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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Frase do dia - Ministra Eliana Calmon.


Não tenho medo dos maus juízes, mas do silêncio dos bons juízes. Luto pela magistratura séria, e que não pode ser confundida, nem misturada com meia dúzia de vagabundos infiltrados na magistratura.

Eliana Calmon. - Corregedora nacional do CNJ

ATENDIMENTO FRACO - Por Mundim do Vale.

Certo dia eu fui a Coelce para pedir uma ligação de energia, para uma casa de sítio. Na Coelce a atendente me recebeu muito bem, mas exigiu que fosse feito um desenho da localidade para fazer constar no processo. Se Fosse meu cunhado Joemilton Martins ou meu amigo Ildefonso Vieira, era a maior moleza, porque são dois bons desenhista da nossa Vérzea Alegre.
Se a ligação fosse para Fortaleza, também era moleza, bastava pegar uma lista telefônica tirar a página das ruas e circular o endereço. Mas para mim era difícil aquela tarefa.
Eu questionei com a atendente dizendo que não sabia desenhar , mas ela disse que era apenas um desenho grosseiro, para constar na solicitação.
Saí a procura de uma papelaria para comprar o papel, mas não achei nenhuma nas proximidades. Em seguida eu encontrei uma copiadora de xerox e fui falar com o proprietário:
- O Senhor pode me vender 05 folhas de papel?
- Não!
- Porque?
- Porque o meu papel é para os clientes.
- E eu não sou um cliente?
- De xerox, Não.
Eu pensei um pouco e perguntei:
- Quanto é uma xerox?
- É dez centavos.
Peguei uma moeda de cinquenta centavos e pedi:
- Pois eu quero cinco xerox.
- Cadê o original?
- Não precisa. Me traga o papel branco, que o Senhor vai economizar, o tonner, a energia e o trabalho.
Depois que a ficha caiu, o cidadão olhou meio desconfiado e falou com a boca fechada, assim como Cláudio Souza fala quando está respondendo pelo o boneco Joãozinho:
- Porque eu não pensei nisso antes?

Dedicado ao contador: Vicente Almeida.

Zé Luando - O Homem que virou mulher - Por Marcos Mairton

Assim, foi grande a surpresa
Quando chegou a noticia
Zé Luando vai casar
Com a filha de Dona Eunicia
E não pode ser boato
Pois quem me contou o fato
Foi um cabo de policia.

Segundo o cabo, ele esteve
Na Igreja Transversal
Conversou com o pastor
Explicou o principal
E perguntou: terá cura
Para uma criatura
Que nasce homosexual?

O pastor disse, na hora!
O milagre é dos pequenos
Basta só você ter fé
E os resultados são plenos
Mas, pra mostrar devoção
Faça uma doação
De cem reais, pelo menos.

Zé Luando acreditou
E fechou logo o negocio
Entregou os cem reais
Ao chefe do sacerdócio
Que lhe disse: tenha fé
Pois Jesus agora é
Além de amigo seu sócio.

A partir daquele dia
Luando ficou mudado
Só vivia na igreja
Rezando, ajoelhado
Um dia o pastor falou
A maldição acabou
O irmão está curado.

Você agora é homem
Para o que der e vier
Vai casar e ser feliz
Ter os filhos que quiser
Espere que amanha
Apresento-lhe a irmã
Que vai ser sua mulher.

Zé Luando emocionado
Quase não acreditava
No milagre que o pastor
Ali lhe comunicava
Por ele no mesmo dia
A noiva conheceria
E com ela se casava.

É aí que entra a historia
A Maria Salomé
A filha de Dona Eunicia
Com seu João Buscapé
Uma mocinha faceira
Que trabalhava de obreira
Na mesma igreja de Zè.

Era ela a dita noiva
Que o pastor lhe arranjou
E depois disse que ela
Por Jose se apaixonou
Entre Luando e Maria
bem dizer no mesmo dia
O noivado começou.

A noticia do noivado
Foi uma grande surpresa
Lá no Bar da Dona Ciça
Era assunto em toda mesa
Porque mesmo namorando
Ninguém via em Zé Luando
Qualquer sinal de macheza.

Ficava até esquisito
O casal, quando passava
Saía gente na porta
Todo mundo olhava, olhava
Luando até parecia
Mais mulher do que Maria
E ela nem se incomodava.

E assim foi o namoro
E o tempo do noivado
O dia do casamento
Também foi logo marcado
Quando esse dia chegou
O Povo se ajuntou
Pra ver Luando casado.

Até a próxima postagem.

ESTUDANTES - POR A. MORAIS

Em 1970, a turma de Várzea-Alegre que estudava em Crato foi passar a Semana Santa em Várzea-Alegre. Eramos muitos, lembro-me de alguns, Pedro Morais, Expedito Morais, Cirle Máximo, José Batista Rolim, José Raimundo de Menezes, Luiz Cláudio Araripe e o Saudoso José Bastos Bitu.

No Domingo de Pascoa retornamos ao Crato. Na volta pegamos o ônibus de Totô, o único meio de transporte existente a época. O ônibus lotado, alem de gente conduzia galinha, peru, capote, bode e outras especies de animais. Uma chuvinha fina e impertinente obrigou  os passageiros a fecharem  os vidros do carro. José Galego, nosso saudoso amigo, filho de Raimundo Bitu e Cotinha tinha exagerado na comilança. De tudo comeu muito: milho assado, cajarana, batata doce, pão de arroz, farofa com cebola roxa e mais outros azedumes. Mal chegamos no Bar do Herculano uma bufa começou a se circular. Quando o ônibus parava passava pra parte da frente, quando se movimentava passava pra parte de trás. Não havia quem  pudesse identificar o autor por conta da movimentação, não parava, ia e voltava.

Em Farias Brito, Totô parou o ônibus no Bar do Geraldo Marinho. Todos desceram, uns para tomar café, outros para comer bolo e, a grande maioria para respirar um arzinho puro.

Quando Totô deu partida, uma mulher de aproximadamente 50 anos se levantou da cadeira e disse: Será que o cagão ficou?

O Ônibus  andou menos de 100 metros e, Zé Galego mandou outra. A mesma senhora se levantou da poltrona, uma mão tapando o nariz e a outra abrindo  os vidros do carro e gritou a todo pulmão: Minha gente, o cagão continua! 

José Bitu bem tranquilo em sua cadeira nem batia a passarinha.

DEUS TE ABENÇÕE HOJE E SEMPRE - Por Terezinha Cruz.

As vezes o propósito de Deus não é do jeito que a gente espera. As vezes, Ele nos permite até chorar e ter que enfrentar a guerra. A gente só precisa entender, Deus prova aqueles que são escolhidos. Não pense que ele não te ama, mas é que Ele tem propósito contigo!

Deus pode permitir o choro, mas depois consola. Pode permitir a dor, mas depois Ele cura,  Pode permitir a prova mas a recompensa chega ao final. Deus pode permitir a queda, mas depois levanta Pode permitir a luta, mas depois Deus sempre chega com vitória.

A tua vida tá no controle de Deus, tua casa tá no controle de Deus, Suas promessas Deus tem guardado na palma da mão. O teu futuro tá no controle de Deus Tua história está no controle de Deus, te aquieta!

O Senhor está a contemplar a tua causa. Seja lá qual for a situação que você enfrenta, tão somente creia!

Pois o Senhor se coloca de pé para pelejar por ti!

Deus te abençoe hoje e sempre.

Creia no agir de Deus em sua vida.

Emviado Por Rogeanny Santana.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

QUADRÃO EM DEZ - SÁVIO x MUNDIM.

M - Para que serve uma rima?
S - Pra fazer a poesia.
M - Pra que serve a cantoria?
S - Pra vê quem fica por cima.
M - Pra que serve uma neblina?
S - Para molhar a ração.
M - Pra que serviu algodão?
S - Pra melhorar o nordeste,
M - Vestir o cabra da peste.
S - LÁ SE VAI DEZ EM QUADRÃO.

M - Pra que serve a medicina?
S - Para curar o doente.
M - Pra que serve o pai da gente?
S - Para aplicar disciplina.
M - Pra que serve a cocaína?
S - Para acabar união.
M - Para que serve a prisão?
S - Para o ladrão escapar,
M - Depois tornar a furtar.
S – LÁ SE VAI DEZ EM QUADRÃO.

M - Pra que serve a internet?
S - Pra nosso trabalho expor.
M - Pra que serve o professor?
S - Pra querer dar nota sete.
M - Pra que serve a omelete?
S - Pra misturar com feijão.
M - Pra que serve multidão?
S - Pra empurrar carro atolado,
M - Ou bajular deputado.
S – LÁ SE VAI DEZ EM QUADRÃO.


M - Pra que serve sindicato?
S - Pra fazer greve na rua.
M - Pra que serve falcatrua?
S - Para eleger candidato.
M - Pra que serve estelionato?
S - Pra furtar o cidadão.
M - Pra que serve o pistolão?
S - Pra empregar gente na frente,
M - No lugar do competente.
S – LÁ SE VAI DEZ EM QUADRÃO.

M - Pra que serve um galinheiro?
S - Pra alimentar raposa.
M - Pra que serve Cláudio Souza
S - Para ser um bonequeiro.
M - Pra que serve seu dinheiro?
S - Para pagar a pensão.
M - Pra que serviu Damião?
S - Pra animar a criançada,
M - Fez uma falta danada.
S - LÁ SE VAI DEZ EM QUADRÃO.

M - Pra que serviu Seu Dudal?
S - Para passar escritura.
M - Pra que serve assinatura?
S - Pra registrar o aval.
M - Pra que serve o juremal?
S - Pra jogar a seleção.
M - Pra que serve o barracão?
S - Pra sanfoneiro tocar,
M - Cláudio Souza recitar.
S - LÁ SE VAI DEZ EM QUADRÃO.

Dedicamos aos poetas e poetisas do Blog do Sanharol.

Zé Luando - O Homem que virou mulher - Por Marcos Mairton

Era uma vez Zé Luando,
Que um dia nasceu menino.
Cresceu, casou, teve filho,
Mas, por obra do destino,
Não ficava a vontade,
Nem tinha felicidade,
No seu corpo masculino.

No sertão do Ceará
Dizem que ele nasceu
Numa pequena cidade
Estudou, brincou, cresceu
Todo mundo o conhecia
Mas ninguém esperaria
Ocorrer o que ocorreu.

Esse nome Ze Luando
Veio de um combinado
Do nome de sua mãe
Com o de seu pai ligado
Luana, a mãe se chamando
E o pai Jose Fernando
O nome assim foi formado.

Desde que era pequenino
Muita gente já notava
Que brinquedo de menino
A ele não agradava
Soltar pião, jogar bola
Brincar de luta na escola
Nada disso ele gostava

Mas logo se alegrava
Se chegava a sua mão
Um batom ou um espelho
Que achava pelo chão
Pois, com a boca pintada
Deixava a mãe intrigada
Com a sua animação.

O pai não tinha noção
Do que estava acontecendo
Ou estava trabalhando
Ou em algum bar, bebendo
O menino, delicado
E o pai, sempre ocupado
Nada ia percebendo.

Assim ele foi crescendo
Com seu jeito diferente
De menino em rapaz
Tornou-se rapidamente
Mas, arranjar namorada
Era coisa complicada
Que o deixava doente.

Se ia para uma festa
Bem que ele até tentava
Se aproximar das moças
Conversava, conversava
Mas só de imaginar
A sua boca beijar
Seu estomago embrulhava

Na verdade, nessas horas
Quando estava perto delas,
Olhava era pras roupas
Usadas então por elas
Ficava imaginando
Ele, um dia, desfilando
Usando uma daquelas.

Na cidade, aquela altura
Todo mundo comentava
Pois chamava a atenção
Zé Luando onde passava
Fosse na volta da missa
Ou no Bar de Dona Ciça
Assunto é que não faltava.

Até a próxima postagem.

Blog em Prosa - Geovane Costa

Da esquerda para direita: Vicente Brito, Pedro Brito de gravata, Munidinha de Sanharol, Escolástica, Madrinha Zefa, Expedito Bezerra de Brito, Bonifácio e Nonato de Joaquim André, Pedro e Zacarias de Chico André - Casa velha do Sanharol.


Blog em Prosa.

Bem que este causo podia ser considerado uma "Andrezada". A historia que lhes conto aconteceu com Pedro e Benedito André.

Na mesma procissão do Sanharol para a Formiga, aquela que Antônio Alves cantava "É Trabai Perdido", iam também Menina do Garrote e Mundinha do Sanharol. A procissão seguia levando São Caetano do Sanharol  ( a devoção ao santo no Sanharol é  herança de Mãe D'oar). Da Formiga traziam Santa Luzia. No local do encontro das duas procissões, havia uma reza. Menina do Garrote se aproximou de Mundinha do Sanharó e disse: Mundinha, eu quero ter uma conversa curta e grossa com você! Mundinha respondeu em cima da bucha: Menina, teu rabo!

Meu avô Benedito André era tropeiro e passava de 15 dias viajando pelo mundo afora com tropa de burros.
Pedro André, seu irmão, era quem ficava encarregado de cuidar das filhas do meu avô. Na volta destas viagens, tio Pedro André contava as novidades para o meu avô e neste caso da discussão, Tio Pedro fez o seguinte  comentário: Benedito, a coisa lá foi tão feia que falaram até naquele lugar por onde passa  a rabichola do jumento!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CBCC - Cesta básica da cultura e do conhecimento.

Recebi do amigo Elmano Pinheiro Rodrigues vários livros de cordéis de diversos autores publicados pela CBCC. Essas publicações são distribuídas para as Secretarias de Cultura dos estados que por sua vez distribuirão  para os municípios. Escolhi o Cordel do Marcos Mairton - A historia de Zé Luando, o homem que virou mulher para  postar em nosso Blog. São 90 estrofes que serão postadas de 10 em 10,  portanto em  09 postagens. Os adeptos  do cordel devem seguir as postagens.

O cordel flui pelas aguas
Do Ria da simplicidade
Sua nascente vem do campo
Ao abraço com a cidade
Galopando por caminhos
De lonjuras e espinhos
Clamando por liberdade

Antônio Carlos de Oliveira Barreto.

LÁ VEM O BICHO. PÊDO! Por Mundim do Vale.

No ano de 1.960, o Sr. Vicente Vieira adquiriu um Jeep e contratou o motorista Pedrinho de Hermínia, para ser o seu motorista e ensinar a sua filha Laís. Para tanto Pedrinho passou a morar no sítio Cristo Rei.
Um dia os dois fizeram uma viagem do Cristo Rei para o Iguatu. Logo na saída o Sr. Vicente deu uma cuspida que alagou todo o para-brisa. Pedrinho chamou a sua atenção dizendo:
- Não cuspa Seu Vicente, que assim o Senhor embaça o vidro.
- Eu cuspo que o Jeep é meu. Se eu quiser eu faço é cagar.
A primeira parada foi no distrito de mangabeira. O proprietário disse:
- Esbarre aí que eu quero tomar um conhaque nessa bodega.
- É bom mesmo que eu também tou querendo tomar uma Coca-Cola.
Pedrinho aproveitou e falou com o dono da bodega para derramar a metade das Coca-Cola e completar com cachaça. E assim foi sendo feito em Cedro, no Canto e em Alencar.
Na saída de Alencar o proprietário avistou um carro ainda distante mas que vinha na direção deles. Bateu com a mão no ombro do motorista e falou:
- Cuidado Pêdo. Que vem vindo um caminhão.
- Se preocupe não Seu Vicente. O trânsito é assim: Nós vamos na divangoê e ele vem na divangoá .
- Mas tenha cuidado. Porque ele pode confundir a vangoá com a vangoê.
Quando foram chegando na cidade de Iguatu, tinha uma passagem de nível e Pedrinho viu que dava para passar antes de um trem que vinha ainda distante. Mas quando o Sr. Vicente viu o trem assustou-se e gritou:
- Lá vem o bicho. Pêdo!
Pedrinho assustou-se com o patrão, deu uma arrancada reduzida, atravessou os trilhos e em seguida subiu um morro. O Jeep estancou e subiu um tufo de poeira, que cobriu os dois. Nesse momento o trem passava atrás deles com aqueles apitos estridentes. O Sr. Vicente limpando a poeira da cara falou:
- Tá vendo aí Pêdo! Parece que o bicho vinha era na vangoê.
- É mais foi o Senhor que me assustou. porque dava tempo.
- Mais também Pêdo. Tu fica tomando Caca-Cola e arrotando cachaça.

Uma tristeza infinda - Por Pedro Esmeraldo.

Domingo de carnaval: andávamos solitários pelas ruas da cidade e não observávamos o movimento carnavalesco. Ficamos aflitos diante desses dias sombrios e permanecíamos totalmente aterrados pela falta de animação de nossos habitantes. Anteriormente, os dias de carnaval do Crato foram contemplados devido a animações que deixavam o povo inebriado pela observação dos festejos que caiam numa esfera de alegria e de bons momentos elevados pela disposição de seu povo.

Nesse período os habitantes mais velhos desta cidade lembram dos acontecimentos que nos deixavam animados, pois esta cidade foi o berço da civilização caririense.

Por isso, o Crato sofre devido aos descasos de alguns de seus moradores que se deixam acabrunhar diante das fraqueza, entregando os ponto, fugindo da terra, indo passar o carnaval nos grandes centros, e agora no período mais recente, o povo do Crato esta prestigiando uma cidade muito menor, que é Várzea-Alegre, que não tinha o respaldo carnavalesco do Crato. Isto é uma aberração, desdoiro para os cratenses, pois acarreta esmorecimento que se deixa levar adiante das conversas destoantes e do pessimismo doentio.

Os cratenses vivem amargurados, pois não tem força para reagir e deixam a cidade abandonada desse período de festejos carnavalescos.

Em tempos passados, o povo cratense foi um divertido nato, utilizava brincadeiras jocosas e se divertia a valer, possuidor de uma mistura de seriedade, pois tinha o desejo ardente de brincar a fim de extravasar seu sentimento intimo,livrando-se do pensamento negativo, já que, vez por outra, continha a ânsia de desabafar-se das canseiras e das preocupações diárias.

Com o tempo, o carnaval cratense foi se arrefecendo, caindo no esquecimento desse povo, devido a falta de estimulo de alguns políticos do passado que dominavam o Crato, deixando cair os nossos costumes no esquecimento.

Troca de casais - Por A. Morais

Neste carnaval, estávamos no Bar do Buzuga tomando uma gelada e levando um lero. Conversa vai, conversa vem, um dos presentes  comentou sobre troca de casais. Dizia que era normal, hoje em dia,  esse tipo de fantasias por aí a fora.

Raimundo de José Inácio, prestava  uma atenção danada a conversa e, a certa altura perguntou: E, o que é troca de casais? O inter locutor tratou de  explicar direitinho dizendo: Os casais vão aos Motéis e, em lá chegando, trocam as mulheres, dormem um pedaço da  noite  com a mulher do outro, fazem bangalafomenga! Raimundo, na sua genialidade matuta e bem dosada de humor observou:  mas vocês já pensaram se eu fosse prum Motel com o Edson Celulari o tamanho da taboca que ele ia levar.

2.012 - Ano de Eleições - Por A. Morais

Em 1976, o candidato natural indicado pelas lideranças da ARENA local era Luiz Otacílio Correia.  Com a desistência do Otacílio, no mês de Agosto, em convenção o partido da Aliança Renovadora Nacional  indicou o nome de Dr. Pedro Sátiro para prefeito tendo como  vice o jovem Carlos Reni Correia Leandro. 

Pela oposição concorreu a prefeito o vereador José Carlos de Alencar tendo como vice Jocildo de Figueiredo Correia. A eleição transcorreu  tranquilamente  e Dr. Pedro se elegeu para o segundo mantado com uma maioria de 1.004 votos. 

Naquele pleito votaram 15 mil eleitores. Portanto Pedro Sátiro se elegia com o Carlos Reni de vice para um mandato de  de 06 anos, até Março de 1983.

Excitação e emoção.

A excitação consiste em modificações que se dão nas celulas de nossos órgãos sensoriais quando são estimulados. Os órgãos sensoriais, onde se dão as excitações, são chamados órgãos periféricos, como os olhos, os ouvidos, a mucosa nasal, a mucosa lingual e os órgãos do tato.

Para que a atuação dos excitantes venha a provocar em nós uma sensação, é necessário que nossos órgãos sensoriais sejam normais, isto é, suas celulas sofram modificações pela ação da estimulação, sejam excitadas. Mesmo que raios luminosos atinjam os olhos de um cego, não produzirão as modificações celulares necessárias para que se verifique a sensação visual - não haverá excitação. 

Emoção, encontramos que ela é derivada da palavra latina "Emovere" que significa ato de deslocar, perturbação e agitação. Ela é definida como afetos e reações desordenados que se manifestam em nós quando no nosso ambiente se opera alguma transformação radical e repentina á qual não nos podemos adaptar imediatamente: Medo, cólera, alegria e tristeza são emoções.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

ANDREZADAS IV - DE JOAQUIM ANDRÉ - Por Mundim do Vale.


Dedicado a toda a Andresada e ao cardume de piaus.

Numa certa noite do ano de 1948, estava havendo um jogo de sueca na nossa casa da Lagoa do Arroz, onde os participantes eram os amigos do meu pai do Sanharol e Roçado de Dentro.
Uma hora lá o primo Joaquim de Pedro André que não estava no jogo falou para minha mãe:
- Irací. Se eu arrumasse uma roupa de mulher eu ia vestir e sair aqui na Lagoa do Arroz e eu garanto que ninguém ia me conhecer.
- Pois se você quiser eu arranjo uma minha.
- Pois eu quero.
Minha mãe foi lá por dentro e trouxe sem os outros verem, um vestido estampado e um pano preto para a touca. Entregou ao Joaquim que saiu escondido para as bandas do Ronca, onde foi se trocar.
A primeira casa que ele visitou foi a da minha tia Amélia. Chegou deu boa noite e perguntou:
- Minha filha sabe dizer onde é a casa de Maria vieira. Eu sou lá do jatobá e passando por aqui queria fazer uma visita a Pedro mais Maria.
- A senhora não quer esperar Doca chegar, pra ir deixar a senhora?
- Precisa não, minha filha, eu tenho costume de andar só.
- Quer um café?
- Não senhora. Obrigado. Se tiver um prato de coalhada eu aceito.
Comeu a coalhada e depois Isaura de Silvestre foi até a calçada para dizer onde era a casa de Pedro Batista.
Chegou na casa de Pedro e só estavam Pedro, Maria e João Batista. O resto estava na sueca. Depois que mandaram que entrasse ela falou:
- Meu povo eu tou aqui procurando a casa de Irací. Eu sou prima de Preta e queria muito visitar Pedro mais Irací.
Maria Vieira disse:
Pois a senhora tá bem pertinho de lá, mas como tá muito escuro eu vou pedir a João pra fazer um facho e ir com a senhora.
- Carece não, eu já tou acostumada.
- Pois tome um café antes de ir.
- O café eu não posso tomar, mas se a senhora tiver coalhada eu aceito.
Serviram um prato de coalhada e depois Maria Vieira foi até o terreiro para mostrar a casa:
- Olhe a casa é aquela daqui dá pra ver a luz da lamparina. Quando chegar mais perto a senhora vai escutar a zoada dum bocado de sem futuro jogando sueca.
A velha chegou na nossa casa aproximou-se da minha mãe e perguntou:
Minha filha pode me ensinar onde é a casa de Zefa de Pedro André?
Mas a senhora sozinha uma hora dessa pode ser perigoso. Parece que tem aí um ou dois dos filhos de Madrinha Zefa que pode levar a senhora até lá.
Precisa não, deixes os meninos vadiarem, basta me dizer como é, que eu chego lá.
- A senhora que esperar um pouco? Eu tou preparando uma massa de milho para fazer chapéu de couro.
- Não senhora eu agradeço muito, mas eu tenho pressa de chegar na casa de Zefa.
- Então a senhora desce alí na ladeira de Amélia, quando chegar na baixa onde tem um pé de oiticica, pegue o corredor de João do Sapo, quando chegar numa curva, já avista a casa de Zefa.
A velha saiu com quem ia para o Sanharol, mas logo depois entrou no mato e foi até o Ronca para trocar de roupa.
Chegou na nossa casa já com a sua roupa e o Vestido enrolado no pano preto. Logo que ela entrou Raimundo batista perguntou:
- Joaquim tu vem de casa?
- Venho, porque?
- Tu não encontrou a velha não?
- Que velha?
- Uma velha que saiu daqui agora, para visitar Dona Zefa.
- Pois eu não encontrei não. Como era que a velha estava vestida?
- Era com um vestido fulorado e um pano preto na cabeça.
- Pois quando eu vinha na entrada do corredor de João do Sapo, eu achei essa roupa em cima duma pedra. Eu até ainda gritei perguntando se tinha alguém por alí, mas ninguém respondeu.
Raimundinho de Antônio do sapo jogou as cartas na mesa e falou:
- De duas uma, ou a velha morreu afogada ou tá perdida dentro daquela manga de João do Sapo. Vamos fazer uns fachos e formar um adjunto para procurar a velha viva ou morta.
Só ficou na casa meu pai, minha mãe, Josélia Vieira que era ainda menina e Joaquim André comendo chapéu de couro e morrendo de rir.
Naquela noite as roças de João do Sapo ficaram mais parecidas com o fogaréu de Goiana.

Este causo minha mãe havia me contado e quando foi em agosto de 2.000, eu visitava o primo Joaquim quando ele me contou com todas as riquezas de detalhes.

O CARPINTEIRO - Por Vicente Almeida

O CARPINTEIRO


Havia em um país distante, dois irmãos muito ricos e proprietários de uma grande fazenda, separada apenas por um rio e cada um morava de um lado. visitavam-se com frequencia e eram muito amigos.

Um dia o irmão mais novo por um motivo banal, que não vem ao caso encrencou com o mais velho e pediu que ele nunca mais atravessasse o rio para sua fazenda.

O irmão mais velho ficou magoado e até indignado. Mandou procurar um carpinteiro e lhe disse: Tenho um trabalho para você:

- Quero fazer uma cerca dividindo este rio, de forma que as duas propriedades fiquem separadas, e quem está do lado de lá não possa ver nem passar para o lado de cá, e também quem está do lado de cá não possa ver nem passar para o lado de lá. E disse mais: Tive um grande desgosto e Estarei viajando amanhã. Retornarei em um mês.

Quando retornar quero tudo pronto e lhe pagarei pelo serviço combinado.

Ah ia esquecendo. Vê aquela bela pilha de taboas? É da melhor qualidade, use-a para a cerca. E no dia seguinte viajou.

Coincidentemente o irmão mais novo também magoado viajou para passar um mês fora.

O carpinteiro chegou no dia seguinte e pediu a um dos serviçais da fazenda para ajudá-lo, e na montanha de taboas começou a separar as melhores.

O serviçal questionou dizendo:
 
-Vamos ter dois trabalhos. Não seria melhor levar a madeira como está e ir colocando à margem do rio?  
 
Disse o carpinteiro:
 
- Não é tão simples assim! Tenho planos especiais para a melhor madeira. Se vamos construir algo seguro e duradouro, temos que usar aquela de melhor qualidade.

Um mês depois chegou o proprietário, que chamou o carpinteiro e juntos foram olhar a cerca. Quão grande foi a sua surpresa ao chegar à margem do rio e não encontrar uma cerca, mas uma bela e bem arquitetada ponte unindo as duas propriedades. Ficou horrorizado e mais indignado ainda.

Ia virar-se para brigar com o carpinteiro, mas ao olhar para o outro lado da ponte, viu o seu irmão atravessá-la correndo, e de braços abertos vinha ao seu encontro. Teve uma grande surpresa, pois o irmão chegou e caiu aos seus pés de joelhos, lhe pedindo perdão pelo mal que lhe havia causado dizendo:

Irmão amado. Perdoa a minha insensatez. Fui ingrato com você, fui vil, nem mereço ser seu amigo, e mesmo assim você construiu uma ponte para unir mais ainda nossas famílias.

O outro surpreendido com as palavras do jovem irmão, ficou muito feliz, pois na verdade o amava demais, e havia ficado por demais magoado ao perdê-lo.

O carpinteiro, silencioso ao lado dos dois se deliciava com a cena, quando o outro perguntou: Quem foi o autor de tão magnífica construção? O mais velho respondeu:

- Este carpinteiro aqui, que a partir de agora está empregado enquanto eu viver. Aí o mais novo perguntou se ele poderia fazer alguns trabalhos também para ele.

Então o carpinteiro solícito e sorridente exclamou:

Não posso trabalhar para vocês permanentemente. TENHO AINDA MUITAS OUTRAS PONTES A CONSTRUIR!!!

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Quando criança ouvimos uma história com este conteúdo. Estamos reproduzindo, não como nos foi narrada, mas ao nosso modo de contador de histórias, com a intenção de lhe proporcionar bem estar ao ler.

Tenha um ótimo domingo

Escrito por Vicente Almeida
26/02/2012

Estrelas - Emmanuel.

Dedicado ao Vicente Almeida.

Enviado por Luis Lisboa.

Senhor,
Ante o céu estrelado,
que nos revela a tua grandeza,
Deixa que nossos corações
se unam à prece das coisas simples...
Conceda- nos, Pai,
A compaixão das árvores,
a felicidade da erva tenra.
A perseverança das águas
que procuram o repouso
nas profundezas,
a serenidade do campo,
a brandura do vento leve,
a harmonia do outeiro,
a música do vale,
a confiança do inseto humilde.
O espirito de serviço
da terra benfazeja,
para que não estejamos recebendo,
em vão tua dádiva, e para que
o teu amor resplandeça no
centro de nossas vidas,
agora e sempre.
Assim seja.

Do livro:Antologia da criança psicografia: Francisco Cândido Xavier

Rádio Chapada do Araripe disponibiliza programas já gravados para os ouvintes

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Agora os ouvintes da Rádio Chapada do Araripe Internet poderão ouvir dezenas de programas já realizados por nossa produção no site da estação. Os dois primeiros programas a serem disponibilizados são o "Música Inesquecível" e o "Influência do Jazz" que são apresentados também na Rádio Educadora do Cariri" e tem uma das maiores audiências. No site, ainda há um formulário a fim de que os ouvintes possam entrar em contato com a produção e solicitar a sua música predileta.

A Rádio Chapada do Araripe é a queridinha de todos. Também pudera, a ÚNICA estação de Rádio que toca músicas de qualidade e diversificada. Recentemente o Site da Rádio Chapada do Araripe passou por uma mudança considerável. O visual ficou bem mais bonito, um painel foi acrescentado, com fotos de vários artistas da Música Instrumental, do Jazz e da MPB, que tocam com mais frequência na estação, que está há 7 anos no ar, 24Hs por dia. A Rádio Chapada pode ser escutada no seu site e em mais de 50 outros sites parceiros. As transmissões são quase sempre ao vivo, à partir do estúdio, localizado em Crato.

Para os nossos muitos fãs, agradecemos todo o carinho, as mensagens e a radioescuta que temos recebido ao longo dos últimos 7 anos. Isso sim é que é fazer Rádio de Verdade!Ouça os dois primeiros programas:

Programa Influência do Jazz ( Número 1 ):



Programa Música Inesquecível ( Número 1 )




Visite om site da estação e ouça outros programas.

Dihelson Mendonça

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nos tempos do Recreio Social - Por A. Morais

O Recreio Social era o ponto de encontro da família varzealegrense no final da década de 60 do seculo passado. Inicialmente  ocupava uma casa ao lado da prefeitura, imóvel este pertencente ao Senhor Manuel Bezerra. Depois acupou  um espaço aberto atrás da prefeitura, área ao ar livre e de aprazível convívio nos finais de semana. 

Aquela época  a prefeitura não se metia  com festas sociais, sua função era outra - construía hospital e escolas. Cabia a sociedade promover  os eventos sociais. Antônio Rolim  de Morais era um empresario destemido e corajoso. Trouxe a  nossa terra  grandes artistas. A juventude daquela época é uma eterna devedora de sua fibra e coragem.

Os Brasas, uma banda do Rio Grande do Sul, estourou a época com a musica - A Distancia. Veio tocar uma festa. Foi anunciado durante toda semana pela amplificadora do Odeon na locução do Valdefrancy Correia. 

Eu, trazia comigo, contados 20 cruzeiros para entrada. Não resistir a Cerveja Gelada no Bar do Nego de Aninha. Quando dei por ela  estava fora da festa, o dinheirinho sumiu pela urina. Subi pru Sanharol, armei uma tipóia e cadê  dormir. 

Parecia que todos os microfones estavam dentro da rede comigo, o vento conduzia  direitinho, até as vozes do publico podia se ouvir. No outro dia, só se ouvia o zum zum zum: os rapazes e moças  radiantes com a tamanha alegria  da noite anterior.

Os Brasas - A Distância - 1968.


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Dedicado a João Bastos Bitu.

Já vem de outros carnavais -- por José Hildeberto Jamacaru de Aquino (*)

É certo que sem estar dopado de alguma forma não dá para aguentar. A bem da verdade nunca deu, mas hoje especialmente e raros os que não fazem. Antes era à custa de uma pinguinha bruta ou um rum com coca, ou até lança-perfume, que hoje parecem brinquedos inocentes. E disso os jovens atuais parecem ter ciência, não consciência. Daí apelarem para drogas cada vez mais pesadas quanto perigosas.

As cervejinhas - que os artistas, despudoradamente e a troco de um gordo patrocínio estimulam, basta que lhes paguem - já não trazem o efeito esperado. E aí, em que pese as autoridades tentarem impedir que se alastrem no meio da juventude, cada vez mais se consome entre os mais jovens, inclusive meninas que já não tímidas ou reservadas quanto antes - equiparam-se aos rapazes... e esses que se cuidem! Seria para aguentar o "Mamãe eu quero mamar" ou "Me dá um dinheiro aí" de milhões de anos atrás (acabou-se a criatividade)? Ou então suportar o estrelismo das estrelas baianas com seus axés repetitivos que arrastam a pipocada inconsequentemente e livremente solta? Tem até bandas de forró que se atrevem animar o carnaval. É... Tem gosto pra tudo! Se pararmos e, sem estimulantes na cabeça, repararmos bem, até as maiores atrações do carnaval e do mundo que são os desfiles das escolas de samba do Rio e São Paulo já estão recebendo críticas, severas, de pessoas do próprio meio.

Percebam que os carros continuam a quebrar nas avenidas, as baianas mal rodopiam, as coreografias das alas são repetitivas, sem inovações e apenas preenchendo espaços. Aos sambas falta-lhes poesia, inspiração, alma. Juntam-se um punhado de pseudosambistas e em quantidade (não qualidade) cada vez maior formam grupos que escolhem um tema e montam o "samba enredo" geralmente patrocinado. Uns já apelativos porquanto a política já se infiltrou e os carnavalescos direcionam os enredos à serviço desses que até então estão a dever, e muito, à Nação. Dessas mal sucedidas inspirações sai uma colcha de retalhos, sem melodia, sem sentimentos e apenas voltada para conveniências comerciais; samba mesmo não! Um bom enredo e que calharia bem seria "Apuração: Tumulto e vandalismo dos inconformados".
Enfim, escolas que seriam uma força representativa da cultura da comunidade e realce de suas tradições, hoje, comercializadas, o que ainda as salva nos desfiles são o requinte, criatividade e arte dos carros alegóricos e os estrangeiros que, deslumbrados porque nunca viram antes, agora são em número cada vez maior. E a "festa" continua... Mantém-se!

(*) José Hildeberto Jamacaru de Aquino, cratense. No momento residindo em Russas (CE). E-mail: hildebertoaquino@yahoo.com.br

NÃO SOU MAIS RAPAZ - Por Mundim do Vale.


Assis de Zé do Carmo, moço trabalhador era o que podia se chamar de pau pra toda obra. Vivia em Várzea Alegre fazendo todo tipo de trabalho. Capava porco, batia tijolos, Catava oiticica, esgotava cacimbão e ainda era o melhor condutor de caixão de defunto. Mas como ninguém é perfeito, Assis tinha uma falta, quando bebia falava fino e se requebrava.
Assis começou um namoro com Terta de Chico Félix e já falava em casamento. Quando a família de Terta soube foi contra, por conta disto ele roubou a moça e deixou na casa de Zé Raimundo da Vazante a quem ele chamava de padim Zé.
Terta ficou lá ajudando nas prendas da casa enquanto Assis foi
Trabalhar, para no prazo de três meses se casarem.
Não passou nem um mês um guarda da febre amarela carregou Terta pras bandas do Inhamuns. Não houve mais quem tivesse notícias dos dois.
Quando Assis soube da fuga da noiva, endoidou. Deixou o serviço da olaria e saiu na rua bebendo, chorando e se requebrando..
Zé Raimundo mandou um recado para que Assis fosse até a Vazante para falar com ele.Assis atendeu mas quando passava no oitão da casa viu um tamanco que Terta na pressa da fuga deixou cair no pé da janela. Ele pegou esse tamanco cherou o couro, beijou o pau e caiu novamente numa crise de choro e de requebrado. Foi para a frente da casa, sentou na beirada da calçada e ficou lamentando quando Zé Raimundo falou:
- Assis, seja homem. Foi melhor assim, Terta não servia para você.
Assis respondeu:
- É mais quando eu me alembro dela, me dá um disgosto tão grande. Ainda mais agora qui eu achei o tamanquim qui mandei Abidom fazer no dia do anivessaro dela.
- Mas esse negócio já está virando palhaçada, só você foi que não notou ainda
- O sinhô num sabe o qui eu tou sintindo. Pimenta no meu fundo no do
do sinhô é ponche.
- Deixe de conversa besta, esqueça Terta e vá trabalhar.
- Padim Zé só tá dizendo isso é pruque num foi madinha Ana qui fez
cum o sinhô
- Deixe de comparação besta e vá cuidar da vida que é melhor. E se quiser saber mais, Terta nem era mais moça.
- E o que qui tem? Eu tombém num sou mais rapaz!

Reprisado para o meu povo da Vazante.

O BICHO COMEU.

Depois de sete anos desse acontecido Terta chegou em Várzea Alegre sem o fiscal e arrastando cinco meninos desnutridos.
A primeira pessoa que ela procurou foi Assis. Conversaram um pouco e depois da conversa Assis foi procurar o seu padrinho e consultor Zé Raimundo da Vazante:
- Padim Zé. Eu vim aqui cunversá cum o Sinhô pruque Terta chegou im Rajalegue, Padim salembra dela, num salembra?
- Me lembro Assis. Foi ela que fez você sofrer quando estava pra casar com você e fugiu com aquele fiscal da febre amarela.
- Apois é. Mais ela me dixe qui tá arripindida, pruque o fiscal fez cinco minino nela e quando acabar fugiu cum a muié do batedor de repique, lá pras banda de Orora.
Ela vei me preguntá se eu quiria sajuntá cum ela, prumode ajudar a criar os bichim.
- Tem futuro não Assis. Ela já fez uma vez e não custa nada fazer novamente.
- Apois eu vou sajuntá cum ela! Padim Zé num sabe qui o qui é do ome o bicho num come?
Sei Zé. Só que no caso específico O BICHO COMEU.

Festinhas do Planalto.

Gastos do governo com festas crescem 314%  nos últimos cinco anos. Nem a queda de sete ministros por
suspeitas de corrupção, muito menos os cortes orçamentários e a estagnação de programas carros-chefes do governo como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida atrapalharam o governo federal de bancar festividades oficiais e homenagens ao longo de 2011, quando os gastos em comemorações atingiram R$ 54,2 milhões, 19,5% a mais do que no ano anterior (R$ 45,4 milhões). Se levarmos em conta os dispêndios para esse tipo de evento nos últimos cinco anos o crescimento é de 314%.
Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), divulgados pela ONG Contas Abertas, em 2007, primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tais despesas somaram pouco mais de R$ 17 milhões.
No ano seguinte, tiveram um acréscimo de 40% e saltaram para R$ 24 milhões. Já em 2009 o aumento foi de 30%, ultrapassando os R$ 31 milhões. Em 2010, ano das eleições presidenciais, o governo desembolsou R$ 45,5 milhões, o que representou um aumento de quase 45% em relação ao ano anterior.
O levantamento mostra que esses gastos têm crescido de forma significativa. E essa rubrica (festividade) acaba sendo utilizada por inúmeras unidades gestoras. Podemos ver uma homenagem aqui, outra festividade ali. Mas de grão em grão a galinha enche o papo. Um valor que chega a R$ 54 milhões é um gasto relevante diz o economista Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas.
Essa é uma das despesas em que é possível o governo fazer um esforço para reduzir os gastos. É um conjunto de solenidades muitas vezes que pouco podem acrescentar. O que não pode acontecer é esses gastos se generalizarem - critica ele. 
Fonte : Blog do Noblat.

Lampião Moderno - Carlos Araújo - Na locução de Agnaldo Silva.


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Cantiga por Luciana - Evinha - Trio Esperança.

Bom para os ouvidos. Limpa-os. Salva-os dessa poluição atual que os transforma em pinicos.

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Andrezadas III - Por A. Morais

O ano não interessa, mas André Junior e Daniel de Chico Piau num determinado carnaval se vestiram de mulher, puseram umas perucas loiras e deram um show de simpatias nas avenidas. 

No CREVA, resolveram  tomar banho de piscina com as vestes  do carnaval, em pleno baile, o que causou grande fuzuê e rebuliço. Os primos do Lions chamaram a policia e só não houve prisão porque  tomamos a frente, os retiramos do Clube e levamos para casa do Chico Piau onde foram dormir. 

No outro dia, pela manha, Chico Piau foi  fazer a inspeção nos quartos e viu os dois dormindo na mesma cama. Chico chamou Dona Lourdes e perguntou: Lourdes, pelo amor de Deus, onde foi que Daniel encontrou  essa quenga tão feia? 

Quando André Junior chegou no Sanharol, desconfiado que só frango capado, a historia do banho do CREVA já estava espalhada, corria de boca em boca mundo a fora. No Sanharol os "cabas" gostam de uma conversinha. Então o velho José André, o avô, pegou três sabonetes e cinco toalhas e disse: meu filho, vá ao banheiro e tome "vinte" banhos seguidos, atrás um do outro, para nunca mais ser preciso usar a piscina dos homens.

A samambaia e o bambu - Enviado por Rogeanny Santana.

Certo dia decidi dar-me por vencido, renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé. Resolvi desistir até da minha vida. Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus. “Deus," eu disse "Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?” 

Sua resposta me surpreendeu: “Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?” “Sim, estou vendo”, respondi. "Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltar luz e água. 
A samambaia cresceu rapidamente, seu verde brilhante cobria o solo. Porém, da semente do bambu nada saía.  Apesar disso, eu não desisti do bambu.  No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu. Mas, eu não desisti do bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa… Mas, eu não desisti. Mas… no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra. 
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante. Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura. Ele ficara cinco anos afundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver. A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar” E olhando bem no meu íntimo, disse: Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes? Eu jamais desistiria do bambu. Nunca desistiria de ti. Não te compares com outros. “O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito”. “Teu tempo vai chegar” disse-me Deus. “Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? perguntei. “Tão alto como o bambu” foi a resposta. E eu deduzi: Tão alto quanto puder! Um escritor de nome Covey escreveu: "Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava." 
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos...Especialmente no nosso trabalho, (que é sempre um grande projeto em nossas vidas) Devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos! 
É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.

Psicologia.

A palavra psicologia é formada de duas palavras gregas: psique, que significa alma, e logos, que significa estudo, ciência. Portanto, etimologicamente, psicologia significa estudo da alma.

Com o passar do tempo, a palavra psicologia tem sido usada para indicar o estudo da alma, da mente e ou do comportamento. Atualmente, para a maioria dos psicólogos, indica o estudo do comportamento dos organismos.

Desde muito tempo, tem aparecido estudos e teorias sobre a mente humana, mas a psicologia só foi considerada ciência no fim do seculo XIX, quando os estudiosos empregaram métodos de observação cuidadosos e sistemáticos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pery Ribeiro morre aos 74 anos.

Morreu hoje  (24), no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Niterói, aos 74 anos, o cantor e compositor Pery Ribeiro. Ele sofreu um enfarte fulminante.
A mulher de Pery, a empresária Ana Duarte, informou que o cantor estava internado havia 30 dias para tratamento de uma endocardite e tinha alta programada para esta semana. O velório será na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia.
Peri Oliveira Martins nasceu no Rio de Janeiro no dia 27 de outubro de 1937. Era filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Tinha seis irmãos (quatro por parte de pai, um de pai e mãe, e uma irmã adotiva, por parte de mãe). Foi um grande admirador da obra artística de seus pais, e através deles conseguiu se decidir e apreciar a música, seguindo a carreira de cantor.
Despontou como cantor ainda na infância, e logo se tornou sucesso. Na chegada à adolescência passou a fazer shows profissionais.
Mais tarde no anos 50, passou a adotar o nome artístico de Pery Ribeiro, por sugestão do radialista César de Alencar. O primeiro disco foi gravado em 1960, mesmo ano em que estreou como compositor com a música "Não Devo Insistir", com Dora Lopes. Em 1961 foi o intérprete de Manhã de Carnaval e Samba de Orfeu, ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria.
Pery gravou a primeira versão comercial da canção Garota de Ipanema, sucesso em todo o mundo, além de 12 discos dedicados à Bossa Nova. A partir da década de 1970, desenvolveu trabalhos mais jazzísticos, ao lado de Leny Andrade, viajando pelo México e Estados Unidos, onde atuou também ao lado do conjunto de Sérgio Mendes.
Entre os 50 troféus e 12 prêmios que ganhou, estão o Troféu Roquette Pinto, o troféu Chico Viola e o Troféu Imprensa. Foi apresentador de programas de televisão e participou de alguns filmes no cinema nacional.

Tristeza.


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SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

VERDADEIRO AMOR

- A senhora tem de dormir, vovó! Tome, ao menos, este comprimido!
- Não quero! – Falava, com segurança, dona Francisca. – Pois vou ter que lhe levar ao médico para uma consulta. Não existe outra solução, já que a senhora se recusa a tomar qualquer calmante.

Dona Francisca era a esposa de seu Manuel, recém-falecido de câncer de mama, neoplasia, que apesar de rara no sexo masculino, existe. Ele, como ela, também tinha pavor a médicos e a medicamentos. Recusara-se, até o último momento de sua vida, a procurar um serviço de saúde para tratamento especializado. Neste caso, a família também foi conivente diante de tão importante decisão.

Dia seguinte, a agente comunitária de saúde conduz o médico para uma visita domiciliar na casa de sua avó. Dona Francisca, já trocada e sempre choramingando, conversa com o profissional de forma monossilábica. Os sintomas variavam de uma vaga tristeza até crises fortes de choro, passando por desilusão e falta de vontade para viver. Não ia mais à missa, nem tampouco participava das reuniões sociais, que antes gostava tanto no seio de sua pequena comunidade rural.

O médico, após conversa reservada com outros membros da família, descobriu que a vida naquela residência estava muito desregrada. A matriarca não dormia, nem permitia o sono tranquilo dos outros. Chorava o tempo todo e já começava a verbalizar ideias suicidas. Não restava outra opção, senão tratar de forma medicamentosa e com dosagens fortes de remédios aquela descompensada depressão.

- Até breve, dona Francisca. – Bradou o médico após preencher o receituário com uma medicação para tratar aquele mal que tanto maltrata as pessoas, deixando-as melancólicas e chorosas.

Três semanas depois, tempo necessário para que a medicação alcançasse o seu efeito máximo, o esculápio volta àquela casa para rever a sua paciente, apesar de já ter sido avisado da grande melhora alcançada com a sua prescrição.

- E aí, dona Francisca, está se sentindo melhor? Já fui informado que parou de chorar e que já ensaiou algumas gargalhadas. Fiquei muito feliz com o resultado do tratamento.
- É verdade, doutor. Aquela tristeza que eu sentia, eu não sinto mais. Porém, quero que o senhor suspenda, imediatamente, toda a medicação, pois não vou tomar mais nenhum comprimido.
- O médico, sem entender, indaga. – Mas por que, minha senhora?
- É que o senhor passou um remédio para eu esquecer o meu falecido marido. E eu não quero isso para mim!

- Ao médico, restou apenas o consolo de mais uma história pitoresca para a sua coleção.

CBCC - Cesta Básica da Cultura e do Conhecimento - Por Manoel Monteiro

Dedicado aos poetas - Israel Batista, Sávio Pinheiro, Mundim do Vale e Claudio Sousa.

Brasil, País do futuro,
Aonde, já no presente,
Precisamos plantar letras
Nas terras férteis da mente,
Tal plantação, se benfeita
Amanhã boa colheita
Advirá certamente.

Se o povo tivesse livros,
Fome não existiria,
Livro em sendo o pão da alma
Negar livros é grosseria
Oh, bendito o que semeia
Livros, livros de mão cheia
Castro Alves nos diria.

Quem lê tem ao seu dispor
Passaporte pra viagens,
Visita a terra e a lua,
Se não gostar das passagens
Por um motivo qualquer
Volta na hora que quiser
É só trocar as passagens.

A CBCC dos livros
Não deveria faltar
Nas escolas mais distantes
Para o leitor mergulhar
Na piscina da cultura
De agua doce, limpa e pura
E ao espirito refrescar.

O MEC e as Secretarias
De Educação dos Estados
Devem hastear a bandeira
Dos livros cordelizados,
Porque ler traz alegria
E, se o texto é poesia,
Os encantos são dobrados.

A linguagem do cordel
É popular e direta,
Toca a alma e instrui
Por ser escrita correta.
Desde que se tem lembrança
O adulto e a criança
Gostam de ouvir o poeta.

Uma aula feito em versos
É mais um divertimento,
Por isso que a Cesta Básica
Cultura e Conhecimento
Alimenta a consciência
Com a mesma eficiência
Que uma cesta de alimento.

Quero ver por toda esquina,
Biblioteca, escola e praça,
O direito garantido
De se ter livro de graça,
O que há de permitir
O sucesso no porvir
Que o pincel do saber traça.

Saúde.



"A Saúde no Brasil está se transformando, cada vez mais, em caso de polícia".

Pedro Simon, senador (PMDB-RS), sobre a morte do filho do presidente da Embratur, Flávio Dino, em um hospital em Brasília
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Andrezadas II - Por A. Morais


Outro dos André mandou o filho André ir o mercearria comprar uma rapadura. O garoto pegou a bicicleta e saiu em disparada. A reca de irmãos que ficou em casa não via a hora do André retornar com a mercadoria e fazer o guisado. 

O portador  comprou a encomenda e voltou para casa, mas não teve a devida paciência de esperar chegar junto aos outros irmãos para dividir  o saboroso doce. Começou pelos cantos, quebrava um, depois o outro e de dentada em dentada a rapadura ficou redonda. Onde já se viu engenho  com forma redonda. 

O dos André, pai do garoto, era  disciplinador e carrasco. Não permitia filho com esse tipo de comportamento. Diante disso o André com o buchim cheio e com medo de ser castigado atirou o restante da rapadura no "Riacho do Feijão" e engenhou uma historia cabeluda que convenceu até o pai: a rapadura caiu  do bagageiro da bicicleta e ele não viu.

Neste dia a meninada restante ficou com o bico doce, ficou só na vontade. Não é difícil identificar o autor dessa "Andrezada", pois  no caminho o Riacho do Feijão foi a grande salva guarda e defesa do André sabidinho. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O romantismo da carta - Por A. Morais

Escrevo-te
Estas mal traçadas linhas
Meu amor!
Porque veio a saudade
Visitar meu coração
Espero que desculpes
Os meus errinhos por favor
Nas frases desta carta
Que é uma prova de afeição...

Talvez tu não a leias
Mas quem sabe até darás
Resposta imediata
Me chamando de "Meu Bem"
Porém o que me importa
É confessar-te uma vez mais
Não sei amar na vida
Mais ninguém...

Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa
Que eu sonhava
E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver
Um ano sem te amar...

Ao me apaixonar
Por ti não reparei
Que tu tivestes
Só entusiasmo
E para terminar
Amor assinarei
Do sempre, sempre teu.....

Erasmo Carlos.


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OURO BRANCO - Por Mundim do Vale


OURO BRANCO, era como chamavam o algodão nas décadas de 50 e 60.
Eu fui testemunha dos benefícios trazidos por aquela cultura. Principalmente para nós nordestinos. Ganhava o governo com as divisas geradas pelos impostos de importação, ganhava os usineiros com o beneficiamento do algodão e seus derivados, como o resíduo, o óleo, o sabão e outros mais. Ganhavam os agricultores, que com poucas arroubas vendida, cercavam a propriedade, faziam cacimbões e compravam algumas cabeças de gado. Ganhavam os colhedores que trabalhavam ganhando por quilo colhido.
Na nossa pequena Várzea Alegre, o comércio estendia o crédito de janeiro a agosto aos agricultores, para receber depois da colheita. E é bom que se diga que não tinha nenhuma alteração no valor, em virtude de não haver inflação.
Era o ouro branco que garantia aos nossos conterrâneos dos sítios:
Uma roupa nova, um calçado, a esmola de São Raimundo, a cerveja gelada na barraca de Bié e a sopa no café de Domicília.
O jornal Correio do Ceará estampou uma vez na sua primeira página a seguinte matéria. “ Em Iguatu o agricultor Chagas Neves, colheu na sua primeira apanha 16 mil arroubas de algodão.”
Respeitando as devidas proporções, foi naqueles anos que a paróquia de várzea Alegre, recolheu mais esmolas para o padroeiro.
Mesmo com as poucas e distantes faculdades da época, foi graças ao ouro branco, que alguns dos nossos conterrâneos formaram se nos mais diversos cursos.
A colheita de algodão era uma festa, as crianças participavam sem nenhum compromisso de trabalho, eles catavam o algodão mais baixo, para assim pouparem as colunas dos mais idosos.
Se aquela cultura tivesse continuado como foi um tempo, a história do nordeste hoje seria contada diferente.
Há quem diga que os benefícios advindos do governo como: Bolsa família, aposentadoria por idade e outros mais, vieram para compensar a falta do ouro branco. Perdoem-me os que assim raciocinam, Mas eu não concordo pelos motivos a saber:

. O ouro branco beneficiava ocupando.
. O governo beneficia desocupando.

Dedicado a Flor da Serra, filha e neta de agricultores e usineiros do ouro branco.

Nota do autor;
Para que não pareça que eu sou o dono da razão, disponibilizo o espaço abaixo para comentários e até debate se for o caso.
Abraços.
Mundim do Vale.

ANDREZADAS - POR A. MORAIS

Dizia José André do Sanharol que os "André" tinham as suas "Andrezadas". Ele tinha base e fatos que comprovavam, com sobra,  esse seu  pensamento. 

André, o seu terceiro filho, depois  dos 50 anos achou de adquirir uma moto sem ser habilitado para tanto. Todo mundo  advertiu: isso não tem futuro, você não sabe  conduzir  esse tipo de veiculo. 

André mais teimoso do que agua de ladeira a baixo e fogo de ladeira a cima,  não aceitou os conselhos. A revenda mandou deixar a moto na casa do André. O homem  não tinha o menor conhecimento da maquina, mas resolveu dar uma volta. Montou na bicha, deu uma acelerada doida e arrancou. Cem metros adiante a moto deu uma empinada e se arrebentou no chão. 

André ficou entanguido, estatelado com duas costelas quebradas, três dedos da mão esquerda fora do lugar, uma queimadura na coxa, e, avistando São Pedro dando com a mão pra ele, vem, chega! 

Quando voltou a viver, perguntou a um rapaz que passava por perto: Ei, tu sabe dirigir moto? Ele respondeu sei! Pois leve essa pra você!  

CARICIAS.



A analise transacional reconhece como instintiva a nossa necessidade de caricias. As caricias são absolutamente necessárias à nossa sobrevivência. Um sorriso, uma palavra, um gesto constitui  caricias.
As primeiras caricias são recebidas durante a infância e são mais sob a forma de contato corporal: o bebê é manuseado, acariciado, embalado. Esses toques físicos expressam  mensagem de vários sentimentos, positivos ou negativos, tais como reconhecimento, aceitação, amor ou rejeição, impaciência, hostilidade.
Durante toda vida, o contato físico constitui uma forma de expressão muito mais intensa do que uma palavra, um abraço, um beijo,  um aperto de mão ou uma pancadinha no ombro.
A medida que a criança cresce, aprende a discernir as caricias desejáveis, valorizadas em sua família, e passa a agir de modo a obter essas caricias.
As caricias podem ser físicas ou verbais. Os dois tipos de caricia podem ainda ser positivos ou negativos, condicionais ou incondicionais.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As cinzas do carnaval de mentiras - Senador Demostenes Torres.


O que começou pequeno, com o Bloco da Mentira, foi ganhando corpo até se transformar na Escola de Samba Unidos da Desfaçatez. Na passarela de Genebra, no fim de semana, a nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres se submeteu aos jurados peritos da ONU. Ouviu horrores da comissão de frente. De nada adianta se fantasiar de ovelha se quando abre a boca mostra as presas de lobo.

Assim como a presidente Dilma Rousseff foi destaque como carola na busca por votos, Eleonora Menicucci forjou-se burocrata diante dos especialistas e disse que o problema não era do Executivo – já mandou as mais absurdas Medidas Provisórias para o Congresso, causaria espanto mínimo se fizesse a MP do Citotec.

Pouco interessa se com terço ou planilha na mão, o governo simplesmente não se importa com as mulheres ou seus filhos, mas com a repercussão nas manchetes.

Mesmo impelida pela opinião pública a encampar a defesa da vida, é sacrificante para a ministra negar uma militância de décadas pró-aborto. Desnecessário e soaria falso, pois a ala das baianas inteira acha que ela atravessa o samba ao violar seus princípios, mesmo que o País os considere o fim.

Na ONU, foram duros os questionamentos sobre o que a União faz para evitar a morte de 200 mil mulheres por ano em decorrência do aborto. Isso mesmo: 200 mil! Com 1 milhão de abortos, o viés fatal estaria na criminalização.

Como Menicucci realmente confia nesses dados, garantiu na véspera da reunião que continua abortista. Se as informações estão corretas, como o grupo da presidente permitiu, nos últimos 110 meses, o óbito de quase 2 milhões de mulheres?

Se todos os bebês tivessem nascido e nenhuma mãe morrido ao interromper a gravidez, o Brasil teria 11 milhões de habitantes a mais, considerando-se apenas o período petista.

"Se ninguém está mentindo, alguém está se omitindo. Menicucci, para usar uma expressão sua, não “expressou suas convicções pessoais”, pois por ela a política de estado seria legalizar a matança". 

De pai para filhos - Por A. Morais

Dedicado ao Mundim do Vale.

Estive em Varzea-Alegre neste período de carnaval. Encontrei alguns amigos e parentes. Dentre eles  Pedro e Caetano filhos  de Raimundo Alves de Morais, o grande poeta Candeiro.

Na nossa conversa, procurei saber se eles haviam herdado a tendência poética do pai. Eles levavam junto uma garrafa de pinga e, o Pedro improvisou esta sextilha:

Carro sem roda não anda,
Bêbado deitado não cai.
Quem tá por cima não cansa,
Quem tá por baixo não sai.
Ponta de corno não fura,
Cachaça limpa não vai.

Então trouxe-lhes uma cuia com  umas cajaranas e o Caetano fez esta quadra:

Se é mole não entra,
Se é duro não sai.
O tira gosto chegou,
A cachaça agora vai.

Foi um lero aprazível. Lembrei-me do saudoso Candeiro de Zé de Ana do Sanharol.

Ficha Limpa - Jailton de Carvalho e André de Sousa.

Mensaleiros podem ficar fora das eleições até 2020. A Lei da Ficha Limpa, validada pelo Supremo Tribunal Federal na quinta-feira, poderá ter forte impacto sobre a política nacional, a começar pelos réus do mensalão, o escândalo mais rumoroso do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se os políticos do grupo forem condenados este ano, ainda que com penas baixas, estarão proibidos de concorrer a cargos eletivos, no mínimo, até as eleições de 2020. Pela lei, políticos condenados por órgãos colegiados, como o STF, não podem disputar eleições por pelo menos oito anos.

Até a aprovação da Lei da Ficha Limpa em 2010, condenações em processos criminais resultavam na inelegibilidade por apenas três anos. O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, disse que o processo poderá ser julgado ainda no primeiro semestre deste ano.

Entre os réus do processo que poderão ter as carreiras duramente atingidas estão alguns dos principais líderes do PT como o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoino e o deputado João Paulo Cunha. O ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, que vinha se preparando para as eleições deste ano, corre o risco de se ver obrigado a mudar os planos políticos antes mesmo do próximo pleito.

O mesmo pode acontecer com o ex-deputado Roberto Jefferson, atual presidente do PTB, Bispo Rodrigues, ex-PR, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) e o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PR), entre outros. José Dirceu e Roberto Jefferson tiveram os mandatos cassados em 2005 e, desde então, perderam o direito de concorrer a cargos eletivos até 2014. Com uma eventual condenação no processo criminal em curso no STF, a punição poderia ser ampliada por um prazo igual ou superior a oito anos.

Pra curtir a ressaca e matar a saudade - Por A. Morais.

Chegamos mais uma vez a uma quarta-feira de cinzas.  Com ela findamos o carnaval. Mais uma vez Várzea-Alegre  dedicou sua hospitalidade e carinho aos visitantes. Apresentou um carnaval digno de sua gente e sua tradição. Reuniu seus  filhos e amigos e os brindou com  paz e alegria costumeiras. As duas escolas de samba e os demais  blocos  fizeram uma festa de gente grande. Parabéns Várzea-Alegre e sua gente.

Num ritmado diferente a marchinha "Um pequenino grão de areia" com o Altemar Dutra.


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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Blog em Prosa - Por Geovane Costa.

O careca, usando uma muleta, chega numa loja de fantasias e diz ao atendente: - Estou querendo ir a um baile de carnaval e preciso de uma fantasia. - Pois não! Tenho uma aqui de pirata que é lindíssima, inclusive vai disfarçar a sua muleta e a sua careca! - Legal! Quanto custa? - 380 Reais! Caramba! 
Não tem uma mais baratinha? - O senhor pode ir fantasiado de monge. Esse hábito franciscano lhe cairá perfeitamente. - Quanto custa? - 120 Reais! Caramba! 
Não tem uma mais baratinha? - Que tal essa fantasia de surfista? Um bermudão, uma camiseta, óculos escuros... - Quanto custa? - 40 Reais!  Caramba! 
Não tem uma mais baratinha? Aí o atendente se encheu, foi lá dentro e voltou com um pote na mão. - Toma, são três Reais! - O que é isso?
É calda de caramelo. Você despeja na cabeça, enfia a muleta na bunda e sai fantasiado de maçã do amor!