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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 24 de junho de 2017

Lula conta os dias de liberdade - Por FERNANDO BIZERRA JR


Começou a contagem regressiva da primeira de uma série de condenações do “comandante supremo”, o desbragado faroleiro petista Lula, grande “chefe da quadrilha”, conforme denúncia dos procuradores federais. Na prática, ao pé da letra da lei, a corrupção do ex-presidente está fartamente evidenciada por provas documentais e testemunhais. Nem é necessário verificar a propriedade em seu nome do referido tríplex, alvo do processo em análise.

A simples e elementar demonstração de benfeitorias e modificações feitas no imóvel a seu pedido ou de sua família, como gratidão por préstimos, conforme relato dos empresários corruptores, já configuraria o crime. O empreiteiro Leo Pinheiro reiterou. Os fornecedores da obra idem. Os papéis de opção da compra rasurados foram parar na sua casa. Mas Lula seguiu fazendo cara de paisagem. Atribuiu à falecida esposa Marisa a explicação necessária pelo toma-lá-dá-cá. Nem corou de vergonha. Em compensação, soou banal e risível a desculpa com ares de lorota dos representantes legais de Lula, tentando imputar à Caixa Econômica a posse do comprometedor tríplex.

Alternativa logo desmentida pela instituição. Pouco importa! Não cabem mais tantas baboseiras e absurdos lançados pelo esquadrão do ex-presidente numa única ação com o objetivo de procrastinar, a qualquer custo, a sentença inevitável. Seguem na lista interminável de vantagens angariadas por Lula não apenas o apê, como o sítio, a remuneração milionária por palestras, a compra de terreno, a ajuda a parentes, a estocagem de bens, os desvios e caixa dois para campanhas eleitorais e um sem-número de delitos ainda não julgados.

Réu em cinco processos, o cacique do PT ainda arrota soberba. Diz que só ele e seu partido podem ensinar a como combater a corrupção. Distribui ditirambos. Tripudia de autoridades: “Se eles não me prenderem logo, eu é que vou prender eles”. E dá “lições” de indignação reclamando que “a desgraça tomou conta do País” desde que o PT deixou o poder. Um mestre do embuste, fanfarrão em decadência, hoje ele é levado a sério apenas por seguidores fanatizados que na sua fé cega exercitam a negação da bandidagem praticada sob as próprias fuças. Lula se regozija.

A recente mudança de foco e ataques para Temer, dada através da delação do empresário encalacrado Joesley Batista, serviu sob medida para proteger, ao menos temporariamente, o verdadeiro capo di tutti capi. A colaboração prestimosa do dono da Friboi virou piada corrente. Como “Dom” Lula, que comandou por 13 anos os desígnios nefastos do País teria perdido o trono de malversações para o infante mandatário Temer com menos de um ano de poder? Só nas mirabolantes e mal intencionadas versões de Joesley isso seria possível.

A conveniente transferência de status atende ao intento de obliterar investigações, especialmente sobre o BNDES que generosamente, nos tempos de Lula e Dilma, incensou a fulgurante trajetória do grupo dos irmãos Batista, entrando inclusive como sócio nas empreitadas. Os comparsas se protegem e atacam. Criaram uma grande pantomima para escamotear os acertos de coxia e desfiam mentiras que não param em pé.

Joesley informa apenas dois encontros com o cacique do PT. Lhe atribui menções vagas, como a da responsabilidade por institucionalizar a corrupção. Mas não lhe confere qualquer conversa “não republicana”. A condução oportunista de seus relatos é constrangedora. Lula, salvaguardado, tenta reacender o mito do herói dos pobres, ungido por desígnios sagrados, acima do bem e do mal – e de qualquer imputação de penas por erros que eventualmente tenha cometido. Tarde demais. Ele já está no patíbulo à mercê dos julgadores. Deverá, no mínimo, ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Ou mofar na cadeia.

Justiça cassa mandatos de prefeita e vice-prefeito de Santana do Cariri - News cariri.


Daniele Abreu Machado e Juracildo Fernandes compraram votos e ameaçaram tomar casas cedidas caso não fossem eleitos

A prefeita de Santana do Cariri, Daniele Abreu Machado, e seu vice, Juracildo Feernandes, tiveram seus mandatos cassados nessa sexta-feira (23) pelo juiz da 53ª Zona Eleitoral, Herick Bezerr Tavares.

A Ação de Impugnação ao Mandato Eletivo (AIME), promovida pelo Ministério Público Eleitoroal (MPE), mostrou que os dois estiveram envolvidos nas eleições de 2016, direta ou indiretamente, na compra de votos e constrangimento de eleitores, “notadamente pessoas pobres, agricultores e suas famílias, moradores da zona rural do município”.

Segundo MPE, “os atos de corrupção consistiram no pagamento em espécie de dinheiro para a compra de votos de agricultores e famílias inteiras, até ameaças diretas de ‘tomar’ casas cedidas, ou ocupadas, a pessoas pobres daquela cidade”.

Com a cassação, Daniele e Juracildo perdem os diplomas de prefeita e vice-prefeito, respectivamente, além de se tornarem inelegíveis por oito anos.

Madre Feitosa, um patrimônio moral de Crato – por Armando Lopes Rafael


Madre Feitosa jovem

Maria Carmelina Feitosa, ou Madre Feitosa como é conhecida,  nasceu em Tauá, em 13 de setembro de 1921. Estudou o ensino secundário em Crato, no Colégio Santa Teresa de Jesus, decidindo, aos 16 anos, ser religiosa na Congregação do mesmo nome.  Lá iniciou sua longa vida de educadora. Com o passar do tempo tornou-se diretora daquele renomado colégio cratense, acumulando este ofício com a função de Secretária Geral da Congregação, Vice Supervisora Geral da Ordem, em três mandatos consecutivos, num total de dezoito anos. Assumiu a direção da Casa de Caridade de Crato em 1961. Obteve graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Crato e, em 1969, fundou o Colégio Pequeno Príncipe, educandário que dirige até hoje.

Madre Feitosa na maturidade

Uma mulher vocacionada
Ano passado, quando era bispo diocesano de Crato, Dom Fernando Panico mandou uma mensagem para Madre Feitosa, na data em que ela completou 75 anos como religiosa, na Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus. Abaixo um trecho da mensagem:

 “Embora ausente da cidade de Crato (por compromissos inadiáveis, anteriormente assumidos), neste dia em que a senhora comemora as Bodas de Brilhante da sua profissão religiosa, gostaria de manifestar minha presença – nesta solenidade –, por meio desta mensagem. 75 anos não representam somente uma existência, mas uma longa existência! E o que dizer de uma vida que caminha para os 95 anos de idade, neles contidos os 75 anos vividos da sua vocação religiosa como uma autêntica filha de Santa Teresa de Jesus? Vocação é, antes de qualquer coisa, ter o coração cheio de amor a Deus e aos irmãos. E é isso que tem caracterizado a sua benéfica existência entre nós...

“Na distante data de 23 de janeiro de 1940, a Senhora proferiu seus votos religiosos, ainda no verdor primaveril dos vinte anos de idade. Foi quando a senhora sentiu que sua opção de vida não seria igual à opção sonhada pela maioria das moças daquela época, ou seja, encontrar um “príncipe encantado”, contrair um matrimônio e formar um lar. Naquela data, a Senhora fez outra escolha, mais difícil, sem atrativos materiais. A Senhora deixou de alimentar os sonhos das riquezas materiais, da mundana convivência com a sociedade daquele tempo e não buscou reconhecimento nem honras. Optou pelo ideal da pureza, da humildade, da obediência e dos verdadeiros valores que são os eternos. Abraçou uma vida para amar a Deus e servir ao próximo... “Foi isso que a Senhora fez durante sua longa e abençoada existência!

 “Querida Madre Feitosa: A Vida Religiosa é um dom de Deus para a Igreja e para o mundo. Aos olhos dos homens, parece ser loucura. No entanto, podemos compreender o sentido da Vida Religiosa na gratuidade, no serviço e na doação pela causa do Reino de Deus, que se traduz na paixão por Cristo e pela humanidade. Na exortação Alegria do Evangelho, o Papa Francisco nos diz: “onde estão os religiosos existe alegria”. Somos chamados, na Vida Consagrada Religiosa, a experimentar e mostrar que Deus é capaz de preencher o nosso coração e fazer-nos felizes sem necessidade de procurar, noutro lugar, a nossa felicidade, que é a autêntica fraternidade vivida nas comunidades cristãs e na vivência cotidiana do Mistério Eucarístico que nos alimenta”.

Madre Feitosa na ancianidade


Coisas da República: há 50 anos o nome do nosso País deixou de ser "Estados Unidos do Brasil"

(O texto abaixo já foi postado neste blog em março passado, por Antônio Morais. Mas o assunto é tão interessante que peço licença aos leitores para reproduzi-lo dada a atualidade do tema, devido às gafes cometidas pelo Presidente Temer feitas na visita dele à Noruega.) Armando Lopes Rafael

A Constituição que passou a vigorar em 1967, durante o regime militar sob o comando do general Arthur da Costa e Silva, abandonou o antigo nome que datava da proclamação da República.Há 50 anos, o Brasil deixava de usar o nome oficial "República dos Estados Unidos do Brasil", que perdurava oficialmente desde 1891, época da primeira Constituição republicana do país.

O Brasil já teve 7 Constituições e em São Paulo lançaram a campanha pela confecção da 8ª Constituição, que seria "parlamentarista". Nem isso salvará o fracasso da República.

Mas voltemos à 6ª Constituição, a penúltima. A mudança foi estabelecida com a entrada em vigor da Constituição brasileira de 1967. Elaborada pelo regime militar sob o comando do general Arthur da Costa e Silva, ela entrou em vigor em 15 de março daquele ano. O documento foi denominado simplesmente como "Constituição do Brasil", ao contrário das versões republicanas anteriores, que apresentavam o nome "Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil" ou "Constituição dos Estados Unidos do Brasil".

Em 1969, uma emenda reconfigurou o texto de 1967, que passou a se chamar Constituição da República Federativa do Brasil, nome que permaneceu na elaboração da Constituição de 1988, que está em vigor hoje. Em 1968, uma lei estabeleceu a substituição do nome "Estados Unidos" por "República Federativa" em símbolos nacionais, em brasões e selos oficiais.

Perdurando por quase 75 anos, os "Estados Unidos do Brasil" eram o sucessor do monárquico "Império do Brasil", estabelecido pela Constituição de 1824 e que vigorou até 1889. Ao usar "Estados Unidos", a Constituição de 1891 procurava explicitar a postura do novo regime republicano, que deu fim ao Estado unitário que vigorava no Império. O documento promoveu a descentralização política e uma nova relação entre o poder central e as antigas províncias do país, que passaram a se chamar Estados e conquistaram mais autonomia. O modelo foi inspirado na Constituição dos Estados Unidos da América.

À época, a grafia de Brasil ainda era "Brazil" - isso só mudou com um decreto em 1931.

Os "Estados Unidos" permaneceram nas constituições de 1934, 1937 e 1946. Apenas a Carta autoritária de 1937, apelidada de "polaca" pela semelhança com a Constituição Polonesa de 1935, alterou levemente o nome, denominando o país como "Estados Unidos do Brasil", retirando a palavra "república" - que voltaria em 1946.

Jornais da década de 1960 revelam que não houve muita discussão sobre os motivos do abandono do nome "República dos Estados Unidos do Brasil".

O país vivia então sob o regime militar. Segundo o jurista José de Almeida Melo, autor do livro Direito Constitucional do Brasil, os militares queriam evitar que o nome oficial fosse confundido com o dos EUA. Outras fontes apontam que o governo militar queria assinalar uma mudança radical com o passado e salientar as mudanças pela qual o país passava.

Antes da independência, o Brasil foi chamado Terra de Santa Cruz, Vice-Reino do Brasil e Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e até mesmo Pindorama (pelos índios), entre outros nomes.

Apesar de ter saído de cena há 50 anos, o nome Estados Unidos do Brasil foi objeto de uma gafe do senador e ex-ministro das Relações Exteriores José Serra. Em 2012, durante uma entrevista, Serra se referiu ao país como "Estados Unidos do Brasil". Ao ser corrigido pelo entrevistador, perguntou: "Mudou?"
Abaixo, a primeira bandeira republicana do Brasil
que durou apenas 4 dias

A República envergonhada

Em viagem oficial à Europa, o Presidente da República, Michel Temer, tem passado por situações no mínimo constrangedoras.

Na Rússia, o Presidente Vladimir Putin o presenteou com quatro cartas escritas, ninguém mais, ninguém menos, do que pelo Imperador Dom Pedro II ao então Czar da Rússia. É interessante lembrar que, anteriormente, o então Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia presenteado a ex-Presidente Dilma Rousseff com a primeira página de um jornal toda dedicada à visita do nosso segundo Imperador aos Estados Unidos, em 1876.

Estariam esses mandatários estrangeiros adotando uma postura de ironia ao presentear dois Presidentes, afundados em acusações de corrupção e índices de aprovação popular próximos de zero, com relíquias ligadas ao Imperador que entrou para a História como o maior estadista brasileiro, profundamente amado até hoje por seu povo?

Mas os constrangimentos de Temer não pararam por aí. Na Noruega, a Primeira-Ministra Erna Solberg disse, em coletiva de imprensa, tendo o mandatário a seu lado, esperar que a Operação Lava Jato faça uma “limpeza” no quadro político. A Noruega, uma Monarquia Constitucional, está entre as 10 nações mais democráticas e menos corruptas do mundo, de acordo com índices internacionais. Já Temer – assim como todos os nossos ex-presidentes vivos – enfrenta uma série de acusações de corrupção, bem como boa parte dos membros do Congresso Nacional.

Tudo isso nos faz lembrar um caso amplamente noticiado em 1993, quando o então Presidente Itamar Franco, assustado com a expansão do voto monárquico no Plebiscito daquele ano, mandou retirar de seu gabinete no Palácio do Planalto um quadro retratando o Imperador Dom Pedro I, e o “trocou com toda pressa” por um busto do Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, a fim de “exorcizar” aquele crescimento.

Tendo em vista a eclosão do apelo popular pela Restauração Monárquica, será que o quadro do Imperador retornou às paredes palacianas?

(Publicado originalmente no facebook do Pró Monarquia)
Imperador Dom Pedro II

Moro vai proferir sentença em processo de Palocci antes do de Lula - Por DIEGO ESCOSTEGUY


Ex-ministro tem preferência porque está preso. O juiz Sergio Moro vai proferir sentença, nesta semana, do processo envolvendo o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci em que é acusado de favorecer a Odebrecht em contratos de sondas para a Petrobras. 

Em sua decisão, Moro não levará em conta informações prestadas por Palocci na negociação de delação premiada com o Ministério Público Federal. Isso porque a delação não foi homologada.

PGR nega pedido de Lula para avaliar se Palocci sofre pressão para citá-lo em delação. Moro, assim, vai deixar para depois o processo em que o ex-presidente Lula é acusado de ser o dono de um tríplex em Guarujá, São Paulo. Mas não vai demorar.

PF e STF derrubam pilares da defesa de Temer - Por Josias de Souza.

A conclusão da Polícia Federal de que não houve edição no áudio da conversa do delator Joesley Batista com Michel Temer foi o segundo revés sofrido pelo presidente em menos de 24 horas. O primeiro revertério ocorrera na véspera, quando se formou no plenário do Supremo Tribunal Federal maioria a favor da preservação do acordo de delação dos executivos da JBS. O questionamento do áudio e dos termos da colaboração judicial são dois pilares da defesa de Temer, comandada pelo criminalista Antonio Mariz de Oliveira.

Contratado pelo escritório de Mariz, o perito Ricardo Molina dissera no mês passado que o áudio estava ''contaminado por inúmeras descontinuidades'', com diversos pontos ''inaudíveis''. Apontara ''possível edição'' da conversa, o que seria ''suficiente'' para ''jogar a gravação no lixo''. O laudo da PF, que servirá de matéria-prima para a Procuradoria-Geral da República incriminar Temer, concluiu o oposto: não há edição.

As “descontinuidades” verificadas na gravação são atribuídas pela Polícia Federal ao tipo de equipamento utilizado por Joesley para gravar o presidente da República. O microfone funciona automaticamente. A emissão de som o aciona. O silêncio o desativa. Daí as interrupções.

A situação da defesa já era complicada, pois o próprio Temer confirmara em entrevistas e manifestações públicas o teor de trechos relevantes do áudio. Suas palavras roçaram a autoincriminação. Resta agora aos advogados do presidente, além de questionar a perícia da PF, acionar o Plano B. Consiste em requerer a anulação da prova. Planeja-se alegar que:

1 - Joesley teria protagonizado um ato ilegal —uma emboscada contra Temer, urdida e orientada pelos investigadores do Ministério Público Federal.

2 - A prova seria ilegal porque gravações captadas à revelia do interlocutor só poderiam ser usadas em defesa própria, não para incriminar terceiros.

É improvável que a alegação de ilegalidade do áudio prospere. Costuma prevalecer no Supremo o entendimento segundo o qual uma pessoa que revela conversa da qual participou não comete crime. Está apenas utilizando algo que lhe pertence. Por esse raciocínio, a gravação feita por Joesley seria lícita.

Noutra frente, a defesa de Temer não desistiu de questionar no Supremo a validade do delação dos executivos do Grupo JBS. Embora já exista no plenário da Suprema Corte uma maioria favorável à preservação do acordo de colaboração judidial, os advogados sustentam que a imunidade penal concedida pela Procuradoria aos delatores corresponderia, na prática, à impunidade de criminosos confessos.

De novo, embora o acordo seja muito criticado, a tese dificilmente emplacará. Está entendido que a lei permite à Procuradoria conceder a imunidade penal desde que o delator não seja chefe de quadrilha. Considera-se que a simples presença dos três últimos presidentes da República no escândalo da JBS faz de Joesley Batista e dos outros colaboradores personagens coadjuvantes do enredo criminoso. Além de Temer, foram delatados como beneficiários de verbas sujas Lula e Dilma Rousseff.

Não é à toa que Temer se equipa para derrubar no plenário da Câmara as denúncias que o procurador-geral da República Rodrigo Janot fará contra ele. Até aqui, foi infrutífero o esforço da equipe de advogados de Temer para afastar evidências por meio de tecnicalidades. Se os deputados autorizassem a abertura de ação penal contra o presidente, seus defensores provavelmente teriam de enfrentar o mérito das acusações.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Aécio ameaça Renan - Por Ricardo Noblat.

Por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, foi aberto o nono inquérito contra Aécio. Perdi a conta do número de inquéritos que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) responde no Supremo Tribunal Federal. 

Com certeza eram 12 até o final do ano passado, mas a Procuradoria Geral da República pediu, este ano, a abertura de mais um. E não consegui saber se o pedido foi atendido ou rejeitado.

Por ora, ele continua sendo o político mais investigado ali. Mas poderá em breve ser ultrapassado pelo senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Ontem, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, foi aberto o nono inquérito contra Aécio.  Não é nada, não é nada, é muita coisa para quem quase venceu a última eleição presidencial.

Aécio bate Renan quando se trata de futuro político. Se não for preso, corre o risco de ser cassado por seus pares. Se não for cassado, é remota a chance de se reeleger. A essa altura, suaria lágrimas de sangue para se eleger até mesmo deputado. Renan ainda tem esperança de se reeleger, embora esteja mal nas pesquisas. Sonha com o apoio de Lula.

SERIA INDIGNO SER DESIGNADO PARA PGR SINALIZANDO TROCA DE FAVORES’ - Por Josias de Sousa.

Candidato ao cargo de procurador-geral da República, o vice-procurador-geral-eleitoral Nicolao Dino, disse repudiar com veemência a hipótese de o substituto de Rodrigo Janot ser escolhido na base do “toma-lá-dá-cá.” “Não seria digno ser designado para o cargo sinalizando troca de favores”, declarou, em entrevista ao UOL (veja trechos ao longo do texto e assista à íntegra no rodapé).

Dino considera ''saudável'' o modelo que condiciona a escolha do chefe do Ministério Público Federal à indicação do presidente da República e à aprovação do Senado. 

Mas avalia que é “no mínimo intrigante” que a sucessão de Janot tenha de passar pelo crivo de “vários agentes políticos submetidos a procedimentos de investigação e de ações penais.” Ele soa resignado: “Pode causar uma perplexidade, mas é a regra do jogo.” E acrescenta: “Espero que isso não venha a interferir na independência funcional” do próximo procurador-geral.

100 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Na década de 80 do século passado André Menezes comprou em Fortaleza uma camionete F.1000. 

Encarregou o genro Mundinho Sobreira para trazê-la para Várzea-Alegre. Mundim do Sapo soube da viagem e resolveu vi junto. 

Carro novo, potente, saíram  cedinho da manhã de Fortaleza. Quando chegaram em Russas foram surpreendidos com uma patrulha da Policia Rodoviária Federal.  Documento do condutor, do carro tudo em ordem. O policial alegou que transitava com excesso de velocidade e, chamou o Mundinho Sobreira para falar com o comandante. 

Era a palavra de um contra a palavra do outro, visto que não tinha radar no local. O comandante já estava sendo desdobrado por Mundinho Sobreira quando o outro Mundim, o do Sapo saiu do carro, tomou chegada do local e disse : Graças a Deus vocês estavam aqui, eu vinha me cagando de medo, esse homem não tem juíza, vinha a 160 km/h de Fortaleza pra cá.

Pronto. Não houve mais defesa. O carro foi multado antes de ser emplacado.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Agonia prolongada - POR LYDIA MEDEIROS.


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá “fatiar” a denúncia que apresentará ao STF contra o presidente Michel Temer. Se ele confirmar esse caminho, como tem sinalizado nos últimos dias, serão quatro ações, com acusações pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, obstrução de Justiça e prevaricação. 

Desta forma, a Câmara seria obrigada a realizar quatro votações para decidir se autoriza ou não o Supremo Tribunal Federal a processar o presidente, provocando um intenso desgaste político para Temer. Janot tem impressionado pela contundência das acusações. Há gente convencida de que o procurador-geral ainda esconde trunfos na guerra aberta com o presidente da República.

Gilmar ignora que já perdeu a luta contra a Lava Jato - Por Augusto Nunes.

O ministro onipotente, onisciente e onipresente premiou o Brasil com o surgimento do único Juiz dos Juízes do planeta

Em 2002, quando o advogado e professor de Direito Constitucional se tornou ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes não havia julgado coisa alguma num tribunal. Talvez tivesse arbitrado pendências familiares ou discussões de botequim, o que não autoriza ninguém a caprichar na pose de magistrado de nascença, escalado já no berçário para decidir qual dos bebês em litígio tinha razão. Mas é assim que Gilmar se comporta há 15 anos, e com crescente arrogância.

Entre 2008 e 2010, período em que exerceu a presidência do STF, nasceu o Gilmar onisciente. Em seguida surgiu o onipotente. Neste outono, nasceu o Gilmar onipresente. A soma das três sumidades presenteou o Brasil com o único Juiz dos Juízes do planeta. Ele está em todos os lugares, opina sobre tudo e não admite ponderações em contrário. Até recentemente, os brasileiros comuns aprendiam que um juiz só deve falar nos autos. Gilmar só fala fora dos autos, até porque não é de perder tempo com a pilha imensa de processos que aguardam em sua sala alguns minutos da preciosa atenção do ministro.

Há poucos dias, num pronunciamento em Pernambuco, ele foi mais Gilmar Mendes do que nunca. Decidido a bombardear a Lava Jato, mas sem coragem suficiente para dizer isso com todas as letras, meteu-se num palavrório mais confuso que discurseira de Dilma Rousseff. “Investigação, sim! Abuso, não!”, berrou num começo de parágrafo. Seguiu-se a pausa dramática para os aplausos que não vieram. “Não se pode aceitar investigações na calada da noite!”, exclamou mais adiante. A Polícia Federal, portanto, deve suspender imediatamente as batidas na porta às seis da madrugada e limitar-se a esclarecer crimes entre 9 da manhã e 5 e meia da tarde.

“É preciso que se respeite o Congresso Nacional!”, ordenou o orador. “É preciso que se respeite a política!” Para que o Congresso mereça respeito, para que a atividade política não pareça uma forma de bandidagem, nada melhor que desmascarar e punir os delinquentes que desmoralizam a instituição e colocam sob suspeição todos os integrantes de partidos. É o caminho que a Lava Jato vem percorrendo há pouco mais de três anos, e que Gilmar Mendes adoraria interditar - se pudesse. Para alívio do Brasil decente, não pode. Nem ele nem ninguém.

TROPEIRISMO NOSSO - MOMENTO DE AGRADECER

Quando iniciei a escrita do livro TROPEIRISMO NOSSO sabia que teria desafios pela frente, podendo citar dentre eles a dificuldade propriamente dita de elaborar textos claros, concisos e específicos relativo ao tema e, por outro, como neófito, o desconhecimento era quase que total sobre a logística de edição e divulgação de um livro.

Mas posso dizer que tive sorte, com a idéia de seguir no livro o tipo de descrição que me é mais familiar: utilizei uma sucessão de crônicas e causos. E já vinha praticando esporadicamente esse tipo de escrita, graças à benevolência do amigo Antonio Moraes, que generosamente tem postado alguns comentários meus no bolgdosanharol. Pelos retornos que tive sobre o livro, julgo que a forma de apresentação foi boa para compreensão do leitor e para mim também facilitou bastante.

Na parte da logística de edição, tive o auxílio da Dra. Linda Lemos, que, como escritora, com maior conhecimento do processo, passou a melhor forma de escolha da empresa gráfica, diagramador, revisor, além da arte final e capa do livro. Ainda me ajudou bastante também nos meandros da divulgação da obra, parte em que outros amigos também colaboraram, podendo citar o editor desse blog, radialistas da Rádio Cultura de Várzea Alegre, coordenadores de sites, o meu irmão José Gonçalo (colaborador do livro), entre tantos outros.

Sabe-se que o TROPEIRISMO é um tópico rico, importante, extenso e com ambientação junto a outros temas, já que os personagens que atuaram nessa atividade tinham relações intrínsecas com diversas outras profissões na época do seu auge, ou seja, entre as décadas de 20 e 70 do século passado. Mas, sinceramente, não pensava que a obra seria tão agraciada como vem sendo, o que nos deixa envaidecidos e gratos.

O auge desse congraçamento aconteceu em duas oportunidades que me foram dadas pela Direção da Casa Juvenal Galeno: Minha obra foi exposta no seu stand, na XII Bienal Internacional do Livro, evento que aconteceu no Centro de Eventos de Fortaleza no período de 17 a 23.04.2017. Outro momento importante aconteceu em 17.06.2017, quando o Livro TROPEIRISMO NOSSO foi presenteado pela Academia Juvenal Galeno com Diploma e Troféu em reconhecimento pela contribuição à cultura, o que nos deixou envaidecidos. Sendo assim, valho-me da oportunidade para reiterar que eu e meu irmão José Gonçalo Araripe (colaborador), os tropeiros, os varzealegrenses, familiares e demais participantes da obra estamos agradecidos por todo apoio que recebemos.

Fortaleza – CE, 22.06.2017

Antonio Gonçalo de Souza

Crato, por Alves de Oliveira - Homenagem de aniversario.


Em 1953, a Revista Folha da Semana, publicou uma das mais belas obras literárias da autoria de Alves de Oliveira. Crato, um soneto  da mais  fina qualidade.  Tenho repetido sua publicação  na esperança que algum  historiador ou memorialista tenha informações do autor.


Tanto me afiz bela urbe, a tua natureza
Pelos meus respirada, exuberante e pura,
Que, ausente dos teus céus, nas horas de ternuras
Afloras-me ao cismar, bem fadada princesa.

Venho as auras haurir-te. E ao ver-te, que leveza
Blandiciosa me invade, e se aviva, e perdura,
Sentindo-me ingressar na região da fartura.
Sentindo-me extasiar na zona da beleza.

E o Cristo Redentor, e as torres, e a serena
Verdura a emoldurar-te... Em fim, para que a pena
Deslize no papel, feliz, ágil, fagueira.

Basta-me a aparição, na tarde que se encerra
De uma casa a alvejar num côncavo de serra
Ou o simples flabelar de um leque de palmeira.

A crise ficou - POR MERVAL PEREIRA.


O presidente Michel Temer desmentiu, e não que isso seja a seu favor, os que comparam seu governo com os últimos meses do governo José Sarney. Naquela ocasião, o então senador Fernando Henrique Cardoso dizia com ironia sempre que o presidente ia ao exterior: “A crise viajou”.

Pois Temer viajou para a Rússia (ou mais longe ainda, para a República Socialista Federativa Soviética da Rússia) e a crise não foi junto, ficou por aqui mesmo, produzindo seus efeitos continuadamente.

E teve de tudo por esses dias: a Polícia Federal acusou o presidente da República de ter cometido “corrupção passiva”, um juiz de Brasília rejeitou a ação de Temer contra Joesley Batista por calúnia e difamação, o doleiro Lucio Funaro depôs denunciando a atuação de Temer à frente da distribuição da propina proveniente da Petrobras para o PMDB e, enfim, a base do governo, tão decantada até recentemente, foi derrotada por dentro na Comissão de Assuntos Sociais do Senado na reforma trabalhista.

A Polícia Federal, cujo diretor-geral Leandro Daiello, está na alça de mira do novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, colocado na pasta com essa missão específica não explícita, mas óbvia, dentro de sua autonomia funcional, foi ao ataque ao assumir em seu relatório que é possível afirmar que as provas apontam “com vigor” para a prática de corrupção passiva por parte do presidente da República.

   Uma das provas anexadas ao relatório contra Michel Temer e o ex-deputado Rocha Loures é uma folha manuscrita por Ricardo Saud, diretor da JBS usada no encontro com o ex-assessor do Planalto onde está detalhado o pagamento de propina, que poderia variar de 500 mil reais (encontrados na mala que Rocha Loures carregou apressadamente na saída de uma pizzaria) a 1 milhão de reais por semana, dependendo do lucro de uma termelétrica da Petrobras cuja concessão o grupo JBS disputava.

Na conversa monitorada pelo Polícia Federal, Saud fala diversas vezes sobre “o presidente”, e em nenhum momento é contestado por Rocha Loures. Na segunda derrota do dia, o juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara do Distrito Federal, rejeitou a queixa-crime de Michel Temer contra Joesley Batista por suas declarações à revista Época que, segundo o Juiz, apenas repetiu o que dissera na delação premiada.

A derrota mais dura foi na parte política, colocando em risco a própria estabilidade do governo Temer na sua base aliada. O senador do PSDBEduardo Amorim, depois de avisar à direção do partido que não compareceria, não só apareceu como votou contra a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais.

Não à toa o ministro Moreira Franco atribuiu à posição dúbia dos tucanos a derrota do governo na Comissão. Mas houve uma dissidência também no partido do governo. O senador Hélio José votou contra a reforma trabalhista seguindo a orientação de Renan Calheiros, que não escondia sua satisfação ao olhar o painel com o resultado contrário ao governo, ao lado de um Romero Jucá atônito.

Houve ainda uma troca de cadeiras no PSD para votar contra a reforma trabalhista: Sérgio Petecão, vice-líder do governo, faltou à sessão e em seu lugar Otto Alencar votou contra o governo.

A novidade do dia ficou por conta do doleiro Lucio Funaro que, negociando uma delação premiada, começou a falar o que sabe para a Polícia Federal. Suas revelações foram incorporadas ao processo contra o presidente Michel Temer, e apontam o presidente da República como o grande organizador da distribuição da propina para o PMDB. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

STF dirá ao país de que lado está na Lava Jato - Por Josias de Souza

O plenário do Supremo Tribunal Federal marcou para esta quarta-feira o julgamento de um recurso vital para o futuro da Lava Jato e de outras operações anticorrupção em curso no país. Os ministros da Corte decidirão se a delação premiada dos executivos do grupo JBS pode ou não ser revista. Dirão também se Edson Fachin, relator da Lava Jato, agiu corretamente ao homologar um acordo de colaboração judicial que os delatados sustentam não ter vinculação com o petrolão.

No fundo, o Supremo informará ao Brasil de que lado está no combate à roubalheira. Deve-se o sucesso do esforço que amedronta a oligarquia político-empresarial a três fatores: 1) o assalto aos cofres públicos passou a dar cadeia; 2) o pavor de ir em cana potencializou as delações; 3) as colaborações judiciais vitaminaram as investigações. Dependendo das decisões que tomar, o Supremo pode fortalecer o círculo virtuoso ou ressuscitar a roda da impunidade.

Na pior das hipóteses, o plenário do Supremo endossa a tese de que os crimes da JBS não têm nada a ver com a Petrobras e retiram o processo das mãos de Fachin, anulando os atos praticados por ele. Iriam para o beleléu as delações e todas as suas consequências. Michel Temer e Aécio Neves levantariam um brinde e a investigação recuaria à estaca zero.

Numa hipótese intermediária, a conexão com a Lava Jato é reconhecida e Fachin permanece na relatoria. Entretanto, a maioria dos seus colegas consagra o entendimento segundo o qual o plenário do Supremo pode, sim, rever acordos de delação. Sobretudo num caso como o da JBS, em que a Procuradoria-Geral da República concedeu a Joesley Batista e Cia. o prêmio máximo: a imunidade penal.

Se isso acontecer, delações que esperam na fila para acontecer, como a do ex-ministro petista Antonio Palocci e a do ex-presidente da OAS Leo Pinheiro, podem subir no telhado. Novos delatores talvez concluam que os negociadores da Procuradoria, enfraquecidos, não terão mais como assegurar o cumprimento dos termos dos acordos.

Numa terceira hipótese, aparentemente improvável, o Supremo dá uma banana para os investigados e prestigia a relatoria de Fachin. De quebra, avaliza as delações superpremiadas no pressuposto de que a emenda pioraria o soneto. Melhor apanhar os delatores na próxima esquina, quando vierem à luz os resultados da investigação sobre o uso da informação privilegiada da delação para lucrar nos mercados de câmbio e de ações.

Em maio de 2015, quando a Lava Jato tinha pouco mais de um ano, Emílio Odebrecht espetou no noticiário uma nora com o seguinte teor: ''A corrupção é problema grave e deve ser tratado com respeito à lei e aos princípios do Estado democrático de Direito, mas é fundamental que a energia da nação, particularmente das lideranças, das autoridades e dos meios de comunicação, seja canalizada para o debate do que precisamos fazer para mudar o país. Quem aqui vive quer olhar com otimismo para o futuro -que não podemos esquecer-, sem ficar digerindo o passado e o presente.''

Meses depois, a Odebrecht oferecia à força-tarefa da Lava Jato aquela que entraria para a história como delação do fim do mundo. O Apocalipse remexeu o passado e convulsionou o presente. Se transformar a delação da JBS em algo parecido com aquele que Romero Jucá chamava de “estancar a sangria”, o Supremo consolidará a vocação do Brasil para o papel de mais antigo país do futuro do mundo.

Lula à espera da condenação - Por Ricardo Noblat

Caiu, ontem à noite, o que parecia ser um argumento poderoso da defesa de Lula para tentar absolvê-lo no processo em que ele é acusado de receber propina da construtora OAS por meio da posse de um apartamento tríplex na praia do Guarujá, em São Paulo.

Em suas alegações finais, a defesa afirma que a OAS transferiu os direitos econômicos e financeiros sobre o imóvel a partir de 2010 para um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal. Assim, não teria como ceder a Lula a propriedade do imóvel ou prometer a sua posse.

Em nota oficial, a Caixa afirmou que não é dona dos direitos econômicos do imóvel. O FGTS adquiriu debêntures da OAS garantidos pela hipoteca do prédio, do qual o tríplex faz parte. Mas isso não impediria a comercialização dos imóveis.

A qualquer momento, o juiz Sérgio Moro poderá divulgar a sentença que condenará ou absolverá Lula. Nem Lula nem os que o cercam mais de perto apostam na absolvição. Se ela acontecesse, segundo alguns, seria como se Moro assinasse o atestado de morte da Lava Jato.

Da mesma forma, Lula e os seus não imaginam que Moro possa decretar a prisão do ex-presidente. Se Lula permaneceu solto até aqui, não haveria razão para prendê-lo antes de a segunda instância da Justiça confirmar ou rever a sentença de Moro.

Uma vez que seja condenado, Lula cumprirá uma extensa agenda pelo país a fora para receber a solidariedade da militância do PT. Haverá também eventos no exterior, alguns já acertados com partidos e entidades sindicais.

O PT torce para que o Supremo Tribunal Federal não decrete a prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Se Aécio continuar solto e não for cassado pelo Senado, Lula só terá a ganhar, apresentando-se como a única vítima de fato da Lava Jato.  

099 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Outro dia, um comentarista disse que sou debochado, libertino. imoral. Pois bem, segundo Padre Vieira imoral são as estruturas econômicas, sociais, os bacanais que os políticos fazem patrocinados por governos sebosos e imundos, imoral é uma mãe bater na boca do filho porque ele falou em partes do corpo e depois, levá-lo para a piscina ou a praia para ele ver com os olhos o que não pode falar com a boca.

Quando li que Camila Parker Bowles, a esposa do príncipe Charles exigiu 320 milhões de euros para aceitar o divorcio fiquei abismado e me lembrei de uma proeza de Várzea-Alegre.

Um casal resolveu se separar. Desenformado procurou consultar-se com Antônio Costa, delegado da cidade. Sabendo que ali não era o foro adequado o delegado perguntou para o homem : Chico, você possui algum bem? Não, nenhum. Olhando para a mulher repetiu a pergunta : Hortência, a senhora possui algum bem? Também não tenho nada, respondeu solícita.

A sentença do delegado saiu em versos e no ato:

Questão tola, eu sinto!
Eu mesmo faço o desquite.
Ele fica com o pinto,
E ela com o sibito.

terça-feira, 20 de junho de 2017

DINHEIRO DA 'CONTA LULA' FOI PARA BANCO QUE CRIOU BLESSED.

O Estadão noticiou dias atrás que o Banco Julius Baer fechou as contas usadas por Joesley Batista para guardar propina de Lula e Dilma, e comunicou às autoridades suíças as movimentações suspeitas.

O dinheiro que ainda restava nessas contas foi transferido para o JP Morgan de Nova York, mesmo banco que estruturou a Blessed Holdings.

A offshore tem como 'gerente' o advogado suíço Andrea Amedeu Prospero e como 'representante' no Brasil o corretor Gilberto Biojone Filho, nomeado no governo Dilma para o comitê de investimento do FI-FGTS.

O Antagonista apurou ainda que Joesley Batista se relacionava no JP Morgan com a executiva Patrícia de Moraes, filha do ex-ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes - que, até 2015, era membro do conselho de administração e do comitê de auditoria da JBS.

Lula arrolou Patrícia de Moraes como testemunha de defesa em uma das ações criminais que responde em Curitiba e o nome de seu pai surgiu associado a doações eleitorais na agenda de Natalino Bertin, alvo da Operação Passe Livre que prendeu José Carlos Bumlai - o amigão de Lula.

O JP Morgan é considerado o grande parceiro da JBS em seu processo de internacionalização.

O açougueiro predileto de Lula esquarteja a verdade - Por Augusto Nunes.

Joesley Batista aproveitou uma entrevista para assumir de vez a paternidade da meia delação premiadíssima

Na entrevista concedida à revista Época, Joesley Batista assumiu a paternidade de outra brasileirice repulsiva. Sob a supervisão do procurador-geral Rodrigo Janot e com as bênçãos do ministro Edson Fachin, relator dos casos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, foi o dono da JBS o inventor da meia delação premiadíssima. Em troca da impunidade perpétua, o depoente conta apenas uma parte do muito que sabe. Para alegria do chefe do Ministério Público, é exatamente essa a parte que arquiva bandalheiras que envolvem seus alvos preferenciais.

Como nos depoimentos cujos trechos mais ruidosos foram divulgados há pouco mais de um mês, também na entrevista a Diego Escosteguy o credor favorito do BNDES não se atreveu a negar o que qualquer bebê de colo está cansado de saber: “Lula e o PT institucionalizaram a corrupção”. Mas quem lidera “a quadrilha mais perigosa do Brasil é Michel Temer”, não o antecessor que concebeu e dirigiu o maior esquema corrupto de todos os tempos. Esse, aos olhos do delator espertalhão, foi sempre um modelo de civilidade e respeito à lei. “Nunca tive conversa não-republicana com o Lula. Zero”, jurou. “Eu tinha essas conversas com o Guido Mantega”.

“Conheci o Lula só no fim de 2013”, mentiu no fim da fantasia. A verdade esquartejada foi recomposta no parágrafo seguinte. “O senhor não era próximo do Lula quando ele era presidente?”, perguntou o entrevistador. “Estive uma vez com o presidente Lula quando assumi o comando da empresa em 2006”, derrapou o entrevistado. O primeiro encontro da dupla, portanto, ocorreu sete anos antes — sete anos excepcionalmente lucrativos. Em 2006, o faturamento da JBS somou 4 bilhões de reais. Saltou para 14 bilhões já no ano seguinte.

De lá para cá, o grupo dos irmãos Batista, anabolizado por empréstimos de pai para filho liberados pelo BNDES, desenhou uma curva ascendente de dar inveja a magnata de filme americano. Em 2016, graças a sucessivos negócios internacionais facilitados pela usina de favores do Planalto, o faturamento bateu em R$ 170 bilhões. Mas Joesley fez questão de registrar que as também “as relações com o BNDES foram absolutamente republicanas”. Nada de conversa não-republicana com o presidente Luciano Coutinho ou diretores da generosa instituição. Quando precisava de outro empréstimo, bastava falar com Mantega.

Ou seja: a corrupção institucionalizada por Lula e seu partido rolou solta por mais de 13 anos, mas Joesley continua concentrando a artilharia em Michel Temer e no PMDB, sem esquecer de reservar a Aécio Neves algumas balas de grosso calibre. Decidido a poupar a mais gulosa e atrevida organização criminosa (ORCRIM, ele simplifica), Joesley segue repetindo, sem ficar ruborizado, que teve como comparsa um único e escasso oficial graduado da tropa de larápios: Guido Mantega, codinome Pós-Itália.

Se cinismo fosse crime, nem a dupla Janot e Fachin conseguiria livrar da cadeia o açougueiro predileto do chefão da quadrilha. Ele mesmo, o governante que criou o Brasil Maravilha com dinheiro roubado do país real.

Moro impediu o golpe do trio barra-pesada - O Antagonista.

A data do encontro clandestino entre Lula, Eduardo Cunha e Joesley Batista é fundamental para se compreender o que eles discutiram.

Eles se reuniram em 26 de março de 2016.

Dez dias antes do encontro, em 16 de março, Dilma Rousseff nomeou Lula para a Casa Civil, a fim de que ele obtivesse o foro privilegiado e escapasse da Lava Jato, que se preparava para prendê-lo.

No mesmo dia, o juiz Sergio Moro divulgou o grampo em que Lula e Dilma Rousseff combinavam a tramóia.

Em 17 de março, a Câmara dos Deputados elegeu os integrantes da Comissão Especial do impeachment.

Um dia depois, Gilmar Mendes suspendeu a nomeação de Lula para a Casa Civil.

O trio barra-pesada, portanto, reuniu-se para coordenar as manobras dos vários ramos da ORCRIM. O plano era enterrar a Lava Jato e negociar uma saída para o impeachment.

PF diz que Temer é corrupto! E nada acontece! - Por Josias de Souza.

Em relatório preliminar enviado ao Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal diz ter concluído que Michel Temer cometeu o crime de corrupção. Esqueça todo o resto. Pense apenas nisso. A acusação não partiu de nenhum congressista da oposição. Não, não. Absolutamente. Vem da Polícia Federal. A honestidade do presidente, que já subira no telhado, aproximou-se da beirada da telha. A permanência de Temer no Planalto, que muitos tachavam de escandalosa, migra rapidamente para a categoria de escárnio. E nada acontece!

Enquanto o sistema político espera por um “fato novo”, Temer bate bumbo contra os adversários sob seu telhado de vidro. E não é só o teto que é de vidro. O presidente veste paletó de vidro, camisa de vidro, calça de vidro… Mas ninguém se animou a gritar: “Gente, o rei está nu.” Todos preferem acreditar na versão segundo a qual o soberano veste, no momento, um tecido de resistência inigualável. Mas completamente invisível para os 99% de brasileiros pessimistas, os delatores e os conspiradores da Procuradoria-Geral da República.

A PF pediu ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, mais alguns dias para concluir o inquérito sobre Temer e seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala. Na semana que vem, o procurador-geral Rodrigo Janot enviará à Suprema Corte uma denúncia criminal contra Temer. Mas, por ora, nem o PSDB, que ainda não sabe como lidar o com Aécio, o seu abominável tucano das Neves, se anima a fazer muito barulho. Acompanhada de dois ministros tucanos —Antonio Imbassahy e Aloysio Nunes— a suspeição voou para a Rússia. Temer deixou no Brasil a crise, a vergonha e o interino Rodrigo Maia, incumbido de arrematar a articulação para enterrar o escândalo vivo na Câmara. Busca-se um ponto final com grande naturalidade, sem a concessão de um ponto de exclamação. 

Quando os advogados extrapolam os limites da defesa e entram no mundo do crime.


É a acusação dos delatores da Odebrecht contra os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente contra Roberto Teixeira, o dono do escritório, milionário e pai da moça que se casou com Cristiano Zanin, o abestalhado que é fissurado por holofotes, mas que detesta os códigos, notadamente o Código de Ética da OAB.

Segundo reportagem desta segunda-feira (19) do jornal Folha de S.Paulo, os novos depoimentos são extremamente incriminatórios e colocam o advogado numa posição incômoda, ao lado do cliente no banco de réus.

Teixeira é réu no processo que apura a compra pela Odebrecht de um imóvel onde seria construída a nova sede do Instituto Lula, em São Paulo, e um apartamento vizinho ao apartamento do petista em São Bernardo do Campo (SP).

Sobre o causídico pesam as acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Daí a insuportável deselegância e ira da defesa de Lula nas audiências com o juiz Moro. 

Ao que parece, os próprios advogados são membros da organização.

Um país perdido - POR MERVAL PEREIRA.

Já não há mais possibilidade de um debate racional sobre a situação do país. Quando jornalistas são constrangidos dentro de aviões por militantes políticos que querem calá-los, como aconteceu com Miriam Leitão e Alexandre Garcia, um após a outra, para demolir as tentativas de desmentido orquestrado;  

Quando procuram explicações conspiratórias para a denúncia jornalística de uma gravação do diálogo entre o presidente da República e um empresário, onde diversos crimes são descritos e abordados; é que a surdez deliberada de setores políticos e empresariais, por razões que vão da manutenção do poder ao interesse financeiro, domina o quadro político da mesma maneira que aconteceu quando o ex-presidente Lula ou a ex-presidente Dilma foram denunciados por crimes variados.

Cada grupo político vê os acontecimentos da maneira que lhe convém, e o debate vai para o brejo. Agora disputa-se qual é a maior quadrilha em ação nesse país abandonado por Deus, que, diziam, era brasileiro. Só que não. O PT e o PMDB são acusados de terem organizado quadrilhas para manipular o governo, e existem fatos que demonstram que aos dois cabe o epíteto.

O dono da JBS, empresário Joesley Batista, na entrevista que deu à revista Época, avalia que a quadrilha do PMDB é a mais perigosa em ação, e enumera seus membros, todos presos ou assessores do Planalto. Mas diz que a corrupção institucionalizada, organizada por núcleos sob a supervisão de ministros e outras autoridades, começou com o governo Lula do PT.

Para quem era acusado de ter dado uma sociedade oculta a um dos filhos do ex-presidente, parece pouco o que diz sobre Lula, e a teoria da conspiração dita que ele se voltou contra Temer, orientado pelo Procurador-Geral da República, para proteger Lula e tirá-lo da presidência.

O próprio presidente Michel Temer sugere isso na nota oficial em que rebate as acusações de Joesley Batista. O empresário livra a cara de Lula diretamente, quando afirma que nunca tratou com ele da corrupção, mas joga para o ex-ministro Guido Mantega a responsabilidade por todas as vantagens que recebeu de órgãos governamentais como BNDES e Caixa.

É o mesmo que disse outro ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que atribui a Mantega as ordens para pagamento de propina de interesse do PT. Mas a acusação é direta:"Foi no governo do PT para frente. O Lula e o PT institucionalizaram a corrupção. Houve essa criação de núcleos, com divisão de tarefas entre os integrantes, em estados, ministérios, fundos de pensão, bancos, BNDES. O resultado é que hoje o Estado brasileiro está dominado por organizações criminosas. O modelo do PT foi reproduzido por outros partidos".

Não me parece, portanto, que Lula esteja a salvo das delações de Joesley, até mesmo devido à conta na Suíça de U$ 150 milhões que, ele garante, financiava as campanhas políticas do PT nos governos Lula e Dilma, e mesmo gastos pessoais, até de Mantega. Mas acho natural que o foco da vez esteja voltado para o presidente Temer, assim como já esteve prioritariamente voltado para o ex-presidente Lula.

Os processos contra ele já estão na fase final, e brevemente as primeiras sentenças judiciais serão anunciadas. Quando isso acontecer, e a primeira deve vir a público até o final do mês, novamente surgirão as acusações de que Lula e o PT estão sendo perseguidos, os organismos internacionais serão acionados.

É surpreendente que uma entrevista claramente de interesse público, já que o empresário que gravou o presidente da República não falara ainda para um órgão jornalístico, seja considerada estranha, ou parte de uma conspiração para a sua derrubada.

Se não houvesse nada a ser delatado, Joesley Batista não teria importância para as investigações da Procuradoria-Geral da República. A conversa, em tom de sussurros, mesmo àquela hora da noite no subsolo do Palácio Jaburu, revelou os bastidores do submundo político e só pode ser considerada uma banalidade num país que já se perdeu.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Foda-se a constituição, presidente Lula - Por Antônio Morais

Nunca é demais reprisar : "Foda-se a Constituição - Presidente Lula da Silva".

Frases do tipo não se ouviria de um Bilac, um José do Patrocínio ou um Bonifácio de Andrada, de um patriota. - “Em boca fechada não entra mosca”. Antigo, porem sábio ditado! Se a mosca não entra porque a boca está fechada, pela mesma razão as bobagens também não saem.

“Foda-se a Constituição” – termo retirado de um texto do Ricardo Noblat - Jornal o Globo, é o que não se poderia esperar de um Presidente da Republica.

Um jornalista do maior Jornal do Mundo chamou o presidente Lula de “cachaceiro – pinguço” com razão o presidente reagiu contra esse jornalista na firme determinação de expulsá-lo do país: Mas, a gravidade maior não está no fato de querer banir um jornalista que o desagradou, está sim, na declaração feita após um assessor informar que a sua vontade estava em desacordo com o que determina a Constituição: Disse Lula da Silva : “Foda-se a constituição” - O presidente não sabe o que são preceitos constitucionais.

Nesta frase ofensiva, na falta de respeito á “Carta Magna”, está a maior bobagem dita pelo Lula até o presente, e, com certeza vai lhe custar muito no futuro, talvez seja sua marca definitiva.

Governar não é realizar vaidades, fantasias e vontades - Governar é acima de tudo respeitar e administrar as leis do país.

Nunca é demais reprisar esta obra prima do  Pajé quando estava  por cima  da carniça.

Aliados de Temer têm dossiê jurídico que aponta caminhos para pedir anulação de delação da JBS - POR PAINEL

Mapa de guerra Aliados de Michel Temer têm em mãos um dossiê jurídico que aponta caminhos para pedir a anulação da delação dos irmãos Batista. O documento elenca itens que poderiam dar base formal a diversos questionamentos sobre o acordo firmado com o MPF. 

A minuta tem um capítulo intitulado “Expectativas” que recomenda, por exemplo, que o governo peça no Supremo a rescisão da colaboração da JBS, alegando que ela “abusou da boa fé dos brasileiros e garantiu a impunidade aos delatores”.

Às claras O documento de 30 páginas questiona a competência do ministro Edson Fachin para homologar a delação da JBS, tema que será julgado pelo STF na quarta-feira (21), e sugere que o MPF “seja intimado” a explicar à sociedade por que deixou de denunciar os irmãos Batista.

O herói Ministros do Supremo têm reclamado, reservadamente, do que chamam de açodamento da Procuradoria-Geral da República na formulação de denúncias contra políticos.

E o vilão Os magistrados dizem que, muitas vezes, a Justiça rejeita denúncias que não vêm acompanhadas de provas suficientes. Esse cenário, dizem, empurra para o Judiciário a pecha de ineficaz.

Veja bem Esses mesmos ministros afirmam que o acordo da JBS deveria ter sido avaliado pelo plenário do STF.

Última que morre Alessandro Molon (Rede-RJ) vai entrar no STF com um mandado de segurança para tentar obrigar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a decidir sobre os 19 pedidos de impeachment de Michel Temer — que estão há cerca de um mês em sua mesa.

Para depois Uma eventual decisão de Maia sobre o caso não deve sair nesta semana. O deputado assume interinamente a Presidência da República por causa da viagem oficial de Temer para a Rússia e a Noruega.

Caneta na mão Na cadeira de presidente, Rodrigo Maia terá que assinar o veto ou não de duas medidas provisórias que reduzem a proteção florestal no Brasil.

Verde que te quero Ambientalistas usam a viagem de Michel Temer à Noruega como instrumento de pressão. O país é o principal financiador do Fundo Amazônia, criado para combater o desmatamento na região.

História sem fim Pessoas próximas ao ex-ministro Antonio Palocci dizem que, em sua delação, ele trará novos detalhes sobre desvios descobertos, ainda que parcialmente, durante o mensalão.

Me dê motivos Primeiro grande escândalo da era petista, o caso foi abordado pelo juiz Sergio Moro durante depoimento do ex-presidente Lula, em Curitiba, em maio. Na ocasião, a defesa do ex-presidente o orientou a não responder às perguntas.

De baixo… Advogados do operador Lúcio Funaro se reúnem nesta semana com integrantes do Ministério Público Federal, em Brasília, no âmbito da operação Greenfield, que apura esquema de desvios em fundos de pensão.… para cima O criminalista Antonio Figueiredo Basto diz que, por ora, não vai tentar um acordo de delação de Funaro com a Procuradoria-Geral da República. O plano, agora, é buscar outros meios de colaboração.

Segura! Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, prestará depoimento nesta terça (20) à 10ª Vara Federal, em Brasília, na esfera da Greenfield. Na quarta (21), tem audiência com o juiz Sergio Moro. O empreiteiro negocia acordo de delação premiada com a PGR.

Condenação de Lula deve expor divisões do PT - Por Josias de Souza

Para a cúpula do PT, o destino penal de Lula deixou de ser um imprevisto. Todo o alto comando da legenda avalia que o líder máximo do petismo está prestes a se tornar o primeiro ex-presidente da história a amargar uma condenação criminal. Paradoxalmente, o partido não se preparou para o previsto. Um membro do diretório nacional do PT, estudioso das diferentes tendências que coabitam a agremiação, prevê que a sentença de Sergio Moro no caso do tríplex “abrirá as comportas da barragem partidária que impede as opiniões divergentes de escorrer.”

Termina nesta terça-feira (20) o prazo para a defesa de Lula entregar a Sergio Moro a petição com as alegações finais dos advogados. O juiz da Lava Jato estará, então, liberado para preferir sua primeira sentença num caso envolvendo Lula. Confirmando-se a condenação, o pajé do PT iniciará uma corrida contra o relógio. Na hipótese de o tribunal federal da segunda instância (TRF-4) endossar o veredicto, Lula ficará inelegível para a disputa presidencial de 2018. E se tornará um candidato imbatível ao cumprimento imediato da pena que Moro vier a lhe impor —incluindo a prisão, se prevalecer a posição defendida pelo Ministério Público Federal.

O planejamento da reação do PT não ultrapassou a fase dos ataques a Moro e aos procuradores da força-tarefa de Curitiba. O PT tratará Lula como um perseguido político da infantaria da Lava Jato, não como um corrupto. No mais, não há consenso quanto à estratégia a ser adotada. Há divergências até mesmo entre os integrantes da tendência majoritária, à qual pertence Lula. Chama-se Construindo um Novo Brasil (CNB). Uma ala, por ora minoritária, defende que o PT se junte à caravana do presidenciável Ciro Gomes, do PDT. Outro grupo prefere uma candidatura própria, a ser alavancada pelo que resta de prestígio a Lula, primeiro colocado nas sondagens eleitorais. 

domingo, 18 de junho de 2017

O melhor para o PSDB seria deixar o governo, mas o partido não quer romper com o PMDB - Por Merval Pereira.


O grande problema do PSDB é a situação do Aécio Neves. Ele está numa posição muito delicada e precisa do apoio do partido. 

O Fernando Henrique e o Tasso Jereissati estão numa saia justa nesse momento. Eles sabem que o melhor para o partido seria sair do governo e apoiar as reformas, mas ao mesmo tempo não querem romper com o PMDB.

sábado, 17 de junho de 2017

098 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Na década de 60 do século passado, na rua Major Joaquim Alves, em Várzea-Alegre ficava a "Soparia do Pereira". 

Nos finais de semana, dias de festas no Recreio Social era aberta dia e noite. 

Terminados os bailes todos acorriam ao local para se servir de canja de galinha.

A higiene não era a especialidade do ambiente e eram constantes as reclamações dos frequentadores. 

Um belo dia, Pereira, um baixinho enjoado, proprietário e garçom chegou para mulher e disse: Estão reclamando que a sopa está com gosto de baigon!

Ela deu uma rabissaca, botou as mãos na cintura e respondeu: Não tem quem agrade essa gente : Ontem, diziam está com gosto de barata.


JOESLEY CONTA COMO COMPROU SILÊNCIO DE CUNHA E FUNARO: "VIREI REFÉM DE DOIS PRESIDIÁRIOS".


Joesley Batista contou à Época como comprou o silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro.

ÉPOCA – No decorrer de 2016, o senhor, segundo admite e as provas corroboram, estava pagando pelo silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, ambos já presos na Lava Jato, com quem o senhor tivera acertos na Caixa e na Câmara. O custo de manter esse silêncio ficou alto demais? Muito arriscado?

Joesley – Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele? Dez dias depois ele foi preso. Eu tinha perguntado para ele: "Se você for preso, quem é a pessoa que posso considerar seu mensageiro?”. Ele disse: "O Altair procura vocês. Qualquer outra pessoa não atenda". Passou um mês, veio o Altair. Meu deus, como vou dar esse dinheiro para o cara que está preso? Aí o Altair disse que a família do Eduardo precisava e que ele estaria solto logo, logo. E que o dinheiro duraria até março deste ano. Fui pagando, em dinheiro vivo, ao longo de 2016. E eu sabia que, quando ele não saísse da cadeia, ia mandar recados.

ÉPOCA – E o Lúcio Funaro?
Joesley –Foi parecido. Perguntei para ele quem seria o mensageiro se ele fosse preso. Ele disse que seria um irmão dele, o Dante. Depois virou a irmã. Fomos pagando mesada. O Eduardo sempre dizia: “Joesley, estamos juntos, estamos juntos. Não te delato nunca. Eu confio em você. Sei que nunca vai me deixar na mão, vai cuidar da minha família". Lúcio era a mesma coisa: "Confio em você, eu posso ir preso porque eu sei que você não vai deixar minha família mal. Não te delato".
ÉPOCA – E eles cumpriram o acerto, não?

Joesley – Sim. Sempre me mandando recados: "Você está cumprindo tudo direitinho. Não vão te delatar. Podem delatar todo mundo menos você". Mas não era sustentável. Não tinha fim.

LULA INSTITUCIONALIZOU A CORRUÇÃO NO BRASIL, DIZ JOESLEY.


Esta declaração de Joesley Batista sobre Lula também está na entrevista do empresário à Época, feita por Diego Escostegu.

Joesley disse ainda que "o Estado brasileiro está dominado por organizações criminosas".

É preciso repetir o óbvio.

Trump cancelará acordo com o regime comunista de Cuba

O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira o fim do acordo de reaproximação com Cuba adotada por seu antecessor, Barack Obama. “Eu estou cancelando o acordo completamente unilateral da última administração”, afirmou Trump em pronunciamento em Miami.

O republicano se mostrou disposto a negociar “um acordo melhor” com a ilha, mas apenas se houver avanços “concretos” para a realização de “eleições livres” e a liberdade de “prisioneiros políticos”.

“Quando os cubanos derem passos concretos, estaremos prontos, preparados e capazes de voltar à mesa para negociar esse acordo, que será muito melhor”, disse Trump.
Na foto, cubanos em balsas improvisadas fogem para os EUA.

As alterações incluem restrições ao turismo e negócios com a ilha, principalmente para barrar os gastos com estabelecimentos controlados pelos militares ou pelo serviço de inteligência do país – o Exército é dono de grande parte da infraestrutura de turismo de Cuba.

Crônica do fim-de-semana: Uma cena na vida da Imperatriz Teresa Cristina, a esposa de Dom Pedro II

A terceira imperatriz do Brasil: Dona Teresa Cristina

Certa vez, encontrava-se a Imperatriz Dona Teresa Cristina em uma das salas do Paço Imperial, com as janelas abertas voltadas para a rua lateral, enquanto o Imperador Dom Pedro II, na sala ao lado, atendia a um compromisso oficial.

De repente, a Imperatriz ouviu a voz de dois jovens discutindo a altos brados, no mais puro dialeto napolitano, exatamente na ruela vizinha ao Paço; os jovens acusavam-se mutuamente de se encontrarem em situação de extrema miséria, passando as piores necessidades, sem conhecer pessoa alguma naquela terra estranha.

Sua Majestade, nascida Princesa do Reino das Duas Sicílias, animou-se ao ouvir alguém falar seu idioma natal e foi até a janela, de onde divisou os dois jovens que, meio recostados na parede fronteira, gesticulavam, emitindo sonoros palavrões em tom elevadíssimo.

A Imperatriz não se importou com a grosseria do vocabulário dos jovens, animada como ficou ao ouvir seu idioma natal, coisa, por sinal, raríssima no Brasil daquela época. Ansiosa, correu à sala ao lado, onde se encontrava o Imperador, e pediu ao marido que mandasse buscar os rapazes, pois queria saber sua história e ajudá-los no que fosse possível.

O Imperador mandou o Ajudante de Ordens ir buscá-los, e a Imperatriz voltou à sala anterior, postando-se à janela, ansiosa para ver o resultado.

Quando os napolitanos viram aquele oficial todo galardoado se dirigindo na direção deles, levantaram-se, preparando-se para correr. Então, a Imperatriz disse-lhes, da janela, em dialeto napolitano: “Nú v’appaurate, nu v’appaurate!”, isto é, “Não se amedrontem, não se amedrontem!”.
Aí foi que os rapazes se apavoraram, e um disse ao outro: “Quillo capiche taliano! Nui ammo ditte male parole, mó vene o centarni a ni pilhá carcicati...”, que significa “A moça entende italiano e nós dissemos muitos palavrões, e agora mandou a polícia para nos prender...”.

É possível imaginar o tremendo susto pelo qual passaram aqueles pobres rapazes, mesmo sem saber que aquela “moça” era a Imperatriz. Mas tudo foi compensando quando tiveram a grande honra de se verem postos à frente de Sua Majestade em pessoa, tendo o susto pouco durado diante daquele sorridente ar maternal da Imperatriz napolitana, que os hospedou durante certo tempo, enquanto eles aprendiam o português e se acostumavam com os hábitos do Brasil.

Na verdade, tratava-se de dois irmãos, de dezoito e vinte anos, Domenico e Cesare Farini, que, sem perspectivas de trabalho na Itália, visando um futuro mais promissor, haviam fugido de casa em busca de aventuras, embarcando, como clandestinos, no primeiro navio pronto para zarpar do porto, sem ao menos se preocuparam com o destino da embarcação. E acabaram vindo dar com os costados no Rio de Janeiro. Sorte deles...

Por aquela época, foi determinada uma padronização monetária no Brasil, sendo os antigos e pesados patacões, ainda de origem colonial, substituídos por moedas de mesmo valor intrínseco, mas de menor peso, recebendo os dois napolitanos o encargo de efetuar essa troca, pelo interior do Império.

Dois anos depois, de volta ao Rio de Janeiro, a conselho da própria Imperatriz, os rapazes regressaram a Nápoles, onde foram estudar, aprendendo o ofício de ourives, de lá retornando, tempos depois, ao Rio de Janeiro, onde se estabeleceram com uma ourivesaria e joalheria na Rua dos Ourives (atual Rua Miguel Couto), ganhando fama e prestígio, a ponto de poderem ostentar, na tabuleta na porta de entrada da loja, o título de “Joalheiros da Casa Imperial”.

- Baseado em trecho do livro 'Sua Majestade Imperial D. Thereza Christina Maria de Bourbon e Bragança - "A Mães dos Brasileiros"', de autoria do Prof. Rogerio da Silva Tjäder.