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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Velho traquina - Por Antônio Morais

Belisária chamou as filhas e fez a queixa cabeluda. Na dispensa estava faltando mantimentos, era hora de verificar o que o velho Januário estava fazendo com o dinheiro da aposentadoria dele e dela.

As filhas armaram uma espera e deram o bote. Foi o velho sair do banco com a bufufa no bolso e elas seguiram até a surpresa horrorosa.

O velho chega num cabaré onde já lhe esperam um punhado de sirigaitas para fazerem a fuzarca. Salomé, a filha caçula já queria tomar as dores no local, mas foi contida pelas irmãs sob o pretexto que melhor seria conversar em casa.

Quando o velho chegou foi aquele fuzuê, um cu de boi dos maiores, sermão de uma, conselho da outra até que Salomé, a mais revoltada, tomou a palavra e perguntou para o velho : Papai o que é que o senhor faz com aquelas quengas nesta idade, 87 anos?

O velho mordido de raiva respondeu : Eu boto pra fazer capitão!


A condescendência de Lula - Por O Antagonista.

No final de sua caravana por Minas Gerais, Lula disse o seguinte à claque que reuniu em Belo Horizonte:

“Eu fiquei oito anos na presidência e a Dilma ficou seis. 

A gente foi muito condescendente com os meios de comunicação.”

“Condescendência”, na linguagem do condenado, talvez signifique comprar aliados e financiar a esgotosfera com dinheiro desviado da Petrobras. 

Lamentamos dizer que não funcionou.

A personificação - Por Antônio Morais.


O tempo é a matéria prima da vida. O passado não pode ser esquecido, más não devemos fazer dele o futuro. Vejo pessoas de boa condição sócio econômica no passado, cangando goma e contando vantagens, hoje em dia, por conta daquela condição que teve e já não a tem. 

Vejo também, aqueles que tiveram uma infância  bonita, humilde e simples, e, hoje, as custas de trabalho honesto e honrado tem dinheiro para comprar a nossa cidade, continuarem  simples, humildes e bons amigos.

Portanto nas rodopiadas que o mundo dá tudo vemos. A personificação da formação humana costuma resistir ao tempo. 

Aquele que transgride a regra está exposto a grande ruína. Quem busca a vida cômoda e menos austera sempre estará em angustia, porque uma ou outra coisa sempre lhe desagrada.

Prefeito de Rio Branco é alvo da Operação Buracos, da Polícia Federal.

O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre Viana (PT), pré-candidato ao Governo do Acre pela Frente Popular, é um dos alvos da Operação Buracos, da Polícia Federal, que apura o desvio de R$ 700 milhões, dinheiro que seria usado para a reconstrução de rodovias federais e ramais.

Deflagrada nesta segunda-feira (30), a Operação Buracos tem o envolvimento de mais de 150 agentes da Polícia Federal (PF), Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU), Receita Federal e Ministério Público Federal (MPF).

Nas primeiras horas do dia, Marcus Viana teve a casa acessada por policiais federais. De lá, o prefeito petista seguiu para a sede da Polícia Federal, onde vai conversar com a equipe da operação e prestar esclarecimentos. Viana chegou em um comboio cercado por seguranças e não pôde ser visto dentro do carro.

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de busca, apreensão e conduções coercitivas nos estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e São Paulo nesta segunda-feira.

O esquema investigado envolve servidores do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit-RO), além de empresários. Os valores eram pagos por serviços não executados e materiais que nunca seriam entregues. O grupo também se utilizava de funcionários fantasmas.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

BRASIL REIMOSO - Por Wilton Bezerra.

Se existe um mal incurável é o da desilusão.

Essa sentença recorrente me persegue.

De fato, não existe vazio maior para um ser humano do que não ter mais razões para lutar.

Ou para existir.

Faulkner, um pensador, disse há um bocado de tempo que entre o vazio e a dor prefere a dor.

Sofrência muita.

No Brasil atual, temos encontros permanentes com o susto, a dor e a falta de perspectivas.

A cada pesquisa eleitoral para presidente deste país, amostragens deploráveis.

O que se percebe é o crescimento de uma tendência suicida da população.

Talvez se explique aí o silêncio das ruas.

A última pesquisa aponta que se a eleição fosse hoje, teríamos o pódio disputado entre gente ruim e gente que não presta.

É muita reima junta.

Mas, a esperança é que daqui a pouco o satanás resolva concorrer.

Pode reunir boas chances.

Temer e os áulicos vivem ilusão da ‘normalidade’ - Por Josias de Souza.

Segundo a superstição de Michel Temer, revelada a aliados que lhe telefonaram para saber como estava sua saúde, o governo inaugura nesta semana uma nova fase. Um ciclo de “normalidade” administrativa. A percepção de Temer é compartilhada pelos áulicos do Planalto.

Falando do leito do Hospital Sírio Libanês, Temer informou que voltará ao batente na quarta-feira. “Ele está muito animado”, disse ao blog um parlamentar que conversou com o paciente. Tudo faz crer que o congelamento das denúncias da Procuradoria fez com que o presidente voltasse a acalentar o pior tipo de ilusão: a ilusão de que preside.

Na área econômica, a prioridade de Temer é colocar em pé a reforma da Previdência. O mandarim da Câmara, Rodrigo Maia, declarou que, numa escala de zero a 10, a chance de ser aprovada uma versão lipoaspirada da mexida previdenciária oscila entre 2 e 3. O comandante do Senado, Eunício Oliveira, afirmou que não é a melhor hora para tratar do tema.

Na área político-penal, Temer terá de tourear o inquérito em que figura como suspeito de beneficiar uma empresa no Porto de Santos. E não pode descuidar dos humores de Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala de R$ 500 mil, e de Geddel Vieira Lima, o amigo do cafofo com R$ 51 milhões. Loures arrasta uma tornozeleira eletrônica em casa. Geddel puxa cana na Papuda. Por ora, guardam obsequioso silêncio.

Numa conjuntura assim, tão sujeita a delações e trovoadas, se Temer consegue manter a cabeça no lugar enquanto tanta gente perde a sua, provavelmente já não sabe onde colocou a noção do perigo. Ou está exercitando o seu cinismo.

Escravidão dos desponíveis - Postagem do Antônio Morais.


Thomas Sowell.

Negros não foram escravizados porque eram negros, mas porque estavam desponíveis. A escravidão existiu no mundo a milhares de anos. Brancos escravizaram outros brancos na Europa durante séculos antes do primeiro negro ser levado ao hemisfério ocidental. 

Asiáticos escravizaram europeus. Asiáticos escravizaram outros asiáticos. Africanos escravizaram outros africanos, e, ainda hoje, no norte da África, negros continuam a escravizar negros.

sábado, 28 de outubro de 2017

Um acessorio curioso - Por Antônio Morais.

Um varzealegrense que mora em São Bernardo do Campo-SP e que não revelo o nome nem sob tortura, mandou noticias para sua mãe, em Várzea-Alegre, junto com a missiva alguns contos de réis e uma passagem da Viação Varzealegrense, sem baldeação, para passar o natal e o ano novo na terra dos bandeirantes.

Na noite que antecedeu a viagem foi uma comédia, com a ansiedade própria de quem vai viajar, não dormiu um pingo.

Na bagagem havia de tudo : Uma garrafa de manteiga da terra, um queijo de coalho, um litro de mel de abelha, cinco preás salgados, uma dúzia de avoantes, e, pasmem, um saco plástico com 05 sabugos.

Indagada a cerca da utilidade de tão curioso acessório, foi taxativa para a neta : Eu morro e não me acostumo com esse "tá de papé higieni", o bom do sabugo são as muitas serventias : limpa, coça e dá um penteado.

Crato Republicano? Algumas Considerações… (por Armando Lopes Rafael)

(Excertos de um artigo publicado há 17 anos na revista A Província – nº 18, ano 2000) 
   O “ôba-ôba” tão característico destes tempos medíocres, quando a maioria das pessoas não tem profundidade em nenhum assunto; quando a televisão “faz a cabeça” da massa ignara; nos obriga a ouvir, vez por outra, falar sobre a “tradição republicana” de Crato. Não existe essa alardeada “tradição republicana em Crato”. É mera falácia!

   O leitor me conceda só um tempinho, para eu justificar o meu pensamento. Começo por lembrar que o aniversário do golpe militar que implantou a República – em 15 de novembro de 1889 – nunca foi comemorado em Crato. Nesta cidade o povo comemora muitas datas: 7 de setembro, 21 de Junho, 1º de setembro (Nossa Senhora da Penha), 19 de março (São José) festeja as datas de São Francisco, dentre outras. Agora, “comemoração” no dia 15 de Novembro – data da “Proclamação da República” – nunca se viu.

     E por que isso acontece? Ora, o  Crato, durante 149 anos (de 1740 quando foi fundado,  a 1889, quando houve o golpe militar que empurrou goela abaixo da população a forma de governo republicana) viveu sob a Monarquia. Não se apaga facilmente um século e meio na vida de um povo. Basta dizer que dos 70 anos que o comunismo dominou a Rússia com chicote e baioneta não restou nada de concreto. Imagine 149 anos. Por isso, no imaginário popular,  persiste a ideia de que a Monarquia é algo de elevado nível, respeitoso, honesto e bom.

     Tanto isso é verdade que, ainda hoje, quando o povo reconhece numa pessoa certos méritos ou qualidades acima do comum, costuma dar-lhe o título de “Rei”. Por isso temos ou tivemos; “O Rei Pelé”, “O Rei Roberto Carlos”, “O Rei do Baião”, “O Príncipe dos Poetas Populares” (o repentista Pedro Bandeira) etc. E o que dizer dos concursos que se realizam para escolha da “Rainha do Colégio”, “Rainha da Exposição”? e de nomes de lojas como “O Rei da Feijoada”, “O Império das Tintas”? Ou nomes como “Rádio Princesa FM”, “Colégio Pequeno Príncipe”?

     Portanto, é um mito sem consistência essa alardeada “tradição republicana” de Crato. Precisamos ter coragem para proclamar isto, pois ela não reflete a realidade. Ainda não se conseguiu sensibilizar as camadas populares para comemorar, em Crato, o golpe militar que impôs no Brasil essa fracassada República. Sempre foi assim. Vai ser assim, também, no próximo dia 15 de novembro, quando o país vai parar – num feriado nacional artificial e inútil – em comemoração à pseudo “Proclamação da República”.

      No duro – no duro mesmo – “República” para o povo é sinônimo de "república de estudante", ou seja, uma casa bagunçada, desorganizada.  Ou serve para lembrar as notícias que vêm da Capital da República, a triste Brasília, Capital Mundial da Corrupção.  “República” continua a ser, no imaginário popular, a lembrança da roubalheira, das propinas pagas aos políticos, da incompetência, da demagogia, da falta de segurança, da falência da saúde pública, da precariedade da educação pública, das filas dos aposentados (expostos ao sol e à chuva) na fila das calçadas dos Bancos para receber suas míseras aposentadorias, das obras públicas inacabadas, da falta de respeito para com a população, do grosso do noticiário que chega pela televisão aos nossos lares: "Mensalão", "Petrolão", Lava Jato, Delação Premiada, malas com milhões encontradas em apartamento...


Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Ataques à família e propaganda da imoralidade -- por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

Junto com a divulgação da imoralidade, fantasiada de arte, e a propaganda maciça do homossexualismo, travestido de respeito à diversidade, reaparece a doutrinação da Ideologia de Gênero, também com ares de liberdade e de orientação sexual.
 
Configura-se, visando sua destruição, um verdadeiro ataque à família, santuário da vida, que vai perdendo seus direitos na educação dos seus filhos, os quais se tornam alvo fácil dessa onda destruidora da moral. Os bons ficam acuados. E os meios de comunicação, através de novelas e entrevistas direcionadas, vão divulgando essa mentalidade de modo bem orquestrado.

Se a crise social, política e familiar por que passamos é, sobretudo, moral, essa propaganda em nada a faz diminuir, mas, pelo contrário, aumenta-a rompendo todas as barreiras éticas que deveriam pautar o comportamento humano.

    Ao repetir o Mandamento divino “Não pecar contra a castidade”, a Igreja nos ensina a vencer a luxúria e evitar tudo o que a ela conduz, como a pornografia e a indecência no vestir. A castidade faz parte da temperança, conduz ao domínio de si, que exige um esforço constante em todas as idades da vida, especialmente quando se forma a personalidade, durante a infância e a adolescência (cf. Catecismo da Igreja Católica – CIC - 2331-2356).
São Paulo já advertia: “Fostes chamados à liberdade. Porém, não façais da liberdade um pretexto para servirdes à carne” (Gl 5, 13).

    Sobre a propaganda da imoralidade, recordo as graves palavras do saudoso Cardeal Dom Lucas Moreira Neves, acusando a Televisão, o que poderíamos aplicar também a certos sites da Internet, devido à onda de impureza que traz para dentro dos lares: “Acuso-a de ministrar copiosamente a violência e a pornografia. A primeira é servida em filmes para todas as idades. A segunda impera, solta, em qualquer gênero televisivo: telenovelas, entrevistas, programas ditos humorísticos, spots publicitários e clips de propaganda. A TV brasileira está formando uma geração de voyeurs, uma geração de debilóides. Acuso-a de ser corruptora de menores”.

E não é só contra essa imoralidade que a Igreja levanta a sua voz. Ela também repudia o assassinato de crianças e adolescentes, a prostituição infantil, a morte de crianças para o roubo de órgãos, a mortalidade das crianças nos hospitais públicos, a violência doméstica, o estupro e o feminicídio. 

(*) Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo católico da Administração apostólica São João Maria Vianney--Campos (RJ)

No aniversário de Lula, o ‘parabéns’ é uma ironia - Por Josias de Souza.

Lula fez aniversário nesta sexta-feira. Deveria ter presenteado a si mesmo com o silêncio. Mas percorre Minas Gerais em caravana. Faz comícios diários. Seus lábios não desgrudam do microfone. Assim, sem medo de ser patético, declarou: ''Não é aos 72 anos que vou roubar um centavo para envergonhar milhões e milhões de pessoas que a vida inteira confiaram em mim''.

Lula discursou num comício na cidade de Montes Claros. Apresentou-se à plateia como um símbolo, seu papel predileto: ''Estão tentando me destruir desde que nasci. Tentem destruir o Lula, vocês nunca vão conseguir, porque o Lula não é o Lula, é uma síntese daquilo que são milhões e milhões de mulheres e homens. Lula é uma idéia criada por vocês.''

O pajé do PT, de fato, pode se dar ao luxo de falar como símbolo. Deixou de ser qualquer um quando virou líder sindical em plena ditadura. Perdeu eleições como símbolo, chegou ao Planalto como símbolo, invocou a condição de símbolo para sobreviver ao mensalão e como símbolo imaginou-se invulnerável no petrolão. Agora, responde pelo que passou a simbolizar.

Suprema ironia: coube ao companheiro Antonio Palocci formular a pergunta que explica por que muitos brasileiros deixaram de respeitar os cabelos brancos do símbolo: “Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do ‘homem mais honesto do país’ enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto Lula são atribuídos a dona Marisa?”, indagou Palloci na carta que enviou ao PT para se desfiliar da legenda.

Lula tornou-se um símbolo completo. Fez-se sozinho na vida. E se desconstrói sem a ajuda de ninguém. O símbolo discursa como se fosse uma estátua de si mesmo. E age como um pardal que suja sua própria testa de bronze. Costuma-se dizer que Lula virou um político como todos os outros. Bobagem. Aconteceu algo pior. Lula tornou-se um símbolo completamente diferente de si mesmo.

Certas frases —“Não é aos 72 anos que vou roubar um centavo…” passam a impressão de que o autor será símbolo do cinismo até o fim. No aniversário do símbolo, um simples “parabéns” soa como ironia.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Em VEJA desta semana

Exclusivo: O roteiro da propina entregue a Gleisi Hoffmann

Em vídeo, advogado reconstitui o trajeto que percorreu para entregar quatro pacotes de dinheiro desviado da Petrobras para a senadora do PT

Um vídeo produzido pela Polícia Federal reconstituiu quatro crimes sequenciais de corrupção e será usado pela Procuradoria-Geral da República como prova contra a senadora Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT.

Acompanhado por um investigador, o advogado Antônio Carlos Pieruccini percorreu as ruas de Curitiba para mostrar como fez chegar à senadora quatro pacotes de dinheiro derivados do esquema de subornos montado na Petrobras. No vídeo, o advogado, que fez delação premiada, vai com o agente aos locais onde entregou quatro pacotes de 250 mil reais cada, além de dar detalhes sobre o que conversava quando contava o dinheiro da senadora.
Leia mais em VEJA desta semana.

Maia diz que Temer poderia ter caído se comandante da Câmara fosse o Cunha - Por Josias de Souza.

Um dia depois do sepultamento da segunda denúncia criminal contra Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), revelou detalhes dos bastidores da crise que drenou as energias do governo. 

Em entrevista, o deputado disse ter recebido vários “convites” para derrubar Temer. “Voce tem que assumir, você tem que assumir”, diziam. Embora reconhecesse a fragilidade do governo, Maia afirma ter resistido: “Você tem que assumir o quê? Assumir que eu sou candidato a derrubar o Michel Temer? Não tenho condições de fazer um negócio desses.” Se o presidente da Câmara fosse Eduardo Cunha, Temer teria caído?, quis saber o repórter. E Maia: “Pode ser que sim.” 

“Poucos teriam tido a posição institucional que eu tive, de entender que ninguém pode ser candidato a presidente através de uma denúncia”, declarou Maia. ''Tive a tranquilidade de entender que, apesar de todos os convites que foram feitos de forma legítima, muitos achando que o governo Michel Temer não tinha mais condições de continuar eu continuei dizendo a todos: acho até que o presidente Michel tem muitas dificuldades, mas isso tem que acontecer de forma natural. Como eu sentia que não era essa a vontade natural da Câmara, entendi que não cabia a mim fazer nenhum movimento, porque acho que eu geraria uma instabilidade.”

Mera coincidência - Postagem do Antônio Morais.


Lenin.

Usaremos o idiota útil na linha de frente. Incitaremos o ódio entre as classes. Destruiremos a sua base moral, a família e a espiritualidade. Comerão as migalhas que caírem das nossas mesas.

O estado será Deus.

Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais, se eles não são comunistas.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Barroso para Gilmar: ‘Não transfira para mim a sua leniência com a criminalidade do colarinho branco’ - O Antagonista.


Os ministros do STF julgavam nesta tarde, no plenário, um ação sobre a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará.

Mas dois deles preferiram bater boca.

Primeiro, Gilmar Mendes disse que Luís Roberto Barroso soltou José Dirceu.

“Vossa excelência não trabalha com a verdade”, rebateu Barroso. “Dirceu só está solto porque a Segunda Turma o soltou. Não transfira para mim a sua leniência com a criminalidade do colarinho branco.”

Barroso ainda acrescentou, voltando-se para Gilmar:

“Vossa excelência só destila o ódio, não julga. Apliquei a Zé Dirceu a lei. Não fui eu, foi o Supremo.”

Cármen Lúcia, a presidente da corte, optou por encerrar a sessão. 

Sem amor ....- Postagem do Antonio Morais.


A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz avaro.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor te deixa fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor… não tem sentido.

Madre Tereza de Calcutá.

FOGO! SOCORRO! ACUDAM! -- por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

         Junto com a divulgação da imoralidade fantasiada de arte e a propaganda maciça do homossexualismo travestido de respeito à diversidade, reaparece a doutrinação da Ideologia de Gênero, também com ares de liberdade e de orientação sexual. São Paulo já advertia: “Fostes chamados à liberdade. Porém, não façais da liberdade um pretexto para servirdes à carne” (Gl 5, 13). A família está sendo alvo de ataques que visam a sua destruição. Se a crise social, política e familiar por que passamos é, sobretudo, moral, essa propaganda em nada a faz diminuir, mas, pelo contrário, aumenta-a rompendo todas as barreiras éticas que deveriam pautar o comportamento humano. Os bons ficam acuados. A família perde seus direitos na educação dos seus filhos, que se tornam alvo fácil da propaganda destruidora da moral. E os meios de comunicação, através de novelas e entrevistas direcionadas, vão divulgando essa mentalidade de modo bem orquestrado.

            É preciso dar um basta! É preciso que as forças morais de toda a humanidade se levantem e deem o seu brado de inconformidade com tudo isso. É hora de gritar com São Luiz Maria Grignion de Montfort: “Fogo! fogo! fogo! Socorro! socorro! socorro!... Socorro, que assassinam nosso irmão! Socorro, que degolam nossos filhos!...”.

           A Igreja levanta a sua voz de repúdio a tudo isso: sua doutrina clara já condena esses erros. É preciso que os católicos sejam lógicos e coerentes com o que a Igreja lhes ensina.

            É hora, principalmente de os leigos agirem. Não fiquem se perguntando: o que a Igreja vai falar ou fazer sobre isso? Vocês também são a Igreja. A pergunta deve ser: o que nós estamos fazendo contra tudo isso? Não fiquem esperando pelos pastores. As ovelhas têm o direito de se defenderem dos lobos que as atacam. Falem, protestem, escrevam, alertem os filhos, os amigos. Gritem nas redes sociais! Pais de família, reajam! É preciso que o mundo escute a voz dos bons e saiba que ainda existem famílias corretas, pessoas de bem e de coragem que não concordam com a imposição dessas ideologias.

            Dom Prosper Guérranger (L’Année Liturgique), sobre o episódio em que um leigo, Eusébio, levantou-se em meio à multidão contra a impiedade de Nestório, salvando assim a fé de Bizâncio, comenta: “Há no tesouro da Revelação pontos essenciais, cujo conhecimento necessário e guarda vigilante todo cristão deve possuir, em virtude de seu título de cristão. O princípio não muda, quer se trate de crença ou procedimento, de moral ou de dogma. Traições como a de Nestório são raras na Igreja; não assim o silêncio de certos Pastores que, por uma ou outra causa, não ousam falar, quando a Religião está engajada.  Os verdadeiros fiéis são homens que extraem de seu Batismo, em tais circunstâncias, a inspiração de uma linha de conduta; não os pusilânimes que, sob pretexto especioso de submissão aos poderes estabelecidos, esperam, pra afugentar o inimigo, ou para se opor a suas empresas, um programa que não é necessário, que não lhes deve ser dado”.

(*) Dom Fernando Arêas Rifan é  Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Fazendo o povo de otário - Por Antônio Morais.


Quem teve a ventura ou a desventura de assistir a votação  do julgamento da  denuncia contra o presidente Temer observou uma situação  interessante, deprimente :

Deputados do PT, PSB, PCdoB, Psol aos gritos na tribuna  contra a  corrupção  e a  favor do retorno  de Lula, a maior corrupto brasileiro de todos os tempos.


Chegou também a vê os deputados do PSDB  votando  a favor  da abertura  contra o Temer, ao tempo em que  defendem abertamente a corrupção  do Aécio Neves. 

Jogo de cena diante da TV. Fica Claro que esses deputados  tratam o povo como idiotas,  como imbecis. 

A Rede Globo  e seus  apresentadores e comentaristas subservientes, que  inicialmente pretendiam  derrubar o presidente americano Donald Trump, se contentou  em derrubar  o Temer, e,  não conseguiu. Se o Temer der uma de Leonel Brizola  a Globo vai se ferrar.

RUIM DE SE VER - Por Wilton Bezerra.



“Seu” Antônio, de Juazeiro do Norte, era um velho bronco que vivia constantemente de mau humor. Estava sempre a observar os cartazes de filmes nos cines Eldorado e Capitólio, ambos na rua Santa Luzia.

Certa feita, sentou-se numa poltrona vizinha à que eu estava. Quando apareceu na tela o famoso leão da Metro Goldwyn Mayer anunciando o filme, “seu” Antônio levantou-se abruptamente da cadeira e reclamou alto e bom som: “Eu já assisti essa porra”!

Imaginava ele se tratar de uma película já havia visto em função do leão famoso da companhia cinematográfica americana. Se seu Antônio fosse vivo e acompanhasse o futebol brasileiro de hoje, certamente acharia os times muito parecidos uns com os outros. Provavelmente se levantaria da poltrona imaginando se tratar de um tape.

Quando um jogo desagrada é comum o torcedor brasileiro xingá-lo com a famosa e antiga frase: “Ô dois times parecidos”! Esquemas e jogadas são repetidos exaustivamente. O líder enfrenta o lanterna e as diferenças na qualidade do futebol não são facilmente percebidas. Uns melhoram ao longo de um campeonato porque os outros pioram.

Até os debates se tornam vazios. Sem dúvidas padecemos da falta de grandes times.
Botafogo de Garrincha, Didi, Nilton Santos, Quarentinha e Zagalo; Santos de Pelé, Coutinho, Gilmar e Pepe; as várias academias do Parque Antártica formadas pelo Palmeiras de Valdir, Djalma Santos, Zequinha, Chinezinho, Dudu, Ademir da Guia, César, Vavá; Flamengo de Zico e cia. e outros grandes esquadrões, não passam de retratos amarelados na parede.

Essa é uma das muitas causas do empobrecimento do futebol bonito de se ver que sempre tivemos.
Não se trata de má vontade, ou saudosismo, da crônica e do torcedor, nessa constatação.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O interesse do brasileiro pela Monarquia

Segundo o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, em cada brasileiro (a) existe um monarquista adormecido. “Não há um brasileiro que não considere Dom Pedro II o melhor chefe de Estado que nós tivemos. Você não encontra um brasileiro que diga de boca cheia que a República deu certo. A índole do povo brasileiro é monárquica, porque a ordem natural das coisas é monárquica”. 

Dom Bertrand tem razão. É por isso que o feriado da “proclamação” da república (proclamação que nunca houve, pois Deodoro gritou foi: “Viva o Imperador”) nunca foi comemorado. Por uma razão simples: O Brasil deu certo na Monarquia. Não deu certo na República. Ademais, as crianças nascem monarquistas porque a primeira influência que recebem é dos pais. Depois vão sendo corrompidas pelas escolas (está aí a “Ideologia de gênero” para provar) pelos meios de comunicação, pela decadência moral da sociedade, pelo falso ideologismo e ficam republicanas. Mas o interessante é que hoje no Brasil de 2017, o sonho monárquico está muito mais vivo do que estava em 1993, quando houve o plebiscito. Em toda parte do Brasil, de norte a sul, o sentimento monárquico está renascendo na juventude.

Aliás, o interesse pela monarquia aumenta em escala mundial. Quando o Príncipe de Gales, herdeiro da Coroa Britânica, casou-se com Lady Diana Spencer, em julho de 1981, 750 milhões de pessoas, nos cinco continentes, acompanharam atentamente a cerimônia, pela televisão. Quase um quinto da população da terra! 

No Brasil, a cerimônia foi transmitida ao vivo pela televisão, às 7h da manhã. Tantas foram as pessoas que, desde os dias anteriores, solicitaram ao serviço de despertar da Companhia Telefônica de São Paulo que as acordasse na hora da transmissão, que esse serviço – pela primeira e única vez desde que foi instituído – não conseguiu atender a todos pontualmente.

Já às 5h30 da manhã, a TELESP começou a telefonar para muitos lares, desculpando-se por estar telefonando tão cedo. Mas, se não começasse a chamar muito cedo, não conseguiria acordar a todos...

Trinta anos mais tarde, em abril de 2011, quando o primogênito do casal, o Príncipe William, Duque de Cambridge, desposou a jovem Catherine Middleton, as projeções indicaram que um total de dois bilhões de pessoas – um terço da população mundial! – acompanhou a cerimônia, ao vivo, pela televisão. No Brasil, as pessoas acordaram antes do sol nascer para assistir ao início da cobertura, com o Ibope registrando um aumento de 48% na audiência da TV aberta entre as 6 e às 9h da manhã naquele dia.
Príncipe William, Duque de Cambridge, no dia do casamento com Catherine Middleton
As ruas de Londres nunca estiveram tão cheias pelo povo como no dia do casamento do
Príncipe William com Catherine Middleton

Esses fatos são bem significativos para demonstrar o quanto, até hoje, tudo o que diz respeito à Monarquia desperta interesse em larguíssimas faixas da opinião pública. Tal não ocorre apenas nos países que conservam essa forma de governo; mas também em países que há muito a aboliram – é bem esse o caso do Brasil –, e até mesmo em países que sempre foram Repúblicas.

- Estas observações são baseadas em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira, com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, do Prof. Armando Alexandre dos Santos.
Postado por Armando Lopes Rafael

“Vão ter que enfrentar mesmo!”, diz o tucano Luiz Pontes em resposta a Cid Gomes - Por Eliomar de Lima

 A oposição de Camilo Santana (PT) reagiu com desembaraço ao comentário de Cid Gomes (PDT) sobre o enfrentamento de Tasso Jereissati (PSDB) na disputa para o Governo do Estado. “Eles vão ter que enfrentar mesmo”, reforçou o presidente estadual do PSDB, Luiz Pontes.

“Não tem nenhum problema se Tasso for candidato. Quem deve estar preocupado é o Ciro (Gomes)…”, sugeriu o tucano, sem esclarecer os motivos. Pontes reforçou a tendência de candidatura de Jereissati para o executivo estadual, após a indefinição de Eunício Oliveira (PMDB) sobre quem deve apoiar nas eleições de 2018.

O presidente do partido tucano, conforme publicado ontem pelo O POVO, afirmou que o senador peemedebista tem de definir as alianças para 2018 até o fim de novembro.

Também opositor ao governo, o deputado estadual Capitão Wagner (PMDB) reagiu à declaração de Cid e apoiou a candidatura de Jereissati. “Eles (Ferreira Gomes) não temem (Tasso), porque imaginam que os eleitores vão se comportar como nos últimos anos. Mas o sentimento do povo agora é diferente. Se eles acham que podem derrotar usando as mesmas armas, estão enganados”, disse o parlamentar.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

No quebrar da barra - Por Antônio Morais.


Zé Belo morava no sítio Charneca em Várzea-Alegre. Os filhos chegaram em férias de São Bernardo. Dinheiro como diabo, resolveram fazer uma comemoração. Mataram galinha, bode, um capado cevado e a noite contrataram o sanfoneiro Bié para animar o rela bucho. 

Dois potes com aluar e duas ancoretas de pinga nos cantos da sala. E, tome sarapatel, fussura, buchada e pinga até não caber mais na barriga.

Na madrugada Imaculada, a filha caçula começou a gritar de dores. Gemia, chorava e cagava sem sentir. 

Pegaram uma rede botaram num pau de porteira, jogaram a moça dentro e partiram para cidade a procura do médico.

No quebrar da barra, de passagem pela "Bodega" de Raimundo Sabino ele perguntou :

Quem morreu?

É minha filha que está doente.

E o que foi?

Foi comida!

"Pegaro o caba"?

A ESTUPIDEZ - Por Wilton Bezerra.



Uma entidade ou revista, não me lembro, escolhe anualmente uma palavra que sintetiza o momento vivido pelo mundo.
Os primeiros escrutínios apontam a palavra ódio como favorita no páreo.
Fiquei a ruminar e não demorei a fazer minha escolha.

A palavra é ESTUPIDEZ.

Sim, acho que subestimam a força da estupidez.
Na minha habitual dificuldade de decifrar as coisas, fico sem entender a estupidez do ser humano em certos comportamentos.
Como as pessoas entregam suas almas e valores materiais a pastores picaretas de igrejas que se destinam a explorar os incautos com suas falsas curas?

E ninguém quer saber de fraternidade.
Como se explica a diáspora, sem razão, no mundo em fuga?
É uma brutalidade superior a de certos animais.
Porque torcedores de um mesmo time escolhem o local de um jogo de futebol como palco para se matarem?

E o pior. Jogadores e treinadores, antes reverenciados, agora são agredidos em estádios e aeroportos na cobrança de resultados.
Ginásios, estádios e outros equipamentos construídos para depois serem abandonados após Panamaericanos, Olimpíadas, Copa e diabo a quatro.
Como alguém pode achar ser a crise financeira do país culpa do combate à corrupção?
Que Moro e a Polícia Federal estão prestando um desserviço com suas salvadoras intervenções.

Dá para entender que políticos e executivos roubem tanto dinheiro sem condições e tempo para gastá-lo?
Mais grave é a população induzida a se acostumar com o que não presta por políticos que usam a mentira como instrumento de trabalho.

Que estado psicológico têm essas pessoas?
Morrer por uma balada perdida, ou achada na barriga da mãe antes de nascer.
Qual a razão da população eleger quem não trabalha para ela?
Basta esse pequeno relato para justificar a minha escolha.
É tudo muito estúpido.

Câmara de Vereadores de Crato rejeitou a implantação da “Ideologia de gênero” nas escolas públicas e privadas deste município – por Armando Lopes Rafael


A sessão de ontem na Câmara teve grande participação popular: "O povo unido, jamais será vencido"

  Comecemos por saber que diabo é essa “Ideologia de gênero”. Faço minhas as palavras do estudante de História, Jefferson Viana, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro quando escreveu: “A ideologia de gênero não é nada mais que a negação de que existem sexos ao nascimento, com a afirmação que a sexualidade é uma construção social, onde a pessoa escolheria o que deseja ser. É também implantada na linguagem, com a negação de gênero nas palavras, com a substituição das letras o e a pela letra x; para dar um exemplo, a palavra menino, ou a sua variação no feminino, que seria a palavra menina, transformam-se em meninx, visando a neutralidade”.

    Bom, agora que já sabemos o que é a “Ideologia de gênero”, o leitor pode perguntar: “E como surgiu essa coisa estrambótica?”. Esse desvio acentuado do padrão normal, ou seja, a chamada “Ideologia de gênero” na verdade, tem suas origens nas ideias dos pais do comunismo, Karl Marx e Friedrich Engels. Sacou agora porque todo esquerdista se manifesta a favor da “Ideologia de gênero”? Dou novamente a palavra ao Jefferson Viana: “No livro “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, o último livro escrito por Marx e terminado por Engels, esses autores afirmam que a família não é consequência da biologia humana, mas sim do resultado de uma “opressão social” produzida pela acumulação da riqueza entre os primeiros povos agricultores. Eles não utilizaram o termo gênero, que ainda não havia sido inventado, mas chegaram bastante perto”.

     Pois bem, foi contra todos esses erros (que têm origem na velha “ luta de classes”) que a Câmara de Vereadores de Crato aprovou –  na última segunda feira, dia 23 –  um projeto de lei, regulamentando o Plano Municipal de Educação–PME. Em síntese: 14 vereadores cratenses, no artigo que trata sobre “Infância sem Pornografia” proibiu a inclusão – no currículo escolar da rede pública e privada – da famigerada disciplina “Ideologia de Gênero”.

     É claro que não foi uma aprovação pacífica! A “Associação de Defesa, Apoio e Cidadania dos Homossexuais (Adacho)”, A Comissão da Igualdade Racial e Diversidade Sexual da OAB/CE, Subseção de Crato, a Secretária de Educação de Crato, Otonite Cortez (PT), lideranças da arcaica “esquerdona” cratense, professores universitários (sempre eles!), protestaram contra a aprovação desse projeto de lei pelos vereadores cratenses. E não se engane. A imensa maioria do povo cratense não deve cantar ainda  vitória. O projeto só será realidade se o prefeito de Crato, José Ailton Brasil, sancioná-lo. E como o prefeito é muito ligado à esquerda jurássica (ele ainda hoje, acredite, defende Dilma Rousseff), essa minoria pode influenciar o prefeito e ele pode vetar o projeto. E toda a luta terá de ser recomeçada. Mas se for o caso será recomeçada. Somos maioria!

       Atenção, portanto, pais de família, fiéis da Igreja Católica e das Igrejas Evangélicas, lideranças comunitárias e toda a sociedade civil: fiquemos alerta. Essa minoria é capaz de qualquer artimanha para – ignorando totalmente o direito de escolha dos pais em relação à metodologia de ensino dos seus filhos – impor à maioria da população essa anomalia chamada “Ideologia de gênero”...

PS- Parabéns ao vereador Roberto Anastácio (Podemos) por ter apresentado o projeto de lei aprovado, que representa - por baixo - a aprovação de 90% da população cratense. Valeu, nobre vereador. O Sr. cresceu  no respeito da população por sua coragem  cívica.

Confusão de oficio - Por Antônio Morais

É verdade.

José das Meninas, assim chamado porque todos os filhos eram mulheres, casado com Dona Minervina, católico fervoroso, devoto de São Raimundo. 

Vivia do trabalho pesado na roça, e da criação de pequenos animais. Morava no sitio Garrote, distrito sede  da Várzea-Alegre.

Das Dores, a filha mais velha resolveu ir embora para os lados da Amazônia, onde ficou um bom tempo sem dar noticias.

Fundou um bordel e melhorou de vida. Sabendo das dificuldades das irmãs, em Várzea-Alegre, mandou buscá-las para adjutorarem nas labutas do empreendimento.

O negocio prosperou e deu bons lucros. Mas, o pai não gostava das informações recebidas dando conta do oficio das filhas.

Um dia, Das Dores resolveu vi a Várzea-Alegre. Quando tomou chegada o velho não deu a menor atenção. Com a mãe não foi diferente. Então, ela resolveu desabafar: Não vejo vocês há 20 anos, vi visitá-los e sou recebida com esse desprezo e essa indiferença?

Eu trouxe até um dinheirinho para vocês, mas, já que é assim vou voltar. Minhas irmãs se cotizaram e mandaram 20 mil, mas, diante de tamanha desconsideração vou voltar e nunca mais piso aqui.

O velho coçou a cabeça e disse: Minha filha, que mal pregunte: Qual é mesmo a profissão de vocês por lá? Ela, braba como um siri na lata respondeu a todo pulmão: "Prostitutas".

Então, o velho se derreteu em mimos : Minha filha, "me adiscuipe", nós pensávamos que era "protestante". Se acomode, vá tomar um bom banho, durma um bocadin para descansar da viagem. "Tá vendo Minervina, as bichinhas nem tinham cuipa". Era tudo mentira desse povo invejoso da Rajalegue..

‘Eleitorado se sentiu traído’, afirma Lula, o traidor - Por Josias de Souza.


Em entrevista ao diário espanhol El Mundo, Lula falou sobre os erros de Dilma na gestão da economia. O maior deles “foi exagerar na política de desonerações das grandes empresas.” O outro foi ter anunciado depois das eleições de 2014 um ajuste fiscal que não ornava com os compromissos que assumira em campanha. Numa primeira versão da entrevista, o jornal havia anotado que Lula dissera que “Dilma traiu o eleitorado”. Incomodado com a reprodução da frase no Brasil, Lula esclareceu que dissera algo diferente: “O eleitorado que a elegeu em 2014 se sentiu traído.” O jornal espanhol fez a correção no seu site.

Corroborada pelo áudio da entrevista, a emenda de Lula conseguiu piorar o soneto. Antes de saber que o entrevistado esclarecera que o eleitorado é que é meio imbecil e “se sentiu traído”, gravei um comentário defendendo Dilma das críticas do seu criador à forma como conduzira a economia. Nele, afirmei que, a essa altura, a maior empulhação que Lula pode cometer contra a inteligência alheia é atribuir a Dilma a responsabilidade pelos desacertos do país. Dilma foi o efeito, não a causa. (assista abaixo)

Se o eleitorado se sentiu traído, quem o traiu foi Lula. Numa época em que ostentava popularidade acima dos 80%, Lula vendeu uma incompetente como administradora impecável. Essa gerentona de mostruário afundou o país já no primeiro mandato. Fez isso ao criar uma nova matriz econômica, voluntarista e intervencionista. Cavou um pouco mais fundo ao pedalar o Orçamento para se manter no poder. E Lula dobrou a aposta, reelegendo o descalabro em 2014.

Presidente, Lula governou firmando alianças partidárias tóxicas financiadas à base de mensalões e petrolões. Chamou a rendição à oligarquia empresarial de amadurecimento político. Ao eleger e reeleger uma incapaz como se fosse uma supergerente, Lula produziu uma espécie de conto do vigário no qual a maioria do eleitorado caiu. Tenta reeditar o estelionato ao atribuir todas as culpas a Dilma. Lula sabe que o verdadeiro culpado está escondido no seu espelho.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O Príncipe que renunciou ao Trono Brasileiro (postado por Armando Lopes Rafael)

Príncipe Dom Pedro de Alcântara e a Princesa Dona Elisabeth de Orleans e Bragança com seus quatro filhos, foto feito em Petrópolis onde ele viveu seus últimos anos

 No mês de setembro último estive no artístico mausoléu onde estão sepultados o Imperador Dom Pedro II, a Imperatriz Teresa Cristina, a Princesa Isabel e o Conde D’Eu. O jazigo está localizado no lado direito da entrada da catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis.

   Vi, naquele respeitoso e histórico sepulcro, uma placa assinalando que ali também se encontravam os restos mortais do filho mais velho da Princesa Isabel, o Príncipe Dom Pedro de Alcântara, bem como os da esposa deste, a Baronesa Elisabeth Doberzenky von Dobrzenicz.

O filho primogênito da Princesa teria sido o nosso Dom Pedro III, não houvesse ocorrido o golpe militar de 15 de novembro de 1889, bem como e ele também não tivesse renunciado ao Trono.
Vale a pena conhecer algo desse príncipe. Para tanto, valho-me do livro “Dom Pedro Henrique, o Condestável das Saudades e da Esperança”, de autoria do Prof. Armando Alexandre dos Santos. A conferir.

“O filho primogênito da Princesa Dona Isabel e do Conde d’Eu, o Príncipe Dom Pedro de Alcântara, Príncipe Imperial do Brasil enquanto herdeiro dinástico de sua mãe, era grande amante de caçadas, de esportes e de viagens. Propendia mais para a vida em família, com as amenidades próprias do lar doméstico, e para a vida social em escala privada, não se sentindo particularmente afeito aos incertos vaivéns da política e aos embates da vida pública.

“O Príncipe Dom Pedro de Alcântara se apaixonou, por volta de 1900, por uma jovem dama checa, a Baronesa Elisabeth Doberzenky von Dobrzenicz, filha do Barão João Wenzel Doberzensky von Dobrzenicz e da Condessa Elisabeth Kottulinsky von Kottulin. A Baronesa Elisabeth pertencia a uma Família da pequena nobreza, há muito estabelecida na Boêmia, mas não era Princesa de sangue real.
“Portanto, a Princesa Dona Isabel, enquanto Chefe da Casa Imperial e Imperatriz “de jure” do Brasil, não viu com bons olhos o pretendido matrimônio de seu primogênito e herdeiro.

Sua posição não se devia, como poderia parecer, a um antipático “orgulho de casta”. Sem dúvida, pesavam no espírito da Redentora razões de prestígio para a Família Imperial Brasileira – e, por extensão, para o próprio Brasil – relativamente ao nível das esposas de seus filhos. Mas, muito acima disso, sua posição se explicava, sobretudo, pela preocupação que Sua Alteza tinha de que seus filhos se casassem em Famílias que cultivassem o mesmo espírito de sacrifício dos Príncipes em favor de suas pátrias.

“Assim sendo, a Chefe da Casa Imperial e o Conde d’Eu pediram que o Príncipe Imperial, durante alguns anos de reflexão, pusesse à prova seu amor pela Baronesa Elisabeth, retardando o casamento. Após a prolongada espera, afinal, o Príncipe Imperial, “tendo maduramente refletido”, “por muito livre e espontânea vontade”, renunciou, no dia 30 de outubro de 1908, “não só por mim, como por todos e cada um dos meus descendentes”, a todo e qualquer direito à Coroa e Trono do Brasil.

“Com seu ato de renúncia, que constituiu ato jurídico perfeito e acabado, cuja inteira validade ninguém pode por em dúvida, o Príncipe Dom Pedro de Alcântara perdeu a condição de Príncipe Imperial do Brasil, que passou ao seu irmão, o Príncipe Dom Luiz (este, por respeito ao irmão mais velho, também havia prolongado seu próprio noivado, com a Princesa Maria Pia de Bourbon-Sicílias, com quem veio a se casar pouco depois da renúncia de seu irmão, no dia 4 de novembro de 1908).

"Em meados da década de 1920, após ter sido revogado o injusto banimento da Família Imperial, o Príncipe Dom Pedro de Alcântara se transferiu definitivamente, com a esposa e os filhos, para o Brasil, fixando residência em Petrópolis, sua cidade natal, onde viveram no Palácio do Grão-Pará, um anexo do Palácio de Verão (atual Museu Imperial de Petrópolis). Seu pai, o Conde d’Eu, havia desejado muito fixá-lo no Castelo d’Eu, propriedade adquirida pela Família Imperial na Normandia, França, pois desejava que seu filho primogênito, afastado da sucessão ao Trono do Brasil, estabelecesse um novo Ramo da Casa Real Francesa, os Orleans-Eu. Entretanto, o Príncipe Dom Pedro de Alcântara, após a morte do pai, tão logo que pôde, preferiu retornar ao Brasil, terra onde nascera e pela qual conservava profunda nostalgia".
 Mausoléu da Família Imperial Brasileira, na Catedral de Petrópolis

Descanse, ministro Gilmar - Por Augusto Nunes

O Brasil ficaria mais aliviado se o sabe-tudo do Supremo trabalhasse menos. 

Gilmar Mendes, o onisciente, onipotente e onipresente ministro do Supremo Tribunal Federal informou há dias que sua rotina é estafante: “Acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo”. 

Não faz mesmo: escravo obedece, Gilmar só dá ordem. Mas é verdade que a agenda do juiz dos  juízes está permanentemente congestionada.

Além de manifestar-se sobre todos os assuntos que chegam ao STF, sejam essenciais ou irrelevantes, o operário de toga dá palpite em qualquer tema, cuida de uma próspera instituição de ensino, almoça com o presidente da República e janta com parlamentares, intromete-se em miudezas políticas, preside o Tribunal Superior Eleitoral e administra pessoalmente a mais produtiva usina de habeas corpus do mundo.

Mesmo com tanta trabalheira, o ministro vem encontrando tempo para combater com crescente intensidade a Operação Lava Jato. O Brasil ficaria mais aliviado se Gilmar Mendes descansasse.

domingo, 22 de outubro de 2017

O varzealegrense e seus nomes - Por Antonio Morais


Foto - Joaquim Correia Ferreira, jornalista e apresentador e comentarista da BBC de Londres. 


Várzea-Alegre não tem as características de Aracati, terra do apelido, mas a inteligência e espírito implodem, espontaneamente de qualquer analfabeto que seja cutucado. Conta-se que um cara vai passando, pelo meio da rua, com um couro de onça às costas. O bodegueiro, lá do seu balcão, faz-lhe uma pergunta, a que se sucede um duelo de chiste e humor:

Que é isto? Uma onça?
Não, é um couro!
É seu?
Não, é da onça!
P’rá vender?
Se Deus quiser!
E, se Ele não quiser?
Eu vendo a outro!

Você pode até dizer que a historia é bestinha; mas, considerado o pei-pei do dialogo, revela uma boa doze de inteligência e malandragem. Por este ou aquele motivo, tem Várzea-Alegre uma peculiaridade bem sua: muitas pessoas – mesmo as de melhor postas na vida – tem dois nomes. Aquele identificado oficialmente, no cartório, e outro por que é conhecido. Ninguém se sente, com isto, ofendido ou melindrado.

De uma coletânea de 300 ou mais nomes aí vão uma duzia:

Antônio José do Nascimento – Antônio Flandeiro
Antônio Francisco do Nascimento – Antônio Danga
Antônio Gonçalves de Oliveira – Romildo
Antônia Maria de Morais – Antônia Cabileira
Antônia Lisboa de Lima – Toinha Boa’gua
Francisco de Barros Cavalcante – Chico Mundeira
Francisco Freitas Pinheiro – Chiquinho de Louzo
Francisco Gregório da Costa – Nego de Aninha
José Raimundo da Silva – José Peru
José de Souza Lima – Pé Velho
Vicente Rodrigues da Silva – Antônio Gibão
José Alves de Lima – Zé de Ginu

Fonte J. Ferreira.