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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 26 de março de 2019

022 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


O Brigadeiro Macedo justificava muito bem a sua fama! Era muito político e um eleitor de carteirinha do Brigadeiro Eduardo Gomes, como não poderia deixar de ser! Na eleição para Presidente de 1950 apostou, com uma figura importante do Crato, que o Brigadeiro ganharia as eleições. 

A aposta foi de dez engradados de cerveja. Naquela época o engradado tinha 48 garrafas. Como foi o Getúlio quem ganhou, teve que pagar a aposta. Mandou, efetivamente entregar os dez engradados. Mas com um detalhe: esvaziou todo o conteúdo das garrafas em um tonel, estragando a cerveja. Botou numa carroça e mandou entregar, com um bilhete: “pode medir que tem o conteúdo de 480 cervejas... Pagou, mas o desafeto não teve o prazer de beber!

Noutra ocasião ele avalizou um empréstimo  tomado por um amigo ao  Dr. Macário de Brito. Era uma quantia em dinheiro. O devedor não pagou. Avisado do aval fez questão de pagar em dinheiro vivo. Saiu coletando moeda e dinheiro velho com tudo que era mendigo e feirante do Crato. 

Mandou entregar aquele saco de dinheiro velho e moeda. O Dr. Macário, lógico se recusou a receber dizendo que não tinha tempo para estar contando dinheiro velho e moeda. O Brigadeiro, então, depositou o dinheiro em cartório.

021 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais


As sorveterias e bares do Crato empregavam garçonetes, em lugar de garçons. Quando terminavam as últimas sessões dos cinemas Cassino e Moderno (às 21h30m), elas eram liberadas, pois o movimento caia abruptamente. 

Às vezes ficava apenas uma de plantão até mais tarde. Nessa hora começava o papo na Praça Siqueira Campos e a “caça” às garçonetes, por parte dos “boêmios”. Algumas delas faziam questão de passar, de propósito, pela Praça, para “insultar” os “velhinhos”. 


Uma garçonete do Bar Gloria.

O Brigadeiro tinha uma estratégia diferente e, quando começava a caça, dizia para todos ouvirem: Não vão brigar não! Podem escolher à vontade! Podem ir na frente! A mais feia podem deixar pra mim. Mulher é tudo a mesma coisa! É tudo igual. Em mulher eu só acho feio o joelho.


Defesa cria tríplex eleitoral e Lula segue indefeso - Por Josias de Souza


A defesa de Lula decidiu brincar com a inteligência dos magistrados do Superior Tribunal de Justiça como quem brinca de roleta russa, na certeza de que a consistência dos argumentos que os advogados manipulam está completamente descarregada. Na penúltima tentativa de anular a condenação que levou a divindade petista para o xilindró, os doutores criaram, por assim dizer, o tríplex eleitoral.

Embora Lula tenha sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, a defesa protocolou no STJ pedido de anulação da sentença com base no argumento de que o processo deveria ter sido julgado não pela Justiça Federal, mas pela Eleitoral. Alega-se que o Supremo acaba de decidir que cabe à Justiça Eleitoral julgar crimes comuns nos casos em que há conexão com delitos eleitorais.

A defesa realça que o processo foi estruturado contra um pano de fundo eleitoral, pois a Lava Jato atribuiu a Lula o comando de um esquema de arrecadação de verbas destinadas ao PT e a partidos aliados. Dinheiro supostamente usado para custear campanhas eleitorais.

Assim, mesmo que o tríplex e as reformas que a OAS realizou nele sejam tipificadas como corrupção e lavagem de dinheiro, o caixa dois empurraria o processo para a Justiça Eleitoral. Antes, Lula se dizia perseguido e prometia provar sua inocência. Agora, avaliza uma chicana que ofende a inteligência dos magistrados do STJ.

O pedido de Lula foi feito no contexto de um recurso que já tramita no STJ. Nele, tenta-se reverter uma decisão do ministro Felix Fischer. Ele indeferiu sozinho, em novembro de 2018, recurso que, na opinião da defesa, deveria ter sido julgado pelos cinco ministros que integram a Quinta Turma do STJ.

Há uma expectativa de que Fischer submeta o caso à apreciação do colegiado antes do dia 10 de abril, quando o Supremo julgará ações contra a jurisprudência que permitiu a prisão de condenados em segunda instância. Uma eventual confirmação da condenação de Lula no STJ, tribunal de terceira instância, poderia manter Lula em cana mesmo que a Suprema Corte alterasse a regra sobre prisões.

Ao atravessar no STJ a petição em que sugere a anulação do jogo e o reinício da partida na Justiça Eleitoral, onde visceja a impunidade, a defesa de Lula potencializa uma incômoda sensação —a sensação de que Lula continua perambulando pelos escaninhos do Judiciário como um personagem indefeso. Não é difícil intuir qual será a próxima criação dos doutores. Vem aí o Sítio eleitoral de Atibaia.

020 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais


Tudo começou com uma reunião de amigos na Praça Siqueira Campos. Como o ideário de todos convergia para o consenso da ideia da criação do colégio, foram a casa do Vice-Governador do Ceará a época Dr. Wilson Gonçalves, a rua Bárbara de Alencar em Crato e entregaram a proposta. 

Dr. Wilson prometeu e cumpriu a promessa. Foi fundado em 04 de abril de 1960 com o nome de Ginásio Estadual do Crato, fundamentado na lei nº  6.611 de 04 de fevereiro de 1962.
             
O Colégio Estadual Wilson Gonçalves deve sua fundação ao benemérito cratense Dr. Wilson Gonçalves, daí o seu nome. O Dr. Luiz de Borba Maranhão foi o primeiro diretor que atuou desde a fundação até 1973, portanto 13 anos na direção do Colégio Estadual do Crato.

Professores na fase inicial:
Dr. Luiz de Borba Maranhão, Manuel Batista Vieira, José do Vale Feitosa, Alderico de Paula Damasceno, José Hermínio Rebouças, Astres Aires Alencar, Agnelo Damasceno, Adalgisa Gomes de Almeida, Tereza Pinheiro Teles, Stela Pinheiro Couto, José Edmílson Félix, Tereza Cristina Gesteira, Ivone Pequeno, João de Borba Maranhão, Marília Feitosa Ferro, Gutemberg Sobreira de Menezes, e, tantos outros que não lembro no momento.


Foto de 1971, reminiscentes da turma iniciada em 1969.  Capitaneada pelo nobre  diretor e professor Manuel Batista Vieira, Vieirinha.

Dedicado aos ex-colegas Luiz Antônio Andrade Feitosa, Cesário Saraiva Cruz, Antônio Primo Emídio, José Flávio Pinheiro Vieira, Aluísio Mendes de Oliveira, Anario de Sá Cavalcante, os irmãos Paraíba "Dê e Demi" e toda turma de 1969/1971.

Quando vejo ou escuto um professor reclamando das traquinagens, peraltices e estripulias dos alunos de hoje, não tenho nenhuma surpresa ou admiração. O nobre e preclaro professor está longe  de ter conhecido a turma de 1969 a 1971 do Colégio Estadual Wilson Gonçalves, em Crato.

Ali sim, não se sabia quem era mais levado da brega. Para não melindrar filhos e netos, não vou falar da maioria. Porém, não posso deixar de lembrar do Anário, este colega que nunca se afastou dos amigos do cariri, e, sempre provocou encontros, de modo que aquele ambiente de fraternidade do colégio não tivesse fim. Em nossa ultima reunião, ele chegou no local do encontro com uma hora de atraso. Chegou com seu jeitão manso, alegre, já com a esposa do quinto casamento e se abancou.

Com um riso nos lábios, gesto característico, contou-nos uma ocorrência dos tempos do colégio acontecida com a nossa professora de biologia. Estou vendendo a historia pelo mesmo  preço que ele me passou, não acrescentei nem subtrair nada.

Todos conhecem o trajeto entre Colégio Diocesano e o Estadual. Chegava-se a Praça da Sé e seguia-se pela Rua Cel Antônio Luiz até a Faculdade de Filosofia, da faculdade o colégio ficava há um passo. Toda aquela área era mata virgem.
Porém, Anário conhecia um atalho, uma vereda pelo antigo "Campo do Esporte" que encurtava, em muito,  a distancia. Informou para a professora de biologia que caiu na besteira de acreditar e segui-lo.

Saíram os dois, Anário à frente seguido pela professora. Determinado lugar tinha "uma feze enorme", atravessando o caminho, o Anário a denominou, em sua narrativa, de "cagaião".
O Anario pensou: aviso a professora, não aviso! Aviso, não aviso! Na duvida, lembrou-se, que a professora lhe dera um três na última prova.

Decidiu, então,  por não avisar, seguiu em frente. Quando olhou pra traz a professora estava atolada na matéria. Resultado tiveram que voltar em casa, mudar as vestes, os calçados e fazer o roteiro conhecido.

Nesse dia, graças as astúcias do Anário, não houve aula de biologia para nossa turma.


O que enfurece Maia - Por José Newmanne Pinto.


Furor do presidente da Câmara é causado pela prisão do padrasto da mulher e pela possibilidade de vir a ser alcançado pelo pacote anticrime de Moro, nada a ver com articulação da reforma da Previdência.

Enquanto duelava com Bolsonaro no noticiário, Maia almoçou com Doria em São Paulo. 

A irritação de Rodrigo Maia, que o levou a bater boca com o presidente Jair Bolsonaro no noticiário, não tem nada que ver com desacerto da reforma da Previdência, mas, sim, com a prisão do padrasto de sua mulher, Moreira Franco, e principalmente com o fato de ele ser o Botafogo da lista de propinas das delações premiadas da Odebrecht. 

Isso também vale para Davi Alcolumbre, como ele guindado à presidência do Senado pelo correligionário Onyx Lorenzoni, do DEM e chefe da Casa Civil de Bolsonaro. 

Portanto, se o presidente não sabia, depois de 26 anos de exercício de mandatos na Câmara dos Deputados, com quem estava lidando, deveria questionar a respeito seu auxiliar, que trabalha a seu lado.

019 - O Crato de Antigamente - Por Ronald Brito.


Belchior Araújo, foi um iguatuense de família tradicional e abastada, que desviou-se da orientação familiar e quando em idade adulta passou a dar trabalho ás autoridades  de segurança.

Pelos conceitos policiais ele não era tão valente como se dizia, mas quando bebia criava confusões e não respondia pelos seus atos. Conta-se que quando estava melado e chegava num samba, saia tomando adereços de homens e mulheres, embora, as vezes, no dia seguinte mandasse entregá-los aos donos. 

Segundo os do seu tempo, uma vez ele chegou num forró na localidade de Mata Fresca e saiu tomando óculos, cordões, relógios da matutada presente, até que chegando num jovem moreno, a conversa foi diferente: 

Pare aí doutor, este relógio eu comprei com o meu dinheiro e não vou lhe entregar. E ele olhando bem dentro dos olhos do matuto falou: Até que enfim encontrei um homem disposto.

A partir daquela noite o rapaz ficou conhecido como Raimundo Mata Fresca e passou a ser o lugar temente do arruaceiro.

Belchior, continuou assombrando os sambas e as viagens de trem que subia para Fortaleza  ou desciam para o Cariri. No dia em que resolveu ir de carro para o Crato, o veiculo deu prego nas proximidades de Barbalha. Nisso, passa um cidadão barbalhense de Jeep e como este não concordou em ceder seu transporte para Belchior terminar sua viagem, levou um grande tapa na cara.

Recompondo-se o cidadão foi até a cidade e acionou a policia que saiu na direção da estrada para prender o agressor. Quando chegaram ao local não mais o encontraram, então saíram em perseguição. Quando chegaram no São José, avistaram novamente o veiculo parado em uma elevação próxima, mas não fizeram abordagem porque foram recebidos a bala. A patrulha respondeu a agressão com tiros de fuzil e Belchior foi atingido por um deles. Depois que identificaram o morto, o Cariri viveu dias de agitação.

Conforme tradição do sertão, no lugar onde morre um cristão uma cruz deve ser colocada, e ali erigiram uma. A moçada evoluída  do Crato, descobriu que aquele outeiro era muito tranquilo e as luzes da cidade não ofuscavam o céu estrelado, então passaram a usá-lo para encontros amorosos noturnos. 

Não demorou muito para que os empresários observadores construíssem vários motéis na circunvizinhança o que acabou definitivamente com o ponto turístico cratense, que por alguns anos foi chamado de " A Cruz de Belchior ".

Prefeitura de Teresópolis (RJ) cria a Medalha Imperatriz Teresa Cristina


A primeira cerimônia de premiação se deu no último dia 14, data do 197º aniversário natalício de Sua Majestade, Teresa Cristina, terceira Imperatriz do Brasil

Teresa Cristina Maria, terceira Imperatriz do Brasil, 
à época do seu casamento com Dom Pedro II 


A Prefeitura Municipal de Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro (ver brasão da cidade ao lado), recentemente instituiu a Medalha Imperatriz Teresa Cristina, honraria entregue pelo Executivo Municipal a indivíduos que prestarem serviços relevantes à cidade de Teresópolis,. A comenda homenageia a terceira Imperatriz do Brasil, que deu nome à cidade de Teresópolis.
   
 Nascida Princesa Real do Reino das Duas Sicílias, na Península Itálica, a Imperatriz Dona Teresa Cristina, desde seu casamento com o Imperador Dom Pedro II, celebrado em 1843, dedicou-se inteiramente a servir e amar o Brasil. Sua bondade e generosidade lhe renderam, no consenso unânime de todos os corações brasileiros, o cognome de “Mãe dos Brasileiros”. Sua Majestade faleceu a 28 de dezembro de 1889, exilada na cidade do Porto, em Portugal, logo após o golpe que instaurou a República no Brasil, lamentando-se por nunca mais poder ver sua Pátria adotiva.

 Vista parcial da cidade de Teresópolis (RJ)

441 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Chagas de Rosendo, morava numa pequena rua que ficava entre a Praça de Santo Antônio e o sítio Vazante.
Trabalhava com o seu pai no serviço de roças e como os outros agricultores, usava chapéus de palhas. Quem conversava com Chagas, escutava sempre aquela ladainha:
Eu tem fé im Deus, qui ainda vou pissuir um chapéu de maça daqueles de Seu Edivá, qui é prumode eu ir pras festa qui nem Vicente Custodo.
Seu Totô era padrinho de Chagas, sabendo das suas  pretensões, comprou um chapéu e lhe deu de presente.
No dia seguinte Chagas chegou da roça, tomou banho, trocou de roupa, pós o chapéu na cabeça e falou para Seu Rosendo:
Pai. Eu vou nagurá meu chapéu novo.
E tu vai pradonde?
Eu vou pras corrida de cavalo lá no prado. Pai quer ir tombém?
Quero não. E era bom você tombém num ir. Naquele prado só dá caba rim puxando fogo e brigando.
Apois eu vou. Abença!
Chagas chegou no prado alizando o chapéu e não notou que atrás dele estava Zé Cachimbim, embriagado.
Zé tirou o chapéu da cabeça de Chagas e arremessou para o ar, que saiu girando feito um disco.
O chapéu desceu girando e foi cair justamente na cabeça de Raimundim de Zezim de Eugênio, que também estava embriagado.
Com a surpresa da chegada do chapéu Raimundim disse:
Hem! Hem! Fazia tempo qui eu tinha vontade de pissuir um chapéu desses. E esse caiu do céu.
Quando Raimundim acabou de falar Chagas encostou dizendo:
Êpa num venha por aí não! Esse chapéu é meu. Foi padim Totô qui deu a eu.
Raimundim puxou uma peixeira, apontou para Chagas e perguntou:
É de quem?
É meu.
Raimundim encostou a ponta da faca na barriga de Chagas e perguntou novamente:
De quem?
Meu e seu.
Onton-se eu vou partir.
Passou a faca no meio do chapéu, dividiu em duas partes e falou:
TAQUÍ O MEU E TAÍ O SEU.

MV


segunda-feira, 25 de março de 2019

Senado pode trocar CPI da Lava Toga por impeachment de Gilmar Mendes - Por o Antagonista.



Alguns senadores que apoiam a CPI da Lava Toga falam em trocá-la pela abertura de um pedido de impeachment de Gilmar Mendes.

Segundo o Valor, eles veem a medida como uma forma de “compensação”.

“Um dos principais articuladores da criação da comissão diz que o impeachment de Gilmar ‘acalmaria os ânimos’ na Casa. 

O impedimento do magistrado seria menos estridente que uma CPI sobre os tribunais superiores como um todo, diminuindo a crise institucional instalada no Congresso.”

O outro caminho cogitado pelos senadores, prossegue a reportagem, é transformar a CPI da Lava Toga numa espécie de CPI de Gilmar Mendes.

018 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais

Padre Lauro Pita, conhecido sacerdote pelo "beco e pelo pé de sapoti", em Crato, tinha um dinheirinho e gostava de emprestar a juros. 

Certa feita o bispo começou a receber queixas que os juros cobrados  pelo pároco estavam extorquintes - 9% ao mês.

O bispo mandou chamar o sacerdote para uma conversa : 

Padre, os seus juros estão muito elevados, 9% é usura e Deus não vê isto com bons olhos.

Padre Lauro explicou : Senhor bispo,  Deus olhando lá de cima, no lugar do 9 ver um 6.  


CPI DA LAVA TOGA TERÁ REQUERIMENTO LIDO NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA - Por o Antagonista.



O requerimento de criação da chamada CPI da Lava Toga será lido no plenário do Senado na próxima terça-feira.
Essa foi a promessa feita por Davi Alcolumbre a Alessandro Vieira, autor do pedido, em conversa que durou quase duas horas na noite da última sexta-feira.
Como O Antagonista antecipou aqui e aqui, para que a CPI não seja enterrada pela segunda vez, o mais provável é que sobrem três ou quatro dos 13 pontos sugeridos para investigação.
Ou seja, a proposta tende a ser bastante esvaziada, mas, com 29 assinaturas — duas a mais do que as necessárias, não haverá novo arquivamento.
Após a leitura em plenário e a definição dos fatos determinados, o próximo passo será a indicação dos membros que vão compor a comissão por parte dos líderes partidários.
Para que os trabalhos avancem, Alcolumbre e Alessandro apostam na “moderação” da maior parte dos senadores que apoiam a CPI.

MEU MUNDO CAIU - Por Wilton Bezerra, comentarista esportivo.


Pois é, como nunca se imaginou, a operação lava-jato continua lavando a alma de muita gente que deseja esse país passado a limpo.
Os fantasmas da corrupção estão deixando insones os que meteram, sem dó, a mão no alheio.
Reflito sobre a condição emocional dos graúdos que estão vendo o sol nascer quadrado e me lembro de “Meu mundo caiu”, hino à dor de cotovelo, sucesso de Maysa, lá pelos anos 1950.
Segundo o poeta Manuel Bandeira, os olhos de Maysa “eram dois oceanos não pacíficos”.
Mas isso, é outro assunto.
Entanto, acho que uma música para retratar o mundo dos encarcerados como Lula, Sérgio Cabral, Pezão, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Palocci, Moreira Franco, Michel Temer ET caterva, teria um titulo mais apropriado: “Minha casa caiu”.
O intérprete poderia ser qualquer nome da música brega.
Pelo menos, no que se refere a dois partidos – PT e MDB – a casa desabou, com um tremendo estrondo.
Dessas duas casas, sempre se desconfiou que os alicerces nunca mereceram confiança.
Agora, se conclui que os problemas maiores estavam nas paredes construídas com material perecível – a propina.
Queda feia. Já caíram tarde


domingo, 24 de março de 2019

017 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


O Antônio Morais, muito amigo do meu tio Luís Gonzaga Martins, contou mais alguns “causos” do Chico Soares, que me apresso a incluí-los no “Só no Crato.” 


Fotos do interior da Sorveteria Glória, colhidas na ocasião em que oficiais da Aeronáutica foram ao Crato para inspecionar o local do aeroporto Nossa Senhora de Fátima, sendo recepcionados por autoridades cratenses e integrantes do Rotary Clube. Na primeira foto o Cel Filemon  Teles presidente da  Assembleia Legislativa do Ceará.

Quando o meu tio foi morar no Rio de Janeiro, repassou a Sorveteria Glória para o Sr. Miguel Siebra de Brito. Em certa ocasião estava ele na sorveteria, fazendo companhia ao Chico Soares, que tomava uma cerveja. Então, tocou o telefone e ele foi ao escritório atender, e pediu para o Chico prestar atenção ao local.

Nesse momento, entram duas estudantes do Colégio Santa Teresa e perguntam : tem picolé?  O Chico, de imediato, disse que sim.

Elas, lógico, indagam de que é que tinha. Ele vai até o freezer, levanta a tampa e observa uma variedade de picolés, em diversas cores. Sem ter a menor ideia dos sabores, vira-se para as mocinhas e diz: 

De grude!

440 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Dizem, e é verdade que a união faz a força, que o segredo é a alma do negócio. Enquanto  estavam unidos,  esses pilantras e picaretas da politica atuavam  na mais perfeita tranquilidade. O Pajé nomeava o operador, que passava os recursos para o doleiro que transferia aos partidos e políticos, assim eram bem sucedidos nas suas atividades desonestas e malandras.

Caíram na besteira de se desentender. A coisa deu pra trás. O desmantelo tomou de conta por causa da desunião e das futricas. Entrou  água no negócio.

Esse fato me fez lembrar umas mulheres do sitio Charneca, em Várzea-Alegre, que até então faltava pouco para serem beatificadas, não havia quem soubesse nada sobre elas que desabonasse a conduta de honradez e fidelidade moral.

Um dia, lavavam roupa no açude do velho Januário e começou uma arenga entre duas delas. A teima foi tomando corpo e determinada hora uma disse para a outra : Você pensa que eu não seu que você traiu seu marido com Janjão?  A outra,  você também botou chifre no seu esposo com Generino! Ele me falou!

Uma terceira aconselhou : acabem com isso, esses segredos não devem ser revelados. É muito feio. Não fica bem pra vocês!

Outra retrucou : Fique no seu lugar, não se meta onde não foi chamada, que você botou chifre no seu marido foi  com os dois.

Tanto num como no outro caso  a briga botou a caçada no mato.


016 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.



Quando Filemon Fernandes Teles era prefeito do Crato,  uma família  do sitio Cipó dos Tomás  tinha uma verdadeira aversão ao prefeito, uma  raiva doentia e sem motivação  aparente. O coronel não tinha conhecimento.  Mas  todos sabiam inclusive o motorista.

Um dia chegou  aos ouvidos  do prefeito a verdade  e, ele  chamou o motorista e ordenou : abasteça o carro que amanha eu vou fazer uma visita a uma família no Cipó dos Tomás.  O motorista contou o que sabia a respeito.  Mesmo assim   Filemon  foi a casa do  eleitor desafeto.  Quando o carro parou todos adentraram a casa, ficou só o dono da casa na porta  fechada a parte de baixo.

O Cel Filemon disse - eu vi aqui porque soube que  você tem  uns filhos  bons,  honestos e trabalhadores e eu estou precisando de duas pessoas assim para trabalharem comigo na prefeitura.

Já se ouviu  o flabelar das asas da galinha que a mulher abatia para o almoço. E, o dono da casa exigiu : O senhor  não pode ir embora sem antes comer uma galinha que  a mulher acaba de  matar para o almoço.

Solidéu - Dr. Mozart Cardoso de Alencar.



Ruy Maranhão do Rego Barros, um medalhão da Escola de Medicina do Recife, educado ali, em Colégio de Padres Jesuítas, muito rigoroso, foi companheiro do poeta e hospede na mesma pensão familiar, em Salvador, ao lado de outros colegas, nos três primeiros anos do curso médico.

Transcorria o aniversário do Francisco Chaves Brasileiro, o mais velho da turma, que estava sendo homenageado pelos companheiros.

Era um almoço lauto e festivo. Quando os cérebros estavam impregnados pelo vinho, o Ruy, extemporaneamente, começou a dissertar sobre a cerimônia do solidéu, aquele barrete chato e roxo que o bispo usa sobre a tonsura. E dizia : O bispo ao levantar-se pela manhã, após persignar-se coloca o solidéu sobre a tonsura. Daí em diante, durante todo dia, ao sentar-se a mesa para as refeições e após servir-se delas, ao persignar-se novamente, ele tira o solidéu.

Mais de uma hora o Ruy falou minuciosamente sobre esse ritual do solidéu. Calou-se, Fez-se profundo silêncio. Ninguém deu uma palavra. O poeta, súbito, levanta-se, limpa a boca com um lenço, empertiga-se, como se fosse saudar o aniversariante, olha para todos, volta-se para o Ruy e lhe pergunta :

Ruy, você que está ao par
Dessas coisas lá do céu,
Quando o bispo vai cagar
Também tira o solidéu?

Foi uma polvorosa. O Ruy danou-se, foi esse o último encontro da turma.

015 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


José Jucá Landim - "In Memória".

Havia muito tempo não encontrava o amigo e poeta José Landim. Desta feita o encontro foi na gloriosa Praça Siqueira Campos - Crato.

Depois do abraço perguntei: Como vai o amigo?
Ele me respondeu solícito :

Devagar vou prosseguindo,
As mulheres de mim rindo,
E cobertas de razão,
Nem o Satanás aguenta,
Velho depois de setenta,
Sem dinheiro e sem tesão.

Os 3 desejos de Alexandre, O GRANDE - Postagem de Antonio Morais.


Por isso que ele era chamado de 'O GRANDE'. Os 3 últimos desejos de ALEXANDRE, O GRANDE:

1 - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época.
2 - Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistado como prata , ouro, e pedras preciosas .
3 - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões desses pedidos e ele explicou:

1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles não têm poder de cura perante a morte.
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem.
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Pense nisso....

O DIA DE SÃO JOSÉ E A CRENÇA POPULAR - Por Antônio Gonçalo de Sousa.


Lembro que eu era ainda muito pequeno e, em um dia de São José, o verão ressecava tudo e a esperança era a última naquela tarde tristonha. Minha mãe, vendo o tempo nublado prás bandas do Cariri, começou a cantar: 

"Meu divino São José,
Aqui estou em vossos pés
Dai-me chuva com bonança
Meu Senhor de Nazaré".....

O tempo mudou, veio um nevoeiro forte com trovões e uma chuva redentora naquela noitinha. O certo é que fui dormir acreditando que o temporal tinha sido obra do canto melancólico da minha mãe.

Crenças à parte, a verdade é que o sertanejo tem uma grande fé que, chovendo no dia de São José, o inverno é próspero na região. E isso tem se consolidado pelas mudanças climáticas que sempre ocorrem por volta do período que antecede ou suplanta o dia 19 de março.

A ciência, no entanto, vincula o fenômeno da ocorrência de chuvas ao chamado "equinócio", ou seja, a fase em que coincide com a passagem do sol pela zona do equador da terra.
Tudo obra de Deus...

"Entendi que você é um juiz de merda" - Saulo Ramos.


Saulo Ramos ministro no governo José Sarney, padrinho e responsável pela indicação  do Celso de Mello para ministro do STF.

É uma história conhecida sobre Celso de Mello, mas vale a pena relembrar. Está relatada no livro "Código da Vida", de Saulo Ramos.

Quando José Sarney decidiu candidatar-se a senador pelo Amapá, o caso foi parar no STF, porque os adversários resolveram impugnar a candidatura. Celso de Mello votou pela impugnação, mas depois telefonou ao seu padrinho, Saulo Ramos, para explicar-se.


Celso de Mello, o laureado decano, do meu conhecimento melou  pelo menos três vezes :  Com o seu padrinho na história abaixo, nos recursos infringentes para salvar José Dirceu  do Mensalão e agora para salvar o Renan Calheiros. Leia com atenção a história que se segue, veja o que falou o padrinho para o afilhado.

Eis o o trecho do livro:

— Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do presidente.

— Claro! O que deu em você?

— É que a Folha de S.Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de S.Paulo. Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do presidente.

— Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S.Paulo noticiou que você votaria a favor?

— Sim.

— E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?

— Exatamente. O senhor entendeu?

— Entendi. Entendi que você é um juiz de merda.

014 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.

Um dos maiores poetas  que conheci no Crato foi  José Jucá Landim, o nosso saudoso Zé Landim.

José Landim fazia o improviso sempre critico, bem humorado, bom e prazeroso de se lê.

João Aires de Aquino, conhecido por Dom João, era um comerciante querido do Crato nas décadas de 70 e 80 do século passado.

Tinha um Bar muito frequentado, era Dom João um ardoroso torcedor do Vasco da Gama.

Fez economia e comprou um carro. Na primeira viagem a Juazeiro do Norte, quando retornava fez uma manobra brusca e bateu de frente com um ônibus.

O carro acabou não serviu pra nada e Dom João foi parar no hospital morre num morre.

Cinco dias depois, já recuperado das escoriações e recebendo visitas, Zé Landim passou pra mais de duas horas levando um lero com o amigo.

Ao se despedir, deixou num guardanapo de papel, na mesa da quartinha da água de beber, a presente estrofe, que foi motivo de intriga:

Meu amigo João Aires de Aquino
Um solteirão bem traquino
Que fala de todo mundo
Num acidente de veiculo
Quebrou o par de testículo
E as quatro pregas do fundo.

CARIRIENSIDADE -- por Armando Lopes Rafael


No tempo em que se ensinava a História do Cariri

   Embora hoje não conste mais da grade curricular do ensino superior, houve um tempo em que era ministrado – na extinta Faculdade de Filosofia do Crato – a disciplina “História do Cariri”. Em 1964, o professor e historiador J.de Figueiredo Filho publicou o 1º volume (de uma série de quatro livros que viria a escrever) sobre a “História do Cariri’. A obra era destinada às aulas, por ele ministradas, na Faculdade de Filosofia do Crato, cujos cursos seriam posteriormente encampados para a formação da atual Universidade Regional do Cariri (URCA). J. de Figueiredo Filho esclareceu no primeiro volume da sua obra “História do Cariri” que sua intenção ao escrever este livro: “destina-se aos meus alunos e também servirá como orientação ao ensino da história regional, nos estabelecimentos secundários, nos grupos escolares e escolas isoladas”

Quem foi J. de Figueiredo Filho

  José Alves de Figueiredo Filho (foto ao lado), farmacêutico por formação, foi também professor, escritor, historiador, memorialista, tendo nascido em Crato em 1904. Foi um dos principais intelectuais da região do Cariri cearense. Um dos fundadores do Instituto Cultural do Cariri, em 1953, uma instituição difusora da história e da cultura da região sul-cearense. 

    Com a criação da Faculdade de Filosofia de Crato, em 1960, J. de Figueiredo Filho assumiu o cargo de professor do Departamento de Geografia e História daquela escola de ensino superior, na qual ministrou as disciplinas de História do Cariri e do Ceará. Foi, ainda, membro da Academia Cearense de Letras e sócio da ANPUH (Associação Nacional de Professores Universitários de História).

A obra cultural de J. de Figueiredo Filho

   
     Em 1958 o Ministério da Agricultura do Brasil publicou o livro “Engenhos de Rapadura do Cariri”, de J.de Figueiredo Filho, um clássico na temática da produção da rapadura.Ele deixou 16 livros publicados.

     O mais conhecido é o autobiográfico: “Meu mundo é uma farmácia”. Sua vasta obra é polivalente. Estreou na literatura, em 1937, como romancista, com a obra “Renovação”, publicado pela Editora Odeon, do Rio de Janeiro, à época capital do Brasil. Na década 40 do século passado, Figueiredo Filho já escrevia – para os jornais de Fortaleza e Recife – sobre as reservas paleontológicas do Cariri.

     Ele foi a alma da fundação do Instituto Cultural do Cariri–ICC. Figueiredo Filho foi o editor, por longos anos, da revista “Itaytera”, órgão oficial do ICC. Escreveu dois livros sobre as manifestações da tradição popular no Cariri e um sobre Patativa do Assaré. Faleceu em 1973.

J. de Figueiredo Filho e o resgate da Caririensidade


    O prof. Hildebrando Maciel Alves acaba de concluir seu Mestrado – na área de História – na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Título da monografia dele: “A face historiadora de J. de Figueiredo Filho e a construção do Cariri cearense”. Hildebrando aprofundou a análise de construção do passado do Cariri, a partir dos escritos de J. de Figueiredo Filho. Este – juntamente com um grupo de notáveis carirenses – foi responsável pelo movimento da defesa intransigente da região sul do Ceará, num trabalho de valorização do torrão natal e divulgação da caririensidade.

     Essa plêiade de bons intelectuais promoveu diversas ações – nas décadas de 40 a 70 do século passado – restaurando a memória do nosso passado regional. Para tanto, escreveram livros e artigos; promoveram solenidades; reconstruíram calendários cívicos; recuperaram o panteão dos heróis caririenses; fundaram entidades culturais e o Museu Histórico de Crato, o qual, infelizmente – nos últimos anos –, vem sendo malcuidado, dada a falta de uma boa gestão por parte do Poder Público Municipal, a quem – em má hora –, o museu foi entregue. (Para ler a íntegra da monografia de Hildebrando clique: (http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/173614).

Sobre a data de nascimento do Padre Cícero 
       Este 24 de março de 2019 assinala os 175 anos de nascimento do Padre Cícero Romão Batista, na então Vila Real do Crato. Está exposto na Capela Batismal da Catedral de Crato um quadro com a Certidão de Batismo do Padre Cícero. Reproduz a fotocópia da folha 61 do Livro de Batizados de 1843 a 1845 – onde consta literalmente:

     “Cícero, filho legítimo de Joaquim Romão Batista Meraíba, e de sua mulher Joaquina Ferreira Castão. Nasceu em 23 de março de 1844 e foi batizado pelo pároco solenemente com santos óleos nesta cidade do Crato em 8 de abril do mesmo ano. Foram seus padrinhos seu avô paterno Romão José Batista e Antônia Maria de Jesus, do que para constar mandei fazer este assento em que me assino. Manuel Joaquim Aires do Nascimento”.

      Há no registro um engano. Como se sabe, o nascimento do Padre Cícero foi sempre comemorado a 24 de março. Quando de sua estada em Roma, em carta datada de 24 de março de 1898, endereçada a sua mãe, o próprio Padre Cícero escreveu: “Hoje, que faço 54 anos e véspera da anunciação da Mãe de Deus…”

Um Historiador explorou essa troca de datas
Dois bispos: Dom Edimilson Neves (de Tianguá) e Dom Gilberto Pastana (de Crato) examinam a pia de batismo, da Catedral de Crato,  na qual, provavelmente, o Pe. Cícero foi batizado

     Otacílio Anselmo, no livro “Padre Cícero Mito e Realidade” enxergou nessa troca um sinal da “vaidade doentia” do famoso sacerdote. Segundo Otacílio, feito com o intuito de vincular seu aniversário natalício ao dia 25 de março, quando a Igreja Católica festeja a Anunciação à Virgem Maria. Ora se o Pe. Cícero tivesse tido essa intenção, teria logo mudado para o dia 25, data da efeméride. Já o médico-historiador cratense Irineu Pinheiro, autor de “Efemérides do Cariri” fez constar neste livro: “Sempre sua família, seus amigos e ele próprio festejaram seu aniversário natalício no dia 24 de março…”.

     Controvérsias à parte, o registro no livro de batismo dando a data de 23, ao invés de 24 de março, pode ter sido apenas um lapso normal, bastante corriqueiro nas anotações nos Livros de Batismo de antigamente, fruto, quem sabe, de pequeno engano na anotação do vigário Manuel Joaquim Aires do Nascimento, quando da transcrição.  Sabe-se que, naqueles tempos, os registros da Igreja eram anotados manualmente. Usava-se, para tanto, canetas de bico de pena, que eram mergulhadas no tinteiro. As palavras escritas eram enxugadas com um mata-borrão. Antes de efetuarem os registros dos batizados já realizados, os padres faziam rápidas anotações em folhas de papel almaço, as quais, depois, eram transcritas no Livro de Batizados.  
       O Vigário de Crato talvez tenha se equivocado anotando “23” ao invés de 24 de março no tocante a data de nascimento de Cícero Romão Batista.

Outra controvérsia: em que casa nasceu o Padre Cícero? 

Palácio Episcopal Bom Pastor, em Crato, provável local do nascimento do Padre Cícero

    Outra divergência, entre os historiadores regionais, diz respeito a residência onde teria nascido, na cidade do Crato, o Padre Cícero Romão Batista. A primeira versão - defendida por Irineu Pinheiro - diz que o famoso sacerdote veio ao mundo numa casa, do lado do sol, existente na atual Rua Miguel Limaverde. A casa pertencia ao coronel Pedro Pinheiro Bezerra de Menezes, e posteriormente fora desmembrada em duas residências. Ambas demolidas, quando do alargamento daquela rua, no início da década 1980, na fúria insana de destruir o que restava do patrimônio arquitetônico do Crato, para dar lugar à passagem de veículos automotores.

     A outra versão defende que o Padre Cícero nasceu numa casinha, no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal, na atual Rua Dom Quintino, à época denominada de Rua das Flores. Irineu Pinheiro defendia o imóvel da Rua Miguel Limaverde, como o local do nascimento do Padre Cícero, baseado em depoimento de uma escrava da família do sacerdote, conhecida como “Teresa do Padre”, mulher humilde e bastante estimada na cidade de Juazeiro do Norte, onde gozava a fama de uma pessoa virtuosa e de credibilidade.

      Entretanto, o Padre Antônio Gomes de Araújo, contestou a versão de Irineu Pinheiro escrevendo: “Teresa do Padre, já começava a mergulhar no crepúsculo da própria memória, cuja desintegração começara”. Ou seja, a boa velhinha caminhando para os cem anos de idade, já não dominava mais a própria memória, deficiência física a que estamos sujeitos todos nós, os seres humanos, quando a velhice nos domina".

       A versão de que o Padre Cícero nasceu numa casinha simples, onde hoje é o Palácio do Bispo, tem diversos defensores. Segundo depoimento prestado, ao Padre Antônio Gomes de Araújo,  pelo cônego Climério Correia de Macedo (incluído no livro A Cidade de Frei Carlos) afirmou o cônego: “Minha tia paterna, Missias Correia de Macedo, cortou o cordão umbilical do Padre Cícero numa casa que foi substituída pelo palácio de Dom Francisco" (referia-se ao atual Palácio Episcopal construído por Dom Francisco de Assis Pires, segundo bispo da diocese do Crato). 

      E continua Padre Gomes no seu livro citado: “É corrente que, no chão em que se ergue aquele palácio, havia de fato uma casa, que foi cenário, por exemplo, da recepção do Padre Cícero quando este chegou do Seminário de Fortaleza, ordenado sacerdote, bem como das festas que envolveram a celebração de sua primeira missa. É certo que dita casa pertenceu ao major João Bispo Xavier Sobreira (...) com sua morte a dita casa passou à viúva, dona Jovita Maria da Conceição. Seus herdeiros venderam a casa a esta diocese”.

      Assim, tudo está a indicar que o Padre Cícero veio ao mundo na casinha simples, entre fruteiras, localizada no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal. Deixamos nossa sugestão para que o Governo do Ceará e a Prefeitura do Crato providenciem a colocação de uma placa, assinalando o local onde nasceu um dos mais conhecidos sacerdotes católicos do Brasil, o ilustre filho do Crato, Padre Cícero Romão Batista. É uma forma de preservar a memória histórica de Crato, tão ultrajada e descaracterizada por administradores insensíveis e de poucos conhecimentos culturais...

013 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


O Posto Regente fundado por Mário Oliveira e depois transformado em Posto Crato, em sociedade com o Audisio Brizeno, resiste até nossos dias, instalado na gloriosa Praça Siqueira Campos – Crato. O Audisio era compositor e tinha uma bronca com o Rei do Baião Luiz Gonzaga porque o entregou uma musica pronta para ser gravada, e, a letra foi modificada para agradar um fazendeiro rico de São Paulo além do Luiz aparecer como co-autor. Estes fatos tornaram o Audisio mais raivoso do que a falta do recebimento de qualquer direito autoral. A musica dizia assim:

Meia noite o pinto pinica o galo
O galo pinica o pinto
O pinto quiri quiqui.

Meia noite, é o berrado do bode
É o roncado do porco
Que ninguém pode dormir.

Deixando de fora a bronca do Audisio, que foi um grande amigo meu, peço permissão para contar uma historinha dos tempos do Crato antigo. A vida social da cidade era bem mais movimentada. Toda sexta-feira havia baile na AABB e aos sábados no Crato Tênis Clube, alem da grande vesperal de Domingo.

Na época eram poucos os automóveis, poucas famílias dispunham desse privilegio e era costume utilizar-se dos serviços do taxista. O Audisio tinha um timbre de voz bastante assemelhado a voz feminina e era costume receber trotes de pessoas imitando sua voz nos dias em que estava de plantão no posto, o que lhe deixava muito aborrecido.

Um belo dia, terminada a festa da AABB, já por volta das três horas da manha, uma senhora apanhou o telefone do Bar com o Aristides e ligou para o Posto Crato e o Audisio atendeu. Veja o dialogo que ocorreu entre os dois:

Audisio: alô! 

A mulher respondeu: quem está falando? Com voz idêntica ao Audisio.

O Audisio fulo da vida disse furioso: porque você não vai imitar a puta que pariu? Desligando o telefone na cara da mulher que ficou tonta com tamanha agressividade.

MAIA EXAGERA NO ‘MAGOEI’ PARA GANHAR MAIS PODER - Por Claudio Humberto.


Político esperto e experiente, o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, exagera ao reclamar das “hostilidades” de aliados de Jair Bolsonaro nas redes sociais. 

Seu objetivo é ganhar certa blindagem entre bolsonaristas mais afoitos, e ainda mais poder junto ao Planalto. 

O deputado será atendido: o presidente sabe que a reforma da Previdência não suportaria nem mesmo o corpo mole de Rodrigo Maia.

Rodrigo Maia soube que era iminente a prisão do ex-ministro Moreira Franco, padrasto da sua mulher, e resolveu alfinetar a Lava Jato.

A alfinetada atingiu Sérgio Moro, homem da Lava Jato no governo. Moro caiu na armadilha e Rodrigo Maia adorou fazer pose de “magoei”.

012 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais


Foto - Brigadeiro José Macedo e Antônio Melito Sampaio.

Antônio Melito Sampaio e seus irmãos, Brigadeiro José Sampaio Macedo e Dr.Otacílio Macedo são responsáveis pelas melhores estórias do Crato. Todos muito inteligentes, dotados de um humor irônico, sarcástico.

O Melito contava suas piadas ou fazia suas presepadas extremamente sério. Não ria de forma nenhuma. Só interiormente! Costumava fazer ponto na Praça Siqueira Campos pela manhã. Era produtor, dono de engenho. 

O Brigadeiro era reformado da Aeronáutica, tendo sido o primeiro comandante da Base Aérea de Fortaleza. Participou da Revolução de 32, como legalista, combatendo as forças paulistas com ataques aéreos. Em 1934 comandou uma tropa de 54 homens que tentou prender o famoso Lampião.

Chegou a travar tiroteio, sendo atingido no tornozelo, deixando-o com uma sequela. Lembro-me, bem menino, tê-lo visto fazendo rasantes no Crato, dando “loops” e “parafusos”. Voava quase na vertical, parava o motor e o avião vinha caindo em parafuso. Era a chamada “folha seca”. Tudo isso em teco-teco! Aliás, o primeiro pouso de avião no Crato foi na década de trinta, pilotado pelo Brigadeiro.

O avião ainda estava taxiando, quando populares correram para junto do avião. Um deles, parente do Brigadeiro, foi degolado pelo avião. Outra façanha do Brigadeiro foi estabelecer as bases para a implantação do Correio Aéreo Nacional, juntamente com o Marechal Casimiro Montenegro Filho. Enquanto o, então, tenente Montenegro vinha estabelecendo as bases do sul para o Ceará, o Brigadeiro fazia o percurso contrário. Também era produtor, no Crato, dono de engenho.

O Dr. Otacílio era médico, excelente orador e jogador profissional de baralho. Mas a sua grande vocação mesmo era o jornalismo. Patrono da cadeira nº 13 do Instituto Cultural do Cariri. 

Ficou famosa a entrevista que ele conseguiu com o Lampião, quando esteve em Juazeiro do Norte. Foi a melhor entrevista concedida pelo famoso cangaceiro.

Os irmãos Macedo tinham mesmo uma tendência a envolver-se com o Lampião... O interessante é que não se falavam entre si, mas não deixavam de participar das conversas, na praça. Com um detalhe: para se dirigirem um ao outro, precisavam de um “intérprete”. Caso o Brigadeiro quisesse dizer alguma coisa para o Melito, falava para o “intérprete”. Este repetia tudo, mesmo estando a uma distância de menos de meio metro um do outro. Em seguida o Melito respondia, e o “intérprete” repassava para o Brigadeiro... 

A demanda do brasileiro - Por Antônio Morais.

Jair Bolsonaro recebeu na eleição presidencial do ano passado  57 milhões, 797 mil e 847 votos dos brasileiros.  

Essa demanda da sociedade espera e deseja um combate firme contra a corrupção. 

Jair Bolsonaro não tem culpa de ter politico roubando há 40 anos., e, não puder dar continuidade  aos seus crimes.

Também não é culpado do presidente da Câmara Federal ter familiar supostamente envolvido em delinquências e preso. 

Quem  defende  o ex-presidente Temer deve não ter visto e ouvido  os vídeos das conversas dele com o Joesley Batista,.

Deve não ter visto também a carreira do assessor Rocha Loures na rua com a mala de 500 mil reais, compromisso que seria repetido semanalmente por 20 anos, conforme  os delatores.

Por fim, quem defende Temer deve está enrolado igual ou mais do que a ele.

O único trunfo que resta ao presidente Bolsonaro é defender e fortalecer a Lava Jato. 

Se perder terá definitivamente fracassado.

sábado, 23 de março de 2019

Prisão do ex-presidente Temer é demonstração de força da Lava-Jato - O Globo.


Operação acontece num momento de relações tensas entre o MP e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal.

Se a prisão do ex-presidente Michel Temer não chega a ser uma surpresa, devido aos inquéritos que tramitam sobre ele, e também à vulnerabilidade que passou a ter ao sair da Presidência e perder o foro privilegiado do Supremo, o fato coloca o Brasil mais uma vez em destaque no combate à corrupção, porque agora há dois ex-chefes do Executivo Federal detidos. Lula e Temer. Isso não acontece sempre em um país no estado democrático de direito.

Temer foi preso pelo braço do Rio de Janeiro da Lava-Jato, por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, também responsável pela detenção do ex-governador Sérgio Cabral, seu grupo da Alerj e empresários, por falcatruas regionais. 

Assim como acontece com Cabral e Lula, Michel Temer não é alvo isolado: mandados foram expedidos para São Paulo, Rio, Porto Alegre e Brasília. Um deles, para o ex-ministro Moreira Franco, que assumiu cargos no primeiro escalão do governo anterior.

Um dos postos, o de ministro das Minas e Energia. Nele, de acordo com denúncias formuladas a partir da delação premiada do operador Lúcio Funaro e outros, Moreira participou de negociações para o recebimento de propinas obtidas com a empreiteira Engevix, responsável por obras na Usina Nuclear de Angra 3. Outro a colaborar com o MP é o próprio dono da empreiteira, José Antunes Sobrinho.

Nos depoimentos prestados, além de Funaro, surgem mais personagens já conhecidos, como João Baptista Lima, “coronel Lima”, amigo histórico do ex-presidente, com muitas evidências de que ajudava Temer a recolher as tais “contribuições não contabilizadas” desde muito tempo. O coronel (ex-PM) também aparece em investigações da participação de Temer, já vice-presidente da República, em acertos heterodoxos com empresas do Porto de Santos. Há promotor que considera a empresa do coronel, a Argeplan, na verdade do próprio ex-vice-presidente.

A demonstração de vigor da Lava-Jato vem no momento em que o Ministério Público, e em particular procuradores de Curitiba, sede da operação, acabam de ser derrotados no Supremo, na votação sobre o envio de denúncias de crimes de caixa 2 apenas para a Justiça Eleitoral. 

Tese que acabou vitoriosa por apenas um voto, apesar da argumentação sobre a falta de estrutura e de condições técnicas de esta Justiça investigar casos sérios de corrupção ocorridos não apenas em torno de eleições e campanhas. Do tipo destes que envolvem Temer e o ex-ministro.

A exibição de força da Lava-Jato parece um alerta aos que desejam conter a devassa por que passam políticos e empresários próximos do poder.

011 - O Crato de Antigamente. - Postagem do Antonio Morais


Épico baseado no romance homônimo de Boris Pasternak, Dr. Jivago virou fenômeno. As plateias se emocionaram com a história de um médico e poeta que inicialmente apoia a revolução Russa, mas, aos poucos, se desilude com o socialismo e se divide entre dois amores: a esposa Tânia (Geraldine Chaplin) e a bela plebeia Lara (Julie Christie). O Tema de Lara (Lara's Theme), composto por Maurice Jarre, virou um clássico do gênero.

A visão poética de Lean oferece imagens inesquecíveis. São marcantes cenas como a da estrela vermelha brilhando sobre a entrada do túnel no qual entram e saem trabalhadores, outra em que uma criança surge através da vidraça gelada na qual os galhos batem, o ataque da cavalaria contra os bolcheviques ou a maneira que os flocos de neve se transformam em flores, e uma flor se transmuta no rosto de Lara.

O romance de Pasternak foi aclamado quando de sua publicação, em 1958, como um ousado desafio à censura russa. A política, porém, é apenas pano de fundo como ela E o Vento Levou... a ideologia jamais passa para primeiro plano. Na verdade, a história começa na Rússia czarista, passa pela devastação da Primeira Guerra Mundial, o caos da Revolução Bolchevique, a Guerra Civil Russa, os expurgos e crises dos anos 20 e 30.

Dr. Jivago conta uma história diferente da que nos mostram os livros: cheia de sentimentos pessoais de indivíduos comuns que amam e sofrem em qualquer época, turbulenta ou tranquila. E nos lembram que o Estado qualquer Estado é formado por pessoas assim.

A narrativa é feita em flashback a partir do general do exército vermelho Yevgraf (Alec Guinness, da série Guerra nas Estrelas e Passagem Para a Índia) que interroga uma jovem (Rita Tushingham) na esperança de resolver um mistério de família: o que teria acontecido com sua sobrinha depois da morte do seu meio irmão, doutor Jivago?

Jivago (Ornar Sharif, de A Noite dos Generais, que foi indicado ao Oscar O de Melhor Ator Coadjuvante por Lawrence da Arábia) é um humanista e um intelectual, um homem das artes e da medicina como Tchekhov. Ele se divide entre duas mulheres: Tonya (Geraldine Chaplin, de Ana e os Lobos e A Época da Inocência), com quem ele casa, e Lara (Julie Christie, de Coração de Fogo e Shampoo), a quem ele ama. Jivago conhecera Lara no leito de morte de sua mãe, onde ela foi seduzida pelo desonesto e devasso amante da mãe, Victor Komarovsky (Rod Steiger, indicado ao Oscaro de Melhor Ator Coadjuvante por Sindicato de Ladrões, de Melhor Ator por O Homem do Prego e vencedor da estatueta de Melhor Ator por No Calor da Noite).

Mais tarde, ao vê-la entrar numa festa de casamento, Jivago percebe-se fuzilando Komarovsky, e começa a compreender seus sentimentos e o que ele vai carregar através de seu casamento. Mais tarde, Lara se casa com o jovem idealista Pasha Antipov (Tom Courtenay).

As vicissitudes da história unem e separam Lara e Jivago diversas vezes. O labirinto de encontros e desencontros vai sendo reconstruído pouco a pouco e mostram a História como uma força moldada pelo homem que, por sua vez, é capaz de moldar a vida de cada indivíduo.



010 - O crato de Antigamente - Por Antônio Morais


Crato, 18 de março de 1961 - imagem do momento em que o reitor da Universidade Estadual do Ceará, Antônio Martins Filho, tendo ao seu lado o vice-governador Wilson Gonçalves, assinava o ato de instalação oficial da Faculdade de Ciências Econômicas do Crato.

Foi nomeado como diretor o Dr. José Sampaio de Lacerda.

009 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Juarez Batista de Sousa começou sua trajetória de comerciante com uma bodega no Sitio Mocotó em Várzea-Alegre.

Em seguida  se transferiu para o Crato onde  fundou a empresa - Comercio de Estivas e Cereais Ltda, e foi um dos maiores comerciantes do ramo de estivas e cereais da região, com filiais em Fortaleza, Juazeiro do Norte, Barbalha, Araripina, Petrolina e Recife.

Foi na sua época o maior distribuidor de farinha de trigo, açúcar e óleo  da região.

Certa feita fez uma promessa que em alcançando a graça  iria do Crato até o Horto do Padre Cicero  com o seu melhor amigo a pé com os sapatos cheios de caroços de feijão.

Foi difícil encontrar o amigo, mas um chapeado conhecido por Carrapicho se prontificou a acompanhá-lo. Dizia : amigo é pra essas coisas.

Saíram pela rua Duque de Caxias e quando iam na igreja de São Francisco "Carrapicho" pediu arrego : Seu Juarez eu não aguento mais, os meus pés estão papocando. Retirou  os sapatos e os caroços de feijão caíram  no asfalto. Juarez observando  a cena perguntou : E tu botou foi feijão cru.

DEPUTADOS CRITICAM RELAÇÃO POLÍTICA COM O PLANALTO - Por Claudio Humberto.


Veteranos e novatos têm em comum, na Câmara, a insatisfação com a turma que cuida do relacionamento do Planalto com os parlamentares. 

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, nunca foi exatamente um “mister simpatia”, mas ao menos se esforça na articulação política. 

As queixas se concentram nos ex-deputados derrotados em 2018 que Onyx levou para ajudá-lo na tarefa. Eles viraram alvo de deboche.

Os articuladores de Onyx “só servem cafezinho e mais nada”, diz um líder partidário. Sem poderes até para mudar uma cadeira de lugar.

008 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.

Cego Aderaldo - Um Cratense Notável !

Aderaldo Ferreira de Araújo – Cego Aderaldo.

Nasceu em Crato, em 24 de Junho de 1878 e faleceu em Fortaleza em 29 de Junho de 1967.

Filho de Joaquim Rufino de Araújo e Maria Olímpia de Araújo. 

Foi um poeta que se destacou por seu raciocínio rápido improvisando rimas, em Quixadá, pouco depois de perder a visão em um acidente. 

Quando sua mãe faleceu, Cego Aderaldo decidiu viajar pelo sertão nordestino fazendo rimas. 

Sua desenvoltura no desafio o consagrou definitivamente. 

Aconselhado por amigos a se casar por ser só e precisar de companhia metrificou:


Já pensei em me casar,
É bem verdade não nego,
Mais com minha experiência,
Batata quente não pego
Quem enxerga leve chifres
Quanto mais eu que sou cego.

Morreu em Fortaleza aos 89 anos sem nunca ter se casado e deixou 24 filhos adotivos.

sexta-feira, 22 de março de 2019

007 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Noventa e sua carrocinha. 

Memória do Crato. Pelo imponente prédio do BIC - Banco Industrial e Comercial do Ceará no cruzamento das ruas Bárbara de Alencar/Senador Pompeu vemos Noventa e sua carrocinha carregada de mercadorias.

Por falar em "Noventa" todo cratense com mais de  50 anos  conheceu ou ouviu falar. Chapeado trabalhador, honesto e de uma dose singular de humor em tudo que fazia.
Certa feita eu estava na porta do BIC e ele passava conduzindo o sua carrocinha  carregada de mercadoria. Um gaiato gritou da calçada do Banco do Brasil : Noventa! Você é um corno. Ele  soltou o carrinho e perguntou para ao caboclo : Da primeira, segunda ou terceira Mulher?

O Sujeito - Das três.
Noventa apanhou o carrinho e seguiu  caminho sem antes  esquecer  de lamentar - ou azar lascado.

Outra vez, o Noventa estava  com sua carroça em frente a firma B.Bezerra e Cia quando chegou a filha com a marmita do almoço e pediu 5 cruzeiros.  
Noventa respondeu de coração partido : tenho não minha filha, hoje o movimento foi muito ruim,  não apareceu nenhum servicinho.  

O Cel Humberto, filho de Balduindo Bezerra, proprietário do comercio a época,  tirou do bolso os cinco cruzeiros e entregou a mocinha. Noventa aconselhou-a : devolva o dinheiro dele minha filha, não aceite, você recebe depois ele vai querer lhe comer.

Te cuida São Raimundo - Por Antônio Morais.



Se a igreja Católica Apostólica Romana não sabe, é bom procurar saber porque em cada esquina tem outra igreja com um mascate vendendo sua mercadoria. 

A humanidade  precisa de Deus como a terra precisa da água. 

Li ontem, 20 de Março de 2019, um texto atribuído a um petista de Várzea-Alegre onde ele compara e mistura no mesmo caçoar : "Marielle, Jesus Cristo, Chico Mendes e o próprio Lula".

Como não apareceu nenhum membro da 'Igreja católica" para defender e retirar Jesus Cristo desse balaio de gato conclui-se que tudo pode em nome de Deus. 

Lamentavelmente, alguns bispos e a maioria dos padres esquecem de cuidar das feridas de Cristo  para  tratar as hemorroidas do Lula e seus seguidores. 

São Raimundo que se cuide.