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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 17 de julho de 2018

O Antagonista.



O legado de Eduardo Campos.

Um dirigente do PSB disse a O Antagonista que não dá para comprar briga com o PT porque é preciso “preservar o legado de Eduardo Campos em Pernambuco”.

No estado, os dois partidos estão juntos.

17 de julho de 1570: O Brasil ganha seus primeiros santos -- por José Luís Lira (*)


Os beatos-mártires do Brasil


   Os Mártires do Brasil compõem um grupo de 40 jovens da Companhia de Jesus (entre 20 e 30 anos), 32 portugueses e 8 espanhóis, destinados às missões no Brasil em 1570. Eram no total 2 sacerdotes, 1 diácono, 14 irmãos e 23 estudantes, liderados por Inácio de Azevedo. Durante a viagem, sua nau foi interceptada nas Ilhas Canárias por navios de huguenotes, calvinistas franceses. Ao saberem que os tripulantes eram missionários católicos, atiraram-nos ao mar a 15 de julho de 1570.

    Os missionários foram todos mortos e feridos, exceto o irmão João Sanches a quem os calvinistas guardaram para seu cozinheiro. No entanto, apareceu João Adauto, sobrinho do capitão da nau, que decidiu vestir o hábito de religioso jesuíta para o tomarem por tal (uma vez que tanto desejava pertencer à Companhia de Jesus) e acabou por ser morto pela fé junto aos restantes mártires. Todos foram lançados ao mar, uns já mortos, outros em agonia e outros ainda vivos.

    Em simultâneo com o momento do martírio, Santa Teresa de Ávila, no seu convento carmelita em Espanha, teve uma visão do martírio de Inácio de Azevedo com os seus companheiros e da sua entrada triunfal no Céu recebidos por Nossa Senhora e pelo próprio Jesus. Foram beatificados a 11 de maio de 1854 pelo Papa Pio IX. A festa litúrgica destes mártires católicos é celebrada no dia 17 de julho.

(O quadro publicado acima é da autoria de Giuseppe Baguasco (1855) e retrata uma visão que  Santa Teresa de Ávilateve na hora em que o martírio acontecia).

***   ***   ***
(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

100 anos do Pe.Antônio Vieira


066 - O Crato de Antigamente.


Na foto, Mons. Montenegro (de pé, de batina preta) conversa com o governador Adauto Bezerra e Dom Vicente Matos, General Raimundo Teles Pinheiro, Dr Luiz de Borba Maranhão. Atrás de Mons. Montenegro, o prof. José do Vale Arraes Feitosa.


Fui seu aluno. A ele devo os meus estudos, relativamente aos antigos cursos de Humanidades (ou Ginasial) e o Científico, como se chamavam, àquela época. Explico. Oriundo de família pobre, meu pai não tinha condições de pagar um colégio particular para o filho mais velho, pois tinha mais nove filhos para sustentar com o pequeno salário de funcionário público. Mesmo assim fui matriculado no Colégio Diocesano do Crato para fazer o antigo Exame de Admissão ao Ginásio. Concluído este, estavam em curso as providências de minha transferência para uma escola pública, quando, certo dia, Mons. Montenegro me encontrou, num intervalo de aula, e disse:

–“Vou conseguir uma bolsa de estudo para você. Só espero que, no futuro, você não me atire pedras, como têm feito muitos a quem tenho ajudado...”

E foi graças a essa “bolsa de estudo” que me eduquei no melhor colégio da cidade... E graças ao que aprendi no Colégio Diocesano do Crato, consegui, posteriormente aprovação em concurso público do Banco do Nordeste, no qual trabalhei por cerca de 36 anos, chegando a galgar, naquela instituição, elevadas posições.

Monsenhor Montenegro era austero, sério, mas sempre comunicativo! Em algumas ocasiões, tinha rasgos de generosidade que causavam admiração. Tendo dedicado quase toda a sua vida à educação, principalmente na direção do Colégio Diocesano do Crato, esta atividade lhe proporcionou conviver com pessoas de diversas categorias sociais. Nesse mister, conseguiu fazer dezenas de centenas de amigos. Foi padrinho de batismo de bom número de crianças, com cujos pais cultivou laços de amizade. O seu concorrido sepultamento é uma prova do que afirmo.

Nos últimos anos de sua vida, já na ancianidade, exerceu unicamente atividades pastorais, principalmente na Capela de Nossa Senhora da Conceição do Bairro Granjeiro, por ele construída e onde repousam seus restos mortais, à espera da ressurreição final.

Foi na sua residência, localizada no mais aprazível bairro da nossa urbe, onde ele escreveu sua pequena mas profunda produção intelectual.

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

segunda-feira, 16 de julho de 2018

20 - Escolhidos de São Raimundo, você se lembra? Barba Azul.


Mapa da Sede Urbana de Várzea-Alegre. 

O “Barba Azul” era conhecido por sua imensa riqueza. Passava o dia desfilando pelas calçadas de Várzea Alegre, contando as suas dezenas, centenas, milhares  de casas, prédios, terrenos...... 

Voltava conferindo. da Betânia ao Frejo Velho, do Alto da Prefeitura à Praça Santo Antônio, da Rua do Capim aos Grossos, tudo era dele. 

Esse, apesar de sua aparência extravagante: cabelos e barba pretos e compridos, roupas supostas umas nas outras e olhar fixo no infinito, não era importunado. Não havia alguém para contestar sua riqueza.

Com Barba Azul completo  minha coletânea de 20 personalidades  prestimosas, que as chamo de  "Escolhidos de São Raimundo". Não há retrato dele, ilustrei com uma foto da cidade, até porque  para ele, tudo isso era  patrimônio seu.

A panela sempre procura o testo

Em Cuba, Gleisi Hoffmann volta a defender liberdade de Lula
| A senadora Gleisi Hoffmann afirmou, na capital cubana,  que não desistirá da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que completou 100 dias . 
 O VÍDEO em que a senadora defende a liberdade de Lula foi divulgado em suas redes - REPRODUÇÃO

Havana – A senadora e presidente do PT, Gleisi Hofmann, esteve ontem em Havana, Cuba, junto com a ex-presidente Dilma Rousseff e militantes, participando de reunião do o Foro de São Paulo, movimento que reúne partidos da esquerda de diversos países. “Viemos aqui para denunciar, e estamos recebendo a solidariedade para Lula. Não vamos desistir. Lula voltará a ser presidente do Brasil”, afirmou Gleisi, em vídeo divulgado nas redes sociais.

A senadora ainda voltou a criticar a atuação do Judiciário e a prisão de Lula que, conforme sustentam os advogados do PT, ocorreu sem provas concretas. “A tentativa de soltá-lo com uma argumentação justa e correta ficou frustrada. Parte expressiva do Judiciário mostrou que tem lado nessa disputa e politizou o tema. Não vamos desistir de Lula, pois não vamos desistir do povo brasileiro”, completou, referindo-se à suspensão do habeas corpus conferido, semana passada, pelo plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF), desembargador Rogério Favreto.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. No centésimo dia da prisão, os administradores do seu perfil oficial no Twitter reafirmaram que em 15 de agosto será registrada sua candidatura à Presidência da República. Fonte: Agência Estado

155 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


João do Sapo do Sanharol tinha uma vazante de capim de planta na Lagoa do Ronca, guardada a sete chaves, para colocar aqueles animais em estado de maior carência, nas épocas de pouco pasto.

Panqueca, a jumentinha de Antônio Alves vivia dentro da vazante. Não havia cerca que a segurasse. João do Sapo combinou com Antônio Alves de levar a Panqueca para a fazenda do Assaré prometendo trazer de volta no final do inverno.

Na hora da partida de Panqueca, o Picoroto seguia montado no meio da cargo dos mantimentos servindo de guia. A seguir o rebanho bovino e por ultimo os vaqueiros Zé Dourado e Zuca Cunha puxando Panqueca pelo cabresto. Na passagem pela casa do Antônio Alves, depois de observar a cena, o Antônio metrificou:

Eu vou embora, pru Assaré
Só tenho pena de Antõe de meu tio Zé.
Cutucando com o badoque, oxente, oxente.
Me levando pra barreira, oxente, oxente.

Antõe de meu tio Zé, ou Antônio de Zé André do Roçado Dentro costumava encostar Panqueca na barreira.

FUTEBOL COMO METÁFORA - Wilton Bezerra.


Quando digo o futebol como metáfora da vida, imagino que para muitos essa definição contém uma alta dose de exagero.

Devem perguntar como 11 marmanjos de cada lado, disputando um jogo, pode ter tanto significado diante das vicissitudes da existência.

O futebol, como arte, não existe para salvar, mesmo porque quem salva é bombeiro. Existe, sim, também, para fazer as pessoas mais felizes diante de um mundo tão amargo.

Começo explicando que tudo que está em jogo toca a alma humana – o desejo de vencer, a ambição, a glória e o fracasso. O espaço trágico e cômico e o sentido de drama.

Neste aspecto, vejam o que aconteceu na Copa do Mundo da Rússia. Muitos jogos ganharam o sentido de drama, envolvendo jornadas de despedidas de gigantes do futebol.

Sim, porque assim como na vida, a prática futebolística constrói mitos, ícones, mas também tem o poder de arranhar ou destruir reputações.

Os inimigos do futebol falam de um mundo irreal criado pela fantasia, pela imaginação, como se tudo isso não fizesse parte das dimensões do existir, do ser humano.

Não vamos tornar a prosa chata por tantas interpretações do titulo da crônica. Só digo que para mim, um estádio cheio é a visão do paraíso, assim como para os grandes escritores o éden verdadeiro pode ser uma biblioteca.

Futebol não é apenas um jogo. Tem outros significados como metáfora da vida.

154 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Revendo e estudando a história dos descendentes de José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol, eu encontrei um que me seduziu e me fez seu fã. Não o conheci, quando nasci ele já era falecido. Trata-se do meu chará Antônio Alves de Morais, ou Antônio Alves do Sanharol, filho de Raimundo Alves de Morais e Ana Feitosa Bitu, a conhecida Mão Doar.

Cresceu e viveu entre primos afortunados e abastados, embora por ironia do destino, materialmente nada possuísse. Sua nobreza estava na resignação, na conformidade da bênção Divina e assim viveu a vida feliz como nenhum outro vivera. Casado com Dona Zefa, descendente de famílias dos Inhamuís Antônio Alves deixou um legado, um rastro de exemplos para a posteridade. Convido você descendente de José Raimundo do Sanharol, a refletir um pouco sobre Antônio Alves nestas historias e exemplos de humildade, resignação e sofrimento que passarei a narrar durante esta semana.

Das suas historias tiramos muitas lições e exemplos: os afortunados, os abastados e os prestigiosos tiveram o mesmo fim: sete palmos abaixo do chão. Como disse, o Blog do Antonio Morais vai dedicar esta semana a registrar as historias de Antônio Alves em respeito a sua memoria, sua humildade, obediência ao destino e espírito de humor e alegria, coisas que o caracterizavam.

Eis a primeira delas:

Antônio Alves tinha uma jumentinha e diariamente cortava uma carga de lenha, nas terras dos outros, e ia vender na cidade. Daí tirava seu sustento e de sua família. Um dia, quando o machado bateu, Manuel de Pedrinho, seu primo legitimo, homem de posses, entendeu que o Antônio estava tirando lenha em sua propriedade e se dirigiu ao local.

Quando chegou o Antônio estava dois metros fora de suas terras. Não tendo o que dizer falou: Cortando uma carguinha de lenha né Antônio?

E você pensava que era na sua terra né Manuel! Respondeu ironicamente, o Antônio em risos.

O Antagonista.


Temer, o respeitabilíssimo.

Ciro Gomes, que já chamou Michel Temer de “golpista”, “chefe de quadrilha”, “canalha” e “quadrilheiro”, também elogiou a “retidão e decência” do presidente no passado, lembra o Estadão.

As notas taquigráficas da Câmara dos Deputados mostram que, em 2009, Ciro tinha outra opinião de Temer.

“Vossa Excelência é um constitucionalista respeitado, um eminente jurista, além de político respeitabilíssimo.”


Sepúlveda Pertence se afasta da defesa de Lula.

Sepúlveda Pertence pediu para se afastar da defesa de Lula.

Segundo O Globo, ele mandou entregar uma carta ao presidiário na sexta-feira passada.

Ele reclamou das trapalhadas de Cristiano Zanin e do manifesto do PT – assinado pelo próprio Lula – com ataques a Edson Fachin.

domingo, 15 de julho de 2018

153 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Maria de Lourdes Sobreira ia para o Sanharol, quando chegou na ladeira de Pedro Beca, avistou uma rodia de cobra cascavel pronta para o ataque.

Muito assustada Maria desceu a ladeira mais ligeiro do que noticia de separação de casal. Quando chegou no pé da ladeira, encontrou Zé Terto vindo de uma pescaria com um landuá na mão.

Muito cansada Maria pediu: Zé Terto meu fi, me faça um favor! Qualo? Vá lá no aceiro daquela cerca e mate uma cobra que tem lá. É pra já.

Terto pegou uma vara da cerca e foi até o local mas não teve coragem de encarar a cobra. A cascavel jogou um bote, ele soltou o pau e correu muito mais rápido do que Maria fez.

Maria não gostou da covardia do seu salvador e começou a fazer ofensas: Deixa de ser mole nego frouxo. Tu queria era sentar na cobra? Parece que não é ome? "Êpa! Num venha me insculhambar não. Eu sou preto mas sou ome.

Quer saber se eu num sou ome? Arrepare aqui"! Dizendo isso, ele arreou o calção e balançou os pissuidos. Foi nessa hora que ela viu a coisa preta.

Depois daquela cena Maria saiu indignada e foi fazer queixa a Antônio Costa, que era o Delegado Civil de Várzea-Alegre. O delegado mandou que um soldado fosse buscar o sujeito para ser interrogado.

Quando Zé Terto chegou o delegado fez a inquirição: Zé Terto eu tenho uma denuncia muito grave contra sua pessoa. Foi verdade que você mostrou o "dito cujo" a Maria de Lourdes? Foi divera seu Toim! Mas foi pruque ela me insculhambou, me chamou de nego frouxo e dixe qui eu num era ome, ai eu amostrei, que era prumode provar qui sou ome".  Pois eu vou lhe dar cinco dias de xadrez!

Depois da prisão, Borboleta que era amigo do preso, saiu correndo e foi até a ANCAR para contar a Nicacia, que era irmã adotiva de Zé Terto. Nicacia saiu a procura de Antônio Costa e quando o encontrou perguntou: Seu Toim! O que foi que Zé Terto fez para o Senhor botar ele na cadeia?

Resposta - Ele mostrou o pau e não matou a cobra!

MV

Saudade - Por Antônio Morais.


Saudade dos tempos em que a principal noticia da semana era Fernando Henrique Cardoso com os pés fora dos sapatos e as meias furadas.  

Hoje, a principal noticia é a resultante da herança maldita deixado por ele para desonra dos brasileiros : Gilmar Mendes e suas lambanças.

152 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Em 1967, alguns estudantes que estavam de férias em Várzea-Alegre, resolveram fazer um programa no bar do Herculano Sabino, no sitio Sanharol. Pegaram um Jeep e foram levando com eles, Zé de Lula Goteira, um moreno engraçado que por algumas bicadas de cana animava o ambiente.

Na volta, quando passavam na curva de João do Sapo, o jeep capotou e só quem se machucou foi exatamente o Zé, que fraturou um braço. Os colegas viajaram para Recife e Fortaleza onde estudavam e por conta disso Zé sofreu muito. Basta ver que ele ficou com medo até de carro de mão.

Exatamente 30 anos depois, 1997, Zé estava na casa de Raimundo Bitu, no Sanharol, quando Gustavo Correia apareceu num opala indo para cidade. Como Gustavo vinha só e viu que o Zé ia para cidade ofereceu carona.

Zé rejeitou de pronto, dizendo que só ia mais tarde, mas Gustavo sentiu que ele estava com medo, e começou a argumentar dizendo que o sol estava quente e que o medo dele de carro era besteira porque não é todo dia que vira carro.

Depois dos argumentos Zé resolveu aceitar a carona. Entrou no carro desprezando o banco dianteiro e ficou de cócaras no banco traseiro, exatamente atrás do motorista com as duas mãos sobre o encosto do banco.

Quando passavam na curva de João do Sapo, Gustavo colocou o braço esquerdo sobre a porta deixando a mão de fora do carro para descansar. Nesse momento Zé de Lula gritou: " Ei moi de chifre! Pode guiar cás duas mão" que se vier chuva eu aviso.

MV

sábado, 14 de julho de 2018

“Laurita Vaz brilhou nos autos” - Por O Antagonista.


Em sua coluna no Globo, Míriam Leitão fala sobre as mulheres nos principais postos do Judiciário brasileiro.

Leia um trecho:

“Esta semana, uma delas, Laurita Vaz, brilhou nos autos.

A situação foi pacificada durante a semana graças à atuação de várias dessas mulheres do Judiciário, principalmente de Laurita Vaz. Na sexta-feira, neste jornal, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, escreveu que o país tem assistido ‘perplexo’ a cenas de ‘contradições entre decisões judiciais’. 

Ela explica que o ‘contraditório dá-se entre as partes’. E lembra um ponto central da nossa insegurança jurídica do momento. ‘Juiz que toma partido, juiz já não é’.

Contudo, as mulheres que estão nos postos de comando têm currículo e chegaram ao topo após fazerem uma carreira e não através de um pulo pela janela partidária. Isso é que unifica as trajetórias de Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal, 

Laurita Vaz no Superior Tribunal de Justiça, Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República, Grace Mendonça na Advocacia-Geral da União, e Rosa Weber que assumirá em um mês o Tribunal Superior Eleitoral na mais difícil das eleições presidenciais que o Brasil já teve desde a redemocratização”.


151 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Na década de 70, o meio de transporte mais utilizado para o deslocamento das pessoas era o ônibus. De Várzea-Alegre, partiam mensalmente dezenas de pessoas para São Paulo, especialmente para São Bernardo do Campo.

Zezito Bezerra em sociedade com Paulo Leonardo e Ozório Ribeiro fundaram a Expresso Real Caririense, empresa que atuou por muito tempo na atividade de transporte de pessoas para o sul do país.

Dois primos legítimos, nascidos no Sanharol, em Várzea-Alegre, trabalhavam na agência de São Bernardo: Bitu e Benedito. Há quem diga que o Sanharol é a terra do fuxico, eu já entendo que os de lá dão mais preferência as futricas da politica, mas vá lá que seja mesmo o fuxico a sua predileção, afinal o Eufrásio do Garrote era de lá.

Ana de João de Pedrinho tinha dois filhos em São Bernardo e preparou uma caixa com um queijo de manteiga, um pão de ló e um tijolo de leite e uma carta dando noticias e despachou na agência do Crato.

Benedito, sobrinho de Ana, recebeu a caixa, em São Bernardo, levou para o deposito e não resistiu a tentação: comeu o tijolo de leite, no dia seguinte foi a vez do pão de ló e por fim o queijo de manteiga.

Do Sanharol para São Bernardo só se assuntava o extravio da caixa dos meninos de Ana por parte da Empresa. Com o Benedito só restava a carta e muito curioso leu para ter noticias dos parentes.

Estava escrito mais ou menos assim: Sanharol, 22 de Dezembro de 1973.

Vicente e Chagas,

Deus lhes faça felizes.

Estou mandando uns lanches feito com muito carinho. Olhem, tenham muito cuidado, tudo que acontece por aí, no outro dia todo mundo já está sabendo aqui no Sanharol. E quem espalha as conversas é a  Carmelita. Cuidado, se comportem bem.

Carmelita era a mãe do Benedito e irmã de Ana remetente das encomendas. 

150 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Antônio de Romão, Edilmo Correia e Ferrim, estavam de madrugada na calçada da capela de Santo Antônio, em Várzea-Alegre, na saída da cidade para Iguatu, se preparando para uma serenata.

Do lado dos três um violão, um litro de cachaça cariri e uma tigela de tripa de porco torrada para tira-gosto.

José Vitorino passava, no local, para tirar o leite e viu os três.  Deu bom dia e perguntou: Vão fazer uma serenata? Antônio de Romão respondeu: Vamos seu José. O senhor quer tomar uma bicada para despertar?

Não senhor obrigado.

Quando José Vitorino afastou-se um pouco começou uma arenga de Edilmo e Ferrim. Na confusão Edilmo bateu com o violão na cabeça de Ferrim que desceu até o pescoço. Com o barulho José Vitorino voltou para ver o que estava acontecendo. Quando subiu a calçada viu Edilmo com o braço do violão na mão e o bojo feito um colarinho no pescoço de Ferrim.

As cordas a confundir-se com os cabelos pichaim. Vendo aquela arrumação Ele perguntou: desistiram da serenata?

Antônio de Romão disse: Não Senhor! É só o Edilmo terminar de afinar o violão na cabeça de Ferrim, que nós vamos começar.

Quer tomar uma para passar o susto?

MV

A TEIMOSIA DOS PETISTAS - Por Antônio Morais.



No começo eufemizaram, suavizaram tudo. Crime passou a ser "mal feito", caloteiro passou a ser "inadimplente", fora da lei, desocupado, criminoso e arruaceiro passaram a ser "militantes", compra de votos virou "Bolsa Família".

Sempre que havia uma lambança, uma ladroagem os petistas procuravam na história outra igual para justificar : Sarney fez, Collor e Fernando Henrique também fizeram. Vem do tempo de Pedro Alvares Cabral. Parecia até que dois erros davam um acerto ou que o Lula não prometera ser diferente e que aquela prática não ia contra tudo que defendeu até o dia em que tomou posse.

Quando fizeram a mancebia com a cambada do PMDB o partido foi deposto do governo por seu parceiro de crimes. Suas principais lideranças estão denunciadas, são réus ou condenadas e presas. A reação dos petistas foi criarem o termo carinhoso "Coxinha". e, neles por a culpa.

O seu principal líder, o comandante da tropa delinquente está condenado em primeira e segunda instâncias. Com pena aumentada.

De forma equivocada aparecem os petistas, outra vez, com a desculpa fajuta de condenação sem provas. Segundo o desembargador as provas vão do "A ao T", quase o alfabeto inteiro. De todos, esse processo era o menos complicado. Os que estão por vir são indefensáveis pela robusteza de provas.

A desilusão é a visita da verdade.


149 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

"Causos da Várzea-Alegre". São histórias reais, personagens reais e conhecidos da grande maioria do povo. Apesar de serem de domínio publico porque todos as conhecem, foram catalogadas e detalhadas com muito esmero.

Apresento com os termos, as pronuncias, e escrita tal qual ocorreram. Os leitores vão se deleitar com as proezas de uma gente bem humorada e alegre. Cá, como lá, é um assemelhado de ocorrências do Crato e de Várzea-Alegre as minhas duas paixões.

Li em Historias que vi, ouvir e contei, obra literária do Carlos Eduardo Esmeraldo, que no sitio São José apenas José Pinheiro Esmeraldo, o seu pai, sabia ajudar a missa respondendo as orações que o Padre rezava em latim. Certa feita, tendo José Pinheiro Esmeraldo, que fazer uma viagem a fazenda, Zeco Esmeraldo solicitou que trouxesse noticias de seus burros.

Chegou no Sábado a noite e no Domingo cedo já estava na Capelinha do São José ajudando a missa. No momento da elevação, na hora do maior silêncio, se escutou a voz de José Pinheiro Esmeraldo misturada ao badalar da campainha : Zeco os teus burros estão bons! O Zeco estava sentado ao lado do altar.

Em Várzea-Alegre, no sitio Formiga, João Alves de Menezes e Sinhama tiveram vários filhos, mas apenas um deles se casou. Os demais de tanto escolherem pretendentes a altura ficaram no caritó. 

Quando Laura, a caçula, passou dos 50 veio o desengano, a resignação. Sob o comando de Zefa, a irmã mais velha, se danaram a rezar. Todo dia pelo menos um terço. Na sala da frente, fazia-se a reunião do clã.

Um belo dia, um cachorro dormia no pé de uma parede e soltou um daqueles: Zefa a condutora da reza lascou:

Ave Maria Cheia de Graças
O Senhor é convosco
Bendita sois vós.
"Chico tanja este cachorro
Que está bufando fedorento"
Entre as mulheres
Bendito........

Quando verificaram o desencontro anularam o terço e convocaram outro para imediatamente.

“MORO SE MANTEVE IMPARCIAL DURANTE TODA A MARCHA PROCESSUAL” - O antagonista.

Lula pediu o afastamento de Sergio Moro do processo sobre o sítio de Atibaia.

A PGR, em parecer encaminhado ao ministro Félix Fischer, do STJ, respondeu de maneira categórica:

“Moro se manteve imparcial durante toda a marcha processual”.

O subprocurador Nívio de Freitas Silva Filho, segundo o documento citado pelo UOL, acrescentou que há uma “insistência infundada” da defesa do presidiário em pedidos para afastar Sergio Moro:

“Segundo bem assinalado pelas instâncias ordinárias, já foram julgadas improcedentes inúmeras exceções de suspeição”.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Antes e Depois.



Estavam os dois na jinela
Ele bem juntinho dela
Namorando e dando cheiro
E ela diz Zuca responde
Porque que a lua se esconde
Pru de traz do nevoeiro?

E ele responde Maria
Toda vez que a lua espia
E vê nós dois na jinela
Esconde seu  quilarão
Porque você no sertão
É mais bonita que ela!

Porém, se casaram os dois
E essa pregunta dispois
Maria torna a fazer
Zuca responde, agudada
Pregunta besta danada
Num sabe que vai chover!

15 - Escolhidos de São Raimundo, você se lembra? - Por Antônio Morais.



Amadeu Neto, do Amadeu pai do Chico.

O Deputado Otacílio Correia conseguiu um emprego para Amadeu no Banco do Estado do Ceara. Cargo - Zelador.

Amadeu, sempre muito solicito, dizia para todo mundo que era um emprego muito bom, pois foi o Tio Otacílio quem arranjou. Cagava goma e contava vantagens para as negradas que tinha um Primo do pai dele muito importante que era diretor do Bec, nosso amigo Antônio Siebra Lima, conheci dos tempos do Bicbanco.

Amadeu arranjou uma namorada em Farias Brito dizendo que iria assumir a gerencia do Banco. Todo fim de semana era almoço de galinha caipira, capote, até um bacurin abateram um dia. 

Levou adiante esta lorota até quando pode.

Um belo dia, os pais da moça foram ao Banco e o viram fazendo faxina. Amadeu ficou bastante encabulado, mas, como todo bom varzealegrense tem uma boa saída, disse para o futuro sogro, que era uma praxe do banco os futuros gerentes passarem por todos os departamentos da agencia. O sogro foi falar com gerente e acabou o sonho do bancário - nem gerência nem noivado.

Mate um pouco a saudade do Chico e sua sanfona. Veja  no final do vídeo um depoimento de José Clementino.


Caririensidade ( por Armando Lopes Rafael)


O crescimento vertiginoso de Juazeiro do Norte
 Imagem aérea de Juazeiro do Norte. A foto  tem algum tempo, mas dá para perceber que a Terra do Padre Cícero já atinge o limite das cidades vizinhas

Recentemente um jornal de Fortaleza publicou longa matéria sobre o crescimento vertiginoso da cidade de Juazeiro do Norte. Hoje, Juazeiro do Norte tem 96% de sua pequena área territorial já urbanizada. Tem a terceira maior densidade demográfica do Ceará, ficando atrás, apenas, de Fortaleza e Maracanaú. Em 1950, Juazeiro do Norte tinha 56.146 habitantes. Vinte anos depois – em 1970 – sua população quase dobrou, atingindo a marca 96.047. Na sua curta existência, Juazeiro do Norte passou por mudanças imprevisíveis nos seus espaços físicos. O antigo Terminal Rodoviário foi construído, na década 70, onde hoje é o Hospital Tasso Jereissati. O primeiro aeroporto da cidade ficava onde é o atual prédio da Receita Federal. O primeiro cemitério ficava onde hoje está a Rua Dr. Floro,  agora um conjunto de casas no centro agitado da urbe. Se a velocidade do progresso de Juazeiro continuar assim, os urbanistas preveem que seu crescimento vai beneficiar – por gravidade – as duas cidades vizinhas: Crato e Barbalha. Faz sentido. Do pouco território juazeirense, ainda não urbanizado, restam pouquíssimas áreas onde podem ser construídas residenciais, indústrias ou outras edificações de grande porte.



Escritores caririenses
Se vivo fosse, Tomé Cabral (foto ao lado) teria festejado cento e onze anos de idade no último dia 7 de julho. O Cariri é um celeiro de escritores. Tomé Cabral foi um deles. Nascido no sítio Riachão, em Milagres, em 1907, aos 5 anos veio morar em Crato, onde realizou os primeiros estudos, casou e foi funcionário do Banco do Brasil. Tomé Cabral residiu esporadicamente em Assaré, Quincucá, Farias Brito, Quixelô e Jucás.  Veio a falecer em Crato, em 15 de junho de 1988.   Deixou escritas várias obras literárias. Até a década 70 do século passado viajar do Brasil para a Europa era uma epopeia. Utilizavam-se quase sempre navios, e os percursos duravam muitos dias. Hoje as pessoas embarcam no aeroporto de Juazeiro do Norte e em 45 minutos chegam à Fortaleza. Da capital cearense para aterrissar em Lisboa gasta-se apenas seis horas de voo. Em 1968, Tomé Cabral foi à Europa. No retorno, escreveu o livro “A Europa é bem ali”. A obra conta as impressões de Tomé Cabral sobre vários países europeus, berços da civilização ocidental.

A Europa é bem ali...em Santana do Cariri
Pois hoje, uma família de Santana do Cariri construiu paisagem europeia naquele município. Fica na vila de Araporanga, zona rural de Santana do Cariri – em plena na Chapada do Araripe – onde os irmãos Pereira Silva construíram suas residências fazendo réplicas de diversas arquiteturas típicas dos países europeus. Edificaram uma casa no estilo da arquitetura italiana, outra na arquitetura inglesa, outra na francesa, uma réplica grega, um castelo fortificado português, uma ponte suíça que passa sobre um pequeno lago. Existe um jardim inspirado num palácio russo; um moinho de vento holandês; um teatro ao ar livre, ao estilo grego... sem falar de um prédio inspirado nas construções do famoso arquiteto catalão Gaudi.

Fotografias da Vila Europa de Santana do Cariri


Como tudo surgiu
A família Pereira Silva era composta de 12 irmãos (o ex-deputado Iranildo Pereira é um deles). O caçula, Francimar (já falecido), residia na Europa. Lá obteve graduação em Urbanismo e trabalhava para a UNESCO. E sempre que Francimar vinha passar férias em Araporanga, estimulava a irmandade a construir a Euroville.  Após a morte dele um dos irmãos – Zé Pereira –, resolveu enfrentar a continuidade da obra, que hoje está concluída. E já virou uma atração turística em Santana do Cariri, ao lado do Museu de Paleontologia e da veneração à menina Benigna Cardoso. Esta, conhecida como “Mártir da Castidade”, tem sua causa de beatificação no Vaticano, por iniciativa do ex-Bispo de Crato, dom Fernando Panico. 

História: Pinto Madeira, esse desconhecido
O Cariri foi palco de vários movimentos armados, ao longo da sua história. No século XIX tivemos os movimentos pró-república em 1817 (um braço da Revolução Pernambucana daquele ano) e a Confederação do Equador, em 1824.  Em 1914 foi a vez da “Sedição do Juazeiro”, quando esta cidade sofreu tentativa de invasão de forças policiais para atingir o Padre Cícero.  Um dos movimentos armados pouco comentados foi a “Guerra do Pinto”, ocorrida em 1832. Ela foi liderada pelo monarquista Joaquim Pinto Madeira, o Capitão de Ordenanças e Coronel das Milícias de Crato.

Quem era Pinto Madeira
 No auge do seu prestígio, Pinto Madeira era chamado pelo povo de “Governador do Centro” do Ceará, devido à área da influência desse caudilho, num território que se estendia desde a cidade de Quixeramobim – no Sertão Central – até as terras do Cariri, numa distância de quase 400 Km.  Afeiçoado por índole às coisas da Monarquia e à Dinastia dos Bragança, Pinto Madeira lutou ativamente contra os que promoveram os movimentos republicanos da Revolução Pernambucana, em 1817 e da Confederação do Equador, em 1824. E passou à história quando o Imperador Dom Pedro I, em 1831, renunciou ao trono brasileiro.  Pinto Madeira não se conformou com a renúncia, pois acreditava que o gesto de Pedro I teria sido forçado pelos liberais. O que era um engano.

O fim do “Governador do Centro”
O Coronel das Milícias Pinto Madeira montou no cavalo, juntou as tropas e saiu invadindo as cidades do Sul do Ceará. Colecionou importantes vitórias. Mas sucumbiu as forças do então governo das Regências Provisórias. Pinto Madeira se entregou e perambulou durante dois anos pelas prisões de capitais nordestinas. Retornou preso ao Crato em 1834. Lá, num júri parcial – composto por antigos inimigos seus – Pinto Madeira foi condenado à forca, sentença posteriormente comutada para fuzilamento, em face de o réu ter alegado sua patente militar de Coronel.
Conforme o historiador Irineu Pinheiro (ver o opúsculo “Joaquim Pinto Madeira", impresso na Imprensa Oficial do Ceará, em 1946):
"Morreu virilmente Pinto Madeira. Conta a tradição, ouvida por mim desde menino, que momentos antes do fuzilamento, ofereceu-lhe um lenço, para que vedasse os olhos, um dos seus mais implacáveis inimigos. Recusou o condenado a oferta (...) quando a primeira saraivada de bala o abateu, Pinto Madeira ainda teve forças para gritar:
    – Valha-me o Santíssimo Sacramento.
 Durante anos a fio, fez-lhe promessas o rude povo do sertão, considerando-o um mártir, isto é um santo".
(Até aqui citamos Irineu Pinheiro).

Nossa homenagem a uma grande caririense: Madre Neli Sobreira

148 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Raimundo Alves de Menezes, Mundim do Sapo, era uma personalidade prestimosa. Talvez ninguém em nossa terra tenha sido tão virtuoso,  solidário e humano. Tio Mundim do Sapo era também o mais bem humorado dos Várzealegrenses.

Apesar de ter possuído muitos bens nunca se ligou à matéria. Numa determinada época residia em Crato e resolveu fazer uma visita ao filho José de Anchieta, em Fortaleza.

As filhas não gostaram da ideia da viagem. Uninha dizia: papai o senhor não conhece Fortaleza e o taxista vai rodar o mundo e cobrar um absurdo, o senhor deveria deixar para ir no inicio das aulas em Março quando eu for. Tudo girava em torno de uma possível exploração do taxista. Tio Mundim não quis conversa, foi à viagem.

Chegou a Fortaleza, desceu do ônibus na Rodoviária procurou o táxi mais luxuoso, o mais novo, um opala de Luxo, que brilhava por fora qual um espelho e por dentro nem se fala.  Entregou o endereço e rápido estava no destino. Pagou a conta e pediu um recibo para comprová-la.

De volta, já no Crato, Uninha perguntou : quanto o senhor pagou do táxi? Sete reais.  Não pode, eu que conheço o trajeto paguei 20 reais na ultima viagem que fiz.

Mundim do Sapo disse : Aqui está o recibo! E, como foi? Perguntou Clara : Minha filha, eu entreguei o endereço ao taxista e disse: vá ligeiro que eu estou com uma diarreia lascada, se você demorar eu vou cagar o seu carro todo.

 Daí por diante ficou por conta dele, não respeitou sinal, contra mão, nada.

Brasil - Por J. R. Guzzo - Veja.




O Brasil hoje é um grande lugar para você desperdiçar sua vida. O brasileiro não é respeitado como cidadão. O Estado não lhe fornece o minimo de segurança individual. Sua vida, sua propriedade e seu bem-estar são ameaçados todos os dias.

As chances de progresso pessoal estão cada vez mais limitadas. Quase tudo que o governo diz é mentira : tudo que tem é roubado : Tiram do seu bolso, em impostos, o dinheiro que você ganhou com o seu trabalho, e não devolvem, em troca, os serviços que tem a obrigação de prestar. 

O tesouro nacional transformou-se  em  patrimônio particular de quem manda no governo. O mérito pessoal é visto como um insulto e a recompensa material por ele é tratada como um delito pessoal. 

Quem não é descrito como pobre é automaticamente culpado. O Brasil é um pais ruim para educar os filhos. Aqui o homem mau dorme bem.

147 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

João Alves de Menezes, João do Sapo, um sertanejo autentico. Da roça e do gado. De mãos fortes e calejadas da labuta diária. João do Sapo foi o maior empreendedor de sua época, em Várzea-Alegre.

Já nas décadas de 30 e 40 quando não existiam estradas nem transportes mandava apanhar um casal de bovinos puro sangue zebu na Bahia para melhorar a genética do seu rebanho.

Jacobina, chamava-se a vaca em homenagem à cidade baiana de origem e o touro foi batizado de Capucho, por ser branquinho tal qual um capucho de algodão. Conta-se que com o dinheiro da venda do primeiro bezerro, João do Sapo comprou 21 garrotes dos da região para espanto dos criadores do lugar.

Nasceu no dia 15 de Julho de 1893 e faleceu no dia 12 de maio de 1977. O seu lado serio fazia dele um pai, avô, esposo e amigo muito respeitado. Tinha também uma grande doze de humor em tudo que fazia.

 Certa vez foi procurado por uns compradores de garrotes da Paraíba com boa oferta para a compra de seus animais. Rejeitou a principio e os paraibanos insistiram com a negocio. Ele confessou que não podia vender porque o seu gado estava numa roça que tinha “tingui”, uma erva que mata o gado asfixiado quando esse é provocado a fazer qualquer movimento, a se alterar.

Os paraibanos acrescentaram que tingui não era problema porque eles andavam com uma taboca, um bambu e se a rês caísse colocavam no fundo da mesma, o ar comprimido saía e a rês ficava boa de imediato.

João do Sapo disse: é meu amigo, por aqui é bem diferente: quando a rês cai, colocam a taboca é no fundo do dono! E não quis conversa, não arriscou ter prejuízo e não vendeu os garrotes.

A primeira parte da postagem foi pesquisada no Livro de Balbina Diniz, filha de João do Sapo, a segunda parte é de domínio publico, da convivência vivida pelos do Sanharol.

Sem João Alves de Menezes e Dona Maria Soledade Batista de Menezes não haveria Sanharol.

 Foto do casal.

“Coisas da República” – “Pautas-bomba” ameaçam as contas de Temer e do próximo governo


Enquanto o governo tenta cortar gastos e aumentar receitas para, pelo menos, fechar as contas de 2019, e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, fez apelos aos presidentes da Câmara e do Senado para segurar as votações da chamada “farra fiscal”. Inútil. Propostas de parlamentares às vésperas das eleições – aprovadas ontem na Câmara dos Deputados – podem ter impacto negativo bilionário na arrecadação e são promessa de herança maldita para quem vier a ser eleito Presidente da República daqui a menos de três meses.

Às vésperas da eleição, deputados e senadores estão abrindo a torneira das contas públicas por meio da aprovação de projetos que derrubam a arrecadação do governo e impedem a contenção de gastos. As chamadas “pautas-bomba” podem ter impacto próximo a 100 bilhões de reais nos próximos anos, ameaçam as contas do governo de Michel Temer e são promessa de herança maldita para o próximo presidente.

A maior dessas “bombas” é relacionada à desoneração do ICMS sobre exportações. Se o projeto de lei que determina que a União compense o imposto aos Estados passar, a consequência serão 39 bilhões de reais a menos para o governo por ano.

Mas a lista é extensa. Tome-se o exemplo do Refis: o perdão de dívidas tributárias de produtores rurais pode custar 13 bilhões de reais só neste ano. A anistia a empresas integrantes do Simples, 7,8 bilhões de reais em 10 anos. Benefícios para transportadoras representariam 27 bilhões de reais a menos até 2020. Benefícios a Sudene, Sudeco, e Sudam podem custar 9,3 bilhões de reais até 2020. Outras propostas, como a que permite a criação de até 300 municípios, não têm impacto estimado.
Fonte: VEJA

146 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Manuel Sampsom Bezerra, Manuel Costa era filho de Antônio Alves Bezerra da Costa e Eulina Bezerra de Brito, conhecida por Nenen, filha de José Bezerra de Brito, professor Zuza Bizerra.

Residentes no sitio Aba da Serra em Várzea-Alegre. Bisneto portanto de Leonarda Bezerra do Vale, Dadá do São Cosme, foto com Geraldo Brito em pé e Orlando no colo.

Cidadão integro e amigo, servidor da fazenda estadual e com destacada atuação na política. Foi vereador em Várzea-Alegre por dois mandatos, um deles como presidente do legislativo municipal.

Com a transferência do domicilio eleitoral para o município de Cedro repetiu novamente dois mandatos na câmara municipal daquela cidade.

O slogan de suas campanhas fazia inveja a qualquer Duda Mendonça dos nossos dias:

Quem gosta de bosta
Vota em Manuel Costa.

Tive a honra de ser seu amigo, sempre que nos encontrávamos era motivo de muita alegria para ambos. Conheci vários estórias engraçadas, entre elas uma intimação para testemunhar uma pendência contra o prefeito.

O juiz encarou e perguntou: você é o Manuel Sapo? Não senhor, respondeu. Só pareço, mas é Sampsom. Ele era gordinho.

Neste espaço, deixo minha admiração e estima e conclamo os familiares e amigos a fazerem os seus depoimentos.

Dadá era filha de José Raimundo do Sanharol e esta sua foto centenária é uma grande raridade.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Lula da Silva - Por ex-senadora Heloisa Helena.



O ex- presidente Lula é um gângster, ele chefia uma organização criminosa, capaz de roubar, matar, caluniar e liquidar qualquer um que passe pela sua frente ameaçando seu projeto de poder.

145 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Logo após a Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, o esporte bretão tomou um grande impulso no Brasil.

Multiplicaram-se os campos improvisados! As bolas para a pratica do esporte iam desde as feitas com bexigas de boi até as de pano.

Em Várzea-Alegre, talvez tenha acontecido a mais inusitada partida de futebol daqueles dias. O campo era um curral onde as duas porteiras, abertas apenas com o pau de cima, serviam de balizas e a bola era uma almofada de bilros. As duas equipas se posicionaram para iniciar a disputa. Há quem diga que houve até um minuto de silencio; não se sabe para quem.

Quando o arbitro deu o silvo inicial, os bandos contendores se "abofelaram" e a poeira cobriu. O juiz ficou perdido no meio da pancadaria e só conseguiu encontrar o apito cinco minutos depois. Com vários e altos silvos longos, conseguiu parar a tourada, mas o estrago já estava feito!

Acalmados os ânimos e baixado a poeira, a almofada tinha desaparecido, dez braças de cerca estavam no chão e meia dúzia de contundidos baixaram à "enfermaria" que era uma bodega nas proximidades: cada um tomou um oito de cana para não gripar.

144 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Graças ao José Clementino.

A foto acima é uma relíquia memorável, um primor de lembranças do que de melhor o nordeste produziu em se tratando de artistas.

Aparecem num jantar festivo ilustres e nobres fenômenos da musicalidade nordestina como :

Pelo lado esquerdo da mesa : Coroné, Cobrinha, Dominguinhos, Anastácia, Osvaldo de Oliveira, e, pelo lado direito Lidu, João do Vale, o rei do Baião Luiz Gonzaga e outros.

Gostaria que alguém fizesse a identificação completa.

142 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Lembrando uma tirada do Vicente Estevão Duarte, o saudoso Vicente Cesário.

Um rapazinho recomendado pelo Deputado Otacílio Correia foi falar emprego na barbearia do Vicente.

Foi recebido com lhaneza no trato e muita cordialidade, mas, antes de contratá-lo.

Veio a entrevista:

Você bebe?

Não senhor, Deus me defenda.

E fumar, você fuma?

Também não, detesto cigarro.

Frequenta o Ingém Veio?

Deus me livre, não sei nem o que é isto, nem onde fica.

Ingém Veio é um cabaré. Você já foi lá?

Não senhor, nunca botei os pés nesse lugar.

Então, eu sinto muito, mas o emprego não serve para você. Todo mundo bebe, fuma e frequenta o Ingém Veio.

Com um curriculum como o seu, é bom ir procurar emprego num convento.

Raquel Dodge pede investigação de Favreto por prevaricação - O Antagonista.




Raquel Dodge enviou hoje ao STJ pedido de abertura de inquérito judicial contra Rogério Favreto pelo crime de prevaricação.

Segundo a PGR, ao agir fora de sua jurisdição e sem competência para conceder e reafirmar liminares para que Lula fosse solto, o desembargador do TRF-4 cometeu infração disciplinar.

Dodge descreveu o caso como “episódio atípico e inesperado que produziu efeitos nocivos sobre a credibilidade da Justiça e sobre a higidez do princípio da impessoalidade, que a sustenta”.

A PGR citou ainda evidências de que Favreto agiu movido por sentimentos e interesses pessoais, tendo praticado uma sucessão de atos dolosos contrários a regras processuais que ele conhecia, com o propósito de “colocar a todo custo o paciente em liberdade, impulsionando sua candidatura a presidente da República”.

Dodge acrescenta que o desembargador “não favoreceu um desconhecido, mas alguém com quem manteve longo histórico de serviço e de confiança e que pretendeu favorecer”.

Por essa conduta, a procuradora-geral da República afirma que Favreto pode ter cometido crime de prevaricação, previsto no artigo 319 do Código Penal.

Neymar - Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares

Me pedem para falar sobre Neymar. O mundo todo já falou, e continua falando, do jogador e do fiasco da Copa.

Difícil falar do craque dissociado do ser humano. Adianto logo que não sou a pessoa indicada para falar de assunto tão complexo.

Mesmo porque, sou um pessimista quanto ao ser humano. Mas, vamos lá.

Ferreira Gullar disse que nascemos bichos e nos transformamos em seres humanos. Então, a natureza humana é um negócio sério. Não é fácil ser gente.

Com a proteção do pai, Neymar, que começou praticando o futsal, aos 14 anos, já ganhava do Santos um baita salário e era tratado como estrela.

As informações dão conta de que, por influencia do pai e de treinadores, a encenação e o “cai-cai” eram uma forma de proteção contra os zagueiros que o caçavam.

Pelo visto, aprendeu rápido.
Sempre foi tratado como um produto e se amoldou a isso. Pulando etapas, vamos chegar ao que temos dias de hoje.

Ninguém tem dúvidas de que Neymar é um craque. Só que suas ambições, embora legitimas, o embriagaram, como também a todos que vivem em seu entorno: família, “parças”, cabeleleiros, namorada, bajuladores, etc, etc.

Chegou à Copa pensando que ela era só dele.
O momento de sua realização como o maior jogador do mundo.

Blindado de todas as formas. Ai de quem o criticasse. Galvão Bueno que o diga.
E aí aflorou, ou se ampliou, a sua falta de caráter esportivo.

Aprendi muito cedo que: quem não sabe ganhar é pior do que quem não sabe perder.

Quando está ganhando, Neymar tripudia sobre o vencido, com suas carretilhas e dribles desnecessários.

Pelé sempre driblou para ganhar território e nunca para humilhar. Quando perde, Neymar apela com juízes e até com companheiros, como aconteceu com Tiago Silva, ofendido por ele.

Acha, por fim, que uma falta nele é uma ofensa. Lamentável que tenhamos de dizer isso do nosso maior craque.

Entrou enorme na Copa e saiu como uma piada mundial.
O seu desprezo pela torcida que foi aplaudi-lo na saída do hotel, na Alemanha, foi imperdoável.

O ser humano quando se sente grande, a sua grandeza o desumaniza.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

juíza nega pedidos para que Lula seja sabatinado - O Antagonista.



A juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal de Lula, negou pedidos para que o condenado participe de entrevistas e sabatinas como pré-candidato à Presidência, informa a repórter Tabata Viapiana.

Segundo a juíza, “embora [Lula] se declare pré-candidato ao cargo de presidente da República, sua situação se identifica com o status de inelegível. Em tal contexto, não se pode extrair utilidade da realização de sabatinas ou entrevistas com fins eleitorais”.

Carolina Lebbos acrescenta que “[nem] sequer se mostra juridicamente razoável a autorização pretendida, em exceção às regras de cumprimento da pena e com necessário incremento de recursos logísticos e de segurança”.

Folha, SBT e UOL haviam solicitado autorização para sabatinar o hóspede da carceragem da PF em Curitiba. Não conseguiram.

Petistas “nunca fizeram um milímetro de autocrítica diante das malfeitorias praticadas” - O Antagonista.



Elio Gaspari escreve no Globo que o presidiário Lula “firmou-se no papel de vítima, e esse é o que melhor desempenha”.

“Ficam duas perguntas: qual a sua capacidade de transferir simpatias [votos]? E o que poderá fazer para reduzir as antipatias?

Dado o desempenho do governo de Michel Temer, a transferência de simpatias será considerável. A redução da antipatia será tarefa mais complicada, sobretudo porque Lula, o PT, Fernando Haddad e Jaques Wagner nunca fizeram um milímetro de autocrítica diante das malfeitorias praticadas nos seus dez anos de poder.”

Quando os petistas fingem fazer autocrítica, usam apenas eufemismos.


Saudades mineiras do Imperador Dom Pedro II – por Armando Lopes Rafael



   É de decepção generalizada os sentimentos da nossa população com os atuais rumos   da república brasileira. A bem dizer, as "instituições republicanas" são frequentemente surrupiadas e violadas para favorecer aos interesses de alguns  grupos políticos corruptos. Um magote de larápios e incompetentes aboletou-se, nos últimos anos,  do poder através da enganação e demagogia rasteira, beneficiando-se com propinas e  desvios do dinheiro público, tudo voltado para enriquecimento ilícito, em detrimento das necessidades e direitos dos demais cidadãos brasileiros.

    Essas frustrações estão provocando uma reação inesperada: as manifestações de saudosismo da época que nossa nação era o respeitável e honrado Império do Brasil. Isso vem comprovar o que se costuma dizer há mais de cem anos: em todo republicano existe um monarquista que dorme. Li, dias atrás, uma notícia na imprensa de Belo Horizonte, dando conta de uma cerimônia para a entrega do Colar do Mérito Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais ao Imperador Dom Pedro II.

     O Colar de Mérito é concedido, desde 1983, a pessoas e instituições, nacionais ou estrangeiras, em virtude de seu destaque na prestação de serviços relevantes à Justiça ou à cultura jurídica daquele Estado. A comenda foi outorgada, pela primeira vez,  em caráter post morten, ao Imperador Dom Pedro II, pelo fato de Sua Majestade ter assinado Decreto Imperial, em 1873, criando o Tribunal de Relação de Minas Gerais, instalado no ano seguinte. Contudo, o Imperador jamais havia sido, até os dias de hoje, oficialmente homenageado por esse ato, que originou o atual Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.

    Uma solenidade dessas era inimaginável de acontecer numa terra que antes cultivava os ideários republicanos. E isso desde a época de Tiradentes, ou seja, desde o século XVIII.  Observadores concluíram que o ideário republicano se exaure a passos rápidos nas Minas Gerais. A corrupção está corroendo a hoje “republiqueta” brasileira. E o povo busca novas lideranças e reservas morais para tirar do atual estágio de enfermidade moral a República Federativa do Brasil.
A cerimônia foi realizada no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Na foto, o Presidente, Desembargador Dr. Geraldo Augusto de Almeida, na condição de líder do Judiciário de Minas Gerais e Chanceler da Ordem de Mérito, entrega ao Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança a comenda outorgada post morten ao seu tetravô, o Imperador Dom Pedro II.

Foda-se a constituição, presidente Lula - Por Antônio Morais

Última reprise  : "Foda-se a Constituição - Presidente Lula da Silva".

Frases do tipo não se ouviria de um Bilac, um José do Patrocínio ou um Bonifácio de Andrada, de um patriota. - “Em boca fechada não entra mosca”. Antigo, porem sábio ditado! Se a mosca não entra porque a boca está fechada, pela mesma razão as bobagens também não saem.

“Foda-se a Constituição” – termo retirado de um texto do Ricardo Noblat - Jornal o Globo, é o que não se poderia esperar de um Presidente da Republica.

Um jornalista do maior Jornal do Mundo chamou o presidente Lula de “cachaceiro – pinguço” com razão o presidente reagiu contra esse jornalista na firme determinação de expulsá-lo do país: Mas, a gravidade maior não está no fato de querer banir um jornalista que o desagradou, está sim, na declaração feita após um assessor informar que a sua vontade estava em desacordo com o que determina a Constituição: Disse Lula da Silva : “Foda-se a constituição” - O presidente não sabe o que são preceitos constitucionais.

Nesta frase ofensiva, na falta de respeito á “Carta Magna”, está a maior bobagem dita pelo Lula até o presente, e, com certeza vai lhe custar muito no futuro, talvez seja sua marca definitiva.

Governar não é realizar vaidades, fantasias e vontades - Governar é acima de tudo respeitar e administrar as leis do país.

Nunca é demais reprisar esta obra prima do  Pajé quando estava  por cima  da carniça.

O privilégio Ilegal de Lula - Por Antônio Morais.


Um desembargador cara de pau.

Lula como Presidente da Republica indicou os ministros e desembargadores para os tribunais superiores pessoas de sua iguala : Sem compromisso, responsabilidade e caráter. A decisão combinada entre o PT e o Desembargador Rogério Favreto, todos, inclusive  eles sabiam que seria anulada porque era irregular. A decisão foi tomada em nome da desordem e do tumulto. 

O silêncio da presidente do STF Carmen Lucia é prova disso. Resta saber se o STF é matriz, filial ou franquia do Partido dos Trabalhadores.

A ministra Carmen Lucia ficará na história como a presidente da corte que permitiu a desordem e a anarquia ferirem de morte a justiça do Brasil. 

Não há respeito a decisão do colegiado nem a norma jurídica determinada. Cada ministro decide de acordo com sua vontade e conveniência. Foi um engano tremendo o meu com a Ministra Carmen Lucia.

Uma pena.

terça-feira, 10 de julho de 2018

A arte do futebol - Enviado por Wilton Bezerra



O objetivo do futebol é divertir como esporte e arte. Ao se transformar em indústria do entretenimento acabou sofrendo algumas alterações que impactam, de forma negativa, no item estético da atividade.

Eduardo Galeano, notável escritor uruguaio, dizia haver distinção entre o treinador e o técnico, este último comprometido com as funções modernizantes do futebol.

O treinador diz: vamos jogar. O técnico diz: vamos trabalhar. A plasticidade do jogo, numa visão mais conservadora, é aspecto obrigatório ao entendimento do treinador. Já o técnico, abraçado ao pragmatismo que o jogo exige, como indústria, sacrifica a estética.

Os efeitos não são devastadores, mas interferem. Por isso, time que joga feio, e ganha, existe para trabalhar e não para divertir. É o time do técnico. Já o treinador não abre mão do belo, mesmo reconhecendo que isso implique em certa fragilização enquanto atitude competitiva.

O grande Joham Cruyff, um dos maiores jogadores do mundo, responsável dentro de campo pela revolução tática, com o famoso carrossel holandês, afirmava: "Jogar bonito e perder, não tem sentido. Jogar feio e ganhar, não tem graça".

Agora, nestes tempos de Copa do Mundo, é possível enxergar coisas bonitas num futebol onde prevalece o protagonismo coletivo. Já não se vê a mutilação do jogo, mesmo com indispensáveis aventuras individuais, o que resulta em uma ação mais solidária, onde todos marcam, todos atacam.

Os craques continuam fazendo a diferença. São as dimensões do futebol.

139 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

São Raimundo Nonato.

Esta história aconteceu na Matriz de São Raimundo Nonato na minha terra, Várzea-Alegre. No fim da década de 1980. Fui convidado pelos amigos Chagas e Mercês para juntamente com a minha esposa sermos padrinhos de Luiz, um de seus filhos.

No dia e hora marcados apanhamos os pais e a criança e seguimos para igreja. Parecia até que todas as crianças nascidas naquele ano haviam marcado o batizado para aquele dia e hora. Uns 40 meninos e meninas não menos.

Somando-se a estes os pais, padrinhos e convidados dar para se ter uma idéia de como estava à igreja. O calor era intenso. Os meninos pareciam que tinham ensaiado: choravam todos ao mesmo tempo. Trabalho grande mesmo era o dos fotógrafos, empurrando pra lá, puxando pra cá para conseguir uma boa posição para suas fotografias.

O padre Mota que sempre foi muito calmo, naquele dia, estava meio estafado e notava-se um certo desconforto por conta dos fotógrafos que na ância de ganhar uma foto atrapalhavam a cerimônia. De todos, o Leandro de Valdeliz, era o mais afoito e herege, não se preocupava com os atos religiosos, o negocio dele era faturar com as fotos, e, era exatamente pra ele que o padre botava o olho vez por outra.

No meio da cerimônia chegaram uns repórteres de TV fora da cidade, com uns equipamentos de filmagens, para fazerem uma entrevista com o Padre, justamente sobre a história da troca do santo que corre o mundo inteiro: São Brás por São Raimundo. O Padre pediu para equipe aguardar o final dos batizados.

O Leandro se meteu na conversa e disse para o repórter: “Homi, o negocio é que um santo era o pai do outro”! Nesse momento o Padre Mota olhou para Leandro e falou entre risos: E você Leandro, era a mãe!

Sobre o artigo de Antônio Morais – por Armando Lopes Rafael


   Interessante, e oportuno, o artigo (“Pedro II do Brasil”) publicado logo abaixo por Antônio Morais. O texto chega a ser comovente em alguns momentos. Principalmente quando fazemos (mentalmente) a comparação entre os tempos da honrada e respeitável Monarquia Constitucional Brasileira e esta desmoralizada republiqueta dos dias atuais. 

    Estou lendo um excelente livro ( “O Imperador no exílio”, do Conde de Afonso Celso), que trata dos últimos dias do Imperador Dom Pedro II, desde a expulsão da Família Imperial –  pelo golpe militar que implantou a República, em 15 de novembro de 1889 – um dos episódios mais vergonhosos da nossa história, até o falecimento do Imperador, em Paris, em 1891. O Conde de Affonso Celso é filho do Visconde de Ouro Preto, último Primeiro-Ministro da Monarquia Parlamentarista. O conde acompanhou o velho imperador no seu exílio forçado e dá o seu depoimento sobre os valores éticos que orientavam Dom Pedro II, do sofrimento e pobreza dos últimos dias do honrado imperador, além de traçar o perfil moral daquele que ainda hoje é considerado “O maior dos brasileiros”. 
 
   A cena mais pungente descrita é a  morte da imperatriz, ocorrida  em um hotel simples da cidade do Porto, em Portugal,  para onde havia se retirado. Antes de morrer ela disse à acompanhante.  "Não morro de doenças, morro de saudades e de tristezas". Em seguida, faleceu. A Família Imperial já estava sem dinheiro, e a Imperatriz só não foi enterrada como indigente porque um bondoso português (que havia ganhado muito dinheiro no Brasil) pagou as exéquias de Dona Teresa Cristina. 
     O próprio Dom Pedro II, normalmente contido em suas reações, não escondia a tristeza. Ele abraçou a sua muito amada esposa soluçando e foi logo retirado dali pelo Mota Maia (médico da família). Dois anos depois, aos 66 anos, o Imperador morreria de pneumonia, num modesto hotel de Paris onde viveu o fim de seus dias.

     Do livro “O Imperador no exílio”, do Conde de Afonso Celso ainda citarei duas passagens. A conferir.
      1 – Em visita a Dom Pedro II, agora exilado, o Conde Afonso Celso, contou sobre a ditadura e as perseguições que muitos brasileiros estavam sofrendo desde a queda da monarquia. Notando o semblante triste de Dom Pedro II perguntou:

– Vossa Majestade não desejaria voltar, para restaurar no Brasil o regime da justiça e da liberdade?

Quanto a voltar, se me chamarem, estou pronto. Seguirei no mesmo instante, e contentíssimo, visto ser útil ainda à nossa terra. Mas se me chamarem espontaneamente, notem. Puseram-me para fora...Tornarei, se se convencerem de que me cumpre voltar. Conspirar, jamais! Não se coaduna com a minha índole, o meu caráter, os meus antecedentes. Seria a negação da minha vida inteira. Nem autorizo ninguém a conspirar em meu nome ou no dos meus. Se desejarem de novo a minha experiência e a minha dedicação à testa da administração, que o digam claramente e sem constrangimento. Obedecerei sem vacilar, à custa embora de árduos sacrifícios. Do contrário, não e não!

   2 – Nas dificuldades que vinha sofrendo, como a falta de dinheiro para pagar o modesto hotel onde residia, e ao ouvir pessoas em sua volta criticarem os golpistas que o derrubaram do trono, o magnânimo Imperador declarava: “Nunca abri o meu coração a um sentimento de ódio, nunca pus o meu poder ao serviço de vinganças'”.
Foto do Imperador Dom Pedro II feita durante o seu velório, em Paris