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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Lula faz da festa do PT um palco de molecagens - Ricardo Noblat

A festa de 36 anos do PT foi um fracasso.

O partido alugou, no Rio, um espaço onde caberiam quatro mil pessoas bem acomodadas.

No seu melhor momento, a festa, animada pelo cantor Diogo Nogueira e a bateria da escola de samba Portela, só atraiu 1.500 pessoas, se tanto.

O PT esperava, pelo menos, três mil pessoas.

A assessoria de Diogo fez questão de informar que ele não tem vínculo com o PT. Para ele, o show foi como outro show qualquer.

Com medo de vaias, a presidente Dilma preferiu manter-se à distância. Estendeu sua visita oficial ao Chile.

Ouviu-se os gritos de sempre. A saber: “Dirceu/guerreiro/do povo brasileiro” – uma alusão ao ex-ministro José Dirceu, condenado pelo mensalão e preso novamente na Operação Lava Jato.

Também:  “Não vai ter golpe”. Ou ainda: “Olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma.”

Naturalmente, a estrela da festa foi Lula. Que aproveitou a ocasião para bater na Justiça, a quem acusou de ser subordinada aos jornais; na mídia e nos seus adversários. Aproveitou para fazer molecagens.

Moleque, segundo o Dicionário do Aurélio, é sinônimo de canalha, patife e velhaco. Mas pode ser sinônimo de pilhérico, trocista e, jocoso.

Digamos que as molecagens de Lula foram as de um sujeito pilhérico, trocista e jocoso.

Ao falar pela primeira vez de público sobre o sítio de Atibaia frequentado regularmente só por ele e sua família, Lula disse que o recebeu de presente do amigo Jacó Bittar, ex-sindicalista, doente, a quem ele visitou às escondidas no último carnaval.

O filho de Bittar, que não tinha dinheiro sozinho para comprar o sítio, associou-se ao empresário Jonas Suassuna para fechar o negócio. O sítio está no nome dos dois.

Todo mundo aqui conhece o Jacó Bittar, meu companheiro. Ele inventou de comprar uma chácara, fez uma surpresa para mim. Jacó e meus companheiros quiseram comprar a chácara para me fazer surpresa – contou Lula.

Ele não comentou a reforma do sítio feita pela Odebrecht. Mas em petição ao Supremo Tribunal Federal, a defesa de Lula afirmou que a reforma foi feita por José Carlos Bumlai, preso pela Lava-Jato.

No final do ano passado, Lula negou que fosse amigo de Bumlai. Fotografias de Bumlai com Lula provaram a amizade.

Lula falou sobre o tríplex no Guarujá:

Eu digo que não tenho o apartamento. A empresa diz que não é meu. E um cidadão do Ministério Público, obedecendo ipsis literis o jornal 'O Globo' e a 'Rede Globo', costuma dizer que o tríplex é meu".

Ironizou o imóvel como "tríplex do Minha Casa Minha Vida, de 200 metros quadrados".



O Lula fanfarrão de sempre aproveitou o resto do seu discurso para dizer coisas do tipo:

 “O Lula paz e amor vai ser outra coisa daqui para  frente”;

 “Eu queria dizer para eles: vocês não vão me destruir, vamos sair mais fortes dessa luta";

"Se quiserem voltar ao poder, se preparem para 2018 e vamos disputar democraticamente. Sacanagem a gente não aceita";

"Temos um partido chamado Globo, um partido chamado Veja, um partido chamado Outros Jornais, que são a oposição desse país”;

"Os petistas não podem levar desaforo para casa toda vez que falarem merda da gente".

O discurso de Lula coincidiu com a divulgação dos resultados da mais nova pesquisa Datafolha. Ela apurou que:

1. Governo Dilma segue rejeitado por 64% dos brasileiros. Outros 60% querem que a Câmara dos Deputados aprove o impeachment de Dilma;

2. 33% dos brasileiros revelam ter votado em Lula sempre que tiveram a chance de fazê-lo de 1989 para cá. Desses, um terço descarta votar de novo em 2018;

3. 58% dos brasileiros acham que Lula foi beneficiado por empreiteiras no caso do triplex do Guarujá e do sítio em Atibaia. E que Lula as beneficiou nos seus dois governos. O famoso toma-lá-me-dá-cá;

4. Mesmo entre simpatizantes do PT, um terço acha que Lula se beneficou de empreiteiras no caso do triplex e do sítio.

Ser chique sempre - Por Gloria Kallil

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras. Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio. Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta. É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar-se do aniversário dos amigos. Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia. Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus! Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!


Ministro da Justiça decide deixar o cargo após críticas do PT à Polícia Federal.


José Eduardo Cardozo afirmou que o partido não entende que a instituição tem autonomia para fazer investigações.Alvo de críticas do PT desde o ano passado, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decidiu que vai deixar o cargo nesta semana, segundo a edição desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo. A decisão foi tomada depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se queixou, no último sábado, de estar sendo perseguido pela Polícia Federal, comandada por Cardozo.

Durante a festa de 36 anos do PT, realizada no dia 27, Lula reclamou que, a partir desta segunda-feira, seu sigilo bancário, telefônico e fiscal poderia ser quebrado e voltou a afirmar que é a pessoa "mais honesta" do Brasil.

No dia seguinte, no domingo, Cardozo disse a interlocutores que o partido não entende o seu papel como ministro quando critica a Polícia Federal. Segundo ele, a corporação tem autonomia para fazer investigações e ele só pode atuar quando há violação de direitos.


AI DE TI, BRASIL - Por Arnaldo Jabor

Ai de ti, Brasil, eu te mandei o sinal, e não recebeste. Eu te avisei e me ignoraste, displicente e conivente com teus malfeitos e erros. Ai de ti, eu te analisei com fervor romântico durante os últimos 20 anos, e riste de mim. Ai de ti, Brasil! Eu já vejo os sinais de tua perdição nos albores de uma tragédia anunciada para o presente do século XXI, que não terá mais futuro. Ai de ti, Brasil – já vejo também as sarças de fogo onde queimarás para sempre! Ai de ti, Brasil, que não fizeste reforma alguma e que deixaste os corruptos usarem a democracia para destruí-la. Malditos os laranjas e as firmas sem porta.

Ai de ti, Miami, para onde fogem os ladrões que nadam em vossas piscinas em forma de vagina e corcoveiam em “jet skis”, gargalhando de impunidade. Malditas as bermudas cor-de-rosa, barrigas arrogantes e carrões que valem o preço de uma escola. Maldita a cabeleira do Renan, os olhos cobiçosos de Cunha, malditos vós que ostentais cabelos acaju, gravatas de bolinhas e jaquetões cobertos de teflon, onde nada cola. Por que rezais em vossos templos, fariseus de Brasília? Acaso eu não conheço a multidão de vossos pecados???

Ai de vós, celebridades cafajestes, que viveis como se estivésseis na Corte de Luís XIV, entre bolsas Chanel, gargantilhas de pérola, tapetes de zebra e elefantes de prata. Portais em vosso peito diamantes em que se coagularam as lágrimas de mil meninas miseráveis. Ai de vós, pois os miseráveis se desentocarão, e seus trapos vão brilhar mais que vossos Rolex de ouro. Ai de ti, cascata de camarões!

Tu não viste o sinal, Brasil. Estás perdido e cego no meio da iniquidade dos partidos que te assolam e que contemplas com medo e tolerância?

Cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras, e deste risadas ébrias e vãs no seio do Planalto. Ai de vós, intelectuais, porque tudo sabeis e nada denunciais, por medo ou vaidade. Ai de vós, acadêmicos que quereis manter a miséria “in vitro” para legitimar vossas teorias. Ai de vós, “bolivarianos” de galinheiro, que financiais países escrotos com juros baixos, mesmo sem grana para financiar reformas estruturais aqui dentro. Ai de ti, Brasil, porque os que se diziam a favor da moralidade desmancham hoje as tuas instituições, diante de nossos olhos impotentes. Ai de ti, que toleraste uma velha esquerda travestida de moderna. Malditos sejais, radicais de cervejaria, de enfermaria e de estrebaria – os bêbados, os loucos e os burros –, que vos queixais do país e tomais vossos chopinhos com “boa consciência”. Ai de vós, “amantes do povo” – malditos os que usam esse falso “amor” para justificar suas apropriações indébitas e seus desfalques “revolucionários”.

Ai de vós, que dizeis que nada vistes e nada sabeis, com os crimes explodindo em vossas caras.

Ai de ti, que ignoraste meus sinais de perigo e só agora descobriste que há cartéis de empresas que predam o dinheiro público, com a conivência do próprio poder. Malditas sejam as empresas-fantasma em terrenos baldios, que fazem viadutos no ar, pontes para o nada, esgotos a céu aberto e rapinam os mínimos picuás dos miseráveis.

Malditos os fundos de pensão intocáveis e intocados, com bilhões perdidos na Bolsa, de propósito, para ocultar seus esbulhos e defraudações. Malditos também empresários das sombras. Malditos também os que acham que, quanto pior, melhor.

A grande punição está a caminho. Ai de ti, Brasil, pois acreditaste no narcisismo deslumbrado de um demagogo que renegou tudo que falava antes, que destruiu a herança bendita que recebeu e que se esconde nas crises, para voltar um dia como “pai da pátria”. Maldito esse homem nefasto, que te fez andar de marcha à ré.

Ai de ti Brasil, porque sempre te achaste à beira do abismo ou que tua vaca fora para o brejo. Esse pessimismo endêmico é uma armadilha em que caíste e que te paralisa, como disse alguém: és um país “com anestesia, mas sem cirurgia”.

Ai de vós, advogados do diabo que conseguis liminares em chicanas que liberam criminosos ricos e apodrecem pobres pretos na boca do boi de nossas prisões. Maldita seja a crapulosa legislação que vos protege há quatro séculos. Malditos os compradiços juízes, repulsivos desembargadores, vendilhões de sentenças para proteger sórdidos interesses políticos. Malditos sejam os que levam dólares nas meias e nas cuecas e mais ainda aqueles que levam os dólares para as Bahamas. Ai de vós! A ira de Deus não vai tardar...

Sei que não adianta vos amaldiçoar, pois nunca mudareis a não ser pela morte, guerra ou catástrofe social que pode estar mais perto do que pensais. Mas, mesmo assim, vos amaldiçoo. Ai de ti, Brasil!

Já vejo as torres brancas de Brasília apontando sobre o mar de lama que inundará o Cerrado. Já vejo São Paulo invadida pelas periferias, que cobrarão pedágio sobre vossas Mercedes. Escondidos atrás de cercas elétricas ou fugindo para Paris, vereis então o que fizestes com o país, com vossa persistente falta de vergonha. Malditos sejais, ó mentirosos, vigaristas, intrujões, tartufos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas sequem e que água alguma vos dessedente. Ai de ti, Brasil, o dia final se aproxima.

Se vossos canalhas prevalecerem, virá a hidra de sete cabeças e dez chifres em cada cabeça e voltará o dragão da Inflação. E a prostituta do Atraso virá montada nele, segurando uma taça cheia de abominações. E ela estará bêbada com o sangue dos pobres, e em sua testa estará escrito: “Mãe de todas as meretrizes e mãe de todos os ladrões que paralisam nosso país”. Ai de ti, Brasil! Canta tua última canção na boquinha da garrafa.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Dom Fernando Panico, um grande bispo – por Armando Lopes Rafael

"A ingratidão é sempre uma forma de fraqueza. Nunca vi homens hábeis serem ingratos." (Goethe) 

  Fiz os antigos cursos de Humanidade (ginasial) e o Cientifico, nos bancos do tradicional Colégio Diocesano de Crato. Do pouco que sou muito devo à formação recebida naquele educandário, à época dirigido por monsenhor Francisco Holanda Montenegro. Os mestres de antigamente não se limitavam a repassar, aos alunos, os informes da matéria de que eram titulares. Em meio à explanação das disciplinas, os professores faziam comentários visando à formação religiosa e cívica dos alunos. Nunca esqueci o que disse certa vez um excelente professor: “O pior dos defeitos é a ingratidão, que despreza hoje quem o beneficiou ontem”. Na verdade vim a saber depois que esta frase fora escrita por Torres Pastorino. Mas ele vem a calhar pelo fato que relato abaixo.

     Uma pessoa, que já recebeu, no passado, atenção e favores da parte de Dom Fernando Panico, fazia, outro dia – através do face book – críticas veladas ao trabalho deste bispo à frente da Diocese de Crato. Além do defeito da ingratidão, essa pessoa agia de forma malévola, fingindo desconhecer que o atual Bispo Diocesano de Crato foi o responsável pelo funcionamento de quatro instituições para recuperação de alcoólatras e dependentes de drogas que funcionam no Cariri. Além de duas casas existentes em Crato, temos outra em Barbalha (no sítio Riacho do Meio) e a Fazenda da Esperança, em Mauriti. Deve-se a Dom Fernando a construção dos dois grandes blocos que compõe a atual Cúria Diocesana de Crato, bem como o prédio do novo Seminário Propedêutico, localizado no bairro Grangeiro.

      Quando chegou a Crato, em 2001, Dom Fernando encontrou a Diocese com 42 paróquias. Criou mais 13 e outras 02 duas paróquias estão em processo de criação, o que significa um crescimento de 31,7%. Ordenou ele os primeiros Diáconos Permanentes da Diocese. Criou o Curso Superior de Teologia no Seminário São José de Crato, que hoje forma sacerdotes para cinco dioceses: Crato e Iguatu, no Ceará; Salgueiro e Petrolina, em Pernambuco, e Cajazeiras, na Paraíba. Dom Fernando ordenou 68 novos sacerdotes para a Diocese de Crato. O clero cratense é hoje formado, na maioria, por novos padres o que não aconteceu com outras dioceses brasileiras que tem a maioria na faixa etária da terceira idade.

        Ao assumir a Diocese de Crato, Dom Fernando encontrou o Hospital São Francisco de Assis, pertencente à Fundação Padre Ibiapina, em meio a várias crises, pois atuava com métodos e equipamentos ultrapassados. Entregou aquele hospital – em forma de comodato – à Ordem dos Camilianos, e aquele nosocômio vem experimentando sucessivas melhorias no seu funcionamento e é considerado hoje um “hospital-polo” no sul do Ceará. Quando vemos, diariamente – através dos noticiários da televisão – a falência da assistência médica no Brasil e comparamos com a assistência prestada pelo Hospital São Francisco, chegamos à conclusão do acerto da decisão do atual Bispo de Crato.

         Hoje, todos os 32 municípios que foram a Diocese possuem suas paróquias. Além disso, Dom Fernando criou quatro Santuários Diocesanos: o da Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro do Norte (posteriormente elevado pela Santa Sé à condição de Basílica Menor); o Santuário Eucarístico que funciona na igreja de São Vicente Férrer em Crato; o Santuário da Divina Misericórdia, na Igreja-Matriz de Santo Antônio, na cidade de Barro e o Santuário da Mãe do Belo Amor, localizado no planalto do sítio Páscoa, zona rural de Crato.

            A realização de maior impacto e repercussão feita por Dom Fernando foi o da reconciliação da Igreja Católica com a memória espiritual e a pastoral do Padre Cícero Romão Batista. Há a registrar também que se deve ao atual bispo de Crato o início ao Processo Diocesano pela Beatificação da Serva de Deus Benigna Cardoso da Silva. Este processo já se encontra em análise na Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano.

             Haveria muitas e muitas outras ações a falar sobre o fecundo episcopado deste admirável e generoso Pastor Diocesano, nascido na Itália. O espaço é curto.  Aquela pessoa que hoje cospe no prato que a alimentou, bem que poderia refletir: a gratidão é um dos sentimentos mais nobres que existe. Ser grato é abrir o coração e deixar fluir este sentimento que envolve a nossa alma. Ser grato é reconhecer um benefício que recebemos e que nada nos custou, embora seja algo tão caro e tão relevante e traga tanto reflexo no presente e no futuro. No entanto, para ser grato é preciso ter um coração sempre aberto, ter sensibilidade, humildade, estar ao lado do bem...


PT, 36 anos - Rui Fabiano


O PT, fulminado por uma avalanche de escândalos que não consegue explicar – e que, a rigor, dispensam explicações, socorre-se num argumento único: é vítima de uma sórdida campanha da mídia para criminalizá-lo.


Ora, se há uma instância em que o partido, que celebra este fim de semana seus 36 anos, ainda encontra defensores é exatamente na mídia - impressa, falada, televisada e digitalizada (esta sustentada com dinheiro público).
A mídia não criminalizou o PT – e, sim, o PT criminalizou a política. Mais: indiferente às falcatruas fiscais do governo Dilma e às denúncias de que sua reeleição foi nutrida com dinheiro roubado da Petrobras, alega que a tentativa de depô-la, via impeachment ou via TSE – ou seja, dentro das normas do Estado democrático de direito -, tem como fundamento evitar a eleição de Lula em 2018.
O partido já foi mais inteligente em seus argumentos. Antes de mais nada, o Ibope acaba de constatar, em pesquisa, que confirma as anteriores, que 61% dos brasileiros asseguram que, em hipótese alguma, votariam em Lula. Ainda que todos os demais votassem – e não é o caso -, não teria como se eleger.
O panelaço de terça-feira, em que Lula falou em rede de TV, demonstra que o Ibope não errou – foi até moderado.
Nenhum partido e nenhum presidente da República foram mais festejados pela imprensa que PT e Lula, não obstante terem chegado ao poder não exatamente imaculados.
O prontuário começou bem antes da chegada ao Planalto, com o assassinato dos prefeitos Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT (Campinas), em setembro de 2001, e de Celso Daniel (Santo André), em janeiro de 2002, casos ainda hoje à espera de desfecho. Em ambos, são nítidas as digitais do PT.
Dois meses depois de Lula assumir a presidência da república, em março de 2003, estourou o escândalo Waldomiro Diniz. Era o subchefe da Casa Civil, homem de confiança de José Dirceu, que desempenhava a função de “articulador parlamentar”. Foi flagrado pedindo propina ao bicheiro Carlos Cachoeira.
Na sequência, vieram o Mensalão e o Petrolão, que, a rigor, compõem um só enredo: a rapina ao Estado, em parceria com um pool de empresários delinquentes. Corrupção sistêmica, algo inédito mesmo para os podres padrões da república brasileira.
Há ainda diversas caixas-pretas a serem abertas: Eletrobrás (que o STF tirou das mãos do juiz Sérgio Moro), BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, fundos de pensão etc.
Em cada uma dessas instâncias, o governo se move para impedir qualquer hipótese de investigação, o que já é em si uma confissão antecipada de que oculta falcatruas.
O PT inaugurou o roubo do bem. Seria diferente dos convencionais, pois teria destinação social. Se sobrou um troco para um tríplex ou um sítio, é bobagem, mera gorjeta para quem, afinal, colocou “30 milhões de pobres na classe média”. Pouco importa se eles - se é que lá estiveram - já fizeram a viagem de volta.
A depressão econômica está acabando com a própria classe média, mas a culpa, claro, é da crise internacional (que antes era apenas “uma marolinha”), não do governo.
Não só o povo não viaja mais de avião, mas também o personagem criado pelo PT, o burguês que “não gosta de sentar ao lado do povo”. Nisso, a crise é democrática: liquida a ambos.
Coerência é palavra ausente do glossário petista. Depois de arrombarem a Petrobras, indignam-se com os que a querem salvar. É o caso do projeto do senador José Serra, aprovado esta semana pelo Senado, que estabelece que, a critério do governo, a empresa se desobriga de participar das prospecções do pré-sal.
O projeto salva a Petrobras, mas os seus algozes, a pretexto de defendê-la, alegam o contrário, fazendo o papel do verdugo que se abraça ao cadáver que acabou de produzir.
Graças ao PT, a Petrobras deve mais do que vale e suas ações estão cotadas ao preço de um guaraná. Lula, às voltas com o Código Penal, acha, no entanto, que o país, hoje, “inspira mais confiança”. Os especialistas preveem que a Petrobras levará mais ou menos uma década para retornar ao lugar que já ocupou – ela e o país. E isso, claro, se o ambiente político mudar radicalmente.
Vai mudar, não há dúvida. O quer não se sabe é a que preço. A resistência do governo em reconhecer os estragos e, mais que isso, a ausência de remédios para os males que perpetrou, torna o processo mais penoso e preocupante.
A melhor saída seria a sugerida pelo ministro Marco Aurélio, do STF: renúncia dos presidentes da república, da Câmara e do Senado e convocação imediata de eleições. Mas falta grandeza aos protagonistas – ou coragem para responder judicialmente a seus erros sem o guarda-chuva do poder. Aguardemos.

Os ratos no puder - Por Antônio Morais


Quando vejo a passividade do brasileiro diante dos crimes e desvios de conduta cometidos por delinquentes comandados por  Lula, Dilma e a Petezada toda, eu lembro a historia do reino animal: O povo esta anestesiado, não compreende que da crise resultante da má conduta ninguém escapa.

Vamos a história:

Um rato ao tomar conhecimento da existência de uma ratoeira armada saiu avisando aos outros animais: No poleiro disse para galinha: tem uma ratoeira armada! A galinha respondeu: isso é problema seu. No chiqueiro o porco respondeu a mesma coisa, não tenho nada com isso. No curral, ao ser avisado, o touro  não bateu a passarinha: o problema é todo seu.

Pois bem, a ratoeira prendeu uma cobra venenosa  pelo rabo, a dona da casa  foi mordida pela cobra. No tratamento algumas pessoas da família vieram visitá-la, então,  houve a necessidade de matar a galinha para fazer o almoço.  A mulher morreu, muito mais gente veio para o velório.  Mata-se o porco para servi-los. Depois da missa de sétimo dia, levantadas as despesas a pagar foi a vez do touro ir para o abate.

Portanto, você que  acha que não pode ser vitima do Lula, o maior lambanceiro do Brasil,  tome muito cuidado com a ratoeira, você pode ser vitima dela.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A prisão que apavora a Odebrecht - POR LAURO JARDIM


Que Benedicto Barbosa Junior que nada. Não foi a prisão de Junior, ou BJ, presidente da Construtora Norberto Odebrecht e segundo homem mais importante do grupo na segunda-feira, a que mais abalou a cúpula da empresa.

Foi a de Maria Lucia Tavares, a fiel secretária da empresa. Em princípio, uma secretária é sempre o elo fraco da corrente. Maria Lucia depõe hoje na PF, em Curitiba.

CID GOMES AFIRMA QUE LULA FOI CONIVENTE COM CORRUPÇÃO NA PETROBRAS.


O ex-ministro da Educação Cid Gomes (PDT), que deixou o governo em março do ano passado, acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi conivente com o esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato. O pedetista, no entanto, saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff, a quem classificou como uma pessoa "séria, honrada e bem intencionada".

"O grande problema do Brasil é vir à tona um período do qual a Dilma não é copartícipe e, pelo contrário, trabalhou para desmontar, em que uma trupe de gente desonesta se apoderou muito, em função de pressões do PMDB e de boa parte desses eventuais ditos partidos que compõem a base, fisiológicos. E houve muita conivência do Lula em relação a isso", afirmou.

Para Cid, Dilma fez justamente o contrário. "Quem tirou a cúpula da roubalheira da Petrobras foi a Dilma e, oportunisticamente, tem sido criticada por uma coisa que ajudou a desfazer".

O ex-governador do Ceará participou nesta quarta-feira, 24, em Brasília, de solenidade de inauguração de sua foto na galeria de ex-ministros da Educação. Sua saída do governo no ano passado, depois de declarar que a Câmara dos Deputados tinha "de 300 a 400 achacadores", marcou o auge da crise entre o Planalto e o Congresso.

Em entrevista à imprensa após o evento, Cid voltou a criticar com veemência o trabalho legislativo. "É claro que tem pessoas sérias, honradas, de bem. Mas a grande maioria da composição da Câmara é de achacadores, chantagistas, sem o menor espírito público. E o Eduardo Cunha representa exatamente isso", disse.

E voltou sua artilharia para o PMDB que, para ele, o partido é o que mais contribui hoje para que as pessoas desacreditem na política brasileira. "O PMDB é um partido de oportunistas, de fisiológicos, como regra, e é o partido que mais faz mal à política brasileira", disparou.

Cid afirmou que Cunha é a "excrescência, a caricatura disso tudo". "Uma pessoa completamente desmoralizada no conceito popular, se mantém presidente de uma Casa e, pior do que isso, com o respaldo da maioria da Casa. O que só demonstra duas coisas: boa parte da Casa foi financiada por ele e outra parte é igual a ele."


Operação Acarajé: marqueteiro abusa da ironia e desdenha força-tarefa da Lava-Jato ao voltar ao Brasil - Por Redação Ucho.Info .


João Santana, marqueteiro oficial da cúpula petista, e Mônica Moura, mulher e sócia do publicitário, abusaram do deboche no momento em que se entregaram à Polícia Federal, mas nada como o efeito do cárcere para neutralizar essa soberba.

Santana e Moura desembarcaram na manhã desta terça-feira (23) no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Guarulhos (SP), provenientes da República Dominicana, e de forma concomitante foram presos por agentes da PF, que cumpriram mandados expedidos no escopo da Operação Acarajé, 23ª fase da Operação Lava-Jato.

O casal participava da campanha à reeleição do presidente dominicano, mas retornou ao Brasil sem celulares e notebooks, acessórios atualmente indispensáveis para pessoas que viajam a trabalho. O advogado Fábio Toufic, que adotou o mesmo tom arrogante e chicaneiro, disse, ao ser questionado por jornalistas, que a PF não autoriza o uso de celulares na carceragem. Se essa autorização for dada, ele apresentará os aparelhos telefônicos dos clientes.

No momento em que a Operação Acarajé tem provas de sobra contra Santana, o marqueteiro abusa do desdém ao tentar dificultar as investigações. Ele é acusado de receber em conta secreta no exterior US$ 7,5 milhões, dinheiro oriundo do esquema de corrupção que funcionou deliberadamente durante uma década na Petrobras, segundo as investigações.

José Mota Mendes, um padre operoso e trabalhador - Por Antônio Morais


Parte interna da Igreja Matriz de São Raimundo Nonato - Várzea-Alegre.


Altar de São Raimundo Nonato

Com as despedidas solenes do padre José Otávio de Andrade em 25 de Março de 1969, assumiu oficialmente a condução da Paroquia de São Raimundo Nonato o Padre José Mota Mendes, um jovem sacerdote empreendedor e com muita visão de futuro. 

A igreja carente de melhorias, dificuldades diversas, começou então, o zeloso padre a sua caminhada, trabalhar mudanças na estrutura física do templo com o único fim de oferecer conforto e bem estar aos fiéis. Poucos anos depois de assumir, chuvas torrenciais levaram  a torre principal da matriz ao chão. O padre não se abateu, nem se desanimou, sua fé e inquebrantável confiança no trabalho o encorajaram a conclamar a população católica  para a tarefa da reconstrução. 

Sob seu leme a religião católica cresceu em todos os sentidos. A banda de musica, antes acanhada, com instrumentos precários e remendados com cera de abelhas, passou a se apresenta altiva, magnifica, oferecendo um brilho todo especial a festa.

A igreja matriz sempre passando por reformas em suas instalações, cada vez mais bonita e nobre. Piso de granito, vitrais de cristais e, ultimamente uma central de ar-condicionado, a primeira  Igreja Matriz do interior cearense a contar com  este beneficio. 

Alem das transformações na parte física, a matriz é, hoje em dia, um "Santuário" por determinação de Roma.  O mais interessante e valioso  para a igreja católica  são as dezenas de Capelas que surgiram em diversas comunidades do distrito sede e da zona rural. Tudo com a inspiração de um pastor devotado e operoso.

As festas de São Raimundo Nonato, em Agosto de cada ano, se transformaram  na maior festa religiosa da região centro sul do estado do Ceará. Nossa igreja matriz,  em Várzea-Alegre,  nos enche de jubilo pela alegria que todos vivemos quando a visitamos. A foto acima do altar de São Raimundo encanta os olhos e enobrece o coração. 


Deputados vão discutir voto de Barroso em telão na Câmara - Por Severino Mota.



O grupo de trabalho da Câmara que vai analisar o voto de Luís Roberto Barroso sobre o impeachment promete montar um telão na Câmara.

Nele, os deputados pretendem exibir o voto de Barroso na íntegra e, numa espécie de audiência pública com a imprensa, questionar ponto a ponto de suas posições e apontar o que consideram omissões ou erros do ministro do Supremo Tribunal Federal.

Os 300 parlamentares que requereram a criação do grupo de trabalho dizem que Barroso não seguiu o mesmo rito usado no impeachment de Fernando Collor, em 1992, e interferiu em prerrogativas da Câmara.

O passado bate à porta do PT e vai arrombá-la - Por Reinaldo Azevedo

Note-se os depósitos em questão aconteceram durante a gestão Dilma. Por mais que a presidente ache que dá para voar nas asas da “mosquita”, ignorando o escândalo, este insiste em se agitar e em fazer barulho no armário.

O cerco está se fechando. O marqueteiro João Santana, consta, está voltando para o Brasil. Há algumas possibilidades para ele, a saber: a) demonstrar que a conta que recebeu US$ 7,5 milhões no exterior não é sua; b) evidenciar que as empresas que repassaram US$ 3 milhões desse total não têm vínculo nenhum com a Odebrecht; c) deixar claro que os outros US$ 4,5 milhões não saíram de contas do lobista e pagador de propina Zwi Skornick.

E, bem…, sempre há a possibilidade de admitir que é tudo verdade — a conta é mesmo sua e aquelas são as fontes pagadoras —, mas que nada se fez ao arrepio da lei. Afinal, ele teria efetivamente prestado serviço a essas empresas. Mas quais?

Santana é um portento da multiplicação da riqueza. Em 2004, o patrimônio declarado por ele e por sua mulher, Mônica, era de R$ 1 milhão. Dez anos depois, saltou para R$ 78,6 milhões. Isso é que é profissional bem pago! E olhem que ele não produziu nesse tempo um miserável parafuso — nem parafuso intelectual, diga-se. O que ele fez foi produzir narrativas para o petismo que levaram o eleitorado a acreditar uma vez em Lula e duas vezes em Dilma. Deu no que deu.

Sua fama atravessou fronteiras e serviu a outros políticos da América Latina, sempre afinados com o PT. Uma das saídas é tentar demonstrar que essa dinheirama toda que entrou em sua conta decorre desses trabalhos no exterior, mas aí é preciso saber por que são aquelas as fontes pagadoras.

Isso tudo já passou há muito do limite do tolerável. Os advogados busquem os caminhos que lhes facultar a lei para tentar suspender imediatamente a prisão provisória de Santana e sua mulher, Mônica, e para provar que o que parece não é. Mas eu insisto que há uma diferença entre a lógica da vida e a dos tribunais.

No comunicado em que renuncia à campanha eleitoral que coordenava na República Dominicana, ele denuncia a existência de um “clima de perseguição” no Brasil. Eu mesmo já apontei aqui medidas atrapalhadas ou mesmo atrabiliárias da Lava Jato. Quanto, no entanto, o marqueteiro de três campanhas petistas recebe US$ 7,5 milhões de duas fontes investigadas pela Lava Jato, ambas com contratos com a Petrobras, e quando não há nenhuma razão conhecida para que tais pagamentos tenham sido feitos, é de perseguição que se fala? A acusação, nesse caso, chega a ser ridícula.

Note-se: os depósitos em questão aconteceram durante a gestão Dilma. Por mais que a presidente ache que dá para voar nas asas da “mosquita”, ignorando o escândalo, este insiste em se agitar e em fazer barulho no armário. O passado bate à porta do PT.

Já aconselhei Dilma a renunciar ao mandato, saindo, de algum modo, menos lanhada dessa história toda com o peso nas costas das lambanças fiscais. Mas ela insiste em ficar. E os subterrâneos da campanha do petismo começam a ameaçá-la.

Nesta terça, Rui Falcão, gênio da raça petista, teve uma ideia: resolveu dizer que o PT já fez a sua prestação de contas e que não tem nada a ver com as finanças de João Santana.

Vai dar certo? Bem, é claro que não! O PT vai ter de responder por suas escolhas. O Brasil já não engole mais as suas falcatruas.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Derna de quando? - Por Antônio Morais.

Em matéria de desviar recursos públicos nem os santos são respeitados. Quando  começaram a construir a estatua de Nossa Senhora de Fátima no Barro Branco em  Crato, papocaram denuncias de desvios de  recursos a torto e a direito.

Um dia eu estava em minha casa e recebi  a visita de três  membros  desses tribunais de  fiscalização. Os homens  queriam  que eu os levasse ao local da obra para um levantamento  no andamento dos serviços.

Já estava pronto a parte que serviria de suporte para colocar  a imagem em cima. Quando chegamos no local eu me apiei do carro e chegando como grão mestre a base construída encontrei um fogo numa trempe com uma panela cozinhando feijão e um cabrocha  feitado numa rede. 

O homem era baixinho, entroncado, calçava uma sandália dupé, vestia uma bermuda bastante encardida,  uma camisa com o resquício de uma foto do Lula e um boné da Dilma Roussef.  

Dirigindo-me ao suplicante disse com modos de autoridade: eu sou da policia federal e aqui estou para  apurar  os desvios de recursos e por os responsáveis na cadeia.

O caboclo  me deu uma olhada de soslaio e lascou: oxente, "derna" de quando tu é da Policia Federal? Tu num é filho de seu José André lá do Sanharol na Rajalegue! O moço morava na Rua Raimundo Sabino a menos de 200 metros da casa de minha mãe.

A imagem que ilustra  a postagem é do antigo Aeroporto Nossa Senhora de Fátima localizado na Chapada do Araripe, desativado há anos, porém, um resgate dos tempos em que os políticos não faziam da cueca cofre.

Do seriado “Coisas da República”: fala de Lula na TV provoca nova “panelaço” no Brasil nesta terça-feira (postado por Armando Lopes Rafael)


Mesmo sem contar com a participação da presidente Dilma Rousseff ou com representantes do atual governo, o programa partidário do PT na TV, exibido na noite desta terça-feira (23), não foi bem recebido pela população e  provocou mais um panelaço e buzinaço em 14 capitais de estado e outras  várias cidades do país. A propaganda do PT tentou apresentar Luiz Inácio Lula da Silva como uma vítima, ao alegar que há uma tentativa de “manchar a história” do ex-presidente.  Não colou. As manifestações foram mais intensas do que as registradas no pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em rede nacional no dia 3 de fevereiro, quando o tema era o combate ao zika vírus e as medidas para conter a expansão da microcefalia. Nas redes sociais, diversas pessoas comemoravam os protestos. Os panelaços foram exibidos também em matéria do Jornal Nacional e hoje pela manhã foram reprisados em todos os noticiários da televisão e foi matéria das manchetes dos  jornais desta quarta-feira (24)



Ah! Se houvesse mais juízes com coragem e inteligência neste decadente e caótico Brasil – por Armando Lopes Rafael


Deve fazer uns dois anos que saiu na “Folha de S. Paulo”, na coluna “Painel do Leitor” a carta abaixo, escrita pelo Dr. Rogério Medeiros Garcia de Lima, um desembargador  residente em Belo Horizonte (MG). A conferir:
 “Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los.
Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores. Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores.
Neguei.
Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução. Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz.
Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e... os menores ficaram presos. É assim que funciona a “esquerda caviar”.
Tenho uma sugestão a  tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil: Criemos o programa social "Adote um Preso". Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda".

Em posse, presidente da OAB critica Dilma e diz que país parece 'nau à deriva' - Por GABRIEL MASCARENHAS


O novo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, tomou posse nesta terça-feira, em Brasília, com discurso crítico à presidente Dilma Rousseff e ao governo.

"Em uma sanha tributária sem limites, o governo agora tenta recriar a CPMF. [Trata-se de] um absurdo próprio de quem vê o povo famélico e o manda comer brioches. Que riqueza é essa que a presidente República vê para tributar, em meio a uma das maiores recessões da história?", questionou Lamachia.

Em outro momento, os disparos foram endereçados à classe política, de um modo geral.

"A economia do país derrete, e a úncia coisa que se vê são autoridades tentando salvar seus próprios mandatos. Todos estão pensando em si mesmos, e ninguém pensa na nação, que mais parece uma nau à deriva", comparou.

Como já havia feito em outras ocasiões, ele pediu o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e classificou como "deboche" o retorno do senador Delcídio Amaral (PT-MS) ao Congresso, após três meses preso. Ambos são alvo da Operação Lava Jato.

"O 'Petrolão' está aí para nos mostrar. E a Zelotes? e o 'Eletrolão'? Quantos esquemas ainda há nesse país para se desvendar? E o Parlamento, por que não fiscaliza e reage? Porque algumas de suas lideranças estão marcadas pelo mal feito e a corrupção", disse, referindo-se a escândalos recentes.

Poucos congressistas foram vistos na cerimônia de posse da nova diretoria da OAB. Entre os chefes de Poder, apenas o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, esteve presente.

Compareceram ainda o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Francisco Falcão; os ministros do STF Gilmar Mendes, Luis Roberto Barroso e Teori Zavascki, além dos governadores Rodrigo Rolemberg (DF) e José Ivo Sartori (RS).

A nova diretoria, que tomou posse nesta terça, é formada pelo vice-presidente, Luis Cláudio da Silva Chaves; o secretário-geral, Felipe Sarmento Cordeiro; o secretário-geral adjunto Ibaneis Rocha Barros Junior; e o diretor tesoureiro Antonio Oneildo Ferreira. 


O piloto do naufrágio finge que a culpa é dos afogados - Por Augusto Nunes

Na missa negra celebrada nesta terça-feira, disfarçada de programa eleitoral do PT, Lula ensina que o naufrágio econômico só existe porque os afogados insistem em lamentar o que aconteceu. 

Como recita o Exterminador do Plural, os culpados pelo buraco em que o país se meteu são “as pessoas que falam em crise, crise, crise, repete (sic) isso todo santo dia”.

Essa conversa de 171 confirma que, na cabeça baldia do ex-presidente, qualquer problema desaparece se a palavra que o identifica deixar de ser pronunciada. 

Foi por isso que o restante do sermão não reservou uma única e escassa vírgula ao triplex do Guarujá, ao sítio em Atibaia ou à segunda-dama Rosemary Noronha. O pregador teima em acreditar que basta ignorar uma encrenca para que a encrenca suma.

O mestre e seus discípulos ainda não entenderam que as coisas mudaram depois da Lava Jato. Se espera que as delinquências que protagonizou sejam esquecidas, é bom esperar sentado. Bem mais sensato seria providenciar um esconderijo reformado por empreiteiros amigos - antes que chegue o Japonês da Federal.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Historias que ninguém conhece - Por Antônio Morais.

Foto - Pedro de Pinho Vieira.

Em meados da década de 50 do século passado, eu lá com os meus seis anos de idade acompanhei o meu avô ao Periperi dos Pinhos. 

O meu avô  Pedro André  foi levar sua égua para cruzar com o jumento de lote  de Pedro de Pinho. Desse cruzamento nascia  burro, e, aquela época quem tinha um burro era rico, não pelo burro mas, porque não devia um vintém a ninguém.

Lá os meus olhos  curiosos não tiravam as vistas do assédio do jumento com a égua e,  os ouvidos afiados  ouviam a conversa dos Pedros, o de Pinho e o André.

A historia era  sobre politica, os dois  haviam  sido vereadores  em legislatura anterior da câmara municipal. 

Pedro de Pinho contava admirado que Pedro André no dia da eleição  chegando a cidade  compareceu ao local de votação e votou  em Pedro Pinho. Ao sair do local foi procurado por Raimundo Otoni de Carvalho  para  preencher uma vaga de candidato a vereador  em substituição a um candidato desistente, a legislação permitia. 

A principio não aceitou, não fazia sentido, já havia votado e assim não contava nem com o voto dele. Com muita peleja do Raimundo Otoni, chefe da UDN terminou por aceitar para ajudar a legenda. 

Saiu em campanha. Falava com um aqui, outro ali e assim no final do dia, terminada a eleição  e a contagem dos votos Pedro André se elegeu e fez parte junto com Pedro de Pinho e outros  da composição da  Câmara de Vereadores daquela legislatura. 

Investigação sobre tríplex de Lula continua, decide conselho do MP.


Por unanimidade, o Conselho Nacional do Ministério Público deu aval nesta terça-feira à atuação do promotor de Justiça Cássio Conserino na investigação criminal sobre a propriedade de um tríplex em Guarujá (SP) reformado para o ex-presidente Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia. 

O promotor disse a VEJA que já tem indícios suficientes para denunciar Lula e a mulher por ocultação de patrimônio, caso típico de lavagem de dinheiro. Por catorze votos a zero, incluindo o do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o CNMP optou por manter o inquérito.

Nesta semana, VEJA revelou novos diálogos que mostram Lula e Marisa Letícia tratados como "o chefe e a madame" pela cúpula da empreiteira OAS, que assumiu a obra da cooperativa Bancoop, ligada ao PT, e reformou a cobertura para o ex-presidente na praia das Astúrias, litoral paulista.

O conselheiro Valter Shuenquener de Araújo havia suspendido o depoimento do casal no último dia 17, depois de o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) alegar irregularidades, como a antecipação de decisão, supostamente cometidas pelo promotor. O petista e o advogado de Lula, Cristiano Zanin, pediam a redistribuição do inquérito ao promotor natural do caso, José Carlos Blat, que desde 2007 atua na investigação sobre a Bancoop. Conserino, porém, foi designado pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, para auxiliar Blat, no ano passado.

O conselheiro Shuenquener defendeu na sessão plenária desta terça a livre distribuição dos procedimentos investigatórios criminais (PICs) e a atuação do promotor natural dos casos, mas somente a partir da decisão desta terça, sem alterar a atual investigação contra Lula "por segurança jurídica". Ele reconheceu que Conserino atua no caso respaldado por decisão do procurador-geral de Justiça e votou pelo arquivamento do pedido para instauração de procedimento disciplinar contra o promotor.

CULTURA RELIGIOSA de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais

Relação dos Padres com mandato na Paróquia de São Raimundo Nonato - Várzea-Alegre desde a  sua criação em 30.11.1963 pela lei 1.076 emanada de Dom Antônio dos Santos primeiro Bispo do Ceará.

Período, nome e naturalidade:

1864 a 1875 - Padre Benedito - Tauá

1875 a 1878 - Padre Vicente Ferrer Pontes - Assaré.

1878 a 1883 - José Alves Bezerra - Várzea-Alegre

1883 a 1904 - Padre Joaquim Manuel Sampaio - Barbalha.

1904 a 1917 - Padre José Gonçalves - Aurora.

1918 a 1923 - Padre José Alves de Lima - Crato

1923 a 1928 - Padre Raimundo Monteiro - Icó

1928 a 1932 - Padre José Ferreira Lobo - Missão Velha

1932 a 1969 - Padre Otávio - Aiuaba

1969 em diante - Padre José Mota Mendes - Assaré.

Fotos e curiosidades:


01 - Igreja antiga.  Dia de São Raimundo - 1918. Demolida em  1932 e substituída pelo atual templo. Mandato do Padre José Ferreira Lobo.


02 - Padre José Alves Bezerra, 1878 - 1883. Único padre  filho de Várzea-Alegre com mandato na paróquia local. Nenhum outro  sacerdote filho da terra conseguiu tamanha façanha.


03 - Padre José Gonçalves Ferreira,  1904 - 1917. fundador da  melhor banda de musica de Várzea-Alegre de todos os tempos. Faleceu em 03 de novembro de 1917 vitima de suicídio. Fato que pode ser considerado o maior trauma da comunidade católica  de Várzea-Alegre.


04 - Padre José Alves de Lima, 1918 - 1923. Vendeu o patrimônio de São Raimundo causando revolta na população católica e baixas na religiosidade  local. Surgiram os primeiros focos de protestantes com as famílias Camilo, Aniceto, Freitas e Souza dos sítios Fortuna,  Vacaria e Varzinha.


05 - Padre José Ferreira Lobo, 1928 - 1932. Demoliu em 1932  a igreja antiga e construiu a igreja matriz atual. Um  padre operoso, um templo muito  bonito..

Agora como dantes - Por Antônio Morais.

O município de Várzea-Alegre foi criado pela Lei Provincial, de 10 de Outubro de 1870. Desmembrado do município de Lavras da Mangabeira, instalado em 02 de Março de 1872 e extinto pelo Decreto 193 de 20 de março de 1931, quando o território ficou anexado ao município de Cedro. 

Restaurado pelo Decreto 1.156 de 04 de Dezembro de 1933, quando foi instituída a Câmara Municipal, o prefeito de Várzea-Alegre Coronel Antônio Correia Lima, 1912 a 1926, perguntou ao Dudau: "Pra que serve Verador"? Isto mesmo VERADOR. 

Dudau respondeu: para auxiliar o prefeito na administração, criando leis e fiscalizando o executivo. O Coronel, a seu modo, Observou: Ora mais tá, se eu preciso que ninguém me diga o que devo fazer!

Assim é que o Coronel escolheu um compadre do Mururipe, Distrito de Naraniú, para presidir a câmara municipal, mesmo depois de ouvir deste esta significativa expressão: Compadre, eu não sei falar, eu só sei aboiar.

Na década de 50 do século passado um rapaz foi preso por uma estripulia qualquer, a família revoltada o resgatou da cadeia e o delegado fez bunda de ema, o que foi considerado, à época, uma afronta a justiça, um tremendo desacato a autoridade constituída.

O governador nomeou outro delegado com a determinação de botar moral. O homem chegou poderoso, se instalou e partiu para a ação que lhe fora dada.

Otacílio Correia era o presidente da Camara municipal. Depois de uma reunião que nada discutiu, porque nada tinha a discutir, tudo já estava decidido, o presidente sugeriu que fossem  fazer uma visita de cortesia ao novo delegado. Assim se fez.

Na delegacia, encontrou-se um homem sisudo, poderoso, com ares de valentia, matando palavras cruzadas na falta de outra coisa para fazer. Otacílio o cumprimentou e acrescentou que ali estava uma representação da Câmara Municipal para lhe desejar boas vindas e bons trabalhos.

O delegado suspendeu o serviço ou seja a palavra cruzada e, disse: "Eu quero que vocês saibam que vereador e merda pra mim são a mesma coisa".

Dantes como agora, pouco evoluiu. Por conta dos eleitores que elegem legisladores que nada entendem ou conhecem da função. Outro dia ouvir pela rádio uma arenga, um arranca rabo entre dois vereadores sobre saúde pública. De um lado, um médico conhecedor dos males que afligem a sociedade, do outro se contrapondo, um desinformado que no minimo deveria ter a humildade de reconhecer sua insignificância para o tema, visto que como o velho do Mucuripe também só sabe aboiar. 

Foto Coronel Antônio Correia Lima - nasceu em 17.07.1846 e faleceu em 30.03.1939 no exercício de prefeito de Várzea-Alegre. Com ele não tinha queré-quequé, menino não fazia munganga, sua palavra era a última, os do seu tempo que o digam.

Santana leva Dilma para centro da Lava Jato - Por KENNEDY ALENCAR

Ao virar alvo da 23ª fase da Operação Lava Jato, o marqueteiro João Santana leva a presidente Dilma Rousseff para o centro das investigações. O Palácio do Planalto até hoje sempre achou que o PT e o ex-presidente Lula seriam os alvos principais da Lava Jato e que a presidente seria preservada.

A fase de hoje, a Acarajé, deixa claro que a presidente Dilma também é alvo, porque está sendo ressuscitada a suspeita de que as suas campanhas podem ter recebido recursos ilegais. A presidente e seus auxiliares sempre negaram o recebimento de recursos ilegais nas campanhas de 2010 e 2014, seja propina, seja caixa 2.

Mas a entrada em cena de João Santana na Acarajé se deve à suspeita dos investigadores da Lava Jato de que o marqueteiro teria recebido pagamento da Odebrecht no exterior a fim de quitar compromissos de campanha. Ou seja, teria havido uma doação ilegal feita no exterior para a campanha de Dilma.

Essa é a principal tese dos investigadores nesta nova fase da Lava Jato. É uma tese grave. Se comprovada, poderá fortalecer a possibilidade de impeachment ou de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).


Dilma, João Santana e Lula, o trio da desesperança.

Claro que se trata de um caminho tortuoso. Como Santana não tem foro privilegiado, o juiz Sérgio Moro pode investigar o marqueteiro da presidente. Moro não pode investigar Dilma, mas pode compartilhar provas com o TSE, o STF (Supremo Tribunal Federal) e a Procuradoria Geral da República (PGR) se obtiver algo consistente. Dilma só pode ser investigada nos âmbitos da PGR e do STF.

Mas Moro faz uma investigação indireta sobre a presidente porque João Santana realizou as campanhas dilmistas à Presidência e é o principal marqueteiro do governo. Ele gravou o último pronunciamento oficial de Dilma, sobre o zika vírus, que foi feito no início deste mês. Faz reuniões frequentes com a presidente. É alguém que participa da intimidade política de Dilma e do PT.

Outro efeito é enfraquecer politicamente o governo numa hora em que há anúncio de medidas econômicas que dependem de negociação com o Congresso. A Lava Jato introduz ainda mais dificuldades políticas a um governo que já teria problemas suficientes sem essa investigação, dada a incapacidade da presidente de encontrar saídas para a crise.

Logo, é um agravante político para a presidente. Uma investigação da Lava Jato sobre recursos ilegais de campanha e um mandado prisão contra o marqueteiro presidencial dificultam bastante a tarefa de governar

E se Dilma entendesse? - POR MÍRIAM LEITÃO

A presidente Dilma Rousseff não tem muito a perder. Ela já sabe que não recuperará a popularidade porque o cristal se partiu. Não desconhece também que o PT tem outras lealdades e que a relação entre ela e o partido é circunstancial e volátil. E se diante disso ela entendesse que o melhor seria deixar um legado pelo qual fosse lembrada, ainda que perdesse a batalha?

Imagina se houvesse um plano de mudanças realmente importantes na economia e na sociedade brasileiras? Que Dilma pensasse realmente grande. Imagina se a presidente quisesse propor reformas voltadas para o futuro, para o Brasil no qual nossos netos viverão? Ela certamente seria derrotada no Congresso, mas poderia dizer que lutou um bonito combate. Dilma, no entanto, prefere continuar perdendo feio. Foi o que ela fez esta semana quando entrou numa refrega com o inqualificável Eduardo Cunha para saber quem era mais forte. Ela venceu, mas a que preço? Ficou um pouco menor.

Dilma teve que exonerar ministros, de mentira, para que eles reassumissem, por um dia, o mandato de deputados. Pediu também exonerações em outros estados e cidades. Assim, a bancada escolheu seu líder que, na ausência de outras qualidades, é apontado como mais governista. No dia seguinte, contudo, a bancada já era outra. Picciani, o filho, liderará um grupo diferente do que o elegeu. A alternativa a ele era realmente lamentável. Hugo Mota é um jovem de 25 anos que tem no currículo ter liderado uma CPI que não deu em nada, apesar de ser sobre o maior escândalo no qual o país está mergulhado. Por que uma pessoa nessa idade quer atrelar sua carreira a alguém como Eduardo Cunha, prestes a virar réu? Mistérios da política que não cabem em equações econômicas: o cálculo do custo-benefício não fecha.

Do ponto de vista da presidente Dilma, essa manobra de exonerar e renomear pessoas para seu governo foi um sinal de desprezo pelo cargo executivo. O que destoa mais é o bate-volta do ministro da Saúde. O ministro não é bom. É notório mais pelos despropósitos que disse do que por suas ações na área. Mesmo assim, é o ministro escolhido pela presidente para conduzir a pasta no mais angustiante momento vivido pela saúde do Brasil. O país está infestado por doenças que lembram pragas. Famílias estão vivendo situações dramáticas, grávidas se sentem sitiadas, fetos são atacados no útero. É uma emergência internacional, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, com o epicentro no Brasil. Mas o ministro é dispensável por um dia para ir ao Congresso dar seu voto no líder de Dilma. Ou ele é relevante, ou ele é apenas peça decorativa nesse tabuleiro de poder.

Mas, voltando ao ponto inicial: e se a presidente Dilma governasse? Com lucidez e olhos no futuro? Ao ir ao Congresso, ela tocou de raspão o futuro quando falou da necessidade da reforma da Previdência para reconciliar o sistema com a dramática mudança demográfica pela qual o país está passando. Ela falou por falar. Quem quer fazer a reforma da Previdência não chama o ministro Miguel Rossetto para organizá-la, pelo simples motivo de que ele é contra e ainda não entendeu o problema. A equipe que ela escolheu sequer tem noção do tamanho da encrenca. O secretário Carlos Gabas disse que o Brasil “ainda tem tempo”. É espantoso que alguém que, por dever de ofício, está diante do explosivo déficit da Previdência pode achar que temos tempo. A presidente fez o inútil gesto de convocar para o Planalto a reunião do Fórum que trata do tema. Ela escalou o time errado. Faz a figuração da reforma.

Em nome do que a presidente Dilma luta diariamente? Para ficar no cargo. E o que ela está fazendo com o cargo? O país mergulhou na pior recessão de que as estatísticas brasileiras dão notícia, em mais de um século de números. O índice de 4% de queda do PIB só apareceu na vida brasileira no governo Collor, mesmo assim não foram dois anos com indicadores em torno de 4% negativos como está acontecendo agora. Dilma ameaça a estabilidade monetária com decisões insensatas que levaram os preços a dois dígitos. Em várias áreas, o que o país colhe é desalento. E se Dilma entendesse? Mas, infelizmente, ela não entenderá.

O que Mirian pretendia? Acusar FHC de ser um bom pai do filho que não gerou? - Por Augusto Nunes.

A ressentida e a vigarista. O texto de Augusto Nunes ajuda a entender por que um homem de caráter e alma sãos é diferente de um sem caráter até mesmo quando ambos cometem erros na vida pessoal que podem ou não se refletir no exercício da vida pública e erros desta que servem àquela.

Duas são as questões mais importantes para os contribuintes brasileiros: 

1- não sustentamos a ex-amante de FHC; que, diferentemente do jeca, FHC não se portou como um PR que liberou a amante jeca a traficâncias e achaques; nem lhe franqueou um cartão corporativo. 

2 – contrastar mais uma vez o caráter das duas figuras que polarizam a política brasileira desde a redemocratização. Jeca entre jecas num tempo que lhes sacia os apetites e premia a mediocridade, Rosemary é simplória sem ser simples. O mau gosto dela não é crime, é somente muito desagradável e um direito que lhe assiste. O problema da nação é a moral que o acompanha. Pois, ainda que Rosemary fosse cheia de finesse e doutorada em Rilke, usasse talher de peixe e frequentasse vernissages (que sempre achei meio jecas), nosso drama seria o mesmo: a nação, exaurida por mediocridades que custam de uma lipoescultura a um petrolão inteiro e respectivos afluentes, pagou e paga todos os gozos. Uma cornucópia aberrante de pilantras que degradam nosso presente, roubam nosso futuro e aprimoram a degenerescência da linhagem de homens e mulheres públicos.

A ressentida e a vigarista.

Semelhante a Mônica Veloso que desaparecia como “a gestante” nas falas vigaristas de Renan Calheiros que não pronunciava o nome da amante sustentada pela Mendes Júnior numa troca de favores, Rosemary Noronha esconde-se, com as bandalheiras de fora, no “ela” do cúmplice PR nas poucas vezes em que se referiu, e vagamente, ao assunto.

E Mirian Dutra, açulada pela súcia, pretendia exatamente o quê? Acusar FHC de ser um bom pai do filho que não gerou? Bem, ele confirmou o bom pai que é do filho que não gerou. Vingar-se do fim do namoro? Ora, Mirian deveria ter sido avisada que essa exposição vexaminosa – para ela – não é a pior coisa que enfrenta alguém que, com décadas de vida pública, é contemporâneo de uma aberração chamada PT e a caça preferida dela – FHC, no máximo, deve estar compadecido da ex-amante. Ter alguma fama ainda que infamante? Pois, saiba Mirian, que o assunto não será ela, mas FHC, é dele que a súcia falará.

Mirian, que Mirian? A essa altura, a pobre mulher já deve estar de volta à vasta solidão habitada pelos fantasmas que o ressentimento nutre. Felizmente, resta a Tomás um pai de caráter e alma sãs. E tomara que o filho queira e possa cuidar da mãe; ela talvez não saiba, mas precisa muito.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Nossa praça, nosso orgulho - Por Osvaldo Alves de Sousa.



Construída na administração do prefeito Alexandre Arraes, em 1938, Praça Francisco Sá era um dos orgulhos do Crato e, porque não dizer, uma das belezas mais expressivas da região do Cariri.

Encimada pelo Cristo Redentor, a Coluna da Hora, denominação criada pela população, é simbolo eterno da cidade. Durante anos, o Cristo triunfante foi admiração para os que aqui chegavam e bênção para os que daqui partiam no único transporte coletivo existente na época, o velho trem da R.V.C.

Fartamente arborizada, ostentando o colorido das flores, de bem cuidados jardins, uma fonte luminosa a espargir a beleza estonteante das águas multicoloridas, a praça teve seus dias de gloria, admirada pelos visitantes e frequentada pela população no dias-a-dia de seu laser. Não era sem razão que o belo logradouro alardeava o título de sala de visita da cidade.

Palco de congressos eucarísticos memoráveis, de concentrações cívicas e politicas e de outros eventos que marcaram época, a Praça Francisco Sá recebeu de braços abertos, na expressão do Cristo Redentor, figuras marcantes da vida publica do país. A minha geração contemplou e viveu nos sonhos de crianças de décadas passadas, as belezas da praça e a alegria de serem meninos numa terra de passado heroico, de gente laboriosa e administradores competentes.

Com tristeza e amargura. vejo hoje a pracinha de minha infância feliz, relegada e inqualificável despreza, sendo, pouco a pouco, destruída no que ela ostentava de mais belo e pujante, os seus jardins, a sua fonte, a iluminação, dantes moderna e feérica.

À noite, tem servido de refugio a viciados e marginais perigosos. Sala de visita, cartão postal da cidade, rainha dos logradouros públicos do Crato, a Praça Francisco Sá nada mais é, hoje, do que a triste imagem do abandono e da desolação.

É uma pena.

Este texto foi publicado em 1999 - Andanças e Lembranças - nunca foi tão atual

A convocação para o grande protesto de 13 de março já está nas ruas. Ou você vai, ou ela fica! - Por Reinaldo Azevedo.


Flamengo e Fluminense jogaram neste domingo em Brasília, no estádio Mané Garrincha. O rubro-negro venceu o tricolor por 2 a 1. Mas houve um quarto gol às portas do estádio e nas arquibancadas: os manifestantes pró-impeachment estavam lá, como já estão em toda parte, em cartazes espalhados pelas cidades, convocando a manifestação do dia 13 de março

A próxima manifestação em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff está marcada para o dia 13 de março. Há três atitudes a tomar:

a: ficar em casa ou fazer qualquer outra coisa, reconhecendo as virtudes superiores desse governo;
b: detestar o governo, considerá-lo criminoso, mas ficar em casa ainda assim, ou fazer qualquer outra coisa, porque, “afinal, ela pode não cair…”;
c: detestar o governo, considerá-lo criminoso e deixa isso muito claro nas ruas.

Bem, só uma escolha aí pode conduzir à mudança — se você está entre os que querem mudar. A repulsa passiva não conduz a lugar nenhum. Em larga medida, está nas mãos dos brasileiros deixar claro que já não confiam em Dilma; que consideram os crimes cometidos pelo seu governo inaceitáveis; que não enxergam na mandatária de turno condições mínimas para unir o país e tirá-lo do atoleiro.


E é preciso fazê-lo nos moldes das manifestações anteriores: com firmeza, com clareza, com alegria, com humor. E, sobretudo, como é regra nas manifestações em favor do impeachment, comportar-se segundo as imposições da civilidade.

A campanha em favor do protesto do dia 13 de março já está nas ruas. Em todo canto, vê-se a inscrição “Esse impeachment é meu”, deixando claro que está, de fato, nas mãos dos brasileiros decidir até quanto Dilma pode ficar no poder. E ela tem de sair não porque não gostamos do seu governo e suas escolhas, mas porque a presidente cometeu crime de responsabilidade.

Lutas políticas, meus caros, são mesmo longas. Se não bastou irmos às ruas três vezes, então iremos uma quarta, uma quinta, uma sexta… Até que Dilma nos dê a chance de, ao menos, recuperar a esperança. E isso só vai acontecer se ela deixar aquela cadeira. Esse é o primeiro passo para sairmos desse atoleiro melancólico.

Bilhete descarado da mulher de João Santana - Por Felipe Moura Brasil.



“Zwi/Bruno

Mando cópia do contrato que firmei com outra empresa como modelo. Acho que o nosso pode ser simplificado, este é muito burocrático, mas vcs que sabem.

Apaguei, por motivos óbvios, o nome da empresa. Não tenho cópia eletrônica, por segurança. Espero notícias. 

Segue também os dados de minha conta com duas opções de caminhos. Euro ou dólar. Vcs escolhem o melhor.

Grata.
Abs
Mônica Santana”.