Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

CINCO MINUTOS - JOSÉ DE ALENCAR

Cinco minutos do José de Alencar, título estranho, depois descobri o romance mais bonito que li em toda minha vida.

Chegando atrasado “cinco minutos” a estação, um jovem elegante e romântico foi obrigado a esperar o ônibus das sete horas e, neste, viajava a senhorita que se tornou objeto de uma paixão, de um romance que recomendo a leitura. Depois de muitas idas e vindas, doenças, viagens, desencontros terminaram se acertando e eis o final da historia escrita por José de Alencar:


 “Quando nos sentimos fatigados de tanta felicidade, ela arvora-se em dona de casa ou vai cuidar de suas flores. Eu fecho-me com os meus livros e passo o dia a trabalhar. São os únicos momentos em que não nos vemos.

Assim, minha prima, como parece que neste mundo não pode haver um amor sem o seu receio e a sua inquietação, nós não estamos isentos dessa fraqueza. Ela tem ciúmes de meus livros, como eu tenho de suas flores. Ela diz que a esqueço para trabalhar; eu queixo-me de que ela ama as suas violetas mais do que a mim.

Isto dura quando muito um dia; depois vem sentar-se ao meu lado e dizer-me ao ouvido a primeira palavra que balbuciou o nosso amor: — “Non ti scordar di me”. Olhamo-nos, sorrimos e recomeçamos esta história que lhe acabo de contar e que é ao mesmo tempo o nosso romance, o nosso drama e o nosso poema.

Eis, minha prima, a resposta à sua pergunta; eis por que esse moço elegante, como teve a bondade de chamar-me, fez-se provinciano e retirou-se da sociedade, depois de ter passado um ano na Europa. Podia dar-lhe outra resposta mais breve e dizer-lhe simplesmente que tudo isto sucedeu porque me atrasei cinco minutos.

Desta pequena causa, desse grão de areia, nasceu a minha felicidade; dele podia resultar a minha desgraça. Se tivesse sido pontual como um inglês, não teria tido uma paixão nem feito uma viagem; mas ainda hoje estaria perdendo o meu tempo a passear pela Rua do Ouvidor e a ouvir falar de política e teatro. Isto prova que a pontualidade é uma excelente virtude para uma máquina; mas um grave defeito para um homem.

Adeus, minha prima. Carlota impacienta-se, porque há muitas horas que lhe escrevo; não quero que ela tenha ciúmes desta carta e que me prive de enviá-la.

Ele não tem ciúmes de minhas flores, nem podia ter, porque sabe que só quando seus olhos não me procuram é que vou visitá-las e pedir-lhes que me ensinem a fazer-me bela para agradá-lo.

Nisto enganou-a; mas eu vingo-me, roubando-lhe um dos meus beijos, que lhe envio nesta carta. Não o deixe fugir, prima; iria talvez revelar a nossa felicidade ao mundo invejoso.


424 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



Por volta de 1959, o Quixará, atual Farias Brito, ousou desafiar Várzea-Alegre para uma partida de futebol. As maiores dificuldades diziam respeito á arbitragem. Depois de reuniões seguidas, as partes chegaram a um entendimento. O primeiro tempo seria arbitrado por um juiz do Quixará e a fase final por um arbitro de Várzea-Alegre.

No dia do jogo, por volta das 11 horas da manha, Valdizio Correia estacionou o velho "misto" na praça da igreja e os atletas foram se acomodando em seus devidos lugares. Seguiram por uma estrada carroçável que ligava os dois municípios via Cariútaba.

Pra encurtar a historia o primeiro tempo terminou com um escore de um a zero para o Quixará. Depois de trocarem o campo e o arbitro a contenda recomeçou. Aos 12 minutos os atacantes Raimundo de Bié e Nenên de Canuta já haviam convertido em gols duas das quatro penalidades máximas marcadas pelo arbitro José de Adalio, o saudoso Zé Gatinha.

O jogo seguia em banho Maria para tranquilidade do juiz que não precisou mostrar as suas prerrogativas de autoridade. Aos 42 minutos, quando ninguém acreditava numa reação do Quixará, o zagueiro cobrou um tiro de meta, um bicudo daqueles que a bola sobe, sobe e vai caindo maneira como um gavião peneirador que posa numa ninhada de pintos.

Um gaiato, na geral, usa um apito igual ao do arbitro. O beque de Várzea-Alegre, seu Toe de Cota se atrapalha com o apito e segura a bola com as duas mãos dentro da pequena área. Não houve jeito para o arbitro, o pênalti teve que ser marcado e a bola colocada na marca da cal.

Antes de autorizar a cobrança da penalidade, o arbitro foi até o goleiro Perna Santa e advertiu: Se deixar entrar vai voltar para Várzea-Alegre a pé. Por sorte a bola tinha um manchão estragado e com o impacto do chute explodiu. A câmara de ar se desprendeu "pruuuus "e como um foguete tomou rumo ignorado, a capa da bola entrou mansinha rente a trave esquerda enquanto o goleiro se esparramou para o outro lado da baliza.

Aliviado Zé Gatinha marcou "meio" gol, e, não podia ser diferente, só entrou a metade da bola. A partida foi encerrada dois minutos antes do tempo regulamentar com o histórico escore de “dois a hum e meio" pra Várzea-Alegre.


Loucura falada - Claude Bloc



Limpei as gavetas. Limpei as lembranças. Separei algumas fotos. Reli escritos meus exagerados. Imagens obscuras que não gosto de relembrar.

Separei num canto as coisas que já não importam. Quero guardar apenas o que me é querido e que me lembre que sou querida...

Quero papéis novos, coloridos para rabiscar minha história. Quero apenas fotos alegres dentro da gaveta. Quero lápis e canetas inteiros, para que eu os possa usar sem sustos.

Quero... quero de volta a minha caixa de eternidades onde preservo os bons amigos guardados. Nela sempre haverá espaço para um carinho recebido, para cada loucura falada.

NÚMEROS MOSTRAM OS DISPARATES DA PREVIDÊNCIA - Cláudio Humberto.




Os números dos privilégios dos aposentados no setor público são chocantes, quando comparados àqueles do setor privado. 

O valor médio de aposentadoria no Poder Judiciário, por exemplo, chega a R$27 mil mensais, mas quem acha isso um escândalo precisa saber que no Legislativo a média passa os R$28 mil. 

Enquanto isso, 66,5% dos aposentados, que totalizam 23,3 milhões de brasileiros inativos do setor privado, recebem proventos de até um salário mínimo por mês.

Os aposentados do Legislativo recebem o equivalente a vinte vezes o valor médio da aposentadoria dos trabalhadores do setor privado.

A DOIDEIRA QUE NÃO QUER PARAR - Wilton Bezerra, comentarista.


Será que os doidos herdarão a razão? Com o país atolado em sérios problemas e tantos assuntos relevantes para discutir e decidir, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, resolveu “diversificar” os noticiários e chamar a atenção para mais uma esquisitice.

Depois de ofender a memória de Cazuza e chamar os brasileiros de canibais, bateu o espírito de Biu Doido no colombiano. Ele quer, agora, o hino nacional cantado nas escolas, antes das aulas, com alunos, professores e funcionários perfilados diante da bandeira nacional. E mais: tudo fotografado e enviado para o MEC.

O comunicado às escolas vai além, ao usar o slogan de campanha de Bolsonaro. Coisas de regime totalitarista (não estou dizendo que o governo é totalitário), através de uma mente “muito doida”.

Eita, mundo ruim!

Por falar em slogan de campanha, não seria ideal, iniciado o governo, uma mudança de “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.” para “Cada um por si e Deus por todo mundo”?

Será que Deus tem tempo para cuidar de tanta maluquice?

Tasso aceita ser relator da Previdência no Senado - Por o Antagonista.



Tasso Jereissati disse a Davi Alcolumbre que aceita ser o relator da reforma da Previdência no Senado.

O presidente da Casa havia oferecido ao tucano a possibilidade de escolher entre a presidência e, como O Antagonista antecipou, a relatoria da comissão.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Um democrata - Por Mário Covas.



E para que eu me credencie a defender a minha verdade, começo por manifestar a humildade de saber que existem outras verdades e que elas são tão sustentáveis quanto as minhas e que a única razão pela qual um homem, um democrata passa a ter o direito de defender a sua verdade é exatamente o respeito que ele manifesta pela Alheia.

Bolsonaro anuncia Joice Hasselmann como líder do governo no Congresso - Por o Antagonista.



Na reunião com líderes partidários agora à noite, Jair Bolsonaro anunciou Joice Hasselmann como líder do governo no Congresso.

BOLSONARO ESTÁ BEM NAS RUAS, NÃO NO CONGRESSO - Por Claudio Humberto.


Posta à prova com a reforma da Previdência, a popularidade do presidente Jair Bolsonaro continua em alta nas ruas, de acordo com levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisa, mas no Congresso ainda não se cristalizou. 

Até na Bahia, onde o petista Fernando Haddad o derrotou em novembro (ele teve 27,31% dos votos no 2º turno), Bolsonaro virou o jogo e já é aprovado por 57,7%. Já no Congresso, ainda são modestas as estimativas de apoio à reforma.

Eleito prometendo o fim do “toma lá, dá cá”, Bolsonaro tem negado cargos ambicionados por parlamentares. 

Cresce a birra do Congresso. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

423 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Dr. José Bitu Moreno.

Éramos em oito filhos. Fui o quarto deles, nascido em casa, por parteira. Papai tinha uma loja de tecidos e de chapéus de feltro. Mamãe sempre teve uma paciência gigante e muita bondade no coração. O elemento dos dois era o homem, o homem e a vida de relações, o homem no coletivo, na comunidade: a amizade que valia mais que tudo, uma mão que lavava a outra, a palavra que selava um negócio, a fidelidade mesmo a um passado remoto, a hospitalidade como questão de honra...Coisas pouco usuais na vida de hoje.

Meus pais eram filhos de famílias tradicionais da região, na maioria pequenos agricultores, pecuaristas ou comerciantes, que cultivavam arroz, milho, algodão e criavam gado.
Houve no passado muito casamento eugênico, de modo que no tempo em que fui criança, toda a cidade parecia ser a minha própria casa, de tantos parentes. Era comum a descoberta casual de um parentesco entre pessoas que acabavam de se conhecer.

Nós fomos e somos grandes irmãos, até por necessidade, creio. De forma que um foi modelo para o outro, como em tantas outras grandes famílias da época, partilhando dos mesmos princípios morais e, no nosso caso, de uma desconcertante ingenuidade ao tratarmos de negócios.

Um herdou do outro o uniforme da escola e os livros. O guarda-roupa era coletivo (calças, camisas, meias e cuecas), até a idade em que cada pôde comprar a sua própria roupa, mas mesmo assim a barreira do privado foi sempre ultrapassada. Não nos acostumamos a festas em casa, por razões econômicas em parte, nem de Natal, sequer de aniversários, nessa ocasião o aniversariante era apenas lembrado e cumprimentado, e mamãe fazia um bolo em homenagem.

Os filhos homens começaram cedo, à partir dos 10 ou 12 anos, a ajudar o pai no comércio. Como éramos uma escadinha, com diferença de idade de no máximo 3 anos, sempre houve algum ajudando, na maior parte das vezes dois, em alguns momentos até quatro, nos dias de comércio mais intenso. E levando os estudos paralelamente ao trabalho, sete de nós nos formamos, com exceção do caçula, que já fazendo faculdade, decidiu abandoná-la. E essa foi uma história igual à de muitos brasileiros com diferença apenas de hora, intensidade e lugar, mas de significado e qualidade correspondentes.
Nas cantigas de roda éramos os pares, nos teatros de brincadeira formávamos o elenco, nosso ônibus de cadeiras estava sempre cheio, nosso quarto era repleto de redes, saíamos juntos, descobrimos muito juntos, formávamos um time no futebol, nas festas, no trabalho e na vida.

E quando falo em irmãos, incluo ainda os primos que moravam próximo e eram muitos. As nossas casas se confundiam, tios eram também pais, primos eram irmãos, além de companheiros na escola, nas presepadas, e na vida. Cada pedaço do que hoje nos tornamos, tem as digitais dessas tantas mãos.


422 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


José André e Tonha  com a bisneta Ana Thays..

José André do Sanharol foi fazer uma consulta no Hospital Santa Maria com o Dr. José Iram Costa. 

Chegando no consultório do médico embocou sala a dentro, ele contava com esta regalia, era amigo e o médico gostava muito de ouvir as suas histórias e os seus causos.

Depois de meia hora de conversas Dr. José Iram começou a receita, mediu a pressão arterial, escutou as batidas do coração e por fim vieram  os pedidos de informações normais com a  pergunta : Zé André, algum dia, na sua vida você já sentiu alguma dor grande? 

Zé André respondeu : já Iram, outro dia eu estava tirando o leite e uma vaca  pisou no dedão do pé, a dor foi tamanha que eu quase me cago.

Dr. José Iran deixou para trás tudo que fazia, não cobrou a consulta e foi deixá-lo no Sanharol.


UNIVERSO AFRICANO - Wilton Bezerra, Comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares


As comparações com o sudeste e sul maravilha nos fazem entender porque parece que habitamos o “universo africano” deste país – o Nordeste.

Aqui, mais do que em qualquer outra parte da nação, nascer é um salto no escuro e viver é teimar, como disse o saudoso Padre Murilo de Sá Barreto, de Juazeiro do Norte.
A desigualdade tem residência fixa por aqui.
E o que isso tem a ver com o futebol? Tudo, diríamos nós.

Para começo de assunto, o torcedor, envolvido pela paixão, ao perder o contacto com a realidade, quer resultados por cima de pau e pedra. Na sua lógica, em matéria de futebol tudo é possível e conversa encerrada.
Como fazer bonito numa primeira divisão, diante de uma massacrante diferença na distribuição de recursos entre grandes e pequenos ?

É nesse ponto que precisamos refletir antes de cortar cabeças. Até porque percebe-se uma inquietação incontrolável das massas torcedoras de Ceará e Fortaleza, com a aproximação das disputas da série A.

Mas, vamos lá. Reconheçamos o nosso lugar e analisemos as dificuldades impostas pela geografia.
Afastados dos centros decisórios e longe dos capitais, cabe-nos gastar cada centavo com parcimônia.

Afinal, a nossa sobrevivência se dá com a cuia na mão.
Quer ver? Compare!

421- Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


HISTÓRIAS DE TRANCOSO - Dedico a Antônio Morais e a Mundin do Vale

Era uma vez... Uma cidade chamada Várzea Alegre, que sempre se destacou no cenário cultural pela sua oralidade, ou seja, pela capacidade que o seu povo tem de contar histórias pitorescas e circunstanciais através das gerações. Com o aparecimento do contato virtual essa capacidade artística tornou-se mais descritiva e literária oferecendo às pessoas uma informação mais rápida e universalizada. Que maravilha...

Era uma vez... Um saudoso motorista de caminhão de verve humorística, chamado Zé Felipe, que divulgou as nossas histórias pelo Brasil afora e que se tornou o nosso representante maior nessa prática rotineira da nossa gente. Com o advento da imprensa, fomos representados, em 1933, por Pedro Tenente, o qual ditou dois livros abordando temas orais e que ainda hoje os utilizamos em nossas pesquisas históricas. Quanta ousadia...

Era uma vez... Uma infinidade de ferramentas eletrônicas, que fizeram surgir vários nomes, os quais transformaram a nossa tradição oral em prática virtual. Desses, podemos citar representando os demais, o Escritor e Historiador Antônio Alves de Morais e o Poeta e Contador de Casos Mundin do Vale. Duas figuras impolutas...

Era uma vez... Uma menininha que teve paralisia infantil e que, em hipótese alguma, podia se locomover. Então, uma fada rainha falou, que se ela se submetesse a uma cirurgia ortopédica e começasse a andar de bicicleta poderia reabilitar-se e ter uma vida saudável. E assim ela o fez aos doze anos de idade. E é eternamente feliz...

Era uma vez... Um menino com medo do escuro, que o seu pai, para encorajá-lo, mandava-lhe ao roçado, já à noite, levar os animais de montaria para o pasto. Certa vez, ele viu um padre sem cabeça carregando uma lamparina em uma das mãos...

Era uma vez... Uma moça imigrante, que casou com um rapaz de outra terra, a qual teve dois filhos. Na terceira gravidez, desentendeu-se com o marido por causa da irmã, que mantinha um caso amoroso com ele. Em 1926, Maria é assassinada por Bil, que foge para longe. O assassino aparece às Sextas-Feiras, Treze, em forma de lobisomem e a mártir faz milagres protegendo as mulheres sofredoras...

Era uma vez... Uma história chamada de trancoso ou do tempo da carochinha. Seus ditos eram retirados de histórias populares, fantasiosas, mentirosas e de assombrações, que habitavam o imaginário popular e que foram repassadas, através das gerações, por nossas bisavós, avós, mães e babás. O homem, mais dedicado ao trabalho fora do lar, era menos influente...

Era uma vez... Um escritor português, nascido e vivido no século XVI, chamado Gonçalo Fernandes Trancoso, que ao escrever Contos e Histórias de Proveito e Exemplo, deu ao mundo um desejo irresistível de valorizar o cotidiano e o simples. Foi contemporâneo de Cervantes, Montaigne, Shakespeare, Erasmo e Camões e era conhecido como um zeloso moralista e um religioso praticante. Teve por base a cultura popular, inseriu o conto português na grande corrente européia e foi possuidor de um estilo agradável marcado pela tradição oral. Que nem nós...

Porém, desta vez... Comparar Mundin do Vale e Antônio Morais ao genial Gonçalo Fernandes Trancoso é um fato real, pois os três são possuidores da mesma versatilidade. A capacidade de extrair pérolas do nosso cotidiano, transformando-as em estruturas virtuais instantâneas, foi o ponto decisivo para o surgimento dessa verdadeira analogia. Quanta alegria...

E, desta vez... A História não é de Trancoso.

Dr. Sávio Pinheiro.


420 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Terminei o curso ginasial em Dezembro de 1968 em Várzea-Alegre. Os meses seguintes vivi um período de muitas duvidas. Não sabia se ia fazer o colegial ou se ia ser um plantador de arroz nas várzeas verdejantes do Riacho do Machado em Várzea-Alegre. 

Faltando uns 10 dias para o inicio das aulas, o meu pai me botou no  ônibus de seu Totô e me mandou ao Crato. Trazia  no bolso uma cartinha solicitando ao  diretor  do Colégio Estadual  Manuel Batista Vieira, Vieirinha, minha matricula.

O encontrei na Livraria Católica, próximo a gloriosa Praça Siqueira Campos.  Ele recebeu o envelope, retirou a carta, leu, recolocou no envelope e escreveu em cima - A palavra mais expressiva de toda  minha vida - "Faça-se".
Fui me ter com a Zuleide no colégio.

Eu sou um saudosista inveterado. Viver uma vez já é uma dadiva divina e o que dizer de rebuscando o tempo viver mais uma vez? 

Rebuscar o passado me faz lembrar os velhos amigos dos meus tempos de meninice no colégio. Hoje, um punhado de homens e mulheres bem sucedidas, exemplares pais e mães de família, para quem posso juramentar o meu respeito e minha admiração. Sempre vi a todos com os olhos de um irmão..

Ontem de passagem pela rua Senador Pompeu, encontrei aquele que sempre admirei e respeitei, vendo nele figura distinta, pessoa diferente, a quem devo devotar o máximo de atenção e cortesia.

Anário de Sá Cavalcante, foto, me deu um dos meus melhores abraços dos últimos recebidos. Nos tempos do colégio poucos eram  tão sem vergonha e safado quanto ele, hoje nenhum outro é tão amigo, camarada  e admirado. 

Um colega sem chance de ser esquecido.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O destino do poeta - Por Enéas Duarte.


 Foto - Enéas Duarte, poeta barbalhense.

Conduzir tanto amor, tanta amizade,
Na pequenez sutil do coração:
Desprezar o clarim da realidade
Pela sonora flauta da ilusão.

Vagar pelo silêncio em direção
À desventura, às magoas, à saudade,
Menoscabando o fausto e a sedução,
Vivendo quase sempre na humildade.

Respondendo as injúrias com o desdém,
Sem maltratar e sem pungir ninguém,
Caminhando altivo em linha reta.

Lançando rosas pelo caminho
E recebendo em troca acerbo e espinho,
Eis o destino de qualquer poeta.


BIU DOIDO E O GOVERNO BOLSONARO - Por Wilton Bezerra, Comentarista generalista.


“Somente os tolos não julgam pelas aparências”. Oscar Wilde.

Biu era um doido da cidade de São José do Egito, interior de Pernambuco. Dizia-se dele que, durante metade do ano, ficava doido e só recuperava o juízo na outra metade.
Era um doido com juízo e tinha sempre respostas rápidas e inteligentes na ponta da língua. Um maluco beleza, sem dúvidas.

Certo dia, no período da doideira, em cima da ponte sobre o rio Pajeú, Biu observava a natureza quando foi instigado por uns rapazes de carro para que pulasse de onde estava.
Dito e feito: Biu pulou e quebrou uma das pernas. Mais tarde, já no hospital, visitado pelos amigos, indagado sobre o pulo suicida de cima da ponte, ele não titubeou e disse: “Só prestou a saída”.

Pois bem. As aparências indicam que, no governo Bolsonaro, a saída não foi boa. E o pior: já tem gente com a perna quebrada. Enquanto isso, ficamos aqui já preocupados sobre como será a chegada.
Sim, porque o Ernesto e a Damares têm fascínio pelo abismo. Convém não passar por perto de pontes.

Pedro Bandeira, consagrado poeta e repentista do Cariri, poetizou sobre os “doidos”:

Eu mesmo sou meio doido
Tão doido que me confundo
Lá em casa tudo é doido
Doido Zé, doido Raimundo
Doido branco, doido preto
Doido limpo, doido imundo
Dois doidos tomando banho
Um no raso, outro no fundo

CORAÇÃO DE POETA - Por Edmilson Alves

O poeta necessita de ilusões que fascinem a sua emoção pra fazer poesia, similar à frequência, do próprio coração. O inconsciente não distingue o real do irreal, é quando o poeta se apaixona de verdade pelas suas ficções.

O poeta apaixonado só enxerga virtudes, só tem olhos pra ver o brilho que as estrelas ocultam durante o dia, escondendo o rosto da amada ilusão.
Mas, a inspiração de poeta necessita de motivos reais ou irreais, pouco importa, o importante é fazer poesia pra sua ficção.

Pra compor com a frequência do próprio coração, o poeta faz de seus versos, um recado, uma comunicação pra dizer que está apaixonado pela ilusão que acalenta em sua mente. .
No coração do poeta há frequência, há semântica nos versos que ele compõe, apelando para o mundo que o amor é solução pra lidar das divergências de pessoas diferentes, nas diferenças do mundo.


Poeta barbalhense Enéas Duarte.

Permita-me somar a sua  homenagem aos poetas  com minha saudação ao poeta  de Barbalha Enéas Duarte, foto.

Certa feita, encontrou o poeta Dedé França e este decepcionado com a indumentaria do poeta metrificou:

Responde-me,
Oh! Pobre vate.
Qual foi o mal alfaiate,
Que te aleijou de uma vez?

Não tardou a resposta:

Foi o alfaiate da miséria
Que pobreza 
É coisa séria,
Foi a miséria quem fez.

PGR ESPERA HÁ 17 MESES ANULAR DELAÇÃO DA JBS - Por Claudio Humberto.



A Lava Jato está intrigada com a demora do ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), para decidir sobre o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), há 17 meses, em setembro de 2017, para anular o acordo de delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista e do lobista do grupo J&F/JBS, Ricardo Saud. 

O pedido da PGR, formulado por Rodrigo Janot e endossado por Raquel Dodge, prevê a preservação das provas recolhidas com o acordo.

A PGR pediu a anulação alegando omissão de informações e má-fé, mas até hoje o STF mantém os benefícios do acordo à gangue.

419 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Coronel Leovigildon Bizarria e as voltas que o mundo deu.

No inicio da década de 70 do século passado, um famoso fazendeiro das bandas de Várzea-Alegre, proveniente de famílias dos Inhamuís, trouxe uma filha para estudar  no Crato. Matriculou no melhor colégio da região naqueles tempos  e hospedou no melhor internato existente na cidade.

Em breve tempo, a turma da classe começou a observar as trocas de olhares, as atenções e a lhaneza no trato da menina moça para com um colega de sala.

O zum zum zum voou rápido e foi um pinote para chegar  na Rajalegue. O pai da moça veio ao Crato, a retirou do colégio e levou de volta, alegando que uma descendente de um Feitosa não podia namorar um frajola qualquer cujo nome  nem “marca de família" tinha.

Três décadas mais tarde, o famoso fazendeiro padecendo de uma doença grave, e, em fase terminal, veio ao cariri, desta feita, procurar atendimento médico no Hospital São Vicente, em Barbalha.

No terceiro dia, conversando com o médico que o atendia, com lhaneza no trato e atenção esmerada, procurou saber sobre sua origem, sua família, e, para surpresa, o médico era filho daquele de cuja descriminação e censura  fora vitima. 

O mundo é um redemoinho, e, nas voltas que dar ficam muitos ensinamentos e lições de grande significado. A felicidade não está no fim da jornada, e, sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la.

Embora existam pessoas orgulhosas, arrogantes e de mente doentia que se imaginam superiores. O final é o mesmo : Debaixo de uma pedra fria com  as indefectíveis palavras : Aqui Jaz.


418 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



É meio complicado sair por aí onde falam idiomas e línguas estrangeiras. No meado da década de 1980 do seculo passado eu era gerente do Bicbanco em Crato e fui convidado para a inauguração de uma agência em São Paulo.
Terminada a solenidade de inauguração da agência, o Dr. Antônio Pompeu de Araújo, diretor do banco, convidou a mim e outros para jantar em um restaurante espanhol. Ele se metia a falar espanhol.

Fomos recebidos por um garçom de finíssima educação e lhaneza no trato. Dr. Pompeu começou arranhando um espanhol muito bem arremedado pelo garçom. 

Lá pras tantas o Dr. Pompeu perguntou para o garçom: de que região você é lá na Espanha. O caboclo respondeu: eu não sou espanhol não, eu sou de Cariré no Ceará.

Uma feliz coincidência Dr. Pompeu é de Santana do Acaraú, cidade localizada na zona norte do Estado do Ceará, vizinha de Cariré, eram quase conterrâneos.


É preciso ajudar - Por Fernando Gabeira.



Fernando Gabeira diz que é preciso ajudar Jair Bolsonaro em seus dois maiores desafios. O ajuste das contas públicas e o combate à criminalidade.

“Temos de achar uma forma de abstrair esse baixo nível e nos unirmos no principal: tirar o Brasil da crise, votar a reforma da Previdência, reduzir o número de crimes. 

No caso da Previdência, ela tem a aprovação das pessoas preocupadas com o país e não pode ser nem rejeitada nem mutilada pelo Congresso.

Por mais que o governo considere a imprensa como inimiga, os ambientalistas como obstáculo ao progresso, é preciso ajudá-lo, pois o que está em jogo no momento é muito maior que ele.”

O Antagonista concorda com Fernando Gabeira e defende a reforma previdenciária, a venda das estatais e o pacote anticrime.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Remorso da Igreja pelos crimes sexuais é tardio - Por Josias de Souza


Se você professa dogmaticamente a fé católica, interrompa imediatamente a leitura. Feito o alerta, vai um esclarecimento que oferece aos católicos empedernidos uma segunda chance para evitar o desperdício de tempo com esse texto: o que se pretende fazer aqui é uma defesa de Deus contra os equívocos cometidos pela Igreja. Pronto, avisei.

Diga-se, de saída, em benefício do papa Francisco, que a conferência do Vaticano sobre os escândalos sexuais que carcomem a reputação da Santa Madre Igreja vem bem. Reconheça-se, entretanto, que a contrição iniciada na última quinta-feira (21) chega tarde. Um remorso mais rápido teria produzido reparações a quem interessa e exemplos capazes e inibir incontáveis abusos.

Na sexta-feira, segundo dia do encontro mundial do Vaticano, Linda Ghisoni, uma docente da Universidade Gregoriana, especialista em direito canônico, falou para cerca de 190 homens, a maioria bispos. Ela foi ao ponto: "De joelhos é a postura para tratar os argumentos desses dias".

Tomada pelas palavras, Linda parece não enxergar inocentes na Igreja, apenas culpados e cúmplices. Para ela, a "traição" dos abusos cometidos contra crianças, adolescentes e mulheres não é de responsabilidade apenas dos padres abusadores. O rol de responsáveis inclui os que sempre negaram o inegável, os que foram negligentes e os que ocultaram os crimes.

A culpa, disse Linda, é compartilhada. Pena que nenhum dos presentes ajoelhou-se. Num ambiente frequentado por pequenas criaturas, bastaria pôr-se de joelhos para ser considerado um sacerdote de enorme altivez. Uma alma cínica diria que o remorso é a penúltima utilidade de um crime. No caso da Igreja, porém, o arrependimento é a antepenúltima serventia da delinquência.

Eis a penúltima vantagem: Depois de conviver com seus criminosos sexuais por razões inconfessáveis, o Vaticano desfruta dos prazeres da contrição. E o papa Francisco ainda poderia extrair uma última vantagem da delinquência se, depois de tanta omissão, inaugurasse um debate franco sobre o fim do celibato.

Sua Santidade fará o encerramento da conferência sexual da Igreja neste domingo. Suas observações são aguardadas com extraordinário interesse. Mas pouca gente imagina que Francisco ousará propor o fim do celibato.

Reze-se para que o papa não venha com um rol de boas intenções ou de medidas cenográficas. Do contrário, restará a sensação de que os "representantes" de Deus gozam três vezes —com os crimes, com a expiação e com a elaboração de falsas providências—, enquanto as vítimas fazem figuração no teatro de penitências.

Uma das características da Igreja Católica é a aversão a mudanças. No começo do século 16, o Vaticano preferiu emagrecer, expelindo fiéis, a atualizar-se. Foi quando começaram a surgir as igrejas cristãs dissidentes. Assim, não se deve exigir respostas rápidas da instituição. Mas a simples abertura de um debate franco sobre os malefícios do celibato teria o efeito de uma lufada de ar fresco.

No campo da sexualidade interna, a hipocrisia foi o mais próximo que a Igreja conseguiu chegar da perfeição. A coisa vem de longe. Mencione-se, por eloqüente, um episódio ocorrido no ano da graça de 1679. Na época, muitos médicos prescreviam a pacientes aturdidos com pulsões sexuais desmedidas o "remédio" da masturbação.

Um monge espanhol chamado Juan Caramuel ousou defender a tese segundo a qual aliviar o corpo dos excessos de sêmen era mesmo uma prática médica saudável. Pobre diabo! Levou uma carraspana do papa de então, Inocêncio 11º.

O longínquo predecessor de Fancisco apegou-se ao texto bíblico que, em Gênesis (38:4-10), dá notícia da desaprovação do Senhor ao gesto de Onan que, ao se deitar com a cunhada, interrompia o coito na hora 'H', derramando o sêmen sobre o solo. Hoje, um surto de onanismo clerical seria dádiva celestial perto do que sucede no escurinho dos seminários, das sacristias e das dioceses.

Neste sábado, véspera do encerramento da conferência do Vaticano sobre pedofilia e outras violações sexuais da Igreja, o cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã, admitiu que os arquivos de casos de abuso sexual foram queimados na Alemanha, para impedir a identificação dos culpados. Ele disse suspeitar que o mesmo ocorreu em outros países.

O problema de expiações históricas como a que a Igreja tenta fazer no caso dos abusos sexuais é que elas sempre chegam tarde. Se não servirem nem como estímulo para correções que salvem o Vaticano de tantas crises de consciência, aí mesmo é que a coisa se revelará de uma inutilidade hedionda.

Em conversa com jornalistas, no ano passado, o papa Francisco declarou: "O celibato não é um dogma de fé, é uma regra de vida que eu aprecio muito e acredito que seja um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, sempre temos a porta aberta. Neste momento, contudo, não temos em programa falar disso".

Ora, se a porta está sempre aberta, por que não entrar no tema? Na prática, o celibato não atenta apenas contra a natureza humana. O voto de castidade imposto aos sacerdotes afronta o próprio preceito bíblico. Está escrito: "Crescei e multiplicai-vos." Se fosse chamado a opinar, Deus ajustaria um velho ensinamento: "Amaivos uns aos outros, irmãos. Mas deixem em paz os coroinhas. Outra coisa: me deixem fora dessa!"

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Incra determina fim do diálogo com o MST - O Antagonista.


A Folha de S. Paulo informa que o novo ouvidor agrário nacional do Incra, coronel João Miguel Souza Aguiar Maia de Sousa, enviou ontem um documento às superintendências do órgão com a orientação de que seus chefes subordinados não recebam mais entidades ou representantes “que não possuam personalidade jurídica”, caso do MST.

O ouvidor afirmou que “não deverão ser atendidos invasores de terras (estes devem ser notificados conforme a lei)”.

É o fim do diálogo com o MST.

COMBUSTÍVEL: DISTRIBUIDORAS NA MIRA DE BOLSONARO - Claudio Humberto.


O súbito aumento da gasolina em Brasília, que saltou de R$3,80 para R$4,23 de quarta para quinta (21), chamou a atenção do governo para as distribuidoras como atravessadoras no mercado de combustíveis no País. 

A expectativa é que o presidente Jair Bolsonaro aprove a proposta para que usinas de etanol e refinarias forneçam os seus produtos diretamente aos postos, sem intermediários e atravessadores.

Distribuidoras conseguiram resolução da “agência reguladora” ANP, em 2009, que lhes dá exclusividade na venda de combustíveis aos postos.

Foda-se a constituição, presidente Lula - Por Antônio Morais


Reprise  : "Foda-se a Constituição - Presidente Lula da Silva".

Frases do tipo não se ouviria de um Bilac, um José do Patrocínio ou um Bonifácio de Andrada, de um patriota. - “Em boca fechada não entra mosca”. Antigo, porem sábio ditado! Se a mosca não entra porque a boca está fechada, pela mesma razão as bobagens também não saem.

“Foda-se a Constituição” – termo retirado de um texto do Ricardo Noblat - Jornal o Globo, é o que não se poderia esperar de um Presidente da Republica.

Um jornalista do maior Jornal do Mundo chamou o presidente Lula de “cachaceiro – pinguço” com razão o presidente reagiu contra esse jornalista na firme determinação de expulsá-lo do país: Mas, a gravidade maior não está no fato de querer banir um jornalista que o desagradou, está sim, na declaração feita após um assessor informar que a sua vontade estava em desacordo com o que determina a Constituição: Disse Lula da Silva : “Foda-se a constituição” - O presidente não sabe o que são preceitos constitucionais.

Nesta frase ofensiva, na falta de respeito á “Carta Magna”, está a maior bobagem dita pelo Lula até o presente, e, com certeza vai lhe custar muito no futuro, talvez seja sua marca definitiva.

Governar não é realizar vaidades, fantasias e vontades - Governar é acima de tudo respeitar e administrar as leis do país.

Nunca é demais reprisar esta obra prima do  Pajé quando estava  por cima  da carniça.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

CREDO cratense - Por Antônio Morais.


Toda eleição é marcada por um fato, uma música  uma história que envolve o eleitor. Em Crato, a eleição para  o mandato 1963/1967 um Credo foi disseminado com o eleitorado e marcou a eleição. Para todo aquele que já conta com mais de cinco décadas nos costados.

Veja :
Creio na UDN do Crato, toda poderosa, que criou a traição para a família Esmeraldo. Creio em Dr. Derval, seu único candidato, o qual foi eleito vereador por obra e graça dos Ribeiro e dos Hilius. Nasceu no Exu e criou-se no Crato, padeceu sob o puder da incapacidade administrativa, foi crucificado pela incompetência, morto e sepultado pelo egoismo absurdo.

Desceu os degraus da convenção ao vigésimo dia, de onde surgiu com a candidatura na mão, foi a prefeitura, sentou-se ao lado direito de José Horácio todo poderoso, pai da má administração do Crato,  onde ficará sentado até o dia 7 de Outubro, quando será derrotado pelos eleitores, conscientes do Crato.

Creio na demência de seu "FILE", na ressuscitação da administração publica, na remissão do povo do Crato com a vitória de Pedro Felício e Dr. Aníbal.

Amém. 

Arrogância e prepotência de mãos dadas - Por Antônio Morais.




Quando Jorge W. Bush visitou o Brasil foi difícil, quase impossível fazer a medição e avaliar qual dos dois presidentes era o mais arrogante e prepotente. Bush ou Lula.

Os dois se igualhavam na vaidade, no orgulho, e, no "contar vantagens e cagar goma". 

Na despedida eu rabisquei estas sextilhas bem humoradas, atribuindo ao dialogo final da visita do americano ao Brasil :

Lula.
Bush veio ao Brasil,
Para ver se aprendia:
Nem canta como cantava,
Nem sabe como sabia....
Perdeu todo seu requinte
Adeus, "insigne partinte".

Bush.
Lula, tua aresia
Deixou-me mal satisfeito:
Sei mais do que já sabia,
Tenho mais força no peito,
Deixas de ser tão pedante:
Adeus, "insigne ficante".

Os caloteiros de Lula - Por o Antagonista.



Calotes dados por empresas e governos estrangeiros geraram um rombo de 1,38 bilhão de reais ao Tesouro Nacional entre 2017 e 2018.

Os dados foram obtidos pelo UOL.

A Venezuela aparece em primeiro lugar na lista de caloteiros do Fundo Garantidor de Exportações. Em segundo lugar, Moçambique. Em terceiro, Cuba.

Em outras palavras: Lula, Lula e Lula.


O circo de Curitiba.

“A transferência do ex-Presidente para estabelecimentos prisionais em tese mais adequados”

Além de proibir atos em frente à PF, pró ou contra Lula, a fim de garantir os direitos dos moradores do local, o desembargador Fernando Paulino da Silva Wolff Filho recomendou a transferência de Lula para uma cadeia de verdade:

“Entendo razoável oficiar ao Juízo Federal responsável pela execução da pena do ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva, cuja pena, frise-se, recentemente foi elastecida com uma segunda condenação em primeiro grau, remetendo-lhe cópia desta decisão e da integralidade destes autos de agravo de instrumento, em especial os relatórios da PMPR, a fim de, caso aquele Juízo entenda pertinente, servirem tais documentos para a instrução dos públicos e notórios incidentes de transferência entre estabelecimentos penais cujo objetivo é a transferência do ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva para estabelecimentos prisionais em tese mais adequados frente às circunstâncias.”

417 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Raimundo Bitu de Brito, Raimundo Bitu do Sanharol - Padim.

Francisco Alves Bitu, o conhecido "Meninin Bitu" foi um homem muito respeitado e querido da comunidade do Sanharol, em Várzea-Alegre.  

Ali, naquela ribeira ninguém tomava  qualquer decisão sem antes ouvir os seus abalizados  conselhos e orientações.

Nos seus últimos dias de vida, a casa estava sempre cheia de gente  levando  solidariedade. Seu primo Raimundo  Bitu escolhendo um horário um pouco vago foi visitá-lo acompanhado de  um dos  filho. 

Em lá chegando, uma filha do "Meninin" disse - Olha papai quem está aqui, quem  veio visitar o senhor, Raimundo Bitu.

"Meninin" balbuciou : Raimundo Bitu, homem bom,  amigo, camarada, TRABALHADOR !

Raimundo Bitu falou de forma quase inaudível no ouvido do filho : "Começou a mentir".


Grampo - Por Janaina Paschoal.


Não é crível que dois ministros disponibilizem áudios do presidente, em um interregno de dias; ou o presidente está grampeado, ou tem escuta ambiental.

De todo modo, importante destacar que os áudios só corroboram sua honestidade, para a infelicidade dos que torcem contra.

L E A L D A D E - Por Edmilson Alves



Enquanto a soberba é o atrevimento doa homens maus, a lealdade é a virtude dos homens bons. Lealdade é o sentimento que abre portas da vida e coração.

A vida é um projeto que sozinho é uma ilha. É uma obra inacabada. A criatura é um ser social e necessita viver em gregário, porém, há muitos conflitos entre humanos.

A lealdade surge como milagre nos atributos sociais, curando feridas, suavizando desavenças, adocicando amarguras de corações amargurados.

Quem é leal, é afável e doce com os amigos, a família e o núcleo social.
A lealdade alimenta tudo o que existe de melhor no ser humano.

O homem leal se redime após reconhecer o próprio erro. A lealdade é capaz de perceber seus limites e imperfeições!
Compreende que as ilusões das aparências é a esterilidade das virtudes.

Lealdade é virtude inquestionável e de grande valor pra evolução humana.
Lealdade é sinônimo de verdade, pois ser leal é, antes de tudo, verdadeiro. Lealdade é um atributo do caráter que enriquece qualquer relação humana.

Lealdade é acima de tudo uma busca pra novos caminhos, pra exauri as rotas obsoletas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Senhor Presidente - Por Olavo de Carvalho.


Recado ao senhor presidente da república Jair Bolsonaro : 

"O senhor é mais inteligente do que todos os seus assessores. O povo votou no senhor e não neles. Siga sua intuição e dê ordens". 

Quando alguém vier com nhem nhem nhem demita-o.


Caririensidade ( por Armando Lopes rafael)


Desprezo com o patrimônio histórico não é só no Cariri: casa de JK, em Diamantina, fecha as portas por problemas financeiros

    Causou grande repercussão, no Brasil inteiro, a notícia divulgada nesta 4ª feira, da grande perda para a cultura de Minas Gerais e para a memória do país: depois de 35 anos em funcionamento, a “Casa de Juscelino”, no Centro Histórico da cidade de Diamantina (MG) vai fechar as portas na 5ª feira, dia 21. Funcionando a duras penas nos últimos anos por causa da falta de repasse de verbas de convênios, o imóvel histórico onde viveu Juscelino Kubitschek (1902-1976), ex-presidente do Brasil (1956-1961), ex-governador de Minas Gerais (1951-1955) e ex-prefeito de Belo Horizonte (1940-1945) terá seu memorial encerrado.
Casa onde viveu o fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek

Situação do Patrimônio Histórico no Cariri


 Antiga casa do Senado de Crato, onde funcionava o Museu de Artes (fechado há 9 anos) e o Museu Histórico (funcionando precariamente)

   Tirante a cidade de Barbalha, é lamentável a preservação dos prédios históricos na conurbação Crajubar. Em Crato, as últimas medidas de preservação ocorreram por iniciativa do governador Lúcio Alcântara (período 2003 a 2006). Naqueles anos,  a Secretaria de Cultura do Ceará–Secult, dentre outras iniciativas, tombou o prédio da antiga Prefeitura e Cadeia Pública de Crato (onde funcionavam os Museus Histórico e de Artes Vicente Leite, o primeiro funcionando precariamente, o segundo fechado há quase 9 anos); tombou o prédio da antiga Estação Ferroviária (que resultou no exitoso Centro Cultural do Araripe, hoje com poucas atividades), além do Sítio Caldeirão, na zona rural, com a finalidade de preservar a memória da experiência comunitária feita pelo Beato José Lourenço (onde nada foi feito até agora).


Casa do Juiz de Direito Juvêncio Santana, recentemente demolida

       Em Juazeiro do Norte, também não se pode aplaudir a preservação dos prédios históricos. Recentemente, a antiga casa do juiz Juvêncio Santana, personagem popular na História de Juazeiro do Norte, foi demolida apesar dos protestos das instituições culturais e da imprensa desta cidade.

Diocese de Crato possui dois seminários para formação de sacerdotes


 Capela do Seminário Propedêutico de Crato, dedicada a São João Paulo II

   Além do Seminário São José (que caminha para os seus 150 anos de existência) a Diocese de Crato possui também o Seminário Propedêutico Dom Fernando Panico, ambos destinados à formação dos padres diocesanos.

      O Seminário Propedêutico Dom Fernando Panico foi inaugurado no dia 29 de dezembro de 2015. A Obra foi erguida no bairro Granjeiro, atrás da capela de Nossa Senhora da Conceição, em meio as árvores e tem como moldura o cenário e a vegetação da Chapada do Araripe. Possui uma área de 700 mil metros quadrados, doada à Diocese, em testamento, pelo Monsenhor Francisco de Holanda Montenegro.

       Esse Seminário dispõe de oito dormitórios, sala de estudos, biblioteca, atividade de informática e televisão, cozinha, refeitório, dispensa, lavanderia, área de lazer, além de uma capela dedicada a São João Paulo II, a primeira na Diocese a ter como patrono o Papa Polonês. Nas suas instalações físicas foram homenageados com a denominação de dos pavilhões o quarto Bispo Diocesano Dom Newton Holanda Gurgel e o Monsenhor Francisco Montenegro. A biblioteca recebeu o nome do Monsenhor Vitaliano Mattioli.

Caririenses ilustres: Dr. Leandro Bezerra Monteiro


   Dr. Leandro Bezerra Monteiro (foto ao lado) nasceu na cidade de Crato, no dia 11 de junho de 1826, filho primogênito do Coronel José Geraldo Bezerra de Menezes e de Jerônima Bezerra de Menezes, sendo neto do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, de quem herdou o nome. Em 1847, com vinte anos de idade, iniciou o curso de Ciências Sociais e Jurídicas, na Academia de Direito de Pernambuco, onde recebeu o título de Bacharel, em 1851, com vinte e cinco anos de idade.

     Durante seis anos, foi magistrado em Sergipe. Atraído pela política, foi eleito vereador e presidente da Câmara da cidade de Maruim.  Depois foi Deputado Provincial (hoje deputado estadual). Em 1860, conseguiu o mandato de Deputado Geral (hoje deputado federal).       Reeleito, em 1872, Deputado Geral pela província de Sergipe, ganhou fama nacional, devido ao episódio que passou à história do Brasil, como a “Questão Religiosa”. Esta, chamada no início de “Questão Maçônica”, foi um conflito ocorrido no Brasil – no último quartel do século 19 – entre a Igreja Católica e a Maçonaria. 

O que foi a “Questão Religiosa”

    Em maio de 1872, o Bispo de Olinda e Recife, Dom Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira, após várias e seguidas admoestações, interditou uma confraria religiosa em Recife, da qual faziam parte dois padres e vários leigos todos filiados à Maçonaria. Eles se recusaram a abandonar essa sociedade secreta, apesar da nova proibição de católicos pertencerem às lojas maçônicas, feita pelo Papa Pio IX. Também o bispo do Pará, Dom Antônio Macedo da Costa, adotou idêntica providência, na sua diocese. Ambos os bispos foram processados e presos por ordem do presidente do Conselho de Ministros do Império do Brasil, Visconde do Rio Branco, que era o grão-mestre da Maçonaria, no Rio de Janeiro.

     Dom Vital e Dom Macedo Costa foram transferidos para o Rio de Janeiro, onde foram condenados a trabalhos forçados, por quatro anos. Como era previsível, o fato causou grande revolta, junto à sociedade brasileira, àquela época majoritariamente católica. O Parlamento brasileiro passou a ser o foco dos debates entre os que apoiavam os bispos e os que defendiam a decisão do Visconde do Rio Branco. Os vários pronunciamentos feitos na Câmara pelo deputado Leandro Bezerra Monteiro, em defesa dos bispos Dom Vital e Dom Macedo Costa, constituiram-se em peças oratórias de grande coragem. Ninguém o excedeu na defesa da Igreja Católica, naqueles momentos difíceis para a Igreja Católica no Brasil. Seus discursos tiveram grande repercussão em todo o Brasil e até no exterior.

Servo de Deus Dom Frei Vital, cuja beatificação poderá ocorrer neste ano

416 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



José André do Sanharol, foto, começou a sentir uns problemas de saúde e o filho Pedro resolveu leva-lo a Fortaleza para fazer uns exames médicos. 

Levaram-no para um conhecido clinico geral que depois de exames constatou-se não ser nada muito grave, recomendando alguns procedimentos e receitando uma medicação.

José André saiu do consultório acompanhado do filho, com a receita na mão para comprar os medicamentos receitados.

No centro de Fortaleza, Rua Barão do Rio Branco, movimento louco de motos, veículos e ônibus, o Pedro acostumados com aquele transito maluco atravessou a rua correndo em zig zag desviando dos carros. 

Chegando do outro lado observou José André parado aguardando a melhor hora para atravessar. Impaciente Pedro gritou : chega pai, vem logo pai! 

E José André com a receita na mão respondeu: Espere, tenha calma, se eu for quem vai tomar o remédio?