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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Nós somos da Tupy.

Expedito, filho de Damiana e Caboclo, residentes no Sitio Sanharol, ao completar dezoito anos foi embora para São Paulo. Chegando lá foi morar na residência de um outro irmão que já estava praquelas bandas há alguns anos. Expedito saia de um bairro nas proximidades de São Bernardo do Campo para trabalhar no centro. Um belo dia, quando Expedito fazia o percurso, entre sua casa e a empresa da qual era funcionário, foi convidado a ajudar a desatolar um carro que conduzia um motorista, um repórter e um cinegrafista. O Senhor pode nos ajudar, pois somos da TUPY estamos com muita pressa de seguir viagem a o carro está deslizando nesta lama e com qualquer ajuda vai atravessar, disse o repórter. Expedito respondeu com outra pergunta: e vocês são de qual TUPY? Somos da Rede Tupy de Televisão. O Governador está indo a cidade de Cotia inaugurar umas obras e nós vamos fazer a cobertura e não podemos chegar atrasados. Expedito arregaçou as mangas da camisa, levantou as pernas da causa até a altura do joelho e disse: Vamos lá, vou ajudar, agora se você vocês fossem da TUPY que fez uma enxada que eu trabalhava com ela na roça no Ceara vocês iam se acabar atolados e eu não dariam nenhuma ajuda. O carro saiu, os cabras foram embora e Expedito ficou todo enlameado. Teve que voltar para casa, banhar-se e trocar de roupa. Por causa do TUPY Expedito perdeu o ponto neste dia e por pouco não perde o emprego.
A. Morais.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A teima de padre Vieira com o poeta Zé Limeira - IV


Limeira:
Aquela viagem foi
Um perigo pra criança,
Se fosse um carro de boi
Tinha maior segurança.
Se o jegue desembestasse,
Corresse e não mais parasse
Eu tava sem salvador.
E o infeliz do jumento,
Caia no esquecimento
Do seu irmão escritor.

Padre Vieira:
Pois é. Eu sou escritor,
Sou vigário e jornalista,
Não quis ser agricultor,
Mas meu pai é ruralista.
Conheço esse sertão,
Como a palma dessa mão
Foi aqui que me criei.
Quando me aperta a saudade,
Eu fujo aqui da cidade
E vou para o Cristo Rei.

Limeira:
Você diz que é escritor
Que seu livro tem respaldo,
Pois eu sou um cantador
Como foi Cego Aderaldo.
Posso até ser mentiroso,
Mas se Deus for generoso
Guarda meu lugar no céu.
Eu nunca fiz edição,
Mas a nossa discussão
Vou editar num cordel.
.
Limeira sentiu-se fraco
Tratou de pedir perdão,
Pôs a viola no saco
E fugiu da discussão.
Passou na Carrapateira,
Dizendo: - O Padre Vieira
Acabou a cantoria.
Era eu danado rimando,
E o Padre apenas pregando
Sobre Jesus e Maria.

Enfrentei Sílvio Granjeiro,
Chico Alves e Aderaldo,
Surrei Pinto do Monteiro,
José Gonçalves e Geraldo.
No estado da Paraíba,
Eu açoitei João Furiba
E Inácio da Catingueira.
Mas o Padre sem viola,
Preparou uma mão de sola
Que acabou com Zé Limeira.

Mundim do Vale

A teima de Padre Vieira com o poeta Zé Limeira - III

Limeira:
Eu cantando em Rajalegue
Meu verso sai de primeira,
Nem mesmo o Padre do jegue
Assusta o nêgo Limeira.
Viva o escrivão Dudal,
Viva Zé de Lourival
Viva a folha da urtiga.
Viva o Alto do Tenente,
Viva a Rua São Vicente
Viva o terço da Formiga.

Padre Vieira:
Você agora rimou
Somente com gente boa,
Porém não impressionou
Com essa mistura à toa.
Seu verso não tem valor,
Deixe de ser cantador
E vá amansar jumento.
Não vai haver prejuízo,
O jegue não tem juízo
E você é bem carente

Limeira:
Eu agora tou zangado
Porque o Padre apelou,
Me chamou de abilolado
E abilolado eu não sou.
Comparando Zé Limeira,
Com um lopreu da ribeira
O Padre tá apelando.
Eu não gostei da proposta,
O jegue também não gosta
Mas eu respondo cantando.

Padre Vieira:
Você responde cantando
Sem ter nenhum argumento,
E eu respondo rezando
Pelo novo testamento.
Nós dois somos diferente,
Você é cobra serpente
E eu sou pastor de rebanho.
Só quando Deus nos chamar,
É que nós vamos chegar
Os dois do mesmo tamanho.


Zé Limeira:
Viva compadre e comadre
Viva o novo testamento,
Viva o jumento do Padre
Viva o Padre do jumento.
Viva o Padre Antônio Vieira,
Viva Deus, viva Limeira
Viva o menino Jesus.
Viva o jumento também,
Que se escondeu em Belém
Pra não carregar a cruz.

Padre Vieira:
Poeta você pecou
Quando fez essa mistura,
Porque você colocou
Criador e criatura.
O jegue tem seu valor,
Mas longe do criador
Não faça essa misturada.
Jesus, José e Maria,
Andaram de jegue um dia
Mas a missão foi sagrada

Mundim do vale.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A teima de Padre Vieira com o poeta Zé Limeira - II

Limeira:
Vá pra sua sacristia
Que eu fico com a viola,
Eu recolho a mixaria
E o Senhor passa a sacola.
Mas pense só um momento,
Tenha cuidado em jumento
Que o bicho é sem futuro.
Tratar dessa criatura,
Tem que ser como a procura
De um pinico no escuro.

Padre Vieira:
Você ofende o jumento
Mas ele é melhor que gente,
Trabalha sem pagamento
E não ingere aguardente.
Não fala da vida alheia,
Mesmo que esteja na peia
Nem comete estelionato.
Não pratica oposição,
Não cobra indenização
Nem freqüenta sindicato.

Limeira:
O Padre tá enganado
Jegue é figura do cão,
Quando ele tá expritado
Não é bom, confiar não.
Se a jumenta escapar,
Ele corre até pegar
Onde quer que ela esteja.
Qualquer barreira ele enfrenta,
Para pegar a jumenta
Entra até na sua igreja.

Padre Vieira:
Eu conheço o animal
E também o ser humano,
O jumento é liberal
E o homem é desumano.
Você com essa viola,
Vive a pedir esmola
Cantando pornografia.
E o jumento relinchando,
Passa a vida trabalhando
Sem saber o que é orgia.

Limeira:
Com esse papo, Seu vigário
Pode até ser deputado,
Mas cuidado no plenário
Prumode não ser cassado.
Não junte jegue com gente,
Porque pode o presidente
Mandar cassar seu direito.
Aí Seu Padre termina,
Vestido nessa batina
Com a cruz de Cristo no peito.

Padre Vieira:
Se essa sua previsão
Vier a surtir efeito,
Eu deixo a legislação
E vou estudar direito.
Quando eu tiver com o canudo,
Garanto fazer de tudo
Pra defender o jumento.
E o poeta imoral,
Enquadro na lei penal
Conforme o meu juramento.

Mundim do Vale

terça-feira, 28 de julho de 2009

Valorizar Pessoas.


Muita gente, ao invés de corrigir o outro para construir, põe-no mais no fundo do poço. Pisa-o, magoa-o... “ Voce é um bêbado, um homem sem-vergonha!” Não seria melhor e não traria mais resultado dizer: “Sua família precisa de voce”! “A bebida pode estragar sua saúde”! Posso lhe ajudar em alguma coisa? Muita coisa depende da maneira de como tratamos os outros. Valorizar a pessoa, visitá-la, conversar com ela, dizer que é gente, que tem valor, que é filha de Deus, que é importante. O mal é que, muitas vezes, nós imaginamos uma personalidade e queremos encapuzá-la nas outras pessoas. E quando alguém não pensa como pensamos, então não vale mais nada para nós. Viver não significa apenas estar presente neste mundo. É preciso qualificar o nosso existir. E uma maneira aconselhável é fazer a felicidade dos outros para que possamos ser felizes também.
A. Morais

A teima de Padre Vieira com o poeta Zé Limeira - I

Zé Limeira a viajar
Rimando por este mundo,
Certa vez foi esbarrar
Na terra de São Raimundo.
Com a viola de lado,
Foi cantar lá no mercado
No seu jeitão natural:
Eu rimo filosomia,
Nos quelé da juvenia
Etcetra e coisa e tal.

Padre Vieira chegou
Escorou-se na esquina,
Quando Zé Limeira olhou
Avistou só a batina.
O poeta deu um riso
E rimou de improviso:
Eu tou vendo um movimento.
Se não for um anum preto,
Pendurado num graveto
É o Padre do jumento.

Limeira:
Aqui quem canta é Limeira
Doutor em pidofilia,
Chegou o Padre Vieira
Pra benzer a cantoria.
Não olhe assim desse jeito,
Que o meu verso é perfeito
E a minha rima é completa.
Não precisa acanhamento,
Se o Padre benzeu jumento
Porque não benze um poeta?

Padre Vieira:
Zé Limeira se comporte
Não rime essa Heresia,
O jegue foi o transporte
De Jesus e de Maria.
O jumento é nosso irmão,
Mas você não tem noção
Dessa grande afinidade.
Pode fazer sua rima,
Mas não ofenda a doutrina
Nem agrida santidade.

Limeira:
Se o Senhor Padre Vieira
Quiser um jegue decente,
Vá à serra do Teixeira
Que lhe dou um de presente.
O Padre pode montar,
Mas não é bom açoitar
Nem falar alto com ele.
Jumento é a besta fera,
O bicho não considera
Nem a jumenta mãe dele.

Padre Vieira:
Eu não sou o seu parceiro
Seu poeta sem pudor,
Você é um violeiro
Eu sou um Padre escritor.
Se eu valorizo o jumento,
É porque meu sentimento
Tem o nível humanitário.
Gosto mais do animal,
Do que gente sem moral
Que não respeita vigário.

Mundim do Vale.

Jose Clementino do Nascimento


A morte do compositor José Clementino consternou o Cariri. Ao lado de Luiz Gonzaga, Padre Antônio Vieira e Patativa do Assaré, Zé Clementino fez parte da “Trilogia do Ciclo do Jumento”, um movimento idealizado em Crato, em defesa do jegue. A iniciativa tomou dimensão nacional através da música e da poesia dos quatro defensores do jumento. A campanha ganhou mais intensidade na década de 80, quando os quatro se encontraram na Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), sob a presidência de Henrique Costa. Padre Vieira chegou ao palanque, onde se encontravam Luiz Gonzaga, Patativa e Zé Clementino, montado num jumento. Ao lembrar este fato, destacacamos que Zé Clementino foi um dos mais vigorosos músicos do Ceará. É o autor de autênticos clássicos da música nordestina, tendo sido interpretado por alguns dos grandes nomes da MPB, dentre os quais o “Rei do Baião” — Luiz Gonzaga. Funcionário público aposentado, Zé Clementino, que já morou em Crato, quando trabalhava no INSS, integrou-se à vida boêmia da Princesa do Cariri, fazendo parcerias com outros artistas. Com o “velho Lua”, o talento de Zé Clementino ganharia destaque nacional, ao passo que, por outro lado, a inventiva produção artística do compositor varzealegrense proporcionaria vitalidade e renovação à obra musical de Luiz Gonzaga. O “batismo” fonográfico da parceria Luiz Gonzaga-Zé Clementino procedeu-se, de certa forma, quando o “Rei do Baião” atravessava um longo período de ostracismo e mesmo de indefinição quanto à continuidade da carreira artística. No seu trabalho anterior, o ilustre “sanfoneiro de Exu” mostrava-se desestimulado e cético quanto aos possíveis rumos de sua até então vitoriosa trajetória musical. Numa de suas canções mais emblemáticas da época, Luiz Gonzaga lamentava: “Pra onde tu vai, Baião? / Eu vou sair por aí / Mas por que, Baião? / Ninguém me quer mais aqui...”. De fato, o Baião, assim como outros ritmos nordestinos, havia perdido o forte apelo comercial que gozara no passado, particularmente em virtude do surgimento de novos movimentos musicais — a Bossa Nova e a Jovem Guarda. Nesse panorama, foi lançado o álbum “Luiz Gonzaga – Óia Eu Aqui de Novo”, o qual continha três canções compostas por Zé Clementino. Uma delas, o “Xote dos Cabeludos”, uma bem humorada crítica à estética ‘hippie’ que conquistava a juventude de todo o mundo, tornou-se uma das músicas mais executadas do país no verão de 68, trazendo o ‘Rei do Baião’ de volta à mídia e despertando o interesse das novas gerações pelo riquíssimo acervo musical do artista. Naquele mesmo ano, Zé Clementino confere uma legítima e emotiva dádiva à sua cidade natal, quando compõe a letra do Hino Oficial de Várzea Alegre. No seu álbum seguinte, Luiz Gonzaga grava “O jumento é nosso irmão”, uma homenagem à luta, encampada pelo Padre Vieira, em prol da preservação da espécie asinina. Em 1976, fazendo proveito do mesmo tema, o Rei do Baião gravaria “Apologia ao jumento”, uma espécie de discurso inflamado em que, com muito bom humor, exalta as benesses do “pobre e castigado” animal. Registra ainda o xote “Capim Novo”, outra canção do compositor varzealegrense, cuja letra sugere uma “discutível” alternativa terapêutica e afrodisíaca para os homens que enfrentam os “percalços” da terceira idade. Em 1978, o Trio Nordestino, na época o campeão em vendagem de discos no segmento de música regional, grava “Chinelo de Rosinha”, uma parceria de Zé Clementino e Paulo César Clementino. Em 1983, o Brasil vê-se tocado pela sensibilidade musical do prodigioso varzealegrense Serginho Piau, que executa a comovente canção “Simplesmente Zé”, de autoria de Zé Clementino, em alguns programas televisivos. Por fim, os anos 90 marcaram o processo de revitalização estética e musical do forró, e o cearense Sirano, um dos mais bem sucedidos artistas do Ceará. Entre as suas músicas estão: “Aí não deixo não”, “Xote dos cabeludos” , “O jumento é nosso irmão”, “Apologia ao jumento”, “Contrastes de Várzea Alegre”, “Capim novo”, “Sou do banco", "Xeêm”, “Chinelo de Rosinha”, “Jeito bom”, “Hino Oficial de Várzea Alegre”, e “Simplesmente Zé”. Ele faleceu vítima de enfarte no Hospital de Várzea Alegre, aos 69 anos de idade. Gravada pelo Trio Nordestino e campeã de vendagem veja a letra de :

Aí não deixo não!

Não, não, aí não deixo não!
Se você beijar aí vai ser grande a confusão.

Eu gosto muito de você e tenho admiração,
Entreguei só pra você meu coração.
Meu benzinho pelo bem do nosso amor,
Eu lhe peço, por favor.
Aí não deixo não!

Leve seus troços, vá deixar noutro lugar
Se você não quer casar
Porque vem com enrolação,
Você bem sabe, estas coisas não aceito,
Isso é falta de respeito
Aí não deixo não.
Não, não, aí não deixo não.
Se você beijar aí vai ser grande a confusão.

A. Morais

domingo, 26 de julho de 2009

Proximas postagens.

01 - Diabruras - Continuação do tema "cangaço". Sequestros e resgates, assassinatos, roubos e desordens etc.

02 - Braveza - Historia do Coronel Gumercindo Braveza , narrada pelo grande escritor e autor Dr. Jose Flavio Pinheiro Vieira. Se o problema é rir: voce vai rir do começo ao fim.
03 - Do cordelista Mundim do Vale, uma preciosidade, "A teima de Padre Vieira e Ze Limeira". Uma homenagem ao Padre Antonio Batista Vieira, o maior e mais ilustre filho de Varzea-Alegre na area da literatura e da cultara. Serão tres postagens. Mundim se esmerou na composição. Um bom domingo para todos e fiquem com Deus.
A. Morais

O arranca-rabo entre Yoko Ono e Maria Bonita.

Yoko
Cabeçuda sem astral
Você só ver violência
Lennon elevou a cabeça
Pela sua inteligência
E pregou a paz no mundo
Com bastante paciência.

Maria
Não venha com eloqüência
Desmerecer o cangaço
Tivemos um ideal
Preenchemos nosso espaço
Também tivemos cabeças
Não víamos um embaraço.

Yoko
No sufoco do mormaço
Da caatinga abandonada
Vi o teu herói nordestino
Ter a cabeça elevada
Não por ter inteligência
Mas por tê-la decepada.

Maria
Fico decepcionada
Pela maneira brutal
Que você retrata o mito
Como de fosse um animal
Porém demonstro a você
Um Lampião imortal.

Yoko:
Eu sou internacional
E devo admitir:
Que o cangaço teve história
Fez o oprimido sair
Clamando por liberdade,
Só desejando ir e vir.

Maria:
Crendo muito no porvir
Sou também universal
Os Beatles fizeram história
Lennon tornou-se imortal
Clamando por liberdade
Pregou o amor fraternal.

Yoko e Maria:

No tablado da vida vai crescer
A esperança do povo em tom de crença
Desistindo, porém, da desavença
Que nutria o cangaço pra valer.
John Lennon lutou pra fortalecer
O seu franco ideal de liberdade.
Lampião trabalhou com crueldade
Pra justiça social crescer valente
Matou cabo, soldado e muita gente
Nessa luta cruel por igualdade.

Dr. Savio Pinheiro.

sábado, 25 de julho de 2009

O arranca-rabo entre Yoko Ono e Maria Bonita - V

Yoko:
Você não sabe a labuta
De vestir-se bem decente
O Lennon, em várias lojas,
Só compra roupa atraente
Diferenciando o ídolo
Do normal de muita gente.

Maria:
O ídolo é quem faz a mente,
Muda o costume do novo,
Porém, Lampião é mito
E o mito quem faz é o povo
Sua roupa não é comprada,
É autêntica como um ovo.

Yoko:
Repita você, de novo,
Que Lampião é o melhor!
Na criação e no canto
O Lennon é muito maior
Na busca da liberdade
A guerra ficou menor.


Maria:
No quanto pior, melhor,
O cangaço teve astral
Na escopeta, na bala,
Nós fizemos tudo igual
Na busca da liberdade
A guerra foi natural.

Yoko:
O Lampião fez por mal
Tantas coisas no sertão:
Capando homens de bem
Roubando feito ladrão
Foi pior que Satanás,
Isso eu não entendo, não!


Maria:
Homem de bom coração
No bom Deus ele acredita
O Lampião tinha a fé
O Lennon tinha a catita
No chão, foi tão conhecido
Quanto Jesus, ele cita.


Yoko:
A sua filha Expedita
Sabe que não foi assim.
Quando falou em Jesus
Não foi querendo ser ruim
Só quis demonstrar prestígio,
Ele confessou a mim.

Maria:
Você foi o estopim
Do sonho que acabou
Manipulou o John Lennon
O seu fã-clube frustrou
Desfez a Beatlemania
Sua mão pequena abalou.

Yoko:
A mão pequena afastou-me
Do sonho bom do meu pai
De tornar-me pianista,
A lembrança não me sai.
Daí, passei a cantar
Pois o sucesso me atrai.

Maria
Tua mão pequena não vai
Dedilhar num recital
Bem diferente de mim
Que tem um par bastante igual
E que com habilidade
Manuseio o meu punhal.

Dr. Savio Pinheiro.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O viajante - Joelmir Betim

Se beber não dirija. Nem governe. Até o final de seu governo, o presidente Lula já cometeu tantas viagens ao mundo, ou mais de duas por mês, tal como semana sim semana não. Sem contar, ora, pois, as até aqui, viagens pelo Brasil.

Total de intinerância presidencial, caso único no mundo e na historia: Equivale a 81.90% do seu mandato fora do seu gabinete. Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto.

Governar ou despachar, nem pensar. A ordem é circular. A qualquer pretexto. E sendo deselegante, digo que o presidente não é nem nunca foi chegado ao batente, ao despacho, ao expediente. Jamais poderá mourejá no gabinete, dez horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado a mesa para estudar, que dirá para trabalhar.

O Lula a moda Maluf.

O jornal britânico The Guardian destacou em seu site nesta quinta-feira, 23, a "revolução do bigode" para protestar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O artigo convida os internautas a tirar fotos com a "ferramenta de protesto" - natural ou falso - e enviar ao blog, "até o Sarney cair". "Os bigodes são uma referência a José Sarney, o presidente do Senado Brasileiro, atingido recentemente por denúncias de nepotismo e empreguismo".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 23, ao se referir às mais recentes denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que "não se pode vender tudo como se fosse um crime de morte". Durante entrevista à Rádio Globo AM, de São Paulo, Lula argumentou que uma coisa é pedir emprego, outra é fazer lobby. "Precisamos saber o tamanho do crime. Uma coisa é você matar, outra é roubar, outra é pedir emprego, outra coisa é relação de influência, outra é lobby", afirmou.
Comentario do Blog: O Lula aderiu de vez ao Maluf. Lembram do “estupre, mas não mate”! Que bafafá deu na época. O Brasil hoje é outro. É o Brasil do PT. Como diz o Cara: Roubar pode, matar não. Só se necessario for como em Santo Andre e Campinas.
A. Morais

O Arranca-rabo entre Yoco Ono e Maria Bonita - IV

Yoko:
A mídia lhe dá prazer,
Vejo bem em seu olhar,
Pois falas com emoção
Ao, este tema, abordar
A política te fascina
Você não pode negar.

Maria:
Insisto em acreditar
Que um dia vencerei,
Pois com a vida cangaceira
Jamais edificarei;
Porém, temo que este sonho
Eu jamais construirei.

Yoko:
O sonho é o nosso rei
É o nosso grande acalanto
Você sonha em ser livre
Eu já sonho com o canto
O canto da paz fraterna
Para mascarar o pranto.


Maria:
Na realidade eu me espanto
E o meu sonho de desfaz;
Não acredito em mais nada
Tenho esperança fugaz
E o seu John Lennon querido
Nunca foi um bom rapaz.


Yoko:
Você nunca terá paz
Com amargura tamanha.
Mesmo você bem trajada
E com toda essa artimanha
Nesse modelo esquisito
Até parece uma estranha.

Maria:
A minha grande façanha
No sertão ou na cidade
É trabalhar bem o couro
Com enorme variedade
Bordar, cozer e cerzir
Dá-me enorme vaidade.


Yoko:
Com toda cumplicidade
Quero aqui me permitir
Dizer que o John Lennon tinha
Nobre gosto no vestir
E sendo ele bem vaidoso
Sempre soube construir.

Maria:
Eu venho aqui garantir
Que o Virgulino disputa:
Em moda, ele é mais esperto
Que qualquer filho da puta,
Desculpe o atrevimento
Mas você não me recruta.

Dr. savio Pinheiro.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Dançar de rosto colado.

Rosto colado é coisa que os jovens de hoje não conhecem como preliminares de um ato de sedução. Nesses bailes de antigamente (que palavra dolorosa!), os jovens rastreavam o salão em busca da garota ideal para iniciar um romance. Caso ela fosse localizada na mesa com os pais, nossas pernas tremiam. Uma cuba libre (rum, coca-cola, gelo e limão), talvez fosse o combustível para encorajar o ato de atravessar o salão e chegar na mesa com o convite, formalíssimo, "vamos dançar". O "sim" dela poderia significar que também queria dançar, pois os olhos já tinham se cruzado num momento do baile, mas poderia ser apenas o "sim" formal para não dar um "cano" no rapaz audacioso. Neste último caso, a regra que a jovem aprendeu em casa com a mãe casamenteira, era dançar no máximo três para não significar que havia outro interesse a não ser o da boa educação. No entanto, se "pintasse um clima" – ai, Jesus! – As danças se prolongariam por todo o baile e, na hora exata, os rostos se colavam e a sedução começava com uma conversa de ouvido. O ato de seduzir transformava-se numa enciclopédia romântica que valia até mentiras ingênuas e nos dias seguintes flores e serenatas.
Corta para 2009. Não há mais rosto colado, não há mais bailes, os conjuntos melódicos são apenas boas lembranças e os clubes estão fechando seus salões que tinham a sua boate para os jovens. O beijo roubado, quando as luzes diminuíam de intensidade, era, talvez, o único da noite. Hoje, as garotas ficam apostando quem beija mais garotos numa noite e vulgarizou-se o ato mais sublime de um início de conquista. O baile funk, mais que uma reunião dos jovens de hoje, é um convescote de traficantes em busca de novos babacas para o início de uma vida de vícios. Vale o mesmo para a festa reive e os incidentes estão aí na imprensa para que o colunista não passe por um "velho recalcado". A sedução transformou-se em agressão sexual, para ambos os lados. Sem crack, sem pó, sem baseado, não há sequer uma aproximação de pessoas de sexo diferente. Não se dança mais, os requebros e os pulos substituíram os passos cadenciados. O barulho do bate-estaca acabou com o diálogo. Sem diálogo não há sedução, mas pode haver estupro.
Fim de papo. Está bem, somos velhos quando falamos em "rosto colado". Mas ninguém pode roubar, de nossa memória, um tempo mágico onde o cavalheirismo de uma dança fazia-nos flutuar por salões com pessoas especiais. “E quem não dançou uma vez na vida de rosto colado não sabe o que perdeu".
Rogério Mendelsk

Eu já tou aposentado.

Francisco Ildefonso, conhecido em Várzea Alegre como Chico da Sapucaia, depois de aposentado pela idade, resolveu curtir a aposentadoria não aceitando fazer mais nenhum trabalho. Se alguém lhe chamasse para fazer algum bico ele se zangava e dizia: Eu já tou aposentado! Certa vez ele passava uma semana santa no sítio Baixio do Exu de propriedade do seu cunhado duplo Azarias Martins e com eles estava também seu primo João de Vigovino que trabalha no ramo de construção civil como empleiteiro. Na quinta feira tomaram uns vinhos, almoçaram e depois foram dormir na varanda. Quando acordaram João falou para Chico que tinha tido um sonho muito bom. Chico ficou curioso e pediu para ele contar, os sobrinhos primos e amigos cantaram em couro: Conta, conta, conta. Pois bem, foi assim: - eu tava sonhando que tinha ganho uma concorrência para construir uma grande obra, já estava com muitos operários trabalhando e tinha uma fila enorme pedindo emprego. Chegou um rapaz com uma carta de recomendação e me pediu a vaga de mestre de obras. Eu disse: - Meu rapaz eu lamento muito não poder atendê-lo porque a vaga de mestre de obra eu estou reservando para meu primo Chico da Sacupáia. Chico interrompeu João dizendo: Barra aí! Você vá dormir de novo, torne a sonhar e arranje o emprego para o rapaz, que eu já tou aposentado.
Mundim do Vale.

O Arranca-rabo entre Yoco Ono e Maria Bonita - III

Yoko:
Não compare o bem com o mal
Catitinha do sertão
O John Lennon tinha estampa
Era um tipo bonitão
Tinha os seus cabelos longos
E artefato na visão.

Maria:
Parece é com Lampião
A sua descrição veemente
Pois Virgulino ostentava
Sua fama de valente
Com uns óculos redondinhos
E cabeleira decente.

Yoko:
Tu tens fama de valente
E és bastante atrevida
Em comparar o teu marido,
Semelhança merecida,
Porém, a mente, do meu
Tem pureza garantida.

Maria:
Não se faça de vencida
Japonesa alvoroçada.
Tu mandas no teu marido
E ele só tem fachada;
Os ingleses que o digam
Sua cobra disfarçada.

Yoko:
A nossa rainha amada
Deu-lhe um título de valor
Membro do Império Britânico
Foi cedido a primor
Devido a sua importância
O chamaram de senhor.

Maria:
Ele viveu o esplendor
Na certa, bem merecido;
Todavia, Lampião
Não ficaria esquecido;
O título de Capitão,
Deu-lhe as tropas, do partido.

Yoko:
O governo ressentido
Com o Carlos Prestes em ação
Cedeu-lhe a nobre patente,
Mas não deu de coração,
E jogo de interesse
Para mim não vale, não!

Maria:
O jogo da sedução
Habita todo Poder.
A rainha Elisabeth
Também quis enaltecer
Os interesses do Reino
E a todos favorecer.

Dr. Savio Pinheiro.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Estelionato contra o santo.

Jerônimo Bilé nos seus vinte e cinco anos, vivia em Várzea Alegre como todos os jovens da sua idade. De repente contraiu uma doença que alterou o sangue e ele quase parte dessa para uma melhor. Apesar de uma boa assistência médica o problema foi se agravando a um ponto que Jerônimo recorreu a São Francisco. Fez uma promessa que se ficasse bom viajaria de Várzea Alegre ao Canindé de joelhos. Eu não posso dizer aqui que foi a promessa ou o avanço da medicina mas o fato é que o doente ficou curado. Recuperado, Jerônimo voltou a fazer tudo o que fazia antes: Beber, fumar, dançar e raparigar. Certo dia na festa do padroeiro Jerônimo estava na barraca de Fafá com a mesa cheia de cervejas, quando chegou seu amigo Raimundo de Souzão e falou: Eita Jerônimo ficou bonzim hem? Só falta mesmo tu ir de joelhos para Canindé, ou será que tu vai querer enrolar o santo? Jerônimo falou: Logo, logo eu vou. Só tou esperando tio Pedro tirar um tempinho para ir comigo. Ai vai! E o que é que o Dr. Pedro tem haver com a tua promessa? É porque nós vamos no opala dele. Ele vai dirigindo e eu vou de joelhos no banco traseiro.
Mundim do Vale

Arranca-rabo entre Yoko Ono e Maria Bonita - II

Yoko:
Quem você pensa que é
Cangaceirinha atrevida
Pra falar mal do meu Lennon,
Que defendeu sempre a vida,
Você tem é muita inveja
Por ser tão desprotegida.

Maria:
Não me sinto garantida
Nesse mundo injustiçado,
Onde o rico oprime o pobre
Com plano já bem traçado;
Pois se o Lennon quis a paz
Não chegou no meu roçado.

Yoko:
Um planeta abençoado
Foi o que Lennon mais pediu.
Criticando sempre as guerras,
Da violência, fugiu,
Não concretizando o sonho
Do nosso mundo partiu.

Maria:
Sei o quanto ele insistiu
Nessa determinação
E que utilizou o rock
Com bastante precisão
Porém, foi assassinado
Como foi o meu Lampião.

Yoko:
Neste ponto, tens razão,
Ó criatura rural!
Pois a dupla sucumbiu
Na busca de um ideal:
O Lennon buscando o bem
E o teu Lampião, o mal.


Maria:
Se ele usou o seu punhal
Na labuta do cangaço
Foi para fazer justiça
Com fé e sem embaraço
Numa afronta aos coronéis
Que mandavam no pedaço.


Yoko:
Virgem fica sem espaço
Nas andanças do teu bando
Pois o grupo em algazarra
Pela mata ia estuprando
As donzelas mais bonitas:
Era assim, de quando em quando.

Maria:
Já que queres me lembrar
De pendenga sexual
No bando de Liverpool
Tinha um rapaz genial
Que traçava gente moça
Mesmo intelectual.

Dr. Savio Pinheiro.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Conterrâneos.

Tenho certeza que irão gostar de saber da novidade. Hoje bem cedinho eu estava falando com a Maria minha tia, por telefone, quando chegou o Tiburcio Bezerra na casa dela, pedindo para vê como estava a situação do Cruzeiro, pois ele quer fazer melhoramentos e colocar como um dos pontos turísticos de nossa Várzea-Alegre. Falei com ele e me prontifiquei a fazer divulgação pela Internet, coisa que para mim será motivo de orgulho. Sabedora do carinho que todos temos pela nossa terrinha não poderia deixá-los de fora desta novidade. Fiquem com Deus e com meu carinho.
Fátima Bezerra Bezerra.
Comentário do Blog do Sanharol:
Maria de Fátima.
Parabens pelo interesse e defesa que faz do patrimônio histórico de nossa terra. Esse Cruzeiro tem historia e precisa ser preservada a memória. O vice-prefeito Tibúrcio Bezerra de Morais sempre foi um cidadão ligado a Educação e Cultura de nossa cidade. Mister se faz tomar medidas para que o Cruzeiro não caia no esquecimento como ocorreu com o que existia atrás da capela de Santo António onde foi sepultado, nos idos de 1877, o segundo vigário de Várzea-Alegre Padre Vicente Ferrer Ponte. È necessário que se resgate a historia do Cruzeiro, a sua origem, para que se transforme em ponto de visitação publica. Sou autor no Blog do Crato, Blog do Juazeiro e no Cariricult e estou disposto a participar da divulgação do empreendemento.
A. Morais

Dr. João Passarinho.

Na campanha municipal do ano de 2.000, candidatou-se em Várzea Alegre, o advogado João Siebra, tendo como adversário o também advogado João Eufrásio, concorrendo à reeleição. Francimar de Doca Dutra trabalhava como cabo eleitoral para o Dr. João Siebra no distrito de Canindezinho. Num domingo Francimar bebia com outros militantes numa mercearia do sítio Aba da Serra, no exato local onde os municípios de Várzea Alegre e Cedro fazem divisa. Eles conversavam: Dr. João praqui, Dr. João praculá, uma cachaça no copo, outra no bucho. Quando apareceu um sujeito com aparência de embriagado e falou: Ei, Francimar, pague uma lapada pra eu, qui eu tombem vou votar no Dr. João. Francimar perguntou: Qual Dr. João? Dr. João adevogado. Mas os dois são advogados. Mas eu voto é no qui tem nome de Passarim. Francimar ficou confuso sem saber qual dos dois candidatos tinha nome ou apelido de pássaro. Nesse momento chegou Zé Brito, menor do que o bolsa família e conhecendo o sujeito falou: Num ingane o rapaz não! Tu nem votar na Rajalegue num vota. Tu vota é inté no Cedro. Foi nesse momento que a ficha de Francimar caiu, e ele descobriu que o rapaz era eleitor do Dr. João Viana. Que também era advogado e candidato a prefeito do vizinho município de Cedro.
Mundim do Vale.

Arranca-raba entre Yoko Ono e Maria Bonita - I

O médico, escritor e cordelista Dr. José Savio Pinheiro, meu conterrâneo da Várzea-Alegre me enviou um cordel com o tema acima. Como é muito longo farei algumas postagens, num total de seis, e sempre acompanhada de uma foto dos sertões nordestinos, por onde Maria Bonita percorreu junto com o famigerado grupo do marido Virgulino. Veja primeira parte:
No mundo, ao qual habitamos,
As injustiças imperam
As guerras se multiplicam
As vidas se desoneram
E sem justiça social
Os povos se desesperam.

No século, que se passou
Houve muita tirania,
Assisti guerras horrendas,
Multidões em agonia,
Porém, a paz almejada
Não saiu da fantasia.

O tempo assim vai passando...
A esperança também!
A insegurança aumentando
Não tem pena de ninguém
E a tão sonhada igualdade
Voa alto... Muito além!

Nesse cenário esquisito
Observo sempre, atento,
O pensamento reinante
Do povo em movimento
E um caso interessante
Narro aqui, nesse momento.

Certo dia de domingo,
Num plantão no hospital,
Atendi a um paciente,
Que em sua casa passou mal,
Tendo um quadro de delírio
Quase sobre natural.

Narrativa de valor
Chamou a todos à atenção:
Um homem muito educado
De bem traçada feição
Após grande bebedeira
Pôs a mente em confusão.

Um episódio delirante
Após parar de beber
Fez-lhe bastante agitado
Sem vontade de viver
Porém, ao ser medicado
Filosofou com prazer:
Eu sempre fui defensor
Da justiça social

Eterno incentivador
Da concórdia universal,
Daí, nutrir grande crença
De ver a paz mundial.

Enquanto o homem sonhava
O seu olhar foi pro teto
Vislumbrou grandes besouros
Sob a laje de concreto
E delirando, de fato,
Foi falando bem direto:

Silêncio! Peço silêncio!
Pois assisto a uma visão:
Vejo uma mulher brigando
Xingando uma outra, então,
É a esposa de John Lennon
Com a mulher de Lampião

Dr. Savio Pinheiro.

Politicas Publicas Equivocadas.

A renda da população do Nordeste, região mais carente do Brasil, cresceu nos últimos anos impulsionada pelo fortalecimento da economia nacional e pelos programas de transferência de recursos como o Bolsa-Família. O dado negativo é que isso não refletiu em melhora na qualidade de vida das pessoas que apenas sobrevivem nesses Estados e nem contribuiu para um desenvolvimento local sustentável. Serviços essenciais a que todos deveriam ter acesso como saúde de qualidade, educação universal, moradia adequada e segurança apresentaram crescimento bem abaixo da média do aumento de renda. Os dados são de uma pesquisa inédita feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Projetos, que apresenta amplo diagnóstico das mazelas e conquistas socioeconômicas dos nove Estados nordestinos, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, entre os anos de 2001 e 2007. O levantamento traça um retrato detalhado do atraso da região Nordeste com base em 36 microindicadores oficiais agrupados em oito temas: saneamento básico, qualidade de moradia, educação, segurança pública, renda, emprego, desigualdade e pobreza. O resultado serve de alerta e também como guia para autoridades públicas locais. O estudo concluído em Junho, ao qual o Estado teve acesso com exclusividade, atribui à falta de reflexos do aumento da renda nos indicadores sociais diretamente à escolha de políticas públicas equivocadas por parte do governo.

Ricardo Brant.

Assaltos por Estado.

Assaltante baiano.
Ô meu rei... Isso é um assalto... Levanta os braços, mas não se avexe não... Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado...Vai passando a grana, bem de vagarinho...Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado. Não esquenta, meu irmãozinho. Vou deixar teus documentos na encruzilhada.
Assalto mineiro:
Ô sô, prestenção, issé um assarto, uai... Levantus braço e fica ketin quié mió procê... Esse trem na minha mão tá chein de bala... Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje...Vai andando, uai! Tá esperando o quê, sô?!
Assaltante carioca:
Aí, perdeu, mermão... Seguiiiinnte, bicho tu te fu. Isso é um assalto.. Passa a grana e levanta os braços rapá...Não fica de caô que eu te passo o cerol... Vai andando e se olhar pra trás vira presunto.
Assalto paulista:
Pôrra, meu... Isso é um assalto, meu. Alevanta os braços, meu. passa a grana logo, meu. Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o ingresso do jogo do Corintians, meu. Pô, se manda, meu
Assalto gaucho:
Oh! gurí, ficas atento Báh, isso é um assalto...Levanta os braços e te aquieta, tchê ! Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê. Passa as pilas prá cá ! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.
Assalto cearense:
Ei Macho, isso é um assalto! Deixe de marmota, arriba os braços, não se bula nem faça munganga. Bora logo abestado, me dê logo a céda que eu sei que tu tá estribado. E num bote boneco não, senão eu papoco uma mãozada no teu pé-do-ouvido! Arriégua, só isso! Penseeeee num fi-duma-égua liso! Agora vai, vai, vai timboooora carniça. Pega o beco, pega o beco!
Assalto em Brasilia:
Brasileiros e brasileiras!
Estou aqui no horário nobre da TV para dizer que não sou comum, o Cara foi quem falou. Venho praticando meus atos há mais de 60 anos, nunca foi tão fácil, e não vai ser agora que o Cara liberou geral que vou parar. Não se afregelem. Aguentem caladinhos. Oh nós in vocês!
A. Morais

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Poema para quem não tem medo de Chorar - A Morte de Nanã - Patativa do Assaré.

Trago até vocês esse belo poema de patativa do Assaré, para quem tem nervos de Aço:




Abraços,

Dihelson Mendonça

A Burrinha Gasolina.


A cidade Várzea Alegre,
De Bidinho e Clementino,
Palco de boas histórias
Que desenham o seu destino
Apresenta pra vocês
A ação de um cretino.

Este fato aconteceu
Com um garoto adolescente
Fedelho muito precoce,
Namorador pertinente,
Sem mesmo entender a vida
Imaginou fazer gente.

Numa noite de domingo
Teve idéia original:
Vou roubar a namorada
E levá-la ao matagal
Imitando a natureza
Como faz todo animal.

Da forma que imaginou
Ele o fez com esperteza
Combinou com a amada
Com muita delicadeza
Se o seu pai achar ruim
Seguirei pra Fortaleza!

Como tinham combinado
O plano idealizou
Com cavalo bem selado
Seu amor nele montou
Cavalgando sobre a serra
Bom lugar ele encontrou.

O pai da jovem donzela
Amalucado ficou.
Sem saber onde encontrar,
Onde o casal pernoitou,
Ficou tão atarantado
Que o dia se findou.

Segundo dia de luta
A procura do impostor
O pai sem se orientar
Procura um vereador,
Este não ajuda em nada
Aumentando a sua dor.

No terceiro dia, então,
Refletindo, ao natural,
Procura a delegacia
Presta queixa, coisa e tal,
Conversa com o delegado
Confundindo o seu astral.

Delegado Antônio Costa
Sente-se na obrigação
Sendo padrinho da moça
Tinha que dar atenção
Pergunta do ocorrido,
Como foi a relação.

Compadre Chico, me diga,
O que foi que sucedeu?
Conte-me bem detalhado
Como o fato aconteceu.
Quero saber os detalhes,
Que você entristeceu.

Meu compadre Antônio Costa
Quero saber do senhor:
Já deu tempo desse traste
Deflorar a minha flor?
Pois cabra ruim, há três dias,
Deu uma de sedutor.

Compadre e amigo Chico
Eu não sou nenhum vidente.
Mas, grande interesse tenho
De dizer-lhe honestamente:
Se eles são joviais
O caso é muito evidente.

Quando eu muito cavalgava
E cumpria a minha sina
Gostava de passear
Na burrinha Gasolina,
Que faceira desfilava
Com trejeitos de menina.

Com a sua filha não sei,
Se algo de ruim encerra.
Porém, a minha burrinha,
Que comigo escorrega
Eu a comia três vezes
Só na descida da serra!

Dr. Jose Sávio Pinheiro.

domingo, 19 de julho de 2009

Tó - indo e voltando.

No inicio da década de 60, o meu pai acertou com o mestre Antonio Flandeiro, maestro da Banda de Musica de Várzea-Alegre, a época, para me dar umas aulas de musica. Eu estava com l0 anos de idade e descia do Sanharol para cidade sozinho com um medo danado. Mestre Antonio era muito amigo do meu pai e era um grande musico. Todos os seus filhos eram músicos também. O mais acanhado de todos eles era o José, rapaz velho e que além de meio encabulado era um misto de fanho com gago e tato. Logo no segundo dia mestre Antonio fez uma viagem, foi consertar uns tubos de armazenar legumes no sitio Varas de propriedade do Clicério Gomes de Morais. Deixou para me atender como professor o José e nós iniciamos a aula.
Num caderno, com a escala musical feita com uma régua estavam distribuídas as sete notas musicas. Como bom professor substituto Jose começou a explicar a lição: Tó! E eu como único aluno para me superar respondia: Tó. Ele explicou: olhe, quem diz tó é eu que sou tato e gago, você diz é tó, e eu repetia tó. Nessa arenga suspedemos a aula e esperamos a volta do professor titular na outra semana. O TÓ de Jose correspondia à primeira nota musical; dó.
Noutra ocasião, a banda de musica estava animando uma partida de Futebol no Estádio Juremal. A seleção de Carius fez o primeiro, segundo e terceiro gols. Depois do terceiro gol não havia mais ambiente para as marchinhas e dobrados do mestre Chagas. Então o Jose, o fanho, gago e tato disse para os companheiros da banda: Mirlinos! O noto nedosso é ir se estapulindo de gavasim. Os músicos saíram um por um com o instrumento pendurado na mão, bem como toda a torcida presente ao estadio.
A. Morais.

sábado, 18 de julho de 2009

No prejuizo.


Desde 15 de Julho que estamos em Crato. Semana de Exposição e festas. E eu no prejuízo. Pense numa taboca danada! Todo dia a mesma conversinha, o mesmo cochichado e a mesma desculpa: tem muita poeira, o sol está quente e eu ficando em casa. De fininho iam saindo um por um, e eu ficando. A sorte é que vovô também ficava e me fazia rir com suas mungangas e companhia. Tem nada não a minha vez vai chegar e eu desconto.
Aluisio.

Carta aberta - Senador Pedro Simon.

Estou me dirigindo ao senhor - com cópia para todos os seus comparsas porque a idéia geral que o senhor tenta transmitir para o distinto idiota povo brasileiro é a de que o senhor é um político sério, honesto, patriota. Por isto, e só por isto, estou me dirigindo ao senhor diretamente. Mas poderia me dirigir também aos Senadores Arthur Virgílio, Heráclito Fortes, aos babacas Suplicy e Cafeteira, alguns outros que tentam vender para o idiota eleitor brasileiro uma ficha limpa acima de qualquer suspeita. A carreta carregada com toneladas de denúncias que o PT acaba de despachar sub-repticiamente para o distinto imbecil público brasileiro, por ordens do senhor Lula da Silva, estava carregada há décadas e transitando sem nota fiscal e na maior tranquilidade pela auto-estrada da imoralidade política brasileira. Sua Excrescência senador José Sarney vem fazendo, desse parlamento maior, uma banca de negociatas com o dinheiro público desde que ai chegou, assim como fez do palácio do Planalto um balcão de negócios escusos e imorais durante o tempo em que foi presidente da república desta republiqueta de bananas. Apesar de tudo, nenhum dos senhores que tentam iludir o distinto idiota público brasileiro se colocou contra este lamentável estado de putrefação em que sempre esteve mergulhado este prostíbulo chamado pomposamente de Senado da República. Sempre que uma crise - e são constantes as crises entre os senhores - surge, o senhor e alguns outros prestidigitadores vêm à público com cara de santa puta fingindo se colocar numa posição contrária ao estado permanente de imoralidade sem que esse maldito parlamento, que custa tão caro à nação, sempre esteve mergulhado. Ou será que os senhores senadores, que se auto denominam acima dequalquer suspeita, não sabiam que têm um plano de saúde imoral como este descrito abaixo, ou quanto ganha o seu motorista, a exemplo do senador José Sarney que não sabia que em sua conta era depositado o auxílio moradia, e de sua filhinha sem vergonha que utilizava um deles como seu mordomo com salário de R$ 12.000,00?Será que nenhum dos senhores que se dizem a fina flor da honestidade desse senado vagabundo sabia de toda esta coleção de falcatruas, agora vinda à público graças a um gesto de vingança do PT, por ordem de quem já disse acima? Se não sabiam são todos idiotas. Se sabiam são todos cúmplices dos mesmos crimes. Eu prefiro acreditar na segunda hipótese. Agora vejam com que cara os senhores vão ficar quando os mais bem informados sabem que toda esta campanha para desmoralizar o senado da república de bananas não é obra da mídia, como quer fazer crer o senador Sarney, e sim, da víbora que os senhores não tiveram condições morais de eliminar do cenário político brasileiro, quando do episódiodo escândalo do mensalão. A víbora chama-se PT-Partido dosTrabalhadores, cujo chefe, o senhor Lula da Silva, sabe até acomposição química das fezes que os senhores cagam. Vejam só: um primata semi-analfabeto encurralou todos vocês como se fossem criancinhas assustadas. Eu pergunto só por curiosidade: por que os senhores não levaram a sério a CPI dos cartões corporativos, já que o festival de falcatruasali existente é muito pior do que o que os senhores promovem no senado? Por que não conseguem instalar a CPI da Petrobrás, quando se sabe que esta empresa está colocada à serviço e a benefício da quadrilha que dela se apossou com fins criminosos? Será porque firmaram um pacto de silêncio, uma omertá à la máfia siciliana? Se é isto, acho que está na hora de lavar a roupa suja em público, já que o PT, por ordem do chefe, violou a omertá. Ou os senhores não sabem disso? É muito triste para mim, um cidadão brasileiro de 66 anos de idade, ter que se dirigir aos senadores da república da sua pátria em termos que, aos arrogantes e prepotentes, podem ser considerados ofensivos. Mas não são. Apenas utilizei os termos apropriados para me dirigir, como sempre o fiz, a homens sem caráter e sem noção de decência e do cumprimento de uma missão. Os senhores senadores e senhoras senadoras deveriam ter vergonha de si próprios.
Otacilio M. Guimarãs.

Coisa do Divino.

Valeriano que não batia bem da bola, vivia em Várzea-Alegre, todo tempo assustado. Ele se dizia perseguido pelo bando de Lampião e foi não foi, tava ele pulando, se entrincheirando, rolando pelo chão, apontando o dedo indicador e fazendo um pá,pá,pá com a boca para se defender do bando. Tirando dessas vinte e quatro horas de loucura por dia, era um excelente trabalhador da roça. Teve um ano que Valeriano pediu a Bizim uma tarefa de terra no Buenos Aires para plantar de meia. Roçou, fez cerca, e plantou: Milho, feijão, jerimum, melancia e algodão. Fez tudo que faz um bom roceiro. Como foi um ano bom de inverno a roça prosperou, só que os jerimuns e as melancias os cabras da Caiana furtaram. O milho e o feijão ele colheu no tempo certo e dividiu com Bizim. Ficou na roça apenas o algodão já todo com bilotos. No final de julho o algodão abril que a roça mais parecia um prato de coalhada. Mas Deus dá com as mãos e o diabo tira com os pés. Numa noite lá, que já não era mais nem tempo de inverno, deu umas trovoadas , com raios e relâmpagos e um raio escolheu entre mais de trezenas tarefas de algodão, logo o de Valeriano. Quando amanheceu o dia aquela roça que antes parecia um véu de noiva, tava parecendo mais um fundo de um taxo. Chegaram os curiosos começaram a comentar com tristeza e um deles mandou chamar Valeriano na rua do Capim. Quando Valeriano chegou que viu a roça toda queimada, sentou-se num tronco de aroeira que tinha sido poupado pelo raio baixou a cabeça sobre os joelhos e começou a falar indignado: Mais cuma é qui pode? Eu prantei essa roça cum todo coidado, tive tanto trabái, quando acabar acuntece uma disgraça dessa. Premêro foi os cão da Caiana qui robaro os girmum e as melancia. E agora vei esse condenado e atiou fogo no meu algodão, qui eu já ia cumeçar a catar amenhã. Mais tombém tem uma coisa, se eu pegar esse infiliz eu faço ele ingulir essa terra misturada cum a cinza. Basta eu saber quem foi o safado qui fez isso. Fático Fiusa que estava presente, notando que Valeriano não tinha a menor condição de entender os fenômenos da natureza, tentou explicar: Tenha calma Valeriano! Isso só pode ter sido coisa do Divino. Valeriano levantou a cabeça, abril os olhos e interrompeu Fático dizendo: Apois onton-se, vá dizer a Divino de Quilicero qui eu vou me vingar dele viu? Eu vou amarrar um ispeto na ponta duma taboca bem cumprida e ficar de tucáia ali no corredor das Melosa. Aí quando ele for passando eu dou uma futucada e adispois eu corro pra sisconder na casa de Leó lá no Riacho do Mei.;
Mundim do Vale.

Os espiritos de porco.

Nos últimos dias é só no que se falou em Crato. Ontem mesmo, presenciei dois frequentadores da Praça Siqueira Campos conversando. A certa altura um perguntou ao outro:– Você é a favor da construção do novo parque para a ExpoCrato ou é “espírito de porco”?Pois é. A coisa pegou. Mas, de onde vem a expressão “espírito de porco”? Segundo o livro “O bode expiatório”, de Ari Riboldi, a expressão “espírito de porco” provém da má fama do porco (não vai aí alguma injustiça?) sempre associada à falta de higiene, e à propensão à sujeira. O livro ainda acrescenta que “espírito de porco” faz alusão à impureza, ao pecado e ao demônio, conforme alusões feitas no texto bíblico do Antigo e do Novo Testamento. Mas vamos parar por aqui, pois se corre o risco de retornar as inúteis, tolas e infrutíferas discussões sobre religião (alimentando-se as copiosas críticas sobre o foro íntimo e inalienável das pessoas) e vão pipocar no Blog defesa aos “católicos não praticantes”; “apologia ao ateísmo”; “condenações à Igreja Católica” etc. etc. Haja Saco!Voltando ao governador. O seu desabafo foi bem contundente, dentro do estilo de Sua Excelência. Que é engenheiro e não tem pendores para as ciências humanas. Ele vê tudo pelo lado prático, como gosta de realçar. Pelo que percebi, o Dr. Cid entende por “espírito de porco” uma pessoa cruel, ranzinza, que se especializa em complicar situações ou em causar constrangimentos a quem tem boas iniciativas. Como diz o velho Caetano: “é que Narciso acha feio o que não é espelho”. O fato é que todo cratense que se preza tem um comentário a fazer sobre a frase do governador. Um suplente de vereador, meu conhecido, anda muito revoltado. Diz ele que o governador não sabe o sentido da expressão “espírito de porco”. E arremata:– Cid Gomes pensa que o Crato é Casa da Mãe Joana...Já se vê que o suplente de vereador incorreu noutra expressão sem saber o que ela significa. Pois é. Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase "casa da mãe Joana" ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda. Está provado que a história se repete...
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Dona Romana faz 100 anos.

Parabens Dona Romana.

17/07/09 - Várzea Alegre - Maria Romana Ferreira de Sousa, filha de Raimunda Ferreira de Sousa e Romão Ferreira de Sousa, nasceu no dia 9 de julho de 1909, em Várzea Alegre. Casou-se em 31 de julho de 1930, com Raimundo Bernardino de Sousa. Tiveram cinco filhos, mas só está vivo Francisco Jacinto de Sousa, todos os filhos receberam o nome de Francisco pela devoção que ela tinha ao santo. Foi cantora sacra da igreja durante setenta anos. Iniciou aos quatorze anos e a primeira missa cantada foi na Capela de Santo Antônio, celebrada pelo padre José Otávio. Neste dia 9, completou 100 anos de existência, lúcida, espirituosa e ainda com muita devoção a São Raimundo Nonato. O Blog do Sanharol não poderia deixar de se congratular, juntamente com a irmandade religiosa, a lembrança, a afirmação e a luta desta figura de mulher, por este acontecimento, como marco da presença da mulher no registro da história de Várzea Alegre. A missa em ação de graças foi celebrada domingo, dia 12, às 16h, em sua residência, à rua José Alves Feitosa.
A. Morais

Casa com goteiras.

Em 1966 vieram de Fortaleza duas netas do Dr. Valadares para passarem as férias de julho em Várzea Alegre. Garotas pra frente como elas diziam, contrariavam os costumes da cidade com moda e comportamento muito avançado para a época. Eu estava com Xandoca na sombra do bejamim de Edvard Moreno que ficava em frente da casa que elas estavam. As duas com uns shorts muito curtos começaram a desfilar na calçada de um jeito sex, insinuante e provocador. Num certo momento uma delas entrou em casa e só por brincadeira fechou a porta para impedir a entrada da outra. A que ficou na calçada tentou entrar subindo uma janela ficando alguns minutos com o bumbum direcionado para nós, talvez até de propósito. Foi quando Xandoca que era gago disse: "Eu só hiria pé há uma harota dessa numa noite de inverno dentro duma hasa mal assombrada e cheia de hoteira". Eu perguntei: Mas porque tanto desconforto para passar uma noite com uma garota tão bem feita? "É por hê numa hasa mal assombrada e cheia de hoteira ninguém honsegue dormir".
Mundim do Vale.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Exposição do Crato.

Na foto, Dr. Menezes Filho com uma das amostras de sua criação de equinos na Fazenda Sanharol - Varzea-Alegre - Ceará.

"Na década de 1970, o Crato conclamava o Norte e Nordeste do país para participar da Exposição Centro Nordestina na voz do poeta e cantador Pedro Bandeira. Quem não lembra estes versos:
Venha a exposição do Crato,
Que os Bancos asseguram seu contrato!
Venha a exposição do Crato
Que os bancos asseguram seu contrato.

Se você é um famoso pecuarista,
Não precisa de avalista
Que seu negocio é exato.

E com ajuda dos bancos oficiais
Você compra os animais
Pago o dinheiro no trato.
O "Evento Exposição" cresceu, tomou aspecto nacional e a cidade não procurou se capacitar para atender as demandas surgidas com o incremento. Ultimamente, depois de uma grande reação contraria a dotação de novas estruturas para o parque estamos vendo a adesão de políticos e entidade de classes a ideia altamente necessária. O sentimento de bairrismo de alguns devia ser considerado quando se ler, na imprensa, que muitos criadores de equinos de diversas localidades do Brasil estão retornando aos seus estados de origens porque não conseguem expor seus animais por falta de estruturas do parque.
A. Morais

Promessa de Chico Danga.


Certa vez Chico Danga chegou puxando fogo e ajoelhou-se no pé do altar de São Raimundo. Falando baixo começou a fazer um pedido ao santo, Nos seguintes termos: São Raimundo o seguinte é esse: - Eu nunca pidi nada o sinhor mais agora eu priciso dum adigitoro. É pruque eu quiria uma graça prumode laigar a cachaça. Eu num agüento mais, toda vez qui eu bebo Oliveira Danta se dana pra açoitar eu. Se o sinhor me der essa graça eu prometo qui no dia 21 de agosto eu pego a sua bandeira e me assubo na torre da igreja mais Amélia minha irmã prumode nós trepar de graça lá inriba. Mãe tombém mandou dizer qui se o sinhor me der essa graça ela manda cinco galinha pro Pade Otavo butar no seu leilão. Pai mais mãe e Amélia vão ficar muito agradicido cum o sinhor.Tem mais uma coisa qui eu vou contar o sinhor, mais é segredo, vai ficar só pra nós dois, num vá contar os oto santo não viu? É assim. A maior vontade qui eu tenho de laigar esse viço, é pruque abasta eu tumar um copo de zinebra, seu Ontõe Costa bota eu na cadeia. Se fosse só cadeia num tinha nada não. Mas meu santo sabe aquela roça de mi qui tem detrás do motor do véi Diceu? Sabe, num Sabe? Apois! Aquela roça é de Seu Ontõe Costa, qui é o delegado aqui de Rajalegue. Apois toda vida qui ele prende eu, no oto dia bota pra eu trabaiá limpando ela, dizendo ele qui é prumode eu pagar a carceraje. Pru conta disso num me dar nem um girmum de leite prumode eu cumer mais pai, mãe e Amélia. Esse negoço ta dereito meu São Raimundo?
Mundim do Vale.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Feliz aniversario.

Parabens pelo aniversário.

Ana Thais.

Neste dia especial, queremos lhe agradecer! Obrigado por sua presença na nossa vida! Obrigado por seu carinho!
Neste dia especial, queremos lhe desejar:
Que você tenha saúde!
Que você tenha sucesso!
Que esta data se repita por muitos anos.
Que você seja feliz hoje e sempre.
Parabéns por você ser tão especial.
Parabéns pelo seu aniversario.

Seus avós, pais, tios e primos e amigos.

A Ingenuidade de criança.

A criança disse:

Ô mãe, você pode me explicar
Se é mesmo com certeza
O pão que chega na mesa
É Deus que manda deixar?

É meu filho é verdade
Deus aos homens tem amor
Ele é quem nos dá a vida,
A comida e a bebida
Quem traz é Nosso Senhor.

O brinquedim mamãezinha
Quem traz é Papai Noel?
É isso mesmo filhinho
Pra meu filhim ser bonzinho,
Obediente e fiel.

E as roupinhas mamãezinha
Também é ele quem traz?
É não meu filhinho entenda,
A gente compra a fazenda
E a costureira faz.

Mamãe e a nenenzinha
É Deus que manda pra gente?
Meu filho me deixe em paz
É a cegonha que traz
Você está sendo imprudente.

A criança se afastou
Fazendo ponderação:
Papai Noel traz brinquedo
Papai do céu traz o pão.
Virou-se pra mãe e disse:
Mãezinha uma explicação!
Desculpe eu ser imprudente,
E o papaizinho da gente
Não serve pra nada não?

Alberto Porfirio.
Enviado por Mundim do Vale.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pau do Guarda.

Todos da Região do Cariri conhecem a historia do Pau do Guarda, em Crato. Na saída do município em direção a Juazeiro do Norte. Um posto fiscal, onde se encontrava um pau que atravessava o rodovia de um lado para o outro e era levantado por uma corda para dar permissão à passagem de carros depois de fiscalizados por agentes da Fazenda Estadual, lá pelos idos de 1900 a 1960. Deste período em diante foram quebrando as arestas do bairrismo e a região foi se unificando e, hoje em dia, vivemos uma única sociedade onde os preconceitos só resistem na cabeça de poucos saudosistas provincianos. Com a recém criada Região Metropolitana do Cariri sepultam-se os restos das idéias de atraso e de avaliações de valores individuais de cada região separada das demais, por que fazemos parte e juntos compomos um todo. Não podemos esquecer os grandes políticos do passado, a eles devemos muito, mas precisamos entender que a vez está nas mãos de outros. E precisamos acreditar nesta nova época. Ontem li na imprensa a declaração do Governador de que o jovem Secretario de Agricultura do Estado Camilo Santana é a maior liderança do cariri. Notei um certo desconforto e ciumeira da parte de alguns admiradores de outras lideranças, convem lembrar que o Camilo nasceu no Crato, é um Cratense como o Padre Cicero.
A. Morais

Bar da Macaca.

Certa vez chegou um circo em Várzea Alegre, que tinha como principal atração uma macaca gorila. Um dia lá a macaca escapou da jaula e saiu pela cidade acompanhada de algumas crianças. Chegando na Av. Getúlio Vargas, outros meninos que estavam brincando no calçadão também seguiram o animal. Quando já tinha em torno de quarenta garotos a macaca inventou de entrar no bar de Joaquim Orelha. Aí foi um Deus nos acuda. Uma ratoeira desarmou-se pegando o dedo da macaca que deixou ela enfurecida. A macaca ficou com a macaca. Quebrou cadeiras, mesas, garrafas e ainda jogou as bolas da sinuca na cabeça do neguinho de João Lopes . Depois se acalmou um pouco e se comportou com generosidade abrindo coca-cola e distribuindo para a meninada. Mandaram chamar o proprietário no mercado quando ele chegou foi quase louco, queria porque queria pegar a macaca. Nesse momento chegava à imprensa para fazer a cobertura da matéria, quando o repórter Pedro Jorge chamou a atenção do proprietário: Não adianta Seu Joaquim. Para se pegar um animal desses tem que atrair ela com bananas e em seguida jogar um pneu para laçar. E adondé qui eu vou arrumar um pneu. Um dos garotos que tinha sido contemplado com uma coca-cola e uma broa, resolveu trair a macaca: Eu sei quem é qui tem um pneu. É Punduru. Apois vá lá e diga a ele qui eu mandei dizer qui ele viesse trazendo o pneu pra nós pegar essa condenada, antes qui ela me faça eu voltar pra roça. Quando Punduru chegou foi trazendo um pneu de lambreta. Joaquim Orelha mal agradecido disse: Arre égua Punduru! Cuma é qui nós ramo laçar essa bicha desse tamãe, cum um pneu do tamãe duma liança? Punduru falou igual a mãe de anão: É pequeno mais é meu! E quer saber duma coisa? Eu num vou ajudar a pegar macaca mais não, eu num sou dono de circo nem bar. Nessa hora como o movimento já tava muito grande, a macaca notou que tinha sido traída por um aliado e não deixou mais nada inteiro, depois que ela quebrou tudo, sentou-se no balcão, cruzou as pernas e acendeu um cigarro Mistral para relaxar. Foi nesse momento que chegaram os funcionários do circo com um cacho de bananas e uma rede de nylon para imobilizar o animal. Na saída do bar a macaca ainda se virou e deu tchau para a meninada. Depois desse acontecimento o estabelecimento ficou sendo chamado de: BAR DA MACACA.
Mundim do Vale.

domingo, 12 de julho de 2009

Parabens, Pedro Piau, Deus lhe faça feliz.

Feliz aniversário.
Aos 12 de Julho de 1918, nasceu em Várzea-Alegre, Pedro Alves de Morais, nosso parente, amigo e camarada Pedro Piau. Filho de Joaquim Jose Vieira e Maria Alves de Morais. Pedro desempenhou com zelo e bastante competência diversas atividades em nossa cidade. Foi casado em primeiras núpcias com a professora Iracy Bezerra de Morais com quem constituiu uma grande familia, é pai entre outros do poeta e cordelista Mundim do Vale, grande colaborador do Blog do Sanharol, e, em segundas núpcias com Maria do Socorro Lima. Vive atualmente em Várzea-Alegre e hoje completa 91 anos de idade. Como para tudo no mundo existe uma medida padrão: Para o peso, para distancia, para o volume, Pedro Alves de Morais é a medida padrão da decência, da etca e da honradez. Parabens Pedro, Deus lhe abençoe e lhe faça feliz. São os votos do Blog do Sanharol para você em seu aniversario.
A. Morais

Habeas Pinho.

Em 1955, em Campina Grande, na Paraíba, um grupo de boêmios fazia uma serenata numa madrugada do mês de Junho, quando chegou a policia e apreendeu o violão. Decepcionado, o grupo recorreu aos serviços do advogado Ronaldo Cunha Lima, então recentemente saído da Faculdade e que também apreciava uma boa seresta. Ele peticionou em juízo para que fosse liberado o violão. Aquele pedido ficou conhecido como “Habeas Pinho” e enfeita as paredes de escritórios de muitos advogados e bares de praias no nordeste. Eis a famosa petição:
Exmo. Senhor Juiz de Direito da Segunda vara desta Comarca:

O instrumento do crime, que se arrola
Neste processo de contravenção.
Não é faca, revolver nem pistola,
É simplesmente, Doutor, um violão.

Um violão, Doutor, que na verdade,
Não matou nem feriu um cidadão,
Feriu, sim, a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.

O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade,
Ao crime ele nunca se mistura,
Inexiste entre eles afinidade.

O Violão é próprio dos cantores,
Dos menestréis de alma enternecida,
Que cantam as mágoas e que povoam a vida,
Sufocando suas próprias dores.

O Violão é musica e é canção,
É sentimento de musica e de alegria,
É pureza e néctar que extasia,
É adorno espiritual do coração.

Seu viver, como o nosso, é transitório
Porem seu destino se perpetua,
Ele nasceu para cantar na rua,
E não para ser arquivo de cartório.

Mande soltá-lo pelo amor da noite.
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a sentir o terno açoite,
De suas cordas leves e sonoras.

Libere o violão Dr. Juiz,
Em nome da justiça e do direito,
É crime, porventura, o infeliz
Cantar as mágoas que lhe encheu o peito?

Será crime, e, afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
Perambular na rua o desgraçado,
Deixando ali as suas dores?

É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza do seu acolhimento,
Juntando esta petição aos autos nós pedimos
E pedimos também deferimento.

Ronaldo Cunha Lima - Advogado


Despacho do Juiz.

O Juiz Arthur Moura, sem perder o ponto, deu a sentença no mesmo tom:

Para que eu não carregue remorso no coração,
Determino que seja entregue ao seu dono,
Desde logo, o malfadado violão.

Recebo a petição escrita em verso,
E, despachando-a sem autuação,
Verbero o ato vil, rude e perverso,
Que prende, no cartório, um violão.

Emudecer a prima e o bordão,
Nos confins de um arquivo em sombra imerso,
É desumana e vil destruição
De tudo, que há de belo no universo.

Que seja o sol, ainda que a desoras,
E volte a rua, em vida transviada
Num esbanjar de lágrimas sonoras.

Se grato for, acaso ao que lhe fiz,
Noite de lua, plena madrugada,
Venha tocar a porta do Juiz.

Dr. Arthur Moura – Juiz de Direito.

sábado, 11 de julho de 2009

Terra disso e daquilo!


Na distribuição de títulos por localidades, Várzea-Alegre atribui alguns de acordo com a característica da gente de cada lugar. Terra da vantagem, terra da ignorância, terra da mentira etc. Assim é que o Sitio Chico é considerado a terra da “besteira”. Um de seus habitantes famosos colaborou para o merecimento da honraria.
Certa vez, Joaquim Vieira foi a Casa de Saúde São Raimundo receitar um filho e depois da consulta o Dr. Pedro orientou e recomendou a internação. O paciente estava sentindo febre e o medico achou interessante internar para melhor acompanhamento e observação. Joaquim concordou e depois de atender aos procedimentos normais foi a Radio Cultura colocar um aviso para família no sitio Chico comunicando a internação e sua permanência na cidade até a alta medica do filho. A atendente escreveu o aviso, conforme seu desejo, recebeu o pagamento e Joaquim Vieira procurou saber o horário que o aviso ia ser lido. As quatro horas da tarde, respondeu a atendente. Joaquim voltou a pé ao Sitio Chico e saiu de casa em casa dizendo: as quatro horas ligue o radio que vai sair o aviso!
Outra vez o pai do Joaquim Vieira ordenou que fosse medir uma cerca, pois precisava saber quanto rolos de arame farpado seria necessário. Entregou-lhe uma braça e em pouco tempo Joaquim voltou e disse pronto meu pai já medir! O velho perguntou quantas braças? Ele respondeu: e era para contar?
A. Morais

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Há muito falta respeito com a Nação.

Pena que tenha durado só uma madrugada. Pena que nem tenha chegado às vias de fato. Mas foi infinito enquanto durou, como recomenda Vinicius de Moraes, o caso amoroso que juntou na Sapucaí, em 1994, o mineiro Itamar Augusto Cautiero Franco e a cearense Lilian de Moura Ramos. Teria sido mais um romance de Carnaval entre um sessentão divorciado (e muito galanteador) e uma jovem solteira (e bastante fogosa) se ele não fosse o presidente da República e ela não estivesse sem calcinha. Tudo começou quando o carro alegórico da Viradouro em que rebolava a modelo a caminho dos 30 estacionou diante do camarote de um bicheiro que hospedava Itamar, com quase 65. Ele flutuou sobre flocos de nuvens ao divisar o colosso com poucos centímetros de fantasia, 96 de busto, 68 de cintura, 96 de quadris e seios à mostra. “Vi que o presidente estava me olhando, sorrindo e acenando”, resumiria Lilian. “Achei o Itamar charmoso e mandei um beijo para ele”.
Augusto Nunes.

Solte Tadeu e prenda Porrom.

Este causo quem me contou foi o meu saudoso primo João Morais, irmão do Mundim do Vale. João Batista de Morais, residente no Roçado Dentro, tem um filho conhecido pela alcunha de Porrom. Namorava, o Porrom, com Barbara, filha de Manuel Alves de Menezes, o conhecido Manuel de Pedro do Sapo. Como eram primos legítimos, o namoro caia na graça dos pais, não havia rejeição. Um dia Manuel chegou em casa e a esposa Irena estava chorosa, aos prantos. O Manuel procurou saber os motivos de tantas lagrimas e tamanha choradeira. Irene, depois de preparar o marido para a novidade, revelou que Barbara estava grávida. Se Manuel guarda segredo, o casamento teria sido feito e ninguém teria tomado conhecimento da malinação antecipada, mas Manuel deu de garra de uma roçadeira e foi a casa do João Batista, o pai do Porrom. Quando chegou ficou rudiando a casa e assobiando: João Batista estranhando a atitude do primo, procurou saber e perguntou: O que houve meu primo? Manuel metrificou ao som da musica do Delegado e do Tadeu:

Seu delegado
Mude de tom.
Solte Tadeu,
E prenda Porrom!

Era o suficiente para se saber do que se tratava. O casamento foi encaminhado e feito com uma certa pressa para não coincidir com o batizado do menino.
A. Morais

Dilma, a mãe do PAC


Quando vi Dilma Roussef
Sair na televisão,
Com o rosto renovado
Após uma operação.
Senti que o poder transforma:
Avestruz vira pavão.

De repente ela virou,
Namorada do Brasil:
Os políticos, quando a vêem,
Começam a soltar psiu,
Pensando em 2010,
E em bilhões que ela pariu.

A mulher que era emburrada,
Anda agora sorridente
Acenando para o povo,
Alegre mostrando o dente.
E os baba-ovos gritando:
É Dilma pra presidente!

Mas eu sei que o olho grande
Está mesmo é nos bilhões,
Que Lula botou no PAC
Pensando nas eleições,
E mandou Dilma gastar
Sobretudo nos grotões.

Senadores garanhões
Sedutores de donzelas,
E deputados gulosos
Caçadores de gazelas
Enjoaram das modelos
Só querem casar com ela.

Também quero uma lasquinha,
Um pedaço de poder,
Quero olhar nos olhos dela
E, ternamente, dizer
Que mais bonita que ela
Mulher nenhuma há de ser.

Eu já vi um deputado
Dizendo no Cariri
Que Dilma é linda e charmosa,
Igual não existe aqui,
E, e é capaz de ser mais bela
Que a Angelina Jolie,

Diz que pisa devagar,
Que tem jeito angelical
Nunca gritou com ninguém
Nem fez assédio moral,
Nem correu atrás de gente
Com um pedaço de pau...

Dilma super poderosa:
8 bilhões pra gastar
Do jeito que ela quiser,
Da forma que ela mandar!
(Sem contar com o milhão
Do cofre do Adhemar.)


Estou com ela e não abro:
Viro abridor de cancela
Topo matar jararaca
Apago fogo em goela
Para no ano vindouro...
Fazer...um PAC com ela".

Miguelzim de Princesa.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sarney e os amiguinhos do PT.


A bancada do PT no Senado decidiu nesta quarta-feira, 8, manter o pedido de licença temporária do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A decisão contraria pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a senadores petistas. O presidente queria o apoio do partido a Sarney por avaliar que a renúncia do peemedebista seria a pior solução. Os senadores concordam e não vão abandonar o senador, mas defendem que o afastamento é necessário até que as responsabilidades pelas irregularidades - atos secretos e envolvimento do neto em contratos de crédito consignado na Casa - sejam apuradas e os responsáveis, punidos. Em nota aprovada durante reunião que terminou nesta tarde, os senadores petistas afirmam que, durante toda a discussão sobre a crise no Senado, sugeriram que, "num gesto de grandeza e de garantia à credibilidade das investigações", Sarney se licenciasse temporariamente do cargo. Admitem, no entanto, que a licença é uma decisão a ser tomada somente pelo senador.

Nota do Blog: Neste episodio o PT mostrou bem a cara e foi deprimente. Pela manha negava apoio ao Sarney, ao meio dia apoiava para agradar ao Lula, a tarde ameaçava retirar o apoio e como aquilo nagua, terminou por não tomar nem uma nem outra posição. Pena que os paus mandados levem juntos senadores como Aluisio Mercadante e o babaca Suplicy. Talvez por esta razão o partido acabou em São Paulo. Não tem nome a candidato e està importando Ciro Gomes do Ceara para tanto.
A. Morais

Eu pensava que era o Jornal Nacional.

Nunca se viu tanta gente desligada como os do Roçado de Dentro e do Sanharol. É um misto de desatenção, esquecimento e nervosismo que muitas vezes chega a confundir-se com doença. Um dia, Toinho Primo do Baixio perguntou ao Mundim do Sapo: Mundim, quantos doidos tem na sua família, do Sanharol para o Roçado Dentro? Mundim respondeu: Falta um para completar o tanto de cachaceiros que tem na sua! Resposta a altura da indiscrição da pergunta. Outro vez os filhos de Manuel Alves de Menezes, o conhecido Manuel de Pedro do Sapo, estavam assistindo televisão e o Manuel chegou, se abancou e ficou diante da TV. Um movimento danado, gritos, aplausos e alegrias. Lá para as tantas, depois de meia hora, a algazarra foi sem tamanho. Manuel vendo os filhos abraçados, pulando e gritando perguntou: E o que foi isso? O filho mais velho respondeu: Foi um gol do Brasil pai. Manuel disse: Ai vai, e vocês estão assistindo é um jogo. Nem de futebol eu gosto. Eu pensava que vocês estavam assistindo era o Jornal Nacional.
A. Morais

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Cariri cangaço.

Conforme anuncio acima no periodo de 22 a 26 de Setembro de 2009 haverá um seminario sobre o tema Lampião. Farei de hoje em diante algumas postagens a respeito. É um tema polemico e cheio de controversias e interpretações diferentes, verdades e mentiras. Postarei sobre pequenas ocorrencias isoladas e que é de dominio publico.
A. Morais

Inutilidade.

Em 2006, foi inaugurado em Juazeiro do Norte, O Luzeiro do Nordeste, essa “nave espacial” construída na saída da cidade, na direção do Horto do Padre Cícero. Com um custo de aproximadamente 12 milhões de reais aos cofres do município, governo do estado e ministério do turismo. Vemos hoje ao relento, cercada de mato por todos os lados e rodeadas por animais pastando. Não há nada naquela obra que lembre ou faça qualquer referente à memória do Santo Padre Cícero. Quantas Escolas, postos de saúde poderiam ter sido construídos com esse dinheiro. Que alguém de bom senso me responda seja padre, prefeito, monsenhor, deputado, bispo e governador: qual o proveito que a população ou o romeiro que visita a cidade recebe da "Nave" construída com dinheiro publico. Uma inutilidade. Em nada se assemelha aos preceitos e mandamentos do Padre Cícero.
A. Morais

A ministra reconhece erro.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi categórica nesta terça-feira, no Rio, ao reconhecer o erro em uma das informações sobre seu currículo, divulgadas na Plataforma Lattes, do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Dilma admitiu que não concluiu os cursos de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas na Universidade de Campinas (Unicamp), apesar de a informação constar em seu currículo no site do ministério. E afirmou que vai apurar de quem foi a responsabilidade pelas informações publicadas, já corrigidas. Pré-candidata à sucessão presidencial, a ministra afirmou que concluiu todos os créditos dos dois cursos, porém alegou que não teve tempo hábil para defender as respectivas teses porque as funções públicas que ocupava não lhe permitiram. Eu lutei bastante para concluir (o doutorado). Na primeira vez, eu mudei para Campinas. (...) Eu morei na rua Maria Ambelina Couto, a minha filha tinha dois anos, fiz um baita esforço, fiquei lá dois anos e meio e aí dizem que eu não... Cumpri todos os créditos - disse Dilma, após cerimônia no Palácio Guanabara, no Rio. "Por que eu não concluí a tese? Pelo mesmo motivo que não concluí o doutorado. Eu fui ser Secretária da Fazenda. Eu não estava gazeteando nada, estava trabalhando. Eu não fiz porque estava trabalhando. Não acredito que você suponha que uma pessoa Secretária da Fazenda possa fazer uma tese. Nem uma ministra Chefe da Casa Civil tampouco - completou.
O Globo.

O ouro da Fortuna.

No tempo da descoberta do ouro da Fortuna, Várzea Alegre perdeu a tranqüilidade de cidade pequena. Na corrida do ouro apareceu gente de toda parte do Brasil. Era jeep, pic-up e rural chegando toda hora na cidade. Meus conterrâneos já estavam com diversos projetos de mudanças para o desenvolvimento da região. Mudar o nome da pensão de Leontina para: Hotel Vale do Ouro. Instalar uma emissora de rádio com o nome: Estação do Vale. Fundar o jornal: Diário do Vale. Construir o teatro: Gaurani, da Fundação Papai Raimundo. Mudar o nome de Várzea Alegre para: Várzea Dourada. Construir um viaduto na Vazante. Criar a orquestra sinfônica do mestre Antônio. Montar o banco Fortuna. Foi tanta especulação que a história do ouro chegava a toda parte do Brasil. Na época eu estava em Fortaleza e passando na Praça do Ferreira, escutei uma discussão entre torcedores do Fortaleza e Ceará. Mais ou menos assim: Vocês vão ver! O Ceará vai comprar dois jogadores do Santos, aí respeite o timaço que vai ficar. Com que dinheiro? Será que é com o ouro da mina da Fortuna, lá de Várzea Alegre? Depois que a mina foi explorada, toda a produção do ouro só deu pra colocar um dente na boca de um cigano.
Mundim do Vale.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Reflexão.


Antes da posse:

O nosso partido cumpre o que promete.

Só os tolos podem crer que.

Não lutaremos contra a corrupção.

Porque, se há algo certo para nós, é que.

A honestidade e a transparencia são fundamentais.

Para alcançar nossos ideias.

Mostraremos que é grande estupidez, crer que.

As mafias continuarão no governo, como sempre.

Asseguramos sem duvida que.

A justiça social será alvo de nossa ação.

Apesar disso, há idiotas que imaginam que.

Se possa governar com as marcas da velha politica.

Quando assumirmos faremos tudo para que.

Se termine com os marajás e as negociatas.

Não permitiremos de nenhum modo que.

Nossa crianças morram de fome.

Cumpriremos nossas propostas mesmo que.

Os ricursos economicos do país se esgotem.

Exerceremos o poder até que.

Compreendam que.

Somos uma nova politica.

Depois da posse:

Basta ler o mesmo texto de baixo para cima.

A. Morais