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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 31 de maio de 2011

MINHA GENTE - Por Claude Bloc

Dom Quintino é o porto onde ancoram os navegantes de Serra Verde. Muitos dos ex-moradores estão por ali como se o lugar não fosse tão longe de onde nasceram, como se o ar de Serra Verde chegasse até ali para afagá-los.

Na verdade, a distância é bem curta: 7 km ! Mas ali tem comércio, trânsito fácil para o Crato, vida quase parando e a simplicidade que lhes resta para levar a vida.

São Sebastião os protege. A amizade cria raízes e a alegria pode ser repartida com  sorrisos francos e hospitaleiros.

Os (re)encontros são sempre motivo muita conversa - fiada ou não - mas certamente o clima é festivo e a música faz a sua parte: desperta as lembranças de tempos melhores em que éramos em maior número e que festejávamos uma felicidade bem maior com nossos pais.

Domingo foi dia de estar em D. Quintino, no meio de minha gente.


A simplicidade vem à mesa...

Amizade de toda uma vida: Claude, Gil, Nina, Mundinha

Os manos: Mundinha e Toinho Dantas

Toinho, Tatuzinha e Maria (Dantas)
Amanda e Adriana (curtindo um som)
Claude Bloc

Melhor Postagem -Maio 2011.

Numa Casa do Sertão - Mundim do Vale.

Resultado:

Numa Casa do Sertão - Mundim do Vale = 07 indicações.

Sexta de Textos - Medo - Dr. Savio Pinheiro - 06 indicações.

As Almas da Rua do Capim - Mundim do Vale - 01 indicação.

Vida na Roça - Francisco Gonçalves de Oliveira - 01 indicação.



O SERTÃO FOTOGRAFADO - Por Mundim do Vale.

Um profeta anunciando
Que vem inverno pesado,
Uma banca de caipira
Na calçada do mercado,
Mel de engenho com farinha,
Prato de barro e quartinha
É o sertão fotografado.

Uma trempe no terreiro
Pra cozinhar um guisado,
Um tocador de rabeca
Tocando desafinado,
Um carpinteiro da mata
Colocando fundo em lata
É o sertão fotografado.

Uma carroça de lenha
Com um doido amorcegado,
Moça nova namorando
Com um velho aposentado,
Um caçuá de cabaça
E um pau de sebo na praça
É o sertão fotografado.

Um chapeado teimando
Com um vendedor de torrado,
Um sapateiro botando
Meia sola num calçado,
Um frango assado na mão
De um gritador de leilão
É o sertão fotografado.

Um matuto num comício
Com o braço levantado,
Um puxa-saco gritando:
- Viva o doutor deputado!
O deputado arredio
Com um discurso vazio
É o sertão fotografado.

Um romeiro viajando
Num pau de arara lotado,
A safadeza dos gatos
Namorando no telhado,
Numa esquina um raizeiro
Na outra esquina um santeiro
É o sertão fotografado.

Um muro quase caindo
Um carro de mão virado,
Uma bacia furada
Um urinol amassado,
Um porco fuçando um coxo
E um pé de peão roxo
É o sertão fotografado.

Um quadro do Padim Ciço
Com o Frei Damião do lado,
Um buraco de andaime
Com maribondo arranchado,
Uma panela vazia
E um giral sem serventia
É o sertão fotografado.

Numa sombra de oitão
Um bode velho deitado,
Na calçada da igreja
Um cego e um aleijado,
Um evangélico falando
Que Jesus está voltando
É o sertão fotografado.

Chamar alguém de pagão
Quando não foi batizado,
Moça fazer simpatia
Para arranjar namorado,
Coroa atrás de xodó
Pra sair do caritó
É o sertão fotografado.

Chá de boldo com macela
Pra quem tá com bucho inchado,
Do olho da goiabeira
Pra quem tá desidratado,
Um passe de pai de santo
Para afastar um quebranto,
É o sertão fotografado.

Um tiro de socadeira
Um vira lata assustado,
Letreiro numa bodega
“ Aqui não vende fiado “
Uma mudança da roça
Encima duma carroça
É o sertão fotografado.

Uma recua de menino
E a mãe naquele estado,
O pai com um na corcunda
E o mais novo pendurado,
Coisa assim de retirante
Que também é penetrante
É o sertão fotografado.

Soldador de caçarola
Vendedor de milho assado,
Catador de oiticica
Amolador de machado,
Um curador de bicheira
E um tirador de goteira
É o sertão fotografado.

Um cambista na calçada
Um sacristão encostado,
Um doido com dez centavos
Para jogar no veado,
Um vendedor de rapé,
Jogando no jacaré
É o sertão fotografado.

Um taco de rapadura
Um jerimum cozinhado,
Uma cuia de farinha
Para um pirão escaldado,
A miséria da carência
E a falta de assistência
É o sertão fotografado.

Um banho de alecrim
Pra velho com resfriado,
Um porrete de jucá
Pra aquietar um safado,
Um garoto desnutrido
Com o pescoço encardido
É o sertão fotografado.

Um padre na sacristia
Um rapaz ajoelhado,
Uma penitência grande
Pra redimir o pecado,
Um fiel com a sacola
Arrecadando a esmola
É o sertão fotografado.

O povo correndo atrás
De um burro desembestado,
Um menino dando língua
Da janela de um sobrado,
Uma rifa de um carneiro
Na calçada do barbeiro
É o sertão fotografado.

Sino tocando repique
Um anjo sendo enterrado,
A poeira na estrada
Quando é dia de finado,
Um beato cabeludo,
Descalço, sujo e barbudo
É o sertão fotografado.

Uma barraca de lona
Um lambe-lambe de lado,
Uma ruma de eleitor
Cada qual mais apressado,
Tudo tirando retrato
Por conta de um candidato
É o sertão fotografado.

Uma viúva chorando
Um corpo sendo velado,
Gente contando anedotas
Sem nem olhar o finado,
Pano preto na janela
Indicando a sentinela
É o sertão fotografado.

Uma corrida de jegues
Um Judas sendo enforcado,
Uma briga de comadres
Um porco sendo castrado,
Batizado de fogueira
E um fogo de caieira
É o sertão fotografado.

Escola funcionando
Faltando ainda o telhado,
O prefeito inaugurando
Entregue como acabado,
Um fiscal da educação
Presente a inauguração
É o sertão fotografado.

Um pingüim na geladeira
Um guarda sol pendurado,
Um cigarro na orelha
De um velho viciado,
Um devoto de São João
Descalço na procissão
É o sertão fotografado.

Um vendedor de pão doce
Com o ombro açucarado,
Uma madrasta perversa
Beliscando o enteado,
Um galego na janela
Querendo vender panela
É o sertão fotografado.

Pau da bandeira passando
Pelo povo acompanhado,
As pastorinhas cantando
Um bendito abençoado,
Padre juntando dinheiro
Na festa do padroeiro
É o sertão fotografado.

Uma quenga embriagada
Discutindo com um soldado,
Um velho com um ramo bento
Para tirar mal olhado,
Uma macaca indiscreta
Um padre de bicicleta
É o sertão fotografado.

Papagaio falador
Conversando no telhado,
Um vendedor de pitombas
Conferindo o apurado.
A meninada em fileira,
Pra comprar coco na feira
É o sertão fotografado.

Uma cabocla brejeira
Moendo café torrado,
Um caçador expichando
O couro de um veado.
Um idoso com bengala,
Falando cortando a fala
É o sertão fotografado.

Um vaqueiro reclamando
De um bezerro desgarrado,
Um pé de rebenta boi
Atrapalhando o roçado.
Doido fazendo careta,
Porque comeu malagueta
É o sertão fotografado.

Um conterrâneo chegando
De São Paulo endinheirado,
Com um relógio oriente
E um gravador de lado,
Falando: - Quanto que é,
Bicho, oh meu e qualé
É o sertão fotografado.

Metade da minha vida
Morei perto do roçado,
Hoje moro mais distante
Mas ainda estou lembrado.
Quando assisto cantoria,
Estou vendo com alegria
O sertão fotografado.

Meu verso faz muito bem
Urbaniza a boa mente,
Não dar espaço a alguém
De me achar indecente,
Isto faz com que eu faça
Mais versos pra nossa gente.

Mundim do Vale
Várzea Alegre-Ce.

Histórias de João Dino - Presente prá Mamãe.

Sou brasileiro. Amo o meu país. Adoro essa terrinha abençoada que me viu nascer. Humildemente reconheço que não somos o povo mais inteligente do mundo. Respeito os europeus, os americanos, os japoneses, os chineses, os coreanos etc., pelo sucesso nas grandes descobertas marítimas e espaciais, nas grandes invenções que vem melhorando a vida dos habilitantes do nosso planeta terra na indústria, na informática, na medicina, etc.

Entretanto, não serei humilde em afirmar que nas falcatruas e negociatas de 90% dos nossos políticos e na esperteza dos nossos estelionatários e ladrões, nenhum país do mundo vai conseguir nos vencer.

Num futuro muito breve o Brasil vai se destacar no cenário mundial como o campeão de insegurança pública. O cidadão de bem vai ter que viver confinado em residências e estabelecimentos comerciais super protegidos por grades de ferro, concreto armado, veículos blindados, cães adestrados, redes elétricas, micro-câmeras, guardas armados etc.

Felizmente, apenas alguns pequenos roubos atingem a mim e aos meus familiares. E às vezes são recheados de tanta criatividade que se tornam até engraçados.

Essa semana, eu e um amigo meu, fomos ludibriados por um estelionatário, de uma maneira que a gente fica até com vergonha de contar aos amigos ou procurar as autoridades policiais para fazer um B.O.

O desenrolar dessa história está em andamento. Vou deixar para narrar no JUANORTE quando o caso for concluído, porque até agora eu não estou admitindo que um larápio semi-analfabeto, tenha conseguido nos fazer de besta.

Caso verdadeiro e já consumado me aconteceu em maio de 1990, na antiga churrascaria “La Barranca”, localizada à margem esquerda do Rio Jaguaribe, na Cidade de Iguatu (CE). O proprietário dessa casa de show era na época o Sr. Gil Amâncio, meu conterrâneo. Ele testemunhou essa ocorrência.

Há três noites eu estava cantando festas em homenagem às mães. E como faço até hoje, em alguns momentos do show eu declamo poesias, canto diversas canções como: Mamãe - Aguinaldo Timóteo, Mãe - The Fevers, Minha mãe, minha heroína - Lindomar Castilho etc.

As fitas cassete gravadas ao vivo durante o show era uma boa fonte de renda. Quase todas as criaturas presentes na festa queriam adquirir, para levar de recordação. E eu interligava 6 tape deck. Gravava até 6 fitas ao mesmo tempo.

Há uma semana, por sugestão de um revendedor amigo meu de Cajazeiras, eu havia adquirido um novo tape deck que na época era o que havia de mais moderno no mercado: o aparelho gravava a fita cassete em velocidade normal, mas tinha uma outra função que reproduzia em apenas 10% do tempo para uma outra fita. Ou seja: uma fita cassete de 60 minutos era copiada em apenas 6.

Esse aparelho caiu do céu. Custou-me cinco vezes mais do que um aparelho comum. E como a procura era muito grande, eu já anunciava durante o show, fazendo o maior charme: quem quiser fita cassate gravada ao vivo, do show de hoje, é só aguardar um pouquinho que o meu mesário reproduzirá para você num tape deck japonês de última geração. Gravação de ótima qualidade.

Depois de cantar quatro horas sem intervalo, pela terceira noite seguida, estou eu dentro do ônibus da minha banda copiando fitas nesse sensacional e moderníssimo tape deck, para vender ao pessoal que pacientemente espera na porta do carro.

Tudo isso era mais um marketing comercial. O aparelho colocado sobre o painel do lado do passageiro do ônibus, e o povo assistindo o processo de gravação. Fazia-me lembrar daqueles vendedores de algodão doce que fabricavam o produto na cara do freguês, durante as festas de Senhor do Bonfim de Icó.

E os comentários eram inevitáveis: Que aparelho rápido da peste é esse rapaz... João Dino quanto foi esse aparelho?... Onde você comprou esse aparelho? Que coisa mais interessante... É muito bonito... É muito prático...

O cansaço querendo me dominar. Mas sempre muito carinhoso com o meu público, eu respondia com o maior orgulho: esse aparelho foi tantos U$... O Empresário de Cajazeiras Zé Grilo trouxe da Zona franca de Manaus... Foi o mesmo empresário que me vendeu o microfone sem fio japonês. Nessa época só João Dino e a Banda Show Terríveis de Natal usavam microfone sem fio.

O sol já estava despontando. Um rapaz mal vestido, de uns 25 anos de idade, cheirando álcool, visivelmente embriagado, forçou a porta e subiu o 1º degrau da porta do ônibus.

As pessoas que ainda estavam esperando quiseram se manifestar. Mas ele falou muito manso e todos compreenderam: Calma gente... Eu só quero que João Dino assine o nome dele aqui nesse pedaço de papel... Ele é o maior fã de mamãe... Ela só não veio para a seresta dele porque não tinha o dinheiro do ingresso... Mamãe está aniversariando hoje... Com certeza ela vai ficar muito feliz... Esse “Otógrafo” de João Dino vai ser o meu presente prá mamãe... João Dino escreva aqui nesse papel (O papel era aquele brilhoso de carteira de cigarro): Para D. Carminha Silva, com carinho sincero do seu filho Damião, e assine.

Ah meus amigos, nessa hora eu fiquei com os olhos cheios d’água. E não foi só eu não. Todas as pessoas que estavam assistindo aquela cena se comoveram com a humildade daquele rapaz. Querer apenas um autógrafo de um artista para presentear sua mamãe num dia tão especial. É nessas horas que a gente fica indignado ao pensar que num país tão rico tantas pessoas sofrem desse jeito, só por falta de vergonha dos homens públicos.

Todos ficaram esperando a minha atitude. E não poderia ser diferente. Estava evidente que eu iria dar de presente a mãe dele uma das fitas que eu estava acabando de gravar. Concluída a gravação a bandeja se abria automaticamente e liberava a fita copiada. Eu retirei a fita, coloquei sobre a cadeira do ônibus, peguei a caneta e fui autografar dedicando a D. Carminha Silva, com muito carinho... E lá estou eu escrevendo...

De repente eu ouvi alguns gritos e todas as pessoas correndo no rumo da barreira do rio. Devido ao cansaço e ao sono eu não estava entendo nada, fiquei assustado... E era mesmo difícil acreditar no que os meus olhos estavam vendo... No local onde estava o meu moderníssimo tape deck de última geração ficou só o buraco da tomada. O abençoado rapaz abraçou o aparelho com a fonte, com a caixa de embalagem, e desapareceu como um furacão ladeira abaixo.

Pense no movimento. No meio das pessoas que estavam esperando as cópias das fitas gravadas, tinha alguns bêbados: Ah, essa não... Eu quero a fita que eu encomendei... Não quero nem saber... Vamos pegar esse ladrão nem que seja no inferno...

Chamamos a polícia... Registramos a queixa... Resumindo: Ficamos até sete horas da manhã acompanhando os policiais, visitando a favela da beira do Rio Jaguaribe onde o rapaz se escondeu... Tudo em vão. Em vez do simples autógrafo D. Carminha ganhou foi o meu tape deck e a fita com a gravação original do show. Esso é: se Damião não vendeu o roubo antes de chegar em casa.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

A DIVINA COMÉDIA - Parte inicial - Por Vicente Almeida

Aqui começa a nossa história, escrita há 700 anos.

Alguem sabe ou já ouviu falar o que significa esta gravura?

Voltaremos a abordar o tema em dois dias!

30/05/2011

domingo, 29 de maio de 2011

Ser paciente.

De manha cedinho sai
Pru roçado trabalhar
Vai um filho lhe chamar
Deixa o serviço e vai
O menino diz papai
Mamãe ficou lá doente
Daí ele sai ciente
Que o almoço não está feito
E pra viver deste jeito
Precisa ser paciente.

O desafio é identificar o autor da decima. Poeta varzealegrense.

O segundo governo Dilma começa nesta 2ª feira -- Por Lauro Jardim

Começa amanhã um novo governo Dilma Rousseff. O primeiro iniciou-se no dia 1º de janeiro e terminou há duas semanas quando a Folha de S. Paulo revelou o lado superconsultor de Antônio Palocci. Depois de duas semanas nervosas, de intervenções extemporâneas de Lula e paralisia geral no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff posará amanhã sorridente (conseguirá mesmo?) ao lado de Michel Temer, pouco antes de embarcar para uma viagem rápida para o Uruguai. Na quarta-feira, almoça com os senadores peemedebistas. Um dia depois, repete a dose com a bancada do PTB.


Logo ela, que sempre preferiu almoçar no máximo ao lado de Palocci conversando sobre assuntos administrativos. Agora, terá que, sem dar chance para a indigestão, engolir uma dieta gordurosa com peemedebistas e petebistas à mesa. Todos eles com muita fome. Assim como, nunca se deve esquecer nem menosprezar, terá que domar os próprios parlamentares petistas que hoje, quase que unanimemente, a criticam pelas costas.



Dilma Rousseff tentará, assim, fazer algo que não gosta e, até aqui, revelou não ter aptidão: política. Tentará tomar as rédeas do governo agora que teve o seu principal articulador político baleado e viu, a contragosto, a entrada em cena triunfal de Lula na semana passada.



O governo Dilma da forma como se viu nos seus cinco primeiros meses, portanto, acabou no Caso Palocci. A nova fase inicia-se com alguma dose de descrença dos políticos que mandam de fato em Brasília e – pior para Dilma – sem aqueles cem dias de lua de mel e poucas cobranças a que todo governo tem direito no início. Dilma já começa essa sua segunda encarnação no olho do furacão.
Além dos desafios naturais de todos os governos, o mais urgente para ela é afirmar-se como chefe política. Lula, com sua aparição pirotécnica da semana passada, teve o poder de desidratar Dilma e diminuí-la. Ela passou em poucos dias de presidente a, de novo, gerente. Lula tirou-lhe a autoridade. Se sua intenção foi a de fazer políticos e população em geral crerem que ela não sabe governar sozinha, o resultado foi alcançado. Quem a conhece sabe o quanto isso a incomodou.



Dilma foi menos presidente nos últimos dias. A partir das reuniões desta semana tentará restaurar a autoridade arranhada. Não é tarefa fácil. Sobretudo por que terá que lidar na verdade com duas crises, a de Palocci e a do próprio governo. A crise Palocci, no limite, poderia acabar com sua demissão do governo. A outra, no entanto, não se resolve tão fácil.
Fonte: Lauro Jardim, na Veja online

CORDEL ENCANTADO - II - Por Mundim do Vale

O beato anda dizendo
Que o rei tá encantado,
Quando ele aparecer
O sertão será mudado.
Eu não sou nenhum vidente,
Mas tenho na minha mente
Que o rei, é o mascarado.

Miguezim sái conduzindo
Seu povo na multidão,
Dizendo que o Timóteo
É a figura do caão.
Mas vai vim o salvador,
Para proteger a flor
Açucena do sertão.

Timóteo ficou zangado
Com aquela situação,
Queria vê o beato
Era morto num caixão.
Pra completar a contenda,
Os colonos da fazenda
Fizeram rebelião.

O coronelzim queria
Fazer uma coisa ruim,
Deu ordem para Tibungo
Eliminar Miguelzim.
O capanga obedeceu,
Mas depois se arrependeu
E não conseguiu dar fim.

Tibungo fez o que fez
Mas a mãe não concordou,
Foi bater no cativeiro
E o beato soltou.
Tirou ele da palhoça,
Colocou numa carroça
E Miguelzim se salvou.

Jesuíno se deu mal
Quando Timóteo encarou,
Já tava quase vencido
Mas a cara não mostrou.
Tava quase descoberto,
Mas foi no momento certo
Que Doralice chegou.

Timóteo já teve baixas
Mas ficou pior ainda,
Só quem pode vê Antônia
É a criada Benvinda.
Nem na varanda ela vem,
Tá proibido também
A visita de Florinda.

A jornalista Penélope
Já chegou lá se achando,
Pegou o seu automóvel
E saiu atrás do bando.
Estava tão empolgada,
Que tomou banho pelada
Com Belarmino brechando.

Farid com três mulheres
Tá pra lá de Bagdá,
Neuzinha lá cobra um filho
Patira quer mais um, cá.
Penélope faz ameaça
E Farid pede a graça
Do seu protetor Alá.

Batoré tá mais confuso
Que leitão em caçuá,
Patácio manda que fique
Timóteo manda que vá.
Doralice fez carreira,
Virou uma justiceira
Com o nome de Fubá.

Os colonos entraram em greve
Timóteo mandou prender,
Dizendo pra Batoré
Que rico tem o poder.
Batoré um pau mandado,
Ficou desmoralizado
Mas teve que atender.

As quatro da madrugada
Antes do sino tocar,
Chega o grupo na cidade
Pra seu povo resgatar.
O grupo solta os roceiros
E deixa prisioneiros
Dois soldados no lugar.

Timóteo Cabral levou
Uma tremenda taboca,
Delegado Batoré
Também não gostou da troca.
O grupo da alvorada,
Soltou a sua cambada
Prendeu Rufino e Paçoca.

Por meio de um telegrama
Timóteo foi intimado,
Tem que ir a Formosura
Para atender ao chamado.
Ele diz que tem poder,
Mas vai ter que responder
Pelo cárcere privado.

O grupo de justiceiros
deixou Timóteo amarrado,
Quando ele pediu socorro
Chegou um ex empregado.
Tibungo chegou na hora,
O empregado caiu fora
Timóteo foi libertado.

Miguelzim disse a Timóteo:
- Quem está sofrendo eu pego,
Tou assistindo a Antônia
Na minha casa e não nego.
Sou mensageiro da paz,
E você, volte pra traz
Que a menina eu não entrego.

- Meu trabalho abençoado
É Deus do céu que conduz,
Os anjos me auxiliam
Mandando a divina luz.
Mas você é o coisa ruim,
Faça o favor de não vim
Aquí na Vila da Cruz.

Depois de feito o resgate
Pelo grupo justiceiro,
Jesuíno encontrou-se
Com o seu pai verdadeiro.
O pai tornou a dizer,
Que o filho tinha que ser
Um valente cangaceiro.

Tibungo cantou Lilica
Ela fez foi gozação,
Dizendo que não queria
Pucha-saco do patrão.
Que tinha um plano seguro,
Para casar no futuro
Com um conde ou um barão.

Lade Cecília brigou
Com o mordomo Nicolau,
Falou para a criançada
Que ele tem cara de pau.
Pois uma vez em Seráfia
Ele formou uma máfia
Para furtar rei Hulau.

Juca, Lilico e Cecília
Armaram lá um esquema,
Enganaram a cozinheira
E fugiram pro cinema.
Mas lá Genaro esqueceu
E o fantasma apareceu
Mudando todo o sistema.

Rei Augusto ordenou
A seu general Baldino,
Que faça investigação
Sobre o pai de Jesuíno.
Padre Joaquim descartou,
Banvinda nada falou
Do passado do menino.

Raimundo Menezes - 80 anos bem vividos.

Mês de Maio, mês de Maria, mês das virtudes, mês de Raimundo. Nascido no Sanharol em Várzea-Alegre aos 25 de Maio de 1931 Raimundo Batista de Menezes. O 06 de uma família de 09 irmãos, iniciou seus estudos nas escolas reunidas em 1941, onde aprendera a valorizar e muito a educação. Fez o ginasio em Cajazeiras entre 1947 e 1950, foi lá que também serviu o tiro de guerra. Sempre com uma visão muito forte sobre o estudo, transferiu-se para Fortaleza em 1951 onde cursou o segundo grau no Colégio Liceu do Ceara.

Com a perspectiva de enfrentar o mundo viajou para o Rio de Janeiro em 1954, indo trabalhar numa alfaiataria do seu primo Juquinha. Nos idos de 1958 tomara a decisão de votar para Várzea-Alegre onde havia a necessidade de fazer companhia a seus pais. Começa aí pelos desígnios de Deus uma nova trajetoria em sua vida. Em uma bela noite de céu enluarado no tradicional Forró dos Barreiros, conheceu Risomar que logo vira a se casar.

Desse matrimonio nasceram seis filhos: Aluisio, José Wilton, Neide, António Enio, Francisco Helder e Menezes. Vivendo e cultivando a vida com honestidade e honradez, sempre primando pela descencia e educação formou com muito orgulho todos os filhos.

Reconhecido como homem de inteligencia impar e exímio comerciante no ramo agropecuario nos orgulha com suas virtudes e ações, deixando um legado de infinita importância a ser seguido por nós, descendentes e admiradores deste grande homem, grande amigo e orgulhosamente grande pai.

sábado, 28 de maio de 2011

PALAVRAS & PALAVRÕES -PorMundim do Vale.

A palavra é formada pelo composto de vogais e consoantes.


A poetisa e educadora Flor das Bravas, adotou o nome PALAVRAS, para intitular o seu maravilhoso Blog.

Palavras ditas ou escritas por Artemísia ficam:

VERDADEIRAS, PEDAGÔGAS E OPOTUNAS.

Palavras ditas ou escritas por alguns políticos ficam:

DUVIDOSAS, TENDENCIOSAS e INOPORTUNAS.


Quando falo ou escrevo palavras, não me levem à sério,porque pode sair dalí um verso ou um causo.


Mas falando de PALAVRAS, eu vou contar uma discursão que se deu entre Chico de Munda e Assis de Pacim na terra do arroz.

Assis de Pacim dizia:

- Chico você num tem palavra.

- Pruque qui eu num tem?

- Pruque você deu a sua palavra qui ía levar o cachorro do meu pai prumode vacinar e quando acabar num levou.

- Ôxente ome! Eu inté qui fui. Mais o cacchorro do seu pai deu uma mordida neu e eu num levei mais. Mais você tombém num tem palavra não.

- Pruquê

- Pruquê você ficou de pegar a póica da minha mãe e levar pra cruzar cum o barrão de Vicente Justino e num levou.

- Deixe de bestágem Chico. Eu sou ome de palavra, quando eu cheguei na sua casa, a póica da sua mãe tava cumo bucho chei de bacurim, aí num teve mais pricisão.

A discursão proseguiu e as palavras passaram a serem palavrões, eu não posso dizer aquí quais foram, param não correr o risco das minhas palavras serem censuradas.

Oração de um medico.

Dedicado aos medicos - Savio Pinheiro, Rolim e Menezes Filho.

Senhor, permite me detenha um minuto,
Enquanto eu Te falo e minha propria voz escuto.
Trinta anos, hoje, que me entregaste a cruz
De rosas e de espinhos que minhalma conduz.

Longa e penosa tem sido a caminhada,
Somente em tua fé e em teu amor calcada,
Porque me ensinastes, Senhor, a repartir ao meio,
Com o meu coração, a dor do coração alheio.

Quando parti, sonhador, pelos caminhos do mundo,
Não pensava encontrar o labirinto profundo
Desta existencia tão ardua e cheia de miserias,
Que a dor da humanidade não conhece ferias.

Tu me fizeste nobre pela propria humildade,
Uma particula de Ti, por força da bondade.
Deste-me animo para, ao cair, levantar-me
E, na escuridão de qualquer desespero, encontrar-me.

Quantas vezes, sentindo de Tua Gloria o brilho,
Fiz voltar a mãe aflita a saude do seu filho!
Quantas outras, sofri a tristeza indiscritivel
Do triunfo que sonhei e não me foi possivel.

Ser medico, senhor, e ver ir-se para nunca mais
O filho que se ama, a dileta esposa, os proprios pais,
É dor tão profunda e tão pungente agonia
Que apenas as suporta o Coração de Maria.

Sob a chuva ou ao sol, ou perdendo o meu sono,
Eu cheguei, na vda, da primavera ao outuno.
Hoje...Os cabelos bancos, as rugas no meu rosto
São um sinal de Ti; alegro-me! Não tenho desgosto.

Dá-me forças, Senhor, para o restante embate
Pois o soldado valente é o que morre em combate.
E, quando chegar, por fim, minha hora, tambem,
Que estejas ao meu lado. Eu Te suplico. Amém.

Dr. Jose Ferreira.

MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc

Memórias
Claude Bloc



Me abrigo no silêncio
de tua ausência
e apenas sinto o frio
do teu não estar
Não sei de que falam
as palavras ditas/não ditas
Apenas deito-me
no silêncio que deixas
Esse silêncio
em que me sento
em que perco
em que me arrumo.

Só depois sossego
e me ponho a [des]arrumar essas lembranças
e [des]ordeno os sons dessa saudade
e me [des]faço nas minhas memórias
de/por ti.

Claude Bloc

sexta-feira, 27 de maio de 2011

045 - Historias de varzealegrenses.

Antonio Leandro Bezerra.



Antonio Leandro Bezerra, Antonio Leandro do Sanharol, quando moço decidiu ir a casa de Benedito André pedir Inacinha em casamento. Naquele tempo era assim, nãotinha conversa de querer iu não. Quando aparecia um pretendente o pai fazia o casamento. Mas, Benedito era muito moderno para epoca e consultou a filha que respondeu no ato: quero não.



Antonio Leandro deixava a casa, e, quando estava ha 100 metros de distancia ouviu um grito retumbate vindo de um quarto da casa: Eu quero! Era Carmelita outra filha de Benedito. O casamento foi feito e na missa de 60 anos de casados foram dados estes importantes depoimentos pelos dois diante dos filhos, netos e bisneto.



Carmelita - Nós não namoramos para casar, e, estamos casados ha 60 anos sem nunca ter uma briga.



Antonio Leandro - É bem verdade. Nunca brigamos porque eu não quiz, mas motivo os tive, voce os deu.


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Melhor idade? Tô fora, prefiro ser idoso! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Na última quarta feira, da semana que amanhã se encerra, tivemos, eu e Magali de realizar uma urgente viagem ao Crato, tudo dentro de um prazo inferior a 18 horas de ausência de nossa casa. Dado a urgência e não me ser possível um afastamento maior de minhas atividades, utilizamos o transporte aéreo, com passagens adquiridas no balcão do aeroporto e tarifa cheia. Somente nos desincumbimos da missão que teríamos quase às três horas da tarde, de modo que fomos obrigados a retornar via Recife, onde fizemos uma conexão para Fortaleza, aqui chegando às 19 horas.

Como embarcamos em três aeroportos diferentes, em todos três fomos convidados a ter prioridade no embarque sendo tratados como “pessoal da melhor idade.” Deu vontade de perguntar se “melhor idade” é sofrer reumatismos os mais diversos, tendinite, bursite, artrite, sinusite, labirintite, rinite, e muitos outros “ites,” além de catarata, hipertensão, diabetes, bico de papagaio, esporão de galo, joanete, osteoporose, e o que é pior: a perspectiva de que a partida definitiva está cada vez mais próxima.

Pois é distintas aeromoças, “melhor idade” é a das crianças, adolescentes e a de todos aqueles com menos de trinta anos. Por favor, deixem de imitar os americanos, pois eu prefiro ser tratado por aquilo que realmente sou. Um pobre beneficiário do estatuto do idoso, com alguns centavos de experiências a mais, e as regalias de me divertir pagando “meia entrada” nos cinemas, teatros e futebol, com a agradável surpresa de ouvir os porteiros me solicitarem a “carteirinha de estudante” ou documento de identidade que comprove que realmente já sou um idoso.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

OS PECADOS CAPITAIS
DO SERTÃO DE LAMPIÃO


O sertão globalizado
Fez o povo se sentir
Com a mente mais aberta
Para poder resistir
Pondo em sua consciência
O direito de ir e vir.

Nos idos de um passado
Pensava-se diferente,
Pois sem comunicação
O povo não era gente,
E sob os pés do poder
Era um bando de indigente.

A mais pura informação
Do homem simples do campo
Era o verso de cordel,
Que neste texto eu estampo,
Pois não existia TV,
Rádio, Jornal, nem o Grampo.

O pecado pioneiro
Que apareceu no sertão
Foi a IRA incorporada
Pelo bravo Lampião,
Pois a sede de vingança
Passou de irmão para irmão.

Essa briga começou
Por causa de um capataz,
Que de Lampião roubou,
De modo muito fugaz,
Um chocalho sem valor,
Que exterminou com a paz.

O vaqueiro pertinaz,
Que tanta encrenca arrumou,
Trabalhou pra os “Saturnino”,
Que a culpa lhe retirou,
Junto com o delegado,
Cujo dinheiro o comprou.

Travou-se, então, uma briga
Do povo de Lampião,
Pois a fúria dos “Ferreira”,
Fez crescer a confusão
Diante dos “Saturnino”
E as volantes do sertão.

O ORGULHO do poder,
A raiz do grande mal,
Fez daquele simples drama
Uma discórdia imoral,
Pois não havendo justiça
O bem perde a sua moral.

Existindo o preconceito
E a discriminação,
A injustiça social
Passeava no sertão,
Pois o rico e o poderoso
Manobravam o cidadão

O astuto desbravador,
Que avançava sobre a terra,
Tirava a vida do índio
Numa verdadeira guerra
Ou, então, o escravizava
À força, num pé de serra.

O negro sentia na pele
O orgulho do patrão,
Que o destratava na ponta
Da chibata e do facão
Explorando o seu trabalho
Sem a menor compaixão.

A GULA no sertão brado
Não era só pra comer,
Era a gula do dinheiro
Da ganância e do poder,
Que dava, apenas, a um grupo
O bom prazer de viver.

Nas fazendas e usinas,
A fartura era envolvente,
Onde os coronéis comiam
Todo banquete existente
Deixando para o roceiro
Só miséria, unicamente.

A gula estava presente
Também na fome que dava
No humilde trabalhador,
Que do roçado tirava
Mangas maduras e belas,
Que o seu instinto mandava.

Por conta deste costume
Puro, mas impertinente
Espalhava-se no campo
Por um chefe inteligente,
Que leite e manga, matava,
Até vaqueiro valente.

A AVAREZA do rico
Foi um fato verdadeiro.
Não ajudava a ninguém
E, apesar, de ter dinheiro
Transformava o povo humilde
Num submisso guerreiro.

O sofrimento externado
Pelo fiel sertanejo
Não vinha só do patrão,
Que lhe tirava o traquejo,
Mas também do governante,
Que só mandava o sobejo.

Outro pecado existente
De semblante muito feio
Era a INVEJA enrustida
Naquele seleto meio
Num desejo violento
De possuir o bem alheio.

Aquela inveja existia
No comando da nação
Provocando desavenças,
Mesmo no alto escalão,
Castrando, até, o poderoso,
Que não fizesse a lição.

O grupo majoritário,
Que ao povo não dava estudo,
Sentia a necessidade
De viver feliz, contudo,
Como só tinha a ganância
Dominava quase tudo.

Na senzala ou na favela
Existia uma aliança,
Onde o povo possuía
Um desejo de bonança,
Porém no poder central
Só se pensava em vingança.

A inveja sendo um pecado
Do ser que não tem talento
Dava vez à incompetência
Para formar um intento,
Favorecendo ao golpista
Parar o bom elemento.

Outra postura indecente,
Que provocou letargia,
Foi a PREGUIÇA existente
No ser que não produzia:
Um freio muito potente
Numa esperança, que havia.

Ela mostrava os seus dentes
Na boca do preguiçoso
Retirando o dinamismo
Da mente do esperançoso,
Tirando do sertanejo
O seu papel grandioso.

A preguiça física faz
A quebra da produção
Do produto da lavoura,
Que sai debaixo do chão,
Diminuindo a fartura
E a boa safra de grão.

Porém outra maldição
Que maltrata o capital
E leva o povo à pobreza
Destruindo em vendaval
É a apática emoção,
Dita preguiça mental.

Para um soberbo grupo
Preguiça não tinha vez,
Pois o agricultor sofrido
Um bom trabalho ele fez
Com coragem e com vigor,
Muito afinco e altivez.

Muita gente envolvia
O poder com sedução
Utilizando meninas
Para a prevaricação
Utilizando a LUXÚRIA
Para a sua diversão.

O assédio sexual
Dava a tônica no momento,
Onde grupos poderosos
Com mulheres ao relento,
Na ganância pelo sexo
Detinham forte argumento.

A posição hierárquica
Maquinava as seduções
Obrigando a essas mulheres
A omitirem filiações
Gerando filhos bastardos
Maltratando as gerações.

No frescor da inocência
Houve muitos casamentos
Onde uma irmã com um irmão
Recebiam sacramentos
Casando-se sem saberem
Desses maléficos intentos.

Esse padrão de luxúria
Tão presente na nação
Existia com frequência
Em qualquer situação:
Nos meios favorecidos,
No bando de Lampião.

Falando-se de luxúria
Outra maneira existia,
Pois quem não tinha mulheres
Abusava da ousadia
Exterminando o desejo
Fazendo zoofilia.

Pecado vem de “pecare”,
Cujo significado
Quer dizer errar o alvo,
Maculando-se culpado;
Transgressão religiosa
Também traz o seu legado.

Finalizo este poema
Sem ORGULHO ou AVAREZA,
Sem INVEJA, sem PREGUIÇA,
Sem IRA e sem esperteza
Sem a GULA da LUXÚRIA,
No seio da natureza.


Fim.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

BlogHumor - "Quem nunca errou que atire a primeira pedra" - Versão Dihelson Mendonça


Uma das mais interessantes passagens bíblicas é aquela do apedrejamento de Maria Madalena, em que Jesus interveio. Ouvi uma versão hoje que deixaria qualquer cristão de cabelo em pé, e que repasso para vocês:

Judeia, Ano 33 DC, mais ou menos às 16:30. Uma turma de Judeus repousa embaixo de uma árvore e discutem a programação da semana: "Já está quase na hora do apedrejamento, alguém quer ir ?" "Ora, apedrejamento tem todo dia. Vamos a uma crucificação ?", responde outro. "Eu não gosto, demora demais..." "Então vamos a um apedrejamento mesmo". E saíram todos procurando alguma sessão de apedrejamento vespertina, das muitas que existiam na cidade.

Ao passar por um dado local, viram uma mulher prontinha para ser apedrejada, e uma multidão que se acotovelava, cada um já com sua pedra na mão. Os judeus então, procuraram as melhores pedras, a fim de também participarem do evento.

Quando tudo já estava pronto, alguém começou a ler a sentença:

"Essa mulher foi pega em flagrante de adultério. Cumpre pela nossa lei que morra apedrejada"
"Morra! Que morra essa infeliz ! " gritou a multidão.
Quando já se preparavam para começar, eis que surge um homem de vestes brilhantes, que chamou a atenção dos presentes, e disse em voz alta:

"Eis que hoje eu vos digo: Aquele que nunca errou na vida, que atire a primeira pedra nesta mulher"

Ouvindo isso, um bêbado que estava ali presente, pegou a sua pedra e jogou, acertando bem em cheio a cabeça da condenada. Vendo isto, o homem de branco perguntou irritado:

"Oh rapaz! você não ouviu o que eu falei não ? Você nunca errou na vida ?"

E o bêbado respondeu:

"Doutor, dessa distância não, mas de 100 metros talvez eu até errasse..."

( autor desconhecido - Editado por Dihelson Mendonça )

Coisas Nossas, por Zé Nilton


Coisas Nossas, de Noel Rosa

Queria ser pandeiro
Pra sentir o dia inteiro
A tua mão na minha pele a batucar
Saudade do violão e da palhoça
Coisa nossa, coisa nossa

O samba, a prontidão
E outras bossas,
São nossas coisas,
São coisas nossas!

Malandro que não bebe,
Que não come,
Que não abandona o samba
Pois o samba mata a fome,
Morena bem bonita lá da roça,
Coisa nossa, coisa nossa

O samba, a prontidão
E outras bossas,
São nossas coisas,
São coisas nossas!

Baleiro, jornaleiro
Motorneiro, condutor e passageiro,
Prestamista e o vigarista
E o bonde que parece uma carroça,
Coisa nossa, muito nossa

O samba, a prontidão
E outras bossas,
São nossas coisas,
São coisas nossas!

Menina que namora
Na esquina e no portão
Rapaz casado com dez filhos, sem tostão,
Se o pai descobre o truque dá uma coça
Coisa nossa, muito nossa

O samba, a prontidão
E outras bossas,
São nossas coisas,
São coisas nossas!

Claro que Noel estava falando das imediações de seu tempo. Eu pretendo falar também de coisas nossas. Muitas coisas. Nossas e de outros que terminam por serem nossas. Vivemos hoje num largo com muitas geografias e muitas histórias. Mas não vou ser sacal nem professoral, no mínimo legal ao falar de (certas) coisas nossas.

Há um jeito de ser como coisas nossas, correndo por entre o sério e o formal por essas plagas, reveledor de nossa condição de "homo sociológicus" (êpa!), melhor, de produto e produtor de cultura no sentido largo e estrito.

Calma; só vou me enturmar a Mudim do Vale, Morais, Xico Bezerra, Magnólia, Claude, João Dino, Savio Pinheiro, Dr. Rolim, Vicente Almeida e tanto outros que escrevem curtindo as coisas nossas, de nossa terra e de nossa gente. É isso.

Aproveito para lembrar que continúo com o programa Compositores do Brasil, na Rádio Educadora, todas as quintas, de 14 às 15h. Hoje, o famoso João Teixeira Guimarães - João Pernambuco. Bom demais!

Fiquem com a voz do velho/novo Noel.

(Coisas Nossas, de Noel Rosa, com Noel Rosa, gravação de 1932, diz o Youtube, no entanto, Almirante, primeiro biógrafo de Noel, não registra a data da gravação.

Bom fim de semana.

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Chefe é chefe, manda quem pode...

Lula assume o comando (Editorial do jornal O Estado de S.Paulo)

Passados 144 dias de sua descida da rampa do Palácio do Planalto, Lula assumiu - se não o controle da administração de sua afilhada Dilma Rousseff - a condução política do governo. A volta foi ostensiva, deliberadamente ostensiva.

Não é que até então ele tivesse deixado de influir em decisões da sucessora, a começar da formação da sua equipe, enquanto dizia ora que ex-presidentes não devem dar palpites sobre o que fazem os novos, ora que não lhe estava sendo fácil "desencarnar" da Presidência. Mas a sua atuação se dava nos bastidores, mediante telefonemas e reuniões discretas. À parte isso, a sua agenda política se concentrava em levar o PT a lançar um nome novo - presumivelmente, o ministro da Educação, Fernando Haddad - para disputar a Prefeitura paulistana no ano que vem.

Anteontem tudo mudou. Diante do desastroso manejo do escândalo que se abateu sobre o titular da Casa Civil, Antonio Palocci, tanto por parte do governo do qual, segundo Lula, ele é "o Pelé", quanto por parte do partido onde o ex-ministro da Fazenda não é propriamente uma unanimidade, o primeiro-companheiro decidiu entrar em campo para comandar o time político.

Almoçou e posou para fotos com ar de comandante-chefe com 12 dos 14 membros da bancada do PT no Senado, os quais exortou a sair em defesa de Palocci de uma vez por todas. Revelado o fenomenal enriquecimento do ministro entre 2006 e 2010, quando acumulou o mandato de deputado com a atividade dita de consultoria, apenas 3 senadores petistas foram à tribuna se solidarizar com ele.

Lula não ficou nisso. Calejado no ramo do despiste desde a descoberta, em 2004, de que a Casa Civil do seu governo tinha um assessor parlamentar já flagrado cobrando propina, Lula deu duas ordens. Aos senadores e a tutti quanti, mandou bater na tecla de que o ônus da prova cabe a quem acusa - a imprensa e a oposição -, de que não há prova alguma de que o dublê de consultor e líder informal do governo na Câmara tenha feito fortuna ilicitamente e que, portanto, ele não deve explicações além das que deu à Comissão de Ética da Presidência.

Ao mais íntimo homem de confiança no Planalto, o seu ex-chefe de Gabinete e atual secretário de Dilma, Gilberto Carvalho, Lula mandou desviar o foco do problema, culpando o secretário municipal de Finanças de São Paulo, Mauro Martins Costa, principal aliado do ex-governador tucano José Serra na gestão do prefeito Gilberto Kassab, pela revelação dos ganhos auferidos pela Projeto, a firma de Palocci.

A Secretaria teria como estimar o faturamento da empresa a partir dos valores do Imposto sobre Serviços (ISS) que nele incidiam, à razão de 5%. Desde a primeira hora, atribuía-se o vazamento ao "fogo amigo" de petistas furiosos com os vastos poderes de Palocci no governo Dilma e em posição de bisbilhotar os dados fiscais da Projeto, em posse da Receita Federal. A questão, no entanto, é secundária perto das implicações dos presumíveis ilícitos que Palocci teria cometido.

De mais a mais, a muitos não escapou a ironia da corda em casa de enforcado: falar em quebra do sigilo fiscal do ministro lembra a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, ao qual ele ficou indelevelmente associado. De todo modo, o fato central na reaparição de Lula é o atestado da omissão política da presidente. O seu mentor precisou preencher a lacuna de sua ausência na crise que atingiu o cerne do governo.

A omissão poderia ser debitada ao desnorteamento de Dilma diante de um escândalo que ela não tinha preparo para enfrentar. Mas isso não é tudo. O que Lula ouviu dos companheiros senadores foram queixas sobre o alheamento político da presidente. Por soberba, inapetência, ou uma mistura das duas coisas, ela vem mantendo até os parlamentares de seu partido a uma distância incompatível com as suas necessidades.

Dilma delegou o diálogo ao seu superministro. Com ele nas cordas, o vazio ficou escancarado. Agora, será uma surpresa se Lula se limitar a reger o governo no caso Palocci. Se, falando do ministro, disse que "não dá para pôr o Pelé no banco", que pensará ele de sua própria condição de titular a que os fatos o reconduziram?

VELORIO

No velório, o viúvo recebe o abraço dos amigos:
- Meus pêsames. Ela vinha sofrendo há muito tempo?
- Sim. Desde que nos casamos.




quarta-feira, 25 de maio de 2011

AGENDA DE JOÃO DINO - SHOW CONFIRMADOS:

Dia 27.05 - Sexta-Feira - Centro Comunitário de POTENGI (CE)
Dia 28.05 - Sábado - Quadra Social - Distrito de Várzea da Ema - Santa Helena (PB).
Dia 04.06 - Sábado - Casa de Show Terreiro de Casa - Iguatu (CE).
Dia 10.06 - Sexta-Feira - Salão da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus - CRATO (CE).
Dia 11.06 - Sábado (RESERVADO) - Triunfo (PB).
Dia 12.06 - Domingo à Tarde - (RESERVADO) - Celeiro Campestre Clube - Conceição (PB)
Dia 25.06 - Sábado - Salão Paroquiall - São João do Rio do Peixe (PB) - Festa de Casamento. Apresentação para convidados.
Dia 02.07 - Sábado - Quadra Social do Sítio Pau D'arco - Poço de José de Moura(PB)-Festa de Padroeiro.
Dia 03.07 - Domingo - AABB- Uiraúna (PB) - Participação Humorista Adamastor Pitaco.
Dia 16.07 - Sábado (RESERVADO) Clube Recreativo Jatiense - Promoção Loja Maçônica.
Dia 30.07 - AABB-Cajazeiras (PB). Promoção Liga Esportiva Cajazeirense.

043 - Historias de varzealegrenses.

Severino da Betânia.

É minha vontade e desejo fazer uma visita ao ilustre varzealegrense Severino da Betania. Escutar uma boa historia e ouvir uma musica acompanhada do seu inseparavel violão. Não vai passar desse fim de semana.

Do Severino eu conheço a historia mais inusitada com relação as paixões politicas varzealegrenses. Quem conhece nossa historia sabe que o mandonismo dos Correia em Varzea-Alegre quase completa um seculo.

Mas, isto não quer dizer que durante este periodo eles não tenham recebido a oposição severa de ilustres contarraneos como Raimundo Inacio do São Cosme, Jose de Ana do Sanharol e Severino da Betania. Os Correia foram desbancados por Josué Diniz em 1962, perderam a eleição por miseros 47 votos. A partir de então houve uma alternância de poder.

Severino era um eterno preocupado com o retorno do puder as mãos do Clã Correia, e, ao saber da candidatura de Dr. Pedro Satiro para suceder seu Josué - vibrou: Ou beleza, ou beleza, pode não ganhar, de novo, mas faz um medo.

Um medo já era o bastante para Severino ser feliz. Tricas e futricas da politica.

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SEI LÁ

Enviado por Klebia Fiuza.

Durante o jantar, a patricinha anuncia para toda a família.
- Mamãe... papai... estou grávida!
- Como?! - pergunta o pai, embasbacado.
- Estou grávida!
- E quem é o pai? - pergunta a mãe, atônita.
- Eu sei lá! Vocês nunca me deixaram namorar firme!


terça-feira, 24 de maio de 2011

A parábola da indecisão

Havia um grande muro separando dois grandes grupos.
De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.
Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não querem saber de Deus.

E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:


- Ei, desce do muro agora... Vem pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?
Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:


-- É porque o muro é meu.

Reflexão: Nunca se esqueça: Não existe meio termo. O muro já tem dono.
Pense nisso!


Autor desconhecido / Postado por Armando Lopes Rafael

Um opúsculo oportuno e necessário -- por Napoleão Tavares Neves (*)

Do jornalista e escritor Armando Lopes Rafael, recebi e li o seu interessante e oportuno opúsculo Dr. Leandro Bezerra Monteiro – Centenário de Falecimento (1911-2011), biografando o grande cratense que foi líder católico e entusiasta monarquista.

Bacharel em Direito e neto do célebre Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro – contrarrevolucionário da Revolução Pernambucana de 1817 no Crato – o biografado de Armando Lopes Rafael foi um cratense de escol, infelizmente desconhecido das atuais gerações. Dr. Leandro Bezerra Monteiro (foto ao lado) iniciou sua carreira política em Sergipe, chegando a Deputado Estadual e, depois, Deputado Federal, migrando depois para o Rio de Janeiro, como era habitual naquela distante época. No Estado do Rio, teve destacada atuação na cidade de Paraíba do Sul, inclusive com intensos trabalhos sociais e jornalísticos.


Como Deputado Federal, teve destacada atuação na célebre “Questão Religiosa”, afetando a Igreja Católica e a Maçonaria com o sacrifício do virtuoso Bispo de Olinda, Dom Vital (foto à esquerda), sobretudo em 1873, quando Dom Vital foi preso e condenado a trabalhos forçados por imposição governamental do Visconde do Rio Branco (foto abaixo, à direita) , pertencente à alta cúpula do Governo Imperial.

Devo dizer que sempre tive especial interesse em estudar os meandros da “Questão Religiosa” nos tempos em que a Igreja Católica fazia parte do Estado no Brasil, tempos sombrios para a Igreja, quando os bispos e o clero, em geral, eram monitorados pelo Governo. A “Questão Religiosa” foi fruto deste tempo, quando a política interferia nas decisões da Igreja. Hoje em dia poucos se interessam por estes temas tão brilhantemente enfocados no opúsculo em tela.

Portanto, quem quer que queira saber tudo sobre a célebre “Questão Religiosa” que monopolizou os debates do Parlamento Brasileiro no fim do século XIX, não precisará mais consultar tratados políticos, mas, apenas, comodamente, ler as páginas 7 e 8 do opúsculo de Armando Rafael, Dr. Leandro Bezerra Monteiro, que enfoca tudo resumidamente e com admirável lucidez. Didática é ali!

Devo dizer que o grande Bispo de Olinda, Dom Vital Maria Gonçalves de Oliveira, virtuoso frade capuchinho, faleceu de traumatismo moral pela dura pena que lhe foi imposta pelo Visconde do Rio Branco, e somente foi anistiado por Dom Pedro II em 1875, e graças à interferência da sensibilidade da Princesa Isabel.

Solicito, encarecidamente, não confundirem o Visconde do Rio Branco com o Barão do Rio Branco, este sim, de inconfundível grandeza cívico-moral. Sempre repito: a “Questão Religiosa” foi a grande mácula do Governo Imperial do Brasil, infelizmente hoje pouco conhecida. Agora, sim! Igreja para cá, Estado para lá.
(*) Napoleão Tavares Neves é médico. Historiador, memorialista, cronista e escritor com vários livros publicados. Reside em Barbalha (CE).

Rosinha Indiferente - Trio Nordestino - Agripino Aroeira.

Em 1968, a turma do quarto ano ginasial do Ginásio São Raimundo contratou dois show com o Trio Nordestino, conjunto que despontava, a época, com grande popularidade. Na véspera do show fomos procurado pelo grande compositor piauiense Agripino Aroeira que queria apresentar ao conjunto suas composições. Entre elas "Rosinha Indiferente" que causou o maior sucesso de gravação na voz afinada do Lindu.


É eu morrendo de amor e ela sem me querer
É eu doido pra lhe ver e ela nem me enxergando
É meu amor aumentando e o dela nem existindo
É eu pra ela sorrindo e ela nem me ligando

É eu dela me lembrando e ela me esquecendo
É eu castelo fazendo e ela já derrubando
É eu com ela sonhando e ela de olho aberto
É eu chegando bem perto e ela se afastando

É eu falando bem sério e ela me debochando
É eu pra perto chegando e ela logo saindo
É eu doido lhe seguindo e ela se escondendo
É eu de paixao morrendo e ela nada sentindo

É eu querendo beijar e ela o rosto afastando
É meu amor lhe jurando e ela nem acredita
É eu lhe achando bonita e ela me achando feio
É eu lhe ver me "arrepeio" e ela nem se agita

É eu lhe beijando todo e ela sentindo o beijo
É eu ardendo em desejo, ela mais fria ficando
É eu de amor lhe falando e ela sem dar ouvido
É eu com mesmo sentido e o dela sempre mudando

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042 - Historias de varzealegrenses.

Antonio Rolim de Morais.

Na decada de 80 do seculo passado, o Deputado Otacilio Correia chegou a Varzea-Alegre em campanha para o seu segundo mandato parlamentar. Convidou Antonio Rolim de Morais para fazerem umas visitas no vizinho municipio de Farias Brito. Logo no primeiro contato, um suplente de vereador pediu um carro para fazer o transporte de pessoas, e, ficou certo de ser estudada a possibilidade da cessão de uma rural para o atendimento a população.

Quando Otacilio se retirou com Antonio Rolim, foram analizar o custo beneficio do investimento e decidiram por não atender, não valia a pena, nada de rural. Lá adiante, noutra casa, um casal de idosos solicitou um veiculo para levá-lo ao Canindé para pagar uma promessa.

Otacilio deixou a residencia bastante preocupado com o atendimento, e, perguntou para o seu coordenador politico: Antonio, o que podemos fazer para atender este casal? Antonio Rolim respondeu: Manda eles na Rural.

NO ONIBUS.

Num ônibus superlotado, uma mulher volta-se para um passageiro inconveniente: - O senhor quer fazer o favor de desencostar e afastar essa coisa volumosa que me está a incomodar?
- Calma, minha senhora. Não é o que está a pensar. Este volume é o dinheiro do vencimento que recebi hoje. Enrolei num pacote e pus no bolso esquerdo das calças.
- Ah! Então o senhor deve ser um funcionário exemplar!
- Por que?
- É que desde o embarque até aqui, o senhor já teve três aumentos salariais...


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Q. I - Enviado por Klebia Fiuza.

A moça entra na delegacia e anuncia:
- Acabo de ser violentada por um débil mental.
- Como tem certeza que era mesmo um débil mental? - pergunta o delegado.
- Certeza absoluta. Tive que ensinar tudo para ele.

Nossas crianças - Por Cesario Saraiva Cruz.

Um dia, um menino estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura.
Olhou para sua mãe e lhe perguntou:
- Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?
A mãe respondeu:
- Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um de meus cabelos fica branco.
O menino digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:
- Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?

domingo, 22 de maio de 2011

GOLA DE VIOLÃO - Por Mundim do Vale.


Uma vez Antônio de Romão, Edilmo Correia e Ferrim, estavam de madrugada na calçada da capela de Santo Antônio preparando uma serenata. De lado dos três um violão, um litro de cachaça Cariri e uma tigela de tripa de porco assada para tira-gosto.
Zé Vitorino ia passando para tirar o leite, viu os três deu bom dia e perguntou:
- Vão fazer uma serenata?
- Antônio de Romão respondeu:
- Vamos Seu Zé. O Senhor quer tomar uma bicada para despertar?
- Não Senhor obrigado.
Quando Zé Vitorino afastou-se um pouco, começou uma arenga de Edilmo e Ferrim, na confusão Edilmo bateu com o violão na cabeça de Ferrim que desceu até o pescoço.
Com o barulho Zé Vitorino voltou para ver o que estava acontecendo. Quando subiu a calçada viu Edilmo com o braço do violão na mão e o bojo feito um colarinho no pescoço de Ferrim. As cordas chegavam a confundir-se com os cabelos pichaim.
Vendo aquela arrumação ele perguntou:
- Desistiram da serenata?
Antônio de Romão disse:
- Não Senhor. É só Edilmo terminar de afinar o violão na cabeça de Ferrim, que nós vamos começar. Quer tomar uma para passar o susto?


Dedicado a Maninha e Aldenísio,

A COISA MAIS SEM PRECISÃO - Por Mundim do Vale

Enquanto a nossa amiga Fátima Bezerra, não adota o logim, eu parto na frente contando os causos da Praça Santo Antônio, que são muitos.

Uma vez num domingo de carnaval, Ferrim de Bastiana tava cantando e tocando pandeiro no Ingèm Véi em Várzea Alegre, fazia mais sucesso do que Babau do Pandeiro. De repente chegou um elemento bravo e cismou de acabar o samba. Chico de Zé pereira que acompanhava Ferrim no violão, botou logo a viola no saco e correu. Mas Ferrim continuou cantando e tocando pandeiro. O elemento mais forte do que o ministro da economia do governo Lula, deu um murro tão violento, que Ferrim caiu quebrando uma mesa e duas cadeiras. Com a queda do pandeirista o pandeiro desceu tocando só, até a bodega de Vicente Totô.
Ferrim constrangido com o acontecimento, desceu do Ingém Véi e foi contar o drama a Zé de Jorvino, debaixo da marquise da loja de Luís Proto.
Paulo de Santana tinha botado uma pedra de calçamento debaixo de um chapéu de palha, na calçada para fazer uma brincadeira com Araújo, quando viesse para o Cine Odeon. Mas antes de Araújo passou Arrozo que era mais grosso do que mineiro com dor de dentes. Arrozo cobrou a falta com um chute tão forte , que a pedra saiu tirando faísca de fogo na calçada. Quando Arrozo viu Paulo, entre Zé de Jorvino e Ferrim, mais desconfiado do que vendedor de armas, não precisou ninguém dizer quem tinha botado a pedra, ele já partiu com a mão fechada. Levou o murro na direção da cara de Paulo, que se abaixou no momento certo. Diz aí onde o murro foi acertar? Deixe que eu digo! Foi bem no meio da cara de Ferrim.
Com este segundo murro Ferrim desistiu do carnaval e se dirigiu para sua casa, que ficava atrás da capela de Santo Antônio. Quando passava de lado da calçada da capela com a cara muito inchada, João Doca perguntou:
- O que foi isso Ferrim? Tu tava tirando mel de italiana?
- Tu acha qui eu ia tirar mel num domingo de carnaval?
- E o que foi isso então?
- Nêgo véi. Isso foi dois murro qui dero im neu. Mais foi a coisa mais sem pricisão do mundo.


Dedicado a minha querida redatora do blog, a quem eu peço para alinhar o texto.

040 - Historias de varzealegrenses.

Dirceu de Carvalho Pimpim.

Não houve na historia de Varzea-Alegre, casal mais unido, mais exemplar do que Seu Dirceu e Dona Dosa. Em todos os sentimentos mais bonitos, puros e sublimes da vida, - como amor, carinho, afeto, respeito, grandeza humana, tudo isto o casal tinha de sobra.

Dizem, não sei se verdade, que já velhinhos, dona Dosa muita fraca, já em fase terminal, chegou para seu Dirceu e disse: Era tão bom, em Dirceu, que nós morressemos no mesmo dia, iamos para o céu, para a vida com a Deus, juntinhos - como sempre vivemos. Não Dosa, respondeu Dirceu, dá certo não, quem vai cuidar de nossas coisinhas? Melhor um ir na frente preparando a terreno e o outro ficar para ir depois.

Sabedoria antiga, tinha razão seu Dirceu. Quando os dois se ausentaram botaram a baixo até sua propria casa, um dos patrimonios historicos mais importantes de nossa terra.

aam

Nossas crianças - Enviado por Cesario Saraiva Cruz.

A menina respondeu:
- Estou desenhando Deus.
A professora parou e disse:
- Mas ninguém sabe como é Deus.
Sem piscar e sem levantar os olhos do seu desenho, a menina respondeu:
- Saberão dentro de um minuto.

ERRO DE CALCULO.

Enviado por Klebia Fiuza.

Com menos de um mês de casada, a filha única chega à casa da mãe, toda roxa:
- Oh! Mamãe, o Zecão me bateu!
- O Zecão? Eu pensei que ele estivesse viajando!
- Eu também, mamãe! Eu também!


MAIS QUE PALAVRAS...

Para quem circula pelas estradas do Ceará, um cenário contundente. Enquanto a beleza da paisagem passa pela janela, os solavancos vão acabando com os transportes e com a paciência da gente. Os passageiros não têm o devido sossego no transcurso da viagem e vão se retorcendo nas poltronas suspirando de impaciência. Os motoristas precisam de atenção redobrada e não podem nem sonhar em mudar a rota.

São aproximadamente 235km de Sobral a Fortaleza. Um percurso que, em tempo normal, levaria umas 3 horas e meia de carro no máximo. Hoje, pela BR222 cheguei ao destino com os "bofes de fora", depois de 5 horas e 15 minutos.

Há trechos que nem mais asfalto tem. Umirim, por exemplo, na sua passagem urbana da BR222, está completamente esburacada. É uma bagaceira total de lama, piçarra solta, buracos de todos os tamanhos, remendos mal feitos e poeira "comendo de esmola".

As fotos falam por si.

Trecho da BR222 -  nas imediações de Irauçuba

Trecho da BR222 -  nas imediações de Irauçuba (mais adiante)

BR 222 - trecho nas imediações de Itapajé (a caminho de Umirim)


Trecho da BR222 ( a 29 km de Umirim)

BR222 - trecho na saída de Umirim (na cidade ainda é pior)

Saída de Umirim pela BR222
Por Claude Bloc

sábado, 21 de maio de 2011

Antonio Palocci


Na tentativa de blindá-lo o governo ultrapassou os limites do bom senso e promoveu, através de suas lideranças no Congresso cena inédita de obstrução física a deputados, impedidos de entrar em ambiente de reunião política, conforme noticiam os jornais hoje.

O deputado gaúcho Rubens Bueno, líder do PPS, foi impedido pela Polícia Legislativa de entrar na sala da Comissão de Finanças e Tributação para evitar quórum à votação de requerimento de convocação do ministro para esclarecer seus negócios.

João Bosco Rabelo.


039 - Historias de varzealegrenses.

José Augusto de Lima Siebra.

Cada dia que vivo, mais surpresas tenho. Em Outubro completo seis décadas nos costados, e, esse soneto do José Augusto, que apresento a seguir, deve ter esse mesmo tempo ou mais, e, eu não o conhecia.

Feliz estou por duas razões: inicialmente por reconhecer a competência poética do José Augusto, nosso conterrâneo da Rajalegre e depois por poder contribuir com a divulgação de tão belo soneto.

Falar do canto do Xexéu é voltar aos tempos de criança, quando os nossos agricultores se alegravam, porque esse canto era sinal de chuvas, de inverno.

É prazeroso ser surpreendido como fui, com os poemas de José Augusto pela qualidade, pela beleza e sobretudo pela sentimento de amor, pureza dalma existente.

António Alves de Morais

Segue o soneto do José Augusto de Lima Siebra:


Alvorada.

De luz um raio aponta no nascente
Troa na mata o canto do xexéu
A noite se escondendo de repente
Deixa morrendo estrelas lá no céu.

Distende o manto o dia docemente
Cobrindo a natureza com um véu
Os passarinhos acordando de repente
Soltam no bosque um canto de troféu.

Vão morrendo as estrelas de hora em hora
A lua lá no céu desmaia e chora
A rosa nasce sobre o verde galho.

E o sol saindo lá do mar profundo
Mil encantos trazendo para o mundo
Marca as horas do dia e do trabalho.

aam