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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 4 de dezembro de 2016

Memória Política de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Prefeito Dr. Pedro Sátiro, Deputado Estadual Antônio Afonso Diniz e o Governador Virgílio Távora.

Li, há poucos dias um texto do senhor vice-prefeito de Várzea-Alegre Pablo Rolim, muito razoado e bem fundamentado onde ele afirma, entre outras  coisas, que  nossa cidade  devia ter um  Deputado  Estadual nato.

Quem já tem  alguns janeiros a mais nos costados sabe que Várzea-Alegre, em outras épocas,  com um contingente eleitoral  muito inferior foi muito  bem representada a nível estadual e federal.


Empresario Otacílio Correia, Secretario de Estado da Educação Jáder de  Figueiredo Correia, prefeito Municipal Dr. Pedro Sátiro, Vice Governador do Estado Joaquim de Figueiredo Correia, Vereador José Carlos de Alencar e por trás Vicente Natércio Andrade.

Na legislatura  de 1963 a 1966 era representada na Assembleia Legislativa pelos  deputados estaduais Antônio Afonso Diniz e José de Figueiredo Correia. O Vice-Governador do Estado Joaquim de Figueiredo Correia e o Secretario de Estado da Educação Jáder de Figueiredo Correia.

Na legislatura de 1967 a 1970 dois Deputados Federais :  Padre Antônio Batista Vieira e Joaquim de Figueiredo Correia.  Eleitos pelo MDB. 

Tempos depois Otacílio Correia se elegeu por mais de um mandato à assembleia legislativa e Nilo Sérgio Viana Bezerra elegeu-se para o mandato de 1986 a 1990. 

Então, houve uma atrofia de lideres, cresceu cidade, cresceu a população, o contingente eleitoral e a desunião também, que hoje deixa a cidade órfão de representantes nas casas legislativas estadual e federal.

Pablo Rolim  está coberto de razão.

Alvo das ruas, Renan Calheiros se diz ‘sensível’ - Por Josias de Souza.

Principal alvo das manifestações de rua deste domingo, Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgou uma nota (íntegra aqui). No texto, o presidente do Senado diz que “são legítimas”. Acrescentou que “devem ser respeitadas”.

Com os olhos voltados para o retrovisor, Renan anotou: “Assim como fez em 2013, quando votou as 40 propostas contra a corrupção em menos de 20 dias, entre elas a que agrava o crime de corrupção e o caracteriza como hediondo, o Senado continua permeável e sensível às demandas sociais.”

Quer dizer: Renan se diz “sensível” ao ronco do asfalto, mas não consegue demonstrar sua sensibilidade. Transformado em réu pelo Supremo Tribunal Federal, continua presidindo o Senado como se fizesse um favor ao país.

De resto, reagiu a uma manifestação que apoia a Lava Jato sem dizer o que fará com o seu projeto de lei sobre “abuso de autoridade”, um dos itens tóxicos da pauta de votações desta semana no Senado.

5 de dezembro: 125 anos da morte de Dom Pedro II – por Vítor Abdala (*)

Rio de Janeiro – Completam-se amanhã, 5 de dezembro,  125 anos da morte do imperador Dom Pedro II, o governante que ficou mais tempo à frente do Estado brasileiro em toda a história do país. O aniversário da morte do monarca será lembrado pelos brasileiros que simpatizam com a forma de governo monárquica, por instituições culturais e por pessoas anônimas que vivem perplexas com a atual situação administrativa-política da nossa Pátria. 

Segundo o historiador Bruno de Cerqueira, do Instituto Dona Isabel I, de preservação da memória ligada à família Orleans e Bragança, Dom Pedro II foi figura central para a manutenção da unidade territorial brasileira.

Mesmo quando ainda era criança, dom Pedro II teria tido uma importância simbólica. Cerqueira explica que, sem a existência da figura do imperador, o Brasil teria se desintegrado em vários estados, na década de 1830, período em que dom Pedro I deixou o Brasil e o país teve que ser governado por regentes.

“Se não tivesse essa criança como centro do poder no Rio de Janeiro, não teria havido a continuidade do Brasil. O Brasil teria deixado de existir. Teriam sido criados diversos países aqui. Depois, em seu governo, foi ele que solidificou todas as instituições nacionais”, disse.

Nos dez anos em que o Brasil ficou sob o governo de regentes, ocorreram inúmeras revoltas, como a Balaiada e a Guerra dos Farrapos, que queria a independência do Rio Grande do Sul. Dom Pedro II foi coroado em 1841, com 15 anos de idade.
Segundo Bruno de Cerqueira, o monarca instaurou o parlamentarismo no Brasil em 1847, ao abdicar de parte das atribuições governamentais em favor de um presidente do Conselho de Ministros, uma espécie de primeiro-ministro.

No período em que dom Pedro II era imperador também ocorreram a Guerra do Paraguai, que se arrastou de 1864 a 1870, e a abolição da escravatura no país, em 1888. Dom Pedro foi retirado do poder por um golpe militar liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que instaurou a República em 15 de novembro de 1889.

“A família imperial não reagiu. Se tivesse reagido, como queria o conde d’Eu [genro do imperador e marido da princesa Isabel], teria havido um banho de sangue, uma guerra civil enorme no Rio de Janeiro. Para evitar essa guerra, a família decide se retirar do país. Aí, eles são banidos, na madrugada de 17 de novembro de 1889”, explica.

Já bastante debilitado pelo diabetes, dom Pedro II morreu dois anos depois, em 5 de dezembro de 1891, no exílio, em Paris, na França, vítima de pneumonia. “Ocorreu uma coisa extremamente interessante, porque a França deu honras de imperador. Cento e vinte mil pessoas assistiram ao funeral, mas a nossa República brasileira não permitiu que o embaixador do Brasil em Paris o assistisse”, conta.

Seus restos mortais só voltariam ao Brasil em 1920, depois do fim oficial do banimento da família imperial. Desde então, os restos de dom Pedro II estão sepultados no Mausoléu Imperial, dentro da Catedral de Petrópolis, na região serrana fluminense.

(*) Vitor Abdala, Repórter da Agência Brasil

A crônica do domingo

Proclamação da República, o maior golpe de estado da história brasileira: A história que seu professor não contou – Por Rafaela Santos Jacintho (*)
  Diferente do que foi aprendido nos tempos de escola, a república não era uma ideia que agradava a população brasileira, pelo contrário. Já em 1884, bem próximo a sua “proclamação”, apenas três republicanos conseguiram se eleger para a câmara dos deputados e na eleição seguinte somente um.

Os republicanos tentavam a todo custo disseminar suas ideias pelo Brasil, porém era um trabalho em vão. Quando enfim perceberam que não conseguiriam por fins pacíficos acabar com o Império, tiveram a grande ideia de viabilizar um golpe militar. Só que para que isso acontecesse precisariam ter o apoio de um líder de prestígio da tropa militar. Foi ai que então resolveram se aproximar de Marechal Deodoro da Fonseca em busca de apoio.

O que grande parte das pessoas não sabe é que foi tarefa difícil convencer Marechal Deodoro a dar o golpe, tendo em vista que o mesmo era amigo do Imperador Dom Pedro II e era um dos maiores defensores da Monarquia.

Entenda o cenário:Dom Pedro II, filho mais novo do Imperador Dom Pedro I, tornou-se imperador aos 5 anos de idade e teve que passar grande parte da sua infância estudando para que fizesse um bom reinado. Como já dito em artigo anterior, um rei é preparado pra reinar desde o momento de seu nascimento, logo as longas horas de estudo e preparação do nosso Imperador resultou em transformar o Brasil numa grande e potente nação emergente. Sua estabilidade política era notória e o Império do Brasil se destacava em relação às nações vizinhas. Tínhamos liberdade de expressão, respeito aos direitos civis, tendo em vista que foi durante seu reinado que foi assinada a Lei Áurea (a da libertação dos escravos negros), pela sua filha Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, popularmente conhecida como Princesa Isabel.
Poucos sabem, mas desde meados de 1850, Dom Pedro II se declarava publicamente contra o regime de escravidão. Fato esse corajoso, tendo em vista que poucos brasileiros na época se manifestavam contra o regime. O nosso imperador considerava a escravidão uma vergonha nacional e tampouco possuiu escravos.

A escravidão no Brasil vinha sendo extinta de forma gradual através de várias medidas. Em 1871 veio a lei do Ventre Livre que ajudou bastante a diminuir o percentual de população escrava no país. Todos consideravam que esse posicionamento político de Dom Pedro II em relação à escravidão seria suicídio político, pois até os mais pobres no Brasil tinham escravos como propriedade. Em 1888, quando princesa Isabel Decretou a Lei Áurea, os donos de escravos sentiram-se traídos pelo regime monárquico e por forma de vingança tornaram-se republicanos. Os mesmo são chamados de republicanos de última hora.
Voltando ao golpe militar, como já foi falado, os republicanos precisavam de uma forma de convencer Marechal Deodoro a dar o golpe e tanto tentaram que acabaram conseguindo.

No dia 14 de novembro de 1889, os republicanos, num ato muito “honesto” fizeram correr o boato de que o primeiro ministro Visconde de Ouro Preto havia decretado prisão contra Marechal Deodoro e o líder dos oficiais republicanos o tenente-coronel Benjamim Constant. Essa falsa notícia fez com que Marechal Deodoro decidisse se levantar contra a Monarquia. Na manhã do dia 15, Deodoro reuniu toda a tropa em direção ao centro da cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil Império, com o intuito de decretar a demissão do ministério de Ouro Preto. Porém, Deodoro ainda não tinha a intenção de proclamar a república.
No calor dos acontecimentos, os republicanos precisavam pensar em algo rápido para que convencessem de vez o marechal a fazer a proclamação. Informaram-no então que Dom Pedro II teria nomeado Gaspar Silveira Martins como Primeiro-Ministro (O Brasil vivia há 67 anos sob o sistema de governo parlamentarista). Gaspar Silveira Martins era nada mais era do que um antigo rival de Deodoro, pois os dois já haviam disputado o amor de uma mesma mulher (a gaúcha Adelaide) na juventude. Adelaide preferiu Gaspar. Essa foi a gota d’água para que fosse feito o rompimento total com a monarquia.

Dom Pedro não reagiu ao golpe. A Família Imperial foi expulsa pelos golpistas e partiu para o exílio sem dinheiro. As novas autoridades se apossaram dos bens particulares da Princesa Isabel. O atual Palácio da Guanabara foi construído com recursos da Princesa Isabel e do marido dela, o Conde D’Eu. Foi desapropriado pelos republicanos e hoje é sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Há 127 anos corre uma ação no Supremo Tribunal Federal para que indenizem os herdeiros da Princesa Isabel ou devolvam o imóvel aos seus descendentes. A ação nunca foi julgada.

Dom Pedro II Passou os seus últimos dois anos de vida no exílio na Europa, vivendo só e com poucos recursos. O primeiro ato de corrupção do regime republicano foi quando os golpistas ao obrigar a família imperial do Brasil ao exílio, retiraram dos cofres públicos 5 mil contos de réis e deram a Dom Pedro II como forma de indenização pelos danos sofridos. O Imperador não só recusou como também exigiu que caso o dinheiro já tivesse sido retirado dos cofres públicos que fosse feito um documento comprobatório no qual ele o estaria devolvendo. Ele citou então a frase: “Com que autoridade esses senhores dispõe do dinheiro publico?”

Aposto que isso tudo seu professor de história não contou: Brasil, um país republicano, graças a uma disputa amorosa. Para quem desejar se aprofundar no assunto, leia o livro “1889” de Laurentino Gomes.
(*)Rafaela Santos Jacintho, historiadora.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Lula está certíssimo: ‘Estão criminalizando o PT’ - Por Josias de Souza

Discursando para intelectuais, no Rio de Janeiro, Lula declarou: "Estão criminalizando o PT e já vimos isso no Brasil”. 

De fato, há uma quadrilha conspirando pela criminalização do PT. Coisa já vista, em menor escala, no escândalo do mensalão.

Encabeçam o complô petistas patriotas. Descobriam um método revolucionário de limpeza. Denunciam a corrupção cometendo-a. Num desprezo pelos mecanismos clássicos de ocultamento, deixam espantosas pistas. 

Se pudesse, Lula entregaria o chefão do esquema. Mas a lei assegura aos réus o direito de não se autoincriminar. 

Daí o lero-lero.


Medo no STF - O Antagonista.

O STF teme que Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski possam ser agredidos nos aeroportos ou nas ruas.

Diz o Estadão: 

“A avaliação é de que os ânimos estão muito acirrados e as pessoas perderam a paciência, a ponto de partir para a agressão física.

A luz amarela acendeu após o deputado Weverton Rocha ter sido agredido quarta-feira no aeroporto de Brasília. Uma pessoa espremeu um tomate no ombro do deputado”.

A tomatada é um episódio menor.

O que realmente conta é que os sabotadores da Lava Jato, dentro ou fora do Congresso Nacional, não representam mais ninguém.


Destaques do sábado, 03 de dezembro

“25 de novembro”: permita-me uma reflexão sobre esta data – por Frederico d’Avila (*)
Cinzas do ditador Fidel Castro percorrem Cuba. Poucos cubanos homenageiam o tirano. Nem a esquerda conseguiu passar a falsa ideia de que “houve comoção na ilha-prisão”...

25 de novembro vai ser lembrada na História como uma data “sui generis” e que nos traz grande oportunidade de reflexão. É o dia da morte de Fidel Castro e o aniversário de nascimento de Augusto Pinochet. O primeiro, Fidel Castro, endeusado pelas esquerdas e pela mídia, após 57 anos de governo em sua ilha, Cuba, deixa um legado de pobreza, atraso, irrelevância econômica, um Estado policial onde há racionamento de alimentos e onde fuzilamentos e prisões arbitrárias fizeram parte destas quase seis décadas. E tudo isso sempre em nome da “liberdade”.

O segundo, o ditador Augusto Pinochet,  em apenas 17 anos, catapultou economicamente seu país, instituiu o serviço de Previdência pública mais perfeito do mundo (segundo a revista “The Economist”), transformou um país eminentemente agrário numa relevante economia sul-americana e mundialmente reconhecida, fez a educação básica chegar a toda a população e não só promoveu, como respeitou, o resultado de um plebiscito que consultava a população sobre a continuidade do seu governo ou não. Com instituições sólidas e as ideologias varridas do serviço público, o Chile hoje é exemplo de democracia moderna, com voto distrital, apenas sete partidos e tudo graças ao “terrível”, ao “tirano”, ao “ditador” Augusto Pinochet. 
(*) Frederico d’Avila – e-mail: fredericobdavila@hotmail.com

COMENTÁRIOS:
Paulo Roberto Gotac escreveu :“Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania.” Essa declaração faz parte da nota de Lula alusiva à morte de Fidel Castro, símbolo de uma das ditaduras mais longas, mais sanguinárias e mais supressoras das liberdades de expressão e dos direitos humanos de que se tem notícia na história contemporânea. Não se sabe qual era a intenção ou o que se passava na cabeça do ex-presidente brasileiro, ou, mais provavelmente, na de quem redigiu o documento, ao ser emitido posicionamento tão absurdo. Talvez o mais aceitável, entretanto, seja que tal sandice, recheada de hipocrisia, tenha subestimado, além de qualquer limite, a inteligência do cidadão brasileiro.
Paulo Roberto Gotac (E-mail: prgotac@hotmail.com)




Coisas da República: Povo volta às ruas amanhã e até juízes e procuradores vão participar de protesto na Av. Paulista
Ato de repúdio à aprovação do pacote das medidas contra a corrupção na Câmara está marcado para este domingo
Promotores e procuradores do Estado de São Paulo protestaram, nesta quinta-feira, contra a lei de abuso de autoridade em frente ao Fórum João Mendes, no Centro da capital paulista (Divulgação/Ministério Público de São Paulo)

Juízes, promotores e procuradores confirmaram presença no protesto marcado para domingo na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Eles vão participar do ato que terá entre suas pautas o repúdio à aprovação pela Câmara dos Deputados do pacote das medidas anticorrupção e à possibilidade de enquadrar servidores do Judiciário no crime de responsabilidade.

O ato convocado por organizadores das manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff terá também a participação de grupo favorável à intervenção militar, que invadiu o plenário da Câmara no mês passado.

Para o protesto deste domingo, os movimentos não conseguiram chegar a uma pauta comum, mas todos defenderão a não interferência ao trabalho da Operação Lava Jato e farão críticas aos parlamentares. Com a aprovação da possibilidade de criminalizar a ação de promotores e juízes, o tema também entrou na pauta e ganhou a adesão dos servidores.
Fonte: VEJA desta semana
             
            

Toffoli dá presente de Natal antecipado a Renan - Por Josias de Sousa.

Ser ministro do Supremo Tribunal Federal é muito bom. O salário é alto, o gabinete é amplo, as férias são dobradas e o poder sempre pode ser usado para enxotar Renan Calheiros do comando do Senado, o que deve proporcionar uma sensação muito agradável.

Por maioria de seis votos, o Supremo já decidiu que um réu não pode ocupar cargos na linha de sucessão da Presidência da República. Mas o veredicto não foi proclamado porque o ministro Dias Toffoli pediu vista do processo. Ele alega que precisa estudar melhor a matéria. E Renan, que acaba de virar réu, pode continuar dirigindo o Senado e o Congresso.

Num instante em que se aproxima o Natal, Dias Toffoli oferece a Renan Calheiros um presente antecipado. Em duas semanas começa o recesso parlamentar. Os congressistas só voltarão a Brasília em fevereiro, quando será eleito um novo presidente para o Senado. E o réu Renan poderá concluir o seu mandato sem ser importunado.

Toffoli parece acreditar que o clima de oba-oba que caracteriza esse período do ano fará desaparecer o mau humor que transformou o brasileiro num chato, que já não convive muito bem com a desfaçatez.

Os colegas de Dias Toffoli deveriam chamá-lo para uma conversa. É a respeitabilidade do Supremo que está em jogo. Enquanto o ministro mantiver na gaveta o processo que segura Renan na cadeira, os glúteos da Suprema Corte estarão expostos na vitrine.

No mais, convém rezar pela saúde de Michel Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Você talvez considere que a dupla não vale nada. Mas se os dois faltarem, o presidente da República será Renan Calheiros.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Gilmar Mendes critica protesto de juízes, e presidente Cármen Lúcia retruca - Por Felipe Amorim


A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, rebateu publicamente uma crítica feita pelo colega de tribunal Gilmar Mendes a um protesto de juízes realizado nesta quinta-feira (1º) em frente ao Supremo.

À tarde, um grupo de magistrados protestou na área externa do STF contra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do ponto incluído no projeto de lei de combate à corrupção que cria o crime de abuso de autoridade de juízes e membros do Ministério Público.

No plenário, durante a sessão em que os ministros votaram por aceitar a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por peculato,

Mendes afirmou que os juízes não estariam realizando a manifestação por um motivo "nobre".

"Se fosse por um motivo nobre, se estivessem aqui sempre", disse. "Mas, no caso, em função de desassossego porque se discute lei de abuso de autoridade ou questão de salário", afirmou Mendes, sendo interrompido neste ponto de sua fala pela ministra Cármen Lúcia.

"Eu acho que não, ministro. Apenas para fazer justiça aos juízes, e estou falando porque os recebi, eles vieram com muita organização trazer preocupações que são legítimas. Não se tratou de remuneração", disse a presidente do Supremo.


Mendes ainda respondeu Cármen Lúcia. "Então esperemos que venham em outras sessões. De qualquer forma, salário recebido indevidamente acima do teto não se sustenta em nenhum sistema", disse, sendo novamente interrompido pela presidente do STF.

"Estamos todos de acordo com isso", respondeu a Cármen Lúcia.

A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão que avançou pela madrugada da quarta-feira (30), projeto de lei que cria o crime de abuso de autoridades de juízes e membros do Ministério Público. O dispositivo foi inserido por emenda e já havia sido rejeitado pela comissão que analisou o texto.

O projeto do crime de abuso de autoridade para magistrados e membros do Ministério Público foi duramente criticado por procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, que ameaçaram renunciar às investigações caso o texto se torne lei.

À partir de 18 de Novembro 2016 - Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. À partir de 18 de Novembro de 2016 um produto da mais fina qualidade e especial paladar.

Porque não Voce?


Antes de falar, escute. Antes de escrever, pense, Antes de Gastar, ganhe. Antes de julgar, espere. Antes de rezar, perdoe. Antes de desistir, tente.

Na busca por mim, descobrir a verdade. Na busca da verdade, descobrir o amor, na busca pelo amor, descobrir Deus, e em Deus, tenho encontrado tudo.

Enquanto navega pela vida não evite tempestades e águas bravias. Apenas deixe-as passar. Apenas navegue. Sempre se lembre: marés altas não fazem bons marinheiros. O mais importante que qualquer jogo não é vencer, mas participar. Da mesma forma, o mais importante na vida não é o triunfo, mas o empenho. O essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem.

Quando cometer um erro, não olhe para trás por muito tempo. Olhe para diante. Erros são lições de sabedoria. O passado não pode ser mudado. O futuro ainda está em seu poder. As pessoas esquecerão o que você disse. As pessoas esquecerão o que você fez. Mas elas nunca esquecerão como você as fez sentir.

A partir de hoje, trate a todos que encontres como se fossem estar mortos a meia noite. Ofereça a eles toda a atenção, gentileza e compreensão de que você for capaz, e faça isso sem pensar em qualquer retribuição.

Sua vida nunca mais será a mesma novamente. Hoje é um novo dia. Muitos vão aproveitar este dia, muitos viverão completamente.

Porque não você?

Governo sonhava com pedido de vista que postergue conversão de Renan em réu - Por Josias de Souza


O Supremo Tribunal Federal julga nesta quinta-feira uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Renan Calheiros. Nela, o presidente do Senado é acusado de receber propinas da construtora Mendes Júnior para pagar a pensão de uma filha que teve fora do casamento. O escândalo estourou em 2007. Após a formalização da denúncia, o processo aguarda por uma deliberação do Supremo há cerca de 4 anos. E o Palácio do Planalto sonha com um pedido de vista que produza um adiamento a perder de vista.

O processo contra Renan é o primeiro da pauta. Se aceitar a denúncia da Procuradoria, o Supremo abrirá uma ação penal, enviando o senador para o banco dos réus. E o governo de Michel Temer receia que a mudança de status de denunciado para réu transforme Renan num aliado de dois gumes, dividido entre as prioridades legislativas do governo e a agenda litigiosa que mantém o senador em pé de guerra com juízes e procuradores.

O problema é que a realização do sonho de Temer e seus operadores mergulharia o Supremo num pesadelo. Os magistrados recorrem ao pedido de vista quando avaliam que precisam de mais tempo para analisar os autos. Como explicar à plateia que um processo que está na fila de julgamento há quase quatro anos ainda não foi digerido por Suas Excelências?

Há um mês, o ministro Dias Toffoli acudiu Renan. Estava sobre a mesa uma ação que questiona a presença de réus em cargos situados na linha de sucessão da Presidência da República. Num instante em que a maioria dos ministros do Supremo já havia decidido que réus não podem ocupar funções como a de presidente do Senado, Toffoli pediu vista do processo, empurrando com a barriga a formalização do veredicto. Um novo adiamento agora deixaria a Suprema Corte mal com a opinião pública.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O Coronel Antônio Correia e a política antigamente - Por Antônio Morais.


Sábado, quatro e meia da tarde, fazia muito calor. Eu andava pelo Sanharol. A esmo, apreciando o que sobrou do antigo sítio, despreocupado com o resto do mundo. Empapado de suor, pelo resplandecente sol do horário de verão, entrei no boteco de Buzuga, o primeiro que encontrei e pedi uma cerveja no balcão, urgente. 

– Uma Brahma, pelo amor de Deus! 

É pra já, meu querido – respondeu, do outro lado do balcão, o rapaz, com esse modo íntimo, embora nunca tivesse me visto antes. 

– No capricho!

Depois do primeiro copo, um homem novinho em folha, respirei fundo e passei a apreciar o interior do botequim, que não via uma reforma desde os anos 60. Balcão e bancos de fórmica, reboco, lâmpadas fluorescentes. A gente só se dava conta de estar em 2016 devido à opulenta nudez de Juliana Paes, nos cartazes da Antártica. 

Para não me apaixonar por uma mulher impossível, voltei à atenção para a conversa de dois tipos ao meu lado. Os dois também bebiam aguardente e se divertiam depois de um dia de batente, contando casos um para o outro, com o delicioso sotaque do lugar. 

Um deles, o mais velho, parecia mesmo um historiador, pelo vozeirão grave e a eloquência narrativa, que se traduzia em uma vasta gama de expressões e gestos. Jubaia era o seu nome. O outro, menor estatura, corado com a aparência de quem  havia um mês sem tomar banho e assemelhada demência mental me disseram se chamar Bugui.

O Tema era politica. Jubaia dissertava  sobre o estrategista Coronel Antônio Correia Lima. Em épocas distantes, como Borges de Medeiros no Rio Grande do Sul, o Coronel Antônio Correia foi prefeito quantas vezes quis na terra do arroz. Jubaia contava para Bugui que certa feita,  o Coronel Tõin determinou que o delegado intimasse e prendesse seu Amâncio, um agricultor do sitio José que era seu adversário. 

Intimado e detido, o coronel mandou sua esposa Maria Vitória visitar a mulher do preso. 

Comadre, o que  o meu compadre fez para está preso? Perguntou  dona Maria Vitoria.  Não sei comadre, respondeu a esposa do Amâncio. Se preocupes não, eu  vou falar com Antônio para mandar soltar. 

À tarde o Coronel Antônio Correia foi a delegacia e retirou o compadre da cadeia. O final da história coincidiu com o fim da minha garrafa de cerveja. Durante algum tempo, esqueci do mundo, nocauteado pelo relato do velho Jubaia. 

Ao voltar a mim, os danados tinham simplesmente desaparecido. Cheguei a me perguntar se os dois haviam estado ali mesmo ou se eu os imaginara numa espécie de delírio. 

Não consegui chegar a uma conclusão. Fui interrompido pelo rapaz do balcão que queria saber:

Outra Brahma, meu querido?

Publicado no face book do escritor José Luís Lira

José Luís Lira
17 h ·


Senhor Jesus, sabeis o que mais necessitamos! 
Vinde em auxílio do Povo Brasileiro!

Realmente. O Brasil caminha para um impasse! Domingo teremos manifestações nas grandes cidades brasileiras, pedindo o fim da corrupção que se alastrou por todos os seguimentos das instituições da falida  República, com reflexo na vida de todos os brasileiros...

"Tendes, pois, o coração insensivel"?

A autenticidade é uma das coisas que Jesus cobrará de nós. Ela nos dar a verdadeira dimensão do quanto podemos ser fieis a palavra. A autenticidade nos faz ser aceitos em qualquer grupo, pela verdade, pela pureza, pela alegria e por não se deixar enganar pelos rótulos. Nem tudo que vemos é bom ou importante para nós. "Nem tudo que reluz é ouro".

Podemos facilmente ser enganados por um belo comercial de televisão. Podemos querer ter muitas coisas que de fato não precisamos, simplesmente porque vimos e achamos bonito. Quantas pessoas não são seduzidas por promessas fáceis de salvação tendo apenas que pagar por isto ou aquilo?

Jesus preocupou-se quando percebeu isso em seus discípulos. Eles estavam quase sendo seduzidos por Herodes. Jesus recorda os seus atos, a sua forma de amar o povo, para que os discípulos não se percam. Creio que também precisamos está atentos antes que o lobo em pele de cordeiro se aproxime de nós e nos devore.

Se não somos pessoas de oração somos presas fáceis. Pense: como você se comporta na sociedade? Você se considera uma presa fácil para o mal?

Senhor Morto - Por Dr. Mozart Cardoso de Alencar


Sou um assíduo leitor do Blog do Crato. Ultimamente, apesar do amigo Dihelson Mendonça pedir a compreensão dos autores no sentido de evitarem postagens de cunho religioso, os autores, estão se esmerando no sentido de mostrar a sua capacidade de fé, que já tem lugar garantido no céu. Diante de tamanha demonstração de formação religiosa, eu transcrevo um texto intitulado "Senhor Morto" da autoria do Dr. Mozart Cardoso de Alencar, medico, escritor, poeta e um dos homens mais cultos que esta região conheceu.

Segue o texto do Mozart:
"Quinta-feira maior, em Juazeiro do Norte. O poeta corre a igreja da padroeira, Nossa Senhora das Dores, para ouvir famoso orador sacro. Em meio a pregação, revolta-se com inúmeras beatas que, sacudindo as sacolas, despertavam os fieis com o tilintar das moedas, e, aquela cantilena já bem conhecida: "Esmolinha pro Santíssimo!? E mais indignado ficou quando, ao sair, presenciou aquela outra cena: O Senhor Morto exposto no santuário de vidro, tendo ao lado, uma bandeja, para qual apontava alguém, dizendo: Depositem suas esmolas aqui!. Diante do grotesco da cena, o poeta retirou-se da igreja, e ao chegar em casa expandiu sua revolta neste Soneto:
.
Revivendo a tragédia do calvário,
A imagem do cadáver de Jesus,
Deitado em meio a Nave, sem a cruz,
É exposto no seu vítrio Santuário.
.
Na coroa de espinhos, no sudário,
Nas cinco chagas, resplandece a Luz,
E, crente, a cristandade, ali, conduz,
As oblatas sublimes do Rosário.
.
Mas, profanando aquele vulto santo,
A clerical bandeja aberta a um canto,
Avilta a grata tradição do Horto!.
.
Um sacrílego Judas O vendeu
Há dois mil anos, vivo, a um fariseu,
E outros Judas, agora, O vendem morto!.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Carmen Lúcia : “Não se calará a Justiça!”

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, divulgou uma nota na tarde de hoje (30) em que lamenta a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do crime de abuso de autoridade para juízes e procuradores.

A proposta foi aprovada durante a madrugada pelos deputados, como emenda às medidas de combate à corrupção, propostas pelo Ministério Público e aprovadas ontem com diversas alterações no plenário da Câmara.

“A presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, reafirma seu integral respeito ao princípio da separação dos poderes. Mas não pode deixar de lamentar que, em oportunidade de avanço legislativo para a defesa da ética pública, inclua-se, em proposta legislativa de iniciativa popular, texto que pode contrariar a independência do Poder Judiciário”, diz a nota.

Cármen Lúcia destacou que o estatuto constitucional da magistratura já prevê a responsabilização de juízes por seus atos e que a democracia depende de poderes fortes e independentes. Ela afirmou que o Judiciário “vem cumprindo seu papel” constitucional como guardião da Constituição e da democracia.

“Já se cassaram magistrados em tempos mais tristes. Pode-se tentar calar o juiz, mas nunca se conseguiu, nem se conseguirá, calar a Justiça”, destacou a ministra.

Galeria dos prefeitos do Crato de 1890 a 2016 - Por Antônio Morais


Vi esta coletânea de fotos de ex-prefeitos do Crato e, uma pergunta sugestiva : Quem foi o melhor?

Não me atrevo a julgar, abstenho-me de fazê-lo até porque não conheço a história na sua exatidão. Vou comentar o que conheço do trabalho de três deles, mostrar e reconhecer a importância de suas obras para a cidade e região

Dr. Joaquim Fernandes Teles, médico e prefeito de 1928 a 1930. Terminado a mandato se elegeu Deputado Federal e conseguiu os recursos para criação, fundação e edificação do Hospital São Francisco de Assis. Uma instituição regional que por muito tempo atendeu aos pacientes provenientes de diversos estados nordestinos.

Dr. Antônio de Alencar Araripe, prefeito de 1930 a 1935, elegendo-se deputado federal trouxe para o Crato a Colégio Agrícola, que preparou centenas e centenas de técnicos, hoje em dia, espalhados Brasil a fora contribuindo com o desenvolvimento da agricultura brasileira. Teve papel importante na criação do Banco do Nordeste do Brasil sendo um de seus primeiros presidentes. Foi Deputado Federal pelo Ceará de 1946 a 1962.

Dr. Wilson Gonçalves, este foi além de prefeito de 1943 a 1945, deputado estadual e federal, vice-governador do Estado, senador da republica e ministro do STF. Sua principal obra para o Crato e região foi a criação do Colégio Estadual que recebe o seu nome, obra de grande vulto e que atendeu aos anseios de centenas de milhares de jovens dos estados do nordeste.

Portanto, destaco esses três ilustres ex-prefeitos por obras de alcance na educação e saúde de nossa gente. Convêm lembrar que os elogios a estes não desmerecem os demais.

"Câmara sai menor desse processo", diz relator - Por Josias de Souza.


Para o deputado Onyx Lorenzoni, a Câmara desperdiçou uma oportunidade de elevar sua estatura na votação do pacote de medidas anticorrupção. Preferiu rebaixar o pé-direito. “A câmara perdeu uma oportunidade de se reconciliar com a sociedade”, disse Onyx ao blog, na madrugada desta quarta-feira.

O deputado acrescentou: “O que é mais triste é que, entre a população e a corporação, a Câmara optou por olhar para dentro. Ficou com a corporação. Perdeu a chance de recuperar alguma credibilidade. Sai muito menor desse episódio. E os próximos meses serão muito ruins. O risco de abrir uma crise institucional entre Poderes é gigantesca. Judiciário e Ministério Público vão reagir.”

Para Onyx, as emendas que foram penduradas no pacote anticorrupção durante a madrugada “desfiguraram tudo.” Ele enfatizou: “Foi uma destruição.” O projeto seguirá para o Senado. E o relator receia que o texto fique ainda pior depois que passar pelo filtro do Senado.

Barbara de Alencar, a Heroina.


Li no Blog do Crato e no CaririCult texto do Hugo Esmeraldo Sobreira e acompanhei as controvérsias dos comentaristas a respeito de Dona Barbara de Alencar.

Não sou pesquisador nem historiador mas como observador da historia entendo que a demagogia politica é capaz de tudo. Estou no Crato há exatos 47 anos e neste período já vi de tudo. Politicamente os que hoje estão juntos já foram divergentes noutras temporadas.

Já estive em eventos como convenções de partidos políticos, convenções para lançamento de candidaturas, comícios e outros movimentos de interesse da cidade do Crato. Em épocas recentes, houve candidatos e candidatas, do Crato, que antes mesmo de se apresentarem ao grande publico, estufavam o peito, encaravam a plateia e arrotavam ao microfone: Eu sou descendente de Barbara de Alencar.

Como o Crato, hoje em dia, não tem nem um filho na Assembleia Estadual, Câmara Federal ou Senado, ( o deputado Ely não teria sido eleito apenas com os votos do Crato e também não é descendente de Dona Barbara), eu estou convencido que o Seminário, o Barro Vermelho, a Batateira, o Muriti, a Grota, em fim o Crato não está tomando sua decisão politica com base no que foi ou deixou de ser Dona Barbara de Alencar.

 Talvez por conveniências os debatedores se aborrecem quando as suas ideias não são consenso, quando não há uma unanimidade em torno delas e partem, muitas vezes, para a agressão pessoal. Esquecem até que a melhor maneira de defender as suas ideias é justamente respeitando as ideias alheias.

De tanto ver imposições e agressões eu deixei de levar a minha singela opinião até porque sei que ela nada vale.

Enviado por amigos de Deus.

Um membro de um determinado grupo ao qual prestava serviços regularmente sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.

Após algumas semanas o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho sentado diante da lareira onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita o homem deu as boas-vindas ao líder conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando. 

O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado mas não disse nada. No silêncio sério que se formara apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha que ardiam. 

Ao cabo de alguns minutos o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas a mais incandescente de todas empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz agora não passava de um negro frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada  de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder antes de se preparar para sair manipulou novamente o carvão frio e inútil colocando-o de volta no meio do fogo.

Quase que imediatamente ele tornou a incandescer alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir seu anfitrião disse: "Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!"

Reflexão:

Aos membros de um grupo vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho.

Aos líderes vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros para que o fogo  seja realmente forte eficaz e duradouro.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Falta Gratidão e reconhecimento - Por Antônio Morais.

A escravidão, a mancha negra da nossa vida de povo civilizado, enquanto a libertação dos escravos é a mais bela pagina da nossa história, representa a libertação do homem.

Os negros apanhados a laço e em armadilhas nas selvas africanas, jogados em porões de navios negreiros e trazidos para o Brasil, onde eram vendidos em praça publica, viviam em senzalas, sujas, exalando um mau cheiro insuportável. 

No terreiro da fazendo, o tronco e as correntes prontos para tortura dos escravos que cometiam alguma falta. Depois de acoitados ficavam seminus, presos ao tronco por vários dias, ao sol e a chuva. 

As chicotadas cortavam-lhes as carnes e sobre as feridas era jogado sal, mais doloroso que a própria chicotada.

Coube finalmente, em 13 de Maio de 1888  a Princesa Isabel, no comando do governo do Brasil assinar a Lei Áurea declarando extinta a escravidão no Brasil.

Esta preleção inicial  me leva a refletir sobre a falta de reconhecimento com a Princesa Isabel pelo seu belo ato pelos favorecidos da nobreza que teve sua decisão. 

Louvam-se Saldanha Marinho, Luiz Gama, Silva Jardim, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Quintino Bocaiuva, José do Patrocínio, Castro Alves e tantos mais, pessoas que pareciam está mais com o olho na república do que na abolição. E, o pior, os negros, os grandes beneficiados  com a lei são os que menos gratidão têm pela decisão corajosa e emanada da Princesa Isabel.

Na última consulta popular sobre regime de governo foram os negros quem  mais se manifestaram contra a monarquia, esqueceram que uma das causas da queda do império foi o gesto generoso e humanitário da Princesa Isabel pondo fim a escravatura. 

Grandes astros negros da televisão se transformação em peças publicitárias em favor da Republica. Parece até, que de propósito entenderam que a Monarquia era a patrocinadora da escravidão e não quem lhe deu fim.

Capela de São Caetano - Por Antônio Morais.


Com terreno doado pelo Coronel João da Cunha  Gadelha em 30 de Abril de 1735 surgiu a ideia de construir a Capela de São Caetano, em estilo barroco, edificação concluída em 1762 e tombada pelo IPHAN  em 2006 com mais de 252 anos, patrimônio do povo cearense.

A Capela fica com a frente para a BR 060 e de costas para o povoado. Há uma versão que terminada a construção, o empreiteiro recebeu o pagamento combinado e foi seguido por pessoas que o assaltaram e o assassinara no caminho de volta para sua cidade. 

Não tenho conhecimento de relatos escritos a esse respeito, mas, vi  muitas pessoas que conheciam essa historia, inclusive atribuindo a esse acontecimento o fato do povoado não ter desenvolvido com o passar de mais de dois séculos e meio. 

Nesta capela eram celebrados os atos religiosos de Várzea-Alegre. O Padre vinha do Icó em lombo de animais. Dizem que o Padre Manuel Caetano era muito austero, organizado e a sua visita era distribuída o tempo  de três dias de modo que no primeiro dia eram feitos os casamentos e batizados, no  segundo  dia as confissões e no ultimo dia  encerrava-se a visita com uma missa solene.

No amanhecer do ultimo dia nasceu uma menina na casa do casal José Raimundo do Sanharol e sua esposa Antônia de Morais Rego, nasceu fora de tempo, doente e muito fraquinha. Com medo da criança  morrer pagã, o pai procurou a secretaria da capela na tentativa de fazer o batizado da filha. 

Quando falou com o padre ele deu o maior pinote, então, houve o presente dialogo entre os dois:

Padre - O dia dos batizados foi ontem, hoje é a missa, eu não batizo.

José Raimundo - Padre ela está muito fraquinha e eu não queria que ela morresse pagã.

Padre - Porque você não trouxe ontem?

José Raimundo já brabo como o siri na lata respondeu abusado : porque ela nasceu hoje!

O Padre resolveu batizar Barbara de Morais Rego que foi a primeira esposa do Tenente Antônio Gonçalves de Oliveira, desse casamento não houve filhos. 

Do segundo casamento do Tenente Antônio Gonçalves com Maria da Gloria de Morais, sobrinha de sua primeira esposa, descende uma numerosa família.

Vox populis no Sanharol - Por Antônio Morais.


Marcos Coimbra, diretor do Instituto Vox Populis.

Naquela eleição do Lula contra o Serra, uma pesquisadora  do Vox Populis, instituto  tendencioso  e vendido  que ainda hoje se atreve a  informar que  Lula é o mais  cotado, foi parar na casa de  Luzia de Zé Lula Goteira no Sanharol. 

Perguntou para Luzia : Pra quem a senhora vai votar?

Resposta seca - Serra.

Mas, porque razão minha senhora?  O Lula é nordestino,  é pobre como nós, a alma mais honesta deste pais, falta-lhe um dedo.

Minha filha se o Lula-Lá for tão ruim como  o Lula-cá o Brasil está é fodido.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

DEPÓSITO MENEZES - Várzea-Alegre - Ceará.


Depósito Menezes. Rua Duque de Caxias número 68 - Várzea-Alegre - Ceará. Telefone (88)35412749. Organização Dr. Eldinho e Marilena. Pronto para lhe atender bem.


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Há 10 anos, a ex-petista Heloísa Helena alertava o Brasil sobre o PT.


Em 2006, a então candidata à presidência, Heloísa Helena, fez severas acusações contra o ex-presidente Lula. Suas palavras circularam na internet por meio da transcrição de uma matéria do portal Terra:

A candidata do Psol à Presidência, Heloísa Helena, afirmou hoje que o presidente e seu adversário Luiz Inácio Lula Silva (PT) chefia uma quadrilha de “gangsters” capaz de “roubar, matar, caluniar e liquidar com qualquer um que ameace seu projeto de poder”. “Eu sei o que eles são capazes de fazer”, afirmou a senadora. As informações são da rádio CBN.

O portal Terra procurou a assessoria de imprensa da campanha de Lula, que rebateu a crítica dizendo ser uma “atitude destemperada” da candidata, que demonstra seu “desequilíbrio” com a queda nas pesquisas de intenção de voto. A assessoria informou ainda que o departamento jurídico do comitê vai procurar as “medidas cabíveis” neste caso.

Heloísa Helena declarou ainda que gostaria de enfrentar o presidente num debate. 

Vida dourada - Por Antônio Morais


Os Budus têm histórias. Chico, o mais grosso e desajeitado deles, depois de casado se achou proprietário de escritura passada da mulher. 

Ao brigar com a esposa, quebra-lhe um prato na cabeça. Inconformada com aquela situação a mulher disse para o mesmo:

É essa a vida dourada que você me prometeu?

Prometi e vou cumprir.

Já comecei a prateá-la.

domingo, 27 de novembro de 2016

Saudades da Pátria, ou: No tempo que nossos governantes tinham amor pelo Brasil


Na viagem para o exílio forçado, dias após o golpe republicano de 15 de novembro de 1889, a bordo do vapor Alagoas, ao passarem diante do último pedaço de terra brasileira que veriam, os membros da Família Imperial decidiram enviar uma mensagem ao Brasil, assinada por todos.

Presentes, todos muito abalados com a terrível e injusta situação, o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Dona Teresa Cristina, a Princesa Imperial Dona Isabel, o Conde d’Eu e seus filhos pequenos, o Príncipe do Grão-Pará, Dom Pedro de Alcântara, e os Príncipes Dom Luiz e Dom Antônio, além do Príncipe Dom Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança, filho da Princesa Dona Leopoldina.

Um criado escolheu um dos pombos mais vigorosos, que lhe pareceu capaz de transpor a distância que lhes separava da costa. O Príncipe Dom Luiz, então com onze anos de idade, relatou o ocorrido, anos mais tarde, em seu livro, “Sob o Cruzeiro do Sul”:
“Um pouco além de Cabo Frio – lembro-me como se fosse hoje – meu avô, querendo dar ao Brasil uma prova do seu inalterável amor, fez-nos soltar um pombo, em cujas asas ele próprio havia amarrado uma última mensagem. À vista da terra ainda próxima, a ave largou o voo; mas um longo cativeiro lhe havia sem dúvida alquebrado as forças. Depois de haver lutado alguns momentos contra o vento, esmoreceu e vimo-lo cair nas ondas.”

O bilhete trazia apenas três palavras, que não poderiam ser mais significativas: “Saudades do Brasil.”.
Dos oito membros da Família Imperial ali presentes, a maioria morreu no exílio, sem jamais terem podido retornar ao Brasil. Somente o Conde d’Eu e seus dois filhos mais velhos, os Príncipes Dom Pedro de Alcântara e Dom Luiz, tornaram a rever a Pátria amada, e somente os dois primeiros puderam pisar novamente em solo brasileiro.

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).
             

Seminário do Crato - Por Antônio Morais


Eu me lembro. Era menino, meados da década de 50 do século passado, o padre Evaldo, chegava  no Sanharol em Várzea-Alegre e se hospedava na casa de minha avó Josefa Alves de Morais.

Durante a semana o padre saia com o meu pai de casa em casa da ribeira  do Riacho do Machado pedindo doações para  o Seminário do Crato. A moeda  existente à época era  arroz. Uma quarta numa casa, meia noutra, vinte litros aqui  dez litros ali.


José Raimundo de Morais, meu pai.

No final da coleta das doações o Padre Evaldo somava as quantidades e o meu pai entregava do seu arroz, guardado no paiol e produzido em anos anteriores. 

O padre  seguia viagem  com a carga no caminhão, cabia ao meu pai, sair novamente, de casa em casa juntando as doações muitas vezes recebendo em produtos de qualidade inferior ao entregue. Era assim todo ano de bom inverno.

Os católicos varzealegrenses sempre colaboraram com as ações  da Diocese de Crato. Povo de atitudes generosas e virtuosas.

Anel de diamantes - Por Antônio Morais



Uma senhora entra em uma joalheria, e de repente peida enquanto olhava para um anel de  diamantes. Ela olha em volta e fica com vergonha.

O vendedor atras dela em silêncio, age totalmente como profissional e pergunta : Bom dia senhora. Em que posso ajudar?

A mulher feliz e contente ao saber que o vendedor não tinha notado o seu pequeno acidente pergunta : Qual é o preço deste adorável anel de diamantes?

O vendedor gentilmente responde : Se a senhora peidou só em olhar, vai se cagar toda quando eu disser o preço.

sábado, 26 de novembro de 2016

O CRATO ERA OUTRO - POR OSVALDO ALVES DE SOUSA

Foto - Dr. Joaquim Fernandes Teles, médico e Deputado Federal cratense, fundou e construiu o Hospital e  Maternidade São Francisco de Assis em Crato.

Lembro-me de décadas passadas, quando era simples tesoureiro da Prefeitura Municipal do Crato o Sr. Francisco Leão da Franca Alencar.

Homem simples, correto, austero, o modesto servidor exercitava com prudencia e tranquilidade o seu mister de agente da fazenda municipal. Recolher o dinheiro da arrecadação dos impostos e efetuar o pagamento da folha dos servidores  e das obras em execução, era tarefa corriqueira ao dia-a-dia  do honrado e exemplar chefe da tesouraria do município. As rendas auferidas, com a cobrança dos impostos, eram parcas mas atendiam às carências da cidade e dos distritos. Recursos advindos de outras fontes, como o estado e a união, inexistiam.

O Crato, tranquilo em sua ingenuidade matuta, palmilhava os caminhos do progresso e do desenvolvimento, ignorando certos costumes impostos pelo modernismo informático e a presença de recursos federais e estaduais.

Alexandre Arraes de Alencar construiu obras memoráveis, a exemplo da Praça Francisco Sá, com o seu monumento ao Cristo Redentor, pavimentação de ruas, abastecimento d'água, arborização e a hidrelétrica da nascente. Antônio Gonçalves entre outras iniciativas construiu o canal da rua Tristão Gonçalves.  Dr. Décio Teles Cartaxo promoveu a maior festividade cívica da nossa historia, em 1953, centenário de elevação do Crato categoria de cidade. Tudo com recursos próprios do município, que progredia e tinha prestigio nacional. O povo era feliz. A cidade crescia. havia ordem, mantida por um simples destacamento policial.

O Dr. Hermes Paraíba era figura austera de juiz de direito, que impunha respeito, incorruptível sob a égide  da lei e da justiça. O delegado civil, João Bacurau, dava voz de prisão no meio da rua e o preso, sem coação nem pancadaria, recolhia-se a cadeia publica da Praça da Sé. Filas no único hospital da cidade inexistiam, pois o INSS era expressão desconhecida da população.

A assistência social era exercida pelo espirito filantrópico de Dr. Teles, Dr. Gesteira, Dr. Macário, Dr. Elísio e outros abnegados discípulos de Galeno.

Um Dr. Joaquim Fernandes Teles, como medico e deputado federal, construiu esse monumento formidável que é o Hospital  me Maternidade São Francisco, enquanto Alencar Araripe, deputado federal, trazia para o Crato, na década de 50, a Escola Agrotécnica Federal.

Escuto vozes que afirmam: ora, o Crato antigo era muito menor e a sua população não chegava  a trinta mil habitantes. Respondo: As mãos e a consciência dos homens públicos de antanho eram limpas.
E hoje?

Pequenas histórias - Por Antonio Morais


José Raimundo Duarte de Menezes, Cazuza do Sapo, era o filho mais velho de José Raimundo do Sanharol e Maria Anacleta de Meneses.

Costumava visitar os pais aos Domingos, e, numa das visitas solicitou um trabalhador para ajudar a capinar uma roça de sua propriedade. Porem, fez uma exigência: não me mande trabalhador que gosta de fumar, para não perder tempo fazendo cigarro e fumando etc.

No dia marcado estava a sua presença seu Martim um mulato alto, de dois metros de altura com a sua enxada de três libras. Chegando no roçado, Cazuza iniciou na primeira leira. Enquanto isso seu Martim se apoiou no cabo da enxada, meteu a mão no bolso, tirou um pouco de fumo e uma palha de milho e fez um cigarro bem fininho e iniciou o trabalho com duas leiras terminando-as antes de Cazuza.

Cazuza avechou-se e começou a próxima leira enquanto Martim se apoiou novamente no cabo da enxada, meteu a mão no bolso tirou um pouco de fumo e outra palha de milho e fez outro cigarro desta feita mais fino ainda, e, começou novamente com duas leiras terminando-as primeira do que Cazuza. Assim foi o dia todo, até terminarem o serviço. Duas por uma.

No Domingo, na hora da visita Cazuza falou para o Pai: Mas que caboclo velho mais danado aquele que o Senhor me mandou, passou o dia todo me dando duas por uma! José Raimundo resmungou: Imagine se não fumasse.


Como Sérgio Moro revolucionou a forma de julgar a malandragem do colarinho branco – Editorial


Em uma atuação incomum para o padrão da Justiça do nosso país, o juiz federal Sérgio Moro destacou-se nos últimos dois anos por conduzir os processos sob sua responsabilidade em ritmo acelerado e impor penas pesadas aos condenados. Ele desmontou o longevo esquema de propinas instalado na Petrobrás (2004/2014) e colocou na cadeia políticos, empresários, doleiros e ex-dirigentes da maior estatal brasileira. Depois do seu trabalho, o dito popular que afirmava que, no Brasil, só “pobre e preto vão pra cadeia”, acabou.

O encarceramento de altos diretores de estatais, alguns dos homens mais ricos do país e políticos poderosos, ligados a um governo que estava em seu quarto mandato, revelou a coragem e a tenacidade que caracterizam o seu perfil.

Em suas palestras, frequentemente, Moro lembra que a corrupção política ocorre em qualquer país do mundo, mas não a corrupção sistêmica, como descoberto na Petrobrás. “Nesse caso, era regra do jogo o pagamento de propinas de 1% a 3% do valor dos contratos, o que levou, já em 2015, a Petrobras a reconhecer R$ 6 bilhões de prejuízos em seu balanço oficial”, explica.

Para o juiz, a corrupção continuará em toda a parte, mas é possível a  sua redução a níveis menos relevantes se houver uma ação conjunta de todas as instituições brasileiras, com o apoio da sociedade civil.  “Corrupção sistêmica é inconsistente com democracia”, reforça, dizendo que temos hoje uma “democracia degenerada”.

Outro fator importante é o seu entendimento de que existem muitas “janelas da impunidade”. Na sua opinião, essas janelas que permanecem abertas minam a efetividade da Justiça criminal, em especial contra fraudadores do Tesouro.

Uma delas é o foro privilegiado. “Isso é um problema, considerando o excesso de pessoas contempladas com ele. Esse princípio fere a ideia básica da democracia de que todos devem ser tratados como iguais”, declarou à imprensa. E acrescentou ainda que, por conta do cargo que ocupa, também possui foro privilegiado, e que abriria mão do benefício “sem a menor preocupação.”

Uma de suas grandes atuações também foi a defesa de que réus fossem presos logo depois de decisões condenatórias em segunda instância. “Processo que nunca termina gera impunidade”, argumentou. Em fevereiro desse ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) modificou o seu entendimento e decidiu que a prisão de condenados deve ocorrer depois que a sentença for confirmada em um julgamento de segunda instância.

Moro ressalta ainda que  “a existência de brechas processuais que permitem impunidade independentemente da culpa do acusado é algo anormal e reprovável, não só no Brasil, mas em qualquer lugar do mundo.”

Fica claro que a leitura do juiz  da Lava Jato, como é conhecido nacionalmente, sobre o que é justiça e como ela deve ser dirigida é mais elevada do que sempre se pensou no país. E para a opinião pública, cada sentença de Sérgio Moro é uma dose de catarse para o povo. De fato, o Brasil precisa do seu talento.

Morte de Fidel leva Euforia à Pequena Havana, em Miami

Fonte: Agências de Notícias

Miami se torna o epicentro do alívio anticastrista pela morte do eterno rival

Pequena Havana (ou Little Havana, como é chamado o bairro em inglês), reduto histórico dos opositores da revolução cubana em Miami, nos Estados Unidos, estava cheio de pessoas comemorando a morte de Fidel Castro. Todos com bandeiras de Cuba, panelas e tambores, gritando sua satisfação: “Viva Cuba livre!”, “Viva Cuba livre!”, “Viva Cuba livre!”, perto do Versailles, autodenominado “O restaurante cubano mais famoso do mundo”. Na porta do local, um dos funcionários sorria e dizia: “Sempre estivemos esperando que morresse e de vez em quando vinha a notícia, montávamos o show e depois ficávamos sabendo que não tinha morrido. Pois agora é verdade. A estrela morreu. Terminou o show”. O trabalhador do Versailles preferiu não se identificar: “Ainda tenho família lá. Quando Cuba for um país normal, volte aqui e dou meu nome”.

Na Calle Ocho, centro do bairro cubano, chegaram os idosos do primeiro exílio e as gerações nascidas nos Estados Unidos, como Leo Alfonso, 31 anos, que caminhava encantado pela rua: “Cuba é a festa, agora mais do que nunca. Quero viver na terra dos meus pais. E meus planos de mudar começam hoje, estou acelerado e feliz com a morte deste homem”.
A polícia tentava colocar ordem para deixar os carros saírem. Uma van saiu do Versailles dirigida por um cubano-americano dos velhos tempos com um boné do Exército dos Estados Unidos, fumando um velho cachimbo de madeira e buzinando para as pessoas que não o deixavam passar, com a expressão seca.

Na festa do anticastrismo havia jovens que nunca estiveram em Cuba, como Alberto Paradela, de 23 anos, que descreviam Castro como “um tirano que usou a ilha para seu próprio proveito” em um espanhol um pouco esforçado, mas com uma história que mostrava sua linhagem cubana: “Estudei em Miami no colégio jesuíta de Belém, o mesmo em que Fidel Castro estudou”. “Mas a Cuba que tenho na cabeça é a que contavam meus avós. Fico com pena em pensar que se for lá algum dia não há mais nenhuma das lendas que me ensinaram”.

E junto com os que viveram o anticastrismo à distância, estavam aqueles que o exerceram em Cuba e acabaram saindo. Jesús Mustafá Felipe, ex-preso político na ilha, falava aos 72 anos com a calma de alguém que conheceu as situações mais adversas. “Eu me sinto feliz, mas a alegria é sobretudo pelos cubanos. Embora nada tenha mudado ainda”. Ao lado dele, um outro ex-preso político, Antonio Díaz, de 54 anos, desenvolvia a ideia de Felipe: “O futuro de Cuba não nasce com uma morte, vai nascer com a vida, nascerá no momento em que o povo cubano tiver o direito de participar em eleições livres”.

Roselia Cruz, de 75 anos, olhava a multidão com uma panela na mão e dizia estar “muito feliz”. “Eu apoiava Batista e sempre quis ver a morte de Fidel Castro”. Ela chegou nos Estados Unidos em 1967. Passaram 49 anos desde aquele dia. Esta noite já tinha ido para a cama dormir quando a neta entrou no quarto. “Me disse: ‘Morreu Fidel!’, e eu falei, ‘Você está brincando comigo’, mas ela se jogou na cama gritando e percebi que era verdade e me levantei para vir comemorar. Não deu tempo nem de me vestir. Saí na rua com a minha panela e com todos os vizinhos gritando, ‘Fidel morreu!’, ‘Fidel morreu!’, ‘Fidel Castro morreu’”.

Povo em Miami comemora a morte do ditador Fidel Castro

Sabado, noviembre 26 de 2016


MUERE EL DICTADOR CUBANO
Miami reacciona ante fallecimiento del dictador cubano

Memória do Sanharol - Por Antônio Morais


Olira de Antônio Belo, vestindo um modelito idealizado por Dona Balbina Diniz.

Em 1932, o nordeste brasileiro se abateu com a maior seca do século passado. O governo criou "campos de concentração" em algumas localidades do estado, entre as quais Crato e Senador Pompeu. Abriu frentes de serviço para construção  de açudes e barragens.

O Estreito, hoje Lima Campos. foi a obra que reuniu o maior contingente de retirantes da região sul do estado. 

Antônio Belo, deixou a Serra do Kinkunkar, no Quixará, deslocando-se para o Estreito com toda família. Viagem peregrina, a pé.

Terminada a construção da barragem, e aproximando-se um novo inverno, Antônio Belo tratou de retornar ao Kinkunkar. 

Quando passava pelo Sanharol, se arranchou na casa de João do Sapo, conhecido das idas e vindas com as boiadas da Pitombeira. Reclamava do tempo, não havia disponibilidade para preparar as terras  para um novo plantio.

João do Sapo acabara de se mudar com  a família para o chalé, o solar Luiz Menezes. Portanto a casa desocupada estava disponível. 

Antônio Belo e família ocuparam a casa cujas cajaraneiras ainda existem como testemunhas, no exato local onde fica, hoje em dia, a residência do Dr. Menezes Filho.

Entre os filhos de Antônio Belo ouvir falar muito do Júlio e Olira, foto acima. Viveram no Sanharol por muitos anos. Fizeram grandes amizades. Retornaram para Farias Brito onde voltaram a viver no seio familiar.

Pela foto concluiu-se fartamente que não era apenas o velho Antônio que era belo. De 1935 a 1942 Olira foi a babá do meu amigo Raimundo Menezes. 

Que não deixemos a historia  do Sanharol cair no garrafão da vala perversa do esquecimento.

26 de novembro de 2016 -- Prestando contas à Justiça Divina: Fidel Castro morreu aos 90 anos


O ex-ditador Fidel Castro morreu aos 90 anos de idade, informou neste sábado (26) seu irmão, o atual ditador de Cuba, em um discurso transmitido pela televisão estatal.


Fidel Castro sempre teve seus admiradores, Lula e Dilma Rousseff estavam entre eles
“Já vai tarde”
Com este título a revista VEJA publicou, em 2007, uma matéria sobre a ditadura comunista implantada por Fidel Castro em Cuba, em 1959, ditadura que já caminha para os 58 anos de tirania. Confira alguns tópicos daquela matéria abaixo, atualizada no modo  verbal:

Em 1953, levado a julgamento pelo crime de ter enviado seus primeiros seguidores para um ataque suicida a um quartel, o jovem advogado Fidel Castro Ruz assumiu a própria defesa e o fez de forma magnífica. Antecipando a retórica magnética, grandiosa, arrogante mas farsesca que o caracterizaria pelo resto da vida política, disse aos juízes: "A história me absolverá". Passou-se mais de meio século e, aos 90 anos, conceda-se, Fidel está diante do tribunal da história. Visto o sofrimento que infligiu ao povo durante 49 anos como senhor absoluto de Cuba (de lá parta cá, o novo ditador passou a ser seu irmão Raul Castro), a absolvição está fora de cogitação. Cabe recurso? Não dá mais tempo (...)


 Diante dessa impossibilidade, a dinastia dos Castro (que domina Cuba há quase 60 anos) finge que está por cima. Foi isso o que essa dinastia fez desde 1959. Vai anunciar o corte da cota de leite para a população adulta de Havana? Diga à multidão que não faltará leite para as crianças. Vai ter de recuar, desmontar os mísseis atômicos soviéticos e devolvê-los a Moscou? Diga que Cuba é soberana e pode ter as armas que quiser: "Os mísseis se vão. Mas ficam todas as demais armas" – como se isso fosse algum consolo. Mas as massas vão acreditar. Foi pego exportando terroristas para insuflar a subversão em outros países? Diga que, se quisesse mesmo fazer terrorismo, Cuba produziria "excelentes terroristas, e não esses incompetentes que foram presos". Está difícil explicar a miséria franciscana da economia cubana? Diga que quem está mal são os Estados Unidos ("os ianques estão falidos"), o Japão ("tenho pena dos japoneses") e a Europa ("o velho continente está esgotado"). Está prestes a morrer, não consegue caminhar nem discursar? Diga que vai apenas mudar de posto, mas que o combate continua.


Todo político tem de ser bom mentiroso. Para ser Fidel é preciso, no entanto, ser um grande farsante. Ele é um dos maiores que a história conheceu. É presidente de uma nação paupérrima, mas viveu como um cônsul romano comendo  lagostas quase todos os dias? Negava este fato: "Temos as lagostas mais doces do Caribe, mas não as comemos. Trocamos por leite para as crianças". Viveu cercado de um aparato de segurança que parece um bunker ambulante? Inventava que era um homem simples que às vezes andava só pelas ruas, como um filósofo peripatético absorto em uma paisagem idílica: "Outro dia, no México, ia só pela rua, só como uma pomba...".


Desde os primeiros momentos da revolução que o levou ao poder, em janeiro de 1959, Fidel mostrou a utilidade política de um grande fingidor. Quando começaram os julgamentos sumários com o objetivo de criar um clima de terror e matar os inimigos, e até alguns amigos políticos, Fidel não aparecia como carrasco (esse era o papel do argentino Che Guevara) nem como juiz. Fingia não se envolver. Em uma aparição famosa, ele vai ao tribunal do júri e faz um discurso mercurial: "Que esta revolução escape da maldição de Saturno. E que é a maldição de Saturno? É o dito clássico, o refrão clássico de que, como Saturno, as revoluções devoram seus próprios filhos. Senhoras e senhores deste tribunal, que esta revolução não devore seus próprios filhos". Lindo?

Sim, mas era uma farsa. Naquele mesmo dia, dois jovens combatentes comunistas urbanos que não lutaram na guerrilha rural de Castro foram condenados à morte. A revolução devorava alguns de seus próprios filhos. Mas o que ficou? O discurso inflamado com referências eruditas. Funciona sempre? Não. Funciona em Cuba, que tem Fidel e algumas outras características que ajudam esse tipo de farsa a passar por verdade. Ajuda muito banir a imprensa, dominar a televisão e o rádio, proibir a entrada de jornais estrangeiros no país e impedir os cidadãos de viajar para o estrangeiro. Ajuda enjaular por tempo indeterminado, e sem juízo formado, toda a oposição. Ajuda muito abolir as liberdades individuais e ser o ditador de uma ilha, um país-cárcere. Eis a grande obra de Fidel Castro em meio século de governo. A história o absolverá? Difícil.

              PS - As agências de notícias noticiam a festa que os exilados cubanos estão fazendo em Miami, nos EUA. Outro tópico interessante da matéria de Veja, acima citada:
"Quem pôde fugiu. Há 2 milhões de exilados – um em cada seis cubanos vive no exterior, uma proporção de exilados maior que a existente no Afeganistão, país devastado por trinta anos de guerra civil. O governo de Fidel Castro e do seu sucessor, o irmão Raul,  é agente do maior fracasso material da história das ditaduras latino-americanas. O comunismo foi formalmente estabelecido em abril de 1961. A economia planificada foi um desastre imediato. O racionamento de alimentos, que ainda persiste, começou no ano seguinte. O salário médio de um trabalhador cubano equivale a 10 dólares. A produtividade dos canaviais de Cuba, que já foi o maior produtor mundial, hoje é de 27.800 quilos por hectare, um índice baixíssimo. No Brasil, é de 73 900 quilos.