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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 30 de junho de 2018

083 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Francisco Gregório da Costa, nosso estimado amigo "Nego de Aninha". Homem bom, amigo, educado, trabalhador, um varzealegrense  querido por todos os seus conterrâneos.

A ultima vez que me encontrei com ele,  ele veio em minha direção,  me reconheceu e falou : quanto tempo, posso lhe dar um abraço?  É difícil escrever  sobre  ele, uma criatura terna,  mansa, calma, que  tratava todos com a lhaneza que só ele  tinha.

Aos 17 nos, na companhia de João Bosco Teixeira de Morais tomei a minha primeira cerveja servida por ele. Uma Antártica paulista gelada no capricho.

Foi chamado a presença de Deus e certamente receberá do Pai divino a merecida morada eterna pelas virtudes que teve  em vida.

Os mais sinceros sentimentos aos familiares.
Que Deus  os conforte.

Não é o ódio que explica Bolsonaro. É fé. - por Regina Ribeiro (*)


A passagem do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, por Fortaleza tem o poder de criar impacto. Pelos vídeos e fotos que circulam pelas mídias sociais, parece que há mais gente ao lado do Mitô do que o diz a vã filosofia.

      Em 1950 houve uma campanha ferrenha contra o Getúllio Vargas no Brasil. Umas das cronistas mais anti-Getúlio da imprensa brasileira era a escritora Rachel de Queiroz, que escrevia em favor do adversário de Getúlio. O líder da Revolução de 1930 era chamado de caudilho, ditador, perverso, manipulador, adepto à censura. Era odiado pelos intelectuais. Quando as urnas se abriram, Getúlio Vargas estava eleito. Sem espaço nenhum nos jornais, Getúlio usou o rádio – impulsionado por ele, diga-se de passagem – e fazia chegar sua mensagem aos milhões de iletrados nos rincões do Brasil.

     No dia 25 de novembro de 1950 foi publicada a crônica “Um pouco de autocrítica”, que mostrava uma Rachel de Queiroz que reconhecia que a capacidade dos intelectuais influenciarem o povo era mínima. “A dolorosa verdade é que o povo não nos lê, o povo não nos conhece. E a pequena parte dele que nos lê, não nos escuta”, afirma a escritora. Falava no esforço em vão de recitar a cantilena anti-Getúlio nos cantos das páginas “pregando no deserto”. Segundo Rachel, enquanto os intelectuais demonstravam saber de tudo sobre as revoluções dos homens, era Getúlio quem parecia ter descoberto a chave do coração do povo. Qual é esse segredo?, questiona a cronista, trazendo para si a razão da escrita: “Afinal entender e comover as gentes é o nosso ofício”.

      Em 2002, Jean Marie Le Pen, candidato de extrema direita chegou ao segundo turno nas eleições francesas. Foi um susto. Le Pen surgia com um discurso impossível de se acreditar, afirmando entre outras coisas que as câmaras de gás usadas na Segunda Guerra Mundial contra os nazistas eram um “detalhe bobo”. Nessa época, li um artigo que afirmava que a responsabilidade de Len Pen estar no segundo turno era dos intelectuais franceses que não haviam ocupado o lugar de debate na França, minimizando o poder de um discurso neonazista, nacionalista e conservador.

      A passagem do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, por Fortaleza tem o poder de criar impacto. Pelos vídeos e fotos que circulam pelas mídias sociais, parece que há mais gente ao lado do Mitô do que o diz a vã filosofia. A julgar pelo discurso tão frágil que chega a ser bobo do candidato, mas que toca a tantas milhares de pessoas, o papel dos intelectuais, se é que existe ainda algum, é vão. Se Getúlio tinha o rádio, Bolsomito tem os chatbots, tem os grupos de WhatsApp, tem a rede.

       Cheguei à conclusão de que o jornalista Érico Firmo talvez tenha cometido um equívoco quando disse na coluna de ontem que “Só uma coisa explica a força de Bolsonaro: o ódio”. Pode também ser fé. Fé irracional em tudo o que ele fala. Fé que Bolsonaro é o homem que vai resgatar a família dos libertinos da esquerda, fé que o liberalismo tosco que ele prega vai salvar o país do comunismo (?), fé que a tortura é o santo remédio, fé que ele faz cara de mal, mas é bom, fé que é ele é exatamente como eu e você. Só há duas diferenças entre nós e ele. A primeira é que é ele quem está lutando pelo poder. A segunda é que ele poderá ser bem diferente de você, mas sua fé não o deixa perceber.

 (*) Regina Ribeiro. Jornalista do O POVO -- E-mail: reginah_ribeiro@yahoo.com.br

30 de junho: Alexandre de Moraes rejeita novo pedido de liberdade de Lula

Fonte: site VEJA
Ministro também não atendeu à alegação de que decisão de Edson Fachin de levar o recurso a o plenário 'usurpa' a competência da Segunda Turma do STF 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou nesta sexta-feira, 29, a reclamação na qual a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitava que o pedido de liberdade dele fosse analisado pela Segunda Turma do STF. Moraes também não atendeu ao pedido dos defensores do petista por uma decisão liminar que o tirasse da cadeia até que o recurso contra a condenação dele na Operação Lava Jato seja julgado no Supremo.

Os advogados de Lula questionavam a decisão do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, que decidiu encaminhar o pedido de liberdade ao plenário, formado pelos 11 ministros da Corte, e não para a Segunda Turma, colegiado com cinco ministros, onde o ex-presidente acredita ter mais chances de obter uma decisão favorável.
Foi a Segunda Turma que, nesta semana, soltou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que, assim como Lula, estava preso após ter sido condenado em segunda instância na Lava Jato. Três dos cinco ministros no colegiado – Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski – são contrários às prisões após condenação em segundo grau e críticos de práticas adotadas pela operação.

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, argumentou que Fachin não justificou os motivos pelos quais o recurso precisa ser decidido pelos 11 ministros e lembrou que o petista poderia ser solto em caso de julgamento na Segunda Turma. “A peça questiona no STF a razão pela qual somente os processos contra Lula com a perspectiva de resultado favorável no órgão competente – a 2ª Turma – são submetidos ao plenário”, disse Zanin, por meio de nota.

Posteridade não é um lugar seguro para Temer - Por Josias de Souza.

Fraco e impopular, Michel Temer costuma dizer que a história reconhecerá os avanços do seu governo, sobretudo na área econômica. O presidente demora a perceber que sua posteridade está sendo moldada não no Ministério da Fazenda, mas na Polícia Federal. Ao autorizar a terceira prorrogação do inquérito sobre portos, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, deu indicações de que a chapa de Temer, que já está quente, vai ferver.

Como de praxe, Barroso requisitou o parecer da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de prorrogação feito pelo delegado Cleyber Malta Lopes. Mas como o Judiciário estará em férias no mês de julho, o ministro liberou o delegado para aprofundar as diligências antes mesmo da manifestação da procuradora Raquel Dodge. Fez isso, segundo escreveu, por conta da “substanciosa petição” que recebeu da PF, “com um conjunto relevante de informações”.

Além de sinalizar que a PF obteve avanços notáveis, Barroso providenciou uma rara blindagem. Anotou em seu despacho que , pela lei, o delegado investiga Temer não pode ser retirado do caso senão por justificado interesse público. A blindagem não é gratuita. Além de apalpar extratos bancários de Temer, o delegado levou sua investigação para dentro da casa de Maristela Temer, a filha do presidente. De resto, ilumina os calcanhares de João Batista Lima, apontado como operador de propinas do presidente.

A posteridade tornou-se um lugar inseguro para Temer. Não há indicador econômico capaz de atenuar os dissabores de uma visita matutina dos rapazes da Polícia Federal.

Gilmar arquiva ação que tentava suspender prisão em 2ª instância - Por o Antagonista.

Gilmar Mendes mandou arquivar a ação do PT e do PC do B que pedia liminar para que os tribunais de todo o país suspendessem as decisões que determinaram prisão após condenação em segunda instância, informa o site Jota.

Os partidos entraram ontem no Supremo com uma ADPF (arguição de descumprimento de preceito fundamental), em face de “ato omissivo” de Cármen Lúcia.

Eles queriam que a presidente do STF levasse a julgamento a ADC 54 — que, trocando em miúdos, poderia resultar em tirar Lula da cadeia.

Mais uma tentativa do PT e de seus satélites deu com os burros n’água. Melhor para o Brasil.

COM JEITO VAI - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares.

Contra a Sérvia, o Brasil venceu por 2 X 0, com um jeito mais maneiro de jogar.

Como quem controla a bola consegue o controle do tempo, as coisas correram como a seleção quis.

Futebol se joga com a cabeça, segundo Cruyff. Mais cadência e menos pressão.

Houve uma variação de jogadas pela esquerda, principalmente com Neymar, e pelo centro, com Paulinho e Philippe Coutinho.

Pela direita, infelizmente, Willian ainda não aprumou o xote.
Gabriel é outro que ainda não deslanchou.
Os alas, Fagner e Felipe Luiz, que substituiu Marcelo, aos nove minutos do primeiro tempo, tiveram ações contidas.
O passe de Philippe Coutinho para Paulinho abrir a contagem, aos 35 minutos, foi obra de solista.
Por sinal, a seleção não tem um meia com características de armador para produzir uma jogada como a de Philippe Coutinho. Fazer o quê?
Neymar, sem ser caçado como no último jogo, fez boa partida sem os faniquitos de hábito.
Pareceu feliz com a vida, embora perdendo muitas chances der marcar.
No segundo tempo, ao diminuir o ritmo de jogo, o time brasileiro passou algumas aflições que não estavam no script.
Alisson soltou uma bola cruzada pelo ataque Sérvio e Mitrovic jogou em cima da zaga brasileira, aos 10 minutos.
Animada, a Sérvia chegou a seguir em duas oportunidades, com Sergej, aos 19 minutos, e Mitrovic, cabeceando livre de marcação, aos 20 minutos.
O sérvios só sossegaram o facho quando Tiago Silva, no primeiro pau, de cabeça, botou para dentro um escanteio cobrado por Neymar, aos 22 minutos.
O que se seguiu foi uma disputa entre Neymar e o goleiro Stojkovic, em várias situações que o jogador criou para marcar.
Vitória tranqüila, contrariando expectativas de jogo mais dificil.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Lobos Internos


Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça : "Deixe-me contar-lhe uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que aprontaram tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".E ele continuou:

"É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta. Mas, o outro lobo, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma. Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:

"Qual deles vence, vovô?"

O Avô sorriu e respondeu baixinho:

"Aquele que eu alimento mais freqüentemente".

Caririensidade - por Armando Lopes Rafael



Soldadinho do Araripe: a ave símbolo da Caririensidade
     Esta espécie, cujo nome científico é Antilophia bokermanni, é um pássaro que só existe nas encostas da Chapada do Araripe. Trata-se da única ave endêmica do Ceará, ou seja, das mais de 460 espécies que encontramos no nosso Estado, o Soldadinho do Araripe é a única exclusiva do Ceará. Por isso, tornou-se o símbolo para a conservação da Floresta Nacional do Araripe–Flona.

   As riquezas e as diversidades naturais e culturais fazem do Cariri um oásis no centro da região Nordeste brasileira. A água que é armazenada – na temporada das chuvas –, em reservatórios subterrâneos na Chapada do Araripe, desce depois pelas encostas, formando algumas nascentes. E se transforma numa água límpida e cristalina, que se derrama entre a mata e o sopé da chapada, formando – parte inferior da encosta –  tapetes verdes de bela vegetação.  Em torno desses tapetes surgem pequenos regatos. Fica aí o habitat do Soldadinho do Araripe, uma ave ameaçada e extinção. O Soldadinho do Araripe tornou-se um ícone, uma imagem da caririensidade! E está sendo usado como apelo contra a devastação das florestas da nossa Chapada; contra o mau uso das águas das nascentes; em favor da defesa do meio ambiente.


Três locais onde se produz a cultura popular em Juazeiro do Norte
    Padre  Cícero dizia, ao seu tempo, que toda casa de Juazeiro do Norte deveria ser uma santuário de oração e uma oficina de trabalho. Mudaram os tempos. Mas para quem quiser comprar o rico artesanato da Terra do Padre Cícero, abaixo 3 dicas:
1 – Centro de Cultura Popular Mestre Noza. Um verdadeiro passeio pela essência do imaginário da cultura caririense, onde você pode acompanhar ao vivo o ofício de vários artesãos.
2 – Associação dos Artesão da Mãe das Dores. Espaço onde artesãos criam e comercializam objetos de decoração e utensílios belíssimos, feitos a partir de palha de milho e carnaúba.
3 – Grupo Genipoarte. Composto por uma família de artesãos, o grupo produz m lindo e rico artesanato utilizando palhas de milho, confeccionando móveis, sandálias, bolsas e decorações.

História: 180 anos da expedição de George Gardner ao Cariri
     Desde 1838, há 180 anos, a região do Cariri era objeto de interesse por parte de cientistas. Padre Cícero ainda nem tinha  nascido. George Gardner (médico naturalista, botânico memorialista, intelectual pesquisador, escritor, ensaísta e cientista inglês) – nascido em Glasgow, Escócia –  passou cinco meses no Cariri fazendo estudos sobre a flora, fauna, reservas paleontológicas e aspectos sociológicos, do então Império do Brasil, uma nação respeitada àquela época.  
  
     Após explorar os arredores de Crato (àquela época já existia a aldeia do Joaseiro, erguida em torno da capelinha de Nossa Senhora das Dores, esta construída pelo Pe. Pedro Ribeiro), Gardner incursionou por outros sítios da Chapada do Araripe, como a Vila da Barra do Jardim (hoje cidade de Jardim). Esta havia sido emancipada de Crato em 3 de janeiro de 1816, através de decreto assinado por Dom João VI, Príncipe Regente do Reino de Portugal, Brasil e Algarves.


Uma amostra dos escritos de George Gardner
    Interessante ler as primeiras impressões que Gardner escreveu sobre sua chegada a Crato depois de ter viajado – várias semanas – pelo sertão semiárido do interior cearense:
“Impossível descrever o deleite que senti, ao entrar neste distrito, comparativamente rico e risonho, depois de marchar mais de trezentas milhas através de uma região que, naquela estação, era pouco melhor que um deserto.
 A tarde era das mais belas que me lembra de ter visto, com o sol a sumir-se em grande esplendor por trás da Serra do Araripe, longa cadeia de montanhas, a cerca de uma légua para Oeste da Vila, e o frescor da região parece tirar aos seus raios o ardor que pouco antes do poente é tão opressivo ao viajante, nas terras baixas. 
A beleza da noite, a doçura revigorante da atmosfera, a riqueza da paisagem, tão diferente de quanto, havia pouco, houvera visto, tudo tendia a gerar uma exultação de espírito, que só experimenta o amante da natureza e que, em vão eu desejava fosse duradoura, porque me sentia não só em harmonia comigo mesmo, mas “em paz com tudo em torno”.
    

BRASIL DO CAI-CAI - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares


Não é a dicotomia esquerda e direita que divide o Brasil.
O país é dividido em avanço (imperceptível) e atraso. Mais o último do que o primeiro.
Os canalhas continuam se dando bem. Os homens de bem esperam um bom tempo que nunca chega.
O espanto parece ser um simulacro.Simulação é um problema de caráter. Os campos de futebol que o digam.
Partidos fisiológicos jogam com “regulamento” debaixo do braço.
Ninguém vigia os vigilantes. Que um poder celestial não salve apenas o rei.
Piedade para os vassalos.

Bolsonaro em Fortaleza – por Armando Lopes Rafael

A multidão que foi recepcionar Bolsonaro em Fortaleza
foi tão grande que muita gente não coube no interior do Aeroporto

 Convenhamos que “nunca antes na (triste) história republicana” tivemos uma eleição presidencial que despertasse tão pouco interesse por parte da população brasileira. Mas, como afirmou um editorial do Estadão: “Apesar de toda a decepção dos brasileiros com a política, o abandono dela não é a solução. Na verdade, é a raiz de muitos males”.

    Por isso, acompanho – com pouco interesse, é verdade – notícias sobre os candidatos à Presidência da República, pois a maioria deles não motiva nenhuma empolgação por parte do povo. No entanto, um candidato  – o único que tem arrebanhado alguma presença de público –é um capitão do Exército brasileiro: Jair Bolsonaro. Ele é o saco de pancadas dos concorrentes e da mídia. Na verdade, não está à altura do elevado cargo, principalmente neste caos administrativo porque passa o Brasil, que requer um presidente com estatura de Estadista. Mas, talvez, porque não mente e tem respostas rápidas e sinceras para tudo, Bolsonaro continua há meses subindo nas pesquisas.

      Ontem, 28 de junho, ele esteve em Fortaleza. O Aeroporto da capital cearense recebeu o maior público da sua história, com uma multidão – formada principalmente por jovens – que se aboletava por todos os espaços aos gritos de “mito”, portando bandeiras do Brasil e muito entusiasmo. Depois da apoteótica recepção, Bolsonaro concedeu entrevista à imprensa. Eis duas respostas, ditas no evento, que seleciono para mostrar o estilo Bolsonaro:

– Repórter: Por que o Sr. não está respondendo aos ataques contundentes do candidato Ciro Gomes a sua pessoa?
– Bolsonaro: “Porque não sou psiquiatra. Com todo respeito: a gente vai conversar com doido”? E acrescentou: ““Um elemento que disse há pouco que a Venezuela é uma democracia assim como os EUA? Tem que dar risada. Vai debater o quê? É a favor do Estatuto do Desarmamento, mas vai receber o Moro na bala? ”, ironizou.
– Repórter: Como o Sr. vai governar com os atuais ministros do Supremo Tribunal Federal?
– Bolsonaro: “O Supremo é outro problema, é outra história. (Se eu for eleito) vamos passar pra (contar) 21 (ministros) pra gente botar lá dez (juízes) do nível do Sérgio Moro. Pra poder termos a maioria lá dentro. Governar com um Supremo desses aí é complicado”, avaliou. “Isso pra você ter um Supremo que não envergonhe a população brasileira”.

       São essas reações que estão fazendo o deputado Bolsonaro crescer. Se ele é a pessoa indicada para enfrentar o caos da política-administrativa do Brasil tenho lá minhas dúvidas. Mas ninguém pode acusa-lo de ser corrupto ou demagogo. E muita gente anda dizendo que este ano temos de votar no “menos ruim” dentre os candidatos que estão na disputa...
       

O FUTEBOL DÁ. O FUTEBOL TIRA - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares

Não é à toa que, numa decisão de Copa do Mundo, quase três bilhões de pessoas param para assistir um jogo de futebol.

“Quem não gosta de futebol é um idiota que baba na gravata”, afirmava Nelson Rodrigues.
E acrescentava: “Uma baba bovina e elástica”.

Há uma complementação na frase, por conta do escriba, mas dentro do contexto. Nas grandes partidas, confirmava o dramaturgo: “Os mortos deixam suas tumbas e comparecem aos estádios”.

Principalmente, os mais conhecidos personagens de suas gostosas crônicas – o Sobrenatural de Almeida e o Gravatinha.
Um ajudava, o Gravatinha. O outro, o Sobrenatural de Almeida, atrapalhava.
No futebol, asseverava, “cego é o que só vê a bola”.

Tudo a ver com os mistérios que envolvem a modalidade esportiva mais apreciada do mundo. Nas discussões, muitas delas sem lógica, sustenta-se que o futebol não tem lógica, 
mas ela sempre prevalece.

Ontem, para robustecer mais ainda esse debate, o futebol aprontou mais uma das suas – a desclassificação da Alemanha, logo diante de um adversário sem tradição no futebol.

A pequenina Coréia do Sul enfiou 2 X 0 nos atuais campeões do mundo e balançou todas as casas de apostas em torno da competição.

Me desculpem o pobre aforismo: “No futebol, pangaré ganha de puro sangue”.  Isso faz parte da essência do ludopédio, que manda dizer que o futebol dá, e o mesmo futebol, tira.

A poderosa Alemanha, detentora de quatro títulos mundiais, teve a “primazia” de nos humilhar com os 7 X 1 do Mineirão.

Essa mesma força, até mais remoçada, pagou com o próprio veneno da humilhação a dor que nos causou.

É fascinante esse lado que só o futebol proporciona – uma pequena ou emergente força dobra uma potencia consagrada. É do jogo.

Só tem uma receita: ir em frente e dobrar a esquina, pois a vida não é nada mais do que dobrar esquinas, uma após a outra, até que se dobre a última.

Tenho uma remotíssima impressão de que a frase é minha, embora não pareça. Se é uma apropriação: “Let it be”(“Deixa estar”)

Tempos outros, outros homens - Por Antônio Morais.


Foto - Da direita para esquerda: prefeito do Crato, Pedro Felício, prefeito de Juazeiro José Teófilo Machado, Presidente da República Castelo Branco, demais autoridades.

O primeiro Presidente da Republica do regime militar, da revolução de 1964, da ditadura, Humberto de Alencar Castelo Branco visitou o Crato durante seu mandato.

O Prefeito municipal Pedro Felício Cavalcante, escalou o nobre professor José do Vale Arraes Feitosa para saudá-lo. 

José do Vale recusou o convite em solidariedade ao Dr. Miguel Arraes, de quem era amigo, governador de Pernambuco, cassado e exilado pelo regime de então.

Atitude altaneira, corajosa e desassombrada de um homem de índole boa, caráter refinado, decência e honradez esmeradas, qualidades nascidas do berço. 

Qual dos beija mãos de hoje seria capaz de uma atitude nobre dessas?

Coisas da "Ré Pública"

Advogados de Lula tentam evitar que plenário do STF julgue inelegibilidade
Em embargos de declaração ao ministro Edson Fachin, defensores do petista ressaltam que pediram apenas que a liberdade dele seja restabelecida
Por Agência Brasil /Site VEJA
 O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula (Diego Vara/Reuters)

Nesta quinta-feira, 27, Edson Fachin liberou para julgamento no plenário do STF o pedido da defesa de Lula, ignorando o prazo de 15 dias dado por ele próprio para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O pleno do Supremo se reunirá pela última vez antes do recesso do Judiciário nesta sexta-feira, 29, às 9h. Até o momento, no entanto, a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, não incluiu a ação do petista na pauta.

Lula foi condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP) e teve a pena executada pelo juiz federal Sergio Moro após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça, conforme definiu o STF.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu nesta quinta-feira, 28, ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para evitar que o plenário julgue a questão da inelegibilidade do petista na eleição de outubro deste ano. Condenado em segunda instância na Operação Lava Jato, Lula deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e só concorrerá caso consiga uma liminar da Justiça.

Em embargos de declaração protocolados no início da noite, os advogados informam que pediram à Segunda Turma a liberdade de Lula, e não uma decisão sobre a candidatura deste à Presidência da República. Na sexta-feira (22), Fachin enviou pedido de liberdade ou prisão domiciliar do ex-presidente para julgamento pelo plenário, e não no colegiado, como queria a defesa. Ao justificar o envio, o relator da Lava Jato no STF alegou que a questão deve ser tratada pelo pleno da Corte por passar pela análise do trecho da Lei da Ficha Limpa que prevê a suspensão da inelegibilidade “sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal”.

Segundo a defesa de Lula, a análise da questão não foi solicitada, e Fachin deve rever sua justificativa.“O embargante requereu exclusivamente a suspensão dos efeitos dos acórdãos proferidos pelo Tribunal de Apelação para restabelecer sua liberdade plena. A petição inicial, nesse sentido, é de hialina [límpida] clareza ao requerer o efeito suspensivo para impedir a “execução provisória da pena até o julgamento final do caso pelo Supremo Tribunal Federal”, sustentou a defesa.

Em delação, Palocci diz que pré-sal despertou lado sombrio de Lula - Por o Antagonista, Claudio Dantas.


Um dos principais capítulos da delação premiada, firmada por Antonio Palocci com a Polícia Federal, diz respeito à Sete Brasil, empresa criada para “intermediar” a construção e operação de sondas do pré-sal.
O Antagonista apurou que a narrativa de Palocci é complementar – e rica em detalhes – às delações de Renato Duque e Pedro Barusco.
O ex-ministro confirmou que Lula deveria receber mais de US$ 130 milhões em propina pelo esquema, ou seja, quase meio bilhão de reais.
Segundo Palocci, “a descoberta do pré-sal despertou o lado sombrio de Lula”.
Nas palavras do ex-ministro, o então presidente fez questão de comandar pessoalmente o esquema de corrupção.
Partiu de Lula, por exemplo, a ordem para que os fundos de pensão (Funcef, Petros, Valia, e Previ) aportassem bilhões na constituição da empresa – que também recebeu aportes dos bancos Santander, BTG Pactual, Bradesco, de fundos privados e, claro, da Petrobras.
Os bilhões que deveriam financiar a construção de navios-sonda em estaleiros no Brasil, porém, foram escoados para o propinodutto por meio de uma complexa engenharia financeira, que envolveu uma ampla rede de offshores.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Educandário Santa Inês, Elisa Gomes Correia - Por Antônio Morais.


Em algum momento da vida nosso pensamento fica preso ás recordações ou associações de ideias, fatos e coisas do passado.

É interessante notar que, embora queiramos afasta-las, são as mais tristes que vêm a nossa mente com maior insistência.

Nessas horas o jeito é tentar se convencer disto: o que passou, passou. E ocuparmo-nos com alguma atividade: Leitura, diversão.... E por que não rezarmos?

Quanta gente se destina a ser infeliz por besteiras e vaidades, depois chora e lamenta que o mundo é mau, que as pessoas são fingidas.

As pedras no caminho tem o mesmo peso e tamanho para todos. Mas somente os que tem fé é que sentem-se fortes espiritualmente; por isso não se atemorizam.

A fé e o pensamento positivo ajudam a criar, dentro e fora da pessoa, uma atmosfera leve, tranquila e favorável.

Libertar Lula seria afronta a decisão de turma do Supremo

Fonte: coluna de Mônica Bergamo, na "Folha de S.Paulo", 28-06-2018.
A ideia de que Lula poderia ter sido libertado é ilusória; plenário já tinha legitimado prisão do petista ao negar habeas corpus
A ideia de que Lula poderia ter sido libertado pela 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) se seu caso tivesse sido julgado na terça (26), junto com o de José Dirceu e outros, é ilusória: a ele teria sido concedida, no máximo, a prisão domiciliar.

JÁ ERA 
A diferença entre o caso do ex-presidente e os demais que foram analisados na terça é que o plenário do STF já tinha considerado a prisão legítima ao negar a ele o habeas corpus que poderia tê-la evitado, em abril. Decidir em sentido oposto, neste caso, seria, sim, uma afronta à decisão colegiada de toda a corte, diz um integrante da 2ª Turma.

PRIMEIRO ANDAR O mesmo magistrado afirma que o caso de Dirceu, por exemplo, é diferente porque nunca tinha sido apreciado pelo plenário.

ESTACA
E o apego de Lula à ideia de que só deve aceitar a liberdade, rejeitando a prisão domiciliar, pode complicar a situação dele caso o STF não reveja a autorização para prisões depois de condenação em segunda instância. Em setembro, a ministra Cármen Lúcia passará a integrar a 2ª Turma do STF, dificultando a formação de uma maioria liberal e pró-réu no grupo.

ESTACA 2 
“Mais tarde, nem para casa ele vai”, diz um magistrado do colegiado, ressalvando mais uma vez que a situação será diferente caso o plenário mude o entendimento sobre prisões após a condenação em segundo grau.

TRIBUTO AO PAI - Por Maria Luzia Gregorio Oliveira.

ANTÔNIO GONÇALVES DE OLIVEIRA FILHO 

Dentre tantos sonhos do meu pai Romildo um era de morar em Várzea alegre, ele nunca saiu aqui de verdade o principal sempre ficava o coração,entre idas e vindas ele ia para o sitio rosário e se punha a sonhar,construir uma casa pra ver o sol nascer sentado na varanda parece ate frase de música mas esse era o sonho dele,viver num lugar onde silencio e a paz fizesse parte assim como a grande arvore em frente a casa.

Era um sonho simples e ate bucólico porque ele era assim simples como o sol quando nasce ou morre,ou como uma chuva fininha que teima em cair quando o menino que ir brincar ou simplesmente o som da vaca no curral com seu mugido estranho..me pergunto hoje onde ficaram os teus sonhos meu pai o que foi feito da tua voz que cantarolava a mais doce cancão numa noite de lindas estrelas?

O que foi feito da tua pele tão macia e tão branca que cruel é a morte que nos leva aquilo que nos é mais caro ,que nos completa nos ensina,é assim que me sinto órfão de ti ,buscando nas lembrança não esquecer tua linda imagem que até isso o tempo se encarrega de fazer.meu pai lindo como uma linda noite de verão.......suave como um canto de um pássaro.......triste como a mais triste das saudades a ti meu pai dedico o que ainda me resta de vida os meus filhos e os meus sonhos ave Romildo.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Seleção nota 10, anos 60 - Por Antônio Morais


Agachados da esquerda para  direita - Macário de Brito Monteiro, Kleber Calou, Ariovaldo Carvalho,  não identificado, Cândido Figueiredo, José Justino de Oliveira,  Tarcísio Leitin.

Semi-agachados na mesma direção : Derval Peixoto, Juvêncio Mariano, Orestes Costa, Dr. Gutembergue Sobreira,  Wilson Babilônia, 

Em pé por trás - Hubert Boris, Chico Bezerra, Joaquim Pinheiro  da Bucaina, Elisio Nogueira, Gessy Leandro Correia,. Luiz de Borga Maranhão, José Maria da Cruz, Antonio Leitin, Felipe Ribeiro.

076 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Foto de família.

Família de Ana Alves de Morais, Nanã. Da esquerda para direita:  Leó, Careca, Verônica, Raimundinho, Dulce, Tia Ana com Golberi nos braços, Dedê, Toinha, Luiz Diniz, Ana Maria, Afonsina, Franquinha, Antônio, Francisca, Joaquim Ézio.
Sentados :
Francinez, Antônio Gérson ( Pirocha ), Hudson e Luiz Junior.

Trata da solenidade de batizado do Golbery filho da Dulce. Década de 70 do seculo passado.

OPORTUNISMO - Por Wilton Bezerra


Democratas e ditadores sempre quiseram usar o futebol para entorpecer a patuleia.

Atribuir à uma conquista de Copa do Mundo o amortecimento ou a solução de problemas cruciais que afetam o Brasil é de um cinismo à toda prova.
Futebol não serve para isso. Ainda bem. Ganhando ou perdendo na Rússia, tudo vai continuar do mesmo jeito.
A população brasileira vai continuar a ser submetida aos mesmos suplícios dos últimos anos.
Faço questão de repetir: os que mandam usam ou já usaram o futebol na tentativa de alienar.
O esporte mais popular da terra não é ópio ou outras besteiras que já foram ditas.
Futebol existe para sublimar instintos, para fruição dos sentimentos de alegria, tristeza, afetos, desespero ou felicidade.
O lúdico, o gosto pela disputa, a simulação de nossas possibilidades motoras e troca cultural, são outros elementos que compõem o ludopédio.
No futebol, aprendi mais sobre o Brasil do que em muitos livros de história.
O escritor Marcel Camus, que jogou futebol como goleiro, afirmou que foi na sua prática que conheceu tudo sobre a moralidade humana.
Não é sonora aos ouvidos dos que se servem do futebol a palavra moralidade.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Fachin mantém na cadeia a candidatura de Lula - Por Josias de Souza.

O PT olhava para o Supremo com olhos de Thomas Mann (1875-1955). Era como se o partido encontrasse ânimo numa frase do escritor alemão: “Uma das situações da vida mais cheias de esperanças é aquela em que estamos tão mal que já não poderíamos estar pior.” 

A cúpula petista esperava que Lula fosse colocado em liberdade nesta terça-feira, data em que seu encarceramento completa 80 dias. Mas o ministro Edson Fachin, relator do pedido, mostrou que há males que vêm para pior. Depois de cancelar o julgamento que ocorreria nesta terça, Fachin empurrou para depois do recesso do Judiciário a análise de um pedido de reconsideração que os advogados de Lula lhe entregaram nesta segunda-feira.

Ao despejar realidade sobre a esperança do PT, Fachin manteve a hipotética candidatura presidencial de Lula na cadeia. Metódico, o magistrado escondeu a chave até agosto. Fez isso ao conceder 15 dias à Procuradoria para se manifestar sobre o inconformismo da defesa de Lula. Na semana que vem, o Judiciário sairá em férias. Significa dizer que nada será julgado no mês de julho. Como que decidido a subverter o conceito de esperança que Thomas Mann acomodou nos lábios do protagonista do romance ‘As Confissões do Inspetor Felix Krull”, Fachin impôs ao PT uma penúltima maldade: transferiu o julgamento do recurso de Lula da Segunda Turma para o plenário do Supremo.

Na Segunda Turma, o relator da Lava Jato é um minoritário crônico. Num colegiado de cinco ministros, Fachin costuma perder de 1 a 4. Só de raro em raro ele obtém um revés mais brando, de 2 a 3. Por isso, passou a cultivar o hábito de jogar as batatas mais quentes sobre o plenário da Corte, onde há 11 colos togados. Fez isso, por exemplo, no julgamento do habeas corpus que tentava impedir a prisão de Lula. Prevaleceu por 6 a 5. Parece pouca coisa. Mas foi graças a essa maioria mixuruca que Sergio Moro expediu a ordem que transformou Lula no primeiro ex-presidente da história a ser preso por corrupção.

A defesa de Lula pleiteia a suspensão dos efeitos da sentença que condenou o ex-mito petista a 12 anos e 1 mês de cadeia. Pede também que o suposto presidenciável possa fazer campanha enquanto aguarda em liberdade pelo julgamento do mérito do recurso. O TRF-4 decidiu na sexta-feira que o recurso não é admissível. Por isso Fachin cancelou o julgamento desta terça. Ao empurrar a encrenca para agosto, o ministro dificulta a coreografia que o PT idealizara para o seu candidato cenográfico.

O PT terá de requerer até 15 de agosto o registro da candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral. A Lei da Ficha Limpa torna inelegíveis os condenados em segunda instância, como Lula. Ao manter o personagem na cadeia, Fachin evita que os comícios de um candidato ficha-suja constranjam a Justiça Eleitoral. Terminado o recesso do meio do ano, caberá à presidente do Supremo, Cármen Lúcia, marcar a data do julgamento do recurso de Lula. Se quiser, a ministra pode atrasar o relógio do STF até que o TSE se pronuncie sobre a candidatura de Lula. Nessa hipótese, o PT descobriria que, diferentemente do que imaginava Thomas Mann, a esperança é a última que mata.

Datena é tratado pelo DEM como um novo Huck - Por Josias de Souza.



Decidido a convencer o apresentador José Luiz Datena a trocar seu programa dominical na TV Bandeirantes pela urna eletrônica, o DEM realiza a toque de caixa uma pesquisa qualitativa. Deseja testar a receptividade eleitoral do personagem. Um dirigente do partido disse ao blog na noite desta segunda-feira:

1) Na avaliação do partido, Datena pode desempenhar na campanha de 2018 o papel de “outsider” que Luciano Huck recusou.

2) Em conversas preliminares, o DEM informou a Datena que a candidatura ao Senado por São Paulo não é sua única opção. A legenda se dispõe a lançá-lo até mesmo como uma alternativa presidencial.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Alemanha - Por Wilton Bezerra


Há quem não veja nada de interessante no jogo coletivo.
Pelas bandas de cá, onde o futebol foi fundado nas individualidades de Garrincha, Pelé e outros gênios da bola, certas resistências apontavam o futebol solidário como uma maldição.

“Uma sistematização limitadora do talento individual”, vociferavam.
Quem assistiu Alemanha 2 Suécia 1, deve ter se convencido de que o modelo de jogo dos campeões do mundo, baseado no protagonismo coletivo, é bonito de se ver e não tira o brilho individual de um Boateng, de um Kross, por exemplo.

A Suécia, admirável adversário, montou-se num esquema de contragolpes e proporcionou um duelo de gigantes.

Vindos de uma derrota para o México por 1 X 0, os alemães sofreram o primeiro gol e nem assim perderam o maior controle da bola e do tempo.

Fizeram a bola girar, em viradas de jogo, ocuparam permanentemente os espaços no campo sueco, mesmo correndo o risco do contragolpe, e insistiram em tabelas nos curtos espaços da defesa adversária.

Método e repetição nas tramas de um time forte, técnica e fisicamente.
E viraram o jogo para 2 X 1, de maneira dramática.

O gol da vitória numa cobrança de falta planejada, através de Kross, foi um desses momentos imperdíveis do futebol.
Triunfo espetacular sem irritação ou murros na bola.


Lembrei-me deu uma máxima do genial Cruyff: “Qualidade sem resultado não tem sentido; resultado sem qualidade não tem graça”.

O Brasil e a copa - Por Antônio Morais.


Até o momento o Brasil marcou a copa em três episódios : 

Primeiro - O mal caráter dos torcedores no caso dos vídeos,  assédio e machismo. Não tentem justificar que eram negros pobres das favelas da periferia das grandes cidades. Era gente granfina, cheia de grana, mal educada, mal caráter e sem noção de respeito com o Brasil. 

Segundo - O choro teatral do Newmar, seria muito vergonhoso se ele tivesse vergonha, um monstro como disse, um dia, o treinador Renê Simões.  Humildade zero.

Terceiro - E, por fim o pênalti escandaloso no Tite, que o juiz não marcou. Derrubaram o homem e pisotearam.

domingo, 24 de junho de 2018

POR MEDO DO VEXAME - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares



Já imaginaram o vexame que seria um segundo empate do Brasil na Copa, diante do fraco time da Costa Rica ?
Realizando um primeiro tempo parecido (ou pior) com o do primeiro jogo frente à Suíça, foi o medo de uma situação vexaminosa o motor que moveu a seleção brasileira na segunda etapa da partida de hoje.
As jogadas concentradas do lado esquerdo, com Marcelo, Neymar e Felipe Coutinho, não encontravam a “solucionática”, como diria Dario, o “peito de aço”.
Paulinho, influindo pouco, e Willian, muito mal, não faziam o meio e a extrema-direita.
A Costa Rica fazia a temida linha de cinco atrás e uma outra, de quatro, mais à frente. 
Urena que se virasse sozinho, mais adiantado.
Podia se dizer que o Brasil era melhor. Só que ser melhor em campo não significa jogar bem.
Faltava rapidez e maior concatenação nas tramas. Neymar, como sempre, recebendo faltas sucessivas.
Aliás, quem está pegando moleza de marcação, até desleal, nesta Copa?
Com uma enorme sombra de preocupação, partiu-se para o segundo tempo.
A ordem de Tite, no vestiário, deve ter sido no sentido de suar, para valer, todas camisas.
Douglas Costa, canhoto pela direita, substituiu William.
Me ocorreu que o time brasileiro praticou uma invenção da Holanda na Copa de 1974, uma espécie de “blitzkrieg”.
Essa ação corresponde ao resultado de uma pressão, com adiantamento das linhas, para impedir que o adversário tenha condições de se recompor depois de atacado.
E, aí, o jogo foi guindado à categoria de drama. Como os que encontramos pelos nossos caminhos. Por isso, já se disse que o futebol é um jogo da vida maior que nós.
Firmino entrou no posto de Paulinho, aos 22 minutos. Num saco só, se juntou bola na trave, gol perdido, irritação, simulação de penalidade por Neymar e uma chance jogada fora, que o fez enrolar o rosto com a camisa.
Certamente, que a emoção causou uma produção em massa de cabelos brancos na cabeça do torcedor brasileiro.
Quando o tempo normal já era ultrapassado em 24 segundos, creio, Felipe Coutinho, agradecendo à disputa de jogada de Casemiro e a participação de Gabriel de Jesus, de bico, colocou entre as pernas de Navas e marcou o gol libertador.
A trama foi mais ampla, com as participações de Marcelo e Firmino.
O gol de Neymar, aos 52 minutos, recebendo passe de Douglas Costa, foi o acabamento que se restava fazer.
No final, o craque desabou num choro de bezerro desmamado e fez Brasil chorar.
Ninguém é de ferro para agüentar toneladas de pressão. Vitória da alma desesperada e do coração aos pulos, longe de ser a “aula de futebol”, como afirmou Tite.
Por falar no treinador, houve pênalti em cima dele, que o juiz não marcou. Foi derrubado, sim.

Caririensidade 1 -- por Armando Lopes Rafael

Chapada do Araripe que circunda algumas cidades do Vale do Cariri. Araripe é uma palavra indígena que significa: "lugar onde surge o sol"

    Focalizaremos nesta coluna, hoje iniciada – sob o título de Caririensidade – uma palavra derivada de Cariri, e aqui focalizaremos coisas pertencentes, ou relativas, à região do Cariri cearense.

Cariri, um patrimônio cultural do povo brasileiro
     O arquiteto Romeu Duarte Júnior escreveu, há algum tempo: “O território do complexo sedimentar do Araripe, envolvendo o vale do Cariri, é uma das mais extraordinárias regiões do nosso planeta. Situado no sul do Estado do Ceará, nordeste do Brasil, é caracterizado por exuberantes recursos naturais e um diverso e rico patrimônio cultural.

       No Cariri, as tradições ibéricas e negras mesclaram-se às indígenas, resultando um painel mestiço, evocativo da cultura brasileira. Cantadores, cordelistas, poetas, intelectuais, artesãos, brincantes, músicos, dançarinos, penitentes e romeiros, todos contribuem com seus ofícios e expressões para o reconhecimento da região como destacada paisagem cultural do país. O acervo paleontológico do Cretáceo, um dos mais importantes do mundo, e a Floresta Nacional do Araripe, a primeira unidade de conservação da natureza do Brasil, ensinam-nos que a biodiversidade do Araripe é surpreendente e expressiva desde 120 milhões de anos”.

130 anos do Apostolado da Oração de Juazeiro do Norte
      Uma data que merece ser lembrada. Este ano o Apostolado da Oração de Juazeiro do Norte completará 130 anos de fundação.  O Apostolado da Oração é uma organização composta por leigos católicos cuja finalidade é a santificação pessoal e a evangelização. Teve origem na cidade de Vals, na França, em 03 de dezembro de 1844, por inspiração da espiritualidade dos Jesuítas, padres pertencentes à Companhia de Jesus, esta fundada por Santo Inácio de Loyola.
 
        Em 19 de outubro de 1888, quarenta e quatro anos depois da sua criação na Europa, quando nosso país ainda era o respeitado e digno Império do Brasil, o Apostolado da Oração surgiu em Juazeiro do Norte, fundado pelo Padre Cícero Romão Batista. Na solenidade da sua instalação em terras caririenses, foi rezada uma missa na então capela de Nossa Senhora das Dores, da aldeia do Joaseiro (grafia da época), pelo vigário de Missão Velha, Pe. Félix Arnaud, coadjuvado, no ato, pelos Padres Cícero e Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva. Este último seria nomeado em 1915 como primeiro Bispo da Diocese de Crato. Padre Cícero foi, naquela ocasião, designado como diretor do Apostolado da Oração de Juazeiro.

          130 anos se passaram. A capela de Nossa Senhora das Dores virou Basílica Menor, graças à iniciativa do 5º Bispo Diocesano de Crato, Dom Fernando Panico. Hoje Juazeiro do Norte e as demais cidades do Cariri cearense estão integradas ao processo da globalização, ou seja, inseridas em tempo real a toda a comunicação com os demais países do mundo, os quais ficaram entrelaçados irreversivelmente, a partir do final do século XX e nestes dezoito anos do século XXI.

TRABALHO - Por Antônio Ermírio de Morais.



Não criei meus filhos  com ar-condicionado no verão e calefação no inverno para que não se acostumem ao luxo fácil e a vida mansa.

O melhor que posso deixar para eles é educação e apego ao trabalho. Ganhar sem trabalhar pode ser bom para o bolso. Mas é péssimo para o caráter.

Um gênio só - Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares


Não que Messi nunca tenha feito nada pela seleção argentina. Mas fez, e continua fazendo, muito pouco.
No jogo contra a Croácia, o genial craque não pareceu interessado em procurar realizar a última Copa da sua vida de maneira consagradora.
Um astro como ele não pode apenas cumprir formalidades dentro de campo. E é o que tem acontecido.
Messi não consegue influir nas principais manobras do time e, ainda por cima, não pede a bola. Já em momento decisivo, cobrou mal a penalidade contra a Islândia. Na sua tristeza, dá a impressão de que não tem nada a ver com o jogo.
A Argentina, de má campanha, tem bons jogadores. Há, no entanto, uma pretensa barreira de incompatibilidade entre eles e Messi.
Mais ainda, é como se uma força estranha o impedisse de mover-se com a rapidez que possui.
Enfim, o seu olhar parece revelar o medo de alguma coisa que o assombra.
Algumas combinações apontam que ainda existe salvação para a Argentina dentro do seu grupo.
Quem sabe, continuaremos a ter um dos maiores jogadores do mundo dentro da Copa, em toda sua plenitude.
Se não, pior para a Copa.

Padroeiro dos Bandidos - Por Augusto Nunes.



Gilmar só aceita como prova a confissão do réu em texto manuscrito, com firma registrada em cartório e três cópias rubricadas pela mãe do delinquente

“Vou votar pela absolvição pela falta de provas suficientes para condenação. O caso foi estruturado apenas no depoimento de vários delatores, que se contradizem. 

O reforço de provas materiais é raquítico e inconclusivo”. (Gilmar Mendes, ministro da segunda turma do STF, na sessão que absolveu Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e o advogado Ernesto Kugler, confirmando que só aceita como prova a confissão de culpa do réu em texto manuscrito e assinado, com firma registrada em cartório e três cópias rubricadas pela mãe do delinquente)

090 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


CRATO - Por Alves de Oliveira - 04.09.1953.

Tanto me afiz bela urbe, à tua natureza
Pelos meus respirada, exuberante e pura.
Que, ausente dos teus céus, nas horas de ternura.
Afloras-me ao cismar, bem fadada princesa!

Venho as auras haurir-te. E ao ver-te, que leveza
Blandiciosa me invade, e se aviva, e perdura.
Sentindo-me ingressar na região da Fartura,
Sentindo-me extasiar na zona da beleza!

E o Cristo Redentor, e as torres, e a serena
Verdura a emoldurar-te... Em fim, para que a pena
Deslize no papel, feliz, ágil, fagueira.

Basta-me a aparição, na tarde que se encerra.
De uma casa a alvejar num côncavo da serra,
Ou o simples flabelar de um leque de palmeira.

O Antagonista - Por o Antagonista.


PT perde de virada.

A derrota por dois a zero nos acréscimos abateu a defesa de Lula.
“O PT terminou a semana com preocupação em relação ao futuro do ex-presidente Lula e com apreensão em relação ao conteúdo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci. Ambiente bem diferente do início da semana, quando os petistas pensavam ter iniciado uma virada na área jurídica.”


Lula perdeu de dois a zero nos acréscimos.

“Temos de reconhecer que o Brasil outra vez não jogou bem”, disse o comentarista esportivo Lula.
Nesta sexta-feira, Antonio Palocci teve seu acordo homologado pelo TRF-4 e o STF suspendeu o pedido de soltura do presidiário.
O Brasil jogou fantasticamente e Lula perdeu de dois a zero nos acréscimos.


Defesa de Lula se diz surpresa com decisão de Fachin.
José Roberto Batochio, um dos advogados de Lula, disse ao Estadão estar surpreso com a decisão de Edson Fachin de retirar da pauta o pedido de liberdade do presidiário.
“É absolutamente surpreendente”, declarou o advogado do petista.
Batochio afirmou ainda não ter tido acesso à decisão, mas, para ele, “dizer que o fato de ter sido negado o trânsito prejudica o pedido não tem cabimento”.

sábado, 23 de junho de 2018

Revista VEJA: Ciro versus Ciro

A idade não serenou o pedetista, cujos rompantes dificultam a formação de alianças e alimentam a indisposição do mercado à sua campanha

Publicado em VEJA de 27 de junho de 2018, edição nº 2588 -- Por Roberta Paduan
ALGUÉM ME SEGURA - Vereador do DEM, partido cobiçado para aliança com o PDT, é “capitãozinho do mato”, diz Ciro (Adriano Machado/Reuters)

Aberta a temporada de alianças partidárias, cada sigla busca seu par — e torce para não sobrar sozinha no altar. Para o PDT de Ciro Gomes, uma noiva vistosa seria o DEM, partido de centro, com uma bancada de 43 deputados no Congresso e potencial para abrir as portas à entrada de legendas do centrão, como PP e Solidariedade, com seus consequentes e preciosos minutos de TV. Diante disso — e na véspera de um jantar com caciques do DEM para falar precisamente da possibilidade de aliança —, o que fez Ciro? Insultou uma das lideranças do partido cobiçado, o vereador Fernando Holiday (é um “capitãozinho do mato”, segundo afirmou em entrevista à Rádio Jovem Pan, sugerindo que o político, mesmo sendo negro, não defende os interesses da população negra). Sem entrar no mérito da crítica a Holiday, é certo que xingar o irmão da noiva às vésperas de pedi-­la em casamento — e ainda abandonar intempestivamente um congresso de prefeitos porque não pôde falar durante o tempo que queria, como fez em Belo Horizonte na terça-­feira 19 — apenas reaviva as suspeitas de que Ciro segue sendo Ciro.

O destempero pode não levar ao naufrágio sua terceira candidatura presidencial, mas não ajuda a melhorar sua imagem junto a uns dos setores mais resistentes à sua candidatura, a elite empresarial. O chamado “mercado” se abespinha a cada declaração de Ciro sobre economia. Também na terça-­feira, Ciro afirmou que, se eleito, proporá que a reforma da Previdência seja feita por plebiscito — o que seria o fim da reforma, dada sua impopularidade. O pr­é-candidato, por sua vez, não perde uma oportunidade de, publicamente, desdenhar dos que o rejeitam (“rentistas e especuladores que não fabricam nem um pão nem geram emprego”). Prova de que a antipatia é mútua é a análise feita pelo Eurasia Group. Na classificação dos pré-­candidatos segundo o nível de risco que representam para a economia, a consultoria posicionou Ciro em último lugar, abaixo até mesmo do deputado Jair Bolsonaro, que vem fazendo um esforço danado para disfarçar suas convicções estatistas. “Ciro e o PT são os que têm o discurso mais hostil ao mercado”, diz Silvio Cascione, analista do Eurasia.

O pedetista tem afirmado que, caso ganhe, vai revogar contratos já assinados por empresas que arremataram blocos no pré-sal, desfazer a reforma trabalhista, acabar com o teto de gastos da União, romper os contratos de privatização da Eletrobras que venham a ser firmados e chegou a dizer que a gasolina estaria hoje abaixo dos 3 reais, se fosse o presidente. “O grande medo é que ele se torne uma Dilma 2”, resume o economista-­chefe de um banco que falou na condição de anonimato.

Com discurso belicoso em público, Ciro tem pedido à sua equipe que mantenha um tom mais ameno nos encontros a portas fechadas com os donos do dinheiro. “Seus assessores têm apresentado propostas que se baseiam no controle de gastos e na responsabilidade fiscal”, afirma o economista-­chefe de outra instituição financeira, que participou de uma apresentação da equipe de Ciro no Goldman Sachs. Mas a investida dos técnicos não tem conseguido aplacar o medo do setor. Disse um dos presentes à apresentação dos assessores do pedetista: “Eles se baseiam em feitos passados para projetar o que seria um governo futuro. Mas não contrariam as afirmações feitas publicamente pelo candidato”.

No que diz respeito ao passado, Ciro tem, sim, credenciais a apresentar ao mercado. Quando governador, não só promoveu ajuste fiscal nas contas do Ceará como recomprou a dívida do estado quinze anos antes do vencimento. Quando o Congresso aprovou, em 1997, socorro fiscal aos governos em apuros, o Ceará estava saudável e tinha apenas 114 milhões de reais em dívidas, um dos menores valores.

Sua incontinência verbal, porém, continua sendo um problema. A ala do DEM contrária a uma aproximação com o pedetista, por exemplo, rapidamente usou o episódio Holiday como pretexto para propagar críticas públicas ao presidenciável. O vice-líder do DEM na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, referiu-se a Ciro como “prostituto de partido”, citando as sete legendas pelas quais ele passou — e esquecendo-se de que, se isso definisse nível de prostituição, o Congresso seria um imenso prostíbulo. A atitude de Ciro também alimentou a ala do DEM entusiasta de uma aliança com Geraldo Alckmin, bem na semana em que o tucano pôs em funcionamento os motores de seu novo núcleo político. A função primordial do ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB-GO), que comanda o grupo, é levar o DEM para a órbita tucana e, assim, atrair outras legendas do centrão.

Recentemente, a equipe de Ciro teve acesso a uma pesquisa que mostra que 40% dos brasileiros nem sequer sabem quem ele é. E o último levantamento do Datafolha revelou que ele continua nos 10% de intenção de voto, abaixo de Marina Silva (Rede). Tudo somado, Ciro tem potencial para crescer. Mas está se equilibrando no discurso ambíguo para cativar os órfãos do ex-presidente Lula, de um lado, sem assustar os liberais do mercado, do outro. Equilibrar os polos já seria um desafio para um candidato com a cabeça fria. Para Ciro, o destemperado, é uma dificuldade adicional.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

FACHIN CANCELA JULGAMENTO DE PEDIDO DE LULA - Por o Antagonista.


Após a decisão do TRF-4 de negar recurso de Lula ao STF, Edson Fachin cancelou o julgamento do pedido de Lula para ser solto.

O ministro do STF considerou prejudicado o novo pedido de liberdade do hóspede da PF em Curitiba. 

A Segunda Turma analisaria o caso nesta terça-feira, dia 26.


DELAÇÃO DE PALOCCI É HOMOLOGADA - Por O Antagonista.


O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, homologou a delação premiada de Antonio Palocci, informa Bela Megale em O Globo.

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil dos governos petistas firmou um acordo pontual com a Polícia Federal, sem o envolvimento de autoridades com foro privilegiado, depois de não conseguir fechar colaboração com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Os termos do acordo firmado com a PF e agora homologados pela Justiça ainda estão sob sigilo.

138 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Lila Macedo, um varzealegrense da Extrema.

Luiz Salviano de Macedo, Lila Macedo, de passagem por uma barraca na Exposição do Crato tomou um lapada de pinga e sem a permissão da dona, tirou o testo da panela de mucunzá, pegou um pedaço de linguiça e jogou na boca. A linguiça estava uma brasa, ele não suportando soltou novamente na panela e a dentadura foi junto.

Lila pegou uma colher de pau, e, enquanto procurava a dentadura, a mulher chamava a policia. Lila mexia e trazia na colher um mocotó, um pedaço de linguiça ou uma costela de porco. Até que trouxe a dentadura. Colocou-a na boca, deu uma arrumada na bicha e disse : Mais que "mucunzazim" mais gostoso!

A policia chegou e começou a cu de boi. Dr. Henrique Costa, primo de Lila era o presidente da Comissão Geral da Exposição naquele ano, se aproximou da mulher e pagou o mucunzá.

Foi então, que o Lila deu de garra da panela, botou  em cima de uma mesa e meteu a gritar: quem quer mucunzá, é de graça, hoje é por minha conta.

A negrada fez o "rodoró" em torno da mesa, cada um tirava uma porção e comia.

Serviam-se com a mesma colher, até que a dona da barraca disso a toda voz: 

Esse safado é muito é do sem vergonha, seboso, porco ele jogou a dentadura dentro da panela foi de proposito, ele merecia era uma boa surra.

Faltou lugar para a cabroada  vomitar.

E, diante daquela "vomitação" toda, Lila perguntava :

Oxente, o que foi? O mucunzá fez mal a vocês?

Defesa de Lula diverge sobre a prisão domiciliar - Por Josias de Souza.


Lula deveria informar aos seus advogados se está ou não interessado em trocar a cana especial de Curitiba pela prisão domiciliar. Sepúlveda Pertence, seu advogado de Brasília, informou ao Supremo que sim. Cristiano Zanin, seu defensor de São Paulo, assegurou que não. Os defensores do pajé do PT ficaram zonzos às vésperas do julgamento de mais um recurso do condenado, dessa vez na Segunda Turma do Supremo, na próxima terça-feira.

O pedido de prisão domiciliar foi incluído num memorial entregue nesta quinta-feira aos ministros do Supremo. Seria uma providência alternativa, para o caso de ser indeferido o pedido de liberdade para Lula, preso desde 7 de abril. Ex-presidente da Suprema Corte, Sepúlveda Pertence esteve no tribunal. Conversou com ministros, entre eles Edson Fachin, o relator da causa.

Pouco antes da meia-noite, às 23h19, Cristiano Zanin emitiu uma nota para informar que a prisão domiciliar é uma carta que não consta do seu baralho. Diz o texto: “O ex-presidente Lula está pedindo nos recursos dirigidos aos tribunais superiores o restabelecimento de sua liberdade plena, porque ele jamais praticou qualquer ato ilícito.”

Sem mencionar o nome de Pertence, Zanin acrescentou: “A condenação imposta ao ex-presidente pelo juiz Sérgio Moro e pelo TRF-4 afronta a Constituição Federal e a lei. A defesa de Lula não apresentou ao STF ou a qualquer outro tribunal pedido de prisão domiciliar.”

O texto arremata: “A defesa de Lula pedirá amanhã (22/06) à vice-presidência do TRF-4 que não pratique qualquer ato que possa configurar tratamento diferenciado ou que possa prejudicar o julgamento que o STF fará na próxima terça-feira (26/06)”.

Desde que Sepúlveda Pertence foi contratado para reforçar a defesa de Lula nos tribunais brasilienses que se afirma que ele jamais discute com Cristiano Zanin. Vai ficando demonstrado que, na verdade, eles nem se falam.


137 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Hoje um museu, com distinção e louvores, antes a residência de Joaquim Alves de Oliveira, Joaquim de Sátiro do Sítio Boa Vista.

Em meados da década de 60 do séculos passado, eu não sei dizer, ao certo, qual dos filhos convenceu o pai a adquiri um reprodutor bovina na exposição de Crato. Dizia ser importante melhorar a genética do  rebanho e que diante das facilidades do financiamento o custo era compensador. Com a procuração  do Velho Joaquim o filho fez o negócio e o novilho batizado "Vinagre" chegou a Boa Vista.

Depois da carência contratada o fiscal do banco se achega  para ver o gado, visto que no contrato foi informado que o criador tinha  um razoado número rezes no pasto como garantia.

Joaquim de Sátiro recebeu o fiscal com lhaneza no trato, embora com certa estranheza, não era afeito aquele tipo de inabilidade como a frase do bancário : " Eu vi ver o gado".

Ordenou Zé Chato  botar no curral as vacas paridas que pastavam  na vazante  próximo da casa.  23 vacas,  23 bezerros e bezerras e o boi. No curral que  ficava atrás do outro uma gamela cheia de resíduo esperava o zebu. Como se vê tratado a pão de ló.

Feita a vistoria o fiscal  disse : Como posso ver o resto do gado? Já sem a serenidade do inicio da conversa Joaquim de Sátiro  respondeu : Vá para as fazendas Caminho Velho e Poço da Roça, toda rês que vier beber no açude e tiver esse ferro é minha. 

O fiscal lhe disse : não é assim não, o senhor tem que botar o gado no curral para que eu faça a vistoria.

Pra que foi dizer isto. Joaquim de Sátiro entrou na camarinha e saiu com um saco de dinheiro e falou aborrecido : Tire o dinheiro do seu boi e desapareça da minha frente. O fiscal tentou  mostrar que era impossível, mas seu  Joaquim foi decidido: Você não vai sair daqui sem antes deixar um recibo dando plena quitação do novilho. 

E assim foi.