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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Crônica do fim de semana -- por Armando Lopes Rafael

O colorido tapete formado pelas pétalas dos pés de jambos   

   Antigamente, e lá se vão muitos anos, a Prefeitura Municipal e os habitantes desta cidade plantavam mudas de uma árvore conhecida como jambeiro. Esta árvore frutífera produz um bonito fruto, chamado jambo-rosa. Antecedendo ao fruto, ocorre um período de floração – muito curto, pois dura de sete a quinze dias – do jambeiro, o que acontece duas vezes ao ano.

     Como era bonito percorrer ruas e praças de Crato onde existam pés de jambeiros!     
     Como era bonito contemplar o tapete formado no chão pela floração daquelas árvores! 
     Esse tapete podia ser visto entre a fase da abertura dos botões e a queda das pétalas não polinizadas, quando a flor solta com o vento mais tênue fiapos de um intenso rosa, colorindo o chão ao seu redor.

       Infelizmente, há muito tempo, a Prefeitura de Crato não promove mais campanhas de arborização neste Mui Nobre e Heráldica Cidade de Frei Carlos Maria de Ferrara. O que nos resta dos jambeiros foi plantada por iniciativa dos habitantes de Crato. Existem muitos deles nos jardins e quintais das residências. No Clube Recreativo Granjeiro também podemos ver belos jambeiros, remanescentes da época que se plantava esta árvore nesta cidade.

          Segundo o jornalista carioca Fred Coelho: “O Jambeiro-vermelho é uma espécie originária da Malásia, país invadido pelos portugueses em 1511. Eles partiram de Goa e conquistaram a região de Malaca, transformando o estado em uma cidade importante para a história da navegação ibérica durante sua fenomenal expansão pelos mares. Ou seja, na mesma época em que pingavam desterrados pela costa de Pindorama, as frotas portuguesas construíam igrejas e fortalezas sob as sombras do Jambeiro-vermelho. (...) Provavelmente o Jambo veio parar entre nós nesse momento de ligação transversal do Brasil com a Malásia, via portugueses e holandeses. Será daí, dessa origem transatlântica, seu cheiro leve de memória do tempo mordido? ”

              Que saudade sinto hoje daqueles tapetes, formados no chão, à sombra dos jambeiros que contribuíam para embelezar a paisagem de Crato...

Comemorações pelo centenário de nascimento de Dom Vicente Matos começarão no próximo 1º de junho


Algumas das instituições e segmentos mais importantes da Região do Cariri – Diocese de Crato/ Prefeitura Municipal de Crato/Câmara de Vereadores de Crato/Universidade Regional do Cariri/Fundação Padre Ibiapina/ Instituto Cultural do Cariri/ Academia de Cordelistas de Crato, Sindicato dos Trabalhadores de Crato/ Seminário São José de Crato, mídia escrita, radiofônica e televisiva, colégios e escolas, dentre outros–  organizaram uma programação de festejos para comemoração do centenário de nascimento de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, terceiro Bispo Diocesano de Crato, a ocorrer no próximo dia 11 de junho de 2018.

URCA poderá conceder, post mortem,  Medalha Martins Filho a Dom Vicente
       A Comissão organizadora dos eventos e festejos – compostas por representantes das instituições acima sugeriu à Universidade Regional do Cariri–URCA, a possibilidade de conceder a Medalha Martins Filho a Dom Vicente de Paulo Araújo Matos (post mortem).
       Para justificar a concessão, a Comissão entregou pedido à URCA onde diz que  bastaria citar que o ensino superior, na cidade de Crato e na Região do Cariri, só se tornou realidade graças ao pioneirismo de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos. Com efeito, se temos hoje temos a Universidade Regional do Cariri, devemos reconhecer que esta instituição  adveio da criação do Instituto de Ensino Superior do Cariri, mantenedor da Faculdade de Filosofia de Crato, criada em 1959, por Dom Vicente Matos, e que este Instituto foi o embrião da atual Universidade Regional do Cariri.


Eunício tirou pés da realidade nas asas da FAB - Por Josias de Souza.

Ao retornar às pressas a Brasília, nesta quinta-feira, o presidente do Senado fez em reação às críticas o que deixara de fazer por precaução.

Eunício Oliveira voara para o Ceará, seu Estado, dando de ombros para a crise provocada pela paralisação dos caminhões. 

Ao decolar, não tirou os pés apenas do solo da Capital. Perdeu o contato com a realidade.

Num dia em que até o querosene de aviação estava em falta no aeroporto de Brasília, Eunício deu asas à insensatez a bordo de um jatinho da FAB, com toda a comodidade que o dinheiro público pode custear, mesmo para um milionário como o senador, dono de avião.

Eunício voltou às pressas, pois havia o risco de o Senado ter de realizar nesta sexta-feira uma sessão de emergência. Não foi preciso. 

O Planalto acabou celebrando um armistício para liberar o freio de mão dos caminhões por duas semanas. E o vaivém de Eunício resultou apenas em mais um caso de verba do contribuinte jogada pela janela.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

087 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


João Alves de Menezes, João do Sapo foi um dos maiores empreendedores de Várzea-Alegre.

No final da década de 30, início de 40 do século passado, numa época sem estradas e sem transportes ele foi a Bahia e adquiriu na cidade de Jacobina um casal de bovinos da raça zebu para melhorar a genética de seu rebanho, e, consequentemente da região. Batizou a Vaca com o nome de Jacobina em homenagem a cidade de origem e, o touro de Paquete, aí não se sabe explicar a razão ou motivo.

Dizem que com o dinheiro da venda do primeiro filhote ele comprou 23 bezerros dos da região.

João do Sapo além do Sanharol era proprietário da Fazenda Pitombeira no município do Assaré. Dizia Dona Soledade, sua esposa, que pra João tudo do Assaré é melhor, de tanto que gostava da propriedade. Ótima para criação de bovinos e ovinos, bem como, para a cultura do algodão.

André Menezes, seu filho, com apenas nove anos de idade, vivia pedindo ao pai para acompanhá-lo nas viagens à Pitombeira. Numa delas João do Sapo o levou. Saiu do Sanharol num burro, no meio de uma carga com os mantimentos necessários para viagem. Um dia e meio em lombo de animais. Por lá João do Sapo conheceu uma vizinha de terra, uma moça com uns 50 anos e, se lembrou do primo legitimo Frazo do Garrote, um solteirão falador da vida alheia que nunca encontrou quem o quisesse e, engenhou na cabeça, a ideia de arrumar um casamento da vizinha com Frazo.

De volta a Várzea-Alegre, foi comunicar ao Frazo do Garrote a oportunidade de sair do caritó e fazer um bom casamento. André Menezes sério e concentrado, apesar de menino, prestava atenção a conversa dos dois primos.

João do Sapo ia passando as informações e Frazo se animando. Dizia: A moça tem mil tarefas de terra, tem cinquenta cabeças de gado, cem cabeças de ovelhas, vinte éguas parideiras, Frazo, num pé e noutro, animado igual pinto em monturo.

Então, André Menezes, completou as informações dizendo: Ei pai, tem Pedro com 14 anos que já serve para botar as vacas no curral!

Essa informação do André botou o negocio a perder, Frazo desistiu do casamento.

É que ter Pedro com 14 anos, sem nunca ter casado, era um defeito muito grande para uma moça naqueles tempos

Projeto republicano da Constituição de 1988 caducou, em apenas 30 anos


   Greve dos caminhoneiros. Grandes contingentes das populações das capitais de estado sem transporte público. Alta do dólar. Estatais como os Correios e Petrobrás reconhecem sua impotência e entram na lista das privatizações. Deputados e senadores chegam ao píncaro da falta de credibilidade. Segurança Pública do Rio de Janeiro sob intervenção militar... e tantos outros fatos, atestam a falência da república brasileira.

    Em encontro no Rio de Janeiro, em junho do ano passado, o analista político português radicado no Brasil, o Sr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca iniciou o ciclo de palestras com o tema “Ao cabo de três décadas, o fracasso de um projeto político de Nação”, já demonstrava como a Nova República, resultado da Constituinte de 1987-88, está “velha”, “caduca” mesmo! E que as suas instituições não servem mais à população e seus homens e mulheres públicos vivem completamente descolados da atual realidade dos brasileiros.

    Ao fim de sua palestra, o Sr. Sepúlveda havia exposto de forma clara que apenas o retorno à Monarquia Constitucional, orgânica, em plena conformidade com as tradições e a mentalidade brasileiras, poderá devolver nosso País ao rumo certo, interrompido com o golpe republicano de 15 de novembro de 1889. “A Monarquia cuida do País e do público, com uma sensação de ‘coisa própria’, disse ele. Imaginem uma família bem grande, em que há bens de uns e de outros. O que acontece em uma família bem grande? As pessoas todas cuidam daquelas coisas como se todas fossem delas, quando, muitas vezes, não são... São de um outro irmão, são de um primo... Mas elas têm o senso daquele conjunto. Ora, a República é o que? A República é anônima; a República cuida do público anonimamente; a República assalta o público. Por quê? Porque ela tem uma estrutura de poder totalmente artificial. ”
      Sábia reflexão.
Postado por Armando Lopes Rafael

quarta-feira, 23 de maio de 2018

084 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.

O hasteamento frustrado - Coronel José Ronald Brito.

Quando em 1985, eu era diretor do Detran-ce – Departamento Estadual de Transito, o supervisor da cidade do Crato, Zezé Bezerra – José Rodrigues Bezerra, prefeito e comissão decidiram que a minha participação na solenidade de abertura da Exposição Agropecuária do Município seria hasteando a bandeira da mesma.

Relutei, primeiro porque desde a inauguração do Parque, a 04 de Setembro de 1944, pelo interventor Francisco Menezes Pimentel, de tudo ali já aconteceu: desde um vigário da Diocese afirmar em discurso que o Dr. Tasso Jereissati estava preparado para substituir Jesus Cristo, até a proibição do prefeito e comitiva adentrarem ao recinto; e em segundo porque achava que estariam presentes autoridades com maior representação do que a minha ; mas não teve jeito.

Tomamos posição nos mastros e a Banda Municipal regida por Azul – Manuel Augusto dos Anjos, iniciou o Hino Nacional e nós o içamento. A esta altura, senti foi um encontrão e o arrebatamento da adriça pelo General Teles – Raimundo Teles Pinheiro, que me tirando do posto, completou o hasteamento, sob o inacreditável testemunho dos presentes.

4ª feira, 30 de maio de 2018: Crato vai coroar imagem histórica de Nossa Senhora da Penha – por Armando Lopes Rafael



   Em 2014, há quatro anos, a emoção tomou conta dos milhares de pessoas presentes à Praça da Sé, quando o cardeal Dom João Braz de Aviz coroou, em nome do Papa Francisco, a imagem histórica da Virgem da Penha (Foto Patrícia Silva)
    É uma tradição centenária. Este ano será repetida pela 118 (centésima décima oitava) vez. Na Catedral de Nossa Senhora da Penha, à noite, a imagem da Virgem Maria será coroada como Rainha e Padroeira dos cratenses. A tradição de coroar a imagem da Virgem Maria foi introduzida na Cidade de Frei Carlos, em 1900, pelo então vigário Padre Quintino Rodrigues, depois primeiro bispo de Crato.
    Segundo Olga Gomes de Paiva, ex-Chefe da Divisão Técnica do Iphan-Ceará: "A Coroação de Nossa Senhora, na Catedral de Crato, é uma das mais belas celebrações católicas no Ceará! A participação das crianças, com suas famílias, é a constatação do repasse de importante tradição cultural que, sem nenhuma dúvida, representa o fortalecimento dos laços familiares, nos quais se destaca o respeito pela figura materna e o enaltecimento para nós, mães de família. O patrimônio imaterial do Cariri não poderia ser mais bem representado do que nessa solenidade de coroação da Virgem Maria na cidade de Crato!". 

Em 2018
      Este ano a temática da coroação está dentro das comemorações  pelos 250 anos de criação da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, fato acontecido em 1768. No próximo dia 30 de maio a imagem a ser coroada é a histórica escultura de Nossa Senhora da Penha, que chegou a Crato em 1745, antes que esta cidade tivesse sua primeira paróquia. A solenidade promete muitas surpresas para a massa humana de católicos que acorrerão à Praça da Sé para o evento.

ONU rejeita pedido de medidas cautelares de Lula para ser solto



Fonte: Estadão
    Genebra - O Comitê de Direitos Humanos da ONU rejeitou o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que seja solto no Brasil, como parte de medidas cautelares solicitadas por seus advogados. O caso nas Nações Unidas, porém, não está encerrado e uma avaliação completa de sua situação, iniciada desde meados de 2016, continua a ser realizada.O governo brasileiro terá mais seis meses para responder a uma série de perguntas formuladas pela ONU. Mas uma decisão, segundo a entidade, ficará apenas para 2019."O Comitê de Direitos Humanos não concederá medidas cautelares no caso de Lula da Silva", declarou a porta-voz de Direitos Humanos da ONU, Julia Gronnevet.

     Uma resposta positiva por parte da ONU significaria, na avaliação da entidade, apertar o botão de "pausa" num processo em andamento para que eventuais violações de direitos humanos fossem avaliadas. Nesse caso, os riscos de um dano irreparável não foram constatados. A queixa de Lula foi levada ao Comitê de Direitos Humanos Nações Unidas em julho de 2016, pelo advogado Geoffrey Robertson. A denúncia central era de que Moro estaria sendo parcial no julgamento do ex-presidente. Em outubro daquele ano, as equipes legais da ONU aceitaram dar início ao exame.

Eleição

Mesmo sem atender ao pedido dos advogados de Lula, a ONU continua a avaliar o caso e juntar em um mesmo processo a questão da admissibilidade e seu mérito. Mas alerta que dificilmente teria uma posição final antes de 2019, depois, portanto, das eleições presidenciais.

Sobre a "resistência monárquica" no Cariri (2ª Parte) -- por Armando Lopes Rafael (*)

“Nós somos monarquistas, 
não apenas porque a Monarquia é mais bonita, 
porque a Monarquia é mais eficiente, 
mas, sobretudo, porque a Monarquia
 é o regime que melhor corresponde 
à boa ordem posta por Deus na Criação.
Dom Bertrand de Orleans e Bragança 
 (Príncipe Imperial do Brasil)

    A priori, cumpre esclarecer que o renascimento do ideal monárquico, no Brasil, não se restringe apenas ao Cariri cearense. Ele está se espalhando por todos os quadrantes desta nação continental.

      Observa-se, e isso está nas mídias e redes sociais, que, no Brasil, voltou-se a reviver, e agora com maior intensidade – principalmente entre os jovens – um anseio, melhor dizendo, uma difusão de um ideal, buscando o retorno à forma de governo, inopinadamente interrompida há 128 anos, quando a nossa Pátria – que era uma grande família com um destino comum e bem definido a cumprir – respirava o ar de uma honrada e respeitada monarquia. O próprio descalabro republicano atual – com os sucessivos escândalos divulgados diariamente nas mídias, contribui para que o povo – sempre perspicaz e observador – faça suas análises e tire suas conclusões.

    Continuam, portanto, bem atuais as palavras proferidas, anos atrás, pelo renomado Prof. Sidney Silveira, num desses muitos “encontros monárquicos” que vêm sendo realizados neste nosso Brasil continental. Afirmou ele:
“A vanguarda, hoje, é ser ‘reacionário’; é olhar para o passado, com a coragem de afirmar valores que não são os que, hoje, contemporaneamente, predominam ”.

     Em plena segunda década do século XXI, em meio à saudade de quando, no nosso país, as coisas davam certo, paira no ar uma pergunta que não quer calar: Valeu a pena o Brasil ter sido transformado numa República?

   A verdade é que o brasileiro comum está cansado dessa instabilidade política que tomou conta do nosso país; está saturado com os sucessivos escândalos e decepções vindas das atuais lideranças políticas e administrativas; está perplexo (para usar um termo suave) com essa crise permanente causada pelos partidos políticos e por parte dos nossos homens públicos; pessoas sem credibilidade e que não representam a maioria da população brasileira.

      Eu, pessoalmente, ao longo dos anos, tive muitas provas de que a causa da restauração da Monarquia no Brasil carrega dentro de si o bem. E quando uma causa carrega a razão, ela tem Deus como advogado. Força humana nenhuma destrói uma causa, quando ela está com a razão. Já quando uma causa não carrega dentro de si uma razão, Deus a vê como juiz, e o maligno a serve como advogado.

     O bem sempre vence o mal. O mal, durante algum tempo, pode até dar a impressão de que foi vencedor. Mas, repito, o bem sempre vence o mal. E um dia, infelizmente não sabemos quando, a causa pela restauração da forma de governo monárquico no Brasil será vitoriosa.

(*) Armando Lopes Rafael, historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri (ocupa a cadeira José Denizard Macêdo de Alcântara) e Membro Correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).

Chegada do 1º tucano à gaiola qualifica a faxina - Por Josias de Souza.

Ao encaminhar Eduardo Azeredo para o xadrez, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais qualificou a faxina, tornando-a menos seletiva. A cúpula miliciana do PT, incluindo Lula, foi encarcerada. A falange do (P)MDB está representada no xadrez por presidiários do porte de Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e Geddel Vieira Lima. Até corruptores da estirpe de Marcelo Odebrecht já amargaram sua cota de cana. Faltava um tucano na gaiola. A prisão de Azeredo chega bem e vem tarde. Representa pouco se for considerado tudo o que já se descobriu sobre os seres da sua espécie. Mas já é um bom começo —sobretudo porque o PSDB vai preso junto com seu protegido.

O feitiço dos tucanos acabou enfeitiçando o ninho. Em 2005, quando se revelou que o mensalão petista tinha um DNA tucano, o PSDB meteu o malho na tesouraria petista ''não contabilizada'' de Delúbio Soares e passou a mão no bico de Eduardo Azeredo, que tivera a caixa de campanha anabolizada pelas mágicas do mesmo operador: Marcos Valério. Azeredo servira-se dos truques financeiros de Valério na sua malograda campanha à reeleição para o governo mineiro, em 1998. Ao livrar o filiado ilustre das labaredas de um processo ético-disciplinar, o PSDB pulou na fogueira.

Os tucanos cometeram o mesmo erro que apontavam nos petistas. Trataram com consideração quem merecia punição. Hoje, sabe-se porque agiram assim: não havia inocentes na legenda, apenas culpados e cúmplices. Como sucede em todas as agremiações partidárias, ninguém ignora os crimes cometidos ao redor nos verões passados. Azeredo renunciou ao mandato de deputado para fugir da condenação no Supremo. E nenhum correligionário se animou a representar contra ele no Conselho de Ética da legenda. Azeredo foi condenado a mais de 20 anos de cana na primeira instância. E nada.

Ex-presidente nacional do PSDB, Azeredo chega à condição de corrupto com sentença de segunda instância e ainda mantém intacto seu assento na Executiva Nacional da legenda. Como o partido não foi capaz de mostrar aos transgressores a saída de incêndio, acumulou-se entulho na entrada. O réu Aécio Neves coleciona uma ação penal e oito inquéritos. A Odebrecht enfiou R$ 23 milhões numa caixa eleitoral de José Serra, com escala na Suíça. A mesma empreiteira empurrou R$ 10,3 milhões nas arcas eleitorais clandestinas do hoje presidenciável Geraldo Alckmin. Tudo isso sem uma delação do operador Paulo Preto.

Os tucanos, como os petistas, perderam todas as oportunidades que a história lhes ofereceu para demonstrar que possuem uma noção qualquer de ética. Os PT continuará afirmando que o PSDB protege os seus corruptos. E vice-versa. A má notícia é que os dois partidos têm razão. A boa notícia é que a Lava Jato transformou a blindagem num péssimo negócio. Espalhando-se a faxina, qualifica-se a própria democracia.

terça-feira, 22 de maio de 2018

086 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Pedro de Pinho Vieira.

Escarafunchando o tempo lembramos preciosidades meritórias de resgate. Em meados da década de 40 do século passado o meu pai acompanhava o meu avô Pedro Alves Bezerra, Pedro André do Sanharol levando suas éguas ao Peri-Peri para cruzarem com um jumento de lote de Pedro de Pinho. Desse cruzamento nasciam burros. 

Naqueles velhos tempos quem tinha um paiol com 50 quartas de arroz, duas vacas no curral para tirar leite e um burro para fazer as suas viagens era rico. Não existiam bancos e consequentemente fiscal algum tirava o sono de alguém.

Enquanto os animais se satisfaziam, meu pai observava, frente a frente, os Pedros, o de Pinho e o André levando um lero prazeroso. 

O assunto não podia ser outro: politica, pois corria nas veias dos dois o vicio e o ranço partidário já que ambos faziam parte da composição da Câmara Legislativa local.

Pedro de Pinho considerava inusitado a eleição de Pedro André. É que no dia do pleito, depois de ter votado, por volta das 08 horas da manha, o homem foi procurado pelo senhor Raimundo Otoni de Carvalho, presidente do partido, para preencher a vaga de um desistente. Pedro André relutou em aceitar, mas, não podia negar sua contribuição para com o partido, acabou por aceitar. 

Saiu rua a baixo e rua a cima falando com os amigos, e, no final da apuração estava eleito. Naquelas épocas quaisquer 30 votos eram suficientes para eleger um vereador. 

Visite e conheça em Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. Um produto da mais fina qualidade e especial paladar.

ONU rejeita pedido de Lula contra prisão - Por Jamil Chade.


GENEBRA – O Comitê de Direitos Humanos da ONU rejeitou o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que sua prisão fosse evitada, como parte de medidas cautelares solicitadas por seus advogados.

A queixa que teve seu início em 2016 nas Nações Unidas não está encerrada. O governo brasileiro terá mais seis meses para responder a uma série de perguntas formuladas pela ONU e uma decisão final, segundo a entidade, ficará apenas para 2019. Mas, num primeiro momento, o apelo do ex-presidente não foi atendido.

“O Comitê de Direitos Humanos não concederá medidas cautelares no caso de Lula da Silva”, declarou a porta-voz de Direitos Humanos da ONU, Julia Gronnevet.

“Baseada na informação que recebeu, o Comitê não pode concluir que existe um risco de um dano irreparável nesse momento”, declarou a ONU em um comunicado, que insiste que não avaliou a substância ainda da queixa original da defesa de Lula.

085 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Mês de Maio, mês de Maria, mês das virtudes, mês de Raimundo. Nascido no Sanharol em Várzea-Alegre aos 25 de Maio de 1931.

Raimundo Batista de Menezes, o sexto  de uma família de 11 irmãos, iniciou seus estudos nas escolas reunidas em 1941, onde aprendera a valorizar e muito a educação. Fez o ginásio em Cajazeiras entre 1947 e 1950, foi lá que também serviu o tiro de guerra. Sempre com uma visão muito forte sobre o estudo. Transferiu-se para Fortaleza em 1951 onde cursou o segundo grau no Colégio Liceu do Ceara.

Com a perspectiva de enfrentar o mundo viajou para o Rio de Janeiro em 1954, indo trabalhar numa alfaiataria do seu primo Juquinha. Nos idos de 1958 tomara a decisão de votar para Várzea-Alegre onde havia a necessidade de fazer companhia a seus pais.

Começa aí pelos desígnios de Deus uma nova trajetória em sua vida. Em uma bela noite de céu enluarado no tradicional Forró dos Barreiros, conheceu Risomar que logo vira a se casar.

Desse matrimonio nasceram seis filhos: Aluísio, José Wilton, Neide, Antônio Énio, Francisco Hélder e Menezes. Vivendo e cultivando a vida com honestidade e honradez, sempre primando pela decência e educação formou com muito orgulho todos os filhos.

Reconhecido como homem de inteligência impar e exímio comerciante no ramo agropecuário nos orgulhou com suas virtudes e ações, deixando um legado de infinita importância a ser seguido por nós, descendentes e admiradores deste grande homem, grande amigo e orgulhosamente grande chefe de família.

083 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.

Foto - Gabriel de Morais Rego.

Gabriel de Morais Rego,  foi o primeiro filho do casamento de José Raimundo do Sanharol  com Antônia de Morais Rego.

Casado com Joaquina Alves de Brito, filha do Major Eufrásio Alves e Brito  do sitio Malhada em Crato.

Deste casamento nasceu  uma única filha, Eufrásia de Morais Brito que se casou com Macário Vieira de Brito, foto abaixo. 

Do casal  Macário e Eufrásia nasceu uma descendência muito grande. Uma família de médicos. 

O primeiro Dr. Antônio Macário de Brito, o segundo Dr. Humberto Macário de Brito e, depois deles são 28 médicos ao todo, levantamento de 2010. A grande maioria  residentes em Crato.



Casal Macário Vieira de Brito e Dona Eufrásia de Morais Brito

Viúvo de Joaquina, Gabriel se casou duas vezes com  filhas de Vitorino  Vilar de famílias  do Lameiro em Crato. 

Desses casamentos nasceram vários  filhos que fixaram residência  em Crato, Campos Sales e Arneiros.

Gabriel de Morais Rego, homem de posições firmes, corajosas e desassombradas, um líder no seu tempo. Família de  24 irmãos,  foi o segundo a se casar  com uma cratense, visto que o seu irmão Vicente Alves Bezerra já havia casado com Isabel Alves de Brito também filha  do Major Eufrásio da Malhada em Crato. 

O velho Bilé como era conhecido faleceu em 1919, e foi sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Piedade em Crato.

Tanto a Bandeira, com suas cores verde-amarela, como o Hino Nacional do Brasil são heranças do Imperador Dom Pedro I – por Armando Lopes Rafael


    Dentro de menos de um mês, por ocasião da Copa Mundial de Futebol, a população brasileira divulgará as cores verde-amarela da nossa bandeira. Também o Hino Nacional voltará a ser ouvido com mais intensidade, estimulando – via futebol – o pouco que resta do patriotismo do povo brasileiro. Poucos sabem que devemos esses dois símbolos pátrios à iniciativa do herói da nossa independência: o Imperador Dom Pedro I. Aos fatos.

       A Bandeira do Brasil Império foi criada e oficializada através do Decreto de 18 de setembro de 1822. Foi desenhada por Jean-Baptiste Debret. Era composta de um retângulo verde e um losango amarelo, cores escolhidas por Dom Pedro I, para lembrar o verde da Casa de Bragança (origem do nosso primeiro Imperador) e o amarelo da Casa Real dos Habsburgos, de onde provinha a nossa primeira Imperatriz, Dona Leopoldina. Ou seja, não tem nada a ver com essa mentira republicana de que o “verde significa nossas matas” e o “amarelo do nosso ouro”, como nos ensinaram (e continuam a ensinar) enganosamente nas escolas.

     Também o nosso Hino Nacional (igualmente oriundo dos tempos imperiais) o mesmo que é ouvido, com todo respeito, por milhões de brasileiros, remonta ao Primeiro Reinado de Dom Pedro I.  Na Monarquia, o Hino Nacional Brasileiro era executado sem ter ainda uma letra. Conhecida apenas como “Marcha Imperial”, foi muito tocada nos campos de batalhas da Guerra do Paraguai. Depois desse conflito foi popularizada na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Com o advento do golpe militar que implantou a “República dos Estados Unidos do Brazil” (para quem não sabe: este era o nome oficial do Brasil após o golpe militar que empurrou goela a baixo da população esta república fracassada, em 15 de novembro de 1889). E este nome que prevaleceu até 1967, quando uma das constituições republicanas crismou o país de "República Federativa do Brasil". 

        No chamado “Governo Provisório” – dirigido pelo Marechal Deodoro da Fonseca – foi instituído um concurso para a adoção de um novo hino nacional para o Brasil. A ordem era (tentar) apagar tudo que restasse do Brasil-Império. Viviam-se os novos tempos republicanos, diziam. E a propaganda oficial anunciava que tudo estava melhorando: que a pobreza vinha caindo; que a população estava comendo três refeições por dia; que agora havia justiça social...
        Quantas vezes, nos últimos 128 anos, assistimos a esse filme...

        Pois bem, na noite de 20 de janeiro de 1890, o Teatro Lírico do Rio de Janeiro estava superlotado, reunindo as mais destacadas personalidades da então capital brasileira, para conhecer o novo Hino Nacional. No camarote de honra, o velho Marechal Deodoro, àquela época já bastante decepcionado com alguns “companheiros” do golpe militar de 15 de novembro de 1889. O hino que obteve o primeiro lugar no concurso foi composto pelo maestro Leopoldo Miguez, com letra de Medeiros e Albuquerque. Na verdade, tratava-se até de uma bonita peça (hoje chamada de “Hino da República”), e que começa com o refrão: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”.

        Ao final da execução do novo hino, o Marechal Deodoro bateu com a mão sobre o balcão do camarote e impôs:
        – Prefiro o velho!
        Foi quando ficou preservada para as gerações vindouras, a bela “Marcha Imperial”, o atual Hino Nacional Brasileiro, cujos primeiros acordes (“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas/ De um povo heroico o brado retumbante”) nos enchem de orgulho e nos faz reviver o pouco do patriotismo que ainda resta à alardeada “brava gente brasileira”...

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

084 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Do Blog do Sanharol ao Blog do Antônio Morais.

O Blog do Sanharol tem  10 mil postagens falando dos varzealegrenses, desde o mais  humilde ao mais orgulhoso. Do Tibúrcio Preto ao Coronel Antônio Correia Lima. Não esqueceu nenhum, do mais humilde ao mais poderoso. Esse foi o meu cuidado como administrador.

Um dia eu disse que o Lula era um populista malandro e desonesto. Apareceu um  amestrado  que passarei a chamá-lo de Ofrasio,  em  justa homenagem  a "Frazo do Garrote", o maior desagregador  que já conheci.  Ofrasio é graduado e ocupante de um posto no Banco do Brasil em Iguatu e, em defesa do Pajé  partiu para a deselegância e grosseria contra mim. Disse que eu era dono do Blog do Sanharol, mas não era dono do Sanharol. 

Eu não sou nenhum idiota para não saber dessa verdade. O Sanharol hoje pertence a umas favelas compostas  de gente  ou párias da sociedade  que vivem a míngua de quaisquer atendimento do puder publico. Resultantes  de ideias lulistas implantadas no seu governo.. 

Procure Ofrasio, no Sanharol, um Pedrinho do Sanharol, um João do Sapo e tantos outros,  você nem deve saber que eles existiram. 

O que o Ofrasio não sabe é que o Lula não sabe que ele existe, e, se soubesse o desprezava, porque o Lula é desprezível.

Eu não sou escritor, não sei escrever, nem disso preciso, portanto não  escrevo para agradar a ninguém, muito menos ao Ofrasio ou quem quer que seja.  

O Blog, ruim ou bom persiste, está vivo com um nome diferente. São mais de dez mil  postagens que  servem até de pesquisas para alunos e professores da rede escolar.

Outro dia um mãe aflita me ligou :  Estou com uma pesquisa escolar do meu filho gostaria  de saber se o senhor pode me ajudar?  Respondi-lhe, veja no Google, Blog do  Antônio Morais, está lá o que você precisa.

Um dia depois a resposta : Encontrei, obrigada.

Para o Ofrasio - a foto do Pajé,   de sua paixão. Morra com ele, fique na cadeia com ele, você fará um grande negócio.

As ideias do economista Paulo Guedes em 35 ‘pérolas’.

Confira uma seleção de frases 'matadoras' do liberal que poderá ser o ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro, provável candidato à presidência em 2018, caso ele vença a eleição

A afirmação do deputado Jair Bolsonaro, provável candidato à presidência em 2018, de que Paulo Guedes poderá ser seu ministro da Fazenda se ele vencer as eleições de 2018, colocou o economista sob os holofotes.

Presidente do conselho de administração e estrategista da Bozano Investimentos, do empresário Júlio Bozano, com Ph.D. na Universidade de Chicago, Guedes é um dos mais aguerridos defensores do liberalismo no País e um dos maiores críticos dos governos social-democratas do PSDB, do PT e do PMDB, que comandaram o Brasil desde a redemocratização, em meados dos anos 1980.

Para conhecer melhor suas ideias, confira a seguir 35 frases de Guedes, selecionadas de entrevistas que realizei com ele e de artigos que ele escreveu nos últimos anos.


1. “A morte da velha política em 2017, sob a guilhotina da Lava-Jato, é o nosso mais importante episódio de aperfeiçoamento institucional desde a redemocratização e a convocação da Assembleia Constituinte.”

2. “A morte da Velha Política agora em 2017 marca o fim de uma era, e as campanhas eleitorais em 2018 serão o anúncio do nascimento da Nova Política.”

3. “A Nova República morreu, porque manteve o Antigo Regime. Não fez a reforma da estrutura de Estado brasileiro.”

4. “O aperfeiçoamento das instituições de uma democracia emergente é hoje mais importante do que as obsoletas disputas ideológicas entre ‘esquerda’ e ‘direita’, conservadores e progressistas, liberais e socialistas.”

5.“A grande sociedade aberta está além da direita e da esquerda. Quem estiver preocupado com isso ainda está saindo da Revolução Francesa no século XVIII. Aliás, esquerda naquela época eram os liberais. Se eu vivesse naquela época, estaria lá, com o Tocqueville, lutando contra a Velha Ordem.”

6. “Mesmo candidatos do “centro” cujas biografias resistam às investigações terão poucas chances de derrotar nas urnas os ‘outsiders’ de um degenerado sistema político”

7. “Se as candidaturas à “esquerda” e à “direita” têm limites naturais de representatividade, e portanto de crescimento, e a maioria dos eleitores de centro será disputada com vantagem por “outsiders” diante dos candidatos convencionais, torna-se bastante provável a vitória eleitoral desses “outsiders” em 2018, não apenas para a Presidência da República, mas também para governadores e para uma avassaladora renovação parlamentar, como ‘nunca antes na História deste país.’”

8. “Os corruptos destroem muito mais do que escolas, hospitais e outros serviços essenciais não prestados pelos recursos que desviaram. Destroem também a crença da população nas instituições das modernas democracias liberais.”

9. “A classe política não representa mais o povo, e sim seus próprios interesses. E os empresários não criam mais riqueza, apenas dela se apropriam em negociatas com o poder político.”

10. “O político que enriqueceu na vida pública e o empresário que tem muito poder político são aberrações de um capitalismo de Estado que degenerou para um capitalismo de quadrilha.”

11. “Não me sensibiliza dizer que a Lava Jato destruiu 300 mil empregos no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Eu pago dois anos de crise para ter um país decente.”

12. “A concentração de poder político e recursos financeiros no governo federal explica muito de nossa degeneração sistêmica”

13.  “A ‘direita’ brasileira afundou com a redemocratização por estar associada ao autoritarismo político e à insensibilidade social do regime militar. A ‘esquerda’ brasileira afunda agora com a morte da velha política por estar associada à roubalheira, ao colapso do crescimento econômico e à insegurança nas ruas de uma decrépita Nova República.”

14. “O baixo crescimento e a corrupção sistêmica marcaram a transição do capitalismo de Estado do regime militar para um capitalismo de quadrilhas sob a obsoleta e despreparada social-democracia”

15. “O PT, o PMDB e o PSDB são partidos social-democratas que dirigem há mais de três décadas a política e a economia brasileiras, desde o nascimento da Nova República, em 1985, aos dias de hoje, em que se anuncia a morte da Velha Política. Devem explicar a degeneração de nossas práticas políticas e o medíocre desempenho econômico no período.”

16. “Os partidos social-democratas, que desde a redemocratização moldaram a Velha Política, estão feridos de morte pela corrupção, pelo baixo crescimento e pela insegurança nas ruas. O PMDB, o PSDB e o PT se revezaram no desfrute de um disfuncional aparelho de Estado com o mesmo apetite pelo poder, a mesma inapetência por reformas e a desfaçatez dos papas renascentistas.”

17. “O coração do problema do Brasil está no gasto público. Só que não existe capacidade de formulação suficiente no governo para tornar isso politicamente interessante, economicamente potente.”

18. “A Dilma foi um dos mais importantes fatores de destruição do tripé macroeconômico, baseado no câmbio livre e nas metas de inflação e fiscal. Ela participou do início, do meio e do fim do crime do desequilíbrio fiscal.”

19. “O programa de uma campanha presidencial para as eleições de 2018 terá de enfrentar os temas que descredenciaram candidatos e partidos da Velha Política. O enigma que devorou a classe política e degenerou a democracia emergente é que o governo gasta muito e gasta mal.”

20. “O caminho para a recuperação da dinâmica de crescimento econômico e a regeneração da classe política passa pelo aperfeiçoamento das instituições republicanas e pelo aprofundamento das reformas.”

21. “Políticas econômicas ineptas, como os esforços de estabilização sem a mudança do regime fiscal, derrubaram o crescimento do país, enquanto alianças políticas espúrias pela ocupação de um obsoleto aparelho de Estado promoviam a roubalheira sistêmica. Precisamos agora superar a farsa política das repetidas disputas entre correntes da mesma social-democracia.”

22. “Em 30 anos, a social-democracia, hegemônica, dominante politicamente desde meados dos anos 1980, não conseguiu fazer o que tinha de ser feito. A esquerda não tem coragem de enfrentar corretamente, tecnicamente, o problema. O que eles sabem fazer? Aumentar gastos até serem chamados à realidade.”

23. “Um erro fundamental da social-democracia em suas mais de três décadas governando o país foi a ininterrupta expansão dos gastos públicos sob todas as formas, dos meritórios programas sociais de transferência de renda inerentes a uma democracia emergente aos reprováveis subsídios a grandes empresas agora configurados como práticas de um capitalismo de quadrilhas.”

24. “Essa incapacidade de controlar gastos e de promover reformas trouxe como subproduto uma tragédia de dimensões épicas: os esforços de estabilização sem apoio da política fiscal elevaram as taxas de juros por décadas, causando um endividamento interno em bola de neve.”

25. “Acelerar as reformas, particularmente a do Estado, é o caminho para asfixiar a corrupção e recuperar nossa dinâmica de crescimento.”

26. “Se eu tivesse que fazer uma única mudança seria a reforma da Previdência, porque o déficit sobe de R$ 50 bilhões para R$ 80 bilhões num ano, para R$ 130 bilhões no outro, é uma bola de neve que vai explodir o Brasil inteiro.”

27. “Além de melhorar a qualidade de suas políticas públicas, o País precisa fazer uma reforma fiscal e previdenciária. Temos que baixar impostos e principalmente, descentralizar os recursos para Estados e municípios.”

28. “O Brasil é o paraíso dos rentistas e dos empresários escolhidos e o inferno dos trabalhadores, dos empreendedores e dos empresários que acreditam numa economia de mercado. É uma associação entre criaturas do pântano político e de piratas privados.”

29. “Prefiro 30 milhões de empregos porque baixaram os encargos trabalhistas do que ganhar alguns empregos porque meia dúzia de empreiteiras estava corrompendo o governo. Isso não é nem capitalismo de Estado, que é quando as práticas morais são sérias, é capitalismo de quadrilha.”

30. “Na selva do dirigismo de quadrilhas, evoluem há décadas as criaturas do pântano — os piratas privados, os servidores públicos desonestos e os políticos corruptos.”

31. “Depois de 40 anos de expansão de gasto público, não posso dizer que o teto de gasto público não é algo excelente. Ter um teto de gastos para os próximos vinte anos é excepcional. É a primeira vez que alguém fala em corte de gastos desde o Tancredo.”

32. “As forças da modernização, que se organizam em torno de novos eixos, exigem do Estado o cumprimento de suas funções clássicas de segurança e Justiça, assim como uma eficiente execução de suas modernas atribuições na construção de redes de proteção social, focalizadas nos pobres e operadas de forma descentralizada por Estados e municípios. A democracia emergente precisa de mais recursos para prefeitos e governadores, e menos de dez ministros em Brasília.”

33. “As classes médias das economias ocidentais tiveram seus ganhos salariais travados ao longo das últimas décadas pelo mergulho de bilhões de eurasianos que escaparam da miséria socialista nos mercados globais de trabalho.”

34. “A prosperidade dos trabalhadores depende do aumento de sua produtividade, o que exige permanente acumulação de capital e incessantes investimentos em educação.”

35. “A educação é libertadora e transforma vidas… É o maior fator de criação de riqueza.”

Até o PT sabe.


Gleisi Hoffmann explicou recentemente, em encontro do PT, um dos motivos pelos quais tratar agora de um substituto para Lula na corrida presidencial é assunto proibido no partido.

Anunciar um eventual vice, disse, faria com que seu nome fosse desde já incluído nas pesquisas de opinião. Consequentemente, ele partiria de um patamar baixo de aprovação e isso poderia fazer com que o eleitor deixasse de se empolgar com a campanha do PT e migrasse para candidatos de outras siglas. 

Reforçando o já conhecido coro, em estreita conexão com a cela número um de Curitiba, a petista disse que o partido ‘não pode tergiversar’ sobre a candidatura de Lula.”

Trocando em miúdos, ninguém, nem mesmo a insana Gleisi, acredita na possibilidade de Lula ser candidato.

Manter o nome de Lula serve, na realidade, para continuar a ter espaço na mídia.

083 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Foto de Várzea-Alegre a partir do Sanharol, a cidade, a lua e ao fundo a majestosa Serra Negra.

Quem conhece Várzea-Alegre, conhece também a Serra Negra e a história da pedra que escorregou de sua cumeeira. Localizada próximo ao Sitio Mocotó, num ano de forte inverno uma enorme pedra se deslocou do alto indo parar no seu pé, deixando um rasgo que até nossos dias não encabelou. De longe se avista a abertura.

Depois de muita luta Fatico Fiúza convenceu "Pé Vei", ir trabalha no Riacho do Meio, propriedade de Leopoldo Cassundé, o conhecido Leó colhendo algodão.

A permanência que se pretendia ser de um mês durou apenas dois dias. Pé Vei estava de volta no Buenos Aires.

Fatico procurou saber as razões e motivos de tão repentino retorno.

Pé Vei afirmou categórico : A pedra de dez quilos de Leó é a que escorregou da Serra Negra, não há homem, por mais apanhador de algodão que seja, que consiga colher uma arroba de algodão na semana.

082 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


II Grande Guerra Mundial - Várzea-Alegre é bombardeada.

Consequência do nascimento de um menino loiro, em 28 de Abril de 1889, à Rua Salzburg, numero 79, em Branau-am-Inn Austria, o mundo está em polvorosa. Ex-soldado afastado do exercito, por sua capacidade como cabo, é hoje o chefe supremo das forças armadas alemães e sonha para pátria que não é sua o domínio do mundo, por mil anos, sob o “guante nasista”, seu catecismo, sua escola. Seu nome, com licença da palavra, é Adolph Schihlgruber Hitler, mais conhecido pelo apelido de “Fuhrer”.

Determinismo histórico ou o que seja! Com as voltas que dá o mundo, fez-se edição grosseira e ampliada de Gengiscão: sem duvida, a quinta das quatro bestas do Apocalipse! Desde primeiro de Setembro de 1939, quando invadiu a Polônia, esmagando com seu poderio e sua blitz o valoroso exercito de Rito Smigli, a Segunda Guerra Mundial foi instalada. Antes, porem, já fizera miséria, com punchs, golpes, anexação da Áustria e outros agressivos atos de perfeita paranoia. A ele se associaram seus comparsas Benitu Mussolini, o verdadeiro criador da religião e agora seu discípulo, apelidado de Duce e o japonês Hiro Hito, com sua aguerrida gente e poderosas armas.

Tinham os três um ideal comum – devorar a Europa e os Estados Unidos e, de quebra, as restantes nações do mundo. Tiro, felizmente saiu pela culatra. O tal eixo Roma-Tóquio-Berlim foi partido e esmagado: quatro anos de ferozes combates, mais de 40 milhões de mortos, feridos sem conta, destruições inestimáveis. Pesadelo que viveu toda a humanidade e do qual despertou para dias não menos agitados. O grande historiador Toynbee, examinando os 2.000 anos de Cristo até nós verificou e com tristeza que, nestes dois milênios – apenas 40 anos a humanidade tinha vivido em paz, e, ainda assim, paz relativa. Que esperar deste monstro que se diz feito a semelhança de Deus, descendente do fratricida Caim? Foi mais um pretexto para a defesa dos direitos do homem, o resguardo da democracia, da liberdade.

Várzea-Alegre, como não poderia deixar de ser, cumprindo seu histórico destino de “Defensora de Deus e da Liberdade”, tinha dois dos seus mais bravos e valorosos filhos a serviço da Democracia. Os irmãos Joaquim e José Ferreira. Dois super-homens. Bastava ver-lhes a compleição hercúlea, sentir-lhes o olhar penetrante, o agudo, firme e incisivo timbre de voz... Joaquim, jornalista de carreira, desde o pré-natal, era comentarista da BBC de Londres, e, nos abrigos anti-aéreos da famosa emissora, conclamava os aliados para a luta, para vitoria, que nos custaria, no dizer de Churchill, sangue, suor e lagrimas. José – o modesto escriba destas mal batidas – era segundo-tenente medico da reserva da Aeronáutica e mostrava sua bravura na Base Aérea de Fortaleza.

15 de Junho de 1944 – Sábado. A guerra está no seu ponto mais alto, no seu maior furor. Enquanto na Inglaterra o seu Estado Maior estudava planos para o dia D, na base Aérea o Tenente Uruguai e o Tenente Ferreira planejavam o bombardeio a Várzea-Alegre. Como extrategista de alto nível, traçam a lápis, num papel de operações higiênicas, os detalhes mínimos para o bom êxito da incursão. Direção do vento, posição da casa do Senhor Ferreira, quinta da rua, a direita da igreja, peso do petardo e outras mumunhas.

Papai me havia telegrafado, de véspera, pedindo mandasse, com a máxima urgência, medicação, que faltava em Várzea-Alegre – Anti tetânica. Eu conseguira na Farmácia Osvaldo Cruz acondicionei numa caixinha e pedir ao Tenente Uruguai que tinha missão em Juazeiro que a levasse, de onde seria enviada a Várzea-Alegre. Uruguai porem, sugeriu que acondicionasse direitinho e como Várzea-Alegre ficava no roteiro: por que não sacudir do alto na rua ou na própria casa.

Era sábado, dia de feira, as ruas se encheram de gente quando o bi-motor deu a primeira passada pela cidade a uns 500 metros de altura. Depois da queda do pacote, serenados os ânimos, cadê um herói para ir ver o que estava no tal embrulho? Quem era besta de ir pegar um quilo de TNT? Foi então que surgiu Miguel do Padre, preto velho conhecido como a maior e mais perito tirador e fazedor de goteiras daquelas altas cumieiras. Com a leveza de pluma e o macio andar de gato, foi lá em cima, apanhou, tranquilamente, a bolinha e com ela, debaixo do braço, desceu. Acompanhava o remédio um bilhete, em que eu explicava ser o Tenente Uruguai, bom amigo e grande piloto, o nosso colaborador solicito.

Dr. José Ferreira.

Venezuela: a radiografia da fraude e do voto tutelado - POR MÍRIAM LEITÃO.

Dessa vez ficou clara a dinâmica usada pelo regime chavista para fraudar o processo eleitoral. 

Os enviados brasileiros foram muito felizes em descrever a rotina da fraude, que vai além da manipulação da contagem dos votos. 

Para o conselho eleitoral da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro foi reeleito no domingo.

Há muito tempo se sabe que o chavismo frauda as eleições, manipula as instituições, controla o conselho que fiscaliza a eleição. 

Agora, a cobertura dos correspondentes lá na Venezuela descreve as cenas. O eleitor que depende dos programas sociais tinha que votar e se apresentar a um posto da milícia bolivariana para comprovar que votou. 

Assim, além de garantir a permanência no programa, ganhava o equivalente a US$ 8, o que é muito dinheiro por lá. É a compra oficial de voto. 

Há ainda a modalidade de votação assistida. O eleitor é acompanhado por um miliciano que indica como ele deve votar. 

Os venezuelanos contaram à reportagem que não podem correr o risco de perder a “Carteira da Pátria”, que garante uma quota de alimentos. O voto por lá é absolutamente controlado.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Pedro Alves de Brito - Por Antônio Morais

Clique na foto para ampliar..

Da esquerda para direita:
O de chapéu motorista de Pedro Brito.
Pedro Brito, de gravata.
Madrinha Mundinha.
Escolástica.
Madrinha Zefa.
Expedito Bezerra de Brito.
Bonifácio e Luiz de Joaquim André, Pedrinho e Zacarias de Chico André.

Na verdade já se falou muito neste blog sobre Pedro Alves de Brito. Sabemos ser neto de Joaquim Alves de Morais e Teresa Anacleta de Meneses, que eram os pais de Leonarda Bezerra de Brito sua mãe. Tinha três irmãs casadas com primos em Várzea-Alegre, Bilinha com Jose Alves Feitosa Bitu, há poucos dias postagens uma bela foto da família, Sandola com Jose Raimundo de Menezes, o conhecido Zé Raimundo do Canto e Milinda com Cazuzinha Mendes do Iputi. Pedro Alves de Brito era casado com Laura Morais e Silva da Lagoa do Arroz. Foi político no Crato, desempenhando com ética, moral e honradez mandatos de vereador por varias legislaturas.

Duas ou três vezes ao ano Pedro Brito visitava os seus primos de Várzea-Alegre. Eram dezenas. Como a família era muito grande encontravam-se uns de posses, abastados e outros desprovidos de quaisquer valores materiais. Para Pedro Alves de Brito todos tinham o mesmo valor, e por essa razão recebiam dele a mesma consideração. Nesta visita a casa do Sanharol Pedro Brito fez-se acompanhar de Expedito Bezerra de Brito, filho do professor Zuza Bizerra de quem era primo legitimo. O Conhecido Expedito da Casa Tamoio.

081 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Foto - Pedro de Pinho.

Uma das coisas que eu estranho em Várzea-Alegre é o fato de um primo legitimo passar por outro e não  cumprimentá-lo. Não por falta de consideração, civilidade ou lhaneza no trato,  mas porque não conhece a genealogia da própria família. Todo aquele que  tem mais de sessentanos nos costados sabe que  na sua origem, dificilmente se encontrava alguém que  não fizesse parte da mesma descendência ou ascendência.

Outro dia, recebi um email do meu nobre conterrâneo Rivônio Pinho, e, ele  pedia informações  da ligação familiar  do pai dele  Raimundo Morais com Antônio André do Roçado Dentro,  pois lembrava o ilustre amigo de varias visitas  feitas em companhia do pai ao perfilado.

Muito bem, José Alexandre Bezerra de Menezes se casou com sua tia Antônia de Morais Rego. Portanto  José Alexandre do canto, como era conhecido era  neto e genro de José Raimundo do Sanharol.

Maria e Ana foram as duas  primeiras filhas do casal. Maria se casou com Pedro de Pinho e eram os pais de Raimundo Morais. Ana se casou com José Alves Bezerra, José André que eram os pais de Antônio André. Assim é que Raimundo Morais e Antônio André do Roçado Dentro eram primos legítimos. 

Antônio André tinha problemas mentais, dizem, não sei se é verdade, que decorriam  do problema da sanguinidade. Certa vez, o meu pai, José André do Sanharol levou o primo Antônio para fazer um tratamento no Hospital São Francisco em Crato.  Nesta época não tinha televisão em Várzea-Alegre, no Crato já existia.  

De volta, no meio de uma turma que o visitava, Antônio André comentou a novidade : Meninos, eu vi um rádio no Crato que agente ver as pessoas conversando dentro. Zelim, outro abilolado pelas mesmas causas do parentesco alertou aos presentes: Pode amarrar e levar de volta, ele não ficou bom.

PSDB lança general contra reeleição de petista no Ceará

Candidatura de Guilherme Theophilo será apresentada na tarde desta segunda-feira; no outro lado, Camilo Santana, do PT, deve ter do MDB a Ciro Gomes

Fonte: VEJA  – por Guilherme Venaglia
 General Guilherme Theophilo (Raimundo Valentim/TJ-AM/Flickr)
O PSDB lança, nesta segunda-feira, a pré-candidatura do general da reserva Guilherme Theophilo ao Governo do Ceará.. O militar entra no pleito para liderar a oposição ao atual governador, Camilo Santana (PT), que é pré-candidato à reeleição. A candidatura de Theophilo será apresentada em um anúncio marcado para hoje as 16h. O principal artífice do lançamento do militar é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Em torno de Camilo, uma ampla aliança que vai do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), ao pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes/ Eunício e o irmão de Ciro, o ex-governador Cid Gomes (PDT), devem ser os dois nomes ao Senado da chapa.
Em um estado atingido pela disputa de facções criminosas, como mostrou reportagem de VEJA em fevereiro deste ano,  o foco do General Theophilo é a segurança pública e o combate ao tráfico. Durante o ápice da crise no estado, o governador Camilo Santana chegou a, diversas vezes, imputar a responsabilidade do problema para o governo Federal, argumentando ser o Ceará vítima de um descontrole da segurança em outras regiões do país.

Ingratidão é o preço do favor não merecido - Por Antônio Morais.


José de Pedro André, meu pai, o último a direita, disse um dia que as duas coisas mais bonitas do mundo eram uma banda de música tocando um dobrado  e o baixio do Machado amarelo de arroz. Ele reuniu num adjunto em 1967 o prefeito da cidade, Pedro Sátiro, que chegou acompanhado do vigário José Otávio,  do Juiz Dr. Vasco Santiago e do promotor de justiça Aírton Castelo Banco.

Ele gostava de reunir gente, tinha muitos amigos e levou a roça 120 homens, sem nada lhe cobrarem, para colher, num só dia, o produto de sua lavoura de arroz.

Dava gosto de se vê,
Um bando da cabra macho,
Cortando cacho por cacho,
Cantando sindô lelê.

Enviei a foto de outro evento para Luiz Lisboa e eis que foi comentada nos termos seguir pelo senhor Erivan Alves.

Muito sofrimento, também! Produzia-se "muito", mas já de cara deixava-se 20% da produção para os "SUPOSTOS" proprietários das terras, que "FAZIAM O FAVOR" de deixarem os "TRABALHADORES SEM TERRA" produzirem. Eram 20% da produção bruta que ficavam "com o patrão" e isso sem que eles dessem UMA semente de arroz para o plantio! Verdadeiro regime de "escravidão".  A festa era bonita, verdade, mas o que sobrava ao agricultor eram só as mãos cheias de calo, o rosto queimado do sol e, invariavelmente, a humilhação do "dono da terra".

Antônio Morais - Desagravo.
Fui eu quem enviou esta foto para o Luiz Lisboa. O adjunto era de José André, meu pai, a localidade era Lagoa do Ronca que pertencia ao senhor João do Sapo. 

Devo informar ao Erivan Alves que o meu pai nunca foi escravo de quem quer que seja e, que João do Sapo nunca escravizou ninguém. 

"A ingratidão é o preço do favor não merecido". Fica a pergunta para o Erivan : O teu avô foi escravizado?  Eu sempre entendi que havia uma grande amizade  entre a família dele e a de Joaquim Diniz proprietário das terras em que ele sempre trabalhou..

É bom respeitar a história.

Por que há uma resistência monárquica no Cariri? (1ª Parte) – por Armando Lopes Rafael (*)


No último 15 de novembro, aniversário do golpe militar que implantou a república no Brasil, monarquistas caririenses fizeram carreata de protesto, com encerramento junto à estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte.

     Pessoas perguntam a razão desse crescimento de monarquistas – principalmente entre os jovens –  nos dias atuais, aqui no Cariri. Os alienígenas são os que mais ficam intrigados com esta realidade da caririensidade.  Nascidos noutras regiões deste país continental, para cá esses alienígenas se transportaram, mas resistem em se adaptar à nossa realidade O etnocentrismo continua presidindo suas ações e reações.

     Desde o século XIX, pessoas de diversas camadas sociais do Vale do Cariri, este localizado no Sul do Ceará, tiveram a visão de defender uma forma de governo que se coadunasse com a mentalidade e anseios, tanto de parte da elite, como da maioria da população (chamada à época de “povinho”, denominação hoje rebatizada grosseiramente -- pela esquerda festiva -- de “povão). Essa visão de vida teve seu apogeu entre 1822 e 1889, época que nossa pátria era o Império do Brasil. E era respaldada pela mais antiga forma de governo que a humanidade conheceu: a Monarquia. Um regime orgânico, atrelado ao Direito Natural,  ainda hoje em vigor em vários países considerados como dos mais organizados do globo -- o chamado Primeiro Mundo -- aqueles que atendem satisfatoriamente ao bem comum.

    Este anseio e aspirações monárquicas prosseguiram no Cariri cearense, mesmo após o golpe militar que implantou a forma de governo republicana no Brasil. Naquele golpe, feito sem a participação do povo do Rio de Janeiro, por uma minoria militar e por fanáticos da seita Positivista, foi rasgada a Constituição do Império do Brasil (justamente a que mais durou (foram 65 anos dentro do império da lei) já que nestes 128 anos republicanos tivemos 6 (seis) constituições. E já estão pregando a convocação de mais uma, que seria a 8ª (oitava). Monarquistas caririenses, no entanto,  mantiveram acesa uma chama (e não somente   “um reflexo saudoso” de um passado que deu certo). Essa resistência monárquica tornou-se a bem dizer, um estado de espírito de pessoas da elite e do povo. Não se deve confundir o povo com a massa.

        Bem definiu o Papa Pio XII quando escreveu em meados do século XX: "Povo e multidão amorfa ou, como se costuma dizer, massa, são dois conceitos diversos. O povo vive e move-se por vida própria; a massa é em si mesma inerte e não pode mover-se senão por um elemento extrínseco. O povo vive da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais -- na sua própria situação e do modo que lhe é próprio -- é uma pessoa cônscia de suas próprias responsabilidades e de suas próprias convicções. A massa, pelo contrário, espera o impulso que lhe vem de fora, fácil joguete nas mãos de quem quer que lhe explore os instintos e as impressões, pronta a seguir, sucessivamente, hoje esta, amanhã aquela bandeira".
          Como as palavras de Pio XII são atuais na república brasileira... Voltaremos a falar sobre esta tradição monárquica,  latente e  mantida pelo povo do Cariri, em próximo artigo.
   

(*) Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri (ocupante da Cadeira José Denizard Macedo de Alcântara) e Membro-Correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).

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A candidatura de Lula não será barrada “de ofício” - O Antagonista.


Cármen Lúcia disse na Bandeirantes que o TSE não pode barrar antecipadamente a candidatura de Lula: “O Judiciário não age de ofício, age mediante provocação”.

Ao mesmo tempo, ela repetiu que o presidiário é inelegível, por causa da Lei da Ficha Limpa: “Isso foi aplicado desde 2012. Eu não noto nenhuma mudança de jurisprudência no TSE. E o Supremo voltou a este assunto, este ano, e reiterou a jurisprudência e a aplicação da jurisprudência num caso de relatoria do ministro Fux, atual presidente do TSE.”

080 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Na mesma linha da postagem anterior, tricas e futricas  da politica. Resultado da eleição de Várzea-Alegre - Ceará - em 1954. Duas curiosidades : se elegeram vereadores dois irmãos pelo mesmo partido, José Alves Bitu e Francisco Alves Bitu, Menininho. Nesta eleição Laura da Formiga prometeu a João do Sapo votar para vereador em Joaquim Diniz, e, a mesma coisa ao Menininho Bitu. 

No dia da eleição Frazo do Garrote viu Laura levando um lero animado com Menininho e foi avisar a João do Sapo : Não confie, Laura estava de conversa com Menininho Bitu em frente a Loja de Cândido Diniz.

Quando Laura voltava para o Roçado Dentro se encontrou com João do Sapo que lhe falou educadamente : Laura eu não acredito que você não votou em Joaquim Diniz!

Laura parou, pensou, pensou e respondeu :  Frazo do Garrote já foi te contar? 'Omi" eu votei foi nos dois.

O fato é que os dois se elegeram conforme ata do TRE abaixo:



PREFEITO
FRANCISCO CORREIA LIMA 

VEREADOR
FRANCISCO ALVES BITU 

VEREADOR
JESUNI AUGUSTO LEITE 

VEREADOR
JOAQUIM AFONSO DINIZ 

VEREADOR
JOSÉ ALVES BITU 

VEREADOR
JOSÉ CARLOS DE ALENCAR 

VEREADOR
LUIZ OTACÍLIO CORREIA 

VEREADOR
MANUEL ALVES BEZERRA 

VEREADOR
MANUEL SAMPSON BEZERRA 

VEREADOR
PEDRO SALVIANO DE MACEDO