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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Temer prefere que STF aponte relator - PorJosias de Souza.

Michel Temer disse a auxiliares que prefere que o próprio Supremo Tribunal Federal escolha, em procedimento interno, o substituto de Teori Zavascki na função de relator dos processos relacionados à Lava Jato. 

O blog apurou que o presidente cogita inclusive aguardar por uma definição da Suprema Corte para, só então, indicar um nome para ocupar a vaga aberta com a morte de Teori.

Sondados informalmente por auxiliares de Temer, ministros do Supremo sinalizaram que a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, tende a recorrer ao regimento interno para promover a “redistribuição” dos processos da Lava Jato. Assim, a relatoria seria transferida para um dos atuais ministros do tribunal, sem aguardar pelo indicado de Temer.

Em privado, Temer considerou que essa seria a melhor solução também para o governo. A preocupação do presidente é evitar que prospere a especulação segundo a qual ele poderia converter a substituição de Teori numa oportunidade para prejudicar o andamento das investigações da Lava Jato.

Há em Brasília um consenso quanto à inevitabilidade do atraso na tramitação da Lava Jato. Nenhum outro ministro conhece os meandros do caso como Teori, que estava debruçado sobre os autos havia dois anos. E Temer, mencionado nas delações da Odebrecht, não quer que seu governo seja responsabilizado por eventuais percalços do processo.

A sabedoria da Imperatriz Teresa Cristina



Nascida em Nápoles-Itália, em 14 de março de 1822, no berço da família Bourbon, Teresa Cristina chegou ao Brasil em 1843, com 21 anos. O casamento com D. Pedro II ocorrera por procuração, em 30 de maio daquele ano, na Real Capela Palatina, em Nápoles.

Em vida, ela foi chamada de “A mãe dos brasileiros”. Quase um século depois de sua morte, em 1998, ela foi homenageada com uma exposição no Museu Imperial de Petrópolis, e então tratada como “A imperatriz silenciosa”. Que segredo repousaria sob essa trajetória – de símbolo materno nacional a vulto enigmático – e que envolveria a figura de Dona Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II (1825-1891), a terceira imperatriz do Brasil?

 Para que a aureola de sua esposa não fosse trocada pela coroa de espinhos, o Imperador Dom Pedro II aconselhou-a, com prudência e sabedoria, a limitar-se à sua dupla missão de esposa e mãe, e que nunca atendesse a pedidos de favores de quem quer que fosse, pois para cada pretendente servido haveria dúzias e centenas de pretensões malogradas.
A Imperatriz Dona Teresa Cristina assim o fez. Sempre que se atreviam a importuná-la com pedidos, dizia:
– Isso é lá com o Imperador.
........
Uma curiosidade: O nome da capital do Piauí, Teresina, é uma homenagem a Imperatriz Teresa Cristina. Ela teria intermediado junto ao Imperador Dom Pedro II, a ideia de mudança da capital da cidade de Oeiras, localizada no alto sertão e sempre assolada por secas periódicas, para outra cidade a ser construída ao lado do Rio Poti. Teresina é o início do nome TERESa, com o final de CristINA. Teresina foi a primeira cidade planejada que foi construída no Brasil.
Teresina, capital do Piauí

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier
 (postado por Armando Lopes Rafael)
             

Visite e conheça em Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. Um produto da mais fina qualidade e especial paladar.

02 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais

Coronel Filemon Teles.

O coronel Filemon Fernandes Teles foi prefeito  de Crato, deputado estadual por varias legislaturas e presidente da Assembleia Legislativa do Ceará.  

Quando estava  presidente da Assembleia participando de uma reunião das Assembleias do nordeste, um colega seu da Paraíba lhe pediu  um obsequio:

Deputado, um conterrâneo meu de  Conceição do Piancó fez umas estripulias por lá e  está  precisando se ausentar  por uns tempos. Gostaria que o nobre amigo desse uma  ajuda pra ele em Crato.

Passado algum tempo, noutro encontro o deputado paraibano  perguntou ao Filemon : Como foi, o rapaz lhe procurou?

Procurou e está tudo certo, está trabalhando, é  por demais responsável e cumpridor dos seus deveres e de suas obrigações.

E como  você conseguiu tudo isso?  Ora, eu fui no cartório e tirei uma certidão de óbito : Aquele homem morreu. Depois fui no mesmo cartório e tirei uma certidão de nascimento,  surgiu um novo homem.

E a viúva?

A viúva se casou com o homem novo.

01 - PRECIOSIDADES DA POLÍTICA VARZEALEGRENSE- POR ANTÔNIO MORAIS


Politica, paixão, trica, futrica, aposta. Nada melhor do que uma eleição, e, numa cidade  onde a paixão domina as decisões de sua gente - o que dizer.

Conheço muitas tricas, futricas e emboanças da politica de minha terra.  Conheço as glórias e as decepções tanto de um lado como do outro. Mas, quero  me referi a eleição de 1982.

Chico Piau tomava partido  da campanha do Dr. Iram Costa. Foi um grande colaborador. Nada melhor para dar confiança ao eleitor que uma boa aposta. Chico Piau saiu apostando com quem  aceitasse proposta. Dr. Iram  venceu a eleição e Chico Piau ganhou todas.

Uma delas, uma importância em dinheiro contra uma vaca de José Branquinho do sitio Atoleiro.  Na Alvorada do dia seguinte a apuração, quando Zé Branquinho saiu para tirar o leite Chico já estava na porteira do curral e, não permitiu a ordenha.

Foi a primeira  desfeita, a seguir Chico Piau mandou botar uma careta na vaca, e, na frente  da careta tinha um retrato  do candidato derrotado.
Noutra aposta, desta feita, com Raimundo do Chico, um valor qualquer em dinheiro contra uma banca de venda de revistas, livros e outros similares, localizada na Praça dos motoristas.

Cedo, Chico Piau recebeu a chave do ex-proprietário e, no primeiro ato, jogou dentro uma  bomba adquirida em Lavras de Mangabeira feita por um fogueteiro caprichoso que foi caco da banca pra todo lado.

Da Banca nada sobrou. Pior que os prejuízos foram as chateações, reclamavam os perdedores.

Morte de Teori provocará atrasos na Lava Jato - Por Josias de Sousa.

A notícia de que o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, estava a bordo de um avião que caiu no mar de Paraty, no Rio de Janeiro, causou enorme impacto em Brasília. 

Quando o filho do ministro, Francisco Zavascki, confirmou a morte do pai numa rede social, houve um misto de consternação e preocupação. Relator da Lava Jato no Supremo, Teori se preparava para homologar os acordos de colaboração de 77 delatores da Lava Jato. Faria isso em fevereiro. A primeira consequência prática é o atraso na tramitação desse processo.

Este atraso pode ser maior ou menor. Depende da forma como o Supremo vai lidar com o problema. Em condições normais, o Supremo aguardaria a indicação de um novo ministro para o Supremo pelo presidente Michel Temer. O escolhido, depois de sabatinado e aprovado pelo Senado, herdaria todos os processos de Teori, inclusive os da Lava Jato. Mas a Lava Jato não é um processo trivial. E o Supremo pode optar por escolher entre os seus integantes um novo relator. Essa escolha ocorreria por soteio.

O teor das delações da Odebrecht não recomenda a alternativa de aguardar para que Temer indique o substituto de Teori. Ponto alto da Lava Jato, os depoimentos da turma da empreiteira mencionam a fina flor da política. Citam Lula, Dilma, Renan Calherios, Rodrigo Maia, José Serra, Aécio Neves, o próprio Temer e alguns de seus principais auxiliares. Não faz sentido que potenciais investigados ganhem o poder de retardar o processo.

Assim, se prevalecer o bom senso, Cármen Lúcia, a presidente do Supremo, se entenderá com seus colegas para escolher, entre eles, um novo relator para a Lava Jato

01 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Personalidades prestimosas do Crato: Humberto Macário de Brito, Almir Carvalho e Derval Peixoto.


Permitam-me contar uma preciosidade atribuída ao Deputado Estadual cratense Derval Peixoto nas épocas em que a representatividade era avaliada pela atuação politica. Hoje basta ser esperto.

Sustenta a historia que o Senador Wilson Gonçalves estando em Crato o Hermes Lucas soltava três duzias de foguetões avisando aos amigos e correligionários, que, apinhavam a casa do senador.

Certa feita, Maildes Rodovalho, um escudeiro fiel, o mais autentico gogó, passava de xoto pela Praça Siqueira Campos na direção da casa da rua Barbara de Alencar, onde hoje fica o Hotel Vila Real, à época, residencia do sogro do Senador Wilson.

O deputado Derval Peixoto com um jornal na mão chamou o Maildes e disse: Veja o que o jornal fala do teu senador. Esta informando que o Papa o excomungou! Leia aí! Maildes era meio mobral e respondeu: leia você mesmo.

Então, o Derval Peixoto aproveitou,  lascou a noticia a seu modo: "O papa excomungou o Senador Wilson Gonçalves porque ele é maçom e corrupto, a excomunhão é extensiva também aos seus eleitores".

Maildes coçou a cabeça, andou dois passos pra diante, dois pra trás e falou a todo pulmão: “Papa fresco”.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Cármen Lúcia: "Um rumo do qual não nos desviaremos"


A nota de Cármen Lúcia:

"A consternação tomou conta do Supremo Tribunal Federal, neste 19 de janeiro, com a notícia da morte de um dos mais brilhantes juízes que ajudaram a construir a história deste Tribunal e do País. O ministro Teori Zavaski representa um dos pontos altos na história da nossa Justiça. O seu trabalho permanecerá para sempre, e a sua presença e o seu exemplo ficarão como um rumo do qual não nos desviaremos, cientes de que as pessoas morrem, suas obras e seus exemplos, não.

A morte põe fim a uma Vida, mas não acabam a amizade, a convivência nobre, gentil e fecunda do amigo dos amigos. Nem a generosidade com todos que caracterizava o ministro Teori Zavaski.

O sentimento de dor e de saudade servirá de permanente lembrança para os compromissos que marcaram a vida do ministro, uma responsabilidade nossa, a fim de nos perseverarmos, também em sua homenagem, na mesma trilha.

O STF solidariza-se com a família do ministro Teori Zavaski e agradece as manifestações de pesar recebidas pela sua morte."

O segredo de ser feliz - Por Antônio Morais



Antônio Alves, do Sanharol e Sá Zefa eram o casal  mais pobre da Ribeira do Machado. Bens materiais não tinham algum. No encantamento de uma alvorada, Sá Zefa disse: Antônio, não tem pó nem açúcar para eu fazer um cafezinho para você. 

Antônio se levantou da sua tipoia, foi até onde estava Sá Zefa, abraçou-a, beijou-a,  fizeram  amor e, se realizaram como homem e mulher. A seguir, Antônio foi comprar fiado uma quarta de café e outra de açúcar na mercearia próxima de sua casa.

Na mesma alvorada, uma vizinha abastada, rica, proprietária de terras, joias e boiadas dizia para a domestica: Eu tenho tudo que é  bens materiais, mas não sou feliz, não tenho o amor do meu marido: Ele ama outra!


Nota de pesar - Juiz Sérgio Moro.


Tive notícias do falecimento do Min. Teori Zavascki em acidente aéreo. Estou perplexo. Minhas condolências à família. 

O Min. Teori Zavascki foi um grande magistrado e um herói brasileiro. Exemplo para todos os juízes, promotores e advogados deste país. 

Sem ele, não teria havido a Operação Lavajato. Espero que seu legado, de serenidade, seriedade e firmeza na aplicação da lei, independente dos interesses envolvidos, ainda que poderosos, não seja esquecido.

Morre Teori Zavascki - Veja


Ele deve ser velado no STF e será enterrado em Santa Catarina

Confirmado pelo Corpo de Bombeiros: o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki faleceu vítima do acidente aéreo em Paraty, no litoral sul do Rio. Ele deve ser velado no STF e será enterrado em Santa Catarina.

Teori estava a bordo do avião modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM pertencente a Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, em São Paulo e no Rio. A aeronave tem capacidade para oito pessoas. 

Faleceu Luiz de Zé Preto - Por Antônio Morais.

Há poucos anos Várzea-Alegre foi considerada e agraciada com o título de cidade mais alegre e feliz do Brasil. 

A Rede Globo de Televisão dedicou um programa na disseminação  do honroso fato.

Um dos personagens  que contribuiu com o recebimento da comenda com  entrevistas foi o senhor Luiz Preto. 

Componente há mais de cinco décadas da banda de música local, homem  calmo, trabalhador, honrado e bem feitor.

Contribuiu  do seu modo com a história de nossa cidade. Era alegre, simples, distinto  e muito querido.

Sua passagem para  o andar de cima deixa a cidade  um pouco triste e com uma  lacuna enorme na moral, ética e bons costumes.  

Sinceros votos de pesar aos familiares.

Abraçando o amigo Magalhães - Por Antônio Morais.

Não conhecia o meu parente, camarada e amigo virtual Magalhães Pereira Sales. 

No último Domingo o conheci pessoalmente. Uma figura de pessoa. Alegre bem humorado, levamos um lero muito bom sobre a verve varzealegrense. 

Nossos ascendentes são  descendentes de José Raimundo do Sanharol e consequentemente de Papai Raimundo.

Depois de algumas doses de wiski o amigo resolveu  tomar um banho de piscina.  A dificuldade foi encontra um sunga que coubesse o homem. 

Finalmente depois de testa  uns dez teve um  que  serviu na  marra, muito apertado.

Quando pulou  na água a piscina lavou por cima pareceria  uma enchente do Riacho do Machado.  

Fiquei muito feliz em saber  que é filho do Pedro de Salgueiro, meu amigo, parente e parceiro  nos campos de futebol  do Sanharol nos tempos de menino.


CARTA ABERTA AOS EXMOS SENHORES MINISTROS DO STF - General Torres de Melo.

Estou escrevendo para o mundo, pois tenho certeza que não serei lido por Vossas Excelências. Sou apenas um cidadão e não uma autoridade, logo sem muito valor.

Fiquei atônito, pasmado quando vi na TV o Ex. Sr. Ministro Marco Aurélio perguntar ao jornalista se ele acreditava no STF e ele sem pestanejar respondeu: NÃO.

Durante toda a minha vida fui educado a acreditar no STF, que para mim era e é a última salvação do País, pois um STF desacreditado, é a morte da Nação.

Como sou muito idoso, só agora estou vendo Ministro do STF dando, quase que diariamente, entrevista. É a vulgarização do cargo. Ministro do STF tem como obrigação primeira manter a majestade do cargo.

Vi todas as crises. Nunca tinha visto se falar tanto em segredo de JUSTIÇA. Ladrão pequeno, bandido reles são mostrados nas TV, jornais e rádio e até procuram esconder a cara. Ladrão grande, de bilhões de reais, desculpem Ex. Sr. Ministros, de bilhões de dólares, são guardados com cuidado, pois roubaram a Nação. Segredo de Justiça para quem rouba o acervo do Palácio? Penso que é injustiça. Quem rouba o QUERIDO BRASIL deveria ser logo preso. Se funcionário público ainda mais cadeia.

Por que tanta demora em julgar os que são possuidores de fórum privilegiado? Alguns com vários processos ainda continuam dando palpite na vida nacional, quando a cadeia é pouca. Na China homem público roubou é processado e se culpado condenado a morte. Na Islândia acusado pede demissão. No Japão se suicida. Aqui, no velho Brasil de guerra, alguns voltam para casa, outros para casa com tornozeleira eletrônica e com direito a mil e uma apelações e os pobres desempregados por causa de ladrões de colarinho branco, cortando o leite dos filhos. Quando o Jornalista afirmou que não acreditava no STF o Ministro Marco Aurélio ficou parado. O rosto impassível. Parecia aquele rosto de uma senhora com a mão aberta no rosto, lábios ligeiramente abertos e com os olhos arregalados quando os alemães fizeram o quinto gol na copa do mundo.

Eu, também, pois deixar de acreditar na justiça brasileira é o fim do mundo. O Ministro Teori Zavascki (Teori Albino Zavascki), preocupado com o cumprimento da lei, que é um mérito, não gostou que fosse dado conhecimento a determinados telefonemas gravados, pois a lei não permite. E roubar o País não é pior? Por que não julga os poderosos acusados no LAVA JATO? Não deveriam já se encontrar presos? 

Gostaria de saber se os senhores ministros fossem roubados como foi o Brasil, se os ladrões que avançarem nos pertences de V. Ex. teriam direito ao tão falado segredo de Justiça?

Ao terminar, gostaria que o meu STF fosse intocável e que a Justiça fosse para todos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A capela de São Sebastião dos Currais – Por Armando Lopes Rafael

Quem percorre a estrada Barbalha-Arajara-Crato, em direção à última cidade, é surpreendido — cerca de cinco quilômetros, antes de chegar ao destino — quando avista, no lado direito, uma singela e respeitável capelinha, típica dos templos rurais de antanho. Trata-se da Capela de São Sebastião do sítio Currais, erguida para atestar, às gerações futuras, uma grande graça concedida por Deus, à população daquela localidade, na segunda metade do século XIX.

Corria o ano de 1862. Uma doença contagiosa e mortal, causada pelo vibrião colérico, se abateu, e dizimou considerável parcela da população sul cearense. O pânico se espalhou pelas cidades, povoados, fazendas e sítios do Vale do Cariri. Mas, naquele tempo, a fé do nosso povo, diferente de hoje, era patente. As pessoas tinham o costume de se voltar para Deus, nas grandes dificuldades coletivas. Isso ocorria nas freqüentes crises climáticas e nas epidemias. Estas mais raras.

Damos a palavra ao historiador Irineu Pinheiro que fez menção deste fato no seu livro “O Cariri”, página 245:

“Em 1862 prometeu o major Felipe Teles Mendonça erigir uma capela em seu sítio Currais, a uma légua do Crato, dedicada a S. Sebastião, se não morresse de cólera-morbo nenhum dos membros de sua família ou de seus moradores. Naquela época a epidemia do mal asiático abateu milhares de pessoas em todo o Ceará. Nada sofreram o major Felipe e os de sua casa e sítio. Em 12 de outubro de 1863, para cumprir o seu voto, pediu ao Bispo D. Luiz Antônio dos Santos licença para edificar a igrejinha, licença que lhe foi dada no dia 13 do mesmo mês e ano, depois de informação favorável do vigário Joaquim Aires do Nascimento. Mas só em 1888, após ter o segundo Bispo do Ceará, D. Joaquim José Vieira, confirmado a graça concedida por D. Luiz, foi erguida a capelinha e benzida pelo vigário do Crato, Antônio Fernandes da Silva”. 

O estado atual da Capela dos Currais
Após a sua construção, a Capela de São Sebastião dos Currais foi conservada com zelo. Os habitantes da redondeza procuravam o singelo templo para louvar, agradecer e fazer seus pedidos a Deus. Com a morte do major Felipe Teles de Mendonça a administração da capela foi passando a sucessivos herdeiros. Segundo informações colhidas junto a pessoas do sítio Currais, a igrejinha foi cuidada até alguns anos atrás, enquanto esteve sob a guarda do Cel. Filemon Teles e de dona Fernandina Teles. Com a morte deles o estado atual da capelinha não é animador.

Não existe bancada para os fiéis. O portão de acesso e as portas do templo, estragadas pela ação do tempo, ao longo dos anos, precisam ser substituídas. O mau cheiro dos dejetos de morcegos que ali mourejam é insuportável. Enfim, uma profunda restauração precisa ser feita na capela, com orientação de técnicos especializados na conservação do nosso patrimônio arquitetônico.

             

São Sebastião – por Dom Fernando Arêas Rifan (*)


           Amanhã, dia 20, celebraremos a solenidade do glorioso mártir São Sebastião, santo muito venerado também no Brasil.  Ele nasceu em Narbona, uma cidade ao Sul da França, no século III. Era filho de uma família ilustre. Ficou órfão do pai ainda menino, e então, foi levado para Milão por sua mãe, onde passou os primeiros anos da infância e juventude.

            A mãe educou-o com esmero e muito zelo. Ele ingressou no exército imperial, e, por sua cultura e grande capacidade atingiu os mais altos graus da hierarquia militar, chegando a ocupar o posto de Comandante do Primeiro Tribunal da Guarda Pretoriana durante o reinado de Diocleciano, um dos mais severos imperadores romanos, perseguidor dos cristãos.

           Foi denunciado ao Imperador como sendo cristão. Mesmo sendo um bom soldado romano, suas atitudes demonstravam sua fé cristã, e, diante de todos, confessou bravamente sua convicção. Foi acusado, então, de traição. Na época, o imperador tinha abolido os direitos civis dos cristãos. Por não aceitar renunciar a Cristo, São Sebastião foi condenado à morte, sendo amarrado a um tronco de árvore e flechado. Porém, não morreu ali. Foi encontrado vivo por uma mulher cristã piedosa que tinha vindo buscar o seu corpo. Diante do ocorrido, recuperada a saúde, apresentou-se diante do Imperador e reafirmou sua convicção cristã. E nova sentença de morte veio sobre ele: foi condenado ao martírio no Circo. Sebastião foi executado, então, com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte e jogado nos esgotos perto do Arco de Constantino. Era 20 de janeiro.

            Seu corpo foi resgatado e levado para as catacumbas romanas com grande honra e piedade. Sua fama se espalhou rapidamente. Suas relíquias repousam sobre a Basílica de São Sebastião, na via Apia, em Roma. O Papa Caio escolheu-o como defensor da Igreja e da fé.

           Nesses tempos de grande negação da fé e de valores espirituais e religiosos, humanos e sociais, São Sebastião torna-se um grande modelo de ajuda para nós hoje, principalmente aos jovens, envoltos em grande confusão moral e espiritual. Ele é um sinal de fidelidade a Cristo mesmo com as pressões contrárias. Dessa forma, ele continua anunciando Jesus Cristo, por quem viveu, até os dias de hoje. Ele nos ensina a não desanimarmos com as flechadas que recebemos e a continuarmos firmes na fé.

          Um mártir não deve ser um estranho para nós. Ainda em pleno século XXI encontramos irmãos e irmãs nossas que são mortos em tantos países, outros têm ainda seus direitos civis cassados por serem cristãos, outros são condenados à prisão ou à morte por aderirem ao Cristianismo, e ainda são expulsos de suas cidades e suas igrejas queimadas. Além disso, muitos são martirizados em sua fama, em sua honra e tantas outras maneiras modernas de “matar” pessoas por causa da fé ou de suas convicções cristãs.

(*) Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
                                                                                                                                     

O Velho Diabetico - Por Antônio Morais


Desaconselhável para menores de 20 anos.

No meio de uma viagem, a aeromoça pergunta a um passageiro da 1ªclasse: O senhor aceita um docinho? Muito obrigado, eu sou diabético. Que tal um suco de laranja? Não, laranja tem açúcar e eu sou diabético. Depois de ter oferecido tudo e ele nada aceitar ela avacalha: E o que o senhor acha de uma pinga? Ele, sacando que ela estava curtindo com sua cara, respondeu: "Não, pinga vem da cana, cana tem açúcar e eu sou diabético.”Sendo assim, de que forma eu poderia atendê-lo para o senhor sair satisfeito de nosso vôo? Ele se ergue e fala no ouvido dela: Eu quero seu rabo. Ela, com a maior cara de espanto, responde: "Mas o senhor é um velho muito atrevido, safado, vou contar ao comandante e ele tomará uma atitude!

”Ela foi na cabine de comando e reclamou: Comandante, aquele senhor da poltrona 2 disse que queria meu rabo! E eu fui gentil com ele, ofereci-lhe tudo que havia para comer. E agora, o que faremos com aquele velho safado? Bom, eu sugiro que você volte lá e dê seu rabo, afinal ele é o presidente desta companhia, é genioso e nosso emprego está em suas mãos, ou, melhor dizendo, no seu rabo. E tanto o comandante como o co-piloto gritaram: "Confiamos em você! ”Ela voltou cabisbaixa e disse para o velho: Senhor, vamos lá profundo do avião que eu lhe darei o que me pediu. E ele respondeu-lhe: Agora eu não quero mais. Como? Eu faço questão de dar....Agora é tarde. Você fez cú doce e eu sou diabético.

Cid Gomes apavorado com temor de ser preso após divulgação da delação da Odebrecht - Ceará News7.

Investigadores da Lava Jato devem divulgar documentos na primeira quinzena de fevereiro.

Cid Gomes apavorado com temor de ser preso após divulgação da delação da Odebrecht

A carreira política do ex-governador Cid Gomes (PDT) pode não sobreviver a 2017. 

Após virar, nas primeiras semanas do ano, réu na Justiça Federal pelos empréstimos irregulares tomados junto ao Banco do Nordeste (BNB), o nome do pedetista estará entre os citados na delação da empreiteira e passará de vez a figurar na mira da Lava Jato e Cid corre o risco de ser preso.

O ex-ministro da Educação foi citado na planilha da propina da empreiteira sob o codinome "O Falso", ao lado da soma de R$ 200 mil. O cenário ainda pode piorar para o ex-governador. A Camargo Corrêa decidiu seguir o caminho da Odebrecht e fazer nova delação, citando, entre outras obras, a construção da nova avenida Beira Mar. A empreiteira ainda está ligada às obras do Metro de Fortaleza.

Réu na Justiça Federal, as denúncias contra Cid devem jogar pá de cal sobre os planos políticos do cearense de concorrer ao Senado em 2018, e acabar com o sonho do irmão Ciro Gomes (PDT) como candidato à presidência.

A mídia - Por Antônio Morais

Eu não tenho predileção por politico algum. 

Politico bom é aquele que une o povo em defesa do que  de melhor possa haver para o interesse da comunidade. 

Não Conheço o senhor  Laece Oliveira, vi uma vez na inauguração da Clinica São Raimundo.

Pelos escritos vejo uma criatura tendenciosa. Durante a campanha até um cego o via como defensor do candidato  do Vanvan.

Na sua ultima postagem, ele mostrou  a situação do  bairro Varjota. A buraqueira, o lamaçal, um verdadeiro desleixo. Porém, aplaudia a oposição que  fiscalizava  o despropério e falta de compromisso  da administração. 

Dava a entender que o responsável por aquela irresponsabilidade eram os 17 dias  do José Hélder.  Na verdade o que a oposição estava  vendo  nada mais era que   a resultante  da administração do ex-prefeito que ela apoia e defende.

Fica de olho povo. Acorda. Não se permita ser trouxa.

Natal-Brasília, sem conexão! - Por Ricardo Noblat

No mundo real, as autoridades de segurança pública do Rio Grande do Norte temem que ocorra a qualquer momento uma nova chacina na penitenciária de Alcaçuz, onde no último fim de semana pelo menos 26 detentos foram mortos e decapitados.

No mundo irreal, o governo do presidente Michel Temer faz de conta que tem um Plano Nacional de Segurança, que não passa de um arremedo, enquanto os governos estaduais fingem colaborar com ele quando seu único interesse é arrancar mais dinheiro da União.

Pelo terceiro dia consecutivo, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), disse que Alcaçuz, a maior penitenciária do seu Estado, está sob controle. E novamente mentiu. A não ser que ele tenha querido dizer que está sob o controle dos presos.

O Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do Brasil, perdeu dezenas dos seus membros assassinados e esquartejados em Manaus na primeira semana de janeiro. A Família do Norte (FDN), facção amazonense, venceu a parada – por ora.

Então o PCC resolveu vingar-se matando em Alcaçuz seus desafetos da facção chamada Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte. Ninguém dormiu em paz, de ontem para hoje, em Alcaçuz. Presos do PCC e do Sindicato se mantiveram entrincheirados à espera do pior.

Um batalhão da tropa de choque da Polícia Militar permaneceu à porta do presídio sem ousar entrar. O governador não quer promover “um novo Carandiru”, a matança que ficou famosa em São Paulo de mais de 111 presos assassinados pela polícia à queima roupa em 1992.

Para atender a pedidos de ajuda de governadores do Norte e do Nordeste em pânico com o que ainda possa acontecer, Temer anunciou que dará permissão às Forças Armadas para agir durante um ano em “todos os estabelecimentos prisionais brasileiros”.

Os militares buscarão por “armas, aparelhos de telefonia móvel, drogas e outros materiais ilícitos ou proibidos” em vistorias que pegarão os detentos de surpresa. “Não podemos permitir que o crime vença e o crime não vencerá”, garantiu Raul Jungmann, ministro da Defesa.

Quer-se dar a impressão que as Forças Armadas intervirão para valer no combate ao crime. Mas seu papel não é esse. E para isso elas não foram treinadas. O próprio Jungmnann repetiu recentemente que o uso de militares para policiar as ruas “só serve para dar férias aos bandidos”.

Uma vez que os militares voltam aos quartéis, os bandidos retomam suas atividades. “Não haverá interação com os presos”, apressou-se logo a dizer o ministro, ontem. A tarefa continuará a cabo da polícia e dos agentes penitenciários. Aos militares caberá apenas a varredura dos presídios.

Vida atribulada que segue.

A cruzada da mídia contra o gestor que quis ser político - Por Renata Barreto


Faz apenas 17 dias que João Dória assumiu a prefeitura de São Paulo. Nesse meio tempo, as manchetes dos mais diversos canais de mídia tentam, a todo custo, achar algo para desqualificá-lo, principalmente usando o fato de ele ser um empresário dono de um patrimônio de aproximadamente R$180 milhões. 

Jornalistas que deveriam, eticamente, informar seus leitores, estão numa briga de foice com a prefeitura. É claro que é importante e crucial criticar as ações de políticos (de todos os políticos, por sinal), a mídia é feita para isso mesmo, mas até que ponto a ideologia de alguns pode fazê-los sucumbir a falta de ética e manipulação de informação?

João Dória é, como todos sabem, um empresário bem-sucedido que resolveu se aventurar na política. Segundo ele, estava cansado de ver as coisas malfeitas e bancou do seu próprio bolso praticamente toda a campanha. 

Eu, que não sou fã de político nenhum e sempre desconfio de tudo, confesso que achei a atitude muito boa para ser verdade. Se fosse eu, com toda essa grana no bolso, estava provavelmente tomando um mojito nas Ilhas Seychelles em vez de arrumar um abacaxi deste tamanho. 

Além disso, não gosto do partido pelo qual ele se candidatou, o PSDB, coisa que nem preciso justificar os motivos aqui porque todo mundo que é minimamente consciente, sabe que além de uma péssima oposição no âmbito federal, foram alvos de diversos escândalos e são como um PT arrumadinho. 

Diante das opções que tínhamos, entretanto, achei que era a melhor votar num empresário que dizia que não queria ser político, mas gestor, do que manter Fernando Haddad. 

Ciclovias e mobilidade urbana são muito legais e bem-vindas, mas a cidade precisa de muito mais do que isso. Mesmo assim, a mídia vivia um caso de amor com Haddad.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Um retrato da falência do sistema penitenciário - Por Ricardo Noblat

A foto de Andressa Anholete, da Agência France Press, é um retrato perfeito e acabado da falência do sistema carcerário brasileiro. Um preso de calção e desarmado barra a entrada na penitenciária de Alcaçuz, na Região Metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte, da tropa pesadamente armada e bem treinada do Batalhão de Operações Especial da Polícia Militar.

Como um preso sozinho pôde realizar tal façanha? Muito simples. Porque atrás dele e fora do ângulo de registro da foto estava a penitenciária ocupada por quem de fato a controla – centenas de outros presos que no último fim de semana se rebelaram, mataram e degolaram 26 colegas. O governo estadual havia anunciado que Alcaçuz fora retomada. Mentira.

Os presos concordaram em entregar cinco deles, transferidos para outros presídios, e por enquanto foi só. Está prevista para hoje uma nova tentativa de entrada de policiais no presídio com o emprego também de agentes da Força Nacional. O governo requisitou um helicóptero para dar cobertura à ação. Desde setembro do ano passado, 116 militares da Força Nacional patrulham as ruas de Natal.

A repórter Aura Mazda conta em O GLOBO, que o Estado começou a perder o domínio sobre as penitenciárias do Rio Grande do Norte quando presos de 16 unidades, em março de 2015, promoveram ali uma grande quebradeira em protesto contra as precárias condições em que viviam. Desde então tudo que foi quebrado permanece quebrado.

Alcaçuz é a maior penitenciária. Abriga 1.140 presos, o dobro de sua capacidade. Seu interior foi novamente destruído em outubro último quando ela serviu de palco de uma nova rebelião. Somente sete agentes atuam em esquema de plantão. O governo finge que manda ali. Mandam os presos que circulam livremente e que atendem às ordens de várias facções de âmbito local ou nacional.

“O estado pode fazer o discurso que quiser, mas ele sabe que não controla o sistema penitenciário”, denuncia Henrique Baltazar Vilar dos Santos, juiz titular da Vara de Execuções Penais de Natal. “A maioria dos presídios do estado é dominada por organizações criminosas há quase uma década. Essas pessoas mandam e desmandam, fazem o que querem e como querem”.

Segundo ele, “quando entram as façcões, os presos perdem a humanidade. A facção passa a controlar a forma de pensar, e eles viram selvagens. O estado não cumpriu suas obrigações, e os presos enxergam na facção uma maneira de ganhar dinheiro e profissionalizar o crime”. Não há política pública que funcione em presídios superpovoados, acredita o juiz.

O presidente Michel Temer anunciou, ontem, que unificará a ação de todos os órgãos de inteligência no combate ao crime organizado. São 37 órgãos. Sempre que há rebeliões com mortes em presídios – e somente este ano 142 presos já foram mortos – o presidente de plantão repete a mesma promessa. Temer acenou também com a construção de cinco novos presídios federais no prazo de um ano.

São medidas paliativas, não passam disso. O buraco é bem mais embaixo. A maioria dos brasileiros está pouco ligando para o que acontece nas prisões. E enquanto tal mentalidade não mudar, pouco ou nada mudará.

A sabedoria do pensador do Sanharol - Por Antônio Morais.

João Alves de Menezes, João do Sapo  do Sanharol e sua primeira esposa  Dona Soledade Batista de Menezes.

O mundo está empolvorosa, os países amigos estão se desintegrando, os povos estão pondo fim  a mais bonita de suas virtudes - A liberdade.

Dizia o grande pensador e filósofo do Sanharol, João do Sapo, foto ao lado que tudo precisa ter limites. Há gente que não sabe ter liberdade, quando se dá a mão ela já exige o pé. 

Na verdade, o que temos, hoje em dia, é um conjunto de governantes frouxos, bananas, medrosos e permissivos. Então, os meninos traquinas confundem liberdade com desordem e aproveitam. 

Querem ver se estou certo prestem bem atenção como vai ficar difícil para os terrorista brincarem de toca na América do Norte depois que o Trump, este doido que venceu a eleição, assumir o comando do país. 

O Brasil é um grande exemplo de desordem. Aqueles que reclamavam a falta de liberdade anos atrás, conseguiram-na com fartura, com sobra, até chegaram ao puder e hoje estão saindo dos gabinetes palacianos para o xadrez.

Merecidamente, com distinção e louvor.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

INIQUIDADE - POR ANTÔNIO MORAIS


INIQUIDADE.

Tornar normal o que é pecado, não sentir culpa pelo pecado cometido, de tanto uma pessoa cometer o mesmo pecado ou coisa errada, não se arrepender pois já acha o que fez absolutamente normal.

SINÔNIMO.

Maldade, injustiça, crueldade, mal, arbitrariedade, abuso, capricho, despotismo, crime, agravo, culpa, delito, erro, falta, ofensa, pecado, culpabilidade, solecismo, transgressão, parcialidade, tirania, barbaridade. falseta, fereza, judiação, malefício, malícia, malignidade, malvadez, nequícia, peçonha, perversidade, pravidade, ruindade, conjunto de vício, maledicência, rebeldia, negligência, safadeza, logro, trapaça, transgreção, injusto.

BRASIL.

Brasil  do PT, do Lula e da Dilma, dos sócios sucedâneos.  Brasil da iniquidade.  Um escândalo da magnitude  da Petrobras não abala o pecador, nem batem a passarinha, nem oferecem  desculpas, já não precisam dizer: Estamos indignados. 

E, o povo continua aplaudindo, defendendo, talvez  por ser doente mental ou cúmplice.

O país da gambiarra - Por Mary Zaidan.

Mary Zaidan.

Desde a carnificina no presídio de Manaus, seguida pela matança em Boa Vista, especialistas na questão penitenciária são unânimes em criticar a ausência de planejamento para o setor. Nada de novo. O Brasil não tem plano nem para o sistema prisional nem para coisa alguma. É e sempre foi o país das gambiarras, dos remendos.

Mais de 100 mortes depois, o que se vê agora são medidas requentadas, muitas delas acertadas, mas que não precisariam ser emergenciais tivessem sido cumpridas em urgências anteriores e se tornado práticas permanentes.

Um exemplo é o esforço concentrado reivindicado pela presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, para que os Tribunais de Justiça dos estados acelerem o exame dos processos de presos, muitos deles sem julgamento ou com pena já cumprida. Em 2008/2009, o Mutirão Carcerário do Conselho Nacional de Justiça fez exatamente isso, libertando 45 mil presos. Não se sabe por que parou.

Como não são absorvidos como políticas de Estado, programas desse tipo, por mais bem intencionados, não prosseguem. E têm de ser reinventados quando as crises anunciadas explodem.

Outros, como a construção de novos presídios, são apenas mais do mesmo, já se sabendo, de antemão, que não têm o condão de resolver o problema.

O improviso não se limita à política carcerária. Está em todos os cantos, em todas as esferas de poder.

Em 2013, as megamanifestações de junho, inicialmente concentradas no congelamento das tarifas de ônibus urbanos, levaram a então presidente Dilma Rousseff a anunciar investimentos de R$ 50 milhões em mobilidade, com nada ou quase nada saindo do papel.

Dilma foi mais longe. Tirados sabe-se lá de onde, lançou cinco propostas inexequíveis, por ela apelidadas de pactos, sem dizer de quem com quem. Pacto pela responsabilidade fiscal, princípio para o qual o seu governo fazia pouco caso. Outro, pela saúde, incluía apenas a importação de médicos (a maioria cubanos) para solucionar as graves carências do SUS. O pacto pela Educação se limitava a dedicar 100% dos royaties do pré-sal à área, e o mais inusitado de todos, o da reforma política, viria por meio de uma Constituinte exclusiva.

Fora a desoneração na folha de pagamentos dos operadores de transporte urbano, nenhum dos demais pactos andou. Valeram apenas como marquetagem. Assim como várias obras do PAC, programa que se dizia revolucionário e empacou nas suas duas versões, lançadas com pompa e circunstância para satisfazer o calendário eleitoral.

A reforma política é a campeã nas gambiarras. Há décadas vem à tona como solução para todas as panes. Mas nunca ganha corpo. Só alguns remendos, a maior parte em benefício dos autores, aprofundando o abismo entre o eleitor e o eleito. Mexe-se no periférico - fundo partidário, tempo de propaganda no rádio e TV, prazo de desincompatibilização para ser candidato -, deixando de lado o essencial: sistema de votação, se proporcional, distrital ou misto, possibilidade de recall e voto facultativo.

Na área econômica não é diferente. O sistema tributário brasileiro é indecifrável. Sobre as costas do cidadão pesa uma das maiores cargas tributárias do planeta, embutida aqui e acolá. No final, ele não sabe o que paga, quanto paga e a quem paga.

A barafunda é tamanha que leis tributárias são criadas para corrigir erros de outras, sem que as anteriores sejam extintas. Um caso típico é a compensação dos Estados no caso de desoneração de ICMS. O Supremo teve de fixar prazo até o final deste ano para que o Congresso aprove a lei complementar prevista na Lei Kandir, de 1996, e que nunca foi feita.

O improviso, que nas artes se conecta com a criatividade, é, na política, fruto do desinteresse, da indiferença, do desdém - e da corrupção -, itens fartos no ambiente da coisa pública.

Predomina na educação, com políticas alteradas a bel prazer dos governantes da vez, seja na União, nos estados ou nos municípios. Nas obras de infraestrutura, na burocracia que atrasa e encarece a vida de muitos e enriquece alguns, na totalidade dos serviços que o Estado tem obrigação de colocar à disposição das pessoas.

O desprezo é de tal monta que a ausência de remédios ou médicos em postos de saúde é tida como natural, que soterramentos em épocas chuvosas são tratados como acidentes imprevisíveis, que esperar anos a fio faz parte da dinâmica de uma Justiça que sempre tarda, que homicídios têm de frequentar o cotidiano dos brasileiros.

Estão corretíssimos aqueles que reivindicam planejamento. Mas não só na questão carcerária, e sim na totalidade das áreas delegadas pela a sociedade à gerência do Estado. E há de se avançar além dos planos -- anunciados com espalhafato e poucas vezes executados --, sem o que se perpetua o império do descaso.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Candidatura de Lula é uma aposta no cinismo - Por Josias de Souza


Dentro de seis dias, o PT deve deflagrar uma cruzada por eleições diretas e lançar a re-re-recandidatura de Lula. Numa reunião do diretório nacional do partido, o pajé do petismo aceitará o sacrifício de retornar ao Planalto para salvar o país. Não é propriamente um projeto político. Trata-se de uma aposta no poder de sedução do cinismo.

Só há uma coisa pior do que o antipetismo primário. É o pró-petismo inocente, que engole todas as presunções de Lula a seu próprio respeito. Isso inclui aceitar a tese segundo a qual o xamã da tribo petista veio ao mundo para desempenhar uma missão que, por ser divina, é indiscutível.

Todos os líderes políticos cultivam a fantasia da excepcionalidade. Mas nunca antes na história desse país surgiu um personagem como Lula. Dotado de uma inédita ambição de personificar a moral, acha que sua noção de superioridade anistia os seus crimes. E avalia que seu destino evangelizador o dispensa de dar explicações.

Não é a hipocrisia de Lula que assusta. A hipocrisia pelo menos é uma estratégia compreensível para alguém que é réu em cinco inquéritos e convive com o risco real de ser preso. Melhor ir em cana fazendo pose de presidenciável perseguido do que amargando a fama de corrupto.

O que espanta é perceber que, em certos momentos, Lula parece acreditar de verdade que sua missão sublime no planeta lhe dá o direito de cometer atentados em série contra a inteligência alheia. Desprezadas a lógica e as evidências, sobram o cinismo e a licença dada por Lula a si mesmo para tratar os brasileiros como idiotas. Mesmo sabendo que já não encontra tanto material.

Buchada com rapadura - Mundim do Vale.


O doutor José Sávio Teixeira, exercia a função de médico na cidade de Cedro Ceará e passava os finais de semana em Várzea Alegre, onde às vezes atendia alguns amigos dos seus pais.

Em um desses finais de semana, ele estava na sala de casa com alguns amigos, quando chegou Chico Porfírio e Pedro Marcelino, trazendo Imaculada numa rede gritando de dor. Arriaram a rede na sala mesmo e pediram para que o doutor Sávio atendesse a doente. O bom médico cumprindo a sua promessa de formatura foi logo examinando a paciente ali mesmo. Sem se descuidar de colocar máscara cirúrgica e luvas, o médico deu uma rápida olhada, se dirigiu a Chico que era o esposo e perguntou:
Qual foi a alimentação dela ontem?
Cuma?
O que foi que ela comeu ontem?
Bom! Tirando daquela buchada cum rapadura, ela só cumeu mermo uma jaca, um quilo de tripa de poico e dois quilo de mudubim.

Enquanto isso Punduru que passava na calçada perguntou a Natércio: Ou seu Anastácio! Chiquim de Louzo butou um curtume im casa? Pela catinga eu acho que sim.

Dr. Sávio se dirigiu novamente a Chico e falou: Tudo indica de que se trata de uma superdosagem de cálcio no esôfago retilíneo, de ação neurovegetativa retardada, prolongando-se pelas paredes internas, gastando hidrogenagem e ramificando-se até a ponta do osso ilíaco.

Chico Porfírio perguntou: Doutor! Ainda qui má pregunte. Foi pru causa dessa dosa de cal no isôfo, qui Imaculada vei da Carrapateira inté aqui se cagando?

Pode jurar que foi. Mas ela vai ficar boa, eu vou prescrever um soro reidratante e bastante água de coco. Mas quando ela ficar boa, não deixe mais ela comer buchada com rapadura e nem tripa de porco com jaca.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Causos de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Raimundo Lucas, "Bidim", o grande poeta, de Várzea-Alegre, nasceu e se criou no Chico, localidade rural do município. 

Nos tempos de juventude amargou uma paixão condenada por uma prima conhecida por Maria. Paixão, quem não a teve.

Um dia, num terço para ver se havia um bom inverno, a sala empilhada de gente, Maria fez um movimento brusco, e, soltou um peido.

O poema a seguir, feito pelo Bidim no momento do acidente comprova o que digo sempre :

Quando se quer bem, o sovaco não fede, não tem mal halito nem se sente a inhaca do chulé.

Veja como Bidim declarou seu amor por Maria :

Eu estava ajoelhado,
Quando uma pobre moça.
Peidou com tanta força,
Que fiquei admirado.


O peido foi tão danado,
Que o vestido encheu.
De vergonha ela correu,
A pobrezinha tremendo.
Eu fiquei de cá dizendo,
Foi grande, mas não fedeu.

Contrastes de Varzea-Alegre - Por Antônio Morais

Açude Olho D’agua, rebatizado Luiz Otácilio Correia.

Na parte da frente o criadouro de peixes e a parte ao fundo a parede e a chaminé. Você já ouviu falar num açude com chaminé? Lá em nós tem, mesmo no centro, na parte mais funda, está lá majestosa.

O maior açude publico de Várzea-Alegre, construído nas imediações da sede do município, no Sitio São Vicente se tornou mais um contrates a ser somado as centenas já conhecidos.

O açude resolveu o problema crônico da falta de água na cidade, alem de atender a população na atuação de vazantes e irrigações. Foi deveras complicado a sua construção. Problemas de indenizações mal feitas, liminares na justiça para impedir a construção, mas finalmente o açude foi construído quase na marra, graças ao prestigio político de lideranças locais. Na bacia do açude existia uma das maiores cerâmicas da região, a Cerâmica Peri, que foi totalmente coberta pelas águas ficando de fora apenas alguns metros da chaminé.

Quem chega, hoje em dia, ao açude Deputado Luiz Otacílio Correia pode divisar mais um contraste: O mar d'água e bem no meio uma chaminé. Quem já ouviu falar uma chaminé num açude? Em Várzea-Alegre tem. Portanto mais um grande contraste.

Historias de varzealegrenses - Por Antônio Morais



Manuel Leandro Bezerra- Manuel de Antônio Leandro.

Vejam a que ponto chegou a degradação do meio ambiente. Manuel Leandro Bezerra, devo informar qual deles, porque são muitos, trata-se de um neto do Manuel Leandro Segundo e bisneto de Manuel Leandro Primeiro todos descendentes do José Raimundo do Sanharol.

Manuel estava no MSN com o irmão José Leandro que mora em São Paulo. Conversa vai, conversa vem. O irmão perguntou: Manuel, ainda tem muito peixe na Lagoa do Serrote? Manuel respondeu: A Lagoa do Serrote levaram para Bahia!

Como? Respondeu José :

Fizeram tijolo e telha e, levaram para Bahia.

É vero. Os proprietarios venderam a argila para uma cerâmica que a transformou e tijolo e telhas e vendeu para a Bahia. Da lagoa só as lembranças dos mais idosos.

Memórias de Várzea Alegre

Letra do Pe. Gonçalves, Vigário de Várzea Alegre

Fundado por Dom Fernando Panico (mais outra realização deste grande bispo), funciona na Cúria Diocesana de Crato, o  Departamento  Histórico Diocesano Pe. Antônio Gomes – DHDPG, que reúne o maior acervo documental  sobre a história da Diocese de Crato. Para quem tem face book, acessando o  face daquele Departamento poderá  ler um escrito do Pe. José Gonçalves (Vigário de Várzea Alegre), escrito em 1909, intitulado  "A missão presbiteral, seus desafios e consequências”.
Abaixo, foto do Padre Antônio Gomes, quando era jovem e uma foto da cidade de Crato,no início do século passado, que são   a logomarca do DHDPG, no face book. O Departamento  tem como diretor o Pe. Francisco Roserlândio de Sousa.

Em VEJA desta semana

“Caos da República”: Camargo Corrêa negocia "superdelação" que pode envolver 200 políticos
Segundo a matéria, as delações devem envolver cerca de 200 políticos, inclusive nomes importantes do governo de Michel Temer
 NA FILA -  O presidente, Michel Temer, o ex-ministro Antonio Palocci, o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o senador Romero Jucá: problemas à vista na Lava-Jato com a delação da Camargo Corrêa (Sergio Dutti; Reuters/Rodolfo Buhrer; Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo; Rose Brasil/ABR)

Reportagem de VEJA desta semana revela que a Camargo Corrêa, uma das maiores empreiteiras do país, negocia com a Procuradoria-Geral da República uma segunda leva de delações, nos moldes do acordo feito pela Odebrecht, que deve envolver a colaboração de cerca de quarenta executivos e até acionistas e alcançar em torno de 200 políticos, inclusive expoentes do governo de Michel Temer. A Camargo Corrêa promete até exumar o cadáver da Operação Castelo de Areia, que tinha a construtora no centro do escândalo – uma engrenagem que envolvia corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro – e que foi abortada pela Justiça. 

Quando isso ocorreu, porém, já se sabia que Temer aparecia 21 vezes nas planilhas, ao lado de outros figurões da República, como os ministros Gilberto Kassab (PSD) e Mendonça Filho (DEM) e os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Romero Jucá (PMDB). A superdelação também trará novos problemas para Antonio Palocci, principal interlocutor da empreiteira nas gestões do PT. Se Brasília já não dormia pela expectativa da delação da Odebrecht, apelidada de “fim do mundo”, o clima vai ficar ainda mais tenso: o mundo pode acabar duas vezes.

 "Meu garoto" - Lula e Gidel


Cid Gomes vira réu em ação por improbidade administrativa
Ex-governador do Ceará é acusado de fraude em empréstimo de 1,3 milhão de reais, contraído junto ao Banco do Nordeste
Justiça Federal transforma ex-governador do Ceará em réu por crime de improbidade administrativa 

A Justiça Federal no Ceará aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-governador do Ceará, Cid Gomes, a empresa Corte Oito Gestão e Empreendimentos – de sua propriedade – e outras sete pessoas. Segundo apurou o MPF, Gomes contraiu o empréstimo quando ainda era o chefe do Executivo cearense. O dinheiro foi usado para construção de galpões em um terreno pertencente ao político.

Segundo a denúncia, a operação financeira não respeitou as regras estabelecidas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que foi a linha de crédito usada por Cid Gomes.

O MPF afirma que além de questões formais, foram comprovadas falhas no controle interno do bando que superdimensionou o faturamento da empresa para a liberação do empréstimo.

O processo vai tramitar na 10ª Vara da Justiça Federal no Ceará. Na análise do recebimento da ação, de autoria do procurador Oscar Costa Filho, o juiz federal Alcides Saldanha Lima, decidiu que os acusados responderão por atos tipificados na Lei de Improbidade Administrativa: lesão ao erário e violação dos princípios da administração pública.

Além de Cid Gomes são réus na ação, o seu sócio Ricardo Sérgio Farias Nogueira, cinco funcionários do banco – Acy Milhomem de Vasconcelos, Micael Gomes Rodrigues, José Welington Tomas, André Bernard Pontes Lima e Richardson Nunes de Meneses – e o então superintendente da instituição, João Robério Pereira de Messias.

OPINIÃO DOS LEITORES

A atual crise política, econômica e social do País, com enorme nível de violência e insegurança, é resultado da própria escolha  realizada pelos eleitores durante uma importante  consulta.   
Em 1993, a maioria votou a favor do presidencialismo no plebiscito, mantendo um regime que nunca deu certo no Brasil e, portanto, se manifestando contra  qualquer reforma política.
 Deu no que deu...
Luiz Roberto da Costa Jr. E-mail: lrcostajr@uol.com.br

No mundo encantado de Lula - Por Ricardo Noblat


Mesmo aos que detestam Lula, e principalmente a esses, recomendo acompanhar o que ele diz sempre que se reúne com seus correligionários ou concede entrevistas a jornalistas amestrados. Porque é só entre eles que Lula, hoje, consegue circular. E é só a jornalistas simpáticos às suas teses que ele mais fala do que responde a perguntas, nenhuma delas embaraçosa.

Que não se perca por preciosa e exemplar a oportunidade não muito comum entre nós de se ver um líder político empenhado em desenhar um mundo completamente distante daquele que de fato existe. Um mundo de ficção capaz de justificar seus atos passados e de sustentar suas aspirações futuras. É nesse mundo que Lula tenta sobreviver enquanto espera o desfecho do seu destino na Justiça.

Diante de sindicalistas que se juntaram, ontem, em Brasília, para ouvi-lo e concordar com tudo o que dissesse, Lula discorreu sobre a crise econômica que empurrou o país para o buraco, apagou as conquistas sociais dos últimos 13 anos e pouco, produziu mais de 12 milhões de desempregados e está muito longe de ser debelada. A crise não foi obra do desgoverno de Dilma, garantiu Lula.

Ela até pode ter errado quando promoveu desonerações à farta, mas o fez para preservar empregos. A crise é obra do governo golpista que derrubou Dilma, segundo Lula. Não importa que esse governo só tenha se estabelecido em definitivo há pouco mais de três meses. Ele veio para fazer o mal em contraponto aos dois governos de Lula e aos governos de Dilma que só fizeram o bem.

Quem impediu Dilma de adotar as medidas necessárias para impedir o agravamento da crise cujos primeiros sinais apareceram ainda no fim do segundo governo de Lula? Interessado em que seu período no poder ficasse para a história como “um período mágico”, Lula não foi. Tampouco Dilma ou o PT que lhe negou apoio. Foi Eduardo Cunha, afirma Lula, e as forças que ele controlava na Câmara.

Quanto à corrupção que como sócio, cúmplice ou beneficiário Lula viu alastrar-se por seus governos e atingir o pico nos governos de Dilma, nem uma palavra. Ou melhor, só uma palavra indireta em forma de pergunta. “Quem é que vai tirar o país da lama em que ele se encontra?” – provocou Lula. E a dócil e entusiasmada plateia respondeu em coro: “”Lula, Lula”.

Foi a deixa que ele queria arrematar sua peça de ficção: “Se cuidem porque, se eu voltar a ser candidato a presidente da República será para fazer muito mais do que nós fizemos. Tenho 71 aos e pareço um jovem de 30. Quem acha que vai me proibir de fazer as coisas, pode se preparar que eu vou voltar a andar este país para fazer as coisas importantes."

Lula é réu em cinco processos. Poderá virar réu em outros. Está próximo o dia em que será condenado pelo juiz Sérgio Moro. Talvez lhe seja concedido o benefício de recorrer da decisão de Moro em liberdade. A decisão será confirmada pela Justiça em segunda instância. Ele se tornará inelegível e começará a cumprir pena. Então se reconciliará com o mundo real. Ou não.

As historias de Maria e Benigna - Por Antonio Morais

As histórias de Maria, em Várzea-Alegre e Benigna em Santana do Cariri são muito semelhantes, em pouco diferem uma da outra. Ambas foram vitimas da crueldade, do egoismo e da covardia de homens inconformados com a rejeição. 

As duas foram assassinadas com requintes de muita perversidade. Maria em 11 de Março de 1926 e Benigna em 24 de Outubro de 1941, quinze anos mais tarde.

Em Várzea-Alegre, os padres tiveram outras prioridades, não disseminaram a história de Maria com base nos preceitos da espiritualidade cristã. Outros segmentos se tornaram  mais importantes, o politico por exemplo. O fato é que a própria igreja não sabe informar onde estão sepultados os restos mortais de Maria.

Diferentemente em Santana do Cariri, a historia da mártir mereceu da igreja a atenção devida, e, hoje em dia, toda população local e regional conhece sua história. A fase romana do processo de beatificação da menina Benigna Cardoso da Silva já foi iniciada, em Roma.


Foto Dom Fernando, monsenhor João Bosco Cartaxo,  padre José Vicente, membros da Diocese de Crato e o representante do Vaticano.

Santana do Cariri, em breve terar uma Santa filha da terra. Em várzea-Alegre devemos esperar um pouco mais, apesar do fato ser 15 anos mais antigo.  Vamos aguardar um  politico vivo ou morto virar santo.

Maria, uma mártir - Por Antonio Morais


Várzea-Alegre - Maria, uma mártir, assassinada  pelo marido em 11 de Março de 1926.

Em 1920, chegavam a Várzea-Alegre, vindos de Alagoas, Clementino Romeiro, Antônia e os três filhos, Severino, Maria e Madalena. Trabalhavam na construção de uma barragem que seria, naquela época, o açude Olho D'Água. A família passou a residir no sitio Inharé, precisamente, onde hoje fica a casa de José Bitu e dona Biluca. Nesse período, eram moradores dos Fiúsas do Chico, sendo que plantavam também nas terras de Manuel Leandro Bezerra, no alto da serra da Charneca.

Maria, uma das três filhas de Clementino e Antônia, era uma mulher simples. Casou com Bil, migrante da região do Iguatu, em 05 de Novembro de 1922, na igreja matriz de São Raimundo. Nesta mesma data, se casaram 24 casais que moravam na ribeira do Riacho do Machado. Os casamentos foram oficiados pelo padre José Alves de Lima, vigário de Lavras da Mangabeira.

Depois de casados, Maria e Bil continuaram morando no sitio Inharé, onde já residiam os pais de Maria. Da união de Maria e Bil nasceram dois filhos: Necilia e José. Quando Maria estava na sua terceira gravidez, houve um desentendimento entre ela e o marido. O motivo da contenda foi a fato da irmã de Maria, chamada Madalena, que aparentemente tinha problemas de visão, manter um caso amoroso com o Bil. Conta-se que o Bil pretendia fugir com Maria e deixar toda confusão para trás, entretanto, Maria, magoada por causa da traição, recusou a posposta do marido, preferindo morar na casa de seus pais.

Com o orgulho ferido por causa do desprezo da mulher, Bil, passou a arquitetar a morte de Maria. Sabendo que Maria levava a comida dos trabalhadores da roça de seu pai, Bil, resolveu surpreendê-la, numa emboscada na beira da estrada. E assim em 11 de Março de 1926, por volta das 10 horas da manha, quando Maria se dirigia com duas companheiras a caminho da roça do pai, levando a comida dos trabalhadores, Bil apareceu de repente, armado de faca, as companheiras fugiram e Bil, então passou a esfaquear a esposa até a morte. Foram três golpes fatais. Bil fugiu e nunca mais foi encontrado.

Maria foi enterrada no cemitério da Saudade em Várzea-Alegre, mas ninguém sabe informar qual é o seu túmulo. Também não se sabe se o crime foi investigado pela policia. Esse crime revoltou toda Várzea-Alegre, causando grande comoção. As pessoas passaram à visita o local do crime e rezar pela alma de Maria. Seu pai Clementino, pôs uma cruz no local exato em que sua filha foi assassinada. As pessoas passaram a visitar o local para pagar promessas e agradecer graças alcançadas, segundo elas, com a intercessão de Maria.

No dia 20 de Janeiro de 1957, 31 anos depois da morte de Maria, foi construída uma capela no local do crime, quem mandou construir a capela foi José Alves de Oliveira. O vigário da época Padre José Otávio de Andrade benzeu a capela e celebrou uma missa na intenção da falecida.
São incontáveis os números de doentes que vão até a capela agradecer a cura conseguida através da intercessão de Maria. Porém, quem mais visita a capela são as mulheres sofredoras que vêem em Maria uma protetora das aflitas e desesperadas.

BENIGNA CARDOSO DA SILVA, “Heroína da Castidade” - Por Raimundo Sandro Cidrão


Santana do Cariri - 24 de Outubro de 1941, 15 anos depois de Maria em Varzea-Alegre  a  historia se repete  com a Menina Benigna.

Benigna Cardoso da Silva, nascida no Sítio Oiti - Santana do Cariri-CE, no dia 15 de outubro de 1928, filha de José Cardoso da Silva e Thereza Maria da Silva, ficou órfã de pai e mãe muito cedo, sendo adotada juntamente com seus irmãos mais velhos pela família “Sisnando Leite”, proprietária do Oiti dos Cirineus, no distrito de Inhumas.

Sua infância foi cercada pela alegria das inocentes brincadeiras com cantigas de roda, bonecas, casinha, piqueniques, passeios etc., ao lado de suas irmãs de criação Tetê e Irani, que ainda vivem. Benigna gostava muito de uma cantiga de roda que dizia mais ou menos assim: “Carneirinho, carneirão, neirão, neirão, olhai pro céu, olhai pro céu, pro céu, pro céu, para ver Nosso Senhor, Senhor, Senhor, e todos se ajoelharem...”

Era uma jovem muito simples e cheia de humildade. De estatura média, Benigna era magra, de cabelos e olhos castanhos meio ondulados, morena clara, rosto arredondado e queixo afinado.Tinha um leve estrabismo em um dos olhos.

Modesta por natureza, tímida, reservada e meditativa, não usava vestidos sem mangas, curtos nem com decotes. Sua generosidade, carisma e simpatia a fazia querida e cativada por familiares, amigos e conhecidos, tornando-se um modelo de juventude para época.

Em casa, desenvolvia bem todas as tarefas domésticas, com intuito de ajudar sua família adotiva. Era boa filha, sempre obediente e prestativa.

Extremamente religiosa e temente a Deus, nutria um grande desejo de fazer a Primeira Eucaristia, e depois desse sonho realizado, seguia à risca os mandamentos divinos. Não perdia as missas e fazia penitência nas primeiras sextas-feiras em devoção ao Sagrado Coração de Jesus, sempre na companhia de sua “madrinha Ozinha” e da “Tia Bezinha.” Era assídua na participação eucarística.

Aos 12 anos de idade, já lendo e escrevendo, Benigna começou a ser assediada por um rapaz chamado Raul Alves com propostas de namoro, rejeitadas de forma categórica por ela, que nada queria com ele a esse respeito. Procurou imediatamente o Pe. Cristiano Coêlho, vigário da época, para pedir conselhos sobre o assunto da perseguição de Raul, e este lhe aconselhou a vir estudar em Santana do Cariri – CE, e a presenteou com uma Bíblia, que tornou-se seu livro de cabeceira, guardado com esmero e carinho. Encantava-se com as gravuras e as histórias do Antigo e do Novo Testamento. Neste Livro Sagrado ela encontrou apoio para resistir às tentações de Raul e fortalecer cada vez mais sua fé. 

A caminho da escola, se mostrava sempre uma defensora da natureza, não deixando que seus colegas maltratassem as plantinhas nem tirassem suas flores ou galhos. Na sala de aula, era uma aluna exemplar; por demais estudiosa, cuidadosa, pontual e colaboradora. Sempre gostava de ajudar seus colegas para não vê-los punidos com a palmatória ou de joelhos nos caroços de milho, fato que a deixava demasiadamente triste, e às vezes até chorava com os castigos aplicados aos outros.

Depois de várias tentativas sem sucesso, numa tarde fatídica de sexta-feira, dia 24 de outubro de 1941, sabendo que Benigna ia pegar água numa cacimba próxima à sua casa, ficou Raul à espreita atrás do mato, observando-a com o pote na cabeça, com seus recém completados 13 anos. Ao aproximar-se, abordou-a sexualmente. Ela recusou, ele insistiu tentando violentá-la. Ela disse “não” com veemência e lutou heroicamente para se defender do ato pecaminoso, que no seu entender cristão ofenderia seu corpo.

Raul, ao perceber que Benigna nada aceitaria com o mesmo, foi tomado por um ódio feroz; sacou de um facão atroz e a golpeou cortando-lhe os dedos da mão. Ela relutou de forma sobre-humana contra seu algoz, preferindo morrer a pecar contra a castidade. Depois disso, foi atingida na testa, nas costas e por fim no pescoço, cujo golpe deixou-lhe a cabeça quase decepada.

Ao vê-la morta, com o corpo estendido sobre as pedras e o sangue inocente se esvaindo pelo chão, Raul foge, sendo o corpo da vítima encontrado logo em seguida já sem vida.

Seu corpo foi sepultado na manhã do sábado, no Cemitério Público São Miguel, em Santana do Cariri-CE, acompanhado de comoção geral. Os requintes de crueldade do bárbaro crime abalou todo o Município. Desde essa data, começaram as visitas ao túmulo e ao local do martírio até o tempo presente. As rogativas feitas à “Santa de Inhumas”, assim como as promessas são geradoras de graças alcançadas por intercessão dessa memorável jovem , que é tida por todos como “santa” e “Heroína da Castidade”.

O assassino foi preso, pagou pelo seu crime e, arrependido, voltou ao local 50 anos depois para chorar, elevar preces e pedir perdão a Benigna. Neste retorno, relatou sua mudança de vida, sua conversão ao cristianismo. Fez penitências para salvar sua alma, e pedindo a intercessão de Benigna, alcançou graças sempre recorrendo à sua inocente vítima, a quem sempre rogava nas horas de aflição. Segundo ele, seu ato foi de loucura e “ela se mostrou virtuosa, quando resistiu para não pecar e não apenas para ver se escaparia.”

Sobre Benigna o Padre Cristiano deixou escrito, na época, ao lado do seu batistério: ”Morreu martirizada, às 4 horas da tarde, no dia 24 de outubro de 1941, no sitio Oiti. Heroína da Castidade, que sua santa alma converta a freguesia e sirva de proteção às crianças e às famílias da Paróquia. São os votos que faço à nossa santinha.”