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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 13 de março de 2016

DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.


DO PREÇO DO SAL AO FUNDO  DE  LATA

Alexandre Cabeleira, filho da parteira Antônia Cabeleira, era o que poderia ser chamado de versátil. Ele tinha cinco profissões a saber; Coveiro, enfermeiro, cambista, carpinteiro e ainda vendia sal moído no mercado velho.

Um dia chegou na sua banca, dona Petronila. Uma senhora muito conversadeira e extremamente religiosa. Petronila chegou logo puxando conversa:
Alexandre quanto é o quilo de sal?
É cinco cruzeiros.
Meu pai do céu, como tá caro.
Petronila. não é só o sal não. Tá caro é tudo. Tá caro o fumo, tá caro os ovos, tá caro o pinto e tá caro alho. Não tem quem possa com a carestia.
Valha me Nossa Senhora. Onde é que nós vamos parar?
Mas se o inverno pegar, de julho pra entrar agosto as coisas vão melhorar. Eu escutei no rádio que de Passo Fundo pra cá. As coisas já estão baixando.
Graças a Deus. Mas Alexandre eu estou aqui é para outra coisa.
Pois diga. Se eu poder eu ajudo.
Quanto é que o senhor cobra pra botar um fundo numa lata?
Depende; Se for com o meu pau é vinte cruzeiros. Mas se você der o fundo eu boto por dez cruzeiros.

2 comentários:

  1. Esta postagem do Mundim teve mais de 5.500 acessos. O dialogo entre Alexandre Cabileira e Petronila Gibão é bem atual. Fala de Carestia. O palavreado é bem nosso : humorado e alegre.

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