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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Insigne ficante - Por Antônio Morais.


Quando Jorge W. Bush visitou o Brasil foi difícil, quase impossível fazer a medição e avaliar qual dos dois presidentes era o mais arrogante e prepotente. Bush ou Lula.

Os dois se igualhavam na vaidade e no orgulho, no "contar vantagens e cagar goma". Na despedida rabisquei estas sextilhas bem humoradas, atribuindo ao dialogo final da visita do americano ao Brasil :

Lula.
Bush veio ao Brasil,
Para ver se aprendia:
Nem canta como cantava,
Nem sabe como sabia....
Perdeu todo seu requinte
Adeus, "insigne partinte".

Bush.
Lula, tua aresia
Deixou-me mal satisfeito:
Sei mais do que já sabia,
Tenho mais força no peito,
Deixas de ser tão pedante:
Adeus, "insigne ficante".

É para rir ou para chorar? Dilma anuncia que é candidata – por Jair Gomes Coelho (*)

A defenestrada Dilma Rousseff, por obra e graça do ministro Ricardo Lewandowski, que a livrou de oito anos de geladeira eleitoral, ousa dizer a mais de 200 milhões de brasileiros que pretende concorrer nas eleições de 2018. Sua dúvida é se concorrerá a deputada federal ou a senadora.

Talvez até para governadora do Rio Grande do Sul. Isso até o registro da candidatura, se o Supremo Tribunal Federal (STF) não tiver julgado a ação contra o fatiamento da decisão final de seu impeachment, numa agressão frontal à Constituição federal. Mas, como o símbolo do STF é um cágado sedado, tudo conspira a favor do poste responsável pelo aumento das contas de luz residenciais em 8,55% em março. A decisão é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e vai valer até 2025.

A responsável por essa rapina é a afilhada do ministro Lewandowski. Ela determinou, em 2012, uma redução de 20% nas contas de energia elétrica, mas que chegaram a mais de 50%. Agora, a conta chegou. As empresas transmissoras serão indenizadas em mais de R$ 62 bilhões, que vão sobrar para o povão. Mas é bom que este povo não fique depressivo, porque os medicamentos terão aumento de 3,4%. Esta, entre tantas outras, foram as pedaladas de Dilma para sua reeleição. Nos sonhos de Madame Rousseff há um pesadelo chamado Lava Jato.
 
(*) Jair Gomes Coelho – E-mail:  jairgcoelho@gmail.com

Brasil Real, Brasil verdadeiro

A melhor lembrança
 
Com frequência, o Imperador Dom Pedro II visitava as oficinas de máquinas e estaleiros do Arsenal de Marinha, para analisar e revistar de perto os trabalhos e avanços que lá estavam sendo realizados.
Numa dessas visitas, o Soberano procurou pelo Tenente-Coronel José Carlos de Carvalho, herói na Guerra do Paraguai, ao ter chefiado a Comissão de Engenheiros. O Imperador logo foi informado de que o Tenente-Coronel se encontrava trabalhando nas caldeiras.

Lá chegando, estendeu a mão ao Tenente, que o cumprimentou, mas logo se desconcertou por ter sujado a mão de Sua Majestade, e pediu uma bacia com água e uma toalha. O Imperador disse:

— Não precisa. É a melhor lembrança que posso levar da visita de hoje, onde encontro o Tenente Carvalho com a blusa de operário das oficinas deste arsenal.

(Baseado em trecho do livro "Revivendo o Brasil-Império", de Leopoldo Bibiano Xavier – Postagem Original: Face book do Pró-Monarquia) 



O enterro da lei Maria da Penha - Por Antônio Morais


Preliminarmente  eu quero contar essa  história  que vi  com os meus  próprios olhos e ouvir  com os  meus ouvidos há menos de três meses no sitio Sanharol, hoje um bairro de Várzea-alegre.

"Tonha de Raimundo Cocão disse para  sua vizinha Luzia de Zé de Lula Goteira : Eu não sei como tu aguenta Zé? Todo dia um porre e todo dia ele bate em tu.  

Muier e o que eu ai de fazer? 

Hoje  existe a lei Maria da Penha, procure!  

E tu acha que quando Zé está laigando  os cabo de  bassoura  in neu se eu  gritar chega Maria da Penha  ela  vem   empatar de Zé bater neu"?

Um dos crimes mais  horrendos e bárbaros acontecidos  contra a mulher, nos últimos anos,  foi  o assassinato  da jovem Elisa Samudio que se envolveu com Bruno jogador do Flamengo.  

Todos conhecem a história. Uma trama dos diabos, o interesse por dinheiro foi quem  motivou e dinheiro é coisa do diabo.

O ministro  do STF  Marco Aurélio Melo soltou e não há lei alguma que revogue sua decisão. O problema da impunidade dos crimes contra a mulher  não é a falta de lei e sim a falta da aplicação dela.

O nome do problema do governo não é Padilha - Por Josias de Souza.


O problema do governo tem nome e sobrenome. Nas últimas horas, políticos e jornalistas o chamam de Eliseu Padilha. Se estivessem certos, a solução seria simples. Bastariam uma esferográfica para a assinatura do presidente e uma folha para o ato de exoneração do chefe da Casa Civil. Mas estão todos enganados.

Chama-se Michel Temer o problema do governo. Ele chegou ao Planalto como solução constitucional para a autocombustão que consumiu o mandato de Dilma Rousseff. Virou um problema ao cercar-se de amigos tóxicos e subordinar sua administração à vulgaridade. Temer se absteve de perceber que o jogo político no Brasil mudou de fase.

Nesta sexta-feira, o presidente mandou sua assessoria divulgar uma nota. Nela, admitiu novamente ter pedido dinheiro à Odebrecht em 2014. Mas reiterou que “não autorizou, nem solicitou que nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral.” Contabilizou o repasse da construtora ao PMDB em R$ 11,3 milhões. “Tudo declarado na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral”, enfatizou a nota. “É essa a única e exclusiva participação do presidente no episódio.”

O “episódio” que o texto do Planalto preferiu não esmiuçar envolve a Odebrecht, uma dezena de milhões reais e os dois maiores amigos do presidente da República: o ex-assessor da Presidência José Yunes e o chefe da Casa Civil Eliseu Padilha. O fato comporta pelo menos quatro versões: a de Temer, a de Yunes, a de Padilha e a versão verdadeira.

Nesse contexto, a manifestação divulgada pela assessoria presidencial apenas empurrou Temer para dentro de um Brasil alternativo. Um país fictício em que nada de reprovável aconteceu. Para que a nota oficial ficasse em pé, todos os brasileiros adultos teriam de aceitar a tese segundo a qual Temer não tem nada a explicar e que a crise que acaba de cair no seu colo está encerrada.

Nesta ficção que nenhum novelista assinaria para não passar por improvável, os brasileiros teriam de se fingir de bobos e ignorar o seguinte roteiro: o amigão Yunes recebeu em seu escritório envelope das mãos do doleiro Lúcio Funaro, um portador que o amissíssimo Padilha jura que nem conhece. No envelope que Yunes assegura ter recebido a pedido de Padilha, podia haver qualquer coisa, menos os milhões em verbas sujas que Temer renega, mas que os delatores da Odebrecht sustentam ter providenciado a seu pedido.

São tantas as confusões em que se mete o governo de Michel Temer que as coisas vão assumindo proporções inaceitáveis. Embaraços vão se transformando em hábitos. Descalabros vão virando parâmetro. De repente, nada precisa ser muito explicado. Dá-se de barato que os brasileiros se fingirão de mortos pelo bem da República.

Em nome da continuidade das reformas, ninguém perguntará: Onde Temer está com a cabeça que ainda não rompeu com Yunes, o amigo da onça? Pela estabilidade do condomínio partidário que dá suporte congressual ao governo, ninguém questionará: Afinal, Temer ainda não demitiu Padilha por que não quer ou por que não pode?

Costuma-se dizer que o brasileiro não tem memória. Michel Temer parece acreditar que os patrícios não têm mesmo é muita curiosidade.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Cresça, valorize-se

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A melhor maneira de aumentar seu valor é dedicar-se ao seu próprio crescimento. Em relação as ideias, comporte-se como uma esponja. Reserve um tempo para refletir profundamente sobre o que você faz e por que faz. È muito comum vivermos no piloto automático, incapazes de destinguir entre atividades e realização.

Quanto mais crescemos como pessoas, mais temos que partilhar com os outros. Pense no desenvolvimento pessoal como a argila que usamos para moldar nossa reinvenção. Quanto mais argila tivermos, maior e mais detalhada será a escultura que poderemos criar. Quanto mais aprendermos - não falo conhecimento abstrato, mas de instrução de ordem pratica, mais matéria-prima teremos para modelar nossa obra de arte pessoal.

Nossa estatura aumenta na mesma proporção que nossas capacidades mentais, espirituais e físicas se ampliam. Á medida que formos crescendo, estabeleceremos novas conecções com pessoas e ideias que nos transformarão em mestres na arte de adquirir mais valor pessoal.

Mark Sanborn

033 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Mundim da Varjota.

Há quem diga, e, é a pura verdade que o Mundim da Varjota era tido como curto e grosso.

Certa feita uma senhora das bandas do Juazeiro, aparentando ter uns 40 anos, de passagem por Várzea-Alegre, se aproximou com um menino a tiracolo, estirou a mão disse de modo autoritário – Me dê uma esmola!

Mundim, então, admoestou a mulher dizendo: isso é jeito de pedir? Você está pedindo ou dando uma ordem?

Tenha mais humildade, seja mais prática. Assim você não vai ser bem sucedida na sua pedição.

A mulher recomeçou o pedido dizendo: Pelas cinco chagas de Cristo, pelo coração do meu "Padim Ciço", pela sua mãe que se já morreu está no céu, ajude com uma pequena esmola a alimentar os meus filhos sofridos, que Deus lhe devolverá em dobro.

Mundim fez elogios a mulher! Assim é que se pede, demonstrando necessidade, convencendo as pessoas pela humildade, e, mostrando merecedência.

Por fim, depois de toda essa peleja, essa aula de pedimento, gritou a todo pulmão: PERDOE!

Nas “Páginas Amarelas” da VEJA desta semana – Roberto Jefferson: “Lula quer ser preso”

Algoz do PT no escândalo do mensalão, o ex-deputado federal Roberto Jefferson diz que operação Lava-Jato tem que tomar cuidado para não transformar ex-presidente em vítima
Por Luisa Bustamante e Thiago Prado 
Depois de uma temporada preso e uma luta feroz contra um câncer no pâncreas, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) prepara o retorno à cena política. Decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados no ano que vem - resta saber se pelo Rio de Janeiro, seu estado de origem, ou São Paulo. Condenado por corrupção no mensalão, ele aguarda apenas a decisão da sua filha, a deputada Cristiane Brasil, que estuda se candidatar ao Palácio Guanabara. Aos 63 anos, Jefferson recebeu VEJA para uma conversa em seu escritório no Rio: opinou sobre a operação Lava-Jato, desafiou Lula a ser candidato em 2018 e admitiu que o bloco do Centrão usou métodos ilegais para derrubar o PT do poder.

Depois de cumprir pena por corrupção e lavagem de dinheiro, o senhor anunciou que pretende voltar a se candidatar em 2018. Por que? Estou dentro da faixa etária que não deve se aposentar segundo a reforma da previdência. Falando sério, acho cedo para me recolher em casa, tenho muito a dar ainda. Minha carreira foi abruptamente interrompida no passado. Já tive a sentença do Joaquim Barbosa no processo do mensalão. Agora quero saber a avaliação do povo. Esta sim, soberana, muito acima da dele.

Acha que Lula também tentará voltar a disputar eleições? Torço para que tente de novo o Planalto. Esta sim será a grande sentença moral que ele irá receber: a derrota nas urnas. Vai valer muito mais do que um mandado de prisão expedido pelo Moro. Contra uma decisão judicial, Lula poderá sempre dizer que é vítima. A cara de pau para inventar discursos é imensa. Já ouvi recentemente que o Moro estava trabalhando para a CIA e que a Dona Marisa foi assassinada.

Não considera que ele pode ser preso antes da campanha? No fundo, é o que ele quer. Lula deseja ser preso para poder ter o discurso de que foi perseguido pela caneta togada do Moro. Ao contrário de 2005, no auge do mensalão, desta vez acho certa a tese do FHC. É importante deixá-lo sangrar até a eleição. Se Lula for preso, vai ter romaria com bandeira de foice e martelo todo dia na porta da penitenciária em Curitiba.

Na época do mensalão, o senhor dizia que Lula era inocente... É verdade. Na CPI, falei: “Sai daí Zé, antes que faça culpado um homem inocente”. Hoje é diferente, são muitas as evidências: apartamento no Guarujá, sítio em Atibaia e o enriquecimento dos filhos. Mesmo assim, o Moro precisa ser inteligente e não prendê-lo. Lula precisa ouvir um basta da sociedade.

O que o senhor vai dizer para o eleitor quando for cobrado pelo envolvimento no mensalão? Vou perguntar se as pessoas acharam justa a sentença. Também quero saber se consideram que tive alguma importância na transformação que está ocorrendo no país. Fiz uma luta solitária no momento mais forte do PT no poder.

Então considerou injusta a sua condenação pedida pelo ex-ministro Joaquim Barbosa no processo do mensalão? Sim, ele exagerou. Uma coisa é o delito eleitoral, que eu sabia que tinha cometido. Outra é a corrupção. Encarei com serenidade aquela conduta histriônica do Joaquim Barbosa. Ele jogou para a plateia, só não esperava que anos depois apareceria o Sérgio Moro. Sem televisão ao vivo, um juiz de vara de primeira instância se tornou muito maior do que ele. Fico satisfeito de ver que o Joaquim Barbosa não passou para a história como o maior magistrado do país.

Essa tese de separar caixa dois e corrupção não é uma conversa conveniente para políticos apavorados com a delação da Odebrecht que vem por aí? Acho que tem que haver a separação do joio do trigo. Uma coisa é quem recebeu dinheiro por corrupção para facilitar negócio para empreiteira. Outra, o financiamento eleitoral. Não se pode chamar caixa dois de corrupção.

Mas essa não é uma linha muito tênue? Não. Caixa dois houve no Brasil o tempo todo, as empresas não participavam de campanha de outra forma. Elas sempre queriam dar 10% por dentro e 90%, por fora. Ninguém queria ficar exposto e aparecer em prestações de contas bancando um candidato que depois poderia perder a eleição.

Foi este o seu caso? Sim. Recebi 4 milhões de reais em caixa dois na eleição de 2004 em um grande acordo com o PT. Tudo entregue na sede do PTB pelo Marcos Valério em malas de dinheiro. Comprometi-me a não lançar candidato no Rio de Janeiro e São Paulo. Agora isso virar corrupção ativa?

E não é? Não. Corrupção é quando existe algum ato do executivo envolvido. Quando um agente público faz ou deixa de fazer algo na administração que lesa a sociedade. Eu não tinha como saber naquela época de onde o dinheiro vinha.

O eleitor está do seu lado nesta tese? Claro. Do taxista à caixa do supermercado, todos me cumprimentam hoje em dia. Recentemente, fui almoçar com a minha mulher em um restaurante em Copacabana e fui aplaudido de pé. Muitos dizem: “Obrigado por derrubar o José Dirceu, senão teríamos virado uma Venezuela”.

Até onde vai a operação Lava-Jato? Para o bem dela, acho que está na hora de parar de inventar. É hora de fechar o pacote, senão vira uma guerra napoleônica. Chega de aceitar novas delações. O país tem que andar para frente.“É hora da Lava-Jato parar de inventar. Senão vira uma guerra napoleônica”

Qual a diferença entre a Lava-Jato e o mensalão? O mensalão era mais genérico e não tinha provas tão densas. Contas no exterior foram rastreadas com valores monstruosos. Ajudou também o fato de um monte de madame usar cartão de crédito para comprar roupa de grife.

A Lava-Jato desvendou um esquema de recursos montado por PT e PMDB. Não é contraditório você e seu partido baterem apenas nos petistas? Não. O governo Temer não está envolvido na Lava-Jato. Por enquanto só há fumaça contra os integrantes do governo, mas não há fogo.

Temer não está tentando proteger seu governo com a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo? Não há blindagem neste tipo de escolha. Por exemplo: quando o Lula nomeou o Joaquim Barbosa naquela cota para negros que ele criou no Supremo, jamais se imaginou que ele condenaria petistas. Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli também agiram com independência mesmo depois de indicados pelo PT. Tenho certeza que Alexandre de Moraes seguirá pelo mesmo caminho. Ele é um profissional extremamente qualificado. Não tentará agradecer a indicação dando canetadas contra evidências em processos.
Roberto Jefferson canta 'O que tinha que ser', de Tom Jobim. O hobbie se tornou uma terapia

O seu partido, o PTB, participa do Centrão desde os tempos de Eduardo Cunha. Vocês continuarão no grupo? Não, chegou a hora de passar uma borracha nisso. Aquilo foi um grupo montado para derrubar a Dilma Rousseff usando os métodos de guerrilha das FARCs: vendendo entorpecente, sequestrando e extorquindo. O mesmo jogo que o PT sempre praticou.

E por que a maioria do sistema político se aliou a estas FARCs durante o impeachment?
Porque eles eram um mal menor ao país. O mal maior era o PT continuar no comando do Palácio do Planalto. Usaram instrumentos legais e ilegais? Sim, usaram. Mas chegou a hora de celebrar a paz como na Colômbia. Tem que desarmar todo mundo.

Qual o candidato favorito a vencer a eleição presidencial de 2018? Geraldo Alckmin. Faz um governo muito sério em São Paulo e emplacou o João Dória no primeiro turno.

Mas como fica o Aécio, atual presidente do PSDB? Este é um grande amigo. No período em que estive preso, sempre me enviou uma palavra de solidariedade através da minha filha. O problema é que ele perdeu as duas últimas eleições em Minas Gerais.

E o Serra, que agora deixou o governo? É um grande pensador, mas se afastou da gestão diária de um orçamento. O grande executivo tucano é o Geraldo.

Marina Silva tem chance em 2018? Não acho. O partido da Marina é um puxadinho do PT. Ela faz aquela pose de Madre Teresa de Calcutá, mas foi ministra desse governo petista que não teve ética alguma. Também não ficou sabendo de nada?“O Centrão atuou como as FARcs para derrubar a Dilma Rousseff. Extorquindo, sequestrando, o mesmo jogo que o PT sempre praticou”

E a febre Bolsonaro? Este terá um grande desempenho. Pode chegar a mais de 20% dos votos. Sozinho e em um partido nanico, está fazendo um marketing impressionante na internet. É uma espécie de Trump brasileiro, representando a antítese da nova ordem mundial globalizante. Vai dar trabalho.

No Twitter, o senhor tem se caracterizado por algumas posições semelhantes as do Bolsonaro. Depois de um período aliado ao PT, é neste espectro político que o senhor se sente mais à vontade? Nunca fui de esquerda. Perdi por 32 a 1 na executiva nacional do PTB a votação que tratava desta aliança. Estava claro que não dava para misturar água com azeite. Foi um grave equívoco apoiar o governo Lula em 2003. O PT fez um projeto de poder populista. Queriam se perpetuar no poder de qualquer jeito.

O PT acabou? De jeito nenhum e nem desejo isso. O PT tem um papel importante. São melhores na oposição do que governando.

O que dizer sobre a descoberta de que Sérgio Cabral mantinha contas no exterior com saldo de 100 milhões de dólares? Nunca imaginei um esquema tão grande. Sinto muito pelo pai e pelos filhos dele. O que pesou para Cabral foi a sua falta de liturgia no exercício de um cargo público. Expôs-se demais em festas. Colocou guardanapo na cabeça para dançar em restaurantes. Isso demoliu o patrimônio moral dele.

Depois do seu período no cárcere, que tipo de conselho o senhor daria para o presidiário Cabral? Ele tem que se reaproximar de Deus. É importante se reconciliar com valores religiosos e morais para que possa pacificar o seu coração. Cabral precisa admitir seus erros e pedir perdão para Deus e toda a sociedade. E vai ter que se preparar psicologicamente: pelo caminho que as coisas vão, a sentença judicial será muito dura contra ele.

O que mais chamou a sua atenção na cadeia? Vi muitas coisas lá dentro. Eu que sou católico, aprendi a respeitar o trabalho feito pela igreja Universal. Também vi o PSOL trabalhando a favor de marginais sempre com o discurso safado de que a culpa de existir um estuprador ou homicida é da sociedade.

O que o senhor fazia para passar o tempo? Lia livros e assistia TV. Vi o Brasil perder de 7 a 1 para a Alemanha na cela. Certa vez, acharam que eu ia me matar com extensores, mas estava apenas me preparando para malhar. O banho frio, o boi (buraco no chão que serve como vaso), nada disso me afetou. O mais difícil mesmo foi ficar isolado do mundo e longe da família por longos 14 meses.

Colocar PMDB na Justiça é crime de lesa-lógica - Por Josias de Souza, Pedro Ladeira/Folha

Depois de emplacar o tucano Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, Michel Temer decidiu acomodar na poltrona de ministro da Justiça o deputado federal paranaense Osmar Serraglio, do PMDB. 

Operadores políticos do presidente afirmam que Serraglio tem boa imagem. Ainda que fosse Madre Teresa de Calcutá, a filiação ao PMDB desaconselharia a nomeação.

Entregar a um peemedebista o comando da pasta que carrega a Polícia Federal no seu organograma é um crime de lesa-lógica.

O nome de Serraglio ganha as manchetes no mesmo dia em que a Lava Jato deflagrou operação contra operadores financeiros do assalto à Petrobras. Atribui-se aos encrencados o desvio de pelo menos US$ 40 milhões. Entre os beneficiários das propinas, acusam a PF e a Procuradoria, estão senadores do PMDB, o partido de Temer e do novo ministro da Justiça.

Michel Temer parece mesmo decidido a testar a disposição dos brasileiros de acreditar em tudo o que parece inacreditável. Serraglio ganhou fama nacional nos anos de 2005 e 2006, quando dignificou o seu mandato como relator da CPI dos Correios, que mapeou o mensalão petista.

O deputado comprometeu sua reputação ao se achegar à infataria que tramou salvar Eduardo Cunha da cassação.

020 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.



Professor José do Vale, Sua primeira esposa Maria Gisélia Pinheiro, com a primeira filha do casal - Gisélia Maria!

Por Ivens Brandão.

O Brigadeiro Macedo tinha uma fama de birrento, ruim. Ele não ligava a mínima. Até gostava. Tornou-se grande amigo do Chico Soares, conhecido como, ele próprio se dizia, o maior caloteiro do Crato. Na verdade, o Chico era um grande brincalhão e não se sabia o que de verdade tinha nessa fama de caloteiro. O Brigadeiro, justificava esta grande amizade dizendo que, já que falavam que ele não prestava, tinha que fazer amizade com quem não prestava também! 

Um dia estavam os dois na Praça Siqueira Campos, quando ia passando o enterro da primeira esposa do Professor José do Vale que, aliás, foi meu professor. Lembro-me que, ao atravessar a porta da sala de aula, já ia fazendo o sinal da cruz e rezando o “padre” nosso. A classe inteira, instantaneamente, ficava de pé e rezava com ele.

A esposa do professor, também professora, era muito estimada. Uma multidão acompanhava o féretro. Os alunos dos diversos colégios, todos uniformizados, faziam parte do cortejo. O Brigadeiro perguntou para o Chico Soares:

“Chico, será que no meu enterro vai ter tanta gente assim?”

“Depende, Brigadeiro, se você for enterrado vivo!”

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Vice-presidente da Câmara anuncia rompimento com governo - Por Igor Gadelha, O Estadão.


Fábio Ramalho toma decisão após mineiro ser preterido por Osmar Serraglio para chefiar o Ministério da Justiça.

Primeiro vice-presidente da Câmara e coordenador da bancada de Minas Gerais na Casa, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) anunciou nesta quinta-feira, 23, rompimento pessoal com o governo Michel Temer. O anúncio foi uma reação à indicação do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) para o comando do Ministério da Justiça, cargo que era cobiçado pela bancada mineira.

O deputado Fábio Ramalho em sessão na Câmara : “Estou rompendo com o governo e vou colocar toda a bancada de Minas para romper também. Se Minas Gerais não tem ninguém capacitado para ser ministro, não devemos apoiar esse governo. Vou trabalhar no plenário contra o governo, para derrotar o governo em tudo. A vice-presidência da Câmara vai ser um ponto de apoio aos que não estão contentes” afirmou Ramalho em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícia em tempo real do Grupo Estado.

Ramalho defendia o nome de um mineiro para substituir Alexandre de Moraes no Ministério da Justiça. “Minas não aceita mais ficar sem ministério. Minas quer participar do governo. Temos a segunda maior economia do Brasil, a segunda maior população; Fomos a bancada que deu mais votos para o impeachment (da ex-presidente Dilma Rousseff)”, cobrou em entrevista à imprensa no início de fevereiro.

O nome defendido pela bancada mineira - a segunda maior da Câmara, com 53 deputados - para a Justiça era o do deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG). O peemedebista, porém, perdeu força para ocupar o cargo, após virem à tona críticas feitas por ele ao poder de investigação do Ministério Público. Em 2013, Pacheco se posicionou contra o poder de investigação do MP, quando a Câmara discutia PEC sobre o tema. 

Após protestos públicos, a proposta foi engavetada. O rompimento de Ramalho, se levado a cabo, pode trazer complicações para o presidente Michel Temer. Como o Brasil está sem vice-presidente da República, o 1.º vice-presidente da Câmara assumirá o comando da Casa sempre que Temer viajar e o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumir a Presidência do País. Como presidente da Casa, caberá a Ramalho definir a pauta de votações.

Ramalho já deu o tom de como trabalhará contra o governo Temer na Câmara. “Essa reforma da Previdência é uma vergonha. Vamos votar contra. Queremos uma reforma justa, que seja construída pelo Parlamento, e não que venha do Palácio do Planalto”, disse Ramalho, que foi eleito 1.º vice-presidente da Casa de forma avulsa, contra o candidato oficial da bancada.

Lei que diminui território do município de Juazeiro gera polêmica - Por Daniel Walker

Vou falar sobre essa polêmica da diminuição do território do município de Juazeiro. Mas antes quero fazer alguns questionamentos pertinentes à questão para em seguida fazer meu juízo de valor.
1.A lei é de 29 de dezembro de 2016.
2.Juazeiro faz limite com os municípios de Crato, Barbalha, Missão Velha e Caririaçu,e é o menor deles, com apenas 249 km2 (precisamente: 248,832 km2).

Feitos esses questionamentos, vou analisar cada um.
1. Por que a lei foi aprovada em 29 de dezembro de 2016 e somente agora a bomba explodiu? Onde estavam os nossos representantes (se é que os temos) que não colocaram a boca no trombone logo no nascedouro da questão? Em nota a Procuradoria do Município de Juazeiro esclareceu que “Esse tipo de alteração é criteriosa, e necessita de consulta pública à população, por meio de plebiscito, além de alguns critérios estabelecidos na própria Constituição Federal, como também na Constituição Estadual, para que seja aprovado, porém isso não aconteceu”. Se isso é verdade, os deputados que a aprovaram agiram de má-fé?

2. Se Juazeiro é um dos menores municípios do Ceará tem sentido diminuí-lo mais ainda? É muita maldade!

A Lei aprovada subtrai de Juazeiro terras altamente produtivas e geradoras de divisas, e isso não pode ser aceito em hipótese alguma, pois Juazeiro não está tão rico assim a ponto de ceder divisas para qualquer que seja o município. 

E depois, onde já se viu: tirar terra de um município pequeno para dar a municípios maiores? E ceder justamente terras valiosas! Essa história está realmente mal contada. Pelo visto, parece que tem caroço nesse angu. E isso precisa ser investigado rigorosamente.

Padre Cícero sempre disse que Juazeiro era uma cidade invejada e perseguida, isso porque aqui existem coisas que não existem em nenhum lugar do mundo.

Fiquemos todos tranquilos, pois nenhuma lei será capaz de diminuir o tamanho de Juazeiro. Mas fiquemos atentos, atentos também. Que a lei seja revogada, já!

Afinal, lá no Horto, o Padre está vivo! O Padre não está morto!

O PT na mão de Temer - Por o Antagonista.


Michel Temer vai indicar dois ministros para o TSE.

Eles assumem a vaga dos petistas Henrique Neves, cujo mandato vence em 16 de abril, e Luciana Lóssio, que se despede do TSE em 5 de maio.

Depois que os depoimentos da Odebrecht forem anexados ao processo contra a campanha de Dilma Rousseff, o PT vai ficar na mão de Michel Temer.

Dependendo de quem for escolhido para o TSE, o partido que se elegeu com dinheiro roubado da Petrobras poderá ter seu registro cassado.

O mais provável, porém, é que Michel Temer use esse fato para domesticar o PT.

Jucá e Moreira lavam a roupa suja a céu aberto - Por Josias de Souza.



O senador Romero Jucá e o ministro Moreira Franco, dois dos principais operadores políticos de Michel Temer, decidiram lavar a roupa suja do PMDB em público. Numa entrevista, Moreira insinuou que o ativismo anti-Lava Jato de Jucá não traduz as opiniões do governo. E Jucá divulgou uma nota oficial para informar que Moreira também não é a pessoa mais indicada para falar sobre a estratégia do PMDB na votação da reforma da Previdência.

Moreira falou ao jornal Valor. Perguntaram-lhe: “O líder do governo no Congresso e também presidente do PMDB, Romero Jucá, fala em ‘estancar a sangria’ e comparou a Lava Jato à Inquisição. Afinal, ele fala pelo governo?” O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência respondeu em timbre enfático:

“Não, não fala. Ele disse que não falava pelo governo. Quando soubemos, nós ficamos surpresos porque não havia sido feita consulta. Nem eu estou dedando ninguém porque ele próprio disse que não falava em nome do governo. E disse mais hoje, que o mandato é dele, os eleitores são dele e ele, portanto, toma a iniciativa.”

Na mesma conversa em que tomou distância de Jucá, Moreira informou que o PMDB não adotará o mecanismo do fechamento de questão na votação da reforma da Previdência. “Não é da nossa cultura”, disse o ministro, referindo-se à ferramenta que permite ao partido punir congressistas que votarem contra a reforma. “Nós não vamos nos transformar num partido leninista.”

Jucá apressou-se em desmentir o correligionário: “Ao contrário, o partido tem discutido com a bancada federal da Câmara dos Deputados a possibilidade de fechamento de questão” na votação da reforma previdenciária. Realçou que o partido já recorreu ao fechamento de questão “na votação da PEC que limita os gastos públicos.”



Irônico, Jucá anotou que “Moreira Franco, um quadro excepcional do PMDB e do governo, ao se manifestar apenas emite uma posição pessoal, que será levada em conta no debate.” E insinuou que o ministro fala fora de hora: “A estratégia de votação da reforma da Previdência, que é de vital importância para o país, será discutida no momento adequado dentro do PMDB e com os partidos aliados.”

Investigado no Supremo Tribubal Federal, Jucá absteve-se de mencionar no seu texto os comentários de Moreira, delatado por executivo da Odebrecht, sobre suas posições em relação à Lava Jato. Nos últimos dias, o senador fez uma analogia entre o foro privilegiado e a “suruba”. E comparou o trabalho da imprensa ao nazismo, ao fascismo, à Inquisição e à Revolução Francesa.

Moreira deu a entender algumas opiniões do líder do governo são incômodas: “Não é fácil. Não é fácil um líder falar uma coisa, ter a reação que teve, ser líder do governo e dizer que não era líder do governo quando falou aquilo. Não é fácil. Me desculpa, mas não é fácil. É difícil.”

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Visite e conheça em Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. Um produto da mais fina qualidade e especial paladar.

O cerco vai se fechando: Mais delatores da Odebrecht envolvem chapa Dilma-Temer, diz Procurador Geral da República

Rodrigo Janot informou ao TSE que três delatores da Odebrecht prestaram informações que podem ser úteis no processo de cassação da chapa Dilma-Temer
Fonte: Site VEJA – por Laryssa Borges
Às vésperas de os acordos de delação premiada de executivos da Odebrecht se tornarem públicos, três ex-executivos do conglomerado foram apontados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como peças que podem deixar ainda mais clara a atuação da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer em irregularidades nas eleições de 2014. Em ofício encaminhado ao ministro Herman Benjamin, relator do processo que pode levar à cassação de Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Janot aponta que as delações do ex-diretor de Relações Institucionais Alexandrino Alencar, amigo do ex-presidente Lula, do ex-presidente da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Junior, responsável pela ponte entre a empreiteira e políticos, e de Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, tratam de episódios investigados pela Justiça Eleitoral no processo em que Dilma e Temer respondem por abuso de poder político e econômico.

Por ora, o ministro Herman determinou que sejam ouvidos o herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o ex-diretor de Relações Institucionais Claudio Melo Filho e o próprio Alexandrino. Os três vão prestar depoimento, na condição de testemunhas, no dia 1º de março, Quarta-feira de Cinzas, em Curitiba. Pelo fato de as delações deles ainda permanecerem em sigilo, as oitivas serão colhidas a portas fechadas e permanecerão sob o selo de confidenciais. Herman Benjamin não arrolou como testemunhas nem Benedicto nem Fernando.

Benedicto Barbosa da Silva Junior, conhecido como BJ, e Fernando Reis faziam parte do Setor de Operações Estruturadas, nome pomposo para o departamento de propinas da Odebrecht. Segundo os investigadores, há indícios de que BJ era o elo entre a empresa e o mundo político, o homem a ser “acionado” quando houvesse necessidade de intermediação de autoridades públicas. “É possível verificar que Benedicto é pessoa acionada por Marcelo para tratar de assuntos referentes ao meio político, inclusive a obtenção de apoio financeiro”, diz inquérito da Polícia Federal assinado pelo delegado Filipe Hille Pace.

“No curso das investigações relacionadas ao Grupo Odebrecht, foi possível identificar outros executivos que se encontravam proximamente vinculados ao presidente Marcelo Bahia Odebrecht, e sob os quais pairam indícios de que tenham ativamente participado da organização criminosa formada no âmbito daquele conglomerado empresarial para a prática de ilícitos penais. Um deles é Benedicto Barbosa da Silva Junior”, afirmou o Ministério Público ao pedir a prisão do executivo. Ele foi detido no ano passado e depois liberado após expirar o prazo de sua prisão temporária. Fernando Reis foi alvo de mandado de condução na fase batizada de Xepa, na Lava-Jato, em março do ano passado.

As investigações da 26ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Xepa, escancaram o organizado sistema de pagamento de propina instalado na Odebrecht. “Era uma estrutura profissional de pagamento de propina dentro da Odebrecht e que não se limita a casos esporádicos. Eram pagamentos sistemáticos”, resumiu, na deflagração da fase ostensiva da operação, a procuradora Laura Gonçalves Tessler. Além de propinas em empreendimentos ligados à Petrobras, há indícios de pagamento de propina pela Odebrecht também nas áreas de óleo e gás, ambiental, infraestrutura e em estádios de futebol, por exemplo.

019 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais


Gabriel de Morais Rego primeiro filho do segundo casamento de José Raimundo do Sanharol e Antônia de Morais Rego.

O segundo enlace Sanharol/Malhada foi Gabriel de Morais Rego e Joaquina Alves de Brito. Desse casamento nasceu Eufrásia de Morais Brito, e, daí por diante uma geração de nobres e notáveis cidadãos e cidadãs. São tantos e tantas, que enobrecem a genealogia familiar.


Macário Vieira de Brito e Eufrásia de Morais Brito, unica filha do casal Gabrial e Joaquina.


Da única filha deste casamento, Eufrásia casada com Macário Vieira de Brito descende uma família de médicos devotados. Antônio Macário de Brito, filho do casal, abriu as portas da família para o campo da medicina.



Dr. Humberto Macário de Brito, bisneto do velho Bilé.

Notabilizou-se, pela nobreza da humildade, pelo humanismo, caráter e índole de homem manso, porém, valente como o velho Gabriel se preciso fosse.

Como médico salvou vidas, como homem publico deu exemplos de grandeza, nunca foi subserviente. Na politica foi  Prefeito, Deputado e Secretario Estadual da Saúde.

Homem independente, levado pelas coisas simples e pela admiração e respeito aos amigos. Isto basta, é parte da grande herança que nos deixaram Gabriel de Morais Rego e Joaquina Alves de Brito.

O velho Bilé faleceu em 1919. Está sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Piedade, em Crato.

032 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Escola Maria Luiza Correia.

Fila da frente - da esquerda para direita:
01 - Maria Eny Siebra Lima, 02 - Maria Norões, 03 - Não identificada., 04 - Giselda Frutuoso. 05 - Raimunda Bitu, 06 - Ocy Bitu, 07 - Maria Sobreira, 08 - Socorro Cassundé, 09 - Não identificada, 10 - Maria Lopes, 11 - Não identificada, 12 - Não identificada, 13 - Não identificada.

Fila de trás - da esquerda para direita.
01 - Lila - irmã de Vicente Cesário., 02 - Aldair Costa, 03 - não identificada, 04 - Francisquinha Cavalcante, 05 - Filha de Zezinho de Matias da Vazante., 06 - não identificada, 07 - não identificada, 08 - Antônia Alves de Morais - minha mãe, 09 - Antônio de José de Toinho., 10 - Raimundo Menezes., 11 - Luís Bastos Bitu, 12 - não identificada, 13 - Maria Candice Menezes Diniz, 14 - não identificada, 15 - não identificada, 16 - não identificada.

Prezados amigos  de Várzea-Alegre. Esta é uma foto rara, data de 1938, Escola da Professora Maria Luíza Correia. Para ampliar a foto clicá em cima. Fiz a identificação de algumas pela ordem. A foto me foi fornecida por Raimunda Bitu. Para nossa alegria alguns alunos e alunas estão entre nós, felizes, alegres e oferecendo os seus exemplos de vida. Parabéns para estes.

STF tira de Sergio Moro delação contra Sarney - Por Josias de Souza

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, sofreu nesta terça-feira sua primeira derrota como relator da Lava Jato. Por 4 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo decidiu que o juiz Sergio Moro não poderá usar a delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, para investigar José Sarney. Por essa decisão, embora não disponha mais de mandato parlamentar, Sarney será processado em inquérito já aberto no Supremo, junto com os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, ambos detentores de foro privilegiado.

Antecessor de Fachin na relatoria da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo, havia compartilhado parte das informações sobre Sarney com o juiz da Lava Jato. A delação de Sérgio Machado fora subdividida em quatro blocos. Um deles resultara na abertura do inquérito contra os três pajés do PMDB no Supremo. Outros três desceram para Curitiba, por ordem de Teori. Sérgio Moro anexara os dados a um inquérito aberto na 13ª Vara Federal de Curitiba.

Na sua delação, Sérgio Machado dissera, por exemplo, que Sarney recebera R$ 18,5 milhões em propinas provenientes da Transpetro. Desse valor, R$ 16 milhões foram repassados em dinheiro vivo, acusara o delator. Os advogados de Sarney protocolaram no Supremo um recurso contra o envio de dados para Curitiba. Alegaram que Sarney não poderia ser investigado em duas jurisdições. E sustentaram que as acusações contra o ex-senador têm conexão com as imputações feitas contra Renan e Jucá.

Na sessão desta terça-feira, o ministro Fachin votou pelo indeferimento do recurso. Ele queria manter a decisão tomada no ano passado por Teori. Entretanto, os outros quatro integrantes da Segunda Turma votaram em sentido oposto. Deram razão aos advogados de Sarney os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Um dos advogados de Sarney, Antonio Carlos de Almeida Castro, celebrou a decisão. “Como temos absoluta certeza de que a delação do Sérgio Machado é falsa, oportunista e falaciosa , será fácil demonstrar neste inquérito que o único crime foi cometido pelo delator, com a gravação criminosa, ilegal e imoral”, afirmou, referindo-se ao autogrampo usado pelo ex-presidente da Transpetro para gravar Sarney, Renan e Jucá.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Indagações que Moraes merece escutar embaraçam mais que qualquer resposta - Por Josias de Souza.

O que assusta na marcha da política rumo à desfaçatez é a sua crueza. Nesta terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado realiza uma suposta sabatina com Alexandre de Moraes. Trata-se de um encontro aviltante, constrangedor e desnecessário.

É aviltante porque a bancada de interrogadores inclui senadores que merecem interrogatório. É constrangedor porque as perguntas que o interrogado merece escutar são mais embaraçosas do que as respostas que ele não terá condições de dar. É desnecessário porque o jogo já está jogado.

Nesse tipo de sessão, o cinismo é o mais próximo que os participantes chegam das suas melhores virtudes. Todos sabem que o indicado de Michel Temer à vaga do Supremo Tribunal Federal será aprovado. Mas o sucesso da pantomima está justamente na compenetração com que os atores exibem suas virtudes fingidas.

Moraes sustentou numa tese de mestrado que não se deve indicar para o Supremo um sujeito que ocupou cargo de confiança sob o presidente que assina a indicação. Do contrário, o beneficiário pode ser compelido a injetar demonstrações de “gratidão política” nas suas futuras sentenças.

Alguém poderia perguntar durante a sabatina: como confiar num magistrado que, tomado por seus autocritérios, agradecerá com a toga? Ou ainda: tendo saído de um governo apinhado de investigados, não acha o cúmulo do despudor assumir o posto de ministro-revisor da Lava Jato no plenário do Supremo?

Num de seus livros, Moraes sustentou que o princípio da presunção da inocência não invalida “as prisões temporárias, preventivas, por pronúncia e por sentenças condenatórias sem trânsito em julgado.” Quer dizer: apoia  a tese de que os condenados em segunda instância devem aguardar pelo julgamento de eventuais recursos atrás das grades.

Caberia a indagação: neste caso, vale o que foi dito ou vai rasgar novamente o que escreveu para desfazer a maioria frágil de 6 a 5 que levou o Supremo a abrir as portas do xilindró para os condenados em duas instâncias? Ou, por outra: combaterá a impunidade ou estancará a sangria?

Além de ser ministro licenciado do governo Temer, Moraes já foi advogado de Eduardo Cunha e secretário de Segurança de Geraldo Alckmin. Até outro dia, era filiado ao partido presidido por Aécio Neves. Alguém deveria indagar: deparando-se com um processo que traga na capa o nome de tais personagens terá a honestidade intelectual de se declarar impedido de julgar?

No esforço que empreendeu para seduzir os senadores que o alçarão à poltrona do Supremo, Moraes confraternizou gostosamente com suspeitos. Chegou mesmo a se submeter a uma sabatina informal, sobre as águas do Lago Paranoá, numa chalana chamada Champagne. A bordo, senadores investigados e até um condenado.

Moraes finge não notar que, mesmo quando alguém consegue extrair benefícios de um encontro com gambás, sairá da conversa cheirando mal. Quem entra numa roda de suspeitos, arrisca-se a ser confundido com eles. Ingenuidade ou estilo? Que tipo de gente vai virar a maçaneta da porta do gabinete de um ministro do Supremo que valoriza tão pouco o recato?

São mesmo constrangedoras as perguntas que Alexandre de Moraes mereceria ouvir se a marcha da política rumo à desfaçatez não tivesse transformado a sabatina de um candidato a ministro da Suprema Corte do país numa aviltante, constrangedora e desnecessária barbada.

Jucá, o foro especial e a suruba! - Por Ricardo Noblat

O que disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Congresso, ao comentar a proposta de restringir o foro especial de políticos somente para crimes cometidos no exercício do mandato eletivo:

- Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada.

Suruba, segundo o Dicionário Aurélio, quer dizer orgia sexual, com a participação de mais de duas pessoas. Ou uma grande confusão.

O comentário de Jucá não dá margem a confusão: ele comparou o foro especial, que garante a políticos e magistrados o direito de só serem julgados pelas mais altas instâncias da Justiça, a uma orgia sexual.

E não somente a uma modesta orgia sexual com três ou quatro ou meia dúzia de pessoas: a uma orgia sexual de grandes proporções. Mais de 20 mil pessoas no Brasil desfrutam do privilégio do foro especial.

Numa suruba não se distingue entre parlamentares e juízes, por exemplo. Por que o direito ao foro especial deveria distinguir? Esse é o cerne da questão levantada por Jucá. E ela faz todo o sentido, sim.

A proposta de restringir o foro de políticos nasceu no Supremo Tribunal Federal, ali atraiu adeptos, mas dali transbordou para os jornais e começou a incomodar principalmente deputados e senadores alvos da Lava Jato.

Como justo neste momento quando eles mais se sentem ameaçados e imploram por proteção, fala-se em deixá-los ao desamparo, salvo nos casos de crimes cometidos no exercício do mandato?

E os crimes passados? E os crimes que possam cometer e que nada tenham a ver com o exercício do mandato? Assim não é possível. Ou nos locupletamos todos ou restaure-se a moralidade.

Como a tarefa de restaurar a moralidade levará muito, muito tempo; como ninguém tem a garantia de que ela será restaurada um dia, então que todos, por ora, se locupletem.

Não posso dizer que Jucá pensa assim. Quero acreditar que ele é um dos arautos da moralidade dentro do Congresso. Ou pelo menos da moralidade dentro do atual Congresso.

Mas quando Jucá compara foro especial com suruba, dá margem a todo tipo de confusão.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

018 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais

Padre Lauro Pita, conhecido sacerdote pelo "beco e pelo pé de sapoti", em Crato, tinha um dinheirinho e gostava de emprestar a juros. 

Certa feita o bispo começou a receber queixas que os juros cobrados  pelo pároco estavam extorquintes - 9% ao mês.

O bispo mandou chamar o sacerdote para uma conversa : 

Padre, os seus juros estão muito elevados, 9% é usura e Deus não vê isto com bons olhos.

Padre Lauro explicou : Senhor bispo,  Deus olhando lá de cima, no lugar do 9 ver um 6.  


ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS - Postagem do Antônio Morais.

Desconheço o autor.

De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi: Eu hoje vou ser Feliz! Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando.

Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente.  Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores.  Vou sorrir mais, sempre que puder.  Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades. Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros.  Vou aprimorar os meus.

Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades! Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir. Não vou lamentar nem amargar as injustiças. Vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.  Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente. Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.

Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo.  E o maior bem que possuo é a própria vida. Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém.  Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver alguém sorrir. Vou lembrar que existe alguém que me quer bem... Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar. E quando a noite chegar, vou olhar o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer a Deus, porque hoje eu fui feliz!

E amanhã ao acordar direi: Eu hoje vou ser Feliz! E você já aprendeu a ser feliz?  A felicidade é uma questão de aprendizado 

031 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Identificação: Por trás da esquerda para Direita: Noêmia Augusto, Risalva de Fatico, Isabel Caetano de Lima, Terezinha de Chagas Bezerra, Dolores Menezes Pimpim, Marta Correia.
Frente mesma direção: Messina Proto, Cassinha Romão, Mundinha Cassundé, professora Jacira Ribeiro,   Lilá Costa, Alaíde Siebra, Andradina Andrade. José Norões e Antônio Norões.

Escolas Reunidas.

Esta escola, foto de 1941, funcionava inicialmente onde hoje fica a casa de Dona Balbina Diniz. Depois mudou-se para onde fica o Grupo José Correia Lima à Rua Luiz Afonso Diniz.  

Como podemos observar, em 1941, escola parecia ser privilegio  para mulheres. Mas, Dona Santa Correia casada com Antônio de Norões, de famílias do Crato, matriculou  os dois filhos, esses meninos que estão bem sentados a frente da turma, netos do Cel Antônio Correia Lima.

Outra curiosidade é que, nesta turma, estavam duas filhas do Padre José Otávio de Andrade. Uma foto muito rica de informações. Depois da devida identificação  pude observar que conheci boa parte desta turma de alunas e alunos, embora a grande maioria já seja falecida.

Crime e castigo - Por Ricardo Noblat

O sociólogo Fernando Henrique Cardoso ensinou enquanto sua outra persona, a de político, ainda governava o país: “Quando um ministro perde as condições políticas de permanecer no cargo, nem mesmo o presidente da República consegue mantê-lo”.

O presidente Michel Temer sabe disso. Livrou-se a contragosto de Romero Jucá (PMDB-RR), ministro do Planejamento, flagrado conspirando contra a Lava Jato.

É verdade que Jucá manda no ministro que o sucedeu, manda no PMDB que preside e exerce a função de líder do governo no Congresso. Não é pouca coisa.

Mas faltou sorte a ele e a outros quatro ministros que passaram como um relâmpago pelo governo. Eles teriam permanecido se vigorassem à época as regras anunciadas por Temer para afastar ou demitir ministros atingidos por graves suspeitas.

Doravante será assim: se denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro é afastado do cargo provisoriamente até que tudo se esclareça. Não perderá o salário. Nem demais vantagens.

Caso o STF acolha a denúncia, o que o transformaria em réu, ele será demitido. Apenas por suspeita ou delação, nenhum ministro sairá do governo.

A Justiça nos seus escalões superiores é lenta e evita trombar com os que gozam de foro privilegiado. É o caso, entre outros, de ministros de Estado, governadores, senadores e deputados.

Em pouco mais de três anos de Lava Jato, a Procuradoria-Geral da República só ofereceu denúncia contra pouco mais de uma dezena de políticos. O STF não julgou nenhum até agora. A Lava Jato só anda rápido em Curitiba.

“O governo não quer blindar ninguém. E não vai blindar”, prometeu Temer. Na prática foi o que ele fez – ou tentou. Os atuais ministros continuarão empregados até o fim do governo em 2018. A não ser...

A não ser que Fernando Henrique tenha razão: na vida real, ministro cai quando perde as condições de manter-se em pé. O resto é conversa para distrair os bobos.

Enquanto esses se distraem, cresce o desespero em cada canto onde haja um político interessado em conhecer o conteúdo de delações sob segredo de Justiça.

O desespero destrava iniciativas intempestivas, aumenta a disposição da maioria para tentar qualquer manobra que possa lhe garantir a sobrevivência (ou melhor: a liberdade) e alimenta teorias conspiratórias que poderão se realizar ou não, a conferir mais adiante.

Intempestiva foi a iniciativa de Jucá de apresentar proposta de emenda à Constituição para dar aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF a prerrogativa, hoje, exclusiva do presidente da República de não ser investigado por fatos anteriores ao mandato.

Jucá não combinou o jogo com ninguém. A proposta foi sepultada em menos de oito horas, tamanha a reação negativa que despertou.

O STF está pronto para dar posse a Alexandre de Moraes, o substituto do ministro Teori Zavascki, que assumirá, ali, o cargo de revisor da Lava Jato.

Em Alexandre, mas não somente nele, deposita-se a esperança dos políticos de escapar aos rigores da Justiça. Que ela saiba distinguir entre os que embolsaram dinheiro e os que receberam dinheiro para pagar despesas de campanha – é o que eles querem, e também o governo.

Em resposta a enquetes e pesquisas de opinião, a larga maioria dos brasileiros não vê diferença entre propina e caixa dois. São crimes que afrontam a democracia e que merecem ser igualmente castigados.

Sabatina de Moraes virou um teatro de bonecos - Josias de Souza.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado realiza nesta terça-feira a sabatina de Alexandre de Moraes. 

A presença de dez investigados da Lava Jato na composição do colegiado transforma a arguição do candidato de Michel Temer a ministro do Supremo Tribunal Federal numa espécie de teatro de bonecos - do tipo em que o boneco é manipulado por pessoas vestidas de preto dos pés à cabeça. A plateia sabe que os manipuladores estão em cena. Mas convencionou-se que todos devem fingir que eles são invisíveis, em nome do bom andamento do espetáculo.

O teatro do Senado é muito parecido com o original. A diferença é que, na apresentação genuína, a presença dos manipuladores de preto é enfatizada. Quem assiste sabe que a cumplicidade do fingimento é parte show. 

No palco presidido pelo investigado Edison Lobão, o impensável, os manipuladores querem que você acredite que eles não estão lá. Mais: eles desejam que você creia na independência do boneco. 

Pior: querem te convencer de que o boneco é, na verdade, um personagem providencial. O teatro de mentirinha é bem mais honesto e verdadeiro.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Clínica São Raimundo - Cuidando da Saúde de Várzea-Alegre !


O Blog do Crato ( E agora o Blog do Sanharol ) tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médico Dr. Menezes Filho e Fisioterapeuta Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia geral e especializada ( RPG , neurológica e  uroginecológica) .

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:

Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.



Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.



Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Menezes



Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...




Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129 Centro Várzea-Alegre Ce. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade em Pediatria , ultrassonografia , fisioterapia geral e especializada( RPG , neurológica e uroginecológica).

"Cuidando com carinho da saúde do povo de Várzea Alegre !"

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

"Coisas da República" - Odebrecht bancou treinamento empresarial para filho caçula de Lula

                  Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula   
Fonte: Folha de S.Paulo  
     
Um dos favores feitos pela Odebrecht para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pagar um orientador de carreira para ajudar seu filho Luís Cláudio a colocar de pé a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, que organizava um campeonato de futebol americano.
A informação consta da delação premiada da empresa, que ainda está sob sigilo.
Segundo a Folha apurou, foi o próprio Lula quem pediu para que a empresa bancasse o "coaching", cujo objetivo era ensinar a Luís Cláudio, 31, técnicas de gestão.
Procurado, o Instituto Lula disse que não comentaria.
Caçula de Lula e Marisa, ele promoveu entre 2012 e 2015 o Torneio Touchdown, que reunia cerca de 20 equipes de futebol americano.
A informação sobre a contratação do orientador foi dada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar, pessoa na empresa que era a principal responsável por atender demandas ligadas ao petista.
A empreiteira contratou um profissional de fora de seus quadros e o pagou.
Alexandrino relata o caso como um dos diversos serviços que a Odebrecht prestou ao ex-presidente. No pacote elencado pelo ex-executivo também estão detalhes da reforma da sítio de Atibaia frequentado pela família Lula.
Além disso, outros favores da empresa ao petista são a construção do estádio do Corinthians –descrita como um "presente" para o ex-presidente– e a compra de um terreno para ser a nova sede do Instituto Lula.
A informação referente à contratação do orientador de carreiras para Luís Cláudio foi decisiva para que Alexandrino conseguisse fechar seu acordo com os procuradores da Lava Jato.
Na primeira entrevista que teve com representantes da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da força-tarefa de Curitiba, a sua colaboração havia sido recusada.
A avaliação dos investigadores no primeiro encontro era de que Alexandrino estava poupando o petista e escondendo informações para protegê-lo. Pressionado, ele trouxe novos relatos.
O depoimento do ex-executivo foi realizado em novembro em Campinas (SP) e durou mais de dez horas.

CARREIRA
Formado em educação física, Luís Cláudio trabalhou como auxiliar de treinamento nos grandes clubes paulistas: Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians.
Entre as funções que exercia estava colocar nos gramados pequenos cones que balizam os exercícios dos jogadores. Foi ajudante do técnico Vanderlei Luxemburgo.
Em 2011, abandonou os gramados e fundou a LFT Marketing Esportivo, tendo como primeiro cliente o Corinthians, na época presidido por Andrés Sanchez, hoje deputado federal pelo PT.
O filho do ex-presidente Lula recebeu cerca de R$ 500 mil entre 2011 e 2013 sem ter desempenhado função no clube, segundo relatos de funcionários do time, entre eles o então o diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg.
Apesar de amadores, os torneios de futebol americano da empresa do filho do ex-presidente tinham grandes empresas como patrocinadoras, entre elas TNT, Budweiser, Tigre, Sustenta Energia (grupo JHSF), Qualicorp, GOL e Caoa Hyundai.

ZELOTES
O nome de Luís Cláudio já havia sido citado na Operação Zelotes. A Caoa é investigada por ter contratado o escritório de lobby Marcondes & Mautoni para obter extensão da desoneração fiscal por meio de medida provisória. A Caoa nega a acusação.
Na época, o escritório contratou a LFT, de Luís Cláudio, por R$ 2,5 milhões para uma consultoria na área de marketing esportivo. O estudo feito pela LFT era um compêndio de informações tiradas de sites, o que levou à suspeita de que o pagamento ao filho de Lula seria uma forma de comprar influência junto ao governo. Luís Cláudio nega e diz que a consultoria foi realizada.
Em 2016, o campeonato Touchdown deixou de ser realizado. Depois que Luís Cláudio foi alvo da Zelotes, em outubro de 2015, o torneio perdeu patrocinadores e os times decidiram atuar em outra liga.

OUTRO LADO
Questionado sobre se houve a contratação de um orientador profissional pago pela Odebrecht para dar assistência a Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, o Instituto Lula disse, em nota, que a reportagem da Folha se baseia "em suposta delação para obtenção de benefícios judiciais que deveria estar sob sigilo, sem apresentar transcrição, documento, contexto, época do ocorrido ou qualquer informação básica que permita até compreender o que está sendo perguntado pela reportagem".
Disse ainda que não comentará "supostas informações incompletas baseadas em supostos documentos fora de contexto que estariam sob sigilo judicial".
O advogado de Luís Cláudio não respondeu os questionamentos da reportagem.
A Odebrecht afirmou que não se manifesta sobre depoimentos das pessoas físicas. "A empresa reafirma que segue cooperando com as autoridades e tem avançado na adoção de medidas para aprimorar seu sistema de conformidade." Diz que todos os integrantes devem "combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas".

OUTROS PRESENTES DA ODEBRECHT PARA LULA
INSTITUTO LULA
Executivos da Odebrecht relataram que a empresa comprou um imóvel em São Paulo, em 2010, onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. A negociação, de acordo com os delatores, foi intermediada pela DAG Construtora, que recebeu R$ 7,6 milhões da empreiteira naquele ano. A transferência de sede acabou não saindo do papel.
       
Emílio Odebrecht, presidente do conselho do grupo, afirmou que a construção do Itaquerão, estádio do Corinthians, foi um presente a Lula em retribuição à suposta ajuda do petista à empresa em seus oito anos no Planalto. Torcedor do time, o ex-presidente atribuía o mau desempenho do clube à falta de um estádio. Com financiamento do BNDES, a arena foi inaugurada na Copa de 2014 e custou R$ 1,2 bilhão
       
      
SÍTIO EM ATIBAIA
A empreiteira admitiu que pagou pela reforma da propriedade frequentada pelo ex-presidente e sua família no interior de São Paulo. Segundo a PF, a obra custou R$ 1,5 milhão. O sítio é equipado com cozinha gourmet, pedalinhos de cisne em um lago e uma miniatura do Cristo Redentor

030 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Porque hoje é Domingo.

Esta era a equipe do Alvorada Futebol Clube, treinada pelo técnico e desportista José Ataíde. Criada e mantida pelos empresários Azarias Martins e Antônio Rolim de Morais, nos fins da década de 1960.

Em pé, da esquerda para direita: Pedro, Vitorino, Raimundo de Borginho, Buíta, Raimundo Vaca Velha, Tigela. Sentados mesma ordem: Olímpio, João de João Doca, Negrinho de seu Totô, Ronaldo e Vicente Boca de Fogo.

Como tantos outros, Pedro, meu irmão, era um craque. Craque como irmão, craque como filho, craque como pai, craque como amigo, de tão bom atleta Deus o convocou precocemente e está ao lado do Eterno gozando as virtudes de suas eximias jogadas.

Esses meninos deram muitas alegrias aos desportistas de Várzea-Alegre, o campo ficava  onde hoje existe o Creva.

Dedico esta postagem ao amigo José Ataíde grande desportista de nossa terra.