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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 30 de junho de 2017

O fim de uma era - Por Paulo Guedes, O Globo.

Os partidos social-democratas que nos dirigem há mais de três décadas devem explicar nossa degeneração política e o medíocre desempenho econômico.

O PT, o PMDB e o PSDB são partidos social-democratas que dirigem há mais de três décadas a política e a economia brasileiras, do nascimento da Nova República, em 1985, aos dias de hoje, em que se anuncia a morte da Velha Política. Devem explicar a degeneração de nossas práticas políticas e o medíocre desempenho econômico no período.

“Lula e o PT institucionalizaram a corrupção. O Estado brasileiro está hoje dominado por organizações criminosas. Nos ministérios em Brasília, nos Estados, nas estatais, nos fundos de pensão, nos bancos públicos. É muito duro trabalhar no Brasil, pois você precisa de várias áreas do governo, e só consegue se pagar propina. A corrupção está no andar de cima, nas autoridades. As pessoas são colocadas nos cargos por uma organização criminosa. Elas podem aprovar ou barrar um negócio. Por isso os políticos lutam tanto por cargos.A disputa é para ver qual organização criminosa fica com qual parte do governo para fazer dinheiro”, relata Joesley Batista, da J&F, à revista “Época”.

E o PMDB?

“O Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. Quem não está preso está hoje no Planalto. São pessoas experientes, inteligentes, sem limites e em pele de cordeiro. Geddel articulava a anistia ao caixa 2, e Renan articulava a lei de abuso de autoridade. Com a recuperação econômica, o brasileiro não iria mais para as ruas, e eles poderiam abafar a Lava-Jato. Tudo voltaria ao controle dos políticos. Eles não entendem o que está acontecendo no Brasil. Não querem ver que o sistema político faliu. Acabou. Não dá mais”, prossegue Joesley.

E o “oposicionista” PSDB? “

O Aécio era alternativa, teve 48% dos votos e tinha entrado no governo do Temer. Era preciso mostrar o que está acontecendo hoje, e não apenas o que aconteceu na campanha de 2014. Se o Brasil não entendesse que eram iguais, ia achar que a solução era substituir um pelo outro. Mas eles são todos do mesmo sistema. O problema é estrutural. Houve propina tanto do lado do PT quanto do PSDB. Mesmo sistema: caixa 2, nota fria, compra de coligação.”

A armadilha social-democrata do baixo crescimento e da corrupção sistêmica é um fenômeno que se repetiu historicamente em outros países e épocas.

Anduiá - Por Wilton Bezerra.


O texto diz respeito a Anduiá como primeira grande admiração deste cronista. O registro vale lembrar o grande atacante que começou no Sport do Crato e jogou em todos os times do Cariri.

Tivesse surgido hoje seria certamente um nome destacadíssimo pela qualidade de artilheiro e goleador que era possuidor. Como gosto daquilo de bom que a nostalgia nos proporciona resolvi lembrar o amigo e craque Anduiá, ídolo primeiro da minha infância no Crato.

E encerro com esta frase: "Anduiá continua jogando um bolão nas minhas lembranças". 

Wilton Bezerra

STF autoriza volta de Aécio ao mandato no Senado.

Relator reverteu decisão anterior, que impedia que tucano exercesse o cargo de senador, por conta das acusações contra ele feitas por Joesley Batista

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu autorizar o retorno do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao exercício do mandato parlamentar. 

Ao tomar a decisão, Mello também recusou um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pedia que o tucano fosse preso preventivamente e permitiu que ele recupere seu passaporte, podendo, se quiser, viajar para o exterior. Ele é denunciado ao STF por corrupção e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas de executivos do grupo JBS.


Um rei para o Brasil: será essa a solução para a crise?


Em períodos de crise política, surgem campanhas de todo o tipo defendendo mudanças na forma de    governo. Nesta terça-feira, a Sputnik conversou com o médico Rodrigo Siqueira Rocha Dias, autor da proposta de restauração da monarquia no país, que está em tramitação na Comissão de Direitos  Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH).

De acordo com o​ ​projeto popular​ apresentado por Rodrigo, por ser o presidencialismo brasileiro corrupto  e corruptor, "a implantação da monarquia tiraria o viés partidário das decisões de Estado, garantindo a    isonomia do mesmo, ao mesmo tempo em que as funções de governo permaneceriam com os   representantes eleitos pelo povo, com um menor custo ao erário público". Foi com base nesse  pensamento que quase 30 mil pessoas manifestaram apoio à ideia, que, se for aprovada pela CDH,   passará a tramitar no Senado.

Mas seria mesmo essa a melhor solução para os problemas políticos do  Brasil? Em entrevista à Sputnik, Rodrigo Siqueira Rocha Dias, também conhecido como Rodrigo Brasileiro,   disse que o país vive em crise "desde o golpe republicano", há 128 anos. Segundo ele, os problemas  políticos vividos durante todo esse período mostram que o modelo adotado, do presidencialismo, não  deu certo no país e, por esse motivo, precisa ser mudado.

Dados da Transparência Internacional indicam que dos dez países menos corruptos no mundo, sete   são monarquias: Dinamarca, NovaZelândia, Suécia, Noruega, Holanda, Luxemburgo e Canadá. Para   autor da proposta de implantar esse sistema no Brasil, a mudança poderia até não acabar com a  corrupção, mas tornaria a prática bem mais difícil.  der, muita coisa mudou de lá pra cá. Segundo ele, na época da consulta, o país tinha   acabado de sair de uma cláusula pétrea que censurava as monarquias e não permitia a organização do   movimento monarquista, ao mesmo tempo em que o povo acabava de passar por um longo período de    ditadura.

Para Rodrigo, havia grande esperança de que o modelo republicano ainda pudesse dar certo,    entre outros fatores.  "Hoje, a gente já tem outro cenário. A gente já tem a rede social, a internet, que é uma forma de divulgar   informação. Tanto que é na ​rede social​ ​que o movimento monarquista está se estruturando", disse ele,    destacando que isso ocorre mesmo sem capital, sem patrocínio.

"Como é uma forma mais democrática e que admite mais expressão e participação popular, isso   nibe os atos de corrupção, que, na nossa República, são extremamente endêmicos", opinou.   Além da questão da corrupção, Rodrigo Brasileiro também acredita que os valores gastos com a    manutenção de um monarca o poder seria bem inferiores aos que são gastos atualmente com a presidência.

Por exemplo, a preside​nte ​Dilma Rousseff ​custou o dobro da rainha da Inglaterra. E, além de a gente   ter esse gasto extremamente elevado com a chefia de Estado, muito mais caro do que na Inglaterra, a   ente sustenta ex-presidentes. O Brasil gasta por ano R$ 3,3 milhões, em média, para sustentar  ex-presidentes. Só a presidente Dilma Rousseff, que nem chegou a completar seu segundo mandato, foi   aposentada com gasto anual de R$ 1 milhão. Na verdade, o que é caro é a República. A monarquia é   muito mais barata." 

Em 1993, o Brasil realizou um plebiscito no qual a população preferiu manter a República em vez de   retornar à monarquia. Mas, para o defensor da proposta que tem como objetivo levar um monarca de   volta ao poder, muita coisa mudou de lá pra cá. Segundo ele, na época da consulta, o país tinha acabado de sair de uma cláusula pétrea que censurava as monarquias e não permitia a organização do movimento monarquista, ao mesmo tempo em que o povo acabava de passar por um longo período de  ditadura.

Para Rodrigo, havia grande esperança de que o modelo republicano ainda pudesse dar certo,  entre outros fatores.  "Hoje, a gente já tem outro cenário. A gente já tem a rede social, a internet, que é uma forma de divulgar   informação. Tanto que é na ​rede social​ ​que o movimento monarquista está se estruturando", disse ele,  destacando que isso ocorre mesmo sem capital, sem patrocínio. "Mesmo assim, a gente está conseguindo uma penetração dentro da sociedade".

Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/201706278744142-volta-monarquia-brasil/ 
Postado por Armando Lopes Rafael
 



102 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Os velhos da minha infância.

Quanto a velho. Examinemos o assunto. Velho é substantivo comum, degradante, masculino, singular, nem tão singular assim.

E velho é o Coliseu, como velha é a esfinge de Gizé. Na filosofia e moral chinesas, a pessoa idosa é simbolo de veneração e respeito, consideradas suas condições de mais experientes dos segredos da vida e da dignidade de suas cãs e barbas brancas.
Entre nós, todavia, nos tempos atuais, a coisa não é bem assim. O velho tem valor de excrescência ou algo semelhante. Isto em parte, por culpa dele, que não se dar a respeito, portando-se, muitas vezes, cafajesticamente.

Isto me faz lembrar os velhos dos meus tempos de menino. Um punhado de homens austeros, trabalhadores, exemplares pais de família, daqueles que não precisavam, sequer, dar um fio de bigode para juramentar seus compromissos. Sempre os admirei e respeitei, vendo neles figuras distintas, pessoas diferentes, a quem deviam todos devotar o máximo de atenção e cortesia. Hoje é mentira?
Existem velhos com pinte de play-boy e alguns, até são membros da "International Gay Society". Sinal dos tempos.

Os velhinhos da minha meninice, pobres ou ricos, tinham dignidade no vestir, compostura no andar, decência nos seus gestos e atitudes. Uns, na modéstia de suas posses, vestiam caqui Floriano, mescla Tamandaré ou brim Joffre. Outros, mais afortunados, portavam cruazé de alpaca, nos últimos estágios de uma moda que se extinguia. Em alguns era infalível o colete, principalmente, nos dias de feira, que era no Domingo, também dia de missa ou nas festas de agosto e de fim de ano. Alguns usavam bengalas, outros, simples cipós de marmeleiro ou jucá, conforme as "previsões meteorológicas".
A maioria morava mesmo na rua, enquanto muitos outros vinham dos sítios, nos seus ajaezados cavalos, acompanhados, frequentemente, de parentes e moradores.

Os de fora tinham, normalmente uma casa na vila, onde se hospedavam, depois de livrar suas montarias. Assistia a missa, faziam a feira, vendiam e compravam, davam um dedo de prosa, aqui e ali, e, resolvidos seus negócios, voltavam aos seus pagos, felizes como haviam vindo. Esta visita certa ao centro se fazia sentida, quando algo impedia a qualquer deles de assinar o ponto. Os da rua, pela manha, faziam uma incursão ao comercio, onde havia sempre o pretexto de comprar alguma coisa, ou, simplesmente, para estirar as pernas.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Vergonha maior nunca vista - Por Antonio Morais


Por algum tempo a Rede Globo tentou evitar a eleição e depois dela decidiu derrubar o Tramp. Não deu. Não pode, não conseguiu.

Não se dando por vencida decidiu derrubar o Temer, aliando-se ao conluio do Janot, da Friboi e do ministro Fachin em defesa do Pajé, Lula da Silva.. 

Visivel e vergonhosa a alegria, o prazer e a desfaçatez  dos repórteres e apresentadores a determinação dos seus amos na hora  da noticia. 

Nunca se viu tanta subserviência. Ao meu ver, também a Globo não vai conseguir derrubar o Temer. Pra azar dela, porque depois da resistência só Deus saberá do que o Temer é capaz. E olhe bem eu não votei no Temer.

Pinto Madeira: herói ou vilão? -- por Armando Lopes Rafael


 Preparo-me -- psicologicamente e com dados e pesquisas --  para escrever uma síntese biográfica de Joaquim Pinto Madeira.  Nada mais do que isso: uma síntese! Vários historiadores publicaram relatos – válidos e criteriosos  – sobre a trajetória desse personagem fascinante. Nenhum se preocupou com enquadrá-los na ordem cronológica. Pinto Madeira viveu no Cariri cearense, entre as duas décadas finais do século XVIII  e as três iniciais do século XIX. Por suas ações, ele garantiu um lugar   na história do Cariri, do Ceará e do Brasil.

     Nunca é demais lembrar que, para tentar interpretar as ações ocorridas no passado, necessário se faz reconstituir a realidade histórica da época em que elas aconteceram. Ou seja, devemos situar os fatos pretéritos à mentalidade: maneira de pensar, crenças, valores éticos e morais e até as deficiências materiais vivenciadas pela sociedade de outrora. Interagir com os fatos antigos exige ainda isenção, além da ausência de preconceitos ou paixões. Só assim os que se aventurarem nessa seara poderão ambicionar produzir escritos objetivos  e mais aproximados da verdade histórica.  Infelizmente, os fatos pretéritos, poucas vezes, são descritos na sua extensão plena. Por melhor que sejam narrados, o tempo contribui para esvaecê-los. 


    Quem escrever sobre Pinto Madeira não pode obscurecer que ele cometeu erros e injustiças, nas suas participações em cenários de guerra. Afirmou  George Orwell que "O essencial da guerra é a destruição”. Daí deduzir-se que toda guerra é um semeadouro de violências e ódios, cujos gravames recaem sobre quem a promove. Não será  olvidada, na minha síntese biográfic de Pinto Madeira,  a ferocidade de que o caudilho era dotado. Fereza, aliás, relatada pela maioria dos autores por mim pesquisados.
   
    Também não se podem esconder  as qualidades pessoais do biografado. Dentre elas, a coerência, sinceridade, lealdade e coragem de que era possuidor. Merece ser lembrada, também, a sua religiosidade, um sentimento que o levou a se filiar à Irmandade do Santíssimo Sacramento, da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Crato, em abril de 1816. Talvez por isso suas últimas palavras – após levar a descarga fatal que o matou – foram palavras da fé  que sempre o guiou em vida:
    – Valha-me o Santíssimo Sacramento!

   Oportuno mencionar uma rara correspondência de Pinto Madeira para sua esposa, dona Maria Francisca, com a firma reconhecida e publicada pelo jornal “Cearense Jacaúna”, nº 18, de 6 de novembro de 1833. Nessa carta, escrita às pressas, informava o infeliz prisioneiro – talvez para levar algum conforto à leal companheira – que da prisão de Recife fora levado para Fernando de Noronha; de Fernando de Noronha trouxeram-no para  o Ceará. E agora estava sendo conduzido ao Maranhão. Acrescentava ele que estava bem; que os oficiais do navio muito o estimavam; mandava lembranças para os amigos próximos e enfatizava: “quem segue a lei de Cristo e de sua Mãe Santíssima nunca se arrepende”...

    A memória de Pinto Madeira – na qual  convivem qualidades e defeitos – merece todo o nosso respeito, sobretudo porque  ele nunca escondeu o que era e o que defendia. Não foi um dissimulado, como muitos contemporâneos do seu tempo...

073 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Na década de 50 do século passado só existia a agência do Banco do Brasil de Crato no cariri. O fiscal corria a região levantando  os dados  cadastrais que depois de aprovados  o  agricultor era comunicado do deferimento e liberação de um limite de crédito a seu dispor.

Dois velhinhos de Várzea-Alegre vieram buscar as suas parcelas. Com a bufunfa no bolso encheram a pança de cerveja no Bar do Almir Carvalho e decidiram ir a uma zona. Indicaram-lhes o Cabaré da Glorinha.

A Cafetina olhou bem para os dois e recomendou para sua gerente: Vá aos dois primeiros quartos e coloque uma boneca inflável em cada cama. Esses dois estão tão velhos e bêbados que não vão notar a diferença. Não vou perder a chance de faturar uma grana a mais.

A gerente cumpriu as ordens e os dois foram para os seus respectivos quartos 'fazerem seus deveres de casa'.

Já no trajeto de volta para "Rajalegue", bem próximo de Farias Brito, um dos velhinhos falou para o outro: "Cumpade Ladislau, eu acho que a muier que estava cum eu tava morta"!

Morta? Porque você acha isso? Diz o Antõe. É que ela não se movia e não falava nada enquanto fazia bangalafumenga com eu.

Podia ter sido pior, diz o outro. Eu acho que a minha era uma bruxa! Uma bruxa? Por que cargas d'água cumpade acha isso? Bem, quando eu estava nos aprontamentos, dei uma mordida na bunda dela. Aí, ela peidou no meu rosto, saiu voando pela janela e, por cima, levou a minha dentadura!

DIVISÃO - Postagem do Antônio Morais


Sergio Porto - Stanislaw Ponte Preta.

Você poderá ficar com a poltrona, se quiser. Mande forrar de novo, ajeitar as molas. É claro que sentirei falta. Não dela, mas das tardes em que aqui fiquei sentado, olhando as arvores. Estas sim, eu levaria de bom grado: as árvores, a vista do morro, até a algazarra das crianças lá embaixo, na praça. 0 resto dos moveis — são tão poucos! — podemos dividir de acordo com nossas futuras necessidades.

A vitrola esta, tão velha que o melhor é deixá-la ai mesmo, entregue aos cuidados ou ao desespero do futuro inquilino. Tanto você quanto eu haveremos de ter, mais cedo ou mais tarde, as nossas respectivas vitrolas, mais modernas, dotadas de todos os requisitos técnicos e mais aquilo que faltou ao nosso amor: alta-fidelidade.

Quanto aos discos, obedecerão às nossas preferências. Você fica com as valsas, as canções francesas, um ou outro "chopinzinho", o Mozart e Bing Crosby. Deixe para mim o canto pungente do negro Armstrong, os sambas antigos e estes chorinhos. Aqueles que compartilhavam do nosso gosto comum serão quebrados e jogados no lixo. É justo e honesto.

Os livros são todos seus, salvo um ou outro com dedicatória. Não, não estou querendo ser magnânimo. Pelo contrario: Ainda desta vez penso em mim. Será um prazer voltar a juntá-los, um por um, em tardes de folga, visitando livrarias. Aos poucos irei refazendo toda esta biblioteca, então com um caráter mais pessoal. Fique com os livros todos, portanto. E conseqüentemente com a estante também.

Os quadros também são seus, e mais esses vasinhos de plantas. Levarei comigo o cinzeirinho verde. Ele já era meu muito antes de nos conhecermos. Também os dois chinesinhos de marfim e esta espátula. Veja só o que está escrito nela: 12-01-48. Fique com toda essa quinquilharia acidentalmente juntada. Sempre detestei bibelôs e, mais do que eles, a chamada arte popular, principalmente quando ela se resume nesses bonequinhos de barro. Com exceção,o de pote de melado e moringa de água, nada que foi feito com barro presta. Nem o homem.

Rasgaremos todas as fotografias, todas as cartas, todas as lembranças passíveis de serem destruídas. Programas de teatros, álbuns de viagens, souvenirs. Que não reste nada daquilo que nos é absolutamente pessoal e que não possa ser entre nós dividido.

Fique com a poltrona, seus discos, todos os livros, os quadros, esta jarra. Eu ficarei com estes objetos, um ou outro móvel. Tudo está razoavelmente dividido. Leve a sua tristeza, eu guardarei a minha.

Coisas da República: Brasil suspende emissão de passaportes – por Armando Lopes Rafael

A informação é oficial: A suspensão da emissão de passaportes provocou reações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal declarou que a situação é constrangedora e disse que o Governo Federal  sabia que o dinheiro para confecção dos passaportes era insuficiente.

A  Polícia Federal disse que suspendeu a emissão de passaportes porque chegou no limite do gasto autorizado pela lei orçamentária para a confecção dos documentos e que vai esperar uma decisão do governo para solucionar o problema.

Noutras palavras, a República brasileira – a cada dia mais – deixa um péssima imagem do seu caos perante as demais nações do mundo.

A solução? Aprovar o pedido de plebiscito sobre o referendo pela restauração da Monarquia Constitucional Parlamentar no Brasil, após receber muito mais do que os 20 mil apoios necessários, transformou-se em uma sugestão legislativa, e já foi enviada à apreciação da Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, Senadora Regina Sousa (PT-PI).
Agora, é imprescindível que os monarquistas votem SIM na chamada Sugestão Legislativa no 18 de 2017, e que peçam que seus familiares, amigos e colegas também votem e divulguem a sugestão, difundindo o ideal monárquico entre brasileiros de todas as camadas da sociedade. Também é de vital importância que os signatários dessa sugestão legislativa entrem em contato com os Senadores representantes de seu Estado, assim como seus Deputados Federais e partidos, fazendo pressão na Comissão que analisará o pedido popular.

Contamos com o apoio de todos os brasileiros para restaurar o nosso Brasil!
Vote SIM na Sugestão Legislativa no 18 de 2017 copie o endereço abaixo e cole no “Google” aderindo à ideia do plebiscito.
http://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129306

E veja como seriam os novos passaportes  brasileiros que substituiriam o atual com a estrela da "republiqueta.

29 de junho:Tu es Petrus -- por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

                  

            Hoje celebramos a festa de São Pedro, apóstolo escolhido por Jesus para ser seu vigário aqui na terra (“vigário”, o que faz as vezes de outro),  seu representante e chefe da sua Igreja. São Pedro era pescador do lago de Genesaré ou Mar da Galiléia, junto com seu irmão, André, e seus amigos João e Tiago. Foi ali que Jesus o chamou: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. Eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram” (Mt 4, 19-20).

            Pedro se chamava Simão. Jesus lhe mudou o nome, significando sua missão, como é habitual nas Escrituras: “Tu és Simão, filho de João. Tu te chamarás Cefas! (que quer dizer Pedro - pedra)” (Jo 1, 42). Quando Simão fez a profissão de Fé na divindade de Jesus, este lhe disse: “Não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as forças do inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (a Igreja): tudo o que ligares na terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 13-19).

            Corajoso e com imenso amor pelo Senhor, sentiu também sua fraqueza humana, na ocasião da prisão de Jesus, na casa de Caifás, ao negar três vezes que o conhecia. “Simão, Simão! Satanás pediu permissão para peneirar-vos, como se faz com o trigo. Eu, porém, orei por ti, para que tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos” (Lc 22, 31-32).  E Pedro, depois de ter chorado seu pecado, foi feito por Jesus o Pastor da sua Igreja.

            São Pedro, fraco por ele mesmo, mas forte pela força que lhe deu Jesus, representa bem a Igreja de Cristo. “Cremos na Igreja una, santa, católica e apostólica, edificada por Jesus Cristo sobre a pedra que é Pedro... Cremos que a Igreja, fundada por Cristo e pela qual Ele orou, é
indefectivelmente una, na fé, no culto e no vínculo da comunhão hierárquica. Ela é santa, apesar de incluir pecadores no seu seio; pois em si mesma não goza de outra vida senão a vida da graça. Se realmente seus membros se alimentam dessa vida, se santificam; se dela se afastam, contraem pecados e impurezas espirituais, que impedem o brilho e a difusão de sua santidade. É por isso que ela sofre e faz penitência por esses pecados, tendo o poder de livrar deles a seus filhos, pelo Sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo” (Credo do Povo de Deus).

            “Enquanto Cristo ‘santo, inocente, imaculado’, não conheceu o pecado, e veio expiar unicamente os pecados do povo, a Igreja, que reúne em seu seio os pecadores, é ao mesmo tempo santa, e sempre necessitada de purificação, sem descanso dedica-se à penitência e à renovação. A Igreja continua o seu peregrinar entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, anunciando a paixão e a morte do Senhor, até que ele venha. No poder do Senhor ressuscitado encontra a força para vencer, na paciência e na caridade, as próprias aflições e dificuldades, internas e exteriores, e para revelar ao mundo, com fidelidade, embora entre sombras, o mistério de Cristo, até que no fim dos tempos ele se manifeste na plenitude de sua luz” (Lumen Gentium, 8).


   (*) Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney -- http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Sucessora de Janot avalia que faltou à colaboração da JBS reparação de dano - Josias de Souza.

Indicada por Michel Temer para suceder Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, Raquel Dodge faz uma crítica à colaboração premiada firmada com executivos da JBS. Em conversas privadas, ela afirma que faltou ao acordo que converteu Temer em presidente denunciado uma exigência de reparação do dano causado ao erário.

Para Raquel Dodge, a imunidade penal concedida a Joesley Batista e aos demais delatores do grupo empresarial não deveria eximir o Estado de buscar a reparação integral do dano. Significa dizer que as verbas desviadas de cofres públicos e incorporadas ao patrimônio dos delatores teria de ser devolvida.

Defensora da Lava e do instituto da delação premiada, Raquel Dodge sustenta, longe dos refletores, a tese segundo a qual a ausência da reparação do dano passa para a sociedade a má impressão de que o crime compensa. Sobretudo em casos como o da JBS, cujos sócios ostentam sinais de riqueza como iate, jato e apartamento em Nova York.

A sucessora de Janot vem evitando falar abertamente sobre o tema. Mas será questionada sobre JBS na sabatina a ser realizada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Até aqui, sempre que foi indagada sobre a delação da JBS, Raquel Dodge limitou-se a dizer que: 1) a legislação autoriza a redução ou perdão da sanção penal. 2) depois de celebrados pelo Ministério Público, os acordos são submetidos ao crivo do Judiciário.

O Supremo Tribunal Federal adiou para esta quinta-feira a decisão sobre a amplitude dos poderes do plenário da Corte e das suas turmas sobre as cláusulas de acordos de delação. Já está entendido que cabe ao relator do processo decidir sozinho sobre a legalidade do acordo e a espontaneidade das delações. A dúvida é se o colegiado pode ou não alterar os termos do acordo na hora de proferir uma sentença nos casos em que o delator cumpriu todos os compromissos que assumira com o Estado.

CCJ do Senado aprova texto-base da reforma trabalhista - Por Gustavo Garcia, G1, Brasília


Relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi aprovado por 16 votos a 9; falta análise dos destaques. Eunício já disse que, 'se possível', plenário votará projeto na próxima semana.

Após mais de 13 horas de sessão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (28), por 16 votos a 9, o chamado texto-base do relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à reforma trabalhista e sem alterações ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados.

Com a aprovação do texto-base, os senadores da CCJ passarão a analisar, a partir de agora, os destaques, sugestões apresentadas pelos parlamentares para mudar a redação.

Após essa fase, a reforma seguirá para o plenário do Senado, juntamente com os pareceres da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), favorável ao texto, e da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), pela rejeição da proposta.

A ideia de senadores aliados do governo é colocar em votação no plenário o parecer da CAE, do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que não modifica o texto da Câmara, mas sugere alterações a serem feitas pelo presidente da República, Michel Temer, por meio de vetos e edição de medida provisória.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse nesta quarta que pretende colocar o projeto em votação antes do recesso parlamentar, que começa no dia 17 de julho. Eunício afirmou que, "se for possível", a análise da proposta será concluída já na próxima semana.

No relatório aprovado nesta quarta, Jucá rejeitou todas emendas (sugestões de alteração) apresentadas ao texto. Mais de 200 propostas de modificação foram apresentadas na CCJ.

A estratégia do governo é aprovar no Senado o mesmo texto aprovado pela Câmara, evitando mudanças, o que provocaria a devolução da proposta à Câmara.

Ponto a ponto.
Enviada pelo governo Temer ao Congresso no ano passado, a reforma trabalhista estabelece pontos que poderão ser negociados entre patrões e empregados e, em caso de acordo coletivo, passarão a ter força de lei.

Entre outras regras, a reforma trabalhista prevê:

ACORDOS COLETIVOS
Terão força de lei e poderão regulamentar, entre outros pontos, jornada de trabalho de até 12 horas, dentro do limite de 48 horas semanais, incluindo horas extras;
Atualmente, acordos coletivos não podem se sobrepor ao que é previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

JORNADA PARCIAL
Poderão ser de até 30 horas semanais, sem hora extra, ou de até 26 horas semanais, com acréscimo de até seis horas (nesse caso, o trabalhador terá direito a 30 dias de férias);
Atualmente, a jornada parcial de até 25 horas semanais, sem hora extra e com direito a férias de 18 dias.

PARCELAMENTO DE FÉRIAS
Poderão ser parceladas em até três vezes. Nenhum dos períodos pode ser inferior a cinco dias corridos e um deles deve ser maior que 14 dias (as férias não poderão começar dois dias antes de feriados ou no fim de semana);
Atualmente, as férias podem ser parceladas em até duas vezes. Um dos períodos não pode ser inferior a dez dias corridos.

GRÁVIDAS E LACTANTES
Poderão trabalhar em locais insalubres de graus "mínimo" e "médio", desde que apresentem atestado médico. Em caso de grau máximo de insalubridade, o trabalho não será permitido;
Atualmente, grávidas e lactantes não podem trabalhar em locais insalubres, independentemente do grau de insalubridade.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
Deixará de ser obrigatória. Caberá ao trabalhador autorizar o pagamento;
Atualmente, é obrigatória e descontada uma vez por ano diretamente do salário do trabalhador.

TRABALHO EM CASA
A proposta regulamenta o chamado home office (trabalho em casa); Atualmente, esse tipo de trabalho não é previsto pela CLT.

INTERVALO PARA ALMOÇO
Se houver acordo coletivo ou convenção coletiva, o tempo de almoço poderá ser reduzido a 30 minutos, que deverão ser descontados da jornada de trabalho (o trabalhador que almoçar em 30 minutos poderá sair do trabalho meia hora mais cedo);
Atualmente, a CLT prevê obrigatoriamente o período de 1 hora para almoço.

TRABALHO INTERMITENTE
Serão permitidos contratos em que o trabalho não é contínuo. O empregador deverá convocar o empregado com pelo menos três dias de antecedência. A remuneração será definida por hora trabalhada e o valor não poderá ser inferior ao valor da hora aplicada no salário mínimo;
Atualmente, a CLT não prevê esse tipo de contrato.

AUTÔNOMOS
As empresas poderão contratar autônomos e, ainda que haja relação de exclusividade e continuidade, o projeto prevê que isso não será considerado vínculo empregatício;
Atualmente, é permitido a empresas contratar autônomos, mas se houver exclusividade e continuidade, a Justiça obriga o empregador a indenizar o autônomo como se fosse um celetista.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Temer escolhe Raquel Dodge para ser a sucessora de Janot na PGR.

Ela ficou em segundo lugar em votação interna feita pelo Ministério Público Federal e tem o apoio de caciques do PMDB. Nomeação depende do Senado.

O presidente Michel Temer (PMDB) decidiu indicar a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge para suceder Rodrigo Janot na chefia da Procuradoria-Geral da República. Ela recebeu 587 votos e foi a segunda colocada na votação interna feita pelo Ministério Público Federal à sucessão de Janot, que deixa o cargo no dia 17 de setembro. O anúncio foi feito pelo porta-voz da presidência da República, Alexandre Parola, em um rápido pronunciamento na noite desta quarta-feira.

Para que seja confirmada como a primeira procuradora-geral da República da história do Brasil, Dodge ainda passará por sabatina e votação no Senado. Caso a maioria simples na Casa, ou seja, 41 dos 81 senadores, aprovem seu nome, a indicação de Michel Temer será referendada.

Na lista tríplice entregue pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) a Temer nesta quarta-feira estavam, além de Raquel Dodge, os nomes dos subprocuradores Nicolao Dino, com 621 votos, e Mario Bonsaglia, com 564 votos. Na lista tríplice de 2015, Dodge foi a terceira mais votada, com 402 votos.

Nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva  e Dilma Rousseff, ambos do PT, a prática adotada sempre foi a de indicar o primeiro colocado da lista – foi assim com Roberto Gurgel e Rodrigo Janot -, mas estava claro que, com Temer no Planalto, Dino, o mais votado desta vez, não seria o escolhido. Além de candidato de Rodrigo Janot, um desafeto do Planalto, ele é irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), inimigo de José Sarney, que ainda tem influência no PMDB.

Já Raquel Dodge tem o apoio de caciques do PMDB e é vista como uma possibilidade de diminuir o ímpeto da Operação Lava Jato e da PGR.

“Nos últimos dias, foi revelado que, apesar de a Lava Jato estar desvendando crimes de corrupção, a corrupção continuava sendo praticada”

Raquel Dodge, em 29 de maio, sobre as delações da JBS.
   
A indicação dela para chefiar o Ministério Público Federal se dá no momento em que o governo Temer, encurralado pelas delações dos executivos do Grupo J&F, lança sua maior ofensiva contra a Lava Jato, a PGR e o Supremo Tribunal Federal.

Denunciado ao STF por corrupção passiva, o presidente chegou a a afirmar, em um duro pronunciamento na tarde de ontem, que a lógica empregada na acusação do procurador-geral contra ele permitiria sugerir que Rodrigo Janot recebeu dinheiro do ex-procurador da República Marcello Miller, que deixou a PGR para ser advogado em um escritório que presta serviços à JBS.

Na outra ponta, conforme VEJA revelou, Michel Temer acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para bisbilhotar a vida do relator da Lava Jato e das delações da JBS no STF, ministro Edson Fachin, e encontrar fatos que pudessem constrangê-lo.

Durante um debate na disputa da lista tríplice da ANPR, em 29 de maio, Raquel Dodge respondeu a duas perguntas de VEJA sobre a Operação Lava Jato. Leia abaixo:

A senhora vê alguma reação ou risco à Lava Jato? Eu não vejo nesse momento movimento contrário, por exemplo, a instrumentos como a lei da delação premiada, importantíssima porque deu segurança jurídica às colaborações e poupou gastos de inúmeras horas em torno de como as delações seriam feitas. O Ministério Público Federal tem autonomia e independência garantidas pela Constituição que dão a seus membros apoio para que exerçam com desenvoltura suas funções.

Caso escolhida, o que a senhora fará para blindar e manter a Lava Jato? É preciso reforçar, manter o vigor de modo a dar um resultado célere e efetivo. Nos últimos dias, foi revelado que, apesar de a Lava Jato estar desvendando crimes de corrupção, a corrupção continuava sendo praticada. Não podemos retroceder quanto ao vigor naquilo que estamos fazendo.  A população apreciou que haja conclusões próximas ao início da investigação. Em muitos casos, o processo de investigação era eficiente, mas demorado. Celeridade e efetividade são ingredientes modernos do Ministério Público Federal e do Judiciário do Brasil.

Jucá procura Temer para articular troca da liderança do PMDB.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), procurou o presidente Michel Temer na noite desta terça-feira (27) após discutir no plenário com o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL). Os dois divergiram, principalmente, sobre a reforma trabalhista, em análise no Senado - Jucá é o relator.

Com o aval do presidente, Jucá já articula para esta quarta (28) a troca na liderança do PMDB.

Ex-ministro de Temer, Jucá colheu assinaturas na bancada, formada por 22 senadores, para destituir Renan do posto. Ele quer Garibaldi Alves (RN) na liderança do PMDB.

Renan irritou o governo ao ameaçar fazer trocas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que votará nesta quarta a reforma trabalhista.

Ex-presidente do Senado, Renan tem sido um dos principais oposicionistas do governo Temer desde que o presidente assumiu.

072 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Chagas Bezerra foi o maior empreendedor do nordeste no segmento de transportes de passageiros. Vendeu todos os seus bens e adquiriu um ônibus, e, numerou com o 101, meta estabelecida para alcançar, no que foi superada em muito. Ninguém fez mais, especialmente pelo Crato, do que Chagas Bezerra. Projetou a cidade nacionalmente, hospedou o presidente da Republica Jânio Quadros em sua residencia naquela cidade.

O Crato foi muito injusto e ingrato com Chagas Bezerra. Quando surgiu a proposta de batizar a Estação Rodoviária local com seu nome, o prefeito usou seu poder de veto, e, indicou um amigo pessoal seu, que nada fez pelo Crato em tempo algum.

"Historias de varzealegrenses", - termina sempre com uma dose de humor, o Chagas Bezerra quando foi registar a sua empresa na Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo o Secretario perguntou: Seu Chagas, esse negocio do senhor vai dar certo? - Ele respondeu vai, eu trago os iludidos e levo os desiludidos de volta.

Foto - Ideltrudes Matias Bezerra, esposa, Antônio Timóteo Bezerra, Chagas Bezerra, Presidente Jânio Quadros, Governador do Ceara Paulo Sarasate, Dr. Geraldo Lobo e o Deputado Filemon Teles, presidente da Assembleia Legislativa do Ceara.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Acusação dura - POR MERVAL PEREIRA.


A denúncia do Procurador-Geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer tem a linguagem típica do Ministério Público, órgão de acusação. Diante da comprovação de que não houve edição da gravação da conversa com o empresário Joesley Batista e, ao contrário, novos trechos confirmam e completam o entendimento de que ocorreram naquela noite no Palácio Jaburu tenebrosas transações que puseram nas mãos do então assessor Rodrigo Rocha Loures uma mala cheia de dinheiro de propina, o Ministério Público perdeu a cerimônia diante da figura do Presidente que, na visão de Janot, desonrou o cargo que ocupa.

A virulência do texto corresponde à gravidade da situação, que terá agora na Câmara seu canal Institucional de resolução da crise. Que pode ser o caminho tomado pelo TSE para supostamente preservar uma governabilidade em risco, ou preservar a instituição do Congresso, dando-lhe uma credibilidade que anda em falta.

Vários significados.

A condenação de Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, tem diversos significados dentro do que a Procuradoria-Geral da República estabeleceu ser o “quadrilhão”, o grande esquema de corrupção implantado nos governos petistas.

A própria condenação é um aviso para Palocci, que tem contra si ainda diversos outros processos. O juiz Sérgio Moro marcou posição na sentença escrevendo que interpretou a oferta do ex-ministro, em depoimento, de colaborar com a Justiça “mais como uma ameaça para que terceiros o auxiliem indevidamente para a revogação da [prisão] preventiva, do que propriamente como uma declaração sincera de que pretendia naquele momento colaborar com a Justiça".

A pena de 12 anos em regime fechado é um recado claro: se Palocci não admitir logo sua culpa, e se dispuser a uma colaboração com a Justiça que esclareça fatos ainda nebulosos, vai ser condenado novamente em outros processos, e quanto mais demorar sua decisão, menores serão os benefícios a serem conseguidos.

Pela legislação que regulamenta as delações premiadas no âmbito das organizações criminosas, a pena proferida antes do acordo só pode ser reduzida em 15%. Outro ponto interessante da sentença do Juiz Sérgio Moro é que ele refez uma posição que vinha adotando sobre o crime de lavagem de dinheiro, o que vai gerar muita discussão jurídica, mas, no primeiro momento, aumentou a pena de Palocci e pode atingir Lula no caso do triplex, cuja decisão está para ser tomada por Moro.

A Procuradoria da República pediu, em alegações finais, a condenação do ex-presidente Lula em regime fechado na ação penal do caso triplex, acusando-o de lavagem de dinheiro e corrupção, atribuindo-o papel de ‘comandante máximo do esquema de corrupção’ identificado na operação Lava Jato.

O juiz Moro diz em sua sentença que “vinha adotando a posição de que poder-se-ia falar de lavagem de dinheiro apenas depois de finalizada a conduta pertinente ao crime antecedente. Assim, por exemplo, só haveria lavagem se, após o recebimento da vantagem indevida do crime de corrupção, fosse o produto submetido a novas condutas de ocultação e dissimulação”.

No entanto, diz ele, depois de vários casos julgados, revelou-se que “a sofisticação da prática criminosa tem revelado o emprego de mecanismos de ocultação e dissimulação já quando do repasse da vantagem indevida do crime de corrupção. (...)

Este é o caso, por exemplo, do pagamento de propina através de transações internacionais sub-reptícias. Adotado esse método, a propina já chega ao destinatário, o agente público ou terceiro beneficiário, ocultado e, por vezes, já com aparência de lícita, como quando a transferência é amparada em contrato fraudulento, tornando desnecessária qualquer nova conduta de ocultação ou dissimulação”.

Da mesma maneira, se o juiz Moro considerar que o triplex do Guarujá foi reservado a Lula em pagamento a favores prestados à empreiteira OAS, como acusa o Ministério Público, também o imóvel, oficializado em nome da família de Lula, estaria legalizado como uma transação imobiliária normal.

Outro ponto fundamental na condenação de Antonio Palocci é que o Juiz Moro dá indicações seguidas em sua sentença de que não há dúvida de que o “italiano” das planilhas da Odebrecht era mesmo Palocci. Diversos diálogos entre executivos da empreiteira e o então presidente Marcelo Odebrecht indicam o que depois várias delações premiadas confirmaram.

E assim como o “pós-itália” é o também ex-ministro Guido Mantega, o que, aliás, já foi confirmado até mesmo por Palocci, que jogou a responsabilidade de liberar dinheiro da “conta corrente” com a empreiteira para seu colega de ministério.

Em decorrência dessas confirmações, chega-se à conclusão de que o “amigo” que aparece nas planilhas da Odebrecht era mesmo o ex-presidente Lula, fato, aliás, confirmado pelo próprio ex-presidente da empreiteira.

Além de liberar a fila para uma decisão de Moro sobre o triplex do Guarujá, pois os processos que têm réus presos têm preferência, a sentença de Moro dá diversas indicações de como procederá na sentença sobre Lula.

A Praça dos nossos sonhos - Memórias - Carlos e Magali.

Recebi do Dr. Carlos Eduardo Esmeraldo e  Magali de Figueiredo Esmeraldo  um exemplar   do livro de Memórias "A Praça dos Nossos Sonhos".

Li de uma tirada. Um histórico  que  precisa ser disseminado pelo conteúdo e legado exemplar que  contém.

Carlos e Magali, não desmerecendo os demais,  são o maior exemplo de família que conheço. 

Suas memórias enchem os seus amigos de orgulho pela dignidade e fidelidade presente em suas vidas.

Agradeço a Deus  por ser amigo do casal.  A  praça dos  sonhos deles,  para quem ainda tem a capacidade   de sentir saudades e ser feliz é também a "Praça  dos sonhos nossos".

Que Deus abençoe o casal, cubra  de saúde e paz sua família e ilumine sempre.

Recebam o mais sincero abraço - 

Antônio Morais e Família.


O que decidirá a sorte de Temer - Por Ricardo Noblat

A rigor, o presidente Michel Temer não precisa de um único voto para vencer na Câmara a batalha que definirá sua sorte. Os que desejam vê-lo pelas costas é que terão de pôr no plenário da Câmara 342 deputados dispostos a votar a favor da autorização para que ele seja processado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No total, são 513 deputados.

É difícil que tal coisa aconteça? Aparentemente, sim. Mas a oposição ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff enfrentou o mesmo desafio e venceu na Câmara e depois no Senado. Basta que vença na Câmara para que Temer, uma vez aceita a denúncia pelo STF, tenha que se afastar do cargo por um prazo de até 180 dias. Afastado, não voltará. Esqueça.

Para o público externo, os deputados haverão de decidir entre a inocência e a culpa de Temer no caso das acusações feitas pela Procuradoria Geral da República. Para o público formado pelos próprios deputados, não só. Trata-se de um julgamento essencialmente político. O que será melhor para o futuro de cada um deles? Que Temer fique ou que saia?

À luz das próximas eleições, o mais indicado será dizer ao microfone, em sessão transmitida para todo o país, que prefere a companhia de um presidente com 7% de aprovação ou que está de acordo com os 69% que desaprovam seu governo? Ou com os 76% que defendem sua renúncia? Ou com os 81% que pedem o impeachment se não houver renúncia?

Outro aspecto de um possível pós-Temer também será levado em conta pelos deputados. Quem poderá completar o mandato dele? Com o afastamento, assumiria Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente da Câmara. E governaria até que o STF concluísse o julgamento de Temer. Se Temer fosse condenado, o Congresso elegeria o próximo presidente.

Salvo se seu governo interino fosse um desastre, Maia seria o nome mais forte para suceder Temer em definitivo. Já é desde agora. E é por isso que o PSDB tem hesitado tanto em largar Temer de mão. Maia foi eleito presidente da Câmara com larga maioria de votos. Por mais que oficialmente neguem, até o PT e o PC do B votaram nele.

Diretas, já!, não interessa a nenhum dos grandes partidos, nem mesmo a alguns dos pequenos. Não estão prontos para disputá-las. Para permanecer no cargo, Temer aposta na falta de entendimento entre os partidos na hora de escolherem seu sucessor. É por isso que ele resiste.

101 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Foto - Capela da família Vieira no Sitio Cristo  Rei  distrito de Calabaça - Várzea-Alegre -Ceará.

Esta historinha eu ouvir de Raimundo Batista de Menezes que ouviu do seu tio Vicente Vieira da Costa, pai do nosso querido Padre Vieira.

Estou repassando pelo preço que recebi. Nem mais nem menos. Um caboclo da Carrapateira se casou com uma moça do Cristo Rei. Três semanas depois a mãe do rapaz foi lhe fazer uma visita. Você sabe como é o cuidado da mãe com o filho, o ciume, coitadas das noras.

Ao encontrá-lo se viu diante de um homem abatido, totalmente desfigurado. A mãe resolveu levar o filho ao médico. Quando o médico viu o estado do rapaz perguntou : O que houve com você meu amigo? 

Eu, me casei, estou de lua de mel, e o senhor sabe, né?

Eu vou lhe passar uma medicação e uma dieta. Você vai tomar o remédio direitinho, e, só vai fazer sexo nos dias da semana que tem a letra "R" ou seja terça e quarta feiras.

Quatro semanas depois, o sujeito saiu do banho bem cheirosinho, enrolado numa toalha e perguntou para esposa : Meu bem, que dia é hoje?

Ela respondeu - Eu pensava que tu sabias que hoje é "Sarbado".

Igrejinha da família Vieira do Cristo Rei, onde se deu o casamento.

Temer pede à Câmara que suspenda os pudores - Por Josias de Souza.

O traço mais vivo da gestão semimorta de Michel Temer é a tendência para o ineditismo. A partir desta semana, o brasileiro passa a conviver com uma anomalia jamais vista na sua vasta história de anormalidades: um presidente da República formalmente denunciado por corrupção. Em qualquer outro lugar do mundo, o fato produziria consequências gravíssimas. No Brasil, o governo esclarece que o anômalo é a nova normalidade. E segue em frente.

A caminho do caos, Temer atingiu o ápice da eficiência: ele mesmo violou as leis, ele mesmo forneceu a matéria-prima para sua delação, ele mesmo articula o sepultamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República na Câmara. Para livrar-se da abertura de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal, o presidente precisa ter do seu lado pelo menos 172 deputados. O Planalto estima que a milícia parlamentar de Temer ainda reúne algo como 240 cabeças.

O procurador-geral da República Rodrigo Janot revela-se convicto de que o presidente cometeu o crime de corrupção. Sua denúncia, como manda a Constituição, será remetida pelo Supremo Tribunal Federal à Câmara. Se o Brasil fosse um país lógico, os deputados representariam os interesses dos seus eleitores. E forneceriam os 342 votos necessários para autorizar a Suprema Corte a decidir se Temer deve ou não ser acomodado no banco dos réus.

Entretanto, uma das primeiras vítimas dos novíssimos tempos é semântica. O lógico virou apenas um outro nome para o ilógico. Quando chamam de normal uma conjuntura que condiciona a abertura de uma ação penal por corrupção ao aval de uma Câmara apinhada de corruptos, o brasileiro sabe que está numa crise de significado ou numa roda de cínicos.

Servindo-se das evidências que Temer lhe forneceu ao receber no escurinho do Jaburu o delator Joesley Batista, o procurador-geral gruda o presidente à figura de Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala. Janot realça uma passagem da gravação que converteu Temer em escândalo. Nela, Joesley, o “notório bandido”, pede ao presidente um interlocutor para tratar dos interesses de sua empresa no governo. E Temer indica Rocha Loures —filmado depois recebendo propina de R$ 500 mil.

Pilhado, Temer alegou ter indicado Rocha Loures apenas para se livrar de Joesley. Disse também que o assessor da mala, é um homem “de boa índole, de muito boa índole.” De vez em quando, as evidências gritam tão alto que é impossível não reagir. Mas Temer aproveita que um pedaço da Câmara também apodreceu para lançar mão de um velho lema mosqueteiro: ‘Um por todos, todos por hummm…” O presidente pede aos deputados que deixem tudo pra lá em nome da cumplicidade carinhosa que sempre assegurou a autodefesa do sistema.

O Datafolha informou no final de semana que o eleitorado está de saco cheio. A popularidade de Temer encontra-se rente ao chão: 7%. Dois em cada três brasileiros gostariam de ver o presidente pelas costas. Mas um pedaço da Câmara se dispõe a mergulhar numa fase de cochilo deliberado. Recompensados pelo Planalto com cargos e verbas, os deputados fornecerão a Temer o que ele deseja: uma suspensão tácita dos pudores morais.

Presidente da República denunciado por corrupção é uma aberração. Mas todos os integrantes da milícia parlamentar do governo combinaram não notar. Pelo menos por enquanto. 

071 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

Foto do Cronista esportivo Wilton Bezerra e o Craque Anduiá.

Não se pode negar que o Crato evoluiu muito em diversos segmentos, mas, um setor está bem mais acanhado e decadente que no final da década de 60 do século passado. 

O futebol era bem melhor, existiam varias equipes com craques nativos e um publico fidelizado. Hoje temos um bom estádio e nada mais.

Eu me lembro, da decisão do campeonato cratense de 1969 no campo do esporte. Embate entre o Shel e o Esporte. O arbitro foi o Anildo Batista do Nascimento, o conhecido Bode que também era vereador. Naquele tempo não existiam o cartão amarelo ou vermelho. O juiz sinalizava a retirada do jogador expulso com gestos ou palavras. 

No inicio da partida, lançaram uma bola para o Chico Curto que aplicou um "banho de cuia" no Pirrol seu marcador. Sibito levantou Chico Curto que caiu desmaiado com a titela no chão.

O juiz sinalizou a retirado do jogador de campo. Sibito revoltado deu uma bicuda que a pelota subiu e foi caindo feito um gavião peneirador em cima de uma ninhada de pintos, lá no cemitério.

Anduiá, capitão do Shel se achega do juiz e diz : Pois é Bode, você foi na nossa concentração, comunicou que é candidato, e, agora por uma besteirinha expulsa nosso jogador : Vai ter voto não.

O Bode, com a autoridade que lhe era conferida respondeu : Quem lhe falou que eu expulsei? Eu mandei ele ir buscar a bola.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Palocci é condenado na Lava Jato a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro

O juiz Sérgio Moro determinou o confisco de US$ 10,2 milhões e a interdição do ex-ministro de exercer cargo ou função pública pelo dobro da pena. Cabe recurso. Outras 12 

O juiz federal Sérgio Moro – responsável por ações da Lava Jato na primeira instância – condenou o ex-ministro Antonio Palocci (PT) a 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Outros 12 réus também foram condenados. Entre eles, está Marcelo Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht (veja lista completa mais abaixo).

A sentença é desta segunda-feira (26): leia na íntegra. Esta é a primeira condenação de Palocci na Lava Jato. O juiz entendeu que ele negociou propinas com a Odebrecht, que foi beneficiada em contratos com a Petrobras. Do total negociado, US$ 10,2 milhões foram repassados para os marqueteiros Monica Moura e João Santana, que atuaram em campanhas eleitorais do PT, segundo a decisão judicial. Cabe recurso.

Moro proibiu o ex-ministro de exercer cargo ou função pública e de dirigir empresas do setor financeiro, entre outras, pelo dobro do tempo da pena. 

E decidiu ainda o bloqueio de US$ 10,2 milhões, valor que será corrigido pela inflação e agregado de 0,5% de juros simples ao mês.

Palocci foi preso na 35ª fase da operação, batizada de Omertà e deflagrada em 26 de setembro de 2016. Atualmente, ele está detido no Paraná. De acordo com o juiz, ele deve continuar preso mesmo durante a fase de recurso.


070 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

O Beato José Lourenço.

O sinal para o fim do Caldeirão começou com a morte do Padre Cicero no dia 20 de Julho de 1934, aos 90 anos. A igreja católica reivindicou os seus bens e uniu-se as elites para destruir a comunidade.

Em 1936, uma reunião, em Fortaleza, de representantes da Diocese do Crato, da Ordem dos padres Salesianos, da Liga Eleitoral Católica, do Deops, da Policia Militar e do Governo do Ceará, buscava um pretexto para por o fim da comunidade.

Estavam todos assombrados pelo fantasma de Canudos, onde o exercito brasileiro fora seguidas vezes derrotado, até que, em l.897, promoveu o massacre de milhares de camponeses. Os participantes alegaram, também, o risco de o Caldeirão cair nas mãos de lideres marxistas.

O ataque foi definido, mas na hora da invasão o beato José Lourenço fugiu a Floresta da Chapada do Araripe.

De lá fugiu para o Exu onde veio a falecer em 1946 vitima de peste bubônica. Na morte a humilhação final. Seus seguidores carregaram o caixão por 70 km a pé até Juazeiro do Norte. Monsenhor Joviniano Barreto disse que não celebrava missa para bandido e não permitiu a entrada do corpo na capela.

Os seguidores então enterraram o corpo no Cemitério do Socorro. O beato José Lourenço sobreviveu a tudo e hoje é referencia de resistência popular e como defensor das mais simples aspirações do povo nordestino: a de fazer brotar a paz e fartura do solo árido do sertão

Temer convoca ministros e líderes do governo para reunião - Por Fernanda Calgaro.

Reunião foi convocada às vésperas da possível apresentação de denúncia contra Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com base nas delações da JBS.

O presidente da República, Michel Temer, convocou para o início da noite deste domingo (25) ministros e líderes do governo para uma reunião no Palácio da Alvorada.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não informou oficialmente, mas três dos convocados para a reunião confirmaram o encontro. A reunião foi convocada às vésperas da provável apresentação de denúncia contra Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com base nas delações de executivos da empresa JBS pelo crime de corrupção passiva. Para que a denúncia seja apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), necessita de autorização da Câmara dos Deputados.

Para o encontro, a partir das 18h deste domingo, foram chamados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Henrique Meirelles (Fazenda) e Torquato Jardim (Justiça), além dos líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE). Também está presente o advogado de Temer, Gustavo Guedes.

O prazo para o oferecimento da denúncia pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, termina na terça-feira (27), mas é possível que a peça seja protocolada nesta segunda (26).

A suspeita de corrupção é um dos pontos da investigação sobre Temer, que também inclui suposta prática de obstrução da Justiça e participação em organização criminosa. Como a investigação da Polícia Federal ainda não terminou, é possível que denúncias sobre essas outras suspeitas ainda sejam apresentadas posteriormente pela PGR.

Em sua defesa, Temer diz que "simplesmente ouviu" reclamações do empresário, sem conceder benesses do governo para ajudá-lo. O presidente tem negado todas as acusações dos delatores e afirmado que não renunciará ao mandato.

Mais cedo, Temer se reuniu neste domingo com a ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, e Moreira Franco. A pauta não foi divulgada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto

domingo, 25 de junho de 2017

Até tu, Mantega? Ex-ministro da Fazenda decide partir para delação e entregar Dilma

Fonte: revista ÉPOCA desta semana
Apontado como operador do caixa dois da ex-presidente e de outros petistas, ex-ministro da Fazenda procura advogado especialista em colaboração e manda recados aos procuradores
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, apontado como principal operador das propinas petistas a partir do governo de Dilma Rousseff, resolveu partir para uma delação premiada. Ofereceu à Lava Jato a ex-presidente Dilma e dezenas de campanhas petistas. As delações de Antonio Palocci e da JBS precipitaram a decisão de Mantega, implicado fortemente nas duas.

Mantega já mandou sua oferta inicial aos procuradores. Ainda está fechando com qual advogado tocará a delação. Por isso, as negociações estão no início. Os procuradores ainda não definiram se é o momento de aceitar a delação. Seja como for, esperam muito mais provas do que as já oferecidas por Mantega. Estão interessados em casos novos, especialmente envolvendo crimes no sistema financeiro – objeto da delação de Palocci – com uso de informações privilegiadas da equipe econômica petista.

A pré-delação de Mantega, no entanto, depende do andamento da delação de Palocci. Ambas se completam. Palocci pega Lula; Mantega pega Dilma. Os dois foram, em tempos diferentes, os principais operadores das grandes propinas do PT, seja no petrolão, seja no setor financeiro, seja nos bancos públicos. A delação de Palocci está em estágio avançado; a de Mantega, em pré-negociação. Pode demorar.

Nos últimos meses, Mantega já havia sondado procuradores com a intenção de colaborar. Mas se recusava a entregar fatos relevantes. Limita-se a confessar crimes já descobertos pela Lava Jato. Agora, segundo avaliação de procuradores, sua proposta é séria – ou parece ser, aos olhos dos negociadores.

Fábio Tofic, o advogado atual de Mantega, nega que tenha procurado o Ministério Público Federal para negociar uma delação. E diz que sairá da defesa caso descubra que outro advogado abordou os procuradores.

Uma pergunta que se tornou frequente: Se o Brasil tem uma dinastia, com príncipes e princesas, por que eles são tão pouco conhecidos?


   Porque depois da Proclamação da República, em 1889, nossa Família Imperial foi exilada do país e esteve durante mais de 30 anos proibida de entrar no território nacional. Foi o mais longo exílio imposto a brasileiros (agravado ademais porque se tratava de uma família que deu origem ao Estado brasileiro e tinhas muitos serviços prestados à Pátria). Muitos monarquistas foram perseguidos e mortos por governos republicanos, principalmente na presidência do alagoano Floriano Peixoto.

 Todas as Constituições republicanas, anteriores à atual, proibiam os monarquistas de se organizarem e atuarem livremente. Somente a Constituição atual, de 1988, suspendeu essa proibição. Durante quase 100 anos houve uma campanha de silêncio sobre os nossos príncipes. Nesse período, os livros escolares, manipulados e financiados pelos governos republicanos, quando falavam dos príncipes, sempre o faziam de maneira pejorativa, nunca reconhecendo o que a Monarquia realizou pelo país.

   O mesmo fazem ainda hoje muitos órgãos da grande mídia (a Rede Globo é exímia nisso), silenciando quase completamente o período glorioso em que o Brasil foi uma Monarquia bem sucedida e altamente respeitada no mundo inteiro.

    É esta a razão porque os descendentes de Dom Pedro II e da Princesa Isabel serem desconhecidos pelo povo.
Ilustração: A Proclamação da República (representada nesta obra montada por Benedito Calixto) iludindo a opinião pública de que o golpe militar de 15 de novembro de 1889 foi um evento  glorioso. A quartelada não teve participação popular e  iniciou um período de cem anos de perseguição aos monarquistas.

(Trecho baseado na cartilha ‘Direita? Esquerda? Siga o melhor caminho: Monarquia’, que está sendo distribuída pela Pró Monarquia – Secretariado da Casa Imperial do Brasil.
Mais informações sobre a cartilha:
https://www.facebook.com/CausaImperial/photos/pb.140092569363150.-2207520000.1439608579./945368792168853/?type=1&theater

ADEUS ILUSÃO - Ricardo Noblat - Reprise, se toca Temer!


A faxineira ética foi uma ilusão que durou pouco. Seu ex-companheiro de luta contra a ditadura de 64, único ministro que pode dizer “Dilma me ama”, Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, meteu-se com consultorias nada ortodoxas.

E como agiu Dilma? Mandou investigá-lo? Não. Mandou-o se explicar no Congresso? Também não. Ordenou: “Resista”. Nada demais. O quanto pode, Dilma segurou no governo os seis ministros que acabaram indo embora sob forte suspeita de envolvimento com corrupção. Digo: com malfeitos.

Se ela assim procedeu, revela-se agora apenas coerente ao orientar Pimentel a aferrar-se ao cargo. A fingir que está tudo muito bem, obrigado. Isso é lá comportamento de um presidente que proclamou sua aversão a desvios de condutas antes mesmo de subir a rampa do Palácio do Planalto pela primeira vez?

Está no seu discurso de posse: “Não haverá compromisso com o mal feito, a corrupção será combatida permanentemente”. Diante de indícios de que um auxiliar seu prevaricara, Itamar Franco, presidente da República, primeiro o afastava do cargo. Segundo mandava investigar os indícios. Caso eles ruíssem, chamava o auxiliar de volta.

Dilma? Bem que se esforçou para manter no governo os ministros abatidos por denúncias de corrupção.

Na última sexta-feira, ao desembarcar em Buenos Aires para a posse da presidente Cristina Kirchner, Pimentel limitou-se a declarar aos jornalistas: “Já falei tudo que tinha de falar. Todas as explicações foram dadas. Estou tranquilíssimo”. Não. Não falou tudo o que tinha de falar. Nem deu todas as explicações devidas.

Gilberto Carvalho, secretário-geral da presidência da República, socorreu Pimentel. “O governo está satisfeito com as explicações oferecidas pelo ministro até agora”, ditou. “Esclarecer o Congresso? Não vejo razão porque as denúncias são relativas a Belo Horizonte”.

Como é que é? Tem nova jurisprudência na praça? A intervenção de Gilberto soaria como piada se não tivesse sido feita a sério. Pimentel ganhou R$ 2 milhões em 2009 e 2010 dando consultorias em Minas Gerais e em Pernambuco.

Quer dizer que os fóruns competentes para ouvi-lo seriam as Assembléias Legislativas dos dois Estados? Por que não as Câmaras Municipais das capitais dos dois Estados?

Menos, Gilbertinho! “Se convocado, irei ao Congresso”, admitiu Pimentel. Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que dizem! Era só o que faltava – o Congresso convocar alguém para depor e o convocado não comparecer.Convidado pode recusar o convite. Convocado é obrigado a ir. Arrisca-se a ser preso se não for.

Pimentel joga com as palavras para confundir o distinto e distraído público. O governo joga com sua força para evitar que o Congresso convoque Pimentel. Mais de uma proposta de convocação será votada esta semana na Câmara dos Deputados e no Senado. A ordem de Dilma é para sepultar todas elas. Receia que Pimentel se enrasque mais um pouco.

São tantas as perguntas a exigirem do ministro respostas convincentes, definitivas... Por que, de início, ele revelou que tivera apenas três clientes? Depois citou um quarto. Que disse não ganhar o bastante para pagar consultorias. Mas que em seguida recuou e deu razão a Pimentel.

Por que com três dos quatro clientes ele não assinou contratos? Foram contratos de boca, contou o ministro. Sabe como é... Na base da confiança. Do valor do precioso fio de bigode. (Pimentel não usa bigode.)

Por escrito, só o contrato de dois anos no valor de R$ 1 milhão com a Federação das Indústrias de Minas. Pimentel não lembra quantas vezes esteve com o seu melhor cliente. Nem seu melhor cliente lembra quantas vezes o recebeu.

Diretores da federação cochicham que jamais souberam do contrato assinado com Pimentel. Ganha um bolo de rolo quem tiver visto Pimentel dando consultoria em Pernambuco. Onde estão os documentos capazes de provar que o serviço comprado a Pimentel de fato foi prestado. Não existem, simplesmente. Ou se existem Pimentel não quer exibi-los.

O comum em casos de consultoria é que se detalhem por escrito dias, horários de reuniões, locais, nomes dos participantes, temas discutidos, projetos apresentados, e por aí vai. Consultoria serve também para lavar dinheiro e montar Caixa 2 de campanha. Robson Andrade, ex-presidente da federação mineira, assim justifica a contratação de Pimentel: Quanto vale um dia de conversa com uma pessoa que tem conhecimento estratégico sobre como trabalhar com o governo, discutir questões tributárias, ações de crescimento nas indústrias?

Convenhamos: faz sentido. Assim como fez para os que contrataram Antonio Palocci – um dos coordenadores da campanha de Dilma e mais tarde chefe da Casa Civil. Ficou milionário. Pimentel, não. Na época em que ingressou no vantajoso e atraente mundo das consultorias, Pimentel era ex-prefeito de Belo Horizonte. Ambicionava o governo de Minas.

Por ordem de Lula, o PT apoiou Hélio Costa, candidato do PMDB à sucessão de Aécio Neves. Restou a Pimentel concorrer ao Senado. Perdeu para Itamar. Estava destinado a ser ministro de Dilma. Foi um dos coordenadores de sua campanha. Quem não pagaria caro para tê-lo como conselheiro?

Lula foi tolerante com autores de malfeitos. Dilma também, mas sem o sucesso dele. Nenhum dos ministros que abandonou o governo tinha com ela a íntima ligação que Pimentel tem. É razoável, portanto, que Pimentel acabe ficando. Ocorre que tudo na política cobra o seu preço. E algum será pago por ele, por Dilma ou pelos dois. Esperem para ver.