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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 30 de abril de 2013

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale

PROFESSORAS  DEDICADAS.

Certa vez Jocildo Correia, transferiu três professoras de Fortaleza, para Várzea Alegre. A chegada das educadoras em nossa cidade, foi um verdadeiro contraste. O comportamento, as vestimentas e o palavreado das garotas, foi de encontro aos nossos costumes. As mini-saias das meninas  eram tão curtas que até o vigário criticava no sermão. Os decotes eram tão generosos, que elas nunca estavam só, sempre tinha homens por perto.

Certo dia um filho de Vicente Cesário, chegou dizendo pra ele:
- Pai. Eu não quero mais estudar naquela escola não, porque deram notas boas aos meus colegas e me deram um zero. A professora é muito ruim.
Vicente botou a mão na cabeça do filho e falou:
- Filho. Professoras boas são aquelas que Jocildo Correia trouxe de Fortaleza. Para que você tenha uma ideia, elas vão para a classe de mini-saias e tomam as lições sentadas no colo dos alunos.
O filho perguntou:
- E elas dão notas boas. Pai?
- Dão notas boas e outras coisas boas também.
- Pois me matricule lá também, pai.

- Tem vagas não filho. Ontem mesmo eu fui tentar me matricular e não tinha mais vagas. O que tinha era uma fila de espera com quarenta pessoas.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Imagine um motorista parando seu veículo avariado no acostamento de uma estrada.Debaixo do capô o óleo espirra por todo lado e uma espessa fuligem enegrece a lataria.

Ele telefona para um mecânico e, quando este chega, pede para pintar o carro novamente. Que absurdo!

O problema não é um defeito na aparência, mas uma avaria muito mais grave: o motor está fundido e, portanto, sem condições de funcionamento. Contudo, essa é a mesma atitude da maioria das pessoas hoje.

Elas reconhecem que existe algo de errado em sua vida, porém, em vez de enfrentarem o problema fundamental – seu afastamento de Deus –, procuram melhorar sua imagem para causar boa impressão. Esforçam-se em mudar sua conduta para com os que os rodeiam; isso não passa de uma fina camada de verniz que oculta por um momento às deficiências delas.

É sabido que tais resoluções não duram muito. O problema se resolve quando é tratado na origem. Alguns ainda acham que o ser humano nasce bom, mas é corrompido pela sociedade. Mas quem forma essa sociedade, que acusam de ser a fonte de todos os males, senão os próprios seres humanos?

Investiguemos o nosso coração. É ali que jaz a origem dos problemas. Nosso afastamento do Deus vivo e a negligência para com Ele são a fonte da avaria em nossa vida.

Deus não se ilude com nossa “boa impressão”. Nem sequer tente fazer isso com Ele! Aproxime-se dEle e confesse todos os seus pecados.

Caminhos... - Por Claude Bloc

Aquarelando a Chapada
- Claude Bloc -
REPRISE.


Final de junho. A natureza se enfeita para festejar os acordes juninos. Festas, folguedos, fogueiras acesas nas lembranças, ipês roxos florindo na mata. Águas plácidas refletindo um céu imenso.


E seguimos. O sol brincando na lente e o verde se espalhando pelas vistas da gente brincando de amaciar o dia.


Aqui e ali, um reflexo que se mistura ao tempo. Ipês encantando as emoções da gente. Pintando a vida numa aquarela de tons sobre tons.


E seguimos a estrada. O caminho é um convite ao novo. À nova empreitada. Ao dia que se alonga e nos frutifica.


E nosso olhar se deita nos campos aveludados, onde sonhamos ficar mais um pouco. Onde nosso sonho escorre a cada passagem. Onde sentimos a vida em sua plenitude.

Claude Bloc

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Supremo prepara resposta categórica e coletiva contra proposta da Câmara - O Estadão


Ministros do Supremo Tribunal Federal articulam uma resposta categórica e institucional contra a aprovação pela Câmara da proposta de emenda constitucional que diminui o poder da Corte. O porta-voz da reação do Supremo será o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, que fará um pronunciamento durante a semana questionando os efeitos da chamada PEC 33.

‘Câmara foi atabalhoada e ministro do STF, excessivo’, diz cientista político   

Relator do mandado de segurança contra a tramitação da PEC, o ministro Dias Toffoli ouviu de colegas a ponderação para que leve o processo o mais rápido possível a julgamento para que essa resposta pública seja dada. Na sexta-feira, o ministro estabeleceu prazo de três dias para que a Câmara dê explicações sobre a proposta.

Os ministros já deram o tom de como será a reação em declarações logo após a aprovação do projeto. Durante a semana, o ministro Gilmar Mendes afirmou que seria melhor fechar o Supremo se a proposta fosse aprovada pelo Congresso. Marco Aurélio Mello afirmou que a votação soava como retaliação. O presidente do tribunal, Joaquim Barbosa, afirmou um dia depois da aprovação que a PEC fragilizaria a democracia.

Retaliações. Para além das declarações, a decisão do ministro Gilmar Mendes de congelar a tramitação, no Senado, do projeto que inibe a criação de partidos políticos também soou como retaliação ao Congresso entre parlamentares e ministros do STF. A liminar foi concedida no mesmo dia em que a CCJ da Câmara aprovou a PEC.

Gilmar Mendes avisou aos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que concedera a liminar contra a tramitação do projeto logo depois de assiná-la. Mesmo que a liminar seja derrubada, a decisão serviu de recado.

Mendes chegou a conversar pessoalmente com o presidente da Câmara sobre o assunto e discutiu a relação entre os dois Poderes. Nesta segunda, Alves deve voltar ao Supremo para uma nova conversa.

As reações dos ministros do tribunal já haviam provocado um primeiro efeito. Alves anunciou que não instalaria imediatamente a comissão especial destinada a dar seguimento à tramitação da PEC. Na opinião de ministros do STF, o Congresso já passou recibo com o recuo do presidente da Câmara.

Na quinta-feira, um dia após a decisão de Gilmar Mendes, Renan Calheiros convocou para um almoço senadores e consultores de confiança para avaliar a decisão a se tomar. Na conversa, os presentes aventaram uma série de respostas a dar ao Supremo. A mais drástica, descartada pelo presidente do Senado, era simplesmente ignorar a decisão de Gilmar Mendes. Outra era apresentar recurso ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. Venceu a posição do agravo regimental, recurso preparado pelo advogado-geral do Senado, Alberto Cascais.

Aliados dizem que Renan Calheiros tem buscado adotar um tom conciliador com a cúpula do Judiciário por motivos pessoais. Pouco antes de retomar o comando do Senado, em fevereiro, ele foi denunciado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por uso de documento falso, falsidade ideológica e peculato pelas acusações que o levaram a renunciar à Presidência da Casa em 2007. Segundo o Ministério Público, ele forjou documentos para justificar que tinha patrimônio e não precisaria recorrer a um lobista de empreiteira para arcar com as despesas pessoais.

Na opinião de um senador da confiança de Renan, o presidente do Senado deu declarações na quinta-feira no limite do que podia - quando classificou a decisão de Gilmar Mendes como uma "invasão" no Legislativo. A pressão por responder ao Supremo, dizem parlamentares, tem sido maior entre os deputados.

As críticas de parlamentares à atuação do Judiciário e do Ministério Público são recorrentes. Recentemente, dois integrantes da base do governo estiveram no Supremo e levaram as reclamações a ministros da Corte.

O inconformismo se volta especialmente contra julgamentos da Justiça Eleitoral, contra ações que consideram políticas do Ministério Público e contra decisões do Supremo em temas controversos, como casamento homossexual e aborto de fetos anencefálicos. Em alguns julgamentos recentes, os ministros do Supremo fizeram um mea culpa. Foi o caso, por exemplo, da decisão do ministro Luiz Fux de impedir a votação, no Congresso, dos vetos à nova distribuição de royalties do petróleo. Ministros admitiram ser um erro o tribunal, por meio de liminares, interferir na pauta do Congresso.

Mas esses ministros lembraram aos parlamentares que cabe a eles mudar a legislação para coibir eventuais abusos. Para isso, não precisam atacar poderes do Supremo ou esvaziar os poderes de investigação do Ministério Público.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir! 

Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno. Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.  Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.
A cigarra então aconselhou:  Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar! A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga.  Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa. A rainha das formigas falou então para a cigarra:  Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio. 

A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou: Hum!! O inverno ainda está longe, querida!

Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.  Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga. 

Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio.  Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.  Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra:  No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós. 

Para cigarra e para as formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas. 

Adaptado da obra de La Fontaine, retirado da internet

A crise que afronta - por Zuenir Ventura, O Globo


Há muito eu não via num dia só tanta gente conhecida preocupada com a perspectiva de uma crise institucional no país. A causa seria a emenda parlamentar que pretende submeter ao Congresso decisões do Supremo Tribunal Federal, usurpando-lhe o poder constitucional de dar a “última palavra”.

Saindo de uma sessão especial do belo e comovente filme “Flores raras”, de Bruno Barreto, encontro Cacá Diegues que, como se sabe, filma e pensa o Brasil com igual lucidez.

Estava chocado com a declaração de Renan Calheiros, acusando o STF de “invasão” por ter barrado a tramitação do projeto que limita a criação de novos partidos. É curioso porque o presidente do Senado carrega nas costas pesadas denúncias de “invasão”, só que do terreno da ética e dos bons costumes morais.

À tarde, eu já recebera de Ziraldo um telefonema indignado, dizendo que preferiria deixar o país se a ameaça se consumasse. Nem quando foi preso pela ditadura militar umas quatro vezes manifestou essa disposição de agora. “Isso é uma afronta à democracia”.

À noite, em casa, vi na TV Arnaldo Jabor revoltado, afirmando que se o “vexame” de fato acontecesse seria melhor fechar o Supremo. Ou então mantê-lo aberto, tendo na presidência José Dirceu e na Procuradoria-Geral da República, Valdemar da Costa Neto.

Sem ironia, a mesma hipótese tinha sido levantada pelo ministro Gilmar Mendes: “Se algum dia essa emenda vier a ser aprovada, é melhor que se feche o Supremo.” Seu colega Marco Aurélio não acredita na possibilidade de o Congresso “virar a mesa”, mas admite que a medida seja uma “retaliação” ao julgamento do mensalão pelo STF.

Não por acaso, na Comissão de Constituição e Justiça, que aprovou a emenda, estão homiziados dois mensaleiros condenados na ação penal 470, José Genoino e João Paulo Cunha, e um procurado pela Interpol por causa dos milhões de dólares que tem em contas bancárias no exterior: Paulo Maluf.

Finalmente, resta o personagem que criou toda essa confusão, um obscuro deputado pelo PT do Piauí, Nazareno Fonteles, que diz falar em nome do povo: “Nos submetemos ao crivo popular.” Suplente que deve o cargo não ao “crivo popular”, mas ao titular da vaga, Átila Lira (PSB), que se afastou para ser secretário de governo, esse Nazareno é um daqueles tipos do baixo clero prontos para os serviços sujos. Insignificante, sim, mas capaz de pôr em risco com uma proposta irresponsável o que o país custou tanto a conquistar: o equilíbrio entre os poderes constituídos e a harmonia institucional.

Aproveite as melhores ideias.


As boas ideias estão em toda parte a sua volta. Procure saber o que as melhores pessoas estão fazendo. Observe e aprenda. Depois adapte e coloque em pratica.

O mais importante é partir para pratica. Caso se limite a copiar o que as pessoas competentes estão fazendo, você apenas se sairá tão bem quanto elas. O segredo está em adaptar: extrair boas ideias de todas as fontes e, em seguida, aplicá-las com seu proprio toque pessoal.

Você pode aprender com os Freds do mundo: pessoas de outros departamentos, de organizações diferentes, de áreas diversas e até de outros paises. Se as ideias observadas não se ajustarem exatamente ao seu caso, faça as devidas adaptações e assim se torne realmente inovador, em vez de se restringir a reproduzi-las.



domingo, 28 de abril de 2013

Cinco anos de mandato e fim da reeleição unem Aécio e Campos - Maria Lima, O Globo.



Não é só o discurso de duras críticas às políticas do governo Dilma Rousseff que tem aproximado os pré-candidatos à sucessão presidencial Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB.

O senador mineiro e o governador pernambucano estão fazendo uma dobradinha para derrubar o projeto que inviabiliza a criação de novos partidos, contra as propostas que tiram poderes do Ministério Público (PEC 37) e do Supremo Tribunal Federal (PEC 33), e vão atuar em conjunto para acelerar a tramitação de um projeto que estabelece mandato de cinco anos, sem direito à reeleição, de presidente e governadores. O acerto foi feito em uma conversa por telefone na quinta-feira.

sábado, 27 de abril de 2013

Outra do Aluisio - Por Antonio Morais


Dois meninos - Mundim do Vale consertando os brinquedos do Aluísio.

Domingo passado, 21 de Abril,  estive  no Sanharol, era aniversário da Dra Ana Micaely. Levantei cedo e, chegando na cozinha, Antelúcia estava morrendo de rir. 

Procurei saber o motivo e a razão de tantos risos. Ela me disse que  Dr. Menezes passava  na direção das baias e o Aluísio  seguia atrás. Não se sabe ao certo o que  havia contrariado Aluísio mas, ouviu-se  bem audível o Aluísio falar para o pai: Você é muito é covarde.

Estou para descobrir uma coisa que o Aluísio queira que o pai não faça. Só acreditei na historia porque   Dona Antelúcia merece muita credibilidade.

O cruzado contra a corrupção - Por Lauro Jardim.



Para a Time, Joaquim Barbosa vem empreendendo uma cruzada contra a corrupção no Brasil, por isso, na leitura de sua biografia no evento que o colocou no rol das cem pessoas mais influentes do mundo, ele foi citado como o Brazil’s anticorruption crusader (o cruzado brasileiro anticorrupção, em tradução livre).

sexta-feira, 26 de abril de 2013

As afeições desordenadas.

Todas as vezes que o homem deseja alguma coisa desordenadamente, torna-se logo inquieto. O soberbo e o avarento nunca sossegam; entretanto, o pobre e o humilde de espirito vivem em muita paz. O homem que não é perfeitamente mortificado facilmente é tentado e vencido, até em coisas pequenas e insignificantes.

O fraco de espirito e ainda um pouco carnal e inclinado as coisas sensiveis, dificilmente pode desapegar-se totalmente dos desejos terrenos. E quando deles se priva, ordinariamente se entristece; e com facilidade se irrita se alguem o contradiz.

Se, porém, alcança o que deseja, sente logo o remorso da consciência, porque obedeceu a paixão, que nada vale para alcançar a paz que almejava. Em resistir, pois, ás paixões, se acha a verdadeira paz do coração, e não em segui-las.

Não há portanto, paz no coração do homem carnal, nem do homem entregue as coisas exteriores, mas somente no daquele que é fervoroso e espiritual.


Uma prosa - Por Claude Bloc

Outras palavras

(Claude Bloc)



A cidade vibra, efervesce, canta e cantamos junto, pois se a gente se fecha, as palavras ficam murchas e vão secando e descendo pelas paredes, pelos vãos, perdendo-se no abstrato da nossa existência. Depois, batem bruscas nas janelas e de encontro a elas para depois se desfazerem em silêncios de pó!


São momentos. E meu sonho interior é assim: agreste e quieto e tenta varrer para longe esse pó que sufoca a cidade e que assola os pensamentos soltos.


Por isso, arrumo tudo num cantinho, sopro as lembranças e pouco a pouco se enche de alegria esse deserto interior que a cidade não mostra.


Sinto, então, que tenho que dar vida às palavras. A essa inquietação que começa a tomar conta de mim. A essas palavras serenas e adormecidas, montinhos de quase pó, prestes a se desfazerem para começarem a ganhar vida.


E as palavras começam a ficar viçosas e a andar novamente pela calçada, pelo pensamento. Toco-as, sinto-as e ficamos a sós. A essa altura tudo em volta deixa de existir. Estamos ali: somente eu e as palavras. Eu a cuidar delas, a regá-las, a embelezá-las, tentando fazer a mistura certa, nas proporções certas. Pensamento me fazendo cócegas nos dedos, palavras escorregando pelo gargalo da caneta, pela franqueza do lápis e colorindo o branco da página.


Finalmente as palavras eclodem. A aridez que varria o interior da cidade transforma-se num riacho fresco e fértil. Sumiu o silêncio. Em frente ao azul da chapada os “soldadinhos”. Misturo-me com eles, eu e as palavras, e nos sentamos no risco que desenharam no ar. Balançamos as pernas de um lado para o outro como crianças felizes, contemplando o vale. Damos as mãos e começamos a sorrir. Os pássaros passam voando e sorriem para nós: as palavras e eu.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Um jovem estudava violino com um mestre mundialmente famoso. Finalmente chegou o dia em que ele apresentou seu primeiro recital. A cada música apresentada, o público se manifestava com calorosos aplausos, mas ele não se mostrava satisfeito.

Mesmo após o último número, quando a platéia aplaudiu com euforia, o talentoso violinista continuava dirigindo seu olhar para um homem velho sentado junto a uma sacada. Por fim aquele homem de cabelos grisalhos sorriu e sacudiu a cabeça em aprovação. Imediatamente o jovem relaxou e irradiou toda a sua felicidade.

O homem na sacada era seu professor. O aplauso da multidão nada significou para ele até que ganhou a aprovação de seu mestre.  De que adianta agradar ao mundo e não agradar a Deus? De que serve a notoriedade entre os homens se não temos a aprovação do Senhor?

Que nos aproveitará os aplausos da multidão se não contamos com os aplausos do nosso Mestre? A Palavra de Deus nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Quando estamos colocados na presença do Senhor Jesus e a nossa vida glorifica o Seu nome, tudo o que fizermos será bem sucedido e em todas as nossas atitudes receberemos aplausos.

E esse justo reconhecimento deve-se ao fato de termos o Senhor em nossos corações e a tudo que Ele realiza em nós e através de nós.  Nos recitais da vida poderemos colocar em prática tudo o que aprendemos aos pés do nosso Mestre. Ele nos fará brilhar, nos dará vitórias em todos os empreendimentos, alegrará sobremaneira o nosso coração e estará sempre perto de nós, para sorrir e sacudir a cabeça mostrando aprovação.

Será isso o que importará para nós e o que motivará toda a nossa existência.  Você está pronto a apresentar o seu recital de louvor e engrandecimento do nome de Jesus?

Pr.Paulo Barbosa

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Eduardo Campos: Dilma governa mal! - por Ricardo Noblat



A ditadura instalada no Brasil em 31 de março de 1964 dava sinais de esgotamento 19 anos depois quando o então senador alagoano Teotônio Vilela aproveitou uma entrevista que concedia ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes de Televisão, para lançar a ideia de uma campanha a favor do restabelecimento das eleições diretas para presidente da República.

Organizada por membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), foi no município pernambucano de Abreu e Lima, no dia 31 de março de 1983, que ocorreu a primeira manifestação pública a favor das "Diretas, Já". Reuniu pouca gente. A segunda manifestação atraiu uma pequena multidão ao centro de Goiânia, capital de Goiás, Estado governado pelo PMDB.

O movimento só fez crescer desde então até culminar no dia 10 de abril do ano seguinte com o comício da Candelária, no Rio. Ali esteve cerca de 1 milhão de pessoas para ouvir os nomes de maior peso da oposição. No dia 25 daquele mesmo mês, a emenda à Constituição que restabelecia a eleição direta não alcançou no Congresso o número mínimo de votos para ser aprovada.

Hoje, a partir das 20h30, irá ao ar em cadeia nacional de televisão o programa de 10 minutos de propaganda do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Parte do programa lembrará a passagem dos 30 anos do início da campanha pelas "Diretas, Já". E exaltará os que mais batalharam por elas - Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Miguel Arraes, Brizola, Fernando Henrique e Lula, entre outros.

"O programa servirá para que o PSB renove seu compromisso com a democracia", justifica Eduardo Campos, presidente do partido, governador de Pernambuco, neto de Arraes e aspirante à vaga de Dilma Rousseff na eleição do próximo ano. O que Eduardo não diz: haverá uma parte do programa dedicada a tecer duras críticas ao governo Dilma.

Salvo se o acaso aprontar alguma surpresa, Eduardo já foi longe demais para desistir de concorrer à sucessão de Dilma. A um amigo, outro dia, confidenciou sem pedir segredo: "Vou disputar para vencer - e não para marcar posição ou me tornar conhecido apenas. Posso até não vencer, mas anote e me cobre depois: Dilma não se reelegerá. Não se reelegerá mesmo."

E por que não? Eduardo economiza na resposta, mas é contundente: "Ela governa mal. E está levando o país para o buraco".

Por ora é só.

A Lira Nordestina -- por Renato Casimiro


(postado originalmente no Blog: http://www.portaldejuazeiro.com/)

Desde que a Lira Nordestina, a velha gráfica de folhetos de literatura de cordel do poeta José Bernardo da Silva, por último na gerência de suas filhas – Maria de Jesus Silva Diniz à frente, passou ao Governo do Estado do Ceará / Academia Brasileira de Cordel / Universidade Regional do Cariri, não paramos mais de reclamar pelas constantes ameaças à sua destruição. Tem sido assim, especialmente nesta última esfera – a da nossa Universidade, passando por diversos gestores, desde o prof. José Teodoro Soares, até hoje.

Tem sido lamentável a conduta da URCA no tocante à preservação e dinamização daquele patrimônio. A Lira, bem explicado, representa a herança de uma fase histórica de nossa cultura popular, congregando poetas e xilógrafos, que nós não podemos renunciar, jamais. Em torno dela, por exemplo, reúnem-se ainda algumas dezenas de artistas que continuam produzindo e mantendo, a duras penas, a atividade de suas competências.

O capítulo mais recente foi a decisão de romper o contrato (CLT) do xilógrafo Airton Laurindo (ligado à Lira desde 1988 e à URCA, desde 2004). Não recapitulo aqui a via crúcis de seu sofrimento – o que tenho assistido com muito pesar, pois a Lira mudou de endereços várias vezes, perdeu peças preciosas de seu acervo, ficou em muitas situações de vexame por gestores sem compromisso e terminou por dispersar parte de suas atividades, pela falta de uma diretriz que nos dissesse que a URCA, de fato, assumia o seu compromisso de agente cultural.

Anteriormente havia sido rompido o contrato com o xilógrafo Cícero Lourenço (ligado à Lira desde 1988, e à URCA, desde 2005). E era dois apenas, pelos quais, não a URCA, diretamente, mas por uma destas manobras de terceirização, que foram contratados por uma razão social, salvo engano, de nome Auxilio-Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda., pessoa jurídica de direito privado, CNPJ 04.782.407/0001-79, com sede na Rua Rodrigues Júnior, 287-A, Centro, Fortaleza/CE.
Há poucos dias, o Airton foi comunicado pela Pró Reitora de Administração da URCA, profa. Antônia Cileide de Araújo, que ele deveria assinar o aviso prévio, com o qual, no prazo legal, seria desligado. Uma das alegativas, apresentada pessoalmente ao servidor, por sua Pró Reitora, pasmem, é de que pessoas como ele não contribuem para nada na URCA. Aliás, no mesmo ambiente da Lira funciona o Curso de Artes da URCA, remanejado de Barbalha, e é no espaço da Lira que algumas atividades deste curso se desenvolvem. Pouca vergonha, esta, de uma autoridade universitária testemunhar deste modo. É cruel, até este tratamento pessoal.

Evidentemente, a nova direção da Lira, agora sob nova direção, do prof. Fábio Rodrigues (Pró Reitor de Extensão da URCA, parece ser ineficiente até para que, de mal a pior, a Lira ainda continue a cumprir precariamente o que já foi, uma das glórias da matriz cultural de Juazeiro do Norte e do Cariri. Eu não me iludo: isto não é incompetência. Isto é má fé, é desrespeito. É ignorância que se associa a intenções que não se confessam publicamente e a serviço do que pior ainda se abriga na URCA, por ranços a fatos não superados, oriundos em espíritos prevenidos e medíocres que insistem em não entender a vocação, o compromisso e a responsabilidade social da instituição.

Triste papel, este, o de uma universidade que não consegue resolver com clareza o que lhe serve, ao custo irrisório de um salário mínimo para cada um dos seus dois colaboradores e zeladores exemplares. Fica a indagação: conseguirá a URCA zelar por mais alguma coisa na Região do Cariri, se o preço for maior que o salário mínimo? É traduzir da forma mais barata possível, uma missão que engrandeceria o papel que a instituição assumiu historicamente com o desenvolvimento do Cariri.

TABUS E MEDOS - Por Vicente Almeida

TABUS E MEDOS


Nasci em um sitio de pé de serra denominado Belmonte, aqui no Crato-CE. Meus pais eram singelos agricultores, tementes a Deus, e não arredavam uma vírgula das informações que lhes eram passadas pelos sacerdotes do seu tempo. O que eles aprenderam foi o que nos repassaram no decorrer dos anos.

Quando eu tinha cerca de dez anos fiquei sabendo por terceiros, que no último dia da semana santa, sábado de aleluia, deveria haver uma missa a meia noite, e somente poderia ser celebrada se os padres, folheando todos os livros da igreja encontrassem uma gota de sangue, o sangue de Cristo entre as páginas de um deles. Por isto as portas ficavam cerradas. Quando o sangue era encontrado, os sinos tocavam alegres e as portas eram abertas ao público. 

O meu medo era que não encontrassem a gota de sangue, pois fiquei sabendo que se não fosse localizada, o mundo acabaria naquele ano. Então nessas noites eu não conseguia pregar o olho até ouvir o sino tocar a meia noite.

Com o passar dos anos, fui crescendo, mas sempre temeroso de um dia o mundo acabar no ano em que não encontrassem aquela gotinha de sangue. Aquilo não me saia da cabeça. Mais algum tempo e fui autorizado a ir à missa do sábado de aleluia. Então me plantava na calçada da Sé Catedral ouvindo o barulho interno sem nada poder ver, e ficava também de olho no grande relógio da matriz, doido que chegasse a meia noite e que os padres encontrassem a tão esperada gota de sangue.

O leitor na idade atual e que não passou pelos tempos negros dos tabus religiosos, não pode imaginar o que se passava na cabeça de uma criança. E naqueles tempos a gente não podia conversar com os adultos sobre essas coisas, pois eles saiam com evasivas, talvez por que também não soubessem explicar como acreditavam nessas coisas. O padre estava certo e ponto final.

Quando se aproximava esse tempo, eu perdia o apetite e ninguém me fazia comer coisa alguma. Às vezes me escondia para não conversar com ninguém, e até temia tocar no assunto.

É... Fui um garoto irrequieto, mas cheio de temores e traumas, mas não culpo os fundamentos da religião por isto. Naquele tempo era o que podia ser ensinado.

Lembro-me de 1957 quando falaram que em 1960 haveria três noites de escuro, e durante a escuridão a maior parte da população mundial morreria.

Pois bem, sofri durante os três anos seguintes e passei meses sem me alimentar direito. Era horrível ser criança e não poder falar com os adultos sobre nossos temores. Talvez eles tivessem me ouvido e me orientado. Mas eu temia demais falar sobre o assunto quando cheirava a morte.

Por motivos religiosos e pelos tabus pregados como verdades, sofri muito na minha infância, juventude e adolescência. Se estou aqui narrando para vocês é por que sei que muitos também passaram por coisas semelhantes e como eu, certamente deram a volta por cima sem armazenar traumas.

Cada um tem a sua história. Qual é a sua?

Escrito Por Vicente Almeida
07/04/2012

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Entra por um ouvido - Por Lauro Jardim



Sem resposta.

Eduardo Campos e seu desafeto – e correligionário – Cid Gomes estarão em Brasília hoje, cumprindo agendas distintas. Para Campos, quanto mais distância, melhor. 

A ordem, pelo menos por ora, é ignorar os disparos vindos do clã Gomes em relação à sua candidatura à presidência da República. Campos confia ter a maioria do partido, por isso a estratégia é deixar Cid e Ciro Gomes, principalmente, falando sozinho.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Em Química, Ele transformou água em vinho; Em Biologia, Ele nasceu sem ter tido uma concepção normal; Em Física, Ele superou a gravidade quando Ele Ascendeu ao céu; Em Economia, Ele subverteu a lei dos rendimentos decrescentes ao alimentar 5000 pessoas com dois peixes e 5 pães; Em Medicina, Ele curou os doentes e os cegos sem administrar absolutamente nenhum remédio, Em História, Ele é O começo e O fim; Em Direito, Ele disse que deveria ser chamado De Filho do Pai, Príncipe da Paz; Em Religião, Ele disse que ninguém chega ao Pai Se não for através dEle;

Então quem é Ele? Ele é Jesus! Junte-se a mim e vamos celebrá-lo. Ele vale o esforço; Os olhos que lêem esta mensagem não verão o mal, As mãos que enviarem esta mensagem a todos, não terão agido em vão, E os lábios que disserem amém a esta oração sorrirão para sempre. Permaneça em Deus e procure sua face sempre. AMÉM!

Achando Deus achamos Tudo! O maior homem da história. Jesus não tinha servos, ainda assim O chamavam de Mestre. Não tinha escolaridade, ainda assim O chamavam de Professor. Não tinha remédios, ainda assim O chamavam de Curador. Não tinha exércitos, ainda assim reis O temiam. Ele não venceu batalhas militares, ainda assim conquistou o mundo. Ele não cometeu crime, ainda assim crucificaram-No. Ele foi enterrado em uma tumba, e no entanto RESSUSCITOU

Ele vive hoje. Sinto-me honrado de servir um líder que nos ama! Eu creio em Deus e em Jesus Cristo seu filho.

E você?

Desconheço o Autor

terça-feira, 23 de abril de 2013

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Eu e meu marido estávamos à procura de uma nova mesa de jantar para nossa sala, quando um dia, ele encontrou uma mesa linda, do jeito que gostaríamos, com um tampo de vidro preto, maravilhosa. 

Para nossa surpresa, a mesa estava com um super desconto, mais da metade do preço.  Questionado o valor, a vendedora explicou que, além de ser a última peça da loja, o tampo continha um risco pequeno, ajustável, porém suficiente para desvalorizar tanto aquela linda peça. 

Mesmo assim, resolvemos levá-la, certos de que estávamos fazendo uma bela compra.  Hoje a mesa está aqui em casa, bela e linda, é meu xodó e a considero como o ponto alto da minha sala, mesmo com o seu pequeno “defeito”.

Quantas vezes na vida nos sentimos como essa mesa?  Nossos erros, defeitos, passados, dores, doenças e complexos nos fazem sentir desvalorizadas, ou até mesmo de vez em quando o mundo, as pessoas, amigos, parentes, chefes, professores diminuem nosso valor?

O que tenho para lhe dizer é que mesmo assim, para Deus você tem muito valor. E isso pode soar até piegas demais para quem já é crente  à mais tempo, mas hoje eu gostaria que você entendesse, que assim como minha mesa, com seu defeito tem muito valor para mim, assim é você para Deus. 

Você nunca vai perder o seu valor por causa dos “riscos” da vida, pelo contrário, o preço que Ele pagou por você foi muito alto, preço do sangue do seu próprio filho.  Ele te ama demais, pagaria qualquer que fosse o seu preço, e nunca vai desistir de você.

Caroline Leal

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Em entrega de viaturas,Campos critica política de segurança do governo Em Olinda, governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência em 2014 sugeriu mais cooperação entre os níveis de governo para tratar sobre o tema - por Letícia Lins, O Globo



Pré-candidato do PSB à sucessão presidencial, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, está nacionalizando o discurso até mesmo em eventos administrativos locais. Nesta segunda-feira, por exemplo, aproveitou a entrega de 128 veículos à Polícia Militar para sugerir a criação de uma espécie de SUS (Sistema Único de Saúde) para a segurança pública.

Durante sua fala, o tom utilizado foi o de cobrança ao governo federal que, segundo ele, atrapalha a execução de ações de segurança por parte dos estados e municípios, devido ao excesso de burocracia.

A Federação está desafiada a organizar, sim, um sistema nacional de segurança pública. Esse é um desafio de todos nós, governadores, prefeitos, e é também um desafio do governo federal para estruturar (o setor) de forma melhor, como a saúde já conseguiu um Sistema Único de Saúde, como a educação consolidou uma política na sua Lei de Diretrizes Básicas — criticou ele, enquanto enquanto participava da cerimônia no Centro de Convenções de Olinda, onde funciona a sede provisória do governo (o Palácio do Campo das Princesas encontra-se em reforma).

O socialista entregou as viaturas para reforçar a segurança de 42 núcleos da região metropolitana, na zona da mata, no agreste e no sertão. Os veículos, no entanto, são resultantes de parceria entre o governo de Pernambuco e o federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança.

O Seminarista - Por Antonio Morais

Dedicado a Cyrle Máximo.

Uma das fazendas mais produtivas e mais conhecidas de nossa terra era o IPUTY pertencente a época ao  fazendeiro Antônio Máximo e dona Emília Mendes. Hoje em dia  é patrimônio  dos filhos de Raimundo Menezes.
Era costume e decisão  de todas as famílias abastadas  de antigamente escolher um dos filhos homens e  botar no Seminário para ser padre. Antônio Máximo e Dona Emília escolheram Antão,  o filho caçula, justamento o mais  dengoso, querido,  o mais difícil de se adaptar a uma vida de  disciplina religiosa, de conselheiro cristão e especialmente celibatário.

Antão  passou o primeiro ano no Seminário e quando retornou de ferias ao Iputy,  de batina e boina para cobrir a croinha era o orgulho dos pais. Do lado da fazenda havia uma capoeira de algodão com boa visão da alpendrada da casa. Em algum momento um lote de jumentas  passa na maior carreia e o Seminarista atrás, uma mão afastava as galhadas de unha de gato e jurema e com a outra levantava a batina. 

Diante daquele  cena grotesca Chico Máximo, irmão de Antão gritou: Ei, onde vai ser a missa? Ele respondeu sem olhar pra trás! Onde consegui pegar!

sábado, 20 de abril de 2013

Corrupção endêmica ataca Minha Casa - O Globo



No vácuo do crescimento do fisiologismo na vida pública, em que vale tudo no toma lá dá cá para preservar e ampliar poder — inclusive desviar dinheiro público para a compra literal de apoio político, como no mensalão, multiplicaram-se redes de rapina numa zona cinzenta na fronteira entre a política e a criminalidade.

Malhas de corrupção começaram a ficar mais expostas no início do governo Dilma, naquela fase de “faxina” ministerial, com destaque para a desenvoltura com que o PR do senador Alfredo Nascimento, do mensaleiro Valdemar Costa Neto e Juquinha (José Francisco das Neves) da Valec administraram o bilionário orçamento dos Transportes.

“Malfeitos” também foram constatados na Agricultura e Turismo, Pastas ordenhadas pelo PMDB, e no Esporte, sob os cuidados de companheiros do PCdoB de Orlando Silva.

Ali foram identificados esquemas montados com a finalidade de dragar dinheiro público para legendas — e projetos pessoais, é claro. Engrenagens de corrupção só colocadas em movimento pela conivência de altos escalões nos ministérios.

Já o esquema de rapinagem, revelado domingo pelo GLOBO, no programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida chama a atenção para desdobramentos dentro da máquina pública da disseminação da prática do roubo do dinheiro do contribuinte.

Desta vez, são ex-funcionários do Ministério das Cidades, treinados nos meandros burocráticos do programa de habitação, que montam na esfera privada um esquema malandro, para atuar junto a cidades pequenas, de no máximo 50 mil habitantes, onde não transita a Caixa Econômica com seus auditores.

STF divulga resumo do acórdão do mensalão - O Globo



"A organização e o controle das atividades criminosas foram exercidos pelo então Ministro-Chefe da Casa Civil, responsável pela articulação política e pelas relações do Governo com os parlamentares".

Resumo do acórdão do julgamento do mensalão. Íntegra dos votos dos ministros será publicada na segunda-feira no site do Supremo.

Um resumo de 14 páginas do acórdão do julgamento do mensalão foi divulgado nesta sexta-feira no “Diário de Justiça Eletrônico", no site do Supremo Tribunal Federal (STF). A íntegra dos votos dos ministros, no entanto, será publicada na segunda-feira no andamento processual no site do Supremo.

O prazo para os réus apresentarem recursos vai começar a contar a partir de terça-feira, dia 23, e termina no dia 2 de maio. Em votação no plenário, a Corte decidiu dobrar o prazo para a apresentação dos recursos da defesa. O Ministério Público Federal também poderá apresentar recursos contra as absolvições. Só depois de julgados esses recursos os réus condenados começarão a cumprir pena.

Em fevereiro último, à imprensa estrangeira, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, disse que as penas dos 25 condenados seriam executadas até 1º de julho. “As ordens de prisão devem ser expedidas antes desta data”, comentou na ocasião.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

BRASILEIROS TROUXAS? - Por Vicente Almeida

video 
Vi e repasso. As palavras deste jornalista refletem a repressão em que vivemos.

quinhentos e doze anos que o brasileiro se encontra em sono profundo e não quer despertar. Pôxa!

Recebi do meu amigo Carlos Airton, por E-mail.

Tenham um ótimo final de semana.
Vicente Almeida
25/02/2012

Time: Joaquim Barbosa é um dos 100 mais influentes do mundo.



Jornal do Brasil.

A revista americana Time divulgou a lista das 100 personalidades mais influentes do mundo, e nela aparece o nome do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Outro brasileiro que aparece na lista é o chef de cozinha Alex Atala, dono do restaurante D.O.M, em São Paulo.

Segundo a publicação, Barbosa foi o primeiro presidente negro do STF e simboliza a promessa de um novo Brasil comprometido com o multiculturalismo e igualdade.

Barbosa é descrito pela revista como o garoto pobre brasileiro que “viu na educação seu tíquete para fora da pobreza”. A lista destaca que ele trabalhou como faxineiro e datilografista no Senado para se sustentar durante a faculdade de Direito.

Segundo a publicação, Barbosa simboliza a promessa de um novo Brasil comprometido com o multiculturalismo e igualdade

“No fim, ele obteve um doutorado da Sorbonne, aprendeu quatro línguas estrangeiras e se tornou professor visitante no Instituto de Direitos Humanos da escola de Direito de Columbia”, diz a revista.

Na lista da Time, que é dividida entre 'titãs','líderes', 'artistas', 'ícones' e 'pioneiros', Joaquim Barbos aparece na última categoria, junto com figuras como a CEO do Yahoo!, Marissa Mayer, e o presidente da Tunísia, Moncef Marzouki.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Por que os cristãos - especialmente os ativos - parecem às vezes ter mais problemas do que lhes caberia?
Esta pequena historia explica:

Jorge e Zeca eram amigos. Um dia, Jorge perguntou ao amigo: Zeca, por que é que você, sendo cristão, tem todos esses problemas, provas e tribulações ao passo que eu, que nem sequer acredito em Deus, não tenho nem metade dos problemas que você tem?! Não sei não. Acho que vou precisar pensar um pouco antes de responder. disse Zeca

Uns dias mais tarde, os dois foram caçar patos. Jorge atirou contra uma revoada e vários patos cairam no lago de onde haviam alçado voo. Alguns estavam mortos,  mas outros apenas feridos. Jorge sabia por experiência que, as vezes, os patos feridos se levantam e voam novamente se não forem agarrados rapidamente.

Então, enquanto Zeca corria para o lugar onde os patos havia caído, Jorge gritou: Pegue os vivos! Pegue os vivos! Largue os mortos pra depois!

O velho Zeca voltou com os patos no saco e um sorriso no rosto. Acho que tenho a resposta para a sua pergunta - disse. Veja bem, eu sou um vivo! O diabo tem medo que eu vá escapar, por isso tenta me colocar dentro do saco primeiro. Você... é um morto. Ele já o pegou, por isso não está nem um pouquinho preocupado com o que você vai fazer!

E é o que acontece conosco. O diabo não pode nos recapturar uma vez que estamos salvos - somos do Senhor para sempre! Mas ele realmente se desdobra pra impedir que sejamos cristão ativos.

Mas não deixe que seus ataques o desanimem ou atrapalhem, porque se perseverar, vencerá a luta e receberá a recompensa que o Senhor tem reservado para você!

"Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam" Tiago 1.12

Retirado do livro Superando Obstáculos

Só morre de quem tem - Por Antonio Morais



Esta é uma daquelas historias que se não houvesse  muitas testemunhas  não se tinha coragem de contar.  Passaríamos por mentiroso.

Raimundo Menezes separou 102 rezes no Sanharol para levar para a fazenda Iputy. Todo o rebanho estava  comendo na mesma manga, onde se encontra  uma planta daninha conhecida por tingui de paladar saboroso e agradável aos bovinos, porem  muito perigoso e mortal. Para movimentar o gado aconselha-se  fazer um  jejum de no minimo  8 dias para  que não se corra risco de perder algum animal.

Destas 102 rezes Raimundo Menezes  mandou que Picoroto, o encarregado e Junior filho deste, escolhessem  uma  cada e ferrassem. Escolhidas as duas rezes e ferradas, na hora certa e combinada  seguiam com o gado para  o Iputy. Quando a boiada andou  uns 200 metros caíram duas rezes asfixiadas por causa do tingui, tendo morte imediata. Verificado o ferro eram a de Picoroto e a de Junior. É isto mesmo só morre de quem tem.

Fonte: Dr. Menezes Filho.

Manhã de orvalho - Jose de Moraes Brito

Manhã! Me embrenho pelo campo frio.
Olhando o brilho no relval viçoso,
Molhando o corpo no poço do rio,
Me alivio no sono teimoso.

E vou andando entre mil abrolhos
E vou fazendo mil e um trabalho...
Brilhando como o brilho de teus olhos
Luzem nas folhas as gotas de orvalho.

E aquelas gotas de orvalho... Elas
São como lagrimas de teus olhos...Belas
Dos meus desejos orvalhando o chão...

E o sol na intensidade de seu brilho,
Enxuga o orvalho caído em meu trilho,
Não enxuga, enquanto, o de meu coração.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Zé Chato e Jorvina - Por Antonio Morais


Moravam no Sanharol. Numa época em que a velhice era inteiramente desassistida. Pobreza absoluta. Aqui e aculá um arranca rabo, mas, apesar de viverem em pé de guerra, nunca se podia comparar a um Iraque.

Zé Chato ganhou de presente do Dr. Fransquim Feitosa uma dentadura. Com o tempo Jorvina passou a usá-la também. A mesma dentadura servia aos dois nas solenidades da igreja, passeios e visitas aos amigos, essa era a simples causa de andarem sempre separados.

Um dia Zé Chato foi pra feira semanal pela manha, ao retornar colocou a dentadura no lugar de costume, um copo abastecido com agua.

Jorvina terminou de arrumar a cozinha e disse: Ze, eu vou na casa de comadre Zefa do Sanharol. Colocou a dentadura, deu uma sugadinha e protestou: Covarde! comeu cocada e não trouxe pra mim.

Apesar de brigões, Zé e Jorvina fizeram 60 anos de casados.

Frase do dia - Eduardo Campos



" A presidente Dilma foi eleita como uma grande especialista em gestão, mas na prática faz uma administração extremamente centralizadora e o governo não anda.

Eduardo Campos (PSB) - Governador de Pernambuco.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram. A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda.
Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa,
Não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados,
Não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos, etc.

Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.  Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias.  A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa. 

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados.  Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos. 

Vamos observar o que as pessoas gostam.  O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher, o homem, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?

Desconheço o Autor

DE BOM TAMANHO.



Não é à toa o cortejo do PSB a Cristovam Buarque, nome ventilado para ser vice na chapa de Eduardo Campos em 2014.

Aliados do governador pernambucano calculam que um coligação com reforço de PDT e PPS – futuro Mobilização Democrática – seria mais do que suficiente para tornar a candidatura de Campos competitiva.

Rodrigo Rollemberg, um dos defensores da tese, compara:

Em 2010, Marina Silva obteve vinte milhões de votos só com o PV. Unindo esses dois partidos ao noso projeto, teremos pelo menos o triplo do tempo de televisão de Marina na última eleição.

Enquanto isso, Carlos Lupi delicia-se com a valorização de seu apoio, algo que, obviamente, não sairá nada barato.

Meninos do Sanharol - Por Blog do Sanharol.

Foi não foi, João Bitu tira sarro e fica zuando com minhas orelhas. O que ele não sabe é a causa, o que levou a assim serem. 

Quando eu tinha sete anos, o meu irmão Pedro tinha cinco. Minha mãe nos levava para casa de minha avó Andrezinha para  cuidar da casa, varrer, limpar, etc. Pedro gostava de brincar de vacas de osso. Fazia um curral com tijolos, separava os ossos grandes para um lado e os pequenos para outro. 

Os grande eram as vacas e os pequenos os bezerros. Minha avó adulava muito o Pedro e eu tinha um misto de ciumes e raiva. Ela pegava umas catembas de coco misturava agua com goma para  ser o leite. O Pedro ficava radiante com a brincadeira. 

Eu,  ficava de longe olhando e aguardando a hora de me vingar. Passei o pé por cima das vacas, derramei o leite e, Pedro abriu o eco a chorar.

Minha avó me pendurou por uma orelha e levou até em casa: Tonha eu não quero esse menino lá em casa não, ele é muito malino, dê um jeito nele. 

Mamãe me pendurou pela outra orelha. Assim é que as orelhas alem de grandes e desiguais são também  engembradas. 

Se fossem nas costas eu seria um baita de um anjo.

Idiomas estranhos - Por Antonio Morais



Seminário Batista do Cariri.

No inicio da década de 90 do seculo passado,  eu levei ao Sanharol a família de um amigo americano,  reitor do Seminário Batista do Cariri.

O pastor arranhava um português de difícil compreensão. Mas quando se dirigia aos familiares  falava o inglês mesmo. Na hora do almoço. Uma mesa farta, comida muito diversificada, muito bem caprichada por minha mãe, todo mundo se serviu a vontade e bem.

Terminada a refeição, o pastor se levantou, segurou a mão da esposa, que segurou a mão do filho, que segurou a mão da irmã, que segurou a mão do namorado e fizeram juntos uma oração de agradecimento em Inglês.

Nenhum dos presente soube ao certo o que  diziam, visto que ninguém sabia inglês. Meu pai, do alto de sua  capacidade de fazer humor disse: Tonha, os amigos do Morais não gostaram do almoço não, como você  está vendo, se danaram a dizer nome feio.

Como eles não entendiam o português devem ter pensado a mesma coisa do meu pai. Então ficou uma coisa por outra.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.


A  RAIVA  DELE  É  DE  SOLDADO.

No ano de 1967, o Mestre Pedro Souza foi contratado para tocar um forró no sítio Vara da Prensa ( Hoje Novo Jordão ) Como o sítio tinha a fama de ser violento, o promotor da festa pediu quatro soldados do destacamento de Várzea Alegre – Ceará, para fazer a devida segurança.
O forró acontecia na maior tranquilidade, quando chegou um rapaz, que a segurança não simpatizou, sem muita conversa deram umas pancadas no rapaz e quem mais bateu, foi um policial de nome João. O Moço machucado e desmoralizado, foi até a sua casa, trocou de roupa, botou uma faca na cintura e voltou para o forró, na intenção de aplicar uma vingança.
Na chegada encontrou na portaria justamente o soldado João. O vingador aplicou três facadas tão violentas que o policial já caiu morto. Um outro policial foi chegando, recebeu uma facada na cabeça, que já ficou sem ação. Os outros dois correram por dentro do mato do Novo Jordão até a cidade, deixando uma estrada feita por onde passaram. E o criminoso foragiu-se, sem deixar pistas.
Do dia seguinte ( Um domingo ) Lilazinha promoveu um piquenique numa fazenda do Sr. Mário Leal, que ficava mais-ou-menos próximo ao local onde aconteceu o crime.
Lilazinha convidou a turma da Charanga e as meninas do bloco das Margaridas. Para tocar ela convidou exatamente o Mestre Pedro que ainda não estava refeito do susto da noite anterior.
No piquenique tinha de tudo; Passeios de cavalos, Churrascos, bebidas e o forró tocado pelo melhor forrozeiro da região.
Houve um intervalo para descanso dos tocadores e Pedro foi até um alpendre onde eu estava com; Joemilton. Nilton de Dudu, Reginaldo e Nenem de Chico Francisco. Pedro tomou um refrigerante e depois falou:
- Mas Raimundinho. Ou diferença medonha.
-Eu perguntei:
- O que?
- De tocar para os cabras valentes do Novo Jordão, pra tocar pra vocês.
- Tá certo Pedro. Mas um morador me disse que o cabra que matou João soldado, tá escondido ali no armazém do Sr. Mário Leal.
Pedro respondeu na maior tranquilidade:
- Tem nada não. A RAIVA DELE É DE SOLDADO.

- É mas se chegar um guarda da febre amarela por aqui, vai correr um risco danado.

Marcos Valério promete “esmiuçar” o que disse sobre Lula - Folha de São Paulo


O procurador da República Francisco Guilherme Bastos pediu, em 3 de abril, que a delegada da Polícia Federal responsável pelo inquérito instaurado para investigar eventual elo de Lula com o mensalão ouça de novo Marcos Valério. A informação é de Vera Magalhães, na Folha de S.Paulo desta terça-feira.

Segundo a colunista, nas palavras de advogados, o publicitário vai ‘esmiuçar” os sete itens do depoimento dado em setembro: ”O pivô do escândalo disse a interlocutores que pretende detalhar os fatos que compilou num documento e que envolveriam o ex-presidente. Na semana passada, advogados de Lula tentaram obter cópia do inquérito com a delegada Andréa Pinho, em Brasília, mas ela negou acesso.”

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Em todos os tempos, os seres humanos têm procurado saber quem Deus é e qual Seu aspecto. Porém, as múltiplas representações que fazem de Deus se mostram erradas, pois, se fossem corretas, todas deveriam coincidir. Mas Deus não nos deixou na incerteza. Ele Se revelou em Seu Filho e em Sua Palavra.

Para que o Deus eterno e onipotente pudesse se revelar a nós, criaturas limitadas, deveria Se fazer homem. Esse foi o Seu propósito de Jesus Cristo Qual Deus conhecemos na pessoa do Senhor Jesus?

O Deus de amor.

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” I João 4.10. Depois que Adão caiu em pecado (Gênesis 3), Deus poderia tê-lo condenado imediatamente. Porém, Seu plano – mostrar aos homens que Ele é amor – não se cumpriria.

O Deus de amor não quer a morte do pecador.

Por essa razão, empregou um meio extraordinário para nos revelar Seu amor.

As seguintes palavras do Senhor Jesus indicam isso claramente: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3.16.
O amor de Deus é um presente disponível a todos. E só podemos tê-lo pela Fé.

Pensemos Nisso!

"Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR." Salmos 150.6

CANTORIA NA MALHADA - Por Claude Bloc

Recebi um convite para participar de uma aula/reunião de Soraya Piancó, na Malhada, bem próximo a Ponta da Serra. Fomos acolhidas por Guri, sobrinho de João Soares, antigo morador da Fazenda Serra Verde (CE). Coincidentemente era aniversário do dono da casa, que nos acolheu com iguarias bem sertanejas e de sabor inigualável.
À noitinha, uma surpresa: uma cantoria, depois de uma tarde de conversas com alunos, vizinhos, visitas circulando pela casa. 
Silvio Granjeiro e Francinaldo
Prestigiando a plateia...
Um pequeno improviso em versos...
Matheus Soares - prata da casa (sobrinho de Guri) - músicas sertanejas.
Uma platéia atenta...
Uma acolhida simpática e serena de Aparecida... (dona da casa).
A simplicidade de todos e a simpatia em todos foi o ponto máximo desse encontro. Que me desculpem os cidadãos por demais urbanos, mas esse calor humano é pra lá de benfazejo.


Claude Bloc

terça-feira, 16 de abril de 2013

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." I Coríntios 13.4-7.

Você sabe que seu amor é verdadeiro quando chora com aqueles que choram, e quando se alegra com aqueles que se alegram. Assim deve ser o amor cristão.

Um Fato real, ocorrido nos Estados Unidos,ilustra bem a profundidade do amor cristão e de suas consequências. Quando seu marido, Lewis, tornou-se diretor da prisão em 1921, Catherine era uma jovem mãe de três filhas. Todos a aconselharam a que nunca pusesse os pés naquele lugar. Mas ela não ouviu o que lhe diziam. Quando houve o primeiro jogo de basquete da prisão, ela compareceu com as três filhas e sentou-se junto com os internos na arquibancada.  Ela disse uma vez: 

Meu marido e eu vamos cuidar desses homens, e acredito que eles cuidarão de mim! Não preciso me preocupar! Quando descobriu que um dos assassinos condenados era cego, ela lhe ensinou braile para que ele pudesse ler.  Ao saber que alguns internos tinham problemas auditivos, ela estudou a linguagem dos sinais para que estes pudessem se comunicar.  Durante dezesseis anos Catherine Lawes suavizou os corações endurecidos dos homens de Sing Sing.  

Em 1937 o mundo viu a diferença que o amor verdadeiro faz.  Os prisioneiros perceberam que havia algo errado quando Lewis Lawes não apareceu para trabalhar. Rapidamente se espalhou a notícia de que Catherine tinha morrido em um acidente de automóvel.  No dia seguinte, o seu corpo estava sendo velado em sua casa, a mil e duzentos metros da prisão. 

Quando o diretor interino fez a sua ronda matinal, notou uma multidão reunida no portão principal.  Todos os prisioneiros estavam pressionados contra a cerca. Os olhos cheios de lágrimas. Os rostos solenes. Ninguém falou ou moveu-se.  Eles tinham vindo para estar o mais próximo possível da mulher que lhes tinham dado amor. O diretor tomou uma decisão extraordinária.  Muito bem homens, vocês podem ir. Apenas certifiquem-se de voltar à noite. 

Esses eram os piores criminosos da América. Assassinos. Ladrões.Eram homens a quem a nação condenou à prisão perpétua.  Mas o diretor lhes abriu o portão, e caminharam sem escolta ou guardas até a casa de Catherine Lawes para prestar suas últimas homenagens e no final todos, sem exceção, retornaram à prisão. O verdadeiro amor modifica as pessoas.

Max Lucado.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Netos, traquinagens, peraltices e um avô caducando - Por Antonio Morais.


João Pedro e Aluísio.

Este fim de semana foi divertido, passou rápido, os meus netos  vieram com os pais passar em Crato. Não perco oportunidade de escrever sobre os meus netos, acho até que todos já  conhecem seus hábitos pelo tanto que já contei e conto.

João Pedro, o mais velho, é ruim de se alimentar, dar um trabalho danado, não gosta de nada. Aluísio, o caçula, come pelos dois e mais alguma coisa. 

Sábado  fomos ao "Chopin Cariri" e, depois de  andar até cansar chegamos a sala de alimentação. Nos acomodamos numa mesa e a mãe deles começou a fazer os pratos.  Primeiro fez o do pai, da mãe e do marido. Quando foi fazer o de João Pedro saiu descobrindo os depósitos e perguntando: João Pedro você quer galinha caipira?. Não. Quer frango assado? Não. Quer linguiça? Não. Quer ovo de codorna? Não. Que coração de frango? Não. Quer paçoca? não. Respostas sempre monossilábicas e netagivas.


A foto  testemunha João Pedro com um pequeno pedaço de manga fazendo careta pra comer. Já o Aluísio  catou a bacia para o seu lado.

Aluísio acompanhava  a luta da mãe de perto e avisou: Mamãe, quando for minha fez e quero tudo isso aí! As pessoas que estavam por perto caíram na risada com o jeito dele falar.

No domingo, as 05 horas da manhã, o Aluísio já estava acordado. Foi no quarto da Rita, a Babá e, a levou para cozinha. A Rita misturou goma com amendoim a começou fazendo tapiocas. Dado momento  a Rita foi virar uma tapioca e os dedos da mão  arranharam o fundo do caco. 

Rita deu o maior pinote, saiu  sacudindo a mão no ar e murmurando: Arra! Eita! Urra! Valha! 

Aluísio com a boca cheia de tapioca disse: Rita agente diz é: Puta que pariu.

CAUSO LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale


DISCURSO  IMPROVISADO.

Era vereador de Várzea Alegre – Ceará, o Senhor Joaquim Alexandrino. ( Joaquim Vermelho ) Excelente mestre de obras, vereador atuante mas como outros da cidade, não sabia ler.
Várzea Alegre se preparava para um grande comício onde estavam confirmadas as presenças do deputado Antônio Diniz, O secretário Moacir Aguiar e o Sr. Carlos Jereisate. Os chefes políticos da cidade botaram na cabeça do vereador Joaquim Vermelho, que ele teria que fazer um discurso. Foi escalado Francisco Gomes Neto     ( Chico Gomes ) Para preparar o vereador para o discurso. Chico fez o texto e passou 15 dias lendo para Joaquim decorar. O esquema era assim; Joaquim subia no palanque tirava o papel do bolço e simulava a leitura.
Mas quando Deus dar com a mão, o diabo chuta com os pés. Zé Gatinha vei a saber do esquema e preparou uma pegadinha para o vereador.
As autoridade já estavam no palanque e Joaquim esperando ser chamado. Zé Gatinha foi até ele, deu um abraço e tirou o papel do bolço do paletó. O vereador até que já tinha decorado o texto, mas se sentia mais seguro estando com o papel na mão.
O cerimonialista anunciou e Joaquim subiu, quando procurou o papel que não encontrou, falou baixinho com Joaquim Diniz:
- Joaquim. Eu tou lascado, robaro o papé do meu improviso e agora?
- Faça de improviso mesmo, você não dise que já tinha decorado?
- É mais eu num malembro mais.
Tinha dado um vermelho, porque branco só podia ser se ele fosse claro.
- Mas se o papel tivesse com você, não ia servir de nada, você não sabe ler mesmo.
- É mais cum o papé era mior.
O Cerimonialista levou o microfone até o vereador e ele fez o seu pequeno discurso nesses termos:
- Bem pessoá, Eu num sei ler não, mais se nóis ganhar essa inleiçao vai ser bom dimais.
Fonte: Francisco Gomes Neto ( Chico Gomes ).

domingo, 14 de abril de 2013

DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.


O  VÔO  QUASE  DA  MORTE.

Era festa do padroeiro em Várzea Alegre Ceará. O parque estava instalado na Av. Getúlio Vargas, com roda gigante, carrocel, ondas e canoas.
Chico Gomes arranjou um parceiro e foram para as canoas. Os dois quada qual mais forte estavam subindo a canoa acima do limite. Uma hora lá a canoa ultrapassou a barra superior e rompeu os encaixes. Chico subiu como quem voava, arrancou os fios da rede elétrica e foi bater com os braços abertos  na parede da casa do Sr. José Piau. Naquele momento faltou energia por conta do curto, deixando todo mundo confuso, menos Chico porque estava em estado de morto. Chamaram Dr. Lemos e ele com uma lanterna na mão olhou rapidamente e confirmou o óbito. Mandaram Nêgo Rui chamar Geraldo Leandro e ele veio para tirar as medidas do caixão. Naquela hora a família já estava toda presente e a comoção foi geral.
Toinho costa chegou com uma vela, acendeu e colocou na mão do suposto defunto. Foi quando Chico Gomes levantou os dois braços, para desmentir o óbito e gritou:
- Quem foi que acendeu a lamparina?
Quando o ex finado disse aquilo correu mais de dez na escuridão. Eu acho que ainda hoje tem gente sumida.
Eu estava com uns amigos atrás da igreja, quando vimos o fogo acompanhando a fiação elétrica e em seguida ouvimos um barulho que mais parecia um trovão. Depois do barulho a cidade ficou toda escura. Nós fomos até a rua Major Joaquim Alves para saber o que estava acontecendo quando foi com uns 15 minutos, vinha Abidom com uma lanterna focando um lado e outro da rua.
Quando ele passava em frente a casa de Valdeliz,Valdefrance perguntou:
- Abidom. O que foi que houve ali por perto do mercado?
- Foi aquele minino de Epídio qui inventou de avoar sem ter asa e quando acabar arrancou os fí da luz e adispois distabacou-se lá na parede da casa de Zé Piau.
- E como é que ele está?
- Omi, ele tava qui nem morto, inté Dr. Lemo dixe, mais quando Toim Costa acendeu a vela prumode butar na mão dele, ele istribuxou e tornou a invivicer, Mais correu um bucado e gente cum medo.
- E agora tá tudo bem por lá?

- Tá quando eu saí de lá ele tava numa palesta medonha cum Carlito Cassundé. Agora vai ser difiço é ajuntar aquele povo qui correu no iscuro.

VERSOS LÁ DE NÓS - De autoria do poeta João Alves Bitu.

Fátima sempre dinâmica e impoluta
Quer por fina força que eu integre
Esta notável equipe de Várzea Alegre
De poetas da mais alta e briosa conduta
Será que mereço entrar nesta labuta?
Todos eles são já renomados no momento
Nas hostes da poesia mostram seu talento
Entretanto quem convida quer me ver
E assim me disponho a rimar e escrever
Meus rabiscos, meus versos, cujos eu invento!

A esta ousada pequena grande
Que tanto me exalta e exorta
O Senhor lhe abriu uma porta
Por onde quer que ela ande...
Sua inteligência mais e mais se expande
Ao transcurso de tão densa existência
Esbanjando toda a fértil inteligência
Em benefício daqueles mais carecidos
Contemplando e cuidando dos entes queridos
Como o fez aos pais e a outros de sua ascendência

Zezê sua fiel e justa companheira
Usufrui de seus incansáveis cuidados
São dois seres fielmente irmanados
Numa união sólida e verdadeira...
Quanta paz entre as duas à vida inteira!
Quem não as conhece nem um pouco calcula
A disposição sem medida destas jovens caçulas
Que tomaram conta em suas dúbias convalescenças
De nossos pais estimados em penosas doença,
Que só em lembrar o meu corpo inteiro tremula:

Tudo quero fazer para contemplar a Professorinha
Ao mesmo tempo em que usufruo de minha inspiração
Com muita cautela e esmerada atenção
Para não desagradar a douta Francesinha
-( Este é o apelido desta valente criaturinha ) –
A quem ofereço todas as minhas obras a saber:
Contos, versos e lembretes a valer
Bastando que para isto se faça mister
Esteja eu acontecendo onde estiver
Conte comigo. Estarei pronto para lhe atender.

JOÃO Alves BITU