"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SALVO PELA GENTILEZA...‏

Conta-se uma história, de um empregado de um frigorífico da Noruega.

Certo dia, ao término do trabalho, ele foi inspecionar a câmara frigorífica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu, todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.

Estava quase cinco horas preso, já debilitado com a temperatura insuportável, quando de repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.

Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia:

Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?.

Ele explicou:

- Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.

Hoje pela manhã disse "Bom dia" quando chegou.

Entretanto, não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei.

Pergunta: E VOCÊ, SERIA SALVO...?

Desconheço a autoria.

Enviado por Ricardo Morais

Teatro



Nesse próximo sábado dia 03 estreia a peça da Larissa Húpalo. Fotos da peça:

Onde: São Paulo. Rua da consolação nº 1623 - Fone: 32555922 - Teatro Coletivo

Nome da peça: No País dos Prequetés

Quando: De 03/03 a 25/03 todos os sábados e domingos às 16h

Preço: R$30.00. estudantes e idosos acima de 60 anos pagam meia entrada mediante apresentação de comprovante.

Direção: Carol de Brito.

Peça de Ana Maria Machado.

CBCC - Cesta básica da cultura e do conhecimento.

Recebi do amigo Elmano Pinheiro Rodrigues vários livros de cordéis de diversos autores publicados pela CBCC. Essas publicações são distribuídas para as Secretarias de Cultura dos estados que por sua vez distribuirão  para os municípios. Escolhi o Cordel do Marcos Mairton - A historia de Zé Luando, o homem que virou mulher para  postar em nosso Blog. São 90 estrofes que serão postadas de 10 em 10,  portanto em  09 postagens. Os adeptos  do cordel devem seguir as postagens.

O cordel flui pelas aguas
Do Ria da simplicidade
Sua nascente vem do campo
Ao abraço com a cidade
Galopando por caminhos
De lonjuras e espinhos
Clamando por liberdade

Antônio Carlos de Oliveira Barreto.

FASCINATION - Nat King Cole


Dedicado aos  amigos do Blog

LÁ VEM O BICHO. PÊDO! Por Mundim do Vale.

No ano de 1.960, o Sr. Vicente Vieira adquiriu um Jeep e contratou o motorista Pedrinho de Hermínia, para ser o seu motorista e ensinar a sua filha Laís. Para tanto Pedrinho passou a morar no sítio Cristo Rei.
Um dia os dois fizeram uma viagem do Cristo Rei para o Iguatu. Logo na saída o Sr. Vicente deu uma cuspida que alagou todo o para-brisa. Pedrinho chamou a sua atenção dizendo:
- Não cuspa Seu Vicente, que assim o Senhor embaça o vidro.
- Eu cuspo que o Jeep é meu. Se eu quiser eu faço é cagar.
A primeira parada foi no distrito de mangabeira. O proprietário disse:
- Esbarre aí que eu quero tomar um conhaque nessa bodega.
- É bom mesmo que eu também tou querendo tomar uma Coca-Cola.
Pedrinho aproveitou e falou com o dono da bodega para derramar a metade das Coca-Cola e completar com cachaça. E assim foi sendo feito em Cedro, no Canto e em Alencar.
Na saída de Alencar o proprietário avistou um carro ainda distante mas que vinha na direção deles. Bateu com a mão no ombro do motorista e falou:
- Cuidado Pêdo. Que vem vindo um caminhão.
- Se preocupe não Seu Vicente. O trânsito é assim: Nós vamos na divangoê e ele vem na divangoá .
- Mas tenha cuidado. Porque ele pode confundir a vangoá com a vangoê.
Quando foram chegando na cidade de Iguatu, tinha uma passagem de nível e Pedrinho viu que dava para passar antes de um trem que vinha ainda distante. Mas quando o Sr. Vicente viu o trem assustou-se e gritou:
- Lá vem o bicho. Pêdo!
Pedrinho assustou-se com o patrão, deu uma arrancada reduzida, atravessou os trilhos e em seguida subiu um morro. O Jeep estancou e subiu um tufo de poeira, que cobriu os dois. Nesse momento o trem passava atrás deles com aqueles apitos estridentes. O Sr. Vicente limpando a poeira da cara falou:
- Tá vendo aí Pêdo! Parece que o bicho vinha era na vangoê.
- É mais foi o Senhor que me assustou. porque dava tempo.
- Mais também Pêdo. Tu fica tomando Caca-Cola e arrotando cachaça.

Desafio do Blog do Sanharol - (050 - 2012)

Quem são ?

Retorno da MIS - Discurso do Presidente



Enviado por Ricardo Morais

Uma tristeza infinda - Por Pedro Esmeraldo.

Domingo de carnaval: andávamos solitários pelas ruas da cidade e não observávamos o movimento carnavalesco. Ficamos aflitos diante desses dias sombrios e permanecíamos totalmente aterrados pela falta de animação de nossos habitantes. Anteriormente, os dias de carnaval do Crato foram contemplados devido a animações que deixavam o povo inebriado pela observação dos festejos que caiam numa esfera de alegria e de bons momentos elevados pela disposição de seu povo.

Nesse período os habitantes mais velhos desta cidade lembram dos acontecimentos que nos deixavam animados, pois esta cidade foi o berço da civilização caririense.

Por isso, o Crato sofre devido aos descasos de alguns de seus moradores que se deixam acabrunhar diante das fraqueza, entregando os ponto, fugindo da terra, indo passar o carnaval nos grandes centros, e agora no período mais recente, o povo do Crato esta prestigiando uma cidade muito menor, que é Várzea-Alegre, que não tinha o respaldo carnavalesco do Crato. Isto é uma aberração, desdoiro para os cratenses, pois acarreta esmorecimento que se deixa levar adiante das conversas destoantes e do pessimismo doentio.

Os cratenses vivem amargurados, pois não tem força para reagir e deixam a cidade abandonada desse período de festejos carnavalescos.

Em tempos passados, o povo cratense foi um divertido nato, utilizava brincadeiras jocosas e se divertia a valer, possuidor de uma mistura de seriedade, pois tinha o desejo ardente de brincar a fim de extravasar seu sentimento intimo,livrando-se do pensamento negativo, já que, vez por outra, continha a ânsia de desabafar-se das canseiras e das preocupações diárias.

Com o tempo, o carnaval cratense foi se arrefecendo, caindo no esquecimento desse povo, devido a falta de estimulo de alguns políticos do passado que dominavam o Crato, deixando cair os nossos costumes no esquecimento.

Troca de casais - Por A. Morais

Neste carnaval, estávamos no Bar do Buzuga tomando uma gelada e levando um lero. Conversa vai, conversa vem, um dos presentes  comentou sobre troca de casais. Dizia que era normal, hoje em dia,  esse tipo de fantasias por aí a fora.

Raimundo de José Inácio, prestava  uma atenção danada a conversa e, a certa altura perguntou: E, o que é troca de casais? O inter locutor tratou de  explicar direitinho dizendo: Os casais vão aos Motéis e, em lá chegando, trocam as mulheres, dormem um pedaço da  noite  com a mulher do outro, fazem bangalafomenga! Raimundo, na sua genialidade matuta e bem dosada de humor observou:  mas vocês já pensaram se eu fosse prum Motel com o Edson Celulari o tamanho da taboca que ele ia levar.

Alô... Estou Chamando...

2.012 - Ano de Eleições - Por A. Morais

Em 1976, o candidato natural indicado pelas lideranças da ARENA local era Luiz Otacílio Correia.  Com a desistência do Otacílio, no mês de Agosto, em convenção o partido da Aliança Renovadora Nacional  indicou o nome de Dr. Pedro Sátiro para prefeito tendo como  vice o jovem Carlos Reni Correia Leandro. 

Pela oposição concorreu a prefeito o vereador José Carlos de Alencar tendo como vice Jocildo de Figueiredo Correia. A eleição transcorreu  tranquilamente  e Dr. Pedro se elegeu para o segundo mantado com uma maioria de 1.004 votos. 

Naquele pleito votaram 15 mil eleitores. Portanto Pedro Sátiro se elegia com o Carlos Reni de vice para um mandato de  de 06 anos, até Março de 1983.

Excitação e emoção.

A excitação consiste em modificações que se dão nas celulas de nossos órgãos sensoriais quando são estimulados. Os órgãos sensoriais, onde se dão as excitações, são chamados órgãos periféricos, como os olhos, os ouvidos, a mucosa nasal, a mucosa lingual e os órgãos do tato.

Para que a atuação dos excitantes venha a provocar em nós uma sensação, é necessário que nossos órgãos sensoriais sejam normais, isto é, suas celulas sofram modificações pela ação da estimulação, sejam excitadas. Mesmo que raios luminosos atinjam os olhos de um cego, não produzirão as modificações celulares necessárias para que se verifique a sensação visual - não haverá excitação. 

Emoção, encontramos que ela é derivada da palavra latina "Emovere" que significa ato de deslocar, perturbação e agitação. Ela é definida como afetos e reações desordenados que se manifestam em nós quando no nosso ambiente se opera alguma transformação radical e repentina á qual não nos podemos adaptar imediatamente: Medo, cólera, alegria e tristeza são emoções.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Jovem Guarda - Por Heleno Silva

video

Enviado por Heleno Silva para o Antonio Alves de Morais

Desafio do Blog do Sanharol - (049 - 2012)

Foto de um carnaval de um ano desses que já passou
Quem são eles?

ANDREZADAS IV - DE JOAQUIM ANDRÉ - Por Mundim do Vale.


Dedicado a toda a Andresada e ao cardume de piaus.

Numa certa noite do ano de 1948, estava havendo um jogo de sueca na nossa casa da Lagoa do Arroz, onde os participantes eram os amigos do meu pai do Sanharol e Roçado de Dentro.
Uma hora lá o primo Joaquim de Pedro André que não estava no jogo falou para minha mãe:
- Irací. Se eu arrumasse uma roupa de mulher eu ia vestir e sair aqui na Lagoa do Arroz e eu garanto que ninguém ia me conhecer.
- Pois se você quiser eu arranjo uma minha.
- Pois eu quero.
Minha mãe foi lá por dentro e trouxe sem os outros verem, um vestido estampado e um pano preto para a touca. Entregou ao Joaquim que saiu escondido para as bandas do Ronca, onde foi se trocar.
A primeira casa que ele visitou foi a da minha tia Amélia. Chegou deu boa noite e perguntou:
- Minha filha sabe dizer onde é a casa de Maria vieira. Eu sou lá do jatobá e passando por aqui queria fazer uma visita a Pedro mais Maria.
- A senhora não quer esperar Doca chegar, pra ir deixar a senhora?
- Precisa não, minha filha, eu tenho costume de andar só.
- Quer um café?
- Não senhora. Obrigado. Se tiver um prato de coalhada eu aceito.
Comeu a coalhada e depois Isaura de Silvestre foi até a calçada para dizer onde era a casa de Pedro Batista.
Chegou na casa de Pedro e só estavam Pedro, Maria e João Batista. O resto estava na sueca. Depois que mandaram que entrasse ela falou:
- Meu povo eu tou aqui procurando a casa de Irací. Eu sou prima de Preta e queria muito visitar Pedro mais Irací.
Maria Vieira disse:
Pois a senhora tá bem pertinho de lá, mas como tá muito escuro eu vou pedir a João pra fazer um facho e ir com a senhora.
- Carece não, eu já tou acostumada.
- Pois tome um café antes de ir.
- O café eu não posso tomar, mas se a senhora tiver coalhada eu aceito.
Serviram um prato de coalhada e depois Maria Vieira foi até o terreiro para mostrar a casa:
- Olhe a casa é aquela daqui dá pra ver a luz da lamparina. Quando chegar mais perto a senhora vai escutar a zoada dum bocado de sem futuro jogando sueca.
A velha chegou na nossa casa aproximou-se da minha mãe e perguntou:
Minha filha pode me ensinar onde é a casa de Zefa de Pedro André?
Mas a senhora sozinha uma hora dessa pode ser perigoso. Parece que tem aí um ou dois dos filhos de Madrinha Zefa que pode levar a senhora até lá.
Precisa não, deixes os meninos vadiarem, basta me dizer como é, que eu chego lá.
- A senhora que esperar um pouco? Eu tou preparando uma massa de milho para fazer chapéu de couro.
- Não senhora eu agradeço muito, mas eu tenho pressa de chegar na casa de Zefa.
- Então a senhora desce alí na ladeira de Amélia, quando chegar na baixa onde tem um pé de oiticica, pegue o corredor de João do Sapo, quando chegar numa curva, já avista a casa de Zefa.
A velha saiu com quem ia para o Sanharol, mas logo depois entrou no mato e foi até o Ronca para trocar de roupa.
Chegou na nossa casa já com a sua roupa e o Vestido enrolado no pano preto. Logo que ela entrou Raimundo batista perguntou:
- Joaquim tu vem de casa?
- Venho, porque?
- Tu não encontrou a velha não?
- Que velha?
- Uma velha que saiu daqui agora, para visitar Dona Zefa.
- Pois eu não encontrei não. Como era que a velha estava vestida?
- Era com um vestido fulorado e um pano preto na cabeça.
- Pois quando eu vinha na entrada do corredor de João do Sapo, eu achei essa roupa em cima duma pedra. Eu até ainda gritei perguntando se tinha alguém por alí, mas ninguém respondeu.
Raimundinho de Antônio do sapo jogou as cartas na mesa e falou:
- De duas uma, ou a velha morreu afogada ou tá perdida dentro daquela manga de João do Sapo. Vamos fazer uns fachos e formar um adjunto para procurar a velha viva ou morta.
Só ficou na casa meu pai, minha mãe, Josélia Vieira que era ainda menina e Joaquim André comendo chapéu de couro e morrendo de rir.
Naquela noite as roças de João do Sapo ficaram mais parecidas com o fogaréu de Goiana.

Este causo minha mãe havia me contado e quando foi em agosto de 2.000, eu visitava o primo Joaquim quando ele me contou com todas as riquezas de detalhes.

Refrescando a memória - Dr. Rolim



No Educandário Santa Inês, da minha querida saudosa e eterna professora, Dona Eliza, com essa cartilha foi onde eu aprendi soletrar. Quando ia soletrar: CA...CE. ..CI... CO... no CU eu ficava morrendo de vergonha. Que tanta inocência... criança daquela época

O CARPINTEIRO - Por Vicente Almeida

O CARPINTEIRO


Havia em um país distante, dois irmãos muito ricos e proprietários de uma grande fazenda, separada apenas por um rio e cada um morava de um lado. visitavam-se com frequencia e eram muito amigos.

Um dia o irmão mais novo por um motivo banal, que não vem ao caso encrencou com o mais velho e pediu que ele nunca mais atravessasse o rio para sua fazenda.

O irmão mais velho ficou magoado e até indignado. Mandou procurar um carpinteiro e lhe disse: Tenho um trabalho para você:

- Quero fazer uma cerca dividindo este rio, de forma que as duas propriedades fiquem separadas, e quem está do lado de lá não possa ver nem passar para o lado de cá, e também quem está do lado de cá não possa ver nem passar para o lado de lá. E disse mais: Tive um grande desgosto e Estarei viajando amanhã. Retornarei em um mês.

Quando retornar quero tudo pronto e lhe pagarei pelo serviço combinado.

Ah ia esquecendo. Vê aquela bela pilha de taboas? É da melhor qualidade, use-a para a cerca. E no dia seguinte viajou.

Coincidentemente o irmão mais novo também magoado viajou para passar um mês fora.

O carpinteiro chegou no dia seguinte e pediu a um dos serviçais da fazenda para ajudá-lo, e na montanha de taboas começou a separar as melhores.

O serviçal questionou dizendo:
 
-Vamos ter dois trabalhos. Não seria melhor levar a madeira como está e ir colocando à margem do rio?  
 
Disse o carpinteiro:
 
- Não é tão simples assim! Tenho planos especiais para a melhor madeira. Se vamos construir algo seguro e duradouro, temos que usar aquela de melhor qualidade.

Um mês depois chegou o proprietário, que chamou o carpinteiro e juntos foram olhar a cerca. Quão grande foi a sua surpresa ao chegar à margem do rio e não encontrar uma cerca, mas uma bela e bem arquitetada ponte unindo as duas propriedades. Ficou horrorizado e mais indignado ainda.

Ia virar-se para brigar com o carpinteiro, mas ao olhar para o outro lado da ponte, viu o seu irmão atravessá-la correndo, e de braços abertos vinha ao seu encontro. Teve uma grande surpresa, pois o irmão chegou e caiu aos seus pés de joelhos, lhe pedindo perdão pelo mal que lhe havia causado dizendo:

Irmão amado. Perdoa a minha insensatez. Fui ingrato com você, fui vil, nem mereço ser seu amigo, e mesmo assim você construiu uma ponte para unir mais ainda nossas famílias.

O outro surpreendido com as palavras do jovem irmão, ficou muito feliz, pois na verdade o amava demais, e havia ficado por demais magoado ao perdê-lo.

O carpinteiro, silencioso ao lado dos dois se deliciava com a cena, quando o outro perguntou: Quem foi o autor de tão magnífica construção? O mais velho respondeu:

- Este carpinteiro aqui, que a partir de agora está empregado enquanto eu viver. Aí o mais novo perguntou se ele poderia fazer alguns trabalhos também para ele.

Então o carpinteiro solícito e sorridente exclamou:

Não posso trabalhar para vocês permanentemente. TENHO AINDA MUITAS OUTRAS PONTES A CONSTRUIR!!!

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Quando criança ouvimos uma história com este conteúdo. Estamos reproduzindo, não como nos foi narrada, mas ao nosso modo de contador de histórias, com a intenção de lhe proporcionar bem estar ao ler.

Tenha um ótimo domingo

Escrito por Vicente Almeida
26/02/2012

Cariri sediará seminário sobre violência sexual infantil nesta terça-feira dia 28

O município de Juazeiro do Norte, localizado na Região do Cariri, vai sediar o seminário regional da campanha ‘Quem Cala, Consente – Violência Sexual Contra Criança e Adolescente é Crime!’, iniciativa da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, através da Comissão da Infância e Adolescência, em parceria com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc). O evento acontecerá no próximo dia 28 de fevereiro (terça-feira), a partir das 9 horas, no Ginásio Poliesportivo.

O objetivo do seminário é conscientizar e mobilizar a sociedade cearense para o combate ao abuso e à exploração sexual infanto-juvenil, e reunirá representantes dos municípios de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Caririaçu, Farias Brito, Granjeiro, Jardim, Saboeiro, Assaré, Araripe, Nova Olinda, Santana do Cariri, Campos Sales, Antonina do Norte, Altaneira, Tarrafas, Salitre e Potengi. 

Foram convidados para participar do encontro, prefeitos, conselheiros tutelares, conselheiros dos Direitos da Criança e do Adolescente, promotores de Justiça, técnicos dos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (CREAS), secretários municipais da Educação, Saúde e Assistência Social, agentes de Saúde, gestores escolares e grêmios estudantis. O seminário do Cariri será o 10º encontro e reunirá os municípios das Credes de Juazeiro do Norte e do Crato, totalizando a participação de 18 municípios, 58 escolas e um público estimado de 600 pessoas.

De acordo com a presidente da Comissão da Infância e Adolescência, deputada estadual Bethrose (PRP), a campanha foi criada pela necessidade de sensibilizar a sociedade, fazendo com que as pessoas não se omitam diante de casos de violência sexual. “Os diversos estudos sobre o assunto mostram que, na maioria das vezes, os casos de violência sexual são praticados, geralmente, por uma pessoa com quem a criança ou adolescente possui uma relação de confiança, e que participa do seu convívio familiar e social. Por isso nós reforçamos a importância de deixar a sociedade em alerta, para que aprenda a identificar o abuso.”

Durante o seminário haverá palestra com a psicóloga e escritora Helena Damasceno e com a advogada Drª. Viena Ponce, que explicarão as diferenças entre abuso e exploração sexual, as formas de prevenção e de identificação, os sinais de alerta, os indicadores físicos e comportamentais da vítima de abuso, os meios de denunciar e a legislação relacionada ao tema.

Dentro da programação do evento, cada município formará um grupo de trabalho para a construção do Plano de Ações Estratégicas – PAE, que visa prevenir e combater a violência sexual infanto-juvenil. O PAE deverá ser elaborado e executado em seis meses. Após esse período, as escolas que concluírem de maneira satisfatória seus planos receberão da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará o Selo Escola Cidadã, como forma de reconhecer a contribuição social da instituição para a sociedade.

Encontros Regionais

O ciclo de seminários regionais está percorrendo as principais regiões do Estado, reunindo representantes dos 184 municípios cearenses. Desde maio do ano passado já foram realizados nove encontros, sendo que até junho de 2012 o evento ainda acontecerá nos municípios de Sobral, Quixadá, Crateús, Brejo Santo, Iguatu, Icó, Tauá, Senador Pompeu, Maracanaú e Fortaleza.

Em cada evento são distribuídos os materiais de divulgação da campanha, como cartazes, bótons, adesivos e panfletos, que explicam as formas de identificar a violência sexual infanto-juvenil e os meios de denunciar. A campanha foi lançada no dia 18 de maio de 2011, na Assembléia Legislativa do Ceará.

SERVIÇO

Seminário Regional da campanha ‘QUEM CALA, CONSENTE’ no Cariri
Dia: 28 de fevereiro
Horário: Das 09 horas às 12 horas.
Local: Ginásio Poliesportivo de Juazeiro do Norte
Rua: Catulo da Paixão, S/N, Triângulo.

Cordialmente,
Karlos Emanuel Soares
Jornalista Profissional MTB 2521-CE
Assessor de Imprensa da Deputada Estadual BETHROSE (PRP)
Assembléia Legislativa do Ceará – Sala 507
Fones: (85) 9677-1598 (TIM) ou 8527-6939 (Oi)

Meu filho, essa moça já é furada - Por A. Morais

Lendo a historia do Assis de Zé do Carmo e da Terta de Chico Félix, na qual  Assis justificou o fato de Terta não ser moça com ele não ser rapaz, conforme nos conta Mundim do Vale, me veio a memoria uma outra historia bastante parecida.

Bitô e Jorvina antes de morarem na lavanderia residiam no Sanharol numa casinha de taipa de José André proximo as cajaraneiras. Raimundo, seu filho mais velho se apaixonou por uma danada, acesa, que  foi não foi aparecia com um namorado novo, fato a época, pouco recomendado para uma moça prendada. 

O pai chamou o filho em particular e começou a aconselhar fazendo ver que  aquela não era a nora que ele desejava. Bitô mostrava os defeitos e Raimundo apresentava uma solução em cima da bucha. Meu filho essa moça é muita falada, muito acesa. Pai pode ser que eu apague o fogo dela. 

Foram a cima, foram a baixo, Bitô se zangou e foi na ferida, onde a preconceito a época era motivo de condenação e morte: meu filho, essa moça já é furada! Raimundo coçou o cangote, balançou a cabeça e fechou a prosa dizendo: mais pai que besteira é essa, eu quero num é pra carregar agua não...

Não nos permitamos - Enviado por uma amiga do Blog do Sanharol.


Refletindo sobre nossos companheiros de jornada, é provável que, em alguns momentos da vida, nos deparemos com uma angustiante questão. Olhamos para nossos pais, cônjuge, filhos ou amigos e nos perguntamos: Quando foi a última vez que recebi ou que lhes ofertei um abraço? O toque, seja através do afago, do beijo ou do abraço expressa nossos sentimentos, enche a vida de ternura e aquece a alma de quem o oferece e de quem o recebe. As manifestações sinceras de afeto fazem as pessoas se sentirem amadas e queridas pois demonstram o amor que as envolve.

Ter a liberdade de falar sobre os sentimentos e expressá-los, com equilíbrio e sensatez, também mantém apertados os laços que nos unem às pessoas com as quais nos relacionamos. Ao constatarmos a distância estabelecida sutilmente entre os afetos, uma grande tristeza nos invade. É o momento em que  nos questionamos: Quando e como começou a ser estabelecida essa distância? Como pudemos permitir que chegasse a esse ponto? Quem foram os responsáveis? E agora? Como fazer para construir novamente essa ponte de ligação com as pessoas amadas?

Olhamos para trás buscando as respostas, na tentativa de começar a construir um caminho diferente, uma nova aproximação. Muitas vezes, essas respostas não serão facilmente encontradas pois, por mais que busquemos nos arquivos de nossa memória, será difícil identificar o registro de quando foi que tudo começou.

Essa análise do passado é importante, pois descobrindo onde erramos, podemos, a partir dessa constatação, agir de outra forma. Verificamos então, que talvez tenhamos nos permitido adotar algumas atitudes que podem ter nos distanciado lenta e gradativamente dos seres amados.

Foi o Bom dia deixado de lado pela pressa de começar logo as atividades de mais uma jornada de trabalho; o Boa noite esquecido, vencido pelo cansaço. Os sentimentos ocultados pela quietude diária, onde cada um se envolve apenas com suas próprias questões pessoais. A falta de compreensão e de companheirismo, o egoísmo, as mentiras sutis, as mágoas acumuladas e os pequenos desentendimentos. Essas atitudes são como gotas pequeninas que, com o tempo, se transformam em imensos oceanos. E quando nos damos conta, não mais sabemos atravessar esse espaço e tocar alguém que tanto estimamos.

Não deixemos que isso aconteça pois transpor essa distância que construímos é uma difícil tarefa. Não nos permitamos deixar de dar o sorriso de boas vindas, o abraço de despedida, o afago de boa noite e de bom dia. Esse esquecimento pode significar o início dessa barreira invisível que se forma entre as pessoas. Falar sobre os sentimentos, perguntar com interesse como vai o outro, escutar, importar-se, perceber o que incomoda, vibrar com o que felicita, dividir as angústias e as alegrias, faz muita diferença.

Lembremos que todas as manifestações sinceras de carinho e amor são vibrações que envolvem o próximo, aquecem as almas, alegram e embelezam a vida.

Estrelas - Emmanuel.

Dedicado ao Vicente Almeida.

Enviado por Luis Lisboa.

Senhor,
Ante o céu estrelado,
que nos revela a tua grandeza,
Deixa que nossos corações
se unam à prece das coisas simples...
Conceda- nos, Pai,
A compaixão das árvores,
a felicidade da erva tenra.
A perseverança das águas
que procuram o repouso
nas profundezas,
a serenidade do campo,
a brandura do vento leve,
a harmonia do outeiro,
a música do vale,
a confiança do inseto humilde.
O espirito de serviço
da terra benfazeja,
para que não estejamos recebendo,
em vão tua dádiva, e para que
o teu amor resplandeça no
centro de nossas vidas,
agora e sempre.
Assim seja.

Do livro:Antologia da criança psicografia: Francisco Cândido Xavier

Rádio Chapada do Araripe disponibiliza programas já gravados para os ouvintes

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Agora os ouvintes da Rádio Chapada do Araripe Internet poderão ouvir dezenas de programas já realizados por nossa produção no site da estação. Os dois primeiros programas a serem disponibilizados são o "Música Inesquecível" e o "Influência do Jazz" que são apresentados também na Rádio Educadora do Cariri" e tem uma das maiores audiências. No site, ainda há um formulário a fim de que os ouvintes possam entrar em contato com a produção e solicitar a sua música predileta.

A Rádio Chapada do Araripe é a queridinha de todos. Também pudera, a ÚNICA estação de Rádio que toca músicas de qualidade e diversificada. Recentemente o Site da Rádio Chapada do Araripe passou por uma mudança considerável. O visual ficou bem mais bonito, um painel foi acrescentado, com fotos de vários artistas da Música Instrumental, do Jazz e da MPB, que tocam com mais frequência na estação, que está há 7 anos no ar, 24Hs por dia. A Rádio Chapada pode ser escutada no seu site e em mais de 50 outros sites parceiros. As transmissões são quase sempre ao vivo, à partir do estúdio, localizado em Crato.

Para os nossos muitos fãs, agradecemos todo o carinho, as mensagens e a radioescuta que temos recebido ao longo dos últimos 7 anos. Isso sim é que é fazer Rádio de Verdade!Ouça os dois primeiros programas:

Programa Influência do Jazz ( Número 1 ):



Programa Música Inesquecível ( Número 1 )




Visite om site da estação e ouça outros programas.

Dihelson Mendonça

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nos tempos do Recreio Social - Por A. Morais

O Recreio Social era o ponto de encontro da família varzealegrense no final da década de 60 do seculo passado. Inicialmente  ocupava uma casa ao lado da prefeitura, imóvel este pertencente ao Senhor Manuel Bezerra. Depois acupou  um espaço aberto atrás da prefeitura, área ao ar livre e de aprazível convívio nos finais de semana. 

Aquela época  a prefeitura não se metia  com festas sociais, sua função era outra - construía hospital e escolas. Cabia a sociedade promover  os eventos sociais. Antônio Rolim  de Morais era um empresario destemido e corajoso. Trouxe a  nossa terra  grandes artistas. A juventude daquela época é uma eterna devedora de sua fibra e coragem.

Os Brasas, uma banda do Rio Grande do Sul, estourou a época com a musica - A Distancia. Veio tocar uma festa. Foi anunciado durante toda semana pela amplificadora do Odeon na locução do Valdefrancy Correia. 

Eu, trazia comigo, contados 20 cruzeiros para entrada. Não resistir a Cerveja Gelada no Bar do Nego de Aninha. Quando dei por ela  estava fora da festa, o dinheirinho sumiu pela urina. Subi pru Sanharol, armei uma tipóia e cadê  dormir. 

Parecia que todos os microfones estavam dentro da rede comigo, o vento conduzia  direitinho, até as vozes do publico podia se ouvir. No outro dia, só se ouvia o zum zum zum: os rapazes e moças  radiantes com a tamanha alegria  da noite anterior.

Os Brasas - A Distância - 1968.


video
Dedicado a João Bastos Bitu.

Helen Nadinne Fiúza Correia destaque na ESURD

Helen Nadinne Fiúza Correia, filha de Maninha Fiúza, neta de Valdisio Correia e Vanda Fiuza.

Já vem de outros carnavais -- por José Hildeberto Jamacaru de Aquino (*)

É certo que sem estar dopado de alguma forma não dá para aguentar. A bem da verdade nunca deu, mas hoje especialmente e raros os que não fazem. Antes era à custa de uma pinguinha bruta ou um rum com coca, ou até lança-perfume, que hoje parecem brinquedos inocentes. E disso os jovens atuais parecem ter ciência, não consciência. Daí apelarem para drogas cada vez mais pesadas quanto perigosas.

As cervejinhas - que os artistas, despudoradamente e a troco de um gordo patrocínio estimulam, basta que lhes paguem - já não trazem o efeito esperado. E aí, em que pese as autoridades tentarem impedir que se alastrem no meio da juventude, cada vez mais se consome entre os mais jovens, inclusive meninas que já não tímidas ou reservadas quanto antes - equiparam-se aos rapazes... e esses que se cuidem! Seria para aguentar o "Mamãe eu quero mamar" ou "Me dá um dinheiro aí" de milhões de anos atrás (acabou-se a criatividade)? Ou então suportar o estrelismo das estrelas baianas com seus axés repetitivos que arrastam a pipocada inconsequentemente e livremente solta? Tem até bandas de forró que se atrevem animar o carnaval. É... Tem gosto pra tudo! Se pararmos e, sem estimulantes na cabeça, repararmos bem, até as maiores atrações do carnaval e do mundo que são os desfiles das escolas de samba do Rio e São Paulo já estão recebendo críticas, severas, de pessoas do próprio meio.

Percebam que os carros continuam a quebrar nas avenidas, as baianas mal rodopiam, as coreografias das alas são repetitivas, sem inovações e apenas preenchendo espaços. Aos sambas falta-lhes poesia, inspiração, alma. Juntam-se um punhado de pseudosambistas e em quantidade (não qualidade) cada vez maior formam grupos que escolhem um tema e montam o "samba enredo" geralmente patrocinado. Uns já apelativos porquanto a política já se infiltrou e os carnavalescos direcionam os enredos à serviço desses que até então estão a dever, e muito, à Nação. Dessas mal sucedidas inspirações sai uma colcha de retalhos, sem melodia, sem sentimentos e apenas voltada para conveniências comerciais; samba mesmo não! Um bom enredo e que calharia bem seria "Apuração: Tumulto e vandalismo dos inconformados".
Enfim, escolas que seriam uma força representativa da cultura da comunidade e realce de suas tradições, hoje, comercializadas, o que ainda as salva nos desfiles são o requinte, criatividade e arte dos carros alegóricos e os estrangeiros que, deslumbrados porque nunca viram antes, agora são em número cada vez maior. E a "festa" continua... Mantém-se!

(*) José Hildeberto Jamacaru de Aquino, cratense. No momento residindo em Russas (CE). E-mail: hildebertoaquino@yahoo.com.br

Desafio do Blog do Sanharol - (048 - 2012)

Uma Família bem numerosa!
Família FIÚZA la no seu começo.
Difícil a identificação, quem se arrisca?
A FOTO É NA CASA GRANDE DO SÍTIO CHICO, DE VICENTE FIUZA PAI DE OTONIEL FIUZA, HOJE NÃO SEI A QUEM PERTENCE A CASA


Vou citar alguns deles:
Aqui está a centenária Dona Dozinha Fiuza e seu esposo Valetim
Aqui está Vicente Fiúza, pai do Joaquim Fiuza ex Vereador
Aqui está o ex vereador Joaquim Fiuza do Sítio Chico e sua esposa Isabel Fiuza
Aqui está Dona Bilinha a avó de nossa amiga isabel Vieira
Aqui está Terezinha Fiuza, a mãe do presidente da ESURD
Aqui está a mãe, os avós e bisavô de nossa amiga Klébia Fiuza
Aqui está Fatico Fiuza
Aqui está Rosália Fiuza, mãe da nossa amiga Didi Fiuza Morais
Aqui está, é claro, O MEU AVÔ LUIZ FIUZA
Aqui está os meus bisavós, Joana Fiuza e Vicente Fiuza
Aqui está Anízia Fiuza de Chico Casundé...
Aqui está Zé Fiuza, o pai de Cícero Fiuza do FORUM


Obs. O de gravata da primeira fila é Luiz Fiúza (meu avô) e o segundo de gravata na segunda fila, é Fatico Fiuza.(disseram que eles eram muitos "chiks" iam passar o domingo no Sítio Chico e iam engravatados, pode uma coisa dessa?)

NÃO SOU MAIS RAPAZ - Por Mundim do Vale.


Assis de Zé do Carmo, moço trabalhador era o que podia se chamar de pau pra toda obra. Vivia em Várzea Alegre fazendo todo tipo de trabalho. Capava porco, batia tijolos, Catava oiticica, esgotava cacimbão e ainda era o melhor condutor de caixão de defunto. Mas como ninguém é perfeito, Assis tinha uma falta, quando bebia falava fino e se requebrava.
Assis começou um namoro com Terta de Chico Félix e já falava em casamento. Quando a família de Terta soube foi contra, por conta disto ele roubou a moça e deixou na casa de Zé Raimundo da Vazante a quem ele chamava de padim Zé.
Terta ficou lá ajudando nas prendas da casa enquanto Assis foi
Trabalhar, para no prazo de três meses se casarem.
Não passou nem um mês um guarda da febre amarela carregou Terta pras bandas do Inhamuns. Não houve mais quem tivesse notícias dos dois.
Quando Assis soube da fuga da noiva, endoidou. Deixou o serviço da olaria e saiu na rua bebendo, chorando e se requebrando..
Zé Raimundo mandou um recado para que Assis fosse até a Vazante para falar com ele.Assis atendeu mas quando passava no oitão da casa viu um tamanco que Terta na pressa da fuga deixou cair no pé da janela. Ele pegou esse tamanco cherou o couro, beijou o pau e caiu novamente numa crise de choro e de requebrado. Foi para a frente da casa, sentou na beirada da calçada e ficou lamentando quando Zé Raimundo falou:
- Assis, seja homem. Foi melhor assim, Terta não servia para você.
Assis respondeu:
- É mais quando eu me alembro dela, me dá um disgosto tão grande. Ainda mais agora qui eu achei o tamanquim qui mandei Abidom fazer no dia do anivessaro dela.
- Mas esse negócio já está virando palhaçada, só você foi que não notou ainda
- O sinhô num sabe o qui eu tou sintindo. Pimenta no meu fundo no do
do sinhô é ponche.
- Deixe de conversa besta, esqueça Terta e vá trabalhar.
- Padim Zé só tá dizendo isso é pruque num foi madinha Ana qui fez
cum o sinhô
- Deixe de comparação besta e vá cuidar da vida que é melhor. E se quiser saber mais, Terta nem era mais moça.
- E o que qui tem? Eu tombém num sou mais rapaz!

Reprisado para o meu povo da Vazante.

O BICHO COMEU.

Depois de sete anos desse acontecido Terta chegou em Várzea Alegre sem o fiscal e arrastando cinco meninos desnutridos.
A primeira pessoa que ela procurou foi Assis. Conversaram um pouco e depois da conversa Assis foi procurar o seu padrinho e consultor Zé Raimundo da Vazante:
- Padim Zé. Eu vim aqui cunversá cum o Sinhô pruque Terta chegou im Rajalegue, Padim salembra dela, num salembra?
- Me lembro Assis. Foi ela que fez você sofrer quando estava pra casar com você e fugiu com aquele fiscal da febre amarela.
- Apois é. Mais ela me dixe qui tá arripindida, pruque o fiscal fez cinco minino nela e quando acabar fugiu cum a muié do batedor de repique, lá pras banda de Orora.
Ela vei me preguntá se eu quiria sajuntá cum ela, prumode ajudar a criar os bichim.
- Tem futuro não Assis. Ela já fez uma vez e não custa nada fazer novamente.
- Apois eu vou sajuntá cum ela! Padim Zé num sabe qui o qui é do ome o bicho num come?
Sei Zé. Só que no caso específico O BICHO COMEU.

Refrescando a memória - Dr. Rolim



Pra matar a saudade do personagem, "o amigo da onça", criado por Péricles de Andrade Maranhão de 1943-1961 publicado na revista "O Cruzeiro".

BRASILEIROS TROUXAS? - Por Vicente Almeida

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Vi e repasso. As palavras deste jornalista refletem a repressão em que vivemos.

quinhentos e doze anos que o brasileiro se encontra em sono profundo e não quer despertar. Pôxa!

Tenham um ótimo final de semana.
Vicente Almeida
25/02/2012

Festinhas do Planalto.

Gastos do governo com festas crescem 314%  nos últimos cinco anos. Nem a queda de sete ministros por
suspeitas de corrupção, muito menos os cortes orçamentários e a estagnação de programas carros-chefes do governo como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida atrapalharam o governo federal de bancar festividades oficiais e homenagens ao longo de 2011, quando os gastos em comemorações atingiram R$ 54,2 milhões, 19,5% a mais do que no ano anterior (R$ 45,4 milhões). Se levarmos em conta os dispêndios para esse tipo de evento nos últimos cinco anos o crescimento é de 314%.
Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), divulgados pela ONG Contas Abertas, em 2007, primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tais despesas somaram pouco mais de R$ 17 milhões.
No ano seguinte, tiveram um acréscimo de 40% e saltaram para R$ 24 milhões. Já em 2009 o aumento foi de 30%, ultrapassando os R$ 31 milhões. Em 2010, ano das eleições presidenciais, o governo desembolsou R$ 45,5 milhões, o que representou um aumento de quase 45% em relação ao ano anterior.
O levantamento mostra que esses gastos têm crescido de forma significativa. E essa rubrica (festividade) acaba sendo utilizada por inúmeras unidades gestoras. Podemos ver uma homenagem aqui, outra festividade ali. Mas de grão em grão a galinha enche o papo. Um valor que chega a R$ 54 milhões é um gasto relevante diz o economista Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas.
Essa é uma das despesas em que é possível o governo fazer um esforço para reduzir os gastos. É um conjunto de solenidades muitas vezes que pouco podem acrescentar. O que não pode acontecer é esses gastos se generalizarem - critica ele. 
Fonte : Blog do Noblat.

Lampião Moderno - Carlos Araújo - Na locução de Agnaldo Silva.


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Cantiga por Luciana - Evinha - Trio Esperança.

Bom para os ouvidos. Limpa-os. Salva-os dessa poluição atual que os transforma em pinicos.

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Andrezadas III - Por A. Morais

O ano não interessa, mas André Junior e Daniel de Chico Piau num determinado carnaval se vestiram de mulher, puseram umas perucas loiras e deram um show de simpatias nas avenidas. 

No CREVA, resolveram  tomar banho de piscina com as vestes  do carnaval, em pleno baile, o que causou grande fuzuê e rebuliço. Os primos do Lions chamaram a policia e só não houve prisão porque  tomamos a frente, os retiramos do Clube e levamos para casa do Chico Piau onde foram dormir. 

No outro dia, pela manha, Chico Piau foi  fazer a inspeção nos quartos e viu os dois dormindo na mesma cama. Chico chamou Dona Lourdes e perguntou: Lourdes, pelo amor de Deus, onde foi que Daniel encontrou  essa quenga tão feia? 

Quando André Junior chegou no Sanharol, desconfiado que só frango capado, a historia do banho do CREVA já estava espalhada, corria de boca em boca mundo a fora. No Sanharol os "cabas" gostam de uma conversinha. Então o velho José André, o avô, pegou três sabonetes e cinco toalhas e disse: meu filho, vá ao banheiro e tome "vinte" banhos seguidos, atrás um do outro, para nunca mais ser preciso usar a piscina dos homens.

A samambaia e o bambu - Enviado por Rogeanny Santana.

Certo dia decidi dar-me por vencido, renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé. Resolvi desistir até da minha vida. Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus. “Deus," eu disse "Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?” 

Sua resposta me surpreendeu: “Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?” “Sim, estou vendo”, respondi. "Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltar luz e água. 
A samambaia cresceu rapidamente, seu verde brilhante cobria o solo. Porém, da semente do bambu nada saía.  Apesar disso, eu não desisti do bambu.  No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu. Mas, eu não desisti do bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa… Mas, eu não desisti. Mas… no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra. 
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante. Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura. Ele ficara cinco anos afundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver. A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar” E olhando bem no meu íntimo, disse: Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes? Eu jamais desistiria do bambu. Nunca desistiria de ti. Não te compares com outros. “O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito”. “Teu tempo vai chegar” disse-me Deus. “Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? perguntei. “Tão alto como o bambu” foi a resposta. E eu deduzi: Tão alto quanto puder! Um escritor de nome Covey escreveu: "Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava." 
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos...Especialmente no nosso trabalho, (que é sempre um grande projeto em nossas vidas) Devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos! 
É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.

Psicologia.

A palavra psicologia é formada de duas palavras gregas: psique, que significa alma, e logos, que significa estudo, ciência. Portanto, etimologicamente, psicologia significa estudo da alma.

Com o passar do tempo, a palavra psicologia tem sido usada para indicar o estudo da alma, da mente e ou do comportamento. Atualmente, para a maioria dos psicólogos, indica o estudo do comportamento dos organismos.

Desde muito tempo, tem aparecido estudos e teorias sobre a mente humana, mas a psicologia só foi considerada ciência no fim do seculo XIX, quando os estudiosos empregaram métodos de observação cuidadosos e sistemáticos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Hoje fui a São Bernardo do Campo... Por Magnólia

Hoje fui a São Bernardo  do Campo visitar minha Tia Creuza Fiuza. Fui de ônibus, a viagem é longa, aproximadamente duas horas e meia, por conta dos pontos de paradas para subirem ou descerem passageiros.
Quando já estava na cidade de São Bernardo do Campo, sobe um passageiro, um senhor bem velho, aparentando uns 80 anos,  maltrapilho, barba grande,  de bengala na mão e uma bolça na outra. Todos no ônibus olham torto de cima a baixo  para ele.
Ele caminha até onde estou e senta ao meu lado, dou lhes um sorriso e ele retribui com outro. A viagem segue. 
Quando chega ao seu destino levanta, pega algo na sua bolça e me entrega, eu agradeço e ele sorrir novamente e desembarca.
Ali mesmo olho aquele cartão que ele me entregou, feito com um papel impresso,  colado em um pedaço de cartolina amarela,  recortado com tesoura de picote. Começo a ler;

Vejam no cartão abaixo o que dizia.


Desconheço a autoria  do texto, cartão escaneado por Magnolia

Pery Ribeiro morre aos 74 anos.

Morreu hoje  (24), no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Niterói, aos 74 anos, o cantor e compositor Pery Ribeiro. Ele sofreu um enfarte fulminante.
A mulher de Pery, a empresária Ana Duarte, informou que o cantor estava internado havia 30 dias para tratamento de uma endocardite e tinha alta programada para esta semana. O velório será na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia.
Peri Oliveira Martins nasceu no Rio de Janeiro no dia 27 de outubro de 1937. Era filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Tinha seis irmãos (quatro por parte de pai, um de pai e mãe, e uma irmã adotiva, por parte de mãe). Foi um grande admirador da obra artística de seus pais, e através deles conseguiu se decidir e apreciar a música, seguindo a carreira de cantor.
Despontou como cantor ainda na infância, e logo se tornou sucesso. Na chegada à adolescência passou a fazer shows profissionais.
Mais tarde no anos 50, passou a adotar o nome artístico de Pery Ribeiro, por sugestão do radialista César de Alencar. O primeiro disco foi gravado em 1960, mesmo ano em que estreou como compositor com a música "Não Devo Insistir", com Dora Lopes. Em 1961 foi o intérprete de Manhã de Carnaval e Samba de Orfeu, ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria.
Pery gravou a primeira versão comercial da canção Garota de Ipanema, sucesso em todo o mundo, além de 12 discos dedicados à Bossa Nova. A partir da década de 1970, desenvolveu trabalhos mais jazzísticos, ao lado de Leny Andrade, viajando pelo México e Estados Unidos, onde atuou também ao lado do conjunto de Sérgio Mendes.
Entre os 50 troféus e 12 prêmios que ganhou, estão o Troféu Roquette Pinto, o troféu Chico Viola e o Troféu Imprensa. Foi apresentador de programas de televisão e participou de alguns filmes no cinema nacional.

Tristeza.


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SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

VERDADEIRO AMOR

- A senhora tem de dormir, vovó! Tome, ao menos, este comprimido!
- Não quero! – Falava, com segurança, dona Francisca. – Pois vou ter que lhe levar ao médico para uma consulta. Não existe outra solução, já que a senhora se recusa a tomar qualquer calmante.

Dona Francisca era a esposa de seu Manuel, recém-falecido de câncer de mama, neoplasia, que apesar de rara no sexo masculino, existe. Ele, como ela, também tinha pavor a médicos e a medicamentos. Recusara-se, até o último momento de sua vida, a procurar um serviço de saúde para tratamento especializado. Neste caso, a família também foi conivente diante de tão importante decisão.

Dia seguinte, a agente comunitária de saúde conduz o médico para uma visita domiciliar na casa de sua avó. Dona Francisca, já trocada e sempre choramingando, conversa com o profissional de forma monossilábica. Os sintomas variavam de uma vaga tristeza até crises fortes de choro, passando por desilusão e falta de vontade para viver. Não ia mais à missa, nem tampouco participava das reuniões sociais, que antes gostava tanto no seio de sua pequena comunidade rural.

O médico, após conversa reservada com outros membros da família, descobriu que a vida naquela residência estava muito desregrada. A matriarca não dormia, nem permitia o sono tranquilo dos outros. Chorava o tempo todo e já começava a verbalizar ideias suicidas. Não restava outra opção, senão tratar de forma medicamentosa e com dosagens fortes de remédios aquela descompensada depressão.

- Até breve, dona Francisca. – Bradou o médico após preencher o receituário com uma medicação para tratar aquele mal que tanto maltrata as pessoas, deixando-as melancólicas e chorosas.

Três semanas depois, tempo necessário para que a medicação alcançasse o seu efeito máximo, o esculápio volta àquela casa para rever a sua paciente, apesar de já ter sido avisado da grande melhora alcançada com a sua prescrição.

- E aí, dona Francisca, está se sentindo melhor? Já fui informado que parou de chorar e que já ensaiou algumas gargalhadas. Fiquei muito feliz com o resultado do tratamento.
- É verdade, doutor. Aquela tristeza que eu sentia, eu não sinto mais. Porém, quero que o senhor suspenda, imediatamente, toda a medicação, pois não vou tomar mais nenhum comprimido.
- O médico, sem entender, indaga. – Mas por que, minha senhora?
- É que o senhor passou um remédio para eu esquecer o meu falecido marido. E eu não quero isso para mim!

- Ao médico, restou apenas o consolo de mais uma história pitoresca para a sua coleção.

CBCC - Cesta Básica da Cultura e do Conhecimento - Por Manoel Monteiro

Dedicado aos poetas - Israel Batista, Sávio Pinheiro, Mundim do Vale e Claudio Sousa.

Brasil, País do futuro,
Aonde, já no presente,
Precisamos plantar letras
Nas terras férteis da mente,
Tal plantação, se benfeita
Amanhã boa colheita
Advirá certamente.

Se o povo tivesse livros,
Fome não existiria,
Livro em sendo o pão da alma
Negar livros é grosseria
Oh, bendito o que semeia
Livros, livros de mão cheia
Castro Alves nos diria.

Quem lê tem ao seu dispor
Passaporte pra viagens,
Visita a terra e a lua,
Se não gostar das passagens
Por um motivo qualquer
Volta na hora que quiser
É só trocar as passagens.

A CBCC dos livros
Não deveria faltar
Nas escolas mais distantes
Para o leitor mergulhar
Na piscina da cultura
De agua doce, limpa e pura
E ao espirito refrescar.

O MEC e as Secretarias
De Educação dos Estados
Devem hastear a bandeira
Dos livros cordelizados,
Porque ler traz alegria
E, se o texto é poesia,
Os encantos são dobrados.

A linguagem do cordel
É popular e direta,
Toca a alma e instrui
Por ser escrita correta.
Desde que se tem lembrança
O adulto e a criança
Gostam de ouvir o poeta.

Uma aula feito em versos
É mais um divertimento,
Por isso que a Cesta Básica
Cultura e Conhecimento
Alimenta a consciência
Com a mesma eficiência
Que uma cesta de alimento.

Quero ver por toda esquina,
Biblioteca, escola e praça,
O direito garantido
De se ter livro de graça,
O que há de permitir
O sucesso no porvir
Que o pincel do saber traça.

A Fé - Por Magnólia Fiúza

Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos. Ela explicou que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar.

O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento. Pensando na necessidade da sua família ela implorou:
- “Por favor, senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver...” Ele lhe respondeu que ela não tinha crédito nem conta na sua loja. Em pé no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os dois se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua conta.

Então o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:
- “Você tem uma lista de mantimentos?”
- “Sim”, respondeu ela.
- “Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos”!

A pobre mulher hesitou por alguns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança. Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo.

Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado:
- “Eu não posso acreditar!”
O freguês sorriu e o comerciante começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança. Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada.

O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido... Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado, poisnão era uma lista de compras e sim uma oração que dizia:
“Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em Suas mãos...”
O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio,que agradeceu e deixou o armazém.

O freguês pagou a conta e disse:
- “Valeu cada centavo...”

(desconhecemos a autoria)

Saúde.



"A Saúde no Brasil está se transformando, cada vez mais, em caso de polícia".

Pedro Simon, senador (PMDB-RS), sobre a morte do filho do presidente da Embratur, Flávio Dino, em um hospital em Brasília
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Andrezadas II - Por A. Morais


Outro dos André mandou o filho André ir o mercearria comprar uma rapadura. O garoto pegou a bicicleta e saiu em disparada. A reca de irmãos que ficou em casa não via a hora do André retornar com a mercadoria e fazer o guisado. 

O portador  comprou a encomenda e voltou para casa, mas não teve a devida paciência de esperar chegar junto aos outros irmãos para dividir  o saboroso doce. Começou pelos cantos, quebrava um, depois o outro e de dentada em dentada a rapadura ficou redonda. Onde já se viu engenho  com forma redonda. 

O dos André, pai do garoto, era  disciplinador e carrasco. Não permitia filho com esse tipo de comportamento. Diante disso o André com o buchim cheio e com medo de ser castigado atirou o restante da rapadura no "Riacho do Feijão" e engenhou uma historia cabeluda que convenceu até o pai: a rapadura caiu  do bagageiro da bicicleta e ele não viu.

Neste dia a meninada restante ficou com o bico doce, ficou só na vontade. Não é difícil identificar o autor dessa "Andrezada", pois  no caminho o Riacho do Feijão foi a grande salva guarda e defesa do André sabidinho. 

Quando não havia Motel - Por A. Morais

Já havia mais de 20 pessoas em volta do veiculo e aquela aglomeração me fez apressar o passo, pois, confesso que tenho o vicio da curiosidade.
Alcancei o ajuntamento de pessoas e pude ver de que se tratava. Uma colisão em plena avenida. O fato de ter sido uma avenida acentuou sobremodo a movimentação de gente e a desordem  no transito.
Aproximei-me o máximo que pude e assim conseguir ver melhor o veiculo, com as 4 rodas para cima. Não havia mais ninguém dentro e se houve vitima já havia procurado socorro. Não lhes sei dizer o tipo de carro acidentado, pois nada entendo do assunto.
Havia todo tipo de pessoas alimentando sua curiosidade e muitos outros a quem interessava o fato.
Um homem, de macacão oleado e roto, com letras sujas pelo peito, era o que mais examinava o veiculo. Não só examinava olhando, pegava, passava  a mão, esfregava, puxava os fios, palmeava as portas. É! No minimo o conserto da maquina vai pra umas dez milhas.
Um cidadão de mala de executivo, bigode ralos e Jeans informou serio e sozinho: Será que se encontrava no seguro?
Por fim apareceu outro cidadão de boné e farda, com uma tabuleta e lápis na mão. Mediu o asfalto. Mediu os rastros dos freios, olhou para os dois lados da avenida, atravessada pela rua. Fez anotações e dialogou com outro fardado, que ajudava na perícia: Sem duvida nenhuma, este motorista entrou errado  no sinal.
Duas garotas infiltradas na massa, chegaram-se até onde eu estava, muito perto da maquina escamoteada. Eram estudantes uniformizadas. Uma que arrumava o cabelo com uma mão e apertava o braço da amiga, exclamou: Olha, Cristina! Os faróis de milha. O volante esporte de corrida, ajuntou a outra.
Vidros Ray-ben.
E baixinho as duas exclamaram: Bancos reclináveis....
Eu não tinha percebido este detalhe.