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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Salve São Raimundo Nonato - Por A. Morais.

31 de Agosto, dia de São Raimundo Nonato, nosso protetor e padroeiro. As festividades se encerram com uma missa solene, as nove horas da manhã, celebrada pelo Bispo Diocesano Dom Fernando Panico e com uma procissão no final da tarde. Durante os ultimos dias o Blog fez diversas postagens falando das "Salvas do meio dia e da madrugada", das novenas e da devoção dos fiés por São Raimundo em Varzea-Alegre. Em breve estarei postando duas historias da religiosidade de nossa terra. São historias reais de acidentes que marcaram a memoria e, que de certo modo muitos não tem conhecimento. Fatos do inicio do seculo XX, entre 1900 e 1910, talvez. Fatos de tragicas lembranças.
A. Morais

Quem tem medo da Dilma? - Por Danuza Leão.


"VOU CONFESSAR: morro de medo de Dilma Rousseff. Não tenho muitos medos na vida, além dos clássicos: de barata, rato, cobra. Desses bichos tenho mais medo do que de um leão, um tigre ou um urso, mas de gente não costumo ter medo. Tomara que nunca me aconteça, mas se um dia for assaltada, acho que vai dar para levar um lero com os assaltantes (espero); não me apavora andar de noite sozinha na rua, não tenho medo algum das chamadas "autoridades", só um pouquinho da polícia, mas não muito. Mas de Dilma não tenho medo; tenho pavor. Antes de ser candidata, nunca se viu a ministra dar um só sorriso, em nenhuma circunstância. Depois que começou a correr o Brasil com o presidente, apesar do seu grave problema de saúde, Dilma não para de rir, como se a vida tivesse se tornado um paraíso. Mas essa simpatia tardia não convenceu. Ela é dura mesmo. Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo, aquela diretora de escola que, quando se era chamada em seu gabinete, se ia quase fazendo pipi nas calças, de tanto medo. Não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura. Ela tem filhos, deve ter gasto todo o seu estoque com eles, e não sobrou nem um pingo para o resto da humanidade. Não estou dizendo que ela seja uma pessoa má, pois não a conheço; mas quando ela levanta a sobrancelha, aponta o dedo e fala, com aquela voz de general da ditadura no quartel, é assustador. E acho muito corajosa a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, que está enfrentando a ministra afirmando que as duas tiveram o famoso encontro. Uma diz que sim, a outra diz que não, e não vamos esperar que os atuais funcionários do Palácio do Planalto contrariem o que seus superiores disserem que eles devem dizer. Sempre poderá surgir do nada um motorista ou um caseiro, mas não queria estar na pele da suave Lina Vieira. A voz, o olhar e o dedo de Dilma, e a segurança com que ela vocifera suas verdades, são quase tão apavorantes quanto a voz e o olhar de Collor, quando ele é possuído. Quando se está dizendo a verdade, ministra, não é preciso gritar; nem gritar nem apontar o dedo para ninguém. Isso só faz quem não está com a razão, é elementar. Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela -e quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo - nem se explicitou, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande. Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20 anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece. Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo turno."

Danuza Leão
Enviado por uma leitora do Blog.

domingo, 30 de agosto de 2009

Tira Gosto de banana - Por Mundim do Vale

No ano de 1971, meu amigo Carlito Cassundé passou um domingo inteiro, bebendo cachaça no bar de Zé de Zuza. Para tira-gosto ele usou uma pequena banana maçã. Era uma questão de gosto dele, porque eu prefiro limão. Ele tomava uma dose e mordia a ponta da banana. Quando foi por volta das vinte horas, tomou a saideira despediu-se e foi saindo. Chagas Taveira que estava no local, notando que ele tinha deixado oitenta por cento da fruta falou: Arre égua Carlito! Se tu pegasse uma banana chifre de boi prumode tirar o gosto, tu ia acabar o alambique do Véi Vicente Vieira. Com trinta anos depois, apareceu a notícia em Várzea Alegre de que no quintal da casa de Bizim, tinha uma bananeira com mais de mil bananas no cacho. A notícia espalhou-se muito mais ligeiro do que descoberta de bucho crescendo em moça que mora em vila. Toda a imprensa regional foi para a terra do arroz, para cobrir a matéria que foi divulgada no Globo Rural. Quando Nicolau Inácio soube da notícia comentou: Mais menino! Uma bananeira dessas dava certinha era pra Carlito tirar o gosto. Só assim ele acabava com toda a produção de aguardente de Redenção: Depois dos comentários eu fiz esse mote:

Nem em cima nem embaixo
Nem achada nem perdida,
A cidade foi erguida
Nas margens de um riacho.
Mil bananas só num cacho
Bizim chegou a tirar.
Veio a T.V. pra filmar
Depois mostrou a proeza.
VÁRZEA ALEGRE É NATUREZA
DIZ O DITO POPULAR.
Mundim do Vale.

Passarinho.

Certa vez, um cantador de viola de nome “Passarinho”, ofereceu-se para cantar na casa de Major Feitosa, o que foi aceito. À noite, no alpendre, o cantador pediu para cantar na sala. O Major não gostou e mandou que ele fosse cantar, sozinho, no chiqueiro das cabras, e foi mesmo! Outra vez, o Major Feitosa conversava com outras pessoas na sua casa e bem ao lado o caboclo assobiava sem parar. Então o Major disse-lhe: “Você gosta de assoviar, hein? O caboclo disse que sim. “Pois você agora vai passar a noite assoviando, e só é pra parar quando eu mandar”, disse o Major. O caboclo sentou-se num banco de madeira e mandou brasa. Da meia noite em diante não dava mais som de nada, só fazia assoprar. Quando o Major mandou parar, o dia já estava claro e os lábios do caboclo estavam inchadíssimos.
Fonte – Mombaça online.

Clínica São Raimundo - Várzea Alegre


Temos o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médicos Dr. Menezes Filho e da Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:



Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.


Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.

Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Meneses

Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...



Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129. Várzea-Alegre. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade: Pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

"Cuidando com carinho e responsabilidade do povo de Várzea Alegre !"

sábado, 29 de agosto de 2009

Para Isabel - Por A. Morais.

Dedico esta postagem a minha irmã Isabel, ao seu esposo Luis, aos sobrinhos Pedro Jose e Luis Gustavo. Eles residem em São Bernardo e ela trabalha no Bicbanco em Santo André - SP. Isabel, eu quero ver se depois desta o Blog não merece um comentario seu. Veja a entrada da casa do Sanharol, os manos João e Raimundo e nossa querida mãe Antonia Alves de Morais. A musica eu sei que voce gosta. Foi escolha da Nair.
Uma boa noite e um bom Domingo.
A. Morais

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

De João Pedro a Pedro Piau.

Estou no Sanharol, em Varzea-Alegre. Vi visitar São Raimundo e rever amigos e parentes. Por volta das tres horas da tarde peguei o meu neto João Pedro e fomos fazer uma visita a Pedro Piau. João Pedro com cinco anos estava paramentado de caçador. Bisaco a tiracolo cheio de pedras e uma baladeira engolada no pescoço. Pedro Piau com os seus noventa anos lucido, consciente e com lembrança de fazer inveja a qualquer um. Quando me viu já foi logo dizendo: todos os filhos de Pedro André e Zefa assinavam Alves de Morais, apenas seu pai era diferente: Jose Raimundo de Morais em homenagem a Jose Raimundo do Sanharol. Uma grande verdade. Fiquei observando os dois. Pedro Piau perguntou: voce já matou muito passaro? João Pedro respondeu: não, eu sou ruim certeiro. Aí, sob um olhar concentrado e observador de Pedro Piau o João Pedro contou um causo. Quando terminou Pedro Piau contou para o João Pedro outro causo com o mesmo tema, com o mesmo sentido historico. E eu feito um besta no meio daquelas mirabolantes historias dos dois. Postarei a partir de amanhã as historias separadas, a do João Pedro e a do Pedro Piau. Uma historia contada por quem tem cinco anos e outra contada por quem tem a graça das çraças de viver 90 anos. E eu feliz por ter um neto e um amigo prodigiosos. Graças a Deus.

A. Morais

A solidariedade de Dom Arns.

Dom Paulo Evaristo Arns parabeniza Flavio, Simon e Marina. Telegrama do cardeal aposentado de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns para o sobrinho Flávio Arns, senador do Paraná, de saída do PT: “Parabéns atitude coerente diante corrupção inacreditável Senado. Queira transmitir votos de apoio benemérito à Senadora Marina, Senador amigo Simon, como também aos demais colegas que defendem a ética e decoro dos chamados Pais da Pátria". Abraço de seu tio, Cardeal
Paulo Evaristo Arns.

Voce tinha alguma duvida? - Por A. Morais

Outro dia, entrei numa agencia bancaria para resgatar uma duplicata e me deparei com uma enorme fila. Umas 100 pessoas aproximadamente e apenas dois caixas para atender a toda essa gente. Ao meio dia um dos caixas saiu para o almoço e apenas um ficou prestando atendimento para uma fila que já estava acrescida de mais gente. Uma senhora, diante da demora, começou a reclama, gritar, bradou a todo pulmão. O gerente do banco, para evitar escândalo, a pegou pelo braço e levou para sua mesa. Serviu água e café e por trás solicitou ao caixa que fizesse o atendimento entregando a papelada para senhora que se levantou e foi embora. Egoismo, puro egoismo. Estando bom pra mim, os outros que se lixem. As demais pessoas passaram a criticar a senhora chamando-a de grosseira, deselegante e atrevida, ao invés de defenderem seus interesses constantes em lei, passaram a defender quem estava errado, o infrator, o banco. A esperteza é a moeda mais valorizada, hoje em dia, no Brasil.
Antes pensava que o Sarney não servia, bem como o Collor, Fernando Henrique. Agora acho que o Lula não serve. E o que vier depois do Lula também não servirá para nada. Por esta razão suspeito que o problema não está no corrupto que foi o Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós como povo. Se o Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo somos nós mesmos. Nem serviu o Collor, nem serviu o Fernando Henrique, nem serve o Lula, nem servirá o que vier. Está muito claro: falta-nos educação. Somos nós que temos que mudar. Você esperava que o Supremo Tribunal Federal atribuísse algum crime ao Palocci? O semblante do caseiro já denunciava. Mas o STF entregou ao povo, de mão beijada, a oportunidade para julgar. Palocci virá nos braços do Cara em nome da malandragem, da indecencia e do trambique. E o povo? Vota! Então quem tem que mudar é o povo.
A. Morais

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Charles Chaplin

Uma pessoa pode ter infância triste e mesmo assim chegar a ser muito feliz na maturidade. Da mesma forma, pode nascer em berço de ouro e sentir-se enjaulado pelo resto da vida.
Charles Chaplin

10 anos sem Dom Helder Camara.

" O verdadeiro cristianismo rejeita a ideia de que uns nascem pobres e outros ricos, e que os pobres devem atribuir a sua pobreza a vontade de Deus".
"É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa, mas a graça das graças é não desistir nunca".
Dom Helder.

Vai perder um chorador - Mundim do Vale

Meu parente Antônio Inácio, ainda menino morava com os seus pais no sítio Serrote. Certo dia morreu um parente lá no mesmo sítio e quando foi por volta das 15 horas passou um portador avisando do velório para a família. O casal se preparava para ir quando o garoto Falou: Mãe deixa eu ir tombém pra sentinela. ( Naquele tempo era assim que chamavam velório ) Não meu filho sentinela não é coisa pra criança. Mais eu quero mãe. Deixa mãe, deixa! Pois tá certo você vai, mas primeiro vá jantar que o decomer já tá pronto. Não mãe deixe pra volta, pruque nas sentinela sempre tem um quebra jejum. Seguiram os três quando chegaram na casa do falecido o casal ficou dando os pêsames aos familiares e Antônio entrou logo na sala, onde o corpo estava sendo velado numa rede. O menino agarrou-se nas varandas e se danou a chorar. Chorava muito mais do que Madalena, quando Zé Vicente viajou pra trabalhar numa frente de serviço do DNOCS. Por volta das 21 horas passaram uma mulheres servindo chá e café com cuscuz. Antônio aumentava o volume do choro toda as vezes que as mulheres passavam por perto dele, mas nada de ser servido. Naquele velório criança não tinha vez. Quando o garoto notou que não seria servido, largou as varandas da rede, saiu soluçando em procura da mãe e falou: Mãe! Esse defunto vai perder um chorador! Eu vou pra casa pruque num tou apariado a passar a noite chorando sem comer nada não. Se eu ficar aqui é capaz de botarem eu junto cum o falicido. Pois vá meu filho. Eu deixei um prato de arroz dentro da gaveta do armário da cozinha. Antônio chegou em casa mais abatido do que Judas de favela. Acendeu uma lamparina, que pouco iluminou, porque o gás estava acabando. Quando abril a gavetas viu uns pontos dourados sobre o prato e aí pensou com ele mesmo: Mãe tava era cum brincadeira cum eu. Ela dixe qui era só arroz branco, mais butou toicim torrado tombem. Se eu subesse disso num tinha ido chorar tanto. Quando Antônio bateu com a colher no prato os toucinhos saíram todos correndo dentro da gaveta. Ele aproximou a luz mais um pouco, aí foi quando notou que eram baratas.
Mundim do Vale

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Salva da Madrugada II - Por Mundim do Vale

Antiga matriz de São Raimundo Nonato, foto de 30 de Agosto de 1918.


Tem vezes que estou bebendo
Uma cachaça ou cerveja
Mas me lembro da igreja
Quando vai amanhecendo.
Deixo lá o que estou fazendo
E saio em disparada
Porque não troco por nada
Ver a nossa boa gente,
Batendo palmas contente
NA SALVA DA MADRUGADA.

Eu vou disponibilizar
No fim do mês de agosto
Três dias com muito gosto
Pra rever o meu lugar.
Quero também visitar
Morais na sua morada
Onde eu conheço a estrada
E posso voltar sozinho,
Porque vou está cedinho
NA SALVA DA MADRUGADA,

Quero botar no roteiro
Uma excursão completa
Vou visitar o poeta
Dr. Zé Sávio Pinheiro.
Quero ver lá do cruzeiro
Nossa bandeira hasteada
E o povo na calçada
Cantando com vaidade.
Vou trazer muita saudade
DA SALVA DA MADRUGADA.

Dedico este poema aos bisnetos de
Madrinha Zefa,para que eles mantenha
os nossos valores de fé e religiosidade.

Mundim do Vale

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Elis Regina.

"Não tenho mais tempo para desfraldar outra bandeira que não seja a da compreenção, do encontro e do entendimento entre as pessoas", disse Elis poucos meses antes de sua morte.
Postado por A. Morais

A Salva da madrugada - Mundim do Vale.


Familia Morais - Zezinho Bilé.


A salva do meio dia
Nosso histórico patrimônio
Foi postada por Antônio
Com muita categoria.
Eu fiquei com alegria
Vendo a salva divulgada
Sendo vista e comentada
Por gente que escuta a gente.
Ágora vamos em frente
COM A SALVA DA MADRUGADA.

Depois que a noite se manda
E a madrugada aparece
Nosso fiel não esquece
De acompanhar a banda.
Quem fica só na varanda
Não dá notícia de nada
Mas quem fica na calçada
Já vai logo acompanhando.
Pra ver a banda tocando
NA SALVA DA MADRUGADA.

Chega gente ressacado
Fica olhando lá de fora
Mas logo depois melhora
Porque escuta um dobrado.
O padre com um frio danado
Resolve dar uma olhada
Chega perto da calçada
Mas não cumpre o desafio,
Porque faz bastante frio
NA SALVA DA MADRUGA.

Mundim do vale.

Morreu e adispois dismorreu - Por A. Morais

Outro dia, o Mundim do Vale contou a historia do Osmundo Fiuza e, me fez lembrar uma historia que o meu pai contava de ter ouvido de seus avós. No principio da historia de Várzea-Alegre, o povoado pertencia ao distrito de Lavras da Mangabeira que por sua vez pertencia ao município do Icó. Os casamentos, cerimônias religiosas eram todas realizadas em Lavras. Como não tinha cemitério em Várzea-Alegre, quando morria alguém o corpo era levado para ser sepultado em Lavras da Mangabeira. Um belo dia, um caboclo do Sanharol, deu um ataque, um passa tempo e ficou sem sinal de vida e, o deram como morto. Juntou-se uma turma de 12 cabras dispostos, colocaram o defunto numa rede, amarraram num caibro e partiram para Lavras. São 60 km a distancia, entre as duas cidades, para fazer a pé não é nada fácil. Quando já iam perto da metade do caminho, resolveram descansar um pouco. Soltaram o defunto no chão meio de rebolada e o defunto bateu com a cabeça numa pedra e cortou de modo que o sangue começou a escorrer. Enquanto uns fumavam, outros contavam historias o defunto se buliu e se levantou. Foi gente pra todo lado na capoeira, enquanto o ressuscitado enrolava a rede e começava a fazer o percurso de volta. O fato é que apenas 15 anos mais tarde o caboclo morreu divera, pra valer. Dizem que quando iam saindo com o corpo a mulher chorosa alertava: cuidado para não baterem com a cabeça dele noutra pedra.
A. Morais

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Religiosidade e a fé em São Raimundo - Por A. Morais

Nos últimos dias fizemos varias postagens sobre a “Salva do meio dia”. Para os leitores que não conhecem nossa cidade devemos fazer alguns esclarecimentos. Durante os dez dias de festa são realizadas “Salvas ás 06 horas da manha, ao meio dia e a noite a tradicional novena. As três cerimônias contam com um agrupamento muito grande de religiosos que comparecem para assistir as orações e ouvir a Banda de Musica tocar os tradicionais dobrados. Já falamos muito da salva do meio dia, quando postamos o poema do Mundim do Vale. Nos próximos dois dias estarei postando outro poema, também da autoria do Mundim falando sobre a “Salva da madrugada” que reúne mais fiés do que a salva do meio dia. Caríssimo Mundim: estou tomando a liberdade de ilustrar as postagens com fotos de duas famílias descendentes de papai Raimundo e que com muita dignidade representaram e representam a religiosidade de todas as famílias de nossa terra. As fotos são das décadas de 1920 e 1930.
A. Morais

Trindade Batista - Por Mundim do Vale


O veterano e arguto Sebastião da Silva esbanjou competência na construção desta sextilha, falando do falecimento do genial Dimas Batista, irmão dos também cantadores Lourival e Otacílio.

Pra levar Dimas Batista,
A morte perversa veio:
Levar o mais novo, é triste,
Levar o mais velho, é feio.
Deus respeitando os extremos,
Mandou buscar o do meio.
Enviado por Mundim do Vale.

domingo, 23 de agosto de 2009

Apresentando-se - Por João Pedro.


Eu sou João Pedro de Morais Meneses. Nasci no Sanharol e tenho cinco anos. Filho do Dr. Raimundo Batista de Meneses Filho e da Dra Ana Micaely Brito de Morais Meneses. Sou da oitava geração de papai Raimundo pela parte paterna e da sétima pela parte materna. Sou uma criança aplicada, inteligente, estudiosa, observadora, amiga dos coleguinhas, amo minha professora e minha escola. Apesar da pouca idade, já manuseio o computador, sei ligar, brinco joguinhos e, a partir de agora, como um legitimo herdeiro e futuro guardião do Blog do Sanharol, passo a condição de colaborador. Já promovi alguns causos, sou meio sapeca, mamãe, as vezes, diz que a minha energia é trifásica. Só termino uma malinação quando já tenho iniciado outra.
Outro dia, não houve aula, papai e mamãe saíram para trabalhar e eu aproveitei. Soltei a cachorra dentro da casa, ela bagunçou tudo, rasgou as almofadas, estragou um sofá, cagou a casa toda, fez a maior sujeira. Depois quebrei o vidro do centro, derrubei um quadro da parede com uma bolada. A babá só faltou perder os cabelos da cabeça. Quando os meus pais chegaram do trabalho, eu mesmo contei o resultado das minhas peraltices. Aí caboclo velho, não deu outra: Papai me pegou pela orelha e me deixou de castigo no meu quarto. Quando mamãe passava pela porta e me via sentadinho na cama ficava com os olhos cheios de lagrimas. Más, eu merecia, porém a minha orelha, naquele dia, ficou da cor de uma brasa.
De hoje em diante faço parte de um grupo seleto composto pelo historiador Armando Rafael, pelos poetas Mundim do Vale e Vicente Almeida, do meu avô Antonio Alves de Morais, e de todos os colaboradores e leitores do Blog. Até a próxima.
João Pedro.

Banheiro coletivo - Mundim do Vale

Num ano que prometia ser de seca em V. Alegre, já fazia dois meses de verão, quando numa sexta feira para amanhecer sábado deu uma chuva para animar o nosso povo. Alberto Siebra para demonstrar alegria resolveu fazer uma pegadinha. Abriu a bodega na manhã do sábado, pegou uma corda grande, amarrou nas galhas de uma castanhola que tinha na calçada e passou pela madeira do telhado descendo a ponta até o balcão. Zé de Ginu sem nada ter combinado com Alberto, vendo aquela arrumação gritou lá da sua farmácia: - Não faça isso não Alberto! As coisas vão melhorar, Já deu essa chuva hoje e ainda vai chover mais. Aquela advertência foi o que chamei de sincronismo. Alberto com aquela expressão de comerciante deprimido, ficou lá com a cabeça baixa, sem falar com ninguém. Naquela altura a calçada já estava cheia de curiosos. No Sanharol a conversa era que Alberto tinha amanhecido pendurado numa corda. No Roçado de Dentro, Chico da Formiga dizia: - Pruque Oberto quer fazer esse sirviço? O véi Zé Ogusto passou num sei quantos anos na bodega e teve seca, os ladrão robaro as coisas dele e ele nem se infoicou. Quando falaram em mandar chamar Ormicinda, Alberto aproveitou que já tinha umas 100 pessoas debaixo da castanhola, deu uma balançada na corda fazendo com que todos se molhassem. Molhou até o papel da rifa de Zé Belo e a camisa volta ao mundo de Zé Mariano.
Mundim do Vale

sábado, 22 de agosto de 2009

Ingratidão - Por A. Morais


A mais desonrosa qualidade do ser humano é a ingratidão. Ontem, o presidente Lula disse que o senador Flavio Arns era um “encrencado”. Esquece que quando Luis Inacio Lula da Silva estava “encrencado” com a policia, com o exercito e até preso, foi Dom Paulo Evaristo Arns, tio legitimo do Flavio Arns, quem esteve junto levando a solidariedade e procurando ajudar e defender. Como esse passaro, do alto de sua sabedoria, o povo observa tudo, e não se sabe qual será a reação. Só o tempo dirá.
A. Morais

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Filho obediente - Por Mundim do Vale.

Edvard Moreno e Zé Teixeira eram comerciantes do ramo de tecidos em V. Alegre, Zé Teixeira era muito bem casado com Dona Amelinha Ribeiro. Uma vez os dois foram comprar tecidos na cidade de Campina Grande – PB. Chegando lá, já era noite e foram direto para o hotel. Zé Teixeira tomou um banho, se perfumou e foi passear curtindo o frio da Borburema, Edvard tinha ficado conversando com uns amigos e quando viu que já estava tarde foi procurar Teixeira. Chegando lá numa rua mais escura, deparou com Teixeira de braço dado com uma garota paraibana muito mais alegre do que menino debulhando amendoim. Para fazer uma brincadeira Edvard Gritou: Namorando em Zé Teixeira! Quando Chegar em V. Alegre eu vou dizer a Amelinha viu? Teixeira sem nenhum embaraço falou: Pode dizer! Mamãe acha é bom que eu namore.
Mundim do Vale

Os petralhas - Reinaldo Azevedo

Escrevi aqui sobre o tratamento cafajeste que os blogs petralhas têm dispensado a Marina Silva. Num vermelhinho-e-azul com Lula, ontem, evidenciei a impostura do presidente ao dizer que ela “veio para o PT”. Não! Ela não foi para o PT. Ela foi PT. É verbo de ligação. Ela era PT. Era uma das fundadoras, como Lula. Os petralhas a tratam como uma vira-casaca, títere ou mamulengo do tucano José Serra, arma das oposições para detonar esse transatlântico eleitoral (a velas) que é a candidatura Dilma Rousseff, ingênua, boba, primitiva, manipulável.... Já os que se querem marxistas — não é o caso dessa rataiada, que só é dinheirista mesmo — sugerem ou dizem que Marina nunca entendeu a luta de classes e que a ecologia não pode ser pretexto para deixar de lado as contradições fundamentais do capitalismo.
Reinaldo Azevedo.

blog humor - Por A. Morais

01 – Quando lhe atirarem uma pedra faça dela um degrau e suba. Só depois, quando tiver uma visão plena de toda área, pegue outra pedra, mire bem e acerte o crânio de quem lhe atirou à primeira.

02 – Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!

03 – Eu queria morrer como o meu avô, dormindo, tranqüilo. E não gritando desesperado como os quarenta passageiros do ônibus que ele dirigia.
Autor desconhecido.

O Doutor do SUS - Por Natael Fernandes

Eu nunca vi neste mundo
Perante o Senhor Jesus
Um cabra pra ser ligeiro
Quiném um doutor do SUS

Em menos de um minuto
Ele consulta o freguez
Numa folha de papel
Faz uns 05 risco ou 06
Ligeiro sem ter demora
Bota o caboclo pra fora
Manda imbocar o da vez.

Agente drome na fila
Mode pegar uma senha
Depois fica se valendo
Pedindo que o doutor venha
Quando o cabra tem sorte
Ele chega finalmente

É outra maçada grande
Pra chegar a vez da gente
E quando vai atender
Num dar tempo nem dizer
O que o camarada sente

E mesmo quando é preciso
Examinar o caboclo
Se o caba se abestaiar
Ele é quem fica no toco

Num sabe aquele aparelho
Mode escutar o pulmão
Que agente diz 33
E fica todo inchadão?
Botaram um em Jacinta
A pobre só disse 30
Os treis num deu tempo não

As meninas lá de casa
Vivem no chá de mastruz
Hortelã e eucalipe
Com limão cortado em cruz
Elas achando azedo
E eu morrendo de medo
De ir pra fila do SUS.

Enviado por Maria da Gloria Pinheiro

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Blog humor - Por A. Morais

01 - O cara todo orgulhoso: Minha mulher é um anjo! O segundo cara: Voce tem sorte, a minha continua viva!

02 - Um cara comentava: Eu tinha tudo, dinheiro, uma casa bonita, um carro novo, o amor de uma linda mulher e tudo acabou. O que aconteceu? Perguntou um amigo. Minha mulher descubriu.

03 – Uma mulher conversava com uma amiga: Fui eu que fiz meu marido virar milionário. E o que ele era antes? Perguntou outra amiga. A mulher respondeu ele era bilionário.
A. Morais

Historias do Sanharol - Por A. Morais

Arroz doce.

Já disse mais de uma vez que Isabel de Morais Rego era a filha caçula de Jose Raimundo Duarte, Jose Raimundo do Sanharol. Disse também que ela contraiu matrimonio com o seu sobrinho Francisco Alves de Morais, 23 anos mais velho do que ela, filho de sua irmã Tereza Anacleta de Menezes. Desse casamento nasceram quatro filhos: Joaquim, Josefa, Antonio e Raimunda.
Joaquim faleceu solteiro, ainda jovem, dizem que era muito inteligente tendo importante participação na alfabetização das crianças da época. Josefa, a minha avó, se casou com Pedro Alves Bezerra seu primo legitimo. Antonio se casou com Clara Alves de Menezes, viúva de Francisco Alves Bezerra e Raimunda faleceu solteira. Josefa e Raimunda eram muito religiosas, viveram para caridade, visitavam todos os enfermos da família ou não, reuniam crianças para catequese, participavam de forma presente na pratica da doutrina cristã. Antonio, conhecido por Pai Veio, era muito irreverente, não tinha medo de nada, dizem até que conversava com as almas e não temia assombrações.
Nos adjuntos, multirões, aniversarios e festas comuns costumavam servir uma sobremesa conhecida como arroz doce, comida típica muito apreciada por todos. Era uma mistura de arroz, amendoim, leite, rapadura, erva doce, canela e cravo. Pai Veio apreciava por demais.
Um dia, depois do terço, madrinha Zefa disse: Raimunda, quando eu morrer eu quero que você coloque aquele crucifixo em cima de mim. Está certo, respondeu Raimunda. Agora Josefa se eu morrer primeiro eu quero que você coloque aquele São Francisco junto comigo na urna. Pai Veio fez o seu pedido: Meninas, pois quando eu morrer eu quero que vocês coloquem um prato de arroz doce bem em cima da titela.
A. Morais

Blog do Sanharol - Por Dr. Jose Wilton Menezes


Nossa Várzea-Alegre tem
Bem pertinho um alguém
Que tanto lhe valoriza
Que de fato se precisa
Grande reconhecimento
Sem querer exagerar
Sem pedir consentimento
Quero aqui comunicar
De um jeito tão de fé
Que o Blog do Sanharol
É Morais de Zé André.

Digo por que estou lendo
Lendo e por certo revendo
Os nossos causos e contos
Palavras e reencontros
Da nossa historia vivida
Do nosso passado envolvido
Da nossa lembrança esquecida.
De nosso torrão querido
De um recanto florido
Repleto de alegria
Que o criador um dia
Envolto em sua criação
Deu-nos V. Alegre inteirinha
Repleta, toda cheinha
De paz, amor e emoção.

Portanto caro Morais
Fale, diga e corra atrás.
De todo nosso passado
Da nossa bela Cultura
Daquela historia pura
Do conto desenrolado
Que a nossa terra tem
Por certo caro amigo
Eu agora finalizo
Desculpe-me pela rima
Meio mau pronunciada
Meio mau atrapalhada
Só quis mostrar a estima
O orgulho e o prazer
De galgar e sempre ter
Pessoas como você.

Dr. Jose Wilton Menezes.

Morreu adispois dismorreu - Por Mundim do Vale

Um certo dia vinha da Santa Rosa, Osmundo Fiúza, Alberto Siebra, e Zé de Bogim, quando descia a ladeira da Betânia, Vicente Custódio vinha numa bicicleta. Vicente perdeu o controle e pegou Osmundo de cheio. Caiu Vicente caiu Osmundo e a bicicleta ficou com os pneus pra cima que rodaram por mais de 15 minutos. Levaram Osmundo para sua casa na antiga rua do Juazeiro em estado de morto. Chegando lá foi aquele corre-corre. Chamaram Dr. Lemos que foi logo categórico: - É óbito! A comoção foi geral. Era choro, vela acesa, recado para parentes, carpinteiro tirando as medidas para o caixão e a casa totalmente cheia. Osmundo por sua vez dava notícia de tudo, mas não podia piscar um olho, nem levantar um braço. Eu não sei como isso pode acontecer, mas quem sabe a medicina não tenha uma explicação. Ou talvez o próprio Osmundo que hoje é espírita kardecista encontre a resposta lá na sua doutrina. Depois de três horas de muita aflição, chegou Dona Zulmira para rezar um terço. Todos os presentes ficaram de joelhos com a cabeça baixa para orar. Foi nesse momento que o suposto finado foi ficando corado e de repente pulou da cama e foi ficar de joelhos do lado de Dona Dozinha com as mãos postas. Foi aí que o tempo fechou, correu Ana Alves, Vicência Félix, Manoel Martins e outros. Quando Belezário correu a porta já estava cheia e ele teve que pular a janela, em seguida subiu a ladeira, pegou a Rua Major Joaquim Alves mais ligeiro do que fogo de broca quando tem aceiro mal feito. Zé Teixeira quando viu aquele desespero perguntou:
O que foi que houve Belizário?
Foi Osmundo Fiúza qui morreu e adispois dismorreu!
Dedico a meu grande amigo Osmundo Fiúza, que está aí vivinho da silva para confirmar o meu causo.
Mundim do Vale.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Uma nova revelação na poesia - Por A. Morais


Meu neto João Pedro.

O Nosso Blog todo dia é surpreendido com revelações valorosas. Ontem recebi do nosso conterrâneo Dr. Jose Wilton de Menezes uma poesia, dedicada ao Blog. Agradeço a sua honrosa homenagem e parabenizo pela beleza poética das rimas. Estarei fazendo uma postagem amanhã fazendo referencia ao poema do amigo e incluindo o conterrâneo na lista dos bons poetas.
Hoje, porém, aproveito para contar uma historinha engraçada que tem a ver com poesia, com repente. Eu estava no Sanharol, na casa do meu tio Chico André, quando o conhecido Zé de Lula Goteira chegou, sentou-se ao nosso lado, disse que era dos André, e ficou observando a nossa conversa.
Batista e seu irmão Raimundo, passaram na maior bilotada atrás de uma rés de Raimundo Menezes. Tio Chico André, então, improvisou este verso:
Estava na calçada de Chico André,
Passaram dois vaqueiros correndo,
Um a cavalo e outro a pé.

Complete o verso Zé de Lula ! Zé fez uma munganga e lascou:

Se ainda num esbararo,
Já pássaro dos Orós.
Meu caro Dr. Jose Wilton, o Blog do Sanharol foi criado com a finalidade de reuni depoimentos , contos e causos dos nossos conterraneos para quando o meu neto e seu sobrinho João Pedro e os de sua geração quiserem pesquisar algo do passado, ter um lugarzinho proprio. Por essa razão o seu poema, que postarei amanhã, é de grande importancia, soma-se aos demais já registrados e fica a espera dos que estarão por vir.
Um forte abraço.
A. Morais.

E se Marina virar borboleta? - Ateneia Feijó.

Sorridente, ela se deixou fotografar recebendo e colocando o boné vermelho na cabeça. Nada mais natural, pois o evento ocorrido sábado, em Brasília, fora promovido pelo MST. E a debatedora sobre clima e meio ambiente sustentável era, como diria gostosamente a Ruth de Aquino, a morena Marina com sua própria vontade. Lá estava ela disposta a propagar entre os sem-terra o pensamento do filósofo francês Edgar Morin: "mudança, no começo, é apenas um desvio".
Aquela Marina Silva, da biografia divulgada na mídia quando foi eleita senadora pela primeira vez, certamente não é mais a mesma. Seu discurso avançou; ela demonstra continuar aprendendo, acumulando novos conhecimentos e experiências à sua história. Quem a conhece garante que conservou o caráter; inato. O jeitinho aparentemente manso e a maneira de se vestir? Fazem parte de sua personalidade. Nunca pareceu chegada a consumismos e modismos. A religiosidade? Questões de fé são questões de fé. Cada um na sua, desde que não queira se impor como dono da verdade ou discrimine agnósticos e ateus. Então, tá.
Se toda evolução é fruto do desvio bem-sucedido não dá para subestimar Marina. Ainda mais depois de ter estudado com Morin, respeitado como um dos maiores pensadores do mundo atual. Ele não separa o conhecimento em compartimentos. Ao contrário, chega a ser venerado por muitos como "pai da complexidade". Além de defender uma educação que ensine a ética da compreensão planetária.
É isso. De que adianta compreender a matemática ou uma determinada disciplina se a pessoa não se compreende como indivíduo, sociedade e espécie? Tampouco tem consciência da humanidade? Portanto, ao propor a sustentabilidade como um novo modelo de desenvolvimento para o século XXI, Marina não está brincando. Ela aprendeu a pensar com complexidade.
Daí seus questionamentos tipo "quem disse que o ministro de energia não pode cuidar do meio ambiente e vice-versa?". Mesmo desenvolvendo projetos específicos, esses projetos deveriam se integrar ao todo. Ou seja, ministros deveriam trabalhar juntos para encontrar soluções em vez de criar problemas, brigando entre si. Ministros de energia, meio ambiente, transporte, agricultura ou lá de que pastas forem deveriam saber lidar com situações complexas.
Na sua passagem pelo Brasil há pouco mais de um mês, Morin esteve em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Tocantins. Neste último estado visitou uma comunidade indígena xerente, onde foi recebido com manifestações culturais tradicionais. Marina estava junto com ele. O filósofo francês, judeu, 88 anos, encantou-se com a viagem por nosso país. E não escondeu seu entusiasmo por essa "civilização da mestiçagem brasileira".
Aliás, em seu livro "Os sete saberes necessários à educação do futuro" (Unesco/Cortez Editora) ele fala da unidade, da mestiçagem e da diversidade como uma forma de se ir contra a homogeneização e o fechamento. Enfatiza que na era planetária cada pessoa pode e deve cultivar a "poliidentidade". O que é isto? Simplesmente a integração de suas identidades familiar, regional, étnica, nacional, religiosa (ou filosófica), continental e terráquea. Porque, acredita Morin, só o mestiço (cultural ou racial) pode constituir uma identidade complexa plenamente humana.
A aluna Marina pode ter trocado o uso da palavra revolução pelo da palavra metamorfose. Por que não? Foi o professor quem primeiro optou pela palavra que significa uma transformação natural e radical; como, por exemplo, a de uma borboleta. Uma transformação sem violência e totalitarismo revolucionários de praxe.
A morena Marina, nascida no Acre, parece apostar no Brasil como iniciador deste novo processo: da sustentabilidade. Pelo menos, o país conseguiu se desviar dos padrões que eram adotados há 30 anos para o meio-ambiente. Um desvio que pode consolidar uma mudança embasada em pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologia e ética planetária.
Será que Marina está virando borboleta?
Ateneia Feijó.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Cel Filemon - Um mestre na arte de fazer politica - Por A. Morais

Um dia um correligionário lhe trouxe a terrível noticia: no sitio Cipó dos Tomaz havia uma família que não podia nem ouvir falar em seu nome. No outro dia, o Cel Filemon chamou o motorista e disse: abasteça o carro que nós iremos fazer uma visita no Cipó dos Tomaz, preciso falar com os familiares de fulando de tal. O motorista conhecia a historia de intolerância daquela família com o Cel. Filemon, mas não discordou e, no outro dia cedinho chisparam para o Cipó. Quando estacionaram o carro a Dona da casa deu uma rabissaca e embocou casa a dentro no que foi seguida pelas filhas e filhos. O dono da casa ficou com a cara amarrada igual a um touro nelore. O Cel Filemon deu bom dia, se aproximou, deu a mão e foi direto ao assunto: Meu amigo, eu soube que você tem uns filhos muito inteligentes e responsáveis, eu estou precisando de duas pessoas com estas qualidades para trabalharem comigo na prefeitura e por essa razão aqui estou para lhe pedir estes préstimos. A seguir, já se ouviu o cocoricó do capão cevado nas mãos da mãe dos rapazes sendo sacrificado para o almoço. Os rapazes já queriam vi para o Crato no mesmo dia no carro com seu Filé e, o pai se tornou o maior cabo eleitoral a partir do mesmo dia.
Por A. Morais

De poeta para poeta - Por A.Morais

Nosso Blog já postou poemas de Patativa do Assaré, Jose Alves de Figueiredo, Dr. Mozart Cardoso Alencar, Enéas Duarte, Eloi Teles de Morais, João Furiba, Cego Aderaldo, Raimundo Lucas Bidinho, Tarciso Coelho, Mundim do Vale, Dr. Sávio Pinheiro e hoje estamos postando a revelação Vicente Rodrigues de Almeida. Eu tenho uma admiração enorme pelo poeta, não pela beleza do flabelar das rimas, mas pela dosagem de humor que todos colocam em suas poesias. Segue a troca de versos de Vicente Almeida e Mundim do Vale em “A salva do meio dia”.

Meu caro Mundim do Vale
Sua poesia é bacana
O seu jeito não me engana
Pois é poeta de fato.
Escrevo daqui do Crato
Pra você ler algum dia
Felicito-o pela obra prima
Por imortalizar na rima
A SALVA DO MEIO DIA.

O Blog do Sanharol
Deu-me a oportunidade
Pra conhecer de verdade
Como enaltecer um Santo
E uma coisa eu garanto
E lhe digo em poesia
Quero ir de qualquer jeito
Ver de perto, ver direito
A SALVA DO MEIO DIA

Fiquei com água na boca
Pra conhecer a festança
Guardar na minha lembrança
E relembrar com saudade
O bloco da amizade
E contar no dia a dia
Que São Raimundo Nonato
É merecedor de fato
DA SALVA DO MEIO DIA

Quero ir a Varzea Alegre
Conhecer essa homenagem
Que todo ano eles fazem
Haja seca ou haja inverno
A São Raimundo Nonato
Padroeiro do lugar
E aos meus netos contar
Que fui passear um dia
Onde o povo sem temer
Deixa de almoçar pra ver
A SALVA DO MEIO DIA.


Vicente Rodrigues de Almeida

Venha poeta Vicente
Visitar nossa cidade
Morais com boa vontade
Lhe recebe gentilmente.
Traga pra nós o presente
De ter sua companhia,
Que São Raimundo é seu guia
Nesse Vale do machado.
Venha escutar um dobrado
NA SALVA DO MEIO DIA.

Já encontrou seu caminho
No Blog do Sanharol
Venha com chuva ou com sol
Visitar esse cantinho.
Você não fica sozinho
Na terra da simpatia
Pois aqui tem harmonia
E muita hospitalidade.
No Sanharol, na cidade
E NA SALVA DO MEIO DIA.

Quando avistar a bandeira
Balançando lá em cima
Você ver que a nossa rima
É fiel e verdadeira.
O verso é uma maneira
De mostrar na poesia
O tamanho da alegria
De recebê-lo aqui.
Vindo lá do Cariri
PRA SALVA DO MEIO DIA.

Para Vicente e Glória.
Não deixo meu Cariri
Nem com reza nem feitiço,
Sou roedor de piqui
E comedor de chouriço.
Não sáio nunca daqui
O meu lugar é aqui
Com as bênçãos de Padim Ciço.

Por: Mundim do Vale

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Lucio Alcântara e o Cariri - Por Armando Lopes Rafael.

Algum dia o Cariri fará justiça ao governo Lúcio Alcântara. Poucos governadores do Ceará foram, como ele, tão presentes ao Cariri. Durante o seu período como governador, Lúcio Alcântara manteve constante diálogo com todas as lideranças caririenses – independentes de sigla partidária – buscando soluções para os problemas desta região do Ceará. Era comum vê-lo – praticamente toda semana – percorrendo os municípios caririenses, inaugurando obras feitas no seu governo e dialogando com as lideranças comunitárias na busca de incentivo às diversas atividades econômicas com potencial gerador de emprego e renda para a população do Sul do Ceará.
Muitas das obras hoje a atribuídas ao governador Cid Gomes foram, na verdade, iniciadas no governo Lúcio Alcântara. É caso do Metrô de Superfície – ligando Crato a Juazeiro – que, não só foi iniciado, mas os recursos assegurados para a continuidade da obra; o Trevo Rodoviário que desvia o trânsito do centro de Missão Velha; os melhoramentos recém-inaugurados na URCA (reforma do Salão de Atos, do Salão da Terra, dos blocos onde funcionam salas de aulas, aquisição de equipamentos de informática, etc.); o CEO-Centro de Especialização de Odontologia, em Crato. Outras foram planejadas no governo de Lúcio Alcântara, a exemplo do Centro de Convenções do Cariri, agora iniciado. No caso específico de Crato, devem-se ao governador Lúcio Alcântara, dentre outras obras: a restauração do conjunto da antiga Estação Ferroviária, o Cine-Teatro Moderno, a reforma da Quadra Bi-Centenário, a avenida que margeia o canal do Granjeiro e segue em direção ao Parque de Exposição; a reforma dos mercados públicos de Crato; as quadras esportivas nos bairros periféricos e distritos, as praças suburbanas, reformas de escolas públicas. Em Juazeiro do Norte a construção do IML, anseio de toda região Sul do estado; ponte sobre o Rio Salgadinho, que liga a cidade ao Horto do Padre Cícero, ponte sobre o Rio Carás entre os municípios de Juazeiro e Caririaçú e infra-estrutura do Luzeiro do Nordeste. Em Barbalha: as construções do Anel Pericentral e do Liceu; a restauração do prédio da antiga Cadeia Pública, dentre outras.
Ressalte-se, ainda, a exemplar vida pública de Lúcio Alcântara. Em 30 anos de atividade política, é um nome respeitado por sua conduta ética no trato com a coisa pública, suas relações partidárias e suas iniciativas políticas. Nunca teve o seu nome associado a atos de improbidade ou ineficiência diante das responsabilidades que lhe foram conferidas pela vontade popular. Foi Secretário estadual da Saúde (2 vezes), prefeito de Fortaleza, deputado federal (2 vezes), senador da República, vice-governador e governador do Ceará.
E saiu com a imagem limpa! Coisa rara nesta república...
(*) Armando Lopes Rafael é historiador.

Menezes Filho - Feliz aniversario.


Papai.

Parabéns.

Deus lhe abençoe, lhe faça feliz, lhe ilumine e conserve sempre assim, amigo, presente, humano, companheiro e bom! E olhe bem, além disso, nós pedimos a Deus que lhe dê muita paciência, mas muita paciência mesmo, para cuidar de nós! E nada de injeção ouviu!
João Pedro e Aluisio.

domingo, 16 de agosto de 2009

Quem é mais saudosista? - Por A. Morais

Maria Romana Ferreira de Sousa.

Pelo que venho observando, entendo que estamos empatados. Não há como saber qual de nós dois é mais saudosistas, se eu ou o Mundim do Vale. Cada dia remoemos o passado e arrancamos do fundo do baú episódios que estavam condenados ao porão perverso do esquecimento. Já que estamos no período das novenas de são Raimundo, e não preciso pesquisar, porque sei de cor, vou falar um pouco da Banda de Musica de Várzea-Alegre, na inesquecível e memorável década de 1960.
O maestro era mestre Antonio Jose do Nascimento, Mestre Antonio e, na relação dos músicos encontravamos três filhos do maestro, Chagas, um grande musico que tocava todos os instrumentos, Manuel arremedava um trombone e Jose o mais acanhado dos tres. Dentre outros músicos estavam Virgilio, Antonio de Brilhante, Chico Felicio, Prejo, João Batista, Luiz de Zé Preto, Chico de Antonio do Sapo, Jairo Diniz, o mestre do trombone de vara.
Quando o Padre Otavio dizia: Deus, vinde em nosso auxilio! Milita e Romana cantavam seguidas pelos acordes dos metais: "Senhor, apressai-me, apressai-me, apressai-me, em socorrei-me"!
E por falar em Dona Romana ela fez neste dia 09.07.2009, exatamente 100 anos de idade: Maria Romana Ferreira de Sousa, filha de Raimunda Ferreira de Sousa e Romão Ferreira de Sousa, nasceu no dia 09 de julho de 1909, em Várzea Alegre. Casou-se em 31 de julho de 1930, com Raimundo Bernardino de Sousa. Tiveram cinco filhos, mas só está vivo Francisco Jacinto de Sousa, todos os filhos receberam o nome de Francisco pela devoção que ela tinha ao santo.
Foi cantora sacra da igreja durante setenta anos. Iniciou aos quatorze anos e a primeira missa cantada foi na Capela de Santo Antônio, celebrada pelo padre José Otávio.
Continua lúcida, espirituosa e ainda com muita devoção a São Raimundo Nonato. O Blog do Sanharol não poderia deixar de se congratular, juntamente com a irmandade religiosa, a lembrança, a afirmação e a luta desta figura de mulher, por este acontecimento, como marco da presença da mulher no registro da história de Várzea Alegre. A missa em ação de graças foi celebrada domingo, dia 12, às 16h, em sua residência, à rua José Alves Feitosa”. Ninguém mais do que Dona Romana, que há setenta anos canta as “Salvas de São Raimundo”, merece está na nossa lista de “Amigos do nosso padroeiro”. Romana receba nossa gratidão, minha e do Mundim do Vale.
A. Morais

sábado, 15 de agosto de 2009

A salva do meio dia - V - Por Mundim do Vale

Dr. Aluisio Maximo de Meneses.


Eita bandinha descente
Que tem na minha cidade!
Na religiosidade
Ela está sempre presente.
Toca salva no sol quente,
Alvorada em manhã fria
E São Raimundo é quem guia.
Porque lá do seu altar,
Quer ver seu hino tocar
NA SALVA DO MEIO DIA.

Um roceiro vai passando
Pra comprar sal e café
Chega lá em João Bilé
E vai logo se sentando.
Passa um tempo conversando
Pede um copo de água fria,
Depois diz: - Vixe Maria!
Tá na hora de ir embora,
Todo dia eu perco a hora
NA SALVA DO MEIO DIA.

Um cachaceiro sem graça
Que da rua vem tombando,
Chega logo perguntando
Se por ali tem cachaça.
Senta no banco da praça
Falando de carestia,
Sem saber de economia,
Nem ter no bolso um tostão.
Depois se lasca no chão
NA SALVA DO MEIO DIA.

Por Mundim do Vale

Parabens Dihelson Mendonça - Por A. Morais

Amigo Dihelson - Feliz aniversario.
É muito gratificante ver aquele menino que acompanhava o pai nas décadas de 70 e 80 no gerenciamento dos negócios da Leimo alçar e alcançar altos desafios nas áreas da musica e do jornalismo e, continuar com a mesma humildade e dignidade de antes. Receba os nossos cumprimentos na passagem de seu natalício. Deus lhe conserve assim!
A. Morais e familia.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Carlos Frederico Werneck de Lacerda - Por A. Morais

Muito mais do que suas obras como primeiro governador do antigo Estado da Guanabara, muito mais do que seus textos ou discursos como proprietário de jornal e político, muito mais do que todas as suas realizações pessoais e profissionais, o jornalista Carlos Lacerda passou à história brasileira como o pivô do atentado que provocou o suicídio do presidente Getúlio Vargas, na manhã do dia 24 de agosto de 1954. Com a política no sangue (seu pai, Maurício Paiva de Lacerda, foi deputado federal; seu avô por parte de pai, Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda, foi ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas no governo do presidente Prudente de Morais), Carlos Frederico Werneck de Lacerda, embora registrado em Vassouras (RJ), nasceu no Rio de Janeiro, na época Distrito Federal, em 30 de abril de 1914, coincidentemente, no mesmo dia e ano em que viria ao mundo o cantor e compositor baiano Dorival Caymmi. Iniciou a sua carreira profissional em 1929, escrevendo alguns artigos para o "Diário de Notícias", em uma seção dirigida por uma mulher que marcaria época na literatura brasileira -Cecília Meireles. Três anos mais tarde, durante o governo provisório comandado por Getúlio Vargas, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, mas não chegou a concluir o curso. Em seu livro "Depoimento", Lacerda justifica a decisão. "A advocacia era uma profissão muito estranha, porque os casos que me interessavam não davam dinheiro, e os casos que davam dinheiro não me interessavam". A intensa atividade política que marcaria a vida de Carlos Lacerda começou justamente quando estudava Direito. Neste período, aproximou-se dos ideais comunistas e da Ação Libertadora Nacional (ALN). Em 39, rompeu com essa ideologia e passou a escrever artigos anticomunistas. Na década de 40, mais precisamente em 1945, Carlos Lacerda assina a sua ficha de filiação à UDN (União Democrática Nacional), tornando-se vereador pelo Distrito Federal, dois anos mais tarde. Logo que assumiu o mandato, começou a fazer campanha em favor da completa autonomia do Distrito Federal, defendendo a eleição direta para prefeito -o cargo era uma prerrogativa do presidente da República, que nomeava o administrador. Ainda em1947, renuncia ao mandato de vereador, inconformado com a decisão do Senado, que retirou da Câmara Municipal o poder de examinar os vetos do prefeito. Em 1949, Carlos Lacerda dá uma grande guinada em sua vida, ao fundar o jornal "Tribuna da Imprensa", diário que foi o principal porta-voz da oposição durante o segundo governo do presidente Getúlio Vargas (1951/54). Já casado, o jornalista liderou uma campanha contra o jornal "Última Hora", de Samuel Weiner, acusando-o de ter se beneficiado de um empréstimo fraudulento do Banco do Brasil para colocar o seu maquinário em funcionamento. A partir daí, os ataques diários ao governo do presidente Getúlio Vargas passaram a ser uma rotina na "Tribuna da Imprensa". Finalmente, no dia 5 de agosto de 1954, aconteceu o episódio que marcaria definitivamente Carlos Lacerda na história do Brasil e levaria o presidente Vargas à morte, provocando uma crise sem precedentes na vida republicana do país. Atentado Ao voltar de um comício realizado no Colégio São José, no Rio, o jornalista foi atingido por um tiro quando chegava à sua casa, localizada à rua Toneleros. O atentado, que deixou Lacerda ferido no pé, provocou a morte do major-aviador Rubens Florentino Vaz, que dava proteção ao jornalista. No mesmo dia, ainda no Hospital Miguel Couto, para onde foi levado após ser baleado, Carlos Lacerda responsabilizou "elementos da alta esfera governamental" pelo crime. Uma semana depois, Lacerda publicou um editorial na "Tribuna da Imprensa", pedindo a imediata renúncia do presidente Vargas. Isolado politicamente e percebendo que integrantes de sua guarda pessoal estavam envolvidos no atentado, Getúlio Vargas suicidou-se com um tiro no peito. A confirmação da morte do político gaúcho provocou um grande quebra-quebra em vários jornais do Rio e Carlos Lacerda foi obrigado a permanecer escondido por quatro dias. Em setembro de 1954, um mês após a morte de Vargas, o jornalista pediu o adiamento das eleições, marcadas para o dia 3 de outubro. Carlos Lacerda temia que a comoção nacional levasse o partido do presidente (PTB) a dominar o cenário nacional. Mesmo sem alcançar sucesso em sua empreitada, Lacerda foi o deputado federal mais votado em seu partido. No dia 5 de dezembro de 1960, acontece o auge de sua carreira política -o jornalista foi empossado como primeiro governador da Guanabara e inicia uma ampla reforma administrativa no Estado. No ano seguinte, as divergências entre o governador e o presidente Jânio Quadros, que ajudou a eleger, tornam-se explícitas. Em outubro de 1961, já com Jânio Quadros fora do poder, o jornalista vendeu a "Tribuna da Imprensa" para Manuel Francisco do Nascimento Brito, alegando dificuldades financeiras. Após o golpe militar de 1964, Carlos Lacerda viajou para a Europa e para os Estados Unidos para defender os ideais do novo regime, mas o seu apoio do governo do presidente Castelo Branco durou pouco. Em um artigo publicado na revista "Manchete", o jornalista informou que estava interessado em disputar a Presidência da República. "Entendo que a Revolução ou não tem programa, ou tem o meu programa, que não é só meu, porque é nosso, do povo", escreveu. No entanto, a suspensão das eleições diretas para a escolha do presidente da República colocou um ponto final nas pretensões de Carlos Lacerda. Com a instituição do Ato Institucional número 5 (AI-5), em 13 de dezembro de 1968, o jornalista foi preso e teve os seus direitos políticos cassados por dez anos. Em seguida, voltou a trabalhar por pouco tempo como jornalista, antes de dedicar-se às atividades editoriais na "Nova Fronteira" e na "Nova Aguillar", empresas de sua propriedade. Carlos Lacerda, morto no dia 21 de maio de 1977, também trabalhou como tradutor e deixou uma obra que ajuda a compreender a sua participação na história política do Brasil.
Netsaber - Biografias.

A Salva do meio dia - IV - Por Mundim do Vale


João Alves Bezerra de Morais
(Joaozinho Piau)
Zé Sávio um dia falou
Pra sua mãe Maria Dalva,
Que queria olhar a salva
E ela logo concordou.
Mas o calção se rasgou
Na hora que ele subia
E a moça que viu dizia:
Sávio tá quase despido,
Devia vir prevenido
PRA SALVA DO MEIO DIA.

Se a salva tava tocando
O hino de São Raimundo,
Se juntava todo mundo
Emocionado cantando.
O padre ficava olhando
Do banco da sacristia,
Já pensando na quantia
Que os devotos iam doar.
Pra depois ele pagar
A SALVA DO MEIO DIA.

Mas antes do Padre Mota
Era um pouco diferente,
Mestre Antônio era o regente
E o povo fazia a cota.
Mamãe que era devota
Às vezes contribuía,
Com o pouco que podia
Pra ver a banda tocar
Depois ia me levar
PRA SALVA DO MEIO DIA.
Mundim do Vale

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Neguin de João Lopes - Por A. Morais

Augusto Lopes, o conhecido “Neguin de João Lopes”, era desmantelado e meio. Gostava de uma fubuia danada e detestava trabalhar. Em 1969, o prefeito de Juazeiro do Norte concluiu o estádio municipal “O Romeirão” e, para inaugurar convidou a equipe do Cruzeiro de Minas Gerais, que tinha em seus quadros atletas como: Raul, Procópio. Piaza, Dirceu Lopes, Tostão, Natal e outros cobras. Quando a noticia da inauguração se espalhou o “Neguin de João Lopes” assuntou para dona Jovelina sua mãe: Minha mãe, resolvi seguir os conselhos do meu padrinho Zè André do Sanharol. Sempre que ele me abençoa ele manda que eu arranje um serviço, procure um trabalho. A oportunidade chegou. Prepare umas galinhas, faça uns caldeirões de farofa que eu vou ao Juazeiro vender. Lá tem gente até de Minas Gerais. "Oh mãe, de hoje em diante, a senhora vai se orgulhar deu". Pode escutar o noticiário no radio da vizinha que amanhã vão falar em meu nome. Dona Jovelina, preparou cinco galinhas torradas, fez a farofa e “Neguin” chispou para o Juazeiro. Na segunda-feira, depois do meio dia, dona Jovelina estava na casa da vizinha aguardando o noticiário da Radio Progresso. O locutor terminou assim: Atenção para ultima noticia! Ontem, foi inaugurado o estádio municipal Mauro Sampaio, o Romeirão. Estiveram presentes a solenidade o prefeito da cidade, o governador do estado, autoridades civis, militares e religiosas. O primeiro gol do estádio foi marcado pelo atacante Evaldo da equipe do Cruzeiro que derrotou o Fortaleza pelo escore de três tentos a um. Houve um pequeno incidente, o desocupado Augusto Lopes, conhecido vulgarmente por “Neguin de João Lopes”, procedente da cidade de Várzea-Alegre, foi preso por desordem e embriaguez, levou um móio de pau e, será solto amanhã quando o delegado reassumir plantão.
A. Morais

Blog humor - Verdades Verdadeiras.


“Se me virem dançando com uma mulher feia é porque a campanha já começou”.
Juscelino Kubitschek.

“As pessoas nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante uma guerra ou antes de uma eleição”.
Otto Von BismarK

“ Amar o povo é fácil, difícil é amar o próximo”.

Henry Ford.

Enviadas por Armando Rafael.

Quando a cera derretia - Por A. Morais

Temos falado muito do tema “Salva”. Seja do meio dia ou matinal elas marcaram para sempre a vida dos várzealegrenses, especialmente nos tempos em que a Festa de São Raimundo se resumia as celebrações religiosas e não havia essa badalação social de hoje. Quando menino, quando me entendi, dos 06 aos 14 anos, a nossa principal atração era a Banda de Musica, os dobrados e as ladainhas cantadas por Romana e Milita e tocadas por mestre Antonio, Prejo, Chagas, João Batista, e outros. Dois meses antes já se ouvia a duvida e preocupação: A banda vai ou não vai tocar as novenas. A igreja não tinha recursos, a renda da festa era pequena e o puder publico não contribuía fazendo a sua parte.
Hoje temos “Uma Secretaria de Cultura no Município” que mantém uma Escola de Musica com maestro contratado, instrumentos novos para atender aos jovens que desejam aprender a arte de tocar. O meu pai, José de Pedro André, disse, um dia, que as duas coisas mais bonitas do mundo eram: O baixio do Machado amarelo de arroz e uma banda de musica tocando um dobrado. A primeira independe dos humanos, mas a segunda, se vivo fosse, deveria está orgulhoso, pois a temos, bem diferente dos velhos tempos, quando as “salvas do meio dia” não tinham os agudos de hoje por conta dos remendos feitos com cera de arapuá nos buracos do metal, que com a temperatura do sol derretiam e, modificavam o tom da nota musical. Se voce duvida, na foto, temos dois herois dessa epoca: Seu Prejo e Luis de Ze Preto, é só consultar.
A. Morais

A Salva do meio dia - III - Por Mundim do Vale.

Dr. Antônio de Sátiro.


Na hora de começar
Parece até formigueiro,
Moça corre pro cruzeiro
E rapaz pro patamar.
O padre manda tocar
E a banda com maestria
Executa a melodia
Com jovens fazendo coro.
Dali começa um namoro
NA SALVA DO MEIO DIA.

Mas esse conto de fada
De repente dá pra traz,
No outro dia o rapaz
Nem olha pra namorada.
Ela fica revoltada
Com raiva da covardia
E beija por ironia
Outro moço na esquina
E o namoro termina
NA SALVA DO MEIO DIA.

Quando eu subia a escada
Da casa paroquial,
Fazia o pelo sinal
E já via a meninada.
Eles vinham na calçada
Na maior estripulia,
Correndo pra bateria
Para ver Chico Carrim
Acender o estopim
NA SALVA DO MEIO DIA.

Mundim do Vale

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Uma prece para os homens - Por A. Morais

Em 1968, o Trio Nordestino, no apogeu do sucesso, gravou a composição do compositor, cantor, radialista e humorista baiano Waldeck Artur Macedo, o conhecido Gordorinha, a mais bela e reflexiva mensagem que conheci:

Meu Deus, porque é que nessa terra
Pedem paz e fazem guerra
E fazem guerra pela paz.

Meu Deus, porque é que os homens agem.
Sempre em nome da coragem
E apunhalam só por traz.

A fortuna correndo atrás de quem já tem dinheiro
E um faminto que foge da fome ela vai atrás
Oh meu Deus o sertão está seco e só chove na praia
O oceano está cheio dagua não precisa mais.

Muita gente com a reza na boca e o ódio no peito
O cristão fazendo o mal feito com a bíblia na mão
A ganância na terra entre os homens gerando conflito
E a ciência a serviço do mal e da destruição.

Meu Deus! Anulai a profecia
Pois o mundo qualquer dia
Vai mergulhar num vulcão.

Meu Deus! Aumentai a nossa crença
Pra que o homem se convença
Que o mundo inteiro é Cristão.


Waldeck Artur Macedo – Gordurinha.

Blog Humor - Verdades Verdadeiras.

Um transeunte passando em frente a porta do Senado e ouviu uma gritaria - Safado! Corrupto! Salafrário! Bandido! Sonegador! Quadrilheiro! Mentiroso! Assassino! Descarado! Cara de Pau! - Diante de tamanha desfaçatez o transeunte perguntou ao Segurança empertigado na Porta do plenário: Você pode me dizer o que está acontecendo aí? O segurança soltou a voz - Estão fazendo a chamada.

Obs:"Os políticos e as fraldas tem uma coisa em comum. Precisam ser trocadas regularmente e pela mesma razão”.

Enviada por uma leitora do Blog..

A Salva do meio dia - II - Por Mundim do Vale

Raimundo Alves de Menezes.
(Mundim do Sapo)


O conterrâneo que mora
Numa cidade distante
É pensando todo instante
No mês, no dia e na hora.
Tem deles até que chora
Quando perde a companhia,
Que a mente fica vazia
E o coração com tristeza.
Porque perdeu a beleza
DA SALVA DO MEIO DIA.

Da capital vem também
Muita gente todo ano,
Vem Marlene Salviano
Que muita saudade tem.
Waldefrance às vezes vem
E Otacílio não perdia,
Tanto que fez moradia
Num estratégico lugar,
Para de casa escutar
A SALVA DO MEIO DIA.

Quando estou na bebedeira
No clube recreativo,
Fico todo o tempo ativo
Pensando na saideira.
Depois que tomo a terceira
O bar perde a freguesia,
Porque pago a minxaria,
Do tira-gosto e a cerveja.
E vou por trás da igreja
PRA SALVA DO MEIO DIA.

Mundim do Vale

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dra Ana Kelly Cortez de Morais.


Parabéns.

Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
Dizendo que pela frente
O horizonte da vida necessita
De tuas palavras
E do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
Lembra-te da fantasia e
Sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
Jamais conseguirão obter,
Porque é uma vitória que surge da paz
E não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
Tempestuosas novamente,
Mas haverá de ver sempre
O lado bom da chuva que cai
E não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
Lutar por quem te rejeita
É quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
E se nutrir de lembranças,
Assim como o leito dos rios
Precisa da água que rola
E o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
O sinônimo de nunca,
Nem o ontem te seja o mesmo
Que nunca mais.
Teus passos ficaram,
Olhes para trás...
Mas vá em frente
Pois há muitos que precisam
Que chegues para poderem seguir-te.

Charles Chaplin.

Que Deus lhe proteja nesta nova caminhada, lhe faça muito feliz, lhe dê muito talento e sabedoria. São os nossos votos neste dia de sua formatura.
Tio Morais, Tia Nair e Filhos.
A. Morais

A salva do meio dia - Por Mundim do Vale.


Josefa Alves de Morais.
( Zefa do Sanharol)


Tudo quanto é atração
Na festa de agosto tem
Artista que vai e vem
Para o Creva e o calçadão.
Tem até um barracão
Onde se faz cantoria,
Recital de poesia
E o toque de sanfona.
Mas o que me emociona
É A SALVA DO MEIO DIA.

Os músicos fazem fileira
Pela rua principal
Nessa hora o pessoal
Já vai subindo a ladeira.
Quando o pano da bandeira
Balança na ventania
Vai provocando alegria,
Na mocinha da varanda.
Que desce e acompanha a banda
PRA SALVA DO MEIO DIA.

Quando a banda tá tocando
Na salva do padroeiro
A calçada do cruzeiro
Fica cheia esborrotando.
Chico Carrim vai chegando
Aciona a bateria,
A multidão esvazia
Depois volta com cuidado.
Para escutar um dobrado
NA SALVA DO MEIO DIA.

Mundim do Vale

Reporter volante - Por A. Morais

A Pioneiro Radio Araripe de Crato, determinada época decidiu colocar repórter nas ruas com autorização para entrar com uma edição extraordinária sempre que houvesse justificativa. Mazim, um faz tudo, apresentador, discotecário, controlista etc, de passagem pela Rua da Misericórdia, no Alto do Seminário, solicitou a atenção da Central de Noticias para entrar com uma extraordinária: Tocou a característica e os ouvintes ficaram atentos, com os ouvidos colados no radio. Mazim lascou: Estamos aqui na casa numero 10 da Rua Misericórdia, onde mora o Sr. Joaquim. Seu Joaquim já tentou suicídio por 05 vezes, fracassando em todas elas. Hoje, porém, ele conseguiu com sucesso e muito exito, está penduradinho na linha da cumeeira da casa. Estamos aguardando a presença da policia para cortar a corda. Voltaremos a qualquer momento, quando um fato extraordinário justiçar uma nova chamada.
Sou ouvinte do programa " Em cada canção uma recordação" apresentado pelo amigo Mazim nas tardes de Sabado. Ontem nos encontramos na Rua e levamos um Lero. Um dia eu liguei para o Mazim e disse: Mazim vamos diminuir essa louvação, voce passa o programa todo cumprimentando as pessoas e nada de musica. Vamos diminuir a falação e aumentar as musicas. No outro sabado ele não falou meu nome, então liguei: Mazim voce me esqueceu rapaz! Ele respondeu: comecei a diminuir o falatorio.
A. Morais!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Festa de São Raimundo Nonato - Por A. Morais

Com a proximidade da festa do Padroeiro São Raimundo Nonato, a partir do próximo dia 20 de Agosto, nunca é demais repetir a historia, a origem da Paróquia e a devoção pelo santo. No lugar onde hoje está edificada o Santuário, ficava a casa de Raimundo Duarte Bezerra, Papai Raimundo. Junto com sua esposa Teresa Maria de Jesus, adaptaram um quarto da casa e improvisaram um pequeno altar, que depois de bento pelo padre, servia de local para as orações. Naqueles tempos, haviam muitos óbitos na hora do parto, e, sendo São Raimundo o protetor da gestante, foi escolhido para padroeiro da localidade. De seis em seis meses, recebiam a visita de um Padre, vindo da cidade de Icó, que passava, nunca menos nem mais do que três dias. No primeiro dia fazia os casamentos, no segundo dia os batizados, e no terceiro e ultimo dia encerrava a visita com as confissões e a celebração de uma missa. No local foi construída a primeira igreja, posteriormente demolida e edificada a atual matriz. Há uma controvercia de que uma imagem de São Braz foi confundida com São Raimundo por um bom tempo. Corrigido o engano, o que antes era matriz, hoje é o Santuário de São Raimundo Nonato. Recebi do prezado amigo e primo Mundim do Vale, um cordel narrando “As salvas do meio dia” e, a partir de amanhã estaremos postando num total de 06 postagens sempre acompanhada de uma foto de uma personagem identificada com São Raimundo Nonato. Um amigo de São Raimundo.
A. Morais

domingo, 9 de agosto de 2009

Um eterno bonequeiro.


Eu conheci Damião
Morando ali na Vazante,
Plantando arroz e feijão
E derrubando avoante.
Fazia tijolo e telha,
Colhia mel de abelha
E abatia marreco.
Caçava de baladeira,
Vendia coco na feira
Sempre botando boneco.

Boneco no bom sentido
Sem a ninguém fazer mal,
Hoje foi reconhecido
Pelo setor cultural.
O personagem Joãozinho,
Foi quem abril seu caminho
Na cultura da alegria.
Foi um artista do riso,
Sem contudo ser preciso
Apelar pra baixaria.

Alegrou a criançada
De qualquer categoria,
Com o boneco na empanada
Já fazia a alegria.
Era um trabalho bem feito,
A voz saía do peito
Com sentimento profundo.
Fez rir classe baixa e alta,
E hoje tá fazendo falta
Na terra de São Raimundo.

Damião ficou na lista
Como personalidade,
Mas como qualquer artista
Sofreu adversidade.
Mostrou que tinha valor,
Porém foi um lutador
Que carregou sua cruz.
Terminou sofrendo um treco
Mas hoje bota boneco
Para o menino Jesus.

Mundim do Vale

Céu e Inferno - Por Dr. Mozart Cardoso Alencar

Quando acadêmico de medicina, certa vez, o poeta veio passar umas férias no Ceara, em Barbalha, sua cidade natal. Convidado para animada festa carnavalesca, em cidade vizinha, lá encontra, no salão do baile, uma moça bonita, de traços fidalgos e inteligente, de nome Maria do Céu. Apaixonam-se mutuamente e dançam, sem mudar de par, a noite toda. Pela manha, ao despedir-se, deixa o poeta, em mãos da Céu, essa quadrinha:
Andando, da vida, ao leu,
Encontrei um Céu na terra
Que todo explendor encerra.
E eu sou o Deus desse Céu.
Terminadas as férias, parte saudoso, o poeta, para o Rio de janeiro, e, lá se fica até o termino do curso e colação de grau. Demora mais um ano freqüentando cursos de especialidades por achar isso necessário ao medico de clinica geral, que se propõe a enfrentar a patologia do sertão, onde, na época, não havia os especialistas de hoje. Por fim, após tantos anos de ausência, retorna o poeta a sua Barbalha. Certo dia, lembra-se da Maria do Céu e vai aquela cidade procurá-la. Quando a encontra... que tristeza! E que desilusão! Céu estava envelhecida, enrugada, magra, pálida, e decadente. Decepcionado, volta o poeta a Barbalha, dessa vez sem deixar versos em mãos da Céu, mas apavorado, recitando sozinho, estrada a fora, essa quadrinha:
Não quero mais desse Céu,
Ser o deus! Não! Padre Eterno!
Devolvei-me, a vida ao leu,
Porque Céu virou um inferno.

Dr. Mozart Cardoso Alencar.

sábado, 8 de agosto de 2009

A suprema felicidade.

A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é; ou, mais corretamente, de ser amado apesar daquilo que você é.
Victor Hugo