainda blogs, redes sociais e sites de mensagens instantâneas.
A propaganda eleitoral no rádio e na televisão, no entanto, só começa dia 21 de agosto e vai até o dia 4 de outubro, três dias antes do primeiro turno de votações. Nas localidades em que houver segundo turno, o dia será 28 de outubro.
A partir do dia 07 de Julho de 2012, estará proibida a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos. A partir dessa data também é proibido que candidatos compareçam a inaugurações de obras públicas.
Dia 18 de Julho termina o prazo para que candidatos, partidos políticos, coligações e o Ministério Público Eleitoral impugnem candidaturas, conforme determina a Lei Complementar nº 64/1.990.
Os eleitores fora do domicílio eleitoral têm até o dia 8 de agosto para requerer a segunda via do título de eleitor.

Desmoralização institucional do Congresso - Postado por Antonio Morais


Desmoralização institucional do Congresso.

Não há desserviço pior para a democracia que a desmoralização de suas instituições. A CPI, que, no passado recente, serviu de instrumento para o impeachment de um presidente da República e para a cassação de parlamentares corruptos, é hoje palco de espetáculos políticos. 

A política do espetáculo não passa disto: um jogo de cena, em que nada é para valer, mas que transmite ao espectador desinformado – a maioria - a ideia de que algo de importante está em jogo, sobretudo quando não está. 

Esta semana, a CPI do Cachoeira, depois de resistir durante seguidas sessões em convocar o presidente da Delta, Fernando Cavendish, detentor da maioria das obras do PAC e suspeito (vá lá) de estar atrelado ao esquema do contraventor, decidiu intimá-lo. Aparentemente, um gesto de rigor e isenção. 

No duro, porém, um engodo. Outro. No mesmo dia em que a CPI aprovou a convocação de Cavendish, adotou, paralelamente, uma regrinha que autoriza o depoente que não quiser falar – e dispuser para tanto do aval do Supremo Tribunal Federal - a se retirar do recinto sem ser incomodado por ninguém. 

Ou seja, Cavendish, que apelará à mesma regra que permitiu que Cachoeira zombasse em silêncio da CPI, será poupado de ouvir impropérios e perguntas incômodas.

MEUS ANCESTRAIS - POR LUIZ LISBOA

MEUS ANCESTRAIS.

Agora vou mostrar quem sou
Há muitos anos atrás
Numa luta pela paz
Lutei na confederação do Equador
Liderei o movimento no Nordeste
De  Norte a Sul de Leste a Oeste
Fui um bom cabra da peste
Não reneguei meu valor

No meio da confusão
Com uma peixeira na mão
Fui um bom cirurgião
Arranquei bala fui doutor
Tocava minha rabeca
Jogava minha peteca
Não fuzilei Frei Caneca
Pois sabia seu valor

Gostava de tudo ruim ou bom
Dançava em qualquer tom
Sabia fazer meu som
E nem pedia favor
Com uma faca na mão
Junto aos cabras de Lampião
Aprontei dancei baião
Pois ele mesmo tocou

A companhei o tempo inteiro
Na sombra de um cajueiro
Vi Antônio Conselheiro
Ele mesmo me falou
Meu filho não faça isso
Não seja mais submisso
Vá consultar o Padre Ciço
Baixou a cabeça e rezou

Fez la sua oração
Apertou a minha mão
Ouviu o meu coração
Pediu abra caminho Senhor
Sai por dentro do mato
O corpo cheio de carrapato
Da serra avistei o Crato
Perto da Terra do orador

O Padre com a mão na minha cabeça
Disse: filho  embora tu não mereça
Mas antes que chegue a sexta
Tu vais pagar pelo peixe que não pescou
Deu-me na guela um intalo
E aproveitando o embalo
Fui pra serra dos cavalos
O Padre me  apavorou

Na serra eu fiquei só
Resolvi ir pro Sanharol
Lá eu ganhei uma vó
Meu pai com a alcunha de pitó
Mas minha mãe não gostou
Apelido mais ingrato
Preferiu morar no Crato
Num sítio chamado Patos
Na Malhada do doutor

Entendeu que era bobagem
Resolveu fazer viagem
Voltando a morar na margem
Do Machado sim Senhor
Mulher do sítio Amaro
Tinha dela o amparo
Também adorava um rosário
Família de orador

Ali eu criei raiz
Comecei a ser feliz
Fazer tudo como quiz
Minha história não parou
Me arrumaram confusão
E eu com toda razão
Disse já andei com Lampião
Mas ninguém acreditou

E com as mãos cheias de calos
Vim embora pra São Paulo
Só uma coisa hoje falo
O Mundo é bom professor.

domingo, 8 de julho de 2012

Creia Neles e tenha paz - por Amigos de Deus.

Alguém pode ter certeza de que realmente é salvo? Muitas pessoas duvidam disso e, como conseqüência, dentro delas surge um desconforto que as incomoda muito.

Elas têm admitido que são pecadoras diante de Deus.

Trouxeram seus pecados ao pé da cruz do Calvário, onde pela fé reconheceram o Senhor Jesus como Salvador.

Creram em Suas últimas palavras: “Está consumado” (João 19.30). Porém, mesmo assim, ainda duvidam que são verdadeiramente salvos. Por quê?

Há muitas passagens bíblicas nas quais podemos encontrar a paz que somente a verdade de Deus nos concede.

“Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri”.

Dizia eu: “Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Salmo 32.5).

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (João 1.12).

“Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5.24).

“E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades” (Hebreus 10.17).

“Agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1).

“Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (1 João 5.13).

Esses versículos são a verdade de Deus para você.

Creia neles e tenha paz!

POETAS NORDESTINOS 001 - POR HELENO SILVA.



FRANCISCO NUNES DE OLIVEIRA, CHICO NUNES.

Nasceu em Palmeira dos Índios  Alagoas, no dia 04 de maio de 1904, na Rua Costa Rego, filho de José Nunes da Costa e Francisca Nunes de Oliveira.

Tido como o maior repentista em todos os tempos do nordeste brasileiro na opinião de Câmara Cascudo, que o considerou como o “Bocage do repente nordestino” e Mário Lago.

Conta-se Chico Nunes, numa cantoria, mostrou os requisitos de genialidade de sua inteligência. A cantoria era com Pedro Basilio, um poeta metido a importante. A madrugada já ia alta e os dois se dicladiavam respeitando-se mutuamente.

Alegando que tinha compromisso para amanhã do dia seguinte, Pedro fez uma proposta: Chico, vou dá um mote para agente encerrar a cantoria com chave- de- ouro. Eu sou melhor do que tu.

Você que deu o mote, começa e Pedro soltou o verbo:

Sou rico, sou potentado,
Sou um poeta do direito
Sou um homem de respeito,
Sempre fui considerado
Como um cantador honrado
Desde o norte até o sul,
Até o barão de traipu
Me daria confiança,
Vivo cheio de esperança
Eu sou melhor do que tu.

Chico Nunes, respondeu na bucha humildemente:

 “Sô ladrão de mandioca
Só a lama de um barreiro
Sô do tipo cachaceiro
Sô imbuiá, Sô minhoca
Sô como sapo na toca
Sô baba de cururu
Sô puleiro de urubu
Sô chocalho sem badalo
Sô um ladrão de cavalo
 Eu sô mio do que tu”

Ainda nessa mesma disputa, versejou:

 “Sô um tipo sem futuro
Desses que não vale nada
Sô igual a uma levada
Como bagaço de munturo
Sô um recanto de muro
Onde só tem cururu
Só igual a um tatu
Dentro do buraco fundo
Sô a desgraça do mundo
Eu sô mio do que tu”.

Chico Nunes finalizou:

 “Já perdi a cirimônia
Eu ando cambaliando
Andam até me chamando
De fumador de maconha
Ajuntei-me com uma sem vergonha
Levei ponta pra chuchu
Fui corno em Caruaru
Viado no Maribondo
Mas mesmo dando o redondo
Eu sô mió do que tu ...”

A platéia foi ao delírio!

sábado, 7 de julho de 2012

Dedicado ao Antonio Morais e aos poetas do Blog do Sanharol


Assistam ao vídeo, assistam aos vídeos...a coleção completa encontra-se no Youtube





É com muito pesar que recebi a notícia  da morte do ex-governador da Paraíba, meu amigo Ronaldo Cunha Lima. Quando morei na cidade de Campina Grande, pelos idos de 1984 a 1987, o Ronaldo era o prefeito. Nunca vi cidade mais bem cuidada na minha vida. Ele é o símbolo do perfeito administrador público. Aos Domingos, cansei de ver o Ronaldo vestir uma camisa comum e ir para as ruas e bairros da periferia para plantar árvores junto à população, porque ele sempre acreditou na Ecologia como bem supremo da humanidade. Promovia mutirões com os próprios moradores. Nesses espaços, não existia a figura do prefeito, eram todos iguais, pessoas comuns, em busca de um futuro melhor. Eu poderia escrever laudas sobre o belo trabalho que Ronaldo fez em Campina Grande. Ele tinha a firme consciência de trazer aquela cidade para o mundo moderno. Lá não se via LIXO nas ruas. Os calçadões eram extremamente limpos e bem-conservados. Havia um sentimento de responsabilidade, de cuidar da cidade, de manter o asfalto sempre intacto, sem buracos, e ele, através de campanhas fez com que cada cidadão se responsabilizasse também pelo bem-estar da sua cidade.

Não bastasse o excelente homem público, Ronaldo Cunha Lima também foi uma das maiores inteligências nas letras do Estado da Paraíba. O maior conhecedor da vida e obra do poeta Augusto dos Anjos ( outro paraibano ). Sabia de cor e salteado TUDO que se relacionava ao Augusto, incluindo todos os seus poemas, que não só declamava de cor, mas dizia inclusive qual o número do verso, e da quadra a que o poema pertencia. Foi vencedor absoluto em um programa de televisão onde respondia sobre Augusto dos Anjos, nos anos 80.

Não bastasse isso, era uma pessoa simples. Lembro-me de ir à casa do Ronaldo, que ficava no bairro Alto Branco, em Campina Grande, um certo dia, e ficar espantado com o seu conhecimento. Fomos eu e a minha amiga cantora Cida Lobo. Ronaldo nos ajudou bastante, facilitando as coisas para diversos artistas que buscavam apoio do poder público. Ele, que era também um grande artista, sabia da necessidade e das dificuldades que passávamos. Grande mecenas, trabalhou o quanto pôde para preservar as raízes e a cultura da Paraíba e do Nordeste dando ênfase aos artistas populares.

Para mim, é tristeza saber da morte de um grande ser humano, mas ao mesmo tempo, ao rememorar os seus grandes feitos, alegra-me o coração, por tê-lo conhecido de perto e acompanhado este, que será sempre um ícone de inteligência e de Cultura para as futuras gerações do Brasil.

Dihelson Mendonça

Erro de grafia faz BNB virar alvo de chacota - Coluna do Radar.


Essa é da Coluna Radar, do Lauro Jardim, da Veja Online. Ele aproveita para fazer chacota contra o BNB por um erro de grafia lamentável. Para o momento em que o banco vive. Confira:
Na agenda institucional divulgada hoje pelo Ministério da Fazenda chama a atenção o compromisso do secretário-executivo substituto Dyogo Henrique de Oliveira.
Consta da agenda que, por volta de 10h, em Fortaleza, Dyogo participou da reunião do “conselho executivo do bando do nordeste”.
Que a equipe econômica de Dilma Rousseff não está lá muito feliz com o Banco do Nordeste todo mundo sabe. Mas chamar de bando…

Grupo Raça negra - 30 anos de sucesso - Por Antonio Morais

O Raça Negra é um grupo de pagode formado na cidade de São Paulo em 1983.É um dos grupos pioneiros do desenvolvimento do pagode romântico, com um estilo de samba carregado de romantismo.

Liderado pelo vocalista Luiz Carlos, seu início se deu na periferia da Zona Leste de São Paulo em 1983, com um trio. O grupo gravou seu primeiro disco em 1991, oito anos depois de ser criado. Lançando um disco a cada ano, emplacaram inúmeros sucessos como “Cigana”, “Doce Paixão” e “Cheia de Manias” e deu início à era do pagode, o samba paulista, que invadiria as rádios populares no início dos anos 90. Lançou mais de dezoito discos. O sucesso se manteve por boa parte da década.
Com muita vontade, garra e perseverança formaram o grupo "A Cor do Samba", mas como o nome acabou gerando piada maldosas, por sugestão dos fãs que desde 1983 no bairro Vila Nhocuné, já acompanhavam o grupo em suas apresentações no Bar do Coalhada, deram a sugestão de banda Raça Negra, que assim passou a se chamar e emplacou nas paradas de sucessos. 

Aos poucos foram juntando os integrantes. A Banda Raça Negra tocava músicas de outros cantores em ritmo de samba. Os integrantes gravaram uma fita e foram em busca de gravadoras. Depois de algum tempo foram apresentados a RGE que se interessou pelo trabalho, gravando vários discos. No primeiro, lançado em 1991, fez sucesso a música Caroline, de Luiz Carlos, o que fez o grupo receber convites para se apresentar em programas de televisão do RJ e SP. A partir daí as propostas de shows aumentaram e o grupo passou a se apresentar em várias capitais do país.
O segundo LP foi em 1992, fez sucesso com as músicas ‘’É o amor’’ da dupla Zezé de Camargo e Luciano, ’’Pensando em você" e ‘’ Cigana’’. No terceiro LP, do mesmo ano, vieram ‘’Será" de Renato Russo e "Cheia de Manias". O LP em 1993 foi marcado pelas músicas ‘’Estou mal", ‘’Doce paixão’’ e ‘’Tempo Perdido". Em 1994, foi lançado o quinto LP, que chegou às lojas com 500 mil cópias vendidas. A música de trabalho foi uma regravação do Rock Brasileiro, ‘’Pro dia nascer feliz’’ de Cazuza, que levou o banda mais uma vez ao Top dos sucessos e a participar de uma campanha nacional que alertava a população quanto os perigos da AIDS.



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A experiencia do perdão - Amigos de Deus.

Poucas pessoas se dão conta de como é importante na vida a experiência do perdão. Ela é a chave especial que abre o caminho para a saúde emocional, para a cura de nossas feridas na alma.

Muitos vivem aprisionados pela raiva, pela culpa, pela amargura e pelos ressentimentos. Tais pessoas tornaram-se amargas, rancorosas, inseguras e, é claro, infelizes.Pessoas assim são emocionalmente doentes, prejudicando, inclusive, sua saúde física, com as chamadas doenças psicossomáticas - aquelas que aparecem no corpo (soma), mas originam-se na alma (psiquê).

Para quem deseja viver de maneira saudável - celebrar a vida em sua plenitude,crescer interiormente com o coração aberto e vivenciar o amor, a paz e a felicidade -, a experiência do perdão é imprescindível. Isto faz parte do processo de cura de nossas feridas e ajuda-nos a viver em liberdade.

Ao longo da existência, algumas pessoas nos fazem sofrer muito. Vivenciamos situações traumáticas que deixam em nós marcas profundas. 

Sentimos-nos como vasos quebrados. 

Temos a sensação de que nunca mais seremos inteiros outra vez. 

Algumas experiências dolorosas nos deixam aos pedaços, com sentimentos e sonhos fragmentados. 

Como nossa cultura ocidental pouco ensina sobre a prática do perdão, não sabemos perdoar como condição de liberdade e paz interior.

Sem isso, podemos desenvolver uma percepção negativa de nós mesmos por conta de fracassos, dissabores e perdas que não conseguimos superar. 

A vida fica aprisionada pelas lembranças desconfortáveis de um passado que insiste em permanecer vivo. 

O perdão é uma condição para a cura interior. 

Ele tem o poder de restaurar aquilo que foi quebrado e de reconstruir a vida dos fragmentos que restaram. 

Ele é a semente que faz a vida brotar outra vez.

Logo, perdoar não significa tolerar aquilo que não aceitamos, nem fingir que tudo está em quando sabemos que não está. 

Não implica apenas mudar de comportamento só para agradar os outros, nem mentir para si mesmo dizendo que esqueceu quando a amarga lembrança ainda dói.

Perdoar é permitir-se uma nova maneira de olhar as pessoas e as circunstâncias ao redor sem sofrimento. 

É lembrar sem sentir dor. 

Perdoar implica libertar-nos do fardo que nos toma vítimas de experiências e lembranças desagradáveis e começar a viver novamente.

Perdoar, tanto a si como aos outros é uma decisão pessoal. 

Depende da nossa vontade. 

Tal experiência só é possível pela presença de Deus em nós. 

Perdoar é, portanto, permitir que o Senhor reconstrua nossos sonhos e sare nossas feridas.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

SECTARISMO

O fiel da balança é científico
No aspecto elegante de pensar
Para a alma orientada planejar
A ideia sincera, que eu explico.

No alicerce da vida busco achar
O saber luminoso que acredito
Inspirando o ideal que fortifico
Pra à adiante eu poder apreciar.

Partidário insistente eu não acato,
Com orgulho ou focinho caricato,
Em viver debulhando um só rosário.

Situação que oprime a nossa mente
E que agride a verdade, claramente,
No vernáculo se chama: sectário!
.

HERDEIRO DO SOFRIMENTO - Por Luiz Lisboa.

Tempo que ficou  pra trás
Vida que não quero mais
Comia até feijão com gás
Pois faltava opção
Vivia só de proeza
Tudo faltava na mesa
Nunca via a calabresa
Sabia o que é isso não

Comia frutos de Croatá
O bendito trapiá
O frutinho do juá
É que faltava feijão
E crescendo de pouquim
Um moleque tão maguim
Fui levando a vida assim
Pensei: vô nessa não

E logo eu criei asas
Fui embora de casa
Aqui eu pisei em brasa
Não tinha pai nem patrão
Para ganhar um trocado
Sofria um bom bocado
Vivia mais enrolado
Que imboá no sertão

Arrumei um bom trabalho
Na rua vendia alho
Dava pra quebrar um galho
Mas doía o coração
Sofria como ninguém
Tinha que pegar o trem
Ficava numa viagem
Fazendo baldeação

Aumentava o itinerário
Sempre perdia o horário
O coitado do operário
Grana só  pra uma condução
Consegui um bom emprego
Grana, paz e sossego
Então agora meu nego
Posso fazer um carnaval

Nem tirei o pé da lama
De ferias e um pouco de grana
Dando uma de bacana
Voltei à terra natal
Um mundo de alegria
Festa era todo dia
Tanta grana que se ia
Mas tudo tava legal

Encontrei Rita Baiana
Gastei toda a minha grana
Assim eu perdi a fama
Já não era mais o tal
Gastei todo o meu dinheiro
E cai num desespero
Já não era mais o primeiro
Vendi meu relógio e tchau.

De Claudio Pinto para o Blog do Sanharol - por Email.

Não sou filho de Várzea Alegre, mas morei em 77 e 78, na época tinha meus 12, 13 anos.
Meu pai era funcionário do BEC. Tive o prazer de voltar em julho de 1986. Até hoje mantenho contato com a família Siebra, em especial com Aparecida, colega e amiga do São Raimundo Nonato.
Estive presente quando da queda parcial da igreja. Lembro com alegria dos shows de Luiz Gonzaga e outros em frente a casa paroquial. Lembro de quando a Radio Cultura foi inaugurada. Do juremal sem arquibancada e grama. De Patativa do Assaré presente na festa do padroeiro. Poxa vida, muitas lembranças. ótimas lembranças.
Algumas fotos, se não saí nelas, mas estava por perto. Fiz parte do pelotão de civismo e desse grupo da foto 19 do time de Zé Ataíde. Na foto senti a falta de dois que lembro. Zé, acho que irmão de Jorge e de Lacerda.
Dessa foto 19, gostaria de saber se na original, as duas pessoas cortadas do lado esquerdo aparecem. A que está em pé e uniformizada e a que esta agachada sem uniforme. Quando estive em 86 tive o prazer de encontrar Zé Ataíde e Paulo.
Tenho uma ou duas fotos tiradas em julho de 86 e gostaria de saber se posso enviar, estou na companhia de Jorge Siebra, irmão de Aparecida Siebra, e de alguns colegas dele de Várzea Alegre.
Parabéns pelo blog e por postar essas fotos. Tem um compositor potiguar que fez uma linda poesia musicada de nome "avenida 10" que era a rua onde ele morava quando criança.
Em função do trabalho do meu pai no BEC, morei em diversas cidades do nordeste.
Quando ouço a musica tocar, associo a avenida 10 de Babal a cada cidade que morei e que fiz e deixei amigos.
De todas as minhas avenidas 10, Várzea Alegre é a mais especial.

Aguardo resposta.

Atenciosamente

Cláudio Pinto.


video

A Petrobras engasgada -- por Roberto Macedo (*)



(excertos de artigo publicado n’O Estado de S.Paulo)

No último dia 25, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, empossada em fevereiro deste ano, apresentou publicamente um novo plano de investimentos da empresa no período 2012/2016, substituindo o anterior, de 2011/2015, que se revelou inadequado logo de início.

Graça Foster marcou o anúncio com mais uma demonstração de sua conhecida franqueza e de disposição para resolver problemas. E os que apontou na ocasião foram vários, sem nenhuma graça. Pelo contrário, deu a entender que no passado a companhia divulgava metas que sistematicamente descumpria e convivia com certa indisciplina financeira e com falta de planejamento e de controle. E que costumava adquirir antecipadamente equipamentos de projetos ainda não aprovados em todas as fases.

Mencionou a refinaria Abreu e Lima, cuja construção está atrasada, afirmando tratar-se de "uma história para ser aprendida, a ser escrita e lida pela companhia de tal forma que não seja repetida". Recorde-se que nesse projeto há a participação de 40% da empresa venezuelana PDVSA, mas até agora essa presença não se concretizou financeiramente. Entre outros atrasos, também foi mencionado o do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cuja primeira refinaria tinha setembro de 2014 como data de inauguração, depois de adiada algumas vezes. Graça Foster nem se arriscou a fixar uma nova. E afirmou que "nenhum diretor da companhia está autorizado a falar sobre novos prazos deste e de outros projetos", indicando que estão em fase de reexame.

Também se referiu a atrasos no recebimento de equipamentos nacionais e estrangeiros. Um caso não abordado no evento, mas que foi objeto de propaganda na campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010, foi o do petroleiro João Cândido, lançado ao mar no Brasil em maio do mesmo ano, pelo então presidente Lula. Mas, como nunca antes neste país, foi um lançamento sem efetivo funcionamento, com o que o bebezão ficou no berçário para tratamento. Só em 2012 partiu para o seu trabalho.

Inegavelmente, o que disse Graça Foster foi uma crítica à administração da empresa no governo Lula. Analisando todo esse quadro, um editorial deste jornal encontrou traços "de alguns dos piores costumes consagrados no governo anterior, como o aparelhamento da administração, o voluntarismo, o favorecimento a grupos econômicos e a mistificação populista".

Os vários problemas da Petrobrás podem ser sintetizados na avaliação que dela faz o mercado acionário. Nele, o preço de uma ação tende a revelar sinteticamente todas as informações disponíveis quanto ao valor de uma empresa. Multiplicado pelo número de ações, mostra o seu valor total de mercado. Ora, tomando apenas dados de 2010 para cá - ou seja, depois da crise econômica mundial do final da década anterior, antes da qual esse seu valor era bem maior -, daquele ano até o dia 25 do mês passado ele caiu de R$ 380,2 bilhões para R$ 237,3 bilhões, e nessa última data era inferior ao valor do patrimônio líquido da empresa, conforme seu balanço. Em números, apenas 71% desse patrimônio.

(* ) Robert Macedo é economista (UFMG, USP, HARVARD), professor associado à FAAP, e consultor econômico de ensino superior

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Briguei com Santo Antonio - Dalinha Catunda.

A Santo Antônio pedi
Com fé um bom casamento
Parece que meu pedido
Caiu no esquecimento
O desatento do Santo
Se lixou para o meu pranto
Nem ligou pro meu tormento

Minha raiva foi crescendo
Do santo casamenteiro
Cheguei mesmo a insultar
Xingando de embusteiro
Se Santo Antônio, soubesse
O tanto que fiz de prece
Me atenderia primeiro

O tempo foi se passando
Eu ficando no caritó
O Santinho do pau oco
Não tinha um pingo de dó
Cometi um desatino
Roubei do Santo o menino
E ele também ficou só

Agora perdi a pressa
E também a esperança
Santo que não me atende
Eu não faço mais cobrança
Esse é meu procedimento
Ei fico sem casamento
E ele fica sem a criança.



Nos tempos de escola - Por Antonio Morais

A aplicada professora de Ciência Anesia Ferreira, explicou de forma detalhada conhecimentos sobre as arvores. Disse que os pelos absorventes que ficam no final das raízes das arvores se chamavam cabelo. Não foram só duas ou três aulas a respeito de tema. Pelo mesmo motivo as provas teriam que serem orais.  Dona Anesia saiu  formulando perguntas a um e a outro e anotando a nota mensal de acordo com a resposta.

Quando se aproximou de João Geraldo de Carvalho, amigo de saudosa memoria, perguntou: João Geraldo, como se chamam os pelos absorventes que ficam no final das raízes das arvores? João Geraldo olhou prum lado, pró outro, e eu comecei a passar a mão nos cabelos da cabeça, os dedos iam e vinha feito um pente por entre os cabelos. Então João Geraldo respondeu: Piolho.