Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

NEM COM REZA

Ao nascer, demonstra para àquela pequena plateia, em uma sala de parto improvisada, um jeitão de menino sabido. Chora antes de a parteira lhe cortar o cordão umbilical, dando a descarada impressão de malandragem, esperando, na boquinha, o finíssimo e delicioso leite de peito. A felicidade jorra em goles festivos.

O pequeno Quequé, codinome que lhe acompanhará até o final de seus dias, tem uma vida de rei, como teria todas as crianças nascidas nos idos de 1930. O leite materno, provindo das mamas de sua genitora, era produzido à custa de doce de gergelim, coalhada escorrida e pirão de galinha caipira. Somem-se aí os licores de jenipapo e outras bebidas afins, com pequeno teor de álcool, permitidos nas entranhas dessas pequenas comunidades.

A infância é saudável e tranquila nas traquinagens e estripulias da vida. Joga peão, solta arraias, caça passarinhos e brinca de esconde-esconde, principalmente com as priminhas. De bobo, só tem o nome. Nas peças improvisadas é sempre o galã, não deixando para ninguém o famoso beijo final.

Quequé cresce, e com ele as suas travessuras. Corridas de jegues, de bicicletas, de cavalos de paus, lutas livres e queda de braços formam o seu dia a dia. Mas foi do alto de um coqueiro, no quintal do vizinho, que acontece o inevitável. Cai o menino travesso e com ele ascende a triste sina de uma cadeira de rodas.

Passa o susto e chega o conformismo. Com Quequé não há tristeza nem tempo ruim. Aprende rapidamente a manobrar o seu novo passatempo. Corridas em ladeiras empinadas, manobras perigosas e os modernos cavalos de paus, com freadas bruscas invertendo o sentido de seu veículo, davam graça a sua nova vida. A sua mãe se adapta fácil por não ver o filho deprimido, como é comum acontecer em casos trágicos.

O Quequé adolescente começa a demonstrar atividades, que de início, não desperta quaisquer suspeitas. Com certa frequência, em postos de saúde, instituições bancárias, nas escolas, ele inicia quadros convulsivos, que o leva sempre ao chão, devido à gravidade das convulsões. Contrações tônicas e clônicas atraem jovens e adultos a lhe prestarem socorro. - Foi só um susto! - Resmungavam aliviadas as recepcionistas das repartições públicas e as suas coleguinhas de saias curtas.

Passa algum tempo e Quequé é desmascarado. A sua simulação é apenas para ver de perto as calcinhas multicoloridas fazendo os ares de céu, e os famosos pares de coxas roliças que desfilam pelas ruas da cidade. A sua mãe tenta encontrar uma amante e companheira para o seu filho, já que o paraplégico não é tão deficiente como parece ser. Ele possui ereção e atração. É um tigrão enrustido e inescrupuloso. Porém, é seu único filho, já que o trabalho excessivo em criá-lo, retirou-lhe o sonho de ter outros filhos para a sua confirmação materna.

Quequé contrai núpcias, tem filhos e se torna um dono de casa exemplar. Sempre sentado ou deitado, bem tratado pela esposa e pelos filhos, e com o dinheiro da aposentadoria em dia, o torna um homem doce e educado. Enfim, um cidadão suportável, sem remorsos e lamentações.

De repente, durante uma madrugada de julho, mês de frio no nordeste brasileiro, ele sente uma forte convulsão. Contrações fortes, olhos arregalados, não mais para as calcinhas das jovens mancebas, mas para o telhado empoeirado de seu quarto. Sua companheira, bem mais velha do que ele, no auge de seu desespero, indaga-lhe:

- O que você deseja, meu amor? Quer um chá de erva cidreira? - Calmamente, ele responde: - Quero comer um prato de papa de carimã, bem cheio! – Após a lauta refeição ele se sente bem melhor e dorme o sono dos justos.

Madrugada seguinte, a mesma crise, a mesma conduta caseira. Sono tranquilo. Dia após dia, mês após mês, repete-se a mesma cena. Clínicos Gerais, Neurologistas, Psiquiatras, Rezadores, Eletroencefalogramas, Tomografias Computadorizadas e Ressonâncias Magnéticas não conseguem diagnosticar ou decifrar o tão instigante enigma. Esposa e filhos sofrem diante de tão difícil diagnóstico.

Certa manhã, Bilinha acorda com uma réstia em seu rosto. Salta da rede, em sobressalto, e vai até a cama aonde Quequé faz as suas noitadas. - Ele deve estar curado, pois não deu nenhum ataque nesta madrugada, pensa em voz alta. - Os primeiros raios do dia mostram o olhar fixo daquele astuto enfermo para o telhado empoeirado de seu quarto. Não mais existe vida naquele corpo inerte. Esvai-se a mamata.

A EVOLUÇÃO DO VOTO NO BRASIL - POSTADO POR ANTONIO MORAIS

1532 - Os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa de São Vicente - São Paulo vão às urnas para eleger o Conselho Municipal, de forma indireta. É o primeiro pleito de que se tem notícia no Brasil.
1821 - O voto sai do âmbito municipal. São os homens livres, a partir dos 25 anos, inclusive analfabetos, que podem eleger representantes junto à corte portuguesa. Casados e oficiais militares podem votar aos 21 anos. Não existem partidos políticos e o voto não é secreto.
1824 - É editada a primeira legislação eleitoral brasileira – antes foram aplicadas normas de Portugal e Espanha. O voto era censitário, ou seja, restrito àqueles que preenchessem certas condições econômicas. O voto poderia ser por procuração e não existia título de eleitor.
1842 - É proibido o voto por procuração. 
1855 - É vetado o voto distrital – eleição pela maioria dos votos em regiões eleitorais relativamente pequenas –, mas a lei acabou revogada. Nova lei estabelece que autoridades devem deixar seus cargos seis meses antes do pleito; cada distrito deve eleger três deputados.
1882 - A Lei Saraiva estabelece a obrigatoriedade do título de eleitor. O analfabeto perde o direito de votar.
1889 - Mesmo a Proclamação da República não assegura o direito ao voto a menores de 21 anos, mulheres, analfabetos, mendigos, soldados rasos, indígenas e integrantes do clero.
1891 - O voto direto para presidente e vice-presidente aparece pela primeira vez na Constituidão.
1898 - Com a política do “café com leite”, em que representantes de Minas e São Paulo se revezam no poder, são comuns fraudes e o voto de cabresto.
1930 - Getúlio Vargas assume o poder, após golpe.
1932 - Novo código eleitoral cria a Justiça Eleitoral. É assegurado à mulher o direito de votar e garantido o sigilo dos votos.
1934 - A Constituição estabelece a idade mínima obrigatória de 18 anos para o exercício do voto.
1937 - O código eleitoral é revogado. Com isso, extingue-se a Justiça Eleitoral, e os partidos políticos são abolidos. As eleições livres são suspensas – é estabelecida eleição indireta para presidente da República, com mandato de seis anos.
1945 - Após oito anos sem eleições, o general Eurico Gaspar Dutra é eleito. Cédulas eleitorais, distribuídas pelos próprios partidos, trazem o nome de apenas um candidato.
1955 - A Justiça Eleitoral encarrega-se de produzir as cédulas. Para diminuir as fraudes, começa a ser exigida a foto no título eleitoral.
1964 - O golpe militar proíbe o voto direto para presidente da República e representantes de cargos majoritários (governador, prefeito e senador). Apenas vereadores e deputados federais e estaduais eram eleitos.
1968 - O Ato Institucional 5 dá plenos poderes ao governo. O Congresso é fechado e muitos parlamentares cassados. Os partidos políticos são extintos, e o bipartidarismo é adotado no País.
1972 - São restauradas as eleições diretas para senador e prefeito, exceto para as capitais.
1976 - Decreto apelidado de Lei Falcão permite apenas fotos dos candidatos e a voz de um locutor anunciando seu currículo na propaganda eleitoral.
1978 - É editado o “Pacote de Abril”, que determina a eleição de apenas dois senadores, um eleito diretamente e outro, indiretamente, pelas Assembleias Legislativas.
1984 - Começa a campanha pelas eleições diretas.
1985 - É eleito indiretamente o primeiro presidente civil após o período militar. Emenda constitucional restabelece eleições diretas para a presidente e prefeitos de cidades consideradas área de segurança pelo Regime Militar. A emenda concede direito de voto facultativo aos maiores de 16 anos e aos analfabetos. É extinta a fidelidade partidária e são flexibilizadas as exigências para o registro de novos partidos.
1985 - É eleito indiretamente o primeiro presidente civil após o período militar. Emenda constitucional restabelece eleições diretas para a presidente e prefeitos de cidades consideradas área de segurança pelo Regime Militar. A emenda concede direito de voto facultativo aos maiores de 16 anos e aos analfabetos. É extinta a fidelidade partidária e são flexibilizadas as exigências para o registro de novos partidos.
1988 - É promulgada nova Constituição, que estabelece eleições diretas para a presidência, os governos estaduais e as prefeituras com mais de 200 mil eleitores e prevê mandato de cinco anos para presidente. Mantém o voto facultativo dos analfabetos e dos jovens a partir de 16 anos.
1989 - Após 29 anos, o Brasil elege seu presidente pelo voto direto.
1993 - Plebiscito leva mais de 67 milhões de eleitores às urnas para decidir a forma e o sistema de governo.
1994 - O mandato presidencial é reduzido de cinco para quatro anos.
1996 - As urnas eletrônicas são usadas pela primeira vez nas eleições municipais.
1997 - Emenda constitucional possibilita a reeleição.
2000 - As urnas eletrônicas são introduzidas em todo o País.
2006 - Minirreforma eleitoral estabelece regras mais rígidas para a propaganda eleitoral e obriga os partidos políticos a divulgar pela Internet os recursos que tenham recebido para financiamento da campanha eleitoral e os gastos que realizaram.
2008 - Nas eleições municipais, começa a ser testada a identificação biométrica dos eleitores.
2010 - A identificação biométrica será usada em algumas seções eleitorais. Os eleitores devem apresentar documento de identidade para votar. É criada a possibilidade de voto em trânsito para presidente em todas as capitais. O TSE se empenha em garantir o direito ao voto dos presos.

Fonte:Jornal da câmara.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Blog humor - Veneno para matar marido

Numa pequena cidade do interior, uma mulher entra em uma farmácia e fala ao farmacêutico: Brincadeirinha.
Por favor, quero comprar arsênico.
Mas... não posso vender isso ASSIM! Qual é a finalidade?
Matar meu marido!
Pra este fim... piorou... não posso vender!!!
A mulher abre a bolsa e tira uma fotografia do marido, transando com a
mulher do farmacêutico.
Ah bom!... COM RECEITA É OUTRA COISA.

Os argentinos agradecem - Por Antonio Morais



A gloriosa Petrobras exporta gasolina para a Argentina  a 0,65 o litro que é vendida a 1.15 na bomba. Milagre? Não, tem que sair dinheiro de algum lugar para manter isto.

Não somos trouxas.  Somos realmente covardes, pusilânimes, pois um povo com dignidade esta situação já teria mudado há muito tempo.

Pra quem conhece a historia - Por A. Morais.

Pinga Bitu, João Bastos Bitu e Zé de Lula Goteira  começaram uma bebedeira. Meio de transporte um fusca conduzido por Pinga, um iniciante no volante. Zé de Lula dizia sempre: tomara que não venha um Guanabara! João Bitu  de bermuda e nu da cintura pra cima, aqui e acolá rezava uma Ave Maria.

Chegaram num bar no Brejinho, quando foram  se acomodando o dono do bar deu o maior pinote: aqui mesmo não, não aceito  gente desmantelada no meu estabelecimento. 

Resolveram ir beber noutro lugar e arribaram no fusquinha.  Zé de Lula deu uma olhada para trás e disse: deixe eu passar da ponte, deixe eu passar da Capela de Santo Antônio, deixe passar do posto de Gustavo! 

Quando chegou no lugar marcado, já distante  do proprietario do bar, disse: Vai quebrar, não vai sobrar uma cadeira. Foi a praga mais bem aplicada que já se viu. Não demorou 15 dias o comerciante  abriu falência,

Legalização de Prostibulo - Folha.com


Legalização de prostíbulos pode regularizar garotas de programa. A Comissão do Senado de reforma do Código Penal quer o fim de punições para donos de prostíbulos. Para os especialistas em direito que compõem a comissão, a proibição dos prostíbulos só serve para que corruptos possam extorquir os donos dessas casas.

"Tem muito prostíbulo aí que abre as portas e, ao invés de pagar para o governo, paga para os policiais", diz a garota de programa Fabiani.

Se aprovada no Congresso, a mudança abrirá caminho para a regulamentação da profissão. Isso porque será possível estabelecer vínculos trabalhistas entre o empregado do prostíbulo e o empregador, como já ocorre em países como Alemanha e Holanda.

Hoje, quem mantém casas de prostituição está sujeito a pena de reclusão de 2 a 5 anos mais multa. Já a prostituição em si não é criminalizada, tampouco é regulamentada no país.

Tempos apocalípticos -- por Paulo Brossard

Minha filha Magda me advertiu de que estamos a viver tempos do Apocalipse sem nos darmos conta; semana passada, certifiquei-me do acerto da sua observação, ao ler a notícia de que o douto Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado, atendendo postulação de ONG representante de opção sexual minoritária, em decisão administrativa, unânime, resolvera determinar a retirada de crucifixos porventura existentes em prédios do Poder Judiciário estadual, decisão essa que seria homologada pelo Tribunal. Seria este “o caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de Estado laico” e da separação entre Igreja e Estado.

Tenho para mim tratar-se de um equívoco, pois desde a adoção da República o Estado é laico e a separação entre Igreja e Estado não é novidade da Constituição de 1988, data de 7 de janeiro de 1890, Decreto 119-A, da lavra do ministro Rui Barbosa, que, de longa data, se batia pela liberdade dos cultos. Desde então, sem solução de continuidade, todas as Constituições, inclusive as bastardas, têm reiterado o princípio hoje centenário, o que não impediu que o histórico defensor da liberdade dos cultos e da separação entre Igreja e Estado sustentasse que “a nossa lei constitucional não é antirreligiosa, nem irreligiosa”.

É hora de voltar ao assunto. Disse há pouco que estava a ocorrer um engano. A meu juízo, os crucifixos existentes nas salas de julgamento do Tribunal lá não se encontram em reverência a uma das pessoas da Santíssima Trindade, segundo a teologia cristã, mas a alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima de pusilanimidade de Pilatos, que tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos, e com isso passar à História.

Em todas as salas onde existe a figura de Cristo, é sempre como o injustiçado que aparece, e nunca em outra postura, fosse nas bodas de Caná, entre os sacerdotes no templo, ou com seus discípulos na ceia que Leonardo Da Vinci imortalizou. No seu artigo “O justo e a justiça política”, publicado na Sexta-feira Santa de 1899, Rui Barbosa salienta que “por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz”… e, adiante, “não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados”. Em todas as fases do processo, ocorreu sempre a preterição das formalidades legais. Em outras palavras, o processo, do início ao fim, infringiu o que em linguagem atual se denomina o devido processo legal. O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida.

Não é tudo. Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde. É deste modo que, há mais de cem anos, Rui concluiu seu artigo, “como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.

Faz mais de 60 anos que frequento o Tribunal gaúcho, dele recebi a distinção de fazer-me uma vez seu advogado perante o STF, e em seu seio encontrei juízes notáveis. Um deles chamava-se Isaac Soibelman Melzer. Não era cristão e, ao que sei, o crucifixo não o impediu de ser o modelar juiz que foi e que me apraz lembrar em homenagem à sua memória. Outrossim, não sei se a retirada do crucifixo vai melhorar o quilate de algum dos menos bons.

Por derradeiro, confesso que me surpreende a circunstância de ter sido uma ONG de lésbicas que tenha obtido a escarninha medida em causa. A propósito, alguém lembrou se a mesma entidade não iria propor a retirada de “Deus” do preâmbulo da Constituição nem a demolição do Cristo que domina os céus do Rio de Janeiro durante os dias e todas as noites.

Paulo Brossard, ex-senador da República, ex-ministro da Justiça, Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O BRASIL VAI MUDANDO - POR MERVAL PEREIRA

Ao contrário do que comemorou o advogado Márcio Thomaz Bastos após o voto do revisor do mensalão, ministro Ricardo Lewandowski, parece estar se formando no plenário do Supremo Tribunal Federal um posicionamento majoritário contra a tese do caixa dois defendida pelos réus, engendrada nos porões das atividades eleitorais petistas.

Houve mesmo quem, como a ministra Rosa Weber, tenha assegurado que “não importa o destino dado ao dinheiro, se foi gasto em despesas pessoais ou dívidas de campanha. Em qualquer hipótese, a vantagem não deixa de ser indevida”.

Esse entendimento está fazendo com que os ministros que votaram até agora deixem isolados os dois que optaram pela absolvição do petista João Paulo Cunha, presidente da Câmara à época em que os crimes em julgamento foram cometidos.

Parece também ser consenso da maioria que vai se formando a tese do procurador-geral da República de que esse tipo de crime não é feito às claras e é de difícil comprovação, e por isso exige do julgador bom-senso.

Rosa Weber foi específica: "quem vivencia o ilícito procura a sombra e o silêncio. O pagamento não se faz diante de holofotes. Ninguém vai receber dinheiro para corromper-se sem o cuidado de resguardar-se.”

Devido à dificuldade inerente a esse tipo de crime é que vários ministros reconheceram, como Rosa, que se tem “admitido certa elasticidade na admissão da prova acusatória” nos chamados “crimes da intimidade” como o estupro, quando se valoriza o depoimento da vítima.

Disse ela: “Nos delitos de poder não pode ser diferente. Quanto maior o poder ostentado, maior a facilidade de esconder o ilícito com a obstrução de documentos, corrupção de pessoas. A potencialidade do acusado de crime para falsear a verdade implica maior valor das presunções. Delitos no âmbito reduzido do poder são pela sua natureza de difícil comprovação.”

OS LUCAS - POR ANTONIO MORAIS

Outro dia, de passagem pela Vazante, encontrei João Almeida e, ouvi essa preciosidade atribuída aos Lucas. A família Lucas residia na Fazenda Ronca pertencente ao saudoso André Menezes.
Na década de 70, num ano de bom inverno, a roça dos Lucas ficou apinhada de  jerimuns. Era pra mais de mil. Um dia, Julião Lucas escolheu um jerimum e disse que ia levar de presente para a namorada. Chico Lucas deu o maior pinote: esse aí mesmo não, esse eu vou levar para seu André Menezes. Começou uma confusão, cada um deu de garra de uma 12 polegadas e, depois do sururu estavam os dois gravemente feridos. José Lucas foi a cidade comunicar a ocorrência ao André Menezes e pedir socorro medico para os irmãos.
André Menezes sempre muito solicito, humano, bom e amigo trouxe os Lucas para o hospital onde receberam  o atendimento devido e sararam graças a São Raimundo. Depois de pagar as despesas do hospital e de leva-los de volta  para fazenda, André Menezes foi fazer a conta e, concluiu que aquele jerimum foi o  mais caro do mundo.

Dedicado ao Luiz Menezes.

SEU CANDIDATO É PARECIDO COM ESTE? ENTÃO VOCÊ TÁ FERRADO!!! - Por Vicente Almeida


Do tempo do bumba a modernidade - Por Antonio Morais


Ontem, eu passava por uma rua do Crato e duas mulheres aparentando 20 anos, tempo de já terem juízo, levavam um lero animado. Uma delas toda alfinetada com "piercings" enfiadas nas orelhas, nariz, sobrancelhas, lábios, umbigo e sei lá mais onde, uma tatuagem de um morcego no cangote, perguntou para a outra: mulher, como está o teu filho? Está bem, o pai está cuidando dele. E se ele descobrir que não é o pai?  Quanto mais tempo demorar melhor! Respondeu descaradamente.

Antigamente, era costume os fazendeiros abastados terem em suas residências uma ou mais criadas para adjutorarem nos serviços domésticos. Não muito raro, as criadas eram embuchadas pelos patrões e o menino nascia, com o mesmo sangue dos outros correndo na veia, mas era desconhecido por falta de um registro civil ou por conveniência do clã ou da própria criada.

Felizmente, houve um grande avanço neste sentido: A ciência comprova a paternidade, só paga pensão para filho dos outros quem quer, e, a justiça dar os mesmo direitos a todos, legítimos ou não.

Eu sempre fui muito fã de José Raimundo Duarte, O conhecido José Raimundo do Sanharol. Segundo diziam os mais velhos ele teve um filho fora do casamento.  Registrou a criança com o nome da família e, depois de adulto deu de herança a parte de bens que lhe tocava.

Isto nos idos de 1.850 a 1.900, um homem indo e voltando.


domingo, 26 de agosto de 2012

CEDRO SEM CANDIDATO A PREFEITO - Por Antonio Morais


O município de Cedro - ce voltou à estaca zero em se tratando de disputa pela Prefeitura. Os dois únicos concorrentes à disputa para o cargo agora estão com o registro das candidaturas indeferidas. Neste sábado, o Tribunal Regional Eleitoral indeferiu o registro do ex-prefeito Nilson Alves (PSB). Na semana passada, a justiça eleitoral havia indeferido o registro do atual prefeito, João Viana (PP).
Ambos foram alcançados pela Lei da Ficha Limpa e ficaram impedidos de se candidatar devido a contas reprovadas no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
Os dois candidatos a prefeito ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral. Caso as postulações não sejam mantidas, os partidos ainda poderão substituí-los por outros candidatos. Pelo menos nesta cidade o sujo não  pode falar do mal lavado.


ANTÔNIO DANTAS, um varzealegrense que levou nosso nome mundo afora.

Há poucos meses o Dr. Rolim fez um texto dedicado  ao varzealegrense Antônio Dantas. Falou de seus talentos, suas glorias, como venceu e se tornou professor universitario, escritor e uma das grandes culturas do mundo, e, sobretudo  agradeceu por levar o nome de nossa terra pelo mundo a fora. Hoje, recebi esse email do Antônio Dantas o qual  transcrevo na integra.

Ei-lo:

Caro Antônio Morais.

Por acidente encontrei o Blog do Sanharol, O Blog do Dr. Rolim. Para minha surpresa encontra-se lá uma referência elogiosa a minha pessoa. Infelizmente, depois de tantos anos de ausência, tenho pouco contato com o pessoal dessa terra querida. A última vez que estive ai foi em 2004. 
Por questão familiares, aposentei-me da Universidade de Brasília e agora resido perto do meu filho e de minha filha nos Estados Unidos. Espero que ainda possa visitar Várzea-Alegre e encontrar com essas ilustres pessoas que meu pai sempre se referia a elas com carinho. Há dois anos tive um excelente contato com um jovem brilhante de Várzea-Alegre que leciona na Universidade de Sobral, Prof. Éber Diniz, filho do Sr. Kleber Diniz, cujo pai foi prefeito de Várzea-Alegre.
Como dito, atualmente moro nos Estados Unidos e me dedico a estudar e operar no mercado financeiro. De vez em quando, escrevo alguns artigos para um site em São Paulo, sobre coisas do mercado financeiro e de economia. No referido site ou blog adotei o pseudônimo de Professor Metafix. O link para aquele site onde estão os artigos é esse: www.investmax.com.br
Agradeça ao Dr. Rolim pela atenção dispensado a esse matuto do Baixio. 

Um grande abraço, 

Antônio Dantas

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro


ETNIA

A África-mãe revela a hegemonia
Que só nos é mostrada parcialmente,
Mas quando for exposta totalmente
O mundo irá viver nova harmonia.

O negro vem buscar cidadania
No meio de outra raça existente
Sabendo que uma cor é meramente
A pinta que sustenta a etnia.

A crença, a língua, o grupo social
É que produz a força e a moral
Até gerar o sonho da conquista.              

Não pense que o mulato brasileiro
Vem ser melhor do que o povo negreiro
No extenso e feio mundo narcisista.

AMIGOS DE DEUS

Corrie Teen Boom, em "Lugares Escondidos" relata um incidente que lhe ensinou um grande princípio. Ela e sua irmã Betsy acabavam de ser transferidas para o pior campo de prisão alemã que já tinham visto Ravensbruck.
Ao entrarem no alojamento, verificaram que estava infestado de pulgas. A leitura das Escrituras, naquela manhã, lhes orientava a estar sempre alegres, a orar sem cessar e dar graças em qualquer circunstância. Betsy disse a Corrie para interromper, por instantes, a leitura da Palavra para que orassem agradecendo a Deus por cada detalhe naquele alojamento.
Corrie, a princípio, recusou-se a agradecer pelas pulgas, mas Betsy insistiu.
Finalmente ela concordou.
Durante os meses que passaram naquele campo elas ficaram surpresas pelo fato de poderem manter as reuniões de oração e estudo da Bíblia sem a interferência dos guardas. Somente muitos meses depois elas ficaram sabendo que os guardas não entravam naquele campo por causa das pulgas. Muitas vezes, aquilo que nos parece ruim e motivo de grande tristeza e frustração, pode ser, na realidade, uma grande bênção para nossa edificação e crescimento espiritual. Deus tem Sua forma de agir e, sempre, o que faz é para o nosso bem e para nossa felicidade. O que precisamos compreender é que "todas as coisas cooperam para o nosso bem" e que precisamos ter os olhos espirituais abertos para entender o propósito de Deus em cada situação.
Nem tudo que julgamos bom é o melhor para nós e nem tudo que achamos ruim pode se traduzir como fracasso. Às vezes, são os momentos mais turbulentos de nossa caminhada que nos levam, verdadeiramente, ao regozijo das grandes conquistas.
Você costuma reclamar das "pulgas" que enfrenta? Talvez elas sejam a maior bênção de toda a sua vida.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

CAUSOS DA POLITICA - POR ANTONIO MORAIS

Manuel Sampson Bezerra, o saudoso Manuel Costa, varzealegrense radicado em Crato, foi um exemplo nunca comparado nas décadas de 40 e 50 do seculo passado. Protagonizou  um fato inusitado.  Foi  eleito vereador e presidente da Camara Municipal de Várzea-Alegre por dois mandatos. Transferindo-se para a cidade do Cedro repetiu a dose. Foi novamente  vereador e presidente do Legislativo local por dois mandatos. Perguntado qual o segredo  para ser tão bem votado tanto numa como na outra cidade respondeu: O Slogan de campanha:

Quem gosta de bosta,
Vota em Manuel Costa.

Em pleno século 21 o Tiririca arrebentou nas urnas em São Paulo com:

Vote em Tiririca,
Pior que está não fica. 


Juberlita Lima de Melo - foto


Um slogan, bem atual, de uma concorrente  a Camara de Crato “JÁ DEI MUITO, AGORA ESTOU PEDINDO".
Slogan de campanha tem gerado polêmica. No Crato, distante 450 Quilômetros de Fortaleza, uma parte da cidade debate a candidatura à vereadora de Juberlita Lima de Melo (PSL). Não que ela seja uma pessoa polêmica, mas o slogan da candidata  dirigido aos homens da cidade é a causa da discussão: “Já dei muito, agora estou pedindo”.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

REFLEXÃO - POSTADO POR ANTONIO MORAIS

Refletindo sobre nossos companheiros de jornada, é provável que, em alguns momentos da vida, nos deparemos com uma angustiante questão. Olhamos para nossos pais, cônjuge, filhos ou amigos e nos perguntamos: Quando foi a última vez que recebi ou que lhes ofertei um abraço? O toque, seja através do afago, do beijo ou do abraço expressa nossos sentimentos, enche a vida de ternura e aquece a alma de quem o oferece e de quem o recebe. As manifestações sinceras de afeto fazem as pessoas se sentirem amadas e queridas pois demonstram o amor que as envolve.
Ter a liberdade de falar sobre os sentimentos e expressá-los, com equilíbrio e sensatez, também mantém apertados os laços que nos unem às pessoas com as quais nos relacionamos. Ao constatarmos a distância estabelecida sutilmente entre os afetos, uma grande tristeza nos invade. É o momento em que  nos questionamos: Quando e como começou a ser estabelecida essa distância? Como pudemos permitir que chegasse a esse ponto? Quem foram os responsáveis? E agora? Como fazer para construir novamente essa ponte de ligação com as pessoas amadas?
Olhamos para trás buscando as respostas, na tentativa de começar a construir um caminho diferente, uma nova aproximação. Muitas vezes, essas respostas não serão facilmente encontradas pois, por mais que busquemos nos arquivos de nossa memória, será difícil identificar o registro de quando foi que tudo começou.
Essa análise do passado é importante, pois descobrindo onde erramos, podemos, a partir dessa constatação, agir de outra forma. Verificamos então, que talvez tenhamos nos permitido adotar algumas atitudes que podem ter nos distanciado lenta e gradativamente dos seres amados.
Foi o Bom dia deixado de lado pela pressa de começar logo as atividades de mais uma jornada de trabalho; o Boa noite esquecido, vencido pelo cansaço. Os sentimentos ocultados pela quietude diária, onde cada um se envolve apenas com suas próprias questões pessoais. A falta de compreensão e de companheirismo, o egoísmo, as mentiras sutis, as mágoas acumuladas e os pequenos desentendimentos. Essas atitudes são como gotas pequeninas que, com o tempo, se transformam em imensos oceanos. E quando nos damos conta, não mais sabemos atravessar esse espaço e tocar alguém que tanto estimamos.
Não deixemos que isso aconteça pois transpor essa distância que construímos é uma difícil tarefa. Não nos permitamos deixar de dar o sorriso de boas vindas, o abraço de despedida, o afago de boa noite e de bom dia. Esse esquecimento pode significar o início dessa barreira invisível que se forma entre as pessoas. Falar sobre os sentimentos, perguntar com interesse como vai o outro, escutar, importar-se, perceber o que incomoda, vibrar com o que felicita, dividir as angústias e as alegrias, faz muita diferença.
Lembremos que todas as manifestações sinceras de carinho e amor são vibrações que envolvem o próximo, aquecem as almas, alegram e embelezam a vida.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

AMIGOS DE DEUS - POR MARIO FERNANDEZ


Eu tenho o privilégio de conhecer muita gente boa, legal, agradável, positiva, otimista. Pessoas que alegram minha vida e dos demais ao seu redor. Mas infelizmente existem pessoas que parece que foram ungidas com óleo de urubu. Tudo é ruim, feio, deprimente, tudo vai mal, tudo vai piorar. Este salmo elogia e abençoa aquele que faz do vale árido um manancial. É destes que eu quero ser, não dos contrários. Não podemos nos furtar de tentar entender o que significa isso. 

Eu gosto sempre de pensar em aridez e deserto como algo que está estragado. Não necessariamente algo morto, mas algo que está sem vida naquele momento, desprovido de nutrientes e de água. Mas algo que pode ser fertilizado e irrigado para produzir vida e vida em abundância. Seja no sentido literal ou espiritual, todo deserto é acima de tudo um desafio a ser vencido para aperfeiçoamento ou morte. Se olhar para o vale árido como um monte de areia seca, dali não sairá nada mais do que pó. Assim são as almas de tantos que se perdem, os empregos de alguns, os relacionamentos familiares de tantos, as esperanças de outros tantos. Seja bem-aventurado (abençoado) transformando os secos em mananciais. Olhe para estas vidas de alma arenosa e sem vida, e faço disso um manancial. Semeie para que ali brotem águas intermináveis e abundantes. Olhe para relacionamentos que não têm mais o que render, que parece que já foram expremidos e prensados, exauridos à sequidão total. Olhe para eles e veja com os olhos da fé um manancial, derramando vida. Invista neles, aposte neles, semeie neles. Olhe para vidas desesperançadas e apresente a elas a esperança das esperanças. Uma vida que vale a pena é algo que transforma um vale seco em um rio. Vamos?
“Deus, tem tanta gente que ainda precisa de Ti, que não te ama e não te conhece na intimidade. Eu quero ser alguém que faz destas vidas secas um rio de Deus.”

SOBRE CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NO CEARÁ - POR ANTONIO MORAIS


Em 1932, uma grande seca assolou o Ceará e inicou-se um movimento dos sertanejos em direção às grandes cidades, dessa vez eles procuravam as cidades atendidas pela via férrea, Senador Pompeu, Ipu, Quixeramubim, Cariús, Crato e Fortaleza. Como já havia acontecido nas secas de 1877 e 1915 o governo instalava campos de concentração cercados por arames farpados e vigiados por soldados.
"A seca de 1932 foi uma das maiores da história do Ceará. Fome e doenças como cólera, febre amarela e varíola marcaram aquele povo sofrido pela sede e fome. Senador Pompeu foi uma das cidades que abrigou um dos sete campos de concentração, criados pelo governo da época para deter a vinda de retirantes à Fortaleza."O governo obrigava as vítimas da seca a trabalhar na construção da barragem do açude Patu. No entanto, repentinamente, a obra teve seus trabalhos paralisados e, junto com a paralisação, o governo deixou de manter o posto de saúde e o setor de fornecimento de alimentos que funcionava no campo. Com isso, os retirantes foram adoecendo e morrendo.
Atualmente, Senador Pompeu é o único município onde se encontra viva a memória do campo de concentração. O cemitério da Barragem do Patu é considerado um espaço sagrado para visitação. Há romarias, pessoas que rezam e pagam promessas. Os moradores acreditam que as almas dos concentrados são milagrosas porque sofreram muito".

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

POETA AMADOR

Onde se anula o pudor?

Nas páginas dos jornais,
Nos pecados capitais,
Ou no protecionismo das estatais?

Na busca incessante de algo mais
Pressinto um valor!
E na busca alucinante do amor
Vislumbro atônito um amador

Buscando um pouco de paz.








VOCE APROVEITA A VIDA? - POR AMIGOS DE DEUS

É muito comum ouvir as pessoas, e principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida.  E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.  Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?  Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas. Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumirem-se nos prazeres carnais.  Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabemos por que estamos na Terra.  E por essa razão desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.  
Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública na companhia de outros colegas que costumavam reunirem-se todos os finais de expediente para beber e fumar a vontade, foi convidado a acompanhá-los.  Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro. Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia ao que ele respondeu: "A minha inteligência é que me impede de fazer isso".  E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida? Perguntaram os colegas.  
O rapaz respondeu com serenidade:"E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida, que para mim é preciosa demais."
Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.  É investir os minutos preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e engrandecedoras. Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.  Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.  Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.  Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la.  
Assim também é com relação à vida.  E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.  Se você é partidário dessa idéia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.  E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro.  Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos. Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.  Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que lhe consomem lentamente.  
Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre "aproveitar a vida"

R$ 195 MILHÕES PARA DUDA MENDONÇA.

Segundo Contas Abertas, negócio de réu teve contratos volumosos mesmo após escândalo. A agência do publicitário Duda Mendonça - um dos 38 réus do processo do mensalão - recebeu, de 2004 até hoje, R$ 195,2 milhões do governo federal. Segundo levantamento divulgado pela ONG Contas Abertas, mesmo tendo sido acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, ele continuou a trabalhar para o Executivo.

Em dois governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Duda Mendonça & Associados Propaganda (DM&AP) teve contratos volumosos com o poder público. Já no governo Dilma Roussef: em 2012, a empresa recebeu R$ 90,5 mil por serviços prestados ao Ministério da Saúde.

Enquanto isso  os portadores de pressão alta, diabetes, doenças mentais e outros males não encontram  remedios que por lei deveriam ser oferecidos nos postos de saude. A sorte deste governo é que os doentes são menos que os sadios, tolos e idiotas.  

RESGATES NOSSOS - POR ANTONIO MORAIS


ANDRÉ BATISTA DE MENESES - UM HOMEM VIRTUOSO.

Certa vez estava no meu  escritório, em Crato, cuidando de alguns afazeres e ouvi duas pancadas na porta. Do meu lugar respondi: pode entrar. Era o meu amigo, parente e camarada André Meneses. Deu bom dia, me cumprimentou e passou a comunicar-me um problema que o afligia no momento. Antônio, estou precisando de um favor seu. Trouxe uma boiada de Araguaina - TO para Juazeiro do Norte, e quando  foram descarregar um touro atingiu um rapaz e o deixou todo quebrado. Sei que não tenho responsabilidade com o problema, trata-se de um servidor da prefeitura, mas não quero voltar para Várzea-Alegre sem  mandar prestar o atendimento  medico adequado. 
Preciso que você me indique um medico ou hospital para eu tomar esta providência. Eu olhei para aquele homem  sisudo, carranca fechado, concentrado e vi uma alma de brandura impar escondida no seu interior. Fomos ao Hospital de Fraturas com o rapaz, o Dr. Gualter  Alencar  fez raio X diversos e outros procedimentos. Felizmente resultou em duas costelas e uma mão quebrada. Depois de atendido fomos deixá-lo em casa, o André Meneses  entregou o dinheiro de fazer uma feira e me disse: vamos Antônio, já  fiz minha parte, preciso chegar logo em Várzea-Alegre. André Meneses, foi um homem virtuoso, generoso e bom.

O JOGO DE VOLTA.

Na décado de 50 do século passado, o Otacílio Correia era dirigente da liga desportista de Várzea-Alegre. Nosso selecionado devia uma partida ao selecionado de Cariús e combinou o dia de fazer o jogo de volta. Foi disponibilizado o carro de José Odmar para fazer o transporte da delegação. Otacílio de posse uma folha de papel e uma caneta anotava os nomes dos atletas em primeira mão, do tecnico, e, por fim a torcida organizada. Quando Tenta se preparou para subir no caminhão Otacílio disse: você não, não fica bem para nossa representação. Diziam as "má línguas" que o Tenta foi um dos precursores do homosexoalismo em nossa terra, e, a época, diferentemente de hoje, havia muito preconceito. Barrado Tenta ficou observando a delegação e quando o carro deu partida Tenta olhou para Otacílio e desabafou: Eu não vou, mas em cima do caminhão vão três colegas. O impossível era identificar a boiolagem naqueles remotos tempos.

JOGA DE TEIMOSO.

O nosso amigo Luiz Carlos Correia, grande benfeitor de nossa terra e leitor assíduo do Blog do Sanharol, gostava de fazer uns rachas com os amigos, nos fins de tarde nos campos de várzeas. Um belo dia, Dr. Antônio Pompeu de Araújo, grande amigo da família se encontrou com Otacílio e disse: Otacílio, vi o Luiz Carlos jogando futebol no campinho com uns amigos. Otacílio se interessou por saber a posição do filho em campo e perguntou: Luiz joga de quê? Pompeu não teve duvida: joga de TEIMOSO.

FRASE DO DIA.

'PolÍticos e  fraldas devem ser trocadas pela mesma razão".

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A PEC DOS VEREADORES.


Apresentada pelo senador goiano Cyro Miranda, a proposta de emenda à Constituição, que pretende acabar com o salário dos vereadores em municípios de até 50 000 habitantes, chegou à Comissão de Constituição e Justiça com amplo apoio dos parlamentares.
Pelo regimento do Legislativo, uma PEC precisa ter o apoio de 27 senadores para poder tramitar. A proposta apresentada por Cyro que extingue os vencimentos de vereadores em cerca de 4 900 municípios foi além: recebeu o aval de trinta parlamentares de dezessete estados.
O fim da remuneração dos parlamentares municipais recebeu o apoio de todos os senadores das bancadas de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os outros senadores que assinaram a proposta do senador goiano foram:
Aloysio Nunes Ferreira  PSDB
Eduardo Suplicy PT
Álvaro Dias PSDB
Benedito de Lira  PP
Aníbal Diniz PT
Flexa Ribeiro PSDB
Inácio Arruda PT
Lobão Filho PMDB
João Vicente Claudino PTB
Alfredo Nascimento PR
Eduardo Braga PMDB
Antônio Russo PR
Delcídio do Amaral PT
Armando Monteiro PTB
Humberto Costa PT
Blairo Maggi PR
Pedro Taques  PDT
Magno Malta PR
Ricardo Ferraço PMDB
Ivo Cassol PP
Valdir Raupp PMDB

AMIGOS DE DEUS

Era uma vez o jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada. Cuida do mais importante e cumprirás a missão! - disse o soberano ao se despedir.
Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada a cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal.
Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração. Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal - disse alguém. Não me importo - respondeu ele - Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará!
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé. Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: "Cuida do mais importante!"
Seu passo se tornou curto e lento. As paradas, freqüentes e longas.  Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota.
Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada,onde ficou desacordado.  Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. 
Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera. Porém, majestade, conforme me recomendaste, "cuida do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer. O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. 
Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia: "Ao meu irmão, rei da terra do Norte. O jovem que te envio e candidato a casar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem". 
Comparo esta estória com o ser humano que segue sua jornada na vida, tão preocupado com seu exterior, isto é, com os bens, que tudo guarda como se fosse tudo ouro, esquecendo de alimentar também a sua alma e o seu espírito com a alegria e o amor de Deus.
Certamente não cumprirá a missão, já que não sabe guardar o que é mais importante.Se você tiver a oportunidade de conhecer pessoas assim , como conheci e conheço a muitos, verá que na intimidade têm mais problemas que você ou eu e são cercados de infelicidades. 
Antes que seja tarde, preocupe-se em : Será que estou no Caminho que me leva a Deus ? (Pense esta semana sobre isto)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Informações - Por Antonio Morais


VÁRZEA-ALEGRE LHE ESPERA.

Prezado visitante.

Todos os segmentos da nossa cidade se mobilizaram para lhe receber bem. Os hotéis, as pousadas se capacitaram. Os hospitais reforçarão os plantões para bons atendimento em caso de necessidade. A Policia Militar reforçará o seu contingente para defender a sociedade. O povo está de coração e braços abertos para lhe acolher. Os restaurantes e bares reforçarão os seus estoques com alimentos, frutas e bebidas para que não faltem. São Raimundo está de coração abertos para receber cada romeiro e cada romeira com suas benções sagradas. Tudo isto feito com muito carinho e amor. A final, ano passado, segundo estatísticas passaram mais de 15 mil católicos e visitantes dia pela igreja, pelas barracas e pelo barracão da nossa cultura popular. Esperamos o mesmo sucesso este ano: Com uma festa ordeira, camarada, santa, uma verdadeira reunião de amigos. Venha fazer parte da família de São Raimundo Nonato. Várzea-Alegre lhe espera.



PROPOSTA PARA ACABAR COM SALARIO DE VEREADOR.

Chegou à Comissão de Constituição e Justiça do Senado na semana passada uma proposta de emenda à Constituição que promete fazer barulho.

Apresentada pelo senador Cyro Miranda, PSDB de Goiás - foto.  A PEC pretende acabar com o salário dos vereadores em municípios de até 50 000 habitantes.

O texto ainda estipula tetos salariais para municípios na faixa dos 100 000, dos 300 000 e dos 500 000 habitantes, que não poderão passar de 50%, de 60% e de 70% do salário de um deputado estadual, respectivamente.

Se virar lei, a proposta de Cyro vai acabar com o salário de vereadores de cerca de 4 900 municípios país afora. Já imaginou?



RACHA.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) recebeu R$ 100 milhões a mais para preparar os atletas olímpicos para os Jogos de Londres, em comparação a Pequim/2008. O aumento dos recursos repassados ao comitê para investimento nos atletas de alto rendimento entre as duas olimpíadas foi de 43,9%. O resultado em medalhas, porém, não teve o mesmo avanço. Em 2012, o Brasil conquistou apenas duas medalhas a mais do que nos Jogos anteriores. O resultado pífio deflagrou uma crise entre o COB e o governo federal.

FRASE DO DIA

"A vida pode não ser a festa que você deseja, mas enquanto estamos por aqui, vamos dançar".

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

MARCA-PASSO

Na batida do peito, a arritmia
Faz pulsar sem compasso, o coração,
Que galopa, sem ritmo, numa ação
De formar a temível embolia.

A cadência do ritmo é a garantia
Que conduz a vital circulação
E a certeza da boa condução 
Faz frear a sagaz disritmia.

Palpitar é mostrar a todo mundo
O bater de um órgão moribundo
Que balança, enfermo, em descompasso.

Receitar-se é ganhar a consciência
Que pra ter uma vida sem falência
É aceitar, do doutor, o marca-passo.

O PRATO DE SOPA.

Em uma cidade interiorana, havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido. Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram leva-lo a irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam para jantar. Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito. A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir, mas ela serviu todos os demais, e quando chegou a vez dele, foi para a outra mesa. Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse.
Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o. Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha. Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:
O que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente:
A senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:
Servi sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos... Todos pensaram que ele iria brigar...Suspense e silêncio total. Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: 
A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
Os amigos frustrados por não conseguir faze-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura. "Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente".
Ao protagonista de nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim importava evitar as discussões desgastantes e improdutivas. Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça. Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão. Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acaba levando tensão e nervosismo, o que só faz mal para você mesmo e para as pessoas a sua volta.
Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.
Pense nisso!
Não importa quem esteja com a razão e sim importa evitar discussões.
Evite brigas por motivos pequenos.
 "A pessoa que se irrita aspira ao tóxico que exterioriza em volta e envenena a si própria".

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

SENADO APROVA EXIGÊNCIA DE DIPLOMA PARA JORNALISTA.

O texto da PEC estabelece que não será exigido diploma para o colaborador - aquele que, sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado à sua especialização. A proposta também assegura que os jornalistas sem diploma que atuam na área possam continuar exercendo normalmente as suas funções, desde que comprovem que já trabalhavam antes da aprovação da PEC.

Texto ainda tem de ser votado na Câmara, onde tramita proposta semelhante

O Senado aprovou nesta terça-feira, por 60 votos a favor e 4 contrários, o segundo turno da proposta de emenda constitucional (PEC) que torna obrigatória a obtenção do diploma de curso superior de Jornalismo para o exercício da profissão no País.
O texto terá ainda de ser votado na Câmara dos Deputados, onde tramita uma proposta semelhante. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a exigência do diploma, imposta durante o regime militar, atenta contra a liberdade de expressão. A emenda agora aprovada e a da Câmara são alvo do lobby patrocinado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e por outras entidades sindicais.
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foi o único a se manifestar contra a proposta. Na sua opinião, ela interessa sobretudo aos donos de faculdades privadas ruins, “arapucas que não ensinam nada e que vende a ilusão de um futuro profissional”. “Não há interesse público envolvido nisso. Pelo contrário, a profissão de jornalismo diz respeito diretamente à liberdade de expressão do pensamento, de modo que não pode estar sujeita a nenhum tipo de exigência legal nem mesmo constitucional”, defendeu. O parlamentar lembrou que, se a emenda for aprovada pelos deputados, a profissão de jornalista será a única a constar na Constituição. “Existem médicos, advogados e outros profissionais que são bons jornalistas, sem a necessidade de ter um diploma específico”, afirmou. “Será uma aberração colocar a profissão de jornalista na Constituição por razões meramente corporativas, para atender ao sindicalismo dos jornalistas, que é o mesmo que trabalha pelo controle social da mídia”.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que, como jornalista diplomada, aprovaria a proposta “por questão de coerência”. Já o autor da proposta, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), atribuiu as críticas à proposta de emenda aos “patrões” de empresas de comunicação, interessados em contratar profissionais não diplomados por um salário menor.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

OBRIGADO SÃO BERNARDO - JOSÉ CLEMENTINO DO NASCIMENTO.



Obrigado Sao Bernardo - Reprise.

"Vai minha gente
por esse Brasil afora
A procura de melhora
e um lugar pra viver bem

Mal comido, mal vestido e mal bebido
Despercebido Como ele igual não tem
Chega em São Paulo se enche de emoção
Vendo aquela multidão
vendo aquele zum zum zum
Arranja amigos lhe pede alguns trocados
E se manda pra são Bernardo
que sempre cabe mais um

Na capital da indústria brasileira
Terra boa hospitaleira
ele passa a residir
Dia seguinte vai enfrentar a portaria
Mais um dia de agonia
Não se cansa de insistir
Levando sempre na bagagem o sofrimento
Seu principal documento
Que ele levou daqui

Passa alguns anos muda de fisionomia
Ele sente a alegria de rever o seu torrão
Ver sua gente, rever a sua terra e matar recordação
E lá v ai ele muito rico e bem vestido
Falando todo invertido
Um idioma sem nação

É riquifique,
Nem parece aquele égua que saiu do meu sertão
Obrigado São Bernardo, Deus lhe pague São Bernardo

Esse obrigado eu te dou de coração
Obrigado São Bernardo, Deus lhe pague São Bernardo
Pela acolhida que tu deste a meu irmão".


Estripulias.


Francisco Alves Bitu, Meninim Bitu do Sanharol e João Alves de Morais, João Bilé do Coité, homens de caráter, honradez e conduta ilibadas eram compadres. Manoel Bitu, filho do Meninim era afilhado de João Bilé.

Renato, filho caçula de João Bilé, andou fazendo umas estripulias que desagradaram e aborreceram ao pai. Durante alguns dias, Renato tentou de todas as maneiras reconciliar-se com o pai, em vão. O velho João Bilé não queria conversa. Não lhe dava atenção.

Então, Manuel Bitu aprontou umas boas e a noticia se espalhou pela redondeza. Renato  aproveitou para falar com o pai. Tomou chegada, e disse: pai, o senhor tem um afilhado muito desmantelado! E, João Bilé arrematou em cima da bucha: e um filho.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A OVELHA NEGRA

Em Várzea-Alegre, numa família abastada, existia um jovem "carga torta", que vivia aprontando das suas para desespero da sua mãe, viúva,  mulher integra e muita respeitada na comunidade.

Certo dia, o Carga Torta aprontou uma das suas e a velha ao admoesta-lo, falou: Meu filho, você é a ovelha negra da família, teu pai era um homem tão correto, bom e honesto, a quem foi que você puxou?

E ele em tom de graça: A senhora está é com sorte - só tem uma ovelha negra, seu fulano tem é um magote e, tem mais uma, se meu pai era tão  correto e bom, eu só posso ter puxado a mãe.

domingo, 5 de agosto de 2012

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro


No início dos anos 80 do século passado, um amigo do Dr. Francisco Idílio do Nascimento, ex- prefeito de Cedro Pernambuco, foi até a cidade de Serrita, no mesmo estado, vender um porco que o havia morto para fazer a feira semanal, fato corriqueiro entre os pequenos criadores.

Após a venda bem sucedida do animal, o homem foi até um café, em frente ao açougue, para a sua tradicional merenda matinal, já que a fome era devastadora. Pediu um pedaço de bolo com café e iniciou o seu desjejum.

Um poema, inspirado em “No Meio do Caminho” do poeta Carlos Drummond de Andrade conta em detalhes a cena verídica que se segue.

Ô BOLO BOM

Em cima da mesa houve um bolo bom
Houve um bolo bom em cima da mesa
Houve um bolo
Em cima da mesa houve um bolo bom

Ô bolo bom, ô bolo bom!
Que bolo!
Mas, que bolo, bolo!
Ô bolo!
Que bolo bom!

Jamais me esquecerei desse desjejum
Na ânsia de meu estômago tão faminto.
Jamais me esquecerei desse bolo tão bom
Desse bolo
Houve um bolo nesse tempo tão bom
Nesse tempo tão bom houve um bolo