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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 12 de abril de 2016

Vila de Ipueira - Parte final - Postado por Antônio Morais


Todos em armas - conta Dezinho Xavier - aguardando o primeiro tiro. De inicio tive a impressão de ser tropa do governo. Foi aí que perguntei: Quem vem lá? É a policia? A resposta foi um tiro dado por Tempero que vinha a frente do grupo. Sem perda de tempo respondi ao tiro, atingindo em cheio a altura de uma das orelhas de Tempeiro. Foi tiro e queda. Tempero caiu ali mesmo sem vida.

Lampião e seus cabras iniciaram um grande tiroteio, agora com mais rancor em vista da morte de um dos integrantes do grupo. Foram duas horas de fogo. Verdadeira guerra travada entre o meu povo e os cabras de Lampião.

No final do fogo, quando Lampião, reconhecendo a impossibilidade de enfrentar a superioridade numerica dos Xavier e por ser do seu habito recuar nestes casos, deu no pé, após algumas escaramuças de tigre contrariado nos seus impulsos e vontade.

Um comentário:

  1. Transcrevi do livro Andanças e Lembranças do Osvaldo Alves de Sousa.

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