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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 22 de julho de 2018

Bolsonaro: “Queremos extinguir a maioria das estatais” - O Antagonista.


Jair Bolsonaro, na convenção do PSL, disse que quer trazer o “liberalismo para o Brasil”.

“Queremos mais que privatizar, queremos extinguir a maioria das estatais. Vamos preservar as mais estratégicas.”

O presidenciável do PSL disse também que a propriedade privada nunca foi respeitada pela esquerda “porque a esquerda nunca trabalhou.”

163 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Houve um tempo que as cidades de Várzea-Alegre e Cedro mantinham um acentuado grau de rivalidade.

A rapaziada de Cedro costumava vir a Várzea-Alegre tomar umas e outras. Os de Várzea-Alegre faziam o mesmo. Uma noite, no tradicional Forró do Chitão, em Cedro, o José Clementino, José Bezerra, Valdizio de Zé Odemar e  Juciê de Totô que era deficiente físico,  tinha uma das pernas amputada, se encontravam na tradicional festa da cidade, quando apareceu a turma do Cedro disposta a brigar, sem que houvesse a necessidade de qualquer desapreço.

José Clementino, sem se acovardar, apenas tentando apaziguá os ânimos, principalmente, daquele que tinha o corpo mutilado, por ser o mais exaltado, repreendeu-lhe dizendo: Vá se aquietar homem! Emboar que tem centenas de pernas, não vive brigando, você com uma perna só, quer ser o valentão?

Bolsonaro é fenômeno com calcanhares de vidro - Por Josias de Souza.


O que é um fenômeno? Um deputado de ultradireita não é um fenômeno. O endeusamento de Donald Trump não é um fenômeno. Pesquisa eleitoral não é um fenômeno. Fenômerno é um apologista de Trump liderar as pesquisas presidenciais no Brasil recitando teses de ultradireita. Com a aclamação de sua candidatura pelo raquítico PSL, neste domingo, Jair Bolsonaro consolida-se como grande surpresa da temporada eleitoral de 2018. Mas o fenômeno, indica o Datafolha, tem calcanhares de vidro que dificultam sua caminhada até o Palácio do Planalto.

Com Lula fora da raia, Bolsonaro lidera o páreo presidencial com 19%, informa a sondagem mais recente do Datafolha, divulgada em junho. Entretanto, um terço do eleitorado desenvolveu uma ojeriza pelo fenômeno —32% dos entrevistados disseram que jamais votariam no capitão. Bolsonaro tem dificuldades para crescer. Mais: nas projeções de segundo turno, sua liderança derrete.

Se não estivesse inelegível, Lula (49%) surraria Bolsonaro (32%) num hipotético segundo round. Marina Silva (42%) colocaria dez pontos de vantagem sobre o fenômeno (32%). Ciro Gomes (36%) subiria ao ringue estatisticamente empatado com a novidade (34%). Até Geraldo Alckmin (33%) emparelharia suas luvas com as de Bolsonaro (33%), num empate matemático.

Numa eleição imprevisível, em que 33% dos eleitores chegam à beira da urna sem ter escolhido um candidato, tudo pode acontecer. Mas a liderança de Bolsonaro tem, por ora, a solidez de um pote de gelatina. Sem alianças, o candidato terá algo como sete segundos para vender o seu peixe no horário eleitoral. Mal dá para pronunciar o nome.

Bolsonaro alardeia que vencerá a eleição no primeiro turno, fazendo suas barricadas na internet. Em política, impossível não é senão uma palavra que contém o possível.  Mas Valdemar Costa Neto, um PhD em poder, preferiu tomar distância. Ao farejar o risco de Bolsonaro dar com os burros n’água, o dono do PR decidiu apostar num burro mais seco. Entregou o tempo de propaganda do seu partido para o tucano Geraldo Alckmin, estimulando as outras legendas do chamado centrão a fazer o mesmo.

O fenômeno arrancou a extrema-direita do esconderijo entoando raciocínios que transformaram o candidato numa espécie de porta-voz do desalento. Bolsonaro captou no ar o sentimento do armário. Há quatro meses, ao filiar-se ao PSL, declarou que seu modelo é Donald Trump, “um exemplo para nós seguirmos.”

Na área da segurança pública, sua prioridade é liberar as armas, aproximando o Brasil dos Estados Unidos, país onde estudantes adolescentes matam colegas de classe com armas compradas na loja da esquina. Apoiado pela Bancada da Bala, Bolsonaro deseja vitaminar o grupo no Congresso. “Quem sabe teremos aqui a bancada da metralhadora”, vaticionou. “Violência se combate com energia e, se necessário, com mais violência”.

No rol de inimigos de Bolsonaro, “marginais” e “vagabundos” dividem espaço com os homossexuais. “Um pai prefere chegar em casa e ver o filho com o braço quebrado no futebol, e não brincando de boneca”, declarou. “Casamento é entre homem e mulher. E ponto final”.

No final do ano passado, Bolsonaro classificou a turma do MST de “terrorista”. Propôs um tratamento implacável: ''A propriedade privada é sagrada. Temos que tipificar como terroristas as ações desses marginais. Invadiu? É chumbo!'' Chegou mesmo a defender o uso de ''lança-chamas'' contra os liderados de João Pedro Stédile.

Deputado federal de sete mandatos, Bolsonaro às vezes soa como se os seus 27 anos de Congresso fossem um mero asterisco. ''Se o Kim Jong-un jogasse uma bomba H em Brasília e só atingisse o Parlamento, você acha que alguém ia chorar?”, indagou numa palestra, arrancando risos da plateia.

De economia Bolsonaro reconhece que não entende bulhufas. Nessa matéria, o candidato tornou-se uma espécie de jarro vazio, dentro do qual o economista Paulo Guedes despeja o seu receituário liberal. Guedes disse que, num eventual governo Bolsonaro, seriam mantidos em seus postos membros da equipe econômica da gestão de Michel Temer, um presidente reprovado por oito em cada dez brasileiros.

Dogmático aos 63 anos, Bolsonaro comporta-se como se já não tivesse idade para aprender mais coisas. Polêmico, também não exibe a sabedoria dos políticos que aprenderam a ocultar o que ignoram. Para um candidato assim, tão controverso, a tarefa de reduzir antipatias é mais complicada. O fenômeno terá que se desdobrar se não quiser passar à história como o presidente mais fenomenal que o Brasil jamais terá.


sábado, 21 de julho de 2018

Janaina embarca para convenção do PSL - O antagonista.



Janaína Paschoal embarca para o Rio de Janeiro amanhã de manhã para participar da convenção nacional do PSL, registra Lauro Jardim em O Globo.

“Se nenhum imprevisto acontecer até lá, Janaína sai de lá como candidata a vice-presidente da República na chapa do capitão Jair Bolsonaro”.

O COITEIRO MANÉ FÉLIX TAMBÉM QUIS CONDENAR UM POUQUINHO A HONRA DA RAINHA DO CANGAÇO MARIA BONITA - Por José Mendes Pereira.



O coiteiro descreveu-nos a fiel e corajosa companheira de Virgulino Ferreira a Silva assim à vontade, como uma: "mulher baixinha, toda redondinha, uma carinha bonita e com dois olhos pretos e grandes, morena clara, cabelos negros e lisos, quadris relativamente largos, cintura fina, tendo os braços e pernas roliços e muito bem feitos".

Muito "prosista e conversadeira", brincava bastante com alguns dos bandoleiros, pelos quais era respeitada, apesar de muitos deles levarem essa brincadeira mais além, como Luiz Pedro, por ela chamado de “Caititu”, e que gozava da maior confiança e intimidade da mesma e do próprio Lampião, seu compadre.

Nessa tarde, por sinal, depois de "caçoar" com Luiz Pedro, deixando de fazê-lo somente no momento em que se dirigia para o riacho, o bandoleiro, que estava sentado sobre uma pedra, deu-lhe uma palmada mais ou menos forte nas nádegas, fazendo-a correr na direção do pequeno córrego, enquanto Lampião, que a tudo assistia, sorriu como se nada tivesse acontecido.

Eu acredito na honestidade de Maria Bonita.

Informações meio pruéticas, como dizia o humorista coronel Ludugero. Mas isso é a minha opinião que poderá nem ter nenhum sentido, e nem ficarei chateado se algum dos amigos discordar. Cada um tem a sua visão, e sou apenas um estudante do cangaço sem rumo e sem muito conhecimento.

Juscelino Kubitschek e a cidade de Crato

    Sexta-feira, 19/07, à tarde tive o prazer de visitar – mais uma vez – dona Almina Arraes de Alencar Pinheiro, uma das pessoas mais estimadas na comunidade cratense. Prazer redobrado em conversar com o filho dela, Joaquim, que ali se encontrava, funcionário aposentado do Banco Central, residente em Recife, pessoa distinta, educada e equilibrada, como os demais filhos do casal César Pinheiro-Almina Arraes.

     Entre os assuntos que vieram à tona, falei sobre a figura humana do ex-Presidente da República Juscelino Kubitschek. Joaquim disse-me que quando morava em Brasília estivera duas vezes com JK. E contou-me que sobre esses encontros escrevera uma postagem para o BLOG DO CRATO. Ponderei que não fora no Blog do Crato. Pois, se tivesse sido, eu então me lembraria. Pedi a Joaquim que me enviasse essa postagem quando ele localizasse.

      Na verdade, ele postou no BLOG CARIRICATURA e me enviou – hoje pela manhã –a postagem. Mesmo sem autorização do Joaquim reproduzo aqui, no BLOG DO CRATO, o escrito dele por julgar uma coisa interessantíssima.
Armando Lopes Rafael
21-07-2018.


"Juscelino Kubitschek - Por Joaquim Pinheiro

   Texto postado recentemente pela amiga Socorro Moreira fez aflorar da memória um episódio com JK e me encorajou contá-lo no Cariricaturas. Em 1975, eu trabalhava no protocolo da Gerência de Mercado de Capitais,  do Banco Central em Brasília,  quando avistei, na fila de atendimento, o Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, acompanhado por dois assessores. Na sua frente, umas 4 ou 5 pessoas, todas Office boys ou contínuos de instituições financeiras. Deixei meu birô e me dirigi até o ex-presidente JK, convidei-o a entrar e me ofereci para atendê-lo de imediato. Educadamente, recusou furar a fila, mesmo com os que estavam à sua frente insistindo em lhe ceder a vez. 

     Enquanto a fila andava, ficamos conversando. Perguntou de onde eu era, há quanto tempo estava em Brasília, e outras perguntas do gênero. Comentou que se lembrava do Crato, do aeroporto em cima da Serra do Araripe, do comício de 1955, da beleza do Vale do Cariri, etc. Contei-lhe que meu pai, eleitor de carteirinha da UDN, votou uma única vez no PSD e em JK, exatamente por conta deste comício.

     Comentei que Papai há muito procurava um LP que tivesse a música Peixe Vivo, tocada quando o então candidato chegava ao palanque. Juscelino perguntou o nome de papai, o que ele fazia e se ainda morava no Crato. Chegou sua vez, foi atendido (era apenas a entrega de um projeto), se despediu apertando a mão de todos os presentes e se retirou.

     Poucos dias depois, recebi um telefonema de uma Sra. identificando-se  como secretária do DENASA (Um banco de investimento que existia no Brasil, naquela época), no qual JK trabalhava,  e convidando-me  a ir até aquela instituição. Como ficava há menos de 100 metros  do meu local de trabalho, fui na mesma manhã. A Secretária me recebeu de forma muito simpática e pediu para aguardar um pouco, pois o “Presidente” queria falar comigo. Menos de 15 minutos depois, entrava na Sala principal da Instituição e recebia um LP autografado por ele e dedicado a meu pai. O disco hoje está comigo. Mando o oferecimento, escrito pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek  para vocês verem".

Destruidor de reputação - Por Antônio Morais.


"Reputação é o que os homens dizem de você em seu velório. Caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus". O que se noticia hoje do  grande jurista Márcio Thomáz Bastos é que  tem contas milionárias na Suíssa, fruto de seu envolvimento  com criminosos do tipo Lula.


Sepúlveda Pertence sabe que para  defender o bandido Lula da Silva  é preciso  fraudar a lei e a justiça.  Por meios legais não será possível. Mesmo assim aceita participar   das manobras para ajudar ao bandido  condenado e preso.  Vai pagar também.  Espero que não tenha a sorte  do Márcio Thomáz, que  o indecoroso  veio quando a terra  já  comeu. Que seja em vida para servir de exemplo.

Lula vai se tornando um cabo eleitoral da direita - Por Josias de Souza.


Nenhum pai faria com um filho o que o pseudo-esquerdista Lula faz com a autoproclamada esquerda brasileira. Preso em Curitiba, Lula transformou sua hipotética candidatura presidencial num cavalho de batalha. Impede o PT de cuidar do Plano B e conspira contra a adesão de aliados ao projeto de Ciro Gomes. Com esses dois movimentos, Lula anima as campanhas da chamada direita.

Os partidos brasileiros, como se sabe, têm muitas cabeças e poucos miolos. O PT sofre da mesma falta de miolos, mas tem uma cabeça só. E Lula, o imperador do petismo, revela-se mais uma vez capaz de tudo, menos de compartilhar o poder e a influência. O imperador do petismo obriga o PT e seus satélites a segui-lo numa procissão que leva à cadeia, não à urna.

Inelegível, Lula aproximaria Ciro Gomes da Presidência se o apoiasse, cedendo-lhe o tempo de propaganda do PT. Em vez disso, conspira para isolar Ciro. As pesquisas indicam que Lula colocaria Fernando Haddad no segundo turno se anunciasse desde logo seu apoio ao poste petista. Mas Lula mantém sua candidatura cenográfica por conveniência penal.

Se esticar essa corda, Lula arrisca-se a assumir em 2018 o papel de cabo eleitoral da direita. Numa eleição imprevisível, já não é absurda a hipótese de um segundo turno disputado entre o tucano Geraldo Alckmin e o capitão Jair Bolsonaro.


sexta-feira, 20 de julho de 2018

Hoje é o Dia dos Amigos

20 de julho é o "Dia do Amigo". Para lembrar a data nada melhor do que reproduzir uma antiga crônica de Rachel de Queiroz, a grande intelectual que o Ceará presenteou  ao Brasil...e ao mundo.


"Ah, os Amigos -- Rachel de Queiroz

  
Sim, amigo é coisa muito séria. Acho que a gente pode viver sem emprego, sem dinheiro, sem saúde e até sem amor, mas sem amigos, nunca. Pois o amigo é capaz inclusive de suprir discretamente essas faltas e lhe conseguir trabalho, lhe emprestar dinheiro, lhe tratar a doença. Só não pode se envolver em assuntos de amor, porque aí deixa de ser amigo; e maior tolice a que se arrisca a incorrer alguém é misturar amigo com amor.

    Amizade e amor são qualidades paralelas na vida de cada um; se conhecem, até se estimam, mas nunca se encontram ou se confundem. Aliás, não estou dizendo novidade nenhuma, todo mundo sabe que o namoro, noivado, casamento, amores são relações essencialmente antípodas da amizade. Quer pela sua impermanência, ou, quando permanentes, pela sua natureza tumultuária, absorvente, egoísta, as relações de amor têm que ter categoria à parte. Transforme em amante o seu amigo ou amiga, e você pede o amigo e terá um péssimo amante, que sabe todos os seus defeitos, lhe conhece do tempo em que você não se enfeitava para ele, não lhe escondia suas falhas do corpo e da alma, e que, portanto sabe de todos os seus pontos fracos. Fica impossível.

    A primeira lei da boa amizade creio que é ter poucos amigos. Muitos camaradas, colegas, conhecidos cordiais, mas amigos, poucos. E, tendo poucos, poder e saber tratá-los. Jamais criar tempo de rivalidade entre os amigos: cada um h´de ter sua área específica, sua zona própria de influência.

    Não vê que cada amigo, por ser único no seu território, não precisa sequer conhecer os donos dos outros territórios. É que, sendo a nossa alma tão variada nas exigências, precisamos de amigos de acordo com os diferentes ângulos do nosso coração. O amigo da comunicação intelectual não pode ser o mesmo amigo da confiança íntima; o velho companheiro da infância não tem nada a ver com o precioso camarada adquirido nos anos de maturidade.

    E há outras razões práticas para não misturar os amigos: eles podem se coligar contra a gente, ou se tornar amigos entre si, por conta própria, nos excluindo. Ou também podem se chatear uns com os outros, porque os companheiros espirituais deles nem sempre correspondem aos nossos. Se você adora fulano porque toca em suas cordas nostálgicas, contando-lhe lembranças da mocidade passadas na barranca de um rio em Mato Grosso. Assim com o futebol, os debates sobre religião, as intrigas políticas, os negócios, o gosto de recordar os sambas de Noel Rosa. Insisto, mantenha com rigor cada amigo no seu compartimento.

    Axioma absoluto em assuntos de amizade: amigo é insubstituível. O que um lhe deu jamais outro lhe poderá dar igual. Pode vir um amigo novo para preencher a área vazia deixada pelo amigo que se foi por morte ou briga. Mas só ocupará mesmo aquele espaço físico. E há vezes em que nem isso é possível. E o melhor será fechar aquele nicho do coração, dada a dificuldade de encontrar outro ser vivo que satisfaça ante nós as especificações do ausente. Ai de mim, bem o sei. Minha amiga de infância que morreu deixou no meu peito esse santuário vazio.

   Respeite seus amigos. Isso é essencial. Não procure influir neles, governá-los ou corrigi-los. Aceite-os como são. O lindo da amizade é a gente saber que é querida a despeito de todos os nossos defeitos. E nisso está outra superioridade da amizade sobre o amor: a amizade conhece as nossas falhas e as tolera e, até mesmo, as encara com condescendência e afeto. Já o amor é só de extremos e, ou se entrincheira na intolerância, ou se anula na cegueira total. Amigo entende, aguenta, perdoa, "Amigo é pra essas coisas", como diz aquela cantiga tão bonita.

    Se você não é capaz de ter amigos, você é um erro da natureza, você é como o unicórnio, o animal de que se fala mas não existe. Porque até os bichos têm amigos; e dizem que, depois da morte, no outro mundo, as almas mantêm sublimadas as amizades cá de baixo, naquela quintessência de excelências que só o céu pode dar".

161 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Noutra oportunidade viajaram para o Crato José de Pedro André, Zé de Ana, Zé Bitu e Pedro Batista. Meio de transporte o mesmo, tração animal.

O motivo da viagem era diverso. Zé Bitu fazer compras, Pedro Batista vinha buscar uma imagem de Nossa Senhora da Paz que havia mandado restaurar e os outros visitarem um amigo internado no Hospital são Francisco.

Desta feita se hospedaram na casa de Pedro Alves de Brito no Sitio Palmeirinha, distrito de Ponta da Serra. Chegaram à tardinha, soltaram os animais na roça, pernoitaram e no outro dia cedinho foram ao Crato nas Kombi que faziam a linha Ponta da Serra/Crato.

Antes do meio dia já estavam retornando para Palmeirinha. No almoço uma panela de fava com mocotó de porco e toucinho chamava a atenção e o Zé Bitu exagerou na degustação. Por volta de uma hora da tarde arribaram da Palmeirinha e às 10 da noite já estavam no sitio Lenços, propriedade de Vicente Pitá, onde costumavam se hospedar.

Soltaram os animais na roça e trataram de se recolher. Zé André e Zé de Ana armaram as redes na sala, Zé Bitu e Pedro Batista se acomodaram no quarto.

 Foi deitar e a fava começar a sair em estado gasoso. Lá pras duas da madrugada Zé André saiu para o terreiro, nessa época o relógio era a estrela Dalva, o horário dependia da posição dela no céu.

Pedro Batista estava fumando seu cigarrinho em disse: Zé André vamos pegar os animais e vamos embora. Zé André falou: Pedro está muito cedo. Não senhor, vamos botar Zé Bitu para peidar na estrada que ele não está respeitando nem Nossa Senhora da Paz!

O bolso de Josué - Por O Antagonista.



Valdemar Costa Neto escolheu Josué Alencar como vice-presidente de Geraldo Alckmin.

O dono da Coteminas, segundo o Estadão, “vai colocar dinheiro do próprio bolso na campanha”.

É um investimento.

162 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

José Alves de Morais, seu Izé ou Tibola, filho de Raimundo Alves de Morais e Ana Feitosa Bitu, também tinha as suas.

Seu Izé eu conheci, sua residência era bem próxima da nossa casa do Sanharol. Quando eu tinha lá os meus 08 anos ele me deu um presente de um “quicé” eu fui apanhar arroz com ele e Bibia sua esposa e pela primeira vez me sentir realizado, pois a honra dos do Sanharol naqueles tempos era ser um bom apanhador de arroz.

Muito estimado pelos sobrinhos que o chamavam carinhosamente de “Tibola”. Ele era baixinho e gordinho e deve ter sido o Mundim do Sapo o autor de tão assemelhada característica: Tio+bola = “Tibola”.

Na década de 40 fizeram uma viagem ao Crato, Jose Bitu, Mundim do Sapo e Zé de Ana. Meio de transportes: lombo de animais, finalidade da viagem: Jose Bitu fazer compras, Mundim do Sapo visitar amigos e parentes e Ze de Ana idem.

Quando chegaram ao Quebra, na casa de mãe Pastora, se arrancharam, soltaram os animais na roça e jantaram baião de dois com costela de porco torrada enquanto o bucho coube.

No outro dia cedinho pegaram a “chepa” para o Crato. Zé Bitu era apaixonado por artesanatos de couro: arreios, chicotes, arreadores, cabrestos. A primeira loja a adentrarem foi à Casa do Vaqueiro de Chicô Leonel.

Zé de Ana era deficiente auditivo, ouvia com dificuldade, apanhou um chocalho que estava em cima do balcão levou a altura do ouvido balançou e disse: o chocalho de Zabelê. Zé Bitu falou: guarda esse chocalho Izé! Ele elevou o chocalho à altura do ouvido e balançou novamente e disse: chocalho de Zabelê!

O dono da Loja observou o movimento e disse: o que é homem de Deus, esse chocalho eu comprei hoje de manhã a um rapaz do Quebra.

Zabelê era a burra que Zé de Ana viajava, e, durante a noite um cabra roubou o chocalho, já tinha vendido a Chico Leonel e certamente estava tomando a grana de teimosa com os amigos na feira.


Do (interminável) "seriado": Coisas da "Ré Pública"

Por que a mortalidade infantil voltou a subir no país
 Crescimento inédito na taxa de crianças que morrem antes de completar 1 ano acende sinal vermelho na trajetória brasileira rumo ao mundo desenvolvido

Fonte VEJA, de 24 de julho de 2018 -- Por Monica Weinberg, Luisa Bustamante e Jana Sampaio 

    De todas as estatísticas que dão feição a um país e apontam seu lugar no futuro, a mais reveladora é a taxa de mortalidade infantil, expressão técnica e fria para descrever a tragédia das crianças que morrem antes de completar 1 ano. Quanto mais o ponteiro desse marcador recua, mais significa que um país avançou. Quando ele sobe, porém, expõe o exato oposto: a realidade de uma nação que falhou no dever mais básico, o de garantir o direito à vida, e que está andando para trás. O Brasil, lamentavelmente, passou a se encaixar no segundo caso. A taxa de mortalidade infantil, que só caía desde que começou a ser medida ano a ano, em 1990, mudou de direção no cálculo mais recente, de 2016: subiu 5% — de 13,3 para 14 em cada 1 000 nascidos vivos.

     Parece pouco. Mas esse soluço do índice, combinado com a estagnação prevalente nos últimos anos, acende um alarmante sinal vermelho na acidentada trajetória brasileira rumo ao mundo desenvolvido. VEJA visitou Aquiraz, no Ceará, o município com a mais alta taxa de mortalidade infantil do país — 24,9 para cada 1 000 nascidos —, segundo levantamento do Instituto IDados, para entender o retrocesso. Encontrou lá uma fotografia em tom sombrio de um Brasil em marcha a ré.

O custo do petismo foi ainda mais alto do que se imaginava - Por Míriam Leitão:


“O PIB per capita vai demorar nove anos para voltar ao pico de antes da crise, estima o economista Samuel Pessôa, foto, do Ibre/FGV. 

Trata-se da retomada mais lenta em 100 anos de história, pior até mesmo que a crise da dívida externa, em 1981, que custou ao país seis anos. 

O que Pessoa define como a ‘crise do petismo’, iniciada em 2014, provocou uma verdadeira década perdida. 

A recuperação pode ser ainda mais demorada se o próximo presidente e o Congresso não encararem a questão fiscal.”


Centrão trata aliança política como um negócio - Por Josias de Souza.

Desde que a Lava Jato estilhaçou lideranças e partidos, o noticiário político migrou da editoria de política para a de polícia. A costura das coligações para 2018 exige um novo arranjo. O melhor lugar para veicular as notícias sobre a sucessão presidencial é, no momento, a sessão de economia e negócios.

Valdemares, Jeffersons e outros azares, que já passaram ou ainda vão passar pela cadeia negociam com os candidatos como se fossem executivos de empresas falidas que ainda detêm um espólio valioso no mercado eleitoral: tempo de propaganda no rádio e na TV.

O centrão farejou no mercado uma oportunidade de negócios. O grupo reuniu num mesmo cesto todo o tempo de que dispõem no horário eleitoral. E encostou seus interesses inconfessáveis nos projetos de Geraldo Alckmin e Ciro Gomes.

Com ares de quem brinca de cubos, os candidatos negociam suas alianças com os mesmos métodos que deram no mensalão e na Lava Jato. Logo, logo o lema da bandeira “Ordem e Progresso” será substituído por negócio é negócio.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Caririensiade (por Armando Lopes Rafael)


O resgate da Caririensidade

    O prof. Hildebrando Maciel Alves acaba de concluir seu Mestrado – na área de História – na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Título da monografia dele:  “A face historiadora de J. de Figueiredo Filho e a construção do Cariri cearense”. Hildebrando aprofundou a análise de construção do passado do Cariri, a partir dos escritos de J. de Figueiredo Filho. Este – juntamente com um grupo de notáveis carirenses – foi responsável pelo movimento da defesa intransigente da região sul do Ceará, num trabalho de valorização do torrão natal e divulgação da caririensidade.

     Essa plêiade de bons intelectuais promoveu diversas ações – nas décadas de 40 a 70 do século passado –  restaurando a memória do nosso passado regional. Para tanto, escreveram livros e artigos; promoveram solenidades; reconstruíram calendários cívicos; recuperaram o panteão dos heróis caririenses; fundaram entidades culturais e o Museu Histórico de Crato, o qual, infelizmente – nos últimos anos –, vem sendo malcuidado, dada a falta de uma boa gestão por parte do Poder Público Municipal, a quem – em má hora –, o museu foi entregue. (Para ler a íntegra da monografia de Hildebrando clique: (http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/173614).

Escritores do Cariri: J. de Figueiredo Filho
   
   Em 1958, há precisamente 60 anos, o Ministério da Agricultura do Brasil publicava o livro “Engenhos de Rapadura do Cariri”, de J.de Figueiredo Filho, um clássico na temática da produção da rapadura. José Alves de Figueiredo Filho – foto ao lado – (ou J.de Figueiredo Filho como assinava seus escritos) nasceu em Crato em 14 de julho de 1904. Falecido há 35 anos, continua sendo uma das maiores referências à narrativa histórica do sul cearense.
 
     J. de Figueiredo Filho foi, também, jornalista, cronista, historiador, pesquisador e memorialista. Escreveu e publicou 16 livros. O mais conhecido é o autobiográfico: “Meu mundo é uma farmácia”. Pertenceu à Academia Cearense de Letras. Sua vasta obra é polivalente. Formado em Farmácia, foi professor de várias disciplinas em colégios cratenses. Lecionou “História do Cariri”, na Faculdade de Filosofia de Crato. Estreou na literatura, em 1937, como romancista, com a obra “Renovação”, publicado pela Editora Odeon, do Rio de Janeiro, à época capital do Brasil. Na década 40 do século passado, Figueiredo Filho já escrevia – para os jornais de Fortaleza e Recife – sobre as reservas paleontológicas do Cariri.

     Ele foi a alma da fundação do Instituto Cultural do Cariri–ICC. Figueiredo Filho foi o editor, por longos anos, da revista “Itaytera”, órgão oficial do ICC. Escreveu dois livros sobre as manifestações da tradição popular no Cariri; um sobre Patativa do Assaré e chegou a lançar quatro volumes de “História do Cariri”, série interrompida com sua morte ocorrida em 1973.

Mauriti exporta manga e banana

 Mangas para exportação produzidas em Mauriti 
     
A notícia abaixo foi publicada na coluna de Egídio Serpa (publicada no Diário do Nordeste), em 13-07-2018, e mostra a potencialidade da agricultura de Mauriti.
“No município Mauriti, na região do Cariri, no Sul do Ceará, segue avançando a produção de manga para o mercado interno e para exportação que é feita pelo aeroporto de Petrolina, onde pousam e decolam, semanalmente, grandes aviões cargueiros.  Em 300 hectares distribuídos em várias propriedades da zona rural de Mauriti – que também produz banana em outros 2 mil hectares – a produção de manga tem alta produtividade. Só na fazenda de Cícero Cartaxo colhem-se 36 toneladas da fruta por hectare. Além de ter um solo propício para a fruticultura, seu subsolo é rico em água. Pluviometria deste ano foi de 800 mm.”

A aristocracia de Barbalha


Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Barbalha, solenemente consagrada em 2 de fevereiro de 1921. Foram responsáveis pelo término das obras do templo os leigos Antônio Correia Sampaio Filgueiras e José de Sá Barreto Sampaio (Zuca Sampaio).

      Desde o final do século XIX, e ao longo das primeiras décadas do século XX, Barbalha teve uma elite que se esmerou em influenciar o destino daquela comunidade. Influência direcionada a fazer o bem. A amparar a pobreza. A buscar melhoramentos para a sua cidade. Algumas lideranças barbalhenses de outrora serviram como exemplo de honestidade e ousadia na luta por melhoramentos para sua terra. Ressalte-se a criação do “Gabinete de Leitura” (instituição destinada à alfabetização de pessoas carentes de Barbalha) e a “Conferência de São Vicente de Paulo” (com sua ação social-caritativa para a pobreza), ambas criadas em 1889. Corria parelhas, a tudo isso, a educação esmerada das famílias barbalhenses. Nos dias atuais, Barbalha é uma cidade pujante, com a melhor rede hospitalar da região, com faculdade de medicina, indústrias e um setor de comércio e de serviços consideráveis. Salve a Terra dos Verdes Canaviais!

História: Os monarquistas do Cariri

     Chama a atenção do público de outras regiões um fenômeno presente numa parcela da população caririense: a “resistência” para a preservação dos valores monárquicos no sul do Ceará. Tão logo ocorreu a “Proclamação” da República – em 15 de novembro de 1889 – um grupo de habitantes, de todas as camadas sociais do Cariri, pessoas bem-conceituadas em suas comunidades, passou a defender –  de forma pacífica e dentro da lei –  os benefícios advindos da forma de governo monárquica–parlamentarista–constitucional, que vigorou no Império do Brasil. 

     Dentre esses monarquistas avultaram alguns nomes e dentre os já falecidos são lembrados: em Juazeiro do Norte: Antônio Corrêa Celestino, Edward Teixeira Ferrer, Olívio de Oliveira Barbosa. Em Crato: Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, Coronel de Milícias Joaquim Pinto Madeira e o prof. José Denizard Macedo de Alcântara. Em Barbalha: José de Sá Barreto Sampaio (mais conhecido por Zuca Sampaio) chamado de “Sertanejo de Escol”, num opúsculo escrito por Pe. Azarias Sobreira; Antônio Costa Sampaio, Marchet Callou, Giovanni Livônio Sampaio, Antônio Gondim e Fabriano Livônio Sampaio.

     No Cariri, nos dias atuais, existe uma nova geração de monarquistas. A maioria deles composta por jovens. No último dia 15 de novembro (aniversário da “Proclamação” da República) alguns desses jovens fizeram uma manifestação junto ao monumento do Padre Cícero, (foto abaixo) protestando contra a atual debacle política-administrativa do Brasil, perguntando aos transeuntes: “Valeu a pena o Brasil ter sido transformado numa República? ”.

MBL atira em Lula no TSE e acerta o próprio pé - Por Josias de Souza.

Preso e inelegível, Lula é um presidenciável de gogó. Sua candidatura só existe nos movimentos de garganta do PT. Ainda assim, Kim Kataguiri e Rubens Nunes, membros do MBL, acharam que seria uma boa ideia pedir ao TSE que sepultasse desde logo a hipotética pretensão de Lula. De plantão na Corte Eleitoral, a ministra Rosa Weber decidiu o óbvio: não há como barrar o que ainda não existe.

Em despacho, Rosa escreveu: “A possibilidade de arguição preventiva e apriorística de inelegibilidade do requerido [Lula], ainda sequer escolhido em convenção partidária, e cujo registro de candidatura presidencial nem mesmo constituiu objeto de pedido deduzido por agremiação partidária […] em absoluto encontra ampara no ordenamento jurídico pátrio.”

Abre parêntese: em outubro de 2015, ainda na condição de presidente, Dilma Rousseff virou piada ao sugerir, em discurso na ONU, que seria de grande utilidade o desenvolvimento de uma tecnologia para “estocar o vento.” A cena pode ser revista no vídeo abaixo. Fecha parêntese.

Mal comparando, os rapazes do MBL defendiam em sua petição que o TSE aprisionasse uma candidatura de vento, que o PT tenta manter estocada pelo menos até o prazo limite de registro na Justiça Eleitoral: 15 de agosto. E Rosa Weber esclareceu que a sandice não é a melhor forma de combater uma maluquice.

Enquanto o petismo estiver armazenando vento, não há o que fazer. Quando o partido realizar sua convenção nacional e solicitar formalmente ao TSE um pedido de registro do seu candidato ficha-suja, aí sim, será o momento de interromper a ventania.

A iniciativa do MBL revelou-se um tiro no pé. Os rapazes ajudaram a manter nas manchetes a candidatura cenográfica que gostariam de combater. A defesa de Lula adorou.

Sujos e mal lavados do centrão montam o palco - Por Josias de Souza.

Os partidos do centrão assumiram o comando das arrumações nos bastidores da sucessão de 2018. A cortina ainda está fechada. Mas já se ouve da plateia o ruído abafado da montagem do palco. Nesta quinta-feira, sujos e mal lavados da política se reúnem na casa funcional do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para refinar o processo de escolha de um protagonista para sua trama. Disputam o tempo de TV e o amor do centrão Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. Ex-presidiário do mensalão, Valdemar Costa Neto, que no espetáculo faz o papel de dono do Partido da República, assumiu as vezes de cupido.

Deve-se a Valdemar a perspectiva de reunificação do centrão. O personagem desgarrara-se do grupo para negociar uma aliança com Jair Bolsonaro. Fracassada a tentativa, comunicou aos velhos parceiros que está de volta. Como já foi alvejado pela língua de Ciro, Valdemar tem uma leve queda por Alckmin. Mas informou aos congêneres que topa qualquer negócio, desde que o empresário Josué Gomes da Silva, filiado ao PR, seja acomodado na posição de candidato a vice-presidente. Conforme já noticiado aqui, Josué já havia se colocado à disposição do grupo.

Participam dos entendimentos, além de Rodrigo Maia e do notório Valdemar, o senador Ciro Nogueira (PP), réu na Lava Jato, Paulinho da Força (SD), alvo de inquérito criminal no Supremo, Marcos Pereira (PRB), também pendurado na Lava Jato e ACM Neto (DEM). Consolidou-se entre eles o desejo de que seus respectivos partidos negociem os dotes eletrônicos de maneira unificada.

Fala-se muito em coalizão partidária e programa de governo. Mas a ausência de ideias denuncia, por assim dizer, o embuste. Ganha trinta segundos no horário eleitoral quem for capaz de explicar o que une o centrão além do propósito de invadir cofres públicos. Se alguém não estiver ligando o nome à pessoa, basta recordar que o grosso do atual centrão fez as vezes de milícia parlamentar de Eduardo Cunha, esticando-lhe o mandato e acompanhando-o até a porta da cadeia.

Com poucas variações, esse mesmo condomínio parlamentar dá as cartas há muito mais tempo do que o Tesouro Nacional poderia suportar. Sob FHC, a convivência com a intelectualidade tucana proporcionou ao centrão um excelente merchandising. Sob Lula, o Planalto de fachada operária resultou em ótimos negócios. Sob Dilma, o centrão desistiu de terceirizar o poder ao petismo. Substituiu a preposta de Lula, sem talento para a administração do balcão, por Michel Temer, especialista na matéria.

Nem as almas mais ingênuas acreditariam que partidos identificados com o suborno, o acorbertamento, o compadrio, o patrimonialismo e o fisiologismo percorrem os bastidores das negociações presidenciais com a disposição de passar os próximos anos dedicando-se a outra atividade que não seja a perpetuação dos vícios. Pode demorar mais alguns dias para acomodar todos em suas marcas e decidir quem, afinal, vai levar o tempo de TV do bloco.

Quando a cortina finalmente for aberta, a primeira cena deve ser divertida. Alguém deve achegar-se à boca do palco para anunciar: “Nós apoiaremos…” Ao fundo, os dois candidatos ajustarão a peruca e escolherão o nariz que utilizarão na campanha.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

ESTRATÉGIA DE TORNEIO - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares·

Para quem está preparado para ganhar, uma derrota não “desce redondo”.

Num torneio de sete jogos, é preciso ter uma receita para cada partida.

Todos nós confiamos que o treinador Tite tinha uma panacéia adequada para nos livrar de todos os males do jogo adversário.

Diante dos mais afoitos ou mais retrancados.

Afinal de contas, não faltou uma super equipe de apoio para resolver problemas, até de unha encravada.
Para que servem os analistas de desempenho, senão para avaliar a questão dos jogadores que oscilaram em suas atuações?
Marcelo não fez uma copa à altura. Paulinho e Willian foram capazes de tudo, e de nada.
Fui rever o jogo com a Bélgica e continuo achando que merecemos ganhar, pelo futebol jogado no segundo tempo.
Mas, fiquei encafifado e com a desconfiança de que fomos imprevidentes no primeiro tempo.
Num jogo de mata-mata, tudo tem que ser meticulosamente programado.
Depois do primeiro gol, a seleção ficou em estado deplorável.
Os espaços dados para o trio Lukakus, De Bruyne e Hazard foram injustificáveis.
No segundo gol, a defesa correu contra o próprio campo e não marcou.
Vendo depois, a gente chega à conclusão de que aquilo não podia ter acontecido.
Um comandante não pode ir para uma batalha sem saber como ela será travada.
A isso se chama de estratégia.Podem dizer: você está dizendo isso agora. Sim, porque as revisões dos acontecimentos, futebolísticos ou ou de qualquer natureza, não são matérias proibidas.
O publicitário Nizan Guanaes diz que: “Quem faz uma obra sabe que quando ela está pronta, ela nunca está pronta”.
A França, com o time recheado de craques, não foi arrogante na hora de decidir com a Croácia.
E como se dissesse: deixem que eles venham e se julguem os donos do jogo.Respeitaram o grande adversário e foram previdentes.
Muitas vezes, quem acha que sabe tudo só sabe a metade.
Achamos que tudo estava resolvido. E não estava.
O choro também é permitido.

158- Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Zé Felipe e um ajudante conduziam um caminhão Ford com oito mil quilos de lã de algodão, da cidade de Várzea Alegre para Campina Grande na Paraíba. Quando chegaram ao sítio Exu, o carro atolou. Zé Felipe desceu olhou a situação e verificou que os pneus estavam quase cobertos de lama. Acendeu um cigarro e comentou com o ajudante, que tão cedo não seria resolvido aquele problema.

Quando fazia esse comentário notou vindo na estrada, dois roceiros com as enxadas nos ombros e cabaça a tiracolo. Ele então falou com o ajudante que ia fazer uma brincadeira com os dois. Os dois chegaram ele falou: Bom dia meus amigos, foi Deus do céu quem mandou vocês. Eu estou com este carro atolado precisando de uma descolada, posso contar com vocês. Os dois confirmaram com um balanço de cabeça e ele continuou. Pois bem, eu vou para a cabine engato uma primeira e vocês empurram tá bom?

Os dois confirmaram novamente com a cabeça e colocaram as enxadas na margem da estrada. Zé Felipe chamou o ajudante e mandou que quando os dois estivessem entretidos empurrando o carro,  escondesse as enxadas dentro do mato. Em seguida subiu na cabine acionou o motor, mas não engatou marcha nenhuma. Os roceiros com muita boa vontade empurraram o caminhão por mais de quarenta minutos sem saberem que o motorista estava com o carro em ponto morto.

Os dois já cansados e suados, pararam para descansar um pouco, quando um deles escorado na grade traseira disse: "Cumpade! Esse caminhão só pode é tá acuado, pruquê faz mais de meia hora qui é nós dois tangendo e o chofé esporando lá dento e o bicho parece qui num saiu do canto".

O outro botou a mão na testa como quem faz continência olhou na direção da estrada e disse: Meu cumpade tá enganado. Ele já andou e foi muito, qui eu num tou mais avistando as nossas enxada.

MV

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ, CARAMBA? - Por Marcelo Rates Quaranta



Eu tenho visto aqui vários amigos fazendo uma acirrada campanha contra o Bolsonaro. Tudo bem... Não gosta do Bolsonaro? Eu respeito a sua opinião.

"Ah... não vou votar em ninguém". Típica atitude de covardia e falta de estratégia. Aliás, mais que isso... Burrice, porque cada um que não vota dá um voto de vantagem a um esquerdista, e depois que não tenha a cara de pau de vir dizer que é de direita e contra os esquerdopatas. 

Você que não vota é o melhor amigo dos esquerdopatas. Um voto seu na direita, matematicamente elimina um voto de um esquerdopata. Se ganha pela diferença, lembra?
.
"Eu quero intervenção militar". A velha cantilena... Querer não é poder, meu filho! Se só o fato de eu querer alguma coisa significar que aquilo vai acontecer, então eu serei o próximo ganhador da Mega Sena acumulada, e sozinho. 

Pare de sonhar. Se fosse para acontecer uma intervenção, já teria ocorrido há muito tempo, pois motivos nunca faltaram. 
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E tem mais! Se for pra ocorrer uma intervenção, não será com um partido de esquerda no comando, e colocado lá pela sua omissão, já citada anteriormente. Será por alguém que acredita que os militares poderão restabelecer a ordem no caso de ingovernabilidade ou de um caos criado pelos esquerdistas.
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Então, pare de achar que é o melhor jogador do mundo... fazendo gol contra!

terça-feira, 17 de julho de 2018

157- Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


João Alves de Menezes, João do Sapo do Sanharol era primo legitimo do Antônio Alves. Em sua casa trabalhava como agregado um rapaz de nome João Hipólito que era meio traquina.

Quando começou a se espalhar o zum zum zum de que o João Hipólito estava espiando as mulheres se banhar na cacimba de Zé de Ana, João do Sapo determinou a arribada de João Hipólito do lugar.

A ninguém interessava mais a manutenção do segredo do que a Antônio Alves, pois era pai de oito filhas, que de certa forma podiam ter sido vitimas das olhadas do espião, fato na época considerado de gravidade extrema.

Por volta das cinco horas da tarde, de um feriado, um grupo de 12 moças e 12 rapazes jogavam peteca em frente a casa de Antônio Alves, exatamente onde fica hoje a casa de Antônia Alves de Morais, a minha mãe. Antônio Alves saiu para o terreiro e adaptou essa letra a musica de Mulher Rendeira:

A cacimba do seu Izé
Anda um pouco acanalhada
João Hipólito olhando até
O banho da mulherada.

Daí por diante, segredo se desfez, Frazo do Garrote tomou conhecimento da conversa e o resto mundo também.

O Antagonista.



O legado de Eduardo Campos.

Um dirigente do PSB disse a O Antagonista que não dá para comprar briga com o PT porque é preciso “preservar o legado de Eduardo Campos em Pernambuco”.

No estado, os dois partidos estão juntos.

156 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


O casal Antônio Alves de Menezes, Antônio do Sapo do Roçado Dentro e Ana Alexandre de Menezes, Naninha. 

Antônio do Sapo era neto por parte de mãe e bisneto por parte de pai  do ilustre senhor José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol. Sua ascendência mostra que era filho e primo legitimo do seu pai. 

Homem honrado, inteligente, calmo, de brandura impar e ações benfazejas.

Não convivi com Antônio do Sapo, mas, observando o carinho e doçura como os seus sobrinhos lembram dele, tem-se a certeza, absoluta, que foi uma criatura lapidada pela mão do Criador com muito esmero.

17 de julho de 1570: O Brasil ganha seus primeiros santos -- por José Luís Lira (*)


Os beatos-mártires do Brasil


   Os Mártires do Brasil compõem um grupo de 40 jovens da Companhia de Jesus (entre 20 e 30 anos), 32 portugueses e 8 espanhóis, destinados às missões no Brasil em 1570. Eram no total 2 sacerdotes, 1 diácono, 14 irmãos e 23 estudantes, liderados por Inácio de Azevedo. Durante a viagem, sua nau foi interceptada nas Ilhas Canárias por navios de huguenotes, calvinistas franceses. Ao saberem que os tripulantes eram missionários católicos, atiraram-nos ao mar a 15 de julho de 1570.

    Os missionários foram todos mortos e feridos, exceto o irmão João Sanches a quem os calvinistas guardaram para seu cozinheiro. No entanto, apareceu João Adauto, sobrinho do capitão da nau, que decidiu vestir o hábito de religioso jesuíta para o tomarem por tal (uma vez que tanto desejava pertencer à Companhia de Jesus) e acabou por ser morto pela fé junto aos restantes mártires. Todos foram lançados ao mar, uns já mortos, outros em agonia e outros ainda vivos.

    Em simultâneo com o momento do martírio, Santa Teresa de Ávila, no seu convento carmelita em Espanha, teve uma visão do martírio de Inácio de Azevedo com os seus companheiros e da sua entrada triunfal no Céu recebidos por Nossa Senhora e pelo próprio Jesus. Foram beatificados a 11 de maio de 1854 pelo Papa Pio IX. A festa litúrgica destes mártires católicos é celebrada no dia 17 de julho.

(O quadro publicado acima é da autoria de Giuseppe Baguasco (1855) e retrata uma visão que  Santa Teresa de Ávilateve na hora em que o martírio acontecia).

***   ***   ***
(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

100 anos do Pe.Antônio Vieira


066 - O Crato de Antigamente.


Na foto, Mons. Montenegro (de pé, de batina preta) conversa com o governador Adauto Bezerra e Dom Vicente Matos, General Raimundo Teles Pinheiro, Dr Luiz de Borba Maranhão. Atrás de Mons. Montenegro, o prof. José do Vale Arraes Feitosa.


Fui seu aluno. A ele devo os meus estudos, relativamente aos antigos cursos de Humanidades (ou Ginasial) e o Científico, como se chamavam, àquela época. Explico. Oriundo de família pobre, meu pai não tinha condições de pagar um colégio particular para o filho mais velho, pois tinha mais nove filhos para sustentar com o pequeno salário de funcionário público. Mesmo assim fui matriculado no Colégio Diocesano do Crato para fazer o antigo Exame de Admissão ao Ginásio. Concluído este, estavam em curso as providências de minha transferência para uma escola pública, quando, certo dia, Mons. Montenegro me encontrou, num intervalo de aula, e disse:

–“Vou conseguir uma bolsa de estudo para você. Só espero que, no futuro, você não me atire pedras, como têm feito muitos a quem tenho ajudado...”

E foi graças a essa “bolsa de estudo” que me eduquei no melhor colégio da cidade... E graças ao que aprendi no Colégio Diocesano do Crato, consegui, posteriormente aprovação em concurso público do Banco do Nordeste, no qual trabalhei por cerca de 36 anos, chegando a galgar, naquela instituição, elevadas posições.

Monsenhor Montenegro era austero, sério, mas sempre comunicativo! Em algumas ocasiões, tinha rasgos de generosidade que causavam admiração. Tendo dedicado quase toda a sua vida à educação, principalmente na direção do Colégio Diocesano do Crato, esta atividade lhe proporcionou conviver com pessoas de diversas categorias sociais. Nesse mister, conseguiu fazer dezenas de centenas de amigos. Foi padrinho de batismo de bom número de crianças, com cujos pais cultivou laços de amizade. O seu concorrido sepultamento é uma prova do que afirmo.

Nos últimos anos de sua vida, já na ancianidade, exerceu unicamente atividades pastorais, principalmente na Capela de Nossa Senhora da Conceição do Bairro Granjeiro, por ele construída e onde repousam seus restos mortais, à espera da ressurreição final.

Foi na sua residência, localizada no mais aprazível bairro da nossa urbe, onde ele escreveu sua pequena mas profunda produção intelectual.

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

segunda-feira, 16 de julho de 2018

20 - Escolhidos de São Raimundo, você se lembra? Barba Azul.


Mapa da Sede Urbana de Várzea-Alegre. 

O “Barba Azul” era conhecido por sua imensa riqueza. Passava o dia desfilando pelas calçadas de Várzea Alegre, contando as suas dezenas, centenas, milhares  de casas, prédios, terrenos...... 

Voltava conferindo. da Betânia ao Frejo Velho, do Alto da Prefeitura à Praça Santo Antônio, da Rua do Capim aos Grossos, tudo era dele. 

Esse, apesar de sua aparência extravagante: cabelos e barba pretos e compridos, roupas supostas umas nas outras e olhar fixo no infinito, não era importunado. Não havia alguém para contestar sua riqueza.

Com Barba Azul completo  minha coletânea de 20 personalidades  prestimosas, que as chamo de  "Escolhidos de São Raimundo". Não há retrato dele, ilustrei com uma foto da cidade, até porque  para ele, tudo isso era  patrimônio seu.

A panela sempre procura o testo

Em Cuba, Gleisi Hoffmann volta a defender liberdade de Lula
| A senadora Gleisi Hoffmann afirmou, na capital cubana,  que não desistirá da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que completou 100 dias . 
 O VÍDEO em que a senadora defende a liberdade de Lula foi divulgado em suas redes - REPRODUÇÃO

Havana – A senadora e presidente do PT, Gleisi Hofmann, esteve ontem em Havana, Cuba, junto com a ex-presidente Dilma Rousseff e militantes, participando de reunião do o Foro de São Paulo, movimento que reúne partidos da esquerda de diversos países. “Viemos aqui para denunciar, e estamos recebendo a solidariedade para Lula. Não vamos desistir. Lula voltará a ser presidente do Brasil”, afirmou Gleisi, em vídeo divulgado nas redes sociais.

A senadora ainda voltou a criticar a atuação do Judiciário e a prisão de Lula que, conforme sustentam os advogados do PT, ocorreu sem provas concretas. “A tentativa de soltá-lo com uma argumentação justa e correta ficou frustrada. Parte expressiva do Judiciário mostrou que tem lado nessa disputa e politizou o tema. Não vamos desistir de Lula, pois não vamos desistir do povo brasileiro”, completou, referindo-se à suspensão do habeas corpus conferido, semana passada, pelo plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF), desembargador Rogério Favreto.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. No centésimo dia da prisão, os administradores do seu perfil oficial no Twitter reafirmaram que em 15 de agosto será registrada sua candidatura à Presidência da República. Fonte: Agência Estado

155 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


João do Sapo do Sanharol tinha uma vazante de capim de planta na Lagoa do Ronca, guardada a sete chaves, para colocar aqueles animais em estado de maior carência, nas épocas de pouco pasto.

Panqueca, a jumentinha de Antônio Alves vivia dentro da vazante. Não havia cerca que a segurasse. João do Sapo combinou com Antônio Alves de levar a Panqueca para a fazenda do Assaré prometendo trazer de volta no final do inverno.

Na hora da partida de Panqueca, o Picoroto seguia montado no meio da cargo dos mantimentos servindo de guia. A seguir o rebanho bovino e por ultimo os vaqueiros Zé Dourado e Zuca Cunha puxando Panqueca pelo cabresto. Na passagem pela casa do Antônio Alves, depois de observar a cena, o Antônio metrificou:

Eu vou embora, pru Assaré
Só tenho pena de Antõe de meu tio Zé.
Cutucando com o badoque, oxente, oxente.
Me levando pra barreira, oxente, oxente.

Antõe de meu tio Zé, ou Antônio de Zé André do Roçado Dentro costumava encostar Panqueca na barreira.

FUTEBOL COMO METÁFORA - Wilton Bezerra.


Quando digo o futebol como metáfora da vida, imagino que para muitos essa definição contém uma alta dose de exagero.

Devem perguntar como 11 marmanjos de cada lado, disputando um jogo, pode ter tanto significado diante das vicissitudes da existência.

O futebol, como arte, não existe para salvar, mesmo porque quem salva é bombeiro. Existe, sim, também, para fazer as pessoas mais felizes diante de um mundo tão amargo.

Começo explicando que tudo que está em jogo toca a alma humana – o desejo de vencer, a ambição, a glória e o fracasso. O espaço trágico e cômico e o sentido de drama.

Neste aspecto, vejam o que aconteceu na Copa do Mundo da Rússia. Muitos jogos ganharam o sentido de drama, envolvendo jornadas de despedidas de gigantes do futebol.

Sim, porque assim como na vida, a prática futebolística constrói mitos, ícones, mas também tem o poder de arranhar ou destruir reputações.

Os inimigos do futebol falam de um mundo irreal criado pela fantasia, pela imaginação, como se tudo isso não fizesse parte das dimensões do existir, do ser humano.

Não vamos tornar a prosa chata por tantas interpretações do titulo da crônica. Só digo que para mim, um estádio cheio é a visão do paraíso, assim como para os grandes escritores o éden verdadeiro pode ser uma biblioteca.

Futebol não é apenas um jogo. Tem outros significados como metáfora da vida.

154 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Revendo e estudando a história dos descendentes de José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol, eu encontrei um que me seduziu e me fez seu fã. Não o conheci, quando nasci ele já era falecido. Trata-se do meu chará Antônio Alves de Morais, ou Antônio Alves do Sanharol, filho de Raimundo Alves de Morais e Ana Feitosa Bitu, a conhecida Mão Doar.

Cresceu e viveu entre primos afortunados e abastados, embora por ironia do destino, materialmente nada possuísse. Sua nobreza estava na resignação, na conformidade da bênção Divina e assim viveu a vida feliz como nenhum outro vivera. Casado com Dona Zefa, descendente de famílias dos Inhamuís Antônio Alves deixou um legado, um rastro de exemplos para a posteridade. Convido você descendente de José Raimundo do Sanharol, a refletir um pouco sobre Antônio Alves nestas historias e exemplos de humildade, resignação e sofrimento que passarei a narrar durante esta semana.

Das suas historias tiramos muitas lições e exemplos: os afortunados, os abastados e os prestigiosos tiveram o mesmo fim: sete palmos abaixo do chão. Como disse, o Blog do Antonio Morais vai dedicar esta semana a registrar as historias de Antônio Alves em respeito a sua memoria, sua humildade, obediência ao destino e espírito de humor e alegria, coisas que o caracterizavam.

Eis a primeira delas:

Antônio Alves tinha uma jumentinha e diariamente cortava uma carga de lenha, nas terras dos outros, e ia vender na cidade. Daí tirava seu sustento e de sua família. Um dia, quando o machado bateu, Manuel de Pedrinho, seu primo legitimo, homem de posses, entendeu que o Antônio estava tirando lenha em sua propriedade e se dirigiu ao local.

Quando chegou o Antônio estava dois metros fora de suas terras. Não tendo o que dizer falou: Cortando uma carguinha de lenha né Antônio?

E você pensava que era na sua terra né Manuel! Respondeu ironicamente, o Antônio em risos.

O Antagonista.


Temer, o respeitabilíssimo.

Ciro Gomes, que já chamou Michel Temer de “golpista”, “chefe de quadrilha”, “canalha” e “quadrilheiro”, também elogiou a “retidão e decência” do presidente no passado, lembra o Estadão.

As notas taquigráficas da Câmara dos Deputados mostram que, em 2009, Ciro tinha outra opinião de Temer.

“Vossa Excelência é um constitucionalista respeitado, um eminente jurista, além de político respeitabilíssimo.”


Sepúlveda Pertence se afasta da defesa de Lula.

Sepúlveda Pertence pediu para se afastar da defesa de Lula.

Segundo O Globo, ele mandou entregar uma carta ao presidiário na sexta-feira passada.

Ele reclamou das trapalhadas de Cristiano Zanin e do manifesto do PT – assinado pelo próprio Lula – com ataques a Edson Fachin.

domingo, 15 de julho de 2018

153 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Maria de Lourdes Sobreira ia para o Sanharol, quando chegou na ladeira de Pedro Beca, avistou uma rodia de cobra cascavel pronta para o ataque.

Muito assustada Maria desceu a ladeira mais ligeiro do que noticia de separação de casal. Quando chegou no pé da ladeira, encontrou Zé Terto vindo de uma pescaria com um landuá na mão.

Muito cansada Maria pediu: Zé Terto meu fi, me faça um favor! Qualo? Vá lá no aceiro daquela cerca e mate uma cobra que tem lá. É pra já.

Terto pegou uma vara da cerca e foi até o local mas não teve coragem de encarar a cobra. A cascavel jogou um bote, ele soltou o pau e correu muito mais rápido do que Maria fez.

Maria não gostou da covardia do seu salvador e começou a fazer ofensas: Deixa de ser mole nego frouxo. Tu queria era sentar na cobra? Parece que não é ome? "Êpa! Num venha me insculhambar não. Eu sou preto mas sou ome.

Quer saber se eu num sou ome? Arrepare aqui"! Dizendo isso, ele arreou o calção e balançou os pissuidos. Foi nessa hora que ela viu a coisa preta.

Depois daquela cena Maria saiu indignada e foi fazer queixa a Antônio Costa, que era o Delegado Civil de Várzea-Alegre. O delegado mandou que um soldado fosse buscar o sujeito para ser interrogado.

Quando Zé Terto chegou o delegado fez a inquirição: Zé Terto eu tenho uma denuncia muito grave contra sua pessoa. Foi verdade que você mostrou o "dito cujo" a Maria de Lourdes? Foi divera seu Toim! Mas foi pruque ela me insculhambou, me chamou de nego frouxo e dixe qui eu num era ome, ai eu amostrei, que era prumode provar qui sou ome".  Pois eu vou lhe dar cinco dias de xadrez!

Depois da prisão, Borboleta que era amigo do preso, saiu correndo e foi até a ANCAR para contar a Nicacia, que era irmã adotiva de Zé Terto. Nicacia saiu a procura de Antônio Costa e quando o encontrou perguntou: Seu Toim! O que foi que Zé Terto fez para o Senhor botar ele na cadeia?

Resposta - Ele mostrou o pau e não matou a cobra!

MV

Saudade - Por Antônio Morais.


Saudade dos tempos em que a principal noticia da semana era Fernando Henrique Cardoso com os pés fora dos sapatos e as meias furadas.  

Hoje, a principal noticia é a resultante da herança maldita deixado por ele para desonra dos brasileiros : Gilmar Mendes e suas lambanças.

152 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Em 1967, alguns estudantes que estavam de férias em Várzea-Alegre, resolveram fazer um programa no bar do Herculano Sabino, no sitio Sanharol. Pegaram um Jeep e foram levando com eles, Zé de Lula Goteira, um moreno engraçado que por algumas bicadas de cana animava o ambiente.

Na volta, quando passavam na curva de João do Sapo, o jeep capotou e só quem se machucou foi exatamente o Zé, que fraturou um braço. Os colegas viajaram para Recife e Fortaleza onde estudavam e por conta disso Zé sofreu muito. Basta ver que ele ficou com medo até de carro de mão.

Exatamente 30 anos depois, 1997, Zé estava na casa de Raimundo Bitu, no Sanharol, quando Gustavo Correia apareceu num opala indo para cidade. Como Gustavo vinha só e viu que o Zé ia para cidade ofereceu carona.

Zé rejeitou de pronto, dizendo que só ia mais tarde, mas Gustavo sentiu que ele estava com medo, e começou a argumentar dizendo que o sol estava quente e que o medo dele de carro era besteira porque não é todo dia que vira carro.

Depois dos argumentos Zé resolveu aceitar a carona. Entrou no carro desprezando o banco dianteiro e ficou de cócaras no banco traseiro, exatamente atrás do motorista com as duas mãos sobre o encosto do banco.

Quando passavam na curva de João do Sapo, Gustavo colocou o braço esquerdo sobre a porta deixando a mão de fora do carro para descansar. Nesse momento Zé de Lula gritou: " Ei moi de chifre! Pode guiar cás duas mão" que se vier chuva eu aviso.

MV

sábado, 14 de julho de 2018

“Laurita Vaz brilhou nos autos” - Por O Antagonista.


Em sua coluna no Globo, Míriam Leitão fala sobre as mulheres nos principais postos do Judiciário brasileiro.

Leia um trecho:

“Esta semana, uma delas, Laurita Vaz, brilhou nos autos.

A situação foi pacificada durante a semana graças à atuação de várias dessas mulheres do Judiciário, principalmente de Laurita Vaz. Na sexta-feira, neste jornal, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, escreveu que o país tem assistido ‘perplexo’ a cenas de ‘contradições entre decisões judiciais’. 

Ela explica que o ‘contraditório dá-se entre as partes’. E lembra um ponto central da nossa insegurança jurídica do momento. ‘Juiz que toma partido, juiz já não é’.

Contudo, as mulheres que estão nos postos de comando têm currículo e chegaram ao topo após fazerem uma carreira e não através de um pulo pela janela partidária. Isso é que unifica as trajetórias de Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal, 

Laurita Vaz no Superior Tribunal de Justiça, Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República, Grace Mendonça na Advocacia-Geral da União, e Rosa Weber que assumirá em um mês o Tribunal Superior Eleitoral na mais difícil das eleições presidenciais que o Brasil já teve desde a redemocratização”.