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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 30 de junho de 2013

O dia em que Dilma cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros.


Há alguns meses eu fiz um plantão em que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.

Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós.

Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós.

Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse "não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como você. Como nós.

Pensei "meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu... Nãoooo..... Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui".

E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.

Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse "por que não me falou, levava no privado, Juliana!" Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá.

Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.

Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: "e você confia?".

"Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim."

Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.

Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.

Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.

Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção).

Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.

A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse.

E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil....

Para melhorar a qualidade....?

Sra "presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.

Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.

O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.

Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.

Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não.

Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.

Hoje, eu chorei de novo.

Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso é cirurgiã geral no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Rio de Janeiro.

Boa hora para Lula se mandar para a África, não? - Por Ricardo Setti


Pessoas próximas ao ex-presidente Lula informam que ele embarcou para a África.

O Brasil pegando fogo, e Lula, coerente com sua fuga das ruas de quem sempre se achou o dono delas, sumiu para bem longe.

A justificativa para esse novo sumiço — desde o caso Rosegate, sobre o qual não dá um pio há 217 dias, Lula não para de viajar para o exterior — é “participar de eventos sobre o combate à Aids e à fome”.

Procurando algo no site do Instituto Lula, encontra-se a informação seguinte:

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará no próximo domingo (30) e segunda (1º) de encontro de alto nível na sede da União Africana, em Adis Abeba, Etiópia, para discutir estratégias de combate à fome e à pobreza na África. O evento é organizado pela União Africana (que reúne todos os Estados do continente), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Instituto Lula e contará com parecença de chefes de Estado e ministros africanos e internacionais, além de acadêmicos, representantes de organismos multilaterais e organizações internacionais.”

Amanhã [hoje], sábado, 29, Lula estará em Lilongwei, capital do Malawi, no sudeste da África, para participar do primeiro encontro da Unaids, o programa da ONU para HIV/AIDS, em parceria com a revista médica britânica Lancet, “sobre a luta global contra HIV/AIDS”.

Haverá lugar de sobra na tribuna de honra - Augusto Nunes


A fuga de Lula e a mudez dos três parceiros informam: no Maracanã superlotado, vai haver lugar de sobra na tribuna de honra

Em silêncio sobre o caso Rose há 217 dias, faz 22 que Lula não abre a boca em público sobre as manifestações de rua que vêm ocorrendo em centenas de cidades desde 6 de junho. E vai fazer o que pode para continuar longe do assunto. Nesta sexta-feira, depois de permanecer enfurnado algumas semanas no Instituto Lula, o maior dos governantes desde Tomé de Souza tratou de afastar-se a jato - cedido por um empreiteiro amigo, naturalmente - de problemas antigos ou novos. E caiu fora do país que perdeu a paciência com os vendedores de fumaça que inventaram o Brasil Maravilha.

Como informa a coluna do meu irmão Ricardo Setti, o palanque ambulante foi tapear plateias na África. Além de escondê-lo de perguntas sobre o caso de polícia que protagoniza ao lado da segunda-dama Rosemary Noronha, além de poupá-lo de caçar explicações para a onda de descontentamento que varre o paraíso imaginário, a viagem livrou o foragido do dilema que atormenta a presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral  e o prefeito Eduardo Paes: ir ou não ir ao Maracanã neste domingo.

Antes de decidir o que fazer, a trinca de ases das urnas quer saber o que farão nas imediações do estádio os participantes da manifestação de protesto contra as patifarias bilionárias que transformaram a Copa de 2014 num monumento à ladroagem e à gastança. O jeitão assustadiço dos três parceiros reforça a suspeita de que, se soubessem dos planos de Lula, teriam garantido a pontapés uma vaga no jatinho do chefe. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, terá de ouvir desacompanhado a sequência de vaias.

O Maracanã estará superlotado. Mas haverá lugar de sobra na tribuna de honra.

sábado, 29 de junho de 2013

Cabo de guerra - Por Ilimar Franco, O Globo

O governo Dilma e a Câmara vão medir forças. O Planalto vai enviar sua proposta de plebiscito e vai insistir nela. Já os deputados terão de decidir entre viabilizar ou engavetar a consulta popular.

No governo, é sabido que a maioria dos líderes é contra, a despeito do apoio público. A avaliação da presidente é que o importante foi retomar a ofensiva política e o diálogo com a sociedade.

Comentário:

Uma presidenta que está impedida de ir a um estadio para não ser vaiada, está absolutamente sem condições de dialogar com a sociedade.  

Como dizia Leonel de Moura Brizola: O Lula é capaz de pisar no pescoço da mãe dele pelos seus objetivos.  Onde anda o Cara. 

Dilma que se cuide. Já vimos outros exemplos. Maluf /Pita.

Engolindo seco - Por Lauro Jardim


Lembrete incômodo no Planalto.

Durante a reunião com os líderes da Câmara, ontem, no palácio do Planalto, pelo menos em um momento Dilma Rousseff ouviu o que não quis.

Beto Albuquerque, homem de confiança e correligionário de Eduardo Campos, delicadamente, cutucou Dilma quando a turma tratava sobre as principais motivações dos manifestantes que vêm sacudindo o país.

Lembrou Albuquerque:

- Sabemos da importância da reforma política, mas, presidenta, a economia do país vai mal. As prioridades, mais do que nunca, são educação, saúde e segurança pública.

Vem prá rua, Lula! Vem! - Por Ricardo Alcantara


Quando eu era menino – infelizmente, faz muito tempo – havia um curioso personagem de histórias em quadrinhos chamado Gasparzinho. Era um fantasminha esperto, que surgia e desaparecia ao sabor das circunstâncias e de acordo com seus próprios interesses.

Agora, veja como as aparências enganam: o Lula, por exemplo, está vivo, embora se finja de morto quando as ruas do país, em chamas, exigem reação, ainda que tardia, do governo de seu partido a problemas que ele prometeu enfrentar, quando chegasse ao poder.

Como o fantasminha malandro, Lula “só vai na boa”: injustificavelmente distante de conflitos que em muito dizem respeito a decisões tomadas no seu próprio governo, a maior liderança popular do país sumiu, evitando ser identificado com sua própria obra.

É evidente, nenhuma manobra é definida no Palácio do Planalto sem que ele seja ouvido. Se está por trás de tudo, por que não mostra a cara? Pelo menos para que nos explique o porquê da nossa copa – a sua copa – custar o mesmo valor das três últimas juntas.

Pela liderança que detém, a omissão de Lula é uma irresponsabilidade. Mas há, nesta irresponsabilidade, muito mais esperteza do que covardia: se agora rasgam nas ruas bandeiras do partido dele, como reagiriam se o ex-presidente mostrasse a cara?

O PT preserva Lula porque Lula é o seu pré-sal, a fonte inesgotável de popularidade que poderá ser convocada, se necessário, pois, por mais que recupere parte de sua sintonia com as ruas, o élan reformista do governismo deverá alcançar 2014 muito desbotado.

Digo “deverá” porque não é possível ainda projetar os efeitos que os eventos de agora terão sobre as eleições do próximo ano e isto de tal modo que, em verdade, trabalha-se em Brasília, e freneticamente, é para que 2014 aconteça na forma juridicamente prevista.

Não é outra, a fonte de inspiração para a presteza com que agora o parlamento pratica seu delivery para causas reclamadas há tanto tempo, senão a necessidade de atualizar-se com as ruas de modo que seus clamores não avancem com maiores expectativas de ruptura.

Ao contrário do que muitos previram (entre os quais, em penitência, me incluo), houve, sim, maior razoabilidade entre os aliados de centro do governo para acolher uma parcela das questões reclamadas, oferecendo alguns anéis antes que lhe cortassem os dedos.

Sugere-se aos militantes em rede que cobrem as praças do país que coloquem no circuito virtual uma nova adaptação da hastag que marca o movimento: # vem prá rua, Lula! Vem, e explica prá gente como foi que o “espetáculo do crescimento” deu nisso tudo.

Blog do Eliomar de Lima

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pela beatificação de Dom Hélder Câmara.


Católicos ligados aos setores mais à esquerda da Igreja Católica iniciaram movimento visando à beatificação de Dom Helder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife, falecido em 1999.

O tema será debatido com o Papa Francisco agora em julho, durante a Jornada da Juventude, no Rio.

Gastos de Rose são classificados como ‘reservados’ - Por Thiago Herdy, O Globo


A Presidência da República classificou como “reservados” os gastos da ex-chefe do escritório do governo em São Paulo Rosemary Noronha (foto abaixo) com o cartão corporativo. Com isso, só será possível saber como a servidora usou o cartão daqui a cinco anos, conforme previsto na legislação. A classificação foi feita sob a justificativa de que as informações “colocariam em risco a segurança da presidente e vice-presidente da República, e respectivos cônjuges e filhos”.

Há seis meses, O GLOBO solicita acesso ao extrato de gastos da ex-servidora e cobra a divulgação nos moldes em que a Controladoria-Geral da União (CGU) já divulga despesas de servidores, por meio do Portal da Transparência. No entanto, a Presidência se recusou a apresentar os dados, em todas as instâncias de recurso.

A Operação Porto Seguro, deflagrada em 23 de novembro pela Polícia Federal, foi a maior bomba do ano no governo Dilma Rousseff e revelou uma herança maldita da era Lula chamada Rosemary Nóvoa de Noronha. 

A ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, indicada por Lula quando presidente – que pediu a Dilma que não a demitisse ao assumir o cargo – foi apontada como braço político de uma quadrilha de venda de pareceres de órgãos públicos comandada pelos irmãos Paulo e Rubens Vieira. Ambos foram indicados para cargos de direção em agências reguladoras por Rosemary, que usava o nome de Lula para fazer tráfico de influência. O escândalo também causou a queda do número dois da Advocacia-Geral da União, José Weber de Hollanda, e abalou a credibilidade do advogado-geral, Luís Inácio Adams, com a presidente. Segundo o delator do esquema, o ex-ministro José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, também tinha interesses no esquema. Dezenove pessoas foram indiciadas por formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e corrupção ativa e passiva.

O despreparo confirmado - O Estado de S. Paulo

Custa crer que a presidente Dilma Rousseff tenha falado sério quando propôs um "plebiscito popular" - existe outro? - para a convocação de uma Assembleia Constituinte, sem a participação dos atuais legisladores, com a incumbência exclusiva de fazer a reforma política.

Essa foi a principal enormidade que apresentou na reunião de emergência da segunda-feira com os 27 governadores e 26 prefeitos de capitais, convocada para a presidente mostrar serviço à rua.

Ela também pediu pactos nacionais para, entre outras coisas, tipificar a "corrupção dolosa" - existe outra? - como crime hediondo e pela responsabilidade fiscal para conter a inflação.

Eis um faz de conta: ninguém contribuiu tanto para desmoralizar esse princípio do que o atual governo com a "contabilidade criativa" a que recorre para tapar os seus desmandos fiscais.



A ideia da Constituinte exclusiva - que teria sido soprada para a presidente pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador do Ceará, Cid Gomes - foi defendida pelo então presidente Lula na campanha reeleitoral de 2006, para exorcizar o mensalão denunciado no ano anterior.

É um delírio político e jurídico. Chegue como chegar a respectiva proposta ao Legislativo, são remotas as chances de ser aprovada. É mais fácil Dilma se transformar da noite para o dia numa chefe de governo afável, pronta a ouvir e a respeitar os seus subordinados do que os congressistas entregarem de mão beijada a terceiras pessoas a atribuição, esta sim de sua alçada exclusiva, de aprovar mudanças na legislação eleitoral e partidária.

E, raciocinando por absurdo, se o fizerem, a lei que vier a ser sancionada pela presidente deverá ser abatida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Barbosa defende voto distrital e vê 'grave crise' - Carolina Brígido, O Globo


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa (foto abaixo), defendeu o voto distrital e o “recall” para políticos nesta terça-feira. A proposta é que os eleitores fiscalizem os atos dos eleitos para ocupar cargos públicos. Caso as autoridades não estejam fazendo jus aos mandatos, a sociedade teria o direito de expulsar o político do cargo e eleger novo ocupante.

O ministro deu a declaração em entrevista concedida após reunião com a presidente Dilma Rousseff, a quem sugeriu propostas para resolver o que chama de “crise grave de representação política” no país. Embora não tenha exposto o “recall” à presidente, ele aproveitou a ocasião para criticar os partidos políticos brasileiros.

Não falei para a presidente, mas sou inteiramente favorável, acho que seria medida adequada à nossa realidade, adotar a possibilidade do recall. O que é o recall? A pessoa é eleita, claramente identificada como eleita, havendo a possibilidade de o mandato ser revogado por quem a elegeu, ou seja, os próprios eleitores. Medida como essa tem o efeito muito claro de criar uma identificação entre o eleito e eleitorado, impor ao eleito responsabilidade para com quem o elegeu. (Isso) falta ao sistema político brasileiro, especialmente na representação dos órgãos legislativos - afirmou.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ACORDANDO O GIGANTE - Por Mundim do Vale.

ACORDA  BRASIL  GIGANTE.

O gigante tá dormindo
E o corrupto acordado,
Nesse sono demorado
Os valores vão sumindo.
A saúde vem caindo
Faliu a educação
E ninguém ver solução
Só se ver reuniões.
Nunca puniram os anões
Nem ninguém do mensalão.

Gente pobre almoça um ovo
E à tarde janta  a casca,
Desse jeito quem le lasca
É somente o nosso povo.
- Brasil, se cubra de novo
Onde não seja deserto,
Que tenha gente por perto
Mas que não seja europeu.
Pra não mandar no que é seu
Depois que for descoberto.

Meu Brasil, olhe pra frente
Tu tá dormindo demais,
Tão vendendo as estatais
E nós ficando indigente.
Vamos mostrar essa gente
Que nós somos contra a PEC.
Ajude a abrir o leque
Mas não queira oportunismo.
Que a gangue de vandalismo
Quer nos fazer de moleque.

Vamos pra rua, guerreiro
Mas só pra repudiar,
O país tem que parar
Com os desvío de dinheiro.
Nosso Brasil brasileiro
Caminha no lado inverso,
Com o nepotismo perverso
Contra a nação brasileira.
Vamos erguer a bandeira
Pedindo ordem e progresso.

Mundim do Vale.

STF decreta prisão imediata de deputado condenado em 2010.


Natan Donadon é o primeiro parlamentar no cargo a cumprir pena de reclusão.

Brasília - O plenário do Supremo Tribunal Federal determinou, nesta quarta-feira (26/6), a expedição de mandato de prisão contra o deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), para o cumprimento da pena a que foi condenado pela Corte, em dezembro de 2010, de 13 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão, por crimes de formação de quadrilha (2 anos e 3 meses)  e peculato (11 anos, 1 mês e 10 dias). A decisão foi tomada por 8 votos a 1, vencido o ministro Marco Aurélio.

O deputado Donadon - no exercício de seu terceiro mandato – chegou a renunciar ao mandato às vésperas das eleições de 2010, mas concorreu ao pleito e foi reeleito. Ele era o principal réu da Ação Penal 396, e foi o segundo parlamentar julgado e punido pelo STF com penas de reclusão.

Na sessão desta quarta-feira, a ministra-relatora Cármen Lúcia levou a julgamento os embargos declaratórios que ainda impediam a decretação da prisão imediata do parlamentar. Ela demonstrou que não havia nos recursos (inclusive embargos de declaração nos embargos de declaração) pontos omissos, obscuros ou contraditórios no acórdão do julgamento, que foi publicado em março último. E que os recursos tinham caráter meramente protelatório. Todos os demais ministros presentes à sessão acompanharam a relatora, com exceção de Marco Aurélio, que já defendia a tese de que a ação penal deveria ter sido enviada para a Justiça comum, em 2010, quando da renúncia do parlamentar.

Trânsito em julgado

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Meu Jesus maravilhoso, és
Minha inspiração a prosseguir
E mesmo quando tudo não vai bem
Eu continuo olhando para ti

Pois sei que tu tens o melhor pra mim
Há um segredo no meu coração
Oh! Dá-me forças pra continuar
Guardando a promessa em oração

Firme, oh! Deus está meu coração
Firme nas promessas do Senhor
Eu continuo olhando para ti
E assim eu sei que posso prosseguir

E mesmo quando eu chorar
As minhas lágrimas serão
Para regar a minha fé
E consolar meu coração
Pois o que chora aos pés da cruz
Clamando em nome de Jesus
Alcançará de ti Senhor
Misericórdia, Graça e luz

Meu grande amor não cessa
Eterno não tem fim
Quão grande és tu senhor
Quão grande és pra mim
Tua graça é meu refugio
Descanso em teu poder
Maravilhoso é
Maravilhoso és pra mim

Kleber Lucas

Governo Dilma Inaugura Hospital na Palestina.


Ministro Padilha se emociona na inauguração do hospital na Palestina pago com dinheiro do brasileiro. Ministro da Saúde Alexandre Padilha durante recepção em Tel Aviv

 Enquanto a arrecadação de impostos bate todos os recordes, a saúde publica brasileira está abandonada por esse governo, e como se não bastasse, esse mesmo governo investe o dinheiro público em hospitais em outros paises. Nada contra a ajudar países em dificuldades, mas deixar ao relento o próprio povo e pagar o bem estar de outros como o nosso dinheiro é no mínimo uma falta de respeito, uma humilhação que nos deixa de boca aberta. Como pode um governo construir um hospital na Palestina enquanto os nossos hospitais estão sucateados e não vem nenhum investimento da anos? Pagar US$ 10 milhões em um outro país, é o absurdo do absurdo!

Façamos uma análise do que acontece na saúde pública brasileira enquando o safado do Ministro Padilha se emociona em Dura (Palestina) na inauguração do Hospital onde dos US$ 10 milhões investidos para construi-lo, US$ 4 milhões são provenientes do ministério da saúde, “dinheiro do povo brasileiro”.

No Rio de Janeiro o desespero de uma médica que sozinha deve atender dezenas de pacientes, mostra a realidade que o governo não quer ver ou faz de conta que não vê. Essa heroína denuncia a incompetência e o descaso dessa classe de governantes, mostrando que hospitais do Rio não atendem por falta de médico, camas, medicações e o pior, é que os médicos devem trabalhar em condições sub humanas e recebendo salários de miséria, mas US$ 10 milhões podem ser gastos para construir hospitais em  outro país; e o Governo carioca está preocupado com a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Um absurdo! 

No Rio Grande do Norte, o hospital Walfredo Gurgel não tem verbas nem para comprar fio de aço para suturar pacientes que sofreram interventos cirúrgicos, como denuncia o Dr. J. Cavalcanti, que publicou um video choque onde mostra um paciente aberto na sala de cirurgia por falta desse material. “Mas podemos gastar US$ 10 milhões na Palestina”.

Em 2012, Hospital São Paulo cancelou 1500 cirurgias por falta de verbas, pois o Governo Federal não repassou as verbas. Foram incluídas nos US$ 10 milhões para a Palestina?


Em Rondônia, no Hopistal de Base em Porto Velho, mulheres grávidas em trabalho de parto, esperam atendimento deitadas no chão, pois hospital superlotado não tem leitos para atender à população, um escândalo, um crime e um descaso com a população. Será que os US$ 10 milhões poderiam ajudar a melhorar essa situação?

E ainda querem importar médicos cubanos para virem “trabalhar” no Brasil em uma incoerência total ou em algo oculto que a maioria do povo não vê, mas nós sim.

Esses são apenas 4 exemplos, mas que fazem o real retrato do Brasil e de seus governantes no que concerne a saúde pública, mas o pior disso tudo é que o povo brasileiro é passivo e não reage, ficam se lamentando do governo, chorando pelos cantos, mas gritar pro mundo ouvir, ninguém! Esse povinho merece o governo que tem, pois enquanto estiverem colocando no poder esses miseráveis e inescrupulosos, nada mudará! Enquanto a população não reagir e botar pra fora esses corruptos, nada mudará! Enquanto for permitido que o Bolsa Mendigo continue a eleger pilantras, nada mudará! Enquanto o povo escolher o Bolsa sei lá do que, ao invés de trabalhar dignamente, nada mudará – então caros brasileiros, decidam o que é melhor para o País. Ou se reage agora ou se calem e aceitem o que está por vir.

O discurso que Dilma não fez - Por Cristovam Buarque.



“Jovens do Brasil, brasileiras e brasileiros:

Nós erramos. Erramos todos nós que recebemos de vocês mandato para governar bem o Brasil, esquecendo os sonhos de vocês. Nós todos, os políticos e seus partidos, erramos. Mas devo admitir que nós que há 10 anos governamos o Brasil erramos mais e, especialmente, eu própria errei ainda mais, como a presidenta de vocês.

Nós erramos ao sermos a 6ª economia do mundo e a 88ª nação em educação; ao deixarmos o Brasil ser o mais violento país do mundo, fora de guerra; ao priorizarmos sempre o privado, especialmente transporte, em detrimento do público; ao tolerarmos a corrupção e não conseguirmos punir aos corruptos; ao consumir o presente sem investir no futuro; ao deixarmos toda juventude sem sonhos de utopia para seu país e parte dela sem o atendimento do essencial para seu presente; ao montarmos governos de acordos, lotando os cargos, nem sempre utilizando os mais capazes.

Nós erramos e temos que agradecer a vocês que foram para a rua manifestar indignação com a realidade política do Brasil. E erraremos muito mais se não entendermos que dois milhões de pessoas nas ruas não podem aceitar menos do que uma revolução.

Creio, e gostaria de ouvir a opinião de vocês, que no momento não se trata de uma revolução econômica e social, como aquela que me levou às ruas e até à lutas mais radicais, algumas décadas atrás.

Para mim, a economia e a sociedade precisam de fortes reajustes, de uma inversão nas prioridades, mas a revolução pela qual vocês vão às ruas está na subversão da atual estrutura política.

Fazer uma revolução na política para que nossos dirigentes tenham o sentimento das necessidades e vontades que estão na alma do povo, e que nossos executores tenham o mérito necessário para ocupar as diversas posições com a competência que o Estado moderno exige.

Este é meu sentimento, como a presidenta do Brasil, mas quero ouvir vocês, sentir o que pensam, pedindo que escolham e me enviem interlocutores, sem que quaisquer deles tenham monopólio, ouvirei todas as vozes e não só aquela de meu partido e de minha base de apoio.

Quando o povo coloca dois milhões de pessoas nas ruas, o governante não pode ter a cegueira de ficar restrito aos seus apoiadores e assessores. Até segunda feira, submeterei ao Congresso a proposta de realização de uma constituinte exclusiva para definir o marco legal de uma revolução na política.

Antes de entrar em vigor, a proposta destes constituintes será submetida a um plebiscito, para saber se ela está de acordo com o que o povo deseja.

Determinarei também aos meus ministros uma reanálise completa das prioridades dos investimentos e gastos governamentais, não apenas para os meses que restam de meu mandato, mas também para o futuro do nosso país.

Como quem na juventude lutou como vocês por um Brasil melhor, fico entusiasmada e grata pelo fato de a história ter me colocado o desafio de presidir um país, onde 2 milhões de pessoas estão nas ruas protestando pelo acúmulo de tantos anos de erros, especialmente de meu governo.

Eleita, democraticamente, agora preciso ir além da eleição e me ajustar à vontade do povo. São desafios como estes que permitem um governante na história, não apenas como administradora da herança recebida, mas como estadista do futuro a ser construído.

Eu agradeço a vocês não apenas pelo alerta, mas, sobretudo pela chance histórica que me ofereceram. Não vou deixar de ouvi-los, não vou decepcioná-los, podem ficar certos de que dedicarei cada instante do que me resta do mandato para estar à altura do momento e de vocês.

Muito obrigada, viva a democracia, viva o Brasil que vocês querem construir”.

Democracia direta - Por Merval Pereira

A presidente Dilma está tentando aproveitar-se de momento delicado das relações partidárias com a opinião pública para passar por cima do Congresso, tão desprezado pelas vozes das ruas, e assumir uma proposta de Constituinte exclusiva para reforma política que não é nova e, sendo lançada pelo Executivo, cria um clima de suspeição.

A ideia já chegou a ser lançada tempos atrás pelo próprio PT, através do então presidente Lula, e com o apoio da OAB, e fracassou por falta de apoio. Sempre pareceu a muitos — a mim inclusive — ser uma saída para a efetivação de uma reforma que, de outra forma, jamais sairá de um Congresso em que o consenso é impossível para atender a todos os interesses instalados.


Deputado Miro Teixeira

O deputado Miro Teixeira defende de há muito a tese de que a Constituinte poderia, além da reforma política, tratar de dois assuntos polêmicos: pacto federativo e reforma tributária. Há diferenças básicas, no entanto, pois, além de ser uma proposta de um deputado, a de Miro não foi feita em tempos de crise como o atual e era um instrumento para evitar a crise, que acabou chegando pelas ruas.

A convocação de uma Constituinte restrita, ou um Congresso revisor restrito, para tratar da reforma política, segundo Miro, daria oportunidade de tratar de forma mais aprofundada esses temas, com discussões estruturais que se interligariam, com a redistribuição das atribuições e verbas entre os entes federativos, temas que, aliás, estão na ordem do dia com a disputa pela distribuição dos royalties do petróleo.

A convocação dessa Constituinte, porém, ficaria dependendo da aprovação da população através de um plebiscito, o que torna a tarefa muito difícil de ser concluída: uma proposta de emenda constitucional (PEC) nesse sentido, além das dificuldades inerentes ao quorum qualificado nas duas Casas do Congresso, precisaria também ter o aval do povo para valer e, mesmo assim, certamente seria acusada de inconstitucional, indo parar no Supremo Tribunal Federal (STF), onde há uma opinião predominante de que Constituinte exclusiva é inconstitucional.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Dilma e Joaquim - Por Lauro Jardim.


Dilma: em busca de Joaquim.

O convite para Joaquim Barbosa vá hoje, às 15h, no Palácio do Planalto para uma audiência com Dilma Rousseff foi feita pela própria presidente.

Dilma telefonou para Barbosa, que passou o dia de ontem em Campinas, onde estava em tratamento médico. Foi a primeira vez que Dilma ligou para Barbosa, desde que ele assumiu a presidência do STF, sete meses atrás.

Comentário do Blog  do Sanharol.

Na posse do ministro Jaquim Barbosa na presidência do STF a Dilma Roussef chegou com sua tromba de elefante, cruzou os braços e foi super grosseira, deselegante e mal educada com o mesmo: não o cumprimentou.  

Tudo em solidariedade aos Petistas condenados  a  se hospedar uns dias no xadrez.  Agora  procura o ministro. Que mal pregunte: porque não recorre  a Dirceu, Genoíno, Delubro e  cia?  

Nada pior que um dia atrás do outro.

A Explosão da Dívida Brasileira - R$ 3 trilhões - Por Ruy Câmara

Ontem, enquanto jantávamos, a doméstica de nossa casa, ROSA é nome dela, me perguntou se é verdade que o Brasil deve R$ 3 trilhões. Eu disse que sim. Ela espantou-se e disse: seu Ruy, coitado de quem ganhar as eleições em 2014; vai pegar um BUCHO. 

De fato Ela tem razão. No ano passado o famigerado e corrupto Congresso Nacional torrou R$ 7,6 bilhões do dinheiro nosso. Em 2013, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal devem gastar juntos R$ 8,5 bilhões, o equivalente a R$ 23 milhões por dia. Sarney, Collor, Renan e toda a cambada que vota nessas PECs da vida torram por dia o valor que o governo federal pago mensalmente a 15.000 professores da rede pública. Isso sem contar os desvios de verbas das emendas parlamentares e as propinas que recebem das empreiteiras e prestadores de serviços terceirizados.

Só na PETROBRÁS há mais de 350 mil terceirizados. DILMA-LULA e os bandos aliados estão afundando o Brasil. A dívida brasileira oficial chegou a 2,8683 bilhões e real ultrapassa R$ 3 trilhões. A gastança do desgoverno DILMA-LULA e vice-versa continua. 

Cada eleitor brasileiro deve hoje R$ 19.645,00, que é exatamente o limite da isenção de imposto de renda 2013. Quem tiver alguma dúvida, basta dividir o valor total da dívida nacional (R$ 2.868.170.000,00) por 146.000.000 de leitores. 

Ruy Câmara

Blog do Crato.



Endividamento das famílias em Abril foi recorde, diz Banco Central.

Brasília – O endividamento das famílias com o sistema  financeiro continua a subir. De acordo com dados do Banco Central, em Abril, a dívida total das famílias equivalia a 44,46% da renda acumulada nos últimos 12 meses.

Esse indicador vem crescendo desde o início da série histórica do BC, em janeiro de 2005. O resultado de Abril é recorde da série.

Ao se desconsiderar desse indicador o endividamento com financiamento imobiliário, o percentual ficou estável entre Março e Abril em 30,47%. O patamar mais elevado desse indicador, sem o crédito imobiliário, foi registrado em Agosto de 2012 (31,49 %). 

No início da série histórica, estava em 15,29%.

Os técnicos do BC costumam argumentar que o maior endividamento é decorrente do crescimento do crédito imobiliário. Para o BC, as famílias estão trocando dívidas de consumo por aquisição de patrimônio.

DE OLHO NA CRISE ECONOMICA.

De olho na crise econômica, de queda na popularidade do governo Dilma Rousseff e onda de protestos que se irrompeu pelo País, os principais opositores à petista já estão adaptando suas estratégias para aproveitar o desgaste sofrido pela presidente. O pré-candidato do PSB, governador de Pernambuco Eduardo Campos, deve redirecionar sua fala nas próximas aparições, segundo dirigentes do partido, permitindo-se criticar a aliada.

A expectativa é de que ele abandone o discurso expressado em seu último programa partidário, de que o País vai bem, mas que “pode mais”, e seja mais direto nos ataques ao PT.

O primeiro-secretário do PSB, Carlos Siqueira, considera o slogan um erro porque “o Brasil nunca esteve bem nesses dez anos de governo petista”. O PSB pretende ainda abordar a pauta da “reforma urbana”, abrangendo mais investimentos em transportes públicos.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nossa Senhora da Paz - Padroeira do Sitio Garrote.


Nossa senhora da Paz, Padroeira de Arneiroz, local de nossas origens.

Conforme postagem no Blog do Inharé, um colaborador faz suas considerações com relação ao que  foram as festividades de São João na vizinha cidade de Cedro no passado e, o que hoje são.

Rebuscando o tempo, e, não precisamos ir tão distante, lembramos  do que  foi a festa de São Pedro do Sitio Barreiro,  a festa de São Sebastião da Boa Vista,  o terço de Santa Luzia na Formiga etc. O meu pai dizia que a festa de  Nossa Senhora da Paz do Sitio Garrote, promovida  por Rosendo Alves Bezerra e por Janjão Batista de Morais eram semelhantes as de São Raimundo, tinha movimento igual. Hoje em dia não se fala em nenhuma delas. No Garrote por exemplo nem as casas existem mais.

Mas, eu vou lembrar uma historia do sempre muito bem humorado  José André do Sanharol. Estava de temporada pelo Assaré. No mês de Agosto, antes de  ir a Várzea-Alegre  ver a festa de São Raimundo, foi ao distrito de Aratama, onde no mesmo período se comemora também a festa de São Raimundo.  

Parada rápida no local pra tomar café coincidiu com o momento em que uma comitiva da igreja  passava pedindo esmolas animada por uma Banda Cabaçal. 

José André  ofertou um real. Eu perguntei: papai o senhor não se acanha de ofertar um real para o santo não?  Ele respondeu: meu filho  uma festa que os organizadores são acompanhados por uma Banda Cabaçal um real de oferta é muito dinheiro.

Na verdade, a oferta maior estava reservada  para São Raimundo Nonato de Várzea-Alegre.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Um interessante estudo revelou que apenas 15% do sucesso no trabalho dependem do conhecimento profissional e das capacidades técnicas.

Ou seja, 85% do sucesso de uma pessoa é determinado pela atitude dela e de sua habilidade em se relacionar com os demais. Há uma lição espiritual aqui para todos nós. A frutificação cristã depende não somente do que cremos, mas também como vivemos na prática aquilo em que cremos. No cenáculo o Senhor Jesus instruiu Seus discípulos pelo menos cinco vezes sobre amar uns aos outros.

Ele lhes disse que essa seria a marca deles. O amor cristão não é um sentimento que vem e vai. É um ato da vontade. A instrução para nos amarmos mutuamente é dada mais de dezesseis vezes no Novo Testamento.

O Senhor Jesus afirmou que a Lei e os Profetas se resumiam em dois mandamentos: amar a Deus com todo coração, alma, forças e entendimento, e amar o próximo como a nós mesmos.

Romanos 13:8nos ensina: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei”.

O amor genuíno deveria ser a principal motivação de nosso cotidiano. Amarmos uns aos outros foi algo que o próprio Deus nos ensinou I Tessalonicenses 4.9. Seu amor para conosco ficou demonstrado pelo fato dEle ter enviado Seu Filho unigênito enquanto ainda éramos Seus inimigos. Romanos 5.8.

Deus é amor, e por Ele ter derramado Seu amor no coração dos que creem pelo Espírito Santo. Romanos 5.5, também temos de amar uns aos outros.

De fato, o amor é a evidência de que o Espírito de Deus está agindo em e através de nós. Que essa seja a nossa marca hoje!

domingo, 23 de junho de 2013

O PT afônico - Por Mary Zaidan

O PT nunca amargou desilusão tão profunda: as ruas se abarrotaram de gente sem que o partido as mobilizasse. Gente que, em sua maioria, prefere que a “onda vermelha” convocada, oportunista e extemporaneamente, pelo presidente da sigla Rui Falcão, fique longe.

Golpe duro para quem sempre se vangloriou da sintonia com as massas, de ser o senhor das vozes das ruas. Que se arvorava a ser quase, senão o único, na interlocução com os jovens. Que paga centenas de blogueiros, sabem-se lá quantos tuiteiros e facebuqueiros para falar bem do governo e rechaçar opiniões contrárias. Mas que não foi capaz de nem mesmo sentir o cheiro da mobilização, via redes sociais, que nas duas últimas semanas sacudiu o país de ponta a ponta.

É fato que nenhum partido, pouquíssimos políticos e só alguns analistas conseguiram traduzir, pelo menos parcialmente, o que está se passando. Mas, para o PT, estar divorciado disso, não ser o dono da voz, é quase mortal.

Tanto que se expõe ao rechaço enfiando-se em manifestações que, pelo menos por enquanto, agremiação ou político algum é bem-vindo. Até porque os partidos políticos - mais preocupados com os seus umbigos e com a eleição seguinte - são alvos da grita.

Estar apartado disso é tão letal para o PT que fez seus dirigentes esquecerem os disfarces habituais. No olho do furação, enquanto o prédio da Prefeitura de São Paulo era vandalizada e o prefeito Fernando Haddad deixado nu, lançado à sua própria sorte, a presidente Dilma Rousseff reunia-se com o seu inventor Lula, o marqueteiro João Santana, o ministro Aloizio Mercadante e Rui Falcão.

Na pauta, o PT e a manutenção do poder depois do estouro da boiada – da qual eles se imaginavam donos - falavam mais alto do que o País.


Grupo depredou e tentou invadir a Prefeitura de SP. Foto: ABr

O petista Haddad abrigou-se ao lado do tucano Geraldo Alckmin e, juntos, anunciaram a suspensão do reajuste das tarifas de ônibus, metrô e trens. No dia seguinte, quinta-feira, ambos colheram uma manifestação em paz, que ocupou toda a Avenida Paulista.

Dilma só falou ao País na sexta-feira, um dia depois de a “pequena minoria” - esse pleonasmo que deixou rastros de destruição em dezenas de centros urbanos - fazer estragos diante de seus olhos, importunando-a no Palácio do Planalto, ameaçando o Congresso Nacional, ateando fogo e quebrando os vidros do Palácio do Itamaraty.

Seu pronunciamento foi correto no tom, medido, bem escrito. João Santana teria acertado em tudo, não fosse o deslize costumeiro de, mais uma vez, colocar o PT antes do País; de anunciar um pacto nacional com a pauta da campanha eleitoral já desenhada para 2014. De amenizar, mas não eliminar a soberba.

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

EM  DEFEZA  DO  SERTÃO.

MOTE:

QUEM QUISER SER MEU AMIGO
NãO   FALE   MAL  DO   SERTÃO.

Amigo da capital
Manere seu linguajar,
Não venha você falar
Do nosso torrão natal.
Você, só quer ser o tal
Mas na alimentação,
Vai daqui nosso feijão
E é por isso que eu digo.
QUEM QUISER SER  MEU AMIGO
NÃO   FALE   MAL   DO   SERTÃO.

Tudo que você falou
Foi um tanto improcedente,
Fez uma crítica indecente
Com as besteiras que citou.
Para Deus você pecou
Com tamanha aberração,
Mas Padim Ciço Romão
Vai aplicar seu castigo.
QUEM QUISER SER  MEU AMIGO
NÃO   FALE   MAL   DO   SERTÃO.

No sertão tem alegria
Como em qualquer lugar,
Você generalizar
É ato de covardia.
Se você quiser um dia
Durante o mês de São João,
Conhecer animação
Pode até contar comigo.
QUEM QUISER SER MEU AMIGO
NÃO   FALE   MAL  DO   SERTÃO.

Você mora na cidade
E eu moro aqui no mato,
Mas vamos fazer um trato
Sem faltar com a verdade.
Curta a sua vaidade
Viva a vida de barão,
Deixe eu curtir o torrão
Onde enterrei meu umbigo.
QUEM QUISER SER MEU AMIGO
NÃO   FALE   MAL  DO   SERTÃO.

Quem é você pra falar
De um lugar que não conhece?
Nosso sertão não merece
É bom você se calar.
Eu defendo o meu lugar
Em qualquer situação,
Não gosto de confusão
Mas se precisar, eu brigo.
QUEM QUISER SER MEU AMIGO
NÃO   FALE   MAL  DO   SERTÃO.

Fique com o seu conforto
Que eu fico com o aperreio,
Mas eu acho muito feio
Esse seu assunto torto.
O sertão não está morto
Só precisa de atenção,
A sua provocação
É coisa que eu não ligo.
QUEM QUISER SER MEU AMIGO
NÃO  FALE   MAL   DO   SERTÃO.

Falou da nossa pobreza
Que o sertão tem carência,
Mas esquece a violência
Que existe em Fortaleza.
Em você faltou nobreza
De quem se diz cidadão,
Meteu o pé pela mão
E lhe entender não consigo.
QUEM QUISER SER MEU AMIGO
NÃO   FALE   MAL  DO   SERTÃO.

Se você me prometer
Não falar do meu lugar,
Eu posso lhe convidar
Para você conhecer.
Mas você tem que saber
Que lá não tem divisão,
Trate o povo como irmão
E não como um inimigo.
QUEM QUISER SER MEU AMIGO
NÃO   FALE   MAL   DO  SERTÃO.

Não diga lá a ninguém
Que o sertão é carente,
Converse com a nossa gente
Como um matuto também.
O sertanejo é do bem
E não gosta de questão,
Eles dão o seu perdão
E oferecem um abrigo.
QUEM QUISER SER MEU AMIGO
NÃO   FALE   MAL  DO   SERTÃO.

Mundim  do  Vale
V. Alegre - Ceará

A ordem da multidão aos oportunistas: ‘Fora PT, leva a Dilma com você!’

Devotos da seita lulopetista resolveram pegar carona no ato de protesto que começou às cinco da tarde desta quinta-feira. 

Em São Paulo, tropeçaram na repulsa dos muitos milhares de manifestantes que já não suportam o espetáculo do cinismo. O que acaba de acontecer na Avenida Paulista avisa que a “onda vermelha” vai bater  com o mar de bandeiras do Brasil.

Como a vidraça continuou fazendo de conta que é estilingue, o aviso foi ampliado pelos engajados na luta contra a corrupção: ‘Fora PT, leva a Dilma com você!’.

video

ESCRITOS QUE NINGUEM LÊ - Xico Bizerra.

Seu ofício era escrever. Tinha compromisso com os editores dos jornais que lhe cobravam uma crônica semanal. Quando inspirado, ele escrevia 4, 5, 6 crônicas de uma só vez e as guardava, distribuindo-as, semanalmente, entre as editorias a que servia. E assim foi durante anos até que se exauriram suas idéias. Nada mais lhe surgia à mente para escrever. Recorreu, algumas vezes, a simplesmente transcrever textos de outros autores, mas dando-lhes o devido crédito e nunca deixando de esclarecer que aquilo se devia à falta de imaginação sua, à falta de idéias. Até que resolveu parar de escrever, comunicando o fato aos jornais todos em que assim fazia. Depois de um tempo percebeu que sua ausência em nada afetou o mundo, o estado, a cidade, seu bairro e que ninguém sequer percebeu que ele deixara de escrever. Voltou a fazê-lo, para alegria dos Editores e indiferença dos leitores. Poderia, ao invés disso, ter-se internado numa clínica para loucos ou exilar-se, ir embora pra Compostela. Poderia, ainda, colocar um anel no dedo, usar um cajado e roupas de mago. Sair pelo meio do mundo inventando anjos, fazendo chover, tirando coelhos da cartola e iludindo o mundo. Mas não. Preferiu voltar a escrever suas crônicas que ninguém lê.
Xico Bizerra.

sábado, 22 de junho de 2013

Historias de varzealegrenses - Por Antonio Morais


Raimundo Alves Bezerra - Raimundo Gibão.

Em Várzea-Alegre quando chega o tempo de eleição pega fogo. A paixão aflora, os nervos sobem a flor da pele e a coisa esquenta, fede.

Raimundo Alves Bezerra, o nosso querido e saudoso Raimundo Gibão, homem honesto, honrado, amigo de todos, exemplo de pai pelo grande amor dedicado a família, estava em sua oficina quando chegou um amigo desesperado: Vim aqui vê se Seu Raimundo pode me dar uma luz, uma orientação, um adjutoro. Disse o suplicante bastante apreensivo.

O que é homem de Deus que está se passando que você está tão afrejelado? Seu Raimundo, nem te conto: sou muito amigo de Dr. Pedro, devo muitos favores a ele, até compadre nós "semo". Porém, sou muito mais amigo ainda é de Dr. Iram, devo minha vida, a de Rosaria e dos meninos a Dr. Iram. Quando acaba eles se candidataram um contra o outro. Agora eu estou no mato sem cachorro, com as mãos na cabeça sem saber o que fazer.

Raimundo Gibão do alto de sua sabedoria aconselhou : faz o seguinte - vota pra um e dar a bunda ao outro.

Sem lírios no campo - Por Sandro Vaia

Não confunda vândalos com indignados.

Eles podem até andar juntos mas não são unidos pelos mesmos ideais. Uns querem quebrar caixas eletrônicos, depredar ônibus e levar umas roupas ou umas tvs de plasma das lojas Marisa.

Outros querem paz e amor, ônibus mais baratos, estádios menos faraônicos , políticos menos corruptos e, por via das dúvidas, um mundo melhor - o que inclui educação, saúde e presumivelmente mais vergonha na cara.

Essa espécie de “primavera” sem bússola tem a pauta mais longa de todas as primaveras que vimos pela TV.

Os líbios queriam botar Kadafi pra fora, os sírios transformaram a oposição a Assad numa guerra civil, os egípcios queriam mais liberdade, os turcos menos autoritarismo, os gregos menos austeridade e os europeus mais empregos.

Os brasileiros começaram indignados com um aumento de 20 centavos no preço das passagens de transporte coletivo urbano e em dez dias foram daí para o infinito.

Os 20 centavos foram o estopim e não se pode dizer que o Movimento Passe Livre seja um anjo de candura e de inocência apolítica. Ele tem uma pauta claramente política que vai da catraca livre a uma proposta contra “latifúndios urbanos”que não tem pé nem cabeça.


A massa genericamente indignada com tudo, desde o superfaturamento dos estádios da Copa aos calamitosos serviços de saúde pública, se juntou ao movimento, de tal forma a acuar os governos e provocar um recuo no aumento das tarifas de transporte urbano.

Quinta-feira foi o dia de sair à rua para comemorar a vitória” do movimento e os partidos políticos e as “organizações sindicais que quiseram tirar uma casquinha desfraldando as suas bandeiras nas manifestações, foram escorraçados, demonstrando claramente que os elos entre a população e os meios convencionais de representação política estão irremediavelmente danificados.

A mídia, principalmente a eletrônica, festejou essa “linda manifestação democrática” como se fosse um baile junino, sem se dar conta da profundidade e da gravidade do verdadeiro significado da presença das marés humanas na rua.

Não foi apenas uma “semana de saco cheio”, como aquelas que os estudantes fazem nas faculdades, mas uma prova objetiva de que as instituições convencionais de representação política estão feridas de morte e não são mais capazes de mediar com eficácia as relações entre a sociedade e quem pretende representá-la.

A democracia brasileira refundada pela Constituição de 1986 foi maltratada pelos governos, pelos partidos e pelos políticos e seria demais esperar que fosse afagada e respeitada apenas pela população.

Seria ingênuo esperar que do pântano do rebaixamento ético-institucional a que o País vem sendo submetido nos últimos anos brotassem lírios do campo.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Estou sossegado no quarto de um hotelzinho tranquilo escondido entre os pinheiro. Passa de meio dia, fim de Julho, e escuto o som de uma desesperada luta de vida ou morte perto de mim.

Uma mosca está gastando as últimas energias de sua curta vida na vã tentativa de voar através da vidraça. O zumbido das asas rápidas conta a pugentente historia da estratégia da mosca: tentar sempre! Mas não está dando certo. Os esforços frenéticos não dão esperança de sobrevivência. Ironicamente,  luta é parte da armadilha. Por mais que tente, é impossível para a mosca atravessar a vidraça. Contudo, esse pequeno inseto empenha a vida para atingir sua meta através de puro esforço e determinação.

A mosca está condenada. Vai morrer na vidraça. A três metros dela, a porta está aberta. Dez segundo de voo e essa criaturinha poderia chegar ao mundo externo que deseja. Apenas uma fração desse esforço desperdiçado bastaria para se livrar da armadilha criada por ela mesma. A possibilidade de travessia está ali. Seria tão fácil. Por que a mosca não tenta algo drasticamente diferente?

Como se fechou tanto na ideia de que determinada via e determinado esforço prometem? Como se fechou tanto na ideia de que determinada via e determinado esforço prometem o sucesso? Que lógica há em continuar até a morte procurando chegar a um lugar diferente através da mestice? Sem dúvida, essa solução faz sentido para a mosca. Infelizmente, é uma ideia que leva à morte. Tentar sempre não é necessariamente a solução para chegar a um fim.

Pode não ser uma promessa verdadeira de obter o que se quer na vida. De fato, às vezes, é uma boa parte do problema. Se você empenha suas esperanças de travessia e tentar sempre a mesma coisa, pode matar as oportunidades de sucesso.

Price Pritchett

sexta-feira, 21 de junho de 2013

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Por mais que lhe falem de tristeza
. . . prossiga sorrindo!
Por mais que lhe demonstrem rancor
. . . prossiga perdoando!
Por mais que lhe tragam decepções
. . . prossiga confiando!
Por mais que lhe ameacem de fracasso
. . . prossiga apostando na vitória!
Por mais que lhe apontem erros
. . . prossiga com os seus acertos!
Por mais que discursem sobre a ingratidão
. . . prossiga ajudando!
Por mais que noticiem a miséria
. . . prossiga crendo na prosperidade!
Por mais que lhe mostrem destruições
. . . prossiga na construção!
Por mais que acenem doenças
. . . prossiga vibrando saúde!
Por mais que exibam ignorância
. . . prossiga exercitando sua inteligência!
Por mais que o assustem com a velhice
. . . prossiga sentindo-se jovem!
Por mais que plantem o mal
. . . prossiga semeando o bem!
por mais que sua luta seja grande
... DEUS é maior!

Desconheço o Autor

Limites e consequências das manifestações - Por Murillo de Aragão


A eclosão de uma sucessão de manifestações no país é um ponto fora da curva e que pode ser caracterizado como um cisne negro: algo inesperado que pode mudar as tendências predominantes.

Mesmo sendo prematuro especular sobre o alcance dos acontecimentos, o certo é que existem algumas poucas certezas sobre o que se passa.

Uma dessas certezas é a de que a cena eleitoral de 2014 está definitivamente afetada por esses eventos. Seja pelo fato inconteste de que as redes sociais e a internet estão sendo essenciais nas mobilizações, seja pela clareza da mensagem que as classes médias altas e as franjas das classes populares estão enviando à classe política: “Estamos de saco cheio!”

Alguém em 2014 vai ser alavancado pelos rescaldos desses movimentos. No momento, parece que a ex-senadora Marina Silva é a que mais se aproxima do perfil de vencedora. Os danos na popularidade de Dilma Rousseff serão evidentes.

Outra certeza é a de que os protestos podem morrer, caso não se transformem em um projeto político claro. As passeatas de hoje têm um menu variado de temas que inclui o preço do transporte público e os gastos com a Copa, a rejeição à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que limita os poderes de investigação do Ministério Público, a condenação da corrupção e do projeto de lei que trata da “cura gay”, além de expressar o desejo de contestar autoridades e/ou de praticar vandalismo, e por aí vai.

Tal agenda, ampla e difusa, revela a existência daquilo que Elias Canetti, em seu magistral livro "Massa e poder", identifica como massa aberta. Canetti aponta algumas características importantes no fenômeno.

A primeira é o fato de que a massa aberta reclama um interesse universal que una tudo e todos. É a busca pela universalidade ampla dos interesses em oposição a projetos específicos típicos de massas fechadas.

A universalidade do interesse das massas abertas é essencial para promover a igualdade de todos os seus participantes em torno de um objetivo comum. Porém, a mesma universalidade que pode unir é a que fragiliza e destrói a massa aberta. Pois a falta de unidade de interesses nos homens e mulheres termina rompendo a universalidade sonhada. Tal questão, hoje no Brasil, se comprova nessa agenda difusa.

Para evitar a dissipação das manifestações, o movimento deve se organizar. Em um primeiro momento, até mesmo ampliando suas agendas e incorporando reivindicações pontuais de funcionários públicos, trabalhadores, aposentados, sem-teto, sem-terra, estudantes etc.

Apenas assim prosseguirá crescendo e se consolidando em busca de um projeto de poder. Para adiante poder depurar a agenda e se posicionar claramente no ciclo eleitoral que se aproxima. Mas essa não parece ser, agora, a tendência mais evidente.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

LUGAR DE PEREGRINAÇÃO - CAPELA DE MARIA DE LICOSA.


Galeguinho, João, Buzuga, César, Wilson Moreno e Eldir.

Maria de Licosa, desfilava sua demência perambulando  pelas ruas e sítios sem que, em nenhum momento, oferecesse  perigo algum aos seus semelhantes. O relato a seguir com fonte  no site  Várzea-Alegre.com trata de mais uma historia de sofrimento e tristeza em nossa cidade.

"Aos poucos a população de Várzea Alegre começa a conhecer um novo lugar de peregrinação religiosa: a capela de Maria Alves de Oliveira “Maria de Licosa”, em Tabuleiro, entre os sítios Bravas e Traíras, divisa entre Várzea Alegre e Cariús.

Maria de Licosa era natural de Várzea Alegre, filha de Raimundo José dos Santos (Raimundo Ferreira) e Antônia Brígida de Oliveira (Tia Tonha).

Segundo conta a sua história, Maria de Licosa sofria das faculdades mentais e costumava andar sem rumos pelas ruas e sítios de Várzea Alegre e de Cariús.

Um dia, nessas andanças, teria tomado banho em um açude e um animal que se alimentava próximo teria comido as suas vestes que estavam nas margens do açude. Com vergonha, ela se embrenhou na mata e morreu de sede e de fome.

O corpo de Maria de Licosa foi encontrado por Joaquim Ferreira e já estava em adiantado estado de decomposição e ali mesmo foi sepultado.

Esse acontecido trágico foi em outubro de 1958, quando Maria de Licosa tinha 25 anos.

O sofrimento da jovem tocou o coração do senhor Pedro Martins, que teve a ideia de construir uma capela para marcar o local da morte de Maria de Licosa. A capela foi construída com a ajuda do pai de Maria, Raimundo Ferreira.

A pequena capela, que fica distante cerca de 20 quilômetros da sede de Várzea Alegre, recebe dezenas de admiradores de Maria de Licosa, que rezam e pedem graças. Uns dizem que já alcançaram milagres ao pedir a intercessão de Maria de Licosa".

Trovinhas - Por Claude Bloc

Cada um no seu Quadrado” 
(Claude Bloc)

MAS, SE VOCÊ PREFERIR UM CÍRCULO... PODE FICAR A VONTADE!!!

Eu ando por esse mundo
Um mundo desajeitado
Cada um é cada um...
Cada um no seu quadrado

Mas eu sinto que eu não posso
Me esquecer do meu estado
Se estou com cada um
Cada um segue ao meu lado

Por isso fico no canto
E depois fico de lado
Giro em torno de você
E saio do meu quadrado

Mas se falo por aqui
Com o coração disparado
Eu falo com cada um
Cada um no seu quadrado

Com o devido respeito
Coração bem assentado
Tocando todas as cordas
De um violão afinado..

Brincando como crianças
Nesse tapete dourado
Contamos tanta história
Desse mundo encantado

E vamos tecendo a trama
Nesse espaço arrochado
Quero você, meu amigo/( minha amiga)
Sempre perto, deste lado.

Porque agora eu volto
De novo pro meu quadrado
De onde só sairei
Pra estar bem ao seu lado.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Corrupção é o foco - Por Merval Pereira, O Globo


Mesmo que as reivindicações sejam várias e muitos cartazes exibam anseios mal explicados ou utopias inalcançáveis, há um ponto comum nessas manifestações dos últimos dias: a luta contra a corrupção.

A vontade de que o dinheiro público seja gasto com transparência e que as prioridades dos governos sejam questões que afetam o dia a dia do cidadão, como saúde, educação, transportes, está revelada em cada palavra de ordem, até mesmo nas que parecem nada ter a ver com o fulcro das reivindicações, como no protesto contra a PEC 37.

Nele está contido o receio da sociedade de que, com o Ministério Público impedido de investigar, o combate à corrupção seja prejudicado. Todas as questões giram em torno do dinheiro público gasto sem controle, como nos estádios da Copa do Mundo, todos com acusações de superfaturamento.

O dinheiro que sobra para construção de “elefantes brancos” falta na construção de hospitais ou sistemas de transportes que realmente facilitem a vida do cidadão.

O mundo político está de cabeça para baixo tentando digerir as mensagens que chegam da voz rouca das ruas, como dizia Ulysses Guimarães, que dizia também que “a única coisa que mete medo em político é o povo na rua”.

Ninguém entende, por exemplo, por que houve esse verdadeiro estouro da boiada agora, e não há um mês ou mesmo há um ano.

Tenho um palpite: assim como as manifestações na Tunísia, as primeiras da Primavera Árabe, começaram com o suicídio de Mohamed Bouazizi, de 26 anos, vendedor ambulante que ateou fogo ao corpo depois de proibido de trabalhar nas ruas por não ter documentos nem dinheiro para pagar propinas aos fiscais, as manifestações aqui foram grandemente impulsionadas pela reação violenta da polícia em SP semana passada.

O movimento contra o aumento das passagens de ônibus poderia não ter a amplitude que ganhou se não houvesse uma reação nas redes sociais à atitude da polícia, como se todos sentissem a opressão do Estado na sua pele, e de repente liberassem os diversos pleitos que estavam latentes na sociedade.

Creio que foi a partir do entendimento de que uma reivindicação justa como a da redução das tarifas de ônibus estava sendo tratada simplesmente como um pretexto para arruaças e vandalismos que a sociedade passou a se mobilizar para ampliar suas reivindicações.

O Monstro foi para a rua - Por Elio Gaspari, O Globo

Em dezembro de 1974, a oposição havia derrotado a ditadura nas urnas, elegendo 16 dos 21 senadores, e o ex-presidente Juscelino Kubitschek estava num almoço quando lhe perguntaram o que acontecia no Brasil.

O que vai acontecer, não sei. Soltaram o monstro. Ele está em todos os lugares. Abaixou-se, como se procurasse alguma coisa embaixo da mesa, e prosseguiu:

Ele está em todos os lugares, aqui, ali, onde você imaginar.

Que monstro?

A opinião pública.

Dois anos depois JK morreu num acidente de automóvel e o Monstro levou-o nos ombros ao avião que o levaria a Brasília. Lá ocorreu a maior manifestação popular desde a deposição de João Goulart.

Em 1984 o general Ernesto Geisel estava diante de uma fotografia da multidão que fora à Candelária para o comício das Diretas Já.

Eu me rendo — disse o ex-presidente, adversário até a morte de eleições diretas em qualquer país, em qualquer época.

Demorou uma década, mas o Monstro prevaleceu. O oposicionista Tancredo Neves foi eleito pelo Colégio Eleitoral e a ditadura finou-se.

O Monstro voltou. O mesmo que pôs Fernando Collor para fora do Planalto. No melhor momento de seu magnífico “Pós-Guerra”, o historiador Tony Judt escreveu que “os anos 60 foram a grande Era da Teoria”. Havia teóricos de tudo e teorias para qualquer coisa. 

É natural que junho de 2013 desencadeie uma produção de teorias para explicar o que está acontecendo. Jogo jogado. Contudo, seria útil recapitular o que já aconteceu. Afinal, o que aconteceu, aconteceu, e o que está acontecendo, não se pode saber o que seja.


Libertado o prefeito de Juazeiro do Norte, Ceará - Blog do Ricardo Noblat


Há seis horas prisioneiro da parte dos fundos da agência do Banco do Brasil da rua São Francisco, no centro da cidade, Raimundo Macedo (PMDB), 70 anos, prefeito pela segunda vez de Juazeiro do Norte, Ceará, recebeu por volta das 22h de ontem a notícia que aumentaria de vez seu desespero: do lado de fora,  ocupando todos os espaços disponíveis, tendia a crescer a multidão estimada em quatro mil pessoas disposta a passar a noite em vigília para impedi-lo de sair dali.

Quem mandou Raimundo, de apelido Raimundão, não conseguir refrear sua curiosidade?

No meio da tarde, ao saber que uma passeata contra ele percorria as principais ruas da cidade, Raimundo decidiu observá-la de longe. Meteu-se no carro oficial, chamou um primo para acompanhá-lo e saiu atrás da passeata. Foi seu grave erro.

O alerta foi dado pelo primeiro manifestante que reconheceu o carro à distância: "Pessoal, olha o carro do Raimundão". A multidão cercou o carro. Há muito custo, o motorista manobrou e conseguiu chegar à agência do Banco do Brasil. Raimundo e o primo desembarcaram às pressas.

Ex-deputado federal, Raimundo faz uma administração considerada desastrosa até por correligionários dele que preferem não ser identificados. Os professores se tornaram suas principais vítimas. Simplesmente, Raimundo reduziu o salário deles em 40% e aumentou em 200 horas sua carga mensal de trabalho.

O prefeito, parentes e aliados deles são personagens de histórias escandalosas que divertem a oposição e irritam quem não gosta de política e de políticos por considerá-los, indistintamente, ladrões.

Um aperitivo: Mauro Macedo, filho do prefeito e Secretário de Governo, é casado com uma mulher dona de uma loja de roupas femininas conhecida como "A Daslu do Cariri". Juazeiro é uma cidade cheia de buracos. Pois bem: a rua da loja da mulher de Mauro foi toda asfaltada - bem como pequenas ruas que desembocam nela.

Adversários de Raimundo dizem dispor de provas de que ele e alguns secretários desviam dinheiro público e promovem licitações viciadas vencidas por empresas de amigos.

Cerca de 100 PMs tentaram no fim da tarde resgatar o prefeito na agência bancária. Valeram-se para isso de um carro-forte. Mal o carro estacionou nas vizinhanças da agência, os manifestantes começaram a apedrejá-lo. Tentaram furar seus os pneus. E para evitar que ele servisse à fuga do prefeito, os manifestantes deitaram no chão na frente do carro, pelos lados, por detrás e debaixo dele.

Repetiram a manobra por volta das 21h quando chegou à agência uma Hilux da PM.

Às 23h12h, além da multidão, a rua São Francisco abrigava tendas e barracas onde parte dos manifestantes planejava atravessar a madrugada. Dentro da agência, Raimundo, o primo e o motorista aguardavam a visita de Mariane Gurgel, Procuradora Geral do Município.

O plano de Raimundo era convencer Mariane a negociar sua liberdade com os manifestantes a tempo de ele comparecer ao Parque da Cidade para a única apresentação  da banda Aviões do Forró, contratada pela prefeitura por R$ 250 mil.

Não foi preciso a intermediação de Mariane. Por volta das 23h30, o contingente de 100 PMs, usando e abusando de cassetetes, sprays com gás de pimenta e até escopeta, cercou o prefeito e conseguiu empurrá-lo para dentro de uma camionete policial que havia sido providenciada.

Os manifestantes que tentaram impedir a saída do prefeito ficaram duramente machucados. Um soldado confidenciou que o prefeito prometeu gratifica-los com R$ 50 mil do próprio bolso. Ninguém sabe ao certo.


ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Enquanto cruzávamos um largo canal, a névoa era tão espessa que não podíamos ver a água que nos rodeava. Mas o barco seguia firme o seu curso, um radar mostrava ao piloto tudo o que estava no caminho.

De fato, na tela se podia distinguir um rastro luminoso que revelava a presença de uma embarcação diante de nós, mas ainda distante. O radar penetrava através da névoa e o fazia visível. A fé também é um tipo de radar que revela o invisível através das nuvens das nossas dificuldades. A fé não discute, simplesmente crê no que DEUS disse.

Por exemplo, quando se trata da criação do universo, a fé reconhece que os mundos não são resultado da casualidade, mas que foram criados pela Palavra de DEUS. Nisso há uma profunda segurança para a fé. Pelo contrário, as numerosas hipóteses que têm sido propostas para excluir o DEUS Criador, só oferecem insegurança, pois são contraditórias entre si.

Por trás disso está Satanás, que quer induzir o ser humano a desconfiar do Criador e destruir o relacionamento de Suas criaturas com Ele. Desde o jardim do Éden, a maneira satânica de falar é a mesma: “É assim que Deus disse…?” (Gênesis 3:1).

A fé, portanto, não é uma espécie de auto-sugestionamento que se apoia em sentimentos passageiros e instáveis. Primeiramente é a convicção inabalável que DEUS existe e, em segundo lugar, de que Ele é verdadeiro no que diz.

"Não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no SENHOR." Salmos 112.7