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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 30 de abril de 2018

INCOMPETÊNCIA HOMENAGEADA - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares.

Já foi dito que se existe uma coisa que não caduca é a incompetência dos dirigentes do futebol brasileiro. Sejam eles de clubes ou federações.
Há um engano terrível ao se julgar que se terá, através da CBF, uma reformulação total e necessária no futebol brasileiro.
A força para a revolução que se impõe está, e sempre esteve, nas mãos dos clubes.
O futebol se dá através dos clubes, e não das federações e confederações.
Só que as agremiações não sabem, (ou não querem) ser, legitimamente, o poder.
E olha, há bastante tempo, a casa bandida do futebol só pensa no dinheiro que a seleção brasileira lhe proporciona.
Vejam um pequeno exemplo: a Primeira Liga. Lembram?
Vista como um embrião para uma liga de abrangência nacional, foi perseguida pela CBF até virar uma miragem.
A competição que ela bolou está nos estertores, transformada em torneios relâmpagos, não confirmados.
Agora, a incompetência se juntou a um golpe dado na jugular de quem imagina ser possível desratizar o comando do nosso futebol.
Marco Polo Del Nero, componente da dinastia João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e outros ladravazes menores, foi banido do futebol mundial pela FIFA.
O que os nossos dirigentes de clubes e federações deviam ter feito?
Aproveitar a oportunidade para a formação de uma liga poderosa, responsável por um choque de gestão em beneficio de um futebol novo, forte e melhor organizado.
Futebol novo e nova política. E o que fizeram?
Simplesmente votaram, quase que maciçamente, em um preposto do BANIDO, Marco Polo Del Nero.
Rogério Caboclo. É este o nome do pau mandado de um corrupto internacional, que vai conduzir a milionária Confederação Brasileira de Futebol.
Chega-se à conclusão de que só uma passadinha da operação Lava Jato nesse lugar de conluios, resolveria o problema.
Por enquanto, o feudo vai continuar mantido pelo voto dos lacaios.

05 - Qui nem Antõe num tem - Por Antônio Morais.


Numa semana santa animada na casa do Sanharol, ano de inverno bom, fartura de tudo, de feijão verde, queijo, quiabo,  abobora, maxixo, milho verde, cangira, a turma toda de pança cheia resolveu jogar  baralho, um tal de "Dourado" assemelhado a sueca que eu nunca aprendi jogar. 

Na formação das parcerias Zelim foi decisivo : eu vou jogar com compadre Zé,  porque compadre Zé é quem joga melhor. Assim ficou constituídas as duplas - José André e Zelim contra Joaquim André e Delfonso Piau.  

E, tome peia, mas Zelim apanhava e não  deixava de dizer - compadre Zé é quem joga melhor. A ruma de feijão já passava de litro, e, Zelim com a mesma potoca : Compadre Zé é quem joga melhor.

Eu perguntei : Zelim  como é que José André é quem joga melhor e vocês já perderam tanto?   Olha a ruma de coroços de feijão! Ele respondeu : É porque compadre Zé é o que rouba mais.

Depois acrescentou : Nós estamos perdendo porque o meu parceiro não é Antôe de Raimundo Menezes, "qui nem Antõe num tem" quem jogue igual.

Foram  cinco historinha  de uma criatura humilde, inocente, com deficiência mental, mas, que marcou nossa cidade do seu jeito. Aqui nesta página o cupim não come, a traça  não estraga. Na história vai ser eternizada a amizade de Zelim com  Antônio Ênio e a consideração do Ênio com ele. 

O certo é que se não fiz o bem, mal nenhum também fiz.

065 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



Bitô e Jorvina antes de morarem na lavanderia residiam no Sanharol numa casinha de taipa de José André próximo as cajaraneiras do Garrote. Raimundo, seu filho mais velho se apaixonou por uma danada, acesa, que foi não foi, aparecia com um namorado novo, fato aquela época, pouco recomendado para uma moça prendada. 

O pai chamou o filho em particular e começou a aconselhar fazendo ver que  aquela não era a nora que ele desejava. Bitô mostrava os defeitos e Raimundo apresentava uma solução em cima da bucha. Meu filho essa moça é muita falada, muito acesa. Pai pode ser que eu apague o fogo dela. 

Foram a cima, foram a baixo, Bitô se zangou e foi na ferida, bem onde o preconceito a época era motivo de condenação e morte : meu filho, essa moça já é furada!

Raimundo coçou o cangote, balançou a cabeça e fechou a prosa dizendo: pai, que besteira é essa, eu quero num é pra carregar água não...

Festa do Arroz - 1956 - Por Antônio Morais


Rainha da festa do arroz - Várzea-Alegre 1956.


Em 1956, Várzea-Alegre teve uma das maiores safras de arroz de todos os tempos. Promoveu grandes eventos para comemorar o resultado da lavoura.

Festas com diversos tipos de competições e pela primeira vez foi apresentada na região uma moderna maquina de colher Arroz. Já se conhece o desastroso resultado da colheitadeira na roça do nosso de  José Piau.

A maquina mal ajustada tanto colhia como derramava o arroz deixando sem condições de consumo.

Mas, não podemos negar ter sido o maior rebuliço a apresentação daquela maquina nunca conhecida nem no imaginário. A questão é identificar a “Rainha da festa do Arroz de 1956”, foto acima.

Foi minha professora no Ginásio São Raimundo de 1965 a 1968. Professora de Artes Industriais. A foto foi enviada por Geovani Costa.

Vamos lá.

Recomenda-se a leitura - Por Antônio Morais.

Uma jovem estava a espera de seu vou, na sala de embarque de um grande aeroporto. Como deveria esperar varias horas, resolveu comprar um livro para passar o tempo. Comprou, também, um pacote de biscoitos. Sentou-se numa poltrona, na sala Vip do aeroporto, para poder descansar e ler em paz. Ao lado da poltrona onde estava o saco de biscoitos sentou-se um homem, que abriu uma revista e começou a ler.

Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também tirou um. Sentiu-se indignada mas não disse nada. Apenas pensou: Mas que atrevido! Se eu estivesse com disposição dava-lhe um soco no olho, para que ele nunca mais se esquecesse desse atrevimento.

A cada biscoito que ela pegava o homem também tirava um. Aquilo foi-a deixando cada vez mais indignada, mas não conseguia reagir. Quando restava apenas um biscoito, ela pensou: Ah. o que vai esse abusado fazer agora? Então, o homem dividiu o ultimo biscoito ao meio, deixando a outra parte para ela. Ah! Aquilo era demais. Ela estava soprando de raiva.

Então, pegou o livro e o restante de suas coisas e dirigiu-se para a porta de embarque. Quando sentou confortavelmente numa poltrona, já no interior do avião, olhou para dentro da bolsa para tirar os óculos. Para sua grande surpresa, viu intacto o pacote de biscoitos que tinha comprado. Sentiu imensa vergonha. Percebeu que quem estava errada era ela. Tinha-se esquecido que tinha guardado os biscoitos na sua bolsa.

O homem tinha dividido os biscoitos dele com ela, sem se sentir indignado, nervoso e revoltado. Entretanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando está a dividir os biscoitos dela com ele. E já não havia ocasião para se explicar nem pedir desculpas.

Existem tres coisas que não podem ser recuperadas:

01 - A pedra depois de atirada.
02 - A palavra depois de proferida.
03 - A oportunidade depois de perdida.

A seita da missa negra excomunga quem quer parar de mentir - Por Augusto Nunes.



Palocci caiu em desgraça por ter decidido contar o muito que sabe sobre as patifarias de Lula e Dilma.

Ex-ministro dos governos petistas, Palocci foi homem de confiança de Lula e Dilma. Recentemente fechou acordo de delação com a PF.

Enquanto gerenciou a conta de Lula (codinome Amigo) no Departamento de Propinas da Odebrecht, Antonio Palocci (o Italiano) manteve o título de melhor ministro da Fazenda de todos os tempos. A patente lhe foi conferida pelo ex-presidente da República quando teve de afastar do cargo o estuprador do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

Enquanto cuidou de abastecer com dinheiro sujo o caixa de campanha de Dilma Rousseff, Palocci foi um dos três porquinhos de estimação da candidata. Quando teve de despejá-lo da chefia da Casa Civil, a pior governante da História até chorou.

domingo, 29 de abril de 2018

064 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Sustenta a história que na década de 30 do século passado Lampião e seu bando passaram por Várzea-Alegre em direção a Lavras de Mangabeira de onde correu, fez bunda de ema com medo  do Coronel Raimundo Augusto.

O meu bisavô Pedro Alves de Morais, o conhecido Pedrinho do Sanharol tinha quatro filhos homens. Certa noite ouviu-se um barulho de instrumentos musicais entre os quais um zabumba se destacava : pum pum pum! pum pum pum!

Então, o pai determinou para Manuel, o filho mais velho : Manuel, vá furar aquele zabumba. Manuel foi, voltou e o zabumba continuou: pum pum pum! pum pum pum!

O velho Pedro falou para o segundo filho: Antônio, vá furar aquele zabumba. Mesma coisa, Antônio foi, voltou e o zabumba continuou: pum pum pum! pum pum pum!

Depois foram as vezes de José e João e a mesma coisa : o zabumba continuava: pum pum pum! pum pum pum!



O velho Pedrinho botou a garruncha na cintura sem esquecer de antes dizer para a mulher: Maria, eu vou furar aquele zabumba que esses teus filhos não são homens não. 

Saiu, voltou e o zabumba continuou na mesma pancada: pum pum pum! pum pum pum!

Maria perguntou: Pedro, tu não furou o zabumba não? Nada Maria, era Lampião, tua acha que eu ia atrapalhar a brincadeira dele?

Dizem, não sei se é verdade,  que de passagem pela feira Lampião perguntou para um caboclo do Roçado de Dentro : Quem é você? Ele gaguejou - Êeeeeeeeeu sou o finado Toinho.

04 - Qui nem Antõe num tem - Por Antônio Morais.


Zelim  costumava  colher limão no sitio  Baixio onde morou por um bom tempo e vendia nas casas comerciais da cidade.

Certa feita, o seu cliente Antônio Cavalcante,  nosso ilustre Pista, adquiriu duas duzias do fruto. Ao separá os frutos escolheu 30 unidades, afirmando que  uma duzia agora por determinação do governo e da lei passou a ser 15 e não 12. Zelim ficou esperto, mas, nada disse.  

Terminada a venda dos frutos voltou ao mercantil do Pista e comprou uma dúzia de ovos. Contou 15 unidades.  Depois de alertado pelo proprietário que uma duzia era apenas 12 e não 15, Zelim argumentou : Espere,  há pouco tempo uma dúzia era 15, agora voltou a ser 12? 

Bem que Antõe de Raimundo Menezes disse que a contagem estava errada, "qui nem Antôe num tem".


Minha meninice, coisas da vida real - Por Antônio Morais.


Na minha meninice vi muito o meu velho e saudoso pai dizer : "Agora ele encontrou o testo para sua panela ou ele caiu num cacimbão sem trave".

São ditos populares verecíveis. 

Quando o Pajé do PT escolheu a Dilma Roussef para lhe suceder eu falei um dos dizeres do meu nobre pai : "Agora  Lula  encontrou o testo para sua panela'.


A prepotência, a vaidade, a incompetência e burrice da Dilma perderam o controle dos crimes cometidos, e aí, o criador e criatura caíram  no  "Cacimbão sem trave". Não há quem os salve.

Viva Sérgio Moro. Salvem-se a decência, a moral e o direito.  

Fodam-se Lula e o PT.

sábado, 28 de abril de 2018

MUITO ESTRANHO - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares·

Ostentar poder é um perigo.

De forma automática, a atitude gera movimentos para destruição desse mesmo poder.

Em uma consulta ao seu médico ou analista, o manda-chuva certamente será orientado para usar o poder com moderação.

É nesse ponto onde reside o parangolé.

Muitos poderosos desse país estão descendo pela rampa do fracasso porque se lambusaram com o leite e o mel do afrodisíaco.
Se acharam suficientemente grandes para casar, batizar, prender, soltar e rasgar dinheiro dos outros.
O sentimento de grandeza desumaniza o ser, segundo Nelson, que é Rodrigues.
O que se passa no Brasil atualmente, é muito estranho.
Desconfio que a sociedade, o estado e a nação enlouqueceram e começaram a beber em direção ao fim, perdulários com a vida.
Um ex-presidente dá de costas para uma ordem de prisão.
Esnoba o “teje preso” e, depois, carnavaliza a rendição, com discurso e uns goles, que ninguém é de ferro.
Ex-ministro, poderoso em governo recente, estabelece um ritual de despedida surreal.
Dança, abraça os amigos e serve a própria bebida em uma festa onde se despede da liberdade rumo à prisão.
E admite: da cadeia, não saio mais.
Outros espetáculos dantescos não saem de cartaz, emblematizando o esporte da corrupção.
Muitas vezes, me pergunto: isto está acontecendo mesmo ou o escriba é que andou bebendo muito?
Esclareço que não bebo andando, prefiro sentado.
Ultimamente, estou privado até da inofensiva cervejinha.
Tudo é verdade, embora muito estranho.

Um ano de TRUMP, oito anos do Obama - Por Antônio Morais.


Um ano do TRUMP.

Economia crescendo em ritmo chinês, industrias e empregos voltando, o ÍSIS derrotado, Coreia do Norte procurando a Correia do Sul para conversar, recordes na bolsa de valores, corte de impostos, corte de regulações.



Oito anos de Obama :

É o primeiro presidente negro.


Por que Cassaco? Você sabe a razão? - Por Antonio Morais


A minha infância, como a de todos  os do meu tempo, foi  muito difícil, de muitas dificuldades. Famílias constituídas de muitos filhos, 08, 09,10 ou mais meninos e meninas. Renda familiar nenhuma. O chefe da família  vivia da agricultura  arcaica, da produção  de  arroz,  milho, feijão e algodão. Nos anos de  chuvas  colhia-se  legumes que não  tinham valor no mergado devido a grande oferta, já nos anos ruins de inverno  faltava de tudo.

Era previsível para 1970 uma grande seca, o que acabou por  se confirmar.  Restava ao  homem do campo o amparo escasso e oportunista do governo. Criavam-se  frentes de serviços, alistavam-se pessoas e se  engenhavam  alguns afazeres  como recuperação de estradas vicinais, construção de barreiros ou pequenos açudes, de modo a socorrer paliativamente  os  alistados conhecidos e chamados desrespeitosamente de "cassacos".

Assim é que o meu amigo Joaquim Mendes do Iputy, pai de uma reca de  15 meninos e meninas, enfrentou  os dias difíceis  daquela seca. Um dia,  Joaquim resolveu  se desfazer de um bode de estimação para com a renda  comprar alguns mantimentos. Abateu o bode e  vendeu por quilos na ribeira. Dias depois  resolveu ir  vender o couro do bode   ao comerciante Raimundo Silvino.

De passagem por uma turma de trabalhadores ou cassacos da recuperação de uma estrada, os mesmos resolveram zuar com o Joaquim.  Disse-lhe um deles, Joaquim vai vender o couro do bode?  Sim, estou indo vender. Eu lhe compro, dou-lhe 1 real.

Joaquim Mendes coçou o cangote e respondeu em cima da bucha:  Amigo, eu estou vendendo o couro de um bode que pesou  40 quilos, não é o couro de um "CASSACO" não! - Quem tentou zuar saiu zuado.

OS ALQUIMISTAS ESTÃO CHEGANDO - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares·

O futebol é uma idéia em movimento. E as novas ideias estão sendo fermentadas por uma geração de treinadores com novas formas de jogar.

Guardiola, guru dessa geração, afirma modestamente que não inventa nada. Só recombina o que já existe.

Há um tempo razoável tenho destacado nesse espaço o treinador Fernando Diniz.

À frente do Audax, pequeno time paulista, chegou a decidir titulo estadual com o Corintians.
Suas esquematizações táticas ousadas foram postas em prática no Oeste, outra equipe pequena.
Esse ano, acabou por ganhar a chance de dirigir um grande time, o Atlético paranaense.
Os conceitos de Fernando Diniz, formado em psicologia, rejeita chutões, ligação direta e bola rifada em favor do toque de bola, ocupação de espaços, transição, recomposição rápidas e obsessiva obediência tática.
Partindo de um 3-4-3, com variações dependentes do contexto do jogo, até o goleiro participa das trocas de passes entre os zagueiros.
Por ser ousado e pensar futebol de forma diferente, provocou duas reações: inveja dos que torcem o nariz para sua coragem e ousadia e rejeição por parte dos dirigentes.
Estas últimas por uma opção de jogo que dê mais segurança, como se eles, dirigentes, dessem garantia à alguma coisa.
É difícil sobreviver em um país onde o sucesso do outro é uma ofensa.
Fernando Diniz chegou a ser tratado como “malucão” pela maneira de trabalhar.
Retrocedendo no tempo, nos deparamos com a figura de Gentil Cardoso.
Chefe de máquinas da Marinha Mercante, Gentil teve a oportunidade de viajar mundo afora e, nas horas de folga, corria para os campos onde pôde observar a revolução tática do inglês, Herbert Chapman, inventor do revolucionário WM.
Três zagueiros, quatro meio campistas e três atacantes. Basta botar o W em cima do M e dá prá entender.
Gentil Cardoso esboçou esse esquema em 1931, no Bonsucesso, e ninguém deu a menor bola.
Cá entre nós, com esta escalação do Bonsucesso, não tinha como dar certo.
Medonho, Cozinheiro e Heitor. Lolô, Oto e Nico. Catita, Rapadura, Gradim, Leônidas da Silva e Prego.

063 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


A peça de linho branco devia ser a mesma, o alfaiate devia ser José Ribeiro ou  Vicente Salviano, assim a nata da sociedade varzealegrense se apresentava nas festas e bailes : elegante e distinta.

Vamos, então, a identificação : Em pé da esquerda para direita: Chico Luiz, Chico Francisco, Moacir Bitu, José Bitu de Freitas, Otacílio Correia e André Bitu de Freitas.

Na mesma ordem abaixados: Francisco Fiúza Lima, Fatico,  Raimundo Alexandrino, Dudu,  Júlio Bitu e Zé Honório.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Como entender os adágios populares de antigamente


Até a década 60 do século passado, nossa região do Cariri – distante cerca de 600 km do litoral nordestino – era carente de comunicação com os centros mais adiantados do Brasil. Foi por isso que preservamos uma cultura própria, herança portuguesa, onde se destacava os chamados “   ditados populares”.
   Lembro-me de alguns ditos populares que a população sempre repetia. Por exemplo: “Hoje é domingo, pé de cachimbo”. E ficávamos a imaginar o que seria um “pé de cachimbo”. Sabemos agora que o correto seria dizer: “Hoje é domingo pede cachimbo”. Ou seja, naquele tempo quando o tabaco era muito difundido entre nós, domingo era um dia especial para relaxar e fumar um cachimbo, ou mesmo para os mais aquinhoados em dinheiro, fumar um tradicional cigarro. 
    Eis outras dicas do Prof. Pasquale para entendermos os adágios de antigamente: Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”. O correto seria dizer: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”.
    Outro dito muito repetido outrora: “Cor de burro quando foge”. O correto seria dizer: “Corro de burro quando foge”
    Mais um: “Quem tem boca vai a Roma”. Ora, o correto seria dizer: “Quem tem boca vaia Roma”. Ou seja, vaia do verbo vaiar, no sentido de que "quem tem boca diz qualquer coisa, mesmo insana". Outro adágio de antanho dizia: “Fulano é cuspido e escarrado a sicrano”, a significar uma pessoa parecida com outra. O correto? Era dizer “Esculpido em Carrara”. Carrara é um tipo de mármore que vinha daquela cidade italiana. Era comum as famílias ricas mandarem fazer os túmulos dos seus mortos com mármore de Carrara. Esses jazigos, muitas vezes, eram ornados até com bustos de mármore dos falecidos, bustos esses semelhantes aos homenageados. 
     E para finalizar: “Quem não tem cão, caça com gato”. O correto seria: “Quem não tem cão, caça como gato”. Ou seja, caça sozinho. 
      A partir da década 70, o Cariri começou a receber o sinal da televisão, vindo do Rio de Janeiro e São Paulo. Aí nossa população começou a imitar a cultura do Sudeste brasileiro.
       Deu no que deu.
Postado por Armando Lopes Rafael

Crato recebeu nesta sexta, primeira Areninha do interior do Estado.


Foi  realizada na noite desta sexta-feira, 20, as 19h, a inauguração da primeira Areninha do interior do Estado do Ceará, no bairro Seminário. Equipamento este que conta com gramado sintético, alambrados, vestiários, arquibancadas, iluminação e urbanismo, entre outras melhorias.

O investimento na obra foi de, aproximadamente, R$ 1,6 milhão, sendo 80% custeados pelo Governo do Estado, através da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, e 20% pela Prefeitura do Crato.

A solenidade de inauguração contou com a presença do governador Camilo Santana, do prefeito Zé Ailton Brasil, de lideranças políticas da região, e de toda a comunidade. 

A Areninha  foi batizada  com o nome de Anduiá, uma justa homenagem  ao grande craque do passado recente na região.

Plebiscito de 1993 completa 25 anos

A monarquia foi derrubada no Brasil caiu devido a um golpe de Estado, o qual não teve apoio da população civil. O golpe enfrentou grande resistência tardia, por  ter pego o País desprevenido. Tal resistência  --  hoje se reconhece -- custou milhares de vidas.

     Contou-se na imprensa internacional que, assustado com o crescimento da Monarquia nas pesquisas do Plebiscito sobre a Forma e Sistema de Governo – que completou 25 anos no último dia 21 de abril –o então Presidente da República, Itamar Franco, que sucedeu o Presidente Fernando Collor de Melo após o seu impeachment, retirou de seu escritório no Palácio do Planalto o quadro do primeiro Imperador do Brasil, Dom Pedro I, e “trocou com toda pressa” por um busto de mármore de outro herói da Independência, provavelmente José Bonifácio de Andrada e Silva, para “exorcizar” o crescimento monárquico.

     A República no Brasil nasceu com uma promessa que demorou 104 anos para se cumprir. Recém-proclamado, o Governo Provisório instalado pelo Golpe Militar de 15 de novembro de 1889, em seu primeiro decreto, estabeleceu que a escolha final sobre a forma de governo então proclamada aguardaria o pronunciamento definitivo do voto da Nação, livremente expressado pelo sufrágio popular. A reação do Governo Provisório foi, no entanto, rápida – pouco mais de um mês após o golpe, outra medida, o Decreto 85-A, de 23 de dezembro de 1889, vedou projetos tendentes a abolir a forma republicano-federativa, tendo sido incluído na Constituição de 1891, em forma de cláusula pétrea. O efeito prático dessa cláusula era o impedimento da restauração monárquica no Brasil, feita de maneira legal, por meio do sufrágio universal.

      Cláusulas pétreas similares a essa foram incluídas nas Constituições brasileiras posteriores, calando os monarquistas e o movimento monárquico.

     Com o fim do regime militar, em 1985, seguiu-se a abertura democrática e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para 1987. Sob a ameaça de nova inclusão de cláusula pétrea calando os monarquistas na nova proposta constitucional, o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, em nome dos monarquistas brasileiros, apelou para Assembleia Nacional Constituinte que não negasse a liberdade à ação monarquista: “Não lhes seja negada agora, Srs. Constituintes, a liberdade que V. Exas. se gloriam de ver reconhecida a toda a Nação.”
Foto abaixo: Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, em material da época do Plebiscito de 1993.
Fonte: Facebook Pró Monarquia

03 - Qui nem Antõe num tem - Por Antônio Morais.

Arrozais do Sanharol.

Em décadas do século passado era costume os produtores de arroz fazerem adjuntos no dia da colheita. Delfonso de Vicente Piau fez o seu. 

Por volta das dez horas da manha a turma solta  na colheita, eis que o Zelim  aparece  com toda calma tomando chagada do local. 

Raimundo Beca, um dos trabalhadores reclamou : isso é hora de chegar na roça, se o adjunto fosse meu você voltava daí mesmo. 

Zelim parou, pensou um pouco e lascou : Se num forem tudim torcedores do Botafogo eu volto agora mesmo.  O botafogo é bom,  é o time de Antõe de Raimundo Menezes, e, o Antõe  é inteligente, sabe  escolher. Qui nem Antõe não tem.

Deu meia volta e retornou pra casa do Delfonso. Amunçou primeiro que os demais.

Posição da 2ª turma não tem maioria no STF - POR MERVAL PEREIRA.

A única coisa que mudou para que os três ministros do STF votassem contrariamente ao que tinham votado meses atrás foi a disposição de controlar a operação Lava-Jato, os procuradores de Curitiba e esta nova visão do direito. 

Não é uma ameaça grave, porque esta posição não tem maioria nem no STF, nem no STJ. 

Os processos estão com o juiz Sergio Moro e serão retomados com mais ênfase e os procuradores devem estar com uma atuação frenética para dar uma resposta a esta decisão.

Os recursos que a defesa do Lula já apresentou são burocráticos, apesar de terem ganhado um tom mais dramático depois  da decisão da Segunda Turma, que é um sinal de que estão tentando fazer de tudo para anular as decisões do juiz Moro e do TRF-4. 

Há por trás a intenção de alguns de proteger Lula e de outros, de proteger a classe política em geral. Mas este comportamento se restringe a três ou quatro ministros do STF; a maioria continua achando que a Lava-Jato está no caminho certo.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Crônica do fim-de-semana (por Armando Lopes Rafael)

Existem esperanças para esta república brasileira?  
                  É difícil responder. Pela primeira vez na nossa centenária história republicana, a fase pré-eleitoral não traz esperança nenhuma de melhora para o ano seguinte. Ou seja, para 2019. A única arma que os eleitores têm é o voto. Mas o Congresso Nacional só age em função do interesse dos deputados/senadores. Nenhuma voz se levanta para defender os interesses da população. Não se vislumbra, pois, mudanças nesta eleição de 2018. Os partidos políticos estão se desmanchando no caldeirão da corrupção. Os candidatos lançados não empolgam a população. Não vimos, até agora, nenhum candidato com postura de estadista, aptos a galvanizar a população. Quem insistir em escolher um candidato para votar vai ter de optar pelo “menos ruim”.

      Aproximadamente 70 milhões de brasileiros vivem nos grotões da miséria e do atraso. A mídia noticia diariamente: a bandidagem tomou conta desses guetos. Os meliantes enriquecem com a venda de drogas; com o roubo das mercadorias transportadas por caminhões; com os sequestros e com os  assaltos a bancos, lojas, transeuntes e residências. Do outro lado estão as “milícias”, as quais – segundo as denúncias -- são administradas por policiais corruptos que vivem da extorsão dos cidadãos indefesos.

          A maioria diz que esse quadro decorre da falta de educação. Eu digo simplesmente que vem da crise moral da própria população brasileira. Pois temos exemplo de educação de nível superior, onde as universidades públicas são “patrulhadas” pela “esquerdona troglodita”. Nenhum professor dessas universidades tem coragem de proclamar-se publicamente como um “liberal”, sendo inimaginável algum deles afirmar-se “de direita”. Ninguém – professores ou alunos –  ousa questionar a cartilha marxista-gramsciana que deita e rola no ensino dessas universidades mantidas com os impostos pagos pelos brasileiros. Ali, as panelinhas ideológico-partidário-sindicais dominam o corpo docente dessas instituições. E o   corpo discente está emudecido. Sem coragem de contestar o ensino de luta de classes pregado pelos mestres.  Nessas universidades é imposta uma censura de silencio quase marcial, pois todos (professores e alunos) temem retaliações contra quem pensa diferente do status quo das universidades patrulhadas ideologicamente.

             Enfim, o Brasil chegou a tal ponto de degradação política e moral que seria um verdadeiro milagre se os eleitos no pleito de 2018 fossem ao menos pessoas honestas.Como se dizia antigamente: Só Deus tem poder para mudar o triste estágio social em que vivemos...

Delação de Palocci é “Pá De Cal” em todas as esperanças do PT e deve prender Dilma - Por Noticias Brasil Online.



Preso desde setembro de 2016, o ex-ministro Antonio Palocci assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Fontes vinculadas ao caso confirmaram ao Globo que a colaboração avançou com rapidez nos últimos dias. Em sigilo, além de terem fixado as bases dos benefícios que serão concedidos a Palocci, os investigadores inclusive já teriam concluído a fase de depoimentos. Palocci fez acordo com a Polícia Federal depois de tentar, sem sucesso, negociar com os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato. A colaboração, no entanto, ainda não foi homologada pela Justiça.

As revelações do ex-ministro devem dar um novo impulso à Lava-Jato. As informações e os documentos fornecidos por ele seriam suficientes para abertura de novos inquéritos, operações e até mesmo prisões, segundo revelou ao Globo uma fonte que conhece o caso de perto.

LULA NO ALVO – Além de detalhar nos depoimentos os casos de corrupção dos quais participou ou teve conhecimento, o ex-ministro terá de apresentar provas do que diz. Se mentir ou quebrar algumas das cláusulas firmadas, poderá perder os benefícios negociados. As vantagens oferecidas a Palocci em troca de suas revelações ainda estão sendo mantidas em sigilo pelas partes.

Na semana passada, o ministro teve um pedido de liberdade negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou temerário liberá-lo da prisão no atual estágio das investigações. No papel de colaborador, no entanto, a situação do ministro poderá ser revista pela Justiça.

Em depoimento ao juiz Sergio Moro, em setembro de 2017, Palocci antecipou alguns episódios simbólicos de sua relação com Lula. O ex-presidente, aliás, seria um dos políticos mais citados por Palocci.

PACTO DE SANGUE – Ao falar das relações do ex-presidente com a Odebrecht, por exemplo, Palocci afirmou que Lula havia firmado um “pacto de sangue” com o empresário Emílio Odebrecht nos últimos meses de 2010, em uma conversa sigilosa no Palácio do Planalto.

Nesse período, o ex-ministro era o encarregado de mediar a relação entre o PT, o governo e a cúpula da empreiteira, como revelaram os ex-executivos da Odebrecht em delação. Palocci operava a famosa “conta Amigo”, aberta no sistema de propinas da construtora para bancar despesas pessoais, favores e projetos de interesse do ex-presidente Lula.

PACOTE DE PROPINAS — Ele (Emílio) procurou o presidente Lula nos últimos dias do seu mandato e levou um pacote de propinas que envolvia esse terreno do instituto, já comprado. Apresentou o sítio para uso da família do presidente Lula, que ele já estava fazendo a reforma, em fase final. Também disse que ele tinha à disposição para o próximo período, para fazer as atividades políticas dele, R$ 300 milhões — disse Palocci.

Dessa conta também teriam saído recursos para remunerar palestras do ex-presidente Lula e doações ao instituto que leva o seu nome. O ex-ministro admite ainda os repasses via caixa dois de empresas para as campanhas de Lula e Dilma. Afirma que a relação dos empresários com o governo era “bastante movida” a vantagens concedidas a empresas no governo mediante o consequente pagamento de propinas e repasses de caixa dois ao partido. Ao falar do esquema do PT com empreiteiras que pagavam propina em troca de influência no governo, Palocci disse que as vantagens não se destinavam a retribuir benesses específicas obtidas em um ou outro contrato público. Tratava-se de manter uma relação amigável e constante com os mandatários para estar sempre em posição privilegiada em concorrências públicas.

A PARTE DE DILMA – Ao falar da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro disse que ela não apenas sabia do esquema corrupto entre PT e as empreiteiras, como teria sido beneficiária e mantenedora dos arranjos. Palocci deu exemplos de situações em que tais temas foram tratados na presença de Dilma ou dependeram de sua chancela.

Em meados de 2010, segundo Palocci, ele participou de uma reunião com Lula, Dilma e o então presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli na biblioteca do Palácio da Alvorada. O assunto eram os contratos de exploração do pré-sal. Lula, segundo o ex-ministro, teria falado abertamente do propósito de usar os projetos da estatal para financiar a campanha “dessa companheira aqui (Dilma), que eu quero ver eleita presidente do Brasil”, teria dito Lula, nas palavras de Palocci.

BALA NA AGULHA – As negociações sigilosas do ex-ministro com a Polícia Federal foram reveladas pelo Globo no dia 14 de abril. Nas tratativas, o ex-ministro melhorou a proposta de delação. Ele teria fornecido mais detalhes e indícios dos crimes dos quais participou ou teve conhecimento. Para um experiente investigador, Palocci é um dos poucos condenados da Lava-Jato que têm informações importantes para debelar estruturas criminosas ainda fora do alcance da polícia.

— Ele ainda é um dos poucos que têm bala na agulha — disse ao Globo uma fonte que acompanha o caso de perto.

02 - Qui nem Antõe num tem - Por Antônio Morais.

Em 1967 a TV ainda não havia chegado à Várzea-Alegre. 

Chegou de forma muito precária em 1968. Numa de suas crises de demência afetada, Zelim foi levado por José André para fazer um tratamento no Hospital São Francisco de Assis em Crato. 

Era enorme a precariedade para esse tipo de tratamento, aplicavam-se uns choques seguidos. 

Quando recebeu alta médica, de passagem pela casa de Mundim do Sapo, Zelim viu uma televisão em pleno funcionamento. Chegando em Várzea-Alegre, falou para uma roda de amigos que no Crato tinha um rádio que se via as pessoas conversando dentro.  

Seu primo Antônio André que também  sofria de elevado grau de demência, falou para os demais presentes :  Pode amarrar e levar de volta, esse aí não ficou bom.

Dr. Antônio Ênio jogando sinuca com Dr. Joaquim Sátiro Neto,  num bar da cidade,  Zelim se aproximou e disse :  Joaquim pensa que porque é doutor sabe mais que Antõe.  Mas, ele está enganado : "Qui nem Antõe num tem".

PALOCCI NÃO ENTREGOU JUDICIÁRIO - Por o Antagonista.


O Antagonista apurou que a colaboração firmada por Antonio Palocci com a Polícia Federal não atinge autoridades com foro privilegiado – o que inclui membros do Judiciário.

A PF exigiu provas de todas as acusações do ‘italiano’, o que restringiu o alcance da delação. O acordo será homologado diretamente por Sérgio Moro.

Será um tiro curto, mas um tiro de canhão.


Revelada a verdadeira face do Imperador Dom Pedro I -- por José Luís Lira (*)


    No último domingo, dia 22, foi relevada com exclusividade, pela BBC Brasil, e depois reproduzida por outros veículos da imprensa nacional e internacional, a face do Imperador Dom Pedro I (1798-1834), reconstruída digitalmente, em modelo de imagem 3D, a partir de fotografia do crânio de Sua Majestade, registrada durante o trabalho de exumação de seu corpo, conduzido em 2012, por uma equipe da Universidade de São Paulo.

     O trabalho de reconstrução foi coordenado pelo advogado e pesquisador Dr. José Luís Lira, em parceria com o modelador digital Cícero Moraes e o fotógrafo Maurício de Paiva. O Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, deu seu consentimento para a condução desse empreendimento e encarregou seu irmão e imediato herdeiro dinástico, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, de acompanhar todo o processo.

      Na imagem, nosso primeiro Imperador aparece com o olhar firme e com o cabelo à moda da época; seu nariz apresenta uma fratura, resultado de uma queda de cavalo, e Sua Majestade porta suas comendas de Grão-Mestre das Imperiais Ordens de Pedro I, do Cruzeiro e da Rosa (Brasil) e da Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (Portugal), bem como as faixas unificadas das Ordens de Pedro I e do Cruzeiro e a banda das Três Ordens (de Nosso Senhor Jesus Cristo, São Bento de Avis e Santiago da Espada).

      De bom grado, registramos que, ao ser apresentado à imagem, em primeira mão, sem que antes lhe fosse dito que se tratava da reconstrução do rosto de seu tetravô, o Chefe da Casa Imperial, emocionado, exclamou, de pronto, “É Dom Pedro I!”; o Príncipe Imperial também ficou bastante impressionado com o resultado, e a imagem foi repassada aos demais membros da Família Imperial do Brasil, tendo todos ficado muito felizes por poder conhecer a face de seu venerando ancestral, o fundador da Nação Brasileira.

       Além dos acima citados, também colaboraram como trabalho de reconstituição o casal Sr. Antonio Augusto e Sra. Rita de Sá Freire, o jornalista Sr. Nelson Baretto e Sr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca, Assessor do Príncipe Imperial do Brasil, e a Prof ª. Hayley Ribeiro de Barros Rocco, Secretária da Casa Imperial do Brasil.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com vários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

26 de abril de 1500: há 518 anos era celebrada a primeira missa no Brasil – por José Luís Lira (*)


A Primeira Missa no Brasil (Óleo sobre tele de Victor Meireles)

      Há 518 anos era celebrada a primeira Missa neste solo brasileiro, então dedicado à Santa Cruz. A celebração foi presidida pelo Frei Henrique Soares de Coimbra e no altar, além de uma cruz, estava a imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança ou, simplesmente, Nossa Senhora da Esperança, que vinha na nau do descobridor Pedro Álvares Cabral que aportara no Brasil quatro dias antes, em 22 de abril de 1500.
      Em 1722, o Frei Agostinho de Santa Maria, no Santuário Mariano, editado em Lisboa, em 1723, argumenta que Nossa Senhora dos Prazeres possui o mesmo significado da devoção de Cabral, portanto, nós, devotos e filhos de Nossa Senhora dos Prazeres podemos dizer que Ela estava no Altar da primeira Missa celebrada no Brasil, também esteve na 2ª Missa, celebrada no dia 1º de maio. A imagem de Nossa Senhora da Esperança, encontra-se na Igreja Matriz, de Belmonte (Portugal), para onde foi transferida em 1960.
       A imagem está num altar, acompanhada pela imagem de Nossa Senhora Aparecida -- veja na foto acima -- oferecida a Belmonte pelo Brasil e, ainda, por uma réplica da cruz de ferro que se fez presente nas duas Missas celebradas pelo Frei Henrique Soares de Coimbra, no Brasil. (ver livro "Nossa Senhora dos Prazeres, de sua aparição em Portugal à devoção no Brasil", de José Luís Lira)

Ave Maria, gracia plena, Dominus tecum
benedicta tu in mulieribus
et benedictus fructus ventris tui, Iesus
Sancta maria Mater Dei
Ora pro nobis pecatoribus
nunc et in hora mortis nostrae.
Amem.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com vários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

055 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

As potocas de Melito Sampaio eram  bem humoradas e cheias de graças.  Certa feita, um  nobre vereador do Crato, já com várias legislaturas, homem honrado, probo, de conduta ilibada e muito religioso passou a fazer parte da irmandade Irmãos do Santíssimo. Toda solenidade religiosa lá estava o homem  com as vestes vermelha e conduzindo a tocha.

A procissão de Nossa senhora da Penha  passava pela Praça Siqueira Campos, o andor com a Santa,  a banda de musica do maestro Azul tocando um dobrado, e, por fim o vereador todo paramentado.

Bem em frente ao Bar Glória,  Melito  se aproximou do vereador e falou ao ouvido quase inaudível : Você conseguiu enganar Filemon Teles, Ossian Araripe e Humberto Macário, mas, esse aí  você não vai consegui.

A procissão prosseguiu, e, Melito ficou rindo. 

Supremo vira ioiô e perde a própria supremacia - Por Josias de Souza.

Marcado por suas idas e vindas, o Supremo tornou-se o epicentro de um fenômeno que corroi o prestígio da Justiça brasileira: a insegurança jurídica. A Suprema Corte virou um ioiô. Ora joga a delação da Odebrecht sobre Lula para Sergio Moro, ora manda o material para São Paulo. Num instante, aprova a prisão na segunda instância. Noutro, ameaça rever a novidade. Afasta Eduardo Cunha do mandato e delega ao Senado a palavra final sobre o afastamento de Aécio Neves. Cede poder aos senadores e, depois, ressuscita Demóstenes Torres, devolvendo-lhe direitos políticos que o Senado havia cassado. Nesse vaivém, o Supremo-ioiô perde a própria supremacia.

Há no Brasil uma sólida e inquestionável certeza: o Judiciário é lento, concordam todos, do advogado de porta de cadeia até a presidente do próprio Supremo. Pois na decisão sobre a delação da Odebrecht, três ministros da Segunda Turma —Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes— transferiram provas contra Lula da azeitada engrenagem de Curitiba para a São Paulo, onde a Lava Jato caminha na velocidade de uma lesma tetraplégica. Ofereceram matéria-prima para a defesa de Lula enfileirar recursos, embargos e todo tipo de petições contra decisões de Sergio Moro.

Poucas vezes o Brasil teve um Supremo tão desatento com suas responsabilidades institucionais. Há de tudo na Suprema Corte —de ministro reprovado em concurso para juiz até magistrado que mantém negócio privado. Decisões colegiadas são solenemente desrespeitadas. Há na prática não um, mas 14 supremos: os 11 ministros, as duas turmas e o plenário da Corte. O Brasil perdeu as esperanças de ter no topo do sistema judicial um tribunal que seja Supremo. Mas merece ter pelo menos um Supremo que tenha lógica.

UM DOS MAIS BELOS TRAJES DA ALMA - Postagem do Antônio Morais


O médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega, e de forma ríspida, pergunta: Vocês sabem onde está o médico do hospital? Com tranquilidade, o médico responde: Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?

Impaciente, a mulher indaga: Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico? Mantendo-se calmo, contesta ele: Senhora, o médico sou eu. Em que posso ajudá-la? Como?! O senhor? Com esta roupa? Ah, senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...

Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde! É que...vestido assim, o senhor nem parece um médico...Veja bem as coisas como são... - diz o médico - ... As vestes parecem não dizer muitas coisas mesmo... Quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos, e depois daria um simpaticíssimo "Boa tarde!" Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito... Um dos mais belos trajes da alma é, certamente, a educação.

Educação que, no exemplo em questão, significa cordialidade, polidez, trato adequado para com as pessoas. São tantos ainda no mundo que não têm tato algum no tratamento para com os outros! Sofrem e fazem os outros sofrerem com isso. Parece que vivem sempre à beira de um ataque de nervos, centrados apenas em si, em suas necessidades urgentes e mais nada.

O mundo gira ao seu redor e para lhes servir. Os outros parecem viver num mundo à parte, menos importante que o seu. Esses tais modos vêm da infância, claro, em primeiro lugar. Dos exemplos recebidos da família em anos e anos de convivência. Mas também precisam vir da compreensão do ser humano, entendendo todos como seus irmãos.

Não há escolhidos na face da Terra. Não há aqueles que são mais ou menos importantes. Fomos nós, em nossa pequenez de Espíritos imperfeitos, que criamos essas hierarquias absurdas, onde se chega ao cúmulo de julgar alguém pelas roupas que veste. Quem planta sorrisos e gentileza recebe alegria e gratidão, e vê muitas portas da vida se abrindo naturalmente, através da força estupenda da bondade.

O bem é muito mais forte que o mal. O bem responde com muito mais rapidez e segurança às tantas e tantas questões que a existência nos apresenta, na forma de desafios. Ser gentil, ser cordial é receber a vida e as pessoas de braços abertos, sem medo de agir no bem.

Ser bem educado é contribuir com a semeadura do amor na face da Terra, substituindo, gradualmente, tantas ervas daninhas que ainda existem nesses campos, por flores e mais flores de felicidade. Ser fraterno, em todas as ocasiões, é vestir-se com este que é um dos mais belos trajes da alma: a educação.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Gilmar Mendes se reúne com Temer no Jaburu - Por Josias de Souza.

Já virou um hábito. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo, visitou o Palácio do Jaburu na noite desta terça-feira. Encontrou-se pela enésima vez com o denunciado e investigado Michel Temer. Protagonista do inquérito que apura corrupção no setor de portos, o anfitrião pode se tornar matéria-prima para futuras sentenças do visitante. Mas as conversas entre ambos ocorrem com uma frequência que desafia o recato.

Deve-se à repórter Andréia Sadi a notícia sobre este penúltimo encontro. Há no Supremo muitos temas de interesse de Temer —da prisão em segunda instância à limitação na abrangência do foro privilegiado. Mas Gilmar assegurou que sua conversa com o presidente gravitou em torno de um tema menos candente: semipresidencialismo. Então, tá!

Gilmar teve uma terça-feira cheia. Pela manhã, disse a jornalistas, num evento em São Paulo, que a pena imposta a Lula (12 anos e 1 mês de cadeia) pode ser reduzida por meio de recurso no Supremo. À tarde, de volta a Brasília, proferiu na Segunda Turma da Corte o voto decisivo para retirar de Sergio Moro os trechos da delação da Odebrecht relativos ao sítio de Atibaia e ao Instituto Lula. À noite, encontrou-se com o multi-encrencado presidente da República.

Temer também teve uma terça animada. Antes de avistar-se com Gilmar, o presidente da República recepcionara no final da tarde, no Palácio do Planalto, o réu Aécio Neves, amigo de ambos.

066 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Bife na Quinta - Feira Santa

Manuel de Antônio Leandro do Sanharol, resolveu ir para São Bernardo por volta da década de 1970. Já estavam por lá vários de seus irmãos, Benedito, José, Chagas, Nonato, Geovani.

O Manuel levou um azar danado, chegou em um momento que não estava fácil encontrar emprego. Ficou  dez dias na casa de um irmão,  dez na casa de outro e assim ia levando a vida. 

Um belo dia teve noticias de uma empresa em Osasco que estava precisando de mão de obra e Manuel seguiu pra lá. Foi fácil, na mesma semana já estava trabalhando.

Na Quinta-feira maior, quando chegou a hora do almoço, o Manuel chegando no refeitório apanhou uma bandeja serviu-a com arroz, macarrão,  feijão e um bife pesando umas trezentas gramas. 

Começou a degustar numa ferocidade nunca vista. Um conterrâneo olhou para o Manuel e disse: Manuel, você vai comer carne na quinta-feira maior? 

Manuel respondeu: Eu vou que o padre Otávio não está vendo.

01 - Qui nem Antôe num tem - Por Antônio Morais.


Vicente Bezerra de  Morais, o conhecido Vicente de Rosendo, casado com Tereza Alves de Morais eram os pais de José Alves de Morais, o nosso saudoso Zelim.

Sofria de demência mental, deficiência atribuída a genética dos casamentos de sua ascendência entre tios com sobrinhas ou vice versa. 

Apesar de padecer de desajustes mentais era uma criatura bem humorada e cheia de uma espirituosidade incomum.  Pra que parte de suas histórias não caiam  na vala profunda  do esquecimento eu vou fazer uma sequência de pequenas postagem no nosso Blog com o título : "Qui nem Antõe num tem". 

Dedicado  ao Dr. Antônio Ênio Menezes, que gosava de uma amizade e admiração inigualáveis da parte do Zélim. 

Na foto o Dr. Ênio está ladeado por Ricardo Piau e Dr. Aluísio. Era aí que o Zelim declarava "Esses dois pensam que são sabidos, mas Antõe sabe muito mais que eles. "Qui nem Antõe num tem".

Numerando da primeira a última vou resgatar algumas passagens bem humoradas do Zelim.  Pelo menos enquanto a velha memória  alcançar.

061 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


O jogo era entre as equipes dos sítios Sanharol e do Roçado de Dentro. Selecionados constituídos pela mesma família, primos entre si. Quando os jogadores do Sanharol entraram em campo para o aquecimento "José Menezes" estava calçado numa alpercata de rabicho cujo solado era de um pneu de trator, artezanada por nosso ilustre sapateiro José Faustino. 

Quando Manuel de Pedro do Sapo, jogador adversário viu disse: "com José de tio João de apragata na becança o diabo é quem vai"!

Fez bunda de ema  na direção da casa da Formiga, no que  foi seguido  pelos demais  competidores. O jogo foi suspenso até combinarem os uniformes e calçamento dos atletas. Até hoje o FIFA não autorizou o reinício do certame.

060 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais


Várzea-Alegre é uma cidade muito rica de cultura, folclore e humor. As histórias que contamos, por mirabolantes que sejam têm um pouco de verdade.

Antônio Budu morara na casa de José André no sitio Sanharol, meu pai. Um agregado muito querido, como se um membro da família fosse. Casou com Jacira e depois de cinco anos já tinha uma ninhada de seis filhos, quatro fornadas de um e outra de dois.

Diante de tantos filhos Jacira disse para o marido : você devia procurar com um doutor se já existe um remédio para evitar menino.

Antônio Budu foi na casa do doutor, tratou o assunto e recebeu a recomendação de comprar  a famosa  camisinha. De volta pra casa, passando na farmácia do João Pimpim na Major Joaquim Alves comprou uma caixa do produto.

Toda noite pegava uma camisinha, colocava na boca, jogava um copo d'água e engolia. Depois ia se ter com a mulher no bangalafumenga.

Um mês depois Jacira anunciou a noticia cabeluda : estava grávida. Antônio Budu procurou o médico virado num siri na lata.

Doutor fui enganado!

Como? Indaga o médico.

A  mulher está grávida, eu não posso soltar um peido que sai um balão e estou cagando ensacado.

terça-feira, 24 de abril de 2018

059 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Não sei o nome de batismo ou registro no cartório, mas, é vulgarmente conhecido por Caboré. Mora à Rua Raimundo Sabino no Sanharol, tem quatro filhos homens com idade e diferença de um ano de um para o outro, nenhum de maior.

Seguem rigorosamente o Estatuto da Criança e Adolescente: Não podem trabalhar, embora possam beber pinga, roubar, assaltar e até matar se preciso for.

Difícil saber qual deles o mais preguiçoso e malandro, qualidades essenciais para, merecidamente, receberem o bolsa família, afinal, são quatro a se somarem ao pai e mãe elegendo esse sistema de governo que se instalou no Brasil de tempos para cá,

Um dia, mesmo correndo o risco de ser preso, Caboré botou moral : vamos acabar com essa moleza, todos pra roça comigo, podem me acompanhar, não quero ouvir conversa mole, lenga lenga nem querê-quequé.

Saíram todos, Caboré na frente, brabo como um siri na lata e a reca atrás.

Lá pelo meio do caminho um resmungou para o outro: Tão bom se uma cobra jararaca me mordesse, assim eu voltava pra casa!

O outro : Besta, bom era se a cobra mordesse pai que nós "vortava tudim".

SOBRE O TEMPO E AS COISAS - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares


Vejo televisão (muito pouco), leio jornais e revistas e escuto muito rádio.
Dificuldade medonha de concentração.
Dia desses, um ex-ministro confessou que, na constituinte, infiltrou coisas que ninguém notou.
Ao que parece, em beneficio da área bancária.
Tal figura até chegou a insinuar uma candidatura sua à presidente da República.
Soube, depois, que o mesmo gatunou um sino da universidade onde se formou.
Quem foi o bichão que disse: "A vida é muito simples"?
Ou, por outra, quem nas pesquisas afirmou que "está feliz com a vida que leva no Brasil"?
Tem cada uma.
Um mundo político que é uma caixa de pandora.
Ninguém é de ninguém e na vida tudo passa, como diz a canção.
É para isso que serve aquela velha máxima: não há inimigos para sempre ou amigos para toda a vida.
Muda-se de partido como se muda de discurso e de outros interesses mais.
Passar tudo a limpo está fora de uso.
Tem depressão e euforia em medidas iguais.
Há casos de internação com camisa de força.
Os jovens, em pleno período de formação de caráter se deparam com as degenerações.
Ah, mas o espaços estão aí para a vida ser completada.
E a receita para manter a mente esperta e o coração tranquilo?
Nessa crônica angustiante, vou parar por aqui. Antes que tudo desafine mais.
Fico em dúvidas se existiu algum nexo nessa prosa bêbada.

Arthur Virgílio sugere trocar Alckmin por Tasso - Por Josias de Souza

Num instante em que a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin desperta na cúpula do PSDB o entusiasmo de um velório, Arthur Virgílio, o prefeito tucano de Manaus, inaugurou no partido um movimento em favor da troca do candidato. Passou a defender que o tucanato escolha para representá-lo na sucessão de 2018 não o ex-governador de São Paulo, mas o senador cearense Tasso Jereissati.

“Tasso talvez não ganhe a eleição. Mas conduzirá a refundação do partido”, disse Virgílio ao blog na noite deste sábado. “E não está descartada a hipótese de o Tasso surpreender aos que esperam do PSDB um Alckmin comportadinho e derrotadinho.”

Em novembro do ano passado, quando ocupava a presidência do PSDB interinamente, Tasso falava em “refundar” o ninho. Foi destituído por Aécio Neves, então presidente licenciado do partido. Na sequência, Alckmin foi entronizado no comando partidário. Na última terça-feira, depois que Aécio virou réu no Supremo, Alckmin dedicou-se a chutar cachorro morto. Declarou que ficou “evidente” que Aécio perdeu as condições de pedir votos em 2018, seja para que cargo for.

Para Virgílio, o eleitor já não distingue o PSDB do PMDB, o que é muito ruim. Mas ele acha que há males que vêm para pior: “Se distinguisse seria muito pior para nós, por que o PMDB nunca despertou a esperança que o PSDB inspirou um dia.” Nesse cenário, declarou o prefeito, o tucanato precisa admitir que o risco de derrota é real. De resto, defende a adoção de providências imediatas para reduzir os danos.

“Se a possibilidade de derrota existe, precisamos considerar a alternativa de perder com dignidade máxima. Por isso defendo que coloquemos o Tasso como candidato. Ele entraria na disputa sem nenhum contencioso judicial, com plenas condições de atacar duramente esse quadro de desmoralização que se instalou na política brasileira. Seria um candidato propositivo, com uma visão de Nordeste e de Norte. Como empresário, é respeitado no Sudeste, Sul e Centro-Oeste.”

Com Alckmin, acrescenta Virgílio, “a derrota transformará o PSDB em linha auxiliar do próximo presidente, um partido que trocará a adesão por ministérios e diretorias financeiras”. Algo que “não dignifica um partido que nasceu de uma dissidência do PMDB com o compromisso de ser uma opção capaz de catalisar o pensamento mais progressista do país, com uma alta taxa de dignidade.”

Na visão do prefeito, o discurso de Alckmin é aguado e evasivo. “O Geraldo revelou-se incapaz de dizer o que precisa ser dito. Está cuidadoso, medindo as palavras, usando luvas de pelica. Preocupa-se com um eleitorado que não tem. Deveria falar francamente sobre a inevitável reforma da Previdência, sobre as necessárias privatizações.”

No Datafolha mais recente, divulgado há uma semana, Alckmin amealhou 7% das intenções de voto no cenário mais provável, sem Lula. “Perde votos em São Paulo e está atrás do Álvaro Dias na região Sul”, contabiliza Virgílio. “Ele não entra aqui no Norte, o que é grave. Não entra no Nordeste, o que é gravíssimo. Joaquim Barbosa (9% no Datafolha) já está na frente do Geraldo, mesmo sem ter assumido a candidatura.”

Após desistir de disputar com Alckmin uma prévia para a escolha do candidato do PSDB ao Planalto, Virgílio havia imposto a si mesmo o que chamou de “quarentena”. Não queria parecer “implicante”, ele afirma. “Mas não acho correto estender isso pela eternidade”, justifica-se, antes de esclarecer o que gostaria que Alckmin fizesse:

“O certo mesmo seria o Geraldo fechar esse episódio com dignidade. Ele diria: ‘Não sou candidato à  Presidência da República. Percebo que não é a minha vez. Vou marchar com o meu partido, apoiando o Tasso'.'' Se isso não acontecer, afirma Virgílio, nada impede o PSDB de escolher um novo candidato à revelia do atual. “Não seria o ideal. Mas não é impossível.”

“Um partido que protagonizou o evento mais importante dos últimos 50 anos no Brasil, que foi o Plano Real, não pode terminar assim”, concluiu Virgílio. “Ou mudamos o candidato e vamos brigar pelo futuro do partido ou vamos marchar, feito carneiros, para o cutelo. Ou reagimos ou vamos virar material descartável, lixo hospitalar.”

058 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Fazia pouco mais de um mês, tinha chegado a Várzea-Alegre, vindo de Mauriti, onde fizera umas estripulias, um morenão parrudo, solteiro, de seus 30 anos, mãos calejadas, fisionomia serena e poucas conversas. Ofrasio foi pedir moradia a Padrim Tonio. O Coronel, na sua calma, olhou-o com um olho fechado e, sabedor dos seus antecedentes, deu-lhe uma casa, no Graviel, recomendando, no entanto, não beber, não provocar arruaças, evitar problemas. O morenão olhou para o meu avô e, candidamente, disse: seu Coroné, eu num sou home de briga, nem quicé eu tenho. Agora, se eu tiver com um porrete de jucá, com uma correia ensebada, preso no punho, num tem home que diga que eu sou feio. Meu avô riu e pensou que tudo era farofia. Pois, sim!

Nem lhe conto: foi numa feira de Agosto, dessas mais movimentadas, que se deu o causo. Ofrasio foi pra feira comprar seus biscates e vender umas esteiras de melão-caetano que fizera. Estava sentadinho, no seu cantinho, direitinho, serio, respeitador, paciente, oferecendo seu produto. Foi quando um praça dele se aproximou, magro, cheio de cacoetes e, cismou com a cara do home! Começou por mostrar sua otoridade perguntando de quem eram as esteiras e qual era o preço. Atendido respeitosamente, nas suas inquirições, achou de dizer: Você tem cara de ladrão. Meu Deus! pra que falou isto? O morenão, que estava sentado num monte de esteiras, passou a mão por baixo delas, apanhou seu anjo da guarda, um porrete de jucá, de uns setenta centímetros, tipo casse-tete, tamanho família, destes que os mantenedores da ordem usam, hoje. De pé, olhou o meganha e lhe disse, calmamente: Seu Salgente, se voicemincê ripiti o qui dixe, Meu padim Cico qui mi perdoe.

Nem esperou que ele abrisse a boca – mandou-lhe o jucá na caixa dos peitos, foi bater e cair! Dois outros soldados que estavam na bodega de Chico Cecilia – em frente ao incidente – se jogaram da calçada ao chão. Um deles, por azar, foi apanhado no ar por uma cacetada que o deixou sem poder se levantar. Foi bem na canela. O outro não ficaria sem sua recompensa: Ofrasio mandou-lhe uma cipoada na marra do chocalho, que o quepe foi cair longe e ele caiu mais perto. O destacamento tinha sido minosiado.

Na maior calma, Ofrasio pegou duas esteiras que sobraram, pôs debaixo do braço e partiu para casa. No momento do sururu, aquele trechinho de rua virou um fuzuê. Um corre-corre danado e uma morena, na queda, enganchou o pé na aselha de uma mala de rapadura e, vendo o guarda caído ao seu lado, abriu a goela: Mi laiga seu praça, mi dexa seu peste. Na sua marcha serena e tranquila, Ofrasio deu uma cacetada numa pedra enorme que existia em frente da igreja, que retumbou na rua. Acidentalmente, meu avô ia passando. Ao vê-lo, o caceteiro tirou o chapéu e, respeitosamente falou: Eu num li dixe, seu coroné. Pra que mexero cumigo. Manha, de manha eu vou simbora. Mi adiscuipe e obrigado. Vou por esse mundo percurá onde possa viver em paz. Na manhã da segunda, a casa estava vazia.

Dr. José Ferreira. 

segunda-feira, 23 de abril de 2018

054 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

José Raimundo de Brito,  foto ao lado. Homem probo,  honrado,  decente, amigo, pau para toda obra, verdadeiro madeira de lei, puro jacarandá da Bahia.

Bem sucedido em vários segmentos da sociedade,  foi delegado civil  da cidade de Crato,  industrial  no fabrico de  doces,  e por último como "lazer" desenvolveu a atividade de  pecuarista criando gado leiteiro  no seu aprazível sitio Quebra distante poucos  quilômetros da cidade do Crato.

Certa feita ele comprou 10 sacos de resíduo  na Usina Maria Amélia  na cidade de Juazeiro do Norte, para alimentar  o gado.

Meio de transporte utilizado um fusco. Sendo  necessário  realizar  5 viagens para  fazê-lo.  Dois sacos por cada  viagem perfazendo um total de cinco viagens.

Estre Crato e Juazeiro  havia um posto da Policia Rodoviária Estadual e   nas 10 passagens de ida e volta, na  mesma manhã, o mesmo  policial exigiu a apresentação  dos  documentos dele e do carro.

Na décima vez,  quando  José Raimundo foi abordado, desceu do carro,  olhou para o policial e falou entregando os documentos :  Fique com essa merda, guarde com você, se um dia  eu precisar  lhe procurar.

Homem  inteligente e prático, não chegava a ser o Lunga, mas  não admitia  perguntas e procedimentos idiotas.

Eu gostava muito de conversar com ele. Era um mestre  da vida, um bom conselheiro. Zé Raimundo como era conhecido  tinha uma ninhada de filhos todos  iguais a ele : Ótimos cidadãos e cidadãs.