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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Brasil dos sem-Copa - Por Mary Zaidan.


Mary Zaidan - É jornalista.
Corrupção para todos os lados que se olhe. Regime de Contratação Diferenciado, que colide frontalmente com a lei 8.666, baliza para as licitações públicas, isenção total de impostos para gente da Fifa, fornecedores e cupinchas, e agora, dinheiro do FGTS, da conta do trabalhador, para bancar obras. Parece não haver limites para os descalabros feitos em nome da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Enquanto isso, a infraestrutura do país apodrece.

Divulgada na semana que passou, a 15ª pesquisa sobre as estradas brasileiras feita pela Confederação Nacional dos Transportes é mais uma demonstração inequívoca disso. Em um país em que mais de 60% da carga e de 95% da população dependem de rodovias, 57,4% delas são péssimas, ruins ou, no máximo, regulares. Pouco mais de 12% são consideradas ótimas.

Ninguém precisa ser bidu para saber que as ótimas são administradas pela iniciativa privada. E que as 18 melhores são do Estado de São Paulo, campanha eleitoral sim outra também, acusado de cobrar pedágios exorbitantes.

Os críticos dizem que os pedágios pesam no custo Brasil, como se a falta de conservação nada custasse. E o custo vida? 8.516 vítimas fatais em 2010, 183 mil colisões, 15,5% a mais do que em 2009. Só em estradas federais. Impossível atribuir os dados apenas à imprudência.

Mas não basta concessionar. Ao fazê-lo, há de se fazer bem feito, fiscalizar. Algo cada vez mais difícil no desnorteado governo Dilma Rousseff. E pouco vale vangloriar-se de pedágios mais baixos quando as obras previstas em contrato sofrem frequentes atrasos.

Alerta da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), feito em 2010, apontou que trecho da BR-116 está próximo da saturação devido a obras que mal saíram das pranchetas desde 2003. Isso na Dutra, que liga o Rio a São Paulo, eixo fundamental para a Copa, quase o único que restou depois do conto de fadas do trem-bala e das sempre adiadas ampliações dos aeroportos, que não deverão passar de puxadinhos.

Na área urbana o caos não é menor. Os portos ditos turisticamente estratégicos – Santos, Rio, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza e Manaus – são só plantas arquitetônicas do que deveriam se tornar. Obra alguma começou. As de mobilidade, muito menos. Imagine-se nas cidades dos sem-Copa.

Enquanto isso, o governo Dilma se embrulha na corrupção, na inoperância, na falta de planejamento, gerência e comando. Parece esperar por milagres. E, ainda que aconteçam, estarão longe de dar respostas às urgências estruturais do país.

O atraso não é para 2014 ou 2016. O Brasil está atrasado para o Brasil.

005 - Por onde andam?

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O romantismo se perdeu na profunda vala do esquecimento, existe talvez adormecido  naqueles que tiveram a oportunidade de viver  a época da jovem guarda. Uma pequena amostra.

Jerry Adriane canta : Ès meu amor e tem feitiço teus olhos - Que coisa mais linda, quantas saudades.

Grande abraço.

domingo, 30 de outubro de 2011

NO DIA EM QUE DEUS DERRUBOU A SUA CAIXA DE TINTAS - Por Vicente Almeida

2ª Postagem

E como eu ia dizendo...
 
















Terno e suave como a Fideralina e a
 Fátima Bezerra















 Sereno como a sinceridade da Artemísia e a alegria da Didi Morais
 Vibrante como a energia da Magnólia













  Luiz Lisboa - Eis o seu arco íris. Infinito como Deus


Renovador como tudo em nossas  vidas
Vivo e envolvente como um trabalho cheio de amor
Delicado como a Claude Bloc














 Seguro como a certeza de haver
cumprido a missão
Encantado como a sensibilidade poética de Sávio e Mundim do Vale
Sublime como o amor














 Falta apenas uma postagem.
Desejo um bom domingo para todos
e que a esperança seja a última a nos abandonar

Maioria das ONGs sob suspeita é ligada ao PC do B - Roberto Maltchik - O Globo.



Cerca de 73% do dinheiro comprovadamente desviado ou mal aplicado por organizações não governamentais no Programa Segundo Tempo irrigaram entidades ligadas ao PCdoB, partido que continua à frente do Ministério do Esporte mesmo depois da saída de Orlando Silva.

Levantamento feito pelo GLOBO nas 16 tomadas de contas especiais (TCEs), nas quais o próprio governo detectou irregularidades em convênios com as ONGs, mostra que, em oito delas, os alvos são grupos dirigidos por filiados à legenda ou pessoas que tiveram ligação estreita com os comunistas em quatro estados.

O governo busca recuperar - com o apoio da Polícia Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) - de R$ 28,3 milhões, apenas de convênios fechados entre o Segundo Tempo e as ONGs. Deste montante, R$ 20,6 milhões abasteceram os cofres de entidades atreladas ao PCdoB em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Tocantins.

Entidades ligadas ao partido também estão no topo da lista de todas as ONGs beneficiadas pelo Segundo Tempo. Das cinco entidades que mais receberam recursos, quatro têm ligação com o PCdoB e não foram alvo de investigação.

Braço direito do vereador Netinho de Paula (PCdoB) na Câmara Municipal de São Paulo, Veruska Ticiana Franklin de Carvalho, filiada em Campinas, comandava, em 2004, a Federação das Associações Comunitárias de São Paulo (Facesp), entidade que amealhou R$ 1,6 milhão do Segundo Tempo para criar 125 núcleos esportivos nas cidades paulistas de Americana, Campinas, Mauá e Osasco.

O objetivo era beneficiar 12.500 crianças, jovens e adolescentes. Porém, nem o Ministério do Esporte conseguiu descobrir onde foi parar todo o dinheiro, e, agora, pede de volta R$ 3,5 milhões (valor corrigido) por falta de execução do projeto.

sábado, 29 de outubro de 2011

Milênios - Laércio Lima.

Que a primeira flor
Deixe em toda parte sua essência.

Que o primeiro grito
Seja sereno feito de amor.

Que as primeiras mãos
Semeiem carinho e benevolência.

Que a primeira escrita
Venha anunciar compreensão glamour

Que a ultima vocação
Seja para demonstrar liberdade

Que a ultima alucinação
Venha lentamente distante, lá na idade.

Que a ultima janela e porta
Abra para a fé e feche para a saudade.

Que a entrada do milénio
Inicie com amor e termine com a felicidade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

NO DIA EM QUE DEUS DERRUBOU A SUA CAIXA DE TINTAS - Por Vicente Almeida

 Foi engraçado.
Tudo estava em preto e branco.
Ai Deus, passeando pela sua criação, olhou para esse pontinho minúsculo chamado terra, e acho que pensou: Vamos dar uma olhada naquele lugar, e tentar levar para aquela gente: Paz e Alegria.
Pegou sua caixinha de tintas lá nos confins do universo, e veio colorir a Terra. Mas na sua caminhada, uma estrela o encandeou um pouco,  e ele levou as mãos aos olhos deixando cair a sua caixinha de tintas com todas as cores inimagináveis, que se espalharam pela imensidão do planeta.
Veja com seus próprios olhos o que aconteceu!
Falei de acidente, mas sei que Deus derrubou a sua caixinha de tintas de propósito, só para nos agradar. Nos encantar e assim provar o quanto ele nos ama.
Será que você ainda duvida desse amor?
Isto me lembra muito os inimitáveis amigos Claude Bloc e Dihelson Mendonça que nos tem prestigiado com fotografias de tirar o fôlego.
Essas imagens foram capturadas na internet 
Aguarde as próximas imagens - Domingo e Terca Feira!











VOCÊ ME DESARMOU - Por Mundim do Vale.


Joaquim Fiusa e Zé Vieira, eram amigos e vizinhos no sítio Chico. Nunca ninguém ouviu falar que nenhum dos dois portasse arma de fogo. Dizer aqui qual dos dois era o mais pacato é impossível. Eu os conheci até a morte e posso dizer que nunca ouvi falar de briga de nenhum dos dois.
Uma noite chegou um forasteiro na casa de Joaquim e pediu arrancho, Joaquim bom hospitaleiro que era, hospedou o desconhecido que logo tirou os arreios do burro e botou na sala. Em seguida botou o animal na roça e voltou. Joaquim mandou Dona Izabel servir uma coalhada para o visitante e armar uma rede limpa na sala. O rapaz acomodou-se e o casal foi dormir num quarto de meia parede que ficava vizinho a sala. Os dois começaram a cochichar quando Izabel falou:
- Ou Joaquim! Tu não acha perigoso esse desconhecido dormir dentro de casa não?
- Dormir não tem perigo não. Perigoso é ficar acordado.
- Mais Joaquim. E se esse homem for um salteador?
Foi aí que a ficha de Joaquim caiu e ele confiando no sincronismo da esposa, falou o mais alto que podia:
- Izabel! Zé Vieira veio deixar o revólver?
- Veio tá aqui no armário!
Depois disso eles ouviram apenas um tossido na sala e depois silêncio total.
Na manhã seguinte o visitante acordou, lavou o rosto, tomou café, despediu-se e foi embora.
Três dias depois Joaquim Fiusa encontrou-se com Zé Vieira e contou toda a história.
Zé Vieira reagiu dizendo assim:
- Pois não era pra você ter feito isso não.
- Porque?
- Porque você me desarmou, se o homem inventa de ir lá pra casa.


Decicado a escritora Izabel Vieira, que é das bandas de lá e prima dos dois personagens do causo.

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

FRAGMENTOS PARA A HISTÓRIA DE VÁRZEAL ALEGRE, livro da escritora Maria Linda Lemos Bezerra, lançado ontem, dia 27 de Outubro, no Centro Cultural Oboé, em Fortaleza, impressiona pela sua beleza estética e pedagógica. Comento:

Um sonho acordado. É assim que percebo esta obra. Um mosaico complexo, resultado da revisão na antropologia e na sociologia de uma sociedade em construção. Os fragmentos aqui resgatados dignificam, não só o povo que compõe esta peça, mas o espaço físico, o religioso, o artístico, o político e o psicológico. Encho-me de orgulho em poder mapear esta imensidão literária que se estende da casa de Chica do Rato – uma doente mental, que virou estrela no imaginário popular – ao âmago da mais nobre expressividade aqui impetrada. Enfim, uma realidade multicolorida. Sem contrastes.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

VINGANÇA DE MATUTO - Por o matuto Mundim do vale.

Tá fazeno quatro ano
Mialembro num tem ingano
Chegô aqui um fulano
Premeteu mundo e o fundo.
Fiquemo muito filiz
Fizemo cuma ele quiz
Mais dispois o infiliz
Num deu nem mundo e nem fundo.

Dixe qui pra miorá
A vida desse lugá
Adispois de nóis votá
Só pricisava inzigí.
Dispois do negoço feito
Votemo do mermo jeito
O infiliz foi inleito
Mais num pisô mais aquí.

Nóis somo gente do mato
Qui arrespeita candidato
Quando sabe cumprí trato
E num fáis cuma ele fez.
Nóis num somo de intriga
Ninguém aquí é de briga
Mais só qui dô de barriga
Nunca dá só uma vez.

Ele chega já de novo
Pisando im casca de ovo
Mode pidí voto o povo
Máis dessa vez ele dança.
Já qui nóis fumo inganado
Só prumode sê vingado
Nóis ramo pra ôto lado
Qui o voto é nossa vingança.

Dedicado ao primo Luís Lisboa.


Café



- Claude Bloc -


Minha mão segue em voo livre,
Num gesto incerto, indeciso
Alongo os dedos, toco a xícara
Enquanto os sonhos se esfumaçam...
Café matinal, café cheiroso
adoçado com sorriso
adoçado com afeto
em mais um dia igual...
(Claude Bloc)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SER VARZEALEGRENSE É - Por Mundim do Vale

EU SOU A TERA DO ARROZ
Literatura de cordel

Eu sou Várzea Alegre Antiga
Sou também a atual
Sou o terço da Formiga
Sou lapinha de natal.
Sou mestre Antônio tocando
Sou Dona Eliza educando
Sou festa de Aparecida.
Sou devoto que festeja
Sou novena na igreja
Sou nossa bandeira erguida.

Sou o pirão de traíra
Da lagoa do Serrote
Sou o beco de Gobira
Sou Eufrásio do Garrote.
Sou Varjota e Riachinho
Sou malota de Britinho
Sou cartório de Dudal.
Sou um menino pidão
Sou festa no calçadão
Sou jogo no Juremal.

Sou eleitor enganado
No tempo da eleição
Eu sou o serpenteado
Do riacho do feijão.
Sou matança sexta feira
Sou banho na Cachoeira
Sou a capela de Bíu.
Sou o telão de Salim
Sou os contrastes sem fim
Sou a torre que caiu.

Sou agricultor cavando
A terra para plantar
Sou conterrâneo chegando
Com uma máquina de filmar.
Sou madeira do Rosário
Sou fumo de Belizário
Sou chuva de fevereiro.
Sou fiel na procissão
Sou primeira comunhão
Sou festa do padroeiro.

Eu sou o jardim florido
Da casa de Graziela
Sou o legume perdido
Numa seca que flagela.
Sou o alto do tenente
Sou rua de São Vicente
Sou bodega de Osmundo.
Sou produto desse chão
Sou a sétima geração
Depois de Papai Raimundo.

Eu sou o povo dizendo:
- Várzea Alegre é natureza!
Sou o machado descendo
Com água na correnteza.
Sou praça do motorista
Sou areia da Boa Vista
Sou queijo e baião de dois.
Sou salva do meio dia
Laranja da Vacaria
Sou a terra do arroz.

Raimundinho Piau
Várzea Alegre Ceará

Reprisado para: Didí, Bibí as demais flores do meu vale.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

003 - Por onde andam?

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Ao irmão Pedro, "In Memoria" - Retalhos de Cetim - Benitu de Paula.

Pedro, quantas saudades tuas! Na alpendrada da casa do Sanharol, rodeado de amigos, ambiente alegre, cheio de graça, cerveja gelada. Lembra que você era um exímio enrolão? Tomava um gole e disfarçadamente jogava o restante fora. No final do dia todos estavam embriagados e você  rindo da cara dos  bêbados. 

Lembro quando o nosso velho e saudoso pai  se aproximava com o pratinho de arroz com sarapatel de carneiro e se metia na nossa conversa com as suas lorotas divertidas. As pilhas da radiola tinham que ser trocadas de vez em quando de tanto tocar. 

"Retalhos de Cetim" era sua musica predileta a época, Lembro-me bem que quem  cantava era o seu ídolo "Benitu de Paula". 

Pedro, tu te lembras do dia que a minha afilhada Lais se aproximou  de papai, enquanto ele tirava o leite de uma das vacas e falou: Ai, vai, e vô tira o leite é apertando nos ovos da vaca! Foi  a frase que marcou aquele Carnaval. 

Pois bem, tantos já estão ausentes e, ficamos nós aqui  com os olhos marejados, porque bendito daquele que tem a capacidade de chorar suas saudades. As lágrimas  lubrificam o coração e como uma brisa suave amenizam as nossas tristezas..

AMAR - LAERCIO LIMA DA SILVA

Amar.
É chegar ao mundo.
Sentir e cultivar cada segundo.
Que o momento pode dar.

Amar.
É procurar qualquer caminho
Que a alma encontra seu ninho
Sem precisar procurar

Amar.
É uma pancada boa
Quando sente, fica a toa
Quando vive, quer sonhar.

Amar.
É fazer o seu "eu" conseguir
É conseguir "eu"
Sem deixar espaço para fugir.

Amar.
É um vicio, uma dança
É o peso certo da balança
Que move, comove e se deixa levitar.

ORDEM DO MERITO AERONAUTICO - POR LAURO JARDIM



José Genoino, assessor especial do ex-ministro Nelson Jobim e réu no processo do mensalão por corrupção ativa e formação de quadrilha, será agraciado com a Ordem do Mérito Aeronáutico. A comenda, criada pela FAB em 1943, é destinada a premiar personalidades que tenham prestado relevantes serviços à Aeronáutica.

A distinção será distribuída na quarta-feira, na Base Aérea de Brasília, com a possível presença de Dilma Rousseff, e em outras cidades, em comemoração ao Dia do Aviador, ontem. Genoino deve receber a galhardia no grau comendador, a terceira mais elevada entre os cinco graus.

Por Lauro Jardim

002 - Por onde andam?

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No " Por onde andam" de hoje o Luiz Airão canta:

Pela porta aberta,
De um coração descuidado
Entrou um amor em hora incerta,
Que nunca deveria ter entrado.

E por aí vai. Ouçam o restante da musica e, de quebra ou agrado: Silencio da Madrugada e Bola Dividida.

PROVERBIOS MUNDIAIS - DR. JOSE OSSIAN LIMA

01 - A morte de um ancião é como uma biblioteca que se queima.

02 - Voce pode se afastar de quem corre atras de voce, mas não do que corre dentro de voce.

03 - Se uma verdade vai arruinar uma amizade não a diga.

04 - Uma grande boca desconhece o quanto o seu dono é pobre.

05 - Se a paciencia for amarga o resultado é doce.

06 - Até uma criança pode perceber uma mentira.

07 - O excesso de lamentações mata o sorriso.

Terça - Blog em Prosa - Por Giovane Costa.

Festa de São Raimundo, década passada. Os irmãos Chico Ontoe e Manuel Leandro botaram uma barraca em sociedade. O acordo era cada um tomar conta da barraca em dias alternados. 

No primeiro dia Chico Entoe deu plantão, noite movimentada, com aparência de  bom resultado. Quando Manuel chegou cedinho para o prestamento de contas foi surpreendido com a historia do irmão: Um sujeito mal encarado, de chapéu de couro na cabeça, revolver  na cintura  passou  de madrugada e levou todo o dinheiro.

Manuel Leandro nem deu por ela, Sabia que a noite seguinte  era  a vez dele e, não deu outra:  Quando Chico Ontoe procurou a gaveta para  somar o  apurado recebeu a informação:  O mesmo cara havia  feito o mesmo serviço no mesmo horário do dia anterior.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

UNIFORME EXTRAVAGANTE - Por Mundim do Vale.

31 de agosto de 1.966, dia de São Raimundo Nonato, ressaca da festa, que foi fraca por conta do inverno ruim, sem contar com o reflexo negativo deixado pela derrota do Brasil na copa do mundo.
Chega Zé Mariano na barbearia de Vicente Cesário vestindo: Uma camiseta desbotada e sem mangas, própria para tomar injeção, uma bermuda mais enfadada do que calção de sapateiro, um par de chinelas japonesas com clips segurando o cabrexto, e uns óculos Globo 66. Senta no banco entre Vicente Cesário e Antônio Grande e diz:
- Oh Ontõe! Aqui inriba deu tem mais de 800 cruzeiro.
Antônio rebateu:
- Pera. Zé Mariano! Esses óculos Globo 66, Gregório da Celca tava vendendo a 15 cruzeiros. Chico Piau até comprou dois, um pra ele e outro pra botar no jegue no dia da corrida que o Padre Vieira vai fazer. Essa camiseta tão vendendo ali nas barracas a 10 cruzeiros, essa bermuda Azarias vende a 12 cruzeiros, essas japonesas Mané da sapataria tá vendendo o par por 3 cruzeiros.- Tu tá ficando doido?
Nesse exato momento Otacílio Correia entrava na Casa das Máquinas, de palitó, gravata e sapato social, muito bem polido.
Vicente Cesário bateu no ombro de Zé Mariano e falou:
- Meu bichim! Porque tu não pergunta a Otacílio quanto ele quer de torna, na troca dos uniformes.


Reprisado para:

José Valdir, Valdísio Correia e Tropeiro do Mameluco.

Livro mundial dos provérbios populares - Dr. José Ossian Lima.


Com relação ao lançamento do livro " Provérbios Populares" de todos os países da autoria do varzealegrense Dr. José Ossian Lima pela "Editora Protexto" temos a informar que a editora publica sob demanda, de modo que o livro não é encontrado em livrarias, podendo alguém interessado solicitá-lo, via on line, a editora pelo Site: www.protexto.com.br.

Recomendo.

domingo, 23 de outubro de 2011

Deputada Cidinha Campos.

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Recordo a Cidinha Campos como grande reporter do programa do Flavio Cavalcante, o maior e mais perfeito apresentador  da televisão brasileira de todos os tempos. Hoje, como deputada pelo estado do Rio de Janeiro desabafa no plenario  toda sua revolta contra a bandaleira instalada  no pais  de 10 anos pra cá. Se você é daqueles que tem capacidade de indignar-se veja o video. Se é adepto ou defende os canalhas que instalaram  a sebozeira que contaminou  a maioria dos segmentos da sociedade brasileira não veja o video.  O Depoimento é forte, contundente e verdadeiro.

GENTE - LAÉRCIO LIMA

Tem gente
Que é escrava
Do fazer.

E tem escravo
Fazendo gente
Crescer.

Tem gente
Se escorando
Com medo de lutar.

Tem gente
Lutando
Sem poder se escorar.

Tem sempre gente
Querendo fazer
Do medo uma forma de matar.

Tem gente
Querendo coragem
Para poder se libertar.

O que será
Dessa gente
Sem nunca ter amor pra dar....

MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc

Domingo

- Claude Bloc –



Hoje é domingo
 As pessoas se ausentam, se escondem se fecham
para descansar
Descansar o domingo
nas ruas desertas
nas portas abertas
nas horas mais largas
de nada fazer.

Sol descoberto e mais um domingo
na eterna procura de novos cansaços
mas uma caminhada
em estradas mais largas
novas  perspectivas
em largas esperas
onde se difundem os mais  transparentes sonhos
os mais abstratos planos.

É domingo.
e é sempre aos domingos
que as flores se embelezam nos jardins
Tudo volta ao princípio
de mais uma semana...

Claude  Bloc


Livro mundial dos provérbios populares - Dr. Jose Ossian Lima.

Dr. José Ossian Lima.

Recebi do meu estimado amigo, ex-colega de Ginásio São Raimundo, Jornalista, radialista Dr. José Ossian Lima um exemplar de seu extraordinário "Livro Mundial de Provérbios Populares". Parabéns". Parabens meu caro amigo, muito sucesso no seu novo empreendimento.

Recomenda a leitura. Segue alguns dentre os milhares.

01 - Não abuse da generosidade dos outros.
02 - Falar doce e delicado quebra as asas do próprio diabo.
03 - Você se lembra da agua quando o poço está vazio?
04 - Antes de curar os outros, cure a si mesmo.
05 - A vergonha é pior do que a morte.
06 - O silencio é a porta do consentimento.

SÁBADO.

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sábado, 22 de outubro de 2011

Cante lá que eu canto cá - Patativa do Assaré.

Poeta, canto da rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.

Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favor não mêxa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá, que eu canto cá.

Você teve inducação,
Aprendeu muita ciença,
Mas das coisas do sertão
Não tem boa experiença.

Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.

Dedicatoria - Dr. José Wilton Menezes.

Fiquei ontem a dizer
Como é que vou fazer
A sua dedicatória
E contar sua historia
Resumida e bem escrita
Lembrei-me então da poesia
Do verso, da alegria
Que todo poeta tem
De homenagear um alguém
Que na vida só fez bem
E que só plantou harmonia.

Mãe! Poeta mesmo é você
Que soube bem escrever
Na rima de um cantador
Um leque de humildade
Um punhado de saudade
E uma pitada de amor.

Poeta mesmo é você
Que na historia da vida
Sentia a dor mais duida
Que se podia doer
E na asa do destino
trilhou por vários caminhos
De asfalto ou com espinho
Mas soube onde pisar.
E hoje com muito carinho
Vive aconchegada no ninho
De Raimundo e Risomar.

Dr, José Wilton Menezes.

SÁBADO.

Visita de João Paulo II ao Ceara.

Na década de 80 do século passado, o Papa João Paulo II visitou o Brasil e passou quatro dias no Ceará. Vieram romeiros do Brasil e dos países vizinhos. Do Crato foram muitas famílias inclusive o casal Lourival Luciano e a esposa Nilza. 

No momento do evento Dona Nilza queria ficar o mais próximo do palanque para melhor ver o Papa. Lourival orientou: mulher dar um desmaio que eu te levo para o local dos atendimentos que fica há dez metros. Dito e feito. Dona Nilza desmaiou e Lourival a levou nos braços  deixando-a a pouco mais de 10 metros do local onde se encontrava o Santo Padre. 

Lourival saiu do estádio castelão e foi  a um restaurante que tinha um sanfoneiro  tocando e um magote de morenas  tomando cerveja gelada e dançado. Lourival não mediu distancia, se abofelou com uma delas e caiu na dança, nem percebeu o tempo passar e a solenidade papal findar. 

Dona Nilza saiu a procurar e por fim  avistou de longe Lourival  na maior gandaia agarrado com uma morena que pareciam mais duas abelhas de arapuá.

Dona Nilza segura a cabocla pelos cabelos que foi fuete para separar. Depois do fuzuer dona Nilza descarregou sua raiva contra Lourival. Serenado os ânimos Lourival disse: Mais Nilza, nós viemos fazer peregrinação, como é que tu  bateu tanto  na coitada e agora diz tudo isso comigo.  Ela não merecia nem eu.

045 - Uma palavra amiga - Padre Juca

Um predio pegou fogo, e no segundo andar ficara uma crina. A fumasa envolvia tudo. Não se enxergava mais nada. O pai da criança, sabendo do sinistro voltou correndo para casa. Porem não podendo mais subri por causa do fogo e da fumaça, foi até debaixo da janela que dá para o lugar onde se encontra o seu filho e gritou: Salta, meu filho, teu pai está aqui para te pegar.

A criança não via o pai, mas confiou que ele estava ali por causa de sua palavra, de sua voz.

Assim também cós, nesta mundo todo esfumaçado, cheio de duvidas, a gente deve não confiar na Palavra de Deus, saltar. dar este passo, tomar uma atitude como fez aquele filho.

Saltemos e tenhamos confiança! Deus não nos engana. Ele nos espera lá, após a morte. E quem não saltar - como acontecia com a criança se também não saltasse - irá morrer sufocado, em desespero. queimado.

Qual das duas atitudes você prefere ter fé em jogar-se nos braços de Deus, acreditar como uma criança que vai ao encontro do pai e atira-se nos seus braços. Fé é isso! Ela sabe que seu pai não vai sair de lado e não se arrebentará no chão. Fé é esta atitude de abandono coerente e total acreditando na palavra e na verdade de Deus, e não ficar pensando mas e se não for verdade. Deus não vai nos deixar espatifar ao chão.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

SAINDO DO CONTEXTO - Por Vicente Almeida






É com tristeza que exponho estas charges, sabendo que vocês rirão e continuarão acomodados como se o problema não fosse nosso.

O que fazemos para minimizar? - NADA. Só criticamos na impressa falada, escrita e televisada, sem apresentarmos soluções, nem tomarmos atitude.

Nosso medo, nos acovarda. Nossa ganância nos acovarda, nossa vontade de abocanhar uma parcela nos tornam coniventes. Por isto não ousamos sair as ruas para mostrar nossa força, para exigir nossos direitos. E somos duzentos milhões de pessoas, dominados por cerca de seiscentas.

Nunca, em nenhum momento da história se ouviu dizer que um exército tão pequeno tivesse um domínio tão grande em um país livre.

Em setembro, a arrecadação em impostos foi setenta e cinco bilhões de reais, e pouco retornará em forma de benefícios sérios.

Parte dessa arrecadação retornará em forma de viciações do cidadão, outra parte alimentará a corrupção e os altos salários dos que não trabalham, parte irá necessariamente para a manutenção da máquina administrativa e uma parcela será destinada a beneficiar o cidadão em todos os setores. Mas, somente um percentual mínimo será realmente utilizado em nosso benefício e a maior parte, mais uma vez ficará nas mãos dos corruptos, que criam engenhosos artifícios para reter para si a maior parte.

As necessidades básicas e mais urgentes de um país são: Segurança, Saúde, educação, transportes e habitação.

Não se pode negar, não somos cegos. Nesta nação, dinheiro existe em abundância, e poderia, administrado por pessoas ilibadas, tornar o Brasil um país de futuro.

Riqueza, ostentação, é muito bom quando os recursos que utilizamos são nossos, resultado do nosso trabalho. Mas quando usamos o suado dinheirinho do povo, a princípio parece legal, bacana, mas com o passar do tempo percebemos que ele nos ajudou a construir uma imensa rede de intrigas na qual inexoravelmente cairemos e levaremos de rodo nossos familiares e até amigos. Vejamos alguns exemplos recentes: Juiz Lalau, Sadan e Kadafi.

Temos mais de quinhentas mil leis, mas só há rigor naquelas referentes a cobrança de tributos.

Corruptos ficam livres, pois, as execuções sobre eles não pesam. Mas os pobres que tentam viver no comércio, trabalhando de sol a sol, são achatados, se endividam e perdem todos os bens. O governo toma uma parte e os bancos a outra. Poucas são as microempresas que superam os cinco anos de vida. Sei o que estou dizendo.

Até quando iremos continuar acomodados?

Escrito por Vicente Almeida
21/10/2011

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro


O FETO

Percebo, ainda junto à placenta,
Que está chegando o meu novo começo,
Pois breve mudarei de endereço
Deixando, inerte, a bolsa que me ostenta.

O ventre que me nutre e me sustenta
Em fortes contrações me tem apreço,
Pois mesmo na pressão eu não padeço
E nasço de forma não violenta.

Mamãe, sublime e bela como a noite,
Só crer no ser que surge num açoite,
Envolta no universo da emoção;

E sem querer conter o seu sorriso
Encobre, com prazer, choro indeciso
Saídos do materno coração.

.

BARRIGAS BRANCAS - DR. MOZART CARDOSO DE ALENCAR

Barrigas brancas - Dr. Mozart Cardoso para Patativa veja que belo poema:.

Eu me casei e a minha esposa Odete,
Era de um genio forte e muito franca!
Mas vendo em mim um homem de tupete,
Viu que não desposou um Barriga Branca.

Mui sensivel, por tudo se irritava!
Cara dura, enfezada o dia inteiro...
Assim, dias a fio ela passava,
E eu tranquilo, sereno, sobranceiro!

Depois a via triste, silenciosa,
Com os olhinhos nadando em mar de pranto,
Mordendo aqueles labios cor-de-rosa,
Solitaria, do quarto, lá, num canto!

Aquilo eu via e só Deus sabe como!
Meu coração tambem chorava mudo!
E eu que os impetos fortes sempre domo
Permanecia disfarçando tudo.

E como não suporto que ninguem
venha de fora e em meu viver se meta,
Ocultava-se sempre para alguem
Não me chamar de vil barriga preta!

E que fazia? Após uma semana,
Nós, separados, sob o mesmo teto...
Eu aguardava o instante mais "bacana",
Da noite de um Domingo predileto.

E quando o veu da noite amortalhava,
Na nossa alcova, aquele amargo fel,
Eu sobre ela me precipitava
E era um nascer da lua-de-mel....

Barriga com barriga ali se fazia
As desejadas pazes, doces e francas,
E riamos, contentes, no outro dia,
Por sermos, ambos, dois Barrigas Brancas!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

OBRASIL ESTÁ MAIS JUSTO?




Vídeo inédito do ACM - por muito tempo abafado pelo Senado subserviente, covarde,  corrupto, ilegalmente retido, antidemocraticamente escondido nos porões daquela Casa, que impedia a transcrição ou cópia, até que agora vazou.

O Senador Antonio Carlos Magalháes não era a pessoa mais indicada para fazer este depoimento, mas falou a verdade.

Blog do Augusto Nunes.

Lula foi chefe de governo e de um bando. Agora é de um bando

Foi Lula quem propôs a Dilma Rousseff a permanência de Orlando Silva e Wagner Rossi, a nomeação de Antonio Palocci, a recondução de Alfredo Nascimento e a anexação do Ministério do Turismo ao latifúndio de José Sarney, um Homem Incomum.

Dilma conhecia todos muito bem. (“Melhor que eu”, disse Lula mais de uma vez). Apesar disso, ou por isso mesmo, a sucessora convocou os cinco prontuários para o primeiro escalão. Proposta de chefe é ordem.

Quando se descobriu que o estuprador de contas bancárias também é traficante de influência, o ex-presidente baixou em Brasília para assumir o comando da contra-ofensiva dos pecadores. Como a mão estendida a Palocci acabou num abraço de afogado, foi para o exterior ganhar dinheiro com o ofício que inaugurou: é o único palestrante do mundo que cobra 100 mil dólares para repetir durante 40 minutos o que sempre disse de graça.

Escaldado pelo fiasco, o protetor de bandidos de estimação passou a agir à distância. Se dependesse dele, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais ainda estariam infiltrados na Esplanada dos Ministérios. Nesta terça-feira, numa conversa por telefone com Orlando Silva, Lula lembrou ao companheiro que os quatro despejados continuariam no emprego se tivessem seguido à risca as prescrições da Teoria do Casco Duro. E recomendou ao ministro pilhado em flagrante que resista no cargo.

Seis dicas bem humoradas

01 - Errar é humano, mas achar em quem colocar a culpa é mais humano ainda.
02 - O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe.
03 - Quem sabe, sabe. Quem não sabe é chefe.
04 - Trabalhar nunca matou ninguém, mas... pra que se arriscar.
05 - Há duas palavras que abrem portas: Puxe e Empurre.
06 - Não leve a vida tão a serio, afinal você não sairá vivo dela.

O governo e a tese do doutor em bandaleiras sem castigo - Por Augusto Nunes.

Único doutor do mundo que não sabe escrever e jamais leu um livro, Lula é também o primeiro da história que só apresentou a tese de doutorado depois de já ter virado doutor. A Teoria do Casco Duro, concebida para provar a inexistência da figura do suspeito, foi apresentada em 20 de setembro, quando o ex-presidente recebeu na Universidade Federal da Bahia o quinto diploma do gênero.

Depois de examinar a onda de despejos no ministério de Dilma Rousseff, o cérebro baldio concluiu que Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais só perderam o emprego por ignorarem que não há suspeitos no Brasil Maravilha registrado em cartório. Existem apenas culpados e inocentes. Culpados são os outros. Os companheiros são inocentes até a condenação em última instância. Dependendo da patente, nem depois disso são culpados.

Segundo a tese do doutor em bandalheiras sem castigo, “um político tem que ter casco duro”, sobretudo quando enfiado até o pescoço em ladroagens de grosso calibre. “Se o político tremer cada vez que alguém disser uma coisa errada sobre ele e não enfrentar a briga para dizer que está certo, acaba saindo mesmo”.

Nessa linha de raciocínio, os quatro despejados voltaram à planície por insuficiência de cinismo. Deveriam ter persistido na pose de vítima, nas juras de inocência e nas acusações ao acusador. Se agissem assim, o resto do serviço seria feito por jornalistas estatizados, encarregados de desqualificar o autor das denúncias, e pelos chefes da seita - começando pelo presidente da República - escalados para a evocação do mantra: ninguém é culpado até o engavetamento do derradeiro recurso.

O comportamento de Orlando Silva tem reafirmado que o ainda ministro assimilou a tese do mestre. Dilma Rousseff também, atesta o falatório da faxineira de araque em visita à África do Sul. “Nós não só presumimos a inocência do ministro, como ele tem se manifestado com muita indignação sobre as acusações feitas”, disse a presidente em dilmês castiço.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

VOLTA POR CIMA - Por Mundim do Vale,

Uma vez eu resolvi vender atas no colégio São Raimundo Nonato, que funcionava provisoriamente no Grupo Escolar José Correia Lima. Pedi permissão ao Sr. diretor Dr. Dário Batista Moreno, que muito gentil permitiu o meu ingresso na hora do recreio. Entrei com a cesta de atas e fui até a quadra, onde estavam Diassis Aquino, Zé Mulato, Murilo Teixeira e outros rapazes com um grupo de moças. ( naquele tempo ainda tinha ) Fiz uma excelente venda, só sobraram quatro atas que já estavam amassadas.
Terminado o horário do recreio, eu voltava pelo corredor e passando em uma classe vazia, fui puxado pelo colarinho para o interior da classe. Eram três alunos que estavam de castigo; Alberto Siebra, Antônio Ulisses e Jucinete de Totô.Os três revoltados com o castigo resolveram praticar a vingança contra a minha pessoa. Os anjinhos comeram as atas, esfregaram as cascas na minha cara, me empurraram para o corredor e jogaram a cesta em mim. Refeito do susto, eu voltei na quadra e recolhi todas as cascas e caroços das frutas que tinha vendido aos outros alunos. Voltei pelo corredor bem caladinho e coloquei toda aquela sujeira por baixo da porta, sem que os rebeldes notassem, depois disto eu fiz uma cara de choro e fui até o direto me queixar:
- Doutor Dário. O Senhor me ajudou, mais os alunos que estão de castigo me deram prejuízo.
- E o que foi, que houve?
-Eles comeram o resto das atas, esfregaram as cascas na minha cara e ainda me deram uns contra vapor.
- Quantas atas tinha?
- Tinha doze.
- Você estava vendendo de quanto?
- Dois cruzeiros.
- Pois vamos lá que eu vou resolver.
O justo diretor foi comigo até a classe e eu mostrei as cascas e os caroços dizendo:
- Tá vendo aí Doutor? O tamanho do meu prejuízo?
Ele olhou para os três e falou:
- Muito bonito o que vocês fizeram em! Pois eu vou pagar o prejuízo do garoto que é trinta cruzeiros e vou cobrar dez de Totô, dez de Zé Augusto e dez de Antônio Costa. E vocês vão ficar mais duas horas de castigo.
Eu recebi o dinheiro e passei uma semana evitando um encontro com os três.

Reprisado para:

Izabel Vieira, Artemísia e Tropeiro do Mameluco.