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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 30 de novembro de 2013

Strip-tease institucional - por Ruy Fabiano

A prisão dos mensaleiros pôs o sistema carcerário brasileiro em estado de plena nudez. Mas não apenas: também Judiciário e Legislativo têm, novamente, suas mazelas expostas. A figura do deputado-presidiário é um escândalo ainda maior que o Mensalão.

É inconcebível que quem viola a lei – e é condenado em última instância por isso – continue a ostentar o título de legislador. É uma contradição em termos. No entanto, enquanto a Câmara dos Deputados não se manifestar, os presidiários José Genoíno, Pedro Henry e Valdemar Costa Neto continuam parlamentares.

Nessa condição, continuam a ostentar prerrogativas incompatíveis com o novo local de residência. Isso só acontece porque o Supremo Tribunal Federal, pressionado pela Câmara dos Deputados, concordou em dar-lhe a palavra final.

A Câmara impôs no grito o seu ponto de vista, que, além de inconstitucional, é surrealista. Com isso, conquistou uma prerrogativa a mais: a de ser a Corte revisora da Suprema Corte. E o impensável precedeu a situação dos mensaleiros. O deputado Natan Donadon, condenado pelo STF por roubo de dinheiro público, foi absolvido pela Câmara. Levou para o xadrez o seu mandato.



O escândalo foi de tal ordem que o próprio Congresso decidiu dar fim ao voto secreto para questões de cassação de mandato e vai reavaliar a situação de Donadon em votação aberta.

Não fosse isso, José Genoíno, Valdemar Costa Neto e Pedro Henry (falta ainda definir a sentença de João Paulo Cunha) teriam seus mandatos preservados pelo espírito de corpo (ou de porco).

Se funcionou para o obscuro Donadon, que ninguém conhecia, por que não funcionaria para colegas com muito mais prestígio? Mas Donadon chegou a tempo de evitar o pior.

Causou tal desconforto na opinião pública (que de vez em quando se manifesta) que não parece possível tê-lo como padrão. Genoíno, que o PT quer transformar em herói nacional, foi condenado, em síntese, pelas mesmas razões de Donadon.

É tão herói quanto ele. Seu estado de saúde não altera os fatos. Pode ensejar cuidados diferenciados, mas não a essência moral do que o levou ao presídio. Ambos lá estão por lesar o Estado, que, como legisladores, deveriam preservar.

Idem os demais. A movimentação para atenuar ou mesmo impedir o cumprimento da pena, com manifestos, declarações e oferta de empregos improvisados desafia a conduta da Justiça.

Joaquim Barbosa, responsável pela execução das penas, tem sido destratado de maneira inconcebível, inclusive pelos sentenciados. É apontado como tirano, como se a condenação tivesse sido manifestação solitária dele e não do plenário do STF. Não foi ele quem causou a cardiopatia de Genoíno, nem quem o induziu a assinar empréstimos fraudulentos para o PT.

Cortesias e descortesias - Por Mara Bergamaschi

A falta de racionalidade e impessoalidade com que vem sendo discutida e tratada a aplicação das penas impostas ao núcleo político do mensalão revela que a prática nefasta da “cordialidade” na esfera pública brasileira, descrita no clássico Raízes do Brasil, de 1936, continua em pleno vigor.

O personalismo e o patrimonialismo identificados por Sérgio Buarque de Holanda como entraves à modernização da democracia não foram em nada abalados por uma inédita década de PT no comando do país. Hoje, o “homem cordial”, aquele que prefere a exceção do compadrio à igualdade da cidadania, é também de esquerda.

O maior exemplo disso é o passionalismo no caso José Genoíno, elevado quase à categoria de mártir. Foi necessária a frieza de uma junta de cinco professores e doutores da UnB para focar a realidade: o estado de saúde do ex-presidente do PT, que é cardiopata e hipertenso, merece cuidados, mas não é grave. Segundo os médicos, ele não precisaria de prisão domiciliar.


José Genoíno, condenado do mensalão

Deputado prestigiado e nunca envolvido em corrupção, Genoíno não admite o fato – e suas consequências legais – de ter assinado empréstimo considerado fraudulento pelo STF. Operação bancária pela qual operadores privados cumprem longas penas em regime fechado, sem ocasionar barulho ou protestos. É como se só a metade da ação 470, aquela que diz respeito à ação dos petistas, fosse mentirosa.

É neste enredo oficial que Genoíno se proclama “preso político”. Graças a laços e relações, ele tem recebido mais do que solidariedade no infortúnio. A condenação não impediu que o PT protelasse a votação da cassação do mandato na Câmara e tentasse lhe garantir aposentadoria por invalidez – benefício novamente vetado pelos médicos, desta vez do Legislativo.

No Executivo, Genoino também recebeu deferências. Dilma revelou “preocupações humanitárias” com sua saúde e ministros agiram a seu favor. Especulou-se que o deputado poderia até receber indulto presidencial. A extinção da pena seria o máximo da “cordialidade” brasileira – a deformação da ação isenta do Estado, caracterizada pela “ampliação do círculo familiar”.

O julgamento do mensalão, novo paradigma para políticos com foro privilegiado, continua a desafiar nossa maturidade democrática. Nesta reta final, acompanhamos fugas, omissões, perdões tácitos e subterfúgios à lei que chegam ao deboche. Caberá ao relator, Joaquim Barbosa, decidir cada aspecto das sentenças. Até aqui, os limites institucionais têm sido impostos pelo calvinismo de Barbosa – Sua Excelência, o descortês.

Amar é possível - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus, 22,34-40 nos revela que os fariseus perguntaram a Jesus qual o maior dos mandamentos. A resposta de Jesus foi outra pergunta. "O que diz a lei?" O fariseu respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Em seguida, acrescentou: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” Vimos assim, que a resposta nivelou em importância o amor a Deus e o amor que nós devemos ter pelo próximo. “Quem não ama o irmão que vê, como pode amar a Deus que não vê?” Pergunta-nos João, outro evangelista.

Segundo Eric From, amar é uma arte e como todas as artes devemos aprendê-la. É fácil amar as pessoas com as quais convivemos, aquelas que consideramos normais dentro de padrões de comportamento estabelecidos. O difícil é amar as pessoas invisíveis pela sociedade: os catadores de lixo, os desvalidos que vivem perambulando pelas ruas sem um travesseiro onde recostar a cabeça, os alcoólatras, os menores abandonados, os mendigos, os de partidos políticos contrários ao nosso.

Vejam que belo exemplo da força do amor: aqui em Fortaleza, conheci a Casa do Menino de Jesus. É uma instituição que abriga menores cancerosos do interior do Estado e suas mães ou outras acompanhantes durante o tratamento a que aqui se submetem. Ao ver tamanha organização, o visitante imediatamente pergunta quem mantém aquela obra grandiosa. Apenas duas mulheres pobres através de donativos. A irmã Conceição e uma sua companheira de congregação, únicas religiosas que compõem aquela ordem.

Outro exemplo de como saber amar, li há uns dez anos em uma publicação da Campanha da Fraternidade. Era dia de visita no extinto presídio Carandiru, em São Paulo. Um sacerdote conversava em um dos bancos do pátio do presídio com um preso, quando observou uma senhora entrando com uma sacola enorme, indo ao encontro de um rapaz que estava sentado num banco próximo. Ao avistar esse rapaz, a mulher abraçou-o e beijou-o, e em seguida retirou da sacola, roupas e um bolo que foram entregues ao rapaz, tendo se mantido ao lado dele conversando animadamente. O padre, então comentou com o presidiário com o qual conversava. “Como é bonito o amor de uma mãe!” “Padre essa senhora não é a mãe dele. Ela é a mãe do rapaz que ele matou.” Respondeu-lhe o presidiário.

Mas quem é o nosso próximo, a quem devemos amar com a mesma força do amor que devemos devotar a Deus? Foi essa a pergunta que os doutores da lei fizeram a Jesus. E ele respondeu narrando a história de um homem que foi atacado por salteadores que o deixaram quase morto à margem da estrada. Passaram por aquele caminho um sacerdote, um doutor da lei e um samaritano. Os dois primeiros passaram ao largo, ignorando aquele homem ferido. O samaritano, porém, socorreu o desconhecido, curou suas chagas e pagou o tratamento que ele necessitava numa hospedaria. E Jesus perguntou ao doutor da lei: "Quem dos três foi o próximo daquele homem abatido?"

Ao narrar essa parábola, Jesus parece inverter a pergunta que lhe fizeram para "O que devemos fazer para sermos o próximo do outro?" Enfim, Jesus nos revela que o nosso próximo é aquele que encontramos em nossos caminhos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Dom Expedito - por Armando Lopes Rafael

A Diocese de Garanhuns (PE) reabriu, há algum tempo, o processo de canonização de Dom Expedito Lopes, assassinado, a 1º de julho de 1957, como bispo daquela diocese, com três tiros à queima roupa, disparados por um sacerdote a ele subordinado. O motivo de tão bárbaro crime foi o fato de Dom Expedito Lopes ter destituído o padre homicida de suas funções paroquiais, em face do infeliz sacerdote levar uma vida dissoluta, causando escândalo aos seus paroquianos.
A rapidez que se espera no processo de beatificação de Dom Expedito se justifica pelo fato desse bispo ter sido considerado um mártir do dever, o que, pelas normas do Direito Canônico, tem tanto valor quanto os milagres exigidos para comprovar a santidade de um candidato a santo da Igreja Católica.

Quem foi

Dom Francisco Expedito Lopes nasceu na vila de Meruoca, município de Sobral, no Ceará, no dia 8 de julho de 1914. Foi aluno do Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde foi colega e contemporâneo dos monsenhores Pedro Rocha e Francisco Holanda Montenegro, ambos da membros diocese do Crato. Quando era bispo de Oeiras (PI), Dom Expedito gostava de viajar para o Crato, onde possuía alguns amigos no clero de nossa cidade, e se hospedava no Seminário São José. Tinha particular afeição por monsenhor Ágio Augusto Moreira, a quem levou, em diversas ocasiões durante as férias escolares do Seminário São José, para auxiliá-lo tanto na Diocese de Oeiras, como na Diocese de Garanhuns.
O então jovem Padre Expedito Lopes ordenou-se em Roma, no dia 30 de outubro de 1938 e, exatos dez anos depois, em 30 de outubro de 1948, era nomeado bispo de Oeiras (Piauí), onde foi, durante seis anos, grande servidor dos pobres, com profundo ardor missionário comprovado no seu ministério pastoral. Em 10 de fevereiro de 1955 foi transferido para a Diocese de Garanhuns. Ali fundou o Instituto das Missionárias de Nossa Senhora de Fátima no Brasil.
Ali, Dom Expedito Lopes foi :

“ o bispo dos Pobres
o bispo do coração mariano
o bispo do perdão"

Exerceu com sabedoria e amor o ministério de Pastor da Diocese de Garanhuns durante dois anos. Viveu a solicitude do Bom Pastor do seu povo, dedicado missionário. Homem de oração. Iluminou sua vida com uma profunda devoção a Nossa Senhora.
Destacou-se pela Oração e Penitencia, simplicidade, recolhimento, austeridade consigo mesmo, forte zelo pela Igreja, confirmado pela firmeza de fé e amor em plenitude.
As últimas horas de sua vida foram de oração intensa e testemunho de fé. Rezando profundamente enfrentou com coragem a morte, momentos que revelaram uma vida toda fundamentada na Palavra do Senhor. Dom Expedito experimentou a alegria de perdoar a pessoa que o feriu e ofereceu sua vida pela conversão do sacerdote que o assassinou”.

Dom Expedito Lopes deixou escrito no seu testamento: “Nasci pobre, vivi sempre pobremente e na esperança de vir a morrer sem dinheiro, sem dívidas e sem pecados nada mais tenho a pedir senão que rezem muito para que Nosso Senhor nos conceda SANTOS SACERDOTES”.
Parecia até a premonição do seu martírio, pelas mãos de um padre, seu subordinado...
Para o Brasil, para o Ceará e também para a Diocese do Crato, a quem visitou muitas vezes, é gratificante saber que um Santo viveu em nosso meio. Um santo que soube morrer bem porque viveu bem, e que exalou seu último suspiro, repetindo a frase de São Paulo na Segunda Epístola a Timóteo: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé...”

(Artigo publicado em 2009 neste blog. Republicado em vista de interessante matéria do colaborador Geovane Costa, sobre Dom Expedito).

6 comentários:
 
Anônimo disse...QUE COISA MAIS LINDA! SANTO EXPEDITO LOPES,ROGAI POR NÒS!!!
4 de novembro de 2009 15:32
 
Samuel PSMA disse...Me emocionei muito hoje, assistindo à uma palestra do Pe. Paulo Ricardo da Comunidade Canção Nova , que narrou com muita eloquência a história de Dom expedito. E é para nós brasileiros uma verdadeira alegria ganharmos mais um intercessor de nossa pátria.
4 de novembro de 2009 15:45
 
Bruno disse...Acabei de assistir uma pregação do Pe. Paulo Ricardo na TV Canção Nova; e através da mesma tive a oportunidade de conhecer a vida de Dom Expedito, tão bem contada pelo padre. Realmente sua vida é um exemplo de santidade, de uma vida doada literalmente por amor a Jesus Cristo. Neste Ano Sacerdotal, dom Expedito seria um belo exemplo para os sacerdotes atuais. E é triste saber que ainda hoje há muitos padres como Padre Hosana... infelizmente... que rezemos a Cristo para que ele nos dê Santos Sacerdotes!!!! Viva Dom Expedito Lopes!!!
4 de novembro de 2009 16:08

francisco disse...
Fui aluno do Pe. Expedito Lopes no Seminario São José em Sobral. Na sua sagração cantei na "Escola Cantorum" do seminario, sendo portanto um testemunho vivo de tudo que dizem de bom deste santo sacerdote. Chegando em Olinda PE em 1056 visitei Dom Expedito em Garanhuns e ao saber do seu covarde assassinato fiquei revoltado e triste tendo acompanhado todo o processo de julgamento deste infeliz que foi ordenado sacerdote.
16 de maio de 2010 20:55
 
francisco disse...Corrigindo o ano de chegada em Olinda Pe : 1956.
16 de maio de 2010 20:58
 
Terezinha disse...Oremos para que a santidade de D. Expedito seja reconhecida e proclamada pela Santa Sé. O Brasil precisa de tantos quantos Santos pudermos ter. Precisamos também de mais vocações sacerdotais que sigam o exemplo de Monsenhor Expedito.Oremos para isso.
8 de fevereiro de 2011 01:17

Causos lá de nós - Mundim do Vale

LEITE  DO  PADRE.

Houve um tempo em Várzea Alegre-Ceará, que a prefeitura municipal em parceria com a paróquia, destribuia para os mais pobres o leite em pó, que era chamado na vulgaridade de leite do padre.

O encarregado da distribuição era o Sr. Fatico Fiuza, que conhecia quem realmente precisava receber o leite. Os casais por estarem sempre ocupados e para impressionar os funcionários da entrega, mandavam as crianças.

Em um dia da distribuição, Barela vinha na direção da cidade para receber o leite, quando passava no Sanharol estavam Raimundo Bitu e Cotinha sentados na calçada. Quando Barela passava em frente, deu bom dia, Cotinha respondeu e perguntou:

- Pra onde vai tão cedo? Barela?
- Eu vou aqui caminhando contra o vento, pra receber o leito do padre.

Raimundo Bitu Alertou: - Pois apresse o passo. Picoroto que foi a favor do vento, voltou sem nada, porque tem gente recebendo duas vezes.

Naquele mesmo dia meu irmão João Piau foi na prefeitura e recebeu o nosso leite. Quando ele chegou na Vazante, nós fizemos a festa e o leite só deu para uma rodada.

Logo o leite acabou João Piau disse:

- Esse leite só sendo do padre mesmo. Porque só deu pra meia missa. Eu vou já buscar mais.

Foi até a prefeitura, pegou a fila e quando chegou na cabeça Fatico falou:

- Eii Piauzim! Você já recebeu.

O Piauzim respondeu:

- Aquele que eu levei foi o lá de casa, eu vim buscar foi o de Raimundo Beca, que os meninos dele estão no Moquém e ele pediu para eu receber.

Fatico fez que acreditou e entregou o leite, mas comentou com algumas pessoas e Raimundo Beca ficou sabendo.

João Piau sempre evitava o encontro com Raimundo. Mas teve uma vez que João estava de cabeça baixa armando uma arapuca e foi surpreendido por ele que disse:

- Quer dizer que você agora é meu leiteiro né João

Enviado por Amigos de Deus

"Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia," Salmos 91.5

A noite estava escura, céu sem estrelas.  De vez em quando ouvia-se o uivo de um lobo bem longe, misturado com o barulho do vento. As crianças reunidas na tenda do Mestre Benjamin estavam com medo. 

Mestre Benjamim sentiu o medo nos seus olhos. Foi então que uma delas perguntou: -Mestre Benjamim, há um jeito de não ter medo? Medo é tão ruim! Mestre Benjamim respondeu: -Há sim... E ficou quieto. Veio então a outra pergunta: -E qual é esse jeito? -É muito fácil. É só pensar como as ovelhas pensam...-Mas como é que vou saber o que as ovelhas estão pensando?

Mestre Benjamim respondeu:

-Quando durante a noite, as ovelhas estão deitadas na pastagem, os lobos estão à espreita. E eles uivam. As ovelhas têm medo. Mas aí, misturado ao uivo dos lobos, elas ouvem a música mansa de uma flauta. É o pastor que cuida delas e não dorme nunca. Ouvindo a música da flauta elas pensam: 

Há um pastor que me protege.
Ele me leva aos lugares de grama verde
E sabe onde estão as fontes de águas límpidas.
Uma brisa fresca refresca a minha alma.
Durante o dia ele me pega no colo e me conduz por trilhas amenas.
Mesmo quando tenho de passar pelo vale escuro da morte eu não tenho medo.
A sua mão e o seu cajado me tranqüilizam.
Enquanto os lobos uivam, ele me dá o que comer.
Passa óleo perfumado na minha cabeça para curar minhas feridas.
E me dá água fresca para sarar o meu cansaço.
Com ele não terei medo, eternamente...
(Salmo 23, paráfrase)

Mestre Benjamim parou de falar.

Os olhos de todas as crianças estavam nele.

Foi então que uma delas levantou a mão e perguntou:

-E os lobos? Eles vão embora? Eles morrem?

-Os lobos continuam a uivar. E continuam a ser perigosos. O pastor não consegue espantar todos eles. E por vezes eles atacam e matam. Mas as ovelhas, ouvindo a música da flauta do pastor dormem sem medo, não porque não haja mais perigo, mas a despeito do perigo. Não há jeito de acabar com o perigo. Mas há um jeito de acabar com o medo. 

Coragem é isso: dormir sem medo a despeito do perigo...

As crianças voltaram para suas tendas e dormiram sem medo, pensando nos pensamentos das ovelhas. 

De vez em quando, lá fora, ouvia-se o uivo de um lobo faminto.

Desde então, tornou-se costume contar ovelhinhas para dormir.

Do livro de Rubem Alves: “Perguntaram-me se acredito em Deus”.

Rubem Alves

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Enviado por Amigos de Deus

"Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e tua casa"  Atos 16.31

Há uma grande diferença entre religião e salvação, há muitas religiões, mas só um Evangelho. Religião vem do homem; Evangelho e salvação é revelação de Deus por meio de Jesus Cristo. Religião é o ópio do povo; salvação é presente de Deus ao homem perdido. Religião é história do homem pecador, que precisa fazer alguma coisa para seu deus imaginado.  O Evangelho nos diz o que o Deus Santo fez pelo homem pecador.

Religião procura um deus; o Evangelho são as Boas Novas de que Jesus Cristo procura o homem que se encontra em caminho errado."Porque o Filho do homem veio salvar o que estava perdido" Mateus 18.11.

A religião dá ênfase em fazer alguma coisa, boas obras; o Evangelho muda o homem por dentro, através da presença do Espírito Santo em seu coração. "...E assim habite Cristo nos vossos corações, pela fé" Efésios 3.17. "Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" I Coríntios 3.16. Nenhuma religião tem um Salvador ressuscitado, que dá perdão dos pecados e vida eterna, só Jesus Cristo ressuscitou.

Por isso, meu amigo, dirija-se só a Jesus Cristo. Ele é o único que pode perdoar os seus pecados e lhe dar vida nova aqui e vida eterna no porvir.

"Crê no Senhor Jesus, e serás salvo" Atos 16.31

"...E o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado" I João 1.7

Desconheço o Autor

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Luta por privilégios - Por Merval Pereira, O Globo


Os “presos políticos” José Dirceu e José Genoíno continuam sua “luta política” na tentativa de se livrarem da parte mais dura da condenação, mesmo no regime semiaberto a que estão condenados.

O terceiro membro petista do que até agora é considerado “uma quadrilha” pelo STF, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, parece ter se aquietado depois de ter assinado manifesto político no primeiro dia de prisão.

Quanto mais se debatem dentro da prisão em busca de privilégios que já são evidentes no dia a dia da cadeia, Dirceu e Genoíno vão produzindo fatos que apenas aumentam a visibilidade de suas condenações e expõem à opinião pública a tentativa de desmoralizar a Justiça e fugir de suas responsabilidades penais.

O caso que parecia mais simples, e acabou se transformando em uma complicação para o próprio condenado e também para o ministro Joaquim Barbosa, é o de Genoíno, que alega doença grave para pedir prisão domiciliar.

O petista fez uma cirurgia em julho e colocou uma prótese na aorta, procedimento sem dúvida arriscado, mas que, ao que tudo indica, teve êxito absoluto.

Parentes e amigos chegaram a falar em “risco de morte” se ele permanecesse na Papuda, mas duas juntas médicas deram pareceres contrários à necessidade da prisão domiciliar. Primeiro, uma indicada pela Universidade de Brasília a pedido do presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, definiu que seu caso não era para prisão domiciliar.

Em seguida, outra junta médica, esta da Câmara dos Deputados, deu o mesmo diagnóstico. Os médicos da UnB concluíram que Genoíno apresenta “excelente condição clínica atual, sem expectativa em qualquer prazo futuro de eventual insucesso cirúrgico ou complicação”. O petista é “portador de cardiopatia que não se caracteriza como grave”, o que permite que ele seja tratado normalmente no sistema prisional.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

João Francisco, meu amigo, meu camarada - Por Antonio Morais

O Casal João Francisco, o editor do Blog do Sanharol, foto do Wilson Bernardo - Praça Siqueira Campos - Crato.

Nos últimos dias, dedicamos varias postagens e vários textos em homenagens ao ilustre conterrâneo, amigo, compositor e camarada de saudosa memória José Clementino do Nascimento. Reconhecimentos justos e merecidos pelo trabalho que teve em vida na divulgação e elevação do nome de nossa terra.

Na foto vemos o casal João Francisco, um dos maiores benfeitores de nossa terra. Poucas pessoas prestaram tanta solidariedade à comunidade quanto este cidadão. Como tabelião e proprietário de cartório não tinha horário para atender as pessoas. Pequenos trabalhos os fazia de graça. Conheço a historia de um parente que teve de viajar de madrugada ao Juazeiro e precisava levar o documento autenticado e foi neste horário a residência do João Francisco e ele se deslocou ao cartório em alta madrugada e autenticou o documento atendendo de pronto. Quem quiser saber o valor do João Francisco procure os serviços dos cartórios atualmente, veja a diferença e enfrente as dificuldades, incompetência e má vontade.

Mas, como o assunto é o nosso compositor José Clementino eu gostaria de revelar uma curiosidade, de informar que a primeira atividade do Zé Clementino foi como lavador de garrafas da fabrica de bebidas de propriedade do senhor João Francisco, isto bem antes de se tornar funcionário dos Correios e do INSS. Várzea-Alegre merece ser lembrada pelos seus filhos ilustres como José Clementino que voou para os céus deixando muita saudade e o nosso amigo João Francisco que graças a Deus está entre nós gozando saúde de ferro. Saudemos pelo que representam para a historia e memória de nossa terra.

Enviado por Amigos de Deus

"O SENHOR é bom para todos e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras." Salmos 145.9

Coisas de DEUS...
Tudo o que Deus faz é bom !  Há muito tempo num Reino distante havia um Rei que não  acreditava na bondade de Deus. Tinha porém um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia: Meu Rei não desanime porque Deus é bom!  Um dia o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito e uma fera da floresta atacou o Rei.

O súdito conseguiu matar o animal porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. O Rei furioso pelo que havia acontecido e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo perguntou a este: E agora o que você me diz? Deus e bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado e não teria perdido o meu dedo. 

O servo respondeu:

Meu Rei apesar de todas essas coisas somente posso dizer-lhe que Deus é bom e que mesmo isso perder um dedo é para seu bem!  O Rei indignado com a resposta do súdito mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.

Após algum tempo o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva.  Estes índios eram temidos por todos pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses. Mal prenderam o Rei passaram a preparar cheios de jubilo o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto e o Rei já estava diante do altar o sacerdote indígena ao examinar a vitima observou furioso: Este homem não pode ser sacrificado pois é defeituoso!  .......Falta-lhe um dedo! 

E o Rei foi libertado.
Ao voltar para o palácio muito alegre e aliviado libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:  Meu Caro Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande duvida:  Se Deus e tão bom por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? ....Logo você que tanto O defendeu!? 

O servo sorriu e disse:

Meu Rei se eu estivesse junto contigo nessa caçada certamente seria sacrificado em teu lugar pois não me falta dedo algum!

Desconheço o Autor

Retratos do Brasil na prisão de mensaleiros - Editorial, O Globo


O escândalo do mensalão gera desdobramentos extraordinários desde a entrevista do então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) à “Folha de S.Paulo”, em 2005, na qual ele denunciou o esquema de compra literal de apoio político e parlamentar ao governo Lula.

Beneficiário daquela obra de engenharia financeira da baixa política projetada em altos escalões do primeiro governo petista, Jefferson viria a ser um dos condenados no processo que inicialmente arrolou 40 mensaleiros, um fato inédito na mais que centenária história da República brasileira.

E o ineditismo não parou por aí. Como nunca houve um banco de réus VIPs tão amplo, a história da Justiça nacional não aconselhava qualquer otimismo quanto a condenações. Pois aconteceu o oposto.

Apesar de todas as possibilidades de recursos protelatórios permitidos pela legislação — à disposição de alguns dos melhores e mais bem remunerados advogados do país —, ilustres terminaram condenados à prisão, outro fato pouco visto na vida pública. E neste sentido importa menos se o regime da pena é ou não de cárcere fechado do que o veredicto que pune poderosos, importante por si.

Expedidos, durante o feriadão da semana passada, os primeiros 12 mandados de prisão de mensaleiros condenados por corrupção, o processo do mensalão passou a gerar excentricidades. Como o primeiro escalão petista apanhado neste primeiro arrastão judicial se autodeclarar “prisioneiro político”.

Não passa de reação risível, sob encomenda para militantes sectários, o ex-ministro José Dirceu, o deputado e ex-presidente do PT José Genoíno e o tesoureiro petista Delúbio Soares se considerarem “presos políticos” devido à sentença de um Supremo Tribunal Federal composto, em sua maioria, por ministros indicados pelos governos companheiros de Lula e Dilma Rousseff, e num processo que transcorre há seis anos, com o exercício de amplos direitos de defesa.

Neste caso, Marcos Valério também seria um perseguido do regime? Bizarro.

A reação dos petistas, coreografada por gestos de punhos cerrados como revolucionários de gibi, da primeira metade do século XX, denuncia uma faceta de uma certa esquerda brasileira — a de viver do passado. Já inaceitáveis privilégios com que os prisioneiros petistas têm sido tratados na Papuda, em Brasília, denunciam outra faceta: a do Brasil arcaico, aristocrático até a medula, do “você sabe com quem está falando?”.

Deste Brasil, Dirceu, Genoíno e Delúbio também fazem parte. Eles são “mais iguais” que os prisioneiros comuns — entre eles, cardíacos, com certeza — cujo sistema de visita é espartano, em contraste com o regime de portas constantemente abertas que tem valido para as personalidades petistas condenadas.

O velho Brasil das elites — ironicamente tão enxovalhadas por facções do PT — está expresso em cores fortes nos acontecimentos em torno das primeiras prisões de mensaleiros.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Laudo conclui que Genoino não precisa de prisão domiciliar.


Cinco cardiologistas atestaram que o ex-presidente do PT não possui cardiopatia grave e pode voltar a cumprir pena no Complexo da Papuda

Laudo médico elaborado a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, afirma que a prisão domiciliar “não é imprescindível” para o tratamento médico do ex-presidente do PT José Genoino. O estado de saúde do petista foi analisado por uma equipe de cardiologistas no último final de semana. Os médicos concluíram que Genoino é "portador de cardiopatia que não se caracteriza como grave”, o que permite que ele seja tratado normalmente no sistema prisional. As conclusões médicas serão utilizadas para que Barbosa decida se atenderá ou não ao pedido da defesa do mensaleiro para cumprir pena em casa.

Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, admitiu que a Casa enviou médicos, sem a autorização do Supremo, para produzirem um laudo paralelo destinado a embasar o pedido de aposentadoria por invalidez do deputado licenciado.

Hipertenso há três décadas, Genoino foi levado para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal na quinta-feira passada após ter passado mal no Complexo da Papuda, onde cumpre pena em regime semiaberto, pelo crime de corrupção ativa. Há poucos meses, ele se submeteu a uma cirurgia para corrigir uma dissecção na aorta, o que, segundo o laudo médico, não impede que o petista cumpra pena normalmente, fora do ambiente domiciliar.

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

REATIVANTE  DA  MEMÓRIA.

Eu passei alguns dias afastado do Memória Varzealegrense em virtude da minha memória que andou me traindo.
Contei o meu problema ao Dr. Sávio Pinheiro por telefone e ele no mesmo telefonema me passou a seguinte receita:
- Mundim. O medicamento certo para a falta de memória, é Memoriol, porém existe um remédio natural que é a sardinha, pois contem Omega 3. Você come sardinha no almoço e quando for meia noite, você vai está arrotando e lembrando que comeu sardinha.

Brasil na banguela - Por Carlos Alberto Di Franco.

Armação da imprensa. Distorção da mídia. Patrulhamento de jornalista.

Quantas vezes, caro leitor, você registrou essa reação nas páginas dos jornais? Inúmeras, estou certo. Elas estão contidas, frequentemente, em declarações de homens públicos apanhados com a boca na botija, no constrangimento de políticos obsessivamente preocupados com a própria imagem e no destempero de lideranças que pescam nas águas turvas do radicalismo.

Todos, independentemente de seu colorido ideológico, procuram um bode expiatório para justificar seus deslizes e malfeitos. A culpa é da imprensa! É preciso partir para o controle social da mídia, eufemismo esgrimido pelos que, no fundo, defendem a censura às empresas de conteúdo independentes.

Sou otimista. Acho que o Brasil é maior que seus problemas. Mas não sou cego. O Brasil está na banguela. Corrupção crescente, educação detonada e gestão pública incompetente, não obstante as lantejoulas do marketing político, começam a apresentar sua inescapável fatura. E a sociedade está acordando.

As ruas, em junho deste ano, deram os primeiros recados. A violência blackbloc, um desvio condenável e inaceitável dos protestos, precisa ser lida num contexto mais profundo. Há um cansaço do Estado ineficiente, corrupto e cínico. E a coisa não se resolve com discursos na TV, mas com mudanças efetivas.

Corrupção endêmica e percepção social da impunidade compõem o ambiente propício para a instalação de um quadro de desencanto cívico. Alguns, equivocadamente, vislumbram uma relação de causa e efeito entre corrupção e democracia.

Outros, perigosamente desmemoriados, têm saudade de um passado autoritário de triste memória. Ambos, reféns do desalento, sinalizam um risco que não deve ser subestimado: a utopia autoritária.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

ARROCHO  E  RECESSÃO.

No tempo em que havia no Brasil as maiores dificuldades como; Congelamento de preços, queda de bolsas, intervenção do governo nas contas dos poupadores e outras coisas mais, alguns conterrâneos de Várzea Alegre-Ceará, não entendiam e nem admitiam a situação.
Uma vez o ferreiro Chico Basilo tomava umas cachaças no bar de Albertro Siebra, Quando chegou Antônio Ulisses com um jornal e começou a folhear, comentando com Alberto e Bizim:
- Mas esse governo é engraçado mesmo. Os políticos ficam lá na maior farra do mundo gastando dinheiro e quem paga o pato é a população. O jornal tá dizendo aqui que os brasileiros precisam fazer economia para equilibrar o país.
Alberto pegou a deixa e falou.
- Só falta o governo exegir que a gente use o papel higiênico dos dois lados.
- Chico Basilo tomou uma lapada, deu uma cuspida e resolveu expressar também a sua opinião:
- Apois se é pra fazer economia, é melhor ele botar nós pra usar sabugo, que é mais barato, mas limpa, coça e penteia.

Enviado por Amigos de Deus.

“Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia.” Mateus 26.73

Há algum tempo atrás eu vi uma reportagem em um canal de documentários sobre uma mina de ouro na África, um lugar que, para nós brasileiros, lembraria muito bem a famosa Serra Pelada. 

O repórter perguntou ao dono da mina se ele não tinha receio de que algum funcionário pudesse encontrar uma pepita de ouro e não entregá-la para vender fora dali.

Aquele homem olhou nos olhos do repórter e disse: “é impossível alguém me roubar aqui... Se qualquer empregado meu achar uma pedra de ouro, por menor que seja, ele ficará tão contente que não conseguirá esconder a felicidade, muito menos a pedra de ninguém, ele vai mostrá-la para alguém mais cedo ou mais tarde e eu vou ficar sabendo.”

Isto me fez refletir sobre o modo como a alegria do Evangelho deveria e deve atuar em nós. O encontro com Jesus precisa marcar nossas vidas a tal ponto que nosso modo de viver e andar “denuncie” nosso encontro com Ele.

No texto que serve de base para esta nossa reflexão, Pedro foi posto à prova, a firmeza do testemunho e da convicção do Apóstolo foi desafiada. Embora ele tenha “amarelado” e negado ao Senhor, e teve oportunidade de fazer isto por três vezes antes do galo cantar, o que eu quero destacar aqui não é o medo que Pedro teve no início de se dizer quem e o que ele era, mas o que eu quero que você perceba é o que acontece no entorno deste versículo. Perceba que Pedro queria apenas acompanhar os momentos finais de Jesus, talvez mais por curiosidade de saber o que poderia acontecer de fato com o Senhor do que propriamente por fé. O surpreendente é que, no meio de toda aquela situação, ele foi “denunciado” pela forma como falava. Não somente o sotaque o entregava, mas algumas pessoas conseguiram reconhecer nele um seguidor daquele que estava sendo condenado.

O Evangelho pregado em alguns lugares anda tão desacreditado, tão moldado aos interesses de alguns homens sem escrúpulo, tão morno, conivente com as mazelas humanas e distante da proposta transformadora de Jesus, que já está mais do que na hora de resgatar alguns valores fundamentais da Fé.

Este é o momento em que ou nós cristãos decidimos voltar de verdade à mensagem da Cruz, “Arrependei-vos e crede no Evangelho” Marcos 1.15 ou seremos mais uma dentre tantas religiões do mundo que se tornaram meramente clubes de uma espiritualidade vazia voltada para o seu próprio benefício e interesse. Algumas conseguem se aproximar de uma pseudo revelação e descortinar do oculto, mas enganam-se pensando que encontrarão salvação fora do Verbo de Deus que se fez carne.

Precisamos tomar ciência sobre qual é o propósito que direciona nossas vidas. O que nos move é a curiosidade ou é a Fé no Evangelho? Certamente sempre seremos conhecidos muito mais pelo nosso modo de vida do que necessariamente pelo que falamos. É assim por toda a História e em todos os lugares.

O testemunho foi e sempre será o centro da missão, logo não há Evangelho sem testemunho, mesmo porque a palavra “Evangelho”, no grego original, significa boa notícia, uma maravilhosa novidade para ser compartilhada e espalhada com toda a humanidade. O Evangelho precisa pulsar em nós com a mesma naturalidade da felicidade de uma criança que ganhou um doce ou um presente do pai que acaba de chegar em casa, esta é a condição para que o nosso testemunho alcance bom êxito.

O que anunciamos então é a salvação em Jesus Cristo. Nele afirmamos convictos não só pelo que ouvimos e aprendemos, mas pelo que experimentamos, de fato, em nós mesmos, que “não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” Atos 4.12

Qualquer coisa anunciada fora disto não é Evangelho, muito menos, salvação para quem se encontra perdidamente ofuscado por toda a fascinação e envolvimento espalhados pela terra. Pode ser confissão positiva, pode ter aparência de religiosidade, sabedoria e piedade, pode até ter todo um aparato sobrenatural, mas não é a Boa Notícia de Deus para o homem.

Em Jesus tudo se fez e se faz novo todos os dias. As cadeias da depressão, opressão, pecado e maldade são facilmente arrebentadas simplesmente por Sua palavra. Sem barganha, sem preço, sem troca, somente pela fé. Permita que o Evangelho lhe transforme hoje, mude suas percepções de mundo, então você conseguirá mudar o que está à sua volta. Deixe o testemunho de Jesus falar em você e através de você.

Hoje vou encerrar esta reflexão com o testemunho de João, o apóstolo, que também teve um profundo encontro com a verdade que anunciamos aqui:

"O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo." I João 1.1-3

O Deus que se fez carne em Jesus Cristo te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

site Ovelha Magra

Novo juiz do caso Mensalão é contrário a entrevistas de presos - O Globo


Como costuma fazer aos domingos, o juiz substituto da Vara de Execuções Penais (VEP) Bruno André Silva Ribeiro (foto abaixo), de 34 anos, foi à casa do pai, o ex-deputado distrital pelo PSDB Raimundo Ribeiro, para o almoço de família. Pouco depois, recebeu uma ligação e saiu às pressas. Até à noite, não havia voltado. O domingo já foi uma mostra da sua nova rotina: caberá ao juiz cuidar dos processos de execução das penas dos presos pelo mensalão no complexo da Papuda, no Distrito Federal.

Bruno acompanhará a situação dos presos na Papuda, com exceção da análise de benefícios, atribuição do presidente do STF. O juiz já atuou em outro caso rumoroso: a prisão provisória do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Em julho de 2012, quando o contraventor estava na Papuda, Bruno negou um pedido de entrevista que já havia sido consentida pelo detento.

sábado, 23 de novembro de 2013

E, Haja Crime. Imagine se não fosse Genoino.

E, Haja Crime. Imagine se não fosse Genoino.

Ação que condenou Genoino a mais 4 anos de prisão — caso BMG — está de volta ao Supremo; Marco Aurélio é o relator; Gilmar Mendes, o revisor

Pois é… Que José Genoino se recupere plenamente! Até para que possa responder à Justiça pelos crimes do mensalão pelos quais já está condenado — por corrupção ativa (4 anos e 8 meses), pena executada, e formação de quadrilha (2 anos e 3 meses), objeto de embargos infringentes. Só que as coisas não param por aí. Lembram-se dos empréstimos fraudulentos do BMG às empresas de Marcos Valério e ao PT? Pois é. Resultaram na Ação Penal 420. Corria no Supremo. Só que José Genoino, único réu que tinha foro especial por prerrogativa de função, deixou de tê-lo. Então o processo foi enviado para a 4ª Vara Federal de Belo Horizonte. Ocorre que ele voltou a ser deputado, e a ação retornou ao Supremo.

ATENÇÃO! NESSE PROCESSO DO BMG, GENOINO FOI CONDENADO NA PRIMEIRA INSTÂNCIA A QUATRO ANOS DE PRISÃO POR FALSIDADE IDEOLÓGICA. Aliás, esse é o caso em que as digitais de ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva aparecem de modo insofismável. O relator dessa ação no Supremo é o ministro Marco Aurélio. O revisor é Gilmar Mendes.

Se a pena for confirmada pelo Supremo, mesmo que Genoino escape da imputação de quadrilha, sua condenação será superior a oito anos — o que rende, em circunstâncias normais, regime fechado.



O caso BMG

No dia 17 de fevereiro de 2003, o BMG “emprestou” ao PT R$ 2,4 milhões. José Genoino assinou pelo partido.

No dia 20 de fevereiro, Marcos Valério levou Ricardo Guimarães, presidente do banco, para um encontro como Palácio do Planalto com… José Dirceu.

Cinco dias depois dessa reunião, o BMG liberou um empréstimo de R$ 12 milhões, desta vez para uma empresa de Valério. O publicitário confessou depois que era dinheiro para pagar a turma indicada por Delúbio — vale dizer: era dinheiro para o PT.

Entre o “empréstimo” feito diretamente ao partido e aqueles oficialmente concedidos às empresas de Valério, o BMG repassou ao esquema R$ 43,6 milhões.

Enviado por Amigos de Deus.

"Fé é o firme fundamento das coisas que… se não veem" Hebreus 11.1.

Ainda posso ouvir meu professor me perguntando: “Onde fica Nápoles”? Como não estava bem certo, respondi hesitante: “Acredito que fica na Itália”. A resposta foi contundente: “Acreditar é para questões de igreja; você tem de saber”. De certa forma ele estava correto. Acreditar obviamente está relacionado a questões religiosas, mas não se resume apenas a isso.

Quem crê tem de agir e viver na fé em todos os lugares e em todo tempo, não somente quando está na igreja, mas também em casa, no trabalho, no cotidiano. Quem limita a crença à igreja torna sua fé inútil e morta. Uma fé viva é o poder dinâmico que envolve todos os aspectos da vida de um crente.  Contudo, meu professor quis dizer algo diferente. Quis enfatizar a diferença entre crer e saber de fato. Ele deduziu a partir da minha resposta o quão inseguro eu estava. Geralmente usamos as palavras “crer” ou “acreditar” quando expressamos incerteza. “Será que vai fazer sol hoje”? – “Ah, eu creio que sim”. Existe claramente uma dúvida nessa resposta.

O uso bíblico da palavra “crer” expressa exatamente o oposto: uma confiança firme e inabalável. Quando dizemos que cremos em Deus e em Sua Palavra, a dúvida está fora de questão. Porque confiamos nEle, sabemos com certeza que Ele cumpre Suas promessas e que o que Ele diz é verdadeiro. Deus jamais decepcionou ou enganou alguém.

Se você tem dúvidas, incertezas ou inquietações em seu coração, você deve se refugiar em Deus e em Sua Palavra.

Crer em Deus é abrir mão de nossas próprias crenças e inseguranças e confiar nEle inteiramente.

Desconheço o Autor

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Os vira-latas - Por Maria Helena RR de Sousa



Nelson Rodrigues nos tatuou com essa marca. Agora mesmo houve quem sugerisse que demos uma de vira-lata ao permitir que o Henrique Pizzolato, cidadão italiano, levasse para fora do Brasil o pendrive do Henrique Pizzolato, cidadão brasileiro.

Você não faria o mesmo?

Sei o que levou o escritor a nos chamar de vira-latas, o que não sei é se ele concordava com a tese de que somos vira-latas por conta da miscigenação que nos formou. Nesse aspecto, estou com Edgar Roquette Pinto, o pai de nossa radiodifusão: somos vira-latas pela ignorância que nos encharca.

Dos Três Poderes que nos regem o único composto por pessoas qualificadas é o Supremo Tribunal Federal. Ali não dá para entrar pela janela, nem porque casou com a cunhada do amigo do governador que é tio de um sindicalista no ABC. O nome pode ter sido ventilado por esses ou outros ridículos motivos, mas para ser investido da toga, é preciso mais do que isso.

Quem são os donos do poder no Brasil há quase 12 anos? Dos juízes que formam o STF, quantos foram nomeados por Lula e Dilma? O julgamento foi transmitido pela TV e pudemos ver o desfile das maiores bancas de advogados do país no livre exercício da defesa de seus constituintes.

É fácil compreender a dosimetria das penas? Para mim, não. Há sentenças que espantam, há detalhes difíceis de compreender, há juízes cuja personalidade incomoda, outros que acho francamente exibicionistas, assim como alguns aos quais faltou quem lhes torcesse o pepino em criança. E outros há cuja inteligência chega a ofuscar os demais.

E daí? Qualquer desses detalhes pode permitir sequer a hipótese que eu julgue esse julgamento injusto? Não, claro que não.

O fundamental, o fato que pode vir a mudar nosso trajeto, é ver pela primeira vez os poderosos serem punidos por erros graves que cometeram contra o Brasil.

Mas isso não pode e não vai impedir que eu continue a sonhar com um Brasil que erre menos. Agora que o trem saiu da estação onde estava desde 1500, se conseguíssemos engatar o vagão da Educação ao da Justiça, que Brasil nossos filhos teriam!

Educação que nos impedisse de ouvir um ministro da Saúde dizer que não se incomodava em ser tratado por médico que não passou pelo Revalida; que não permitisse que um condenado notoriamente enfermo fizesse uma viagem inútil de avião para ir parar justo numa cadeia sem nem um posto de saúde; e educação que nos deixasse roxos de vergonha diante do estado das penitenciárias brasileiras.

Instrução e Educação que impedissem nosso povo de acreditar na militância paga que infesta a mais extraordinária invenção do homem desde Gutenberg. A Internet é uma joia da qual devemos cuidar com extremo carinho e nunca usá-la com a linguagem tosca e os argumentos insanos que a maltratam.

Uma lei não poderá obrigar um homem a me amar, mas é importante que ela o proíba de me linchar, disse Martin Luther King. Não se lincha só com paus e pedras...

As elites, sempre elas - Por José Aníbal

Até agora, de tudo o que foi divulgado sobre os desagravos de setores do PT contra o desfecho do mensalão, ficou claro quem são os alvos preferenciais: o Supremo Tribunal Federal, na figura de seu presidente, ministro Joaquim Barbosa; a grande imprensa, principalmente jornais e tevês; e as "elites".

Em relação ao STF, o que dizer? As decisões da corte são colegiadas. A maioria dos ministros foi escolhida por Lula e Dilma, todos devidamente sabatinados e endossados pelo Senado. Sobre a mídia, as críticas se dividem: ora reclamam dos recortes tendenciosos, ora da cobertura ao vivo, que impede qualquer edição.

O que não se entende é a fixação do PT com essa entidade amorfa e onipresente, algo maquiavélica e certamente diabólica, a que chamam "elite". Não há circunstância que não seja resultado das velhacarias da elite, que vive por conta de assombrar os meninos bonzinhos do governo popular.

Se os banqueiros encheram as burras nos governos do PT, pouco importa: dessa elite eles gostam muito. Que romarias de empresários façam fila na porta do Instituto Lula ou que o ex-presidente tenha virado agente internacional dos capitalistas brasileiros, sem problemas. Essas são as elites boazinhas. As malvadas são as que não gostam do PT.

Katia Abreu, senadora

Enquanto o governo Dilma caminha para terminar com "reforma agrária zero", Katia Abreu, antes belzebu do agronegócio, aderiu ao governo e se mandou para a turma dos ricos do bem. Melhor nem falar da tal "elite" política. Esta, historicamente satanizada pelo PT, hoje virou gente de fina estampa. Elite da boa, velhos amigos.

Considerando os desagravos do PT, parece que há nas ruas uma enorme pressão popular a favor dos condenados do mensalão -- sufocada por quem quer que seja. Mas não há nada que sequer se aproxime disso no país. A maioria esmagadora da população, o povão, aplaudiu o desfecho. Apoiou.


Enviado por Amigos de Deus.

"No demais irmãos meus fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" Efésios 6.10

O rio passa e as pedras por mais que rolem vão ficando pelo caminho... Assim são os problemas que carregamos por maiores que sejam vão ficar no passado uma hora eles se desprendem de nós e caem no esquecimento.

Por isso não perca a hora do trem nem se deixe levar pela dor. A vida como o rio tem um curso a seguir e quem não pode ficar para trás é você.

Olhe para a frente projete seus sonhos veja-se livre do que te incomoda.

Se a saúde que lhe falta se trate
Se é a solidão que te incomoda seja solidário
Se é o desamor que te atormenta ame mais
Se é a traição que te ofende perdoa
Se é a desunião que te machuca une
Se é a escuridão que te entristece seja a luz
Se é o vazio que te deixa assim preencha-se
Se te falta fé se encontre...

Se te falta direção observe o rio que humildemente se deixa levar pelo caminho certo que depois das pedras está o mar ponto de chegada dos vitoriosos dos pequenos riachos fontes e nascentes que compõem a grandiosa força dos oceanos.

Hoje você pode ser apenas um fio d’água mas seguindo o curso do rio da vida deixará para trás pedras e barrancos e se fortalecendo com a capacidade de amar deixará de ser rio e será mar.    

Paulo Roberto Gaefke

Dirceu: o 'rei da cela' - Por Vera Rosa, Estadão



Acostumado a dar ordens, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu impõe a disciplina na prisão. Levanta bem cedo, faz ginástica, organiza temas para "debates" e virou o "rei da cela". É ele o mandachuva que passa as tarefas para os companheiros e decreta a hora de fazer exercícios, de ler, de caminhar e jogar conversa fora.

Na manhã desta quinta-feira, 21, antes da saída do ex-presidente do PT  José Genoino - que passou mal e foi hospitalizado -, Dirceu deu voz de comando a Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido. Aficcionado por limpeza, ele pegou um balde de água, sabão e vassoura e puxou Delúbio para ajudá-lo na faxina na cela "S 13", número do PT. 

Olívio Dutra considera justa a prisão dos mensaleiros - Por Jimmy Azevedo, Jornal do Comércio


Destoando do discurso de lideranças petistas, intelectuais de esquerda e juristas, o ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra (foto) não acredita que houve cunho político na condenação e na prisão dos correligionários José Genoino, José Dirceu e Delúbio Soares, detidos, na semana passada, pelo escândalo do mensalão durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Funcionou o que deveria funcionar. O STF (Supremo Tribunal Federal) julgou e a Justiça determinou a prisão, cumpra-se a lei”, analisa o ex-presidente estadual e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT).

No entendimento de Olívio Dutra, o desfecho da Ação Penal 470, conhecida popularmente como mensalão, foi uma resposta aos processos de corrupção que, historicamente, permeiam a política nacional, independentemente de partidos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Mendes: mensaleiros não podem negociar com carcereiro para ir ao Congresso - Por Laryssa Borges.


Ministro do STF criticou as queixas de petistas sobre a prisão dos mensaleiros: 'Agora as pessoas descobriram que temos inferno nos presídios'

Ministro Gilmar Mendes classificou como "nonsense" a possibilidade de os políticos condenados no mensalão não serem cassados (STF)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta quarta-feira a figura do deputado-presidiário e defendeu a perda automática dos mandatos de parlamentares condenados pela Justiça. 

“Se há uma atividade que pressupõe liberdade, além de jornalistas, é a de parlamentar. Portanto, essa ideia de fazer com que o parlamentar negocie com carcereiro, dizer: 'A nossa sessão vai começar um pouquinho mais tarde', parece um pouco complicada”, disse o ministro. “Eu não consigo imaginar, ainda que estivesse em regime aberto, que um deputado tenha que negociar com seu carcereiro: ‘Olha, deixe eu entrar às 20h porque a sessão começou às 18h’”, completou.

Mendes disse ainda que o deputado encarcerado poderá sofrer pressões de facções criminosas que atuam em presídios. "Essas pessoas não estão soltas. Não estão liberadas para passear por aí e voltarem quando quiserem. (...) [Há também] Outros constrangimentos, organizações criminosas que podem fazer desse deputado refém, quanta coerção pode se exercer sobre um deputado que agora pode ter que votar matérias de interesse do PCC, por exemplo."

Câmara - Nesta quarta, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou que a Mesa Diretora da Casa dará início ao processo de cassação do deputado José Genoino (PT-SP), que cumpre pena em Brasília pela condenação no julgamento do mensalão. Esse trâmite no Legislativo, entretanto, é lento e o caso só deverá chegar ao plenário no ano que vem.

Além disso, a discussão sobre a perda dos mandatos dos mensaleiros voltará ao plenário do STF no próximo ano quando o tribunal julgar os embargos infringentes. Os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP) questionam, por meio de infringentes, a determinação inicial do STF de perda automática do mandato quando houver o trânsito em julgado das sentenças.

Mendes criticou as queixas de petistas de que houve excessos do STF na prisão dos mensaleiros. "Parece-me um exagero falar em preso político ou em decisão política. A composição da Corte passa basicamente por pessoas que foram indicadas ou pelo presidente Lula ou pela presidente Dilma Rousseff. Será que eles indicaram pessoas contra seus interesses ou para vergastar o partido do governo?", disse. “Agora as pessoas descobriram que temos inferno nos presídios. Citam situações caricatas e pequenas, como banho frio. No contexto geral, falta comida, falta espaço, é um quadro que nos constrange, que nos envergonha."

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Enviado por Amigos de Deus.

"Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se a si mesmo, sem se comparar com ninguém,... E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos" Gálatas 6:4,9

"Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias que a tempos não sei o que são.  Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime né? Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
-Tio, dá um trocado?
-Não tenho menino.
-Só uma moedinha para comprar um pão.
-Está bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada esta lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas.Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos perdidos.
-Tio, pede para colocar margarina e queijo também.
Percebo que o menino tinha ficado ali.
-Ok. Vou pedir, mas depois me deixe trabalhar, estou muito ocupado, ta?

 Chega a minha refeição e junto com ela meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir embora.  Meus resquícios de consciência me impedem de dizer. Digo que esta tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição descente para ele.

 Então ele sentou á minha frente e perguntou:
-Tio o que está fazendo?
-Estou lendo uns e-mails.
-O que são e-mails?

-São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet. Sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionário disse: É como se fosse uma carta, só que via Internet.
-Tio você tem Internet?
-Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.
-O que é Internet?
 -É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
 -E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.
-Virtual é um local que imaginamos algo que não podemos pegar tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.

-Legal isso. Gostei!
-Mocinho, você entendeu que é virtual?
-Sim, também vivo neste mundo virtual.
-Você tem computador?

 -Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome e eu dou água para ele pensar que é sopa, minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, pois ela sempre volta com o corpo, meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, de natal e eu indo ao colégio para virar medico um dia. Isso é virtual não é tio?

Fechei meu notebook, não antes que a lágrimas caíssem sobre o teclado. Esperei que o menino terminasse de literalmente "devorar" o prato dele, peguei a conta, e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Brigado tio você é legal!".

"Ali, naquela instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!"

Autor Desconhecido

De mal a pior - Por Ilimar Franco, O Globo


Em jantar com banqueiros segunda-feira à noite, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) não poupou a presidente Dilma. “Mesmo quando faz o bem, ela faz de má vontade”, disse o governador pernambucano sobre as concessões do governo.

Marco Aurélio assume presidência do TSE e critica políticos - O Globo


Em seu discurso na posse como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Marco Aurélio Mello (foto abaixo) criticou, sem citar nomes, políticos que querem se eleger para utilizar os cargos para alcançar objetivos pessoais e imediatos e conclamou os eleitores a utilizar a melhor forma de protesto, em sua visão: o voto. Ele também criticou o que chamou de “minimalismo judicial” que, em seu entendimento, põe em risco o equilíbrio na disputa e dá lugar ao “império da esperteza e compromete a vontade real do eleitor”.

Para o novo presidente do TSE, o voto é o maior indicativo do estágio democrático experimentado por uma nação e o eleitor é insubstituível – não os candidatos. Marco Aurélio elogiou os movimentos populares que ganharam as ruas desde junho e chegou a dizer que é importante que a população saia do marasmo. No entanto, criticou abertamente os quebra-quebras.

Enviado Por Amigos de Deus.

"Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma." João 15.5

O que poderia produzir uma árvore? Em sua essência seria o seu fruto. É óbvio que o fruto de uma mangueira, logo, dar-se-á uma manga. Diga-se en passant que ela produz anualmente. O que diria da goiabeira da mesma sorte, produziria a goiaba na estação própria.

As árvores produzem no tempo determinado. Não se forja uma árvore a produzir. Ou dirá o homem produza frutos, ó abacateiro! Ela não ouvirá a voz humana, pois, o homem não tem comando para dizer que ela produza. O máximo que homem poderá fazer: colocar adubos, aguar, cuidar,  enfim, e esperar que ela cresça e que no seu período dê o seu fruto.

Elas (árvores) seguem o tempo programado para dar o seu fruto. Algumas com abundância e outra com escassez de produção. Mas, o que é certo que elas produzirão em pequenas ou grandes quantidades. Mas, darão o seu fruto no tempo marcado.

O livro de Salmos 1, compara também, ao que é temente a Deus a produção de seus frutos. Assim como as árvores, nós também, de igual modo produzimos frutos que serão alimentos para outros. De maneira que no tempo próprio, e essa é a peculiaridade. Produzimos frutos, à medida que crescemos, nos tornamos maduros. Elas se tornarão frutíferas quando se tornam adultas. Pois, também chegará o momento de produzir frutos que irão alimentar pessoas ou humanos.

A paciência em nossa vida pode gerar frutos que são chamados de Paz e Justiça. Se por outro lado, a impaciência gera frutos de injustiça e de intranquilidade. Logo, a paciência produz uma certeza do fruto vindouro. De tal forma, a tartaruga mesmo sendo devagar pode chegar ao seu destino. Os velozes coelhos chegarão primeiro, contudo, poderão chegar com rapidez. Mas, aqueles que ainda vão devagar chegarão ao seu destino.

Portanto, os frutos da paciência, não podem trazer confusão, pois que espera sempre alcança. Outra citação sacra diz: “Deleita-te no Senhor, Ele concederá os desejos do teu coração”. Ela , a paciência, produzirá um fruto que o que virá, com certeza trará a benção prometida para cada um. De igual modo, os frutos de cada árvore vem no seu tempo próprio, assim virão os seus frutos a seu tempo. Espera, pois, no Senhor.

Élcio Cunha.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

DUVIDO, D Ó DÓ.

Prender político Ladrão?
Onde é o endereço?
No escuro eu só conheço
Vaga-lume e lampião.
A turma do mensalão
Vai ficar em liberdade,
Por conta da impunidade
Do país da falcatrua.
É mais fácil eu ir na lua
Do que ver, eles na grade.

Sei que o ministro Barbosa
É firme como uma flexa,
Mas na lei existe brecha
E o mensalão vira prosa.
Tem mensaleiro que gosa
E diz que não dá em nada,
Já pensa em outra parada
Para encher o seu cofre.
E assim nosso Brasil sofre
Nas unhas dessa cambada.

Mundim do Vale.

Aline - Por Antonio Morais

Outro dia, Mundim do Vale contou a historia do Circo Vazante. Hoje eu atesto a veracidade da historia do Mundim afirmando ser verdade que toda ocorrência que se efetuava em Várzea-Alegre, findada os meninos criavam uma similar.

Pois bem, depois de uma festa de São Raimundo muito animada, os meninos do Sanharol resolveram fazer um parque de diversão. Criaram uma geringonça denominada “Galamarte”. Era uma engenhoca composta por um pau medindo aproximadamente quatro metros com um orifício no meio e um torno com mais ou menos 70 centímetros de altura onde era colocado no engate, no buraco. Divertiam-se dois meninos, ao mesmo tempo, um de um lado e um do outro enquanto um terceiro menino empurrava.

Na casa de Joaquim Bitu foi instalado o Galamarte e pru bicho fazer zoada botava-se zebo com carvão. Faltava, portanto, no nosso parque a "Amplificadora" para passar as musicas, musicas que por sinal estão mexendo com aqueles que são saudosistas, aqueles que tem sensibilidade, capacidade de sentir saudades. A historia do Galamarte vai para Nanum.

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Uma lição de civilidade – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Vivíamos no Crato, em outubro de 1958, eleições disputadíssimas. Concorriam ao cargo de prefeito o senhor Pedro Felício Cavalcante pelo PSD e José Horácio Pequeno pela UDN. Os comícios eram concorridíssimos de cada lado. Os udenistas chamavam os pessedistas de “gogó”, e eu nunca soube o porquê, e estes replicavam que os udenistas eram os “carrapatos”, talvez numa referência a esse partido ter vencido várias e sucessivas eleições. O meu pai concorria ao cargo de vice-prefeito na chapa da UDN. Era a primeira vez que esse cargo, desnecessário ainda hoje, era disputado.

Gerson Moreira, um dos meninos mais udenistas que conheci, desde criança um líder natural, organizou um comício dos meninos que a cada dia ganhava mais adeptos. À medida que as eleições se aproximavam mais gente acorria ao comício dos futuros políticos da nossa cidade. Surgiram palanques, sistema de som, todo requinte que os comícios dos políticos de verdade tinham.

Pedro Felício concorria pela quarta vez e compuseram uma paródia musical cujo refrão eu guardo na memória: (“hei Pedro Felício, hei seu teimosão, hei esta será a quarta decepção...”).

Certa noite, houve um desses comícios dos meninos defronte a casa do senhor José Honor de Brito, na Rua José Carvalho, bem perto de onde eu morava. Gerson, quando me viu, me convidou para o palanque e após alguns oradores falarem muito bem, me surpreendeu dizendo: “Agora vamos ouvir o filho do futuro vice-prefeito do Crato!” E de súbito, eu me vi engasgado, com o microfone nas mãos, todo trêmulo e sem saber o que falar. Então cochichei para o Gerson: “O que é que eu digo?” E alguém não identificado respondeu: “Diga que Pedro Felício é um ladrão!” Repeti como uma marionete esse recado, sem ao certo imaginar o que estava dizendo e fui muito aplaudido pela platéia que enchia a rua defronte do palanque.

Ao final daquele comício mirim que se encerrava cedo, provavelmente às oito horas da noite, voltei para casa satisfeito, crente que havia colaborado para eleição do meu partido. Mas por cerca das dez horas daquela mesma noite, eu fui bruscamente acordado pelo meu pai. Após a aplicação do corretivo usual para a educação daquele tempo, uma expressão que meu pai usou ficou para sempre no meu íntimo: “Pedro Felício é um homem de bem, é muito honesto e meu amigo. Eu não admito que você volte a falar o que falou dele! E está proibido de ir a esses comícios.” Realmente observava que papai se dava bem com todos os políticos do PSD e com seus eleitores também. Certa vez ele viajou com Pedro Felício, Jósio Araripe e outros amigos a Minas Gerais para comprarem gado da raça gir e nelore, ainda não existentes na nossa região. Muitos dos primos e primas do meu pai, da família Pinheiro eram do PSD e jamais houve inimizade entre eles.

Terminada a apuração da cidade, naquela época apuravam-se em primeiro lugar os votos das urnas da cidade e depois a votação dos distritos, Pedro Felício vencia o pleito com uma boa maioria, algo em torno de mil votos, se não me falha a memória. Para vice-prefeito, votava-se em separado, meu pai tinha quase a mesma votação que seu Pedro. Os “pessedistas” já comemoravam a eleição como certa. Diziam que aquela diferença não daria para os currais udenistas desfazerem.

Assistíamos ansiosos os resultados dos distritos e zona rural. Estávamos nas últimas urnas e a diferença cada vez mais sendo desfeita. Encerrada a apuração registrou-se a vitória do prefeito José Horácio Pequeno por uma pequena maioria, creio que 58 ou 63 votos, não lembro ao certo, só que foi por um valor muito pequeno. Eu estava presente ao encerramento daquela apuração, observando de longe a reação dos derrotados. Pedro Felício colocou o chapéu na cabeça, desceu humildemente as escadas da antiga prefeitura, onde hoje fica o museu do Crato, e se dirigiu à Rua Nelson Alencar, residência de José Horácio Pequeno.

A molecada acompanhava cantando o hino do “teimosão”. Vi quando ele entrou na casa do prefeito eleito, cumprimentou-o efusivamente, desejou os maiores êxitos para sua administração, bebeu o que lhe foi oferecido pelo anfitrião, participou da alegria dos vitoriosos por alguns minutos e, em seguida rumou para nossa casa para cumprimentar meu pai. Aquela atitude foi uma das maiores demonstração de urbanidade que eu já presenciei num homem público.

Quatro anos mais tarde, a UDN foi derrotada, e o Senhor Pedro Felício elegeu-se prefeito do Crato, na quinta tentativa.
Em 1972, candidatou-se uma segunda vez e foi reconduzido à prefeitura.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A pena mais justa que Lula vê para os mensaleiros.


Na semana passada, quando soube que os primeiros condenados do mensalão haviam sido presos, Lula afirmou esbanjando sensatez:

- Quem sou eu para comentar uma decisão do Supremo Tribunal Federal...

A sensatez começou a se esgarçar tão logo ele telefonou para José Dirceu e José Genoino e comentou: - Estamos juntos! O que significa, em outras palavras, "estou ao lado de vocês".

Quando estourou o caso do mensalão, Lula se disse traído, mas não revelou o nome dos traidores. É razoável supor que nenhum dos Josés (Dirceu e Genoino) tenha traído Lula. E que Lula os considera inocentes dos crimes pelos quais foram condenados na mais alta instância da Justiça. Do contrário, simplesmente não haveria porque se solidarizar com eles ("Estamos juntos!")

O comentário, que Lula disse que não faria à decisão do STF, fica ainda mais claro quando ele, hoje, provocado por jornalistas, decretou: - Eu estou aguardando que a lei seja cumprida e quem sabe eles fiquem em regime semiaberto.

Para Lula, portanto, a forma ideal ou única ou a mais justa de a lei ser cumprida é a escolha do regime semiaberto como aquele que servirá de punição para os condenados do mensalão – ou pelo menos para os petistas condenados. Fora daí seria uma exorbitância.

Contraditório e um tanto confusamente, Lula avançou o sinal que ele mesmo estabelecera para si. E tudo em menos de uma semana. O que virá em seguida? 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

POETA  HISTORIADOR

João Bitu é um poeta, que faz a rima concreta
Pra falar do seu lugar.
Rima com propriedade, a sua boa cidade
Sem deixar nada faltar.

Lembra a casa que viveu, ao lado da de Dirceu
Que era sua vizinha.
Lembra de Dona Santana, dos benditos de Romana
Na hora da ladainha.

Lembra o amigo Dudu, O seu pai José Bitu
E a sua mãe Vicentina.
Lembra de Pitõe Gibão, pulando no algodão
Que chegava na uzina.

Lembra o Sr. Lourival, e a casa paroquial
Que era de frente a sua.
Lembra o Sr. João Bilé, que morava no Coité
Mas tinha casa na rua.

Lembra de Dona Lilí, da minha mãe Iracy
De André Costa e Santinha.
Não esquece Valdeliz, Francisca e Luiz Diniz,
Dona Eliza e Tietinha.

O poeta não perdia, a salva do meio dia
Bem do lado do cruzeiro.
Seguia na procissão, conduzindo em sua mão
O andor do padroeiro.

Lembra Maria Caitana, cantando e bebendo cana
Jogando no elefante.
Lembra José Vitorino, Zé Odmar e Acelino,
Zé Raimundo da Vazante.

Lembra do Sr. Ferreira, Dona Raimunda Teixeira
E de Vicente Gregório.
Não esquece de Soarim, Damião, Chico Carrim
E do Sr. Quinco Honório.

Morou um tempo no rio, Mas seu maior desafío
Foi voltar ao Ceará.
Queria, porque queria, Ter a boa companhia
De Zezê e de Fafá.

O poeta tem guardado, Todo o Vale do Machado
E a sua bela história.
O meu verso não diz tudo, quem quiser mais conteúdo
João Bitu tem na memória.

Termino minha alusão, com bastante precisão
Para que ninguém me cale.
Vai daqui  muito carinho, do amigo e ex vizinho
Poeta Mundim do Vale.

Enviados por Amigos de Deus

"Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena." Provérbios 24:10

É impressionante como as coisas mudam de perspectiva quando mudamos o foco da visão; até mesmo os prédios grandes e imponentes quando observados de um ponto ainda mais alto, como durante um voo por exemplo, tornam-se insignificantemente pequenos e sem expressão. 

O lugar que você está influencia o foco da sua visão? Nem todo mundo tem coragem de voar, o medo de altura ou de avião faz parte da vida de muitas pessoas e por isso elas nunca terão o privilégio dessa visão, os prédios grandes continuarão a ser grandes. É necessário coragem para mudar o foco da visão!

As adversidades são como esses arranha-céus que vistos de frente, chegam a sumir nas nuvens de tão altos; parecem que vão nos engolir de tão fortes e imponentes que são. É nessa hora que mudar a perspectiva se faz tão necessário em nossas vidas; se mudarmos o foco, tudo á nossa volta mudará junto.

Em I Samuel 17 conta a famosa e real historia de Davi, os soldados de Israel e Golias. A historia relata que Golias era uma adversidade para Israel; durante quarenta dias esse "arranha-céu" de armadura desafiava o exército duas vezes por dia e ninguém fazia nada. O medo tomou conta de todos, os soldados sucumbiram ás ameaças.

Quanto mais você der ouvidos ás ameaças, mais medo você terá! Porém no meio dessa grande guerra alguém resolveu enxergar esta adversidade das alturas, e rapidamente o gigante, que trazia tanto medo, foi perdendo a imponência e a força.

Enquanto os saldados enxergavam todas as habilidades e força de Golias, Davi procurava as recompensas e os pontos francos do gigante.

Ou você muda o foco ou terá o mesmo final dos demais! Davi mudou o foco da visão e o resultado foi incrível - o campeão dos filisteus foi vencido por uma pedra lançada em sua testa, e o rapaz que teve uma visão diferenciada do problema saiu vencedor da batalha, com direito a muitas regalias em Israel, Davi mudou sua vida e de sua família, pois resolveu enxergar algo diferente na adversidade.

Pense comigo em todos os soldados que tremiam de medo de Golias assistindo um menino lançar uma pedra e o gigante cair; era até constrangedor, visto que a maioria não via êxito na tentativa de Davi!

O nosso Deus é perito em frustrar aqueles que não confiam em Seu poder!

Assim é a nossa vida, mesmo agora enquanto você lê esse texto, muitos gigantes podem estar afrontando-lhe e impedido sua vitória. Eles surgem a todo o momento, querendo no amedronta, e por fim nos paralisar.  A passagem de Provérbios 24.10 diz que se te mostrares frouxo na hora da angustia, a tua força será limitada.

Porém, assim como Davi, não devemos nos abalar pelas situações, mas sim ter uma visão diferenciada no meios das crises. Comece a ver esses problemas sendo solucionados de maneira milagrosamente simples; comece a ver-se como um vencedor(a) e a sentir o prazer das recompensas; comece a comemorar as suas vitórias; lembre-se que estamos no ano do crescimento e ainda tem muito de Deus para nós e prepare-se para ver o que antes trazia tanto medo caindo com uma simples pedrada!

Davi Leal

De punhos cerrados - Por Mary Zaidan

Vítimas da elite, ícones da luta democrática, guerreiros do povo, heróis injustiçados. Foi assim, com a mesma desfaçatez com que chamou o mensalão de caixa dois ou piada de salão, que a tríade petista José Dirceu-José Genoíno-Delúbio Soares se apresentou para iniciar o cumprimento das penas impostas pelo STF. Um tiro de risco, próximo da culatra, que atende parte da militância e esbofeteia todo o resto.

Se os punhos cerrados e as estocadas na Suprema Corte agradam parcela dos petistas, inflam a indignação dos que passam longe dela. Pior: posam de democratas, mas agridem a Justiça, um dos pilares da democracia, considerando sua instância máxima tribunal de exceção.

A reação do trio pareceu ensaiada. Na sexta-feira, logo após a expedição do mandato de prisão, Delúbio publicou vivas ao PT em artigo no site Brasil247. Genoino, por meio de nota, e Dirceu, em o que chamou de “carta aberta ao povo brasileiro”, se colocaram como presos políticos, como se o País vivesse dias de chumbo.


José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares - condenados do mensalão

 E ambos jogaram farpas na mídia, culpando-a pelo resultado do julgamento, como se houvesse conluio entre o STF as elites, sabem-se lá quais. Não devem ser as mesmas que fizeram de Dirceu um dos consultores mais bem pagos do país, queridinho da nata empresarial.

A carta aberta de Dirceu é um primor. Inverte-se a lógica, inventam-se argumentos, culpam-se outros, mente-se. Descaradamente.

O ex-ministro diz que vai cumprir tudo que a Justiça e a Constituição determinam. Mas, muito além de lamentações admissíveis em um condenado que apela por inocência, faz acusações gravíssimas ao STF. Afirma que foi condenado “sem ato de oficio ou provas, num julgamento transmitido dia e noite pela TV, sob pressão da grande imprensa.” Que sua condenação teve como base a teoria do domínio do fato, “aplicada erroneamente pelo STF”.

Chega ao absurdo de comparar a prisão de agora, fruto da condenação por malversação do dinheiro público e apropriação do Estado em favor de seu partido, com a da luta contra a ditadura. No caso dele, é bom lembrar, uma luta não em prol da democracia, mas por outra ditadura, a do proletariado. Ainda assim, pratica com destreza o ludibrio ao dizer que esta será a segunda vez na vida que pagará com a prisão por cumprir seu papel no “combate por uma sociedade mais justa e fraterna”.

Em favor de Dirceu, diga-se, sua prisão contribui, sim, para uma sociedade mais justa, em que poderosos e não só pobres vão para a cadeia.

Em um País que tarda e falha em honrar a balança e os olhos vendados da deusa Têmis, a prisão dos mensaleiros é colírio.