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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 30 de junho de 2010

BRIGA NA PROCISSÃO AUTOR Chico Pedrosa

Quando Palmeira das Antas
pertencia ao Capitão
Bento Justino da Cruz
Nunca faltou diversão:
Vaquejada, cantoria,
procissão e romaria sexta-feira da paixão.
Na quinta-feira maior,
Dona Maria das Dores
No salão paroquial reunia os moradores
E ao lado do Capitão fazia a seleção
de atrizes e atores

O papel de cada um
o Capitão que escolhia
A roupa e a maquilagem
eram com Dona Maria
O resto era discutido,
aprovado e resolvido
na sala da sacristia.

Todo ano era um Jesus,
um Caifaz e um Pilatos
Só não faltavam a cruz,
o verdugo e os maus-tratos
O Cristo daquele ano
foi o Quincas Beija-Flor
Caifaz foi Cipriano,
Pilatos foi Nicanor.

Duas cordas paralelas
separavam a multidão
Pra que pudesse entre elas
caminhar a procissão
Cristo conduzindo a cruz
foi não foi advertia
Pro centurião perverso
que com força lhe batia

Era pra bater maneiro
mas ele não entendia
Devido a um grande pifão
que bebeu naquele dia
Do vinho que o capelão
guardava na sacristia.

Cristo dizia: ôh, rapaz,
vê se bate devagar
Já estou todo encalombado,
assim não vou aguentar
Tá com a gota pra doer,
Ou tu pára de bater
ou a gente vai brigar.

O pior é que o malvado
fingia que não ouvia
E além de bater com força
ainda se divertia,
Espiava pra Jesus
fazia pouco e dizia
Que Cristo frouxo é você,
que chora na procissão
Jesus pelo que eu saiba
não era mole assim não.

Eu tô batendo com pena,
Tu vai ver o que é bom
Na subida da ladeira
da venda de Fenelon
O couro vai ser dobrado
Daqui até o mercado
a cuíca muda o som.

Naquele momento ouviu-se
um grito na multidão
Era Quincas que com raiva
sacudia a cruz no chão
E partia feito um maluco
pra cima de Bastião

Se travaram no tabefe,
ponta-pé e cabeçada
Madalena levou queda,
Pilatos levou pancada
Deram um bofete em Caifaz
Que até hoje não faz
nem sente gosto de nada.

Desmancharam a procissão,
o cacete foi pesado
São Tomé levou um tranco
que ficou desacordado
Deram um cocorote
na careca de Timóti
que até hoje é aluado.

Até mesmo São José,
que não é de confusão
Na ânsia de defender
o filho de criação
Aproveitou a garapa
pra dar um monte de tapa
na cara do bom ladrão.

A briga só terminou
quando o Doutor Delegado,
Interviu e separou:
cada Santo pro seu lado
E desde que o mundo se fez,
Foi essa a primeira vez
Que Cristo foi pro xadrez,
Mas não foi crucificado.


Postado por Raimundinho

Em 1974 foi assim.

Alemanha 2 x 1 Holanda. A Holanda encantou o mundo com o corrocel, mas a Alemanha foi a campeã.

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Blog é coisa séria – por Armando Lopes Rafael


Outro dia, conversando com uma respeitável senhora da sociedade cratense, ela comentava o fato de um blog local ter virado espaço desregrado, licencioso e indisciplinado para postagens explícitas libidinosas e libertinas de genitálias. E eu acrescentei: dá abrigo, também, para matérias contra crenças religiosas, o que é proibido pela Constituição.
O preâmbulo acima foi necessário para chamar a atenção para uma notícia divulgada ontem na Internet, segundo a qual o ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral–TSE, decidiu multar em dez mil reais dirigentes do PSDB por causa de comentários de leitores veiculados no site do partido Gente que Mente (www.gentequemente.org.br). O relator concordou com a ação do Ministério Público Eleitoral segundo a qual os cinco comentários feitos numa matéria com críticas à Dilma Rousseff ferem a legislação eleitoral.
Daí porque é pura ingenuidade dizer que os blogs podem ser feitos sem censuras ou sem firulas. Ou que os colaboradores dos blogs podem postar o que quiserem, sem serem vigiados ou amordaçados.
Os blogs – os chamados diários da Internet – surgiram há cerca de cinco anos, numa evolução do que era usado apenas pela garotada para buscar relacionamentos ou expor sua intimidade. Em algumas nações ainda submetidas a ditaduras, os blogs transformaram-se numa trincheira da liberdade de expressão. Daí o medo que os ditadores têm dos blogs. Isso vem acontecendo em Cuba, na China e na Venezuela, dentre outros países onde a força das armas silencia a manifestação do pensamento.
Hoje os blogs viraram coisa séria. Os chamados “blogueiros” conquistaram espaço na mídia. Suas atividades são acompanhadas pela sociedade. Daí a exigência de responsabilidade e seriedade tanto para quem posta, como para quem faz comentários no blogs.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

A Promessa de Neco Pereira - A. Morais

Li em “Historias que vi, ouvir e contei”, obra literária do Carlos Eduardo Esmeraldo, um relato atribuído ao Neco Pereira. Sustenta a historia que ao sentir falta de Pretinho, um jumentinho de sua propriedade, Neco Pereira fez promessa com meu padrinho Ciço admitindo, em caso de encontrar o animal, vendê-lo, comprar todo o dinheiro de velas e acendê-las de uma só vez no tumulo do santo padre. O jumento apareceu e o Neco, como bom devoto, tratou de cumprir a promessa. Procurou vender em um lote do qual fazia parte um galo. Elevou o preço do galo e abaixou o preço do jumento e só vendia o lote completo. Finalmente conseguiu fazer a venda. Pagou sua promessa conforme planejado sem comprometer-se com a sua consciência e sem ter prejuízo.
Essa historia do Carlos Eduardo Esmeraldo me fez lembrar Raimundo Rosa, um caboclo da Vagea-Alegre que também fez uma promessa com São Francisco. Alcançando-a, doou em ação de graças, uma novilha ao santo. 15 anos mais tarde já eram 10 reses o rebanho e por falta dagua e pasto decidiu fazer a entrega dos animais. O velho Raimundo procurou o Padre local, contou a historia da promessa em detalhes e perguntou se era preciso se deslocar ao Canindé para fazer a entrega. O padre disse que não era necessário viajar tanto. Era a mesma coisa entregar no Canindé, em Várzea-Alegre ou em qualquer outro lugar, o que valia mesmo era a intenção. Raimundo Rosa deu uma cubada no padre e disse: já que é assim eu vou entregar para um que tenho lá em casa. Nada mais justo né seu vigário.
O padre ficou lambendo os beiços e Raimundo foi correndo comunicar a novidade à esposa Generosa devota ardorosa de São Francisco.

terça-feira, 29 de junho de 2010

DESAFÍO PRA POETA - Por Mundim do Vale

Raposa não sobe escada
Canapum não dá azeite,
Poeta que esconde o leite
Não segue a minha jornada.
Eu deixo a rima elevada
Pra ninguém pegar com a mão,
Nem com vara de condão,
Nem feitiço ou bruxaria.
TODA BOA POESIA
TEM O CHEIRO DO SERTÃO.

Quem não pode com o pote
Nunca pega na rodilha,
Quem ler na minha cartilha
Tem que dançar o meu xote,
Poeta tem de magote
Mas anda na contramão,
Não alcança meu rojão
Nem trafega em minha via.
TODA BOA POESIA
TEM O CHEIRO DO SERTÃO.

Quem não poder encarar
Vai descer tomando pisa,
Mas se for uma poetisa
Eu posso até perdoar.
Mas ela tem que rimar
Seguindo a minha lição:
Rima métrica e construção
Como faz o Zé Maria.
TODA BOA POESIA
TEM O CHEIRO DO SERTÃO.

É bom que ninguém esqueça
De fazer rima correta,
Pois eu respeito poeta
Mas não abaixo a cabeça.
Por incrível que pareça
O tema é de confusão,
Mas eu acabo a questão
Aplicando a harmonia.
TODA BOA POESIA
TEM O CHEIRO DO SERTÃO.

Mundim do Vale.

Pensamento do dia.

" O neurótico constroe um castelo no ar. O psicotico mora nele. O psiquiatra cobra o aluguel".
Jerome Lawrence

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Advogado - Urologista.

O sujeito foi ao clínico geral, com o saco inchado. O médico disse que era uma inflamação no testículo ESQUERDO, nada grave etc, etc, mas recomendou a procura de um ESPECIALISTA que iria indicar. Quando ia lhe dar o cartão de um colega UROLOGISTA, enganou-se e deu o cartão de um ADVOGADO. O cara marcou hora e estava lá diante do ADVOGADO, achando que era o UROLOGISTA.
Advogado: - Em que posso ajudar? O sujeito abaixou as calças e mostrou: Como o senhor está vendo doutor, estou com uma inflamação no testículo ESQUERDO. O advogado ficou olhando a cena, sem entender absolutamente nada, e disse: Meu amigo, a minha especialidade é o Direito! E o sujeito exclama: Porra!!!, vai ser ESPECIALISTA assim lá na puta que pariu!!!


Dunga dá uma de João Saldanha em cima da TV Globo.

O Jornal O Globo em sua primeira página da edição de hoje, quarta-feira 16 de junho de 2010, desce a lenha na seleção e principalmente no seu treinador. Qual a razão dessa súbita mudança de comportamento? Vamos aos fatos : Segunda-feira, véspera do jogo de estréia da seleção brasileira contra a Coréia do Norte, por volta de 11 horas da manhã, hora local na África do Sul. Eis que de repente, aportam na entrada da concentração do Brasil, dona Fátima Bernardes, toda-poderosa Primeira Dama do jornalismo televisivo, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc.
Indagada pelo chefe de segurança do que se tratava, a dominadora esposa do chefão William Bonner sentenciou: Estamos aqui para fazer uma REPORTAGEM EXCLUSIVA para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores. Comunicado do fato, o técnico Dunga, PESSOALMENTE dirigiu-se ao portão e após ouvir da Sra. Fátima o mesmo blá-blá-blá, foi incisivo, curto e grosso, como convém a uma pessoa da sua formação: Desculpe-me, minha senhora, mas aqui não tem essa de REPORTAGEM EXCLUSIVA para a Rede Globo. Ou a gente fala pra todas as emissoras de TV ou não fala pra nenhuma? Brilhante! Pela vez primeira em mais de 40 anos, um brasileiro peitava publicamente a Vênus Platinada! Mas? prosseguiu dona Fátima? Esse acordo foi feito ontem entre o Renato ( Maurício Prado, chefe de redação de Esportes de O Globo ) e o Presidente Ricardo Teixeira. Tenho autorização para realizar a matéria. Não tem autorização nem meia autorização, aqui nesse espaço eu é que resolvo o que é melhor para a minha equipe. E com licença que eu tenho mais o que fazer. E pode mandar dizer pro Ricardo Teixeira que se ele quer insistir com isso, eu entrego o cargo agora mesmo!
O treinador então virou as costas para a supra sumo do pedantismo e saiu sem ao menos se despedir. Dunga pode até perder a Copa, seu time pode até tomar uma goleada, mas sua atitude passa à história como um exemplo de coragem e independência. Dunga, simplesmente, mijou na Vênus Platinada ! Uma estátua para ele !!!

Dá-lhe Dunga
Quem presenciou na noite de domingo o editorial do Programa Fantástico da rede Globo, lido pelo repórter Tadeu Schmidt, há de ter compreendido todo o desespero que se apossou da Vênus Platinada, em relação ao técnico da seleção brasileira. Chamando-o de grosseiro, mal educado e outros mimos a mais, a poderosa estação do Jardim Botânico viu pela primeira vez em mais de 40 anos, um brasileiro desafiar seu domínio, e literalmente mijar na sua cabeça. Recordando os fatos mais recentes, inconformado com a proibição das tais entrevistas exclusivas que só seriam concedidas à Globo, na sexta feira o Assessor de Imprensa da CBF levou ao técnico Dunga outro memorandum, dessa vez do próprio Presidente Ricardo Teixeira, solicitando que se ordenasse a abertura para que as tais exclusivas fossem concedidas.
Dunga então rasgou o memorandum na frente do Assessor de Imprensa e como a reclamação vinha diretamente por ordem da Todo-Poderosa Sra. Fátima Bernardes, Prima Dona do jornalismo televisivo, Dunga foi mais uma vez taxativo: Diz pro Ricardo que se é o que ele deseja, que coloque essa senhora como treinadora da seleção, eu entrego meu cargo! Lógico que o técnico permaneceu. Dona Fátima então, sentindo-se desprestigiada alegou um problema de cordas vocais e teria tomado o primeiro avião retornando ao Brasil.
Na entrevista coletiva, após o jogo contra a Costa do Marfim, Dunga então resolveu premiar os repórteres da rede Globo que lá se encontravam. Pela leitura labial ficou fácil identificar que ele chamou Marcos Uchoa de chato e Alex Escobar de babaca e cagão. E disse tudo. O Sr. Marcos Uchoa com aquela cara de diarréia reprimida é realmente um chato de galochas, e o Sr. Alex Escobar, metido a engraçadinho e a bobo da corte, é a própria imagem do babaca cagão.
Em razão disso tudo que foi descrito, o Sr. William Bonner, absolutamente descontrolado, escreveu do próprio punho o editorial ridículo que foi lido no Fantástico. Agora à tarde chega a notícia publicada no Portal do Lancenet que a FIFA punirá Dunga pelos fatos ocorridos. A rede Globo certamente está por detrás dessa punição covarde e canalha. Dunga merece uma estátua em praça pública. É o primeiro brasileiro vivo a desafiar publicamente a força e o poderio da Rede Globo, numa competição de cunho internacional. Leonel Brizola já o fizera antes, mas em assuntos de política interna. A seleção brasileira de 2010, muito mais que uma seleção, passa a ser o retrato fiel de seu treinador. Que o seu sucesso seja um insulto à podridão que reina nas hostes da emissora do Jardim Botânico. Dunga mijou na rede Globo por todos nós.
Autor desconhecido

domingo, 27 de junho de 2010

Final - 1970 - Gols.

Há 40 anos foi assim.

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Pensamento do dia.


"O otimista proclama que vivemos no melhor dos mundos. O pessimista teme que seja verdade".
Janes Branck Cabell

Futebol é paixão - Por Xico Bizerra

Zé Acácio era destaque como peladeiro no time de futebol da escola. Na hora do par ou ímpar para escolher os jogadores, quem primeiro era escolhido era ele. Nisso ele era muito bom. Nos estudos, não se pode dizer que era ruim; era, digamos assim, mediano, aluno nota 6. Com a bola nos pés, aí sim, era quase 10. Íamos todos estudar na sua casa. Tinha merenda todas as tardes e tinha Luzia Helena, irmã dele, paixão do time inteiro. No final do ano, torcíamos para que o reinício das aulas não demorasse tanto. Enquanto isso, jogávamos bola num campinho enfrente à casa de Zé Acácio. Entre nós, jogadores, alguns não gostavam de estudar e quase todos detestavam futebol. Mas íamos todos os dias, estudar e jogar. Luzia Helena, no portão de casa, adorava assistir os nossos jogos.
Xico Bizerra

sábado, 26 de junho de 2010

Lucio Alcantara.

O ex-governador Lúcio Alcãntara será candidato ao Governo do Estado nas próximas eleições e terá como vice o empresário Claúdio Vale, ligado ao PPS. A informação foi dada nesta noite de sexta-feira pelo empresário e dirigente estadual do PPS, Alexandre Pereira. A chapa, a ser anunciada na próxima segunda-feira, durante coletiva, terá Pereira como postulante a uma vaga de senador.
Alexandre informou para o Blog, nesta noite de sexta-feira, que Lúcio Alcântara resolveu disputar, após uma série de reuniões e ponderações políticas como a questão nacional. A dobradinha PR-PPS será oficializada na terça-feira, sendo que o PR respaldará a postulação de Dilma Rousseff (PT) para presidente, enquanto o PPS fará campanha pró-tucano José Serra.
O PR de Lúcio fará convenção na terça-feira à noite, no ginasío poliesportivo da Parangaba. Já o PPS fará sua convenção quarta-feira à noite, no auditóro da Câmara Municipal de Fortaleza.
O VICE
Cláudio Vale tem 34 anos, é advogado e empresário. Filho da desembargadora estadual Iracema do Vale, é também genro do empresário tucano Beto Studart, que chegou a ser cogitado para candidato tucano ao Governo.
Fonte - Blog do Eliomar.

Respostas logicas.

01 - Uma brasileira dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de trás presa só no segundo trinco. Solidária, conseguiu emparelhar e avisou:- A porta está aberta! A mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu irritada:- Não, senhora. Ela está mal fechada!
02 - Outro brasileiro estava em Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor respondeu que não. No sábado, o brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na segunda-feira, cobrou irritado do português:- O senhor disse que não fechava no sábado! O homem respondeu :- Mas como vamos fechar se não abrimos?
03 - Um jornalista hospedou-se há um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito 'F' e na outra, preta, também 'F'. Confuso, quis saber da camareira o porquê dos dois 'efes'. A moça olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma criança:- Ora pois, fria e fervente.
04 - Em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado e, além da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma polo esporte, um par de luvas e um cinto.. Chorou um descontinho, e pediu para fechar a conta. Viu então que o vendedor pegou um lápis e papel e se pôs a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem de desconto, e aí intrigado, perguntou:- O senhor não tem máquina de calcular?- Infelizmente não trabalhamos com electrónicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado...
05 - Há ainda a história de um que morou por um ano em Estoril e contou que lá num certo dia, meio perdido na cidade perguntou ao português:- Será que posso entrar nesta rua para ir ao aeroporto?- Poder o senhor pode, mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto.
06 - Um turista brasileiro alugou um carro e decidiu ir à Espanha. Tomou uma estrada sem muita convicção e encontrando à beira da estrada um camponês, perguntou:- Amigo esta estrada vai para a Espanha? E o camponês respondeu:- Se ela for vai nos fazer muita falta por cá.
07 - Um grupo de brasileiros tendo terminado de almoçar quis tomar café. O primeiro disse:- Garçon, um café. O segundo disse:- dois, levantando os dedos. O terceiro, apressadamente, disse:- Três, e por fim o quarto disse:- Quatro. O garçon trouxe 10 cafezinhos. Ao ser indagado por que trouxera tanto café para quatro pessoas, ele respondeu:- Ora um pediu um, outro dois, outro três e o outro quatro faça a conta e vejam se não são 10!!
08 - E a melhor....O casal de brasileiros entra num restaurante na rua do Diário que tem uma vista bonita para o rio e pergunta:- Podemos sentar naquela mesa que tem a vista para o rio? No que o garçon responde:- Acho melhor os senhores sentarem nas cadeiras!!!

09 - Mais uma: O brasileiro examina o cardápio em um restaurante de Lisboa e chama o garçon para tirar uma dúvida. - Amigo, como é que vem este Filé à Moda da Casa?
Ao que o garçon responde sem pestanejar
- Sou eu mesmo que trago.

PARABÉNS CLAUDE - Por mundim do Vale

Desperta Claude Boris
Que já vai, bem alto o sol,
O Blog do Sanharol
Quer vê você bem feliz.
Aqui o poeta diz:
- Você é gente da gente
Que inspira esse repente.
Hoje no seu grande dia,
Receba essa poesia
Como se fosse um presente.

Garota do Cariri
Nesse seu aniversário,
Eu vou falar de um cenário
Que você deixou aqui.
O caroço de piquí
Servido na nossa mesa,
O banho lá da represa
E a chuva no telhado,
Tocando bem ritmado
Uma canção sertaneja.

Nosso poema é brejeiro
Mas enxerga a sua serra,
Tem a poeira da terra
E a sombra do oitizeiro.
Tem a prosa no terreiro
Tem a sombra do oitão,
As debulhas de feijão,
A subida da porteira,
Batizado na fogueira
Das noites de São João.

Escrevo de Fortaleza
Em nome do Sanharol,
Esquecendo o futebol
Para falar de grandeza.
Pode ficar na certeza
Que o dia é abençoado
Com os amigos de lado
Lhe abraçando toda hora.
E a Virgem Nossa Senhora
Lhe veste o manto sagrado.

Eu agora vou rimar
De uma forma possessiva,
Sei que você não precisa
Que eu venha lhe bajular.
Mas para finalizar
Eu vou dizer mesmo assim
O verso chegou ao fim,
Mas digo sem embaraço
Receba um forte abraço
Do seu amigo Mundim.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Em memoria dos varzealegrenses.

Neste vídeo o Geraldo Teté faz uma homenagem a alguns conterrâneos ilustres. Começa com "Linda Brejeira", musica com a qual Chico de Amadeu animava os seus admiradores e fãs. Depois canta "O jumento nosso irmão", do José Clementino do Nascimento, musica inspirada no trabalho em defesa do jumento patrocinado por Padre Vieira, e por fim arremeda o jumento com o seu assobio acompanhado do sovaco mais bem ritimado do mundo.

A nossa amiga, conterrânea a colaboradora do Blog do Sanharol Klebia Fiuza pediu que enviasse a copia do vídeo por email, eu não conseguir enviar, mas tenho o DVD e deixarei em Várzea-Alegre e será entregue em Agosto quando de sua vinda. Veja a arte do Geraldo Teté. Qualquer varzealegrense que interessar uma copia podemos fazer. Isso é arte, cultura e memoria.

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Respostas lógicas.

01 - O garoto apanhou da vizinha, e a mãe furiosa foi tomar satisfação: Por que a senhora bateu no meu filho? Ele foi mal-educado, e me chamou de gorda. E a senhora acha que vai emagrecer batendo nele?

02 - Regime de emagrecimento - Doutor, como eu faço para emagrecer ? Basta a senhora mover a cabeça da esquerda para direita e da direita para esquerda. Quantas vezes, doutor ? - Todas as vezes que lhe oferecerem comida.
03 - Bodas - Dois amigos conversam sobre as maravilhas do Oriente.. Um deles diz: Quando completei 25 anos de casado, levei minha mulher ao Japão. Não diga? E o que pensa fazer quando completarem 50 ? - Volto lá para buscá-la...

04 - Emergência - Um eletricista vai até a UTI de um hospital, olha para os pacientes ligados a diversos tipos de aparelhos e diz-lhes: Respirem fundo: vou mudar o fusível.

05 - Confissão - O condenado à morte esperava a hora da execução, quando chegou o padre: Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você. Perda de tempo, seu padre. Daqui a pouco vou falar com Ele, pessoalmente. Algum recado?

LIMPOU A SUA MAS SUJOU A OUTRA - Por Mundim do Vale

Nesse causo eu vou omitir o nome do principal personagem, por questão de ética. Morava um cidadão no sítio Cachoeira que tinhas três filhas, com um comportamento contrário aos costumes da época. Naquele tempo não tinha ainda a história do fica e as garotas já adotavam, a mais nova ficou na boca do povo, em virtude das ficadas com soldados, cambistas, amansadores de burros, homens casados e quem chegasse perto dela.
Depois desse currículo extravagante, ela ingressou na igreja evangélica e mudou o seu comportamento. Um moço de família importante da cidade vendo a mudança da menina e simpatizando com a garota, noivou e casou-se com ela de véu e grinalda. O pai satisfeito com aquela mudança, chegou um dia no café de Socorro Sobreira e falou: Socorro, você falava das minhas filhas, mas veja o que aconteceu. Ritinha minha caçula, casou e limpou o nome da minha família.
Socorro com aquele seu jeito espontâneo respondeu: Limpou a sua família mas sujou a do outro.

Fonte: Professor Ossian

Viagem ao passado - Por A. Morais

Estou no Sanharol, vi com a familia passar o periodo da copa e do São João. Há muito tempo me abstia de enfrentar a saudade. Desta feita me dispus. Saí pelos caminhos por onde aos seis anos percorria com habilidade e maestria. Passei no local onde ficava a casa de Vicente Felix, que passava a manha fazendo um bodoque e um peão para me agradar. Dele nem a casa existe mais, só as lembranças. Estive no Carrancudo local onde pastorava as vacas com o meu avô e cometi um crime ambiental, matei um beija-flor com o meu bodoque e comi o coração cru porque segundo a lenda ficava certeiro, um bom atirador. O crime é prescrito, mas não deu resultado. Vi o riacho do Condado com suas águas barrentas e violentas em que atravessava no tum-tum do meu pai. Estive no sitio Garrote onde cair do pé de cajarana e quebrei um braço. Em fim, como em um filme, vi passando uma vida feita de traquinagens, malinações e coisas de crianças. Ao retornar para casa, fui ao meu arquivo e juntei a estas lembranças a musica: E por isto estou aqui. Para completar as saudades a musica me fez lembrar de um pic-nic no Açude Velho, na época mais dourada de minha vida. Antes de chegar ao local do pic-nic passei tambem no Chico.

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Pregando a santa verdade - Patativa

Quando Jesus Cristo andou
Pregando a santa verdade,
A todos ele insinou
Paz, amor e fraternidade,
Perdão, ternura e cremensa,
Padecê cum paciença,
Derramá nosso suó,
Sem lamentá nossa sorte,
Promode depois da morte
Ter uma vida mió.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ATÉ A LUA TEM DEFEITO - Por Mundim do Vale

Narcisa foi uma figura popular na nossa Várzea Alegre, morava em um beco da rua Coronel Pimpim e quando estava embriagada a meninada gritava:
- Pega o beco Narcisa!
Eu não tenho tanta certeza, mas acho que a expressão “ Pegar o Beco “ dita em todo o Brasil, pode ter partido da nossa cidade.
Narcisa foi também uma figura folclórica. Foi ela quem deu o título ao bloco ( Beco da Narcisa ) Criado pelo irreverente Alberto Siebra.
Certa vez Narcisa chegou embriagada no bar de Toinha Boa Água, que estava lotado. Toinha aborrecida com aquela visita inconveniente gritou: Pode pegar o beco. Sua kenga veia embriagada!
Narcisa do alto da sua embriagues respondeu: Mais muié. Inté a lua tem defeito. Ela falta uma banda.

Fonte: Professor Ossian.

Dedico esse causo aos casais:
Alberto e Luzinete – Augusto Cezar e Mazé.

Divisão de Bens.

Dois amigos se encontram depois de muito anos. - Casei, separei e já fizemos a partilha dos bens. - E as crianças? - O juiz decidiu que ficariam com aquele que mais bens recebeu. - Então ficaram com a mãe? - Não, ficaram com nosso advogado.

Diferença entre noiva, amante e casada.

Três amigas, uma noiva, uma casada e uma amante decidiram fazer uma brincadeira: seduzir seus homens usando uma capa, corpete de couro, máscara nos olhos e botas de cano alto, para depois dividir a experiência entre elas. No dia seguinte, a noiva iniciou a conversa: Quando meu namorado me viu usando o corpete de couro, botas com 12 cm de salto e máscara sobre os olhos, me olhou intensamente e disse: 'Você é a mulher da minha vida, eu te amo'. Fizemos amor apaixonadamente.
A amante contou a sua versão: Encontrei meu amante no escritório, com o equipamento completo! Quando abri a capa, ele não disse nada, me agarrou e fizemos amor a noite toda, na mesa, no chão, de pé, na janela, até no hall do elevador!
Aí a casada contou sua história: Mandei as crianças para a casa da minha mãe, dei folga pra empregada, fiz depilação completa, as unhas, escova, passei creme no corpo inteiro, perfume em lugares estratégicos e caprichei: capa preta, corpete de couro, botas com salto de 15 cm , máscara sobre os olhos e um batom vermelho que nunca tinha usado. Pra incrementar, comprei uma calcinha de lycra preta com um lacinho de cetim no ponto G. Apaguei todas as luzes da casa e deixei só velas iluminando o ambiente. Meu marido chegou, me olhou de cima abaixo e disse: Fala aí, Batman, cadê a janta?

terça-feira, 22 de junho de 2010

PRECE A SÃO BENEDITO - Por Mundim do vale

Amaro Bento era um preto de dois metros de altura e tinha a largura de um guarda roupas. Tinha a profissão de foguista de trem da REFESA. Quando a rede entrou em crise ele foi removido para os correios e telégrafo. Eu o conheci trabalhando na agência de Várzea Alegre, onde ganhou a apelido contraditório de Pingo de Leite. Se Amaro fosse filho de V. Alegre, seria mais um contraste. Amaro era um homem trabalhador e direito, de tão simples que era chegava a ser extremamente ingênuo.
Ele contava que uma vez voltava do baixo meretrício no Recife velho e quando passava numa ponte escura, foi abordado por três trombadinhas. Um dos pequenos delinqüentes anunciou o assalto já com um canivete na mão:
- É um assalto negão!
Amaro tranqüilo como era perguntou: Vocês tão querendo é tomar meus terem? É sim! Vai passando logo vagabundo, se não tu morre! Apois eu num dou não! Se vocês tivesse pidido cum jeito eu inté qui dava, mais na marra eu num dou não. O marginal que estava com o canivete na mão avançou para Amaro, mas foi só para penar. Amaro pegou no pulso do infeliz deu um arrocho tão grande que ele se torceu e derrubou a arma. Os outros partiram para atacar, mas foi naquela hora que Pingo de Leite açoitou os dois com o que ele segurava. Ficaram os três gemendo no chão e Amaro saiu pedindo desculpas.
Na casa onde funcionava o correio morava eu, Amaro e o saudoso Zé Clementino. Certo dia eu cheguei com Zé, quando deparamos com Amaro ajoelhado na frente da imagem de São Benedito fazendo uma prece.
Ele orava assim:
Meu bom São Binidito. Eu sempre fui devoto do Sinhor e nunca pidí nada, mais agora eu tou pricisando dum adigitoro. Eu quiria pidí pru Sinhor dá um jeito naquela impregada de Dr. Lemo, pruque ela dando inriba deu. E cuma eu sei qui ela tem um chamego cum aquele caba dos Catita, pode ser qui ele venha cum bestêra, aí vai ser priciso eu dá um cocorote nele, qui inté o anjo da guarda vai sintí. Eu quiria pidí tombém pru Sinhor olhar pra Tadeu meu caçula,pruque ele tá danado falando fino e se requebrando e isso num é coisa pra caba macho. Se o Sinhor tiver tempo dê um jeito tombem im Rosália minha fia, pruque ela agora inventou uma arrumação de fugi cum todo galego vendedor de panela qui chega lá im casa. Num deixe tombem de olhar pra Oberto de Zé Ogusto, qui ele tá ficando muito acanaiado. Eu quero pidí ainda qui olhe pra minha preta, pruque ela tá sozinha im Caruaru e o Sinhor sabe muier longe do marido é qui nem cabita perto de pai de chiqueiro.
Se o Sinhor puder atender meus pidido, quando eu se aposentar vou fazer uma capela bem bunita pru Sinhor. Mais se num puder, pode sair precurando nesses poste do correi, qui tem na rebêra, qui qualquer dia desses o Sinhor vai incrontar esse preto infoicado.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Santa de Inhumas – por Armando Lopes Rafael


Inhumas é um povoado de Santana do Cariri, localizado a 2 km do centro da cidade. Lá ocorre um fenômeno da religiosidade popular, muito comum no hinterland nordestino. A memória de uma jovem, de nome Benigna, é alvo de veneração pelo povo simples de Inhumas.

Curioso em conhecer esta história ouvi de um habitante daquela localidade que Inhumas foi palco, há quase 70 anos, de uma tragédia. A adolescente Benigna Cardoso, nascida naquele povoado em 15 de outubro de 1928, levava uma vida igual às demais mocinhas da zona rural naqueles recuados tempos. Fazia as tarefas de casa e era encarregada, também, do abastecimento de água da família que a criava, pois era órfã.

Para tanto se deslocava, todos os dias, até um riacho distante da sua casa e trazia num pote de barro a água necessária ao consumo do dia. Sua formosura atraiu a atenção de um jovem de sua idade, Raul Alves de Oliveira, também residente em Inhumas. Mas Benigna nunca alimentou a expectativa do namoro pretendido por Raul.

No dia 24 de outubro de 1941, nove dias após completar treze anos de idade, Benigna iniciou cedo seus afazeres domésticos. Depois colocou o pesado pote na cabeça e, enfrentando o sol causticante, tomou o caminho da fonte de água. Antes de atingir o local, numa curva da estrada, apareceu de repente Raul que lhe fez propostas amorosas recusadas de forma categórica por Benigna. Tresloucado, Raul sacou de uma faca que trazia e golpeou por três vezes o corpo franzino da mocinha. Um dos golpes quase decepou a cabeça de Benigna, tamanha a fúria que dominava o homicida.

O fato chocou a todos. Depois da morte da jovem começaram as romarias ao local onde ela foi assassinada. Até hoje, muitas pessoas da redondeza de Inhumas fazem promessas rogativas à alma de Benigna. Até pessoas ilustres nascidas em Santana do Cariri – muitas residentes em outras regiões do Brasil – recorrem à intercessão da jovenzinha para obter graças.

Um modesto marco, encimado por uma pequena cruz, recebe muitos ex-votos dessas graças alcançadas. O povo de Inhumas se refere à Benigna como “A santa mártir”. Seria bom que a Prefeitura de Santana do Cariri mandasse construir no local uma capela ampla para abrigar os que ali vão rezar, acender velas e deixarem ex-votos pelas graças alcançadas por intercessão de Benigna Cardoso.

Escrito e postado por Armando Lopes Rafael

Surpresa.

Que surpresa!

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" Oração de um pai".

Senhor, dá-me um filho que seja bastante forte para saber quando é fraco, e corajoso bastante para se enfrentar a si mesmo quando tiver medo; um filho que seja orgulhoso e inflexível na derrota inevitável, mas humilde e manso na vitoria.

Dá-me um filho cujo externo não esteja onde deveria estar a espinha dorsal; um filho que te conheça e que saiba que conhecer-se a si mesmo é a pedra angular o saber.

Guia-o, eu Te suplico, não pelo caminho fácil do conforto, mas sob a pressão e aguilhão das dificuldades e dos obstáculos. Que aprenda a manter-se erecto na tempestade, e a ter compaixão pelos malogrados.

Dá-me um filho de coração puro e objetivos elevados; um filho que saiba dominar-se antes de procurar dominar os outros homens; um filho que aprenda a rir, sem que não desaprenda de chorar, um filho que tenha olhos para o futuro, mas que nunca se esqueça do passado.

E depois que lhe tiveres concedido todas essas coisas, dá-lhe, eu Te rogo, compreensão bastante para que seja um homem serio, sem, contudo, se levar nunca muito a serio. Dá-lhe humildade, Senhor, para que possa ter sempre em mente a simplicidade da verdadeira grandeza, a tolerância da verdadeira sabedoria, a humildade da verdadeira força.

Então eu, seu pai, ousarei murmurar: “ não vivi em vão”.
( The young soldier).

Pensamento do dia.

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor.

Chico Anisio.

domingo, 20 de junho de 2010

Pedrinho e as pedrinhas - Por Xico Bizerra.

Pedrinho, à margem esquerda do rio, joga pedrinhas na água límpida, vendo os peixes amarelos e livres, nadando, ora a favor, ora contra a correnteza, brincando de tudo-pode com a mãe natura. No aquário do pai, um peixe amarelo a se digladiar, esbarrando no vidro quando se aventura num nado maior. Liberdade e clausura dos peixes. Pobre menino que atira pedrinhas no rio e chora pelo não-poder atirar de volta ao rio aquele peixinho amarelo. Pobre peixe amarelo que nada quase nada e esbarra, sem opção de escolher entre o vidro e o rio, entre o vidro e o mar, entre o vidro e a vida. Um gato o observa de longe, esperando um trincar de vidro, um peixe no chão. Do alto de sua gaiola, solidário, o passarinho torce pelo peixe.
Xico Bizerra

sábado, 19 de junho de 2010

Coisas da caserna – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O Tiro de Guerra, como todos sabem, é uma unidade do Exército Brasileiro instalada em algumas cidades do interior, com a cooperação das prefeituras. Tem como objetivo a formação de reservistas para a defesa do território nacional. Essa unidade atende à instrução militar dos nossos jovens, conciliando a formação com o estudo e o trabalho. Sobre o TG já ouvi muitos “causos” interessantes.

Havia no TG 205 do Crato um atirador conhecido por Janjão da Mata, um jovem da nossa zona rural, muito desinibido e brincalhão. Apesar de completamente analfabeto, Janjão demonstrava ser bastante vivo. Uma turma do Colégio Diocesano ao perceber a inteligência e espontaneidade desse jovem, colocava em sua boca muitas coisas engraçadas para quebrar a dureza do preparo físico e das constantes broncas do sargento. Aos dias de domingo, a jornada era maior e, os atiradores eram obrigados a percorrem em marcha uma distância mínima de vinte quilômetros. Entretanto, o sargento instrutor normalmente não observava tal requisito. Próximo do final do ano era realizada uma correição pelo comando da 10a Região Militar. Então o sargento instruiu a turma: “Se o coronel perguntar a vocês quantos quilômetros vocês marcham por semana, vocês respondam: vinte.” Alguém ao lado do nosso Janjão soprou em seu ouvido. E ele imediatamente interrompeu o instrutor: “Sargento, nós num vai dizer isso não!” “Por que, posso saber?” Perguntou-lhe o sargento. E Janjão emendou: “O senhor disse que nós num deve mentir.” A essa insinuação, o sargento não perdeu tempo: “Muito bem TG, em forma! Vamos agora marchar até a Ponta da Serra e voltar de lá correndo!” E Janjão não perdeu tempo: “Precisa não sargento: nós diz, nós diz.

Certa vez, eu li em algum lugar que, no TG de certa cidade, a mãe de um atirador sofreu um ataque cardíaco, vindo a falecer numa manhã de domingo, justamente na hora em que todos os atiradores estavam reunidos na instrução dominical. Alguém da família pediu ao capitão comandante do TG para que ele desse a notícia ao jovem atirador. Este não tendo jeito para dar esse tipo de notícia, convocou o sargento e pediu que ele desse a notícia com muito jeito. O sargento disse ao seu superior que sabia como fazer e não se fez de rogado. Imediatamente deu as ordens: “TG, sentido!” Todos ficaram de pé em posição de sentido voltados para o sargento. Então o sargentão falou: “Quem tiver a mãe viva dê um passo à frente”. Todos deram um passo à frente. “Você não, atirador 56!” “Que é isso, sargento, a minha mãe é viva!” Protestou o jovem. E o sargento emendou: “Era! acabou de morrer!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Pensamento do dia.

A principal causa dos problemas do mundo de hoje é que os obtusos estão segurissimos de si, enquanto que os inteligentes estão cheios de duvidas.
Bartrand Russel.

Esse é o hino – por José Roberto Guzzo



"A letra do Hino Nacional talvez nem seja pior que a média das letras dos hinos de outros países, em geral obcecadas por sangue, morte, canhões, tiranias e outros horrores"

Se quatro em quatro anos, por ocasião das Copas do Mundo de futebol, milhões de pessoas pelo planeta afora têm a oportunidade de entrar em contato com uma das melhores realizações que o Brasil já foi capaz de pôr em pé – o Hino Nacional Brasileiro, tocado e transmitido globalmente antes do começo de cada jogo. É sempre um momento de sucesso garantido junto ao público. O time, no campo, pode ir melhor ou pior, mas o hino não falha nunca. Seus primeiros acordes já deixam claro para a plateia presente aos estádios que ela vai ouvir, nos instantes que se seguem, música de primeira qualidade no gênero; dali para a frente as coisas só melhoram.

Ao se executar a última nota, todos os que prestaram atenção ao que estavam ouvindo ficam com a impressão de ter recebido um brinde inesperado antes do jogo: em vez da monotonia habitual dos hinos nacionais, em geral áridas arrumações de movimentos marciais que têm como característica mais notável o fato de parecerem todas iguais umas às outras, o que se ouve é uma das melodias mais vibrantes, calorosas e inspiradas que se podem escutar numa cerimônia oficial.

Não há um momento sequer de tédio no Hino Nacional; tudo ali é energia, emoção e vigor. Com quase 200 anos de vida, a peça composta por Francisco Manuel da Silva em 1822 mantém intactas até hoje todas as qualidades que fizeram dela uma das composições mais bem-sucedidas na história da música brasileira. Escrita originalmente em homenagem à Independência, e oficializada como Hino Nacional Brasileiro após a proclamação da República, a obra de Francisco Manuel tem um longo histórico de aplausos. Louis Gottschalk, o grande compositor americano do século XIX, que morreu no Brasil em 1869 e tinha entre seus admiradores Chopin, Liszt e Berlioz, considerava-a um dos melhores momentos da criação musical de sua época; em sua homenagem, escreveu a celebrada Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro.

É bom notar, também, que nas Copas do Mundo o Hino Nacional costuma ter competidores de primeiríssima linha, como agora – a começar, por exemplo, pelo extraordinário Deutschland Über Alles, o hino nacional da Alemanha, composto por ninguém menos que Joseph Haydn. Concorre, também, com grandes clássicos como o God Save the Queen, o hino não oficial da Inglaterra, e outros sucessos habituais como os hinos da Itália e dos Estados Unidos – isso sem falar na Marselhesa, da França, provavelmente o hino nacional mais conhecido do mundo. Não é fácil brilhar nessa companhia.

Mas e a letra? Já se falou mal o suficiente da letra do Hino Nacional para que se ganhe alguma coisa insistindo no assunto. Sua linguagem, provavelmente, já era antiquada na época em que foi escrita, 101 anos atrás; é confusa, às vezes absurda, e muito pouca gente consegue decorá-la direito, mesmo porque muito pouca gente entende o que ela está dizendo. Mas isso não afeta a melodia nem embaça o gênio de Francisco Manuel – que, por sinal, já estava morto quase meio século antes de colocarem palavras em sua música. Além do mais, a letra do Hino Nacional nunca causou prejuízo a ninguém – e, francamente, talvez nem seja pior que a média das letras presentes em hinos de outros países, em geral obcecadas por sangue, morte, canhões, tiranias e outros horrores.

O mais prático, portanto, é deixar tudo como está, antes que venha a ideia de adotar uma nova letra através de concurso público. Com certeza teríamos muita saudade, aí, do lábaro estrelado e dos raios fúlgidos.

Artigo publicado na VEJA que começa a circular hoje
Postado por Armando Lopes Rafael

Nordestinados - Patativa do Assaré

Não é Deus que nos castiga,
Nem é a seca que obriga
Sofrermos dura sentença,
Não somos nordestinados,
Nós somos injustiçados
Tratados com indiferença.

Já sabemos muito bem
De onde nasce, e de onde vem
A raiz do grande mal,
Vem da situação critica
Desigualdade política
Econômica e social.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O divorcio politico de Tasso com os Ferreira Gomes.


Com o título “O Divórcio político de Tasso com os Ferreira’s Gomes”, eis análise de Ruy Câmara, ex-vice-presidente estadual do DEM, sobre o atual cenário político do Estado. Confira:
A união é um vínculo frágil demais porque reproduz e amplia conflitos e defeitos até o esgotamento da confiança, e o divórcio aparece como solução porque é um modo de decantar as impurezas de uma relação desgastada. Ora, até mesmo os românticos sabem que o amor só pode existir plenamente numa relação de sujeição. Se não houver sujeição de uma das partes, o amor e os afetos não resistem ao primeiro duelo de temperamentos e se transformam em ódio. Por isso, em toda relação humana, o amor e ódio estão sempre presentes, andando emparelhados e de mãos dadas, porém separados por fronteiras muito contíguas. É assim na vida e em todas as instâncias da vida, onde as forças que unem são as mesmas que apartam, razão pela qual, com o passar do tempo, quem ama, trai inevitavelmente, e quem odeia, destrói sumariamente.
O divórcio político de Tasso e Cid-Ciro veio à público tardiamente, pois no íntimo de cada um já haviam se divorciado desde o primeiro dia em que fecharam os olhos, fingindo lealdade mútua, e começaram a cometer adultérios políticos de toda ordem. Mas como tudo na vida tem um fim, chega ao fim a relação de sujeição dos Ferreira’s Gomes a Tasso, o criador das criaturas que fazem política com a convicção de que, em política, assim como na vida individual, a busca de uma nova musa é sempre mais interessante do que a conquista.
Tasso ainda não lançou nenhum candidato porque deve estar roendo as unhas para se lançar ao Governo, não só para fazer um palanque de vergonha para José Serra (com chapa completa de A à Z), mas para mostrar às criaturas que, quem fez, pode desfazer. Ele ainda não tomou essa decisão conscientemente, mas inconscientemente, presumo eu, já a tomou, e nessas alturas deve estar fazendo ginástica para recolocar a oposição acovardada e submissa do Ceará nos seus devidos lugares. Esse divórcio é política puríssima e quem ganha é o ELEITOR, que não será privado de fazer comparações e escolhas.
Ruy Câmara,
Escritor e Sociólogo.

Fonte - Blog do Eliomar de Lima

Obstáculos da Vida!!! Tenha Fé!!

(É bem pequenininho... Vale a pena ler)

Um rapaz pediu a Jesus um emprego, e uma mulher que o amasse muito.
No dia seguinte, abriu o jornal e tinha um anúncio de emprego.
Ele foi, viu a fila muito grande e disse: eles são melhores do que eu, e foi embora.
No caminho, um garoto lhe deu uma rosa... no ônibus ele, chateado, jogou a rosa fora.
Ao chegar em casa, o rapaz briga com Jesus:
...É assim que me tratas?
...É assim que me amas?
E vai dormir. Em sonho Jesus lhe diz: O emprego era seu, mas você não confiou e desistiu antes mesmo de lutar; aquela rosa foi eu que te dei... inspirei aquela criança a lhe dar!!! O amor da sua vida, estava sentada ao seu lado... em vez de você dar a rosa a ela, você a jogou fora.
Você entendeu como Jesus age na sua vida?
Ele abre as portas e te mostra o caminho, mas a tua fé é tão pouca que
desiste no primeiro obstáculo. Não desista... confie que Jesus pode agir na sua vida.
Os obstáculos existem para ver até onde vai a tua fé. Passe adiante... isso já será um sinal que Jesus está agindo em sua vida!!!

Recebido por e-mail

Marido Traido

Marido traido - quanto engano - quanto arrependimento.

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Ficha limpa.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira, 17, que os políticos condenados por órgãos colegiados antes de sancionada a Lei da Ficha Limpa também estão inelegíveis. As mudanças na lei, portanto, não valem somente para aqueles políticos que forem condenados a partir da sanção e publicação da norma, em 7 de junho deste ano.
Na lista dos barrados em decorrência dessa decisão do TSE está, por exemplo, o deputado Paulo Maluf (PP-SP), condenado por improbidade administrativa. Além dos casos de condenação, a lei vale também para os parlamentares que renunciaram ao mandato para evitar processos de cassação por quebra de decoro. Esta lista é extensa: o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, o ex-senador Joaquim Roriz (PSC) e os ex-deputados distritais Junior Brunelli e Leonardo Prudente, flagrados recebendo dinheiro do mensalão do DEM.
Os ministros indicaram que não poderá haver aumento da sanção para os políticos que foram condenados definitivamente no passado pela Justiça Eleitoral. Antes, a pena de inelegibilidade era de 3 anos. Com a nova lei, passou para 8 anos. Nessa situação estão políticos que foram cassados recentemente pelo TSE, como os ex-governadores do Maranhão, Jackson Lago (PDT), da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB). No entanto, como os ministros não decidiram especificamente sobre essa questão, os três ex-governadores ainda podem se tornar inelegíveis.
Na raiz desse julgamento está uma mudança de última hora feita pelo Senado no texto da lei aprovado pela Câmara. Uma emenda do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) alterou o projeto para dizer que aqueles "que forem" condenados e não os que "tenham sido" condenados estariam inelegíveis. Os senadores aprovaram o texto com essa mudança e passaram a entender que apenas políticos condenados após a sanção e publicação da lei estariam inelegíveis.
Alegavam que a lei não poderia retroagir para prejudicar os políticos. Em consulta ao TSE, o deputado Ilderlei Cordeiro (PPS) perguntou qual era o entendimento da Justiça Eleitoral. O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, chegou a consultar um professor especialista em semântica e concluiu que os políticos condenados antes da lei poderiam ser barrados.
"Não se trata de retroatividade de norma eleitoral. Mas de sua aplicação aos registros de candidatura futuros. A causa de inelegibilidade incide sobre a situação do candidato no momento do registro da candidatura", afirmou durante o julgamento o relator da consulta, ministro Arnaldo Versiani.
O ministro rejeitou também o argumento de que a lei estaria impondo uma pena, que seria a inelegibilidade, a pessoas que ainda não foram condenadas definitivamente pela Justiça. "Quando se trata de inelegibilidade ninguém está sendo considerado culpado do que quer que seja", disse Arnaldo Versiani. "Como a inelegibilidade não constitui pena não significa que esteja se antecipando o cumprimento de uma eventual pena", afirmou.
Para justificar o entendimento de que a inelegibilidade não é uma pena, o ministro lembrou que alguns grupos são inelegíveis, como os juízes e parentes de políticos. Versiani disse que a inelegibilidade não precisa ser imposta na condenação. "A condenação é que, por si, acarreta a inelegibilidade", afirmou. "No caso da inelegibilidade, o que se busca é a proteção da sociedade", disse a ministra Cármen Lúcia. "Como não é pena, não há retroação", acrescentou.
O ministro Marco Aurélio Mello foi o único que votou contra. "Aprendi desde cedo que no sistema brasileiro o direito posto visa evitar que o cidadão tenha sobre a sua cabeça uma verdadeira espada de Dâmocles. Aprendi que a lei não apanha fatos passados", afirmou.
Com a decisão desta quinta-feira, 17, os políticos atingidos pela nova lei deverão ter seu registro de candidatura, cujo prazo termina em 5 de julho próximo, negado pela Justiça Eleitoral nos estados. Ministros do TSE, consultados pelo Estado, estimam que será desencadeada uma enxurrada de demandas para tentar reverter a inelegibilidade, que acabará no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte - O Estadão.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL

“Não sou eu quem repete essa história
É a história que adora uma repetição” (Rebichada, Chico Buarque).

CHICO BUARQUE
Parte III

Por Zé Nilton

Poderia fazer um prolegômeno sociológico sobre a obra de Chico Buarque de Holanda, neste último programa Compositores do Brasil, até para mostrar erudição e conhecimento sobre a vida e obra do renomado compositor brasileiro. Não o farei.

Prefiro viajar no verso da música que ele fez e cantou com os Trapalhões, trilha sonora do filme “Os Saltimbancos Trapalhões”, de 1981, baseado na peça teatral Os Saltimbancos, de Sergio Bardotti, Luis Enríquez Bacalov e Chico Buarque, por sua vez uma adaptação do conto Os Músicos de Bremen dos Irmãos Grimm, e que foi dirigido por J. B. Tanko, sendo considerado pela crítica como o melhor filme do grupo.

Não, Chico de jeito nenhum insinua contradizer a célebre e irônica sacada do velho Marx, respondendo a Hegel, no livro “O 18 Brumário de Luiz Bonaparte”, publicado em 1852, de que os fatos e personagens históricos não se repetem duas vezes sob a mesma forma, a não ser “a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

No entanto, a opressão,a intimidação, a exploração, a intolerância, o desprezo pelo outro, e a atitude humana de não se deixar calar ante um rosário de mesquinharias praticadas em qualquer latitude e sob quaisquer formas de poder, isto se repete, e como se repete!

Deixo a letra de Rebichada como veículo aberto para os que quiserem viajar comigo em busca de uma sociedade de equidade na justiça e na distribuição dos bens materiais e imateriais.

“Não me importa trabalhar pra cachorro
O jumento é meu igual
Morro muito mais que gato no morro
Quando chega o carnaval
Sou eu quem cutuca o galo, viu
Pro galo cocorocar
Mas se pisam no meu calo
Não me calo
Eu tenho que falar
Como falo

Au, au, au, hi-ho, hi-ho
Miau, miau, miau, cocorocó
Essa história é mais velha que a história
Dos tempos de glória do velho barão
Quem não sabe de cor essa história
Refresque a memória e me preste atenção
Não sou eu quem repete essa história
É a história que adora uma repetição
Uma repetição

Sou eu que distraio o galo, de fato
Quando a outra vai chocar
Sou eu quem arruma cama de gato
Ponho o gato pra mijar
Beijo a mão de vira-lata, sim
Chamo burro de doutor
Mas se alguém me desacata
Maltrata meu brio
E meu valor
Largo a pata

Au, au, au, hi-ho, hi-ho
Miau, miau, miau, cocorocó
Essa fábula vem de outro século
Pelo fascículo de um alemão
O irmão do alemão deu prum nego
Que vendeu prum grego
Por meio milhão
Esse grego morreu de embolia
E deixou para a tia
O que tinha na mão
Essa tia casou com um pirata
E afundou com a fragata
Lá no Maranhão
Essa lenda rolou na fazenda
Moeu na moenda
E espalhou no sertão
E eu não nego que roubei dum cego
E inda ponho no prego
Pra comprar meu pão
Não sou eu quem repete essa história
É a história que adora
Uma repetição
Uma repetição”.

Na sequencia do terceiro programa dedicado ao compositor Chico Buarque de Holanda, nascido em 19 de junho de 1944, ouviremos e falaremos de suas músicas produzidas entre 1979 a 1993:

BYE, BYE, BRASIL, de Chico e Roberto Menescal, com Chico Buarque
EU TE AMO, de Chico e Tom Jobim com Chico Buarque
O MEU GURI, de Chico com Chico Buarque
REBICHADA, de Chico e Enriquez – Bardotti com Chico Buarque e os Trapalhões (Dedé, Didi, Mussum e Zacarias)
A HISTÓRIA DE LILY BRAUN, de Chico e Edu Lobo, com Maria Gadu
MIL PERDÕES, de Chico com Chico Buarque
PELAS TABELAS, de Chico com Chico Buarque
TANGO DO COVIL, de Chico com Os Muchachos
ANOS DOURADOS, de Chico e Tom Jobim com Chico Buarque e Tom Jobim
TODO SENTIMENTO, de Chico e Cristóvão Bastos, com Chico Buarque
A MAIS BONITA, de Chico com Bebel Gilberto e Chico Buarque
PARA TODOS, de Chico com Chico Buarque
A VIOLEIRA, de Chico e Tom Jobim com Elba Ramalho

Quem ouvir verá.

Informação:
Programa COMPOSITORES DO BRASIL
Rádio Educadora do Cariri
Todas as quintas-feira de 14 às 15h.
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Apoio Cultural: CCBN-Cariri
Retransmissão: cratinho.blogspot.com

Voto nulo - Tecla verde

Ufa !!!!!!!! Uma informação boa !!!!!!!
Tá esperando o que?
Você sabe como eliminar 90% dos políticos corruptos em uma única vez ? Isso mesmo, em uma única vez.... Preste muita atenção:
Você sabe para que serve o VOTO NULO ? Não sabe, não é mesmo ?! Não se preocupe, eu acredito que menos de 1% da população saiba algo sobre isso... Agora, você sabe porque você não sabe para que serve o VOTO NULO?
Então, vamos a um exemplo: Imagine uma eleição qualquer, onde os candidatos sejam: Lula, Paulo Maluf, José Dirceu, Marcos Valério, Delúbio Soares, Roberto Jefferson, Fernando Henrique, Renan , Jader Barbalho... Entre outros.

Campanha vai e campanha vem, você se acha na obrigação de escolher uma dessas figuras (o tal do "menos ruim") e com isso acaba afundando mais o nosso país !!! Mas, aí você diz: "Nesse caso, não temos saída!" Engano seu ! O QUE VOCÊ NÃO SABE É QUE SE UMA ELEIÇÃO FOR GANHA POR "VOTOS NULOS" É OBRIGATÓRIO HAVER NOVA ELEIÇÃO COM CANDIDATOS DIFERENTES DAQUELES QUE PARTICIPARAM DA PRIMEIRA !!! Ainda não entendeu ? Se, no exemplo de eleição acima, você e todo mundo votasse nulo, seria obrigatório haver uma NOVA ELEIÇÃO e esses pilantras não poderiam concorrer ao mesmo cargo político pelo menos por mais 4 anos! Isso, imagino que ( como eu) você ainda não sabia, né ?! Agora você entendeu por que isso nunca foi divulgado? Acha que é mentira? Ligue para o Superior Tribunal Eleitoral... Ligue para OAB...

Aproveite e ligue também para a Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, O Diário Catarinense, O Estado do Paraná, A Gazeta do Povo... e todas as revistas e jornais importantes desse país, e então lhes pergunte por que isso nunca foi divulgado.
Segundo a legislação brasileira, se a eleição tiver 51% de votos nulos, o pleito é ANULADO e novas eleições têm que ser convocadas imediatamente; e os candidatos concorrentes são IMPOSSIBILITADOS DE CONCORRER NESTA NOVA ELEIÇÃO !!!
É disso que o Brasil precisa: um susto nessa gente ! Esta campanha vale a pena !

terça-feira, 15 de junho de 2010

Cante lá, que eu canto cá - Por Patativa do Assaré

Poeta, canto da rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.

Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisar
Por favor não mexa aqui,
Que eu tambem não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.

Voce teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisas do sertão
Não tem boa experiença.

Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida,
Sabe o gosto que ela tem.

Patativa do Assaré

Coisas do futebol – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A terceira partida do Brasil na Copa do Mundo de 1958 era contra a poderosa seleção da antiga União Soviética. O Brasil não poderia sequer empatar. Segundo os jornais da época, o esquema de jogo da URSS era armado por poderosos cérebros eletrônicos. Antes do jogo, o técnico Feola orientava os jogadores assim: “Nilton Santos e Zito desarmam as investidas dos russos e lançam para Didi no meio do campo. Didi dá um passe de cinqüenta metros para Garrincha na ponta direita. Garrincha dribla dois defensores do time adversário e cruza para Vavá na entrada da área. Entenderam?” Perguntava o técnico. Ai Garrincha falou: “Só uma dúvida, seu Feola. O senhor combinou isso com os russos?”
***
A propósito, o gorducho Vicente Feola, além de entender de futebol, sabia lidar com o psiquismo humano, como poucos psicólogos fariam. Na véspera do jogo contra a URSS ele precisava barrar Joel, o ponta direita titular e escalar Garrincha em seu lugar. Então, ele reuniu os jogadores e comunicou solenemente: “Pessoal a partir de hoje o Joel será o chefe de disciplina dos atletas. Quem precisar se ausentar da concentração deverá pedir permissão a Joel. Qualquer problema que tiverem, conversem com o Joel.” Claro que Joel ficou morto de satisfeito quando seus companheiros pediam permissão para irem até a calçada do hotel. No dia seguinte, antes do jogo, Feola começou a distribuir as camisas. Então sem dizer nada ao Joel entregou a camisa a Garrincha. Joel não pôde protestar. Afinal ele era o chefe da disciplina da equipe.
***
Em 1958, o Ceará possuía um dos maiores goleadores da história do futebol cearense, o centro avante Gildo. O jogo contra o obscuro Nacional era importante, pois se o Ceará perdesse ou empatasse se distanciaria mais ainda do Fortaleza que liderava o campeonato. Aconteceu que o goleiro do Nacional, um certo Jairo, estava fechando o gol. Fazia defesas sensacionais. Aos quarenta minutos do segundo tempo, Gildo recebeu uma bola cara a cara com o goleiro. Colocou bem no canto e o Jairo segurou a bola, sem nenhum rebote. Gildo então se dirigiu ao goleiro do time adversário e assim falou: “Jairo, essa sua defesa foi a mais bonita que eu já vi um goleiro fazer. Desejo lhe cumprimentar. Toque aqui.” Ao ouvir isso, o ingênuo Jairo, cheio de contentamento, soltou a bola, esquecendo-se de que a havia recolocada em jogo. Então foi apertar a mão do Gildo. Este, ao ver a bola no chão, imediatamente a chutou para o fundo das redes. Gol do Ceará. É claro que o juiz validou o gol, a bola estava em jogo.
***
Em 1959 o time do Botafogo do Rio de Janeiro excursionava pela América do Sul. Todos queriam ver seus campeões mundiais Nilton Santos, Didi, Garrincha e Zagalo. Num jogo no interior da Colômbia Garrincha driblou toda a defesa do time adversário e ficou na frente do goleiro fingindo que ia chutar. O técnico gritava desesperado, mas mesmo assim Garrincha demorou a fazer o gol. No vestiário, o técnico perguntou por que ele havia demorado tanto para chutar aquela bola. E Garrincha respondeu: “Seu João, o goleiro deles demorou a abrir as pernas...”
***
Na quinta-feira da Semana Santa de 1961, o Vasco da Gama do Rio de Janeiro, time do meu coração, jogava contra o Santos de Pelé, em pleno Pacaembu e, aos quarenta e quatro minutos do segundo tempo ganhava o jogo por dois a zero. Naquela época, o Vasco possuía uma temível dupla de zagueiros praticamente intransponível: Brito e Fontana. Durante o jogo inteiro, Pelé não passara pela muralha que eram esses dois jogadores. Foi aí que Fontana abriu a boca para irritar o rei Pelé. “Brito, cadê o rei? Me disseram que nós íamos jogar contra o time do rei e eu ainda não vi esse rei em campo.” Pelé ouviu tudo calado. Recebeu uma bola no meio do campo, lançou Dorval, este chutou e o goleiro do Vasco jogou para o escanteio. Na cobrança do corner Pelé pulou mais alto do que Fontana e cabeceou para o fundo da rede. Batido o centro, o próprio Pelé desarmou o ataque do Vasco em formação, correu pela direita, passou a bola por baixo das pernas de Fontana, lançou-a ao gol com um chute fortíssimo e empatou a partida. Em seguida, o próprio Pelé foi buscar a bola no fundo das redes e entregou-a ao Fontana dizendo: “Leve pra casa e entregue a sua mãe. Diga a ela que foi o Rei que mandou de presente.”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Alemanha - Por A. Morais

Em 1974, há 36 anos passados, o Brasil foi eliminado da copa pelo carrossel holandez por 2 x 0 gols de Neskens e Cruif a sensação do mundial. Daí por diante passei a torcer por quem vingasse nossa equipe. Coube a selação anfitriã vingar nossa derrota. A seleção germanica de Sepp Maier, Holnes, Swuarzenberg, Bekembauer, Britner, Overaty, Rumeningui, Holzembain, Grabosk, Muller, o grande artilheiro do certame, entre outros sagrou-se campeã e me seduziu.

Assistir a alguns jogos e pude obervar que a selação alemã, deste certame, é a que melhor se apresentou até o momento. Não será facil derrotá-la. Uma equipe jovem, coesa e que apresenta um conjunto muito bom alem de alguns destaques individuais. Todo cuidado é pouco.

Encontro no Sanharol - Por Renata Bitu

Mundim do Vale e Melyne Bitu.

Mundim do Vale, Dr. Jose Savio Pinheiro e Melyne Bitu - Fotos enviadas por Renata Bitu.
Neste dia 12 de junho aconteceu um encontro que não foi marcado mais que valeu muito a pena, o mesmo não poderia deixar de ser postado no blog do Sanharol (o pai dessa amizade). A roda de conversa aconteceu na casa de Renato Bitu no Sanharol e durou por toda à tarde, pois assuntos não faltaram.
Na foto encontram-se Mundim do Vale, Dr. Sávio Pinheiro e Melyne Bitu (filha de Renata Bitu). Eu Renata Bitu agradeço ao Blog por ter me proporcionado este momento e espero que esta amizade e consideração perdurem por tempos.
Renata Bitu.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

ENQUETE DO MUNDIM

Só para várzealegrenses.
Me respondam porque o nome: INGÉM VÉI foi colocado no antigo frejo da nossa cidade.

O Hino Nacional Brasileiro -- por Armando Lopes Rafael


Inegavelmente o que sobrou do patriotismo coletivo do povo brasileiro só aflora – nos tempos atuais – em anos de realização da Copa do Mundo de Futebol. Pelos próximos dias, além da bandeira verde-amarela – herança do Império Brasileiro, como já escrevi em artigo anterior – também o nosso Hino Nacional (igualmente oriundo dos tempos imperiais) será ouvido, com todo respeito, por milhões de brasileiros, em frente às telinhas dos televisores, antecedendo os jogos do nosso selecionado, nos estádios da África do Sul.
Nos seus primórdios, que remonta ao Primeiro Reinado de Dom Pedro I, o Hino Nacional Brasileiro era executado sem ter ainda uma letra. Conhecida apenas como “Marcha Imperial”, foi muito tocada nos campos de batalhas da Guerra do Paraguai. Depois desse conflito foi popularizada na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.
Com o advento do golpe militar que implantou a República dos Estados Unidos do Brasil, no chamado “Governo Provisório” – dirigido pelo Marechal Deodoro da Fonseca – foi instituído um concurso para a adoção de um novo hino nacional. A ordem era (tentar) apagar tudo que restasse do Brasil-Império. Vivia-se os novos tempos republicanos e a propaganda oficial dizia que tudo vinha melhorando e o Brasil iria trilhar a senda do progresso e do bem estar do seu povo.
Quantas vezes, nos últimos cem anos, vimos esse filme...
Pois bem, na noite de 20 de janeiro de 1890, o Teatro Lírico do Rio de Janeiro estava superlotado, reunindo as mais destacadas personalidades da então capital brasileira, para conhecer o novo Hino Nacional. No camarote de honra, o velho Marechal Deodoro, àquela época já bastante decepcionado com alguns companheiros do golpe militar de 15 de novembro de 1889. O hino que obteve o primeiro lugar no concurso foi composto pelo maestro Leopoldo Miguez, com letra de Medeiros e Albuquerque. Na verdade, uma bonita peça (hoje chamada de “Hino da República”, que começa com o refrão: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”.
Ao final da execução do hino, o Marechal Deodoro bateu o martelo e impôs:
– Prefiro o velho!
Foi quando ficou preservada para as gerações vindouras, a bela “Marcha Imperial”, o mesmo Hino Nacional Brasileiro de hoje, cujos primeiros acordes (“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas/ De um povo heróico o brado retumbante”) nos enche de orgulho e nos faz reviver o pouco de patriotismo que ainda resta à “brava gente brasileira”...
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Pensamento do dia.

"Malandro é o pato, que já nasce com os dedos colados para não usar aliança".

Zeca Pagodinho.

DESAFIO - Por A. Morais

Um devoto ao passar pelo altar de São Braz lhe fez um pedido: dobre o meu dinheiro que lhe darei 20,00. Atendido fez a doação. Em seguida de passagem por Santo Ambrosio fez a mesma proposta: dobre o meu dinheiro que farei uma oferta de 20,00. Atendido novamente cumpriu a promessa pagando os 20.00. Por ultimo diante de São Raimundo renovou a mesma proposta pela terceira vez, no que foi atendido e, depois de fazer a oferta dos 20,00 ao santo, ficou sem dinheiro. A pergunta é: quanto tinha o devoto ao fazer a primeira proposta?

Diluve de Rimas - Patativa do Assaré

O pai de famia honrado,
A quem to me referindo,
É Deus nosso Pai Amado
Que lá do céu ta me ouvindo,
O Deus justo que não erra
E que pra nós fez a terra,
Este praneta comum;
Pois a terra com certeza
É obra da natureza
Que pertence a cada um.

sábado, 12 de junho de 2010

DESAFIO: O RELÓGIO MALUCO


Às 6h15min um fantasma sumiu da sala e o relógio que mostrava corretamente as horas, ficou maluco, passando a girar os ponteiros no sentido anti-horário, isto é; ao contrário, com a velocidade normal. Eis que o fantasma reapareceu às 19h30min. Nesse momento que horas o relógio maluco estava mostrando?

Dia dos Namorados.

Nunca deixe de chamar o seu grande amor de "DENGUINHO" e seja muito feliz. Veja o video da Joana e siga em frente. A vida é bela e deve ser vivida com muita intensidade.



video

Blog do Sanharol.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pensamento do Dia - Dercy Gonçalves

"Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense que, por enquanto, ainda não há terra em cima'".
Dercy Gonçalves

Dr. Savio e Diomar - Por A. Morais

No Inicio da década de 1990, estava presidente do Lions de Crato Centro e contratei um Shol com o nosso Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Se você não sabia, fique sabendo, o seu Luiz era mão de vaca, e para não ter despesas com Hotel ficou meu hospede. Estávamos na mesa almoçando quando a Rede Globo anunciou em edição extraordinária o Seqüestro do Cardeal de Porto Alegre Dom Vicente Sherer. Anunciava o repórter que bandidos haviam colocado o religioso no bagageiro do carro e saído em alta velocidade. Luiz Gonzaga me olhou e disse: é por essa razão que as vezes desconfio da existência de Deus!
O medico, escritor, poeta e cordelista varzealegrense Dr. José Sávio Pinheiro levava um lero com a nossa conterrânea Diomar, quando esta, em sua santa fé dizia que tudo que Deus faz é perfeito. Nada por Deus sai errado.
Diante de tanta segurança e convicção Dr. Sávio perguntou: Diomar, você acha que Deus tirar desta rua os senhores Raimundo Leandro, Natercio, Secundo, Chiquinho de Louzo, Zé Gregório e deixar Zé Paraibano e João Miguel está certo? Houve um certo silêncio. Diomar deu calado por resposta. Dr. Sávio não desconfiava da existência, discordava sim das atitudes. Dedicado a todos os varzealegrenses que conheceram os bravos conterreos citados e a memoria destes.

Receita em tabua lascada - Por Mundim do Vale

Em 1960 Dr. Lemos foi chamado para atender um doente que estava muito mal no sítio Lagoa Seca. Chegando lá examinou o doente e quando foi passar a receita viu que andava sem a caneta. Pediu que alguém providenciasse uma caneta ou um lápis, mas nem na casa nem na vizinhança foi encontrado.
Dr. Lemos falou: Não tem problema tragam um carvão e uma tabua que eu escrevo e depois vocês copiam quando arranjarem lápis ou caneta. Trouxeram um carvão e uma janela e ele escreveu enquanto dizia: Olhem quando for amanhã vocês vão muito cedo a Várzea Alegre e procurem a farmácia de Nelinho e comprem esse remédio. Mas não deixem de ir porque o caso dele é muito sério.
No outro dia arranjaram a caneta, mas como ninguém conseguiu entender a letra do médico o jeito foi ficar mesmo na tabua da janela. A candidata a viúva chamou dois candidatos a órfãos e disse: Vocês vão lá à farmácia de Seu Nelim para comprar esse remédio, vão por cima da serra que é mais perto. Mas vão num pé e voltem noutro.
Os dois saíram se revezando já quase correndo com a tabua na cabeça. Quando chegaram nas pedreiras do Riacho do Meio o que conduzia a receita intrupicou e ela partiu-se no meio. Ficou uma banda pra cada um. Chegaram à farmácia montaram a receita por cima do balcão. Seu Nelinho olhou com uma expressão de espanto e um dos irmãos perguntou: O qui foi Seu Nelim? Num vá me dizer qui o Senhor tombém num sabe ler a letra do doutor.
Claro que a letra do médico eu entendo. Mas depois de vinte anos de farmácia é a primeira vez que eu vou aviar receita em tabua lascada.
Mundim do Vale.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A Copa do Mundo pela galena. – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Vivíamos o mês de junho de 1958. Eu estava cursando a primeira série do antigo curso ginasial no velho Colégio Diocesano do Crato. Numa segunda-feira, cheguei um pouco atrasado e o interno, que era sineteiro, acabara de tocar o último sinal para início das aulas. Ainda ouvi quando ele comentou com outro colega: “Mas que vitória bonita aquela do Brasil ontem: três a zero na Áustria!” Quis saber dele do que se tratava e ele me disse que era um jogo pela Copa do Mundo. Não minto! Foi a primeira vez que eu ouvi falar em Copa do Mundo. Ao término da aula, tão logo cheguei a casa, procurei entre as revistas de um dos meus irmãos noticias sobre a Copa do Mundo. Havia uma revista “O Cruzeiro” que trazia tudo sobre a seleção brasileira, fotos dos jogadores, os grupos em que cada país estava distribuído e a tabela dos jogos. Fiquei sabendo que a Copa era realizada na Suécia, que graças ao excelente professor de Geografia José do Vale Feitosa, eu sabia muito bem onde ficava sua posição no globo. Então, como bom brasileiro achei que era importante acompanhar os jogos e torcer pelo Brasil. No segundo jogo, uma quarta-feira à tarde, eu fui à casa da minha tia Pia Cabral, uma irmã do meu avô, onde vários primos ouviam a transmissão da partida contra a Inglaterra. Era bastante animado, mas o jogo foi oxo (zero a zero), não obstantes as preces da tia Lurdinha para Santa Terezinha, a santa de sua devoção, com a qual ela afirmava tudo conseguir.

Depois vieram os jogos contra a Rússia, Pais de Gales e França. O jogo contra a França foi no dia de São João e eu estava voltando do Mauriti ao Crato, acompanhando os resultados parciais em cada café da beira da estrada. Mas soube que no Crato, antes do inicio do jogo contra a França, a tia Lurdinha se retirou da sala onde estava o velho rádio telefunken, dizendo que ia conversar com Santa Terezinha para o Brasil ganhar da França. Huberto Cabral protestou: “Santa Terezinha é francesa!” Houve uma gargalhada geral. Mas acredito que nesse dia Santa Terezinha, lá do céu, se esqueceu da França e foi fiel à sua amiga, pois o Brasil começou arrasador com um gol do vascaíno Vavá, logo aos 2 minutos de partida.

Na final contra a Suécia, já estávamos de férias no São José. Era um domingo e o jogo seria iniciado às 11 horas da manhã. Naquele tempo não havia energia elétrica no São José, nem rádios de pilha. O único rádio que havia lá em casa era um velho RCA, à bateria de carro, que estava descarregada. Meu irmão Luis Flávio disse que iria ouvir o jogo na casa do Assis de Melo, um nosso parente distante. Este era um solteirão, que morava sozinho num enorme casarão que herdara dos pais, bem próximo do canavial. Tinha mania por eletrônica e sua casa era repleta de rádios velhos, todos danificados de tanto ele fazer experiências. Eu e o primo José Esmeraldo Gonçalves acompanhamos Luis e papai nos pediu para que fôssemos avisá-lo a cada gol do Brasil. Seria uma boa caminhada, pois a casa do Assis distava mais de dois quilômetros da nossa.

Infelizmente não havia nenhum rádio em funcionamento na casa do Assis de Melo e ele nos disse que dava para acompanhar o jogo pela galena. Galena é um receptor de onda média, bem simples, que funciona sem precisar de energia elétrica. Trata-se de uma bobina enrolada por semicondutores do mineral galena ligada a uma antena externa composta de fios bem compridos estendidos e, que se escuta por meio de um fone de ouvido. Sintonizava sempre a emissora mais potente ou a mais próxima. Como o sítio do Assis era mais perto do Juazeiro, a galena sintonizava exclusivamente a Rádio Iracema que retransmitia da Rádio Bandeirantes de São Paulo. O meu irmão Luis tomou conta do fone de ouvido e repassava os lances para nós. A cada gol do Brasil, eu ou primo José Esmeraldo saiamos correndo para avisar ao papai. Como houve uma chuva de gols naquela partida, enquanto um voltava após ter comunicado que o Brasil empatara o jogo, encontrava o outro pelo caminho com mais novidades. E o nosso coração batia tão forte, quão forte eram as passadas que dávamos na nossa correria. Foram mais de seis idas e vindas, pois o Brasil ganhou sua primeira Copa do Mundo com uma elástica goleada.

Essa foi a Copa do Mundo mais emocionante da minha vida. Nem as imagens a cores transmitidas ao vivo pela televisão me fizeram reviver as emoções daquele dia 29 de junho de 1958, um dia de São Pedro, em que pela primeira vez o Brasil se sagrava campeão do mundo.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo