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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

234 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.


A Paróquia de Nossa Senhora da Penha foi a segunda criada no Cariri. A primeira foi a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, de Missão Velha, que posteriormente mudou a denominação para Paróquia de São José dos Cariris Novos, tendo São José como novo Padroeiro.

Apesar de ter 251 anos de sua criação oficial, a Paróquia de Nossa Senhora da Penha só teve 25 Vigários (hoje chamados Párocos), pois muitos deles tiveram longo paroquiado, principalmente no Brasil Colônia e Brasil Império quando a Igreja era ligada ao Estado e os párocos eram nomeados “Vigários Colados” pelo Rei ou Imperador.

1º) Padre Manoel Teixeira de Morais
2º) Padre Antônio Lopes de Macedo Júnior
3º) Padre Antônio Teixeira de Araújo
4º) Padre Antônio Leite de Oliveira
5º) Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha
6º) Padre Miguel Felipe Gonçalves
7º) Padre Pedro Antunes de Alencar Rodovalho
8º) Padre Joaquim Ferreira Lima
9º) Padre João Marrocos Teles
10º) Padre Manoel Joaquim Aires do Nascimento
11º) Padre Antônio Fernandes da Silva Távora
12º) Padre Antônio Alexandrino de Alencar
13º) Padre Quintino Rodrigues de Oliveira Silva (depois nomeado Bispo de Crato)
14º) Padre Pedro Esmeraldo da Silva
15º) Padre Joviniano Barreto
16º) Padre Plácido Alves de Oliveira
17º) Padre Francisco de Assis Feitosa
18º) Padre Luiz Antônio dos Santos
19º) Padre Rubens Gondim Lóssio
20º) Padre João Bosco Cartaxo Esmeraldo
21º) Padre José Honor de Brito Filho
22º) Padre frei Joaquim Dalmir Pinheiro de Almeida
23º) Padre José Josias Gomes de Araújo
24º) Padre Francisco Edimilson Neves Ferreira
25º) Padre José Vicente Pinto de Alencar da Silva

Texto do Armando Lopes Rafael.

Da série " História Secreta do Brasil"

A inexistente "proclamação da república"—por Fernando Mascarenhas Silva de Assis (*)


    Há uma versão um tanto idealizada da chamada "proclamação" da República (que nunca ocorreu). Esta versão, embora fantasiosa, tem sido incentivada pela propaganda oficial. Abaixo, a descrição correta de uma das mais negras páginas de nossa História.

    A verdadeira causa da pseudo proclamação da república chama-se Maria Adelaide Andrade nEVES Meireles... Deodoro estava no Comando Militar do Rio Grande do Sul. O influente político Silveira Martins ocupava a Presidência da Província. Ambos disputavam os encantos e favores de uma viúva, cujo nome era Adelaide . Parece que ela preferia o Silveira Martins, deixando Deodoro em segundo plano. Por conseqüência, tornaram-se inimigos ferrenhos... Daí, anos mais tarde, a conduta tresloucada do Marechal que não proclamou a república...

    De fato, as chamadas "causas" da proclamação (que nunca ocorreu) desta República (que não é, e nunca foi) não passam de eventos maquiados pela propaganda golpista (que não menciona a Viúva Adelaide). São pouco, muito poucos, os que já ouviram falar na Viúva Adelaide. É natural. A historiografia oficial, por motivos óbvios, faz o possível para que seja esquecida.

    Portanto, a chamada Proclamação da República no Brasil é uma fábula. Nunca aconteceu. Contudo, resta a pergunta: Se não houve uma proclamação, como foi implantada a República no País? Após ter gritado "Viva o Imperador”, (que a propaganda oficial mudou para “Viva a República), Deodoro voltou para casa. Volta ao leito e, na cama, recebeu a visita alguns militares republicanos. Tentaram fazer com que Deodoro assinasse o documento que viria a ser o decreto Nº 1 da república. O velho militar se recusou: havia jurado fidelidade ao Imperador.

    Deodoro não era republicano. Havia mesmo escrito, poucos dias antes, a um de seus sobrinhos, o General Clodoaldo que: "República no Brasil e desgraça completa são a mesma coisa”. De má fé, os militares golpistas disseram ao Marechal que o Visconde de Ouro Preto seria substituído por Silveira Martins. Sabiam da inimizade entre os dois. Deodoro não havia perdoado seu antigo rival na disputa pelos favores da Viúva Adelaide.

     Tresloucado, como sempre ficava quando se lembrava de sua antiga paixão, Deodoro disse textualmente: "Deixe-me assinar esta porcaria". A “porcaria” era o primeiro decreto do “governo provisório” documento este que efetivamente implantou o regime republicano no Brasil.

(*) Fernando Mascarenhas Silva de Assis, residente em Belo Horizonte, é Engenheiro Civil pela UFMG, pós-graduado em Engenharia Econômica. Diretor do CETEC - Centro Tecnológico do Estado de Minas Gerais, Diretor da Faculdade de Administração da Fumec, Auditor de Sistemas e Auditor Ambiental.

O Supremo Tribunal de Miracatu - Por Fernando Gabeira.


Fernando Gabeira descreveu os ataques de Jair Bolsonaro aos órgãos de combate à criminalidade como “uma ação entre famílias”.
“Ele decidiu intervir no Coaf, na Receita Federal e na PF porque sentiu ameaças à sua família.
Ele próprio revelou que o Fisco fez uma devassa nas finanças de seu irmão, candidato a prefeito em Miracatu, no Vale do Ribeira. Sua campanha presidencial foi investigada.
Flávio, filho de Bolsonaro, estava sendo investigado a partir de dados do Coaf. Toffoli suspendeu as investigações. O presidente aprovou.
E agora quer mudar três nomes da Receita no Rio e um delegado da PF (…).
O descaminho de Bolsonaro no trato com a autonomia dessas instituições se dá num momento singular. Outras famílias importantes – a mulher do ministro Toffoli e a de Gilmar Mendes – também estavam incomodadas com os dados do Coaf. O lamentável vazamento no caso de Gilmar acabou contribuindo para criar uma aliança dentro do STF que inclui Alexandre de Moraes, com sua decisão de suspender investigações.”

'O combate à corrupção está sendo desvirtuado por Bolsonaro'- Por Merval Pereira.


Merval afirma que o presidente 'acabou se aliando a quem quer acabar com a Lava-jato'. O comentarista diz que o envolvimento da família Bolsonaro com investigações de corrupção e os sinais de sua relação com milicianos está fazendo com que o presidente perca apoio.

Merval Pereira afirma que a Lava-jato incomoda porque estava começando a afetar políticos importantes. 

O comentarista relembra o caso de investigação do senador Flávio Bolsonaro que gerou o conflito entre governo e Coaf.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

CBF SÓ PENSA NA GRANA - Por Wilton Bezerra, comentarista esportivo.


Tem negócio mais safado do que esses amistosos FIFA que a seleção brasileira cumpre, com o fito apenas de encher as burras de dinheiro da CBF?
Sim, qual a utilidade dessa convocação para jogos que não têm proveito técnico nenhum para o futuro?
E o pior de tudo é ter que agüentar essa conversa mole do Tite, como se fosse algo de extrema importância.
As entrevistas do treinador, depois das convocações, é um insuportável teatro, comparado a uma punição para quem tem a obrigação profissional de acompanhar. Páreo duro para os “pequenos” discursos de Fidel Castro.
A Copa América, logo depois do fracasso na Rússia, já foi uma ressaca dura de ser curada. Imaginem amistosos “peitos de homem”, que não despertam interesse.
Sabe-se, ainda bem, que esses amistosos FIFA estão perdendo valor de venda e podem ser riscados do mapa, para sossego dos que são obrigados a cobrí-los.
Grande parte da crônica esportiva, com sua estética bovina, se encarrega de dar um ar de seriedade à toda porcaria patrocinada pela casa bandida do futebol.
Não está nada fácil a nossa vida de bailarina.

Começa hoje a Festa da "Imperatriz e Padroeira" de Crato (por Armando Lopes Rafael)

      Tem início neste dia 22 de agosto, Dia Nacional do Folclore, a festa de Nossa Senhora da Penha Padroeira da cidade de Crato e  da Diocese, que neste ano em curso chega a 251 anos de realização. Dezenas de grupos da tradição popular se encontrarão na Praça da Sé para homenagearem a imagem histórica de Nossa Senhora da Penha, que chegou a Crato por volta de 1745, doada pelos frades capuchinhos de Recife.


À noitinha, acontece a tradicional carreata de abertura da festa da “Imperatriz e Padroeira de Crato”, que percorrerá as ruas da cidade. Além dos novenários, missas, louvores, quermesses, a programação contará ainda com a tradicional cavalgada de Nossa Senhora.

A história da Paróquia

 Fachada da Catedral de Crato em 22 de agosto de 2019

A Paróquia de Nossa Senhora da Penha foi a segunda criada no Cariri. A primeira foi a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, de Missão Velha, que posteriormente mudou a denominação para Paróquia de São José dos Cariris Novos, tendo São José como novo Padroeiro.

          Apesar de ter 251 anos de sua criação oficial, a Paróquia de Nossa Senhora da Penha só teve 25 Vigários (hoje chamados Párocos), pois muitos deles tiveram longo paroquiado, principalmente no Brasil Colônia e Brasil Império quando a Igreja era ligada ao Estado e os párocos eram nomeados “Vigários Colados” pelo Rei ou Imperador.

Quem foram os Párocos da atual Catedral de Crato

1º) Padre Manoel Teixeira de Morais
2º) Padre Antônio Lopes de Macêdo Júnior
3º) Padre Antônio Teixeira de Araújo
4º) Padre Antônio Leite de Oliveira
5º) Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha
6º) Padre Miguel Felipe Gonçalves
7º) Padre Pedro Antunes de Alencar Rodovalho
8º) Padre Joaquim Ferreira Lima
9º) Padre João Marrocos Teles
10º) Padre Manoel Joaquim Aires do Nascimento
11º) Padre Antônio Fernandes da Silva Távora
12º) Padre Antônio Alexandrino de Alencar
13º) Padre Quintino Rodrigues de Oliveira Silva (depois nomeado Bispo de Crato)
14º) Padre Pedro Esmeraldo da Silva
15º) Padre Joviniano Barreto
16º) Padre Plácido Alves de Oliveira
17º) Padre Francisco de Assis Feitosa
18º) Padre Luiz Antônio dos Santos
19º) Padre Rubens Gondim Lóssio
20º) Padre João Bosco Cartaxo Esmeraldo
21º) Padre José Honor de Brito Filho
22º) Padre frei Joaquim Dalmir Pinheiro de Almeida
23º) Padre José Josias Gomes de Araújo
24º) Padre Francisco Edimilson Neves Ferreira
25º) Padre José Vicente Pinto de Alencar da Silva

Você sabia que o Crato tem um Co-Padroeiro (ou Padroeiro secundário)?

Vitral existente na Capela do Santíssimo, da Catedral de Crato 
À esquerda, a Mãe do Belo Amor, primeira imagem de Nossa Senhora venerada nesta cidade.  À direita, São Fidelis de Sigmaringa, a quem a primeira capelinha (construida por Frei Carlos de Ferrara) também foi dedicada. Por isso, em 24 de abril de 2013, São Fidelis foi oficializado Co-Padroeiro da cidade de Crato, através de decreto de Dom Fernando Panico.
Por que São Fidelis Sigmaringa é o co-padroeiro de Crato?

   Em janeiro de 1745, conforme pesquisa do historiador Antônio Bezerra, foi colocada numa das paredes da, então, capelinha de Nossa Senhora da Penha uma pedra com uma inscrição em latim. Tratava-se do registro da consagração e dedicação do pequeno e humilde templo, início da atual catedral de Crato. A inscrição foi feita por frei Carlos Maria de Ferrara, e nela constava que a capelinha fora consagrada a Deus Uno e Trino e, de modo especial, a Nossa Senhora da Penha e a São Fidelis de Sigmaringa, este último considerado de fato o co-padroeiro de Crato. A partir de hoje ele é oficialmente o Co-padroeiro desta cidade.

Abaixo, o texto constante da inscrição rupestre, infelizmente desaparecida:

Uni Deo et Trino
Deiparae Virgini
Vulgo – a Penha
S Fideli mission.º S.P.N. Fran, ci Capuccinor.m
Protomartyri de Propaganda Fide
Sacellum hoc
Zelo, humilitate labore
D. D.
Sup. Ejusdem Sancti.i Consocy F.F.
Kalendis January

Quem é São Fidelis?

São Fidélis, chamado no batismo Marco Rey, nasceu em Sigmaringa, na Alemanha, em 1577. Estudou Direito em Friburgo e exerceu advocacia com tal amor à justiça que foi chamado o “advogado dos pobres”. Era um cristão reto e piedoso, tornando-se advogado justo e cheio de caridade. Assumiu sempre gratuitamente a defesa dos necessitados. Aos 35 anos, para evitar os perigos morais que comportava a sua carreira, deixou as leis e decidiu seguir outra vocação.
Disse alguém que ele teria deixado sua profissão de advogado pelo medo que tinha de vir a cair em alguma daquelas injustiças que parecem inevitáveis nesta profissão. Fez-se capuchinho em Friburgo onde tinha frequentado os estudos de Direito. Impôs-se a si mesmo viver em obediência, pobreza, humildade, com espírito de penitência, de austeridade e de sacrificada renúncia. Foi ordenado presbítero em 1612, tornando-se grande pregador da Palavra de Deus

Eleito Guardião do Convento de Weltkirchen, na Suíça, entregou-se fervorosa- mente ao apostolado num momento particularmente difícil da vida da Igreja. No cantão suíço dos Grijões, verificou-se, naquela altura, a dolorosa separação que dividiu católicos e calvinistas, tendo degenerado em sangrenta guerra política entre os Valões e o Imperador da Áustria. São Fidélis alimentou sempre no seu coração o desejo de derramar o seu sangue pelo Senhor e foi ouvido por Deus. Enviado para a Suíça pela Congregação da Propaganda da Fé com o fim de orientar uma missão entre os hereges sucedeu que as numerosas conversões ali verificadas lhe atraíram a ira e o ódio das autoridades que acabaram por interrompê-lo com disparos de espingarda numa das suas pregações em Seewis.

A seguir, foi agredido fora da igreja em que pregara e depois ferido de morte. Seu corpo acabou por ser barbaramente esquartejado. Era o dia 24 de abril de 1622. Tinha 45 anos. Sua morte impressionou até os seus mais acirrados inimigos e teve como fruto imediato à pacificação entre eles. Os acontecimentos que se seguiram imediatamente mostraram bem que o sacrifício de São Fidélis não tinha sido em vão. É o protomártir da Sagrada Congregação da Propaganda da Fé. Foi canonizado por Bento XIV aos 29 de junho de 1746.

 (Texto e postagem de Armando Lopes Rafael)

DELAÇÃO DO FILHO DE CEDRAZ LEVA PÂNICO AO TCU - Por Cláudio Humberto.


Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) estão apreensivos, alguns em pânico, segundo afirmou um deles, com o suposto acordo de delação premiada negociado com o Ministério Público Federal (MPF) pelo advogado Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, ex-presidente da corte. A notícia caiu como uma bomba no TCU, e foi tema de conversas reservadas, ontem. Pai e filho, que hoje viveria em Miami, foram delatados por Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia.
Tiago é acusado de, agindo com o pai, receber pagamento do dono da UTC, para influir em dois processos no TCU de interesse da empresa.
Cedraz, filho, frequentou o TCU durante anos e se tornou amigo de quase todos os ministros. Também tem parceiros na classe política.
O relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, pediu o imediato (e um inédito) afastamento do ministro Cedraz das funções no TCU.
O caso Cedraz está na Segunda Turma do STF e divide expectativas, entre os que apostam em pizza e os que esperam condenação.

PSDB e DEM deliram - Por José Newmanne Pinto.


Na recepção festiva ao deputado Alexandre Frota, expulso do PSL, pelo PSDB, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou que seu partido, o DEM de Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil de Bolsonaro, disputaria pelo menos as duas próximas eleições em inviolável aliança com os tucanos, agora liderados por João Dória. 

Eles só se esqueceram de combinar isso com os eleitores e – pior – não têm a mais leve lembrança do massacre que seus partidos sofreram do fenômeno eleitoral Jair. Ou seja, ao que parece eles até agora não se acostumaram com a nova realidade das duas últimas eleições, nas quais o PSDB, aliado do DEM há muito tempo, levou uma surra que não deveriam ter esquecido. 

Na atual realidade brasileira, este casamento de interesse não terá nenhuma chance de ser feliz nem em 2020, imagina em   2022. Acorda, gente! 

Haddad estreia condenação - Por José Newmanne Pinto.


O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, poste posto à disposição do chefão Lula na eleição presidencial do ano passado e que até agora tinha passado incólume nas falcatruas de seu partido, o PT, que já levaram vários figurões da legenda para a cadeia, foi condenado pela Justiça Eleitoral por caixa 2.

Na mesma ação, o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, veterano de penas da Lava Jato, todas cumpridas em cadeia em Curitiba, teve mais dez anos acrescidos à última exatamente nas duas modalidades nas quais o ex-inocente de plantão foi absolvido.

Enquanto o primeiro estreou sua condição de apenado, o segundo tornou-se o exemplo mais completo das dimensões do assalto petista aos cofres públicos disponíveis.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

233 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.

Os festejos dedicados a Nossa Senhora da Penha – Imperatriz e Padroeira de Crato – são realizados há 251 anos. E se constituem na mais tradicional e longeva manifestação religiosa popular feita nesta cidade. A mais antiga referência a esta festa data de 1838, e foi feita por George Gardner, naturalista, botânico memorialista, intelectual, pesquisador, escritor, ensaísta e cientista escocês, que esteve em Crato naquele recuado ano.

Autor do livro “Viagem ao Interior do Brasil”, publicado em Londres em 1846 (e somente traduzido para o português e editado no Brasil quase cem anos depois) George Gardner descreveu – no livro citado – a festa da Padroeira de Crato, da qual destacamos o seguinte trecho:

“Durante minha estadia em Crato foi celebrada a festa de N. Senhora da Conceição, (Gardner equivocou-se quanto à invocação da Virgem Maria patrona da Cidade de Frei Carlos, pois o certo é Nossa Senhora da Penha) precedida de nove dias de divertimentos, cujas despesas correm por conta de pessoas designadas para conduzi-los; enquanto durou a novena, como é chamada, os poucos soldados que havia na vila não cessaram quase, dia e noite, de dar tiros e as procissões, iluminações, girândolas de foguetes e salvas, com um pequeno canhão em frente da igreja, trouxeram ao lugar um constante alvoroço”.


Uma das muitas histórias desta festa.
A crônica histórica de Crato guarda ainda o registro de que o primeiro Intendente deste Município, após o advento da República – cargo que hoje corresponde ao de Prefeito – o cidadão José Gonçalves da Silva, durante 29 anos seguidos (de 1900 a 1929) foi o coordenador da Festa de Nossa Senhora da Penha. Consta que estando uma vez no Rio de Janeiro, ao embarcar no navio que o traria de volta ao Ceará o Sr. José Gonçalves da Silva, homem de pequena estatura, caiu no mar e na hora da aflição pediu o auxílio de Nossa Senhora da Penha para não morrer afogado.

Retirado das águas fez um voto de assumir a coordenação da festa da Padroeira de Crato, o que cumpriu até sua morte, ocorrida em 4 de julho de 1930. O certo é que, em quase dois séculos e meio de realização, os festejos a Nossa Senhora da Penha, têm importância não só na tradição religiosa desta cidade, mas servem como instrumento de socialização e divulgação da capacidade empreendedora e artística da sociedade cratense. Basta lembrar que a cada 22 de agosto, véspera do início do novenário em louvor à Virgem da Penha, que coincide com o Dia do Folclore, dezenas de grupos da tradição popular se encontram na Praça da Sé para homenagearem sua padroeira.

Armando  Lopes Rafael.

O IMBECIL - Por Wilton Bezerra.

Quem será o novo homem?
O político, o religioso, o intelectual, o cantor brega, o bandeirinha de futebol, o vendedor de caranguejo ou o apresentador de televisão?
Não se entende porque essa dúvida atroz, se está na cara que o novo homem é o imbecil.
Ninguém, absolutamente ninguém, pode esconder que o imbecil reúne todos os predicados para tal escolha no mundo estúpido que vivemos.
Quem mandou viver a reclamar, se o verdadeiro absurdo é nascer?
Ora, na marcha de insensatez diária que acompanhamos, basta dizer que falar merda virou uma baita profissão.
E o imbecil está nessa parada com muita justiça, diga-se.
Um famoso escritor, se referindo ao homem desiludido, dominado pelo imbecil, usou o consolo da palavra:
“Ainda bem que nos resta a relva para amar. Se bem, que o amor é tão frágil quanto a glória da flor”.

Esse texto, embora não pareça, é meu mesmo.

“Parte dos eleitores de Bolsonaro vai ficar revoltada quando entender que ele está boicotando a Lava Jato” - O Antagonista.

Merval Pereira comentou o acordão de Jair Bolsonaro com Dias Toffoli:

“A interferência do presidente em corporações como a Polícia Federal, a Receita, o Coaf, as Polícias Militares, fundamentais no combate à corrupção, na direção oposta àquela que balizou sua campanha presidencial, é um dos mais intrigantes movimentos políticos dos anos recentes.

Bolsonaro foi eleito principalmente pelo sentimento antipetista que continua latente. Mas ampliou seu eleitorado cativo, de militares e assemelhados, com a adesão da classe média urbana, que exigia o combate à corrupção como maneira de conseguir bons serviços públicos e um padrão ético civilizado.

Vítima de uma fatalidade política, a partir do momento em que seu filho Flávio foi envolvido em uma investigação de corrupção, quando era deputado estadual no Rio, Bolsonaro mudou de rumo.

Um grande acordo foi costurado com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que misturou interesses pessoais com os do Estado brasileiro.

Parte dos eleitores de Bolsonaro vai ficar revoltada quando entender que ele está boicotando a Lava Jato, mas outra está satisfeita com o que está fazendo em outras áreas, como liberação de porte de armas, combate à pornografia, mudança de enfoque da conservação do meio-ambiente.

Os liberais de centro-direita estão satisfeitos os caminhos da economia. Mas a recuperação da economia depende também da elevação do padrão ético do país. E da melhoria de nossa imagem no exterior.”

232 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.


Nossa homenagem aos historiadores e atores pelo seu dia! Foto do Grupo Teatral de Amadores Cratenses, fundado em 1942.

Identificação :

Waldemar Garcia.
Icléia Teixeira.
Salviano Saraiva.
João Ramos.
Taís Linhares.
Joaquim Felipe.
Carlos Pedro.
Amarílio Carvalho.
Ribamar Cortez.

Colaboração do Dr. José Bitu Cortez.

231 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.


Benevenuto e Jorvina moravam numa casinha de taipa no sitio Umburana, em Crato. Raimundo, seu filho mais velho se apaixonou por uma danada, acesa, que foi não foi, aparecia com um namorado novo, fato aquela época, pouco recomendado para uma moça prendada. 

O pai chamou o filho em particular e começou a aconselhar fazendo ver que  aquela cabrocha não era a nora que ele desejava. Benevenuto mostrava os defeitos e Raimundo apresentava uma solução em cima da bucha. Meu filho, essa moça é muita falada, muito acesa. Pai pode ser que eu apague o fogo dela. 
Foram a cima, foram a baixo, dona Jorvina que escutava a arenga se zangou, entrou na conversa e foi na ferida, bem onde o preconceito, à época, era motivo de condenação e morte: A falta do selo  de garantia, a virgindade. 

Meu filho, pelo bem de "Nossa Senhora Protetora dos Traídos", essa moça não serve para casar com você, ela  já é "furada"!
Raimundo coçou o cangote, balançou a cabeça e fechou a prosa dizendo: Mãe, que besteira é essa, eu quero num é pra carregar água não.

BANDIDO MORTO, E JÁ COMEÇOU SUA ‘VITIMIZAÇÃO’ - Por Cláudio Humberto.


O Brasil assistiu nesta terça (20), ao vivo, pela TV, a transmissão de um dos crimes mais covardes: o sequestro de pessoas. Um criminoso mantinha reféns 37 pessoas em um ônibus, no Rio de Janeiro. Não havia dúvidas sobre o crime e seu autor. O desfecho aliviou a todos: bandido morto, todos os reféns salvos. Aí começou a “vitimização” do criminoso, tratado apenas como “suspeito” em diversos círculos.

Não se respeitou nem mesmo a alegria dos que ficaram aliviados, como se exigisse que o País derramasse lágrimas pelo bandido morto.

O atirador de elite exerceu a Legítima Defesa de Terceiros, como prevê a lei, salvando 37 vidas. Mas já há quem questione sua ação heroica.

Veta tudo, Bolsonaro - Por José Newmanne Pinto.


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse tudo o que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sergio Moro teriam de ter dito à Nação para justificar um veto total à infame lei votada a toque de caixa no Congresso, dita Contra o Abuso de Autoridade. “A própria lei pode se tornar um abuso que deseja reprimir.” Ponto final. 

O resto é lorota de político daqueles que o chefe do governo chama de política velha, mas da qual parece não escapar. Essa historinha para enganar bobo de vetar uns poucos artigos da lei não engana ninguém. Ou ele está do lado do eleitor que sufragou seu nome nas urnas porque não queria ver o combate à corrupção esmorecer e até morrer ou fica dando uma explicação atrás da outra e arrastando Moro, um herói dessa guerra, à ingrata posição de ex-herói. 

Deixar sobreviver um texto escrito por Renan Calheiros e aprovado por líderes da miuçalha partidária da Câmara sob Maia é uma traição que atende pelo nome de “me engana que eu gosto”. Eu não gosto.

ACANALHOU GERAL NA ARBITRAGEM - Por Wilton Bezerra.


Não tem apoio eletrônico que resolva na arbitragem do futebol brasileiro, quando o problema é incompetência e falta de vergonha.
Os árbitros (ou alguns) que se dividem entre a covardia que carregam e o VAR, como escudo para suas barbeiragens, resolveram ignorar tudo.
Seria injusto apontar o erro, a falta de vergonha e incompetência para todos os profissionais do apito em atuação; não fosse assim, o ideal seria mandar parar a atividade futebolística.
Observou-se nos últimos jogos uma tentativa dos árbitros em ignorar o VAR, como ocorreu no jogo São Paulo e Ceará.
Foi vergonhosa a não marcação do pênalti que o goleiro Volpi cometeu no atacante Felipe Cardoso.
O que o Sr. Gilberto Rodrigues Castro Júnior fez ontem. no Morumbi, foi uma clara demonstração de que o mais importante, para ele, era não atrapalhar a festa do São Paulo, em torno da estréia de Daniel Alves.
O nome disso é desonestidade com a função.
O juiz de futebol já chegou a compor, com os jogadores, personagem proeminente em campo.
Hoje, é um problema sério a mais na composição do cenário. E não tem máquina que resolva.
Existe uma nuvem tóxica pairando sobre esse país, atingindo a tudo e a todos.
Só pode.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Coisas da República: Sai o bode, entram os gambás


O “eSocial” é um programa criado pela burocracia estatal republicana para ter controle completo das empresas e – pasmem! – também até dos empregadores domésticos.

Dada sua insuportável complexidade – são 900 itens previdenciários, trabalhistas e tributários a serem informados –, vem sendo adiada a aplicação dele, e seria normal sua total extinção por parte do novo governo, que prometeu simplificar a vida dos empresários.

O que, entretanto, vem-se cogitando? Extinguir o “eSocial” e transformá-lo em dois novos sistemas – sugerimos o nome “éSocialismo” –, reduzindo-se as informações – ó consolo! – para 500. Ou seja, o governo tira o bode da sala e coloca dois gambás no lugar.

Tudo muito lamentável em um País em que o empreendedor almeja vôo de águia.

Fonte: face book do Pró Monarquia

A Raimundo o que é de Raimundo - Por Antônio Morais.


No próximo dia 24 de Agosto de 2019, o poder publico de Várzea-Alegre vai agraciar diversas personalidades com a "Medalha Papai Raimundo".

Não tenho a lista dos agraciados, tenho a informação que o Dr. Raimundo Menezes Filho é um deles. Nada mais merecido. Dr. Menezes Filho é descendente de três netos de "Papai Raimundo".  Pelo lado paterno Raimunda de Morais Rego, Uninha do Rosado Dentro e José Raimundo Duarte de Menezes, Cazuza do Sapo. E, pelo lado materno Vicência Alves de Menezes, Vicencinha do Rosário.

Não bastasse isso, como os critérios são outros, quem conhece o Dr. Menezes Filho e tem a ventura de com ele conviver sabe o quanto é bom filho, irmão, esposo, pai, médico e amigo exemplar. 

Profissional dedicado, estudioso e humano. Estão de parabéns as duas partes : Várzea-Alegre pela escolha e Dr. Menezes pelo reconhecimento.

O nosso aplauso.

Antônio Morais e Família.

Abuso é lei contra abuso - Por José Newmanne Pinto.


Moro foi a Bolsonaro indicar nove vetos a serem feitos pelo presidente na lei dita contra abuso de autoridade. Vacilou. O correto de um presidente que teve 57 milhões e mais de 600 mil votos se comprometendo a ser implacável com a corrupção e o crime organizado seria vetar o texto todo. 

Pois tem razão a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que disse que a lei que se propõe a ir contra abuso de autoridade é que é maior abuso de suspeitos, acusados e condenados do Congresso. O resto é papo furado.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

COMPREENDENDO A FELICIDADE - Por Edmilson Alves.


As pessoas não percebem, ainda, a existência de muitos caminhos que há diante de si, pra sua realização pessoal Fico pasmo ao ver fisionomias tristes, aflitas com medo do desconhecido.
O desconhecido é um capítulo da vida. A história são registros de façanhas, de conquistas, de guerras, escrita por quem, apenas, tomou conhecimentos dos fatos através de terceiros. Jamais a história é escrita por quem, realmente, fez a história. 
Quem realiza e participa dos fatos históricos, bem sabe que há alternativas a seguir visando percorrer a mesma estrada. A vida é um processo de mudanças em que tudo muda rapidamente. E, todo necessitou ter lucidez pra encontrar novos rumos, quando nossa meta principal, não é possível de realiza-la,
O desconhecido é excitante, motivador pra quem acredita em Deus e no próprio potencial. Ninguém será feliz ou infeliz por conta das eternas e permanentes mudanças existenciais.
A felicidade ou infelicidade mora dentro de cada um.  Mudando a forma de enxergar a vida, certamente, mudará o roteiro do seu destino.
Modificando o homem, muda-se o mundo! Para ser feliz, precisa-se construir a felicidade a cada momento, e, durante a vida toda. 
A vida é tipo roda gigante –, ora está em cima, ora está em baixo. Em outras palavras, ora você poderá estar feliz, ora menos feliz, mas vale a pena viver a ventura da cada manhã quando o Sol renasce com calor e luz, todos os dias.

“Nunca presenciei falta de imparcialidade de Moro”, diz advogado de réu da Lava Jato - O antagonista.


Luís Carlos Dias Torres, advogado de réus da Lava Jato, foi questionado pela Folha se ele acredita que os processos julgados por Sergio Moro correm risco de ser anulados. 

Ele respondeu:
“Acho pouco provável que os processos sejam anulados por uma suposta falta de imparcialidade de Moro. Posso falar do que vi, nos casos em que eu atuei. Houve várias absolvições, concessão de benefícios. Moro deu várias decisões a favor das defesas, e muitas vezes o Ministério Público teve que recorrer. Nunca presenciei nenhum tipo de falta de imparcialidade de Moro.
Vejo que ele, como juiz, tem posições firmes. Não concordo com muitas das posições jurídicas dele. Mas não acho que isso derive de uma falta de imparcialidade, do contato com o Ministério Público.

Vejo esses contatos com o Ministério Público como absolutamente normais.”

Bolsonaro nocauteia Moro? - Por o Antagonista.


Jair Bolsonaro nocauteou Sergio Moro, segundo a Folha de S. Paulo descobriu, depois da reportagem da Crusoé.
O presidente “descobriu que a autonomia de órgãos de fiscalização como a PF, a Receita e o Coaf ameaça o seu círculo familiar.
Encontrou aliados circunstanciais, caso do presidente do Supremo Tribunal Federal, interessados em podar as asas de agências de controle (…).
Sergio Moro beijou a lona, de onde dificilmente vai se reerguer. Resta saber até onde chegará o colossal consórcio que bolina as organizações estatais de fiscalização, agora reforçado pelo presidente da República.”
Com a escolha do PGR, Jair Bolsonaro vai mostrar até que ponto vai o presidente.

Ayres Britto diz que vê “com muitas ressalvas” pacto entre Poderes - O Antagonista.


Em sua entrevista ao Globo, Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF, comentou sobre o pacto entre os Poderes proposto pelo ministro Dias Toffoli:

“Vejo isto com muitas ressalvas. Os Poderes só devem pactuar com a Constituição. Há até um certo compartilhamento de funções entre Executivo e Legislativo, mas o Judiciário não tem nada a ver com isso. 

Até porque, quando se mete a se familiarizar com os outros Poderes, o Judiciário termina cooptado. Quanto mais os Poderes seguirem a Constituição, menos vão depender um do outro. Que cada qual fique no seu quadrado normativo, e a harmonia será uma resultante.”

sábado, 17 de agosto de 2019

230 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.


Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O presidente Bolsonaro tem usado e abusado de sua retórica fecal e, pelo visto, se considera satisfeito com os resultados. Como dizem os pernambucanos: “A merda está cobrindo”.
Aproveito o gancho para reproduzir um pouco do diálogo inacreditável entre Hélio Pellegrino, psicanalista e poeta, e o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, quando este dava os últimos retoques em “O Amor nos Tempos do Cólera”.
Disse o escritor: “Os homens se dividem entre os que cagam bem e os que cagam mal”. E acrescentava se considerar incluído entre os últimos e ter inveja dos primeiros.
Hélio Pellegrino animou-se com a conversa e aproveitou a chance para criar uma tese: “O sujeito, ao sentar na privada, entra em contato com aquilo que é mais abjeto em sua intimidade; a excrescência repelida pelo organismo e o seu odor fétido”.
E arrematou, sugerindo um estudo comparativo sobre a consistência do cocô: “Há bostas piramidais, como as dos bois, bostas compridas como as dos cães. Bostas aguadas e disformes, como quem está sempre de caganeira”.
Sobre o assunto escatológico, chegamos a Várzea Alegre, interior do nosso Ceará, através de um causo que se sucedeu com o amigo Antônio Morais, bancário aposentado e contador de boas histórias.
Ao tomar parte na festa de aniversário de uma sobrinha, acabou se excedendo e comendo muito; de todas as iguarias, um pouco.
Foi parar no hospital, com infecção intestinal, onde passou a receber a visita de amigos preocupados com a sua saúde.
De um deles, recebeu o conselho: “Antônio, na nossa idade, não adianta querer comer tudo, do jeito que se quer. Os médicos têm razão e a gente só deve comer “o tantinho de cagar”.

Como se vê, os assuntos fecais são vastos.

Wilton Bezerra.

Bolsonaro faz pacto com Toffoli - Por José Newmanne Pinto.


Numa reportagem espetacular da revista Crusoé, Caio Junqueira e Fábio Serapião relataram o pacto secreto entre Jair Bolsonaro e Dias Toffoli que resultará no abandono pelo presidente da República do combate à corrupção, um dos pilares de sua campanha presidencial. 

A primeira vítima será o ministro da Justiça, Sérgio Moro, pois o chefe do governo critica na ausência e aparece depois para afagá-lo em público. 

A cereja desse bolo envenenado já foi anunciada por mim há algum tempo: a indicação do advogado-geral da União, André Mendonça, para a vaga de Celso de Mello no STF, antes prometida para o ex-juiz da Lava Jato.

229 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.


Nossa casa. Rua Edílson Sucupira 44. Bairro Sossego - Crato. Parte  limpa. Na frente outras residências.


Outro ângulo. Nossa casa e, à frente  outras residências, fotos de Willians Santos.

Moro em Crato desde Fevereiro de 1969. Inicialmente na Rua José Carvalho 428, depois na rua Padre Ibiapina 625, e, por fim, desde 1978 na rua Edílson Sucupira 44, Bairro Sossego.
Em gestões anteriores o prefeito asfaltou o nosso bairro. Do nascente ao poente e do norte ao sul uma rua sim, outra rua não. Não se sabe o segredo ou razão.
O prefeito atual aderiu a prática,  está seguindo os passos dos anteriores. A campinagem, a limpeza da rua continua sendo feita uma rua sim, outra não. Pra meu azar a minha rua é 'não" : Tanto no asfalto como na limpeza. 
Este ano,  no mês de Abril caiu uma  boa  chuva  no bairro e, a água trouxe muita areia que se abarrotou na frente de minha casa.
Como o prefeito não cuida, não limpa a rua, eu mandei tirar a areia acumulada no pé da calçada da casa.  Os 20 gatos da vizinhança ficaram sem ter onde cagar. No outro lado da rua o reflorestamento está digno de elogios da França, Alemanha e Noruega.
Estou preocupado que apareça alguém me acusando de maus tratos com animais. O trabalho que faço é exatamente o que o prefeito devia fazer e não faz : Limpar a rua.
Pelo menos por aqui.

“Lei de Abuso de Autoridade” – o “Atestado de Óbito” da República Brasileira – por Armando Lopes Rafael



    O Brasil nunca esteve tão perto de se tornar outra Venezuela, como agora. A Câmara dos Deputados, em caráter “urgente-urgentíssimo” (sugerido pelo Presidente da Casa, Rodrigo Maia), aprovou, nas caladas da noite, um projeto de lei – oriundo do Senado da República – denominado “Lei de Abuso de Autoridade”.

   No Senado da República, esse famigerado projeto teve como autor Renan Calheiros, (aquele que possui contra si mais de 11 inquéritos no Supremo Tribunal Federal), um assumido inimigo da “Operação Lava Jato. Na mais alta Casa Legislativa da República, Renan Calheiros foi assessorado pelo ex-Senador Roberto Requião, mais conhecido por “Luzia Louca” (aquele fanático defensor dos governos de Lula, Dilma e do velho e corrupto PT).

    Segundo está sendo amplamente denunciado na mídia e nas redes sociais, essa “Lei de Abuso de Autoridade” começa por proibir policiais de algemar bandidos ou quaisquer outros delinquentes. A bandidagem, aliás, é chamada pelos esquerdopatas de “vítimas da sociedade”. Ademais consta no texto da lei o parágrafo abaixo:

“Essas condutas somente serão crime se praticadas com a finalidade especifica de prejudicar outra pessoa ou beneficiar a si mesmo, a terceiro, assim como mero capricho ou satisfação pessoal”

     Assim, qualquer autoridade que esteja à frente de um processo poderá agora ser punida, desde que o réu tenha dinheiro para pagar um advogado. No entanto, ficou claro que a finalidade maior da nova lei é extinguir a Operação Lava Jato, que apura o maior esquema de corrupção pública já existente no globo.  Pois, se um Procurador tiver tomado uma decisão (qualquer decisão) por “mero capricho” (o termo “mero capricho” tem um sentido amplo e subjetivo) ele pode ser preso e perder seu cargo e o bandido será solto.

     Agora quem tiver poder ou dinheiro, jamais será punido no Brasil. Afinal, poucos policiais, juízes ou procuradores terão coragem de colocar sua liberdade e seu cargo em risco para investigar algum político corrupto ou pessoas poderosas. Só tem um jeito dessa “Lei de Abuso de Autoridade” não vingar. É se o atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, a vetar na totalidade. Resta, pois, uma tênue esperança da sociedade sadia do Brasil de que isso aconteça. Afinal não era Jair Bolsonaro que usava, na sua campanha de 2018, o slogan: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”?

Coisas desta “Ré-Pública”

A República Brasileira, dir-se-ia em “fase terminal”,  segue descendo  ladeira abaixo com a anuência de parte dos políticos, de alguns ministros do STF, tudo  em meio ao descrédito generalizado dos seus cidadãos.. Para onde estão levando este país?

1 – Punição aos corruptos: está tudo invertido – por Marcos de Sousa Campos (*)

Como se diz, só no Brasil “o poste faz xixi no cachorro”. Como exemplo, a audiência de Sergio Moro no Congresso Nacional, onde acusados de corrupção chamaram o ex-juiz de “bandido”. Agora, alegam eles que toda a delação premiada do sr. Antônio Palocci não tem credibilidade; já o conteúdo hackeado das mensagens roubadas, obtidas e/ou manipuladas à margem da lei, isso vale até para o Supremo Tribunal Federal (STF) usar em favor do Lula, o presidiário que prevaricou inúmeras vezes.

(*) Marcos de Sousa Campos  – e-mail: marcosscampos@hotmail.com

2 – As “prioridades” dos nossos deputados – por Abel Cabral (*)

Nossa Câmara dos Deputados é invejável. Aprova a toque de caixa orçamento impositivo, libera R$ 157 mil para tratamento dentário de um deputado e agora passa o projeto de abuso de autoridade, que, na verdade, consiste em grande engendramento para impedir, ou ao menos atenuar, os efeitos da Lava Jato, que tanto bem tem feito ao País. Também se auto atribui o poder de interferência em atos de responsabilidade do Executivo, mas nenhuma palavra sobre reforma política. 

Nosso país tem uma representação distorcida dos Estados, número excessivo de parlamentares, o voto distrital é clamado pela população - a redução de gastos com campanha e o contato direto dos representantes distritais com o seu eleitor, por si sós, já recomendariam esse modelo. Temos perto de 5.600 municípios, só Minas Gerais tem perto de 860, um número imenso que não tem condição de viver sem recursos federais ou estaduais. Mas a Câmara esquece tudo isso. Pobre Brasil.

(*) Abel Cabral – e-mail: abelcabral@uol.com.br

3 – Pode um cego conduzir outro cego? –  por Luiz Roberto Savoldelli (*)

Para minha surpresa, tomo conhecimento de que a ré Gleisi Hoffmann, que é deputada federal (PT-PR), foi autorizada pela Justiça a atuar como advogada do presidiário-mor de Curitiba, com direito a visitas diárias. Ela devia é ser julgada, e não ter seu processo postergado indefinidamente. Poderia até já estar numa cela, em vez de advogar.

(*) Luiz Roberto Savoldelli – e-mail Luiz Roberto Savoldelli

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Lei para proteger bandido - José Newmanne Pinto.


Os assustados, denunciados e condenados por corrupção na Câmara dos Deputados – principalmente do PT e do Centrão, mas não apenas dessas duas quadrilhas – se aproveitaram do lero-lero do conta-gotas de ácido de Greenwald para aprovar em votação simbólica, ou seja, apenas dos líderes das bancadas uma lei que chamaram de “contra o abuso da autoridade”. 

Mentira![ É um texto legal para assustar e amordaçar juízes, promotores e policiais que combatem o crime organizado e a corrupção e aliviar bandidos que assaltaram os cofres da República, quando passaram pelo poder central. 

O objetivo agora é usar provas criminosas e não submetidas a perícia técnica oficial para afastar da luta  Deltan, da Lava Jato.

Delação de Palocci fala em propinas de até R$ 333 mi nos governos do PT - Por O Antagonista


A delação de Antonio Palocci aponta propinas que chegam a R$ 333,59 milhões –segundo ele, arrecadadas e repassadas por empresas, bancos e indústrias a políticos e partidos nos governos de Lula e Dilma Rousseff, informa o Estadão.

O ex-ministro da Fazenda fala em “organização criminosa” do PT e aponta ilícitos relativos a um período de pelo menos 12 anos, de 2002 a 2014.

Os relatos de Palocci incluem grandes obras de infraestrutura, contratos fictícios, doações de campanha via caixa 2, liberação de recursos do BNDES e de créditos do BB, criação de fundos de investimentos, fusões e elaboração de MPs para favorecer grupos.

Preso em setembro de 2016, o ex-ministro fechou delação premiada com a PF na Lava Jato. Saiu da prisão em novembro do ano passado, após a homologação do acordo.

228 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.

Não sei o nome de batismo ou registro no cartório, mas, era vulgarmente conhecido por Caboré. Morava no sitio Baixa Dantas em Crato, tinha quatro filhos homens com idade e diferença de um ano de um para o outro, nenhum de maior.

Criados rigorosamente de acordo com o que determina o Estatuto da Criança e Adolescente: Não podiam trabalhar, embora pudessem beber pinga, fumar maconha, roubar, assaltar e até matar se preciso fosse.

Difícil saber qual deles o mais preguiçoso e malandro, qualidades essenciais para, merecidamente, receberem o bolsa família, afinal, são quatro a se somarem ao pai e mãe elegendo esse sistema de governo que se instalou no Brasil de tempos para cá,

Um dia, mesmo correndo o risco de ser preso, Caboré botou moral : Vamos acabar com essa moleza, todos pra roça comigo, podem me acompanhar, cada um  pegue sua ferramenta, não quero ouvir conversa mole, lenga lenga nem queré-quequé.

Saíram todos, Caboré na frente, brabo como um siri na lata e a reca atrás. Lá pelo meio do caminho um resmungou para o outro: Tão bom se uma cobra jararaca me mordesse, assim eu voltava pra casa!

O outro : Besta, bom era se a jararaca mordesse pai que nós "vortava tudim".

AMADORISMO NÃO É AMOR - Por Wilton Bezerra.


Gerir um time de futebol profissional não pode mais significar apenas uma atividade diletante. Caso não se reforme o antigo conceito, a tendência é a morte.
Para se dirigir uma agremiação futebolística, não basta ter apenas amor. É preciso competência empresarial.
Não se dá provas de paixão com amadorismo na gestão. Esse lirismo chegou ao fim.
Dirigir mal por incapacidade é, hoje, uma demonstração de desamor e falta de zelo pelo clube.
Sem bases jurídicas e empresariais sustentáveis, não há como sequer empatar o jogo com o rico e estruturado futebol europeu.
Como se sabe, o esporte mais popular do mundo transformou-se em uma poderosa indústria de entretimento. E, por aqui, quem manda no negócio ainda finge ignorar isso.
Clubes de tradição como Vasco da Gama, Fluminense e Botafogo, por exemplo, vivem à míngua, atolados em dívidas de gestões temerárias.
A funcionar como entidades meramente associativas, e sem fins lucrativos, os nossos times não têm capacidade de concorrer no mercado que mudou radicalmente a forma de se fazer futebol no mundo.
Por enquanto, só ouço falar de estudos em curso, visando uma transformação exigida pelos novos tempos do futebol do Brasil.

NÃO SE TRATA DE FICAR EM CIMA DO MURO - Por Antonio Gonçalo de Sousa.


Entendo que defender e não menosprezar o pobre é uma obrigação do ser humano, mas julgo que não devemos endeusar a pobreza. Em uma visão mais centrada na história, poderemos observar que a questão econômico-financeira não encerra em si os problemas sociais do mundo.

Independentemente da ideologia política, se algum governo está fazendo algo de bom, deve ser apoiado e as estratégias para tal devem ser aperfeiçoadas.

Afinal, já dizia um cientista político: "não é de esquerda nem comunista quem lança o seu olhar para o elo mais fraco da sociedade (pobres, analfabetos etc). Não é de esquerda nem comunista quem trabalha para diminuir a grave desigualdade social".

Da mesma forma, não poderá ser acusado de direita o empresário preocupado com a questão social, envolvido em projetos de desenvolvimento comunitário e promotor do bem-estar dos empregados.

Portanto, julgo que de esquerda são aqueles que nunca empreenderam nada e, sempre, estão voltados para massificar ideias regressivas e de lavagem cerebral na pobreza, fazendo-a desvirtuar a visão de que a democracia é o melhor caminho.

Por sua vez, também tenho a convicção de que de direita são os rentistas na forma de usura, os promotores do trabalho escravo, os grileiros de terras, os traficantes de drogas etc.

E não é uma questão de ficar em cina do muro; apenas acho que a saída para os problemas do Brasil está no centro e não nos extremos da política.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Imperador Dom Pedro II -- Considerado um líder arquétipo do Brasil ( por Plinio Corrêa de Oliveira)

Fonte: revista Catolicismo--agosto de 2019 

    No tempo de Dom Pedro II, éramos indiscutivelmente um povo em que a organização da família ainda estava viva e pujante, muito de acordo com o modo de ser afetivo do brasileiro. O velho Imperador — respeitável, venerável e bondoso, com cabelos e barbas brancos — foi durante décadas, por assim dizer, “o vovô do Brasil”; e o Brasil se deliciava em ser neto de Dom Pedro II.

    O modo como ele governava e dirigia a política brasileira era inteligente e cheio de jeitinhos, como o brasileiro gosta. O que fosse imposto à força, de acordo com o modelo de Frederico II da Prússia, não era apreciado pelos brasileiros e poderia “azedar” as relações muito desagradavelmente, ou até fatalmente.

    Naqueles tempos, a Constituição brasileira era liberal e reduzia muito os poderes do monarca. Mas ele era muito sagaz e servia-se do prestígio de Imperador para negociar nos bastidores o curso da política, de tal maneira que se tornou o principal político do País. Acomodava os problemas e abafava as revoltas, fazendo reinar a paz com muita prosperidade. Assim o Brasil se tornou uma das maiores nações, com uma esquadra mercante que era a segunda maior do mundo.

    Apesar de o Imperador seguir inteiramente a Constituição, os políticos liberais reclamavam muito dele, dizendo que exercia um “poder pessoal” extra constitucional, porquanto acumulava os dois poderes. A resposta dele era que nada na Constituição o impedia de exercer influência política. Os liberais vociferavam, mas nada podiam contra a força moral do Imperador. Assim ele conduziu a política até o fim de sua vida, quando foi destronado. Deixou nos brasileiros saudades daquela época, pois o Imperador os representava arquetipicamente.

(Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 17 de fevereiro de 1989. Esta transcrição não passou pela revisão do autor).

227 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.


Quando a simplicidade, a elegância, distinção e beleza vencem  o status e o luxo. Jovens de Várzea-Alegre  radicadas em Crato no  final de década de 60 do século passado. 
Da esquerda para direita :  Fransquinha Batista, Ana Amélia Diniz, Dulce Morais Solange Bezerra, Cida Bezerra e Uninha Morais.
Todas muito bonitas, mas, a Uninha encanta pela beleza externa e interna herdade do pai, o velho Mundim do Sapo.

Bomba de Palocci e truque de Glenn - Por José Newmanne Pinto.


Enquanto Glenn Greenwald continuava reproduzindo no site The Intercept Brasil seu truque de interpretar supostas mensagens picantes entre Moro e Dallagnol, Antônio Palocci detonou explosivo poderoso. 

O ex-ministro de Economia de Lula e da Casa Civil de Dilma contou, segundo a revista Veja, uma das parcerias do americano na imprensa brasileira, que o PT pegou R$ 270,5 milhões em propinas de empreiteiras para financiar campanhas. Apesar do conta-gotas de ácido sulfúrico para derreter sua reputação, a Lava Jato segue seu caminho.

226 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.


Em 1972, chegou em Várzea-Alegre o "Terceiro Batalhão de Engenharia e Construção" para construir um trecho da Transamazônica. O departamento pessoal do Batalhão mandou anunciar a abertura de algumas vagas para trabalhador civil e pedia para que os candidatos comparecessem munidos de currículo vitae e toda documentação de praxe.

Mundola chegou a casa de Antônio Ulísses Costa, de saudosa memoria, e pediu: "Ontoe Roliço" faça um curricu pra eu qui é prumode eu se empregar no bataião". Antônio Ulísses foi até o escritório do seu avô Dirceu Pimpim e datilografou o currículo conforme os dados fornecidos por Mundola.

Em seguida entregou o documento dizendo: Pronto Mundola! Com esse papel você está habilitado a tomar até a vaga do "Capitão Engenheiro".

O documento ficou assim:
Currículo Vitae - Mundola da Silva.
Dados Pessoais:
Estado civil - amancebado.
Nacionalidade - Brasileira
Idade - 24 anos.
Identidade - Não tem.
Título Eleitor - 14652703
CPF - Não tem.
Carteira de Reservista - Não tem
Carteira de Motorista - Não tem
Registro Civil - Cartório Gervásio Xavier - Calabaça
Naturalidade - Sitio Carrapateira - Várzea-Alegre

Formação escolar:
1958 a 1959 - Conclusão do mobral na Capela de Santo Antônio.
1960 a 1962 - Aprovado no segundo ano no grupo escolar José Correia Lima.

Experiência Profissional:
Fev/1963 a jun/1963 - Pastorador da banca de Waldefrance.
Ago/1963 a out/1963 - Guia de Chico Cego.
Nov/1963 a Jan/1965 - Ajudante de Abidom na atividade de cambista.

Empregos temporários:
Jan/1965 a fev/1965 - Gritador de Palhaço de Circo
Mar/1965 a Jun/1965-Tirador de goteira da igreja.
Jul/1966 a Set/1966 - Batedor de palmas no comício de Acelino Leandro.

Atividades Complementares:
Condutor de carro de mão
Descascador de varas.
Assador de castanhas.
Técnico em soldar pínicos.
Perito em tirar carrapicho de carneiro.
Auxiliar de coveiro.
Aprendiz de fogueteiro.
Extagiario em moenda de cana.

Com o currículo na mão Mundola saiu mais satisfeito do que Maria Caetana quando pegava no bicho. Foi até o Bar de Zé Batista para mostrar a Francimar de Doca Dutra.

Francimar deu uma rápida olhada e Mundola perguntou: " E aí Francimar cum esse papé aí, será qui dá prumode eu se impregar no Bataião pra construir a transa"?

Francimar respondeu curto e grosso, igual a coxia de charuto: Eu acho muito difícil Mundola. Com esse currículo aqui, você só está qualificado para construir vereda de Preá.

Vitória contra Estado cartorial - Por José Newmanne Pinto.


A Câmara dos Deputados aprovou ontem a MP da liberdade econômica e esta pode ser considerada mais uma vitória do governo no Congresso. A questão é saber se as tentativas de desburocratizar o emprego e as relações do cidadão com o Estado cartorial brasileiro sairão do papel para a prática. Já houve tentativas bem intencionadas de fazê-lo. 

O executivo Hélio Beltrão chegou a ser quase um nome próprio para o combate contra a paralisia burocrática ocupando o Ministério da Desburocratização. No entanto, à medida que o tempo passa, mais burocratizadas têm sido as relações entre a cidadania e a máquina governamental com seu cipoal de leis, decretos e portarias.

225 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antônio Morais.


Antigamente quatro pessoas se destacavam em Barbalha em razão dos serviços que ofereciam a comunidade. Dr. Leão Sampaio, Padre Zé Correia, Dr. Gregório Calou e seu Heliodoro proprietário do primeiro hotel da região.

O advogado José Ferreira de Menezes, indo aquela cidade para efetuar uma cobrança de seus honorários, o que acabou por não receber, dada a concentração publica as comemorações alusivas ao dia do trabalho.

Coincidentemente, uma bicharada do circo que por lá se deslocava em direção a Juazeiro, provocou uma aglomeração de pessoas que queriam ver os animais.

Ao retornar a Juazeiro, o advogado se encontrou com Dr. Mozart na sua banca de advocacia, em companhia de outras pessoas.

Fui a sua terra e vi toda a população reunida para ver um elefante. Que coisa mais provinciana. 

Dr. Mozart, após ouvir o queixume do provisionado, retrucou em versos:

Quando o elefante chegou na cidade do Leão
Dr. Gregório Calou foi quem fez a saudação
Aí, pelas quatro e meia, ante a turba delirante
A padre Zé Correia batizou o elefante.
Depois de tudo acabado, e de ouvir o Padre e o Gregório
Foi o elefante hospedado, no hotel do Heliodoro.

CÂMARA CONCLUI APROVAÇÃO DE LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE - Por O Antagonista.


A Câmara concluiu agora a aprovação do projeto de lei que cria mais de 30 crimes de abuso de autoridade. Como já passou pelo Senado, o texto agora será encaminhado a Jair Bolsonaro para sanção ou veto.

Os deputados rejeitaram pedidos do PSL, Podemos e Cidadania para retirar trechos da proposta.

Assim, foi mantida regra que determina perda do cargo de juiz, policial ou procurador que reincidir em crime de abuso de autoridade.

Também serão punidos criminalmente o policial que algemar quem não resista à prisão e autoridades que abram investigações “sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente”.

Os corruptos comemoram.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

CCJ do Senado aprova PEC que proíbe suspensão de leis por decisão monocrática de ministros do STF - Por o Antagonista.


A PEC das Liminares foi aprovada hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e poderá ser votada ainda hoje no plenário do Senado.

A proposta impede que um ministro do STF suspenda sozinho a vigência de um ato normativo, lei ou decreto. Nessas chamadas ações de controle concentrado de constitucionalidade, portanto, não caberiam mais decisões monocráticas — pelo texto, os casos deverão ser analisados no plenário, dependendo de maioria absoluta dos votos para a concessão de liminares.

“Um único ministro não pode contrariar a decisão de todo o Congresso Nacional e do presidente da República. Por isso, nesses casos, é necessária a decisão colegiada”, defendeu o autor da proposta, o senador Oriovisto Guimarães (Podemos).

Se aprovada no plenário do Senado, a PEC seguirá para tramitação na Câmara.

Coaf ficará onde está - Por José Newmanne Pinto.



Bolsonaro não conseguirá transferir o Coaf para o Banco Central, como chegou a anunciar, porque a Câmara já decidiu que o órgão de inteligência financeira se subordinará ao ministério da Economia. 
Não há como o presidente rasgar a decisão tomada pelos deputados quando votaram a chamada reforma administrativa proposta por ele no começo do governo e vetaram sua transferência para a Justiça de Moro. 

Certo é que seu atual presidente, Roberto Leonel, escolhido pelo ex-juiz da Lava Jato, não tem condições de ficar no posto porque criticou a decisão de Toffoli de proibir que se investigasse o primogênito de Bolsonaro, Flávio. 
A fritura do chefe do Coaf esquenta a chapa de Moro, que, se não quiser colecionar mais dissabores com o presidente, terá que pegar o boné e pular fora.

Toffoli vai soltar Lula.
O presidente do STF, Dias Toffoli, avisou em entrevista, que está na capa da revista Veja, que vai soltar Lula de “supetão” para evitar manifestações. A notícia é dada na mesma ocasião em que a Folha deu em manchete de primeira página a constatação da FGV Direito São Paulo de que “STF arquiva todos os processos de suspeição contra si”. Foram 111 ações desde 1988, numa prova da impunidade dos ministros que se consideram o máximo. 
E divide as bancas com a capa da Istoé, com entrevista do ministro da Justiça, Sergio Moro, dizendo: “Está claro que objetivo é soltar Lula”. E não é?