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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 20 de agosto de 2017

Anda-se para trás - Mari Zaydan.

O presidente da República respira por aparelhos. Ministros da Corte Suprema metem o bedelho onde não devem, preferem o som da própria voz à fala nos autos. Parlamentares empenham-se em escapulir da Lava-Jato, em fazer leis para surrupiar mais dinheiro do contribuinte e garantir caixa de campanha. Difícil imaginar saídas para um país que agoniza em condições tão lastimáveis. Muito menos quando os “salvadores” em campanha antecipada são o mesmo do mesmo. Até aqueles que se acham diferentes.

Apresentado como outsider, o prefeito de São Paulo, João Doria, se vendeu na campanha de 2016 como gestor exímio, em contraponto aos profissionais da política. Agora, rendeu-se à partilha de cargos para atrair o PSB e o PR, repetindo no município o modelo de coalizão que ele demonizava, e trocou a gerência da cidade por uma maratona de viagens para angariar apoio de políticos tradicionais dentro do estilhaçado PSDB e fora dele.

Foi se articular com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que carrega o nome do avô e sete décadas de história na política conservadora da Bahia. Passou pelo Paraná, governado pelo tucano Beto Richa, filho do governador e senador José Richa, e pelo Ceará do senador Tasso Jereissati, presidente em exercício do PSDB, que governou seu estado por dois mandatos. E tem mais uma dezena de viagens programadas.

E, assim como os piores políticos que ele tanto criticava, Doria mente: faz joguete com a candidatura à Presidência da República em 2018, à qual se lançou a todo vapor, fingindo não postular a indicação para disputar o cargo. Ainda faz pose ao lado de seu padrinho Geraldo Alckmin, candidato à mesma vaga, que hoje prova do veneno que ele próprio formulou.

Alckmin não pretende encarnar o novo. Nem poderia. Mas incrementou sua agenda de viagens a outros estados e tem feito esforços para mostrar exatamente o inverso do que pregava quando inventou o seu pupilo para a prefeitura paulistana: tenta disseminar que faltaria a Doria o atributo experiência que ele, em seu terceiro mandato como governador de São Paulo, exibe.

Jair Bolsonaro (PSC-RJ), deputado federal desde 1991, também se imagina fora do grupo dos “famigerados” políticos profissionais. Com discurso moralista, próximo ao fascismo, faz a alegria da extrema direita, e pratica com o dinheiro público o que critica: tem usado a cota de representação parlamentar para custear a sua pré-campanha, algo, para dizer o mínimo, ilegal.

Marina Silva (Rede) que se enxerga acima do bem e do mal, mas que costuma se esconder quando o caldeirão ferve, aparece na TV pregando a “operação lava-voto”, entregando-se à pegadinha marqueteira. E Ciro Gomes (PDT) abusa de sua língua ferina na luta para virar notícia, ainda que esteja discursando para plateias de meia dúzia.

Empoleirado em palanques, Lula está em campanha desde sempre. E lidera todas as pesquisas eleitorais nas duas pontas – maior preferência e maior rejeição. Mas consegue reunir cada vez menos gente em torno dele. Até no Nordeste, onde o PT esperava torcidas maiores e mais comprometidas para a caravana reeditada que o ex começou na semana passada, Lula brilha menos do que o PT e ele próprio imaginavam.

No discurso, repete a cantilena, sempre na terceira pessoa, de que todos estão contra Lula, as elites e a mídia. E se supera na egolatria. No passado, se comparou a Jesus; agora, no interior da Bahia, aos deuses da bola: o argentino Messi, do Barcelona, e Neymar, nesse caso ao assegurar que terá protagonismo nas eleições de 2018 mesmo se for impedido pela Justiça de disputar o pleito. “Serei o cabo eleitoral mais valioso deste país - como o Neymar está para o PSG eu estarei para eleições de 2018”.

Pode até ser, embora os fatos apontem o inverso. Na primeira partida que disputou com a camisa do PSG, Neymar jogou um bolão e marcou contra o Guingamp. Já Lula estreou com derrota do candidato petista Jailson Souza nas eleições suplementares na pequena Miguel Leão, interior do Piauí, para quem o ex gravou vídeo de apoio. Foi um desastre.

Lula vive em realidade paralela. E os demais candidatos em campanha, todas elas personalistas, também não trazem qualquer alento ao eleitor e ao país. Repete-se a mesmice. Ou pior, anda-se para trás.

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Pergunta Demolidora - Postagem do Antonio Morais


Um homem estava sentado no avião, ao lado de uma menininha. O cara olhou a criança e lhe disse:

- Vamos conversar? Tenho certeza que a viagem parecerá mais rápida. O que você acha?
A menina, que acabava de abrir um livro para ler, o fechou lentamente e respondeu com voz suave :

- Sobre o que gostaria de conversar?

- Bom, não sei... - disse o homem. - Que tal física nuclear? - e mostrou um grande sorriso.

- Bem,- disse a pequena - Esse parece ser um tema interessante. Mas antes, gostaria de lhe fazer uma pergunta: o cavalo, a vaca e a ovelha comem a mesma coisa: capim, não é mesmo? Porém, o excremento da ovelha é um monte de pequenas bolinhas, o da vaca é uma pasta e o do cavalo é um monte de pelotas secas. Por que o senhor acha que isto acontece?

O cara, visivelmente surpreso com a inteligência da menina, pensou durante uns momentos e respondeu:
- Hmmm, não faço a menor idéia...

E então, a menininha disse:
- Sinceramente, como o senhor se sente qualificado para discutir física nuclear, se não entende de merda nenhuma?

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PT aconselha Lula a interromper Campanha no Nordeste.

Lula, pensando só em si, assusta e racha PT. Comenta-se internamente.

Chefe não suportou pressão e pirou.
Enumerar deslises, declarações infelizes e cenas deprimentes, exigiria tempo e paciência; lista é escandalosamente grotesca.

A última e mais impensada foi a desastrosa Campanha antecipada no Nordeste; baita tiro no pé, fracasso em todos os sentidos.

Comícios vazios, em número capaz de superar as mais pessimistas previsões e reações negativas de repúdio, chegando a agressões verbais e físicas, trazem resultados que andam na contramão do planejado.

Reações mostram a rejeição crescente, engrossa Coro de opositores que garantem estar Lula acabado e aumenta dúvidas sobre credibilidade de pesquisas, que o colocam em destaque na Corrida 2018.

Como agravante Partido se preocupa com questões legais. Crime de Campanha fora do período permitido por Lei, salta aos olhos e pode custar caro.


O que é loucura - Por Antonio Dantas.


Meu pai tinha um primo lá para o lado de Monte Alegre que o acusavam de louco. Meu pai argumentava pra nós que ele não era louco, era diferente e tinha compaixão pelo sofrimento dos animais.

Todavia, é muito comum as pessoas acusarem as outras de loucuras quando o comportamento desses não agrada. Quando as atitudes dos outros nos irritam, é bem mais fácil acusá-los de loucos do que procurar saber porque nos irritamos com facilidade. Meu pai contava uma historia que não sei se era verdadeira, mas serve para ilustrar a opinião dele sobre a loucura. Ele falava que havia um sujeito lá perto da Cachoeira Dantas. Como não me lembro do nome dele, vou chamá-lo de Zeferino.

O Zeferino, sentindo-se incomodado com o comportamento da mulher, reclamou para um amigo que não aguentava mais a mulher. – Ela tá louca cumpade! – Mas Zeferino qual é o problema? – Veja cumpade, ela não para de reclamar dizendo que é uma galinha. – Vige cumpade, entonse vai ao Crato que lá tem um tal de doutor psicrata que trata de gente louca.

Quando o Zeferino chegou ao consultório do médico, foi logo reclamando – doutor minha muié tá louca, eu queria que o senhor aviasse uma receita pra ela. O médico respondeu – mas como você sabe que ela está louca? – Doutor, não tenho sossego, ela não para de reclamar que não tem valor, é apena uma galinha.

O médico respondeu – vige, mas isso é coisa séria então! Por que você não veio falar comigo antes? – Não doutor, eu tava esperando para ela botar os ovos!

sábado, 19 de agosto de 2017

SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ - Por Chico Xavier.

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor: Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.

Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, esqueça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.

Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: "Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!" Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.

E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas? Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.

Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu... Ser seu amigo... já é um pedaço dele.

Sem palavrões! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Na última visita que eu e Magali fizemos ao Crato, sentimos falta da Movelaria Irmãos Rola na Rua Ratisbona, bem próximo da Estação do Trem. Depois soubemos que o seu proprietário havia falecido. Os móveis ali fabricados eram de excelente qualidade.

A propósito dessa ótima movelaria que o Crato perdeu, juntamente com seu honesto proprietário, lembrei-me de uma pequena história que ouvi sobre os móveis fabricados por essa tradicional oficina da nossa terra.

Robertinho ia cursar o terceiro científico, atual “ensino médio” e, teve de ir estudar em Recife para tentar o vestibular no curso de engenharia. Rapaz de inteligência privilegiada, possuidor de extraordinária presença de espírito, bem valia o esforço que seus pais empreenderiam para que ele seguisse adiante nos estudos. Robertinho se reuniu com mais dois colegas de turma e juntos alugaram um apartamento confortável na Boa Vista, local onde o cratense que visita a capital pernambucana pode encontrar na certa, com vários universitários do Crato que por lá estudam.

Decorridos cerca de três meses de moradia em comum, a camaradagem dos três colegas cratenses aumentava cada vez mais de intensidade. E Robertinho era o mais brincalhão dos três, recitando a cada observação que fazia um sonoro palavrão. Mas isto até o dia em que dona Lurdinha, mãe de um colega do Robertinho foi visitar o filho, para saber como ele estava instalado, enfim, verificar se tudo ia bem, como ia de estudo, e mais uma porção de coisas que toda mãe se preocupa quando se trata do “bem estar” dos filhos.

A presença daquela senhora entre os três estudantes não inibiu Robertinho de pronunciar seus sonoros palavrões. Até que, dona Lurdinha, sentindo-se incomodada em ouvir tantos nomes feios, muito dos quais ela nem imaginava que existissem falou sério com ele: “Robertinho, você vai me fazer um grande favor! Vai me respeitar e enquanto eu estiver aqui não quero ouvir nenhum nome feio saindo da sua boca imunda!”

Claro que Robertinho se melindrou. Sempre que a dona Lurdinha estava em casa, ele se recolhia ao seu quarto, deixando para fazer suas refeições em outros horários ou quando não, se privando de algumas delas. E isto dona Lurdinha percebeu claramente.

Certo dia, ao atravessar o corredor do apartamento, dona Lurdinha viu a porta do quarto de Robertinho aberta e, ele estudando, apoiado numa bonita escrivaninha. Tentando quebrar o gelo, ela puxou conversa: “Que móveis lindos os seus, Robertinho! Onde você os comprou?” “No Crato!” Respondeu Robertinho. E dona Lurdinha quis saber mais: “No Crato? Em que lugar?” E encerrando a conversa, Robertinho acrescentou: “Naquela Movelaria cujo nome é um grande palavrão! E a senhora me proibiu de falar palavrão!”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo
A história é verídica e os nomes dos personagens fictícios para preservar suas identidades.

Do (interminável) seriado "Coisas da República"

Surgem mais dívidas: "Socialite" que promete doação de R$ 500 mil a Lula não paga nem condomínio
Segundo a advogada que defende os interesses do prédio, a dívida já estaria em R$ 232 mil reais
Fonte: jornal "O Estado de S.Paulo"

Roberta Luchsinger, Petista roxa

São Paulo - A socialite Roberta Luchsinger, de 32 anos, neta de um ex-acionista do banco Credit Suisse, que prometeu doar R$ 500 mil ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não paga o condomínio do apartamento onde mora, em um bairro nobre de São Paulo, desde dezembro de 2014.

Segundo a advogada que defende os interesses do prédio, a dívida já estaria em R$ 232 mil. "Ela não constituiu advogado para esse processo, que correu à revelia. Nós já estamos na fase de avaliação pericial. O apartamento deve ir a leilão em breve”, disse a advogada Ana Beatriz Cardoso de Souza.

O edifício, localizado em Higienópolis, tem um apartamento em cada um dos 11 andares. Os outros moradores estariam "loucos da vida” com a notícia da suposta doação ao ex-presidente - já que o não pagamento da dívida tem recaído sobre eles.

Procurada pela reportagem, Roberta, que é filiada ao PC do B e pretende se candidatar a deputada estadual, disse que estava em um jantar e não poderia falar.

No Twitter e no Facebook, ela escreveu que poderia "dobrar a doação” ao ex-presidente. A reação de Roberta nas redes sociais foi em relação à reportagem publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo", que mostrou que ela já havia sido intimada a pagar uma dívida de R$ 62 mil com uma loja de decoração antes de fazer qualquer tipo de doação.

O advogado da NP Decorações, Humberto Carlos Barbosa, afirmou que Roberta não aceitou negociar a dívida com a loja, que existiria desde 2013. Segundo ele, seu cliente foi pego de surpresa com a notícia da "doação”.

Ainda nas redes sociais, Roberta escreveu: "É incrível como o Judiciário, em qualquer instância, se transformou em um instrumento de luta política contra Lula e todos que o apoiam!”. Em outro post, ela afirmou: "A partir de agora, baseado na decisão do juiz que quer me impedir de doar para o Lula, confirmando assim a perseguição contra o presidente, deveria ser proibida qualquer doação, seja a quem fosse. A começar pelas empresas que doam ao Doria por exemplo, será que estão todas ok? Será que esse juiz não gostaria de pegar e fazer essa análise?!! Juristas de plantão, o que pode ser feito? Se não pode para um, não pode para outro...”

O advogado de Roberta, Paulo Guilherme Lopes, disse "não estar a par sobre as dívidas de condomínio de sua cliente”. Em relação à dívida da socialite com a loja de decoração, afirmou que o juiz teria feito apenas "um alerta para a não disposição de bens no caso de existir alguma dívida pendente”.

O caso

Ao jornal "Folha de S.Paulo", Roberta declarou que doaria ao ex-presidente Lula um cheque de 28 mil francos suíços (cerca de R$ 93 mil) dado pelo avô Peter Paul Arnold Luchsinger, um ex-acionista do banco Credit Suisse.

A doação também incluiria um relógio Rolex, um anel de diamantes, bolsa e vestido de grifes famosas. No total, a colaboração de Roberta ao ex-presidente estaria avaliada em cerca de R$ 500 mil. A doação seria feita para ajudar o petista, que teve dinheiro e bens bloqueados pelo juiz federal Sérgio Moro.

Roberta foi casada com o ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal pelo PC do B Protógenes Queiroz, que vive na Suíça depois de ter sido condenado por violação de sigilo na Satiagraha, operação da Polícia Federal contra corrupção e lavagem de dinheiro.

Enviado por Amigos de Deus - Postagem do Antônio Morais


Era uma vez um sapo falador que queria fugir do inverno. Alguns gansos sugeriram que o sapo se juntasse a eles e migrasse, que fosse com eles para um lugar mais quente.

Mas aí apareceu um problema: o sapo não voa, como poderia seguir viagem?

Mas o sapo sabido foi logo dizendo: "Deixem comigo, tenho um cérebro brilhante, vou ter uma boa ideia."

Pensou um pouco e então pediu aos gansos que o ajudassem segurando um caniço forte, cada um numa ponta.

Como o sapo tem um bocão, poderia se prender ao cabo pela boca e seguir com os gansos. Em pouco tempo os gansos e o sapo iniciaram a sua jornada.

Assim que passaram por uma pequena cidade os moradores saíram para ver aquela cena estranha e original.

Quem poderia ter tido uma ideia tão brilhante? perguntaram alguns moradores. Isso fez com que o sapo se inchasse tanto de orgulho e, se sentido importante gritou: Fui eu, fui eu!

Seu orgulho foi sua ruína, pois no momento em que abriu a boca, se soltou do caniço e estatelou-se no chão, morto.

Trambiqueira toda:

EXCLUSIVO: Investigação confirma aposentadoria irregular de Dilma
Sindicância do governo constatou que petista furou a fila do INSS com ajuda de servidores e e obteve benefício sem ter a documentação necessária na ocasião
Fonte: VEJA --Por Robson Bonin 

Presidente cassada Dilma Rousseff em Brasília - 02/07/2014 (Ueslei Marcelino/Divulgação)

Na manhã de 1 de setembro de 2016, o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas e uma secretária pessoal da ex-presidente Dilma Rousseff entraram pela porta dos fundos de uma agência da Previdência na Asa Sul, em Brasília. No dia anterior, o Senado havia formalmente cassado o mandato de Dilma Rousseff. Gabas, já ex-ministro do moribundo governo petista, chamou a atenção dos funcionários da agência ao surgir na porta e logo se isolar na sala do chefe da agência. O que o ex-ministro da Previdência faria ali? Vasculhando o sistema do INSS, um grupo de servidores logo descobriu algo errado: no intervalo de poucos minutos que o ex-ministro e a secretária de Dilma estiveram na agência, o processo de aposentadoria da ex-presidente foi aberto no sistema e concluído sigilosamente. 

Graças ao lobby de Gabas e a presença da secretária, que tinha procuração para assinar a papelada em nome da petista, em poucos minutos, Dilma deixou a condição de recém-desempregada para furar a fila de milhares de brasileiros e tornar-se aposentada com o salário máximo de 5 189 reais. Ao tomar conhecimento do caso, o governo abriu uma sindicância para investigar a concessão do benefício.

Nesta sexta-feira, VEJA obteve as conclusões dessa investigação. No momento em que o PT trava uma luta contra a reforma da previdência, os achados da sindicância não poderiam ser mais desabonadores à ex-presidente petista. Segundo a investigação, aposentada pelo INSS desde setembro do ano passado, Dilma Rousseff foi favorecida pela conduta irregular de dois servidores do órgão que manipularam o sistema do INSS para conseguir aprovar seu benefício e ainda usaram influência política para conseguir furar a fila de benefícios. Despacho assinado pelo ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, aplica punições ao ex-ministro Carlos Gabas, responsável por Dilma ter furado a fila do INSS, e à servidora Fernanda Doerl, que manipulou irregularmente o sistema do INSS para regularizar o cadastro da petista.

Por ter usado da influência de ex-ministro da Previdência para furar a fila de agendamentos do INSS a fim de acelerar o processo de aposentadoria de Dilma, Carlos Gabas foi suspenso do serviço público por 10 dias. Servidor de carreira do órgão, Gabas está cedido para o gabinete do petista Humberto Costa (PE), líder da minoria no Senado. Com a punição assinada pelo ministro Osmar Terra, ele não poderá trabalhar nesse período e terá o salário descontado em folha. “As apurações demonstraram que as ações do indiciado (Gabas) contribuíram para agilizar a concessão do benefício, assegurando seu deferimento em condições mais favoráveis ou benéficas que o usual”, registra o relatório final da sindicância: “O servidor atuou como intermediário junto à repartição pública, fora das exceções permitidas em lei, em atitude incompatível com a moralidade administrativa”, complementa

Examinando a papelada apresentada pela ex-presidente Dilma Rousseff ao INSS e os procedimentos adotados pela servidora no sistema do órgão, os integrantes da sindicância concluíram que Fernanda Doerl considerou, para efeitos de cálculo de tempo de serviço de Dilma, informações que a ex-presidente não comprovava com documentos. Como todo brasileiro que procura o balcão dos mortais no INSS costuma aprender de maneira dolorosa, não ter documentos é uma falha que inviabiliza a concessão de aposentadoria. Para Dilma, no entanto, isso não foi um problema. 

O cadastro de Dilma foi aprovado em um dia mesmo sem contar com todos os papeis necessários. “A não observância à norma legal e regulamentar nos autos presentes, foi materializada na medida em que se deixou de exigir documentação necessária para a alteração cadastral da segurada Dilma Vana Rousseff”, diz a sindicância. Para se ter uma ideia do favorecimento que Dilma teve, dados do INSS mostram que os brasileiros que estão com toda a documentação regular esperam pelo menos 90 dias — entre apresentação e a concessão — para obter o benefício. Números atualizados nesta semana mostram que pelo menos 400 000 brasileiros estão com processos de aposentadoria represados no INSS nessa situação.

Segundo o regulamento do INSS, ao verificar que a papelada de Dilma Rousseff estava irregular, a servidora do INSS deveria ter se recusado a proceder com o benefício. Aos constatar as falhas, Fernanda Doerl, que levou a pena de advertência por não ter atuado com “zelo”, “dedicação” e sem “observar as normas legais” no episódio, tinha a obrigação, diz a sindicância, de “alertar (Dilma) acerca das impropriedades e que o seguimento do pleito só se daria a partir da apresentação, por completo, de todo o contexto documental exigido e necessário”.

Ironicamente, apesar de apontar irregularidades e reconhecer condutas impróprias no caso dos servidores, a sindicância justifica as penas brandas aplicadas alegando que não verificou “intenção clara” dos investigados em beneficiar Dilma Rousseff. Já sobre a própria ex-presidente a sindicância limita-se a cobrar a devolução de 6 188 reais, referentes a um mês de salário que teria sido pago irregularmente pelo INSS. Apesar da concessão irregular de aposentadoria por falta de documentos, a sindicância constatou que o valor do benefício da petista é compatível com o determinado. Dilma Rousseff está recorrendo para não ter que devolver o dinheiro.

Para justificar a aplicação de advertência a Fernanda Daerl, os integrantes da sindicância registram que a servidora, embora tenha atuado de maneira displicente, não agiu de má-fé. “Foram demonstrados o descumprimento das normas regulamentares e a falta de zelo da servidora. Por outro lado, não há qualquer indício de que tenha havido má-fé da servidora. Não houve qualquer contato indevido entre a indiciada e a segurada (Dilma) ou qualquer preposto seu”, registra o relatório. Já Gabas, teve a punição atenuada por ter “bom comportamento e bons antecedentes” enquanto servidor.

Ao prestar depoimento na sindicância, Gabas negou que tivesse favorecido Dilma Rousseff ao cuidar pessoalmente do processo na agência da Previdência em Brasília. Gabas alegou aos investigadores que “o atendimento diferenciado de pessoas públicas era comum e tinha o objetivo de assegurar a integridade física e moral dos demais segurados”. Já Fernanda Daerl sustentou durante todo o processo que agiu de acordo com a lei e que se guiou por normas do INSS para aprovar os dados cadastrais de Dilma.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Eu não escrevo para os outros - Por Antônio Morais.


Eu não sou escritor, não sei escrever, nunca me preocupei com isto. Não escrevo para os outros. Escrevo pra mim. Quando a saudade bate, quando o ausente se faz presente. eu escrevo pra eu ler depois. 

Pouco importa o resto. Hoje estou com saudade de meus amigos várzea/cratenses. O Ponto de encontro era o "Bar Alagoano", chegava eu, o Clementino, Pedro Morais, o Manga murcha e haja cerveja gelada e arizia. 



De bar em bar saiamos nós, despreocupados com a vida. Conversas as mais diversas existiam. Se você não sabe o que é "arizia" procure saber com os mais velhos. São coisas que não existem mais, foram substituídas por vaidades,  orgulho e prepotência.

Nossa noite terminava no "Restaurante Guanabara", caracterizado por não ter portas, era aberto dia e noite. Lá se servia a melhor canja de galinha do Crato. 

Sentamos numa mesa e pedimos "canja" como de costume. Em pouco tempo chega a garçom com uma bandeja completa de batata frita, carne de sol, linguiça torrada, picanha assada e salada numa enorme fartura.

O Clementino, na sua singeleza e humildade habitual se dirigiu ao garçom: O senhor está servindo a mesa errada - nós pedimos canja, esse pedido deve ser de outra mesa.

O garçom, não senhor não há engano, a mesa a ser servida é essa mesma, quem mandou está atrás daquela cortina. 

Lá, na parte reservada,  estava o "Trio Nordestino" - Lidu, Coroné e Cobrinha,  passamos a fazer parte da mesa e, até o amanhecer o dia foram glórias, festas e louvores as custas da amizade e do prestigio da figura humana de José Clementino do Nascimento. 

Quando digo que não escrevo para os outros, não minto. Eu escrevo pra mim.  Essa história do Zé. do Pedro, do Manga Murcha e minha eu leio, leio e leio e não me cansa a leitura.

Quem lembra? - Por Antonio Morais.


Tenho um amigo que  me diz sempre "tu é impinjento", eu não sou impinjento eu sou lembrado. Quem  esqueceu que um dia  em plena reunião de uma CPI dois vagabundos trocavam mensagens pelo telefone? Um deles o todo poderoso governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o outro o líder do governo Lula, Cândido Waccarezza.  O homem deixou um repórter gravar : Lembra o que  dizia um  para o outro?



Não se preocupes "eu sou seu e você é meu". Sérgio Cabral está mofando no xadrez e o "Wacca Reza" na cadeia a partir de hoje.

Não é que eu seja impinjento. Eu sou é lembrado. 

As duas faces do PSDB - Por Ricardo Noblat

Qual PSDB merece fé? Aquele que ontem à noite, no rádio e na televisão, bateu no peito, admitiu que errou, criticou o presidencialismo que se mantém na base do toma-lá-dá-cá e defendeu o parlamentarismo que a maioria dos brasileiros já rejeitou duas vezes?

Ou o PSDB que, mal o programa de propaganda eleitoral saiu do ar, criticou-o duramente por meio das redes sociais, soltou notas de protesto, disse que o partido nada tinha a ver com aquilo, e defendeu o governo Temer que, por sinal, não fora atacado?

Os que enxergam mal poderiam se valer de uma lupa e procurar no programa alguma crítica direta ou indireta ao presidente da República. Não encontrarão. Mas os ministros do PSDB reagiram como se o presidente e o governo tivessem sito criticados.

Ou reagiram emocionalmente, na base do ouvir falar, ou reagiram com a frieza de cálculo dos que tentam garantir o próprio emprego. Criticado, e com razão, foi o presidencialismo de cooptação praticado por este e pelos governos anteriores, dois deles do PSDB.

Na única vez em que apareceu um retrato de Temer no programa, ouviu-se o locutor dizer que ele enfrentava uma crise política que marcou os últimos três anos, para em seguida perguntar: melhor do que trocar o presidente não seria trocar o regime?

Depois disso foram quase quatro minutos de defesa do parlamentarismo, proposta que consta do ideário do PSDB desde a data de sua fundação. Exibido como se fosse uma autocrítica do partido, o programa foi tudo menos isso.

Foi uma crítica a um sistema político apodrecido. Pode ter servido para animar os eleitores desencantados com  o PSDB. Mas serviu também para aprofundar o racha do partido, dividido entre os que apoiam Temer e os que defendem distância dele.

Já passou da hora de o PSDB descer do muro.

Várzea-Alegre - Sitio Varzinha - 1959 - Por Antônio Morais.


Este aviso me fez lembrar esta história que aconteceu em Várzea-Alegre, no sitio Varzinha por volta de 1959. Dizem que na casa de Dona Raimunda a higiene não era prioridade precípua.

Os guardas da higiene, que se não tivessem extinguido, hoje não teríamos dengue, malária, calazar e outras epidemias no pais - bateram a porta de Dona Raimunda que morava com mais dois irmãos com as idades avançadas e ainda solteiros.

Foi Raimunda quem os atendeu:

Quem é lá?

Somos os guardas da higiene.

O que os senhores querem?

Queremos vistoriar a casa! Vê como está a higiene.

Carece não! Zefa não come, e, se não come não caga. Zunda vive trabalhando na roça, caga por lá, e, eu quando cago enrola num jornal e atira no telhado da casa.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Visite e conheça em Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. Um produto da mais fina qualidade e especial paladar.


Qual o local de Crato onde teria nascido o Padre Cícero? - por Armando Lopes Rafael

Duas versões são defendidas, entre os historiadores regionais, quanto a casa onde teria nascido, na cidade do Crato, o Padre Cícero Romão Batista. A primeira, – difundida por Irineu Pinheiro – defende que o famoso sacerdote veio ao mundo numa residência existente, em 1844, na atual Rua Miguel Limaverde, à época conhecida como Rua Grande ou Rua do Comércio. Aquela casa pertencia ao coronel Pedro Pinheiro Bezerra de Menezes, e posteriormente foi desmembrada em duas residências. Ambas demolidas, quando do alargamento daquela rua, de forma insana, cuja consequência foi destruir o que restava do patrimônio arquitetônico do Crato, naquela rua, “para dar lugar à passagem de veículos automotores” (sic).

A outra versão, a que me parece mais certa, defende que o Padre Cícero nasceu numa casinha simples, em meio às árvores frutíferas, no terreno onde hoje se ergue o antigo Palácio Episcopal, localizado na atual Rua Dom Quintino, àquela época conhecida por Rua das Flores.

Irineu Pinheiro defendia o imóvel da Rua Miguel Limaverde, como o local do nascimento do Padre Cícero, baseado em depoimento de uma escrava da família do famoso sacerdote, conhecida como “Teresa do Padre”, uma mulher humilde e bastante estimada na cidade de Juazeiro do Norte, onde gozava a fama de uma pessoa virtuosa e de credibilidade.

Entretanto outro conhecido historiador, Padre Antônio Gomes de Araújo, escreveu este depoimento:
“Teresa do Padre, já começava a mergulhar no crepúsculo da própria memória, cuja desintegração começara”. Ou seja, a boa velhinha caminhando para os cem anos de idade, já não dominava mais a própria memória, deficiência física a que estamos sujeitos todos nós, quando a velhice irreversível nos domina.

Esta versão de que o Padre Cícero nasceu numa casinha simples, onde depois seria construído – por Dom Francisco de Assis Pires, segundo Bispo de Crato, tem outros defensores. Segundo depoimento prestado pelo cônego Climério Correia de Macedo ao Padre Antônio Gomes de Araújo – e incluído no livro “A Cidade de Frei Carlos – o velho cônego declarou: “Minha tia paterna, Missias Correia de Macedo, cortou o cordão umbilical do Padre Cícero numa casa que foi substituída pelo palácio de Dom Francisco". 

E continua Padre Gomes no seu livro acima citado: “É corrente que, no chão em que se ergue aquele palácio, havia de fato uma casa, que foi cenário, por exemplo, da recepção do Padre Cícero quando este chegou do Seminário de Fortaleza, ordenado sacerdote, bem como das festas que envolveram a celebração de sua primeira missa. É certo que dita casa pertenceu ao major João Bispo Xavier Sobreira (...) Com sua morte a dita casa passou à viúva, dona Jovita Maria da Conceição. Seus herdeiros venderam a casa a esta diocese”. Assim, tudo está a indicar que o Padre Cícero veio mesmo ao mundo numa casinha simples, entre árvores frutíferas, localizada no terreno onde hoje se ergue o desativado Palácio Episcopal.

Um dia o Crato voltará a dar prioridade à conservação do seu acervo histórico-cultural. Quem sabe, o Governo do Ceará providencie a colocação de uma placa, assinalando o local onde nasceu um dos mais conhecidos sacerdotes católicos do Brasil, o ilustre filho do Crato, Padre Cícero Romão Batista. No momento -- triste é reconhecer --, nossas autoridades não têm como prioridade preservar a memória histórica de Crato. Nosso patrimônio arquitetônico anda tão ultrajado e tão descaracterizado, que – nem de longe – lembra a outrora Capital da Cultura do Cariri...

(Texto e Postagem de Armando Lopes Rafael)

Várzea alegre – Vice-prefeito está fazendo um mandato nunca visto no município - Por Laéce Oliveira.


O casal Dr. Fabrício vice-prefeito e esposa Dra. Luciana vereadora desempenham aguerrido trabalho no município. Médico e casado com uma médica segundo ele por convicção o atual vice-prefeito de Várzea Alegre Dr. Fabrício Ferreira Rolim adentrou ao mundo da política, e tem desempenhado um trabalho de atuação na sua pasta que nunca fora realizado tamanho empenho por nenhum outro vice de outras gestões.

Os primeiros passos do Dr. Fabrício vieram do desejo de servir melhor ao povo com olhar diferenciado, sem objeções políticas partidárias. Seu lema é “Fazer o bem sem olhar a quem”. Acrescenta dizendo que seu partido é o povo e sua bandeira é Várzea Alegre.

Voltando a sua primeira tentativa na candidatura a vereador essa foi frustrada quando segundo o mesmo foi perseguido pela própria coligação que o tirou naquela oportunidade o desejo de atuar no legislativo.

A derrota não intimidou o sonhador que só aumentou a sua paixão pela política. Ficando como suplente realizou vários encontros com outros suplentes inclusive manteve forte ligações em Brasília na tentativa de galgar forças e emplacar de vez na vida pública.

Passou a acreditar que uma sigla a qual fosse presidente lhe ajudaria na missão, e fundou o Partido Verde (PV) em Várzea Alegre. No mesmo ano apoiou e deu expressiva votação a então candidata a deputada estadual Ana Paula.

No pleito seguinte lançou novamente seu nome a vereador e foi eleito, passou poucos meses ao lado do prefeito na época Vanderlei e como tinha uma opinião diferenciada rompeu com a base e firmou com os vereadores de oposição.

Na bancada sempre foi de temperamento firme, questionava e levava discussões aos extremos e foi ganhando a confiança da população que começou a apontar seu nome para majoritária no município. O mesmo se empolgou e passou a declarar que seria candidato a prefeito de Várzea Alegre. Manteve esse perfil até o último momento, quando se rendeu a caminhar passo a passo e aceitou ser o vice na chapa do atual prefeito Zé Hélder.

Quando eleito o vice Dr. Fabrício reabasteceu suas energias e passou a desempenhar um trabalho diferente do que a população tinha hábito de ver, um vice-prefeito apenas auxiliando o gestor, e foi vendo o Dr. Fabrício querendo ir mais longe.

Como nas eleições também havia elegido a esposa Dra. Luciana a vereadora passou a prestar um serviço mais audacioso, sem tomar conhecimento de timidez, o vice-prefeito praticamente vem mostrando uma ação a cada semana. O político que mais visita os distritos e busca está na casa do povo sentindo a real necessidade de cada ser humano.

Lutou e conseguiu algo histórico para uma cidade de interior, um gabinete próprio para atender a população. Dr. Fabrício e Dra. Luciana uniram forças e com mesmo objetivo estão desenvolvendo um trabalho que gera inquietação nas colunas políticas de situação e oposição. De uma coisa o ilusionário mundo político vai sabendo que com as inovações e ganho de conhecimento do povo, o bom político tem que sofrer e rir junto com o povo, e sem demagogia.

E mesmo sendo muito cedo, são os primeiros meses de um mandato de 4 anos, mais há quem aposte que novamente o Dr. Fabrício está com um olhar bem focado no majoritário. Se existe ou não esse ardente desejo, pelo menos um trabalho intenso de ações e contatos estão pairando nos cantos e recantos da terra de Papai Raimundo.

Tá feia a coisa: soldados venezuelanos atravessam fronteira para roubar e pedir alimentos na Guiana

Tropa teria pedido desculpas pelo incidente e justificado que estão há 45 dias sem suprimentos
Fonte: Associated Press
Georgetown, 16 - O chefe de gabinete do Exército da Guiana disse nesta quarta-feira que as autoridades estão investigando relatos de que soldados da Venezuela atravessaram a fronteira do país em busca de alimentos.

O general Patrick West disse nesta quarta-feira que outras tropas serão enviadas para a região fronteiriça, em resposta à queixa de grupos indígenas na região da Guiana. West disse que os soldados venezuelanos pediram comida e outros suprimentos, além de roubar moradores da região.

O Ministério dos Assuntos Indígenas do país informou que os soldados venezuelanos pediram desculpas aos soldados da Guiana pelo incidente recente e disseram que não foram reabastecidos em 45 dias, em meio à profunda crise econômica em seu país. As tropas venezuelanas até agora foram amplamente poupadas da escassez de alimentos generalizada no país.

Juiz determina que herdeira de Banco pague primeiro suas dívidas, antes de doar R$ 500 mil a Lula

Fonte: Coluna Monica Bérgamo, "Folha de S.Paulo", 17/08/2017

DEVO E NÃO NEGO
Lula vai ter que esperar: a Justiça determinou que Roberta Luchsinger, herdeira de um acionista do banco Credit Suisse que pretende doar R$ 500 mil ao ex-presidente, pague antes uma dívida de R$ 62 mil cobrada dela judicialmente por uma loja de decoração.

EM PÚBLICO
Na decisão, o juiz Felipe Albertini Nani Viaro, da 26ª Vara Cível, afirmou que, "tendo em conta as declarações públicas" de Luchsinger, que disse à Folha que faria a doação ao petista, ele deferia o pedido de execução imediata da dívida. Determinou ainda que ela deve "abster-se de qualquer ato de disposição graciosa dos bens" até que salde o débito.

MOBILIÁRIO URBANO
Roberta diz que pagou por um serviço terceirizado e que está sendo cobrada novamente. "Inclusive eu movo ação contra a empresa que me processa", afirma. O advogado dela, Paulo Guilherme de Mendonça Lopes, diz que a cliente encomendou móveis que ficaram "muito mal feitos" e ainda assim saldou parte do serviço.

Alvo de pedido de expulsão, Kátia Abreu é suspensa pelo PMDB - Por Thiago Faria, O Estado de S.Paulo.


O PMDB decidiu nesta quarta-feira, 16, suspender temporariamente a senadora Kátia Abreu (TO) das atividades partidárias. Ela é alvo de um pedido de expulsão do partido, que ainda deve ser analisado pela Executiva da sigla. 

Em relação ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), também alvo de pedido de expulsão, a Comissão de Ética decidiu dar prosseguimento ao pedido e já designou um relator para o caso.

Kátia e Requião são críticos ao governo de Michel Temer e têm atuado no Senado de forma contrária às orientações do Planalto. 

A senadora já deu indicações que deve deixar a sigla, enquanto o senador paranaense tem dito que vai brigar para permanecer na legenda à qual é filiado desde a década de 1980.

COLOCAÇÃO FANTÁSTICA - Postagem do Antônio Morais


Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha do fato de seu pai ser de direita e, portanto,contrário aos programas e projetos socialistas que previam dar benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos aos que tinham mais dinheiro.

A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia de seu pai era equivocada. Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai. Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar-lhe que estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita.

No meio da conversa o pai perguntou: - Como vão as aulas? - Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 9, mas me dá muito trabalho consegui-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente. O pai prosseguiu: E a tua amiga Sônia, como vai?
Ela respondeu com muita segurança: - Muito mal. A sua média é 3, principalmente, porque passa os dias em shoppings e em festas. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Com certeza, repetirá o semestre.

O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou: - Que tal se você sugerisse aos professores, ou ao coordenador do curso para, que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sônia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas. Ela indignada retrucou: Por quê?! Eu estudei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sônia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.

Seu pai, então, a abraçou carinhosamente, dizendo: - Bem-vinda à Direita! O PT é o partido que tira de quem trabalha para distribuir para quem não trabalha' Meu maior medo é que quando a metade trabalhadora se der conta, aí poderemos ter o começo do fim da nação. Entendeu, ou quer que desenhe?

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Haja Saudades - Por Antônio Morais.

José Batista Rolim "In Mimoria".

Em meados da década de 60 do século passado, eu lá com os meus  14 anos, trabalhava nos dias de feira  na Casa Santa Inês de propriedade dos ilustres e nobres amigo José Batista Rolim e dona Iaci.

Na parte da manhã o movimento era grande, mas à tarde folgava e os senhores Andrezinho Batista, Quinco Batista, tios dos proprietários e o primo André Costa sentavam no balcão  e levavam  um lero animado e prazeroso de ouvir.

Certa feita, num dia movimentado, chegou um caboclo do sitio Monte Alegre, já da parte de Farias Brito da família "Manassés" e procurou um chapéu de massa.

Tem da marca Prada? Sim. Tem Ramenzone? Sim. Tem Cury? Sim. Tem com a aba menor? Sim. Tem preto? sim. Bege? Sim. O fato é que o balcão ficou coberto de cachas e chapéus. 


O caboclo  botou um na cabeça e continuou com a escolha. Tem esse, tem quele? Até se despedir e saiu da loja levando o que estava na cabeça.

José Rolim me olhou e disse : Antônio  peça a ele para voltar aqui. Eu quero falar com ele. Segui, acompanhei o caboclo e ele voltou mais desconfiado do que  esses meninos traquinas quando ficam frente a frente com Sérgio Moro.

Entrou na loja e José Rolim perguntou : Resolveu levar esse aí mesmo?  O sujeito se desmanchou em desculpas:  Seu Zé Rolim, perdoe-me é que eu me esqueci. 

E, José Rolim com a calma e sabedoria  do mundo toda disse : Tem problema não meu amigo, mas, quando agente esquece faz é deixar!

Saudades de Zé Rolim, de sua decência, sua honradez e probidade, de quem sou um eterno devedor.

CNBB estimula Jornada de Oração e Jejum pelo Brasil por ocasião do Dia da Pátria

Fonte: Site da CNBB
 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convida a todos para uma Jornada de Oração pelo Brasil, a ser realizada nas comunidades, paróquias, dioceses e regionais do país, de 1º a 7 de setembro próximo. Os bispos decidiram mobilizar os cristãos, por meio da oração, após a análise da realidade brasileira feita na última reunião do Conselho Episcopal Pastoral da entidade, dias 10 e 11 de agosto.

O Dia de Oração e Jejum sugerido é o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil. Além da carta, enviada a todos os bispos brasileiros, foi enviada também uma oração a mesma enviada por ocasião da celebração de Corpus Christi, com uma pequena adaptação na última prece.
Segundo o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, a Jornada de Oração é uma oportunidade para que os cristãos e pessoas de boa vontade que querem um Brasil melhor, mais fraterno e não dividido se unam.

    “Nós estamos necessitados de um novo Brasil, mais ético; de uma política mais transparente. Nós não podemos chegar a um impasse de acharmos que a política pode ser dispensada. A política é muito importante, mas do modo do comportamento de muitos políticos, ela está sendo muito rejeitada dentro do Brasil. Nós esperamos que esse dia de jejum e oração ajude a refletir essa questão em maior profundidade.”

Um dos trechos da oração, encaminhada a todos os bispos do país pelo Consep, pede:
    “Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejamos atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos”.

Caravana eleitoral de Lula no Nordeste enfrenta percalços e dificuldades

Fonte: "Folha de S.Paulo", 16-08-2017
A caravana que será iniciada nesta quinta (17) em Salvador e passará por 28 municípios nordestinos demandou engenharia complexa para conciliar homenagens ao ex-presidente em nove Estados. Concessão de títulos de "Doutor Honoris Causa" são contestados na Justiça; Mesas diretoras de Câmara de Vereadores se negam a participal de entrega de títulos de "Cidadão Honorário".
Para sua galera, Lula é apresentado como um "perseguido"

 A agenda da viagem do ex-presidente Lula pelo Nordeste incluirá o encontro com um reitor que foi ameaçado, uma honraria que está sendo contestada na Justiça e a entrega de um título de cidadão proposto há duas décadas.Na Paraíba, o ex-presidente vai receber um título de cidadão de João Pessoa proposto em 1997 pelo então vereador Júlio Rafael (PT), morto em 2013. A proposta, aprovada na época, foi resgatada pelo vereador Marcos Henriques (PT).

O ato, contudo, acontecerá sem a presença da Mesa Diretora da Câmara: "Não vamos participar. Entendemos que é um contrassenso entregar um título a alguém condenado por corrupção", diz o vice-presidente da Câmara, vereador Lucas de Britto (PSL).A honraria de duas décadas atrás foi a solução encontrada após a entrega de título de doutor honoris causa ao ex-presidente não ter sido confirmada pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba).

O ato chegou a ser divulgado pelo PT, mas a reitora Margareth Diniz informou que não teria tempo hábil para organizar a solenidade. Segundo ela, "não há viés político" na decisão de postergar a entrega do título, aprovado pela universidade em 2011.Em Alagoas, por outro lado, a entrega do título de doutor honoris causa a Lula foi confirmada pela Uneal (Universidade do Estado de Alagoas). O ato acontecerá na quarta (23) em Arapiraca.

O reitor da universidade, Jairo José Campos da Costa, diz ter sido ameaçado de morte no final de julho, dias depois da divulgação da homenagem (leia texto abaixo).Já na Bahia bastaram três semanas para que a Universidade Federal do Recôncavo propusesse, aprovasse e marcasse a data para a entrega de honraria semelhante.

O vereador de Salvador Alexandre Aleluia (DEM), porém, entrou com ação popular na Justiça Federal pedindo a suspensão da homenagem. "A gente não pode achar normal que se conceda uma honraria a uma pessoa que foi condenada. Criminoso não merece título, merece sentença", diz o vereador, que também questiona o uso da universidade como palco de "campanha antecipada".Em entrevista a uma rádio, o ex-governador Jaques Wagner (PT-BA) disse que o vereador era movido pela "inveja". "Quem sabe, se trabalhar, ele pode chegar ao nível que o presidente Lula chegou."

Em Estância (SE), o vereador Sandro de Bibi (PRB) entrou com um pedido de anulação do título de cidadão que será concedido ao ex-presidente. Ele alega que a homenagem foi aprovada em regime de urgência, desrespeitando o regimento interno.O PT também teve que mudar a programação em Salvador –um ato que seria realizado no Cerimonial Pupileira, administrado pela Santa Casa da Bahia, foi transferido para a área interna do estádio da Fonte Nova.

Presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação afirma que a administração da Santa Casa vetou o uso do local, alegando que seria inadequado para eventos políticos. Jaques Wagner disse que houve "preconceito" com Lula.A Santa Casa nega veto e diz que o ato foi anunciado no local pelo PT antes que um contrato fosse firmado.

Uma palavra amiga - Postagem do Antônio Morais.


Deus é o autor da vida e não da morte. A pessoa morre antes do tempo porque quer, porque assim se determina. O álcool, os tóxicos, e o fumo diminuem a vida. Embora quem esteja dependente deles diga que não tem problema, que isso é invenção da medicina. Deus não quer o mal, mas o homem se destrói. Causa o mal para si mesmo e para os outros.

Não seria melhor que, em vez de ficar procurando justificar os vícios, agente tivesse um pouco mais de personalidade, reagisse e se libertasse deles?

Aqueles que nos levam para o abismo dos vícios, certamente não irão pagar por nós as funestas consequências dos mesmos.

PJ

JOESLEY NA MIRA - Por Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo.


A toda hora surge um dado novo ameaçando as benesses mais do que camaradas do acordo de delação premiada entre a PGR e os irmãos Joesley e Wesley Batista, da J&F. A opinião pública ficou perplexa com a facilidade com que eles corromperam todo mundo, prepararam uma cilada para o presidente da República e se mandaram para os EUA, com passaportes, avião, lancha e luxo. Agora, é a própria Lava Jato que se insubordina contra isso.

O primeiro recado foi do plenário do Supremo, que abriu uma porta para a revisão do acordo dos Batista. Em seguida, a PF divulgou relatório atestando a inutilidade da delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado contra os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney. Foi considerado a primeira de uma série de contestações aos acordos, inclusive dos irmãos da J&F. E foi mesmo.

Logo depois, veio à tona outro parecer da PF afirmando que três delatores-chave da Lava Jato apontaram “visões conflitantes” e “em nada auxiliaram” o inquérito contra o ex-ministro Antonio Palocci: o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e o operador de propinas Fernando Baiano. Foi mais um sinal de alerta para Joesley e Wesley Batista.

Agora, uma bomba, ou uma briga em família. A própria mulher de Joesley, jornalista Ticiana Villas Boas, desmente a versão do lobista da JBS Ricardo Saud de que, num jantar no apartamento do casal, houve acertos de propina para o deputado Fábio Faria (PSD-RN), casado com Patrícia Abravanel, do SBT. Em telefonema gravado, Ticiana diz a Patrícia que é “um absurdo” e se oferece para testemunhar a favor do casal.

Para piorar, o procurador Ivan Cláudio Marx, do DF, diz que Joesley falou só por falar de uma conta ilícita de US$ 150 milhões para os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, porque não há nenhuma prova disso. Na sua delação, Joesley não apenas citou os dois e os valores da propina como especificou que seriam contrapartida para aportes bilionários do BNDES para o Grupo J&F. Mas não provou.

A conclusão do procurador Marx, designado para cuidar do caso na primeira instância, pode ser muito boa para Lula e Dilma, mas é muito ruim para os até agora impunes Joesley e Wesley. Primeiro, porque mentiras podem gerar a anulação dos benefícios do acordo de delação. Segundo, porque uma das principais críticas é que eles focaram em Temer e deixaram de fora Lula.

A J&F só virou uma potência mundial no governo Lula, que abriu os cofres do BNDES para os “campeões nacionais” e foi de uma generosidade ímpar com os irmãos goianos. Mas, na delação, Joesley só gravou e prejudicou Temer, que pouco conhecia e cujo governo havia negado um salto importante do grupo: a transferência oficial da sede para a Irlanda.

É legítimo supor que Joesley citou as contas de Lula e Dilma porque tinha de falar qualquer coisa contra eles, mas sabendo que não haveria consequências. Uma conta sem nomes? Espertamente, teria fingido delatar os dois, criando uma história que daria “carne aos leões” da Lava Jato e viraria pó na justiça. Teria sido deliberadamente algoz de Temer, protegendo seus reais parceiros. Esse é um dos nós do acordo de delação, lembrando que, com uma eventual revisão, as benesses caem, mas o efeito das delações continua.

Há, ainda, a CVM contra operações de câmbio e de ações da JBS justamente quando explodiu a delação. A defesa diz que foi “coincidência”, mas é difícil derrubar a suspeita de “informação privilegiada”, que também pode atingir o acordo de delação. A velha ganância ameaça as espetaculares vantagens que Joesley e Wesley receberam ao tentar derrubar Temer. O presidente escapou da guilhotina, mas os irmãos podem estar a caminho dela.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Comissão conclui votação de relatório e aprova 'distritão' e fundo eleitoral - Por Bernardo Caram, G1, Brasília.


Texto altera o sistema eleitoral e cria um fundo abastecido com recursos públicos para financiar campanhas. Proposta seguirá agora para análise, em dois turnos, no plenário da Câmara. Deputados da comissão especial concluíram no início da tarde desta terça a votação da PEC da reforma política.

A comissão especial da Câmara que analisou nos últimos meses uma proposta de reforma política concluiu nesta terça-feira (15) a votação do relatório que estabelece o "distritão" para as eleições de 2018 e cria um fundo para bancar as campanhas com dinheiro público.

Entenda: as regras do "distritão"
O texto agora seguirá para análise do plenário da Câmara. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, deve passar por dois turnos e obter em cada um o apoio mínimo de 308 dos 513 deputados. Se for aprovada, a reforma seguirá para o Senado. Para as mudanças passarem a valer já nas eleições de 2018, precisam ser aprovadas na Câmara e no Senado até 7 de outubro. Por isso, o Congresso corre contra o tempo.

A sessão da reforma política nesta terça começou com 1h30 de atraso. Depois que foi aberta, no entanto, os deputados concluíram a votação do relatório em menos de 15 minutos. Com o texto-base aprovado na última semana, restava apenas a análise de duas sugestões de mudanças na proposta.Saiba abaixo como ficou a versão final da proposta da reforma política aprovada pela comissão:

'Distritão'
A proposta estabelece o "distritão" para as eleições de 2018 e de 2020. Hoje, deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos no modelo proporcional com lista aberta. Somados os votos válidos nos candidatos e no partido ou coligação, é calculado o quociente eleitoral, que determinará o número de vagas a que esse partido ou coligação terá direito. Os eleitos são os mais votados dentro do partido ou coligação, de acordo com o número de vagas.

Com o "distritão", cada estado ou município vira um distrito eleitoral. São eleitos os candidatos mais votados dentro do distrito; Não são levados em conta os votos para partido ou coligação. Na prática, torna-se uma eleição majoritária, como já acontece na escolha de presidente da República, governador, prefeito e senador. O "distritão" é criticado por PT, PR, PSB, PRB, PDT, PCdoB, PPS, PHS, Rede, PV, PEN e PSOL, que argumentam que esse formato enfraquece as legendas.

Os partidos dizem entender que a medida vai encarecer as campanhas individuais e somente os candidatos mais conhecidos conseguirão se eleger, dificultando o surgimento de novos nomes na política. Partidos que defendem o "distritão" afirmam, porém, que o modelo acabará com os chamados "puxadores de votos", candidatos com votação expressiva que ampliam o quociente eleitoral do partido ou coligação e garantem vagas para outros candidatos, mesmo que esses "puxados" tenham votação inexpressiva. O "distritão" já foi rejeitado pelo plenário da Câmara, em 2015, quando a Casa era comandada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Nos últimos dias, porém, o sistema ganhou força entre parlamentares e lideranças partidárias.

Fundo de campanha
O projeto institui o Fundo Especial de Financiamento da Democracia, mantido com recursos públicos previstos no Orçamento. O valor do fundo será de 0,5% da Receita Corrente Líquida do governo em 12 meses, o que corresponderá a cerca de R$ 3,6 bilhões em 2018. Outra comissão da Câmara que discute a reforma política pode votar, também nesta terça, o relatório de um projeto de lei que, entre outros pontos, regulamenta a distribuição dos recursos do fundo entre partidos e candidatos.

Eleições de 2022
A partir de 2022, conforme o texto aprovado na comissão, será adotado o sistema "distrital misto" nas eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador. O modelo é uma mistura dos sistemas proporcional e majoritário. No "distrital misto", a eleição dos deputados federais, por exemplo, seria assim:
O eleitor vota duas vezes: em um candidato do distrito e em uma lista fechada de candidatos estabelecida pelos partidos. Metade das vagas vai para os candidatos mais votados nos distritos. A outra metade é preenchida pelos candidatos da lista partidária.

Vacância da Presidência
No caso de vacância da Presidência da República, será feita eleição 90 dias após a vaga aberta. Se a vacância ocorrer no último ano do mandato presidencial, será feita eleição indireta, pelo Congresso, até 30 dias após a abertura da vaga. A regra também valerá para governadores e prefeitos.

Mandato nos tribunais
O texto prevê mandato de dez anos para integrantes de tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU) não têm mandato, mas são obrigados a se aposentar compulsoriamente aos 75 anos.

Na prática, todos os membros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal Militar e dos Tribunais de Contas da União, estados e municípios terão mandatos de 10 anos.

Nos casos dos outros órgãos, como Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e tribunais federais, a limitação valerá apenas para aqueles que forem indicados pelo Ministério Público ou que sejam representantes dos advogados. O mandato dos membros dos tribunais eleitorais será de quatro anos, sem possibilidade de recondução. Na regra atual, eles têm mandato de dois anos, que podem ser prolongados por mais dois anos. A regra não valerá para os atuais membros dos tribunais. Somente aqueles indicados após a possível promulgação da proposta passarão a ter o limite de mandato.

Posses no Executivo
As datas das posses dos eleitos passarão a ser as seguintes:
6 de janeiro: governadores e prefeitos;
7 de janeiro: presidente da República;
1º de fevereiro: deputados e vereadores.

Ministro trava há 75 dias julgamento sobre foro - Por Josias de Souza.


No Brasil das delações, foro privilegiado virou um outro nome para impunidade. Enquanto juízes como Sergio Moro e Marcelo Bretas produzem condenados em série, o Supremo Tribunal Federal vai se transformando num Éden para parlamentares e autoridades processadas por corrupção. Isso poderia mudar. Mas o ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte, não deixa. Ele está sentado há 75 dias em cima do processo que pode reduzir o alcance do foro privilegiado.

O processo que Alexandre de Moraes retarda foi relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso. No seu voto, Barroso sustentou que o Supremo só deve julgar autoridades por crimes cometidos durante e em razão do exercício do cargo público. Prevalecendo esse entendimento, o grosso dos processos criminais que tramitam na última instância desceriam para a primeira instância do Judiciário.

Alexandre de Moraes pediu vista do processo numa sessão em que quatro dos 11 ministros do Supremo votaram a favor da limitação do foro especial. Mais dois votos e os encrencados graúdos serão enviados para a usina de sentenças da primeira instância. Enquanto o processo estiver na gaveta, os investogados não perdem por esperar. Ganham. Entre os beneficiados estão oito ministros de Michel Temer, ex-colegas de Alexandre de Moraes, que serviu ao governo Temer como ministro da Justiça.

Governo acha irregularidade em 60 mil benefícios assistenciais - Por Lalo de Almeida.


Brasileiros se aposentam mais cedo do que cidadãos de países de renda parecida. Governo encontrou beneficiários irregulares no programa, que atende idosos e pessoas com deficiência

Em busca de receitas e maior eficiência nos programas sociais, o governo deu início a um primeiro pente fino no BPC (Benefício de Prestação Continuada), direcionado a idosos e deficientes de baixíssima renda, e encontrou 60 mil benefícios irregulares.

Os cancelamentos gerarão uma economia inicial estimada em R$ 670 milhões.

O Ministério do Desenvolvimento Social encontrou 17 mil pagamentos a pessoas que já morreram. Esses casos totalizam R$ 190 milhões por ano e já foram cancelados.

Em outro cruzamento de dados, foram identificadas 43 mil pessoas que recebem o recurso mesmo possuindo renda maior que o valor fixado para entrar no programa.

Uma redução ainda maior de custos é esperada em 2018, quando peritos verificarão in loco as condições físicas e de moradia dos beneficiários.

Pelas regras, têm direito a um salário mínimo deficientes incapacitados e pessoas acima de 65 anos, nos dois casos com renda familiar inferior a um quarto do piso.

O programa, que atende hoje a 2,48 milhões de deficientes e 1,99 milhão de idosos e custa R$ 50 bilhões, não era revisado desde 2008.

As fiscalizações que vêm sendo realizadas em programas como auxílio-doença, Bolsa Família e aposentadoria por invalidez são consideradas pelo Ministério do Planejamento uma das fontes de receita para ajudar no cumprimento da meta fiscal.

A Lava Jato é coisa séria. Não tem vagas para um Rodrigo Janot - Por Augusto Nunes.


Para que a maior ofensiva anticorrupção da história do Brasil possa avançar sem sobressaltos provocados por um marmanjo resolvido a brincar de índio, tomara que tenha chegado ao fim o estoque de bambu armazenado por Rodrigo Janot. Seja quem for o alvo, todas as setas disparada na filial de Brasília pelo ainda procurador-geral da República só serviram para atrapalhar os trabalhos na sede da Lava Jato em Curitiba, que abriga profissionais sem tempo a perder com arcos e flechas.

Neste fim de semana, por exemplo, um punhado de contradições entre o que anda dizendo a mulher de Joesley Batista, Ticiana Villas Boas, e o que disseram o dono da J&F e seu parceiro de delação Ricardo Saud confirmaram que o acordo que pariu a meia delação premiadíssima foi mais uma flechada bêbada da versão brasileira do Inspetor Clouseau, o detetive trapalhão de A Pantera Cor-de-Rosa. Está claro que o Inspetor Janot foi tapeado (ou deixou tapear-se, o que dá na mesma) pelo empresário presenteado com um habeas corpus vitalício.

O Brasil decente exige que 1) o acordo seja anulado, 2) que os depoimentos recomecem do zero e 3) que o amigão de Lula pare imediatamente de fingir que mal conhece o ex-presidente que o ajudou a arrombar os cofres do BNDES. A prudência também recomenda que o atirador de flechas seja trancado numa maloca até que o surto passe ou seu mandato termine. A Lava Jato é coisa séria. Não tem vagas para um Rodrigo Janot.