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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Renato Aragão: 75 anos de idade e 50 de carreira - Por João Pedro.


São 75 anos de idade e 50 de carreira em 2010 e Renato Aragão ganhou um especial na Rede Globo dirigido por Jayme Monjardim. Nesta Segunda-feira, em Copacabana, o humorista recebeu vários amigos em uma festa e se emocionou na homenagem. Durante a exibição de um clip sobre a sua vida, o eterno trapalhão Didi chorou várias vezes ao lado da filha caçula, Livian.

Renato Aragão revelou que nunca pensou que chegaria tão longe: “Vim fazer o meu trabalho. Sempre tive muitos sonhos na cabeça, mas nunca pensei em chegar aos 50 anos de carreira. E penso em ficar mais alguns aninhos alegrando as crianças”, contou Didi, que já tem três roteiros prontos de filme, e provavelmente a companhia de Lívian, que quer seguir a carreira artística: “Não teve jeito, eu não queria”, contou Renato.

Divirta-se um pouquinho.

JP.

video

Cidadão Pernambucano - Por Xico Bizerra

Clic na foto para ampliar.

Com muito orgulho de ser ‘caririzeiro’ do Crato, serei também, a partir do dia 15.12.2010, cidadão pernambucano, por deliberação unânime dos Deputados que compõem a Assembléia Legislativa de Pernambuco. Em agosto já tinha sido Cidadão Recifense e, agora, a grande honra de ser conterrâneo de Luiz Gonzaga, Manoel Bandeira, Carlos Penna Filho, Ascenso Ferreira, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Nabuco e tantos outros.

Convido todos os amigos e amigas a se fazerem presentes à solene sessão do dia 15.12.2010, 18 horas, no Salão Nobre da Assembléia Legislativa de Pernambuco.

Grande abraço

XICO BIZERRA

Domingo de Futebol - Por A. Morais

Nos tempos do Comercial e SEVA os desportistas de Várzea-Alegre eram apaixonados por suas equipes. Na década de 1980, existiam duas em disputas - O Comercial presidido por Gustavo Correia e a Sociedade Esportiva Várzea-Alegre presidida pelo Dr. Raimundo Satiro

Como diretor do Comercial minha função era garimpar jogadores de alto nivel em Crato e Juazeiro e leva-los para reforçar a equipe. Numa decisão importante Gustavo me pediu um reforço extra. Honorato, o melhor atacante da região foi contratado para defender o Comercial naquela jornada.

Levei para Várzea-Alegre no meu carro, dei almoço na casa de minha mãe no Sanharol e fui deixá-lo no hotel da Ceni, local da concentração. Na hora das equipes entrarem em campo fui avisado do sumiço do Honorato. Procura-se por toda parte, no hospital, na delegacia, no cabaré e nada.

Quando os fogos pipocaram que a Sociedade Esportiva Várzea-Alegre entrou em campo, lá estava o Honorato, bem na frente puxando a equipe, com a faixa de capitão no ombro. O homem já tinha virado, já tinha sido contratado para atuar pela equipe adversária. O jogo terminou empatado para felicidade geral dos torcedores.

MOMENTO DA POESIA

As coisas do tempo
- Claude Bloc -


Hoje me recuso
a interpretar
as coisas do tempo...
Não ouso mesmo
mudar nada
pois ainda guardo nos olhos
as cores das flores
no jardim da minha infância

ainda atiro pedras
sobre o espelho d'água do açude,
ainda ouço os sinos
da igreja da Sé
cedinho, aos domingos,
despertando os homens
e os arcanjos

ainda ouço em silêncio
a sinfonia suave das pétalas
e das noites escuras

ainda tenho na boca
o gosto dos bolos
que minha avó fazia
nas férias de julho.

Enquanto isso, a vida seguia
a gente contava histórias de fadas
e eu
desenhava nos meus pensamentos
um mundo muito mais perfeito
que os fins de todos esses contos:
um mundo sem países
e sem fronteiras.

Eu era como os pássaros soltos
que fazem o seu trajeto:
eu voava livre...

Por isso
hoje me recuso
a interpretar
as coisas do tempo.
Não ouso
mudar nada...

Claude Bloc

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

sábado, 27 de novembro de 2010

MOMENTO PARA A PROSA

Mundo Acalentado
- Claude Bloc -

Claude Bloc, Célia Ribeiro, Ismênia Brilhante,
Gracinha Pinheiro, Simone Brilhante

Há dias em que toco a vida transcendendo meus propósitos. Tento me prender à racionalidade, mas acabo descambando para sentimentos pardos, nostálgicos. Sei, tenho consciência disso, simulo realidades. Perambulo pelo tempo como se pudesse domá-lo. Uma hora, sinto-me presa a ele, outra me sinto livre... De repente, tudo aparece como num sonho mesclado de cheiros, gostos, sons, sentimentos antigos, empoeirados... aí, então, percebo em que se transformou o meu mundo. Aí então, desperto.

Esse meu mundinho acalentado, atualmente, não passa das paredes de meu quarto (que nem é meu). Ele foi se estreitando, se delimitando, pois já não cabe tanta coisa.
Pela estante e prateleiras muitos livros, alguns CD´s, computador, notebook e uma parafernália de fios e telefones portáteis... enfim, minhas coisas mescladas a tanta tecnologia quanto nostalgia. Certas vezes, essas lembranças me fazem chorar de saudade dos (meus) tempos de gravador , da vitrolinha de mamãe que tocava, com o auto-falante na própria tampa, os discos de vinil estampando aos meus ouvidos a bossa-nova, as canções francesas, as italianas, as baladas americanas, o violão de Dilermando, as músicas clássicas... Um pouco de tudo.

Recebi outro dia um e-mail de uma amiga que falava sobre as lembranças que temos de determinadas coisas... Lá estavam fotos de gente sorrindo, gente com as roupas do meu tempo, cabelinhos cortados com franja, brincadeiras de amigos pela rua, pela casa... Minha nossa, foi um chororô danado... Inclusive porque me lembrei das brincadeiras no Pio X, o jogo do ”mata” que fez com que nossa farda de educação física mudasse, para que os meninos não conseguissem ver as nossas pernas adolescentes...

 Lembrei-me também dos problemas que atravessava, próprios da idade, como a minha incorrigível timidez, a insegurança que sentia quando meu corpo de menina se transformava provocando, agora, olhares... e aquela palavra que me fazia encolher-me de vergonha: francesinha!

Tinha também problemas de adaptação com os modos de algumas pessoas como a implicância de D. Chiquinha Piancó. Beliscões nos braços se ela me encontrasse sem mangas. O acintoso observar dos meus pés com o objetivo de saber se o pé que ia pra escola sem sapato, estava machucado de fato... Como eu era bobinha e inocente!

Pensando bem, como o tempo voa! Ainda ontem eu saia para as festas de 15 anos. Ainda ontem, eu dei o primeiro beijo (já bem tardio)... Ainda ontem, passei no vestibular, e não é que até hoje estou lá na URCA presa no passado - que queria que passasse, mas que teima em não sair de minha vida.

Pois então, com um passado tão doce, como eu poderia me preparar para o futuro? Enganaram-me dizendo que tudo ia ser lindo, que eu ia dar certo e que tudo ia ser florido e lindo em meus lindos e sorridentes dias.

Esqueceram-se de me mostrar e me preparar para esse mundo sem fronteiras, esse mundo que me engole na primeira mordida e me prende pelas grades de meu quarto a um passado lindo, cheio de sonhos, mas sem perdão...

Claude Bloc

Petrolina, 26 de Novembro de 2010 - Por A. Morais

Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Inocentes.

Crismandos - Thays Mamedio, ao centro de oculos, colaboradora do Blog do Sanharol.

Thays Mamedio e Dom Paulo Cardoso Silva, Bispo Diocesano de Petrolina - Pernambuco.
CRISMA.
A Crisma é o segundo Sacramento da Igreja Catolica Apostolica Romana, denominado como o Sacramento da maturidade Cristã. Crisma significa a confirmação de um compromisso pessoal com Cristo e com o comunidade Cristã, efetivado anteriormente pelo batismo. É a ratificação das promessas batismais efetuadas pelos pais e padrinhos no dia do seu batismo.
A jovem ou jovem que vai ser crismado, deve ter um padrinho ou uma madrinha de crisma que podem ser os mesmos do batismo, cuja tarefa é zelar para que ele cumpra fielmente as obrigações inerentes a este Sacramento Cristão. Quem ministra a Crisma é o Bispo e para que o jovem possa receber a Crisma é necessario comprovação atraves da certidão de que foi batizado na Igreja Catolica quando pequeno.
Para receber a Crisma é necessario que os jovens passem tambem por um cursinho preparatorio, onde serão relembrados os ensinamentos da Igreja Catolica. As tradições familiares inerentes a Crisma são iguais as tradições do Batismo. Assim como no batismo os pais podem optar por uma celebração familiar após o termino da cerimonia religiosa. Os jovens já tendo o poder de decisão poderão escolher o tipo de lembrancinha a oferecer aos familiares, exatamente como foi oferecida no Batismo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O INFINITO AMOR DE DEUS - Por Vicente Almeida

E dizem que Deus quando fecha uma porta, abre uma janela.

Eu não acredito, nunca acreditei nessa história:

A porta citada neste adágio popular, é um obstáculo imposto pelos nossos preconceitos, que desaparecerá com o aprofundamento do amor ao próximo.

Veja o Vídeo:

video

Vicente Almeida

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

Dr. Jose Savio Pinheiro, medico, escritor, poeta, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

BOLA DE MEIA

Em meados do século vinte, a meninada do interior do país possuía uma verve mais dinâmica e criativa, se comparada à garotada atual. As crianças extraíam de suas mentes férteis e da natureza as mais legítimas inspirações para manufaturarem diversas formas de entretenimento.

O pião, brinquedo piriforme, com uma ponta de ferro, que gira impulsionado por um cordão, quando desenrolado bruscamente; a baladeira, forquilha de madeira, munida de elástico, com que se atiram pequenas pedras; o bodoque, arco para atirar bolas de barro endurecidas ao fogo; o cavalo-de-pau, brinquedo que simboliza um animal de montaria, derivado do talo da carnaúba, que serve para a encenação de cavalhadas e vaquejadas; o carro-de-latas, miniatura de automóvel, confeccionado com latas de óleo comestível, além de uma infinidade de passatempos sem interferência industrial ou comercial.

Todavia, a confecção de um brinquedo que ganhou o mundo em popularidade devido aos campeonatos mundiais de futebol, que encantava crianças e adolescentes, era a cilíndrica, envolvente e majestosa bola de futebol. Consegui-la nas nossas brincadeiras era quase impossível, diante das dificuldades financeiras daquele pequeno grupo de atletas mirins. Porém, o sonho de vê-la rolando nos campos improvisados, sob os nossos pés, era a mais pura realidade.

A bola tradicional de borracha ou couro era uma utopia, daí termos de improvisar e construir aquele objeto tão desejado. O primeiro passo seria conseguir uma meia, geralmente dos nossos pais, o que era teoricamente impossível, pois aquele par jamais poderia ficar ímpar, segundo a argumentação das nossas mães. E, para dificultar ainda mais, o estoque era muito limitado, já que os nossos genitores não usufruíam, rotineiramente, de tal indumentária.

Conseguida a dificílima peça de algodão ou náilon, na maioria das vezes subtraída, ilegalmente, restava arregimentar um amigo para conseguir o algodão descaroçado ou alguns pedaços de pano macio para formatar a futura bola, que iria ser lançada no campo sagrado da nossa imaginação para a alegria da nossa infantilidade.

Sem meias palavras, a bola de meia, feita de meia (em parceria), era chutada com um pé sem meia, dando ao pequeno atleta, além de um dolorido calo de sangue no dedão, um poder só encontrado no mais profundo plano da sua imaginação.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MOMENTO DA POESIA

Página em Branco
- Claude Bloc -

 Mais uma vez uma página em branco. Branca e indiferente. Por um momento a mão começa a arte. Não sei se maior ou menor. Um esboço apenas a lápis. Um rabisco... e as palavras escondidas vão surgindo na brancura do papel, escapando em linhas.

De início, meros pensamentos esfumaçados. Vestígios de algum sonho dobrado em versos que corta a página ao meio sem piedade. Aos poucos o poema vai crescendo, rindo à toa e o sonho afiado vai se perdendo nos descaminhos da imagem refletida na transparência dos sentimentos.

Palavras farfalham no papel..dançam uma valsa, dedilham um violão. Representam apenas a (des)memória amarelando o passado. E os versos vão surgindo, um a um - unidos e ao mesmo tempo tão (des)iguais...

Palavras buscam a brancura do papel e se estendem preguiçosamente... A mão que escreve já nem desenha as letras, as palavras sequer existem nesse ajuntamento de verdades.

Palavras ficarão inscritas na alma até que a noite as apague na escuridão reciclando o fluxo da vida. A marca do sonho.

Claude Bloc

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL

A MPB no Cinema Brasileiro

Outro dia estive revendo Amarcord, de Federico Felini. Uma ou duas vezes por ano revisito as obras primas do insubstituível mestre. Vivo num tempo em que o bom é voltar pra trás, como diz o mineiro. O passado parece que me revigora. Mas, não seria o novo? Aliás, tenho uma mania feia de não correr para olhar novidades. Deixo o tempo passar, ouço tudo sobre a coisa da hora, aí, bem na frente, depois de muito tempo, eu vou lá, atrás do novo que já passou.
Há coisas novas que vejo, leio ou escuto uma vez só, quando me interessam. Já outras eu firmo uma espécie de compromisso de um eterno retorno. Tipo assim uma dívida divina, é como se aquilo se tivesse um “pedaço de mim”, “metade afastada de mim”, que me crava uma saudade imensa. Por isso eu volto levado pela saudade e ausência, e me refaço porque equilibro todos os meus sentidos.
Voltei a Amarcord também pela bela e penetrante trilha sonora. O talentoso Nino Rota fez demais. E fez para o filme de Felini. Filme de recordação. E quando ouço a trilha “no toca fita de meu carro” bate uma saudade... Mas de que ? De quem ? Não sei explicar. Só pode ser da “metade desgarrada de mim” e de sua inquietante ausência. Aliás, me lembrei do filósofo Rubem Alves; ele fala desses mistérios.
Bom, quem não se emocionou com a música acompanhando as cenas daquele filme? Quantas lágrimas não foram derramadas no escurinho do cinema quando a música criava o clímax? Quem não se lembra de “Al di la”... Com a palavra a poeta Socorro Moreira, o escritor José do Vale, o folclorista Antonio Morais, o maestro Dihelson e você aí que curte tudo isto.
O cinema brasileiro tem um passado de inserção de boas trilhas sonoras e muitas músicas principalmente nos tempos das chanchadas. Mas também nos belos filmes com temáticas urbanas e rurais.
Nesta quinta-feira, no COMPOSITORES DO BRASIL, vamos iniciar uma série de programas com a temática da MPB no cinema. Claro que aceitamos colaborações, porque não é fácil encontrar aquela música daquele filme.
Para o primeiro programa iniciaremos com:
ESTRELA DO MAR, de Marino Pinto e Paulo Soledade com Dalva de Oliveira e a Escola de Samba Império Serrano, do Filme TUDO AZUL, 1952
SODADE, MEU BEM, SODADE, de Zé do Norte com Pena Branca e Xavantinho, do Filme O CAGACEIRO, 1953
VIDA DE BAILARINA, de Américo Seixas e Chocolate com ângela Maria, do filme RUA SEM SOL, de 1953.
ESCUTA, de i Ivon Cury com Emilio Santiago e Ângela Maria, do Filme O REI DO MOVIMENTO, 1954
OBSESSÃO, de Mirabeau e Milton de Oliveira com Carmem Costa, do Filme. DEPOIS EU CONTO - 1956
ANDORINHA PRETA, de Breno Ferreira com Hebe Camargo, do Filme RIO FANTASIA , 1956
TRABALHA MANÉ, de José Luiz e João da Silva com Os 3 do Nordeste, do Filme FUZILEIROS DO AMOR.1956
MADUREIRA CHOROU, de Carvalhinho e Júlio Monteiro, com Joel de Almeida, do Filme É DE CHUÁ, 1957
CISNE BRANCO, de Antônio M.E.Santo e Benedito X.de Macedo, com Dilermando Reis, do filme O PAGADOR DE PROMESSA, 1962
VAI TRABALHAR VAGABUNDO, de Chico Buarque com Chico Buarque, do Filme VAI TRABALHAR VAGABUNDO, 1973
PECADO ORIGINAL, de Caetano Veloso com Caetano Veloso, do Filme A DAMA DO LOTAÇÃO, de 1978.
Quem ouvir verá!
Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducaroradocariri.com)
Todas as quintas de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Operador high tech: Iderval Dias
Direção Geral: Dr. Geraldo Correia Braga

COMPOSITORES DO BRASIL


A MPB no Cinema Brasileiro

Por Zé Nilton

Outro dia estive revendo Amarcord, de Federico Felini. Uma ou duas vezes por ano revisito as obras primas do insubstituível mestre. Vivo num tempo em que o bom é voltar pra trás, como diz o mineiro. O passado parece que me revigora. Mas, não seria o novo? Aliás, tenho uma mania feia de não correr para olhar novidades. Deixo o tempo passar, ouço tudo sobre a coisa da hora, aí, bem na frente, depois de muito tempo, eu vou lá, atrás do novo que já passou.

Há coisas novas que vejo, leio ou escuto uma vez só, quando me interessam. Já outras eu firmo uma espécie de compromisso de um eterno retorno. Tipo assim uma dívida divina, é como se aquilo se tivesse um “pedaço de mim”, “metade afastada de mim”, que me crava uma saudade imensa. Por isso eu volto levado pela saudade e ausência, e me refaço porque equilibro todos os meus sentidos.

Voltei a Amarcord também pela bela e penetrante trilha sonora. O talentoso Nino Rota fez demais. E fez para o filme de Felini. Filme de recordação. E quando ouço a trilha “no toca fita de meu carro” bate uma saudade... Mas de que ? De quem ? Não sei explicar. Só pode ser da “metade desgarrada de mim” e de sua inquietante ausência. Aliás, me lembrei do filósofo Rubem Alves; ele fala desses mistérios.

Bom, quem não se emocionou com a música acompanhando as cenas daquele filme? Quantas lágrimas não foram derramadas no escurinho do cinema quando a música criava o clímax? Quem não se lembra de “Al di la”... Com a palavra a poeta Socorro Moreira, o escritor José do Vale, o folclorista Antonio Morais, o maestro Dihelson e você aí que curte tudo isto.

O cinema brasileiro tem um passado de inserção de boas trilhas sonoras e muitas músicas principalmente nos tempos das chanchadas. Mas também nos belos filmes com temáticas urbanas e rurais.

Nesta quinta-feira, no COMPOSITORES DO BRASIL, vamos iniciar uma série de programas com a temática da MPB no cinema. Claro que aceitamos colaborações, porque não é fácil encontrar aquela música daquele filme.

Para o primeiro programa iniciaremos com:

ESTRELA DO MAR, de Marino Pinto e Paulo Soledade com Dalva de Oliveira e a Escola de Samba Império Serrano, do Filme TUDO AZUL, 1952
SODADE, MEU BEM, SODADE, de Zé do Norte com Pena Branca e Xavantinho, do Filme O CAGACEIRO, 1953
VIDA DE BAILARINA, de Américo Seixas e Chocolate com ângela Maria, do filme RUA SEM SOL, de 1953.
ESCUTA, de i Ivon Cury com Emilio Santiago e Ângela Maria, do Filme O REI DO MOVIMENTO, 1954
OBSESSÃO, de Mirabeau e Milton de Oliveira com Carmem Costa, do Filme. DEPOIS EU CONTO - 1956
ANDORINHA PRETA, de Breno Ferreira com Hebe Camargo, do Filme RIO FANTASIA , 1956
TRABALHA MANÉ, de José Luiz e João da Silva com Os 3 do Nordeste, do Filme FUZILEIROS DO AMOR.1956
MADUREIRA CHOROU, de Carvalhinho e Júlio Monteiro, com Joel de Almeida, do Filme É DE CHUÁ, 1957
CISNE BRANCO, de Antônio M.E.Santo e Benedito X.de Macedo, com Dilermando Reis, do filme O PAGADOR DE PROMESSA, 1962
VAI TRABALHAR VAGABUNDO, de Chico Buarque com Chico Buarque, do Filme VAI TRABALHAR VAGABUNDO, 1973
PECADO ORIGINAL, de Caetano Veloso com Caetano Veloso, do Filme A DAMA DO LOTAÇÃO, de 1978.

Quem ouvir verá!

Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducaroradocariri.com)
Todas as quintas de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Operador high tech: Iderval Dias
Direção Geral: Dr. Geraldo Correia Braga


A eficiência do Correio – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

De uma América a outra, eu consigo passar num segundo.”, diz um dos versos de Vinicius de Moraes na extraordinária canção “Aquarela”, cuja música tem uma interpretação primorosa do cantor Toquinho. Hoje vivemos essa realidade, com o mundo em nossas casas, falando e vendo entes queridos em algum lugar distante. As comunicações se propagam na mesma velocidade de nossos pensamentos. Longe vão os tempos em que um telegrama demorava de três a quatro dias, algumas vezes até mais tempo. Quando uma simples carta era recebida com atraso de mais de uma semana.

Mas o nosso Correio às vezes nos surpreende com algumas coisas interessantes. Recentemente, vi no “Jornal Hoje” da Rede Globo a notícia de que um cidadão de Brasília residente na Super Quadra Norte, cujo endereço os brasilienses simplificam para SQN, ao fazer o registro por telefone do seu aparelho celular, a funcionária da operadora teve dificuldade de entender a sigla do endereço que ele lhe fornecia. Então pausadamente ele explicou S de Sapo, Q de queijo e N de nada. Não é que ao receber a conta mensal do seu telefone o endereço que constava era “Sapo Queijo Nada 1315?” Naturalmente o pessoal do correio teve os mesmos pensamentos do destinatário.

Outro dia, eu recebi uma correspondência da Mútua, uma entidade de previdência privada, para um endereço totalmente diferente do meu. E não sei como tal correspondência me foi entregue, apesar do endereço indicado no sobrescrito vir totalmente trocado. Em vez de Avenida Rui Barbosa onde resido, vinha Avenida Raul Barbosa e o bairro Joaquim Távora foi substituído por Meireles, pelo qual não passa a essa tal Avenida Raul Barbosa. Até o CEP veio trocado. Não sei como recebi tal correspondia, que tinha de correto apenas o meu nome e a cidade de destino. Entretanto, diante dos recursos atuais, em que através da internet descobrimos o endereço de qualquer pessoa, isso não nos causa nenhuma admiração.

Admirável mesmo foi quando eu recebi em Salvador uma carta do meu irmão Pedrinho, apenas com o meu nome no envelope e o nome da cidade de destino. Isso há mais de quarenta anos, sem existência da internet e suas inúmeras listas on line. Era para essa carta ter voltado ao remetente com muita justiça. Mas eu a recebi, como que prenúncio de um verdadeiro milagre.

No dia seguinte, eu quis saber do carteiro, como aquela carta havia chegado às minhas mãos. E ele me respondeu que ao retirar as correspondências da sua área, ouviu o seu chefe perguntando aos carteiros se alguém conhecia Carlos Eduardo Esmeraldo. Então ele gritou: “Essa é minha!”. O carteiro trazia cartas que Magali me enviava com freqüência e por isso eu me tornei um velho conhecido dele.

Porém não foi assim recentemente com uma encomenda que eu enviei a um amigo do Crato. Com o nome do destinatário e o da rua corretamente preenchidos, apenas me equivoquei com o número da casa. E a carta voltou, possivelmente por uma incrível má vontade do carteiro, pois o destinatário é uma personalidade bastante conhecida no Crato: o artista plástico Jacques Bloc Boris, que todos os cratenses sabem onde fica a sua casa. Tive de reenviá-la corretamente e acredito que finalmente chegou ao destino. Quem poderá entender nosso Correio?

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Historias de Crianças - Por A. Morais

No inicio da década de 70 do século passado, inauguraram a rede de energia elétrica do Sanharol ao São Vicente. Eu comprei uma televisão e levei para a casa dos meus pais. Era a única TV que existia no Sanharol naqueles tempos. Papai dormia muito cedo e vivia a se aborrecer com o movimento e a zoada dos telespectadores. Mamãe se esmerava em atender a todos de modo que ninguém deixasse de assistir a novela “Ídolos de pano”. Juntavam-se todas as pessoas da ribeira, uns traziam a cadeira de casa e outros se esparramavam pelo chão da grande sala.

Francisca de seu Leandro Dantas, de saudosa memória, trazia sua cadeirinha e colocava a filha conhecida por Preta de seis anos entre as pernas enquanto assistia a novela.

Uma bufa circulava o ambiente de forma impertinente, antes mesmo de acabar, outra já fazia o mesmo roteiro, sem que ninguém soubesse identificar o autor. Uma hora lá, quando a bufa ascendeu Preta disse em toda altura: Essa foi mãe! Dona Francisca deu um cascudo tão condenado que Preta abriu o eco chorando. Seu Leandro perguntou: o que foi isso Preta? E Preta respondeu: é que agente não pode nem falar a verdade.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ninguem gosta de choradeira - Por João Pedro.

Thaysinha.

Tenho acompanhado as suas postagens. Sei que a proposta de vovô é você postar uma musica do arquivo dele. Acontece que os leitores não gostam de choradeira. Veja bem, tres comentários pra Primavera do Tim Maia, apenas um comentário pra Jovens Tardes de Domingo interpretada por um rebanho de artistas importantes. Tu vais ver uma coisa, engana vovô e posta coisas alegres do tipo abaixo. Vai chover comentários.

JP.

video

Quando a solidariedade humana é mais forte do que as barreiras e os preconceitos – postado por Armando Lopes Rafael

Este texto não é meu. O preâmbulo é de Claude Marie Bloc Boris. Ou, simplesmente Claude, tão nossa conhecida. E os excertos – abaixo publicados – foram tirados de uma carta escrita por Francis Bloc Boris. Ao final da leitura do texto, descobrimos que a solidariedade humana pode vencer as barreiras e os preconceitos criados pelo homem.
Armando Lopes Rafael


Preâmbulo
Quem é Francis Bloc Boris? Irmão gêmeo de Hubert Bloc Boris, nascido em Paris em 1922, aos 18 anos viu-se no meio da Segunda Guerra Mundial. Participando da resistência francesa, ele acabou aprisionado em Auschwitz na Polônia, considerado o pior dos campos de concentração. Não seria necessário aqui entrar em detalhes sobre sua trajetória nos horrores do holocausto. O texto-carta em si já serve para contextualizar o episódio, e foi escrito por ele, em lembrança aos fatos com ele ocorridos e dedicado ao Padre Bonaventure, que nunca saiu do seu pensamento pela dedicação, pelo altruísmo e sentimento de humanidade. No fim de tudo, e apesar de tudo, o que restou foi o amor fraterno, evidente na beleza deste relato. (Claude Bloc)
A carta


"Fortaleza, 5 de setembro de 1985.
CARTA ABERTA AO
Reverendíssimo Padre Bonaventure
Herói da Resistência Francesa durante a Guerra 1939/1945
Sobrevivente dos Campos de Concentração Nazistas
NO CÉU

Meu velho amigo da resistência e fiel companheiro dos campos de concentração nazistas.
Acabo de ser informado que você deixou esta terra para, como você dizia, um mundo melhor. No telex recebido do Arcebispado de Lyon (França) que me informou da infausta notícia, acrescentaram que você nunca se esqueceu de mim, preocupando-se ainda com as seqüelas que me deixou a deportação e continuava apelidando-me “o judeu mais cristão do mundo”.

Minha tristeza é imensa e minhas lágrimas dificultam a elaboração desta carta. Eu nunca conheci na minha vida um ser humano como você, e, por isto, gostaria de gritar ao mundo quem você era, bem como demonstrar que segundo seu exemplo, não é tão difícil dar de si e amar ao próximo qualquer que seja sua raça, sua cor, sua religião, suas origens.

Somos um exemplo de que, se muitos homens sobreviveram a tantas provas desumanas da escravidão nazista, foi devido à solidariedade que se manifestou sob múltiplos aspectos, permitindo a muitos lutar contra o “animal” nazista e conservar sua dignidade.

Se somos, como você dizia, depositários da grande esperança pacífica de todos os homens, esquecendo o ódio sempre estéril (o que foi para mim difícil de cumprir) prestamos juramento em reunião memorável de nunca esquecer o que suportamos nos campos de exterminação.
Reverendíssimo Padre Bonaventure, apesar de sua bondade inata, sua fé incomensurável, sua abnegação total diante da qual sempre me curvei com respeito e admiração, ao ponto de não saber como consegui sobreviver, continuo judeu, por respeito aos meus ancestrais e meus pais, e por ter sofrido desde que nasci, só por causa desta origem.

Padre Irmão, quantas vezes nos abraçamos, quando juntando nossos esforços conseguíamos o impossível: “salvar um companheiro do sofrimento”. Lembrar-me-ei sempre que você, tendo acesso às cozinhas do campo, ia roubar alimento. Quando nos separamos, cada um pesava 36 e 41 kg, tão secos e esqueléticos que não conseguimos derramar uma lágrima. Você me disse então; “Meu filho, quando conseguirmos chorar, seremos definitivamente salvos”.

Hoje precisaria de você para enxugar meus olhos nesta lembrança inesquecível. Queria que este exemplo servisse ao mundo inteiro para comprovar que nós, tão diferentes, com fé diferente, conseguimos nos entender tão humanamente.

Vou lutar até o fim da vida para cumprir nossa promessa: atuar sempre a fim de que nunca mais existam campos de concentração, para que não haja mais guerras e perseguições raciais, e sim respeito mútuo, qualquer que seja sua raça, religião, crença, origem, opinião.

Reverendíssimo Padre Bonaventure, se não freqüento ainda as igrejas, garanto que, se todos os eclesiásticos fossem do seu gabarito, as igrejas estariam sempre cheias. Com meu imenso respeito e eterna saudade, de seu fiel amigo e admirador,

FRANCIS BLOC BORIS
“SHALON”

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para os românticos...

Promessa
- Roberto Carlos -

Essa música era cantada por Wanderley Cardoso e hoje aparece aqui para festejar o Dia do Músico na interpretação de Roberto Carlos.

Para Fafá Bitu -

Com Françoise Hardy
- Tous les garçons et les filles  -


Para matar a saudade...

TUNEL DO TEMPO - Por Vicente Almeida

Dia desses fiz uma longa viagem a certo país europeu, onde conheci várias cidades, destacando-se uma que era considerada a cidade dos inventores. Ali se inventava de tudo, e vi muitos instrumentos, equipamentos e objetos pitorescos, impressionantes e às vezes até inúteis para o nosso tempo, mas, os inventores sempre demonstravam a sua utilidade e necessidade, hoje ou no futuro.

O que me impressionou foi mesmo um inventor isolado dos demais, que o chamavam de “Inventor Maluco”, pois ele dizia a todos que construíra maquinas do viajar no tempo, podendo ir ao passado e ao futuro e conhecia vários lugares do planeta. A população ria dele, mas ninguém desejara testar seus inventos.

Não davam crédito as suas histórias mirabolantes. Então como eu estava distante da minha terra, a passeio com muito tempo para contemporizar, resolvi visitar o Inventor Maluco para tirar minhas próprias conclusões.

Disseram até que ele falava muitas línguas esquisitas, inclusive o português, um tanto confuso, mas dava para entender. Fui lá e o abordei, e para inicio de conversa perguntei: O Senhor conhece o Brasil?

- Barasil – Sanharol! – respondeu ele. E continuando disse:

- Sim já fui lá para conhecer Sanharol!

Ah, o Senhor fala da abelha sanharol que existe lá em nossos sertões não é?

- Non senhor, eu falar da cidade Sanharol. Ai todo orgulhoso foi à sua maquina virtual e me mostrou uma foto, dizendo: - Aqui cidade Sanharol, Já tive lá!

Fiquei inacreditavelmente surpreso, pois a foto era a da abertura do Blog do Sanharol e lhe perguntei em que ano o senhor esteve lá?

Em 2.110, respondeu ele com ar engraçado!

O quêêê, então o senhor foi ao século XXII e tirou esta foto?

- Non, non, e non, disse ele, esta foto; copiei do meu rastreador virtual, e por causa dela é que viajei até lá. Inseri instruções na minha máquina para ela localizar prédio da foto daqui a cem anos.

Ah, entendo, e entre incrédulo e sarcástico falei: - O senhor viajou cem anos à frente e estacionou no Brasil, na cidade de Várzea Alegre. Arrisquei: - Olhe: daqui a cem anos aquele lugar não existirá mais, essa casa terá sido substituída por grandes e majestosas construções e a cidade será bem diferente, as ruas não serão as mesmas, os veículos talvez não tenham mais rodas, simplesmente flutuarão sobre as pistas das grandes avenidas.

Então ele riu e disse: - Tudo mais ou meno conforme você falar, mas, casa continuar lá, rodeada por toda a modernidade do amanhã. Ela ser tombada por um tal de Patrimônio Histórico. Ela ser espécie de Museu Virtual onde toda história da cidade ser guardada e você poder ver todo o passado de cidade Sanharol.

Retruquei: - O Senhor quer dizer: de Várzea Alegre, não é? Ai ele se aborreceu e quase gritou comigo:

– Já falei: cidade de Sanharol – Barasil, tá aqui ó! O mundo todo conhecer. Então ele abriu novamente a sua maquina virtual e orgulhoso me mostrou:

- Ver aqui, nome na foto: Tá escrito “Blog do Sanharol”, logo Sanharol ser cidade do Barasil e aqui dizer que ela ser fundada pelo ilustre Senhor A. Morais, que ter muitos conselheiros encarregados de contar história de cidade e de sua gente, e haver um que ser o seu braço direito, e mais trabalha para tornar a cidade conhecida em todo o mundo. Seu nome ser Mundim do Vale, e ele ter costume estranho de usar papel enrolado na boca, às vezes até ter brasa na ponta do papel que ir se consumindo.

Continuando ele disse: - A cidade é tão importante que ter conselheiro instalado muito distante de lá, em lugares chamados São Paulo, Recife, Sâo Bernardo do Campo, Crato, Fortaleza, João Pessoa, Paraná e muitos outros. E bote importante nisso, pois, ter conselheiro até no país Portugal.

Conselheiros destacar muito, contrastes de Sanharol. Tudo lá ser contraditório, veja: Ter uma chaminé dentro de um açude; A cadeia ser na rua da liberdade e o peru ser o delegado, o Juiz ser uma mulher e o padre ser casado. Ora, nós saber que no Barasil padre num casar, então; grande contraste!

Resolvi não questionar mais, pois sabia que ele estava realmente falando de Várzea Alegre, no Ceará.

Para encerrar o assunto, comentei: - Muito bem, o senhor conheceu Várzea Alegre através de um comunicador virtual chamado “Blog do Sanharol”, mas, no século XXII ele já na existirá mais.

- Ele riu muito e disse: - Você dizer ser do Barasil e não saber de nada. Sanharol ainda existir no século XXII. O seu administrador fazer trabalho histórico honroso, criar tantos amigos, que mesmo depois ter deixado terra, ter sucessores que dar continuidade a história de cidade Sanharol. E rematou: Você querer ver com seus próprios olhos como dizer lá?

Ai caro leitor, tremi na base. Fui convidado a viajar com um maluco para o futuro, mexi com os brios dele e ele queria provar que não estava mentindo. A tentação era grande. Não sei se vou, não sei se fico. Decidi: Vou!

Entramos em seu laboratório, onde havia duas máquinas cheias de leds e botões. Dentro de uma havia dois assentos e nenhum pedal nem direção. Na outra, quando se olhava para a cabine, dava a impressão de ser um corredor. Então me dirigi para aquela que possuía dois assentos e ele me puxou e disse:

- Non, nessa máquina ai non chegar lá! Ela valer para todos os lugares menos para cidade Sanharol. Nós ir viajar nesta, e apontou a que dava a impressão de ser um corredor. Perguntei: por que ai? E ele respondeu:

- Ora, Sanharol, terra de contraste, então, só chegar lá através de Túnel do Tempo.

Fiquei arrepiado e perplexo com a sua lógica. Quem vai discutir com um maluco não é?

Muito bem, entramos no Tunel do Tempo, e feito o sincronismo da viagem, mal iniciamos e já chegamos ao século XXII, exatamente no ano 2.110, num piscar de olhos, não deu nem tempo de falar: Ôxente?

De princípio, constatei serem verdadeiras as afirmativas que o Inventor Maluco havia feito sobre Várzea Alegre.

chegando, fomos direto à casa que representava a abertura do blog do Sanharol. Estava muito mais bonita e conservada. A fachada foi mantida como antes, mas seu espaço interior foi totalmente modificado. Fizeram uma grande construção na sua parte traseira, ampliando horizontalmente em centenas de metros, para a instalação dos equipamentos virtuais do Museu.

Constatei que o movimento no Museu era intenso. Havia gente de vários lugares, abrindo, consultando e fechado arquivos virtuais. Vi como em uma tela de cinema, toda a história do Blog do Sanharol e de Várzea Alegre se desenrolando em uma velocidade incrível, mas perceptível a compreensão. As cenas penetravam em meu consciente com todas as informações necessárias. Fiquei curioso ao perceber que eu não estava lendo, simplesmente captava as informações mentalmente. Era fascinante! Vi a data de fundação do Blog e A. Morais enviando ao mundo a sua primeira mensagem às 18:06hs do dia 21 de Janeiro de 2009, intitulada: “Bem Vindos ao Blog do Sanharol”. Vi a segunda postagem datada de 22/01/2009 às 05:54hs sob o título “Sanharol”, feita por A. Morais e onde ele traçava o perfil e a finalidade do blog. O primeiro colaborador a fazer uma postagem foi o Dr. Sávio Pinheiro, sob o título “O Vigário de todos os tempos”, no dia 22/01/2009 às 07:02hs.

Vi uma imensa exposição cronológica sobre A. Morais, o seu fundador e primeiro administrador, incluindo-se ai, seus sucessores e os sucessores de seus sucessores. Vi milhares de colaboradores e suas histórias. Vi as histórias se sucedendo, contadas pelos netos, bisnetos, tetranetos e amigos daqueles que colaboraram no Blog do Sanharol. Era uma loucura, estava tudo ali e eu podia captar as informações num piscar de olhos. Não sei que tipo de tecnologia usavam!

descobri que quem o Inventor Maluco chamava de conselheiro, eram os colaboradores do Blog, e seus nomes estavam todos naquele arquivo, imortalizados. Ao lado do nome de cada colaborador havia um histórico de suas atividades profissionais e muitos se destacaram pelo desempenho honroso na profissão que abraçaram.

Várzea Alegre havia mudado. A tecnologia dominava todos os setores, via-se do alto, construções imensas. Rodovias eram coisas do passado, foram substituídas pelas aerovias com uns trinta metros de largura, tudo para permitir o trânsito que se escoava em belos aero-veículos que flutuavam no seu leito, obedecendo rigorosamente as normas de segurança. Os aero-veículos utilizavam energia solar ou aeólica. O ar era puro. Tudo era diferente. Petróleo como combustível era coisa do passado, utilizavam-no por alguns minutos apenas, para demonstrar a funcionalidade de veículos antigos que, diziam eles: rastejavam pelo chão.

Daí imaginei como seria o restante do Brasil, que o Inventor Maluco, insistia em chamar de Barasil.

Várzea Alegre, graças ao Blog do Sanharol, ficou eternizada e mundialmente conhecida, e o volume de pessoas que vinham visitá-la, obrigatoriamente passavam pelo Museu Virtual para conhecer a história do Blog e da cidade. Até criaram um ditado que dizia: Ir a Várzea Alegre e não ir ao Museu Virtual é o mesmo que ir a Nova York e não ver a Estátua da liberdade.

Triste detalhe: O banco de dados não tinha fim, mas, havia um tempo estabelecido para o regresso e precisávamos voltar ou ficaríamos presos no futuro. Perdi assim a chance de visitar São Raimundo, o Vale do Machado e tantos outros lugares tão decantados nos anais da história da cidade.

Manifestei o desejo de copiar algumas informações e tirar fotos para mostrar ao leitor, mas o Inventor Maluco adiantou que era impossível, pois lá estávamos invisíveis aos olhos materiais, e não podíamos trazer para o passado, documentos ou fotos de fatos privativos do futuro, pois isto poderia desencadear uma catástrofe temporal, criando um paradoxo, cujo resultado poderia provocar uma reação em cadeia, desembaraçando a estrutura de contínuo de tempo e espaço, gerando o caos no passado e desconstruindo o futuro. - Fiquei pasmo! Não entendi nada do que ele falou, mas também não questionei. Percebi que ele não era tão maluco assim como todos supunham. Era apenas um excêntrico, com muitas informações a transmitir, mas o mundo ainda não estava preparado.

Ao regressar da minha fantástica viagem, despedi-me do Inventor Maluco e agradeci pelo maravilhoso passeio, prometendo a mim mesmo que qualquer dia voltaria lá para mais uma viagem ao futuro.

Escrito por Vicente Almeida

Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC- PR /2010

Boa noite a todos!

Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da humanidade!

Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.

Que médico mais excelente poderia existir?

Deus é o primeiro cirurgião da história. A primeira operação? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.

Ele também é o primeiro Anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.

Deus é o melhor Obstetra especialista em fertilização que já existiu! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo!

Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro pediatra da história, pois disse: “Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!”

Ele também é o maior reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.

Jesus é o primeiro oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.

Ele também é o primeiro emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio-pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora!”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias.

Ele é o melhor otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento? O poder de seu amor.

Jesus também é o maior psiquiatra da história, há mais de 2 mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!

Deus também é o melhor ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda!”, e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história!

A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia! E Jesus é o dermatologista mais sábio da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença.

Ele também é o primeiro hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.

Jesus é ainda, o maior doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário FAZER nada, apenas crer e receber!

O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes! Ele fez isso por nós!

Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna!

No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele, Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir! O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!

O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver!

Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele.

Seu nome é Jesus.
A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão!

E-mail enviado por Dion Pinheiro

domingo, 21 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

Quantos presidentes teve a República brasileira? – por Armando Lopes Rafael

Na poltrona”, revista de bordo distribuída entre os clientes da Itapemirim, trouxe – no seu número de novembro/dezembro-2010 – interessante matéria sobre os presidentes da República brasileira. Interessante, mas contendo alguns equívocos.

Na poltrona” afirma que a República Federativa do Brasil (nome que substituiu a antiga denominação oficial dos “Estados Unidos do Brasil”, em vigor de 1889 a 1967) teve – nesses 121 anos completados no último dia 15 de novembro – 31 presidentes. E inclui nessa lista 2 presidentes que não chegaram a tomar posse: Júlio Prestes e Tancredo Neves. Ora, se incluiu até quem não assumiu o mandato, cometeu uma injustiça, com alguns brasileiros que chegaram a exercer a Presidência da República (seja por meses, semanas ou mesmo dias).

E quem foram esses brasileiros que assumiram o mandato de Presidente da República e não foram citados pela revista “Na poltrona”?

1) Augusto Fragoso
2) Isaias de Noronha
3) Mena Barreto
(Essa “Junta Presidencial” esteve na Presidência da República entre 24 de outubro a 3 de novembro de 1930, antecedendo a posse de Getúlio Vargas como “Chefe do Governo Provisório”, que existiu de 1930 a 1934. Depois, Getúlio Vargas emendou o mandato como “Presidente Constitucional” – ele outorgou uma nova Constituição – de 1934 a 1937 e virou ditador por mais 8 anos, até 1945. Getúlio ficou 15 anos na Presidência)

4) José Linhares (cearense de Baturité, que era presidente do Supremo Tribunal Federal e exerceu a Presidência da República após a queda da ditadura Vargas entre outubro de 1945 a janeiro de 1946).

5) Carlos Luz (era presidente da Câmara dos Deputados e foi investido como Presidente -- de 8 a 11 de novembro de 1955 -- em face de um golpe militar que derrubou o presidente Café Filho)

6) Nereu Ramos (era presidente do Senado Federal e foi investido como Presidente (de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956, em face de novo golpe militar que derrubou o presidente interino Carlos Luz)

7) Rainieri Mazzilli (como Presidente da Câmara dos Deputados assumiu durante a renúncia de Jânio Quadros, entre 25 de agosto a 7 de setembro de 1961).

8) General Aurélio de Lira Tavares
9) Brigadeiro Márcio de Sousa e Melo
10) Almirante Augusto Rademaker
(Estes ministros do Exército, da Aeronautica e da Marinha, que assumiram "o exercício temporário da Presidência da República", para o que não havia qualquer previsão constitucional. Estes ministros militares proibiram o emprego da expressão “junta militar” e em 6 de outubro de 1969, declararam "extinto" o mandato do presidente Costa e Silva).

Como se vê, a revista “Na poltrona” deixou de incluir na sua lista 10 (dez) brasileiros que efetivamente exerceram a Presidência da República. Com isso o número de Presidentes da República no Brasil sobe para 41. O que dá uma média de cerca de 3 anos para cada mandato...
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael