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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Nossos arrozais, um colírio para os olhos - Por Antônio Morais


Raimundo de Joaquim Mandu, depois de 20 anos juntando dinheiro em São Bernardo trabalhando na Volkswagen do Brasil resolveu passar umas férias na Boa Vista, em Várzea-Alegre.

Fez o retorno num vou de Juazeiro do Norte a São Paulo com escala em Brasília. Sentou-se numa poltrona próximo a um deputado da terra do Padre Cicero e sua excelentíssima esposa.

Na véspera Raimundo jantou uma curimatã ovada com angu e muita pinga com o tira gosto de preá assado. Num movimento brusco soltou um peido daqueles de fazer passarinho levantar vou nos arrozais.

Pra que foi fazer isto? O deputado virou a peste e disse : bêbado safado, sem vergonha,  como você se atreve a peidar na frente da minha esposa?

E, Raimundo, na calma singular de um bom cristão confessa : desculpa seu deputado eu não sabia que  a vez era dela.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Só o amor não basta - Artur da Távola.


Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta...Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA.

Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar só é pouco.Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não são dois. Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta. Um bom Amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!

CONTOS DE VARZEA-ALEGRE - POR ANTONIO DANTAS.



A Importância das Figuras - Por Antonio Dantas.

Meu pai administrava a produção de rapadura no engenho do meu avo, Manoel Dantas, no sítio Baixio. Eu gostava de ir com ele bem cedo, ainda meio escuro, pra tomar uma caneca de garapa. No fim da tarde, eu retornava ao engenho pra experimentar os últimos pedaços de rapadura quente, e acompanhar meu pai de volta pra casa.

Certo dia, ao chegarmos a bodega do Raimundo Chico, meu tio avô; como era de costume, o pessoal da moagem, que terminava as tarefas mais cedo, já estava ali. Conversa vai, e conversa vem, um dos trabalhadores puxou do bolso um livro sobre os evangelhos. Outro, que estava sentado, virou-se pra traz e pediu para ver o livro.  O indagado respondeu num tom jocoso e disse: – Não tem figuras! Eu virei pra meu pai e perguntei, por que ele falou que não tem figuras? Meu pai deu uma de Alice no País das Maravilhas e me respondeu: – Ele não sabe ler, meu filho! 

Desde aquele dia remoto, aprendi com meu pai que os livros são importantes, mas aqueles com figuras são mais interessantes. Carreguei essa lição comigo.Quando lecionava economia, sempre avisava aos meus alunos para não se preocuparem com as dificuldades da matéria, pois havia escolhido um livro texto muito fácil; tinha bastante figuras (gráficos).

Outro dia, aqui nos Estados Unidos, uma amigo chegou à biblioteca, onde passo a maior parte do dia, e falou para bibliotecária: – Estou procurando um livro –  assim, assim – não me lembro bem do título. Como eu estava conversando com a moça, interrompi quem havia me interrompido, e disse pra ela: –  Arranje um livro com figuras pra ele. Eles riram!

Isto não foi grosseria, apenas uma brincadeira que eles gostaram. A fiz não para acusá-lo de analfabeto, mas para não esquecer da lição de meu pai.

Tá feia a coisa: Governo prepara PDV para servidores federais e espera adesão de 5 mil

Fonte: Estadão
 A República foi imposta com uma aura de esperança de dias melhores. Deu no que deu...
A ideia é oferecer aos interessados até 1,5 salário por ano trabalhado. As normas serão definidas em uma medida provisória e a economia calculada é de R$ 1 bilhão por ano
Brasília – Em dificuldades para fechar as contas, o governo prepara um programa de demissão voluntária (PDV) para servidores federais do Poder Executivo. A ideia é oferecer aos interessados até 1,5 salário por ano trabalhado. Uma Medida Provisória (MP) deve ser editada entre hoje e amanhã para estabelecer as normas do programa. Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o governo espera adesão de 5 mil funcionários e uma economia de R$ 1 bilhão por ano com a medida.

As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, órgão responsável pela gestão de pessoal no governo federal. Os detalhes do PDV ainda estão sendo fechados, mas a expectativa é que os efeitos em termos de economia sejam percebidos apenas a partir de 2018.

A despesa com pessoal deve chegar a R$ 284,47 bilhões neste ano, segundo estimativa da área econômica divulgada no relatório de avaliação de receitas e despesas do terceiro bimestre. Trata-se do segundo maior gasto do governo, depois dos benefícios previdenciários (R$ 559,77 bilhões neste ano).

O governo tem sido criticado por ter aprovado, no ano passado, uma série de reajustes para servidores federais. Neste ano, a conta com despesas de pessoal e encargos sociais deve aumentar R$ 26,6 bilhões em valores nominais (sem descontar o efeito da inflação).

Em 2018 e 2019, a estimativa é de que esse gasto cresça R$ 22 bilhões em cada um dos anos, segundo a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conorf) da Câmara dos Deputados.

O PDV tem sido um instrumento muito utilizado em empresas estatais para diminuir o quadro de funcionários e, consequentemente, reduzir o tamanho da conta de pessoal. Nos últimos três anos, o governo federal desligou 50.364 funcionários das estatais com os PDVs e as aposentadorias incentivadas, como mostrou o Estadão/Broadcast. O número representa 77% do público-alvo dos programas autorizados pela Planejamento.

Papa Pio XII - Por do Antònio Morais.


Quando o Papa Pio XII foi consagrado papa, agendou uma data trinta dias após sua posse para receber a visita de sua mãe. No dia e hora marcadas, uma senhora de semblante humilde e sublime, gestos singelos e nobres se aproximou do filho.

O papa vaidoso estendeu a mão para ela e disse : "Mãe beija este anel". Ela respondeu : "Filho, beija primeiro esta aliança, pois se não fosse ela tu não eras papa".

A principal obra que Deus criou para humanidade foi a família. Os que conspiram contra não sabem o mal que fazem. Os últimos governos foram useiros e verseiros em conspirar contra a família e sua tradição. Pouco fizeram em seu favor.

A presidente Dilma Roussef destruiu a Capela do Palácio do Planalto para, em seu lugar, edificar um dormitório para os seus seguranças. Felizmente restaurada. 

Sou católico e, para defender minha verdade começo por respeitar a verdade alheia, sou absolutamente contra qualquer ato ou ação que conspire em desfavor da religião seja ela qual for. A humanidade precisa de Deus assim como  a terra seca precisa da chuva.

Lula, de olho no futuro, por Ricardo Nobla - Por Ricardo Noblat.


No mundo encantado de Lula, construído por ele para enganar sua clientela cativa, propina não passa de dinheiro doado por empresários para financiar campanhas. 

E se por acaso o dinheiro não foi declarado à Justiça, trata-se apenas de caixa dois, uma merreca de crime que nem merece ser chamado por esse nome. 

Melhor seria chamá-lo de irregularidade eleitoral. Talvez de mal feito, como preferia Dilma.

O fiasco de Lula - O Estado de São Paulo.


Está cada vez mais claro que o ex-presidente só está mesmo interessado em evitar a cadeia, posando de perseguido político

Faltou povo no ato que pretendia defender Lula da Silva, na quinta-feira, em São Paulo e em outras capitais. Apenas os militantes pagos - e mesmo assim nem tantos, já que o dinheiro anda escasso no PT - cumpriram o dever de gritar palavras de ordem contra o juiz Sérgio Moro, contra o presidente Michel Temer, contra a imprensa, enfim, contra “eles”, o pronome que representa, para a tigrada, todos os “inimigos do povo”.

À primeira vista, parece estranho que o “maior líder popular da história do Brasil”, como Lula é classificado pelos petistas, não tenha conseguido mobilizar mais do que algumas centenas de simpatizantes na Avenida Paulista, além de outros gatos-pingados em meia dúzia de cidades. Afinal, justamente no momento em que esse grande brasileiro se diz perseguido e injustiçado pelas “elites”, as massas que alegadamente o apoiam deveriam tomar as ruas do País para demonstrar sua força e constranger seus algozes, especialmente no Judiciário.

A verdade é que o fiasco da manifestação na Avenida Paulista resume os limites da empulhação lulopetista. A tentativa de vincular o destino de Lula ao da democracia no País, como se o chefão petista fosse a encarnação da própria liberdade, não enganou senão os incautos de sempre - e mesmo esses, aparentemente, preferiram trabalhar ou ficar em casa a emprestar solidariedade a seu líder.

Está cada vez mais claro - e talvez até mesmo os eleitores de Lula já estejam desconfiados disso - que o ex-presidente só está mesmo interessado em evitar a cadeia, posando de perseguido político. A sentença do juiz Sérgio Moro contra o petista, condenando-o a nove anos de prisão, mais o pagamento de uma multa de R$ 16 milhões, finalmente materializou ao menos uma parte da responsabilidade do ex-presidente no escândalo de corrupção protagonizado por seu governo e por seu partido. Já não são mais suspeitas genéricas a pesar contra Lula, e sim crimes bem qualificados. Nas 238 páginas da sentença, abundam expressões como “corrupção”, “propina”, “fraude”, “lavagem de dinheiro” e “esquema criminoso”, tudo minuciosamente relatado pelo magistrado. Não surpreende, portanto, que o povo, a quem Lula julga encarnar, tenha se ausentado da presepada na Avenida Paulista.

O fracasso é ainda mais notável quando se observa que o próprio Lula, em pessoa, esteve na manifestação. Em outros tempos, a presença do demiurgo petista com certeza atrairia uma multidão de seguidores, enfeitiçados pelo seu palavrório. Mas Lula já não é o mesmo. Não que lhe falte a caradura que o notabilizou desde que venceu a eleição de 2002 e que o mantém em campanha permanente. Mas seu carisma já não parece suficiente para mobilizar apoiadores além do círculo de bajuladores.

Resta a Lula, com a ajuda de seus sabujos, empenhar-se em manter a imagem de vítima. Quando o juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 600 mil e de bens de Lula para o pagamento da multa, a defesa do ex-presidente disse que a decisão ameaçava a subsistência dele e de sua família. Houve até quem dissesse que a intenção do magistrado era “matar Lula de fome”. Alguns petistas iniciaram uma “vaquinha” para ajudar Lula a repor o dinheiro bloqueado - e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, durante o ato na Paulista, disse que “essa é a diferença entre nós e a direita: nós temos uns aos outros”.

Um dia depois, contudo, o País ficou sabendo que Lula dispõe de cerca de R$ 9 milhões em aplicações, porque esses fundos foram igualmente bloqueados por ordem de Sérgio Moro. A principal aplicação, de R$ 7,2 milhões, está em nome da empresa por meio da qual Lula recebe cachês por palestras, aquelas que ninguém sabe se ele efetivamente proferiu, mas pelas quais foi regiamente pago por empreiteiras camaradas.

Tais valores não condizem com a imagem franciscana que Lula cultiva com tanto zelo, em sua estratégia de se fazer de coitado. Felizmente, cada vez menos gente acredita nisso.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quatro coisas que não podem ser recuperadas - Postagem do Antonio Morais.

Uma jovem estava a espera de seu vou, na sala de embarque de um grande aeroporto. Como deveria esperar varias horas, resolveu comprar um livro para passar o tempo. Comprou, também, um pacote de biscoitos. Sentou-se numa poltrona, na sala Vip do aeroporto, para poder descansar e ler em paz. Ao lado da poltrona onde estava o saco de biscoitos sentou-se um homem, que abriu uma revista e começou a ler.

Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também tirou um. Sentiu-se indignada mas não disse nada. Apenas pensou: Mas que atrevido! Se eu estivesse com disposição dava-lhe um soco no olho, para que ele nunca mais se esquecesse desse atrevimento.

A cada biscoito que ela pegava o homem também tirava um. Aquilo foi-a deixando cada vez mais indignada, mas não conseguia reagir. Quando restava apenas um biscoito, ela pensou: Ah. o que vai esse abusado fazer agora? Então, o homem dividiu o ultimo biscoito ao meio, deixando a outra parte para ela. Ah! Aquilo era demais. Ela estava soprando de raiva.

Então, pegou o livro e o restante de suas coisas e dirigiu-se para a porta de embarque. Quando sentou confortavelmente numa poltrona, já no interior do avião, olhou para dentro da bolsa para tirar os óculos. Para sua grande surpresa, viu intacto o pacote de biscoitos que tinha comprado. Sentiu imensa vergonha. Percebeu que quem estava errada era ela. Tinha-se esquecido que tinha guardado os biscoitos na sua bolsa.

O homem tinha dividido os biscoitos dele com ela, sem se sentir indignado, nervoso e revoltado. Entretanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando está a dividir os biscoitos dela com ele. E já não havia ocasião para se explicar nem pedir desculpas.

Existem quatro coisas que não podem ser recuperadas:

01 - A pedra depois de atirada.
02 - A palavra depois de proferida.
03 - A ocasião depois de perdida.
04 - O tempo depois de passado.

Mãe é Mãe

A mãe chilena que cobrou lealdade do filho a Michel Temer
Mariangeles, mãe do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), mandou mensagem ao filho mandando-o 'não conspirar' contra o presidente
O presidente Michel Temer conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que assumirá o cargo enquanto Temer estiver fora (Alan Santos/PR)

   Mariangeles Ibarra Maia foi além de qualquer atitude padrão de uma mãe preocupada. A chilena enviou uma mensagem ao seu filho, presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mandando-o “não conspirar” contra o presidente Michel Temer (PMDB), de quem é o sucessor direto.

   O aviso foi enviado em meio a acusações de que Maia poderia estar articulando secretamente para substituir o peemedebista no cargo. As notícias sobre a “conspiração” causaram mal-estar entre os dois.

“Você me ensinou que eu tenho de ser leal, e assim eu sou”, teria escrito o parlamentar do DEM quase cinquentão —ele tem 47 anos— à mãe zelosa. Em entrevista à GloboNews, o presidente da Câmara contou ter mostrado a mensagem materna a Temer, como garantia de sua fidelidade.
   Quem conhece Mariangeles não se surpreendeu com o estilo —agora tornado público— de mãezona rigorosa com o filho crescido. Fontes ouvidas pela reportagem disseram que ela é considerada muito protetora, que preza sempre pela união familiar. No Brasil, Mariangeles tem a companhia da irmã, Carmen Ibarra, que também se casou no Chile com um brasileiro.

   Casada com o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) desde o início dos anos 1970, ela é considerada mulher de forte personalidade, mas discreta e avessa a aparições. Deu algumas raras declarações públicas na presidência de Obra Social da prefeitura. O cargo, por tradição, é ocupado por mulheres dos prefeitos, como hoje é de Sylvia Hodge Crivella —casada com o prefeito Marcelo Crivella (PRB). César Maia foi prefeito do Rio por três mandatos (no período entre 1993 e 2009).

   Mariangeles teve como atribuições organizar ações para pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade. Também discursou em nome do marido durante inaugurações de projetos ligados à saúde pública. Um dos seus orgulhos, obras no Morro Dona Marta, na zona sul do Rio, viraram objeto de discórdia com o sucessor de Maia, Eduardo Paes (PMDB). Ela considerou que o ex-prefeito não deu continuidade às realizações do marido. Mariangeles já demonstrara irritação com o peemedebista, sucessor de Cesar Maia, por críticas que fez ao seu padrinho político, durante a campanha de 2008.

Origens

   Hoje vereador no Rio, Cesar Maia contou que conheceu Mariangeles durante seu exílio no Chile. Ele decidiu deixar o Brasil depois de ter sido preso pelos militares —na época, militava em uma organização de esquerda originada do PCB. No Chile, Mariangeles deu à luz aos gêmeos Rodrigo e Daniela, em 1970. Mais tarde, voltaram todos para o Brasil, ainda durante o regime militar. Depois, foi a vez da família de Mariangeles se exilar no Brasil, após o golpe de Augusto Pinochet, em 1973.

   O presidente da Câmara foi procurado pela reportagem para falar sobre sua mãe, mas não deu resposta. Mariangeles também foi procurada para uma entrevista, por meio de seu marido, mas não respondeu. Questionado sobre a discrição de sua mulher, Cesar Maia disse que “como chilena, prefere acompanhar a política sem intervir diretamente”.

Fonte: Estadão

DIA DO FUTEBOL - Por Wilton Bezerra. Comentarista da TV Diário e Rádio Verdes Mares.


No dia 19 de Julho se comemorou o dia do futebol no Brasil.
Faço a mesma indagação:
O que seria de nós sem o futebol?
Vale repetir que nosso país foi apresentado ao mundo por um negro, Pelé, e um mestiço, Garrincha.
Antes disso o Brasil era o Rio de Janeiro, capital Buenos Aires.
O futebol no Brasil se dá de forma atmosférica, segundo Nelson Rodrigues.
Aqui, mais do que em outro lugar, se respira o esporte mais apreciado do mundo.
Sucesso popular numa terra de exclusão, manifesta-se como lugar social.
Lugar, aliás, que está sendo usurpado pelos elitistas nefastos.
Os detentores do futebol de negócios vociferam: “Futebol no Brasil não é coisa de pobre”.
Através do futebol revelamos as nossas fraquezas e potencialidades.
Somos detentores maiores da arte de jogar.
E a arte não existe para salvar e sim para tornar a vida mais bonita, fantasiosa e interessante, segundo Ferreira Gullar.
Quem salva é bombeiro, arrematou.
Não tenho certeza se ele disse exatamente assim.
Fato é, que a bola sempre deveu mais obediência ao futebolista brasileiro.
Fomos ao longo do tempo os donos da bola contra os donos do campo.
Apesar do gangsterismo da classe dirigente.
Viva o futebol 

De rabo preso com Maduro - Por Mary Zaidan.



Gente que dorme e acorda na porta dos mercados para comprar comida que acaba antes de a fila andar. Falta de remédios, ataduras e até de soro fisiológico. Famílias que vasculham lixos e assam animais de estimação para servir no jantar. Mais de uma centena de mortos pela repressão em manifestações contra o governo. Essa é a Venezuela, cujo regime e seu ditador, Nicolás Maduro, receberam apoio incondicional do PT e PCdoB, e parcial do PDT, signatários da resolução final da 23ª reunião do Foro São Paulo, realizada na Nicarágua.

A solidariedade ao regime totalitário de Maduro, expressa em viva voz pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, há uma semana, na abertura do Foro, causa repulsa diante da tragédia humanitária do país vizinho. Tão grave que não comporta qualquer tipo de defesa ideológica.

E, ao que tudo indica, ideologia está longe de ser de fato a inspiração para as falas.

Os discursos petistas sempre deram trela ao faz de conta que o ex-presidente venezuelano morto, Hugo Chávez, chamou de socialismo do século 21. Mas, no ver e crer, as identidades do PT com essa turma se consolidaram em outras searas.

Chávez, o gênio que conseguiu parir um golpe sobre si para se tornar presidente, obteve do Brasil do ex Lula tudo e muito mais do que podia esperar. Traduzindo em miúdos, usufruiu de trocas maravilhosas, favores envolvendo fortunas – US$ 98 milhões só na conta de corrupção da Odebrecht, declarados pela empreiteira em oitiva à promotoria dos Estados Unidos.

Muitas transações ainda carecem de explicações, se é que elas existem. 

Em um país povoado por denúncias cotidianas, poucos se lembram da festa patrocinada por Lula e Chávez para lançar a pedra fundamental da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que teria 60% dos US$ 2,4 bilhões orçados para a sua construção custeados pela PDVSA, estatal petrolífera venezuelana.

Isso foi em 2005. Dois anos depois, Chávez se apropriou dos ativos da Petrobrás na Venezuela e, mesmo sem ter colocado um único centavo, reclamava do atraso das obras pernambucanas. Em 2013, Dilma Rousseff anistiou as dívidas da Venezuela com a obra, que, nesta altura, já custava cinco vezes mais: US$ 13,4 bilhões.

Uma aventura de comunhão bolivariana com custos e prejuízos fenomenais para o Brasil, que jamais serão pagos. Ainda inconclusa, a refinaria já consumiu US$ 18 bilhões dos brasileiros e produz menos da metade da previsão inicial de 230 mil barris de petróleo/dia.

Chávez morreu em março de 2013, sem ver as consequências desastrosas da gastança populista que promoveu nos anos em que o petróleo batia recordes de preço no mercado mundial.

Assim como Lula e depois Dilma, ele se regozijava de ter eliminado a miséria. Em 2011, a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) chegou a divulgar que o chavismo reduzira 50% da pobreza do país. Cinco anos depois, o percentual de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza atingiu 81%, embora os dados manipulados pelo regime apontem 18,3% de redução da miséria em 2016.

Além da mentira quase infantil das estatísticas oficiais, facilmente desmanteladas pelo cotidiano -- um salário mínimo venezuelano consegue comprar comida para apenas três dias, isso quando encontra produtos à venda --, a ditadura Maduro luta contra muitas outras frentes. E a pior delas não é a oposição formal, a qual ele tenta derrotar a tiros, literalmente, e com a convocação surreal de uma Constituinte, cujo objetivo é mantê-lo no poder.

Está tendo de enfrentar as vítimas do populismo subsidiado pela ignorância e custeado pelo petróleo, sem ter fartura e muito menos inteligência para fazê-lo.

Abusa da repressão, das milícias armadas, promove a matança, estimula uma guerra civil. Ainda assim tem apoio da esquerda brasileira, irrestrito quando se trata do PT.

Talvez porque os rabos do presidente venezuelano e do PT estejam enrolados em uma trama de difícil equação para ambos.

Maduro foi apontado por Mônica Moura, mulher de João Santana, marqueteiro de Lula e de sua pupila, como pagador de pacotes de dinheiro ilícito, em espécie, para remunerar o trabalho da dupla durante a campanha vitoriosa da Dilma de Chávez. Tudo com conhecimento e aval do governo petista.

O PT de Lula -- que gravou vídeo em favor de Maduro na disputa de 2013, que se arvorou a falar em nome do “povo brasileiro” ao defendê-lo, em abril, quando a chancelaria nacional propôs a suspensão da Venezuela do Mercosul, e que agora se solidariza e apoia a realização da Constituinte pró-Maduro --, é cúmplice e parceiro da ditadura venezuelana.

De um lado, usa a crença bolivariana para alimentar a fé cega dos seus. De outro, busca evitar a derrota fatal de um companheiro -- não de armas, mas de “malfeitos”--, que pode lançar ainda mais lama nos 13 anos de governos petistas. Não importa quantos mais Maduro mande prender ou matar.

domingo, 23 de julho de 2017

Coisas da República

Para procurador, Brasil tem ‘tendência de esculhambação’
Júlio Marcelo de Oliveira, responsável por atestar as 'pedaladas fiscais' que condenaram Dilma, endurece o jogo contra o governo e as concessionárias

Fonte: revista VEJA

 O procurador Júlio Marcelo de Oliveira em 2016, quando depôs no Senado Federal durante o impeachment de Dilma Rousseff (Geraldo Magela/Agência Senado)


Contrário a alterações no contrato de concessão das rodovias federais, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, que deu parecer contrário às pedaladas fiscais do governo Dilma, entrou em rota de colisão com o governo federal e as empresas do setor. Taxado como “algoz”, o representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) defende o cumprimento dos acordos já assinados e rebate as críticas. Ele afirmou que sua função é evitar irregularidades: “A tendência é a esculhambação no Brasil”.

Para o procurador, as empresas concessionárias “estão o tempo todo pleiteando alterações para melhorar sua rentabilidade, diminuir ônus e adiar investimentos”, o que segundo ele “passa à sociedade a mensagem de que o Brasil não é um país sério”. Júlio Marcelo rebate a tese de que os contratos são malfeitos, que segundo ele apenas é a busca “por uma flexibilidade que não existe em lugar algum no mundo”.

O procurador, que atua representando o MP na análise das contas feitas pelo TCU, ressalta que “não é obrigação do poder público garantir a lucratividade da empresa”. “Não queremos que nenhuma empresa vá à falência, mas é claro que ela tem de correr risco”, conclui.

Oliveira se disse “aberto” a analisar a situação de contratos malfeitos que exijam novas obras, mesmo que caras, no entanto observou que o novo modelo das concessões, que funciona por demanda, é deficitário. Ele alega que a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) não mede a atividade das estradas, se baseando unicamente nos dados informados pelas próprias concessionárias, ao justificarem pedidos de revisões e aditivos aos contratos firmados com o poder público.

Júlio Marcelo de Oliveira foi uma das principais testemunhas de acusação contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment. Na posição de procurador de contas, ele atestou a existência das “pedaladas fiscais”.

Coisas do sertão, assinação de carneiros - Por Antônio Morais


João Pedro.

Assinar carneiros significa marcá-los nas orelhas para que se saiba a quem o animal pertence. Cada pessoa tem uma marca. Caso a animal seja capturado em outra propriedade olha-se na orelha e sabe-se quem é seu dono.

Neste fim de semana estivemos na fazenda Pitombeira no município do Assaré, propriedade do agro pecuarista Raimundo Menezes para realizar a assinação dos carneiros nascidos  no último semestre.

Vejam João Pedro na captura de um.

video

Dr. Menezes Filho.

CONTOS DE VARZEA-ALEGRE - POR ANTÔNIO DANTAS.




FOTO DA CACHOEIRA DANTAS

O Souza

O Souza era outro fenômeno da minha época de criança. Conheci-o muito bem porque ele morava nas terras do meu avô, perto da nossa casa no Baixio Dantas. Ele era alegre, muito brincalhão e de uma memória prodigiosa, decorava tudo que ouvia. Certa vez, eu o vi rodeado de pessoas na feira de Várzea Alegre.

Eu tinha oito anos de idade e sabia ler, e procurava pessoas que soubessem ler também. Admirei aquela cena e fiquei curioso ao ver aquela multidão ao redor do Souza, especialmente com desenvoltura com que ele lia aquele conto em voz alta.

Avancei pra bem perto; ele lia o Pavão Misterioso numa banca que vendia livretos de cordel. Naquele momento, ouvi uma das pessoas gritar – eita caba danado, esse ai lê até de cabeça pra baixo! Meu pai depois me explicou o resto da história e pude conferir que existem analfabetos que sabem ler, mas só em Várzea Alegre.

Professor Antonio Dantas.

Cafajestada ou malfeito - Postagem do Antonio Morais.


Projetar Brasília para os Políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores para vocês usarem como pinico.

Hoje eu vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de Camburão.

Oscar Niemayer.

A Lula o que é de Lula - O Estado de S.Paulo.

Líder petista tenta desvirtuar os fatos como se não tivesse qualquer relação com a crise.

O sr. Lula da Silva tem dito que quer ser candidato à Presidência da República nas eleições de 2018. Seu desejo de voltar ao Palácio do Planalto enfrenta, no entanto, algumas dificuldades. A primeira é com a Justiça, já que foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo relativo ao triplex do Guarujá. Se o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região mantiver a condenação, o líder petista estará inelegível, por força da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010).

A dificuldade com a Justiça não é uma possibilidade remota, já que o histórico do TRF da 4.ª Região mostra que a Corte, além de ser célere, não costuma reformar as sentenças de Moro. E nos raros casos em que os desembargadores modificaram condenações da 13.ª Vara Federal de Curitiba, a alteração, em geral, aumentou a pena. É uma possibilidade real, portanto, que a Lei da Ficha Limpa se imponha contra as pretensões presidenciais do líder petista.

A questão jurídica não é, porém, o único obstáculo para que o sr. Lula da Silva volte ao Palácio do Planalto. Outra grave fragilidade de sua pretensa candidatura é a herança maldita que Lula da Silva deixou ao País. Recentemente, ele mesmo mencionou a triste situação que causou. “O Brasil que era o País da moda há um tempo atrás, o mais badalado, (...) virou essa vergonha de mentiras, de destruição, de desemprego e de fechamento de empresas”, disse Lula da Silva, em entrevista à Rádio Capital. Malandramente, ele não se reconheceu como responsável pelo desastre, relatando a situação nacional como se ele fosse mero espectador.

O fato de Lula da Silva não assumir a culpa que lhe corresponde não modifica, no entanto, sua responsabilidade sobre a história recente do País. Foi o sr. Lula da Silva quem abriu as portas do Estado brasileiro para o aparelhamento petista. Foi em seu governo que houve a gestação do maior escândalo de corrupção da história, o petrolão, e que se deu a perversão do regime democrático com a compra de parlamentares, o mensalão. Foi o sr. Lula da Silva quem escolheu, bancou e elegeu a presidente Dilma Rousseff, que viria a gerar a maior recessão da história, uma recessão que, como os brasileiros atestam diariamente, custa tanto a ir embora.

Ciente do seu papel na lambança, o líder petista tenta, desde já, desvirtuar os fatos, como se ele não tivesse qualquer relação com a crise nacional. Com a esperteza que lhe é própria, Lula da Silva atribui a responsabilidade pela situação atual ao presidente Michel Temer, há pouco mais de um ano no cargo. Ora, não é segredo para ninguém que a crise econômica, política, social e moral vem dos tempos petistas no governo.

Oriundas dessa mesma esperteza são as críticas que Lula da Silva faz agora à gestão da presidente Dilma Rousseff. Ante a absoluta impossibilidade de defender os desastrosos anos de Dilma na Presidência da República – soberba, ignorância e voluntarismo são apenas alguns de seus atributos –, Lula da Silva opta por reclamar da sua sucessora, na inverossímil expectativa de que o povo não lembre quem foi o criador da desastrada criatura.

Diante de tanta corrupção e podridão na esfera pública – com a direta participação de parte do setor privado –, alguns discorrem sobre a necessidade de refundar o País. Essas pessoas defendem a ideia de que as atuais instituições seriam incapazes de recolocar o Brasil nos trilhos. Certamente, são necessárias algumas reformas legislativas profundas, que abram espaço para o desenvolvimento econômico e social. No entanto, o principal óbice para o interesse público não são, no momento, as instituições. É uma pessoa, Lula da Silva, a grande responsável pela crise que está aí, cujo descaramento habitual ainda faz com que se apresente como solução. Basta que a população reconheça o papel único de Lula da Silva na atual situação brasileira, para que se elimine qualquer possibilidade de ele voltar à Presidência. De pronto, abrir-se-á ao País um novo horizonte de esperança e otimismo.

sábado, 22 de julho de 2017

Aqui se faz, aqui se paga - Por JORNAL DA CIDADE


Se a expressão popular ‘aqui se faz, aqui se paga’ tem algum fundo de verdade, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está vivenciando-a em sua plenitude.

Lula, sem qualquer dúvida, vive o momento mais problemático e conflituoso de sua vida. A boca pequena, nas rodas petistas mais graduadas, todos sabem e comentam que Lula não está bem e tem sofrido muito. O petista nunca foi tão exigido quanto agora e o tormento da possibilidade de uma prisão tem lhe provocado um enorme desgaste físico e emocional.

São inúmeros compromissos diários, idas a órgãos do Poder Judiciário, audiências judiciais, reuniões constantes com advogados, eventos com a militância e intermináveis conflitos familiares, que lhe tem tomado tempo e trazido enormes e profundas preocupações. É o que pior poderia acontecer neste momento, divergências entre filhos e entre filho e nora.

O filho Fábio Luís, o Lulinha, e a nora Renata estão vivendo de mera aparência. Os bens adquiridos na era PT impedem a separação. Renata não suporta mais o marido e a recíproca parece ser verdadeira, mas o momento é absolutamente inapropriado para uma discussão sobre uma eventual divisão de bens, ou uma compensação pelo tempo que ela viveu em união estável com o marido.

Por outro lado, os bens deixados por Marisa Letícia tem colocado em pé de guerra Marcos Cláudio, que é enteado de Lula, contra Lulinha, Luís Claudio e Sandro. No inventário foi dado 60 dias de prazo para que os quatro herdeiros cheguem num acordo.

Em meio a tudo isto, a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro, por mais que fosse esperada, foi um golpe extremamente dolorido. Lula não é bobo, continua entoando um discurso de inocência, mas sabe da difícil situação jurídica em que se encontra. A luta agora é tentar evitar a confirmação da condenação em 2ª instância, o que poderia representar inelegibilidade e cadeia.

Porém, o tempo parece conspirar contra o petista. No mês que vem o seu processo chega a Porto Alegre e sua idade avançada será fundamental para colocá-lo na frente da fila. Há quem diga que a decisão sai ainda este ano

No valor de depósito em conta corrente, Lula venceu o dono do Itaú -- por Augusto Nunes (*)


Olavo Setúbal, dono do Itaú, tinha meio milhão de reais no banco. Perdeu para o ex-presidente por 100 mil
“Quanto o Olavão costuma manter na conta pessoal?, perguntei a um amigo íntimo de Olavo Setúbal, dono do Banco Itaú. “Uns quinhentos mil reais”, ouvi de volta. Nesta quarta-feira, graças ao bloqueio determinado pelo juiz Sergio Moro, o Brasil ficou sabendo que a soma dos depósitos de Lula em quatro contas correntes ultrapassa a marca dos R$600 mil. Mais de meio milhão. O ex-metalúrgico fantasiado de pai dos pobres derrotou por uma diferença de 100 mil reais o maior banqueiro do pais.

Na quinta-feira, enquanto incontáveis brasileiros continuavam espantados com o tamanho das reservas bancárias do chefão, foram bloqueados 9 milhões de reais aplicados em dois planos de previdência privada. É um tipo de investimento estranho para quem já chegou aos 71 anos. Mas foi esse o destino de parte da fortuna presenteada a Lula pelas empreiteiras às quais serviu como camelô, despachante e facilitador de negócios. Aí tem.

Condenado a 9 anos e meio de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, o chefão caprichou mais ainda de de vítima de um juiz que o persegue por motivos políticos e da elite indignada com um ex-presidente que acabou com os pobres. A vigarice foi novamente à lona com o confisco determinado por Moro. Só se livraram davida modesta que conheceram no século passado o próprio Lula, filhos, netos, alguns sobrinhos e outros tantos agregados.

O patriarca desfrutou da vida de ricaço até o aparecimento da Lava Jato. As palestras de 2 mil dólares sumiram, os patrocinadores foram engaiolados, as negociatas no exterior entraram em recesso. Até secar abruptamente, a fonte que irrigou com dólares os bolsos de Lula foi tão caudalosa que o palestrante sem convites desde dezembro de 2015 tem alguns milhões guardados. O confisco judicial talvez o ajude a preparar-se para as durezas da vida na cadeia.

(*) Augusto Nunes é jornalista.

"Agora ou nunca" - Por Antônio Mourão Cavalcante (*)

Desde criança aprendi a amar meu país. Cantava de peito aberto o Hino Nacional, acreditando que éramos um gigante adormecido. Na adolescência, fui entusiasmado com Juscelino. Criou Brasília, o novo símbolo dessa pátria, orgulho mundial. Os candangos foram homens e famílias que deixaram suas terras para construir essa esperança. E deu certo. No coração do Brasil. A pátria do futuro.

Mas agora ando meio sufocado. Uma revolta profunda com tudo o que acontece. Fomos traídos. A Constituição Cidadã, tão sonhada por Ulisses e outros grandes democratas, foi transformada numa colcha de retalhos. Aliás, o Brasil foi repartido por grupos econômicos que manipulam a classe política. Estes fazem tudo que aqueles determinam.

É um sistema de pilhagem sofisticado, que vai sugando, gota a gota, o que ainda temos de riqueza.

Há um sentimento de profunda frustração, sem remendo possível.

Perdemos o rumo. Ninguém se importa em criar veredas de oportunidades. Virou um salve-se quem puder. O exercício de um mandato não traduz a vontade do eleitor. Resulta mais em um arranjo entre amigos, valendo o leilão do “quem dá mais?”.

As manchetes anunciam – todos os dias – a descoberta de novas falcatruas. O Brasil sangra. Até quando vamos suportar? E não é mais figura de retórica. É real, no real.

Qual a saída? Só uma: povo na rua, mostrando indignação e revolta.

Pelos canais institucionais há um esvaziamento, um desmantelamento das perspectivas. A nossa indignação tem que assumir o tom que o momento exige. Uma pena que instituições pilares da sociedade brasileira estejam caladas. Refiro-me à CNBB, às universidades públicas, às escolas, à UNE, à OAB... No momento atual, esse silêncio é criminoso. E não adianta sair com notas oficiais, análises conjunturais, que induzem a uma passividade cavilosa. Isto é, não mudam. Tão nem aí.

Para finalizar: o aumento de impostos determinado nesta semana pela dupla Meirelles/Temer é um imenso escárnio ao povo brasileiro. Não há ânimo para mexer nos privilégios. Estamos condenados a pagar a fatura da farra. Vamos esperar até quando? Vamos reagir antes que acabem com o resto.

(*) Antonio Mourão Cavalcante, médico e antropólogo; professor universitário.

 E-Mail: a_mourao@hotmail.com

Coisas da República: "A saída de sempre: aumento de impostos"

Editorial do jornal O POVO, 22-07-2017.

A elevação tributária é a medida à qual os governos sempre recorrem ao primeiro aperto

É difícil apresentar uma proposta mais antipática do que o aumento de impostos. Mas é justamente isso que o governo de Michel Temer, que não prima pela popularidade, vai fazer, como anunciou o seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O aumento se dará nos tributos que incidem sobre os combustíveis, o que provocará reflexo em todos os segmentos da economia. A medida tem o objetivo de garantir o cumprimento da meta fiscal.

O Palácio do Planalto tinha à frente duas opções: revisar a meta ou aumentar impostos. Como o governo temia que a revisão da meta pudesse sugerir fraqueza frente a crise política, resolveu pelo aumento de impostos, depois de fracassar as tentativas de criar um novos Refis (programa de regularização tributária) e de reonerar da folha de pagamento. Com o Refis, o governo abriria mão de uma parte das receitas para garantir a entrada de dinheiro; a reoneração teria o mesmo efeito, fazendo impostos, de alguns segmentos da economia, retornarem a seus patamares originais.

Se temia parecer fraco se revisasse a meta fiscal, será ainda precisoavaliar quais consequências políticas a elevação de impostos trará para o governo entre o empresariado. Todos os setores empresariais que estiveram a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff - Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) à frente -,rejeitavam o aumento de impostos e criticavam com veemência qualquer iniciativa nesse sentido. Quanto aos consumidores, o Planalto avalia que o impacto nos bolsos será pequeno, talvez dez centavos, o que não provocaria reações negativas. No entanto, a média dos aumentos está passando dos 40 centavos por litro de gasolina. E é preciso recordar que os protestos de 2013 começaram pelo aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus.

É necessário lembrar ainda que o presidente Michel Temer sempre manifestou-se contra o aumento de impostos, mas deu o aval para a elevação tributária. A realidade dos fatos é que aumentar impostos é a medida à qual os governos sempre recorrem ao primeiro aperto, pois é a saída mais fácil - mesmo sendo a menos criativa - com o agravante de os prejudicados serem a economia e a população, que não tem como se defender.

Uma palavra amiga - Postagem do Antônio Morais.


O homem interior antepõe o cuidado de si a todos os outros cuidados e, quem se ocupa de si com diligência facilmente deixa de falar dos outros.

Se de ti só e de Deus cuidares, pouco te moverá o que se passa por fora. Onde estás, quando não estás contigo?

E, depois de tudo percorrido, que ganhaste se esqueceste de ti mesmo?

Se queres ter paz e verdadeiro sossego, é preciso que tudo mais dispenses, e só tenhas a ti mesmo, diante dos olhos.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Temer dá mais um tiro no pé - Por Ricardo Noblat

Com popularidade de um dígito e acuado por denúncias de corrupção, o presidente Michel Temer deu-se ao luxo de protagonizar mais um fiasco – o de reunir, ontem, seis ministros, toda a cúpula da segurança pública do governo federal, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o governador Luiz Fernando Pezão para nada anunciar de concreto a respeito do estado de violência em que vive o Rio de Janeiro.

Poucas horas antes do ato de pura propaganda do governo e de absoluta perda de tempo, a Linha Vermelha, via que liga o centro do Rio a diversos municípios, havia sido interditada pela 15ª vez somente este ano devido a tiroteios nas vizinhanças. E quatro bandidos armados assaltaram pacientes que aguardavam numa fila atendimento à porta do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), cujo laboratório não funciona.

Não foi por falta de aviso que Temer fez o que fez. Ministros o aconselharam a deixar para outra data o anúncio de socorro ao Rio e o detalhamento do Plano Nacional de Segurança que ainda não saiu do papel. Primeiro porque os militares não estão mais dispostos a serem usados como policiais no patrulhamento de ruas. Segundo porque medidas eficazes de segurança exigem sigilo e não alarde.

Os órgãos de inteligência das Forças Armadas e mais a Polícia Federal já trabalham há mais de um mês no Rio sem que se tenha feito nenhum escarcéu em torno disso porque seria contraproducente. Em breve, algumas operações ostensivas serão deflagradas. Quanto mais segredo se guardar a respeito, menor o risco de vazamento de informações e de insucesso. Temer sabia disso, mas não resistiu a atirar no próprio pé.

O valor da leitura - Postagem do Antônio Morais.


Um casal sai de férias para um hotel-fazenda. O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler. Numa manhã, o marido volta de horas pescando e resolve tirar uma soneca.

Apesar de não conhecer bem a lagoa, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago. Ela navega um pouco, ancora e continua lendo seu livro.

Chega um sargento da guarda ambiental do parque em seu barco, pára ao lado da mulher e fala: Bom dia madame. O que está fazendo? Lendo um livro, responde. Pensando: será que não é óbvio?

A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida, informa. Sinto muito sargento, mas não estou pescando, estou lendo.

Sim, mas, a senhora tem todo o equipamento de pesca. Pelo que sei a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente terei de multá-la e processá-la.

Se o senhor fizer isso terei que acusá-lo de assédio sexual. Mas eu nem sequer a toquei! Diz o sargento da guarda ambiental.

É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento!

Tenha um bom dia madame - diz ele e vai embora.

Moral da história:

Nunca discuta com uma mulher que lê, pois certamente, ela pensa!

Desembargadores do TRF-4 dobram pena de Moro e aplicam a maior sentença da Lava Jato.


Lula acaba de receber um péssimo presságio.  Ocorre que dois desembargadores do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) definiram hoje aquela que pode vir a ser a maior pena já aplicada na Operação Lava Jato.

Conforme a Folha, eles condenaram o ex-vice-presidente da empreiteira Mendes Jr., Sérgio Cunha Mendes, a 47 anos e 3 meses de prisão. Moro havia determinado uma pena bem menor: 19 anos e 4 meses, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A matéria lembra: “O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do desembargador Victor Luiz dos Santos Laus. Caso os outros dois juízes não mudem futuramente seus votos, no entanto, o placar já está definido. O caso está sendo julgado pela 8ª Turma do TRF-4, da qual fazem parte o desembargador Laus e também os magistrados João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen. Eles são os responsáveis por apreciar todos os recursos de condenados da Lava Jato. Os três é que vão julgar, por exemplo, os recursos de Lula na Lava Jato, decidindo se mantém, anulam ou revisam, para cima ou para baixo, a sentença de Sérgio Moro contra o petista, de 9 anos e seis meses de prisão”.

Gebran Neto deu o primeiro voto contra Sérgio Cunha Mendes, aumentando a pena do executivo. Foi acompanhado logo em seguida por Paulsen. Ambos também condenaram, no mesmo processo, Rogério Cunha Pereira, ex-diretor de Óleo e Gás da empresa. A pena dele ficou em 32 anos e 8 meses de prisão. Alberto Elísio Vilaça Gomes, antecessor de Cunha Pereira no cargo, foi condenado pelos mesmos juízes a 33 anos e seis meses.

Marcelo Leonardo, advogado da empreiteira, disse: “Entendemos que a decisão é injusta e não exclui a interposição de recursos, nem a possibilidade de a empresa continuar negociando colaboração”.

Clínica São Raimundo - Cuidando da Saúde de Várzea-Alegre !


O Blog do Crato ( E agora o Blog do Sanharol ) tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médico Dr. Menezes Filho e Fisioterapeuta Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia geral e especializada ( RPG , neurológica e  uroginecológica) .

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:

Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.



Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.



Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Menezes



Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...




Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129 Centro Várzea-Alegre Ce. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade em Pediatria , ultrassonografia , fisioterapia geral e especializada( RPG , neurológica e uroginecológica).

"Cuidando com carinho da saúde do povo de Várzea Alegre !"

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blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Visite e conheça em Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

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CONTOS DE VARZEA-ALEGRE - POR ANTÔNIO DANTAS

Foto de José Alves Feitosa, Dudau, o tabelião citado no Conto. Era primo legitimo e irmão da segunda esposa do Pedro Tenente.

PEDRO TENENTE.


A história de Várzea Alegre é pontilhada de fatos curiosos. Lembro-me muito bem do Pedro Tenente e do Souza. O primeiro era um historiador que não sabia escrever. O segundo, era uma analfabeto que sabia ler.

Pedro Tenente, tinha esse apelido porque o pai dele fora tenente da polícia militar do Ceará e viajava pelo estado todo. Pedro o acompanhava e procurava saber quem era quem nas localidades onde passavam. Ele não sabia escrever, mas ditava as histórias das famílias do Ceará para o tabelião de Várzea Alegre que escrevia pra ele. O tabelião publicava uns livretos, eram simples e fáceis de ler. Meu pai comprava esses livretos na feira e eu lia em voz alta para o pessoal que trabalhava no engenho do meu avo. Eu adorava ouvi o pessoal dizendo – esse menino é inteligente!

Curiosamente, anos depois, lendo a história da família Feitosa, escrito por Chandler, um historiador americano que escreveu também o livro – Lampião, o Rei do Cangaço – pude conferir como Pedro tinha uma memória invejável. As pesquisas do Chandler batiam com a historia dele.

Dizem que certa vez, o finado José Correia pediu a Pedro pra escrever a historia da família dele, e Pedro respondeu – Coronel, esse negócio de família pode dá na cozinha ou no mato!

Professor  Antonio Dantas.

Morre Marco Aurélio Garcia - O Antagonista.


Marco Aurélio Garcia, o chanceler do B de Lula, morreu há pouco de um infarto fulminante.

O ex-assessor internacional do PT ficou famoso ao ser flagrado pela TV Globo supostamente comemorando conteúdo da reportagem do Jornal Nacional que falava de possível defeito técnico da aeronave da TAM (voo 3054) que se acidentou durante pouso em Congonhas.

O acidente que matou 199 pessoas completou dez anos há três dias.

É dando que se recebe - Por Ricardo Noblat

Nada mais natural e ao mesmo tempo moralmente indefensável do que a distribuição de cargos e a liberação de verbas para obras em troca de votos de deputados e senadores.

É o que o governo Michel Temer faz desde o seu primeiro dia quando ainda era um governo provisório. Foi o que fizeram todos os governos que o antecederam. É o que os próximos governos farão, infelizmente.

Seria inimaginável que um presidente em qualquer lugar montasse seu governo com a escalação de adversários para ajudá-lo a governar, desprezando os aliados. Não ficaria de pé por muito tempo.

Mas aqui e em outras partes o que ocorre é outra coisa. Cargos e verbas públicas são usados para que parlamentares abdiquem de suas convicções e traiam seus eleitores. E os cargos servem para que eles façam dinheiro.

Os presidentes não loteiam os cargos com o propósito explícito de que  sejam usados para roubar. Mas sabem que haverá tal uso, discreto ou explícito. É por isso que o sistema político brasileiro apodreceu.

Raros são os políticos que gastam do próprio bolso para se eleger. Pagam suas contas e forram seus bolsos com o dinheiro do fundo do partidário e com o que arrecadam via afilhados bem empregados no serviço público.

É à base do toma-lá-me-dá-cá que são produzidas as mais tenebrosas transações. E ao final quem arca com tudo é o distinto público que paga impostos e continua sendo mal tratado pelo Estado.

É por isso que com frequência governos impopulares como o atual conseguem sobreviver às mais precárias situações. Podem ser fracos da porta da rua para fora. Mas são fortes da porta do Congresso para dentro.

SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ - Por Chico Xavier.

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor: Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.

Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, esqueça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.

Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: "Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!" Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.

E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas? Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.

Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu... Ser seu amigo... já é um pedaço dele.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Você sabe o que é capitão? - Por Antonio Morais.


Dona Anunciada reuniu as filhas e anunciou : Vejam o que o pai de vocês anda fazendo com o dinheiro da aposentadoria dele e da minha, está faltando mantimentos  na despensa.

As filhas ficaram inhetas, num pé e noutro, foi um afregelo. Esperaram o dia combinado do pagamento no banco.

No dia Belisário acordou cedo, botou roupa nova, espremeu um frasco de perfume mistral no sovaco, colocou chapéu na cabeça e fez finca pé pra cidade. As filhas acompanharam sempre  medindo uma certa distância para que o velho não desconfiasse e caisse na esparrela armada por elas. 

Belisário saiu do banco  e rumou  para o puteiro de Antônia de Canela. De longe as filhas viram o velho todo fiota acomodado numa mesa cometendo pecado  com duas "quenguinhas" no colo tomando cerveja num copo só. 

Belarmina  já queria fazer um barraco ali mesmo, mas, foi impedida pelas irmãs. Calma, espere ele chegar em casa.

Belisário chegou em casa mais desconfiado  que esses bandidos da Lava Jato quando vão a Curitiba falar com o Juiz Sérgio Moro. 

Começou o fuzuê, um cu de boi da muzenga. Belisário nada dizia e as filhas revoltadas de pauta com o diaba.

Por fim,  a caçula olhou para o velho e lascou : Papai eu só queria saber o que o senhor  com 80 anos faz com aquelas quengas?

O velho Belisário respondeu de forma quase teatral : Eu boto pra fazer "capitão".

Fé - Postagem do Antonio Morais.

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
"Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!"

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha. A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha. O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado: "Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com Tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar."

Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia. Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava esperando apenas a morte. Quando passaram em frente da trilha o homem escutou: "Vamos, entremos nesta trilha!" "Não, não está vendo que tem até teia de aranha? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas".
Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.
Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança n'Ele para deixar que Sua glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha. Que possamos entender as coisas de Deus e o que Ele tem feito em nossas vidas!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Contos varzealegrenses - Por Professor Antônio Dantas


Obrigado por lembrar do meu tio, Luiz Dantas. Aquele foi grande batalhador que deixou saudades muito cedo. Lembro-me da última vez que o visitei, lá pelos idos de 67. Eu estava no penúltimo ano da Universidade e havia casado há pouco tempo. Todas férias eu lecionava português numa universidade vizinha, mas naquele ano, por causa do casamento não pude me deslocar. Assim mesmo, ganhei um bom dinheiro trabalhando durante o dia como salva-vida numa praia de um rio e a noite carregando caminhão de uma empresa transportadora de encomendas. Com a grana na mão, achei que estava na hora de visitar os parentes.

Minha mãe, que nunca deixou de visitar os parentes todos os anos, já estava em Várzea Alegre me esperando. Quando cheguei lá, Luiz foi de um gentileza que ainda tenho saudade daquela bondade dele. Eu queria visitar meu tio Marcelino, de saudosa lembrança, que morava no recanto a beira do Riacho da Fortuna. Luiz se ofereceu para me levar até o Recanto, onde meu tio Marcelino morava.

Quando chegamos ao Recanto, o alvoroço das primas e da família inteira foi tão grande que as abelhas africanas não aguentaram e partiram para o ataque. Não deu nem tempo abraçar todos. A ferocidade das abelhas foi tão grande que tivemos que correr por dentro uma plantação de milho para nos livrar das ferroadas.

Meu tio, que nunca teve medo de nada, não quis brincadeira. Preparou um facho de fogo e foi direto as colmeias e, sem proteção alguma, destruiu tudo com a mesma vontade das abelhas. As colmeias eram do filho dele que estava fazendo uma experiencia com as africanas. Fiquei devendo o mel ao primo!

Na volta pra Várzea Alegre tivemos dificuldades atravessa o Riacho do Machado e ficamos um bom tempo esperando um caminhão abri caminho. Finalmente, chegamos tarde da noite e no dia seguinte fomos visitar os parentes no Baixio. Cada visita era um momento de grande satisfação. Não posso esquecer!

A viagem foi cheia de surpresa. Quando voltei para o Crato, fui até o correio enviar um telegrama avisando meu irmão que chegaria em Fortaleza lá pelas 4 horas da tarde. A moça que me atendeu no correio foi muito esperta e perguntou – mas o senhor não viaja nesse avião da tarde? – Sim, respondi. Ela olhou pra mim um pouco decepcionada e disse – então não mande esse telegrama, não. Ele vai no mesmo avião.

Ontem o tema dos comentários sobre o conto que você postou foi a saudade. Hoje, você avivou as minhas falando do tio Luiz. Quando lembro das minhas visitas e as saudades apertam. Infelizmente, atualmente no Baixio, existem poucos pra serem visitados, apenas dois tios e a viúva do tio Luiz. Essa é a parte mais triste de toda essas andanças minhas. Quando estamos ausente da terra, temos aquela esperança de que ao voltarmos vamos encontrar todos e tudo do mesmo jeito. A volta não mata a saudades, mas sempre traz alguma tristeza e decepção. Ms precisamos voltar para não ser enganados pelo tempo. Voltar ao Baixio e não encontrar meu avô, Luiz e Zé Carlos é a parte mais dolorosa da viagem. Mas ela é necessária para confirmar e tirar todas as dúvidas.

Certa vez aqui, nos Estados Unidos, reclamei para um amigo das saudades que tinha de minha terra. No dia seguinte, ele chegou lá em casa e me presenteou com um livro, cujo título é: You Can't Go Back Home (Você não pode voltar pra casa). Li o livro e discordei. Lembranças do que é bom não é uma questão de lógica, mas de sentimentos. É isso que nos torna humanos. 
Obrigado, 

Antonio Dantas