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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

229 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Em meados da década de 60 do século passado, Antônio Rolim de Morais montou uma emissora de rádio clandestina em Várzea Alegre.  Funcionava  no primeiro andar do prédio onde fica o Armazém Progresso.

Os comunicadores eram alunos do Ginásio São Raimundo, cujo diretor era o saudoso  médico e cirurgião José Iran Costa.

Dr. Iran se encontrou com Antônio Rolim e falou :  Antônio eu sempre sintonizo a sua rádio, mas ela tem um grande defeito.

Antônio perguntou: E qual é o defeito Iran? Diga que é para a direção tentar corrigir.  É porque os locutores são analfabetos. Eles falam muito errado.

Mas Iran, se é isso, o problema não é da emissora. O defeito é do ginásio, porque é lá que eles estudam.

Respondeu Antônio Rolim.


A crônica do fim de semana (por Armando Lopes Rafael)

A mídia às vezes é burra

    Que a mídia é contra Jair Bolsonaro até um cego pode ver. Não só a  mídia, também parcelas das universidades públicas, políticos corruptos, funcionários das estatais, e a "esquerdona" saudosa dos tempos do lulopetismo... Processos estão em curso contra Bolsonaro acusando-o de racista (falou no peso de um negro), machista (disse que a deputada Maria do Rosário não merecia ser estuprada), homofóbico (falou contra o Kit Gay para ensinar “ideologia de gênero” para crianças de seis anos). No meu entender, tudo frescura de operadores do Direito.

    Ora, nossos problemas são outros. E de difícil solução: corrupção generalizada, falência da saúde e segurança pública, privilégios, clientelismo, nepotismo e dezenas de outros com destaque para a violência que tomou conta do Brasil. A mídia noticia a mancheias esse caos. Todos os dias.  Ora, são  exatamente esses os problemas que o deputado Bolsonaro ataca todos os dias. O povo escuta os noticiários. Escuta as falas de Bolsonaro. Conculsão: a mídia vive a fazer propaganda para o Bolsonaro e não se dá conta disso...

       País esquisito esse Brasil! É o único do mundo onde um condenado em duas instâncias – por corrupção e lavagem de dinheiro – inelegível portanto, transforma sua cela em escritório político. Sem gastar nada, com segurança privilegiada da Polícia Federal e ainda fica debochando do Judiciário e do Ministério Público. O que, aliás, não é novidade, pois os dirigentes do PCC e CV comandam o crime organizado de dentro das prisões. E esse candidato é até incluído nas pesquisas eleitorais. Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral–TSE, se arrasta –  numa vagarosidade de tartaruga –  para julgar se o presidiário sai, ou não, candidato a Presidente da República.

          A mídia é burra. Lula é esperto. Ele sabe que vale mais preso do que solto. E é isso que interessa a ele,  que se auto intitula “a alma mais honesta do mundo” e se diz “inocente”, porque não existem provas materiais da corrupção dele. Como se quem comete ilegalidade é burro para deixar rastro e ser flagrado no crime.
             É esse o "Brasil dos privilégios" que alguns segmentos políticos querem manter...

228 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



Dr. Leandro Correia Lima. O primeiro médico de Várzea-Alegre a receber diploma em 1915. Já fizemos algumas postagens completas a respeito  deste ilustre conterrâneo. É só pesquisar no Blog do Antônio Morais. Seu motorista e auxiliar de serviços foi a afamado Zefelipe, o afamado. 

Os demais filhos de Clara Alves Bezerra e Joaquim Correia Lima :

Coronel Gustavo Correia Lima.
Coronel Virgílio Correia Lima.
Petronila Correia Lima.
Emília Correia Lima.
Maria Correia Lima, fixaram residências nas cidades de Iguatu, Fortaleza e Rio de Janeiro respectivamente. Não temos informações  de suas descendências.

Assim encerramos estes resgates importantes  dos descendentes e dos filhos do casal Joaquim Correia Lima e Clara Alves Bezerra. Ela filha do Major Joaquim Alves.


A vida eterna -- por Ivan Ângelo (*)

Wenceslau Braz
Presidente do Brasil entre 1914 a 1918

Biologicamente, vivemos milhões de anos, viemos de tetravós, trisavós, bisavós, avós, pais, e continuaremos vivos em filhos, netos, bisnetos, trinetos, tetranetos… Eternos.
    Quantos anos você quer viver? Quantos anos você pode — poderemos — viver? A ciência tem nos cutucado ultimamente com essas pegadinhas. Semanas atrás, VEJA mostrou o que tem sido feito para ampliar a durabilidade humana. Faz sete anos, um cientista apregoou a possibilidade de vivermos até os 150 anos ou mais, com a reposição de “peças” (órgãos) e outras tecnologias.

     Para que vivermos tão velhos? Qual é a graça, sem podermos correr atrás de uma bola, de um sonho, de uma garota? A juventude, enquanto a vivemos, parece eterna; não nos damos conta de que vivemos a esgotá-la; quando percebemos que se vai, ela nos parece breve e cruel. O grande feito científico seria preservar a juventude, não a velhice. A mágica do retrato de Dorian Gray. A terrível graça da juventude é que ela acaba; seu valor é o valor da beleza, do rosto liso, da agilidade, das carnes firmes — bens preciosos porque finitos, ou mais do que isso: efêmeros. Ela acaba, como acaba o dinheiro, como acaba a ingenuidade; só que o dinheiro podemos buscá-lo em alguma fonte, e não há fonte de onde jorre a juventude, a não ser na lenda.

    Uma interessante pesquisa italiana publicada recentemente na revista Science sugere que paramos de envelhecer aos 105 anos, daí para a frente seguimos funcionalmente estáveis até o dia fatal; outra pesquisa, canadense, sugere que o limite funcional humano é de 115 anos. O caso da francesa Jeanne Calment, falecida aos 122 anos, em 1997, seria exceção.

      Não vamos analisar a Bíblia, em que aparecem sete varões que viveram mais de 900 anos, dos tempos de Noé para trás, sendo Matusalém o medalha de ouro, com 969 anos; Jarede, o medalha de prata, com 962 anos; e o próprio Noé, o medalha de bronze, com 950 anos. Como pode? Talvez os escritores bíblicos precisassem que aqueles tempos, muito antigos até para eles, fossem descritos como extraordinários, e essas longuíssimas vidas seriam algumas entre as coisas extraordinárias que narraram.

     Baixando a bola: quem pode desmentir o narrador dos anais da freguesia de Caeté, em Minas Gerais, do fim do século XVIII? “No ano de 1790 faleceu Manoel de Souza, natural de Portugal, e morador no arraial do Socorro com 130 e tantos anos de idade, e em seu perfeito juízo.” Isso se lê na página 182 do Almanak Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Geraes — 1864, e na página 183: “No arraial de São Gonçalo do Rio Abaixo, existiu Domingos Homem Rosa, natural das ilhas, casado, contava 116 anos, e há pouco faleceu, e sua mulher de idade de 117 anos ainda vive com algum vigor, e sempre se mantiveram com o suor do seu trabalho”. Minha hipótese é que algumas pessoas ficam menos estragadas do que outras.

      A idade do mais longevo de todos os presidentes do Brasil, o mineiro Wenceslau Braz, foi motivo de piada. Governou o país de 1914 a 1918, e só morreu 47 anos depois, em Itajubá, onde viveu até os 98 anos. Foi nome de ruas, avenidas e cidades ainda em vida. Conta-se que saiu com seu Fordinho para dar uma volta, já bem velhinho, e bateu de leve no carro de um jovem em frente à sorveteria. Disse logo que pagaria pelos danos e deu seu cartão ao jovem. Ele leu, olhou desconfiado, leu de novo, e perguntou: “Pera aí. Wenceslau Braz que número?”.

     Carlos Drummond de Andrade disse num poema: “Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver”. É isso. Nossa perda é afetiva, social, cultural. Biologicamente, vivemos milhões de anos, viemos de tetravós, trisavós, bisavós, avós, pais, e continuaremos vivos em filhos, netos, bisnetos, trinetos, tetranetos… Eternos.

(*) Ivan Ângelo,  jornalista. Publicado na VEJA-SP, 29-08-2018.

A Imprensa contra Bolsonaro ou contra si mesma? –– por Antonio Jorge Pereira Jr (*)

Publicado no jornal O POVO, 31-08-2018.

    Em dois artigos anteriores havia compartilhado com o leitor critérios para selecionar um candidato. Pensava especialmente nos indecisos. O primeiro texto propunha modo de reduzir racionalmente a quantidade de 13 a 1 (cenário de votação). No segundo, sugeri como pautar a própria escolha antes de ser pautado pelo marketing dos candidatos. Antes de continuar, digo ao leitor que estou indeciso quanto a meu voto. Isso me facilita observar alguns eventos. Por isso, hoje queria falar de outro risco: a tentativa da Grande Mídia de distorcer as eleições. A isso serve pensar no "fenômeno Bolsonaro".

      No começo de agosto Bolsonaro foi entrevistado no Rodaviva e no Globo News. Na última terça esteve no Jornal Nacional. Nos três ambientes os jornalistas se repetiram. Nas perguntas e no tom depreciativo, irônico, por vezes cínico. Julgavam-se hábeis para desbancar o topete do militar. No entanto, a pessoa que encontraram parece que estava além da caricatura. Não se exarcebou, de modo geral. Naturalmente não satisfará nunca parte dos eleitores. Mas soube atenuar o peso de perguntas com ênfase negativa. Conseguiu vender-se para parcela da população como simples e sincero, pelo estilo como respondia. Sua atitude facilitou notar a tentativa quase infantil dos jornalistas de colocá-lo entre bifurcações para "enquadrá-lo", armando-lhe declarações de autocondenação, praticamente estapafúrdias ("então o senhor vai tirar direitos dos trabalhadores?"; "então o senhor vai promover a tortura?). Nessas situações, ele desfazia as questões estruturadas com perguntas simples: "Onde a senhora leu isso, qual a fonte?". 

     Não poucas vezes o jornalista titubeava ou dizia apoiar-se em uma fonte secundária. Ele então reconstruía a narrativa do fato e, a partir disso, respondia. Ao mesmo tempo, muitas desculpou-se por ter passado do ponto. Isso fez ele ganhar empatia de parte do público. E os jornalistas perderam credibilidade. Pelo menos de minha parte. O pacto de desconstrução pode ser observado no site do G1 e no jornal O Estado de São Paulo: nos dois veículos, todos os dias, enquanto os demais têm uma manchete neutra ou favorável, a do Bolsonaro é, sempre, negativa. Fiz tal análise nos últimos dez dias.   

       Até as escolas militares, reconhecidas pelo resultado acadêmico, foram depreciadas por custarem mais, em matéria do jornal O Estado de São Paulo. Balanço: como no filme "A dança dos vampiros", os repórteres estão a gerar o efeito reverso. As entrevistas serviram de combustível para os eleitores do Bolsonaro, que se tornaram mais engajados. Além disso despertaram a curiosidade de outros. Vale lembrar que parte da população se identifica com suas ideias e se sente depreciada quando a imprensa zomba de quem seria um representante dela. Por isso a atitude soa a desrespeito aos eleitores, para além da pessoa do candidato, atitudes que escapam da função da imprensa. Algo parecido foi visto na eleição de Trump. A desinformação, ao invés de gerar o efeito pretendido, teve resultado oposto. Provocou maior engajamento de seus eleitores. O tempo passou. Paradoxalmente, 15 meses depois da posse, Trump atingira maior popularidade que Obama em igual período.

       Por tudo isso, acredito que quando a imprensa se engaja contra Bolsonaro (ou contra outro qualquer) ela está agindo contra si mesma.

(*) Antonio Jorge Pereira Jr. E-mail: antoniojorge2000@gmail.com

Como será a sessão do TSE que pode definir futuro da candidatura de Lula - O estadão.


A expectativa no Tribunal Superior Eleitoral é de que o caso do ex-presidente seja levado ao plenário nesta sexta-feira, 31.

O registro feito pelo PT da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, e a incerteza de sua presença no horário eleitoral no rádio e na TV provocaram uma divisão interna no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), opondo a presidente da Corte, Rosa Weber, e o relator do caso, Luís Roberto Barroso. 

A expectativa no TSE é de que o caso Lula seja levado ao plenário hoje, durante a sessão extraordinária a partir das 14h30.  

1. Quem pediu para barrar a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no horário eleitoral?

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o partido Novo. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o petista não fosse reconhecido nem como candidato sub judice, ou seja, que não tivesse direito de efetuar atos de campanha eleitoral, como usar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Raquel também solicitou que o ex-presidente fosse impedido de financiar sua candidatura com recursos públicos. 

O Novo, por sua vez, quer suspender os direitos de Lula realizar gastos de recursos oriundos do fundo partidário e do fundo eleitoral, impedir a participação do petista em debates e barrar a realização de qualquer tipo de propaganda eleitoral.

2. O que pode ser julgado pelo plenário do TSE na sessão extraordinária desta sexta-feira?

Está previsto na sessão extraordinária o julgamento dos pedidos de registro dos candidatos à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) e José Maria Eymael (Democracia Cristã). A pauta do TSE está sujeita a alterações. A expectativa dentro do tribunal é a de que seja levado ao plenário os pedidos para barrar a presença de Lula no horário eleitoral, mas ministros não descartam a possibilidade de o próprio registro do ex-presidente ser julgado pelo tribunal.

3.O que acontece com o horário eleitoral do PT se o TSE barrar a presença de Lula?

O tema é alvo de controvérsia, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. “Creio que, enquanto não houver a substituição, não pode haver programa. A lei trata de modo diferente as situações de substituição por morte em relação a impedimento de candidatos”, avalia o advogado eleitoral Fabrício Medeiros. Para uma fonte do TSE, o certo seria que a tela ficasse azul durante o programa eleitoral de Lula. Mas existem outras duas alternativas poderiam ser consideradas: redistribuir o tempo entre os demais candidatos ou até mesmo deixar o tempo com a coligação do PT, mesmo sem a presença do ex-presidente Lula.

227 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


A esposa Bezinha, Prof. Raimundo Walquirio Correia Lima  e o Secretario de Estado da Educação de Sergipe.

Pedro Correia Lima, quarto filho de Clara Alves Bezerra.  Casado com Cotinha - Tiveram uma filha, Clara Correia Lima que se casou com Leandro Correia Sobrinho e tiveram os  seguintes filhos:

01 - Rita Valdeliz Correia Lima
02 - José Walter Correia
03 - Elpídio Correia Lima
04 - Raimundo Walquirio Correia Lima
05 - Terezinha Correia Lima
06 - Francisco das Chagas Correia Lima
07 - Jucier Correia Lima
08 - Maria Madalena Correia Lima.

Professor Walquirio escolheu Sergipe desde 1948, quando aqui chegou do Ceará e ao lado de sua querida esposa Bezinha, fundaram o Colégio Dom José Tomás, homenageando o primeiro Bispo de Aracaju, Dom José Tomás Gomes da Silva. Pelo modelar Estabelecimento de Ensino, passaram sergipanos ilustres que militam em diversas atividades da vida em Sergipe. 

Funcionário do extinto INPS ( Instituto Nacional de Previdência Social), Professor Walquírio plantou em nosso Estado a semente do profissionalismo em Relações Públicas , e também, em Comunicação Social. Sergipe chora a perda do sergipano-cearense de Várzea-Alegre Walquírio Correia Lima, exemplo de seriedade, honradez, e competência.



Dinheiro precede a virtude na campanha de Lula - Por Josias de Souza.


Nesta sexta-feira, em sessão extraordinária, o Tribunal Superior Eleitoral deve julgar um pedido de liminar para que Lula seja impedido de participar do horário eleitoral. 

Também estão pendentes de julgamento na Justiça Eleitoral as impugnações da candidatura de Lula. A despeito de todas as dúvidas que assediam o seu projeto presidencial, o PT já destinou à campanha do candidato-presidiário R$ 20 milhões.

Repetindo: condenado a 12 anos e 1 mês de cadeia pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa, preso em Curitiba há quase cinco meses, Lula recebeu do seu partido R$ 20 milhões —verba destinada ao financiamento de uma candidatura que está na bica de ser barrada pela Justiça Eleitoral.

O dinheiro repassado pelo PT às arcas eleitorais de Lula é público. No final de julho, a procuradora-geral da República Raquel Dodge disse que candidatos inelegíveis que gastassem verba pública teriam de devolver. 

O alerta não funcionou. Lula segue a ordem alfabética do dicionário, na qual o dinheiro vem sempre antes da virtude. A experiência mostra que reaver dinheiro do contribuinte que sai pelo ladrão é coisa tão difícil quando desfritar um ovo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

226 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



Foto - Luiz Otacílio Correia, bisneto, Jáder de Figueiredo Correia e Joaquim de Figueiredo Correia netos de Clara Alves Bezerra. Solenidade politica em Várzea-Alegre com o prefeito Pedro Sátiro, o vereador José Carlos de Alencar e o comerciante Natércio Andrade..

Coronel José Correia Lima, terceiro filho de Clara Alves Bezerra. Em sua época era considerado por todos como o mais rico de Várzea-Alegre. proprietário, exportador e pecuarista, foi um dos que muito contribuíram para o desenvolvimento de Várzea-Alegre. Um autentico líder politico, trabalhou durante toda sua vida, defendendo a causa dos seus parentes e correligionários, tendo sido, inclusive, o primeiro prefeito eleito de Várzea-Alegre.

Casou duas vezes. Do seu segundo casamento com Dona Maria de Figueiredo Correia, de famílias do Crato, nasceram cinco filhos:

01 - Maria Hilmar Figueiredo Montenegro.

02 - Joaquim de Figueiredo Correia, autentico líder politico, representante de nossa terra no parlamento nacional. Deputado Estadual, deputado federal e Vice-governador do Ceará de 1963 a 1967, secretario de educação e muitos outros cargos públicos. Casado com Maria Yvonete Vieira de Figueiredo Correia.

03 - José de Figueiredo Correia. Engenheiro civil. Na politica foi  deputado estadual e secretario de educação  do Ceara. Foi casado com Maria Madalena Garcez de Figueiredo Correia.

04 - Jader de Figueiredo Correia. Formado em ciências jurídicas, Secretario de Educação do Ceará, Procurador geral do DNOCS, foi casado com Maria Zélia Delgado Perdigão de Figueiredo Correia.

05 - Jocildo de Figueiredo Correia - Politico em Várzea-Alegre, sendo por varias vezes vereador pelo antigo PSD - Partido Social Democrático.


Lama ocupou 62% do tempo de Alckmin no JN - Por Josias de Souza.



Na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, Geraldo Alckmin tentou apresentar-se como candidato transformador pelo menos 18 vezes. Fez isso nas dez passagens em que repetiu a palavra “reforma”, seis das quais no plural. Ou nas oito ocasiões em que pronunciou os vocábulos “mudar” ou “mudanças”. A despeito do esforço, o presidenciável tucano revelou-se diante das câmeras uma novidade com aparência de pão dormido. Numa conversa de 27 minutos, a lama ocupou 62% do tempo.

Nos primeiros 17 minutos, Renata Vasconcelos e William Bonner abriram diante de Alckmin o gavetão das pendências tucanas: a companhia tóxica do centrão, com seus 41 caciques enrolados na Lava Jato; a convivência partidária com o réu Aécio Neves e o presidiário Eduardo Azeredo; a verba suja da Odebrecht, supostamente coletada pelo cunhado; o ex-secretário do governo paulista preso por desvios no Rodoanel; o operador Paulo Preto, com R$ 113 milhões escondidos no estrangeiro…

A reunião das encrencas apresentou ao pedaço despolitizado da audiência um fenômeno pós-Lava Jato: o fim da blindagem do tucanato. A cada nova resposta, Alckmin exibia ao telespectador a ferrugem que levou o PSDB a replicar a estratégia do PT. Antes, os tucanos acusavam os petistas de proteger corruptos. Agora, os petistas sustentam que protetores de corruptos são os tucanos. E a plateia fica autorizada a concluir que os dois lados estão cobertos de razão.

“Todos os partidos têm bons quadros”, disse Alckmin sobre sua aliança com o centrão. Aécio “foi afastado da presidência do partido”, alegou, como se ninguém tivesse notado que o achacador de Joesley Batista deixou o comando do partido voluntariamente. Azeredo “vai pedir o seu desligamento”, declarou o candidato, abstendo-se de explicar por que o preso continua ocupando uma cadeira na Executiva Nacional do PSDB.

“É mentira”, afirmou Alckmin sobre a delação em que executivos da Odebrecht revelaram a transferência de R$ 10,3 milhões do departamento de propinas da empreiteira para suas arcas eleitorais. O candidato levou a mão no fogo por Laurence Casagrande, o ex-secretário preso: “É um homem sério”. Tomou distância de Paulo Preto, o operador do tucanato paulista: “Já estava fora do governo quando eu assumi.”

Se a entrevista de Alckmin teve alguma utilidade foi para demonstrar duas coisas: 1) O partido fundado por Franco Montoro, Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso fracassou na tarefa de formar novos quadros. Preocupou-se tanto em desconstruir Lula e seus súditos que esqueceu de reconstruir sua própria imagem. 2) Dezesseis anos depois de ter sido retirado do Planalto, falta ao PSDB uma agenda capaz de oferecer ao eleitorado a matéria-prima mais escassa no mercado eleitoral: esperança.

Cavalgando a inépcia dos rivais emplumados, Lula dá as cartas a partir da cadeia. E Jair Bolsonaro sapateia sobre Alckmin até em São Paulo, ameaçando desfazer o Fla-Flu que transformou as últimas seis sucessões presidenciais numa disputa particular entre PSDB e PT. Candidato dos sonhos da banca, Alckmin coleciona índices pífios nas pesquisas. Aposta que conseguirá chamar a atenção dos eleitores plantando bananeira no latifúndio televisivo que obteve graças à aliança com o rebotalho do centrão.

Na prévia do Jornal Nacional, o candidato tucano foi contestado mesmo naquilo que acha que fez de melhor: “A política de segurança de São Paulo é um exemplo”, declarou, em meio a questionamentos sobre a pujança do PCC, multinacional do crime sediada no Estado em que nenhum outro político governou por mais tempo do que Alckmin. A julgar pelo que o presidenciável tucano conseguiu exibir na entrevista, sua presença no segundo turno está garantida apenas até certo ponto. O ponto de interrogação.

CARIRIENSIDADE -- por Armando Lopes Rafael


Provérbios usados no Cariri

      Outrora, nas suas conversas corriqueiras, os caririenses tinham o costume de inserir – nos seus colóquios com vizinhos e conhecidos – os tradicionais “ditados populares”. Estes resumiam o jeito do povo de entender e viver a vida naquele tempo. Relembremos alguns desses conceitos morais, muito repetidos naqueles períodos passados: “Mato tem olhos, paredes têm ouvidos”; “Brigam as comadres, descobrem-se as verdades”; “Boi sonso é que arromba a cerca”; “Ladrão de  tostão, ladrão de milhão”; “Cajueiro doce é que leva pedradas”; “Não  há fogo ameno, nem inimigo pequeno”; “O bom remédio amarga na boca”; “A bocas loucas, orelhas moucas”; “Ser valente com os fracos é covardia”; “Quem vê cara não vê coração”; “Para desaforado, desaforado e meio”; “De pequena fagulha, grandes labaredas”; Mais fere má palavra do que aguda espada”; “Quem debocha não tem bom coração”.

O Cariri no tempo da UDN e  PSD
   
  Na tumultuada tradição republicana do Brasil, o Cariri viveu 20 anos de democracia plena.  Depois da queda da ditadura de Getúlio Vargas (mais uma), que perdurou de 1930 a 1945, nosso país vivenciou – entre 1945 ao início de 1964 – uma democracia plena. O Cariri teve prestigio político nesses anos.

    Tivemos, àquela época, uma geração de políticos respeitados pela população, e filiados aos partidos que haviam surgido pós-ditadura Vargas: PSD, UDN, PTB, dentre outros. Eles representavam as correntes de opinião da época. Quem se filiava a um desses partidos permanecia fiel a ele por toda a vida. Diferente de hoje quando os políticos mudam de legenda como quem muda de camisa.

     Naqueles vinte anos, elegeram-se, pelo Cariri, deputados federais políticos da envergadura moral de um Alencar Araripe, Joaquim Fernandes Teles e Leão Sampaio, todos da UDN. Pelo PSD tínhamos Wilson Gonçalves (deputado estadual, vice-governador do Ceará e Senador da República). Nos dias atuais, com mais de 1 milhão de habitantes, a Região do Cariri não tem um único deputado federal. Houve uma época em que, apesar da economia fraca, pequena população e isolamento da nossa região (em relação aos centros mais adiantados do Nordeste) o Cariri era um celeiro de bons políticos, pois muitos deputados estaduais cearenses eram originários dos municípios caririenses. A exemplo de Wilson Roriz, Conserva Feitosa, Filemon Teles, Pio Sampaio, Napoleão Araújo, dentre outros. Bons tempos aqueles. Hoje o Cariri tem pouca força politica.

Escritores caririenses: Monsenhor Francisco Holanda Montenegro
 
    Nasceu em Jucás (CE) em 25 de fevereiro de 1913 e faleceu em Crato, no dia 10 de abril de 2005. Foi diretor do Colégio Diocesano de Crato durante 50 anos. Sacerdote culto, sério, foi membro do Conselho de Educação do Estado do Ceará e professor da Faculdade de Filosofia de Crato.
      Era sócio do Instituto Cultural do Cariri, ocupante da Cadeira 9, cujo patrono é Dom Francisco de Assis Pires. Proferiu importantes conferências em instituições culturais do Nordeste brasileiro. Ao lado de suas exaustivas atividades de professor e sacerdote, fazia pesquisas que resultaram em vários livros importantíssimos para o resgate da história do Cariri.
    
       São de autoria de monsenhor Montenegro os livros: “As Quatro Sergipanas” (publicado pela Universidade Federal do Ceará, onde resgata a genealogia dos primeiros desbravadores do Cariri);  “Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira– O Apóstolo da Caridade” (biografia deste ilustre sacerdote); “Os Quatro Luzeiros da Diocese” (resgate da história inicial da Diocese de Crato através da biografia dos seus quatro primeiros bispos); “Fé em Canudos” (mostrando o lado místico do lendário Antônio Conselheiro, líder da comunidade de Canudos). Escreveu ainda vários trabalhos (publicados em revistas e jornais), com destaque para uma biografia de Dom Quintino, primeiro bispo da Diocese de Crato.
          Mons. Montenegro foi agraciado com diversas comendas e honrarias, dentre elas: a Medalha da Abolição (a mais alta comenda do Ceará); Medalha Justiniano de Serpa, da Secretaria da Educação do Ceará; Medalha do Mérito Bárbara de Alencar, da Prefeitura de Crato; Medalha Educador Emérito, do Ministério da Educação. Um valoroso intelectual, uma grande figura humana!

O papel das “elites” para o progresso do Cariri
     Em 1838, o naturalista escocês George Gardner esteve em Crato. De volta à Inglaterra assim ele descreveu (no livro “Viagem ao interior do Brasil) Crato e sua sociedade:  “Toda a população da Vila chega a dois mil habitantes, na maioria todos índios ou mestiços que deles descendem. Os habitantes mais respeitáveis são brasileiros, em maioria negociantes; mas como ganham a vida as raças mais pobres é coisa que não entendo”(...) “A moralidade dos habitantes de Crato é, em geral, baixa; o jogo de cartas é sua ocupação principal, durante o dia; quando faz bom tempo, veem-se grupos de todas as classes, desde os que se chamam “gente graúda” até as mais baixas, sentados nos passeios, à sombra da rua, profundamente absorvidos pelo jogo (...) “São então frequentes as brigas, que muitas vezes se resolvem a faca’.
      
Quando esse panorama começou a mudar

     O historiador cratense Irineu Pinheiro escreveu no seu livro “O Cariri”:

     “ (Somente) no meado do século XIX, começou a ascender o estalão moral da sociedade de Crato, que podemos considerar padrão de toda a zona caririense. Até então era inferior o nível de moralidade do lugar. Um dos motivos de aperfeiçoamento dos costumes foi a emigração para Crato de famílias, especialmente de Icó, cujo esplendor principiava a declinar. Fixaram-se na nova terra fértil, menos sujeita às crises climáticas, enriquecendo-a com seu labor e, portanto, civilizando-a, os Alves Pequenos, os Candeias, os Bilhares, os Garridos, os Linhares, os Gomes de Matos e outros cujas descendências se prolongaram até nós. Frutificaram os bons hábitos familiares dos recém vindos”.

       A chegada a Crato dessas famílias vindas de Icó (uma cidade dotada, à época, de bonitos prédios e bom comércio, com uma população profundamente católica e mais educada do que as das vilas caririenses) teve influência decisiva para a mudança da vida religiosa, política, social e cultural do Cariri.  Antônio Luís Alves Pequeno, um dos chegados de Icó, tinha a patente de Coronel da Guarda Nacional. Praticavam hábitos e conduta de um homem empreendedor e logo se tornou influente no cenário político da cidade. Foi Presidente da Câmara Municipal, em 1853, pouco antes de o Crato ser elevado à categoria de cidade. Construiu o primeiro sobrado de Crato, feito nos moldes dos existentes em Recife.

 As elites caririenses do passado

     A partir daí começaram os frutos benéficos dessa elite. Nestes tempos medíocres e confusos, ora vivenciados – de maneira mais visível no nosso querido e sofrido Brasil – a maioria da população desconhece não só o significado da palavra “elite”, mas, e, sobretudo, o real papel que uma verdadeira “elite” exerce para a formação da sociedade na qual está inserida. A elite (hoje erroneamente confundida com o sinônimo de “burguesia” ou de "rico") se constituiu – no final do século XIX e durante as décadas iniciais do século XX –  numa força para a construção de uma sociedade saudável e fraterna. No Cariri – daquela época – as verdadeiras elites formavam a parcela mais educada, mais preparada, a que conservava os valores éticos, morais, religiosos e sociais. Barbalha, por exemplo, possuiu, naqueles tempos passados, uma elite assim. Ela formava a camada social honrada, respeitada, digna e filantrópica.  Deve-se àquela essa elite o que a “Terra de Santo Antônio “conquistou de melhor em favor daquela comunidade, cujas realizações perduram até os dias atuais.
   
Zuca Sampaio, arquétipo da elite barbalhense
O Chalé de Zuca Sampaio, em Barbalha

      José de Sá Barreto – mais conhecido como Zuca Sampaio – foi um arquétipo da elite barbalhense no período acima citado. Ele tinha consciência de que seus bens patrimoniais, seu prestígio social e até seu talento pessoal deviam ser postos em favor dos menos favorecidos. Que o seu trabalho como cristão e cidadão deveria elevar o estamento social da sua cidade natal. E fê-lo dando aos seus afazeres a finalidade de beneficiar sua família, seus amigos e as pessoas necessitadas da sus comunidade. 
Igreja de Nossa Senhora do Rosário, construída pelas
famílias barbalhenses no inicio do século XX

        Zuca Sampaio trabalhava, o dia inteiro, no seu estabelecimento comercial, com ligeiro intervalo para o almoço. Próximo ao pôr-do-sol, passava na sua residência para o jantar. Em seguida, pegava o candeeiro, livros, cadernos, lápis e ia ensinar as primeiras letras no “Gabinete de Leitura” (instituição por ele fundada) e destinada à alfabetização de pessoas carentes de Barbalha. Ali, ministrava a doutrina cristã, os princípios morais e o amor à pátria. Foi o leigo católico de maior projeção daquela cidade. Presidiu, por longos anos, a Conferência de São Vicente de Paulo (da qual foi um dos fundadores), amparando a pobreza de Barbalha.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

“Um escárnio poucas vezes visto na história pátria” - O Antagonista.


O Estadão, em editorial, diz que Jair Bolsonaro e Lula representam um perigo para a democracia.

“No caso do ex-capitão, preocupam a sua visão simplista dos problemas nacionais, a sua inexperiência administrativa e a sua admiração incontida por métodos violentos, inclusive por torturadores, e isso basta para vê-lo como um grande perigo. Já Lula da Silva, graças ao formidável aparato de propaganda petista, consegue se fazer passar, aqui e no exterior, por grande democrata, embora seus atos – pelos quais está preso – e suas palavras – contra as instituições – revelem o exato oposto disso.”

O jornal cita, em particular, os ataques do presidiário ao Judiciário:

“O sistemático ataque de Lula da Silva e dos integrantes de sua seita ao Judiciário, ao Congresso e à imprensa deveria ser igualmente percebido no exterior como uma ameaça concreta à democracia. Há muito tempo, o lulopetismo demonstra profunda ojeriza a aceitar os princípios democráticos, especialmente o contraditório e os limites impostos pela lei – que, de acordo com a doutrina lulopetista, só se aplica aos outros.

A ousadia de alguns juízes de condenar e mandar prender o morubixaba Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro, fazendo cumprir o que está na lei, serviu para escancarar de vez o caráter autoritário do PT. O partido recrudesceu sua campanha contra o Judiciário, exigindo que Lula receba tratamento especial. Mais do que isso: Lula está descaradamente usando a atual campanha eleitoral para se livrar da punição a ele aplicada e, se der, voltar à Presidência da República. É um escárnio poucas vezes visto na história pátria.”

225 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



Adelgides Correia, neto do Coronel Antônio Correia Lima, prefeito de Várzea-Alegre de 1951 a 1954. Filho do único filho homem do Coronel Antônio Correia Lima, José Correia Sobrinho que traumatizado com a morte da esposa que lhe deixara o filho Adelgides, suicidou-se em 20 de Janeiro de 1919.

O fato, para aqueles pais amantíssimos, foi um golpe rude e brutal, pelo inesperado. Mas, as reações foram diversas. Ao saber da tragedia o Coronel Antônio Correia, um mole coração de homem bravo, quase sucumbiu. Maria Vitoria, a mãe, mulher de uma fé incomparável e energia férrea, baixou a cabeça e, entre lagrimas, mas de voz firme, recitou a mais triste e curta oração de sua vida: Deus o tenha em sua  gloria. E, repetiu: Louvado seja Deus.

Coronel Antônio Correia Lima, segundo filho de Clara Alves Bezerra, proprietário rico e conceituado, de largo prestigio politico e social, não só em Várzea-Alegre como em todo o Estado do Ceará. Foi um verdadeiro e poderoso líder.

Casado com Maria Vitoria Correia Lima. Já existem diversas postagem neste Blog do Antônio Morais com  biografias e historias  deste  ilustre filho de nossa terra e de seus descendentes.

No primeiro seculo de existência do município não houve prefeito eleito que não tenha sido de sua família ou indicação. Os divergentes foram nos momentos conturbados com intendentes e indicações nomeadas. No voto mesmo ninguém soube o que era ganhar uma eleição do Coronel Antônio Correia, enquanto vida teve.

Faleceu em 30 de março de  1939 e, depois de sua morte ainda tivemos cinco gestores do seu grupo politico. Somente em 1962 é que a família perdeu o domínio do executivo municipal. Porém, era enorme a prestigio politico de seus  descendentes a nível de Estado e Parlamento Nacional.

Filhas do Coronel Antônio Correia :
Matilde - casada com o português Antônio Ferreira.
Emília - casada com José Vitorino Bezerra.
Constância - casada com Joaquim Honório de Oliveira.
Santa - casada com Antônio de Norões Moreira.
Ester - casada com  Vicente Honório de Oliveira.
Anália - casada com o seu tio Dr. Leandro Correia Lima.
Edite - casada com Vitorino Bezerra de Alcântara.


Bolsonaro e a bancada da Globo - Por Antônio Morais.


O sucesso de Bolsonaro é proporcional à decadência do sistema político. Pela segunda vez, o capitão empurrou a Globo para a defensiva. 

Entrevistadores incompetentes  insistiram numa briga   do presidente com o seu ministro da fazenda, coisa que não existem ainda, nem o presidente nem o ministro. 

Na parte do salario igual para homem  e mulher o Bolsonaro arrasou :  Declarou para banca, eu gostaria que vocês  ganhassem igual, apontando para os dois.

Como é gritante  a diferença de salario entre  o Bonner e a Renata, a repórter,  então  ficou furiosa, e, de maneira  deselegante, grosseira e mal educada respondeu :  O meu salário diz respeito a mim.

FUTEBOL E FRESCURAGENS - Por Wilton Bezerra.



Para começo de assunto, vamos explicar o seguinte: o termo frescuragem não tem nada a ver com homossexualismo.
Quer dizer o quê? Preocupação fútil, sofisticação dispensável, adorno supérfluo e outros tipos de faniquitos.
E o futebol, como tudo na vida, está sujeito a frescuragens.
Para bater o centro, inventaram esse tal de “circo das celebridades”. Nele, estão as celebridades e, por imitação, as sub-celebridades.
É uma espécie de junção de jacaré com cobra d’água.
A primeira medida do “cobra” é se tornar inacessível, colocar fones nos ouvidos para não atender ninguém e adotar o “não me toques”.
Indispensável a proteção de seguranças marrentos, dispostos a chupar o sangue pela carótida de quem ousar se aproximar.
Ah! Tem, ainda, as tatuagens que não querem dizer absolutamente nada.Ou podem significar para o boleiro uma marca de rico e famoso.
Só que os pernas de pau usam e abusam das tatuagens.
Pintar o corpo é uma velha mania do ser humano. É sempre bom lembrar que nascemos bichos.
Já os treinadores fazem uso constantes de treinos secretos, que acabam não trazendo nada de surpreendente.
Recentemente criaram o “treinador de raiz”.
Já expliquei o que vem a ser isso em crônica passada.
Os dirigentes, afora as conhecidas “atrocidades”, criaram as assessorias de imprensa para dificultar o trabalho da crônica esportiva.
As “coletivas” soam muitas vezes ridículas pelas escolhas de quem deve ser entrevistado.
Para finalizar, os estádios agora têm DJs a comandar um barulho infernal, como se futebol fosse festa de peão boiadeiro.
Tem muitas, mas muitas coisas mais que no espaço não cabe.
E tome pasteurização. E muita frescuragem.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

224 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Francisco Correia Lima - Hamilton Correia  -  prefeito de Várzea-Alegre de 1949 a 1951 e de 1954 a 1959.

Raimunda Correia Lima, Mundinha de Totô. Primeira filha de Clara Alves Bezerra e Joaquim Correia Lima, foi casada com Antônio Alves de Lima, o conhecido Antônio da Varjota ou ainda Totô. Tiveram um único filho, Francisco Correia Lima, Hamilton, farmacêutico e politico. 

Foi prefeito de Várzea-Alegre  por dois mandatos, 1949 a 1951 e de 1954 a 1958 época em que as dificuldades eram grandes porque não existiam recursos estaduais e federais. 

Fez  uma administrações  progressistas com grandes obras nas áreas de educação :  Escola Figueiredo Correia,  Escola do Inharé, estradas,  ponte da Eugênia, Barragem Cachoeira Dantas, prédio da Prefeitura Municipal. 


Confiança cega de Ciro é prima do ‘eu não sabia’ - Por Josias de Souza.



A retórica de Ciro Gomes ao falar de corrupção é normalmente encrespada. Mas o presidenciável do PDT repetiu em entrevista ao Jornal Nacional: “Se eu for eleito, o Carlos Lupi terá no meu governo a posição que quiser, porque eu tenho a convicção de que ele é um homem de bem.” Ciro soou categórico: “O Carlos Lupi tem a minha confiança cega, absolutamente cega.”

William Bonner recitou a ficha corrida do presidente do PDT: Lupi responde a inquérito no Supremo sobre a possível compra de apoio político para Dilma Rousseff, em 2014; foi delatado como beneficiário de uma mensada de R$ 100 mil no esquema de corrupção do ex-governador fluminense Sérgio Cabral; é réu por improbidade administrativa no Distrito Federal; a Comissão de Ética da Presidência da República recomendou sua demissão quando ocupava o cargo de ministro do Trabalho sob Dilma, o que acabou acontecendo.

Ciro não se deu por achado. “A mim me surpreende. Na minha opinião, essas informações não estão assentadas”, tentou argumentar. “A informação que eu tenho é que ele não responde por nenhum procedimento. Réu ele não é —com certeza, ele não é.” Bonner reiterou a informação. Mas Ciro não deu o braço a torcer. Absteve-se até mesmo de se imunizar com uma frase do tipo “não tenho compromisso com o erro…” Preferiu manter a mão no fogo por Lupi.

Sempre que pode, Ciro chama Michel Temer de “escroque”. Afirma que, eleito, desmontará o MDB, porque o partido “só existe para roubar”. Declarou também que só cogitaria alianças com PP, DEM e assemelhados, depois de um acerto com PSB e PCdoB, “porque a hegemonia moral e intelectual do rumo estará afirmada.”

Hoje, o centrão encostou sua má fama na candidatura de Geraldo Alckmin, o PSB virou linha auxiliar do PT federal e o PCdoB está sentado no banco de reserva à espera do momento em que entrará em cena como vice na chapa a ser encabeçada pelo poste petista Fernando Haddad. Restou a Ciro a hegemonia moral proporcionada pela companhia de Carlos Lupi.

Consideradas todas as circunstâncias —das rasteiras que recebe de Lula aos tropeços de sua língua—, Ciro faz uma boa campanha. Continua no jogo. Mas deveria chamar o presidente do seu partido para uma conversa franca. Nela, faria um pedido. Algo assim: “Meu querido companheiro Lupi, não permita que eu diga sobre você nenhuma mentira que não possa ser provada.” Do contrário, Ciro acabará se dando conta de que sua “confiança cega” é prima de um bordão desgastado: “Eu não sabia.”

223 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Clara Alves Bezerra.

Naqueles velhos tempos, a família era coisa sagrada e, como tal, resguardada e protegida a sete chaves. As mocinhas quando em casa aparecia um viandante estranho, eram trancadas no caritó, evitando-se, assim, comentários ou namoricos. Os pais, temerosos dos bilhetinhos que poderiam as filhas receber ou enviar, não lhes permitiam, sequer, a alfabetização. Bastava as moças aprender os misteres de dona de casa: cozinhar. lavar, passar, o crochet e de quebra, ter filhos, muitos filhos. Tal regra não havia de fugir ao lar do Major Joaquim Alves  e sua esposa Antônia Correia Lima, embora já com um pouco de liberdade.


Joaquim Correia Lima.

Aconteceu que um dia, recomendado pelo pai, Leandro Correia Lima, residente no Brejo, apareceu na casa do Major um rapazinho de apresentavel aspecto, desinibido e loquaz, que, ali, precisava pernoitar, numa das pausas necessárias, na viagem que empreendia com seus negócios. Era o futuro patriarca Joaquim Correia Lima. Na ausência do marido, que se encontrava na roça, Antônia Correia Lima, sua esposa, recebeu cordialmente, o recém chegado, mesmo porque se tratava de pessoa de sua família, os Correia Lima do Brejo. Não sei se as outras filhas, Tereza Maria, Gloria e Barbara, ficaram encafuadas, o certo é que a menina Clara, uma boneca loirinha, pequenina, de olhinhos claros e vivos, teve licença de aparecer e, até, conversar! Conversa puxa conversa, como se diz e, lá pelas tantas, o mocinho, na frente da mãezinha vigilante, pergunta a garota se ela sabe escrever. A resposta, naturalmente, com assombro -  foi positiva  e isto bastou para que o moço, tirando sua cadernetinha de bolso e um toco de lápis, pediu  para provar a assertiva, escrevendo o nome dela. Sem maior embaraço e sem recato ela papocou no papel as três palavrinhas: Clara Alves Bezerra.

Quando o Major chegou, sem saber ou sentir que ofendia a dignidade de um lar... o mocinho, dizendo da boa acolhida que recebera, falou da surpresa que tivera, vendo uma mocinha tão bonitinha e tão novinha saber escrever. Inocentemente, mostrou a cadernetinha com o nome da princesa.

Ah, meu Deus, pra que ele fez isto? Nosso Major, possivelmente, torcendo as bagudas.. se encheu de revolta e foi claro em dizer ao mocinho que sua casa não ficaria desmoralizada, ia escrever ao pai, exigindo pronto casamento. Tão parecido com hoje, né? Não houve, possivelmente, desentendimento maior, de parte a parte, convinha o casamento e sei lá se o nosso Major, com todo esse esparro, não estava apenas interessado em descontar uma promissória. O certa, na historia, é que houve um final feliz. Muito logo se casou.

Filhos do Casal :

01 - Raimunda Correia Lima
02 - Coronel Antônio Correia Lima
03 - Coronel Joaquim Correia Lima
04 - Coronel José Correia Lima
05 - Pedro Correia Lima
06 - Gervásio Correia Lima
07 - Dr. Leandro Correia Lima
08 - Coronel Gustavo Correia Lima
09 - Coronel Virgílio Correia Lima
10 - Petrolina Correia Lima
11 - Emília Correia Lima
12 - Maria Correia Lima.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Tomar conta do Brasil - Por Antônio Morais.



Luiz Inácio, o Pajé apoderou-se  do Judiciário, do legislativo e da pobreza. O judiciário perdeu a confiança e o respeito  do povo, o legislativo  foi a lama e a pobreza  encontra-se na miséria extrema.

Lula pensou : Os idiotas vão tomar conta do Brasil; Não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos. Mas, a vida é como um restaurante. Ninguém vai embora sem pagar a conta. O Pajé está pagando, bem caro por sinal.

222 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.




As três personalidades prestimosas deste causo não podem testemunhá-lo, são falecidos. Mas, todos podem jurar que foi verdade.

Antão Pereira mudou-se do sitio Boa Vista para o Sanharol, onde ainda reside sua família. Arrendou uma área de terra com Raimundo Bitu e fez uma plantação de fumo. As plantas cresceram viçosas e produziram um produto de rara e especial qualidade. 

Depois de pronto  Antão ofertou 32 varas do produto ao proprietário da terra. Manuel de Teté vendo  aquela  fartura de fumo  e sendo adepto do cigarro disse para Raimundo Bitu : Raimundo, ontem eu sonhei com a tua mãe Bilinha e ela  disse  que você me desse  duas varas desse fumo.  

Raimundo Bitu respondeu : Manuel, que coincidência, ontem eu também sonhei com Teté, a tua mãe e ela me pediu para eu te avisar que parasse de fumar que faz mal, que mata.


domingo, 26 de agosto de 2018

221 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais


Foto do casal Joaquim Correia Lima e Clara Alves Bezerra,  ela filha do Major Joaquim Alves. Tronco da família "Correia Lima". 

Foram mais de 20 postagens sobre José Raimundo Duarte e seus filhos. Por todo mês de Setembro farei outras tantas, desta feita,  sobre  o Major Joaquim Alves, partindo de sua  filha Clara Alves Bezerra e seu esposo  Joaquim Correia Lima, de quem tem origem grande  parte da família Correia Lima.. 

Acompanhe,  traga seu comentário, sua contribuição, sua correção, sua dúvida e conheça um pouco  de sua ascendência genealógica.


PELAS PESQUISAS, GRITA ANTICORRUPÇÃO ERA HIPOCRISIA - Claudio Humberto.

Após anos de investigações, denúncias e condenações de políticos ladrões, na Operação Lava Jato, o Brasil dá sinais de que não passava de encanação toda aquela aparente indignação com a ladroagem. 

A 43 dias das eleições de 7 de outubro, o líder nas pesquisas está preso por corrupção, segura a lanterna das pesquisas o único candidato a presidente que nunca foi político e no Congresso serão 75% reeleitos.

Na Câmara, centro de tantos escândalos, estudo indica que 25% dos deputados não serão reeleitos, porque resolveram tomar outro rumo.


220 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais

Dos três filhos homens de Papai Raimundo apenas José Raimundo do Sanharol não tinha patente. Joaquim Alves Bezerra  e Ildefonso Correia Lima  eram  "Major da Guarda Nacional'.

Joaquim Alves com atuação em Várzea-Alegre e Ildefonso nas terras de Lavras da Mangabeira casado que era com Fideralina Augusto Lima. Temos noticias que os dois  se pelavam de medo  de José Raimundo. A historia que se segue testemunha  a versão que apresentamos.


Benedito, um moço vindo dos lados de Lavras de Mangabeira, fugindo por conta de mal feitos chega a casa de José Raimundo do Sanharol sem saber que ele era irmão do Joaquim Alves e do Ildefonso. Cansado da viagem, abatido com o drama que vivia contou toda sua historia para José Raimundo detalhando os mal feitos e pediu abrigo. Concedida a sua permanência no Sanharol Benedito passou a fazer parte da turma de trabalhadores do sitio.

Um dia estavam  trabalhando no local denominado "Serra do Graviel" quando o encarregado dos serviços  observou um olheiro por trás de um moita de mufumbo. O Encarregado conheceu o olheiro, era gente do Major Joaquim Alves que estava olhando a mando do Major Ildefonso se o Benedito estava  na casa de José Raimundo.

Perguntado o que fazia o olheiro respondeu que  estava procurando um boi do Major Joaquim Alves. Se despediu a foi embora. O chefe dos serviços avisou ao Benedito: o boi que ele procura é você. Bateu uma  imensa tristeza em Benedito, tamanha que não quis almoçar junto com os  trabalhadores na casa do José Raimundo.

Vendo o desanimo de Benedito,  José Raimundo perguntou: O que houve com Benedito que está tão triste e nem almoçar quis?

O encarregado dos serviços contou a historia do olheiro. José Raimundo mandou  pegar o cavalo e foi a casa do Major Joaquim Alves na Praça dos Correia.

Chegando lá, riscou o cavalo próximo da calçada que jogou pedras na porta: Quando o Major Joaquim Alves perguntou: O que é isto José? A resposta veio no ato: Eu vi lhe dizer que o Benedito está lá em casa, sob minha guarda.

Até hoje  dormiu no armazém, mas de hoje em diante vai dormir no alpendre e se a noite minhas ovelhas se espantarem quem vai pagar é você e Ildefonso.

Deu meia volta para o Sanharol, ninguém mais  importunou Benedito.


sábado, 25 de agosto de 2018

219 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais


Identificação : Da esquerda para a direita: Sentados - Vicência, Papai André, Mãe Dondom, Soledade e Mundinha. Em pé - a menina é Balbina de Vicência, Chiquinho com Jocel, José de Freitas com Joaquim, Andrezinho, Clara Costa - filha de Mariinha, Quinco, Joãozinho e Arlinda.


As famílias Batista, Vieira, Rodrigues e Freitas são procedentes da Fazenda Lagoa da Pedra, município de Icó. O seu tronco genealógico, em Várzea-Alegre, foi Joaquim Batista de Sousa casado com Dona Francisca Gertrudes de Lima.

Deste casamento nasceram dez filhos. Falaremos de André José Duarte, André do Mocotó, casado com Dona Balbina Raulino do Sacramento,  conhecida por Dondom do Mocotó.

Seus filhos :

01 - José Duarte de Freitas, José de Freitas do Arapuá, casado com Maria de Jesus Bitu.
02 - Maria Linda do Amor Divino, casada com João Alves Costa.
03 - Hortelina Batista de Freitas, casada com Pedro Salviano de Macedo.
04 - Senhorinha Batista Vieira, casada com Vicente Vieira da Costa.
05 - Francisco Batista de Freitas, casado com Balbina Raulino de Freitas.
06 - Inês Batista de Freitas, casada  com José Nonato Rolim.
07 - Maria Soledade de Menezes, casada com João Alves de Menezes.
08 - Quitéria Batista de Freitas, casada com Manuel Batista Moreno.
09 - Vicência Batista de Freitas, casada com Enéas Batista de Freitas.
10 - Arlinda Batista de Freitas, casada com Vicente Batista Moreno.
11 - André Batista de Freitas, casado com Júlia Mendes de Brito.
12 - João Batista de Freitas, casado com Raimunda Alves Diniz.
13 - Joaquim Batista de Freitas, casado com Maria Alves Bezerra.


Crato precisa reformar o seu brasão e a sua bandeira – por Armando Lopes Rafael


O atual brasão de Crato

   Há uma coisa que incomoda o sentimento cívico dos habitantes de Crato: tanto a bandeira como o brasão desta cidade são pobres e de pouco significado.
    Comecemos comentando o brasão oficial. Foi o Sr. João Ranulfo Pequeno quem desenhou o Brasão do município de Crato, criado pela Lei Municipal Nº. 349, de 15 de novembro de 1955.

Abaixo reproduzo um texto de autoria de Evandro Rodrigues de Deus sobre o assunto:

“O desenho foi criado por Pe. Antônio Gomes de Araújo que solicitou ao técnico-desenhista cratense João Ranulfo Pequeno a execução do projeto. O Padre Gomes não só sugeriu o desenho, mas redigiu o histórico do símbolo determinado da seguinte forma:

AS DUAS HASTES DE CANA-DE-AÇÚCAR – A principal produção agrícola do município;

UM PENACHO DE ÍNDIO – Pois a base étnico-sócio-cultural da cidade tivera, denso aldeamento indígena, que evoluiu ao ponto de em 1838 a população, na sua quase totalidade, constituía-se de 2.000 índios ao todo, puros e mestiços.

UM ARCO-ÍRIS, UM SOL E UMA CRUZ – Respectivamente significam a união de todos os povos que constituem nossa cidade, a liberdade e a Fertilidade, e o cristianismo.

A LEGENDA "LABORE" – Significa trabalho. É uma representação do progresso, da civilização e da cultura, triângulo em que o Crato se enquadra desde os primórdios.

O ESCUDO – De origem galesa e no seu centro uma rosácea em contorno vermelho, e nas extremidades de quatro CC, que significam, a acepção popular – Cidade de Crato, Cabeça de Comarca – com que se marca a fogo, desde os tempos remotos, a criação de animais graúdos, simbolizando a riqueza primitiva de nossa terra, que foi a pecuária, é o símbolo característico do Crato.

A FRASE CRATO COM  A DATA "17 OUT"E O "NÚMERO 1853" – Registra a data em que o município foi elevado à categoria de cidade.

      Agora o meu comentário: O Pe. Antônio Gomes de Araújo foi um grande pesquisador e historiador do Cariri, mas não era especialista em Heráldica. Se fosse não teria colocado um “penacho” de índio, no nosso brasão,  coisa inexistente na Heráldica. Ao invés do “penacho” deveria ter colocado  uma coroa, pois nossa origem primeva remonta à “Vila Real do Crato”. Outra coisa: a data constante no brasão. Ao invés de 17 de outubro de 1853, deveria constar “21 de Junho de 1764”, data da criação da Vila Real do Crato. Inclusive, é no dia 21 de junho que comemoramos o dia do Município e não no dia 17 de outubro.

E a bandeira?
 A atual bandeira de Crato

     A bem dizer ela não existe. Pois é representada apenas por um pano branco, tendo ao centro o escudo “anti-heráldica” que comentamos acima. Nossa bandeira deveria ser composta por duas cores horizontais. A parte superior, na cor azul celeste, representando o azul límpido do céu sobre a Chapada do Araripe. Já a parte inferior, deveria ser na cor verde, representando as matas da floresta do Araripe. Na faixa superior, poderia constar um sol nascente -- simbolizando o alvorecer --, na cor amarela, pois "Araripe", na língua indígena significa: “Lugar onde surge o sol”.
      Teríamos, então, um escudo dentro da heráldica e uma bandeira original e bela.

       Não perco a esperança de que um dia o Crato terá um prefeito culto, inovador e com visão de futuro. O aperfeiçoamento do nosso brasão municipal e a criação da nossa bandeira municipal deveria ser o primeiro decreto a ser enviado à Câmara de Vereadores por esse ansiado prefeito.
Texto de Armando Lopes Rafael

Enquanto os museus de Crato continam fechados...

Juazeiro cria pontos de Memória Institucional

A Fundação Memorial Padre Cícero foi o primeiro de cinco locais contemplados pelo projeto
A ideia é criar um circuito de exposições que contem a história de Juazeiro do Norte e dos seus equipamentos públicos. No caso do Memorial, pelo vasto material pesquisado, foi possível a publicação em livro ( Fotos: Antonio Rodrigues )
Fonte: "Diário do Nordeste", 25-08-2018 -  por Antonio Rodrigues 

Juazeiro do Norte. A Fundação Memorial Padre Cícero - que completou 30 anos de inauguração - foi o primeiro de cinco locais contemplados pelo projeto Ponto de Memória Institucional, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult). De uma pesquisa iconográfica, documental e também das lembranças dos moradores do entorno da instituição, resultou na exposição "Sob as bênçãos do Padim" e no livro "Memorial Padre Cícero e outras histórias", lançados no último dia 16.

A ideia é criar um circuito de exposições que contem a história de Juazeiro do Norte e dos equipamentos públicos contemplados. No caso do Memorial, pelo vasto material pesquisado, foi possível a publicação em livro. Os próximos trabalhados serão Teatro Marquise Branca, contando a história do espaço e da personalidade da atriz Marquise Branca; a Estação Ferroviária, com a história da chegada do trem; a Biblioteca Possidônio Bem e o Núcleo de Arte, Educação e Cultura Marcus Jussier.

A coordenadora de Documentação e Memória da Secult, a historiadora Regivânia Rodrigues, explica que o projeto foi idealizado pelo ex-secretário Alemberg Quindins, ao perceber que algumas ações de patrimônio poderiam valorizar a memória dos equipamentos públicos de Juazeiro do Norte. "A ideia era trabalhar a história desses equipamentos e da personalidade homenageada", explica. No entanto, ela percebeu que a maioria destes espaços estava em localizações pontuais da cidade e que era importante trazer informações sobre seu entorno. "O objetivo não é só trazer a questão econômica, política, mas o cotidiano das pessoas. Por exemplo, com a chegada do trem, o que mudou? Como as pessoas se relacionavam com esse episódio?", justifica.

Memorial

O Memorial Padre Cícero foi o primeiro, não só pela sua importância local, mas pelo fluxo de visitantes do Nordeste, principalmente durante as romarias. Lá, há uma série de objetos que pertenceram ao Padre Cícero e fotografias que narram a história do Município. O equipamento tem uma média anual de 80 mil visitantes, mas, só no ano passado, pelo menos 60 mil passaram pelo museu. "É um equipamento que lida com as pessoas como um local que guarda as relíquias de um santo. É simbólico", garante a historiadora.

A exposição "Memorial Padre Cícero e outras histórias" está instalada em caráter permanente, apresentando, de forma resumida, o conteúdo disponibilizado no livro. Nela, há imagens dos antigos prédios que ocupavam o local onde hoje fica a Fundação Memorial Padre Cícero. Além disso, há uma breve história do desenvolvimento social da cidade e as relações com aquele espaço. Já o livro "Memorial Padre Cícero e outras histórias" compila informações históricas sobre a criação da instituição e sobre ocupação da área central de Juazeiro. Por fim, faz destaca eventos, personagens e lugares.

Povo sem memória é povo sem história: nomes antigos das ruas de Crato --por Armando Lopes Rafael




"Um povo sem memória é um povo sem história.
E um povo sem história está fadado a cometer,
 no presente e no futuro, os mesmos erros do passado".
Emília Viotti da Costa  

    Começou, nos primeiros anos do século XX – por iniciativa dos vereadores desta cidade, e isso foi feito ao longo de várias legislaturas – o triste costume de mudança dos nomes das ruas e praças de Crato. Essas alterações sempre atenderam a interesses menores dos vereadores e foram feitas sem ouvir a população, resultando disso na destruição de denominações tradicionais, que eram preservadas por várias gerações de cratenses.

   Tenho em mãos um artigo publicado na Revista do Instituto do Ceará, com o título “Descrição da Cidade do Crato em 1882”, de autoria do Dr. Gustavo Horácio. Este escrito cita, a certa altura, o fato de que – naquele recuado ano – a cidade de Crato possuía 11 ruas, conhecidas por Ruas: de Santo Amaro, da Pedra Lavrada, das Laranjeiras, do Pisa, Formosa, Grande, do Fogo, da Vala, da Boa Vista, Nova e do Matadouro.

     No mesmo artigo, são nomeados os becos e travessas do Crato antigo, a saber: Travessas: do Cafundó, da Caridade, dos Candeia, da Matriz, dos Sucupira, de São Vicente, do Charuteiro, do Cemitério, da Ribeira Velha, do Barro Vermelho, da Califórnia, do Pequizeiro, da Taboqueira, das Olarias, da Cadeia e do Pimenta.      Infelizmente, a mudança voraz dos vereadores cratenses resultou na mudança dessas tradicionais, poéticas e curiosas denominações.

      Não sou contra a designação de nossas ruas com nomes de pessoas já falecidas. Apenas acho que deveriam escolher como patronos das nossas artérias urbanas pessoas que gozaram de bom conceito ou foram prestadoras de relevantes serviços à cidade e ao Brasil. E, principalmente, depois de a lei aprovada pela Câmara Municipal, os vereadores não poderiam mais mudar o nome de uma rua.          Ademais, não se justifica a mudança feita nas antigas e tradicionais denominações das ruas de Crato, apagando um pouco da história e da memória coletiva da Princesa do Cariri.

       Anos atrás, a Câmara de Vereadores de Independência – município localizado no Sertão dos Inhamuns, no Ceará – aprovou um projeto de lei, dispondo sobre a identificação de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. O projeto de lei passou a exigir – para qualquer mudança na denominação de ruas e praças – um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado daquele município.

        Idêntica providência deveria ser adotada pela Câmara de Vereadores de Crato. Só assim acabaria a farra irresponsável da mudança indiscriminada dos nomes das ruas da Cidade de Frei Carlos...

218 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



Foto - Isabel de Morais Rego.

Esta é a filha caçula de José Raimundo do Sanharol. No dia em que José Raimundo faleceu, a viúva Antônia de Morais Rego solicitou que retirassem o corpo para casa do major Joaquim Alves, que era irmão dele, por que ia ter menino. Nasceu a filha Isabel. 1973.

Casou-se com o sobrinho Francisco Alves de Morais, 23 anos mais velho do que ela. Era conhecida por Bebé de Sanharol. Foi batizada pelo primeiro  vigário de Várzea-Alegre Padre Benedito de Sousa Rego, de quem também era afilhada,

Do casal nasceram os filhos relacionados abaixo:

01 – Joaquim Alves de Morais
02 – Josefa Alves de Morais
03 – Antônio de Morais Rego
04 – Raimunda de Morais Rego.

Para se ter uma ideia, só de Josefa, minha avó são, tinha 57 netos. 57 bisnetos do José Raimundo do Sanharol.

Faço meu reconhecimento ao trabalho do Pedro Tenente que em épocas distantes e difíceis imprimiu um livro com dados de nossa família.

O livro do Leonardo Feitosa fala da família Feitosa dos Inhamuís, porém como existiram vários casamentos entres pessoas de Arneiros e Várzea-Alegre encontramos algumas informações importantes.

O trabalho do Pedro Alves de Morais, Pedro Piau e Acelino Leandro é completo. Alguns reparos raros e observações mínimas. A informação que não constar das fontes de pesquisas citadas foram colhidas, em conversas com o meu pai José Raimundo de Morais e com o meu tio Chico André, esse era uma verdadeira enciclopédia, sabia tudo sobre nossa família.

Em nosso levantamento sobre a criação do ninho José Raimundo Duarte - identificamos:

26 filhos.
114 netos.
591 bisnetos.

Da terceira geração em diante os descendentes são incontáveis. Por conta de casamentos entre tios e sobrinhos eu sou descendente de 08 filhos de José Raimundo Duarte. Dependendo da parte materna ou paterna pertenço à quarta, quinta e sexta gerações. Assim concluímos as informações do nosso querido José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol.