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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 28 de abril de 2009

Supremo ministro Joaquim Barbosa.

Naquele 22 de Abril de 2009, nenhum nobre navegante português ousaria nos"descobrir". Descoberto fomos pelos olhos e pela voz do primeiro negro que, com altivez e coragem, no topo da nau capitania do judiciário, admoestou o pretenso comandante.
Naquele 22 de Abril de 2009, não caberia um 7 de Setembro em que o filho do rei, futuro imperador do pais, daria gritos de independência as margens de um riacho qualquer; ao ouvirmos o brado da liberdade e da insubmissão da voz abafada do povo, silenciada por séculos pelos donos do poder, através de sucessivos crimes de lesa-cidadania "Respeite, ministro"! Vossa Excelência não tem condições de dar lição de moral em ninguém!
Naquele 22 de Abril de 2009, nenhuma princesa "bondosa" assinaria uma vaga lei que nos concedia liberdade, mas nos cassava a condição de cidadãos, proibindo-nos o voto, a escola de qualidade e trabalho digno. Presenciamos, sim, a abolição proclamada em nossas almas, 121 anos depois, pela voz corajosa de um Luiz Gama redivivo, encarnando todos os quilombolas massacrados e abrindo as portas de todas as senzalas: "Vossa excelência não está nas ruas; está na midia destruindo a credibilidade de nossa justiça".
Jorge Portugal.

Nunca.

" Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe de sua própria dor e renuncia. Uma coisa é você achar que está no caminho certo; outra é achar que o seu caminho é o único".
Paulo Coelho.

A quarta de, Antonio Alves.

João do Sapo do Sanharol tinha uma vazante de capim de planta na Lagoa do Ronca, guardada a sete chaves, para colocar aqueles animais em estado de maior carência, nas épocas de pouco pasto. Panqueca, a jumentinha de António Alves vivia dentro da vazante. Não havia cerca que a segurasse. João do Sapo combinou com António Alves de levar a Panqueca para a fazenda do Assaré prometendo trazer de volta no final do inverno. Na hora da partida de Panqueca, o Picoroto seguia montado no meio da cargo dos mantimentos servindo de guia. A seguir o rebanho bovino e por ultimo os vaqueiros Zé Dourado e Zuca Cunha puxando Panqueca pelo cabresto. Na passagem pela casa do António Alves, depois de observar a cena, o António metrificou:
Eu vou embora, pru Assaré
Só tenho pena de Antõe de meu tio Zé.
Cutucando com o badoque, oxente, oxente.
Me levando pra barreira, oxente, oxente.
Antõe de meu tio Zé, ou António de Zé André do Roçado Dentro costumava aceirar Panqueca na barreira.
A. Morais

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Antonio Alves, do Sanharol - Por Antonio Morais

Revendo e estudando a história dos descendentes de José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol, eu encontrei um que me seduziu e me fez seu fã. Não o conheci, quando nasci ele já era falecido. Trata-se do meu chará António Alves de Morais, ou António Alves do Sanharol, filho de Raimundo Alves de Morais e Ana Feitosa Bitu, a conhecida Mão Doar.

Cresceu e viveu entre primos afortunados e abastados, embora por ironia do destino, materialmente nada possuísse. Sua nobreza estava na resignação, na conformidade da bênção Divina e assim viveu a vida feliz como nenhum outro vivera. Casado com Dona Zefa, descendente de famílias dos Inhamuns António Alves deixou um legado, um rastro de exemplos para a posteridade. Convido você descendente de José Raimundo do Sanharol, a refletir um pouco sobre António Alves nestas historias e exemplos de humildade, resignação e sofrimento que passarei a narrar durante esta semana.

Das suas historias tiramos muitas lições e exemplos: os afortunados, os abastados e os prestigiosos tiveram o mesmo fim: sete palmos abaixo do chão. Como disse, o Blog do Sanharol vai dedicar esta semana a registrar as historias de António Alves em respeito a sua memoria, sua humildade, obediência ao destino e espírito de humor e alegria, coisas que o caracterizavam.

Eis a primeira delas:
António Alves tinha uma jumentinha e diariamente cortava uma carga de lenha, nas terras dos outros, e ia vender na cidade. Daí tirava seu sustento e de sua família. Um dia, quando o machado bateu, Manuel de Pedrinho, seu primo legitimo, homem de posses, entendeu que o António estava tirando lenha em sua propriedade e se dirigiu ao local. Quando chegou o António estava dois metros alem da cerca de suas terras. Não tendo o que dizer falou: Cortando uma carguinha de lenha né António? E você pensava que era na sua terra né Manuel! Respondeu ironicamente, o António em risos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Voltemos a Varzea-Alegre de Pé Velho.

Na década de 60, houve um inverno com chuvas alem do normal para a região centro sul do estado. Depois de uma chuva de 150 mm, uma pedra escorregou do topo da Serra Negra deixando por onde passou um rastro de destruição que ainda hoje, 48 anos depois, não criou nova vegetação e está lá para quem interessar ver.
José de Sousa Lima, o Pé Velho, foi convidado para trabalhar no sitio Riacho do Meio de propriedade do Senhor Leopoldo Cassundé, Leó, colhendo algodão. O trabalho era remunerado de acordo com a produção de kls diarios colhidos. Dois dias depois, Pé Velho estava de volta a sua casa no Sitio Buenos Aires, onde morava, pertencente ao Sr. Fatico. Questionado porque voltou, se o plano era passar um mês colhendo algodão, o Pé Velho se negou a apresentar qualquer razão. Depois de muita insistência do Fatico, Pé Velho resolveu revelar a razão de sua desistência: "Fatico, foi por causa qui a pedra de 10 kls de Leó é aquela que escorregou da Serra Negra! Num tem ome no mundo que consiga apanhar uma trouxa com 10 kls de peso".
A. Morais

O Cara, de pau.

O deputado federal Nelson Pellegrino do PT, relator da CPI dos grampos acaba de inocentar o Protogenes, o Paulo Lacerda, e o Daniel Dantas.
Grande Pellegrino,
Grande PT
O que é o destino
Quem te viu, quem te ver.
"Talvez por estas e outras, o jurista Dalmo Dalari compara a uma "briga de moleques de rua" o bate boca dos ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Mas analisa que naturalmente, a responsabilidade maior é do presidente Gilmar Mendes, um exibido exagerado em busca de holofotes, em busca da imprensa. Alem da vocação autoritária do Gilmar Mendes que não é novidade, Ele pratica o coronelismo no Supremo, o que é absolutamente errado". Afirma Dalmo Dalari.
Da câmara o cara de pau deverá seguir para o senado e depois o solene encontro com o Cara e então terá visitado a pocilga toda.
A. Morais

José Dirceu/Ciro Gomes.


" Ele, Ciro Gomes, não admitiu nada expontanemente, simplesmente a informação sobre uso que ele fez de uma passagem para uma filha veio a publico e está comprovada. Logo é diferente se ele admite ou não".

Zé Dirceu.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Lá fora, não há perdão.

" Atenção! Você está saindo do país do perdão. Se tiver menos de 18 anos saiba que se matar alguém ou vender drogas poderá ser preso, condenado a prisão perpetua ou até a morte".
Se a competente diplomacia brasileira quisesse realmente exercer a sua função de proteger os brasileiros no exterior, deveria exigir que um aviso como o escrito acima fosse colocado em todos os portos e aeroportos internacionais do país. Talvez com isso reduzisse o brutal contingente de brasileiros presos no estrangeiro. Só os conhecidos são cerca de quatro mil, mas o Ministério das Relações Exteriores calcula que sejam algumas vezes isso, pois um grande numero de pessoas não comunica a embaixadas e corpos consulares a respeito de suas prisões, por vergonha dos familiares. Dentre os brasileiros presos há condenados á morte e a prisão perpetua. Esses nossos patrícios, acostumados a nosso magnânimo sistema legal e judiciário, viajam para o exterior sem qualquer noção da falta de generosidade das leis e da justiça dos demais países. Não sabem que alem do Brasil, apenas, Venezuela, Colômbia e Republica do Guiné tiveram uma evolução do Direito Penal que levou ao estabelecimento da maioridade penal apenas aos 18 anos. Também não sabem que em nenhum outro lugar do mundo se institucionalizou a misericórdia integral, pela qual os criminosos condenados podem cumprir 1,6 a 1,9 de sua pena. Os desenformados viajantes patrícios, habituados ao robusto humanismo de um sistema criminal como o nosso, que leva por exemplo: um ator de TV a matar junto com sua namorada sua colega de novela com 18 tesouradas a cumprir apenas 7 anos de prisão. Um jornalista a assassinar a sua colega com um tiro pelas costas e outro com ela já caida no chão, confessar o crime e permanecer solto a quase 10 anos. Um promotor de justiça a ser condenado por ter matado sua esposa gravida de sete meses e permanecer foragido também a cerca de 10 anos, e outras bonomias repressivas semelhantes, correm o resco de, na desagradável circunstancia de terem que matar alguém no exterior, cumprirem penas terríveis e condenações.
Em Novembro ultimo, um carioca foi condenado a morte na Indonésia por tentar entrar no país com 15 kgs de cocaína escondido no equipamento de vou livre. Em Jacarta um paranaense foi condenado a morte, preso com 6 kgs de cocaína escondido na sua prancha de surf. Em outros países não existem os nossos tão generosos indultos , como o de natal, quando se solta para a bela noite natalina uns tantos facisnoras que fingiram bom comportamento para sair, sendo que a maior parte deles não retorna e as vezes assalta e mata antes de sumir. É claro que este nosso pais do perdão é o paraíso para todos os bandidos do mundo de, Ronald Bigges a Cesare Battiste, como há muito tempo ja se desconfiava.
Assim ter nascido aqui já dá ao cidadão uma sensação genética de perdoado, de anistiado. Mas esse DNA de impunidade levado a terras estrangeiras pode resultar em desastre.

Mostrou o pau sem ter matado a cobra.

Certa vez Maria de Lourdes Sobreira ia para o Sanharol, quando chegou na cabeça a ladeira de Pedro Beca, avistou uma rodia de cobra cascavel pronta para o ataque. Muito assustada Maria desceu a ladeira mais ligeiro do que noticia de separação de casal. Quando chegou no pé da ladeira, encontrou Zé Terto com um landuá na mão. Muito cansada Maria pediu: Zé Terto meu fi, me faça um favor! Qualo? Vá lá no aceiro daquela cerca e mate uma cobra que tem lá. É pra já. Terto pegou uma vara da cerca e foi até o local mas não teve coragem de encarar a cobra. A cascavel jogou um bote, ele soltou o pau e correu muito mais rápido do que Maria tinha corrido. Maria não gostou da covardia do seu salvador e começou logo a fazer ofensas: Deixa de ser mole nogo frouxo. Tu queria era sentar na cobra? Parece que não é ome? "Êpa! Num venha me insculhambar não. Eu sou preto mas sou ome. Quer saber se eu num sou ome? Arrepare aqui"! Dizendo aquilo, ele arreou o calção e balançou os pissuidos. Foi nessa hora que ela viu a coisa preta. Depois daquela cena Maria saiu indignada e foi fazer queixa a António Costa, que era o Delegado Civil de Várzea-Alegre. O delegado mandou que um soldado fosse buscar o sujeito para ser interrogado. Quando Zé Terto chegou o delegado fez a inquirição: Zé Terto eu tenho uma denuncia muito grave contra sua pessoa. Foi verdade que você mostrou o "dito cujo" a Maria de Loudes? Foi divera seu Toim! Mas foi pruque ela me insculhambou, me chamou de nego frouxo e dixe qui eu num era ome, ai eu amostrei, que era prumode provar qui sou ome". Pois eu vou lhe dar cinco dias de xadrez! Depois da prisão, Borboleta que era amigo do preso, saiu correndo e foi até a ANCAR para contar a Nicacia, que era irmã adotiva de Zé Terto. Nicacia saiu a procura de António Costa e quando o encontrou perguntou: Seu Toim! O que foi que Zé Terto fez para o Senhor botar ele na cadeia? Ele mostrou o pau sem ter matado a cobra! Respondeu o delegado.
M.V.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ana Micaely de Morais Menezes - Parabéns.

Mamãe!

Feliz aniversário.

Neste 21 de Abril, dia de seu aniversario, pedimos a Deus que lhe dê muita saúde, paz, muitos anos de vida e muita paciência para cuidar de nós com todo esse seu carinho, entendendo as nossas proezas. Deus lhe abençoe e lhe faça muito feliz.
João Pedro e Aluísio.
Várzea-Alegre, 21 de Abril de 2009.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Nordestino sim, pobre não.

Tenho escrito alguns textos falando da politica praticada atualmente no país. Quem os lê deve imaginar que sou um anti-PT ou um anti-Lula. Não, meus amigos, não sou. Assim eu teria que ser um pró Collor ou um pró FHC e, eu absolutamente não sou.

Esperava do Lula, apenas o que ele prometia: Acabar com os vícios de seus anteriores. O que vemos? O pais está mais contaminado pela desordem. Como eu sei que o Cara é muito querido, não escrevo mais. Temo perder mais alguns amigos e vê-los se afastarem porque faço mal conceito de um nordestino pobre.

Semana passada, estive com um medico cratense radicado no Norte do Pais, que tem fazendas no Pará e ele me disse que é vizinho de uma das fazendas do filho do Lula e que os gerentes e capatazes afirmam que já são 700 mil bovinos o rebanho total das propriedades e que a meta para 2015 é alcançar os 1.000 milhão.

Dizem e não pedem segredo. O Cara continua nordestino, pobre não. Vou continuar contando as historinhas de minha terra, pelo menos elas não vão fazer perder amigos. Dedico esta ultima postagem politica ao Ex-senador Mário Covas o politico mais honrado que conheci nos tempos da nova republica. Só uma coisinha: ouça com atenção o que diz a Ana Carolina.

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sábado, 18 de abril de 2009

Reflita.

Millôr Fernandes lançou um desafio através de uma pergunta: Qual a diferença entre o politico e o ladrão?
Caro Millôr, após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: A diferença entre o politico e o ladrão é que o politico eu escolho, o outro me escolhe. Estou certo?
Fabio Viltrakis - Santos - São Paulo.
Eis a replica do Millôr.
Puxa, Viltrakis, você é um génio... Foi a única que conseguiu uma diferença.
Parabéns.

Se vier chuva eu aviso.

Em 1967, alguns estudantes que estavam de férias em Várzea-Alegre, resolveram fazer um programa no bar do Herculano Sabino, que fica no sitio Sanharol. Pegaram um Jeep e foram levando com eles, Zé de Lula Goteira, um moreno engraçado que por algumas bicadas de cana animava o ambiente. Na volta, quando passavam na curva de João do Sapo, o jeep capotou e só quem se machucou foi exatamente o Zé, que fraturou um braço. Os colegas se omitiram, viajaram para Recife e Fortaleza onde estudavam e por conta disso Zé sofreu muito. Basta dizer que ele ficou com medo até de carro de mão. Exatamente 30 anos depois, 1997, Zé estava na casa de Raimundo Bitu, no dito Sanharol, quando Gustavo Correia apareceu num opala indo para cidade. Como Gustavo vinha só e viu que o Zé ia para cidade ofereceu carona. Zé rejeitou de pronto, dizendo que só ia mais tarde, mas Gustavo sentiu que ele estava com medo, e começou a argumentar dizendo que o sol estava quente e que o medo dele de caro era besteira porque não é todo dia que vira carro. Depois dos argumentos Zé resolveu aceitar a carona. Entrou no carro desprezando o banco dianteiro e ficou de cócaras no banco traseiro, exatamente atrás do banco do motorista com as duas mãos sobre o encosto do banco. Quando passavam na curva de João do Sapo, Gustavo colocou o braço esquerdo sobre a porta deixando a mão de fora do carro para descansar. Nesse momento Zé de Lula gritou: " Ei moi de chife! Pode guiar cás duas mão" que se vier chuva eu aviso.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Estatisticas.

Li no Blog do Crato, numa postagem do Dihelson Mendonça, um comparativo de dados dos governos Fernando Henrique e do Lula. Achei interessante e estou reproduzindo no Blog do Sanharol.

Despesas do Gabinete:

Fernando Henrique 1995 - 38.40 milhões.

Lula 2004-372.80 milhões.

Numero de Funcionários no Palácio:

Fernando Henrique - 1.1 mil.

Lula - 3.3 mil

O Lula passou de 27 para 55 assessores especiais diretos.

Fome Zero.

No Palácio do Planalto funciona mesmo: de acordo com o processo de lecitação 001140.000.226/2003-67 publicado no Diário Oficial da União previu compra de 149 itens para o Palácio: eis algumas delas:

Sete toneladas de açúcar.

Duas toneladas e meia de arroz.

Does mil vidros de pimenta.

35 mil latas de refrigerantes.

2.250 kg de café em pó.

Duas toneladas de cebola.

Três toneladas e meia de batata.

Dois mil e quinhentos rolos de papel higiénico.

24 botijões de gás de cozinha por dia.

Fonte Blog do Crato/Diário Oficial da União.

Comentário do Blog do Sanharol:

O que não há como comparar é a dignidade, decência e honradez de Dona Ruth Cardoso com o passado da Dilma Roussef. Diante do que a Dilma foi capaz de fazer com Dona Ruth não se admirem depois, do que poderão fazer ao casal Lula, material existe, quem faça também. Com relação as comprinhas apenas uma se torna plenamente justificável: o papel higiénico: pois o Lula vive dia e noite "dando cagadas" por onde passa.

A. Morais

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cochilo.

O meu primo, Raimundinho Piau, pensa que eu não sei as Dele. Ah, sei sim. Boa parte dos causos aqui postados foi enviado por ele. Mas esse causo talvez o surpreenda. No final da década de 60, Numa festa no Creva Antigo, quando a barra quebrava e o Pedro Sousa estava para encerrar a festa, Ze de Zuza começava a baixar as portas do Bar, chegaram e se abancaram Raimundinho Piau, Zé Bezerra e Zé Gatinha. Pediram uma gelada e marcaram o tempo no relógio da parede e passaram a jogar sinuca. A despesa da sinuca era paga conforme o tempo jogado. Zé de Zuza, o dono do Bar, deu um cochilo e o Zé Gatinha foi ao relógio e voltou o ponteiro em meia hora. Lá para o terceiro cochilo o Zé de Zuza acordou com o Zé Gatinha com a mão na massa, ou seja no ponteiro do relógio, então perguntou: meninos, se eu der mais o cochilo desses quanto eu vou ter que pagar pra vocês no fim desse jogo? Raimundinho uma musica para refrescar a memoria e fazer você lembrar as proezas e matar a saudade dos velhos tempos.

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O extravio dos lanches.

Na década de 70, o meio de transporte mais utilizado para o deslocamento das pessoas era o ónibus. De Várzea-Alegre, partiam mensalmente dezenas de pessoas para São Paulo, especialmente para São Bernardo do Campo. Zezito Bezerra em sociedade com Paulo Leonardo e Ozorio Ribeiro fundaram a Expresso Real Caririense, empresa que atuou por muito tempo na atividade de transporte de pessoas para o sul do país. Dois primos legítimos, nascidos no Sanharol, em Várzea-Alegre, trabalhavam na agência de São Bernardo: Bitu e Benedito. Há quem diga que o Sanharol é a terra do fuxico, eu já entendo que os de lá dão mais preferência as futricas da politica, mas vá lá que seja mesmo o fuxico a sua predileção, afinal o Eufrasio do Garrote era de lá. Ana de João de Pedrinho tinha dois filhos em São Bernardo e preparou uma caixa com um queijo de manteiga, um pão de ló e um tijol0 de leite e uma carta dando noticias e despachou na agência do Crato. Benedito, sobrinho de Ana, recebeu a caixa, em São Bernardo, levou para o deposito e não resistiu a tentação: comeu o tijolo de leite, no dia seguinte foi a vez do pão de ló e por fim o queijo de manteiga. Do Sanharol para São Bernardo só se assuntava o extravio da caixa dos meninos de Ana por parte da Empresa. Com o Benedito só restava a carta e muito curioso leu para ter noticias dos parentes. Estava escrito mais ou menos assim: Sanharol, 22 de Dezembro de 1973. Vicente e Chagas, Deus lhes faça felizes. Estou mandando uns lanches feito com muito carinho. Olhem, tenham cuidado, tudo que acontece por aí, no outro dia todo mundo já está sabendo aqui no Sanharol. E quem espalha as conversas é a fuxiqueira da Carmelita. Cuidado, se comportem bem. Abraços. Feliz Natal e prospero ano novo.
Carmelita era a mãe do Benedito e irmã de Ana remetente das encomendas. Bitu morre dizendo que não se associou ao Benedito na comilança dos lanches e eu acredito nele porque ele é bastante serio. Já o Benedito se alvora do direito, depois que leu a carta, e tomou conhecimento da acusação imputada a sua santa mãe por sua tia.
A. Morais

domingo, 12 de abril de 2009

O velório do Zé.

Constância, casada com Zé Venâncio, chegou para ele e disse: Zé, lembra da enxaqueca que eu costumava ter toda vez que íamos fazer amor? Estou curada. Não tem mais dor de cabeça? perguntou Zé espantado. Constância respondeu: minha amiga Salomé me indicou um terapeuta, e ele disse para eu ir para a frente do espelho, me olhar bem e repetir para mim mesma: não tenho dor de cabeça, não tenho dor de cabeça, não tenho dor de cabeça. Então Constância acrescentou: Zé, você anda meio desinteressado por sexo nos últimos anos, que tal você ir ao terapeuta vê se ele pode te ajudar? O Zé concordou e marcou uma consulta. Quando retornou para casa, levou Constância ao quarto, jogou na cama, e disse: fique aí, não se mova. Foi ao banheiro e ao voltar fez amor com uma desenvoltura de merecer aplauso. Depois repetiu por algumas vezes o mesmo´procedimento. Lá pela quinta vez, a mulher seguiu silenciosa e quando chegou no banheiro ele estava diante do espelho repetindo: não é minha esposa, não é minha esposa, não é minha esposa!

O velório do Zé foi no mesmo dia na capela de Santo António e o enterro no outro dia no Cemitério da Saudade. Esta musica é muito bonita. Deixe que eu me acerte com seu coração, pode ter frase mais perfeita? E o que dizer de "Vê se volta pra mim".

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sábado, 11 de abril de 2009

Pedro Alves de Morais.

Nesta semana santa a saudade bateu forte, não a resisti , não a dominei e decidi falar um pouco do meu irmão Pedro. Fomos os primeiros filhos de José Raimundo de Morais e Antónia Alves de Morais, residentes no sitio Sanharol em Várzea-Alegre. Criados juntos, mesmos costumes, mesmos brinquedos, mesmas escolas. Até o trabalho foi o mesmo: Bicbanco, especialmente para ele que sendo transferido para Fortaleza foi trabalhar como assessor do Presidente de quem gozava de grande confiança e consideração. Nada entre nós deixava de ser compartilhado. Assim era as nossas vidas.
Por fim, padecendo de um CA, estivemos os quatro meses finais no Hospital São Mateus. Vi a humilhação que um CA é capaz de impor a um ser humano e vi também a fortaleza do meu irmão: Resignado aceitando tudo em nome de Deus sem reclamar, sem se aborrecer. Mais do que ninguém ele era consciente de sua situação, mas não reclamava, não se irritava. Recebia todo aquele sofrimento como uma determinação do Divino. Pedro foi exemplo como filho, como irmão, esposo, pai e amigo. Eternas Saudades.

Desilusão.

Na campanha para prefeito de 1972, em Crato, cujo embate teve como concorrentes o Dr. Humberto Macário de Brito e o Professor Pedro Felicito Cavalcante, o José Landim fez essa letra que adaptada a musica da marchinha de Carnaval Maria Escandalosa serviu de campanha para seu Pedro:
O Crato já foi modelo
A todo mundo causava admiração
Seu Pedro com muito zelo
Na prefeitura deu shol de organização

Mas o Doutor lhe sucedeu
A renda desapareceu
Calçamento esburacado
Sandu fechado
Povo sem agua
Meia dúzia enriqueceu.

Hoje com Walter Peixoto
Seu Pedro volta a chefia
E quando assumir o posto
Tome chave na economia.

Seu Pedro deu uma goleada no seu adversário. Quando começaram a pipocar algumas denuncias contra alguns de seus secretario o Chico Soares fez essa letra que adaptada a musica de A Velha debaixo da Cama era lembrada pelo Chico nas rodas de brincadeiras: Chico era corajoso falava os nomes, eu não sou vou emitir:
O Velho debaixo da Câmara
O Velho criou "fulano"
No dia que se danava
Fulano roubava
Beltrano guardava
E o velho dizia

Ai meu Deus se acaba tudo
Cadê Raimundo de Pia.

Todos sabem o carater, a honra e a decência de seu Pedro mas como a politica não se consegue administrar sozinho nem Raimundo de Pia, seu amigo de confiança pode impedir que houvesse desvio de conduta.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Dilma e Cia.

Depois do período da Revolução de 1964, com a redemocratização do país, o poder civil assumiu o governo sob o comando, vejam bem, do Sarney. Todos os militares retornaram a caserna e os da reserva tiveram que partir para alguma atividade extra visto que saíram do governo mais pobres do que entraram. Para não me alongar muito vou exemplificar dois casos. Golbery do Couto e Silva foi prestar serviço como auxiliar da diretoria do Banco Cidade de São Paulo, de amigos seus, e o Jarbas Passarinho vive até hoje de suas palestras e conferencias pelo mundo inteiro, visto ser o Jarbas um homem de grande intelectualidade. Imaginar um cidadão como o Jarbas Passarinho ser trocado pelo voto popular por Jader Barbalho. Foi o que aconteceu, não se sabe o que o Pará ganhou com a troca. Os pés de chinelos do PT em apenas seis anos já estão todos ricos e o povo está alegre e feliz com as suas ascenções. Pois bem para que o Petista fortaleça o seu otimismo aí está na voz do Deputado Federal Jair Bolsonaro um pouco da qualificação da Dilma, nossa futura presidente.

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

A Boa musica do Chico.

Pra você amigo Leitor, comentarista e colaborador do Blog do Sanharol uma boa pascoa. Um bom final de semana e que a música do Chico Buarque alegre os seus dias.

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terça-feira, 7 de abril de 2009

O psicopatalico.

Num regime democrático o importante é que cada um tem a sua verdade, é mister portanto que cada um respeite a verdade do outro. Tenho visto muita gente colocando sua opinião a respeito do Luiz Inácio Lula da Silva e do seu governo, a grande maioria desesperadamente favorável, porem me é dado o direito de ter a minha opinião um pouco diferenciada dos demais. Concordo plenamente com Marco Sendim que diz: De acordo com o reconhecido psicólogo canadense, Robert Hare, as principais características de um psicopata são: ausência de sentimentos morais, como remorso ou gratidão; extrema facilidade para mentir e grande capacidade de manipulação. Lula da Silva nunca demonstrou qualquer arrependimento por ter cometido alguma falta, sequer atribui a si próprio uma possível falha; ao contrario, nas varias vezes em que ocorreram denuncias de corrupção, formação de quadrilha, malversação do dinheiro publico, sempre tratou de acusar, sem dó ou piedade, os seus companheiros mais próximos, taxando-os imediatamente de traidores, aloprados e estrambelhados. Gratidão, nem se fala. Os outros é que deveriam agradecê-lo pelo que alega ter feito pelo país. Nunca houve um presidente como ele! " Cada um de vocês é uma célula do meu corpo, cada um de vocês é uma gota do meu sangue" disse Lula num sermão em Goiana, comparando-se a Cristo na comunhão. "Não pensem que vocês fizeram pouca coisa na historia da humanidade, não. O cidadão que votou em mim não tem consciência do gesto dele num pais importante como o Brasil". Quanta humildade.
No entanto uma coisa tem de ser admirada em nosso presidente: a sua desenvoltura para mentir e enganar, aproveitando-se de sua grandiosa capacidade dissimulativa e ardilosa, revestindo-se do manto sagrado de único salvador do mundo e redentor dos pobres e oprimidos, parece que estamos diante de um Deus conhecedor de todos os misterios da vida terrena e percebemos a técnica de endeusamento personificado, muito típico das ditaduras; a exemplo de Lenin, Fidel Castro, Mao, e, e as mais modernas; das vertentes socialistas, de Hugo Chaves , Evo Maroles.
Manipular as pessoas é o seu mister mais notável. Os seus muitos admiradores insistem em aponta-lo como um pobre metalúrgico, semi-analfabeto, que chegou ao cargo máximo de mandatário, da nação, e, por isso as elites não podem suporta-lo. Hoje Lula, igual o lobo travestido de cordeiro, faz parte da mais arrogante elite deste país. Que diga o seu filho pródigo, que de noite para o dia, passou de simples pastarador de animais em zoológico a fazendeiro rico e empresário de sucesso milionário. O que Luiz Inácio mais consegue fazer, e faz com maestria e intencionalidade, é provocar antagonismos sociais. Brancos contra negros, indios contra não indios, pobres contra ricos, militares contra civis. empresários contra empregados, não importa. O objetivo é incentivar a luta de classes, palco intrinsico ao processo revolucionário. Por ultimo, na semana passada, revelou-se a sua avançada psicopatia racista. "Essa crise não foi gerada por nenhum negro, indio ou pobre. É uma crise fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca, de olhos azuis, que antes da crise parecia que sabia de tudo e agora demonstra não saber de nada". Afora a metáfora de péssimo gosto, só abordando o aspecto cor, esqueceu-se de que, por coincidência, dois dos responsáveis, pela crise, são negros. FranK Raines, ex-presidente de uma das maiores empresas hipotecarias dos Estados Unidos e Stan O Neal, ex-presidente do banco de Investimento Merril Lyneh. Mas o principal não é isto. São as intemperies do carácter de Lula da Silva a servir de vergonha ao povo brasileiro e de jocosidade as relações internacionais.
Marco Sendim.

Legitimo ou falso?

Levo o meu merecido reconhecimento ao António Correia Lima pelo trabalho que realiza no resgate da genealogia das famílias da Ponta da Serra e do Crato, entre elas a numerosa família Brito. Sei da indiferença e do descaso que ocorre em nossos dias, está em desuso lembrar a memoria dos antepassados, mas a posteridade um dia lhe fará a devida justiça. Outro dia fiz duas postagens no Blog do Crato, veiculo que conta com mais de 30 mil acessos mensais. Falava sobre os laços de família Várzea-Alegre/Crato, os Morais de lá com os Brito de cá. Foram pelos menos 10 casamentos no século 19, e hoje em dia, é fácil encontrar um Morais Brito ou vice versa. Não acredito que dessa numeroso descendência, ninguem deixe de acessar a Enternet e ninguém tenha se interessado em deixar um comentário a respeito. Isso ocorreu. Outro dia, encontrei um Brito e ele disse, sem lhe perguntar, que era Brito legitimo. Na minha modesta avaliação se tem o legitimo, também deve haver o falso, e, foi fácil deduzir que o legitimo para Ele é aquele bem aquinhoado e o falso o mais humilde. Pois bem, fiquem certos as duas partes: não as perturbarei mais, sigam em frente uns arrotando orgulho, vaidade, arrogância e outros na sua santa humildade. No final, saberemos quem está com a razão. Resta-me dizer que não sou Brito, nem legitimo nem falso.

Gola de violão

Certa vez, António de Romão, Edilmo Correia e Ferrim, estavam de madrugada na calçada da capela de Santo António, em Várzea-Alegre, na saída da cidade para Iguatu, se preparando para uma serenata. Do lado dos três um violão, um litro de cachaça cariri e uma tigela de tripa de porco torrada para tira-gosto. Zé Vitorino ia passando para tirar o leite e viu os três deu bom dia e perguntou: Vão fazer uma serenata? António de Romão respondeu: Vamos seu Zé. O senhor quer tomar uma bicada para despertar? Não senhor obrigado.
Quando Zé Vitorino afastou-se um pouco começou uma arenga de Edilmo e Ferrim. Na confusão Edilmo bateu com o violão na cabeça de Ferrim que desceu até o pescoço. Com o baralho Zé Vitorino voltou para ver o que estava acontecendo. Quando subiu a calçada viu Edilmo com o braço do violão na mão e o bojo feito um colarinho no pescoço de Ferrim. As cordas a confundir-se com os cabelos pichaim. Vendo aquela arrumação Ele perguntou: desistiram da serenata? António de Romão disse: Não Senhor! É só o Edilmo terminar de afinar o violão na cabeça de Ferrim, que nós vamos começar. Quer tomar uma para passar o susto?

sábado, 4 de abril de 2009

Domingo.

Domingo, um dia especial, dia de descanso, repouso, dia para refletir, ir a missa, se reunir com os amigos, levar um lero. Um dia para recordar e ouvir uma boa musica. O Blog do Sanharol voltar ao tempo e dedica para os seus leitores, colaboradores e comentaristas esta raridade de Renato e seus Blue Caps, Feche os Olhos. Um bom domingo para todos.

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Capitão Virgulino.

Dr. Pedro Albuquerque Uchôa, Inspetor Agrícola do Ministério da Agricultura, se encontrava em Juazeiro do Norte quando da visita de Lampião a essa cidade.
Virgulino Ferreira da Silva, solicitou a patente de Capitão, em cumprimento a promessa de Dr. Floro Barbolomeu da Costa, quando do convite por este formulado a Lampião, a que viesse se juntar ao seu grupo para combater a Coluna Prestes. Padre Cícero pediu ao Dr. Pedro Uchôa que redigisse e assinasse o documento de concessão, visto que ele era a única autoridade civil existente em Juazeiro e presente naquela ocasião.
Regressando a Fortaleza, Dr. Pedro Uchôa é interpelado pelos amigos e por seus superiores, que queriam explicações quanto ao fato de ele haver dado a patente de Capitão a Lampião. Uchôa, perguntaram-lhe: Por que você deu a patente de Capitão ao Rei do Cangaço? Porque ele não me pediu a de Coronel! Respondeu.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Cá, como là.

A partir de amanhã, 03 de Abril de 2009, estarei postando uma serie de " Causos da Várzea-Alegre". São historias reais, personagens reais e conhecidos da grande maioria dos varzeaalegrenses. Apesar de serem de domínio publico porque todos as conhecem, foram catalogadas e detalhadas com uma boa dose de humor por Raimundo Bezerra de Morais, Raimundinho Piau. Apresento com os termos, as pronuncias, e escrita tal qual ocorreram. Os leitores vão se deleitar com as proezas de uma gente bem humorada e alegre. Cá, como lá, é um assemelhado de ocorrências do Crato e de Várzea-Alegre as minhas duas paixões.
Li em Historias que vi, ouvir e contei, obra literária do Carlos Eduardo Esmeraldo, que no sitio São José apenas José Pinheiro Esmeraldo, o seu pai, sabia ajudar a missa respondendo as orações que o Padre rezava em latim. Certa feita, tendo José Pinheiro Esmeraldo, que fazer uma viagem a fazenda, Zeco Esmeraldo solicitou que trouxesse noticias de seus burros. Chegou no Sábado a noite e no Domingo cedo já estava na Capelinha do São José ajudando a missa. No momento da elevação, na hora do maior silencio, se escutou a voz de José Pinheiro Esmeraldo misturada ao badalar da campainha: Zeco os teus burros estão bons! O Zeco estava sentado ao lado do altar.
Em Várzea-Alegre, no sitio Formiga, João Alves de menezes e Sinhana tiveram varios filhos, mas apenas um deles se casou. Os demais de tanto escolherem pretendentes a altura ficaram no caritó. Quando Laura, a caçula, passou dos 50 veio o desengano, a resignação. Sob o comando de Zefa, a irmã mais velha, se danaram a rezar. Todo dia pelo menos um terço. Na sala da frente, fazia-se a reunião do clã. Um belo dia, um cachorro dormia no pé de uma parede e soltou um daqueles: Zefa a condutora da reza lascou:
Ave Maria Cheia de Graças
O Senhor é convosco
Bendita sois vós.
"Chico tanja este cachorro
Que está bufando fedorento"
Entre as mulheres
Bendito........
Quando verificaram o desencontro anularam o terço e convocaram outro para imediatamente.

Jose Bizerra de Brito - Professor Zuza Bizerra.



No dia 25.11.1869, Vicente Alves Bezerra, filho de José Raimundo Duarte e Maria Anacleta de Menezes, do sitio Sanharol em Várzea-Alegre se casou com Isabel Pereira de Menezes, filha do Major Eufrasio Alves de Brito do sitio Malhada em Crato. O casamento se deu na residência do Major Eufrasio Alves de Brito, na Malhada, e foi oficiado pelo pároco Manuel Joaquim Aires do Nascimento - Livro 7 folhas 39. Vicente e Isabel foram os pais de José Bizerra de Brito, professor Zuza Bizerra, uma das maiores glorias de nossa terra. Um extremado defensor da educação, conselheiro de alma pura e emanada da divindade, cidadão prestimoso cuja campa regamos com as lágrimas da gratidão e da saudade. Ninguém da nossa família jamais tomou decisão qualquer sem antes ouvi-lo. Zuza Bizerra é nome do Colégio da Ponta da Serra distrito de Crato. Gabriel de Morais Rego, irmão de Vicente Alves Bezerra casou-se com Joaquina Francisca de Brito, filha do Eufrasio Alves de Brito. Deste casamento nasceu uma única filha: Eufrasia de Morais Brito. Portanto Dona Eufrasia era prima carnal do professor Zuza Bezerra.
A. Morais


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Poder sem pudor.

Mencionando o coronelismo de outrora, e, lembrando de uma preciosidade atribuída ao austero Cel Mário da Silva Leal, chefe politico da UDN na região cento sul do estado. Deputado Estadual por duas legislaturas e que fez historia por sua destacada liderança nas décadas de 40 e 50.
Proprietário de um grande latifúndio com base territorial em São Mateus, hoje Jucás. O comentário sustenta que se o Cel Mário oferecesse guarida a qualquer recomendado de amigo, não tinha nem perigo da policia entrar nas Tabocas, onde morava. Os macacos voltavam da primeira cancela. Em uma escola municipal do Poço do Mato, hoje Caipú, a professora perguntou ao aluno: Dilermando onde está o sujeito desta oração, Xavier matou Joaquim? Dilermando cravou a resposta no ato: Na fazenda do cel Mário Leal fessora!.
A. Morais

Sou da terra do arroz - Raimundinho Piau.

O autor deste resgate memorável é neto de uma das maiores inteligências de Várzea-Alegre, em todos os tempos, Joaquim Piau. Raimundo Bezerra de Morais, o Raimundinho Piau está a merecer o nosso respeito e admiração pela contribuição que nos oferece de voltar ao passado e reviver as saudades e lembranças de nossas vidas. Parabéns meu caro primo Raimundinho Piau, que Deus lhe dê muita vida, com saúde e paz para nos proporcionar deleites como este:

Eu sou Várzea-Alegre antiga
Sou também a atual
Sou o terço da Formiga
Sou lapinha de natal
Sou mestre António tocando
Sou dona Eliza educando
Sou festa de Aparecida
Sou devoto que festeja
Sou novena na igreja
Sou nossa bandeira erguida

Sou o pirão de traíra
Da lagoa do Serrote
Sou o beco de Gobira
Sou Eufrazio do Garrote
Sou Varjota e Riachinho
Sou Malota de Britinho
Sou cartório de Dudal
Sou um menino pidão
Sou festa no calçadão
Sou jogo no Juremal

Sou eleitor enganado
No tempo da eleição
Eu sou o serpenteado
do Riacho do Feijão
Sou matança sexta-feira
Sou banho na Cachoeira
Sou a capela de Bil
Sou o telão de Salim
Sou os contrastes sem fim
Sou a torre que caiu

Sou agricultor cavando
A terra para plantar
Sou conterrâneo chegando
Com uma maquina de filmar
Sou madeira do Rozario
Sou fumo de Belizario
Sou chuva de Fevereiro
Sou fiel na procissão
Sou primeira comunhão
Sou festa do Padroeiro

Eu sou o jardim florido
Da casa de Graziela
Sou a legume perdido
Numa seca que flagela
Sou o alto do tenente
Sou rua de São Vicente
Sou bodega de Osmundo
Sou produto desse chão
Sou a sétima geração
Depois de papai Raimundo

Eu sou o povo dizendo:
Várzea-Alegre é natureza!
Sou o Machado descendo
Com agua na correnteza
Sou praça do motorista
Sou areia da Boa Vista
Sou queijo e Baião de dois
Sou Salva do meio dia
Laranja da vacaria
Sou da terra do arroz.
Mundim do Vale