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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 31 de maio de 2009

O Crato tambem tem seus causos.

Acho que os leitores do Blog já se cansaram de lê os causos de Várzea-Alegre. Hoje vou fazer uma homenagem ao Crato, vou contar uma proeza cratense. Rochinha e sua esposa Jesus residiam no sitio Pai Mané, ribeira localizada entre os distritos de Ponta da Serra e Santa Fé, região banhada pelas águas do Açude Umari. Rochinha era meio atabalhoado e a sua conversa era motivo de observação pelos amigos do lugar. Trocava as palavras, invertia-as e deixava as frases bem difíceis de serem entendidas e decifradas. Vou contar algumas delas:
Próximo da noite de São João o Rochinha resolveu comprar um tecido para fazer um vestido para a esposa Jesus. Chegando as Lojas Pernambucanas falou para o balconista: “ Quero um tecido para fazer um vestido para Jesus botar na fogueira que ela está nuinha e São João tà inriba”.
Outra vez ele comprou uma porca no Sitio Taboca pertencente ao Senhor António Manuel de Sousa, veja mais uma vez o resultado da conversa: “ Comprei uma porca na taboca de António Mané, fui buscar de madrugada que o sol era quente, cheguei lá só tinha uma velha, deu o maior trabalho para amarrar os quatro pés e colocar no meio da cangalha”.
De volta da cacimba onde foi apanhar agua, chegou bastante nervoso: Sua esposa Jesus perguntou qual era o problema, ele respondeu: Muier por milagre da cobra nossa senhora não me mordeu.
Chegava da roça cachigando de uma perna, perguntado o que era, respondeu na bucha: “foi um espim que eu botei no pé de mandacarú”.
Conversando com alguns amigos disse: “Lá em casa quem compra açucar é eu e café”, quem bota agua é eu e lenha.
Tenho certeza que o António Correia Lima conheceu este ilustre casal, aguardo mais referencias nos comentários.

A. Morais

sábado, 30 de maio de 2009

As rãs do Sossego.

Por falar nesses cururus, ontem fomos jantar para comemorar os 33 anos de casamento. No cardápio havia rãs. Comentei com meu esposo: isto aí eu já provei, hoje não quero mais! (Tenho pavor desses bichinhos). Aí me veio a lembrança. No início dos anos 60, por volta dos meus 10 anos de idade, quando o atual Bairro Sossego era um sítio aonde costumávamos fazer pick-nicks, debaixo de um frondoso pé de umbu; no tempo que nós crianças tomávamos banho na chuva, a meninada toda correndo de casa em casa para descolar a melhor bica possível; quando, ainda, o Pimenta era pouco habitado. Nosso bom vizinho Sr. Felipe, acompanhado de algum outro vizinho ou de um irmão, em companhia da criançada, seus filhos: Sérgio, Frederico e Adriano e meus irmãos Rubens e Renato, de vez em quando costumavam ir àquele Rio Granjeiro. O local era mais ou menos atrás da casa de Gerson Moreira, na Rua Cícero Araripe. Era uma onda medonha de irem buscar rãs. Bastante curiosa, com a euforia da meninada, embora de longe, observava como na maior simplicidade eles "assassinavam" as rãs, apenas uma espetada na cabeça com uma agulha de costura. Quando tiravam a pele das rãs, ficava tudo muito parecido com um galetinho. Me divertia vendo fritarem as rãs inteiras, elas pareciam que dançavam se remexiam todas na frigideira. Era tudo uma grande novidade para mim e até ensaiei provar daquela iguaria, queria mostrar garra e muita coragem! A carne muito macia, mais saborosa do que o frango. Minha tia Anuzia, que já morava em Fortaleza, muito amiga de minha mãe, quando chegava no Crato uma das primeiras coisas que fazia era almoçar lá em casa e passar a tarde inteira conversando para aliviar a saudada da irmã e amiga. A disgestão do almoço já era certa, então, meus irmãos e eu resolvemos fritar uma rã com o intuito de fazer uma peraltice com nossa tia. Chegamos com muita delicadeza e atenção oferecendo aquele franguinho muito especial feito com carinho para ela. A tia saboreou, elogiou, digeriu o quanto pôde e assim, resolvemos contar-lhe que a carne era de rã. Foi um Deus nos acuda com o mal estar de nossa tia. Nossa diversão acabou por ali porque não esperávamos criar tanto desconforto e desespero.
Maria da Gloria Pinheiro Ordonez.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Nem a idade respeita.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), admitiu que recebia auxílio-moradia, apesar de ter residência própria em Brasília, e pediu desculpas por ter informado equivocadamente que não recebia o benefício. Sarney afirmou desconhecer que recebia o benefício sem nunca tê-lo solicitado. De acordo com a assessoria de Sarney, a Casa não proíbe receber auxílio-moradia quando o senador tem imóvel. Veja a que ponto chegamos: Um octogenário mentindo, custava falar a verdade e assumir que recebia. Todos sabemos que o estrago na ética e moral que este senhor e sua família fazem ao país é bem maior do que esses 3.800,00 do auxilio moradia. Um idoso, já tem bisnetos e tetranetos e não os respeita, não se encabula de mentir para eles já que com o povo não tem nenhum compromisso. E agora alguém vai acreditar que ele não solicitou? O Cara e seus adebtos vem já em defesa dele.
A. Morais

Queda da bolsa.

No tempo que a bolsa de Nova York caiu e quebrou a metade do mundo, feito jenipapo que quando cai vai derrubando os outros, tinha um violeiro desses que ainda estão em começo de carreira, cantando na Praça do Ferreira, quando passou um senhor que colocou cinco reais no prato fazendo o seguinte pedido: fale da queda da bolsa. O repentista tentando atendê-lo improvisou essa sextilha:

Vim pra Praça do Ferreira
Pra tomar café com pão
Passou uma velha correndo
Dizendo: Pega ladrão!
Eu me agarrei com o cabra
E a bolsa caiu no chão.
Mundim do Vale.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Balaio de gatos.

Dos onze senadores titulares da CPI da Petrobras oito tem processo criminal no Supremo Tribunal Federal. O mais antigo deles é o todo poderoso ex-lider do PSDB nos governos FHC e atual Lider do Lula, Romero Jucá - PMDB - RR. O seu processo esteve em julgamento há três anos e o bondoso ministro Gilmar Mendes pediu vistas e já se passou todo este tempo e não voltou a julgamento, o ministro não teve tempo de examinar ainda. O Lula tem oito ministros nomeados por ele na Suprema Corte. O principal atingido com qualquer fraude na Petrobras é o próprio Presidente e seu projeto populista imbecil. Você espera que se apure nada? É claro que não. Depois o Duda Mendonça toma de conta, mostra algumas mentiras, o Lula manda criar cotas para analfabetos nas Universidades e o samba do crioulo doido fica completo. Os eleitores deviam sentir-se deprimidos com esses seus representantes. Muito pelo contrario aplaudem. Eu já não vejo responsabilidade dos políticos, se tem alguém culpado nessa historia são os eleitores, esses sim, são verdadeiros imbecis. Que façam bom proveito.
A. Morais

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Caminhão acuado - Por Antonio Morais

Zé Felipe e um ajudante conduziam um caminhão Ford com oito mil quilos de lã de algodão, da cidade de Várzea Alegre para Campina Grande na Paraíba. Quando chegaram ao sítio Exu, o carro atolou. Zé Felipe desceu olhou a situação e verificou que os pneus estavam quase cobertos de lama. Acendeu um cigarro e comentou com o ajudante, que tão cedo não seria resolvido aquele problema.

Quando fazia esse comentário notou vindo na estrada, dois roceiros com as enxadas nos ombros e cabaça a tiracolo. Ele então falou com o ajudante que ia fazer uma brincadeira com os dois. Os dois chegaram ele falou: Bom dia meus amigos, foi Deus do céu quem mandou vocês. Eu estou com este carro atolado precisando de uma descolada, posso contar com vocês. Os dois confirmaram com um balanço de cabeça e ele continuou. Pois bem, eu vou para a cabine engato uma primeira e vocês empurram tá bom?

Os dois confirmaram novamente com a cabeça e colocaram as enxadas na margem da estrada. Zé Felipe chamou o ajudante e mandou que quando os dois estivessem entertidos empurrando o carro,  escondesse as enxadas dentro do mato. Em seguida subiu na cabine acionou o motor, mas não engatou marcha nenhuma. Os roceiros com muita boa vontade empurraram o caminhão por mais de quarenta minutos sem saberem que o motorista estava com o carro em ponto morto.

Os dois já cansados e suados, pararam para descansar um pouco, quando um deles escorado na grade traseira disse: "Cumpade! Esse caminhão só pode é tá acuado, pruquê faz mais de meia hora qui é nóis dois tangendo e o chofé isporando lá dento e o bicho parece qui num saiu do canto".

O outro botou a mão na testa como quem faz continência olhou na direção da estrada e disse: Meu cumpade tá inganado. Ele já andou e foi muito, qui eu num tou mais avistando as nossas enxada.

Texto enviado por Mundim do Vale.

Al Qaeda no Brasil.


Vaias no Rio de Janeiro. 25.01.2009. É inacreditável! Vaias para o Cara. Sim verdade!

O Brasil prende um alto dirigente da Al Qaeda, ninguém fica sabendo de absolutamente nada — este “ninguém” refere-se aos dois outros Poderes da República —, o sujeito é solto porque, vejam só, tem uma vida estável no país e se casou com uma brasileira. Em suma, foi tratado como um estrangeiro qualquer. O Ministério da Justiça e o Itamaraty fazem o país mergulhar numa lama inédita.
Eu brinquei de madrugada: mantenham o homem longe de Tarso Genro. Jamais faça uma piada sobre Tarso Genro. Sempre será verdade.
Notem que o sujeito continua ativo politicamente. Foi preso por ter divulgado “mensagem racista”. Mensagem racista? Até imagino contra qual povo ele andou se manifestando — sinal de que, olhem que mimo!, mesmo casado com uma brasileira e numa situação estável, continua vinculado a ações políticas, o que é vedado a estrangeiro na sua condição.
O governo brasileiro, há tempos, vem chamando o perigo para o território nacional. Por ideologia vagabunda! Por irresponsabilidade! Por memória atávica do crime! Por esquerdismo bocó! Aceitamos terroristas e narcoterroristas da Itália e da Colômbia — no caso do “padre” Olivério Medina, há evidências de que continua ligado às Farc. Mesmo assim, está por aí. A sua mulher trabalha no governo Lula. Quem cuidou pessoalmente da transferência da dita-cuja para Brasília foi a ministra-candidata Dilma Rousseff. Padre Medina!!! Do grupo dos narcoguerrilheiros! Com ele, não se usavam pão e vinha na Eucaristia… As pessoas cheiravam o corpo de Cristo. Ah, se a oposição tivesse só um pouquinho de coragem e senso de oportunidade…
Agora, temos um alto dirigente da Al Qaeda entre nós. O que vocês acham que ele está fazendo por aqui? Tarso Genro tem de ser interditado. Este senhor tem de deixar o Ministério da Justiça imediatamente. Com ele, todos os brasileiros estão menos seguros.
Ademais, não há como ignorar que esse trato cordial e secreto com um terrorista árabe se inscreve numa trajetória de clara hostilidade do governo brasileiro a Israel e de simpatia explícita pelo radicalismo islâmico.
Este é o governo que se esforça para que o pais tenha um lugar no conselho de segurança da Onu. Lula acaba de por o Brasil na rota do terrorismo islâmico.
Reinaldo Azevedo.

O Jardim dos meus sonhos - Maria Eduarda.


Eu sempre pensei comigo,
Que jardim é um abrigo
De hospedar Nosso Senhor.
Há se eu fosse um passarinho,
Aquele bem ligeirinho
Que chamam de beija-flor.

Eu já rimei essa cena,
Falando da flor morena
Que Fátima trouxe pra mim.
Agora rimo outra flor,
Que foi regada com amor
Para enfeitar meu jardim.

Eu sou um bom jardineiro,
Fui eu que fiz o canteiro
Sou eu que mantenho a guarda.
Agora o jardim floriu,
Porque um botão abriu
A flor Maria Eduarda.

Meu jardim tá tão florido,
Que já estou resolvido
A numerar essas flores.
Essas três rosas estão,
Guardadas no coração
Porque são meus três amores.

Esse jardim que eu fiz,
Que cuidei desde a raiz
Fátima foi a flor primeira.
Ilka foi a flor do meio
Maria Eduarda veio
Para ser a flor terceira.

Meu jardim não tem espinho,
Porque reguei com carinho
E adubei com amor.
Ainda guardei lugar,
Para Diogo ocupar
Me levando a quarta flor.

Mundim do Vale.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Parabéns José André

Meu filho! Parabéns pelo aniversario. Você será sempre o nosso bebê, pode somar anos e anos que não deixará de sê-lo. Deus lhe abençoe e lhe faça muito feliz.
São os votos de seus pais.
Antônio Morais e Nair.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Obra do Espirito Santo.

O Mundim do Vale dedica esta proeza dos moradores da Praça de Santo António a Maria de Fátima Bezerra Cordeiro, ex-moradora do local, que conhece todos estes personagens e reside atualmente no estado do Rio de Janeiro.
Veja:
Certa vez passou um gaiato muito cedo na Praça Santo António e deixou uma mensagem agressiva escrita com urina na frente da capela: A mensagem dizia assim: A praça tá cheia de pinguço. A revolta foi geral, juntou-se Zé Dias, João Doca, Zé Odmar, Edilmo Correia e João V8 para tentar descobrir o autor daquela desfeita. Edilmo perguntou a Zé Dias: Zé você viu quem passou aqui há pouco tempo? Quem eu vi passando aqui foi: Cravina, Júlio Xavier e Zé de Dudau. Aldegides disse: É capaz de ter sido Cravina. João Doca, discordou: Cravina não foi não! Vocês vejam que as letras tem uma tendência de caída para a direita e Cravina é canhoto. Então foi Júlio Xavier: Edilmo falou, Zé Odmar interferiu: Júlio também não foi. Ele treme muito e as letras estão perfeitas. Pode ter sido Zé de Dudau só sobrou ele. Dessa vez a interferência foi de João V8 que era cunhado de Zé de Dudau: Zé de Dudau eu garanto que num foi! Edilmo perguntou: E porque você tem tanta segurança? É pruque essa caligrafia tá muito boa e “Zé meu cunhado num sabe nem acentá o nome dele dereito quando vai votá”. Depois de descartadas as três possibilidades Zé Dias falou: Pelo que estou vendo vocês vão arranjar para ter sido obra e graça do Espírito Santo. João Doca finalizou a teima: Não Zé Dias, isso aí foi mijo e safadeza dum espírito de porco.

Mundim do Vale.

Associo-me ao Mundim do Vale e faço a postagem desta musica que tem muito a ver com a praça e a epoca que por lá viviamos:

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A. Morais

O medo do Sr. Jose Dirceu.

Que moral tem o guerrilheiro, mensaleiro e chefe de quadrilha José Dirceu? São absolutamente descabidas e reveladoras as observações do Sr. José Dirceu sobre o discurso de despedida do General Paulo César de Castro, quando de sua passagem para reserva do Exercicito Brasileiro. Chama a atenção a incoerência, a discriminação e o rancor embutidos em suas observações. O Sr. José Dirceu enaltece uma democracia facciosa que divide o Brasil em cotas demagógicas de privilégios e, em nome desta mentira, exclui o segmento militar da sociedade, daquilo que os seus chamam de pratica da cidadania. Nada mais contraditório e sectário! Em sua, perspectiva, deturpada pelo medo de ver seus planos de poder postos, mais uma vez por terra, o Sr. José Dirceu, temendo a verdade contada por quem não sabe mentir, apresenta as Forças Armadas a Nação como um grupo fechado e truculento composto por pessoas abtusas e sem visão de futuro, como se os militares se colocassem sobre a sociedade a que servem e não no meio dela, identificados com ela, ou como se nela não tivesse genuinamente suas origens. Chama a atenção sua ousadia, porque excluído da atividade politica por iniciativa de seus semelhantes, os que envergonham o Congresso Nacional, José Dirceu personifica todas as mazelas que fazem desacreditar o legislativo brasileiro. Com que moral critica o discurso e as posturas de um homem honesto, brilhante e dedicado ao serviço da Pátria?
Parte do pronunciamento do General Otávio Costa.

domingo, 24 de maio de 2009

O Pau de Santo Antonio

Francisca Farias Mota ( Chica do Rato ) No dia que estava mais ajuizada corria pelada em Várzea Alegre. “Certa vez eu estava lendo a revista Cruzeiro no oitão da igreja, quando Chica chegou e sentou-se ao meu lado. Em seguida colocou uma trouxa no chão e começou a tirar coisa de dentro. Só parou quando encontrou um almanaque Capivarol, onde tinha uma página com a foto de Santo António. Eu simulei que estava envolvido com a leitura para observar o comportamento dela. Chica aproximou bem a foto do rosto e começou a falar numa mistura de oração com revolta; Meu Santim Santo Ontõe! Já faz muito tempo qui eu sou devota do sinhor. Mais eu tou disconfiada qui o sinhor num vai arranjar um casamento pra eu não. Ói aquele Reginaldo da costeleta de sapato premeteu qui ia casar cum eu, mais aquela assanhada fia de Seu Chico Francisco deu inriba dele e eu fiquei no caritó. Eu dei muita irmola pru Sinhor naquela capela da praça, mais quem se casou premêro foi Zabé Andrade e eu fiquei só. Inté Ana Alves já se casou será se ela é mio do qui eu? Oberto Siebra tombem premeteu se casar cum eu mais peidou no rabicho, adispois qui cunheceu aquela moça das Brava. É todo mundo arranjando casamento e eu nada. Se o Sinhor num dá de conta do sirviço, diga logo qui eu vou precurar um santo mais trabaiador, pruque quem num pode cum o pote num pega na rudia.
Se lembra daquela vez qui eu fui cum Dona Armicinda pra sua festa im Barbáia? Se lembra né? Apois naquele dia eu agarrei no seu pau e ainda tirei uma casquinha prumode ficar fazendo chá. Mais de nada adiantou, ninguém quer casar cum eu. Agora eu vou é rasgar seu retrato, pruque de Santo preguiçoso eu já tou é cheia. Eu vou é me amancebar cum Brandão e ficar sendo devota de São Binidito, pruque aquele é um criolim qui gosta de trabaiar”.
Mundim do Vale

sábado, 23 de maio de 2009

São João

Estamos a exatamente um mês do São João, a festa mais tradicional dos nordestinos. Para que você possa ir se exercitando e se preparando para o “tirinete”, aí está um pequeno ensaio. Veja como é que se dança. Parece até um beija-flor peneirando no ar. Observe bem esta danada de vestido encarnado. Aí sim é dança e não as acobracias que costumamos vê no concurso do Faustão.

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A. Morais

sexta-feira, 22 de maio de 2009

E você era a mãe.

Esta história aconteceu na Matriz de São Raimundo Nonato na minha terra, Várzea-Alegre. No fim da década de 1980. Fui convidado pelos amigos Chagas e Mercês para juntamente com a minha esposa Nair sermos padrinhos de Luiz, um de seus filhos.
No dia e hora marcados apanhamos os pais e a criança e seguimos para igreja. Entre Crato e Várzea-Alegre temos mais de uma centena de afilhados de batismo, 103 ao certo e nunca tínhamos visto tanta gente reunida num dia só. Parecia até que todas as crianças nascidas naquele ano haviam marcado o batizado para aquele dia e hora. Uns 40 meninos e meninas não menos. Somando-se a estes os pais, padrinhos e convidados dar para se ter uma idéia de como estava à igreja. O calor era intenso. Os meninos pareciam que tinham ensaiado: choravam todos ao mesmo tempo. Trabalho grande mesmo era o dos fotógrafos, empurrando pra lá, puxando pra cá para conseguir uma boa posição para suas fotografias.
O padre Mota que sempre foi muito calmo, naquele dia, estava meio estafado e notava-se um certo desconforto por conta dos fotógrafos que na ância de ganhar uma foto atrapalhavam a cerimônia. De todos, o Leandro de Valdeliz, era o mais afoito e herege, não se preocupava com os atos religiosos, o negocio dele era faturar com as fotos, e, era exatamente pra ele que o padre botava o olho vez por outra.
No meio da cerimônia chegaram alguns repórteres de fora da cidade, com uns equipamentos de filmagens, para fazerem uma entrevista com o Padre, justamente sobre a história da troca do santo que corre o mundo inteiro: São Brás por São Raimundo. O Padre pediu para equipe aguardar o final dos batizados. O Leandro se meteu na conversa e disse para o repórter: “Homi, o negocio é que um santo era o pai do outro”! Nesse momento o Padre Mota olhou para Leandro e falou entre risos: E você Leandro, era a mãe!
A. Morais

É mesmo que tá vendo Tonico.

Um domingo desses, eu me acompanhei com Wilson Dias e outros amigos e fomos a uma casa de forró aqui em Fortaleza, onde acontecem encontros de Varzealegrenses. Lá chegando, sentamos numa mesa, pedimos cervejas e começamos a beber, quando apareceu duas conterrâneas. Beijinho de um lado, beijinho do outro, oi, oi, tudo bom, tudo bom, tchau, tchau e elas foram ficar em duas cadeiras a trinta metros da nossa mesa, numa posição frontal com a gente. Uma hora lá Wilson olhou pra mim e falou: Ei macho! Tu já deu fé como Fulana ta velha? Tá a cara de Dona Mimosa. Eu concordei acrescentando: Pois é cara. Mas tu notou que Sicrana tá mais surrada do que bermuda de sapateiro? O bumbum parece mais com um encosto de sofá.
Wilson ficou rindo e repetindo o comentário, quando eu chamei a sua atenção para o comportamento delas: Wilson tu já notou que elas estão conversando e olhando pra nós? Já e daí? E daí é que elas estão dizendo a mesma coisa que nós dissemos com elas. E como é que tu sabes? É porque eu estou fazendo a leitura labial delas, do mesmo jeito que a Globo mandou fazer dos jogadores, na copa do mundo. E o que é que elas estão falando?
Sicrana tá dizendo assim: - Neguinha! Tu ta vendo como Raimundim Piau tá velho? Tá parecendo com Bastiãozinho. E Fulana tá dizendo assim: - Tou Mulher! Mas tu já notou como Wilson tá acabado? É mesmo que tá vendo Tonico.
Mundim do Vale.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ame seu filho.

Em vez de se afobar e se estafar dizendo que seu filho ou filha é um problema, comece a dizer: “Amo meu filho assim como ele é”. Você conseguirá muito mais vendo os pontos positivos e não só os negativos. É difícil educar hoje, mas se você só xingar. Ou pior cair no outro extremo de cruzar os braços, o que será daqueles que Deus confiou a você?
Não adianta agente ficar se desesperando, mas sim alimentar esperanças. Pois, apesar das degradações e incertezas, nem tudo está perdido: existem pessoas conscientes de valor e dignidade. Que mesmo padecendo as fraquezas humanas da carne, ainda procuram manter o espírito e o corpo sadios. É a pureza do coração de criança.
Ai que saudades! Não é mesmo? Não tome resoluções nas trevas do desanimo. Espere até se sentir num clima de amor, de paz e de alegria. Justamente aí é que vai aparecer a melhor solução. No nervosismo, na raiva ou no desespero as decisões que tomamos só nos trazem remorsos e desgraças.
Padre Juca.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

São Raimundo Nonato - Padroeiro de V.Alegre.

Por ter encontrado dificuldade para vi a luz, é invocado como patrono e protetor das parturientes e das parteiras. São Raimundo Nonato nasceu na Espanha em 1.200, numa nobre família. Desde Jovem, Raimundo Nonato percebeu sua inclinação a vida religiosa. Seu pai buscou, sem êxito, impedi-lo de co-responder ao chamado vocacional. Ao entrar para ordem de Nossa Senhora das Mercês, pôde receber do fundador: São Pedro Nolasco, o habito. Assim, tornou-se exemplo e ardor ao resgatar das mãos dos mouros, os cristãos feito escravos.
A primeira imagem que chegou a Várzea-Alegre, 40 anos depois se descobriu que era de São Braz e não de São Raimundo. Feita a substituição e correção a historia fez o registro somando este contraste aos demais já existentes. Um dia, Joaquim Piau estava em Fortaleza e um padre perguntou: o senhor é de onde? Sou de Várzea-Alegre respondeu Joaquim. O padre acrescentou: terra de gente e povo bestas, passaram 40 anos venerando a imagem de um santo, na presença da imagem de outro santo. Joaquim Piau com toda calma que lhe era peculiar respondeu: E os mais bestas eram os padres que tiravam as rezas.
A. Morais

Ser Mãe.

O dom foi Deus quem deu
Do amor e da criação
Compreende o não dito
E com a luz da intuição
Vai guiando sua cria
Com zelo e dedicação

De todo incondicional
Seu amor é uma sina
Sendo mesmo tamanho
Pra menino ou pra menina
Este seu belo trabalho
Começa mas não termina

Sendo infinito amor
Foi Deus quem fez assim
Ela ama para sempre
Todo mundo diz que sim
Pois não se pode terminar
Trabalho que não tem fim.

Tarciso Coelho.

A lei de Chico de Brito.

Sempre que se fala em desmandos no interior do estado logo são invocados os antigos delegados de policia, uns civis, outros militares, todos, no entanto iguais em matéria de arbitrariedades. Eram os delegados de policia nomeados por indicação dos coronéis situacionistas, cabendo-lhes, principalmente, dar execução as políticas dos prefeitos municipais. Esta política consistia, nada mais nada menos do que dar perseguição aos adversários dos chefes que estavam “de cima”, prendendo-os por motivos fúteis, espancando-os, cometendo, enfim, toda sorte de truculências. Isso fazia com que os matutos preferissem os antes cangaceiros aos “macacos do governo”, apelido pelo qual eram tratados os soldados de policia. Quem mais sofria nessa confrontação eram os pequenos, os trabalhadores do campo, roceiros e demais agregados dos chefes oposicionistas. Despeiteando os pequenos entendia “os paus mandados” de o situacionismo, estarem a desfeitear os grandes, por sua vez chefes dos injustiçados Estes, se eram vistos bebendo a sua cachaça, conversando alto nas feiras ou portando suas facas de ponta, logo seriam atingidos pela truculência policial. Daí afirmar a simplória sabedoria dos matutos que o pau quebrava sempre era no espinhaço dos pobres, ou, por outra, que pobre não podia ter opinião. Graças aos desmandos cometidos alguns delegados de policia entrariam para o nosso folclore. È o caso do famoso Chico de Brito. Quem já não ouviu falar, no interior cearense, na Lei do Chico Brito? Quem, no entanto, não ouviu falar o famoso personagem? E sua lei? Em que consistia? Ao que se sabe, Chico de Brito, homem de posses, dono de engenho de rapadura, uma vez na delegacia de policia de Crato, isso no começo do século passado, instituiu a lei da peia. Era a palmatória, era o chicote, aplicados nos presos como corretivos, de conformidade com os delitos cometidos. Não se sabe se Chico Brito logrou resultado com a sua malgradada instituição. O que se sabe, no entanto, é da triste fama de verdugo que lhe adveria.
Alberto S. Galeno.

Rei môso

No século passado dois crimes de mortes que aconteceram muito próximos um do outro, chamaram à atenção da população de Várzea Alegre. O primeiro em Belo Horizonte quando assassinaram o rei momo num sábado de carnaval, o segundo pouco tempo depois foi o rei Faisal na Arábia.
Na terra do arroz o assunto era só os crimes, até crianças comentavam. Pouco tempo depois o assunto dos crimes ninguém falava mais. Porém aconteceu um assassinato em Várzea Alegre quando foi vítima um marchante conhecido pelo apelido de Reimôso, apelido esse que ele tinha ganho pelo fato de vender carne de porcos.
Foi aquele movimento de cidade do interior. Criminoso foragido, polícia investigando , população comentando e a família da vítima revoltada. No dia seguinte eu estava no sítio Vazante na casa da minha tia Isaura que morava na companhia do seu irmão, o poeta e dentista Dr. Antônio Sátiro e comentava o assunto do assassinato de Reimôso com os meus primos Paulo e Militão, quando o Dr. Antônio pôs a cabeça fora da rede e falou: Pelo que estou vendo, vão acabar com os monarcas. Primeiro mataram o rei momo, depois foi à vez do rei Faisal e agora mataram o Reimôso.
Mundim do Vale.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A verdade sobre a CPI da Petrobrás.

Os arautos do “Cara” estão ouriçados. Sequer leram as justificativas apresentadas para criação da CPI da Petrobrás e já estão na defesa do governo, utilizando sua conhecida verborréia – chula e atrasada – que redundam, fatalmente, em ataques a FHC. É o caso de se perguntar: O que tem FHC (com todos os seus defeitos e erros) com este caso?
A bem da verdade, não confio em CPIs.
Na prática elas são um mecanismo para não se apurar nada e dar mídia a senadores e deputados federais. Mas concordo que há muito que se apurar, embora – na minha modesta opinião – essa CPI a exemplo de outras não vai dar em nada...
A CPI da Petrobras terá como missão apurar, no prazo de 180 dias, supostas irregularidades envolvendo a estatal e a Agência Nacional do Petróleo (ANP):
1 - Indícios de fraudes em licitações da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco;
2 - Indícios de fraudes em licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo, investigados na Operação Águas Profundas pela POLÍCIA FEDERAL:
3 - Possíveis irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontadas pelo TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU);
4 - Desvio de dinheiro dos royalties do petróleo, que também foram investigados pela POLÍCIA FEDERAL;
5 - Denúncias de fraudes investigadas pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL envolvendo pagamentos e indenizações feitos pela ANP a usineiros
6 - Denúncias do uso, pela Petrobras, de artifícios contábeis para redução do recolhimento de impostos que resultaram em sonegação de impostos e contribuições no valor de R$ 4,3 bilhões junto à SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL;
7 - Supostas irregularidades no uso de verbas de patrocínio da estatal

Outras razões que viabilizaram a criação da CPI da Petrobras:
1 – PMDB “da base do governo” se omitiu
Desde o começo de fevereiro, o Congresso Nacional vem apanhando de “cinta” e isso tem deixado atordoados os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Michel Temer, ambos do PMDB. Temer e Sarney viram na CPI da Petrobras a possibilidade concreta de virar os holofotes para o lado do Palácio do Planalto. Por isso pouco se importaram com a leitura da instalação da comissão processante e nada fizeram para desestimular os senadores de assinarem o pedido de investigação. Na guerra contra a instalação da CPI, o PMDB fingiu-se de morto. Vai ter um preço? Vai, mas quem terá de pagar será o governo.
2 - Governadores deram o troco ao “Cara”
Além disso, os parlamentares criaram a CPI para pressionar o governo a compensar os estados pela redução nos repasses da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), reivindicação que tem como porta-voz o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República.
3 – Governo ofereceu pouco para “abortar” a CPI
Finalmente, o governo foi incompetente nas negociações com alguns senadores da oposição para tentar abortar a CPI. Segundo um senador do PMDB, da “base do governo”, o governo federal teria oferecido apenas obras de gasodutos em Mato Grosso, novas plantas de refinarias em Sergipe e Rio Grande do Sul e a construção de oleoduto em Alagoas. Os nobres senadores acharam pouco e assinaram o pedido de criação da CPI.
Armando Rafael.
Professor, escritor e historiador.

domingo, 17 de maio de 2009

O primeiro internauta do cariri.

Conheci o Dihelsno Mendonça no inicio da década de 1980, menino ainda, acompanhando o pai Damião de Sousa, meu amigo de saudosa memoria, nas atividades como gerente de negócios da Construtora-Leimo Empreendimentos Ltda. De dois anos para cá, tenho me aproximado mais do Dihelson e cada vez mais o admiro, pois além de um grande profissional, musico, compositor, instrumentistas duas qualidades lhe dão destaques com distinção e louvor: a humildade e a gratidão essencialidades raras nos humanos atualmente. Parabéns Dihelson, não tenho duvidas, você é um vencedor. Você vai longe.
A. Morais.

Pouca vergonha.

Há cerca de um mês, o ministro José Mucio Monteiro levou a José Dirceu uma proposta de Roberto Jefferson: O homem-bomba do mensalão, o ex-deputado responsável pela saída de Dirceu da Casa Civil e por sua cassação queria um encontro com ele. Dirceu recusou. E não se falou mas no assunto.Seria o primeiro encontro dos dois desde que Jefferson pronunciou sobre Dirceu duas frases que fizeram historia durante a CPI do mensalão. " Vossa excelência provoca em mim os instintos mais primitivos" e "Sai Zé, rápido". O que será que Jefferson, agora com os instintos menos primitivos, queria de Dirceu?

A. Morais


Passou no vestibular.

Um dia, cheguei cedinho ao Sanharol e o meu pai, José André demonstrou interesse em fazer uma visita ao seu primo e amigo Eufrasio na localidade Ribeira dos Bastiões no município de Tarrafas. Há poucos dias ele havia recebido uma carta do Eufrasio dando conta de que uma doença o acometia. Estava o Eufrasio com um cancer, ja havia viajado a Fortaleza e encontrava-se na fase do tratamento de quimioterapia. Como eu fazia tudo que o velho desejava não titubiei, viajamos na mesma hora.
Quando nos aproximamos da casa do Eufrasio, ele estava sentado numa preguiçosa na calçada com a cabeça bem peladinha em consequência do tratamento. Meu pai, para animar e animar-se falou: meu filho o Eufrasio passou foi no vestibular!
A. Morais.

Projeto de gente.

No plano do ser humano
Houve um erro de projeto
Pode ter sido um engano
Ou falha do arquiteto.

Dividiu o ambiente
Com dois espaços na frente
E os quartos na trazeira
Na ânsia de terminar
Esqueceu de separar
O playground da lixeira.

Mundim do Vale

Musica mais bonita.

Quem enviou esta foi o Raimundo Nonato Rodrigues, Auditor Fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda na Paraíba. Raimundo foi meu colega no Colégio Estadual no turno da tarde nos anos de 1969 e 1970. Veja:
"Nem a sanfona do Gonzaga
Nem o acordeon do Noca
Toca musica mais bonita
Daquela que a cama toca".
Poeta José Laurentino.

sábado, 16 de maio de 2009

Varzea-Alegre dos Raimundos e das Raimundas.

Por conta do nosso padroeiro São Raimundo Nonato, em cada casa e em cada família de Várzea-Alegre tem um ou dois Raimundos ou Raimundas. Raimundo Alves Bezerra eu conheci mais de 10 com esse nome. Um deles, conhecido tambem por Raimundo Gibão, meu parente e amigo, era um dos varzealegrenses memoráveis. Trabalhador, digno, amigo e de uma presença de espírito grandiosa. Em tudo que fazia colocava uma boa dose de humor. Assemelhava-se um pouco ao Lunga do Juazeiro. Pergunta besta pra ele era motivo de resposta a altura em cima da bucha. Um dia ele trabalhava em sua oficina e o Augustinho Parafuso se aproximou se lamentando de sua situação, de seu problema. Não sei o que fazer, dizia. Não vejo saída. Raimundo Gibão perguntou: e o que é homem de Deus que lhe perturba tanto? Augustinho começou a se explicar: Sou muito amigo de Dr. Iran Costa, e muito mais amigo sou de Dr. Pedro Satiro, devo favores aos dois, pois não é que eles resolveram se candidatar a prefeito um contra o outro! Estou doidinho sem saber o que fazer. Raimundo Gibão suspendeu um pouco o que estava fazendo, olhou para Agustinho e falou pausadamente: Dê o.. pra um, e vote no outro!
A. Morais

Bom dia amigos.


"Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão, poderá morrer de saudades, mas não estará só".

Amir Klink.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

DNA

Recusa ao exame de DNA pode desfavorecer acusado. Projeto aprovado pela Comissão de Justiça vem ao plenário. A recusa a submeter-se a exame de DNA ou a qualquer outro meio cientifico de prova, para investigação de paternidade, pode passar a ser considerada como admissão implícita de que o investigado é mesmo o pai. A medida consta de proposta aprovada pela CCJ – Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Originaria da Câmara dos Deputados. A matéria vai agora ao plenário para decisão final.
A. Morais

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Uma certa criatura.

Nossa Varzea-Alegre cria
Uma certa criatura,
Que toda noite mistura
Orações com putaria
É louca pela orgia
E nas imagens tem fé
São Vicente e São Jose
Bem vêm a sua peleja
Seis e meia na igreja
As oito no cabaré.

Em sua religião
É um catolico acordado
Quando comete o pecado
Ja tem pedido perdão
Não sei se terá ou não
A crensa de São Tomé
Ou tendo ou não tendo fé
As noites, os altares beija
Seis e meia na igreja
As oito no cabaré.

Bidim.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Luis Salviano de Macedo - Lila.

O tal Luis Salviano
No dia que sai a praça
Quer acabar a cachaça
Que o cariri faz num ano.
Isso é lá diabo de plano?
Nem raposa faz assim
E eu só acho ruim
É ele usar o sistema
De sair lá da Extrema
Vi curtir cachaça em mim!

Bidim - 1946.

Futricas da politica - Varzea-Alegre.

Depois de algumas postagens do Cel. Antonio Correia Lima e de outras que estão por vi, dá para se ter uma idéia que a coisa, na Varzea-Alegre, não era brincadeira. A volta era dura. Os adversários comiam fogo enquanto os aliados contavam vantagens e cagavam goma por onde passavam. O mandonismo dos coronéis, quando estavam de cima, não perdoava. Conta-se que no Sitio Araçás, localidade pertencente ao distrito seda do município, existiam dois proprietários que não se entendiam por conta das divergências políticas. Juca Lourenço, partidário dos Correias, sempre no poder e o José Amâncio adversário vivia sob a ameaça permanente e com o rabinho entre as pernas. O fato é que apesar de visinhos de terras não havia o menor dialogo entre os dois, por conta das futricas da política. O Jose Amâncio estava com uma lavoura de arroz no ponto de fazer a colheita e o gado do Juca Lourenço invadiu e fez o maior estrago. Estava perdido o trabalho de um ano de esforços e lutas. Não havia para quem apelar, dar parte ao delegado nem pensar, corria o serio risco de ser preso. Para extravasar sua revolta resolveu fazer uma carta para o Juca Lourenço. Como não sabia ler nem escrever, foi até a casa do Raimundo Severino para solicitar a esposa deste que fizesse uma carta, porem já afirmando que, só aceitaria se fosse do seu jeito. Dona Albina apanhou uma folha de papel, um lápis de grafite e começou a escrever o que falava Jose Amâncio:
Sitio Araçás, Junho de 1945.
Juca Lourenço!
"Corno veio felá da puta".
Dona Albina diante de tantos impropérios advertiu Jose Amâncio: Eu não vou escrever isto não! Seu Juca é o meu padrinho e sabendo que foi eu que escrevi ele nunca mais me abençoa! Jose Amâncio se levantou, coçou o cangote e disse: deixe está, no dia que eu encontrar uma rapariga que não for rapariga dos Correias, ela faz. Saiu pra casa fungando de raiva e a partir daquele dia passou a somar mais um intrigado na sua já grande coleção.
A. Morais

terça-feira, 12 de maio de 2009

Apois, agora dê!

O sitio Atoleiro, pertencente ao distrito sede de Várzea-Alegre, talvez seja hoje em dia, o único lugar do mundo onde ainda se observa o conceito: palavra dada, palavra cumprida. João de Toinha estava na roça com os dois filhos e estes interessados em assistir ao jogo do Brasil com a França pela copa do mundo, fizeram uma proposta: Se terminassem de limpar uma área até o meio dia, estavam dispensados de voltar à roça no período da tarde. João além de aceitar o desafio dos filhos ainda fez pouco caso, duvidando da capacidade dos meninos, chegando a ponto de afirmar que se dessem conta de limpar toda aquela área até o meio dia, ele era capaz de dar o monossílabo. Os meninos meteram as ferramentas, foram à cima, foram a abaixo, e terminaram o serviço no prazo determinado. Quando Toinha, a mulher de João, a mãe dos meninos, chegou com o almoço, recebeu a informação do desafio dos filhos e da proposta de João. Então, a mulher reagiu assim: “Apois agora dê, viu João, os Bichim num ganharo”! Os meninos foram assistir ao Jogo na TV do Bar da Boa Vista, o Brasil perdeu e foi eliminado pela França nos pênaltis e João escapou fedendo.
A. Morais

Não se acompanhar com Mundim!

Demontier Batista, preocupado com a sua saúde, ficou muito mais depois do infarto que levou seu amigo João Morais. Marcou consulta com um cardiologista fez uma bateria de exames, quando foi para retornar, o médico pediu para que ele fosse acompanhado da sua esposa Anésia. O casal ficou até um tanto preocupado pensando ser alguma gravidade constatada nos exames.
Chegaram ao consultório e sentaram juntos, em frente ao médico. Dona Anésia pôs os cotovelos na mesa e as mãos em cada lado do rosto e encarou o médico sem piscar os olhos. O médico notou a expressão de preocupação dos dois e tratou logo de acalmá-los
Bem. Pelos resultados aqui dos exames, está tudo bem. Eu solicitei a presença da senhora aqui apenas porque eu tenho umas recomendações para fazer. E como é a esposa que sempre cuida da alimentação eu gostaria que a senhora ouvisse com atenção. Vou anotar também nas costas da receita para vocês levarem.
O médico começou a dizer ao mesmo tempo em que escrevia:
Examinar semanalmente a pressão arterial.
Fazer caminhadas três dias por semana.
Não se alimentar de comida muito gordurosa.
Não se alimentar de comidas com muito sal.
Nesse momento Demontier interrompeu o médico perguntando:
Doutor. E uma cervejinha eu posso tomar?
O médico disse.
Claro! Você pode tomar duas ou três cervejas num final de semana.
Nesse momento foi a vez da interferência da Dona Anésia:
Mas doutor se ele se acompanhar com Mundim de Chico Luiz, ele não toma só três. Ele toma logo é uma grade.
Assim sendo vamos acrescentar aqui: Não se acompanhar com Mundim.
Mundim do Vale.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Oligarquia dos Augustos Lima.

Acontecimento memorável, a Estrada de Ferro chega em Lavras da Mangabeira, território dos Coronéis. Aconteceu em 1917, no dia 03 de Dezembro, a chegada em Lavras do primeiro trem da Rede de Viação Cearense. Entre os passageiros vinham as personalidades mais importantes do estado, a começar pelo Presidente João Tomé Sabóia. Estava, pois, inaugurada a estação da ferrovia. Era o progresso, afirmavam os oradores, que estavam chegando ao interior do Ceara. A viagem foi considerada, na época, como verdadeira aventura. A locomotiva havia atravessado exatamente 491 quilómetros de latifúndios, distancia que separava a cidade de Fortaleza de nossa Senhora Assunção da cidade de São Vicente Ferrer. Durante om percurso os passageiros iam descobrindo o panorama económico e social da região devassada pela maquina. Aqui, os canaviais do Acarape, os cafezais de Baturité, ali, as fazendas de plantar e de criar de Quixadá, Quixeramobim e Senador Pompeu. O criatório dos rebanhos, a lavra de algodão, do milho, da mandioca, da carnaúba, do feijão. Acolá, o Iguatu com suas lagoas, seus arrozais, cana de açúcar, gados e algodão. E, no meio desta panorâmica, os homens a cuidar das lavouras e dos rebanhos, em tempo de paz, trabalhos do eito, meeiros e vaqueiros. Em tempo de guerra, cabras em armas. Moravam em casebres de taipa cobertos de palhas de carnaubeira ou coqueiros. Toda coronelzada das vinte e seis cidades da região sul estavam a esperar o presidente. Dona Fideralina, a matriarca do clã dos Augustos Lima, mandava e desmandava em Lavras da Mangabeira, colocando os filhos no Poder, ou dele apeando-os, conforme bem entendesse. Dona Fideralina, como verdadeira matrona sertaneja tivera muitos filhos, o que lhe assegurasse através dos anos uma numerosa descendência. Um dos filhos de Dona Fideralina, o medico Ildefonso Correia Lima, eleito deputado federal por varias legislaturas, seria representante do Ceara na Constituinte de l893. Outro o Coronel Honório Correia Lima, ocuparia por vários anos a Intendência de Lavras, ou fosse à prefeitura municipal. Entrando em desagrado com a genitora, o Coronel Honório foi deposto da Intendência e substituído pelo irmão Coronel Gustavo Augusto Lima. O ato teve lugar em fins de 1.907, contando com a participação de grupos armados a cuja frente se encontrava a própria Dona Fideralina. A partir de 1922, três anos após a morte de Dona Fideralina, os irmãos Coronel Raimundo Augusto e Coronel João Augusto deram continuidade a uma das oligarquias mais prolongadas já existentes no Ceará.
Alberto S. Galeno

O Cara.

Mais uma para a série “corre o território livre da internet”. Depois que o Obama falou que o Lula é o Cara, o presidente virou mania:
Nos Estados Unidos as pessoas estão deixando a barba crescer.
No Japão estão aprendendo a falar Português.
Na Alemanha estão falando com a língua presa.
Na França as pessoas estão usando a estrela do PT.
E, em Portugal, estão todos cortando o dedo.
A. Morais

Santo furtado e açoitado.

Num ano de chuvas escassas, bem diferente de 2009, aconteceu essa historia enviada por Mundim do Vale: “Essa quem me contou foi o músico Pedro Sousa de saudosa memória. Em Janeiro de 1958, Laura da Formiga plantou um roçado de duas tarefas de arroz no baixio de Antônio do Sapo. Com algumas chuvas o legume nasceu e cresceu até a altura de um palmo, a folha de um verde escuro era a coisa mais linda para os olhos de um agricultor.
Laura dizia:- Isso aqui com fé em meu São José é arroz pra mais de quinze quartas. A chuva foi diminuindo até que parou total. Laura esperou até o dia de São José padroeiro do Ceará e nada. A palha murchou, secou e o vento carregou deixando só o tronco esperando pelo milagre das chuvas para se recuperar.
Laura tava se lamentando quando chegou Vicente Tudo dizendo que se ela roubasse um santo à chuva retornava. Foi aí que Laura perguntou: E é? Apois eu vou robar logo é São José, que eu sei onde é que tem um. Quando foi à noite Laura foi à casa da sua prima Bárbara começou a conversar quando sua prima foi coar um café ela foi ao santuário e afanou São José que estava ao lado de são Pedro. Pegou o santo enrolou numa rodia disfarçou por ali, depois levou para casa. Mas passou uma semana e nada de chuva.
Quando ela perdeu as esperanças pegou o santo e saiu para o roçado. No caminho cortou logo um cipó de marmeleiro e levou junto. Chegando na roça pegou o santo pelo pescoço começou a esfregar a cara dele nos troncos do arroz dizendo assim:
Ta vendo o serviço que você fez? Eu plantei essa rocinha junto cum João meu irmão nós limpamos cum todo gosto, quando acabar você deixa acontecer uma desgraça dessa. Eu vou lhe dar umas cipuada que é mode você aprender. Ta escutando?
Enquanto Laura açoitava o santo João da Formiga foi chegando no aceiro da roça dizendo: Mas Laura, quem manda chuva pra nós num é São José não, é São Pedro. E é?
É.
Pruquê você num dixe logo? Apois eu vou deixar esse sem futuro lá no santuário de Barbinha e trazer aquele outro sem futuro amigo dele, qui é prumode eu fazer o mermo serviço. E tem mais uma coisa. Eu só vou ficar cum pena é das cipuadas qui eu errar e pegar no chão.
Eu não sei dizer aqui se houve retaliação dos santos porque eu acredito que eles não são vingativos. Mas o ano de 1958 foi um dos mais secos da terra do arroz”.
Mundim do Vale.

Quatro meses.

O blog do Sanharol está completando quatro meses de existência. Já foi honrado com comentários de 61 comentaristas. São 61 amigos que trouxeram a sua opinião o seu relato e a sua contribuição para o enriquecimento dos temas postados. Agradeço aos comentaristas, agradeço as suas participações e levo o meu abraço também aos amigos leitores que por alguma razão não comentam. Pra vocês todos, esta musica, que representa tão bem as nossas características de nordestino: estrada de terra, poeira, viola, sanfona, zabunba, caatinga, alpendre, cachorro, jumento, casamento, dança, cachaça, e hospitalidade, tudo o que você verá no vídeo. Dá-lhes Gilberto Gil.

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A. Morais

Malovida.

Sílvio Piau recebera ordem para ir enchiqueirar os bezerros, escalado para botar as vacas no curral. Saiu de Várzea-Alegre na garupa de uma moto e se dirigiu ao São Cosme, fazenda dos seus pais. Em lá chegando colocou a roupa de vaqueiro e partiu para o campo. Uma das vacas, teimosa e malovida como o diabo, já dera um trabalho muito grande para ser encontrada, e, depois de localizada cismou de não entrar para o curral. Sílvio sozinho, sem nenhum adjutório, comeu fogo para prender a vaca no curral. Depois de presa o Sílvio resolveu aplicar um corretivo na vaca. Apanhou uma corda no armazém, laçou a vaca, puxou para o tronco, amarrou bem, foi na cerca retirou uma vara e começou a aplicar a lei do Coronel António Correia, peia! Quando já saia sangue por todos os poros, além do nariz, olhos, orelhas, e chifres, o Sílvio se deu por satisfeito. Soltou a vaca e enquanto caminhava em direção a porteira enrolava a corda num dos braços. Quando chegou à porteira, olhou para trás, na direção da vaca, se empertigou e disse: Agora vá dizer ao padre Otávio.
A. Morais.

domingo, 10 de maio de 2009

Proezas de Lampião.

Quando a minha avó Dedé Pinheiro estava com gravidez avançada de minha tia Dionê, em 20 de Outubro de 1925, Lampião estava em Pernambuco, região de Serrita, Moreilandia, Granito e Exu onde o meu avô Cícero tinha fazendas nas proximidades. Nesta região, também tinha fazendas e residia o conhecido Coronel Romão Sampaio amigo do meu avô.
Lampião achou de mandar um recado para o meu avô: queria porque queria armas, um vaqueiro e um conto de réis. Meu avô apavorado com o receio de alguma invasão, foi até a casa do Coronel Romão Sampaio que, às vezes, costumava receber Lampião e o seu bando. Daí o Coronel Romão, por certo para não desmoralizar o cangaceiro-mor, chamou-o a um quarto da casa, passou uma reprimenda, por Lampião ter importunado o seu amigo Cícero. Que não se aproximasse de sua fazenda, pois sua esposa estava grávida, a única arma que dispunha era uma espingarda de caça de um filho que estudava no Rio de Janeiro e que um conto de réis ele só possuía no Crato. Por fim, apenas o vaqueiro foi prestar algum trabalho ao lampião. Resultou que nesta data, 20 de Outubro nasceu tia Dionê em cima de umas malas na estrada entre Pernambuco e Crato no Ceará. Com o susto de minha avó não houve tempo de chegarem ao Crato. Efetivamente tia Dionê era Pernambucana, mas não sei informar como ficou no registro de nascimento oficial.
Maria Gloria Pinheiro Cordonez.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Capitão Lampião.

Cangaço e folclore, Lampião transformado em defensor da legalidade, é recebido como hospede do prefeito de Jardim. Os habitantes da cidade de Jardim despertaram naquela noite de Janeiro de 1926 sob o impacto de inesperado espetáculo folclórico. Eram toques de harmônicas que ecoavam vindos do patamar da igreja, seguidos do arrastar de pés que dançavam o xaxado e de vozes selvagens cantando a Mulher Rendeira, toada muito do agrado dos sertanejos. O Juiz da Comarca abriu a janela e olhou para ver do que se tratava. Em frente, a casa do prefeito estava aberta, assim como o prédio da prefeitura, aberto e bem iluminado. E, dentro e fora a algazarra de pessoas em movimento. O Juiz chamou uma das empregadas e mandou saber do Prefeito o que estava acontecendo na cidade. Diga ao Doutor, respondeu o Coronel Daudet que é Lampião que se encontra entre nós. Mas, que não tenha receio porque ele vem em missão de paz. Vai ao Juazeiro, a chamado do Doutor Floro, defender o governo, dos revoltosos. E continuou sentado como estava no sofá, tendo de um lado Lampião, e do outro Bom Devéras, o lugar-tenente do chefe bandoleiro. O espetáculo prosseguiu em meio da maior animação, agora engrossado pelos curiosos que tinham vindo ver de perto os cangaceiros a cantar e a dançar xaxado. No dia seguinte Virgulino Ferreira, o Lampião, reunia o seu bando formado de mais de 50 cangaceiros e desfilava na praça principal de jardim, ante os olhares surpresos da população, rumo a Juazeiro do Padre Cícero. Antes, dera esmola aos mendigos, enquanto seus cabras faziam compras no comercio. Na Meca do Padre Cícero Lampião seria contemplado com a patente de Capitão Honorário do Exercito Brasileiro, engendrado por um funcionário do Ministério da Agricultura, a mando do Patriarca. Deram o que ele mais ambicionava: armas novas e farta munição. Agora bem armado, bem municiado, e ainda com as honras de oficial do Exercito. Lampião buscou sombra e água fresca. Encontrou-se com seus cabras nas propriedades de seus antigos coiteiros, prontos para defendê-los de eventuais perigos. Que outros que não eles fossem para Campos Sales barrar a marcha da Coluna Prestes. Um ano depois a cidade de Jardim pegava em armas para defender-se de Lampião e do seu bando. O cangaceiro havia aprisionado em cima da serra do Araripe o filho de um fazendeiro, proprietário no município, exigindo um resgate de cinco contos de reis, e como este não foi pago, não teve duvida em fuzilar o rapaz. Agora era, “persona non grata”, detestado por uns, temido por todos.
Alberto S. Galeno

A terceira de seu Izé.

Pedro Alves de Brito da Palmeirinha em Crato, todo ano visitava Várzea-Alegre duas ou mais vezes. Alem de três irmãs, a Bilinha casada com Zé Bitu do Sanharol, Sandola casada com José Raimundo do Canto e Melinda casada com Cazuzinha do sitio Iputi, tinha dezenas de primos legítimos, e era casado com Laura Morais de Brito do sitio Lagoa do Arroz irmã de Joaquim Piau, portanto era muito grande a afinidade do Pedro Brito com os da Várzea-Alegre. Certa feita levou junto o genro Sandoval Siebra de Brito e iniciou as visitas pela casa do seu primo legitimo Zé de Ana do Sanharol. Enquanto levava um lero com seu Izé, o Sandoval observava a conversa e a sua indumentária contrastava com a simplicidade dos do Sanharol. Sandoval vestia uma camisa de cambraia de linho amarela, calça de linho preto, sapatos brancos, chapéu da marca ramenzone de abas longas, óculos escuro, cinto branco, relógio de pulso, estava um “Dandy” da Ilha de Caras. Seu Izé deu uma cubada em Sandoval e perguntou: Pedro, e quem é esse “Bolandeira vogais”? Sandoval que estava se achando um arraso desceu da sua empáfia e saiu o resto da viagem temendo se encontrar com outro Zé de Ana.
A.Morais

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Raimundinho Piau - Mundim do Vale


Meu caro leitor amigo
Veja um relato fiel,
Eu já rimei na viola
Que faz bem o seu papel.
Agora passo a rimar
Na cultura popular
A importância do cordel.

O sertão antigamente
Não tinha televisão
O sertanejo vivia
Carente de informação
O radio lá não chegava
E o cordel é quem levava
Noticias para o sertão....

Mundim do Vale.

Aos ex-colegas de 1969 a 1971 - Colegio Wilsom Gonçalves

Como os chumbos de uma espingarda doze, saimos de Varzea-Alegre e nos espalhamos todos. Uns foram para Recife, outros para João Pessoa e Campina Grande, a maioria para Fortaleza e eu vi para o Crato onde a partir de Março 1969 fiz parte de uma turma do turno da tarde do Colégio Estadual Wilson Gonçalves. Éramos 34 alunos, e do segundo ano em diante foi diminuindo, à proporção que uns não acompanhavam e outros se deslocavam para outros centros para se prepararem para o vestibular. Essa foi uma turma vitoriosa, são vários os ex-colegas médicos, dentistas, advogados, engenheiros, professores e bancários bem sucedidos. Há uns 10 anos foi feito um trabalho no sentido de tentar localizá-los, para um possível encontro, porem chegamos à conclusão da impossibilidade devido as distancias em que nos encontramos no momento. Por intermédio do Blog do Crato foi localizado o ex-colega Raimundo Nonato Rodrigues, auditor fazendário no Estado da Paraíba e o seu irmão Demir medico também naquele estado. Ofereço este vídeo para todos os ex-colegas, especialmente para Nonato e Demir que numa viagem que fizemos a Souza em Setembro de 1969 não paravam de cantar a musica: Aquele Abraço.

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A. Morais

A segunda de seu Izé.

Noutra oportunidade viajaram para o Crato José de Pedro André, Zé de Ana, Zé Bitu e Pedro Batista. Meio de transporte o mesmo, tração animal. O motivo da viagem era diverso. Zé Bitu fazer compras, Pedro Batista vinha buscar uma imagem de Nossa Senhora da Paz que havia mandado restaurar e os outros visitarem um amigo internado no Hospital são Francisco. Desta feita se hospedaram na casa de Pedro Alves de Brito no Sitio Palmeirinha, distrito de Ponta da Serra. Chegaram à tardinha, soltaram os animais na roça, pernoitaram e no outro dia cedinho foram ao Crato nas Kombi que faziam a linha Ponta da Serra/Crato. Antes do meio dia já estavam retornando para Palmeirinha. No almoço uma panela de fava com mocotó de porco e toucinho chamava a atenção e o Zé Bitu exagerou na degustação. Por volta de uma hora da tarde arribaram da Palmeirinha e às 10 da noite já estavam no sitio Lenços, propriedade de Vicente Pitá, onde costumavam se hospedar. Soltaram os animais na roça e trataram de se recolher. Zé André e Zé de Ana armaram as redes na sala, Zé Bitu e Pedro Batista se acomodaram no quarto. Foi deitar e a fava começar a sair em estado gasoso. Lá pras duas da manhã Zé André saiu para o terreiro, nessa época o relógio era a estrela Dalva, o horário dependia da posição dela no céu. Pedro Batista estava fumando seu cigarrinho em disse: Zé André vamos pegar os animais e vamos embora. Zé André falou: Pedro está muito cedo. Não senhor, vamos botar Zé Bitu para peidar na estrada que ele não está respeitando nem Nossa Senhora da Paz!
A.Morais

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A primeira de seu Izé.

José Alves de Morais, seu Izé ou Tibola, filho de Raimundo Alves de Morais e Ana Feitosa Bitu, também tinha as suas. Seu Izé eu conheci, sua residência era bem próxima da nossa casa do Sanharol. Quando eu tinha lá os meus 08 anos ele me deu um presente de um “quicé” eu fui apanhar arroz com ele e Bibia sua esposa e pela primeira vez me sentir realizado, pois a honra dos do Sanharol naqueles tempos era ser um bom apanhador de arroz. Muito estimado pelos sobrinhos que o chamavam carinhosamente de “Tibola”. Ele era baixinho e gordinho e deve ter sido o Mundim do Sapo o autor de tão assemelhada característica: Tio+bola = “Tibola”. Na década de 40 fizeram uma viagem ao Crato, Jose Bitu, Mundim do Sapo e Zé de Ana. Meio de transportes: lombo de animais, finalidade da viagem: Jose Bitu fazer compras, Mundim do Sapo visitar amigos e parentes e Ze de Ana idem. Quando chegaram ao Quebra, na casa de mãe Pastora, se arrancharam, soltaram os animais na roça e jantaram baião de dois com costela de porco torrada enquanto o bucho coube.
No outro dia cedinho pegaram a “chepa” para o Crato. Zé Bitu era apaixonado por artesanatos de couro: arreios, chicotes, arreadores, cabrestos. A primeira loja a adentrarem foi à Casa do Vaqueiro de Chicô Leonel. Zé de Ana era deficiente auditivo, ouvia com dificuldade, apanhou um chocalho que estava em cima do balcão levou a altura do ouvido balançou e disse: o chocalho de Zabelê. Zé Bitu falou: guarda esse chocalho Izé! Ele elevou o chocalho à altura do ouvido e balançou novamente e disse: chocalho de Zabelê! O dono da Loja observou o movimento e disse: o que é homem de Deus, esse chocalho eu comprei hoje de manhã a um rapaz do Quebra. Zabelê era a burra que Zé de Ana viajava, e, durante a noite um cabra roubou o chocalho, já tinha vendido a Chico Leonel e certamente estava tomando a grana de teimosa com os amigos.
A. Morais

terça-feira, 5 de maio de 2009

Feliz aniversario.

Mamãe - Parabéns pelo aniversario.

Ana Thais.

Cláudia Daniela - Parabéns!

" O homem é a águia que voa; a Mulher o Rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço; Cantar é conquistar a alma". - Victor Hugo.

Feliz aniversario.

Seus pais : Morais e Nair.

domingo, 3 de maio de 2009

Uma Tarde no Sanharol - Por: Dihelson Mendonça

Aqui foi onde tudo começou !



No último dia 21 de Abril, fomos convidados para conhecer o famoso Sanharol. Mas onde fica? Sanharol é um local centenário na cidade de Várzea Alegre, que é o local aonde nasceu o nosso querido Antonio Morais, e de onde vem toda uma família enorme de pessoas maravilhosas contadas por ele no Blog do Sanharol. E quantas histórias lindas esse homem tem para contar...segundo Morais, Sanharol possui esse nome porque no local, há mais de uns 200 anos, existia ali muito sanharol ( que é uma abelha que aqui no Crato nós conhecemos por Arapuá ).

Na tarde em que passamos por lá, acompanhados da minha mãe, namorada e a nossa colega Socorro Moreira pudemos testemunhar muitas dessas histórias contadas pelo Morais no Blog do Sanharol acolhidos calorosamente pela turma que lá se encontrava, sua filha, seu genro e netos. Recepção belíssima, e um almoço que estava simplesmente delicioso. Aliás, foi um dia que amanheceu muito chuvoso, e o próprio Morais havia tentado garantir a nossa ida desde cedo, ligando incessantemente, e assegurando que as estradas estariam boas. Até que conseguimos sair do Crato. Por volta das 13 horas chegamos finalmente ao Sanharol. O A. Morais foi nos recepcionar na entrada de Várzea Alegre. O propriedade do casal é muito aprazível, varanda enorme ( diga-se de passagem, a maior varanda que já vi na minha vida ), que dá vontade mesmo de puxar um ronco na rede, e esquecer da civilização. E era isso que a gente queria mesmo. Depois de uma semana realmente estressante como essas que temos tido, nada melhor do que aceitar esse convite desse ser humano maravillhoso que é o Morais e da sua família para aquela tarde. E deixou saudades! Apesar do pouco tempo em que passamos no Sanharol, tive o prazer de conhecer a sua mãe, e 2 dos seus irmãos. Mas bom mesmo é ver um pouco do que pude registrar sem grandes pretensões fotográficas alguns pontos dessa viagem, que repasso para vocês com todo prazer:









Acima, nosso grande anfitrião, Dr. Menezes Filho e um de seus cavalos favoritos

Morais, o homem que não gosta de posar para fotografias... rs rs



Acima, minha mãe Haydée ( esq. ) e Dra. Ana Micaely de Morais Meneses ( centro )

Aí está ele o nosso Contador de Histórias maravilhosas!

Acima: A grande poetisa Socorro Moreira que também adora o Sanharol




Esse fotógrafo é um sapequinha mesmo...


Acima, a meiga Senhora, D. Antonia Alves de Morais e filhos


Dá para se avistar Várzea Alegre...



Acima: O "Casarão" do Sanharol


Amigos do Sanharol, obrigado pela acolhida maravilhosa. Qualquer dia desses a gente volta a ver esse lugar muito interessante chamado SANHAROL.

Fotos e texto:

Dihelson Mendonça

Clínica São Raimundo - Cuidando do Povo de Várzea Alegre !

O Blog do Crato e o Blog do Sanharol têm o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médicos Dr. Menezes Filho e da Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:



Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.

Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Meneses

Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...



Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129. Várzea-Alegre. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade: Pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

"Cuidando com carinho e responsabilidade do povo de Várzea Alegre !"

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Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272