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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.



Vista parcial de Várzea-Alegre.  Ao fundo a Serra Negra. Assim concluímos  as postagens sobre o ABC lá de nós. Da autoria da pesquisadora, historiadora  e memorialista Cristina Maria de Almeida Couto.

VALA MEU DEUS! – Valei-me Deus!
VANGLORIAR – Contar vantagens.
VARAPAU – Pessoa muito alta e magra.
VARIANDO – Endoidando; tresvariando.
VENTA – Nariz.
VENTO CAÍDO – Dor de barriga; diarréia.
VEXADA – Apressada.
VIAJANTE – Representante comercial; caixeiro viajante.
VIRADO NA PESTE – Irado; disposto a tudo.
VIRADO NUM TRAQUE – O mesmo que VIRADO NA PESTE.
VIRADO NUMA CACHORRA – Com raiva; valente.
VISAGE – Assombração; fantasma.
VITALINA – Solteirona.
VIXE MARIA! – Expressão de admiração; surpresa.
VOLTA – Cordão; colar.
VÔTI – O que é isso?
XELELEU – Bajulador; adulador; puxa-saco.
XIBIU – Jogo infantil com pedras.
XIXELAR – Usar sapatos como se fossem chinelos; com os pés por cima da parte traseira do sapato.
XIXELENTA – Arrastando os chinelos.
XÔXA – Sem graça, desanimada.
ZAMBETA – De pernas tortas.
ZAROLHO – Caolho; vesgo.
ZINGA – Azar.
ZININDO – Apressado; muito rápido.
ZUADA – Barulho; gritaria.
ZUADENTO – Barulhento.
ZUNHADA – Arranhar com as unhas; unhadas.
ZUNZUM – Fofoca; conversa por alto; boatos.
ZURUÓ – Tonto; lerdo.

Princesa Isabel, outra grande devota de Nossa Senhora Aparecida -- por Armando Lopes Rafael

   A mídia divulgou, à exaustão, durante as recentes comemorações alusivas aos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que foram doados à imagem da Santíssima Virgem, pela Princesa Isabel, tanto a coroa de ouro, como o primeiro manto de veludo cor de anil, este ricamente adornado, bordado em ouro, incrustado com pedrarias, usado na milagrosa escultura de terracota.

Com efeito, em 1884, arcando com todas as despesas do material e da confecção, ambos os ornamentos – símbolos da realeza – representavam uma forma de agradecimento por uma graça alcançada pela a Princesa Isabel, através de Nossa Senhora Aparecida.


      Ressalte-se que a coroa, com 14 centímetros de altura por 11 de largura, foi confeccionada por um famoso ourives do Rio de Janeiro, a pedido da Princesa Isabel. Impressiona a beleza dessa coroa! Com 300 gramas de ouro 24 quilates, ela é cravejada com 40 diamantes. A sagrada imagem de Nossa Senhora Aparecida foi coroada com essa valiosíssima joia numa cerimônia pública celebrada em 08 de setembro de 1904, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

     Uma curiosidade pertinente: qual a graça alcançada pela Princesa Isabel, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida? A Princesa não conseguia engravidar, ou seja, não conseguia dar ao Trono Brasileiro um sucessor. Depois de dez anos do seu casamento com o Conde d’Eu, o casal ainda não tivera filhos. Isabel Cristina de Orleans e Bragança era a sucessora imediata do pai, o Imperador Dom Pedro II. Ela teria sido a nossa primeira imperatriz, não fora o inopinado golpe militar, que extinguiu a monarquia e implantou a forma de governo republicana no Brasil, em 15 de novembro de 1889.
    Num site da Internet, “História da Princesa Isabel”, podemos ler o texto transcrito abaixo com rápidas abreviações, para melhor compreensão do leitor:

“A Princesa Isabel era devota fervorosa de Nossa Senhora Aparecida e tinha o sonho de ser mãe de um menino que herdasse o Trono Brasileiro. Nas tentativas de ser mãe a qualquer custo, a Princesa Isabel sofreu vários abortos e a primeira gravidez que conseguiu levar a cabo até os nove meses foi frustrante, porque resultou no nascimento de uma menina morta, após um parto difícil e muito doloroso que durou 50 horas. Quatro obstetras não conseguiram extrair o feto e foi necessária uma craniectomia, um procedimento rotineiro na época, que consistia na perfuração da cabeça da criança com o objetivo de reduzir o volume cerebral para a passagem do bebê.

“Como podemos imaginar esse foi um momento muito triste na vida da Família Imperial Brasileira. Mas, muito persistente, a devota de Nossa Senhora Aparecida pedia com muita fé o favor de a Santa lhe conceder um filho. Por isso, durante os meses de maio, consagrado à Virgem Maria, a Princesa dedicava, todos os dias do mês, limpando e adornando – com flores frescas – o altar de Nossa Senhora, existente na Igreja de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis (RJ). Um ano após perder a filha, a princesa deu à luz ao herdeiro do trono. No dia 15 de outubro de 1875, após 13 horas de trabalho de parto, nasceu Dom Pedro de Alcântara, que veio ao mundo asfixiado em consequência do fórcipe e sofreu lesões no braço esquerdo, que ficou paralisado, deixando sequelas ao príncipe durante toda a vida.
 Casa da Princesa Isabel em Petrópolis. Fica bem próximo à Catedral de São Pedro de Alcântara, este Padroeiro Principal do Brasil e da cidade de Petrópolis.

“Foi com muita fé que a princesa Isabel conseguiu realizar o sonho de ter um filho, após 11 anos de casada. Nos anos seguintes, o casal Princesa Isabel– Dom Luiz Felipe de Orleans– o Conde D’Eu ganhou mais dois herdeiros: Dom Luiz e Dom Antônio.

“Por duas vezes, durante o reinado de Dom Pedro II, a Princesa se fez romeira de Nossa Senhora Aparecida, dirigindo-se até a capela existente no distante município de Guaratinguetá, para oferecer régios presentes à miraculosa imagem. Em dezembro  de 1868, a Princesa presenteou à Mãe Aparecida com um rico manto de veludo, bordado com fios de ouro, contendo belo desenho representando as províncias do Império do Brasil. Em 6 de novembro de 1884, a Princesa voltou à igreja, acompanhada do marido e dos três filhos, onde era venerada a santinha morena, e doou a coroa de ouro, cravejada de brilhantes – acima mencionada – a qual continua sendo usada até os nossos dias”.

    O exemplo deixado por esses dois membros da Família Imperial Brasileira certamente influenciaram a muitos brasileiros – de todas as classes sociais – a ter uma fé mais forte em Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Fé e confiança que fizeram parte da vida da Igreja Católica em todos os tempos. E que iluminam ainda hoje, a nossa caminhada, principalmente nestes dias difíceis do século XXI.


A crônica do fim de semana

Pouca vergonha: Não são só os políticos, a população brasileira também adere à prática de roubar o que pode  -- por Paulo Sampaio (*)

Morador há quase 20 anos de Higienópolis, na região central de São Paulo, costumo frequentar diariamente as confeitarias da área. Recentemente, me surpreendi com a informação dada por uma atendente da Cristallo (fundada em 1953) do Shopping Patio Higienópolis, onde um doce de tamanho médio pode custar R$ 8,50, e uma empada, quase R$ 9: na hora em que a moça me trouxe o café, eu disse na maior ingenuidade que tinham esquecido de colocar o açúcar e o adoçante na mesa. Ela perguntou quantos envelopes eu queria, enfiou a mão no bolso do uniforme e tirou a quantidade. “Se precisar mais, só pedir”, disse.

Perguntei se era uma nova política da casa, ela me informou que “mais ou menos”: “Os clientes começaram a pegar (envelopes de adoçante e açúcar) para levar, então foi preciso tirar da mesa.”
Levar? Pra onde?

A assessora da Cristallo confirma o afano, meio na defensiva: “Experimenta colocar o adoçante e o açúcar na mesa, e depois faz as contas para ver o que levam por dia, por mês, por ano. Imagine o custo disso!”

No dia seguinte, provoco uma funcionária antiga da confeitaria para saber mais detalhes do fenômeno. Ela diz que “pegam inclusive o porta-açúcar, as xícaras, os talheres; levaram até a ‘caixinha’ que as meninas deixam em cima do balcão para as gorjetas. E levaram quando estava cheia”.Digo: “A senhora trabalha aqui há muito tempo, deve saber quem são esses clientes…” Ela: “Claro! Tudo velhinho aqui do bairro mesmo! Outro dia, judiação, até morreu um.”

Eu: “O café aqui não é o mais barato do bairro. Quem pode pagar, precisa levar a xícara?” Ela: “Esses que levam não consomem muito não. Enrolam um tempão só num cafezinho.”

Muito dessa desinibição dos “velhinhos” da região ela atribui à idade. “A gente vai ficando velho, piora né? Quer dizer: eu espero não ficar assim.” Ela conta que antes, “era colocar as coisas na mesa e em cinco minutos já não tinha mais nada”.

Um andar abaixo, no café da grife de chocolates Kopenhagen (89 anos de existência), a balconista me diz a mesma coisa. “Ih, levam tudo..” e enumera.  No caso específico desta loja, há um agravante. As mesas ficam num terraço em uma área externa do shopping, fora do ângulo de visão das atendentes. “Nem sempre a gente tem condição de vigiar as mesas”, diz uma. Quem “leva” o adoçante é o cliente de uma loja onde barra de chocolate de 100g custa até R$ 24.
Procurada, a assessoria da Kopenhagen não comentou.Kopenhagen: terraço foge do ângulo de visão das funcionárias (Foto: Paulo Sampaio/UOL)

Uma semana depois, me sento na Dulca (inaugurada há 66 anos) da Rua Itacolomi, onde um sonho pode custar R$ 10. Mesma coisa. Converso com um dos donos, Bruno, ele ri.  Pergunto se os que “levam” são mais homens ou mulheres. Ele resiste, e então responde: “Olha, eu não quero ser sexista, mas pelo que eu observo, cabe mais coisa numa bolsa…”

Na padaria Benjamin Abrahão, de novo, a atendente pergunta quantos envelopes de adoçante eu preciso.  Será possível? “Sim”, diz ela, temos a orientação de não deixar na mesa. A assessora de imprensa faz uma expressão de espanto: “Quando foi isso? Deve ter sido engano do funcionário. Vou verificar agora mesmo.”

Uma notícia razoavelmente apaziguadora para os “velhinhos de Higienópolis”.  Eles não estão sozinhos. De acordo com Cristallo e Dulca, o racionamento de açúcar e adoçante nas mesas é extensivo a outras unidades deles da cidade.

 (*) Sobre o autor:
 Nascido no Rio de Janeiro em 1963, Paulo Sampaio mudou-se para São Paulo aos 23 anos, trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, nas revistas Elle, Veja, J.P e Poder. Durante os 15 anos em que trabalhou na Folha, tornou-se especialista em cobertura social, com a publicação de matérias de comportamento e entrevistas com artistas, políticos, celebridades, atletas e madames.

PSDB descobre que tem vocação para a morte - Por Josias de Souza.

Finalmente, o PSDB descobriu sua vocação política. O partido está vocacionado para a morte. O tucanato faz tudo para morrer o mais depressa possível. As práticas da legenda, suas ambiguidades, suas contradições mal disfarçam a vontade, a urgência da morte. Protagonista do seu próprio cortejo fúnebre, o PSDB caminho rumo ao fenecimento carregando as alças de dois pesos mortos: o caixão do governo Temer e o caixão de Aécio Neves.

Temer é um defunto com caneta e Diário Oficial. Com a ajuda de um coordenador político tucano, ele compra na Câmara mais um ano de sobrevida. Aécio, trancado em casa e em seus rancores, parecia fora de combate. Mas o Senado deu-lhe uma sacudida. E o personagem, insepulto, tranforma o PSDB no primeiro partido da história a ter como presidente um defunto.

O nome mais cotado para representar o PSDB na disputa presidencial de 2018 é Geraldo Alckmin. Jurado de morte até pelo seu pupilo João Doria, Alckmin se finge de vivo. Mas revela-se um vivo pouco militante. Não consegue se posicionar com clareza sobre o rompimento com Temer e o expurgo de Aécio. Não é à toa que frequenta as pesquisas como um sub-Bolsonaro. É como se Alckmin pedisse aos eleitores não votos, mas coroas de flores.

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Padre José Alves Bezerra, único padre filho de Várzea-Alegre a  administrar a igreja local - Os demais todos foram de outras cidades. Mandato - 1878 a 1883.

SABACU – Empurrão muito forte.
SACUDIR – Tirar a poeira; limpar.
SACULEJAR – Balançar; chacoalhar.
SAÍDO – Aquele que gosta de aparecer; de ser o centro das atenções.
SAIR AZUADA – Desnorteada.
SAIR QUE O RABO ERA UM REI – Sair precipitadamente; de forma apressada.
SALAVANCO – Solavanco; movimento do carro em buracos.
SALTO MORTAL – Mergulho de lugar muito alto; perigoso; dando piruetas.
SE ABRIR – Sorrir.
SE AMOSTRAR – Querer aparecer; ficar em destaque.
SE ARROMBAR – Se dar mal; quebrar a cara.
SE OMBREIRA – Se iguala; ficar no mesmo nível.
SEBOSEIRA – Imundície; sujeira.
SEGURAR VELA – Tomar conta de um namoro.
SIBITO – Pessoa muito magra.
SINTINA – Vaso sanitário.
SÓ NO CRATO – Metido a besta.
SÓ OS QUEIXOS – Pessoa envelhecida precocemente; depauperada; acabada; muito magra.
SÓ UM TRISCO – Um pouco; por um fio; quase nada.
SOCADO (1) – Cheio; entupido; lotado.
SOCADO (2) – Enfiado em algum lugar por muito tempo.
SOLTA DE CANGA E CORDA – Livre; solta demais; sem dono.
SOLTO NA BURAQUEIRA – À vontade; livre para o que der e vier.
SÔPA – Ônibus.
SUPAPO – Puxar com muita força algo ou alguém.
SURRUPIAR – Roubar; furtar.
SUSTANÇA – Nutrição.
SUVACO – Axila.
TÁ DE BOI – Menstruada.
TÁ DE BUCHO – Grávida.
TÁ NA PINDAÍBA – Sem grana.
TABACO – Ânus.
TABEFE – Tapa.
TACO – Pedaço.
TAMBURETE – Banco pequeno.
TANJER – Espantar; levando para um outro local.
TAQUINHO – Pedacinho.
TERNANTONTE – Há três dias.
TERTULHA – Festa realizada em residências.
TEXTO – Tampa de panela.
TIBUNGO – Mergulho.
TININDO – Apertado.
TIQUINHO – Pouquinho.
TIRAR A HONRA – Desvirginar; deflorar.
TIRAR O CHOCO – Apanhar muito; sova grande.
TIRAR O CU DA VAREDA – Se mandar; dar o fora.
TIRAR REISADO – Andar de casa em casa; fazer visitas.
TIRINETE – Coisa grave; confusão.
TIRRINA – Utensílio feito de barro.
TISGA – Tuberculosa.
TIÚBA – Preguiça; ressaca.
TOCA – Brincadeira infantil; pega-pega.
TOPE – Do mesmo tamanho; da mesma estatura.
TOPETE – Ousadia; falta de respeito.
TORAR – Arrebentar; cortar.
TRAJE – Roupa feita especialmente para certa ocasião.
TRAMELA – Peça de madeira usada para fechar portas.
TREMPES – Grades do fogão.
TREPEÇA – Coisa velha; de pouco valor; quinquilharia.
TRESVALIAR – Delirar.
TRIBUFU – Pessoa feia e gorda.
TRIETE – Está por um fio.
TRIPA GAITEIRA – Parte do intestino.
TRISCAR – Encostar de leve.
TROCENDO – Fazer pressão para os dois lados.
TROÇO – Coisa ou pessoa de pouco valor.
TRONCHO – Torto; inclinado.
TROUXA – Fardo de pano.
TRUAR – Acontecer.
TRUPICAR – Tropeçar.
TRUSSUI – Pessoa gorda; mal feita de corpo.
TRUVEJO – Confusão com muito barulho.
TRUVISCADO – Bêbado; um pouco tomado.
TUDO QUANTO AI – Completo; tudo.
TUNTUM – Ombros.
TUTUBIAR – Andar tropo; meio bêbado.
UM NACO – Um pouco; um pedaço.
UM TACO – O mesmo que UM NACO.
UMA HORA DESSA – Qualquer hora ou tempo; sem definir exatamente quando.
UMBORA! – Vamos!
UNHEIRO – Unha inflamada nos cantos, unha encravada.
URUCUBACA – Azar.


LOUCURA E CINISMO - Por Wilton Bezerra.

Não foi só o gerente que endoidou nesse país.
Tá todo mundo louco.
O cinismo vem a reboque e produz uma mistura letal.
Os luminares da crônica esportiva descobriram, depois de um clássico, que a qualidade do futebol brasileiro foi pro ralo.
Ora, eu quero é novidade.
Um narrador, voz dos interesses do patrão, dá uma de oráculo pedindo para passar o esporte a limpo.
A partir de quando as estruturas esportivas no Brasil foram salubres?
Inocente. Está notando agora?
Negócio bom é seduzir os idiotas.
Cusparada no prato, depois do bucho cheio.
O povo, ou melhor, a população bebe para disfarçar a humilhação terrestre.
Os políticos vendem a alma em módicas prestações.
O reacionarismo de volta e a pleno vapor.
A multidão atordoada a golpes de loucura e cinismo não sabe contra quem protestar.
Perde-se entre as vaias e aplausos.
Sabe-se que o brasileiro sempre aplaudiu o que não entende.
Também, um país que admite ter sido descoberto por acidente não pode ser levado a sério.
Pelo menos por enquanto.
Esse é apenas um pequeno flash da vida louca e cínica que levamos.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O Padre e as duas malas - Por Dr. Mozar Cardoso de Alencar


Era um ano de copioso inverno. O Bispo havia transferido o padre de uma paróquia para outra. A saída da cidade tinha que ser feita atravessando obrigatoriamente o leito de um rio, que ao pé do subúrbio, e nesse dia o rio estava cheio, transbordando.

O padre chega a margem do rio e entrega duas malas ao caboclo, dono de uma balsa de paus flutuantes com que explorava o comercio do transporte de pessoas e de cargas para a outra margem. Entrega as malas e vai dizendo: essa mala aqui é da igreja, ela conduz coisas sagradas: O cálice, a âmbula, as hóstias, as galhetas de vinho, paramentos, opas, quadros e estatuetas de santos, tenha todo cuidado com ela. Essa outra é a mala que leva apenas minhas roupas, e meu dinheirinho.

O caboclo lança-se sobre o dorso dos vagalhões das águas barrentas guiando a frágil embarcação. Poucos minutos depois, lá do meio do rio, grita o caboclo: seu Padre, o peso é demais. A balsa vai virar, é preciso empurrar dentro do rio uma das malas, qual é a que eu salvo? Ao que o padre aflito em desespero, respondeu: salve a do dinheiro! E o poeta ironizou:

Salve a mala do dinheiro!
Deixe a do santo afogada!
Com dinheiro eu compro santo!
Com o santo eu não compro nada!.

Um fato histórico que merece reflexão: O moinho de Sans-Souci

Um episódio muito curioso ocorreu com o Rei Frederico II da Prússia, cognominado o Grande, que reinou de 1740 a 1786, sendo um dos Soberanos mais absolutistas que a Histórica conheceu, protótipo do déspota coroado, mas que considerava normal respeitar a propriedade privada de um pobre moleiro.

Aconteceu que o Rei mandou construir, inteiramente segundo seu gosto, um Palácio, ao qual deu o nome francês de Sans-Souci. Concluída a construção do Palácio, quando se tratou de proceder o ajardinamento das áreas que o cercavam, aconteceu que um moleiro, velho e teimoso, não quis vender ao Rei o seu moinho... que ficava bem no meio da área que, nos planos régios, seria ocupada pelo parque.

O Soberano ofereceu pagar a quantia que o moleiro estipulasse, por mais elevada que fosse. Mas este, obstinado, recusou. Qualquer governante republicano atual não hesitaria: imediatamente fulminaria um decreto de desapropriação por interesse público. Tal solução não foi adotada pelo déspota coroado.

O Rei simplesmente se resignou a ter, bem no meio do seu parque, a companhia incômoda do moinho, que fazia barulho e sujava a área com a farinha que o vento levava. E o célebre moinho acabou por se incorporar definitivamente ao parque régio.

Conta-se que, mais de cem anos depois, os descendentes do moleiro, necessitando de dinheiro, procuraram o remoto sucessor do Rei Frederico II, para lhe perguntar se não desejaria adquirir o moinho. O Rei Frederico Guilherme IV se recusou fazer a compra, mas ordenou que fosse entregue aos moleiros, como presente, a quantia que eles pretendiam receber pela venda.

Isso porque a permanência daquele moinho, como propriedade privada encastoada dentro do Palácio de Sans-Souci, era um símbolo das liberdades prussianas, era um monumento nacional, que permanece de pé até os dias de hoje.

- Baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira, com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, do Prof. Armando Alexandre dos Santos.

Foto: o Moinho do Palácio de Sans-Souci.


Família Imperial Brasileira, devota de Nossa Senhora Aparecida (por Armando Lopes Rafael)


     Por meio de vários gestos e ações, membros da Família Imperial Brasileira contribuíram para a propagação da devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, neste país continental. O ramo brasileiro da dinastia dos Bragança era considerado, a seu tempo, o mais católico, entre as diversas famílias reais existentes no mundo, reinantes no século XIX. 

     Aliás, mesmo antes de o Brasil conseguir a sua independência de Portugal, alguns membros da família Bragança já eram afeiçoados a Nossa Senhora Aparecida.  Dois deles se destacaram, de maneira especial, na propagação dessa devoção. Legaram para os registros históricos testemunhos da fé e confiança que depositavam na Mãe Aparecida. Foram eles: Dom Pedro I e a Princesa Isabel.

O devoto Dom Pedro I
      O Pe. Gilberto Paiva, no seu livro “Aparecida 300 anos” (citando José Luiz Pasin, no artigo “A viagem histórica do Príncipe regente Dom Pedro pelo Vale do Paraíba, em agosto de 1822”– in Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Vol. LXX, 1973, p.581) escreveu:

 “Na viagem que empreendeu para o Rio de Janeiro, por ocasião da Independência do Brasil, Dom Pedro e comitiva eram esperados em Guaratinguetá no dia 17 de agosto. No dia 20 de agosto de 1822, a comitiva real seguiu viagem para a Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pindamonhangaba, acompanhada por algumas autoridades do lugar. Segundo a tradição, ao passar pela Capela de Nossa Senhora Aparecida, o príncipe entrou no recinto e, ajoelhando-se, orou, pedindo à santa proteção para o Brasil e sucesso na jornada que se propunha”.

Princesa Isabel, outra grande devota de Nossa Senhora Aparecida
   A mídia divulgou, à exaustão, durante as recentes comemorações alusivas aos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que foram doados a imagem da Santíssima Virgem, pela Princesa Isabel, tanto a coroa de ouro, como o primeiro manto de veludo cor de anil, este ricamente adornado, bordado em ouro, incrustado com pedrarias, usado na milagrosa escultura de terracota. Com efeito, em 1884, arcando com todas as despesas do material e da confecção, ambos os ornamentos – símbolos da realeza – representavam uma forma de agradecimento por uma graça alcançada pela a Princesa Isabel, através de Nossa Senhora Aparecida.

      Ressalte-se que a coroa, com 14 centímetros de altura por 11 de largura, foi confeccionada por um famoso ourives do Rio de Janeiro, a pedido da Princesa Isabel. Impressiona a beleza dessa coroa! Com 300 gramas de ouro 24 quilates, ela é cravejada com 40 diamantes. A sagrada imagem de Nossa Senhora Aparecida foi coroada com essa valiosíssima joia, numa cerimônia pública celebrada em 08 de setembro de 1904, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

(Texto de Armando Lopes Rafael)

O Antagonista.


As chaves da cadeia.

Lula processou a Veja por uma capa em que ele aparecia vestido de presidiário.
Ontem os desembargadores do TJ negaram seu recurso.
Agora só falta transformar a imagem da Veja em realidade.


Alckmin afasta-se de Temer.

Pensando em 2018, o voto mais importante na CCJ foi o de Silvio Torres, que votou pelo afastamento de Michel Temer.
Ele é secretário-geral do PSDB e lidera o grupo de deputados ligados a Geraldo Alckmin.
Ele disse ao Estadão:
“O governador não se movimentou e não vai se movimentar para pedir votos aos deputados”.
Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, afastou-se de Michel Temer.
João Dória, candidato do Centrão, associou-se a Michel Temer e poderá contar com o apoio da máquina estatal.


Maia marca para a próxima quarta votação de denúncia em plenário.

Rodrigo Maia marcou para a próxima quarta-feira (25) a votação no plenário da Câmara da segunda denúncia contra Michel Temer.

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Igreja de São Raimundo - Várzea-Alegre 1918. Demolida em 1930 pelo Padre José Ferreira Lobo e construída  no seu lugar o templo atual.

QUADRADO – Cercado para bebês.
QUANDO ACABAR – Além de tudo; além do mais; afinal; no final das contas.
QUARTINHA – Moringa.
QUE DIABO É ISSO? – O que está acontecendo?
QUEBRANTO – Mau olhado.
QUEBRAR – Dobrar a esquina.
QUEBRAR O POTE – Menstruar pela primeira vez.
QUEIMA – Vender barato; promoção.
QUEIXADA – Mandíbula.
QUENGA – Meretriz; prostituta.
QUENGO – Cabeça; crânio.
QUENTURA – Calor.
QUIQUIQUI-CÁCÁCÁ – Referente à risada de alguém.
RABO DA GATA – Cabaré.
RABO DE BURRO – Tarado.
RABO DE GALO – Tipo de cachaça.
RADIOLA – Vitrola; som para tocar LP.
RAME-RAME – Algo estagnado; lengalenga.
REBOLAR NO MATO – Jogar no lixo.
RECA – Turma.
REIMOSO – Qualidade de certas comidas; que podem fazer mal; desencadeando algum processo inflamatório.
RELAR – Arranhar.
REMANCHÃO – Lento; vagaroso.
REMEDAR – Imitar.
REMELA – Secreção dos olhos.
REPARAR – Prestar atenção; observar.
REPARE! – Olha só! Veja!
RESMUNGAR – Reclamar sussurrando.
REVESTRÉS – De mau jeito ou de qualquer jeito; mal feito.
REZINGAR – Pechinchar, pedir menor preço; barganhar.
RIBULIÇO – Confusão.
RIDIMUNHO – Ventania; redemoinho.
RIRRI – Zíper.
RODADO – Pessoa experiente; vivida.
RODAGE – Estrada; com asfalto.
ROLÉTA – Briga de murros; corpo a corpo.
ROMBUDO – Sem ponta.
RONXA – Pancada; mancha arroxeada; hematoma.
RUDILHA – Pano de prato.
RUMA – Em grande quantidade.
RUMBORA! – Vamos!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A POPULARIDADE DA GLOBO VERSOS O POPULISMO DE LULA - Antonio Gonçalo de Sousa.

Atualmente nota-se um ceticismo da população brasileira na interpretação da ação da emissora Globo. Sabe-se,  porém, que a maioria desse povo foi criado assistindo sua programação, a despeito de não haver, em determinado momento, outras concorrentes à altura, principalmente nos primórdios do surgimento da televisão.

O povão assiste a Globo de muito tempo e os atores e artistas da emissora são conhecidos demais de todo o público. Isso não se pode negar. Contudo, eis que, agora, uma onda de revanchismo vem tentando plantar nas diversas classes sociais um sentido de mal-condutora de tudo à essa empresa de comunicação, que por muito tempo foi singular na preferência do público. 

Julgo que,  em que pese alguns exageros, principalmente na área novelesca, no geral, o grupo de comunicação em referência atua para o mercado.

Há enfoques diversificados de notícias, crônicas, novelas, cotidiano, documentários, etc, na grade da sua programação. Portanto, não é possível apontar um direcionamento no seu foco de trabalho, embora sinta-seque há um segmento da mídia que a qualifica como popular.

Ultimamente, por conta do modernismo nos temas escolhidos, tem havido reclamações dos mais diversos setores sobre a falta de uma melhor pesquisa por parte da Globo em termos de preferência da população para adoção de quadros na programação que, por vezes, deixam transparecer invasão de privacidade e incentivo às degenerescências, como criminalidade, pedofilia, etc.

Na área política, o quadro é mais  grave, já que, principalmente com a operação Lava Jato e, consequentemente, diversas operações do MPF e PF, como as demais empresas do ramo,  a empresa viu-se na obrigação de divulgar noticiosos envolvendo muitos desmandos políticos. Nesse contexto, observa-se que  o grupo mais ligado às falcatruas, o PT, sentiu-se encurralado pelos dois flancos, ou seja, a popularidade da

Globo atingiu o populismo do Lula e de seus asseclas.

Devassidão ética inviabiliza o esconde-esconde - Por Josias de Souza.

Em meio ao surto de devassidão ética que acometeu a política brasileira, os políticos passaram a cultivar o desejo de viver uma vida pública como se fosse privada. O Senado se esforçou para votar o caso de Aécio Neves secretamente. Michel Temer e seus aliados se irritaram com a divulgação do conteúdo da delação do doleiro Lúcio Funaro, que expôs detalhes da relação íntima do presidente com a banda devassa do PMDB. Todos fogem dos olhares do eleitor.

A má notícia é que os políticos, sempre apaixonados pela sombra, continuam se esforçando para sonegar informações à opinião pública. Não se deram conta de que a sujeira já vazou pelas bordas do tapete. A boa notícia é que a tentativa frustrada de fuga expõe um certo sentimento de vergonha. Não resolve o problema. Mas pode ser um começo. Resta torcer para que o eleitor saiba usar a transparêcia a seu favor.

Se pudessem, os políticos apagariam as luzes eternamente, com medo de que houvesse eleitores escondidos no claro. Por sorte, já não é possível brincar de esconde-esconde na política. As listas de votação estarão na vitrine de 2018. No Senado, o caso de Aécio. Na Câmara, o caso de Temer. E todos os outros casos que ainda estão por vir. Os políticos já não conseguem escapar nem mesmo do espelho, cujo reflexo é de uma franqueza brutal e irretocável.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Feira - Utensílios de  barro. Várzea-Alegre.

PABULAGEM – Contar vantagens; contar riqueza.
PALAVRIADO – Vocabulário próprio de uma região.
PALEIÊNTA – Pessoa exigente.
PALUXIO – Pessoa cheia de frescura.
PAMPA – Pessoa com manchas brancas na pele; vitiligo.
PAPAFIGO – Bicho-papão.
PAPEIRA – Caxumba.
PARAPEITO – Soleira de janela ou parte alta que sirva de assento.
PARICEIRA – Parceira; comparsa.
PARIDAS – Rabanadas; fatias douradas.
PARTIDO BOM – Rapaz de futuro; rico.
PASSAMENTO – Desmaio.
PASSAR BABAU – Enganar; ludibriar.
PASSAR PRECISÃO – Aperto financeiro; pouco dinheiro.
PASTORAR – Vigiar; prestar atenção.
PATAMAR – Pátio de igrejas.
PAU DA VENTA – Osso do nariz.
PÉ DE PAU – Árvore.
PÉ RAPADO – Pessoa pobre.
PEGANDO MARRECA – Calça comprida na altura do tornozelo; curta.
PEGAR BIGU – Pegar carona.
PEGAR MORCEGO – Andar pendurado atrás de caminhão ou carroça.
PEGAR PELAS BITACA – Pegar pela gola da camisa.
PEGAR UMA APOSTA – Fazer uma aposta.
PEGUENTO – Sujo; pegajoso.
PEIA – Surra; sova.
PÉÍA DE CARNE – Pele de carne; aparas.
PEITAR – Esbarrar; barruar; ir de encontro e bater.
PELEJAR – Insistir.
PENCA – Muitas coisas juntas.
PENDENGA – Coisa pendente; questão; processo na justiça.
PENSA – Torta; inclinada.
PERAINDA – Espere um momento.
PERDER A HONRA – Deixar de ser virgem.
PERNOITAR – Passar a noite.
PESQUEIRO – Tapa na orelha.
PIA A CARA! – Olha!
PICHILINGA – Inseto muito pequeno.
PINGO DA MEIDIA – Meio-dia; doze horas da manhã.
PINGUELO – Clitóris.
PINHA – Ata; fruta do conde.
PINICAR – Latejar; coçar.
PINOTAR – Pular.
PIOLA – Ponta de cigarro; resto.
PIRÔLA – Chilique.
PIRUGALO – Brincadeira infantil; esconde-esconde.
PITÓ – Rabo-de-cavalo.
PLANTAR NA TESTA – Jogar algo em direção ao rosto.
PÓ – Talco.
POSSA SER – Pode ser.
POTOCA – Dizer besteiras; conversas tolas.
PRASTADA – Coisa achatada.
PRECUNDIA – Tristeza; angústia; mau presságio.
PRESEPADA – Palhaçada; marmota.
PUÍA – Jogar conversa fora.

O Antagonista.


STF sem credibilidade.

A Lava Jato sabe que o STF está armando um golpe para reverter a possibilidade de prender condenados em segundo grau.
Na prática, isso já ocorreu.
“Diante da tendência de rever o julgamento da execução provisória da pena, vários ministros começaram a dar decisões liminares para soltar réus que foram presos após a decisão de segundo grau.
Eles estão fazendo isso contra a decisão proferida pelo pleno do tribunal. Foi uma decisão do tribunal pleno, com efeito vinculante a toda a Justiça. Uma decisão contrária de um ministro retira a credibilidade do próprio tribunal.”


A mesma desonestidade dos petistas.

Essa tentativa das defesas de Michel Temer e Aécio Neves de confundirem os seus clientes com as instituições que os alojam é desonesta.
A mesma desonestidade dos petistas.
Um presidente da República não é a Presidência da República.
Um senador não é o Senado.


O candidato de Temer.

Michel Temer convidou João Dória para jantar hoje à noite, informou Andréa Sadi.
Está cada vez mais claro que o prefeito de São Paulo será o candidato do governo na disputa pelo Palácio do Planalto.
João Dória vai se queimar com a proximidade de Michel Temer.
Ao mesmo tempo, poderá contar com a máquina estatal, o tempo de TV do PMDB e dos partidos aliados e o autofinanciamento sancionado pelo presidente da República.

Fotografias para história - Por Antônio Morais.

A fotografia, de fato, não representa apenas o resultado de um simples "Clique". Outro dia olhando algumas fotografias antigas, pois-me a pensar que merece destaque é o fato da fotografia ressuscita sentimentos ou, como dizem alguns pensadores, ressuscitar o "morto". 

Esta é uma qualidade da foto que independente de seu tempo e do modo como foi produzida pode atuar tanto em âmbito particular como coletivo. Em nível particular, uma foto pode reavivar sentimentos relativos a alguém que não está mais presente e outros que já se foram, ou trazer, por instantes, sensações vividas em determinada época e que já não existem mais.

A fotografia fixa um tempo que não volta, congela um momento. Completando pensamento, pode-se afirmar que a foto possui um caráter manipulador, mas conservador sob determinados aspectos, e não incondicionalmente. 

O que ficou  da foto  de grandes lideres mundiais como : 


Abraham Lincoln.


Elisabeth II.


Papa João Paulo II e tantas figuras  que engrandeceram o mundo.

O desafio que fica para você é procurar e encontrar uma foto do  Luiz Inácio Lula, em qualquer  solenidade, com a família, com amigos, com políticos e empresários que  não exista  gente  denunciada, condenada e presa. Essa  é a fotografia  que  ficará  do Pajé  para o  futuro e para sua história. As fotos dizem tudo.


Casa Civil e Ministro da Fazenda - Denunciados,  condenados e presos.


Eike Batista, Sergio Cabral e esposa.  Denunciados,  condenados e presos. O bacanal do Rio de Janeiro.



Essa está completa. - Representa bem o governo  do Pajé de Garanhuns.


O último prefeito "udenista" de Crato -- por Armando Lopes Rafael

  José Horácio Pequeno/ Credito: foto sobre foto:Wilson Bernardo

   Durante cerca de vinte anos – após a redemocratização do Brasil em 1946, com o fim da longa ditadura de Getúlio Vargas – um partido político, a União Democrática Nacional-UDN elegeu seguidamente todos os prefeitos de Crato.

   E a UDN só perdeu o comando político da (então) mais importante cidade caririense, por consequência da dissidência de uma importante e honrada liderança udenista local: o Sr. José Pinheiro Esmeraldo. Este era o candidato natural da UDN a prefeito de Crato nas eleições de 1962. No entanto foi preterido por membros do diretório municipal da sigla, que preferiram homologar o Dr. Derval Peixoto como o candidato da UDN. Desgostoso com a quebra do compromisso anteriormente firmado, José Esmeraldo se lançou por outra agremiação política, obtendo mais de mil e seiscentos votos, número elevado para aquela época. Com a UDN dividida, o vitorioso no pleito de 3 de outubro de 1962 foi o professor Pedro Felício Cavalcanti, candidato do PSD, partido que  pela primeira vez -- chegava ao poder em Crato.

José Horácio Pequeno foi assim o último prefeito udenista de Crato.
    Eleito em 1958 cumpriu seu mandato até início de 1963. Nascido em 29 de julho de 1895 ele era filho de Horácio Jácome Pequeno e de Maria de Alencar Pequeno, esta irmã do famoso coronel Nelson Alencar, do Lameiro. Horácio Jacome teria passado a vida no anonimato, não fosse o fato de ter sido assassinado – na trágica noite de 7 de novembro de 1903 – por sicários da guarda particular do então chefe político de Crato, José Belém de Figueiredo, fato ocorrido durante uma serenata. Esse assassinato foi o pivô da revolta popular – liderada pelo Coronel Antonio Luiz Alves Pequeno – que apeou do poder o Coronel José Belém de Figueiredo.

    José Horácio Pequeno descendia de importantes e tradicionais famílias cratenses, mas, devido ao atraso do meio em que vivia, pouco estudou. Isso não o impediu de se tornar um destacado comerciante de rapadura, farinha de mandioca, sementes oleaginosas e peles de animais, produtos de muita comercialização naquele tempo. Além do mais, ele gozava da fama de ser rigorosamente honesto em tudo que empreendia. Já como prefeito de Crato, enfrentou dificuldades não pensadas. A começar pelo fato de ser oposição ao governador do Ceará daquele quatriênio, Parsifal Barroso, este filiado ao PTB. Encontrou ainda uma arrecadação na Prefeitura bem pequena, que mal cobria o pagamento do funcionalismo municipal.

   Além disso, José Horácio sempre ajudou os pobres de Crato e levou esse costume para a Prefeitura. Todos os dias muitos o procuravam e quase  ninguém saía de lá com as mãos abanando. Finalmente, ele não contou com uma boa assessoria para ajudá-lo a administrar o Crato. Seu mandato como prefeito coincidiu com o início de profundas mudanças e avanços tecnológicos, que varreria todo o mundo, e, consequentemente, o Cariri.  Estas, algumas razões porque sua administração passou marcada, inegavelmente, com pouco brilho.

    Para piorar o quadro, o início da década 60 marcou também o começo do vertiginoso crescimento da vizinha cidade de Juazeiro do Norte, o que ofuscou a liderança que o Crato exercera isoladamente, até então, no Cariri. Só para citar um dado: com o advento da energia elétrica da Chesf ao Cariri, a cidade que naturalmente deveria receber a sede da Celca (Companhia de Eletricidade do Cariri) era Crato. Entretanto, os cratenses subestimaram o poder de organização da sociedade de Juazeiro do Norte, e as lideranças daquela cidade foram mais competentes levando a sede da Celca para lá. A festa comemorativa à chegada da energia gerada pela cachoeira de Paulo Afonso – que trouxe até o Ministro da Viação para a solenidade – foi toda feita em Juazeiro do Norte. De lá para cá a vizinha cidade só tem contabilizado vitórias quando disputa com Crato a localização de melhoramentos destinados à região.

    Ante essas adversidades citadas, José Horácio nunca perdeu a calma para justificar as dificuldades que enfrentou como prefeito de Crato. E continuou a agir com a mesma tranquilidade, com a mesma distinção pessoal, com sua postura pacífica e a serenidade que lhe era peculiar.

     Conta-se que durante seu governo, num ano de chuvas excessivas, até as ruas próximas ao centro de Crato enfrentaram a destruição do calçamento e o aparecimento de buracos. Um dia, num beco existente atrás da Catedral, um caminhão ficou atolado no lamaçal. Revoltado, o motorista do veículo começou a culpar – em voz alta e com duras expressões – o prefeito de Crato por aquela situação. Por coincidência, José Horácio ia passando no local. Ouviu tudo sem se alterar e só quando o motorista se calou, o prefeito falou:
– Invernão... não é meu amigo?

A que ponto chegou a decadência desta República: Dilma usará delação de Funaro para pedir anulação de impeachment dela – por Armando Lopes Rafael

   Usando uma palavra educada: os petistas são “engraçados”.

   O ex-presidente Lula, disse que as pesadas acusações feitas,  por vários delatores,  contra ele, de que o ex-presidente teria recebido da construtora OAS – dentre outras propinas – um tríplex em Guarujá, no valor de 3,7 milhões de reais, que Lula teria recebido da construtora Odebrecht 12 milhões de reais para comprar um terreno em São Paulo onde se localiza o Instituto Lula, como parte de um acordo para distribuir subornos recebidos pelo PT;  Ou mais ainda: que o ex-presidente teria feito lavagem de dinheiro e tráfico de influência na compra, por parte do Estado brasileiro, de caças suecos Gripen por 5 bilhões de dólares, tudo isso ( e muitas outras acusações, como a da propina do sítio de Atibaia)  não servem como argumento para condená-lo, pois não existem  provas materiais (leia-se: recibos firmados com firma reconhecida).  Como se o "laranja" fosse coisa legal.

   Para Lula não vale. Mas para Dilma Rousseff é diferente.  Dois pesos e duas medidas!

   A defesa da ex-presidente Dilma afirmou -- nesta segunda-feira 16 -- que vai apresentar informações referentes à delação do empresário Lúcio Funaro para reforçar um pedido de anulação do impeachment por ela sofrido em 2016.  Funaro afirmou que repassou ao então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), 1 milhão de reais para comprar apoio de deputados favoráveis ao afastamento de Dilma.

    Para a defesa da ex-presidente, o depoimento do empresário revela que seu afastamento foi baseado em "decisões ilegais e imorais" e que o impeachment deve ser anulado. Nem precisa ter prova material (pedida no caso de Lula). Basta a palavra de Funaro. E ponto afina.

   Como a República brasileira encontra-se em fase terminal – devido às crises intestinas que se avoluma a cada dia – o final do Brasil republicano caminha para um final inglorioso. Ninguém se admire se o os advogados de Dilma Rousseff consigam avançar nesse processo.

   Até quando o Brasil aguentará esses políticos que estão a determinar o destino de uma grande nação? Bastaria lembrar que o Brasil é essencial para abastecer (com gêneros alimentícios)  mais de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas mundo afora...


O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.



Padre José Ferreira Lobo, vigário  de Várzea-Alegre   em 1932.  Demoliu a igreja antiga e  construiu o templo atual. Um padre operoso.  Foi vigário de Farias Brito - Ceará.

MACACA - Brincadeira infantil; o mesmo que amarelinha.
MACHO E FÊMEA – Lésbica.
MADA – Placenta de animal.
MAGOAR – Machucar um local já machucado.
MAGOTE – Muita gente; turma.
MAIS EU – Ir comigo.
MAIS NUNCA – Nunca mais.
MALAFROJADA – Vestida em roupas surradas.
MALAMANHADO – Mal vestido.
MALASSADA – Omelete.
MALDAR – Agir ou concluir com malícia.
MALFAZEJO – Pessoa de índole má.
MALINAR – Mexer em coisas alheias; bisbilhotar; traquinar.
MALINO – Criança inquieta, que mexe em tudo; pessoa que malina.
MALUVIDO – Desobediente; traquino.
MANGAÍ – Petisco; beliscar alimentos fora dos horários das refeições.
MANGAR – Fazer pouco de alguém; criticar; ridicularizar alguém.
MANZAPO – Bola de angu.
MÃO DE RATO – Ladrão; larápio.
MARMOTA – Pessoa ou coisa feia e cafona; ridícula.
MARRETEIRO – Caloteiro; trambiqueiro; aproveitador.
MASSAROCA – Cabelo despenteado; assanhado.
MATRACA – Pessoa que fala demais.
MATUTAR – Pensar; meditar.
MEDONHO (1) – Coisa grande demais; avantajada.
MEDONHO (2) – Muito danado.
MEEIRO – Sócio.
ME-FIAR – Confiar em alguém.
MEIO REAL – Cinqüenta centavos.
MELADO – Bêbado; cheio de cachaça.
MELAR (1) – Embriagar.
MELAR (2) – Sujar.
MERENDA – Lanche.
MIOLO DE POTE – Papo furado.
MIUÇADA – Miudezas.
MÔCA – Surda.
MOCORONGO – Desajeitado.
MÓI – Muito; parelha.
MOIGADA – Triste; sem graça; desanimada.
MONDRONGO – Hematoma.
MORTA-FOME – Esfomeada; gulosa; avarenta.
MOTOCA – Moto; motocicleta.
MOVIMENTO – Confusão; animação.
MUCUÍM – Mosquito muito pequeno.
MULAMBUDA – Vestida em trapos.
MUNGANGA – Careta.
MUNTURO – Lugar para jogar lixo; quintal; terreno baldio.
MUQUIFO – Lugar pequeno e desarrumado.
MUZENGA – Mau humor.
NA BIELA – Por um triz.
NA PEINHA DE NADA – Mesmo que NA BIELA.
NA PINDAÍBA – Na pior; sem grana.
NA RABADA – Último; no final; derradeiro.
NAIGADA – Um pouquinho; um pedacinho.
NÃO CONTAR CONVERSA – Não perder tempo.
NÃO DAR UM PIO – Ficar calado; mudo; não falar.
NÃO DAR VENCIMENTO – Não dar conta de algo; ter algo em excesso.
NÃO TEM NO CU QUE O PRIQUITO ROA – Pessoa sem posses e metida a importante.
NAS MOITAS – Segredo.
NAS QUEBRADAS – Esconderijo.
NO CALCANHAR DO JUDAS – Lugar muito longe; de difícil acesso.
NO OCO DO MUNDO – Paradeiro desconhecido.
NO OCO DO PAU – Escondido.
NÓ-CEGO – Pessoa complicada.
NOITE DE FESTA – Natal; festividades de final de ano.
NOS CAFUNDÓ DO JUDAS – O mesmo que NO CALCANHAR DO JUDAS.
OFENDER – Fazer mal; indigestão.
OFERECIDA – Mulher que se joga para os homens.
OI DOS PAU – Parte mais alta da árvore.
OIÇAS – A audição.
OITÃO – Calçada alta em uma esquina.
OJERIZA – Antipatia; aversão.
ONTONTE – Antes de ontem; há dois dias.
OS CABA – Grupo de amigos; “os cabras”.
OS QUARTO TREPADO – Ancas salientes; alta.
OSSO DO MUCUMBU – Cóccix; osso do final da coluna vertebral.
OVEIRO BAIXO – Pessoa da bunda baixa.

A humildade triunfa - Postagem do Antônio Morais


Não te reputes melhor que os outros, para não seres considerado pior por Deus, que conhece tudo que há no homem.

Não te ensoberbeças pelas boas obras, porque os juízos dos homens são muito diferentes dos de Deus, a quem não raro desagrada o que aos homens apraz.

Se em ti houver algum bem, pensa que ainda melhores são os dos outros, para assim te conservares na humildade.

Nenhum mal te fará te julgares inferior a todos; muito, porém, se a qualquer pessoa preferires. De continua paz goza o humilde; no coração do soberbo, porém, reinam o ciume e a irritação.

Tomás Kempis.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Senhor Morto - Por Dr. Mozart Cardoso de Alencar


Sou um assíduo leitor do Blog do Crato. Ultimamente, apesar do amigo Dihelson Mendonça pedir a compreensão dos autores no sentido de evitarem postagens de cunho religioso, os autores, estão se esmerando no sentido de mostrar a sua capacidade de fé, que já tem lugar garantido no céu. Diante de tamanha demonstração de formação religiosa, eu transcrevo um texto intitulado "Senhor Morto" da autoria do Dr. Mozart Cardoso de Alencar, medico, escritor, poeta e um dos homens mais cultos que esta região conheceu.

Segue o texto do Mozart:
"Quinta-feira maior, em Juazeiro do Norte. O poeta corre a igreja da padroeira, Nossa Senhora das Dores, para ouvir famoso orador sacro. Em meio a pregação, revolta-se com inúmeras beatas que, sacudindo as sacolas, despertavam os fieis com o tilintar das moedas, e, aquela cantilena já bem conhecida: "Esmolinha pro Santíssimo!? E mais indignado ficou quando, ao sair, presenciou aquela outra cena: O Senhor Morto exposto no santuário de vidro, tendo ao lado, uma bandeja, para qual apontava alguém, dizendo: Depositem suas esmolas aqui!. Diante do grotesco da cena, o poeta retirou-se da igreja, e ao chegar em casa expandiu sua revolta neste Soneto:
.
Revivendo a tragédia do calvário,
A imagem do cadáver de Jesus,
Deitado em meio a Nave, sem a cruz,
É exposto no seu vítrio Santuário.
.
Na coroa de espinhos, no sudário,
Nas cinco chagas, resplandece a Luz,
E, crente, a cristandade, ali, conduz,
As oblatas sublimes do Rosário.
.
Mas, profanando aquele vulto santo,
A clerical bandeja aberta a um canto,
Avilta a grata tradição do Horto!.
.
Um sacrílego Judas O vendeu
Há dois mil anos, vivo, a um fariseu,
E outros Judas, agora, O vendem morto!.

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Padre José Otávio de Andrade, as filhas  Messina, Andradina, o filho Padre José Wilson e o genro Luiz Proto de Morais. Padre Otávio nasceu  no sitio Umbuzeiro, distrito Bebedouro hoje cidade de Aiuaba.  Padre Otávio teve um dos maiores mandatos  frente a Paroquia de São Raimundo Nonato  em Várzea-Alegre  - 1932 a 1969.

IMÃ – Chamar pra beber.
IMPANZINADO – Barriga cheia.
IMPAXADA – Mal-estar; estômago cheio.
IMPINJAR – Tentar provocar uma briga com alguém.
INCENDIANDO O MUNDO – Perfume muito forte.
INCRICRIAR – Encolher.
INCRUZAR – Cruzar as pernas ou com as pernas.
INGUIRIZIA – Confusão; questão.
INHACA – Cheiro ruim.
INJIADO – Amassado; amarrotado; enrugado.
INRREDAR – Fuxicar; fazer fofoca.
INSTANTÂNEO – Foto; retrato.
INTANGUIDO – Cheio de gazes.
INTIRIÇAR – Todo duro; fazer pose.
INTRIGADO – Cortar relações com alguém; ficar de mal.
INTROMETIDA – Metida.
INTUPIGAITAR – Entrar de vez; súbita e apressadamente.
INXIRIDA – Pessoa metida.
ISTRUIR – Desperdiçar; estragar.
ABOBEU – Obeso; gordo.
JABURU – Pessoa feia; desconforme.
JALECO – Paletó.
JEGUE – Pessoa de pouca inteligência.
JIQUÍ – Apertado; muito justo; pequeno.
JOGAR NO MATO – Jogar no lixo.
JUDIAR – Maltratar.
JUMENTA – Pessoa bruta; sem modos.
JURURU – Triste; cabisbaixo
LÁ DE NÓS – Conterrâneo;
LÁ NA CHINA – Lugar muito longe; grande distância.
LÁ NO CRATO – Relativo a tudo que é bonito e bom.
LÁ NELE – Em outra pessoa; não na pessoa que está falando.
LABASSÉ – Confusão; desordem.
LALAU – Ladrão; larápio.
LAMBISGÓIA – Mulher sem graça; sem encantos.
LAPA NO CHÃO – Descalço; não usar sandálias.
LAPISEIRA – Apontador de lápis.
LASTRADO – Muito cheio; em profusão.
LATUMIA – Lamento; pessimismo.
LAVAR A ÉGUA – Se dar bem.
LENGALENGA – Algo que não tem fim.
LESADO – Bobo; tolo.
LESEIRA – Preguiça.
LEVAR CHECHO – Ser enganado.
LINHEIRA – Reta.
LISO, LESO E LOUCO; COMPRANDO FIADO E PEDINDO O TROCO – Sem dinheiro.
LOCA – Buraco.
LUNDUM – Mau humor, cara feia.

Sem esculacho, por favor! - Por Ricardo Noblat

Guarde esta data: 11 de outubro de 2017, véspera do dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil.

Foi quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a última palavra em matéria de lei não será mais dele, mas do Congresso no caso de punição de parlamentar acusado por crime comum.

Revoguem-se as disposições em contrário, inclusive o Código de Processo Penal. Publique-se de imediato.

Sessão memorável, concluída depois de 13 horas de discussões com o voto de desempate da ministra Cármen Lúcia, presidente do tribunal. Sim, a que já havia dito que “a população clama por Justiça e é contra a impunidade”.

Ou que a ”ética não é uma escolha, mas a única forma de se viver sem o caos”.  Ou ainda que “sem o Poder Judiciário forte, livre e imparcial não teremos uma democracia”.

Cármen, a boa de frases, gaguejou antes de deixar claro de que lado ficaria. Talvez não contasse com a contundência do voto do ministro que a antecedeu, Celso de Mello.

As decisões do STF, segundo ele, “não estão sujeitas a revisão, nem dependem para sua eficácia de ratificação ou ulterior confirmação por qualquer das casas do Congresso, pois não assiste ao Parlamento a condição de instância arbitral de revisões da Corte”.

É fato que o tribunal seguirá aplicando a parlamentares as medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal. Mas uma vez que as aplique, caberá ao Congresso confirmá-las ou suspendê-las. Ou às assembleias. Ou às câmaras municipais.

Era o que desejavam os interessados em salvar Aécio Neves (PSDB-MG), e em se salvarem também. Por tibieza, jais sabedoria, o STF rendeu-se às pressões de um Congresso repleto de criminosos.

Diz-se que a submissão foi para evitar o perigo de o país ser engolfado por uma crise institucional, o que ocorreria se o Senado descumprisse a ordem de punir Aécio, afastado do mandato e confinado à noite em casa por embolsar propina.

A ameaça de crise era blefe. Uma semana antes, o Senado indicara por 50 votos contra 21 que não ousaria confrontar o STF.

Como não confrontou quando o senador Delcídio Amaral (PT-MTS) foi preso, acusado de oferecer proteção a um delator para que não delatasse.

Como não confrontou da vez passada em que Aécio foi afastado do mandato e posto em prisão domiciliar.

A Câmara engoliu a seco a interdição judicial do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Depois cassou-lhe o mandato.

Boa de frases, Cármen também é boa de intenções, embora careça de experiência para lidar com políticos espertos, de influência sobre colegas determinados a fazer prevalecer seus pontos de vista, e de coragem para afirmar-se em momentos difíceis.

Deixou-se impressionar pela reação de gente do tipo Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR). Resultado: perdeu, ministra! E também a democracia.

Essa gente corre o risco de ser derrotada na sessão de amanhã do Senado, destinada a selar a sorte de Aécio. Quer o voto secreto para escapar à execração pública no caso de uma decisão favorável a ele.

Em 2015, foi Aécio que entrou com ação no STF para barrar a adoção do voto secreto na sessão que referendou o afastamento e a prisão de Delcídio. O voto foi aberto.

O STF perdeu a queda de braço com o Congresso, mas nem por isso merece ser esculachado. Se antes o Senado não puniu Aécio como deveria, poderá fazê-lo agora, quando nada para tentar salvar a própria face, e a de uma Justiça que preferiu se pôr de joelhos.

Triste país!

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domingo, 15 de outubro de 2017

Liberdade! - Por Maria Luzia Gregório Oliveira.


Liberdade para quê? Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?

Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!

Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.

Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.

Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada. Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e sequestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.

Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!

Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!

Vivemos no país da censura velada, do “microndas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!

Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?

Quanta falsidade, quanta mentira, quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a autoestima e a própria dignidade? Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Estação Ferroviária de Lavras de Mangabeira.

FAZER UM BACULEJO – Roubar; furtar.
FALADA – Pessoa mal vista; que não tem boa reputação.
FALENÇA – Mal-estar; sensação de desmaio.
FARDA – Uniforme escolar ou de trabalho.
FAREJAR – Procurar sentir a presença de algo ou alguém.
FARNIZIM – Angústia; agonia; mal-estar.
FATO – Tripa; intestino.
FAZ BEM UMA HORA – Há uma hora.
FAZENDA – Tecido; pano.
FAZER COISA FEIA – Transar ou fazer as preliminares do ato sexual.
FAZER IMORALIDADE – Mesmo que FAZER COISA FEIA.
FAZER O BALÃO – Fazer o retorno no trânsito.
FAZER UM FURO – Fazer um buraco em algo.
FELA DA GAITA – Filho da puta.
FIAPAR – Sair rapidamente de um local; sorrateiramente.
FIAPO – Pedaço de linha.
FICAR DE GRANDE – Ficar por cima; na maior; levar a melhor em uma situação.
FILHÓIS – Salgadinho feito com goma e frito.
FINCA PÉ – Correr atrás propósito.
FINTAR – Enrolar; ludibriar.
FOGUETADO – Bêbado; embriagado.
FOI DO TEMPO – Há muito tempo atrás; antigamente; geralmente algo extinto ou em desuso.
FONTE – Fronte; parte lateral frontal da cabeça; laterais da testa.
FÔRGO – Fôlego; respirar.
FÓSCO – Fósforo.
FRASCO – Qualquer tipo de recipiente de vidro.
FRASQUEIRA – Valise; bolsa de mãos para viagens onde são guardados produtos para higiene pessoal; perfumarias e cosméticos.
FREJE (1) – Desarrumação; bagunça.
FREJE (2) – Prostíbulo; cabaré.
FRISAR – Cachear os cabelos com uso de produtos químicos; fazer permanente.
FRIVIÃO – Inquietação; ansiedade.
FRIVIAR – Bolinar; malinar.
FUÁ – Muita coisa disposta de forma desorganizada.
FUAMPA – Pessoa de baixo nível cultural e social; de pouco valor.
FUBANA – Meretriz; prostituta.
FUBAZENTO – Acinzentado; esmaecido.
FUBENTO – Desbotado.
FUBICA – Carro velho.
FULEIRO (1) – Pessoa brincalhona e engraçada.
FULEIRO (2) – Algo de pouco valor.
FUMANDO NUMA QUENGA – Com muita raiva; irado.
FUNARÉ – Bagunça; desorganização.
FURDUNÇO – Confusão.
FURICO – Ânus; cu.
FUSSURA – Cara do porco.
FUTE – Estar com o demônio no corpo; endiabrado; muito danado; diabo.
FUTRICAR – Aperrear; encher o saco.
FUTUCAR – Mexer; bolinar; malinar.
FUXICO – Fofoca; intriga; mexerico.
FUZUÊ – Confusão.
GAIA – Chifre; relativo a corno.
GAITADA – Gargalhada; risada alta.
GALALAU – Pessoa muito magra e alta.
GALO – Hematoma na cabeça; formado por pancada.
GANHAR O MUNDO – Sair a esmo; sem saber o destino.
GANHANDO FOGO – Calor; Muito quente.
GARAPA (1) – Água com açúcar.
GARAPA (2) – Facilidade; moleza.
GASGUITA – Pessoa que fala muito alto; estridente; com a voz fina.
GASTURA (1) – Mal-estar; enjôo.
GASTURA (2) – Nervoso.
GAZO – Albino; pessoa muito loira.
GOELA – Garganta.
GOGÓ – Garganta; relativo à voz.
GOGUENTO – Gripe muito forte; com muita secreção (catarro) no tórax.
GOIABÃO – Rapaz velho; solteirão.
GOIPE – Ferimento; corte.
GRUDADO – Sujo.
GRUDENTO – Pegajoso.
GUARDA-LOUÇA – Armário; buffet.
GUIZADO – Espécie de brincadeira infantil em que as crianças cozinham no quintal; geralmente em fogueiras.
GUREJAR – Desejar algo com o olhar.

Dois tempos de minha vida escolar - Por Antônio Morais.


Dois tempos de minha adolescência escolar. Educandário Santa Inês, Várzea-Alegre professora Elisa Gomes Correia, sou o segundo da esquerda para direita. Filheira detrás.


Já taludo, com 17 anos, Colégio Estadual - Crato, sou o quarto da esquerda para direita, aparecendo a cabeça por trás de uma colega. Lembro de todos eles, sei os seus nomes, sempre os vi e vejo com o olhos de um irmão.

A proveito para deixar minha gratidão e reconhecimento as duas instituições de ensino lideradas, à época, por Elisa Gomes Correia e por Manuel Batista Vieira, o saudoso Vieirinha, virtuosos e nobres mestres, a eles sou e serei sempre um eterno devedor do legado de bons exemplos deixados para a humanidade. Fui um privilegiado : Tive bons mestres.

sábado, 14 de outubro de 2017

Cel. Antonio Correia Lima - Padre Cicero-Pacto de Juazeiro - 24.10.1911 - Por Antonio Morais


Um documento histórico, a Ata da reunião realizada em Juazeiro do Norte, no Ceara, em 24 de outubro de 1911, sob o patrocínio do Padre Cícero é um registro revelador de como se fazia política e se exercia o poder naqueles tempos. Os Coronéis que comandavam os municípios da região firmaram um acordo de paz, com o objetivo de impedir disputas entre eles e garanti a estabilidade do poder local. O entendimento era “um por todos e todos por um” Ele deixa claro que, a partir daquela data, nenhum chefe político tentaria derrubar um colega de outro município ou daria guarida a cangaceiros. Eventuais disputas entre os signatários passariam a ser arbitrado pelo Governo do Estado, sob a benção do Padre Cícero, é claro. Compareceram a essa reunião à uma hora da tarde, nesta vila do Juazeiro do Padre Cícero, municípios do mesmo nome, estado do Ceara, no paço da câmara municipal. O Excelentíssimo Senhor Antonio Pinto Nogueira Acioli propunha que para desaparecer por completo qualquer hostilidade pessoal, se estabelecer definitivamente uma solidariedade política entre todos, a bem da organização do partido, os adversários se reconciliassem e ao mesmo tempo lavrassem todos um pacto de harmonia política. Disse mais que, que ficasse gravado este grande feito na consciência de todos e de cada um de per si, apresentava e submetia a discussão e aprovação subseqüente os seguintes artigos de fé política:

Art primeiro – Nenhum chefe protegerá criminoso do seu município nem dará guarida aos dos municípios visinhos, devendo pelo contrario, ajudar na captura destes, de acordo com a moral e o direito.

Art segundo – Nenhum chefe procurará depor outro chefe, seja qual for à hipótese.

Art terceiro -Havendo em qualquer dos municípios reações, ou, mesmo, tentativa contra o chefe oficialmente conduzido com o fim de depô-lo, ou de desprestigiá-lo, nenhum, dos chefes dos municípios vizinhos, interferirá nem consentirá que os seus municípios intervenham ajudando direta ou indiretamente os autores da reação.

Art Quarto –Em casos tais, só poderá intervi por ordem do governador para manter o chefe e nunca para depor.

Art Quinto –Toda e qualquer contrariedade ou desinteligência entre os chefes presentes será ressalvada amigavelmente por um acordo, mas nunca por um acordo de tal ordem, cujo resultado seja a deposição, a perda de autoridade ou de autonomia de um chefe.

Art Sexto-Em nenhuma hipótese, quando não puderem resolver pelo fato, de igualdade de votos de duas opiniões, ouvir-se-á o Governo, cujas ordens e decisão serão respeitadas e estritamente obedecidas.

Art Sétimo-Cada chefe, a bem da ordem e da moral política, terminará por completo a proteção a cangaceiros não podendo protegê-los e nem consenti que os seus municípios sejam sob que pretexto for, os protejam dando-lhes guarida e amparo.

Art oitavo-Manterão todos os chefes aqui presentes, inquebrantável solidariedade não só pessoal como política, de modo que haja harmonia de vistos entre todos, sendo em qualquer, emergência “um por todos e todos por hum”. Salvo em caso de desvio de disciplina partidária, de algum dos chefes do partido, ao Excelentíssimo Doutor Antonio Pinto Nogueira Acioli. Nessa ultima hipótese, ouvirão e cumprirão as ordens do Governo e secundarão nos seus esforços para manter intacta a disciplina partidária.

Art Nono – Manterão todos os chefes, incondicional solidariedade com o Excelentíssimo Doutor Antonio Pinto Nogueira Acioli, nosso honrado chefe, e como políticos disciplinados obedecerão incondicionalmente suas ordens e determinações.

Submetidas a votos, foram todos os referidos artigos aprovados, propondo unanimente todas que ficaram logo em vigor desde essa ocasião. Depois de aprovados, o Padre Cícero declarou que, sendo de alto alcance o pacto estabelecido, propondo que fosse lavrado no livro de atas desta municipalidade e assinado pelos presentes:

Missão Velha - Cel Antonio Joaquim de Santana.

Crato -Cel Antonio Luis Alves Pequeno.

Juazeiro do Norte-Padre Cícero Romão Batista.

Araripe-Cel Pedro Silvino de Alencar.

Jardim-Cel Romão Pereira Filgueira Sampaio

Santana do Cariri-Cel Roque Pereira de Alencar

Assare –Cel Antonio Mendes Bezerra.

Várzea-Alegre-Cel Antonio Correia Lima

Campos Sales – Cel Raimundo Bento de Souza Baleco

Caririaçu-Padre Augusto Barbosa de Menezes

Aurora – Cel Candido Ribeiro campos

Milagres – Cel Domingos Leite Furtado

Lavras - Cel Gustavo Augusto Lima

Potengi - Cel Raimundo Cardoso dos Santos

Barbalha – Cel João Raimundo de Macedo

Quixará - Cel Joaquim Fernandes de Oliveira

Brejo Santo – Cel Manuel Inácio de Lucena