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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Justiça ignora berreiro de Lula - VEJA.



Velório da candidatura já tem data marcada.

Enquanto figurões do PSDB dizem que preferem Lula em liberdade para derrotá-lo nas urnas, o candidato do PT afirma que corruptos democraticamente eleitos não devem ser presos. 

Ainda bem que a Justiça vai aprendendo a só prestar atenção no que diz um político durante interrogatórios no tribunal ou em depoimentos agendados por acordos de delação premiada. 

Interessado apenas em aplicar a lei, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região marcou para 24 de janeiro o julgamento do caso do triplex no Guarujá. Se confirmada a condenação imposta por Sérgio Moro, Lula vira ficha suja e se torna inelegível. 

Simples assim. 


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O Antagonista - Postagem do Antônio Morais.


O mérito é dos advogados de Lula.

Carlos Eduardo Scheid, professor de Direito que analisou as decisões do TRF-4 em sua tese de doutorado, não se surpreendeu com a rapidez dos desembargadores.

“Quantos recursos a defesa do ex-presidente já apresentou ao TRF-4? Foram dezenas. Então, eles estão familiarizados com o processo. A apresentação de recursos vai antecipando o debate e ampliando o conhecimento dos desembargadores sobre a causa, o que torna o julgamento rápido”.

O mérito, portanto, é de Cristiano Zanin Martins, que infernizou os desembargadores com seus recursos inúteis e repetitivos.


Ciro Gomes festeja o TRF-4.

Ciro Gomes está radiante com o julgamento de Lula. A partir de 28 de janeiro, se o condenado for condenado outra vez, sua candidatura passa a existir.

Ele comentou no Facebook, e o Estadão se deu ao trabalho de escutar:

“Há queixa de que a denúncia foi muito rápida, mas acho que a gente não pode inverter as coisas. Justiça boa é a rápida. Ela falha é quando demora”.

Ciro Gomes disse que o julgamento do TRF-4 “muda profundamente” o cenário de 2018.

Ele disse também, segundo o Valor, que Lula deve chamar “todos aqueles sobre os quais tenha ascendência, especialmente no setor progressista, para discutir uma alternativa para o Brasil, menos de candidato e mais de projeto nacional de desenvolvimento. Isso daria a ele um lugar na história”.

O PT repete que vai manter a candidatura de Lula até o fim. Mas seus concorrentes são menos tolos do que a imprensa e já estão montando suas estratégias sem o condenado nas urnas.


Fachin vota pela abertura de ação penal contra deputado José Guimarães

Fonte: Agências de Notícias, 13-12-2017.
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira pelo recebimento da denúncia contra o deputado José Guimarães (PT-CE) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O parlamentar, que foi líder do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, é acusado de ter influenciado na liberação de financiamento do Banco do Nordeste à empresa Engevix. Em troca, teria recebido propina de R$ 97,7 mil.

Além de Toffoli, outros três ministros ainda vão votar: Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Se o voto de Fachin prevalecer, Guimarães será transformado em réu em ação penal.
A investigação começou a partir da delação premiada do ex-vereador de Americana (PT-SP) Alexandre Romano, na Lava-Jato. Segundo o delator, Guimarães intermediou, em 2011, contato entre ele e sócios da Engevix com o presidente do banco à época, Roberto Smith. O encontro teria resultado na celebração do contrato de financiamento de cerca de R$ 260 milhões da empresa para a construção de usinas eólicas na Bahia.

Por sua atuação no auxílio da liberação dos valores, Romano teria recebido R$ 1 milhão a título de “comissão”, de forma disfarçada, mediante contratos fictícios de prestação de serviços de advocacia a empresas vinculadas ao grupo Engevix. Deste montante, ele teria repassado aproximadamente 10% ao deputado, pela ajuda no contato com Roberto Smith, que possibilitou a liberação do financiamento.

Ainda segundo a denúncia, os R$ 97,7 mil foram pagos a Guimarães por meio de dois cheques, compensados em setembro de 2011 em favor de um escritório de advocacia e de uma gráfica, ambos credores de sua campanha à Câmara dos Deputados. “Tenho a consciência tranquila de que nunca me beneficiei de recurso público, razão pela qual manifesto meu repúdio a todas as acusações”, afirmou o parlamentar em nota divulgada há um ano, quando a PGR enviou a denúncia ao STF.

Patrimônio Religioso de Crato I: Memória do 1º Reitor do Seminário São José (por Armando Lopes Rafael)

Padre Lourenço Vicente Enrile - foto tirada do "Album do Seminário do Crato", editado em 1925

   O dia era 13 de novembro de 1876. Na Vila Real do Crato – na Rua das Flores, em casa do farmacêutico prático Secundo Chaves, localizada próximo a onde hoje funciona a Cúria Diocesana, na Rua Teófilo Siqueira – um sacerdote de 43 anos, com o organismo minado pela tuberculose, sentia que sua existência terrena chegava ao fim. Em meio à febre, acessos constantes de tosse e hemoptise, o Padre Lourenço Vicente Enrile – primeiro reitor do Seminário São José – rendeu sua bela alma a Deus, nos braços do farmacêutico e seu benfeitor.

    Dias antes, Secundo Chaves, após muita insistência, conseguiu que o Padre Lourenço Enrile deixasse o prédio do Seminário e viesse para sua residência, onde teria mais conforto no tratamento da pertinaz moléstia. Debalde foram os esforços do farmacêutico. O Crato perdeu, naquele dia, um dos mais virtuosos sacerdotes que já passaram por esta cidade.

    Padre Enrile nasceu em Finalborgo, diocese de Savóia, na Itália em 28 de fevereiro de 1833. Cento e trinta e cinco anos depois da chegada do Frei Carlos Maria de Ferrara – fundador de Crato – a Itália nos mandara outro valoroso missionário. Padre Enrile chegou ao Cariri em 1875, para colocar em funcionamento o Seminário São José. Aqui viveu menos de dois anos, tempo suficiente para alcançar – junto à sociedade cratense – o conceito de um sacerdote digno, piedoso e exemplar.

     Segundo o “Álbum do Seminário de Crato”, editado em 1925:
   “Não se limitava a ação do primeiro reitor em guiar os destinos da casa, da posição em que o colocara o Sr. Bispo, mas entregava-se a todos os misteres. Desde a sala de aulas até a cozinha, sua atividade se desenvolvia a contento de todos os que habitavam o Seminário.
   “Trabalhava sem tréguas, durante o dia, e, à noite quando todos dormiam, ainda vigiando, percorria o dormitório e mais compartimentos da casa, não deixando de consagrar algum tempo ao estudo.
   “Os primeiros albores da madrugada, como determinavam as regras da Congregação, já o encontravam no cumprimento do dever.
   “Padre Enrile era um modelo de sacerdote católico, que reunia aos vastos conhecimentos de que era possuidor uma piedade sólida, haurida em Paris na Casa Mãe dos Lazaristas. Manejava a língua portuguesa com rara facilidade, de modo que prendia a atenção de todos quando proferia seus memoráveis sermões. À capela do Seminário, em meio de grande massa popular, afluía, ainda, o que o Crato tinha de intelectual naquele tempo, para ouvir a palavra fácil e erudita do Padre Enrile.
   “Em todos os misteres do sacerdócio, era o Padre Enrile exato e admirável. Edificava o povo, quando após os trabalhos do Seminário, saía em busca dos moribundos levando-lhes o pão dos anjos e o conforto de sua palavra cheia de unção.

É ainda o “Álbum do Seminário de Crato” que informa:
    “Quando do seu falecimento, a população em peso acorreu ao Seminário e de todos os olhos caiam lágrimas a fio, e todos os lábios ciciavam preces pelo repouso da alma do prateado morto”.
    Os veneráveis restos mortais do Padre Enrile encontram-se sepultados numa das colunas da capela do Seminário São José. Conforme o “Álbum do Seminário de Crato”: “Jamais se assistira (até aquela data) em Crato a enterro tão concorrido e a morte tão chorada”...
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Patrimônio Religioso de Crato II: A imagem de São Quintino (por Armando Lopes Rafael)

   Existe na capela de Santa Teresa de Jesus, em Crato, uma imagem de São Quintino. Santo pouco cultuado no Brasil fiquei curioso em conhecer a origem dessa imagem que se venera naquele templo. E fiquei sabendo que foi uma espécie de agradecimento – feito pelos fiéis cratenses – a Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, 1º bispo de Crato, e construtor daquela capela.

    Depois, conversando com o Diácono-permanente Policarpo Rodrigues – sobrinho-neto de Dom Quintino – este esclareceu que era costume na família Rodrigues dar nome aos filhos homenageando o santo comemorado na data de seus nascimentos. Dom Quintino nasceu num 31 de outubro, data que se comemora São Quintino. Mas, quem é este santo venerado em Crato? No livro de Jacopo de Varazze, “Legenda Áurea–vidas dos santos”, (com 1.040 páginas), consta à página 419:

     “Quintino, nobre cidadão romano, foi à cidade de Amiens onde fez muitos milagres e foi capturado por ordem do prefeito Maximiano, sendo espancado com varas até os carrascos estarem esgotados e depois jogado na prisão. Mas, libertado por um anjo, foi para o centro da cidade pregar ao povo. Novamente preso, foi esticado no potro (obs: instrumento romano de tortura, constituído por uma armação de madeira cuja forma lembra um pequeno cavalo, daí este nome) até suas veias se romperem, foi duramente espancado, jogaram nele azeite, pez e gorduras ferventes, e como continuou a zombar do prefeito, este, irritado, mandou jogar na sua boca vinagre, cal e mostarda.

Mas como permanecia inabalável, foi conduzido a Vermand, onde o prefeito mandou enfiar nele dois espetos que iam da cabeça às coxas, e dez pregos entre as unhas e a carne; depois mandou decapitá-lo. “Seu corpo foi jogado em um rio e ali ficou 55 anos, tendo sido depois encontrado por uma nobre dama romana. Esta, que se entregava assiduamente à oração, certa noite foi avisada por um anjo para ir ao castelo de Vermand e ali procurar em determinado lugar o corpo de São Quintino e sepultá-lo com honras. Ela se dirigiu com um grande séquito ao lugar indicado, onde, depois de ter feito sua prece, apareceu o corpo de São Quintino, flutuando incorrupto e exalando um suave odor. Ela o sepultou, e como grande recompensa recuperou a visão. Depois de construir naquele lugar uma igreja, voltou para casa”.

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

“Lula tem de ser tratado como manda a lei” - Postagem do Antônio Morais


“Pode-se entender a benevolência do ex-presidente FHC com Lula — ‘prefiro combatê-lo na urna a vê-lo preso’ — devido à convivência dos tempos de resistência de ambos à ditadura militar.

Mas o Brasil de hoje felizmente é outro: um país em que as instituições republicanas estão sendo reconstruídas a duras penas e que, para se consolidarem, todo cidadão, não importa qual, tem de ser tratado como manda a lei.

Inclusive, claro, Lula.”

O Julgamento que, provavelmente, deve mandar Lula para a prisão, torná-lo Ficha Suja e impedi–lo de candidatar-se nas próximas eleições está marcado. 

O desembargador Leandro Paulsen, do TRF da 4ª Região, em Porto Alegre, marcou  o julgamento do ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá para dia 24 de janeiro . 

Se for condenado em segunda instância, Lula estará impedido de participar das eleições de 2018.

COADJUVANTE COMO SUPERIORIDADE SECUNDÁRIA - Por Wilton Bezerra.

Complicado, não?
Começo por explicar o seguinte: Ao ler uma matéria sobre Morgan Freeman, consagrado ator negro, fico sabendo não ter havido um filme onde ele, num papel secundário, não tenha superado o astro principal.
E contracenou com Clint Eastwood e Jack Nicholson, entre outros. Lembro de “Os imperdoáveis”.
Coadjuvante num papel secundário, Freeman simplesmente “roubou a cena”.
Como os senhores sabem, o futebol mexe com várias dimensões da natureza humana.
O gosto pela vitória, o instinto de competição física, possibilidades motoras e lúdicas e a inclinação pelo simbólico.
Cheguei ao ponto que queria.
As impressões sobre Morgan Freeman caem como luva em um coadjuvante chamado Pio, do Ceará Sporting Club.
Falo do simbolismo de sua participação na subida do alvinegro para a primeira divisão.
Não era titular. Nem na lateral e nem no meio campo.
Quem provocou os maiores delírios no Castelão com suas cobranças de faltas decisivas em jogos carregados de emoção?
Pio, o coadjuvante, impôs uma superioridade secundária.
Os “cobras” eram os outros.
Mas ele “roubou a cena”, tal qual o ator americano.
Penso ter explicado a contento o título desta croniqueta.
Quando insinuaram Pio em uma suposta lista de dispensáveis do Ceará, não acreditei.
Pensei: logo num estágio do futebol onde a tal da “bola parada” é importante, como se abre mão do canhão que Pio possui no pé direito?
E o simbólico como uma das razões do futebol?
Dirigente, muitas vezes perde o juízo, mas não é burro.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Fome de decência pode minar alianças de 2018 - Josias de Souza.



Graças à epidemia de corrupção, o Brasil vive tempos extraordinários. Há cadáveres demais no noticiário político. Em consequência, uma fome de limpeza paira no ar. Alheios à demanda por decência, os partidos se equipam para a sucessão de 2018 de forma ordinária. Costuram-se coligações partidárias sem levar em conta o risco de as candidaturas trançadas de maneira convencional se espatifarem. Considerando-se o prontuário de certos articuladores, espatifar é o termo mais adequado.

Como ocorre às vésperas de toda eleição, o espírito de bazar baixou na política brasileira. Partidos sujos negociam seu tempo de propaganda no rádio e na tevê à luz do dia, na frente das crianças. Há cenas constrangedoras, como a disputa mal disfarçada que Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (PSD) travam pelas vitrines eletrônicas do PMDB e do rebotalho do centrão —PP, PR, PRB, PTB, SD e etc. 

Na sucessão de 2014, o grosso dos partidos que orbitam ao redor do governo Temer estavam com Dilma Rousseff. A pupila de Lula tinha a campanha com o maior tempo de propaganda, com mais dinheiro e com mais marquetagem. A megaestrutura foi utilizada para desconstruir adversários, especialmente Marina Silva, não para construir Dilma. O resultado foi um estelionato eleitoral. Reeleita, Dilma adotou o programa econômico de Aécio Neves. Criticada, tornou-se uma gestora caótica. O ciclismo fiscal, a gestão empregocida e a ruína moral custaram-lhe o cargo.

Repete-se agora a mesma pantomima. Um paradoxo aprisiona os candidatos: antes de se venderem no horário eleitoral como protótipos do avanço, eles entregam a alma ao atraso em troca de alguns minutos adicionais de propaganda eleitoral. Com isso, o Brasil vive sob uma crise eterna de compostura. A sociedade é incapaz de enxergar ética nos políticos. E os políticos são incapazes de demonstrá-la.

Alguns candidatos ainda não se deram conta, mas na eleição de 2018 a aversão aos partidos, que leva o eleitorado a buscar novidades, pode transformar as máquinas partidárias e tudo o que elas representam num elemento tóxico. Por mal dos pecados, a grande surpresa da pré-temporada eleitoral chama-se Jair Bolsonaro, cuja estrutura partidária é, por ora, nenhuma. A ascensão de Bolsonaro como alternativa a Lula, um candidato condenado criminalmente, demonstra que, se não for saciada adequadamente, a fome de decência pode levar o eleitorado a mastigar a racionalidade.

1936 o Rei Eduardo VIII anuncia a sua abdicação do trono britânico para casar com a americana Wallis Simpson.



No dia 10 de Dezembro de 1936, o rei Eduardo VIII de Inglaterra decide abdicar do trono por amor a Wallis Simpson, uma plebeia americana divorciada duas vezes. O escândalo na corte foi enorme. Os costumes da família real tornavam difícil e até mesmo impossível a ascensão de uma divorciada ao estatuto de consorte e o governo aproveita o affair para livrar o trono de um monarca que não escondia simpatias pela Alemanha nazista.

No dia seguinte, o seu último ato como rei foi dar o consentimento real à Lei da Declaração de Abdicação de Sua Majestade de 1936. Conforme exigido pelo Estatuto de Westminster, todos os Domínios consentiram com a abdicação.

Na noite de 11 de dezembro de 1936, Eduardo, agora novamente príncipe, fez um discurso à nação e ao império, explicando a sua decisão de abdicar. Após reinar menos de um ano, Eduardo VIII torna-se o primeiro monarca inglês a abdicar voluntariamente do trono. Preferiu abdicar após o governo britânico, a opinião pública e a Igreja Anglicana terem condenado a sua decisão de casar-se com Wallis. “Considerei impossível carregar tão grave responsabilidade e desempenhar os deveres de rei, como gostaria, sem a ajuda e o apoio da mulher que amo”, explica naquela noite, numa declaração pela rádio.

Eduardo, nascido em 1896, era o filho mais velho do rei Jorge V, que havia subido ao trono britânico em 1910. Ainda solteiro perto dos 40 anos, Eduardo costumava frequentar a alta sociedade londrina. Por volta de 1934, apaixona-se profundamente pela norte americana Wallis Simpson, então casada com Ernest Simpson, um empresário anglo-americano que vivia perto de Londres.

Wallis, nascida na Pensilvânia, já se havia divorciado de um piloto da marinha dos Estados Unidos. A família real desaprova a relação. No entanto, em 1936, o príncipe manifesta a intenção de se casar com ela. Porém, antes de discutir o assunto com o pai, Jorge V morre e Eduardo é aclamado rei.

O novo rei era popular entre os seus súbditos. A coroação é marcada para Maio de 1937. Devido a um acordo de cavalheiros entre a imprensa britânica e o governo, após o impacto que a notícia provoca, o caso é abafado e retirado das páginas dos jornais. Em 27 de Outubro de 1936, Simpson consegue uma certidão preliminar de divórcio, provavelmente com a intenção de se casar com o rei, o que precipita o maior dos escândalos. Winston Churchill, então um deputado do Partido Conservador, é o único político notável a apoiar Eduardo.

Apesar da frente aparentemente unida contra ele, Eduardo não é dissuadido. Propõe um casamento em que Wallis não receberia direitos de distinção ou propriedade. A 2 de Dezembro, o primeiro-ministro Stanley Baldwin rejeita a proposta como impraticável. No dia seguinte, o escândalo explode nas primeiras páginas dos jornais e é discutido abertamente no Parlamento. Sem qualquer solução à vista, o rei abdica. No dia seguinte, o Parlamento aprova o ato.

Como novo rei, Jorge VI concede ao irmão mais velho o título de Duque de Windsor. No dia 3 de Junho de 1937, Eduardo casa-se com Wallis no Castelo de Cande, no Vale do Loire, em França.

Nos dois anos seguintes, o casal visita vários países, entre eles a Alemanha, sendo homenageado por funcionários nazis e tendo um encontro particular com Hitler. Depois da eclosão da Segunda Guerra, o duque aceita um posto como elo de ligação com a França. Em Junho de 1940, a França é ocupada pelos nazis e o casal muda-se para Espanha. 

Durante esse período, os alemães arquitectam um plano para sequestrar Eduardo com a intenção de fazê-lo voltar ao trono da Inglaterra como um rei fantoche. Jorge VI, a exemplo do seu novo primeiro-ministro, Churchill, opõe-se a qualquer acordo de paz com a Alemanha. Sem saber do complot mas consciente das simpatias pró-nazis de Eduardo, Churchill oferece-lhe o governo das Bahamas. O duque e a duquesa embarcam em Lisboa no dia 1 de Agosto de 1940, escapando por pouco a um esquadrão nazi pronto para raptá-los.

Em 1945, o casal retorna a Paris. Eduardo faz poucas visitas à Inglaterra, como para assistir aos funerais do seu irmão, em 1952, e o da sua mãe, a rainha Maria, em 1953. Eduardo morre em Paris em 1972 e é enterrado no Castelo de Windsor. Em 1986, morre Wallis, e o seu corpo é enterrado ao lado do marido.

MAL-ESTAR - Por Wilton Bezerra.

Digressiono mentalmente e não sei o que escrever sobre o momento vivido pelo Brasil.
Sim, porque lemos e ouvimos nada mais que um monturo de feiúra.
Os que nos governam pioram de quinze em quinze minutos.
O show de cinismo continua e Marun agora é ministro.
Canalha de aluguel tem ocupação certa.
É desesperador perceber o custo do peso dessa estagnação que assistimos.
Roubar no país virou diletantismo.
Qualquer um se considera no direito de fazer uma “parada”.
Posso até concordar que o mal não alcança o mundo todo.
Mas é forçoso reconhecer: o mal esticou sua temporada nessa terra de gente bronzeada que perdeu o valor.
Agora, pode-se dizer ser o Brasil um país de linchamentos.
Embora se diga que muitos merecem ser linchados.
Retorno à idade selvagem?
Num domingo desses, a torcida da Ponte Preta invadiu o campo de jogo do estádio Moisés Lucarelli para linchar o time todo.
Espetáculo degradante.
Enfim, para não causar um mal-estar maior aos leitores, vou encerrando este mini-papo.
Luz no fim do túnel?
Seria bom, mesmo que fosse de uma locomotiva.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

As afrontas de Lula - O Antagonista.



O Estadão ataca os procuradores da Lava Jato praticamente todos os dias.

Nesta segunda-feira, o jornal resolveu dar uma trégua.

O discurso de Lula no Rio de Janeiro, atribuindo à Lava Jato a ruína da Petrobras, mereceu um editorial indignado:

“O discurso é uma inacreditável coleção de afrontas. Ao contrário do que diz Lula, a Lava Jato ajudou a salvar a Petrobrás, livrando-a dos diretores corruptos que ali estavam para pilhá-la e para distribuir o fruto do roubo entre os partidos que sustentavam os governos petistas. O saneamento da maior estatal brasileira deve muito à depuração proporcionada pela Lava Jato, que ajudou a recuperar quase R$ 1,5 bilhão em recursos desviados.

Sob nova e saneadora direção, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a Petrobrás revisou seus investimentos, que haviam sido ampliados irresponsavelmente por uma administração que pretendia transformar a empresa em ponta de lança do projeto de poder de Lula, e alterou sua política de preços, antes determinada pelos interesses eleitoreiros dos governos petistas, que tantas perdas causaram à estatal. Como resultado, a Petrobrás interrompeu obras desnecessárias, excessivamente custosas ou que haviam sido projetadas apenas para servir ao esquema de corrupção.”

Ausência vira arma anti-reforma da Previdência - Por Josias de Souza.



O governo precisa de 308 votos para aprovar a reforma da Previdência na Câmara. Pode-se evitar que o número mágico seja atingido de duas maneiras: votando contra a proposta —o que expõe o deputado ao risco de retaliação— ou simplesmente ausentado-se do plenário no dia votação. Cresce o número de deputados que tramam não dar as caras.

Utiliza-se contra Michel Temer a mesma feitiçaria usada pelo presidente para enterrar duas denúncias criminais. A continuidade das investigações contra o presidente e os ministros palacianos Moreira Franco e Eliseu Padilha exigia o aval de 342 do 513 deputados. No vale-tudo adotado para evitar que a marca fosse alcançada, o Planalto pressionou deputados que não tinham coragem de se expor à sanha das redes sociais para que sumissem do plenário na hora de a onça beber água.

O movimento pela ausência cresce na proporção direta do aumento da pressão governamental para que os partidos recorram ao “fechamento de questão”, como é chamada a ferramenta estatutária que permite a punição de filiados rebeldes. Avalia-se que as legendas terão mais dificuldade para tratar a ferro e fogo os deputados que faltarem à votação. Sob pena de sofrerem uma debandada em março, quando se abre uma janela legal para a migração partidária.

Por ora, três partidos fecharam questão para forçar seus deputados a aprovarem a emenda constitucional que mexe na Previdência: PMDB, PTB e PPS. Alçado no sábado à presidência do PSDB, Geraldo Alckmin declara-se a favor de que os tucanos adotem a mesma providência. Arrisca-se a virar um presidente minoritário no alvorecer de sua gestão à frente do ninho.

Neste domingo, de passagem por Buenos Aires, Michel Temer declarou: ''Falei com presidentes do PP, PSB e PRB. E todos estão entusiasmados com eventual fechamento de questão''. Indagou-se a Temer se está otimista com a possibilidade de aprovação da refoma ainda em 2017. E ele:  ''Suponho que talvez seja possível, mas, se não for, essa matéria da Previdência não vai parar.'' Deve-se a cautela à ausência de votos.

Por decisão de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, abre-se na quarta-feira, a fase de discussão da proposta previdenciária no plenário. Mas a inanição de votos permanece. ''Quem sabe, a gente consiga fechar na terça-feira”, declarou Temer, referindo-se à meta de aprovar a matéria até o dia 19. Se não der, fica para o ano eleitoral de 2018. Ou para as calendas.


Quem foi a primeira mulher a governar o Brasil

(Excertos de longa matéria divulgada nesta 2ª feira, 11 de dezembro pela BBCBrasil.com BBC BRASIL.com/Site Terra)

Que Dilma Rousseff que nada... Antes do descalabro do (des)governo da petista, duas grandes mulheres passaram à história pelas grandes iniciativas históricas e sociais: a Imperatriz Leopoldina e sua neta, a Princesa Isabel, a Redentora
 
     Escritores discutem a importância política da Imperatriz Maria Leopoldina, que ocupou o poder por pouco tempo, mas durante a independência do país, período em que teve papel crucial. A primeira mulher a governar o Brasil ocupou o cargo interinamente por apenas alguns dias, mas em um momento histórico: foi durante os dias de regência da imperatriz Maria Leopoldina que a independência do Brasil em relação a Portugal foi firmada, em 1822.

     "D. Leopoldina ajudou a escrever nossa história política, mas é comum explicá-la apenas como mãe de D. Pedro 2º e esposa de D. Pedro 1º" | Foto: domínio público
      Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, na Áustria, em 22 de janeiro de 1797, e integrava uma das famílias mais poderosas da Europa no século 18, os Habsburgo. Terceira filha de Francisco 1º, Imperador da Áustria, a princesa embarcou ao Brasil há 200 anos e mudou os rumos do nosso país.  Aos 20 anos, em maio de 1817, Leopoldina se casou à distância e por procuração com um homem que nunca havia visto: o príncipe português Pedro de Bragança, futuro Dom Pedro 1º, como forma de firmar uma aliança diplomática entre Portugal e Áustria.

    Em 1822, durante uma viagem do marido a São Paulo, Leopoldina permaneceu no palácio imperial e ocupou o cargo de regente do país, período que inclui a assinatura da independência brasileira, em 2 de setembro. Somente cinco dias depois Dom Pedro 1º foi informado sobre a notícia da independência, dando o famoso grito às margens do rio Ipiranga, sendo essa segunda data a que entrou para os livros de história como o Dia da Independência: 7 de setembro de 1822.

    "O período em que a princesa exerceu o poder foi pequeno, mas fundamental para o Brasil. Além disso, ela foi a primeira mulher a exercer o governo", explica a professora de pós-graduação em História Social da USP Cecilia Helena L. de Salles Oliveira. "As pesquisas das últimas três décadas apontam várias interpretações novas sobre a história do Brasil. Tais descobertas apresentam questões diferentes e revelam situações pouco ou nada conhecidas", explica Oliveira.

   "Em 1822, D. Leopoldina desrespeitou as ordens das cortes constitucionais portuguesas e declarou o 'Fico' antes de D. Pedro, com uma visão muito mais astuta que o marido: a imperatriz tinha certeza que se saíssem do Brasil como os políticos portugueses desejavam, não só Portugal perderia o domínio do Brasil, como provavelmente haveria uma guerra civil aqui", explica seu biógrafo Paulo  Rezzutti.

    Fazia parte da formação da família o aprendizado de línguas - Leopoldina falava 11 idiomas - a formação intelectual em diversas áreas do saber, além de aulas de teatro que tinham a finalidade de ensinar os Habsburgos a desempenhar o papel de monarcas diante do povo. Diferentemente de D. Pedro, Leopoldina sabia dialogar com o povo brasileiro, mesmo sendo este tão diferente das suas raízes germânicas: a princesa incluiu o nome de Maria, passando a ser conhecida como Dona Leopoldina ou Maria Leopoldina, e adotou o catolicismo, muito forte em Portugal, como forma de estabelecer relações com a cultura nacional.
 Reunião de Leopoldina com o Conselho de Ministros em 2 de setembro de 1822; escritores têm reivindicado a ela uma imagem menos passiva na história nacional | Foto: domínio público
Foto: BBCBrasil.com
Legado
    Durante a vida, Leopoldina procurou formas de acabar com o trabalho escravo. Em uma tentativa de mudar o tipo de mão de obra no Brasil, a Imperatriz incentivou a imigração europeia para o país. Primeiro vieram os suíços, se fixando no Rio de Janeiro e fundando a cidade de Nova Friburgo. Depois, a fim de povoar o sul brasileiro, a imperatriz incentivou a vinda dos alemães.

    Dona Leopoldina também contribuiu para a formação da cultura e da educação científica brasileira. Além da Missão Científica Austríaca que trouxe consigo em 1817, também trouxe para o Brasil sua biblioteca particular, dando início a uma biblioteca nas salas do Palácio em que viveu com D. Pedro 1º. A imperatriz também caçava pequenos mamíferos e coletava minerais, ajudando e incentivando estudos sobre a História Natural do Brasil.

    Outro legado de Leopoldina é a bandeira nacional. Embora a história conhecida seja a de que o amarelo representa o ouro e o verde, as florestas brasileiras, as cores do maior símbolo nacional representam as duas Casas que deram origem ao Brasil independente: o verde representa a Casa de Bragança, de D. Pedro 1º, e o amarelo representa a Casa de Habsburgo, de Leopoldina.

Fonte: BBC.Brasil.com

As conexões internacionais do PT e o dinheiro manchado de sangue - Jornal da Cidade.


Os avanços da Operação Lava Jato atingiram um patamar muito mais amplo e estão desvendando as conexões internacionais do PT.

O que se percebe é que não foi o poder que transformou o PT num partido sem nenhum escrúpulo. O PT na realidade nunca teve e nunca soube o que é escrúpulo. E nunca se importou com a origem de dinheiro, o importante é que ele, o dinheiro, sempre estivesse à disposição para que desenvolvesse o seu projeto de poder.

Um projeto que consistia basicamente na conquista do poder pelo poder.

Seguindo essa linha horripilante, o PT recebeu secretamente 1 milhão de dólares de Maumar Kadafi, o então sanguinário ditador da Líbia.

Estamos falando de DINHEIRO VERMELHO, manchado com sangue e fruto do comércio clandestino de armas, incluindo aquelas químicas e de destruição em massa, e do TERRORISMO.

Kadafi foi deposto e executado após 42 anos comandando um regime de horror na Líbia. Ditador sanguinário, submeteu seu povo a inomináveis torturas e silenciou os adversários com mão de ferro. Seu dinheiro sujo financiou grupos terroristas e também grupos políticos em vários países. Venezuela e Brasil entre eles.

É assustador... e é uma bomba de verdade!

Assim sendo, Palocci deverá enterrar de vez o que resta do PT, já que a doação de Kadafi configura crime perante a lei brasileira. 

O ex-ministro entrará para a história como o homem que ajudou a fundar e a extinguir o Partido dos Trabalhadores.

Na contabilidade do karma, isso deve render um empate.

Paralelamente, o MPF avança sobre uma outra conexão internacional do PT, a Espanha.

A Lava Jato já possui o elo das negociatas e contas secretas de Lula e Zé Dirceu na Espanha.

A caravana, os discursos e as bravatas de Lula não passam de mero esperneio de quem já sabe que está morto.

E em breve terá um novo encontro com Kadafi, no lugar merecido reservado para os dois.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Cármen Lúcia toma atitude contra corruptos e constrange Marco Aurélio no Supremo



Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, proferiu nova determinação na Corte e minou relatoria do ministro Marco Aurélio.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, proferiu uma nova determinação na mais alta Corte de Justiça do país, que acabou atrapalhando substancialmente os planos do ministro Marco Aurélio Mello. Vale lembrar que o ministro Marco Aurélio Mello é o relator de um dos casos mais emblemáticos e espinhosos que deverá ser julgado pela Suprema Corte: a manutenção ou não, da possibilidade de prisão em segunda instância, se confirmada condenação para crimes relacionados à Corrupção.

Vale ressaltar que há casos que servem como exemplo e que estão no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, como o processo que resultou na condenação do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula foi condenado em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, no caso que se refere à aquisição do apartamento de luxo tríplex, localizado na praia de Astúrias, na cidade de Guarujá, litoral do estado de São Paulo. O petista foi condenado a mais de nove anos e seis meses de prisão, por ter angariado o imóvel através do uso de recursos ilícitos provenientes de empreiteiras envolvidas no mega escândalo de corrupção da Petrobras.

Lula foi condenado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele aguarda o trâmite desse processo, que se encontra em segunda instância, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Se o Tribunal confirmar a sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente poderá ficar inelegível e até mesmo ter decretada sua prisão em regime fechado, conforme determinação do magistrado paranaense.

A Lava Jato é reconhecida como uma das maiores operações de combate à corrupção em toda a história do Brasil, senão a maior, além de ser uma das maiores já deflagradas em todo o mundo.

‘Duro golpe’ nas pretensões de Marco Aurélio.

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia liberado para julgamento em Plenário o caso referente à manutenção ou não da prisão após confirmação em segunda instância, em se tratando de condenados perante a Justiça. Entretanto, o caso já havia sido decidido pela manutenção da prisão, conforme decisão do próprio Supremo.

Porém, alguns dos ministros tenderiam a mudar de posicionamento em uma suposta nova votação. A presidente da Corte, no entanto, determinou que esse caso não seja colocado em votação no Plenário neste ano, somente poderia se discutir sobre isso após o período de carnaval no ano que vem.

A tentativa do ministro Marco Aurélio em pôr esse tema para ser votado, acabou sendo mal visto por integrantes da Suprema Corte, como uma tentativa de se “passar por cima” da presidente Cármen Lúcia. Com a decisão tomada pela magistrada, os políticos e autoridades envolvidos em crimes de corrupção tendem a se preocupar ainda mais com a possibilidade de prisão, após a confirmação em segunda instância.


O fiasco da caravana de Lula pelo Rio em número. O ANTAGONISTA.



Lula e Dilma Rousseff reuniram na quinta-feira pouco mais de 400 militantes em Belford Roxo, onde, em disputas presidenciais, já conquistaram mais de 70% dos votos.

O cálculo é de um petista, segundo a Folha.

“Em Duque de Caxias, cidade visitada antes, foram fechadas duas ruas laterais à praça onde o ato foi realizado. Mas apenas uma lateral do carro de som foi ocupada por militantes.

À noite, em Nova Iguaçu, a grande praça reservada ao encontro teve ocupação parcial.

No Rio [a cidade], também foi baixa a presença de apoiadores nas atividades de natureza sindical.

Na quarta-feira (6), um protesto contra a interrupção das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) reuniu cerca de 200 pessoas.”

Em Nova Iguaçu, apenas 150 marcaram presença.

À exceção da UERJ, onde Lula reuniu 2 mil pessoas na concha acústica, a terceira caravana do petista não passou de animação de bingo.

Jornalista Lillian Witte Fibe Diz Que Ministra Carmen Lúcia É A VERGONHA DO BRASIL, Confira!


Lillian Witte Fibe empareda Carmen Lúcia: ‘Políticos Presos Seguem Sendo Libertados Em Todo O Brasil Graças A Seu Voto De Minerva. Família Picciani Agradece’

A jornalista Lillian Witte Fibe não poupou críticas à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, por sua decisão de submeter o Supremo ao Legislativo. Cármen Lúcia desempatou o julgamento que decidiu que os senadores dão a última palavra sobre o afastamento e a prisão de seus membros, e a decisão vem sendo reproduzida em todas as instâncias do Legislativo, para tirar da cadeia políticos corruptos. 

Lillian Witte Fibe alfinetou: “Pois é, ministra Cármen Lúcia, políticos presos seguem sendo libertados em todo o Brasil graças a seu voto de minerva. Família Picciani agradece. O contribuinte assaltado lamenta”.


sábado, 9 de dezembro de 2017

Crônica do fim de semana: página negra na História do Brasil: O dia que a França deu uma lição de moral no governo golpista brasileiro

Ilustração: o cortejo fúnebre de S.M.I. o Imperador Dom Pedro II do Brasil, com seu caixão envolto em uma Bandeira do Império, conforme registrou periódico francês da época.

   Escrevi, dias atrás, sobre o funeral de Dom Pedro II, ocorrido na França ,  quando o magnânimo Imperador –  ainda hoje é considerado “O Maior dos Brasileiros” – se encontrava vivendo no exílio, forçado a isso pelos golpistas republicanos que obrigaram toda a Família Imperial a deixar o Brasil. 

    As autoridades republicanas brasileiras não fizeram uma única manifestação de pesar pelo falecimento daquele grande estadista, admirado em todo o mundo. Julgavam-se, os golpistas de 15 de novembro de 1889,  seres privilegiados, que os demais segmentos da população era “reacionária” e se jactavam de que iriam colocar o Brasil no caminho da “Ordem e Progresso”, (deu no que deu, até descambar nos corruptos e incompetentes governos Lula/Dilma).

     Mas o que gostaria mesmo é de falar o que o Governo e o povo francês fizeram para reparar a infâmia dos republicanos brasileiros.

    O jornal “Le Jour”, por ocasião da morte do Imperador Dom Pedro II, exilado pela República golpista, a 5 de dezembro de 1891, fez um elogio fúnebre em primeira página, insistindo na ideia de que era o momento de a França corresponder ao apoio que o Imperador lhe havia dado, pois fora Sua Majestade “o primeiro Soberano que, após nossos desastres de 1871, ousou nos visitar. Nossa derrota não o afastou de nós. A França lhe saberá ser agradecida.”

    O Presidente da França, Sadi Carnot, decidiu prestar ao Imperador as honras de Chefe de Estado. A importância das exéquias públicas do Soberano deposto, decidida pelo governo francês, e as homenagens póstumas de que foi alvo, causaram a maior irritação ao Embaixador do Brasil, que apresentou ao Quai d’Orsay os protestos do governo republicano imposto por um golpe em 15 de novembro de 1889.

    Enviados de todas as nações compareceram à cerimônia fúnebre. Na Igreja da Madeleine, entre os membros do corpo diplomático, só se notou um lugar vazio – o do representante do nosso País. O Brasil oficial se negou a tomar parte na maior glorificação do nome brasileiro! Mas o Brasil profundo, autêntico, estava condignamente representado por uma filha enlutada, a Princesa Dona Isabel, convertida em Chefe da Casa Imperial e Imperatriz “de jure” do Brasil. 

    Naquele dia 9 de dezembro, muito cedo, apesar da chuva incessante e do vento frio, uma verdadeira multidão começou a ocupar a Praça da Madeleine e a invadir as ruas e avenidas adjacentes. Antes do meio-dia, a multidão já se tornara tão compacta, que os correspondentes do “Daily Telegraph” e do “Daily Mail” escreveram:
“Havia tanta gente nos funerais do Imperador quanto nos de Victor Hugo.”
Calcula-se em 200.000 as pessoas que assistiram à passagem do cortejo fúnebre.

   Joaquim Nabuco, correspondente do “Jornal do Brasil”, escreveu por ocasião das exéquias suntuosas do Imperador em Paris:
“Mais do que isso, infinitamente, D. Pedro II preferia ser enterrado entre nós, e por certo que o tocante simbolismo de fazerem o seu corpo descansar no ataúde sobre uma camada de terra do Brasil interpreta o seu mais ardente desejo. Ao brilhante cortejo de Paris ele teria preferido o modesto acompanhamento dos mais obscuros de seus patrícios, e daria bem a presença de um dos primeiros exércitos do mundo em troca de alguns soldados e marinheiros que lhe recordassem as gloriosas campanhas nas quais seu coração se enchera de todas as emoções nacionais. Mas foi a sua sorte morrer longe da Pátria. É uma consolação, para todos os brasileiros que veneram o seu nome, ver que ele, na sua posição de banido, recebeu da gloriosa nação francesa as supremas honras que ela pode tributar. No dia de hoje o coração brasileiro pulsa no peito da França.”

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier.
Postado por Armando Lopes Rafael)

Sérgio Moro humilha Lula em evento da Petrobrás - News Atual


Durante participação de evento na sede da estatal do petróleo, no centro do Rio, o juiz Sérgio Moro disse que “não debate publicamente com pessoas condenadas por crime” e se negou a responder fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem a atuação da Justiça tem servido para desmoralizar a Petrobrás e o Rio de Janeiro.

O magistrado ainda criticou o foro privilegiado e disse que casas legislativas podem agir ‘com desvio de poder’, ao evitar a prisão de parlamentares.

“O foro privilegiado fere o princípio da igualdade. Todas as pessoas têm que ser tratadas de maneira igual perante a lei. O princípio da igualdade está na base da nossa democracia. Por outro lado, na prática, os tribunais superiores estão assoberbados de processos, estão sobrecarregados de recursos”, afirmou.

Ele falou também mecanismos de proteção jurídica dos agentes políticos:

“Houve aquela discussão se está sujeita ou não uma prisão de um parlamentar a uma casa legislativa, não vou entrar no mérito da controvérsia. Mas, ainda que se for reconhecer alguma espécie de proteção, ela deve ser utilizada para proteger o parlamentar quanto a eventual perseguição política por conta da sua opinião pública e não para protegê-lo de investigações ou perseguições por corrupção”, acrescentou o juiz da Lava Jato.

NO TOPO DA ELITE - Por Wilton Bezerra.

Nem as dores da convalescência de uma cirurgia freiam a minha compulsão em escrever sobre o futebol.
Os “oráculos” do anacronismo mandam dizer que o termo elite define algo maldito.
Uma coisa criada para oprimir e produzir outras desgraças.
Quem costuma usar essa mentira como instrumento de trabalho é o político safado enganador da patuléia.
A verdadeira elite nada mais é do que a reunião dos melhores, nos mais variados segmentos da vida.
Queremos mesmo é falar sobre a chegada do Ceará Sporting Clube ao clube dos vinte maiores times brasileiros, no próximo ano.
A elevação alvinegra não pode ter sido em vão.
A montagem do time será para os gestores tarefa difícil e delicada.
Mas, quem disse que a vida é fácil ?
Em primeiro lugar é preciso esclarecer a questão da competição prioritária.
Série A, claro.
Qual a implicação disso na arquitetura de um time para qualquer competição?
Muitos se arvoram em lembrar o maior montante de recursos em 2018, enquanto esquecem o crescimento das responsabilidades na mesma proporção.
O time do acesso oferece uma boa base para Chamusca.
No entanto, os reforços serão obrigatórios.
É aí onde se localiza o ponto primordial: o momento das escolhas.
Não pode sair gastando horrores, mas não pode fazer economia de palitos.
O futebol brasileiro tem distorções.
Um bom número de jogadores da Série A não merece o padrão salarial desfrutado.
Não é segredo para ninguém: a qualidade do futebol jogado no Brasil não é boa.
Hoje, a dinâmica futebolística exige expertise de quem dirige.
“Cuidado cantor, para não dizer palavra errada”.
É o que sugere um cabra bom forrozeiro.


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Em VEJA desta semana: EXCLUSIVO: a Bomba de Palocci

Ex-ministro diz em delação que Kadafi, líder líbio morto em 2011, deu 1 milhão de dólares à campanha de Lula em 2002; ação pode levar à cassação do partido
Por Robson Bonin
Amigos - Lula e Kadafi: negócios com empreiteiras e ajuda secreta para a campanha do ex-presidente (Ricardo Stuckert/PR)
A imagem acima foi captada no encontro da Cúpula América do Sul-Áfri­ca, que aconteceu na Venezuela em 2009. Lula era presidente do Brasil pela segunda vez e o ditador Muamar Kadafi ainda comandaria a Líbia por mais dois anos, antes de ser deposto, capturado e executado. Não é uma cena protocolar, como se observa no aperto de mão informal. A fotografia retrata dois líderes que se diziam “irmãos”. Durante 42 anos, Kadafi governou a Líbia seguindo o protocolo dos tiranos. Coronel do Exército, ele liderou um golpe em 1969. No poder, censurou a imprensa, reprimiu adversários e impôs leis que permitiram punições coletivas, prisão perpétua, tortura e morte a quem contrariasse o regime. Dinheiro líbio também financiou grupos terroristas e movimentos políticos em vários cantos do planeta. Entre os que receberam recursos da ditadura líbia estavam, de acordo com o ex-minis­tro Antonio Palocci, o PT e seu líder máximo, o ex-presidente Lula.
A revelação de Palocci está contida na sua proposta de delação entregue ao Ministério Público. Segundo ele, em 2002 Kadafi enviou secretamente ao Brasil 1 milhão de dólares para financiar a campanha eleitoral do então candidato Lula. Fundador do PT, ex-­prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-­chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, Palocci esteve no centro das mais importantes decisões do partido nas últimas duas décadas. Condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, há sete meses ele negocia um acordo de delação premiada. Em troca de redução de pena, compromete-se a contar detalhes de mais de uma dezena de crimes dos quais participou. Um dos capítulos da colaboração trata das relações financeiras entre Lula e o ditador líbio — e tem potencial para fulminar o partido e o próprio ex-presi­dente.
***

8 de dezembro, celebração de Nossa Senhora da Conceição – por José Luís Lira (*)

        A  celebração de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro, foi definida como festa universal na Igreja se deu em 28/02/1476, por ato do Papa Sisto IV. O dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus, em 8/12/1854, definindo dogma a Imaculada Conceição de Maria. Em 1349, São Nuno de Santa Maria, o condestável, na Vila Viçosa, de Portugal, erigiu a Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição, cuja devoção já existia nas terras lusitanas. Por provisão de 25/03/1646, D. João IV proclamou Padroeira e Rainha do Reino de Portugal Nossa Senhora da Conceição. 

    Na cidade de Sobral, a devoção à Imaculada é definida desde 1746, quando se iniciou a construção da primeira capela, tendo por responsável o Pe. Antônio de Carvalho e Albuquerque, com provisão de Dom Frei Luís de Santa Teresa, bispo da Diocese de Pernambuco, à qual estávamos subordinados. Ela quis ser a padroeira do País, pois, na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, as estrelas correspondentes ao Brasil em seu manto, estão sobre seu Coração Imaculado. É a Imaculada Conceição Aparecida, a Padroeira do Brasil. A Imaculada Conceição de Lujan, a Padroeira da Argentina e de muitos outros países, reinos, metrópoles e lugarejos. Justíssima homenagem, pois Deus habitou em seu ventre puro por 9 meses e em seu coração habita por toda a eternidade.

    O Dia da Justiça. O Presidente José Linhares, magistrado cearense assumiu a Presidência da República (29/10/1945 a 31/01/1946) estando na Presidência do Supremo Tribunal Federal. Ironicamente o presidente que o indicara para o Supremo fora por ele substituído na condução dos destinos do País. Linhares firmou o Decreto-Lei nº 8.292/45 que, no artigo 1º, estabeleceu que “Será feriado em todo o território nacional, para efeitos forenses, o dia 8 de dezembro, consagrado à Justiça”, criando o dia da Justiça; feriado forense confirmado pela Lei Nº 1.408, de 9/08/1951, em seu artigo 5º. A filósofos, juristas e até a santos é atribuída a definição de justiça como “dar a cada um o que é seu”, o que lhe é devido. 

        Neste rol cita-se Aristóteles (o mais provável definidor), Platão, Santo Agostinho e Ulpiano como autores desta definição que é um preceito e que os muitos operadores do Direito no Brasil lutam para por em prática.

     O Decreto Nº 52.748, de 24/10/1963, do rápido governo de João Goulart, em seu “Artigo único”, declara que “Fica instituído o ‘Dia Nacional da Família’, a ser comemorado em todo o território nacional, no dia 8 de dezembro de cada ano”. A família diz o próprio decreto “nas sociedades perfeitamente organizadas e independentes de ideologia, sistema político, organização social ou credo religioso, continua sendo (a família), o elo fundamental das mesmas”. No final de semana passado recebi, numa livraria católica, um santinho com a imagem da Sagrada Família (Jesus, Maria e José), com a inscrição “Que em nossa família reine o amor, o perdão e a paz”, um belo desejo neste final e início de ano. A família é nosso esteio. 

    De certo modo, vemos um nexo de causalidade entre as três comemorações. O dia da Imaculada Conceição, relativo à pureza da mãe de Deus; o dia da Justiça, anseio, sonho e realidade; e o dia da família, na qual a Imaculada Conceição plantou um modelo de mãe e José, seu esposo, o justo, exemplo de pai e Jesus, o filho-Amor-Deus.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com váários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

Eleito como palhaço, Tiririca virou ser amestrado - Por Josias de Souza.

O deputado Tiririca estava errado. Ficou provado: pior, fica. Na campanha de 2010, Tiririca pediu votos assim: “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim, que eu te conto.'' Desgostoso com a política, ele subiu à tribuna da Câmara para anunciar a intenção de abandonar o circo parlamentar. Fez cara de nojo. Mas tranquilizou os colegas: ''Jamais vou falar mal de vocês em qualquer canto que eu chegar. E não vou falar tudo o que eu vi, tudo o que eu vivi aqui. Mas eu seria hipócrita se eu saísse daqui e não falasse realmente que tô decepcionado com a política brasileira, com muitos de vocês. Muitos!”

Tiririca passou dois mandatos testemunhando números do elenco do Legislativo. Conviveu em silenciosa harmonia com engolidores de verbas, ilusionistas orçamentários, trapezistas morais e malabaristas ideológicos. Em meio a tanta diversidade, reciclou-se. Era apenas um palhaço. Tornou-se um ser amestrado. Seu domador foi o ex-presidiário Valdemar Costa Neto, que integrou a bancada da Papuda no escândalo do mensalão. Trata-se de um político do tipo que, quando o circo pega fogo, corre para a bilheteria.

Idealizador da candidatura de Tiririca, Valdemar não enxergava um palhaço na cara de sua cria. Ele via cifrões. Com a montanha de votos que recebeu, Tiririca arrastou para a Câmara mais três deputados. Vitaminando a bancada, fez crescer a fatia do PR no rateio da verba do Fundo Partidário. E quem cuida da caixa registradora é Valdemar. Num ambiente assim, tão mercantil, o palhaço amestrado tem milhões de razões para descumprir a promessa de contar aos seus eleitores o que fazem os deputados. Seu depoimento poderia soar como uma autodelação. Sem prêmio.

''Estou saindo triste pra caramba, muito chateado com a política e o nosso Parlamento'', discursou Tiririca. ''É uma vergonha muito grande.'' O orador disse que anda de “cabeça erguida”. Munido de autocritérios, acha que cumpriu com as suas obrigações. Jactou-se de ser um dos deputados mais assíduos da Câmara. Lamentou que um deputado tenha que trabalhar muito, para produzir pouco.

Vivo, Sérgio Porto acomodaria nos lábios de Stanislaw Ponte Preta, o colunista genial criado por ele, um comentário sobre a assiduidade e a produtividade de Tiririca. Algo assim: “A função de certos parlamentares é a de acordar mais cedo para passar mais tempo sem fazer nada.” Quem acreditou piamente não pode piar. Recomenda-se um nariz vermelho, um colarinho folgado, sapatos grandes e lágrimas de esguicho. 

CICATRIZES - Postagem do Antonio Morais.

Há algum tempo atrás, existiu uma menina, muito linda, saudável e amável. Não havia ninguém que não gostasse da menina, que tinha 8 anos. Mas a menina ficava constrangida sempre que a viam com a sua mãe. A mãe da menina era cheia de cicatrizes no corpo e no rosto. Mas as mãos da senhora eram ainda mais horrorosas. Eram vermelhas, constantemente saia pus e ficava em carne viva. Tinha ainda deformações horríveis.

A menina detestava estar com a mãe em público. Não entendia porque a mãe era assim, e se constrangia com a sua presença na escola ou em festinhas a qual era convidada. Um dia, cansada de ser esculachada pelas colegas e ouvir comentários de pena dos professores, a menina chamou a mãe e perguntou:

Mãe, não há nada que você possa fazer em relação ao seu corpo e suas mãos?
Não minha filha, respondeu a mãe.
Mas por que?
Os médicos disseram que era irreversível minha filha.
Por que você ficou assim? Por que você não é igual a mãe das minhas colegas, que são lindas e possui mãos mais belas ainda?
A mãe olhou para a filha e respondeu:
Há sete anos atrás, eu estava tomando banho e a minha empregada deixou uma vela acesa próximo da cortina. A cortina pegou fogo em contato com a vela. Saí do banho e fiquei desesperada, pois bem próximo a cortina estava o berço da minha filha. Desesperada e vendo o fogo se alastrar, puxei a cortina com as minhas mãos, e, sem querer a cortina se enrolou no meu corpo, com o fogo alto. A empregada trouxe um balde de água, e foi por isso que me salvei a tempo. Mas as cicatrizes se tornaram irreversíveis. Mas não me arrependo, e a feiúra das minhas mãos foi um preço pequeno a pagar pela vida da minha filha.

A menina chorou e se abraçou a mãe, pedindo perdão. Daquele momento em diante, nunca mais se envergonhou dela, e todos os dias repetia: obrigada. Agradeça sempre aos seus amigos e parentes por se preocuparem com você, e nunca se envergonhe das deficiências dos outros.

Lembre-se, que por amor fazemos qualquer coisa, e que a beleza é algo secundário.

Diretor Da PF senta à mesa de réu do Mensalão Tucano em festa.

Odiretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, foi convidado do ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG) na cerimônia da 24º edição do prêmio de jornalismo da CNT (Confederação Nacional do Transporte).

Segovia e sua mulher sentaram à mesa para jantar com Andrade, que renunciou ao mandato de senador em 2014.

Andrade preside a CNT e é réu no chamado processo do mensalão tucano em Minas Gerais. Sua renúncia foi interpretada na ocasião como um gesto para levar o processo do STF (Supremo Tribunal Federal) à primeira instância da Justiça.

O diretor-executivo da PF, Sandro Avelar, número 2 do comando da polícia, acompanhou Segovia no evento da CNT. Após a cerimônia de entrega do prêmio, Avelar e Segovia jantaram com Clésio Andrade na mesa principal da cerimônia, num local de eventos de Brasília.

O diretor-geral acompanhou o show dos cantores sertanejos Leonardo e Eduardo Costa e dançou ao som de clássicos da música caipira, como “Não aprendi dizer adeus”, “Solidão” e “As Andorinhas”.

O prêmio da CNT é um dos mais tradicionais do país e jornalistas dos principais veículos de imprensa, inclusive da Folha de S.Paulo, foram convidados para a cerimônia de premiação.

Andrade foi vice-governador de Minas na primeira gestão de Aécio Neves (2003-2006).

Ele é acusado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro na denúncia que apontou desvios de R$ 3,5 milhões de estatais em Minas para financiar, em 1998, a campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo, do PSDB.

Andrade, que na época concorreu como vice, nega as acusações. Com informações Folhapress.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Trilha espritada - Por Antônio Morais.



Essa história é verdade. Aconteceu na loja de tecidos  do nobre amigo e camarada Chico Francisco localizada à antiga rua Major Joaquim Alves em Várzea-Alegre.

Zé Prego, do sitio São Vicente, assim chamado porque no lugar ninguém é conhecido pelo nome se não pelo apelido, se achega e se senta no balcão.

Entra na loja uma cigana bem afeiçoada, com vestes extravagantes e lança um desafio para lê a mão. É grátis,  não há custo algum.  Zé Prego lhe estendeu a mão.

A cigana  foi a riba e foi abaixo, com informações preliminares, e finalmente,  lascou : O senhor é um velho ignorante, bruto e muito enxerido!

Zé Prego olhou para cigana,  olhou de novo e disparou : "Vai numa tria espritada".

Há 100 anos, Monteiro Lobato escrevia o artigo "A Luz do Baile"

O artigo abaixo foi escrito em 1918:

"Despercebidos de todo passaram-se este mês dois aniversários. A 2 de dezembro nasceu, a 5 de dezembro faleceu D. Pedro II. Quem foi este homem que não deixou lembranças neste país? Apenas um Imperador… Um Imperador que reinou apenas durante 58 anos…
Tirano? Despótico? Equiparável a qualquer facínora coroado? Não.
Apenas a Marco Aurélio.

A velha dinastia bragantina alcançou com ele esse apogeu de valor mental e moral que já brilhou em Roma, na família Antonina, com o advento de Marco Aurélio. Só lá, nesse período feliz da vida romana, é que se nos depara o sósia moral de Pedro II.

A sua função no formar da nacionalidade brasileira não está bem estudada. Era um ponto fixo, era uma coisa séria, um corpo como os há na natureza, dotados de força catalítica.
Agia pela presença.

O fato de existir na cúspide da sociedade um símbolo vivo e ativo da Honestidade, do Equilíbrio, da Moderação, da Honra e do Dever, bastava para inocular no país em formação o vírus das melhores virtudes cívicas...

O juiz era honesto, senão por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem público, se não por determinismo de virtudes pessoais, pela influência catalítica da virtude imperial. As minorias respiravam, a oposição possibilizava-se: o chefe permanente das oposições estava no Trono. A justiça era um fato: havia no trono um juiz supremo e incorruptível. O peculatário, o defraudador, o político negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o mau cidadão enfim, e mau por força de pendores congeniais, passava, muitas vezes, a vida inteira sem incidir num só deslize. A natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à iniquidade – mas sofreava as rédeas aos maus instintos a simples presença da Equidade e da Justiça no trono.
Ignorávamos isso na Monarquia.

Foi preciso que viesse a República, e que alijasse do trono a força catalítica, para patentear-se bem claro o curioso fenômeno. A mesma gente, o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado, o mesmo funcionário até 15 de novembro honesto, bem intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo, na ausência do imperial freio, ordem de soltura, desaçamaram a alcateia dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí, o contraste dia a dia mais frisante entre a vida nacional sob Pedro II e a vida nacional sob qualquer das boas intenções quadrienais, que se revezam na curul republicana.
Pedro II era a luz do baile.

Muita harmonia, respeito às damas, polidez de maneiras, joias de arte sobre os consolos, dando ao conjunto uma impressão genérica de apuradíssima cultura social.
Extingue-se a luz.
As senhoras sentem-se logo apalpadas, trocam-se tabefes, ouvem-se palavreados de tarimba, desaparecem as joias…
Como, se era a mesma gente!
Sim, era a mesma gente. Mas gente em formação, com virtudes cívicas e morais em início de cristalização.

"Cara de Pau": Em caravana pelo Rio de Janeiro, Lula culpa Lava Jato por mazelas do Estado

Fonte: Folha de S.Paulo, 07-12-2017

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alfinetou velhos aliados na noite desta quarta-feira (6). Em Maricá —única cidade do Rio de Janeiro que é administrada por um petista—, Lula listou casos de governantes detidos em decorrência da Operação Lava Jato para afirmar que a "política entrou num processo de destruição no Rio". Sem citar o nome desses políticos —apenas cargos— Lula disse que "o Rio de Janeiro vai voltar a ter gente honesta governando".
    Na cidade, ele ironizou ainda o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB), que, em um grampo, aparece dizendo que Maricá "é uma merda de lugar". Curiosamente, o diálogo se deu no ano passado com o próprio Lula, à época seu aliado. Paes comparava a cidade a Atibaia, onde fica um sítio que era usado pelo petista.
    No palanque, Lula disse lamentar que não estivesse ali um ex-prefeito que nunca visitara a cidade, referência a Paes. O ex-presidente também responsabilizou a Lava Jato pelas mazelas do Estado. "A Lava Jato não pode fazer o que está fazendo com o Rio", disse Lula. O petista continuou: "Não pode, por causa de meia dúzia que eles dizem que roubou, mas ainda não provaram, causar esse prejuízo". Funcionários da Prefeitura chegaram uniformizados à praça da Matriz por volta das 17h, para acompanhar o evento com o ex-presidente.

COMENTÁRIO DE ARMANDO RAFAEL
 Faço minhas as palavras publicadas por /Augusto Nunes, meses atrás, na VEJA. A conferir.
   "Movimentando nervosamente as mãos, a gravata modelo babador encobrindo parcialmente a barriga obscena, vincos profundos no rosto proibido para sorrisos, desprovido de álibis, alegações atenuantes ou mesmo desculpas amarelas, (Lula) capricha na pose de perseguido por juízes, procuradores, delegados da Polícia Federal, empreiteiros que o enriqueceram, diretores da Petrobras que nomeou, velhos companheiros como Antonio Palocci, todos os delatores. E muito mais ridículo. 

   Lula não conversa com jornalistas independentes deste novembro de 2005, quando foi entrevistado por ex-apresentadores do programa Roda Viva, da TV Cultura. Então afundado no escândalo do mensalão, foi socorrido por entrevistadores repentinamente interessados em saber se o presidente estava satisfeito com o desempenho do Corinthians ou no que tinha a dizer sobre questões transcendentais ─ a vida e suas implicações, por exemplo". 

Este o Lula atual, o que restou depois da condenação a 9 anos e meio de cadeia, pelo Juiz Sérgio Moro; o Lula  que percorre um Estado da Federação – o outrora rico Rio de Janeiro, hoje quebrado e desorganizado, pela ação dos seus maus políticos – o Lula que é hostilizado pela população fluminense e que precisa de funcionários da Prefeitura para encher o pequeno espaço de uma pequena cidade: Maricá, a única que elegeu um prefeito do PT. Maricá, onde Sérgio Cabral possui uma mega-mansão,  construída com dinheiro de propinas. Brasil pobre de lideranças políticas sadias...



Lula, o predador. Chefão se tornou fator de desestabilização da política brasileira.

Lula, já condenado em um dos sete processos que contra ele tramitam na Justiça, continua a se comportar como vítima de perseguição política. Mais: faz dessa falsa condição sua bandeira eleitoral. Em vez de infrator, seria vítima de infrações judiciais.

Trata os que, com base em provas consistentes e abundantes, cumpriram o rito legal de condená-lo – o juiz Sérgio Moro, os procuradores e a Polícia Federal – como agentes políticos, a serviço de forças que sua militância não hesita em chamar, em momentos de maior moderação, de fascistas – às vezes, até de agentes da CIA.

Ele próprio, em numerosas entrevistas de rádio, país afora, e em pronunciamentos à militância – a única plateia que lhe restou -, estimula as agressões e procura deslegitimar previamente a próxima sucessão presidencial, caso dela esteja ausente. E é certo que estará.

O próprio ministro Luís Fux, que presidirá o TSE no curso da campanha, já se manifestou contra a presença de um candidato sentenciado, ainda que sem trânsito em julgado.

Anteriormente, o STF, em questão que envolvia o então presidente do Senado, Renan Calheiros, já se manifestara contra alguém, na condição de réu, ocupar, ainda que interinamente, a cadeira presidencial; imagine-se em caráter permanente.

Não bastasse, o senso comum não consegue atinar com tamanho disparate. Mesmo assim, Lula prossegue, prometendo – e cumprindo – tocar fogo no país. O “exército do Stédile” está em ação.

As invasões do MST tornaram-se mais frequentes e predadoras, sem que o Estado a elas se contraponha. O governo Temer, que sequer tentou desaparelhar a máquina administrativa ocupada pelo petismo, não tem força política para fazê-lo. Com isso, a crise ameaça o único setor sadio da economia, o agronegócio.

O discurso do “Fora, Temer”, desde o início uma encenação, foi há pouco suspenso por ordem de Lula. Não é mais necessário, pois já cumpriu o papel de impedir que o novo governo não apenas expusesse as falcatruas do anterior, como sobretudo viesse a faturar aplausos pelas correções de rumo, ainda pálidas, que conseguiu imprimir à economia.

A lógica vitimista do golpe tenta disseminar a versão de que o ambiente recessivo, com desemprego sem precedentes, é obra de Temer, e não um legado petista. Como o governo Temer carece de autoridade moral para contra-argumentar, dado o prontuário de sua cúpula, Lula consegue estabelecer ambiente de terra arrasada.

Nele, todos são iguais, mesmo não sendo. Perde-se o senso das proporções dentro da roubalheira. A turma do PMDB roubava para fins de enriquecimento pessoal; a do PT, para, além disso, quis perpetuar-se no poder e promover a tal revolução bolivariana.

Daí a diferença de escala entre uma coisa e outra. A roubalheira do PMDB cabe em malas; a do PT, não: depende de muitos bancos e países amigos (amigos dele, PT). Todos, claro, devem responder pelo que fizeram, na proporção do que fizeram.

Mas a dimensão do dano não pode se diluir numa massa amorfa ou muito menos, como se quis (e ainda se quer) fazer crer que a chefia do esquema cabia a Temer. Ele, nunca é demais repetir, era o representante do PMDB junto aos governos petistas, ali posto por Lula, como aliado de confiança. Dilma mal o conhecia.

A ação predadora e provocativa de Lula, desdenhando do Judiciário, da lei e das instituições, cumpre papel golpista semelhante ao dos que pedem a intervenção militar.

A diferença é que esses, equivocados ou não, o fazem em nome da restauração da ordem, enquanto Lula o faz com propósito oposto, para limpar sua biografia e tentar se restabelecer no poder. Tornou-se hoje o fator de desestabilização da política brasileira.