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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 31 de julho de 2018

QUANTAS VIDAS TEM UM POLÍTICO? - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares




Confesso que não tenho dimensão do que indaga o título desta croniqueta. Por isso mesmo, estou perguntando.
Só sei que o político é feito de uma matéria especial, resiliente. Têm fôlego pra sete vidas, verdadeiros gatos.
A política não é, senão para muito poucos, a arte humana de trabalhar pelos outros, segundo Alcides Carneiro, político, escritor e antigo chefe do PSD da Paraiba, em priscas eras.

O político no Brasil vive numa bolha, ignorando totalmente o que acontece na vida do povo em sua volta.
Não fosse assim, não exibiriam tanta desenvoltura na caça aos votos.
Já me disseram que, para vencer na vida, é preciso ter muita cara de pau.
Vejam Fernando Collor. O seu rosto parece ser de madeira à prova de cupim. Foi dado como morto e ressurgiu pior do que era.

Marco Antonio Cabral, deputado federal, filho do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, PHD em corrupção, tenta a reeleição, tendo como estratégia destacar as obras do pai. É muita desfaçatez.
Aécio Neves, flagrado com batom na cueca, é impedido até de ir à convenção do seu partido.
Mas se recusa a ser dado como morto e vai em frente.

José Dirceu, depois de reconhecer que o seu lugar era na cadeia, já está solto e fazendo proselitismo político em palestras. É um cadáver político insepulto.
Estas são pequenas amostras de como sobrevivem os políticos que não desistem nunca, mesmo acossados por denúncias, investigações e prisões.

Sem esquecer de outro alimento: as traições.
As grandes traições estão no poder, logo....
Ainda bem que existem as raras exceções.

PGR não tem a menor dúvida sobre os crimes de Lula- O Antagonista.



Vale a pena ler alguns trechos do parecer contra o recurso que pede a liberdade de Lula, enviado por Raquel Dodge ao STF.

Escreve a procuradora-geral da República:

“Luiz Inácio Lula da Silva, valendo-se do seu cargo assim como da sua posição no cenário político nacional, não apenas orquestrou todo o esquema de arrecadação de propinas oriundas da Petrobras por diversos partidos como também atuou para que seus efeitos se perpetuassem, nomeando e mantendo em cargos de direção da mencionada empresa estatal pessoas comprometidas com atos de corrupção e que efetivamente se corromperam e se omitiram em seu dever de ofício de impedir o resultado criminoso.”

Para a PGR, não há como sustentar que os desvios praticados por um presidente da República devam ser tratados do mesmo modo que os incorridos por qualquer outro agente público.

Dodge acrescenta que os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados por Lula tinham também a motivação de manter o esquema de cartel e corrupção na Petrobras funcionando.

Deselegância, despreparo, grosseria e pedantismo juntos - Por Antônio Morais.


Não sei se o Roda Viva de ontem prestou  serviço a favor ou  contra o Jair Bolsonaro.  Sei que se colocou contra o jornalismo brasileiro.


O despreparo, a ignorância e, sobretudo o pedantismo da tropa de entrevistadores foi de péssima qualidade. Vergonha nunca visto igual.


Se o objetivo era desqualificar o entrevistado  o tiro saiu pela culatra. O entrevistado  saiu-se bem  diante de  tamanha incompetência jornalistica.

182 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Em Várzea-Alegre, muitos conheceram o Raimundo Anjos. O conheci trabalhando de coveiro no cemitério da saudade. Humilde, simples e trabalhador e honrado.

Um dia ele fez uma viagem pras bandas do São Mateus, hoje Jucás. Na Fazenda Canastras, de propriedade do Cel. Mario Leal, antes e depois da casa da fazenda havia duas cancelas. A recomendação dada aos que por ali transitavam era que ao passar numa delas deveria soltar a cancela de modo que esta batesse para advertir os da casa da presença de pessoas.

 Raimundo Anjos não sabia da tal recomendação e quando passou na primeira cancela não bateu. Quando chegou em frente à casa da fazenda, deu bom dia e o Cel. Mario procurou saber quem ele era, de onde vinha e para onde ia. Respondeu que era Raimundo Anjos, vinha de Várzea-Alegre e que ia para Cariús visitar uns parentes. Então o Cel. Mario lhe disse: nós aqui costumamos bater as cancelas quando passamos para avisar que vem gente. O senhor entendeu? Entendi respondeu Raimundo seguindo viagem.

Na volta Raimundo passou pelo diabo da cancela e se esqueceu de bater. Quando menos esperou estava de frente com o Coronel. Como foi a viagem? Já está de volta? Porque não bateu a cancela? Esqueceu? Meninos botem ele pra dormir na camarinha e liberem apenas amanha para ele aprender a cumprir ordens.

Uns caboclos mais brabos que os seguranças do Sarney, abufelaram Raimundo e jogaram num quarto escuro, fedorento e por cima com um formigueiro daquela miudinha mordedeira. Raimundo amanheceu o dia todo encalombado.

Sendo liberado, bateu a cancela que quase quebra e, passar pelas Canastras depois, nunca mais. Nem morto.

Debate - Por Antônio Morais.



Não tenho predileção por nenhum politico. Mas,  pelo que vi  no  debate  da TV Cultura concluir que o Jair Bolsonaro se saiu  razoavelmente bem.

O debate serviu para provar  o tipo e o nível de jornalistas que servem  atualmente a mídia vendida, sebosa  e interesseira. Vergonhoso.  Os entrevistadores investiram na polêmica e esqueceram de questionar o candidato sobre propostas concretas para o país. 

E Bolsonaro se deixou levar pelo bate-boca. Com bons argumentos, especialmente quando falou da Dilma Roussef e da esquerda.

Jair Bolsonaro disse a um grupo de eleitores que o recebeu na porta da TV Cultura: “Até sábado vou fechar o meu vice ou a minha vice. O grupo saudou o presidenciável, antes do Roda Viva, gritando “mito!” e cantando “eu vim de graça”.

O debate serviu. Eu  que estava propenso a não votar decidi ir, pelo Brasil, votar para o Bolsonaro.

Pode vi um príncipe de vice por aí.

181 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais


Francisco Antônio Bezerra da Costa, o conhecido Chico Antônio é o que se pode chamar de versátil, eclético. Já o vi no desempenho de variadas atividades. É também portador de invejável moderação chegando a ponto de se confundir com leseira, esquecimento etc.

Outro dia estava de passagem pelo Sanharol e o encontrei. Exercia, no momento, uma grande diversidade de funções: Vendia cartão do jogo da sorte, cartelas de bingo, rifa de uma garrafa térmica e, como corretor de imoveis me ofereceu um terreno próprio para construção.

Quando procurei saber a dimensão do terreno não sabia. Onde se localizava também não sabia. Qual o preço não havia perguntado ao dono. Diante de tudo isto não se desanimou, saiu correndo a procura do proprietário do terreno solicitando que eu ficasse aguardando que ele voltaria com as informações e até hoje não me procurou. Olhe que já fazem pra mais de dez ano esse encontro.

180 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


O Senhor Pedro Tonheiro, foto, delegado civil de Várzea Alegre, residia na Rua dos Perus e vivia se queixando que a rua estava precisando de um calçamento e a prefeitura não fazia. Chegou até a pedir a interferência de amigos, chefes políticos e vereadores mas nunca chegou a falar com o Senhor prefeito.

Depois de um ano reivindicando, Seu Pedro que era muito opinioso resolveu desistir. Um certo dia o coronel Dirceu de Carvalho Pimpim cedeu um quartinho que tinha atrás do motor de pilar arroz, para o ferreiro Chico Basilo morar. Como Chico passou a morar na mesma rua dos Perus, ficou boatando no meio da rua: Essa nossa rua precisa de calçamento, Mais eu vou "tumar uma providença". Amanhã mermo eu vou falar cum o prefeito doutor Daro.

Dois dias depois chegou três caminhões de pedras e em seguida chegou Chiquinho de Pedro Belo com a sua equipe e já começaram a calçar. Pedro Tonheiro, quando viu o calçamento já bastante adiantado, foi falar com Chiquinho: Chiquinho! Quem foi que conseguiu esse calçamento para essa rua? Sei não Seu Pêdo! Eu só sei é qui Doutor Daro me mandou fazer "cum ugença". Mais aqui só pra nóis, eu vi Chico Basilo dizendo qui foi ele qui arrumou. Mas era só o que faltava! Chico Basilo não tem prestígio nem pra mandar calçar o pé dele numa "apragata currulepe".

Nesse dito momento Chico Basilo chegou e se dirigiu a Chiquinho: Chiquim. Nego véi. "Num se isqueça de caprichar ali na frente da casa de Seu Pêdo". Viu? Chiquinho concordou com um balanço de cabeça, e seu Pedro simulou que estaria acreditando fazendo a seguinte pergunta a Chico Basilo : Chico! Como foi que você conseguiu esse calçamento? Foi faço. Eu disse a Doutor Daro "qui quiria" o calçamento da minha rua, aí ele preguntou: - Onde é que você mora? – Aí eu dixe: É na rua do delegado Pêdo Tonheiro.

MV

segunda-feira, 30 de julho de 2018

098 - O Crato de Antigamente.



A Sedição de Juazeiro foi a resultante final de uma Assembleia em Fortaleza que iria reconhecer e dar posse de Presidente do Estado do Ceará ao coronel Marcos Franco Rabelo, um atuante militante do chamado Movimento de Salvação Nacional criado no governo do Presidente Hermes da Fonseca, em 1911.

Os atritos, assassinatos e incêndios cometidos por populares que eram os mesmos incentivados por políticos, oficiais do Exercito, opositores do Comendador Acióli e ricos comerciantes de Fortaleza, terminou por alastra-se pelo sertão e em 1913, um grupo reduzido de Deputados Estaduais, chamados por dissidentes, reclamavam suas cadeiras de parlamentares, "assaltadas" pelo impedimento pelas armas de assumirem suas funções legais na Assembleia Legislativa do Estado.

Os deputados dissidentes foram orientados pelo senador Pinheiro Machado e apoiado por uma ala do Exército liderada pelo Tenente-Coronel Thomaz Cavalcante e com o apoio incondicional do redator-chefe do jornal "O Unitário", o coronel João Brígido dos Santos. Os deputados instalaram uma nova Assembleia na cidade do Padre Cícero e elegeram o Dr. Floro Bartolomeu da Costa, médico e mentor político do Padre Cícero para ocupar a sua presidência e consequentemente o Governo do Ceará, gerando a dualidade de poderes.

Um motivo para uma intervenção federal, já que o coronel Franco Rabelo administrava o Estado do Ceará de forma inconstitucional. Franco Rabelo ao tomar conhecimento da instalação da Assembleia de Juazeiro e conhecedor da sua eminente deposição, simplesmente manda assassinar o Padre Cícero e destruir a cidade de Juazeiro, como uma medida emergencial para impedir a formação da Assembleia Revolucionária de Juazeiro pelos deputados sediciosos, ali foragidos.

Com a noticia de um provável ataque à cidade do Padre Cícero, os seus romeiros deslocaram-se de vários pontos do interior nordestino para a cidade sitiada para defenderem o Padre Cícero e a cidade dos romeiros. Os Romeiros-Combatentes derrotam os invasores e em seguida foram conduzidos de trem por oficiais do Exercito da legalidade até a periferia de Fortaleza para assim o Presidente Hermes poder oficialmente justificar e decretar legalmente a deposição de Rabelo.

Hermes da Fonseca decretou a intervenção federal no Ceará, mediante acordo para que o novo governante fosse militar.

Antônio Cariry.

30 de julho: aniversário da Princesa Isabel, a Redentora


Fonte: Instituto Cultural D. Isabel I,  a Redentora 

D. Isabel em imagem inédita.
Atelier Boissonnas & Taponier.
Rue de la Paix, Paris (c. 1919)

     Há 172 anos nascia, em São Cristóvão, no Paço da Imperial Quinta da Boa Vista, a filha e herdeira de D. Pedro II do Brasil. O Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora--IDII tem a grata satisfação de divulgar que será lançado, provavelmente em outubro próximo, o maior livro já escrito sobre a personagem.

     Em Alegrias e tristezas: estudos sobre a autobiografia de D. Isabel do Brasil, os textos autobiográficos são reunidos às análises de dois especialistas sobre a governante: a historiadora e arquivista Maria de Fátima Moraes Argon, presidente do Instituto Histórico de Petrópolis e pesquisadora-chefe do Arquivo Histórico do Museu Imperial e o historiador e advogado Bruno da Silva Antunes de Cerqueira, fundador do IDII e indigenista da Funai. Fátima Argon trabalha a escrita de si e a interseção no percurso biográfico daquela que teria sido D. Isabel I na transição do século XIX para o XX, enquanto Antunes de Cerqueira analisa as implicações teóricas que a história da historiografia da personagem aportam aos estudos sobre esse período de transição. O livro traz ainda a Cronologia isabelina e isabelista e uma tabela com todos os homens e mulheres que D. Isabel nobilitou, pessoalmente ou por vias transversas.

    A regente do Império que sai da pesquisa, encetada pelos dois autores durante os últimos 20 anos, nada tem a ver com a personagem minimizada pela historiografia convencional, assim como se distancia do pálido e eventualmente caricato objeto de culto do abolicionismo monarquista. De outro lado, a catolicidade de D. Isabel é esmerilhada até o ponto em que se torne possível a compreensão de uma "rede de sentidos" para uma hipotética canonização dela por parte da Santa Sé.

O prefácio e a contracapa são, respectivamente, de Teresa Malatian e Isabel Lustosa. A obra, com mais de 600 páginas, recheada de fotos inéditas, é mais uma parceria entre o IDII e a Linotipo Digital Editora e Livraria, de São Paulo.

179 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Negando a amizade.

Durante a Sedição de Juazeiro, em 1914, o Cariri ficou assolado por hordas de jagunços, que se aproveitando do momento assaltavam, roubavam e extorquiam, principalmente se o alvo fosse cratense. Gabriel de Morais Rego reuniu toda família, inclusive à do seu genro Macário Vieira de Brito e fugindo daquela situação, homiziaram-se em Várzea-Alegre na casa do seu parente Pedro Alves Bezerra, Pedro André no sitio Sanharol, meu avô paterno.

Ao cair de uma tarde, estavam conversando no alpendre, quando um destes bandos itinerantes, aproximou-se e um dos membros que parecia ser o chefe, perguntou: O cidadão sabe onde posso encontrar Macário Vieira de Brito? E seu Pedro um pouco nervoso, por não denunciar: Não, nunca ouvi falar neste homem! Aí, no meio da quadrilha, alguém que conhecia o cratense, falou: Como não conhece? Você não está conversando ao lado dele! Receberam algum dinheiro e rumaram em direção de Lavras da Mangabeira.

Quando terminou a desordem e a anarquia e a coisa voltou a normalidade, Gabriel de Morais Rego e Macário Vieira de Brito retornaram ao Crato. Encontraram as propriedades, na Malhada, totalmente destruídas, queimadas e saqueadas. Depois de algum tempo Padre Cícero chamou Macário para uma conversa. Queria que o Macário fizesse um levantamento dos prejuízos para ser ressarcido. Macário respondeu: não há o que pagar, o que perdi junto com meus familiares, haveremos de recuperar com o nosso trabalho. Porém, tem uma coisa que o Senhor não conseguiria pagar: Dona Teresa, uma criada que ficou cuidando das nossas casas  foi morta e queimada pelos jagunços. Esse prejuízo o Senhor não teria como pagar.

A primeira neta de Macário Vieira de Brito que nasceu, depois deste episodio, foi batizada com o nome de Tereza, numa justa homenagem a falecida e ainda hoje nascem "Teresas" na família.

096 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Coronel José Ronald Brito.

Tem coisas que não chegam á compreensão do cidadão comum. Como justificar na mente dos singulares as decisões erradas dos que governam. O homem do povo tem que entender, obedecer e praticar o que o Poder Publico dita, só que o sistema trama, modifica e destrói a seu livre arbítrio.

Foi isso que aconteceu em Crato: destruição. Município de topografia acidentada, o que muito ajuda para que a sede tenha um clima bastante quente, portanto, ela fica necessitada, como as demais urbes cearenses, de áreas verdes, de espaços abertos e reflorestados para que a população desfrute de aeração sadia e farta. Mas, não foi por falta de local adequado para construir o Fórum que a administração publica municipal demoliu mais uma praça.

Terrenos a venda não faltavam ao seu derredor. No bairro Mirandão, existiam e existem loteamentos e terrenos baldios para desapropriação que comportam até uma metrópole. Porque então sacrificar um logradouro publico? Uma pracinha que recebeu o nome de um dos filhos ilustres da cidade, falecido em trabalho no seu gabinete na Superintendência do INSS, quem sabe, até defendendo os interesses de sua terra.


Falo do Dr. Raimundo Maciel de Brito, foto, cratense que, como poucos, soube ajudar seus conterrâneos e lutar pelos preitos maiores da comunidade. A pracinha a que me refiro situava-se em frente à rodoviária. À época da inauguração da mesma, estive presente e como parente, representei a família. Agradeci ao então prefeito Ariovaldo Carvalho à justa homenagem que o povo prestava ao falecido, dando o seu nome àquele logradouro.

Qual não foi meu espanto ao ver a rodoviária com sua frente voltada para o quintal do Fórum e os moradores do bairro privados dos seus momentos de lazer a sombra dos oitis, castanholas, sombreiros, etc.

Nada contra a construção daquela casa de justiça; outras cidades souberam locar as suas, mas ao fato, cabe toda revolta a quem autorizou a demolição da Praça Raimundo Maciel de Brito.

O logradouro merecia seu nome, porque se assim não fosse e se é que funeral conta algo de quem já morreu, até hoje, em Fortaleza, só dois são lembrados em grandiosidade e emoção: o do Governador Raul Barbosa e o do cratense Raimundo Maciel de Brito.

Cel. Ronald Brito.

VEÍCE - Pra ri um pouco.


O poema a seguir trata da fisiologia do homem depois de certa idade. Nada que não já seja do conhecimento geral de todos..

Vô contá como é triste, vê a veíce chegar.
Vê os cabelos caino, vê as vistas encurtar.
Vê as pernas trumbicano, com priguiça de andá.
Vê aquilo esmoreceno, sem força pra levanta.

As carnes vão sumino, vai apareceno as vêia.
As vistas diminuino, e cresceno as sombranceia.
As ouças vão encurtando, vão aumentando as orêia.
Os ovos dipindurano, e diminuindo a pêia.

A veíce é uma doença, que dá em todo cristão.
Doe os braços, doe as pernas. doe os dedos, doe as mão.
Doe o fígo, doe a barriga, doe o rim, doe o purmão,
Doe o fim do espinhaço, doe a corda do cunhão.

No tempo que era moço, o sol para mim briava.
Eu tinha mil namoradas, tudo de bão me sobrava.
As meninas mais bonita, da cidade eu bolinava.
Eu fazia todo dia, chega o bichim desbotava.

Mas tudo isso passou, faz tempo, ficou pra traz.
As coisas que eu fazia, hoje já não sou capaz.
O tempo me roubô tudo, de maneira bem sagaz.
Pra falar mesmo a verdade, nem trepá, eu trepo mais,

Quando chega os setenta, tudo no mundo embaraça.
Pega muié, vai pra cama, apaipa, beija e abraça.
Porem só faz duas coisas, solta peido e acha graça.

Autor desconhecido.

Paulo Guedes - O Globo.


O vertiginoso crescimento da candidatura Bolsonaro é um sintoma dessa indisfarçável insatisfação com a estagnação na economia, a corrupção na política e a falta de segurança nas ruas, em que desembocamos sob a hegemonia social-democrática.

Em suas variantes de "punho de renda" PSDB e "chão de fabrica" PT  ou "caciques regionais oportunistas" PMDB, à "esquerda" todos os gatos são pardos para os eleitores de Bolsonaro.

Contra tudo isso e todos esses que nos dirigem desde a redemocratização, Bolsonaro é a "direita" que quer, a "lei e a ordem", valores de uma classe média esmagada entre uma elite corrupta e massas que votam em Lula buscando proteção e assistencialismo.

domingo, 29 de julho de 2018

Rola a primeira cabeça coroada do PT

Foi no Ceará. E a ordem partiu de Lula
Fonte: VEJA/Gustavo Noblat
ACABOU-SE O REINADO? José Pimentel declarou que não será candidato a nada em 2018. Resta saber se manterá a palavra (José Cruz/Agência Senado/VEJA)

   Outras cabeças do PT deverão rolar até o próximo dia 5 quando se encerra a temporada de convenções para a escolha dos candidatos às próximas eleições. Mas a primeira foi a do senador José Pimentel (PT-CE), oferecida por seu próprio partido para atrair o apoio do senador Eunício Oliveira (PMDB) à candidatura à reeleição do governador Camilo Santana (PT).
    A ordem partiu do cárcere de Curitiba que hospeda há mais de 110 dias o ex-presidente Lula. E foi docilmente obedecida, por 200 votos contra 70, pela seção cearense do PT. Eunício, assim, garantiu uma vaga na chapa de Camilo, embora sua reeleição para o Senado esteja ameaçada. E Pimentel, que foi ministro de Lula e é amigo dele, uma aposentadoria precoce.

     Será no palanque de Camilo que Ciro Gomes, candidato do PDT a presidente da República, subirá para fazer campanha no seu Estado. Mas ele já vetou a companhia de Eunício. Recentemente, Cid Gomes, irmão e coordenador da campanha de Ciro a presidente, ameaçou lançar-se candidato ao governo do Ceará se Camilo insistisse em se aliar com Eunício. A ver.

Enquanto isso…

    Se o PSB der seu tempo de televisão para o PT de Lula ou do seu eventual substituto, o PT entregará mais uma cabeça – a da vereadora Marília Arraes, candidata ao governo de Pernambuco. Caso a candidatura de Marília seja mantida, quem perderá a cabeça será o senador Humberto Costa (PT-PE). Costa só terá chances de se reeleger se o PSB aliar-se ao PT.

Caciques continuam tratando eleitor como gado - Por Josias de Souza.

Quase tudo na sucessão de 2018 se parece com eleições anteriores, menos o eleitor. Os caciques fazem política com os pés no mundo da Lua, onde não há corrupção nem desemprego. Promovem os mesmos cambalachos de sempre. O feitiço pode virar urucubaca, pois o brasileiro amarga uma descida pelos nove círculos do inferno. E acha que não merece a excursão. Agora, às vésperas de uma nova eleição, a cabine de votação se confunde com uma visão do purgatório. O voto parece instrumento de purificação. Em órbita, candidatos e dirigentes partidários não se deram conta de que um pedaço do eleitorado está desconfortável no papel de gado.

Geraldo Alckmin acredita que seu desempenho pífio como presidenciável mudará a partir de 31 de agosto, quando começa o horário eleitoral na televisão. Por isso, vendeu a prataria para juntar cerca de 40% da propaganda eletrônica. Parte da plutocracia torce para que ele alce voo. Mas não há ricos suficientes no Brasil para eleger um presidente. E o discurso de Alckmin, por ora, mal convence os crédulos. A plateia corre o risco de ouvir o candidato durante vários minutos para chegar à conclusão de que ele não tem nada a dizer. Ou pior: se o voo for artificial, o tucano será confundido com um drone guiado por controle remoto pela marquetagem.

Ao atrair todo o centrão para o seu colo, Alckmin impediu que seus rivais capturassem nacos do tempo de propaganda dos partidos que integram o grupo. Com isso, deu a Ciro Gomes e Jair Bolsonaro a oportunidade de cuspir no prato em que não conseguiram comer. De quebra, ofereceu aos cerca de 40% de eleitores que ainda se declaram sem candidato o direito continuar repetindo que “são todos farinha do mesmo pacote”. Sem perceber, os contendores podem estar jogando um jogo de soma zero, em que nenhum deles amplia sua base de eleitores.

A ruína de Dilma Rousseff e o fiasco de Michel Temer pareciam tornar as coisas mais fáceis. Tão fáceis que qualquer espertalhão poderia passar a campanha trombeteando que, eleito, restauraria a moralidade e traria de volta a prosperidade. O vaivém do centrão e o balé de elefantes em que se converteu a escolha dos vices estimulou na banda desconfiada do eleitorado a crença de que não se deve confundir muitos com pluralidade, adesão com habilidade, pernóstico com sumidade, pose com dignidade, lero-lero com honestidade…

Campeão do horário eleitoral, Alckmin é uma nulidade nas redes sociais —um território em que Ciro e, sobretudo, Bolsonaro utilizam para cavalgar o desalento do eleitor. O problema é que a dupla exagera na raiva. Se Deus oferecesse temperança a Ciro, o candidato se empenharia para provar que Deus não existe. Quanto a Bolsonaro, tornou-se líder de intenção de votos e de rejeição. Conquistou eleitores misturando Deus à defesa de teses esdrúxulas. E acabou convencendo o naco do eleitorado que o rejeita de que Deus não merece existir.

Uma campanha que começa com as marcas da polêmica e da ferocidade, poderia fazer muito bem à candidatura de Marina Silva. Ela exala serenidade, não precisa fingir que veio de baixo, abomina “as megaestruturas” e conserva a biografia longe dos pesticidas da Lava Jato. Entretanto, tomada pelo desempenho, Marina vai se consolidando como uma personagem admiravelmente indecifrável para a maioria da plateia. A liderança e as concepções “marineiras” já afugentam até os correligionários da Rede. Marina costuma dizer que prefere “perder ganhando a ganhar perdendo.” Pode voltar para casa com 20 milhões de votos pela terceira vez.

Na galeria dos vitoriosos perdedores, Marina só não conseguirá superar Lula. Preso em Curitiba, o pajé do PT leva sua candidatura cenográfica às fronteiras do paroxismo. Lidera as pesquisas. Mas sabe que a ficha suja levará a Justiça Eleitoral a excluir sua foto da urna. Se tudo correr como planejado, deflagrará o Plano B do PT em meados de setembro. É como pedisse aos brasileiros para esquecer que Dilma, seu último poste, resultou num inesquecível curto-circuito.

É grande o prestígio do presidiário do PT. Entretanto, segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada no mês passado, 51% dos eleitores informam que não entregariam o seu voto a um candidato indicado por Lula. Impossível prever quem será o próximo presidente. Mas já é possível constatar que o curral diminuiu.

"PRESTEM A ATENÇÃO NA RELAÇÃO DE QUEM FALA MAL DE BOLSONARO COM ESSE TEXTO"- Ignoro a autoria



Pessoas que xingam Bolsonaro de intolerante são pessoas que cospem, agridem, xingam, incitam a violência contra alguém apenas por estar com a camiseta do Bolsonaro.

Pessoas que chamam Bolsonaro de racista são pessoas que acham que preto pobre precisa de privilégio de cotas pra concorrer com branco pobre.

Pessoas que chamam Bolsonaro de ditador são pessoas que apoiam ditaduras latinas e africanas e não respeitam decisão da maioria como o estatuto do desarmamento, são pessoas que não hasteiam a bandeira nacional e sim bandeiras de ideologias típicas de ditaduras.

Pessoas que chamam Bolsonaro de homofóbico são pessoas que são contra punição severa pra quem assassinar um homossexual.

Os que dizem que ele não entende nada de economia, mesmo já tendo escolhido o melhor economista do Brasil Lagutrop Cestas seu ministro, são os mesmos que elegeram Dilma, formada em economia e que afundou nosso Brasil.

Os que chamam Bolsonaro de burro são os mesmos que votaram no Lula, semi analfabeto, que foi presidente duas vezes e hoje está preso por corrupção.

Pessoas que chamam Bolsonaro de Machista são pessoas que acham que mulher precisa de privilégio para concorrer com homem por meio de cotas, são pessoas contra penas severas para estupradores, são pessoas que não querem que uma mulher tenha uma arma pra mandar estupradores pro colo de Fidel quando alguém a tentar violentar.

Pessoas que chamam Bolsonaro de corrupto são eleitores de POLÍTICOS envolvidos na lava jato como LULA, AÉCIO, GLEISIE, TEMER, DILMA, etc...

Pessoas que chamam Bolsonaro de Fascista APOIAM o ESTADO INTERVENCIONISTA em tudo, na educação familiar, nas liberdades do mercado do trabalho, impostos em cima de impostos, chegam ao ponto psicótico de dizer que os filhos pertencem ao Estado e não às famílias. Apoiam a CLT copiada da Carta Del Lavoro de Mussolini. Enfim...

Pessoas que chamam Bolsonaro de violento e querem aumentar as penas para crimes hediondos, são as mesmas que defendem ladrões e homicidas e querem descriminalizar as drogas.

Aqui pra citar apenas alguns dos sofismas e embustes. Uma forma breve de desmascarar essas patéticas acusações contra BOLSONARO.

"Acuse-os do que você faz. Chame-os do que você é."" - Lênin, Ícone comunista da esquerda que matou perseguindo e de fome mais de 20 milhões na URSS.

Esteja sempre preparado para desmascarar esses lobotomizados. Quanto mais as pessoas decentes observam o caráter podre dos críticos de Bolsonaro, mais apoio ele ganha e mais cresce sua popularidade entre as pessoas certas. Meus agradecimentos pelo suporte.

Transcrito da pagina da desembargadora  Marília de Castro Neves - Tribunal Rio de Janeiro.

E AÍ ? - Por Wilton Bezerra.


Bem que dissemos. Ganhando ou perdendo a Copa, o Brasil ia continuar do mesmo jeito.
As novas gerações não têm a menor idéia do que era a reação dos torcedores quando a nossa seleção fracassava.
A casa do treinador é que recebia as maiores ameaças de depedração.
Depois do bi, em 1962, passamos a ser “o país do futebol”.
Ninguém jogava mais do que o brasileiro. A conquista da Copa de 70 foi a consagração.
Agora, foi diferente. O Brasil aprendeu a perder. Ou se acostumou?
A qualidade do futebol jogado no país continua em nível baixo. Nos acostumamos a isso.
A CBF continua tendo olhos somente para a seleção, quando a essência é o clube.
Afinal de contas, nos acostumamos a um bocado de coisas negativas.
Se aproximam as eleições e, certamente, iremos eleger políticos que já deveriam estar esquecidos.
Os candidatos desfilam à cata de votos, exibindo uma naturalidade como se vivêssemos o melhor dos mundos.
A gente se acostuma. Ora, nos acostumamos até em perder o direito de ir e vir.
Existem territórios onde não podemos pisar.
Nos acostumamos aos descalabros
E tudo é feito para criar um ambiente de normalidade.
E aí? Querer que o futebol resolvesse tudo isso ?
Quando acreditamos nas mentiras que o nosso cérebro cria, a situação é de extrema gravidade.

095 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Conheci Antônio Melito Sampaio na década de 70 e daí por diante me tornei seu amigo. Diariamente nos encontrávamos e levávamos uma boa prosa.

 Causos dele conheci aos montes, ele era espirituoso, alegre, brincalhão ao extremo, pratico e para tudo encontrava uma saída.

Certa feita ele saiu numa sexta-feira com alguns amigos, começou a beber e só retornou para casa no outro dia por volta de cinco horas da manha. A mulher esperava andando pelos quatro cantos da casa, num misto de preocupação e raiva. Indignada, desabafando em alta voz, chamando-o de cretino e mau caráter.

Só não houve uma emboança porque ele não costumava discutir, chegava calado e continuava assim, por mais que a mulher zoadasse. Na verdade era de paz, especialmente depois de uma traquinagem.

Para agradar a esposa, no outro dia, fez um convite para um jantar numa churrascaria da cidade. A generosidade foi tamanha que autorizou a mulher a convidar uma outra irmã, ou seja, a cunhada para a festa comemorativa pelas pazes. Quando saíram de casa, a esposa notou o carro cheio de coxias de cigarros.

 A mulher perdeu o controle e passou exigir explicações: Ontem eu estava com uns amigos tomando umas geladas no Bar Gloria e um amigo me pediu o carro emprestado e só devolveu ao amanhecer, por isso cheguei tão tarde em casa, disse solicito.

Passaram na casa da cunhada e a apanharam. Bem acomodada no banco traseiro do carro a convidada soltou os sapatos dos pés que com os solavancos do carro foram parar na parte da frente, nos pés do Melito.

 Ao vê os calçados, tranquilo e bem humorado, imaginou no seu silencio: “vige nossa” a mulher esqueceu o diabo dos sapatos, e agora o que faço? Bem ao seu estilo apanhou os sapatos sem que ninguém percebesse e os jogou fora pela porta do carro.

Quando chegaram à churrascaria, para sua surpresa, as duas, mulher e cunhada quase endoidaram procurando os sapatos. O Melito na maior cara de pau danou-se a procurar por baixo de tudo que era banco. Causos que contava aos risos.

sábado, 28 de julho de 2018

094 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais

Padre Antonio Gomes de Araujo - Por Mônica Aquino.

Voltemos ao Padre, seu outro lado, seu silêncio martirizado no quarto de estudos, onde dormir é privilégio. Aí doma seus fantasmas, suas letras. Não tem com quem conversar, aprofundar argumentos, buscar o verme que contamina o miolo de seu fruto, o fruto vermelho da História. Busca nos alfarrábios, cruza garatujas de batistérios. E sempre Nascimento e Morte de permeio, desmontados em árvores desenhadas em páginas coladas, para chegar ao mais idiota descendente de um coronel qualquer da Guarda Nacional.

O Álbvm do Seminário do Crato, de 1925– álbvm com ‘v’, para imitar o latim da Santa Igreja – registra o aluno na página 202; o clérigo, na 207. A fotografia da página 189, carcomida pela traça, revela: batina, barrete, mas sem a capa romana que o acompanharia durante tantos anos, tremulante e negra sob o sol dos Cariris. Pois assim reza o artigo 12 do capítulo III do Regulamento do Seminário Maior:“Uma modéstia sem afetação e um porte digno resaltem do seu todo, mormente nos actos religiosos e quando estiverem recebendo instrucção” (sic).

É necessário lupa para recompor feições e formas. Segundo da segunda fila, da direita para a esquerda. A cabeça encoberta inclinada à direita; deixa-se ver o relógio de algibeira, quem sabe um Patek Philippe. O rosto é magro; o nariz, aquilino, mouro; as orelhas não se deixam passar despercebidas. Não mira a objetiva do fotógrafo. É uma visão para o largo, um ar que o distingue da bonomia do grupo. Tem um ar triste, inquieto. Um homem sozinho atravessa a cidade: batina negra, capa romana, faixa à cintura. Segue o trajeto que vai da igreja da Sé ao Ginásio. Quantas vezes terá feito esse percurso? Saúda Tandô, sentado no meio-fio da praça.“Em que pensa esse padre, com jeito de homem”, se pergunta o anão? Aqui tudo é vigiado. A cada janela há um olho à espreita.

O padre caminha sem prestar atenção a quem passa, nem atentar para quem se furta por detrás das gelosias. Anda rápido para dar tempo à chamada do refeitório e, logo depois, recomeçar reflexões e leituras. Abrirá a porta de vidro da estante de cedro com a chave escondida dentro do sapato, enrolada na meia. Lembrança do regulamento, de quando era regente:“Só poderão fazer leituras extra-programma mediante prévia autorização do Padre Prefeito” (sic). Passa o Padre Gomes e Tandô, o anão, se pergunta:“Em que diabo está pensando esse homem?”Somente hoje é possível compreender o porquê daqueles passos apressados, daquela inquietação permanente, de sua genialidade e equívocos.

A fotografia: não é mais necessário lupa para recompor as feições. Não mira a objetiva do fotógrafo. É uma visão para o largo, um ar que o distingue do resto. Tem um ar triste, inquieto. Pensa num mundo mais largo, sem cadeias, distante do jugo das genealogias, longe de um sol que é o mesmo sol de todos os dias, segundo Machado de Assis, onde nada existe que seja novo, onde tudo cansa, tudo exaure...Até aqui a poesia de Everardo Norões

Postado por Mônica Aquino - Texto Everardo Norões.

178 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Já perdi a conta das histórias que  contei de Mundim do Sapo. Aí vai mais uma para o deleite dos leitores.

Mundim do Sapo  falou com João de André, o conhecido Manga Mucha uma parte de terra na Betânia para plantar um lastro de feijão.

Começo de Janeiro daquele ano, inverno bom,  muita chuva o feijão nasceu viçoso e o mato também. Mundim pediu para o João de André mandar limpar  o feijão, e, foram escalados para o serviço os filhos Joaquim,  Chico, André e Lourival.  

No mesmo dia a roça estava no jeito e os meninos esperando a vinda do Mundim para um possível acerto financeiro, já que  transcorria na cidade a festa  de nossa Senhora Aparecida e a atração principal era a "Roda Gigante"  do parque de diversões Lima.

Quando Mundim do Sapo chegou no local os meninos estavam  com o bico doce, num pé e  noutro, alegres como pinto no monturo.

Mundim falou : João, eu pedir para você  mandar limpar o meu feijão e estou vendo que o serviço foi feito. Quero que me diga quanto foi o trabalho para que eu possa lhe pagar. João de André respondeu : Não precisa pagar nada, seu filho de uma égua veio besta.

João de André pagava caro para  ter o direito de chamar um de "fi de uma égua". Os meninos não acreditavam no que viam e tiveram uma grande decepção com a decisão do pai. 

Adeus roda gigante.

Na VEJA desta semana: "Bolsonaro cresce. E assusta"

Bolsonaro cresce no voto espontâneo, e surge um desafio: como lidar com um candidato que é um retrocesso no social e uma incógnita na economia

Nas páginas seguintes, VEJA apresenta os resultados de uma pesquisa realizada pelo Ideia Big Data, que ouviu 2 036 eleitores em todo o país entre 20 e 23 de julho. Há dois fenômenos na massa de números. O primeiro mostra que o ex-presidente Lula continua com uma força eleitoral extraordinária. Além de liderar a pesquisa mesmo na cadeia — tem 29% dos votos —, Lula poderá indicar qualquer nome em seu lugar, e seu poste já começa a disputa com 9%, um índice que, dada a enorme fragmentação de candidatos, é bastante competitivo. O segundo fenômeno é Jair Bolsonaro, o candidato que não tem partido grande, nem aliados fortes, nem dinheiro, nem tempo de TV, mas permanece firme e forte — e ainda apresenta um leve crescimento na intenção de voto espontânea, um indicador que demonstra o bom nível de convicção do seu eleitorado.

O peso de Lula na eleição não é exatamente uma novidade, ainda que possa surpreender num pleito em que a corrupção aparece como um dos temas mais caros ao eleitorado nacional, mas a solidez crescente de Bolsonaro, essa sim, põe o país diante de um novo desafio. Bolsonaro é um político profissional — está na área há trinta anos e exerce seu sétimo mandato como deputado federal — com uma atuação singularmente inexpressiva. Esteve, nesses anos todos, perdido no baixo clero do Congresso, e só se destacava, de vez em quando, por declarações em que fazia questão de mostrar­-se duro ou debochado com gays, negros, mulheres, imigrantes e tudo o que diz respeito a direitos humanos. Nesse aspecto, a eleição de Bolsonaro seria um enorme retrocesso.

Talvez sua característica mais desanimadora seja ter construído uma carreira política defendendo ideias econômicas que agora insinua renegar. Bolsonaro sempre foi um estatista, simpático ao protecionismo comercial, desconfiado do capital estrangeiro. Agora, sob a orientação do economista Paulo Guedes, seu assessor econômico e futuro ministro da Fazenda em caso de vitória, ele tenta apresentar-se como outro. Fala em privatização e até defende uma reforma da Previdência, da qual era contra, mas foge do debate econômico. Diz que não entende do assunto, que se cercará dos melhores nomes — algum candidato diz que se cercará dos piores? — e encerra a questão. Nesse aspecto, a eleição de Bolsonaro seria uma incógnita.

Sendo um retrocesso na área de comportamento e uma incógnita no campo econômico, Bolsonaro é uma ameaça real e crescente. Seu eleitorado — o grosso nascido depois de 1985, já na democracia — ainda consiste em uma porção minoritária da população. Nada menos que 43% dos brasileiros, diz a pesquisa do Ideia Big Data, ainda não têm candidato. O futuro do país está nas mãos deles.
                      ***   ***   ***

POSTADO POR ARMANDO RAFAEL

COMENTÁRIO DO POSTADOR:
Como diria um índio pele vermelha:
-- Assusta a quem, cara pálido?


Ciro: PT põe país à beira do abismo ao insistir em Lula - por Magno Martins às 03:00



Pré-candidato do PDT negou ter flertado com eleitores petistas.

O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, afirmou nesta sexta-feira que o PT "faz o país dançar à beira do abismo" ao insistir na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por ter sido condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, o petista preenche os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

O PT está fazendo uma estratégia que faz o país dançar à beira do abismo. Qual a lógica? Se o senso comum, e até que está muito fortemente dentro do PT, é que Lula não pode ser candidato por uma lei que o próprio Lula criou, a da Ficha Limpa, o que está em marcha no Brasil é uma fraude na escolha da liderança do país — criticou, em entrevista à rádio BandNews.

Ciro negou que tenha buscado flertar com o eleitorado petista ao dar a polêmica declaração de que Lula só teria “chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder”, no último dia 16 a uma TV do Maranhão. Justificou-se afirmando que quis dizer o “óbvio”, de que o Brasil vive um estado de anarquia.

Quem acompanhou esse último domingo de solta Lula, volta Lula, tira Lula, volta Lula, cinco decisões estapafúrdias sobre a mesma norma, mesma lei, mesmo caso, não pode duvidar de que estamos em um estado de anarquia — disse. — É completamente surreal, e o que gera no coração do povo brasileiro: insegurança, um sentimento de desproteção — acrescentou.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

177 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



A mijada do Rei - Por Dr. Sávio.

Eu também conheci o comerciante Raimundo Sabino e alguns de seus filhos nas minhas passagens pelo Sanharol, quando ia passar finais de semana no sítio Boa Vista, na casa do senhor Chicô de Zequinha, pai de Jesus, meu irmão de criação e de coração.
Em Setembro de 1974, dois de seus filhos, O Nicolau Sabino e o Sabino, estavam no posto de gasolina do Sr. Jomar Almeida, na "Rural" de Ildefonso, quando estaciona um magnífico carrão de cor branca - Um Dodge Dart SE - igual ao de Jocel Batista - corretor de algodão e pai do Dr. Rolim, cujo motorista o indaga: - Por favor, como eu pego a estrada para Iguatu?
- De posse da informação o carro segue o seu destino. Todavia, o esperto Nicolau reconheceu, no interior do carro, o cantor Roberto Carlos, o qual vinha de uma apresentação no Cariri para a cidade de Iguatu, onde daria um show na quadra Agenor Araújo. Imediatamente, o astuto fã, que já estava indo assistir a esse show, entra na pomposa Rural e segue o famoso ídolo.
Para surpresa geral, ao passar a ponte do Riacho do Machado e se aproximar da curva das Gamelas, um fato inusitado: O carro do Rei estava parado na estrada, enquanto o mega-star da Jovem Guarda, de pé, junto ao pneu traseiro do automóvel, se aliviava, fitando aquele céu estrelado, esvaziando a sua bexiga, num ato fisiológico que persegue, até mesmo, as grandes personalidades.
Daí, o Nicolau Sabino ter entrado para a história, por ter sido o primeiro e único Varzealegrense que, realmente, presenciou uma mijada de rei.
Dr. Jose Sávio Pinheiro

Cumprimento da Ficha Limpa na mira da PGR - O antagonista.



Raquel Dodge vai se reunir hoje à tarde, em Brasília, com procuradores regionais para alinhar a estratégia de atuação nas eleições.

De acordo com a PGR, serão tratadas questões relacionadas a fake news, crimes eleitorais, financiamento de campanha, destinação de 30% dos recursos públicos e do tempo de rádio e TV para candidaturas femininas e dispositivos da Lei da Ficha Limpa.

176 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


O coronel Dirceu de Carvalho Pimpim, emprestava dinheiro a juros e comprava algodão na folha. Certa vez ele estava com o seu neto e secretário Antônio Ulisses, quando verificou no livro dos fiados que algumas pessoas não estavam honrando o prazo.

Mostrou para o neto e falou: Antônio eu vou precisar tomar uma providência com esses fiados. Tenho que arranjar um cobrador para tentar resgatar essas contas. O neto muito atencioso falou: Papai Dirceu quer que eu arrume um?

Não por enquanto eu quero manter segredo, porque tenho que arranjar uma pessoa educada para não constranger meus fregueses. Antônio Ulisses concordou, mas no mesmo dia descuidou-se e comentou o assunto na rua.

No dia seguinte quando o coronel chegou ao escritório, Antônio de Irineu já estava a sua espera. Sem nem dá bom dia  foi logo falando: Coroné! Eu vim aqui falar cum o Sinhor, pruque sei qui o Sinhor vai pricisar dum cobrador.

E quem foi que lhe disse que eu vou precisar? Antônio Ulisses piscou o olho para o candidato para que ele não falasse de onde ouviu a conversa. Antônio de Irineu mais confuso do que caligrafia de médico gaguejou: Num foi ninguém qui disse não. É pruque eu sei qui o Sinhor impresta dinheiro e cuma a Rajalegue tem muito veaco, eu achei qui o Sinhor pudia pricisar.

E porque você acha que tem qualificação para ocupar o ofício de cobrador? É pruque eu cunheço a discuipa de quem deve. Eu sou o vivente qui já foi mais cobrado dento de Rajalegue. E todas as vezes que foi cobrado, você pagou suas contas?

Não Sinhor mais num dêxa de ter sido uma boa isperiença né? Antônio. Preste atenção. Se experiência tivesse algum valor, o marchante Antônio Pagé era pra ser cirurgião.
MV

093 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Sempre que se fala em desmandos no interior do estado logo são invocados os antigos delegados de policia, uns civis, outros militares, todos, no entanto iguais em matéria de arbitrariedades. Eram os delegados de policia nomeados por indicação dos coronéis situacionistas, cabendo-lhes, principalmente, dar execução as políticas dos prefeitos municipais.

Esta política consistia, nada mais nada menos do que dar perseguição aos adversários dos chefes que estavam “de cima”, prendendo-os por motivos fúteis, espancando-os, cometendo, enfim, toda sorte de truculências. Isso fazia com que os matutos preferissem os antes cangaceiros aos “macacos do governo”, apelido pelo qual eram tratados os soldados de policia.

Quem mais sofria nessa confrontação eram os pequenos, os trabalhadores do campo, roceiros e demais agregados dos chefes oposicionistas. Despeiteando os pequenos entendia “os paus mandados” de o situacionismo, estarem a desfeitear os grandes, por sua vez chefes dos injustiçados.

Estes, se eram vistos bebendo a sua cachaça, conversando alto nas feiras ou portando suas facas de ponta, logo seriam atingidos pela truculência policial. Daí afirmar a simplória sabedoria dos matutos que o pau quebrava sempre era no espinhaço dos pobres, ou, por outra, que pobre não podia ter opinião. Graças aos desmandos cometidos alguns delegados de policia entrariam para o nosso folclore.

É o caso do famoso Chico de Brito. Quem já não ouviu falar, no interior cearense, na Lei do Chico Brito? Quem, no entanto, não ouviu falar o famoso personagem? E sua lei? Em que consistia? Ao que se sabe, Chico de Brito, homem de posses, dono de engenho de rapadura, uma vez na delegacia de policia de Crato, isso no começo do século passado, instituiu a lei da peia.

Era a palmatória, era o chicote, aplicados nos presos como corretivos, de conformidade com os delitos cometidos. Não se sabe se Chico Brito logrou resultado com a sua malgradada instituição. O que se sabe, no entanto, é da triste fama de verdugo que lhe adveria.

Alberto S. Galeno.

Ciro começa a se enforcar com a própria língua - Por Josias de Souza.



A sucessão de 2018 está diante de uma versão eleitoral da Lei de Murphy, aquela segundo a qual “quando uma coisa pode dar errado, ela dá errado.” Até bem pouco, Ciro Gomes parecia ser o único candidato em condições de ampliar sua base eleitoral. De repente, a coisa desandou. Nada a ver com a perda do apoio do centrão para Geraldo Alckmin. O grande problema de Ciro é, novamente, a língua de Ciro.

Autoritário ou enérgico? Arrogante ou determinado? Imprudente ou corajoso? O estilo de liderança a que se propõe Ciro Gomes constitui um enigma. Seus rivais apregoam que as primeiras alternativas são as verdadeiras. Ciro seria truculento e aventureiro. Ciro tenta demonstrar que as segundas opções é que são corretas. Seria brioso e arrojado. Mas não insensato.

O problema é que a língua de Ciro se expressa como se desejasse amarrar um nó no pescoço do dono. Em sua penúltima temeridade, a língua do candidato e disse que Lula “só teria chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder”, pois vamos devolver juízes e Ministério Público “para a caixinha.”

A coisa foi filmada. Mas Ciro atribuiu a má repercussão à imprensa, que teria retirado as frases do seu contexto. O candidato ainda não percebeu. Mas repete agora o mesmo erro de sucessões anteriores. O erro da autocombustão.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

A verdade - Por Antônio Morais.



Economia é uma ciência que estuda os processos de produção, distribuição, acumulação e consumo. Estuda os fenômenos relacionados com a obtenção e a utilização dos recursos materiais necessários ao bem-estar.

Em 2002 a divida publica brasileira era de pouco mais de 800 bilhões de reais. Em 2016, terminado o período  Lula e Dilma  a divida alcançou  5 trilhões de reais conforme dados oficiais do Banco Central do Brasil. Quase seis vezes superior. O PT dissemina a informação que  pagou a divida pública. E, tem gente que acredita.

O  fato verdadeiro é que o Lula entrou pobre num  pais rico e saiu  rico de um pais pobre. 

Merece está preso com distinção e louvor .

CARIRIENSIDADE -- por Armando Lopes Rafael

A importância do Geopark Araripe

Localizado no Sul do Ceará, mais precisamente na região do complexo sedimentar do Araripe, o Geopark Araripe oferece uma possibilidade única para compreender o passado geológico e a vida na terra. O complexo sedimentar do Araripe possui formações rochosas de diversos períodos, principalmente do Cretáceo Inferior, com registros da separação dos continentes. Dentro do Geopark foram delimitadas nove localidades que receberam o nome de Geotopes. Estes abrangem porções territoriais dos municípios de Santana do Cariri, Nova Olinda, Missão Velha, Barbalha, Crato e Juazeiro do Norte. Tendo como moldura a exuberante paisagem da Chapada do Araripe. O escritório geral do Geopark fica na cidade de Crato.
Sítio Mitológico do Castelo Encantado, localizado num dos geotopes, no município de Nova Olinda

Mestres da Cultura Popular no Cariri

   Quando Dr. Lúcio Alcântara foi Governador do Ceará (2003–2006) criou mecanismos para a preservação e proteção da nossa rica cultura popular. A Lei nº 13.351 de 22 de agosto de 2003, por ele sancionada, reconheceu alguns caririenses como “Mestres da Cultura”.
 
    Isso evitou que o nosso patrimônio imaterial desaparecesse. O Governo do Ceará fez o reconhecimento e seleção de alguns Mestres da Cultura. Estes são beneficiados com um salário, e assumem o compromisso de repassar seus conhecimentos às novas gerações. No Cariri, foram selecionados vários Mestres da Cultura, promotores do reisado, xilogravura, artesanato de barro e madeira, bandas cabaçais, cerâmica de barro, danças das nossas tradições populares (como o Maneiro-Pau, Congada, Coral de Penitentes, Lapinhas, dentre outras).
 
     Foi excelente a providência de reconhecer esses “Mestres” para preservar e valorizar as Culturas Regionais e demonstrar a importância das pessoas que exercem e vivem a nossa cultura popular.

Juazeiro é um mundo 1

Monsenhor Murilo de Sá Barreto costumava dizer: “Juazeiro é um mundo”. Tinha razão o Vigário do Nordeste. Anos atrás, quando procurávamos alguma novidade no comércio de Crato podíamos ouvir como resposta: “Isso só se encontra em Fortaleza”. Nos dias atuais é comum escutar: “Isso só tem em Juazeiro”. Hoje, a Terra do Padre Cícero, semelhante a música de Luiz Gonzaga –  “Feira de Caruaru” –  “de tudo tem prá vender”. 

Juazeiro é um mundo 2

    Virou moda o consumo de cerveja artesanal. Os apreciadores desse tipo de bebida – residentes no Cariri e adjacências – dispõe agora de uma loja especializada (a “Mestre-Cervejeiro.com”) filial de uma rede que se estende por todo o Brasil, ofertando dezenas de marcas de cervejas artesanais. A “Mestre-Cervejeiro.com” fica na Avenida Governador Plácido Castelo nº 535, no bairro Lagoa Seca. 

     O horário de funcionamento é das 10 horas às 22 horas. Outra novidade: no próximo dia 1º de setembro deverá ser inaugurada em Juazeiro uma filial da Livrarias Paulinas, rede de livrarias católicas presentes em 50 países, nos 5 continentes. No Brasil as Paulinas atuam desde 1931, com filiais nas maiores cidades brasileiras.  A filial da Livrarias Paulinas em Juazeiro do Norte ficará quase vizinha à Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, no início da Rua Padre Cícero. Juazeiro é mesmo um mundo!
Filial da “Mestre-Cervejeiro.com” em Juazeiro do Norte

 “Aprendendo com o Dr. Arraes”
 José Almino Pinheiro


    O engenheiro José Almino Arraes de Alencar Pinheiro, nasceu em Crato em 1951, filho de César Pinheiro Teles e Almina Arraes. Seus pais são oriundos de respeitáveis e tradicionais clãs familiares do Cariri, que legaram aos pósteros exemplos de dignidade e honradez. Pelo lado paterno, José Almino descende do legendário Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro. Pelo materno, vem da família Arraes Alencar – ramo de Araripe – que se fixou em Crato e ganhou realce pela projeção política de Alexandre e Miguel Arraes, dois homens públicos de reconhecido valor. 

     Sobrinho do ex-governador Miguel Arraes, José Almino escreveu um interessante livro: “Aprendendo com o Dr. Arraes”, obra com poucos exemplares que circula entre amigos e familiares. José Almino tem uma história de vida bem interessante. Em 1970, aluno de engenharia mecânica da Escola Politécnica de Pernambuco, e sentindo – na universidade –  o “clima pesado” pelo fato de ser sobrinho do governador deposto e exilado, enviou uma carta à União Internacional dos Estudantes, filiada à Unesco, órgão das Nações Unidas, e conseguiu uma bolsa para fazer seus estudos em Praga, capital da então Tchecoslováquia (hoje, República Checa). Lá se casou com a checa Zdenka, com quem teve três filhos. 

Formado, regressou ao Brasil em 1978, fixando-se em Barbalha onde trabalhou como engenheiro na Açusa– Usina Manoel Costa Filho, fabricante de açúcar.  Com a segunda eleição de Miguel Arraes para o governo de Pernambuco, em 1986, José Almino foi convidado pelo tio para ser Secretário da Agricultura daquele estado. Seu livro resgata seu convívio com o tio e as preocupações/ações do Dr. Miguel Arraes para promover a parcela mais esquecida da população, no tocante ao fornecimento de água potável, energia elétrica, crédito rural para a agricultura familiar, dentre outros direitos do povo.
O livro de José Almino se sobressai na perspectiva técnico/científica, mas a leitura é agradável. Quanto a mim, ela proporcionou-me ampliar meus modestos conhecimentos em várias áreas das necessidades básicas humanas.

No tempo que o tracoma grassava no Cariri

 Chegada de Dom Vicente Matos a Crato, em 1955. Ele desembarcou no Aeroporto de Fátima, na Chapada do Araripe

    Há 60 anos, o jornal “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro – edição de 27 de junho de 1958 – publicava uma entrevista (título da matéria: “Bispo dirige campanha contra tracoma”) feita com o então Bispo-Auxiliar de Crato, Dom Vicente Matos.  As novas gerações desconhecem este fato. Por isso, primeiramente, informamos o que é o “tracoma”. Trata-se de uma doença infecciosa da conjuntiva e da córnea do olho. Desde os primórdios do Cariri o tracoma afetava – de forma epidêmica –  as populações do Sul do Ceará, de maneira mais intensa os habitantes da zona rural. Quando não tratada corretamente, o tracoma deixava sequelas, ocasionando cicatrizes nas pálpebras e chega a causar cegueira.

     Quando o jovem bispo Dom Vicente de Paulo Araújo Matos chegou ao Cariri, em 1955, sentiu esse drama e decidiu enfrentá-lo. O Governo Federal tinha recursos, mas não dispunha de estrutura para percorrer os sítios e lares caririenses no combater ao tracoma. Já a Diocese de Crato – graças a capilaridade de suas paróquias – tinha essa estrutura. Dom Vicente Matos firmou, então, parceria com Ministério da Saúde/Departamento Nacional de Endemias Rurais–DNERU.  Conseguiu recursos e medicamentos dentro da “Campanha Federal Contra o Tracoma". A Diocese de Crato arregimentou seus fiéis e estes percorreram a zona rural do Cariri combatendo o tracoma. Êxito total: nos primeiros anos da década 60 a doença já tinha sido erradicada no Cariri. 

Escritores do Cariri: Amália Xavier de Oliveira

     Nasceu em Juazeiro do Norte em 5 de abril de 1904 e faleceu, na mesma cidade, em 5 de dezembro de 1984.  Para os padrões da sua época, recebeu excelente formação educacional. Foi aluna de música vocal na juventude. Na fase adulta, fez curso de especialização e conhecimentos gerais no Instituto de Educação do Rio de Janeiro, sob a direção do Professor Lourenço Filho, aprimorando-se na arte de Canto Orfeônico, jogos e brinquedos.  

     Concluiu o curso normal, em 1925, pelo Colégio das Doroteias, em Fortaleza. Foi Professora e Diretora do Grupo Escolar Padre Cícero, em sua cidade natal. É considerada a maior educadora da Terra do Padre Cícero. Instalou e dirigiu a Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, a primeira do gênero no Brasil e a segunda na América do Sul. Fundou o Externato Santa Teresinha, em Juazeiro. Tinha grande amor por sua cidade natal. 

     Era uma católica fervorosa e toda a sua atividade cultural foi voltada para as coisas da Igreja Católica. Por iniciativa de Dona Amália, em 1953, para comemorar a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a Juazeiro, foram construídos: O Arco, ao lado do Colégio Salesiano e um desenho em alto relevo na parede externa lateral da Basílica de Nossa Senhora das Dores (lado da Rua Pe. Cícero) com um rosário, encimado por um pequeno nicho da Virgem de Fátima. Ambos sobreviveram até os dias presentes. 

     Amália Xavier de Oliveira é a Patrona da cadeira n° 55 da Ala Feminina da Casa Juvenal Galeno. Toda a sua produção literária girou em torno do seu torrão natal. Escreveu vários livros e “plaquetes”, dentre eles:  “O Padre Cícero que eu Conheci”, “Dados que Marcaram a Vida do Padre Cícero”, “Conheça o Cariri”, “História da Escola Normal Rural de Juazeiro” e “Juazeiro e suas Memórias”, afora artigos e trabalhos para jornais e revistas.

Exclusivo: Palocci entrega rastreador veicular para provar reuniões e pagamentos de propina a Lula.


O Antagonista apurou que o delator Antonio Palocci entregou à Polícia Federal dois rastreadores que estavam instalados em veículos de uso pessoal.

Os equipamentos trazem o registro histórico de percursos utilizados pelo ex-ministro, inclusive locais visitados, como escritórios de advocacia, empresas, residências e restaurantes.

Após a perícia da PF, esses registros vão ajudar a corroborar episódios de negociação e entrega de propina narrados por Palocci em sua delação premiada.

O italiano já contou à Lava Jato que fez ao menos cinco pagamentos a Lula, em dinheiro vivo, para cobrir despesas pessoais do ex-presidente.

Palocci também forneceu à PF quatro HDs de computadores da Consultoria Projeto, com emails, contratos e agendas. A empresa era usada para repasses ilícitos de grandes empresários ao PT.

Os HDs já estão sendo periciados pelos investigadores.

TOFOLLI IGNORA HC EM FAVOR DE LULA.



Dias Toffoli declarou “inadmissível” um habeas corpus em favor de Lula:

“O caso não se enquadra na previsão do art. 13, inciso VIII, do Regimento Interno deste Supremo Tribunal, em especial ante a possibilidade de incidência do entendimento da Corte segundo o qual é inadmissível o habeas corpus que se volta contra decisão monocrática do Relator da causa no Superior Tribunal de Justiça não submetida ao crivo do colegiado por intermédio do agravo interno, por falta de exaurimento da instância antecedente (HC nº 101.407/PR, Primeira Turma, de minha relatoria , DJe de 19/3/14). Encaminhem-se os autos ao digno Ministro Relator”.

O pedido de liberdade do presidiário foi feito por um advogado de Minas Gerais.

De acordo com o Jota, Dias Toffoli decidiu que o assunto não é urgente e, por isso, pode aguardar o retorno de Edson Fachin.

Tropeiros de Várzea Alegre – por Batista de Lima (*)




     Antônio Gonçalo de Sousa escreveu o livro “Tropeirismo nosso”. O autor é formado em Administração, além de ser técnico agrícola. É funcionário de carreira do Banco do Nordeste. Telúrico e saudosista, pesquisou sobre os tropeiros, para depois estudar a figura do seu avô, Antônio Gonçalo Araripe.

      Antônio Gonçalo Araripe, nasceu em Várzea Alegre, em 1896 e lá faleceu em 1973. Sua vida foi toda dedicada ao tropeirismo, sendo pioneiro nessa profissão naquele município. Durante toda a primeira metade do século XX, Antônio Gonçalo Araripe vasculhou a região Sul do Ceará, com sua tropa de burros na prática da almocrevia. Fixou residência no sítio Sanharol. E com sua tropa de burros trabalhou o suficiente para educar os filhos e netos. Partindo de Várzea Alegre, ele transportava mercadorias num circuito que ia de Iguatu ao Crato, de Lavras da Mangabeira a Farias Brito.

     Com seu trabalho conseguiu adquirir terras para moradia e cultivo. Chegou a comprar até uma casinha, na cidade de Várzea Alegre, para passar as festas de São Raimundo Nonato. Da religiosidade ao lazer, a presença de sua família era indispensável. Eram Renovações do Sagrado Coração de Jesus, missas na igreja de São Raimundo Nonato, numa integração que envolvia também o futebol e o carnaval. Basta que se conheça a história da Escola de Samba Mocidade Independente do Sanharol.

        O livro de Antônio Gonçalo de Sousa – o neto de Antônio Gonçalo Araripe – foi editado em 2016, pela Expressão Gráfica, de Fortaleza. Tem 298 páginas. Lê-lo é acompanhar a tropa de burros de carga, dirigida por Antônio Gonçalo Araripe, transportando gêneros de consumo dos habitantes da região, para abastecimento de armazéns, mercearias e bodegas.

 (*) Excertos de um artigo do escritor e professor Batista de Lima, publicado no “Diário do Nordeste” de 24-07-2018

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Valorizar Pessoas.


Muita gente, ao invés de corrigir o outro para construir, põe-no mais no fundo do poço. Pisa-o, magoa-o...

“ Você é um bêbado, um homem sem-vergonha!” Não seria melhor e não traria mais resultado dizer: “Sua família precisa de você”! “A bebida pode estragar sua saúde”! Posso lhe ajudar em alguma coisa?

Muita coisa depende da maneira de como tratamos os outros. Valorizar a pessoa, visitá-la, conversar com ela, dizer que é gente, que tem valor, que é filha de Deus, que é importante. O mal é que, muitas vezes, nós imaginamos uma personalidade e queremos encapuzá-la nas outras pessoas.

E quando alguém não pensa como pensamos, então não vale mais nada para nós. Viver não significa apenas estar presente neste mundo. É preciso qualificar o nosso existir.

 E uma maneira aconselhável é fazer a felicidade dos outros para que possamos ser felizes também.

Em artigo, Josué Gomes declara apoio a Geraldo Alckmin.

Empresário destaca feitos do ex-governador paulista e afirma que ele é a melhor opção para as eleições 2018

SÃO PAULO - Apesar de ter recusado o convite para ser vice do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, declarou apoio ao tucano em artigo publicado nesta quarta-feira, 25, no jornal Folha de S. Paulo. No texto, intitulado "Nas eleições deste ano, não se pode errar", Josué diz que aplaude os partidos que decidiram apoiar Geraldo Alckmin e afirma que o ex-governador de São Paulo é o melhor nome para as eleições 2018. 

No artigo, Josué afirma que o presidente será responsável por reorganizar o Estado e reequilibrar o orçamento da União e dos Estados, além de realizar as reformas previdenciária, política e tributária. Também afirma ser necessário trabalhar para que Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhem em "harmonia", trazendo estabilidade política e crescimento econômico sustentável. E, em sua avaliação, o melhor nome para este cenário seria o do ex-governador de São Paulo. 

"Pelo que já demonstrou em termos de liderança, sobriedade, capacidade de dialogar e de gerenciar bem em plena crise, Geraldo Alckmin reúne todos os requisitos para cumprir a complexa missão que se coloca", escreve Josué, citando que a responsabilidade fiscal é a marca de seu modelo administrativo e poderia garantir fôlego para investimentos públicos em meio à crise. 

O empresário diz ainda que o perfil do tucano "não deixa dúvidas" e que a decisão dos partidos do Centrão, bloco formado por DEM, PP, SD, PRB e PR, de apoiá-lo, foi acertada. "Definitivamente, não é hora de apostar em aventuras e salvadores da pátria". Na conclusão do texto, o empresário afirma que o País precisa de propostas e ações concretas para retomar o rumo do desenvolvimento. "Por isso não podemos errar em outubro".