Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Uma cena da vida do Imperador Dom Pedro II

(Texto do livro "Memórias do Exílio", do Conde Afonso Celso).


Eis o que os republicanos de 1889 nos tiraram! O mais digno, culto, honesto e patriótico governante!E tudo para colocar no lugar um punhado de aventureiros, que se sucederam ao longo do tempo, mandato após mandato, até hoje sem demonstrar que mereceram estar no mais alto cargo do país...

Leiam o texto que acompanha essa imagem e se transportem para a época, tentando sentir toda a dor daquele momento de um homem que, ao tempo em que enfrentava as agruras do Exílio, acabara de perder a esposa de quase 50 anos de vida em comum.Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."

Ao chegar a Portugal, como exilado, Dom Pedro II ouviu de um jornalista:
— Vossa Majestade aqui não é um proscrito. Todos vos estimamos, respeitamos e reverenciamos.
O povo nas ruas de Lisboa, clamavam “Viva o magnânimo!”

O Conde Afonso Celso narra a visita de condolências que ele e seu pai, o Visconde de Ouro Preto, fizeram a D. Pedro II por ocasião da morte da Imperatriz:

“Era modestíssimo o seu quarto”. A um canto, cama desfeita. Em frente, um lavatório comum. No centro, larga mesa coberta de livros e papéis. Um sofá e algumas cadeiras completavam a mobília. Tudo frio, desolado e nu.

D. Pedro II do Brasil não aceitou a ajuda financeira de seu sobrinho-neto D. Carlos I, rei de Portugal. D. Carlos I lhe ofereceu voluptuosa quantia e um palácio para residir sem custos.
Mas Pedro II sabia que ali não era o seu lugar, não seria ético em sua visão.

Os joelhos envoltos num cobertor ordinário, trajando velho sobretudo, D. Pedro II lia, sentado à mesa, um grande livro, apoiando a cabeça na mão. Ao nos avistar, acenou para que nos aproximássemos. Meu pai curvou-se para beijar-lhe a mão. O Imperador lançou lhe os braços aos ombros e estreitou-o demoradamente contra o peito. Depois, ordenou que nos sentássemos perto dele.

Notei lhe a funda lividez.
Houve alguns minutos de doloroso silêncio. Sua Majestade o quebrou, apontando para o livro aberto e dizendo com voz cava:
— Eis o que me consola.
— Vossa Majestade é um espírito superior. Achará em si mesmo a força necessária.

D. Pedro não respondeu. Depois de novo silêncio, mostrou-nos o título da obra que estava lendo, uma edição recente da “Divina Comédia”. Então, com estranha vivacidade, pôs-se a falar de literatura, a propósito do livro de Dante Alighieri. Mudando de assunto, discorreu sobre várias matérias, enumerando as curiosidades do Porto, indicando-nos o que, de preferência, deveríamos visitar. Não aludiu uma única vez à Imperatriz.

Só ao cabo de meia hora, quando nos retirávamos, observou baixinho:
— A câmara mortuária é aqui ao lado. Amanhã, às 8 horas, há missa de corpo presente.
“Saímos. No corredor, verifiquei que o meu chapéu havia caído à entrada do aposento imperial.”
Voltei para apanhá-lo.

“Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."

A Mesa do Velho Avô - Postagem do Antônio Morais.


Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora, e o seu neto mais velho de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, e a vista era embaralhada, e o seu passo era hesitante.

A família comeu junto à mesa. Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornou difícil o ato de comer. Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão. Quando ele pegou seu copo, o leite derramou na toalha da mesa. A bagunça irritou fortemente seu filho e nora:
"Nós temos que fazer algo sobre o Vovô," disse o filho.

"Já tivemos bastante do seu leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muita de sua comida no chão". Assim o marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala. Lá , Vovô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar.

Desde que o Avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele foi servida em uma tigela de madeira. Quando a família olhava de relance na direção do Vovô, às vezes percebiam nele uma lágrima em seu olho por estar só. Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.

O neto mais velho de quatro anos assistiu tudo em silêncio. Uma noite antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança, "O que você está fazendo? "Da mesma maneira dócil , o menino respondeu: " Oh, eu estou fabricando uma pequena tigela para Você e Mamãe comerem sua comida quando eu crescer." O neto mais velho de quatro anos sorriu e voltou a trabalhar.

As palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos. Então lágrimas começaram a fluir em seus rostos. Entretanto nenhuma palavra foi falada, ambos souberam o que devia ser feito. Aquela noite o marido pegou a mão do Vovô e com suavidade o conduziu para a mesa familiar.

Para o resto de seus dias de vida ele comeu sempre com a família. E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tinha sujado.

As crianças são notavelmente perceptivas. Os olhos delas sempre observam, suas orelhas sempre escutam, e suas mentes sempre processam as mensagens que elas absorvem. Se elas nos vêem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, eles imitarão aquela atitude para o resto de suas vidas.

O pai sábio percebe isso diariamente, que o alicerce está sendo construído para o futuro da criança. Sejamos sábios construtores de bons exemplos de comportamento de vida em nossas funções.

MEU AMIGO JOÃO DINO - Um amigo do peito, um verdadeiro irmão.

.Prezado João Dino.

Rebuscando o passado, encontrei, em meus arquivos, a abertura de um Baile no Crato Tênis Clube realizado em 19 de Abril de 1997.

 Clube lotado, o maestro José Renato ingressou no recinto tocando o seu pistom, e, logo a seguir você o acompanhou para o aplauso e delírio da distinta plateia.

Esta foi a melhor forma que encontrei  para agradecer, já que na condição de presidente do Lions fui o contratante de  tamanha festiva.  Receba o abraço sincero deste  teu amigo, camarada e irmão.

Veja o Crato Tênis Clube  em festa.

Grande verdade sobre o Brasil - Postagem do Antônio Morais.


Se os porcos pudessem votar, o homem com o balde de lavagem sempre seria eleito. Não importa quantos porcos já houvesse abatido.

Orson Scott Card.

Assassinos da esperança - A primeira que matam ou a ultima que morre? - Por Xico Bizerra


Dona Ética bateu mas ninguém abriu-lhe à porta. Insistiu, e nada. Ouviu – atentos ouvidos tem a Dona Ética, passos de dentro da sala. Certamente, alguém veio ao olho mágico observar quem era a visita.

Identificada como incômoda, a porta não foi aberta. Dona Ética pensou insistir mais uma vez mas, já tinham lhe dito, não adiantaria: ali ninguém lhe daria ouvidos. Seria perda de tempo. Desistiu. Saiu prometendo a si mesma não mais querer conversa com aqueles homens de paletós, cuecas e meias fartas.

Dali, já atrasada, foi ao sepultamento da amiga Esperança.

Há quatro décadas, Brasil recebeu pela primeira vez a visita de um Papa


Fonte: excertos da matéria publicada na "Folha de S.Paulo", 30-06-2020.


Há exatamente 40 anos, o Brasil recebeu pela primeira vez a visita de um papa. O protagonista foi o polonês Karol Wojtyla, o Papa João Paulo 2º, que então chefiava a Igreja Católica havia um ano e dez meses. E a estreia no país, que tinha 89% da população como cristã católica, segundo censo de 1980, foi grandiosa.

Ao longo dos 12 dias em que esteve no Brasil, o papa mobilizou ao menos meio milhão de pessoas em cada uma das 13 cidades que visitou: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Aparecida, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Recife, Salvador, Belém, Teresina e Fortaleza. Tudo começou em 30 de junho de 1980, ao desembarcar em Brasília, quando o pontífice fez seu gesto característico ao beijar o solo brasileiro. Recebido pelo presidente João Batista Figueiredo, João Paulo 2º deixou uma marca por onde passou.


Saindo de mansinho - Por Diogo Mainardi.

De tempos em tempos, desisto do Brasil. Estou desistindo novamente agora. Além de renunciar às urnas, resolvi renunciar também ao nosso site. 

A partir de hoje, vou parar de escrever para a imprensa. No caso, O Antagonista e a Crusoé.

O plano é me dedicar a atividades mais gratificantes do ponto de vista intelectual e espiritual. De fato, pretendo passar meus dias deitado no sofá, tirando meleca do nariz. Quanto tempo isso vai durar? O trato é permanecer um ano de folga. Pode ser mais, pode ser menos. A única certeza é que vou me abster de comentar a campanha eleitoral, os debates na TV, o resultado do primeiro turno, a festa do vencedor, os nomes dos ministros, as tentativas de golpe, a compra dos parlamentares. 

Sinto-me revigorado só de ver essa lista.

É claro que há reciprocidade nisso. Eu desisti do Brasil, o Brasil desistiu de mim. Ninguém está disposto a ler pela trigésima-oitava vez os mesmos comentários sobre os mesmos assuntos. Eu já disse o que tinha a dizer. O afastamento, portanto, é consensual. 

O Brasil e eu enjoamos um do outro. Vou sair de mansinho e o leitor nem vai notar.

Estupidamente, eu havia prometido me atirar do campanário de São Marcos em caso de segundo turno entre Lula e Jair Bolsonaro. 

A aposentadoria precoce foi o jeitinho acovardado que arrumei para descumprir a promessa. É uma espécie de terceira via particular. 

Minha vida vai virar uma Simone Tebet: estreita, tediosa, supérflua e sem brilho, mas longe daquela gentalha fedorenta que há vinte anos embosteia meu dia a dia.

01 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.

Este não tem como assunto principal o Imperador do Brasil, Dom Pedro II, mas sim o menino Pedro, que ficou órfão prematuramente, abandonado em um palácio feio e escuro, aos cuidados de pessoas que não eram de sua família e sendo preparado em todos os sentidos para governar um Império de proporções continentais.

Um Império de mestiços, escravidão, pobreza e corrupção.

Uma criança que antes de seus 15 anos de idade foi coroado o Imperador do Brasil, onde o próprio cetro de sua coroação tinha o dobro de sua estatura. 

Um jovem cheio de mágoas, tragédias familiares, incertezas, sonhos e medos. Um ser humano como qualquer outro, cheio de limitações e inseguranças.

Pedro nasceu em 2 de dezembro de 1825, o parto que trouxe ao mundo o jovem príncipe demorou mais de cinco horas. Sua mãe dona Leopoldina, a Imperatriz do Brasil, esposa de D. Pedro I, já tinha tentado inúmeras vezes engravidar de um filho homem, o único que vingou antes de Pedro, foi D. Miguel que faleceu pouco tempo depois de seu nascimento.

Toda responsabilidade da continuidade de uma monarquia independente conquistada por seu pai, caiu em cima daquele bebê que não fazia a menor ideia do que passaria ao longo da vida para ser considerado o Defensor Perpétuo do Brasil; um defensor de 14 anos.

Continua na próxima postagem.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Julga-se o homem por sua postura - Por Antônio Morais.


Moro silenciou, levantou da cadeira e saiu da reunião. Moro vem de um ambiente de trabalho sério, de respeito e obediência a lei e ajustiça.
Queriam que gritasse?
Falasse palavrões?
Fosse cúmplice da sujeira?
Sergio Moro não mente, não grita, não fala palavrões, é educado, fino, polido, inteligente, culto, entende de processo penal pra caramba e não tem filhos suspeitos! 
Sabe o que é : um "Gentleman"!
Os outros estavam se sentindo em casa servindo o seu mestre, o seu amo.
Moro estava servindo o Brasil, a lei e a constituição.

Não culpe apenas o "sistema" - Por Mário Sabino.



A menos de uma semana do início oficial da campanha eleitoral, está ainda mais evidente o que ela será em ambos os lados que importam eleitoralmente: lama.

Não se trata de culpar apenas os candidatos, os seus marqueteiros, os seus aliados políticos e os militantes a soldo imediato ou com perspectiva de ganhos mais adiante. 

Os culpados são também os brasileiros que escolheram a polarização entre Jair Bolsonaro e Lula, além de todas aquelas autoridades que contribuíram para que chegássemos a este ponto. Ou seja, a maioria esmagadora.

Não adianta culpar o “sistema”, como se fosse algo completamente exterior aos cidadãos. O nosso analfabetismo, a nossa miséria, o nosso sentimento de impotência, não nos inocentam. 

O “sistema” somos todos nós: ricos, pobres e remediados. Quem escolheu a polarização escolheu a lama.

Monarquia e República - Por Antônio Morais.


Quando me perguntam a diferença entre Monarquia e República eu respondo : "Na monarquia os monarcas preparam sucessores e na República os governantes preparam herdeiros".
Analisando as denúncias dos últimos 50 anos, vemos uma republiqueta apodrecida. Políticos sebosos, desonestos envolvendo, despudoradamente, os seus familiares em seus mal feitos, em suas ladroagens. 
É a mãe do Gedel, é a esposa do Cabral, a irmã do Aécio, os filhos do Lula, a filha do Temer, a filha do Serra, e, por fim, os filhos e amigos do presidente Bolsonaro, por exemplo!
República no Brasil é sinônimo de "Iniquidade".
Um dia, o grande poeta de minha terra Raimundo Lucas Bidinho me falou:

Olhando a antiguidade
A noite quando me deito
Fico a sonhar sobre o leito
Com o Brasil dos Andrada
Ali a honestidade
Nascia do coração
Roubo, furto e estorção
Hoje é quem nasce primeiro
Em cada dez brasileiro
Tem oito ou nove ladrão

Padre Cicero, o monarquista - Postagem do Antônio Morais.


Da janela de sua casa, ele falou aos seus fiéis : Não se preocupem meus filhos, a Monarquia voltará e seremos novamente um pais próspero.

"O Comunismo foi fundado pelo demônio. Lúcifer é o seu chefe e a disseminação de sua doutrina é a guerra do diabo contra Deus.

Conheço o comunismo e sei que é diabólico. É a continuação da guerra dos anjos maus contra o criador e seus filhos."

Padre Cicero Romão Batista.

PELAS PONTAS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Quando o 4-4-2 (a Inglaterra usou na Copa do Mundo de 1966) prenunciou o sumiço dos pontas especialistas,  estranhou-se por aqui.

Besteira. O futebol sempre precisou (e precisa) de especialistas.

Com as novas geometrizações táticas e avanços da preparação física, os jogadores tiveram um acréscimo em suas funções.

Entanto, os espaços da linha de fundo não viraram "terra de ninguém".

Pelo contrário. Os laterais viraram alas (para armar e atacar como extremas), afora deslocamentos de jogadores de outras posições em campo.

Quando Zé da Galera pedia ponta a Telê, tinha ponta esquerda voando: Éder e Zé Sérgio, que nem foi para a Copa.

O pedido era voltado mais para o setor direito.

Só que não era fácil deixar de formar um quarteto com Cerezo, Zico, Sócrates e Falcão. O ala Leandro era, na verdade, um extrema.

Telê não abria mão de um centroavante de referência. Daí, a escalação de Serginho Chulapa.

Mas, voltando ao assunto do "sumiço" dos pontas. O Palmeiras, que vimos domingo passado contra o Goiás, reforça a nossa observação de que os extremas, no duro, nunca deixaram de existir.

Dudu e Wesley (ou Rony) fecham da ponta para o meio. Acrescente-se o apoio incessante dos alas. Mayke (ou Marcos) e Piquerez (ou Vanderlan).

Ataques apoiados pelas pontas, para Zé da Galera nenhum botar defeito.

Não à tôa, o time do Abel Ferreira está solto na buraqueira do campeonato brasileiro.

Adelina, a charuteira que atuava como 'espiã' - Postagem de Antônio Morais.


Filha bastarda e escrava do próprio pai, Adelina passou a vender charutos que ele produzia nas ruas e estabelecimentos comerciais de São Luís (MA). Suas datas de nascimento e morte não são conhecidas. Seu sobrenome, também não.

Como escrava criada na casa grande, Adelina aprendeu a ler e escrever. Trabalhando nas ruas, assistia a discursos de abolicionistas e decidiu se envolver na causa.

Como não há registros fotográficos de Adelina, a charuteira, ilustração foi baseada em fotografias de escravas minas que viviam no Maranhão na época.

De acordo com o Dicionário da Escravidão Negra no Brasil, de Clóvis Moura (Edusp), Adelina enviava à associação Clube dos Mortos - que escondia escravos e promovia sua fuga - informações que conseguia sobre ações policiais e estratégias dos escravistas.

Aos 17 anos, Adelina seria alforriada, segundo a promessa que seu senhor fez a sua mãe. Mas, segundo o Dicionário, isso não aconteceu.

O TCU quer eleger Jair Bolsonaro - Por O despertador do Diogo.

Ao perseguir Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot, o pessoalzinho de Renan Calheiros entra na campanha eleitoral e refresca a memória dos brasileiros sobre a Lava Jato e o departamento de propinas da Odebrecht.

Lula só tem a perder com isso. Ele merece.

Em entrevista ao Financial Times, Ciro compara Lula a ditadores Maduro e Ortega - Por O Antagonista.

Ciro Gomes teceu duras críticas a seus dois principais rivais na corrida presidencial, Lula e Jair Bolsonaro, em entrevista ao Financial Times publicada nesta terça-feira (9).

Quanto ao ex-presidente, Ciro o comparou aos ditadores latino-americanos Nicolás Maduro, da Venezuela, e Daniel Ortega, da Nicarágua.

O pedetista disse que Lula é “uma expressão de populismo sul-americano podre e corrupto”.

“Se você considera que Ortega é um populista corrupto, então Lula é a expressão absolutamente igual de Ortega ou de Maduro”, acrescentou.

Dragão do Mar, o jangadeiro que se recusou a transportar escravos para os navios - Postagem do Antônio Morais..



O jangadeiro e prático (condutor de embarcações) Francisco José do Nascimento (1839-1914), um homem pardo conhecido como Dragão do Mar, foi membro do Movimento Abolicionista Cearense, um dos principais da província, a primeira do Brasil a abolir a escravidão.

Em 1881, o Dragão do Mar comandou, em Fortaleza, uma greve de jangadeiros que transportavam os negros e negras escravizados para navios que iriam para outros Estados do Nordeste e para o Sul do Brasil. O movimento conseguiu paralisar o tráfico negreiro por alguns dias.

Francisco José do Nascimento se recusou a transportar escravos das praias de Fortaleza para navios negreiros.

Com o comércio de escravizados impedido nas praias do Ceará, Nascimento foi exonerado do cargo, segundo o registro de Clóvis Moura. E se tornou símbolo da batalha pela libertação dos escravos.

Depois da abolição, ele tornou-se Major Ajudante de Ordens do Secretário Geral do Comando Superior da Guarda Nacional do Estado do Ceará e morreu como primeiro-tenente honorário da Armada, em 1914.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

COLÉGIO DIOCESANO DO CRATO E SUA HISTÓRIA - Por Raphael Batista Menezes Sobreira de Oliveira.


O que está acontecendo na gestão do Diocesano? Porquê passa por momentos de dificuldades? Porquê não possui mais o ensino médio? Porquê não é mais a principal instituição de ensino do Crato? 
Estas e outras perguntas se espraiam na sociedade Cratense.

Tenha-se mais zelo e atenção à história do Diocesano de Crato, ele guarda uma história de pujança da Educação no interior do Nordeste, e quem por ele passou não permitirá omitir-se do que o sucede de maneira silente.

Aonde foi parar o Diocesano, que como Cabral dizia:
"O Colégio Diocesano do Crato, só não teve ainda presidente da República , mas formou discentes de todas as profissões e carreiras políticas e diplomáticas do país".

FAZER POLÍTICA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Futebol e política têm tudo a ver. E, para variar, coloca-se a politicalha a serviço dos interesses inconfessáveis do “ toma lá, dá cá”.
E quando se trata de arbitragem, o chafurdo é grande. Do alto ao baixo clero dos apitadores.
Sempre existiu no futebol o árbitro consagrado, o mediano e aquele que se dedica mais a tarefa de trabalhar como bandeirinha.
Em partidas amistosas, sem muita relevância, o bandeirinha ganha a grande oportunidade de ser o juiz central, no fito de adquirir experiência e sonhar com um destaque maior.
Foi nessa brecha que um amigo nosso (não está mais entre a gente) pôs à prova sua suposta competência e honestidade, em busca de tornar sua existência menos tediosa.
Escalado para apitar um amistoso entre seleções de Maranguape e Pentecoste (ou Itapajé, não me lembro bem), ele não esperava que a barra fosse tão pesada.
O time da casa tinha feito grandes investimentos e posava de favorito absoluto.
Só que o futebol “não respeita as caras” e a equipe visitante fechou o primeiro tempo vencendo por 1 X 0.
Pra quê? No intervalo, o nosso amigo juiz recebeu a visita de um colérico dirigente da seleção da casa que, em tom de ameaça, foi logo dizendo aos gritos: “Ei, “rapaizim” tu é doido é? Tu acha que eu vou gastar dinheiro num time, pra ser derrotado no nosso campo? Não se enxerga não”?
Tranquilo, ao ouvir o histriônico dirigente, o candidato a “grande apitador” acalmou os ânimos, com uma pergunta: “Meu amigo, o jogo, por acaso, terminou?”
Na segunda etapa, segundo ele, para sair vivo, marcou um pênalti inexistente para o time da casa (afora outras “ajudas”) e o empate evitou um mal maior.
Narrando esse seu feito na meteórica carreira de árbitro, nosso amigo me disse, exalando autoridade: “Não tenho nada de besta, eu fui político naquela decisão”.
Pergunta inocente: isso é que é fazer política?

Incrível: IPCA de julho registra deflação de 0,68%, a maior desde início da série histórica – por Daniela Amorim (Estadão)

Deus é brasileiro?

9 agosto 2022


Índice acumula alta de 4,77% neste ano e de 10,07% nos últimos 12 meses

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de 0,68% julho, a maior deflação registrada desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1980. Com esse resultado, o IPCA acumula alta de 4,77% no ano 2022, e 10,07% em 12 meses.

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, que previam um recuo entre 0,88% e 0,45%, com mediana negativa de 0,66%.Quer ajuda para colocar as contas em dia? Assine agora a newsletter e receba conteúdo gratuito e exclusivo no seu e-mail!


Porque me tornei um monarquista - Por Antônio Morais.



Não há e nunca existiu forma ou maneira mais própria de escolher o melhor que comparando. É comparando que se chega ao melhor ou ao menos ruim. 

Não carece ser um estudioso das diversas formas e sistemas de governo para avaliar a melhor. Hoje, como  observador da história posso afirmar sem medo de errar que a monarquia prepara sucessores, e, a republica  prepara herdeiros é só ver o que se conhece dos filhos do Lula e do Bolsonaro, que em nada diferem.

Se você tem alguma dúvida, leia a história, a nobreza, as ações, as atitudes, a lealdade, a humildade, o caráter e a probidade de Dom Pedro II e compare com o Pajé Lula, e com o Jair Bolsonaro. 

Afastemos-nos  da fossa republicano proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca.

Maria Firmina dos Reis, a primeira escritora abolicionista - Postagem do Antônio Morais.


A maranhense Maria Firmina (1825-1917) era negra e livre, "filha bastarda", mas formou-se professora primária e publicou, em 1859, o que é considerado por alguns historiadores o primeiro romance abolicionista do Brasil, Úrsula. O livro conta a história de um triângulo amoroso, mas três dos principais personagens são negros que questionam o sistema escravocrata.

A escritora assinava o livro apenas como "Uma maranhense", um expediente comum entre mulheres da época que se aventuravam no mercado editorial, e só agora começa a ser descoberto pelas universidades, segundo a professora de literatura brasileira da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Constância Lima Duarte.

Romance de Maria Firmina dos Reis é considerado o primeiro a trazer o ponto de vista de personagens negros no Brasil escravocrata.

Maria Firmina também publicava contos, poemas e artigos sobre a escravidão em revistas de denúncia no Maranhão.

De acordo com o Dicionário de Mulheres do Brasil: de 1500 Até a Atualidade (Ed. Zahar), ela criou, aos 55 anos de idade, uma escola gratuita e mista para crianças pobres, na qual lecionava. Maria Firmina morreu aos 92 anos, na casa de uma amiga que havia sido escrava.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

POR FALAR EM POBREZA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Em um encontro de dois saudosos poetas caririenses, Hélder França e Enéas Duarte, o primeiro deplorou a precária vestimenta do segundo:

Responde-me,

Oh! Pobre vate,

Qual foi o mal alfaiate

Que te aleijou de uma vez

Enéas não tardou a responder:

Foi o alfaiate da miséria

Que pobreza

É coisa séria

Foi a miséria quem fez.

Acontece que a pobreza que gera a fome não tem nada de poética.

Quando iremos nos preocupar com a pobreza no País?

O que falta para encarar esse problema com a urgência que ele merece?

Quem tem maiores responsabilidades sobre essa questão já experimentou passar um dia de fome?

E ver os seus dependentes vítimas dessa pena de morte por inanição?

Como em outros desafios, não há uma preocupação real com isso.

O objetivo parece ser mesmo naturalizar essa impiedade de séculos.

André Rebouças, o engenheiro que queria dar terras aos libertos - Postagem do Antônio Morais.


André Rebouças nasceu na Bahia, em 1838, em uma família negra, livre, e incluída na sociedade imperial. Quando jovem, estudou engenharia e começou a trabalhar na área. Foi responsável por diversas obras de engenharia importantes no país, como a estrada de ferro que liga Curitiba ao porto de Paranaguá. Conquistou posição social e respeito na corte. A Avenida Rebouças, importante via em São Paulo, é uma homenagem a André e a seu irmão Antonio, também engenheiro.

Em uma das obras de que participou, outro engenheiro pediu que Rebouças libertasse o escravo Chico, que era operário e tinha sido responsável pelos trabalhos hidráulicos. "Foi quando sua atenção recaiu sobre o assunto", escreve Angela Alonso, também em Flores, Votos e Balas. Chico foi, então, libertado.

"Sou abolicionista de coração. Não me acusa a consciência ter deixado uma só ocasião de fazer propaganda para a abolição dos escravos, e espero em Deus não morrer sem ter dado ao meu país as mais exuberantes provas da minha dedicação à santa causa da emancipação", discursou certa vez Rebouças, na presença do imperador Pedro II.

André Rebouças era adepto de uma reforma agrária que concedesse terras para os ex-escravos.

Na década de 1870, Rebouças se engajou na campanha pelo fim da escravidão. Participou de diversas sociedades abolicionistas e acabou se tornando um dos principais articuladores do movimento. Um de seus papéis foi fazer lobby - uma ponte entre os abolicionistas da elite e as instituições políticas, para quem executava obras de engenharia.

As ideias de Rebouças incluíam não apenas o fim da escravidão. Ele propunha que os libertos tivessem acesso à terra e a direitos, para serem integrados, não marginalizados. "É preciso dar terra ao negro. A escravidão é um crime. O latifúndio é uma atrocidade. Não há comunismo na minha nacionalização do solo. É pura e simplesmente democracia rural", proclamou Rebouças.

O engenheiro também se opunha ao pagamento de indenização para os senhores de escravos em troca da liberdade - para Rebouças, isso seria uma forma de validar que uma pessoa fosse propriedade da outra.

Apoiador da monarquia e da família real brasileira, Rebouças foi ainda um dos responsáveis pela exaltação da Princesa Isabel como patrona da abolição.

domingo, 7 de agosto de 2022

Colégio Diocesano do Crato - Postagem do Antônio Morais.


Aberto em 27 de março de 1927, inicialmente chamado de Ginásio do Crato, o Colégio Diocesano se tornou referência no interior, numa época em que muitas pessoas deixavam o Cariri para estudar em Recife,PE. 
No inicio a instituição só educava garotos – até adotar o ensino misto. Seu primeiro diretor foi o padre Francisco Pita, depois passou a ser administrado pelo monsenhor Joviniano Barreto, padre David Moreira e o monsenhor Montenegro, este último, passou 52 anos na direção da escola.
Ali, foram formadas diversas pessoas ilustres, como educadores, embaixadores, militares, sacerdotes e políticos.”Só não formou presidente da República”, resume o memorialista e jornalista Huberto Cabral. 
Entre as personalidades, estão ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, o ex-governador do Ceará, Adauto Bezerra, o ex-governador do Piauí, Helvídio Nunes de Barros, o ex-governador de Alagoas, Muniz Falcão, e os ex-ministros João Gonçalves de Sousa e Humberto Barreto.
Atualmente, o Colégio só abriga o Ensino Fundamental. Os familiares de estudantes acreditam que o ano letivo de 2022 já não acontecerá. 
Eles também denunciam que, na última vez que houve manutenção no prédio, para revitalizar a pintura das paredes, o custo saiu do bolso de pais e professores.

Minha gratidão "In memoria" - Por Antônio Morais

Manuel Batista Vieira, professor Vieirinha. 

No dia 25 de Fevereiro de 1969, sair de minha cidade Várzea-Alegre para o Crato no ônibus de Seu Totô.

Trazia no bolso da camisa uma carta do meu pai para Vieirinha, era assim que ele chamava na intimidade conterrâneo. Solicitando a minha matricula no Colégio Estadual Wilson Gonçalves do qual Vieira era diretor.  

Encontrei o Vieira na Livraria Católica sentado em cima do balcão conversando com José do Vale enquanto José Vieira, seu  irmão recebia e conferia uns livros.

Entreguei a carta, ele retirou do envelope, leu, colocou novamente e escreveu no verso do envelope : Faça-se! Mandou-me procurar Zuleide na secretaria do colégio.

Iniciava-se ali uma grande amizade. Como aluno e depois como amigo sempre o vi com os olhos de um filho e, acho que havia uma grande reciprocidade, ele me via com os olhos de um pai.

A minha amizade com o Velho Vieira passou  para os filhos José Flávio, Vicente e Luciano. 

Do Vieira eu guardo as melhores lembranças, muita gratidão, reconhecimento e saudade.

Maria Tomásia Figueira Lima, a aristocrata que lutou para adiantar a abolição no Ceará - Postagem do Antônio Morais.

Filha de uma família tradicional de Sobral (CE), Maria Tomásia foi para Fortaleza depois de se casar com o abolicionista Francisco de Paula de Oliveira Lima. 

Na capital, tornou-se uma das principais articuladoras do movimento que levou o Estado a decretar a libertação dos escravos quatro anos antes da Lei Áurea.

Segundo o Dicionário de Mulheres do Brasil, ela foi cofundadora e a primeira presidente da Sociedade das Cearenses Libertadoras que, em 1882, reunia 22 mulheres de famílias influentes para argumentar a favor da abolição.

Ao fim de sua primeira reunião, elas mesmas assinaram 12 cartas de alforria e, em seguida, conseguiram que senhores de engenho assinassem mais 72.

As mulheres conseguiram, inclusive, o apoio financeiro do imperador Pedro II para a iniciativa. 

Juntamente com outras sociedades abolicionistas da época, elas organizaram reuniões abertas com a população, promoviam a libertação de escravos em municípios do interior do Ceará e publicavam textos nos jornais pedindo a abolição em toda a província.

Maria Tomásia estava presente na Assembleia Legislativa no dia 25 de março de 1884, quando foi realizado o ato oficial de libertação dos escravos do Ceará, que deu força à campanha abolicionista no país.

sábado, 6 de agosto de 2022

Crônicas e contos - Por Antônio Morais.

A pior coisa do mundo é ver o olhar triste de uma criança causada pela fome e miséria. Causada pelas guerras sem sentidos comandadas por homens rígidos e impiedosos que nunca perceberão que a guerra só terá fim quando um dos lados desisti.

O tempo não apaga nada. Agente finge que esqueceu. Doe hoje e vai doer mais um pouquinho amanhã 

Pode ser que tempos depois melhore, pode ser que não. Mas, um dia passa, disso tenha certeza. Porque assim como a felicidade não é eterna, a tristeza também não há de ser.

Se você não sente a dor do teu irmão, a tua doença é maior do que a dele.

As lambanças da justiça - Por Antônio Morais.

No tem hábil Sérgio Moro e a esposa Rosângela Mora transferiram o domicílio eleitoral do Paraná para São Paulo. 

A justiça eleitoral de São Paulo barrou Sérgio Moro e permitiu para esposa. Ao mesmo tempo, o ministro do governo Bolsonaro Tarcísio de Freitas transferiu o domicílio para São Paulo numa aventura de doido, para concorrer ao governo do estado e foi aceita. 

É a justiça a serviço do puder, seja ele qual for, seja de onde venha. Se não forem impugnados teremos Rosângela Moro candidata a deputada federal por São Paulo e Sérgio Moro candidato a senador pelo Paraná. 

Este fato vai marcar e testemunhar a lambança da justiça eleitoral do Brasil.

Costumo dizer que os iguais se atraem, quem tem o puder de nomear e quem é nomeado. Triste de um país que tem uma justiça vendida e um povo que aplaude e sustenta esse sistema nocivo e seboso com o seu voto.

"Crônicas e Causos" - Por Wilton Bezerra, comentarista Generalista.

Sobre o livro "Crônicas e causos" do eminente cronista e comentarista esportivo Wilton Bezerra tenho a informar o que se segue : Ele informa que a edição esgotou.

Há um projeto de futuro para uma nova edição.

Deixou um abraço de agradecimento para todos os amigos..

Pode ser uma imagem de 5 pessoas, pessoas sentadas, área interna e texto que diz ""Reinventei 0 passado para ver sOLHU"
Curtir
Comentar
Compartilhar

ARREMESSOS FILOSÓFICOS - 9 - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

No futebol, simulação é indecente, falta de caráter.

Quando a morte chegar, não vai me reconhecer. Vai que escapo.

Nunca devemos nos deixar levar pela fama fácil das comunicações.

A felicidade conseguida através da fantasia é sempre provisória.

Puritanos públicos e devassos privados. É o pau que rola.

Não tem buraco no mundo que nos esconda dos problemas.

É verdade. A cada boa impressão deixada, criamos um inimigo.

A vida é cruel, com seu inexorável ciclo de envelhecimento.

O futebol é um ideia em movimento.

A espécie humana está distanciada de sua humanidade.

O amigo é uma loteria que ganhamos na vida.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Luís Gama, o ex-escravo que se tornou advogado - Postagem do Antônio Morais.

Luís Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 1830, em Salvador, filho de mãe africana livre e pai branco de origem portuguesa. Quando o menino tinha quatro anos, sua mãe, Luísa, teria participado da revolta dos Malês, na Bahia, pelo fim da escravidão.

Uma reviravolta ocorreu quando Gama tinha dez anos: ficou sob cuidados de um amigo do pai, que o vendeu como escravo. O menino "embarcou livre em Salvador e desembarcou escravo no Rio de Janeiro", escreve a socióloga Angela Alonso no livro Flores, Votos e Balas, sobre o movimento abolicionista. Depois, foi levado para São Paulo, onde trabalhou como escravo doméstico. "Aprendi a copeiro, sapateiro, a lavar e a engomar roupa e a costurar", escreveu o baiano.

Aos 17 anos, Gama aprendeu a ler e escrever com um estudante de direito. E reivindicou sua liberdade ao seu proprietário, afinal, nascera livre, livre era.

Em São Paulo, Gama se tornou rábula (advogado autodidata, sem diploma) e criou uma nova forma de ativismo abolicionista: entrava com ações na Justiça para libertar escravos. Calcula-se que tenha ajudado a conseguir a liberdade de cerca de 500 pessoas.

Gama usava diversos argumentos para obter a alforria. O principal deles era que os africanos trazidos ao Brasil depois de 1831 tinham sido escravizados ilegalmente. Isso porque naquele ano foi assinado um tratado de proibição do tráfico de escravos. Mais de 700 mil pessoas tinham entrado no país nessas condições. Apenas em 1850 o tráfico de escravos foi abolido definitivamente.

"As vozes dos abolicionistas têm posto em relevo um fato altamente criminoso e assaz defendido pelas nossas indignas autoridades. A maior parte dos escravos africanos  foram importados depois da lei proibitiva do tráfico promulgada em 1831", disse Gama na época.

Como escravos entravam na Justiça e faziam poupança para lutar pela liberdade.

O advogado ainda entrou com diversos pedidos de habeas corpus para soltar escravos que estavam presos, acusados, sobretudo, de fuga. Ainda trabalhou em ações de liberdade, quando o escravo fazia um pedido judicial para comprar sua própria alforria - o que passou a ser permitido em 1871, em um dos artigos da Lei do Ventre Livre.

Luís Gama morreu em 1882, sem ver a abolição. Seu funeral, em São Paulo, foi seguido por uma multidão. "Quanto galgara Luís Gama, de ex-escravo a morto ilustre, em cujo funeral todas as classes representavam-se. Comércio de porta fechada, bandeira a meio mastro, de tempos em tempos, um discurso; nas sacadas, debruçavam-se tapeçarias, como nas procissões da Semana Santa", relata Alonso.

Na hora do enterro, alguém gritou pedindo que a multidão jurasse sobre o corpo de Gama que não deixaria morrer a ideia pela qual ele combatera. E juraram todos. 

Crônicas e Causos - Postagem do Antônio Morais.

Recebi o livro do eminente cronista e comentarista esportivo Wilton Bezerra, "Crônicas e causos". Muito bom, li de uma tirada, recomendo aos amigos.

Gostei muito de  um causo que ele  conta do Delegado de Policia Civil de Várzea-Alegre Antônio Alves Costa, foto abaixo.

 

Apareceu um marido com queixa de um sujeito que estava saindo com  a sua mulher. 

O delegado tentou demover o queixoso daquela atitude, até que,  uma argumentação não pegou bem: " Amigo fique tranquilo que aquilo não se acaba"!

O marido traído retrucou em cima da bucha : "Não acaba mas afoloza".

Princesa Isabel do Brasil - Postagem do Antônio Morais.

Há exatos 176 anos, nascia aquela que se tornaria A Redentora, a Princesa D. Isabel do Brasil!

D. Isabel  foi a segunda filha, a primeira menina, do imperador D. Pedro II do Brasil e sua esposa a imperatriz D. Teresa Cristina das Duas Sicílias. Como a herdeira presuntiva do Império do Brasil, ela recebeu o título de Princesa Imperial.

A princesa serviu três vezes como regente do Império enquanto seu pai viajava pelo exterior. D. Isabel promoveu a abolição da escravidão durante sua terceira e última regência e acabou assinando a Lei Áurea em 1888. Apesar da ação ter se mostrado amplamente popular, houve forte oposição contra sua sucessão ao trono. 

O fato de ser mulher, seu forte catolicismo e casamento com um estrangeiro foram vistos como impedimentos contra ela, juntamente com a emancipação dos escravos, que gerou descontentamento entre ricos fazendeiros.

A monarquia brasileira foi abolida em 1889 e ela e sua família foram exilados por um golpe militar. D. Isabel passou seus últimos trinta anos de vida vivendo calmamente na França.

Não poderíamos deixar passar essa data tão especial para todo patriota: o nascimento daquela que teve seu trono usurpado! Teria sido uma grande imperatriz, muito à frente de seu tempo!

Que seu espírito esteja descansando em paz, Princesa!