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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 23 de maio de 2017

Aliados cozinham Temer à procura do ‘Plano B’ - Por Josias de Souza.

O derretimento político de Michel Temer deflagrou em Brasília um enredo novo. Os aliados do Planalto passaram a tratar Temer como chefe de um governo que chegou ao fim com o presidente ainda no cargo. Nesta terça-feira os caciques governistas se esforçarão para reativar as votações no Congresso. Mas fazem questão de dissociar a iniciativa da estratégia concebida por Temer para passar a impressão de que ainda preside.

“Não devemos deixar o país degringolar em função de uma crise de governo”, disse Tasso Jereissati, presidente do PSDB. Estamos avaliando a situação do governo separadamente.” Agripino Maia, presidente do DEM, ecoou: “Os três poderes precisam funcionar. O Judiciário faz o seu papel. O Executivo precisa fazer o dele. A nós cabe colocar o Legislativo em funcionamento. Faremos isso em nome do interesse do país, que não pode ser paralisado pela crise.”

No momento, os governistas parecem menos preocupados com Temer e mais ansiosos por encontrar uma saída que os redima do fiasco de ter subido numa ponte com aparência de pinguela sem ter um plano de contingência. O Plano A era trocar Dilma Rousseff por Temer e aprovar no Congresso reformas que reacendessem as fornalhas da economia. Reativado o PIB, os apologistas do governo seriam os primeiros a se beneficiar eleitoralmente da volta do crescimento.

A delação da Odebrecht indicou que era ilusória a ideia de que Temer seria um presidente em condições de dirigir os rumos do país nesta ou naquela direção. Ficou claro que lhe faltava uma noção qualquer de ética. A delação da JBS teve para Temer o peso de uma lápide. Grampeado pelo delator Joesley Batista, o pseudo-presidente tornou-se personagem de uma história fantástica, passada num país à beira do imaginário. Uma história bem brasileira.

Aliados em geral —PSDB e DEM em particular— puseram-se a matutar: “O Plano B era, era, era…'' Perceberam que não havia um Plano B. Abraçado ao PMDB sem projetar uma saída de incêndio. Agora, improvisam um Plano B em cima do joelho. Consiste na repetição do Plano A, só que com outro cúmplice no papel de presidente. Falta-lhes consenso quanto ao nome ator substituto a ser escalado para salvar as aparências até a eleição de 2018. Por isso, cozinham Temer por mais algum tempo.

Ficou fácil identificar os apoiadores de Temer no Congresso. Eles estão nas rodinhas em que as conversas terminam sempre em especulação sobre os nomes dos hipotéticos substitutos de Temer.

As menções a Henrique Meirelles chegam acompanhadas do aviso de que o ministro da Fazenda já trabalhou para a J&F, holding que controla a JBS do delator Joesley Batista. Nelson Jobim? Virou banqueiro, sócio do BTG Pactual. Rodrigo Maia? É o ‘Botafogo’ das planilhas da Odebrecht. FHC? Não tem mais idade. Tasso Jereissati? Irrrc… Cármen Lúcia? Vade retro!

A esse ponto chegou o país. Temer, como um disco arranhado, repete incessantemente: “Não vou renunciar.” Na sua penúltima manifestação, veiculada nesta segunda-feira pela Folha, o suposto presidente acrescentou: “Se quiserem, me derrubem.” Seus aliados avaliam que talvez não seja necessário empurrar.

Os pajés da aldeia governista enxergam Temer como uma espécie de cocheiro de diligência que deixou as rédeas dos cavalos escaparem de suas mãos. Pode espatifar-se a qualquer momento. No dia 6 de junho, por exemplo, quando o Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff—Michel Temer. Isso, evidentemente, se até lá não for encontrada no interior da diligência desgovernada a mala com R$ 500 mil que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures, o ex-assessor que Temer credenciou como interlocutor junto a Joesley Batista, o ''falastrão''.

084 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Foto - Padre José Otávio de Andrade, no exercício de seu sacerdócio.

No inicio da década de 50 do século passado, Ana Vieira, casada com Antônio Pereira do sitio  Boa Vista, tentou suicídio ensopando as vestes com querosene e ateando fogo. Não foi a óbito de imediato. Padeceu de grande enfermidade durante dias até a morte, causando enorme sofrimento para ela, os familiares e amigos..  

Josefa de Sanharol retornando de uma visita solicitou do filho José André que fosse a cidade e combinasse com o padre Otávio a data de  ir  dar a comunhão. Meio de transporte lombo de animais.

Foto - José Raimundo de Morais, meu pai,  bisneto do Papai Raimundo.

Quando José André se encontrou com o Padre Otávio, de quem era grande amigo, o sacerdote conhecendo Ana Vieira, e, sabendo que se tratava de uma idosa  com idade superior a 75 anos, então se deu este  dialogo entre os dois:

Padre Otávio - Eu devia não ir, essas velhas duram demais e atentam contra a própria vida.

José André - Padre, não é problema de idade, semana passada  Antônio de Valentim  Rocha  se suicidou e tinha apenas 17 anos.

Padre Otávio - Por que era um ignorante, não sabia o valor que a vida tem para Deus.

José André - Padre, ninguém conhece os segredos da vida. O seu antecessor Padre José Gonçalves Ferreira suicidou-se, a historia religiosa  de nossa terra registra esse desagradável  acontecimento.

Padre Otávio - José André, pra você não tem jeito não, amanhã traga o animal que eu vou  a casa de Ana Vieira atender o pedido de Dona Josefa.

SUSPEITA DE FRAUDE NA CAMARA MUNICIPAL DO CRATO DEIXA PRESIDENTE FLORISVAL CORIOLANO NA MIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO - Por Fabio Lemos.


O presidente da Câmara Municipal do Crato Florisval Coriolano está novamente na mira do Ministério Público.

Promotores querem saber como estão sendo gastos 38 mil reais com a imprensa, pois as rádios da cidade não têm contratos com aquela casa até onde se sabe, e nem muito menos alguma agencia a representa. Se existe agência o gasto com a publicidade da casa está sendo feito de maneira irregular.
Há alguns dias atrás alguns repórteres reclamaram de os seus nomes não estarem constando em uma lista que estaria recebendo vantagens da Câmara Municipal.

Vale salientar que o valor pago é muito irrisório do que o mercado oferece aos profissionais da área.
O presidente Florisval Coriolano já perdeu seu mandato em outro processo, onde perdeu os seus direitos políticos, na época em que colocou a sua esposa Nagila Rolim em seu lugar nas eleições de 2012, ele conseguiu  eleger  NAGILA · PSD com 1089 votos.

Até hoje ninguém sabe qual foi à mágica utilizada pelo Presidente da Câmara Municipal do Crato Para voltar oficialmente ao cenário político, desta vez sem ter como escudo a sua esposa, já que na época em que cumpria suspensão política, ficava nos bastidores, fazendo os acordos políticos.

Será mais um escândalo envolvendo a política Cratense?

A verdade é que o Ministério Público que adotou a lei do Silêncio, não vai poupar ninguém que tenha culpa no cartório. E o povo há tempos que aguarda com muita ansiedade as providencias que a Justiça deva tomar para o bem de sua própria credibilidade.

Mulher de Suassuna diz que sítio foi comprado para uso de Lula - O Antagonista.


Na denúncia apresentada pelo MPF em Curitiba, há fartos elementos que corroboram a acusação de que Lula é o proprietário do sítio de Atibaia. Um deles é o depoimento de Claudia Bueri, mulher de Jonas Suassuna.

Ao MPF, ela disse que já sabia que "aquisição do sítio Santa Denise por Jonas Suassuna " era para utilização de Lula.

"Relatou que, apesar de Jonas Suassuna ter supostamente manifestado interesse em frequentar a propriedade, reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula. 

Acrescentou, ainda, que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia".

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Assunto da maior gravidade -- por Alexandra Menezes Campos

Vocês estão conseguindo perceber a gravidade do que está acontecendo no Brasil?

Não me refiro aos vultuosos valores das propinas. Isso nós já estamos acostumados a ler e a ouvir todos os dias nos jornais. Nem a quantidade de políticos envolvidos...

O Brasil está à beira de um golpe de Estado, orquestrado pelo PT e toda a esquerda que apoia o Foro de São Paulo. E vejo que a maioria das pessoas não estão conseguindo enxergar isso!!

Vou resumir os fatos:

- Procuradoria Geral da República e STF (mais especificamente Edson Fachin, que foi indicado por Dilma) são os executores do golpe. Fecharam um acordo de delação premiada absurdo, em que os irmãos da JBS saíram totalmente ilesos, ainda mais ricos e deixaram para trás um Brasil mais pobre e politicamente em frangalhos.

- Plantaram uma informação falsa de Obstrução da Justiça por parte do Presidente da República. A Band teve acesso à transcrição do áudio, e já divulgou que a gravação foi editada, para que desse a entender que Michel Temer estava comprando o silêncio de Eduardo Cunha.

- Essa mesma gravação, totalmente ilegal, pois não tinha autorização judicial, agora está sendo defendida por Fachin como sendo uma prova legal de Obstrução da Justiça. Lembrando que a gravação de Lula e Dilma tinha autorização judicial, e foi invalidada pelo mesmo STF. Perceberam os métodos ocasionando consequências totalmente opostas?

- Em menos de uma hora após a divulgação da suposta gravação de Temer, já havia pedido de impeachment sendo protocolado por deputados aliados ao PT na Câmara dos Deputados. Hein?? Como é possível embasar e redigir tão rápido um pedido de impeachment?

- Ainda na mesma noite, a militância tomou as ruas para pedir Diretas Já!, contrariando por completo o que diz a Constituição. Por quê? É sabido que Lula ainda mantém um curral eleitoral, e que poderia ter chances de voltar pelo voto popular. Mas teria que ser agora, pois até as eleições de 2018, Lula já deverá estar condenado em Segunda Instância, impossibilitando por completo a sua retomada ao poder. No caso de eleições indiretas, como obriga a Constituição, Lula não teria chances, porque tornou-se um cadáver político, e não conseguiria votos suficientes dentro do Congresso Nacional - ainda mais em eleição aberta - há pouco mais de um ano do novo pleito. Quem seria louco de declarar apoio a Lula agora, e se queimar com o eleitorado no ano que vem??

- Já está agendada para terça-feira o início da votação de uma Proposta de Emenda Constitucional, que alteraria a eleição indireta para direta no terceiro ano de mandato Presidencial - exatamente o que ano em que estamos. Coincidência??? Não! Eles estão trabalhando rápido para conseguir, a todo custo, mudar a Constituição para forçar essa eleição direta, para aumentar as chances de Lula se tornar Presidente. Percebam a gravidade disso!

Eu só posso afirmar uma coisa: se Lula voltar, ele será o novo Hugo Chavez! Não sairá mais do poder. Existem muitos elementos que provam a necessidade que ele tem de retomar o poder para se livrar de todas as condenações que lhe pesam. O fato dele ter sido nomeado Ministro às pressas por Dilma é só uma de suas tentativas.

Como já disse anteriormente, Michel Temer não é flor que se cheire. Mas a saída dele agora, nesse exato momento, coloca em risco a democracia brasileira. Acho que ele deve ser investigado e punido na medida dos crimes que cometeu. Mas não pode ser penalizado pelo o que não fez. Isso torna-se um regime de exceção.

Pelo ritmo com que estão se articulando, o povo brasileiro tem pouco tempo para tomar ciência dos fatos, orquestrar uma estratégia e reagir. Se nada for feito, rapidamente, o Brasil será uma nova Venezuela. E isso não é um exagero!

Update 1: um perito pago pela Folha revelou que o audio vazado da conversa com Temer, tinha mais de 50 edições. Assim fica fácil incriminar qualquer pessoa, né?

Update 2: faz 2 semanas que o cérebro do PT (José Dirceu) foi solto. E, em tão pouco tempo, o país virou de cabeça para baixo. Seria mesmo coincidência?

Update 3: um país como o Brasil, ter eleições diretas com urnas eletrônicas e sem voto imprenso, nesse momento, seria realmente um processo legítimo, seguro e democrático?"

O que acham?

Por Alexandra Menezes Campos

STF só julgará inquérito sobre Temer após conclusão da perícia - Por Eduardo Gonçalves

Investigação apura se o presidente cometeu os crimes de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa

No despacho, Cármen atendeu ao pedido do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, que no último sábado negou suspender de imediato a investigação e decidiu levar para o plenário o caso, “assim que concluída e juntada aos autos a perícia”.

Diante da gravidade do processo, Fachin pediu a Cármen Lúcia que o STF julgasse o pedido “na sessão mais imediata possível”. Por isso, havia a expectativa de que ele seria apreciado nesta quarta-feira, dia em que costuma ocorrer as reuniões do colegiado máxima. O julgamento, no entanto, deve acontecer só na próxima semana, uma vez que o aparelho que gravou a conversa se encontra no exterior e só deve ser entregue à Polícia Federal nesta terça-feira.

Lula se irrita com assessores por postagens envolvendo Moro na última quarta-feira.


Petistas estão com medo da JBS… Segundo o blog Painel, da Folha de São Paulo, o ex-presidente Lula teria discutido com a equipe que cuida de sua página no Facebook após descobrir que haviam postado fotos de Sérgio Moro ao lado de Aécio Neves e Michel Temer, logo após Lauro Jardim ter dado o furo de reportagem sobre a delação da JBS.

A intenção, no caso, era tentar reforçar a lorota de que Moro não é imparcial, mas a verdade é que as fotos foram tiradas em um evento público, e também é verdade que Moro é juiz de primeira instância, portanto não julga casos de políticos com foro privilegiado, como é o caso de um senador ou um presidente.

A incomodação de Lula, na realidade, é medo. Ele sabe que a JBS tem muito mais munição contra ele e seu partido do que tem contra seus rivais. Os irmãos Batista foram muito próximos dos governos Lula e Dilma, sua relação já era de conhecimento geral, e o caso deles é muito parecido com o de Eike.

Depois de demonstrar incômodo, Lula teria mandado seus assessores deletarem as postagens, mas o estrago já estava feito. 

Visite e conheça em Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. Um produto da mais fina qualidade e especial paladar.

Lula, refém da mentira - *Carlos Alberto Di Franco, O Estado de S.Paulo.

Há que dar um basta às tentativas de inaugurar o maior bordel político da nossa História

O marketing político, azeitado com dinheiro roubado do povo, produziu uma fraude gigantesca: Lula da Silva. Não se trata de uma frase de efeito ou de uma reação emocional. É a conclusão inescapável da farta documentação produzida pela Operação Lava Jato.

Lula poderia ter sido uma bela história. Não foi. Definitivamente. Como lembrou editorial do Estado, Lula entra nessa história sórdida “na condição de poderoso, e não de fraco e oprimido perseguido pelos malvados inimigos do povo. Lula está com a polícia em seus calcanhares não porque é um nordestino que nasceu na pobreza e subiu na vida. Lula está nessa triste situação porque deixou que o poder lhe subisse à cabeça, deslumbrou-se com a veneração da massa, com o protagonismo político e com a vassalagem interessada de políticos medíocres, intelectuais ingênuos ou vaidosos e, principalmente, com a bajulação de homens de negócio gananciosos”. 

Seu depoimento ao juiz Sergio Moro foi a pá de cal na sua biografia. Acusado de ser o dono oculto do triplex no Guarujá, um presente da OAS pelos serviços prestados à empreiteira, Lula teve a oportunidade de se defender. Não conseguiu convencer nem uma inocente freira de clausura. Enrolou-se e acabou prisioneiro do cipoal das suas mentiras. 

A Moro disse que não sabia da reforma do apartamento e por isso mesmo não tratou da obra com Léo Pinheiro. Já em março de 2016, quando foi alvo de condução coercitiva, admitiu em depoimento à Polícia Federal ter tratado de um projeto para o apartamento. “Quando eu fui a primeira vez, disse ao Léo que o prédio era inadequado, porque um triplex de 215 metros é um triplex Minha Casa, Minha Vida, era pequeno. Eu falei: Léo, é inadequado para um velho como eu. O Léo falou: ‘Eu vou tentar um projeto pra cá’”, contou Lula ao depor. Naquela mesma ocasião deu a entender que dona Marisa visitara o apartamento para verificar se as recomendações feitas pelo casal haviam sido seguidas pela empreiteira.

Agora, ao tentar afastar-se de qualquer responsabilidade, aponta firme o dedo para sua mulher. Segundo Lula, Marisa foi quem se interessou pelo triplex, não ele. E se interessou para fazer um investimento. Ele nada sabia. Pobre dona Marisa. É de lascar, amigo leitor.

Mas a ignorância inocente de Lula é ampla, geral e irrestrita. Questionado pelo juiz Sergio Moro se em algum momento, como líder inconteste do PT, pediu ao partido que investigasse o envolvimento de companheiros no esquema de corrupção detalhado posteriormente pela delação de executivos das empreiteiras e da Petrobrás, Lula disse que em 2014, quando vieram à tona as denúncias da Lava Jato, ele era apenas um ex-presidente, comparável a um “vaso chinês”. Moro insistiu em que, mesmo na condição de ex-presidente, o depoente tinha evidente influência no partido, ao que Lula respondeu candidamente: “Eu não tenho nenhuma influência no PT”. 

A propósito das declarações do ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, indicado pelo PT, segundo as quais Lula mandou que ele destruísse provas da existência de contas secretas no exterior abastecidas com dinheiro do petrolão, o ex-presidente teve de confirmar o encontro num hangar no Aeroporto de Congonhas. Mas, é claro, apresentou outra versão para os fatos. Disse que o ex-diretor da Petrobrás negou ter conta lá fora e, assim, encerrou o assunto. Se a intenção de Lula era apenas perguntar se Duque tinha conta no exterior, por que marcar um encontro top secret num hangar? No contexto, a suposta ordem de Lula para que Duque destruísse provas faz todo o sentido.

Mas as agruras de Lula não param por aí. O marqueteiro João Santana, por exemplo, disse que ele estava plenamente informado de que pagamentos por seus serviços na eleição de 2006, vencida pelo petista, foram feitos via caixa 2. O mesmo com Dilma Rousseff, para cujas campanhas (2010 e 2014) João Santana trabalhou.

Santana contou que toda negociação era feita por Palocci, mas o ex-ministro lhe dizia que nada podia ser feito sem “a palavra final do chefe”, o Lula. Magoado e ressentido com o abandono de Lula e premido pela força de denúncias potentes, Palocci está negociando acordo de delação premiada. Seu depoimento tira o sono do ex-presidente. Com razão. 

Lula está aprisionado no labirinto das suas mentiras e do seu cinismo. Briga contra os fatos. Mas a verdade está gritando na seriedade da democracia e no coração dos brasileiros. Seu deboche das instituições tem pegado muito mal. De fato, Lula nada explicou. Nada disse que ajudasse os brasileiros a entender por que recebeu milhões de reais de empresas condenadas por esquemas de corrupção na Petrobrás e de lobistas traficantes de medidas provisórias no seu governo. O mito está derretendo.

A sociedade precisa estar atenta. Vivemos um momento perigoso. Os assaltantes do dinheiro público e os estrategistas do projeto de perpetuação do poder, fortemente atingidos pela solidez das nossas instituições democráticas, não soltarão o osso com facilidade. Farão o diabo para não perder a boquinha. O País está radicalizado por causa da luta de classes tupiniquim do “nós contra eles”. Há riscos no horizonte. Mas precisamos acreditar no Brasil e na capacidade de recuperação da nossa economia. A sociedade amadureceu. O exercício da cidadania rompeu as amarras dos marqueteiros da mentira. A imprensa, o velho e bom jornalismo, está mostrando sua relevância para a sobrevivência da democracia e das liberdades.

Graças ao papel histórico da imprensa e à legítima pressão da sociedade, o Brasil não será o mesmo. Impõe-se, para isso, que a sociedade, sobretudo a juventude, idealista, alegre e tolerante, dê um basta às tentativas, claras e despudoradas, de inauguração do maior bordel político da nossa História.

Este artigo estava pronto quando explodiu o noticiário das gravações de Michel Temer e de Aécio Neves. O Brasil precisa ser refundado.

062 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

O Jornal do Cariri. na sua pagina "Os grandes Nomes do cariri", homenageou Tomé dos Santos Cabral. Tão eminente vulto caririense, pois  a pesquisa oferecida sobre "Seu Tomé" pela Assembleia Legislativa do Ceará está perfeita.

Quando chegou no Pimenta, já estavam por lá Lino Zábulun, Pedro Teles, Alexandre Belchior e Pedro Praieira. 

Começou a erguer a primeira casa moderna, em alvenaria, do bairro, uma mansão para os conceitos da época; a casa do então gerente do Banco do Brasil, Tomé Cabral.

Aquele cidadão, apesar de sua posição de destaque, era simples e afável, pessoa que era citada por todos como exemplo para nossa formação. 

Era um verdadeiro consultor e orientador para quem o procurava. 

Esse milagrense, que além de bancário foi grande administrador, escritor e folclorista de renome, era cidadão cratense por título. Faleceu aos 80 anos em 1988, cercado pelo carinho dos seus familiares e a admiração dos seus concidadãos. 

Um pouco da história que lembramos - Por Antônio Morais


Aureliano Chaves de Mendonça.

Este cidadão mineiro era a medida padrão da decência, honradez e honestidade moral. Foi governador do Estado de Minas Gerais e seu ultimo cargo publico foi o de vice-presidente da Republica no governo João Batista de Figueiredo.

Algumas passagens históricas marcaram a vida de Antônio Aureliano Chaves de Mendonça: Com a viagem do presidente Figueiredo aos Estados Unidos para tratamento de saúde o Aureliano assumiu a Presidência da Republica. Logo nos primeiros dias no cargo é comunicado pelo Ministro Chefe da Casa Civil Leitão de Abreu que um avião havia sido preso no Rio de Janeiro carregado de muamba. Está correto respondeu para o ministro. Acontece que a muamba é do filho do Presidente Figueiredo, disse o Ministro. Prenda-o, respondeu Aureliano! Esta historia foi resolvida com a alta médica forçada e o retorno imediato do presidente Figueiredo ao Brasil, suspendendo o tratamento. Por conta deste fato o Ministro do Exercito General Sílvio Frota passou a nutri indiferença pelo Aureliano e numa solenidade do dia de Independência o ministro não prestou continência ao Vice - Presidente e foi preso por determinação deste. Depois o ministro se demitiu.

O fato mais importante de todos: o Aureliano foi indicado pela convenção nacional do PFL para candidato a presidente da Republica na eleição de 1988. Com Color de Melo disparado nas pesquisas, surgiu à possibilidade da candidatura Sílvio Santos, único nome, segundo as pesquisas de opinião, capaz de derrotar o Color. O presidente do PFL senador Jorge Bornhausen reuniu o diretório nacional que decidiu formar à chapa Sílvio Santos - Marcondes Gadelha, chegando a veicular no horário eleitoral. Acontece que para registrar essa candidatura haveria a necessidade de Aureliano renunciar.

Quando houve a comunicação ao Aureliano da decisão da cúpula do partido ele disse: Vocês deram esse encaminhamento sem me consultar, em razão disto eu não renuncio, serei candidato. Assim o fez mesmo sabendo que não tinha chances. É isto aí.


Nesta época os empresários eram  sérios, honrados,  dignos, probos e humildes.  Ficam portanto os exemplos do politica Aureliano Chaves e do empresário Antônio Ermírio.

Os batistas, incluindo o Eike não  teriam o direito de serem recebidos por Aureliano. Não restam dúvidas.

Joesley diz que Lula pediu ajuda para o MST

"Ele (Lula) me ligou esses dias, pediu pra mim [sic] atender os sem-terra. Eu digo: 'ô presidente' (risos)...", contou o dono da JBS em delação premiada
Fonte: Estado de Minas
São Paulo - Segundo delação do empresário da JBS Joesley Batista, ele disse ao deputado Rocha Loures (PMDB/PR) que a última vez que conversou pessoalmente com Lula foi no fim de 2016, mas contou que recentemente recebeu uma ligação do ex-presidente com um pedido de ajuda ao Movimento dos Sem-Terra (MST). “Ele me ligou esses dias, pediu pra mim [sic] atender os sem-terra. Eu digo: ‘ô presidente’ (risos)… ‘Joesley, eu tô aqui com o (João Pedro) Stédile, não sei o que ele precisa falar com você’… ‘Tá bom presidente, manda ele vir aqui. Eu atendo ele, tá bom?'”, relatou o empresário ao deputado.A conversa com Loures foi gravada pelo próprio Joesley, já no curso da delação premiada que ele fechou com a Procuradoria-Geral da República. O áudio tem uma hora e 14 minutos de duração e foi anexado aos autos da Operação Patmos, que mira o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB) e o próprio Loures.

O encontro do delator Joesley com o parlamentar - afastado do mandato por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal -, ocorreu no dia 13 de março, apenas uma semana depois que o executivo da JBS gravou a conversa com Temer. Na ocasião, Joesley recebeu Loures em sua própria residência, no Jardim Europa, em São Paulo.

Aos procuradores da Lava-Jato, Joesley contou que abriu uma ‘conta corrente’ de US$ 80 milhões no exterior para atender ao ex-presidente. Ele disse que não tem amizade com o petista como as pessoas imaginam.

“Sobre o Lula, eu acho assim, primeiro, que eu não tenho amizade com ele igual o povo acha que eu tenho. Eu conheci o Lula tem dois anos atrás, fim de 2013”, contou Joesley ao deputado Loures.

Segundo ele, o parlamentar foi indicado por Temer como uma pessoa de sua ‘estrita confiança’ para ajudar o empresário em seus negócios. O deputado foi filmado pela Polícia Federal pegando uma mochila com R$ 500 mil em dinheiro vivo, em São Paulo.

Loures comenta com Joesley que tem ‘boa relação’ com Lula. “Sempre me dei bem com ele, sempre fui não-ideológico, mas prático. Agora, me parece que muito desse movimento (investigações da Lava-Jato) é para alcançá-lo, né Joesley, a ele e ao entorno”, disse o deputado. “Com certeza”, respondeu o empresário. No diálogo, ambos concordaram que ‘a única coisa que resta’ a Lula ‘é enfrentar’ a Lava-Jato.

Curiosamente, foi nesse período em que Joesley disse ter conhecido Lula pessoalmente que ganhou força o boato nas redes sociais de que um dos filhos do ex-presidente, Fabio Luis Lula da Silva, era sócio-oculto da Friboi, marca de frigorífico do grupo JBS. Ele e os irmãos que são sócios da empresa sempre trataram os rumores com ironia.

Ao Ministério Público Federal, Joesley disse que abriu duas ‘contas correntes’ de propina no exterior que seriam vinculadas a Lula e à ex-presidente Dilma Rousseff, para pagamento de campanhas eleitorais. O saldo em ambas chegou a US$ 150 milhões, segundo o delator. Esses recursos, afirmou o empresário, eram operados pelo ex-ministro Guido Mantega (Fazenda) nos governos Lula e Dilma.

Pátria amarga, Brasil! - Por Ricardo Noblat

Raramente os séculos começam e acabam de fato na data marcada. O século XX começou com a guerra de 1914 e terminou com o fim da União Soviética em 1991. Dá-se o mesmo com os governos.

O primeiro de Lula foi a continuação do governo Fernando Henrique por mais de um ano. O segundo de Dilma terminou antes da abertura do processo de impeachment. Na última quarta-feira, o de Temer entrou em colapso.

Presidentes caem quando perdem a autoridade política de mandar e de ser obedecido. Temer começou a perder a dele depois da revelação do que disse e ouviu do empresário Joesley Batista, dono do Grupo JBS, durante encontro clandestino no porão do Palácio do Jaburu, em Brasília.

Os dois eram amigos de muito tempo e haviam se reunido mais de 20 vezes, segundo Joesley.

A JBS foi a maior doadora da campanha de Temer para vice-presidente em 2014. Parte da doação – R$ 1 milhão – acabou entregue nas mãos de um assessor do candidato.

Ao receber Joesley no Jaburu, a primeira preocupação de Temer foi indagar se ficara registro da entrada dele ali. Joesley respondeu que não. O gravador escondido no bolso do empresário eternizou o resto da conversa.

Se Temer tivesse se limitado a ouvir Joesley em silêncio estaria enrascado do mesmo jeito. O grupo JBS fora alvo de cinco operações da Polícia Federal. Joesley corria o risco de ser preso a qualquer momento.

Temer ouviu Joesley confessar vários crimes – entre eles, o de que “segurava” dois juízes e subornara um procurador da República. E o que fez? Deu-lhe ordem de prisão? Despediu-se dele amavelmente.

A sorte de Temer depende da decisão a ser tomada nesta quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de recurso que pede a suspensão do inquérito aberto contra ele.

Temer é o único presidente da República investigado até agora pelo STF, suspeito de crimes de corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa. Se o inquérito for suspenso, ele ganhará uma sobrevida. Do contrário... Hasta la vista, baby!

A política é como uma nuvem, etc e tal... O formato da nuvem no final da tarde de ontem em Brasília indicava que os principais partidos da base aliada do governo estão prontos para abandoná-lo se Temer seguir sendo investigado.

Não haverá distribuição de cargos e de dinheiro que os segure. No impeachment de Collor, sobrou dinheiro e faltou voto para barrá-lo. No de Dilma, também.

A oposição quer a renúncia de Temer e diretas, já, para que Lula possa disputá-las. A nuvem indica que o sucessor de Temer será escolhido pelo Congresso como manda a Constituição.

E que o escolhido não será Cármen Lúcia, presidente do STF, inimiga declarada da corrupção. E nem Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, para evitar que ele sonhe em se reeleger. E nem o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) por problemas de saúde.

E Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados? A nuvem sugere que ele é o nome mais cotado para a vaga de Temer. Ocupará a vaga como presidente temporário. Depois poderá nela permanecer como presidente definitivo... Enquanto dure.

Até o PT e o PC do B votaram em Maia para presidente da Câmara. Ele foi citado na Lava Jato, é verdade. E esse é seu ponto fraco.

Está bem... Só falta combinar com Temer, que poderia preferir se arrastar como um morto-vivo no cargo pelos próximos meses. Mas como ele só quer o bem do país, não desejará ficar como o mal.

A lavanderia TSE e a destruição da democracia - Por Merval Pereira.


Resume a ruína:

"Com as delações da Odebrecht e agora da JBS, vemos como o caixa 1 nas campanhas eleitorais foi desmoralizado.  Todo mundo recebia por dentro, por fora, lavava o dinheiro no TSE. 

É incrível como os políticos subornados são tratados com desprezo pelos empresários que participavam do esquema de corrupção. 

Essa história toda é um atentado à democracia. As empresas que participaram desse esquema estão destruindo a democracia, em conluio com políticos."

domingo, 21 de maio de 2017

083 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Foto de Várzea-Alegre a partir do Sanharol, a cidade, a lua e ao fundo a majestosa Serra Negra.

Quem conhece Várzea-Alegre, conhece também a Serra Negra e a história da pedra que escorregou de sua cumeeira. Localizada próximo ao Sitio Mocotó, num ano de forte inverno uma enorme pedra se deslocou do alto indo parar no seu pé, deixando um rasgo que até nossos dias não encabelou. De longe se avista a abertura.

Depois de muita luta Fatico Fiúza convenceu "Pé Vei", ir trabalha no Riacho do Meio, propriedade de Leopoldo Cassundé, o conhecido Leó colhendo algodão.

A permanência que se pretendia ser de um mês durou apenas dois dias. Pé Vei estava de volta no Buenos Aires.

Fatico procurou saber as razões e motivos de tão repentino retorno.

Pé Vei afirmou categórico : A pedra de dez quilos de Leó é a que escorregou da Serra Negra, não há homem, por mais apanhador de algodão que seja, que consiga colher uma arroba de algodão na semana.

"Coisas desta República": JBS ajudou a eleger 16 dos 27 governadores de estados brasileiros

  Sem prisão ou tornozeleira e longe do país: os benefícios que os delatores da JBS ganharam -- Joesley Batista e a mulher, Ticiana Villas Boas (ex-apresentadora do Jornal da Band, ao lado de Ricardo Boechat), em foto de 2014 durante o baile da Amfar, em São Paulo (foto: AFP PHOTO / BRAZIL PHOTO PRESS / ADRIANA SPACA).

Brasília, 21 - Um dos documentos da delação dos executivos da JBS mostra que o grupo empresarial contribuiu para a eleição de 16 dos 27 governadores empossados em 2015. Em termos proporcionais, foram 60% dos vitoriosos nas eleições de 2014.

A lista dos governantes que o JBS considera seus aliados aparece em uma nota manuscrita entregue pelo executivo Ricardo Saud. No mesmo pacote de documentos há uma relação de candidatos financiados em 2014, com os respectivos valores recebidos.

O cruzamento das duas listas mostra que, dos governadores eleitos, o PSDB lidera o ranking de valores recebidos, com R$ 15 milhões. A seguir vêm PT (R$ 13,3 milhões), PSD (R$ 11,3 milhões) e PMDB (6,6 milhões). A eleição dos 16 governadores custou R$ 47,3 milhões à JBS.

Clínica São Raimundo - Cuidando da Saúde de Várzea-Alegre !


O Blog do Crato ( E agora o Blog do Sanharol ) tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médico Dr. Menezes Filho e Fisioterapeuta Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia geral e especializada ( RPG , neurológica e  uroginecológica) .

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:

Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.



Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.



Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Menezes



Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...




Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129 Centro Várzea-Alegre Ce. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade em Pediatria , ultrassonografia , fisioterapia geral e especializada( RPG , neurológica e uroginecológica).

"Cuidando com carinho da saúde do povo de Várzea Alegre !"

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

Não era nada disso!’, diria Tancredo para Aécio - Por Josias de Souza.


A caminho da sexta cirurgia, aquela que o levaria à morte, privando-o de assumir a Presidência da República, Tancredo Neves disse para Aécio Neves: “Eu não merecia isso!”

Vivo, Tancredo poderia repetir o mesmo comentário para o neto, agora um senhor de 57 anos, enroscado em oito enredos penais. A velha raposa talvez emendasse uma segunda frase: “Não era nada disso!”

O barulhinho que se ouve ao fundo é o som de Tancredo se revirando no túmulo.

Ciro não engana mais ninguém - Por Mário Vitor Rodrigues.

“Lula passionaliza imediatamente o debate, radicaliza uma divisão entre brasileiros”, sapecou Ciro Gomes em entrevista concedida à DW Brasil, ainda no começo da última semana. Anteriormente, o próprio ex-governador do Ceará opinara que Luiz Inácio prestaria um desserviço ao Brasil e a si mesmo, caso insistisse em candidatar-se à Presidência.

Quanto ao primeiro argumento, de tão óbvio dispensa comentários, mas o segundo impõe uma interessante reflexão: afinal de contas, a que desserviços Ciro se refere? Aventar que o chefe daria um tiro no pé ao tentar um novo pleito, por exemplo, das duas uma, denota ignorância ou uma pretensa esperteza eleitoral.

Bem diferente do que o pedetista tenta insinuar, e analisando o cenário sob um ponto de vista absolutamente estratégico, Lula faz muito bem ao antecipar sua candidatura. Afundado que está em processos e provas irrefutáveis contra si, não lhe restou outra estratégia a não ser a de rebobinar o esfarrapado personagem do Padim Ciço. Mal ou bem, desta forma criou um fato, e parece ter animado o que restou da sua militância.

Desserviço ao País? Tampouco. Torna-se cada vez mais alvissareira, aliás, a hipótese de que saia candidato. Já condenado em primeira instância, indiciado em outros processos, sem falar nas delações que devem surgir até lá, apenas um milagre o salvaria da derrota nas urnas — convenhamos, o único desfecho capaz de aplacar sua martirização.

Trocando em miúdos, ao tentar parecer um sujeito razoável e não o descompensado emocional que todos já conhecem, Ciro está apenas falando como o eterno pré-candidato que é. Não por acaso, tenta agora ensaiar um discurso moderado, que seduza o eleitor avesso a extremismo.

Pois, na verdade, trata-se de um sujeito ainda mais perigoso do que o próprio Lula. Esse já tem lugar reservado na história como o maior gângster político que o Brasil concebeu, mas nunca deixou de lado o pragmatismo para alcançar seus objetivos. Ciro Gomes, bem ao contrário, desfia a verve típica dos ideólogos. Não por acaso, passou por onze partidos até encontrar-se no PDT, legenda de mentecaptos clássicos como Leonel Brizola e, mais recentemente, Dilma Rousseff.

Ciro, no fundo, tem um quê de Marina Silva: já foi ex-ministro de Lula, gosta de fazer barulho e não engana mais ninguém.

Trata-se de um sujeito ainda mais perigoso do que o próprio Lula. Esse já tem lugar reservado na história como o maior gângster político do País

sábado, 20 de maio de 2017

061 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

Na década de 50 do século passado e inicio da quadra chuvosa, um jeep que vinha da "Nascente", trazendo para cidade um militar e duas prostitutas, deu o "prego" bem no meio do Rio das Piabas, Grangeiro.  

O militar foi atrás de socorro  e as duas mulheres ficaram esperando dentro do veiculo. Nisso, uma grande chuva formou-se no município de Barbalha  e veio margeando a serra  para o lado cratense, desabando nas encosta da Chapada  um verdadeiro temporal. 

Na cidade não choveu!  As pobres mulheres que estavam no veiculo foram surpreendidas  pela enxurrada e morreram. Este foi o primeiro grande acidente  com morte registrada naquele manancial.

Hoje ele está poluído e sem atrativo, mas já foi descrito pela escritora cratense Telma Brito, em um colorido poético, como o rio de sua adolescência. Na época ele merecia aquela circunstância feliz. Hoje encontra-se sujo, assoreado, mas ainda vivo e cobrando o que lhe roubaram. 


Do Antonio de Gonçalo velho, passando pelo Mundinho e chegando ao Antonio neto - O tropeirismo nosso - Por Antonio Morais.


No momento em que as bandidagens do Lula e Dilma defendidas somente por seus fanáticos dominam o noticiário eu venho  cuidar  de coisa nobre, indiscutivelmente nobre. Cuido-me de  postar um  convite para reconhecimento final ao meu amigo, conterrâneo e camarada Antônio Gonçalo pela publicação da sua valiosa obra literária " O tropeirismo nosso".  

Bem nosso mesmo, vi o avó e pai do nobre escritor comboiando a tropa, passando em frente a casa do meu pai no Sanharol. Não só vi, como ouvir  do velho Antônio Gonçalo Araripe historias e mais historias  que  enriquecem  a sua existência. 

O jovem escritor Antônio herdou  do pai e do avó não só a tropeirismo, herdou a honra, o caráter e  a excepcional  moral dos Gonçalo.

Parabéns amigo, você merece.

Receba o meu abraço.

Em VEJA desta semana - 1

Até bispos sem bússola moral acertam de vez em quando
Cancelamento da farsa de manifestação política marcada para catedral em Curitiba mostra que a ficha cai mesmo para os pastores perdidos da Igreja
Por Vilma Gryzinski
Papa Francisco - Ele pelo menos sente o que fala: ao contrário dos filhos de Francisco, espirituais, claro, papa tem gana e sangue na veia (Alessandro Garofalo/Reuters)

Pai, por que nos abandonaste, perguntariam os que acreditam diante dos bispos desnorteados que conduzem seus rebanhos  para a perdição. Isso, obviamente, se os rebanhos dessem ouvidos ao constante vazamento de insensatez que jorra de tantos canos furados da cúpula da Igreja.

Os não crentes se espantam com a estupidez tão profundamente entranhada que a arquidiocese de Curitiba aceitou com indisfarçada alegria sediar “uma vigília inter-religiosa de oração pela democracia e pela vida ”.

E quando tão nobre iniciativa aconteceria? Surpresa, surpresa: no dia 9 de maio. Uma coincidência incrível, não? E precisa dizer quem seriam os participantes da rave vermelha na catedral?

“À época ainda não era conhecida a transferência da data do depoimento de Luiz Inacio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro”, alegou hipocritamente a arquidiocese ao ter um vislumbre de lucidez e cancelar o interessante, bondoso e absolutamente neutro evento. Face à atmosfera “densa de potenciais confrontos”.

A cegueira deliberada não tem, infelizmente, nada de excepcional à luz da visão da maioria dos bispos locais e, em diferentes medidas, de além fronteiras. Expressa, confirmada e exemplificada na nota da Confederação Nacional de Bispos do Brasil em sua nota de quarta-feira passada sobre o Grave Momento Nacional.

BOIS SEM NOME

Com um atraso que, mais do que à preguiça intelectual de sempre, está intimamente associado à dolorosa perda da bússola moral, a organização menciona vagamente “agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão de princípios morais”.

Os tais agentes têm sido dia e noite expostos em nome e sobrenome. E de forma estonteantemente clara e simples pelo último depoimento do homem que sabia demais e colecionava quadros ruins acreditando que eram um bom jeito de lavar dinheiro por trás de uma passagem falsa.

Mas os senhores bispos não querem saber de dar nomes aos bois já tão extensivamente nomeados. Atribuem tudo a um vago “fisiologismo politico”. Não venham perguntam aos senhores bispos quem foram os tais agentes e, acima de todos, o chefe deles. Os sepulcros calados não abrem o bico.

Já entre os males em geral da sociedade, que precisam ser “superados”, claro, são incluídos “excessos no uso da força policial” e  “poder discricionário dos meios de comunicação social”.

Ninguém duvida de que ambos existam. Mas o que têm a dizer os nobres e bondosos bispos aos policiais que levam rojões na cara para impedir a destruição de bens públicos e particulares por corjas de incendiários?

Ou aos jornalistas dia e noite esculhambados no mundo virtual, cujas famílias muitas vezes são hostilizadas no mundo real, por revelarem nomes, sobrenomes e o incessante tsunami de roubalheira dos tais “agentes”?

EXAME DE INCONSCIÊNCIA

Nem uma palavra, só o silêncio dos que esqueceram os ensinamentos e a história de sua própria Igreja. O silêncio dos que não sabem mais dizer o que é certo e o que é errado, como eles mesmos acreditam ser sua missão. O silêncio dos covardes.

Como Marine Le Pen, os senhores bispos também acham que a “economia globalizada” está na origem dos problemas econômicos do país e que “tem sido um verdadeiro suplicio para a maioria da população brasileira”.

Qual a responsabilidade dos “agentes” nunca nomeados na porcaria feita por insanos apenas recentemente afastados do poder, tantas vezes incensados pelos senhores bispos, para agravar e quase destruir condições econômicas já intrinsicamente precárias?

Todo mundo já adivinhou a resposta. Os nobres e bondosos bispos devem pousar as brancas cabeças em paz no travesseiro depois de fazer seu exame de consciência, acreditando que estão defendendo os interesses do povo.

Também devem acreditar que têm o direito de confiar “o povo brasileiro ao coração de Nossa Senhora Aparecida”. Não desconfiam nem remotamente que o povo brasileiro, ou a parte que assim deseja, em geral, tem sua conexão própria com Nossa Senhora Aparecida, sem precisar de bispos no meio. Tão ligados?

DISNEY NO VATICANO

As condições que levaram a este descompasso religioso, espiritual, teológico e moral são conhecidas. O papa Francisco as simboliza, de muitas maneiras, mas com uma diferença importantíssima: insiste sempre na necessidade de que os homens da Igreja sejam mais comprometidos, engajados, envolvidos e até alegres no exercício da missão que escolheram.

Praticamente todos os dias, o papa acrescenta mais disparates à lista de Francisco. Um exemplo banal e recente: defendeu que mediadores internacionais inferiram para desativar a crise causada pelos testes de mísseis e bombas nucleares da Coreia do Norte.

Ao tecerem uma aliança de ocasião com a China e o Japão para forçar baby Kim a fechar a caixa dos brinquedinhos nucleares, os Estados Unidos estão fazendo exatamente isso – sustentados, claro, por uma força naval de fazer tremer potestades angelicais.

Ou o papa quer invocar o poder transformador do Espíritio Santo e trazer o ditadorzinho para morar num Castelo de Santo Ângelo transformados em Disney vaticana?

VAMPIROS EM CURITIBA

Francisco fala mais bobagens do que mil argentinos juntos assistindo um jogo de futebol contra o Brasil – mas, como estes, também diz verdades fortes  e até inconvenientes. E tem personalidade, gana, sangue nas veias. Não é um sepulcro caiado.

E tem coragem também. Durante sua recente viagem ao Egito, não aceitou carros blindados. Embora, claro, estivesse sob proteção pesada – era o que faltava o governo egípcio dar margem a que o papa fosse explodido durante seu turno.

Não falou uma palavra errada, embora não faltassem oportunidades. Também prestou uma solidariedade pungente aos coptas, que estão entre os cristãos mais antigos do mundo e, desde a invasão da religião dominante, enfrentam as seguintes escolhas: conversão, exclusão, exílio ou espada.

Seria esperar demais que os senhores bispos ouvissem mais seu próprio papa e menos os vampiros que baixam agora em Curitiba?  Segundo a religião que pregam, a  infinita misericórdia do Deus em que talvez acreditem dá chances a todos até o último minuto.

Por Vilma Gryzinski

Em VEJA desta semana: Basta - 2

Milhões de brasileiros honestos não merecem ser punidos pela desfaçatez dos poderosos
 Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (reprodução/Reprodução)
 Conta-propina de Lula e Dilma no exterior tinha US$ 150 milhões de dólares
Quem diz é Joesley Batista. Dinheiro foi pago em troca de repasses do BNDES à JBS e , segundo o empresário, os ex-presidentes sabiam de tudo
Por Robson Bonin

No acordo de delação premiada que fechou com a Operação Lava Jato, o empresário Joesley Batista revela como funcionava o esquema de propinas no BNDES durante os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff. Segundo o empresário, o acesso do grupo JBS a aportes bilionários do banco estatal e de fundos de pensão foi comprado à custa de milionárias propinas que tinham Lula e Dilma como destinatários.

O dinheiro sujo era pago, segundo o empresário, para garantir que nenhum pleito do grupo fosse atrapalhado por burocratas do governo. O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega era o responsável por receber os pleitos e negociar a propina devida em cada operação.

Foi por ordem de Mantega que o empresário abriu no exterior duas contas para depositar a propina que, diz ele, era destinada a Lula e Dilma. “Os saldos das contas vinculadas a Lula e Dilma eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef. Esses saldos somavam, em 2014, cerca de 150 milhões de dólares”, afirmou Joesley na delação.

Depois de Guido Mantega ter favorecido seu grupo empresarial em negócios no BNDES, Joesley abriu uma conta para depositar a propina devida no negócio. Tempos depois, o empresário teve uma conversa com Mantega na qual ele solicitou que outra conta fosse aberta. Joesley ficou confuso, mas a explicação de Mantega foi reveladora. “Em reunião com Guido Mantega ocorrida no final de 2010, este pediu ao depoente que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma. O depoente perguntou se a conta já existente não seria suficiente para os depósitos dos valores a serem provisionados, ao que Guido respondeu que esta era de Lula, fato que só então passou a ser do conhecimento do depoente. O depoente indagou se Lula e Dilma sabiam do esquema e Guido confirmou que sim”, anotaram os procuradores na transcrição do depoimento de Joesley.
“Os pagamentos de propina não se destinavam a garantir a realização de operações ilegais, mas sim evitar que se criassem dificuldades injustificadas para a realização de operações legais”, complementou.

O empresário relatou aos investigadores que foi a partir do período eleitoral de 2014 que o saldo astronômico de propinas reservado aos dois ex-presidentes começou a ser usado. “A partir de julho de 2014, Guido Mantega passou a chamar o depoente quase semanalmente ao Ministério da Fazenda, em Brasília, ou na sede do Banco do Brasil em São Paulo, para reuniões a que só estavam presentes os dois, nas quais lhe apresentou múltiplas listas de políticos e partidos que deveriam receber doações de campanha a partir dos saldos das contas”, disse Joesley.

Joesley teve encontros com Lula e com Dilma Rousseff nos quais discutiu abertamente o emprego da propina escondida no exterior nas campanhas do partido. Com o ex-presidente, numa conversa no Instituto Lula, em outubro de 2014, Joesley relatou a preocupação com o fato de o grupo já ter doado 300 milhões de reais a campanhas petistas. “Não havia plataforma ideológica que explicasse tamanho montante”, ponderou Joesley. Lula, segundo ele, ignorou: “O ex-presidente olhou nos olhos do depoente, mas nada disse”.

Um mês depois, naquele mesmo ano, Joesley encontrou Dilma Rousseff no Palácio do Planalto para tratar de um repasse de 30 milhões de reais para a campanha do petista Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais. Na conversa, o empresário alertou Dilma de que o saldo das contas de propina no exterior seria liquidado a partir da doação. “Dilma confirmou a necessidade e pediu que procurasse Pimentel”, disse.

Joesley contou que Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma e depois ministro da petista, se encontrava semanalmente com o executivo Ricardo Saud, diretor de relações institucionais do grupo empresarial, para acertar a distribuição da propina nas campanhas políticas. Os pleitos de Edinho eram levados pelo executivo diretamente a Joesley que, depois de aprová-los com Guido Mantega, liberava o dinheiro. “O ajuste mais amplo consistia em direcionar grande parte do dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff, tanto para o PT nacional quanto para os diretórios estaduais do PT. O restante deveria custear a compra dos partidos da coligação, conforme o PT fosse fechando os negócios”, explicou.

A defesa do ex-presidente Lula alega que ele é inocente e que os trechos da delação divulgados pela imprensa já mostram que as afirmações não decorrem de qualquer contato do presidente com o empresário Joesley. Já a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff diz que a petista jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário ou de terceiros doações, pagamentos e ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014.
Por Robson Bonin 

082 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


II Grande Guerra Mundial - Várzea-Alegre é bombardeada.

Consequência do nascimento de um menino loiro, em 28 de Abril de 1889, à Rua Salzburg, numero 79, em Branau-am-Inn Austria, o mundo está em polvorosa. Ex-soldado afastado do exercito, por sua capacidade como cabo, é hoje o chefe supremo das forças armadas alemães e sonha para pátria que não é sua o domínio do mundo, por mil anos, sob o “guante nasista”, seu catecismo, sua escola. Seu nome, com licença da palavra, é Adolph Schihlgruber Hitler, mais conhecido pelo apelido de “Fuhrer”.

Determinismo histórico ou o que seja! Com as voltas que dá o mundo, fez-se edição grosseira e ampliada de Gengiscão: sem duvida, a quinta das quatro bestas do Apocalipse! Desde primeiro de Setembro de 1939, quando invadiu a Polônia, esmagando com seu poderio e sua blitz o valoroso exercito de Rito Smigli, a Segunda Guerra Mundial foi instalada. Antes, porem, já fizera miséria, com punchs, golpes, anexação da Áustria e outros agressivos atos de perfeita paranoia. A ele se associaram seus comparsas Benitu Mussolini, o verdadeiro criador da religião e agora seu discípulo, apelidado de Duce e o japonês Hiro Hito, com sua aguerrida gente e poderosas armas.

Tinham os três um ideal comum – devorar a Europa e os Estados Unidos e, de quebra, as restantes nações do mundo. Tiro, felizmente saiu pela culatra. O tal eixo Roma-Tóquio-Berlim foi partido e esmagado: quatro anos de ferozes combates, mais de 40 milhões de mortos, feridos sem conta, destruições inestimáveis. Pesadelo que viveu toda a humanidade e do qual despertou para dias não menos agitados. O grande historiador Toynbee, examinando os 2.000 anos de Cristo até nós verificou e com tristeza que, nestes dois milênios – apenas 40 anos a humanidade tinha vivido em paz, e, ainda assim, paz relativa. Que esperar deste monstro que se diz feito a semelhança de Deus, descendente do fratricida Caim? Foi mais um pretexto para a defesa dos direitos do homem, o resguardo da democracia, da liberdade.

Várzea-Alegre, como não poderia deixar de ser, cumprindo seu histórico destino de “Defensora de Deus e da Liberdade”, tinha dois dos seus mais bravos e valorosos filhos a serviço da Democracia. Os irmãos Joaquim e José Ferreira. Dois super-homens. Bastava ver-lhes a compleição hercúlea, sentir-lhes o olhar penetrante, o agudo, firme e incisivo timbre de voz... Joaquim, jornalista de carreira, desde o pré-natal, era comentarista da BBC de Londres, e, nos abrigos anti-aéreos da famosa emissora, conclamava os aliados para a luta, para vitoria, que nos custaria, no dizer de Churchill, sangue, suor e lagrimas. José – o modesto escriba destas mal batidas – era segundo-tenente medico da reserva da Aeronáutica e mostrava sua bravura na Base Aérea de Fortaleza.

15 de Junho de 1944 – Sábado. A guerra está no seu ponto mais alto, no seu maior furor. Enquanto na Inglaterra o seu Estado Maior estudava planos para o dia D, na base Aérea o Tenente Uruguai e o Tenente Ferreira planejavam o bombardeio a Várzea-Alegre. Como extrategista de alto nível, traçam a lápis, num papel de operações higiênicas, os detalhes mínimos para o bom êxito da incursão. Direção do vento, posição da casa do Senhor Ferreira, quinta da rua, a direita da igreja, peso do petardo e outras mumunhas.

Papai me havia telegrafado, de véspera, pedindo mandasse, com a máxima urgência, medicação, que faltava em Várzea-Alegre – Anti tetânica. Eu conseguira na Farmácia Osvaldo Cruz acondicionei numa caixinha e pedir ao Tenente Uruguai que tinha missão em Juazeiro que a levasse, de onde seria enviada a Várzea-Alegre. Uruguai porem, sugeriu que acondicionasse direitinho e como Várzea-Alegre ficava no roteiro: por que não sacudir do alto na rua ou na própria casa.

Era sábado, dia de feira, as ruas se encheram de gente quando o bi-motor deu a primeira passada pela cidade a uns 500 metros de altura. Depois da queda do pacote, serenados os ânimos, cadê um herói para ir ver o que estava no tal embrulho? Quem era besta de ir pegar um quilo de TNT? Foi então que surgiu Miguel do Padre, preto velho conhecido como a maior e mais perito tirador e fazedor de goteiras daquelas altas cumieiras. Com a leveza de pluma e o macio andar de gato, foi lá em cima, apanhou, tranquilamente, a bolinha e com ela, debaixo do braço, desceu. Acompanhava o remédio um bilhete, em que eu explicava ser o Tenente Uruguai, bom amigo e grande piloto, o nosso colaborador solicito.

Dr. José Ferreira.

Em delação, Wesley Batista diz que Cid recebeu R$ 20 milhões em propina da JBS - Por André Teixeira e Verônica Prado, G1 CE

Segundo delator, Cid Gomes exigiu pagamento em troca de pagamento de R$ 110 milhões que o Estado do Ceará devia à JBS em ICMS. Ex-governador nega e diz que nunca recebeu 'um centavo da JBS'.

O empresário da JBS Wesley Batista afirmou em delação premiada que o ex-governador do Ceará e ex-ministro Cid Gomes cobrou e recebeu R$ 20 milhões em propina para bancar a campanha do atual governador do Ceará, Camilo Santana, em 2014. Na delação, Batista diz que "nunca esteve" com Camilo Santana e que repassou o dinheiro à campanha por meio do secretário de Estado Arialdo Pinho e o então deputado federal Antônio Balhmann.

Ainda conforme a delação, o valor foi repassado e, como recompensa, o Estado do Ceará pagaria à JBS R$ 110 milhões que o estado devia à empresa em crédito de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

Questionado sobre a delação, Camilo Santana alegou que as doações que recebeu na campanha foram legais e declaradas. "As informações que tenho são de que foram feitas de forma absolutamente corretas e dentro da lei. Tanto que todas as contas foram devidamente aprovadas pelo TRE", disse o governador Camilo Santana.

Em nota, Cid Gomes afirma que repudia referências em delação que atribuem a ele o recebimento de dinheiro. "Nunca recebi um centavo da JBS. Todo o meu patrimônio, depois de 34 anos trabalhando, é de 782 mil reais, tendo sido duas vezes deputado, duas vezes prefeito e duas vezes governador", afirmou.

O G1 tenta contato com Arialdo Pinho e Antônio Balhmann. Até a tarde desta sexta-feira, as ligações a Arialdo Pinho não foram atendidas. A Assessoria de Assuntos Internacionais, da qual Antônio Balhmann é titular, afirma que ele está em viagem e sem comunicação.

Dívida do estado com a empresa
Na deleção, o empresário detalha como foi feita a negociação com o então governador Cid Gomes. "Nós tínhamos R$ 110 milhões acumulados que o Governo do Estado não pagava. O governador Cid Gomes esteve no nosso escritório, comigo e com o Joesley, falou com a gente e pediu uma doação em São Paulo. Nós perguntamos quanto ele esperava de doação. Ele disse que esperava R$ 20 milhões. Eu disse 'governador, impossível eu contribuir com R$ 20 milhões enquanto o Estado me deve R$ 110 milhões e não me paga'. Ele não falou nada e saiu, falou 'tá bom, deixa eu ver o que posso fazer sobre esse assunto'."

Ainda conforme o delator, duas semanas depois o secretário Arialdo Pinho e o então deputado Antônio Balhmann procuraram os irmãos Batista, em nome de Cid Gomes, para cobrar a doação de R$ 20 milhões, ameaçando não pagar os R$ 110 milhões que o estado supostamente devia ao grupo empresarial.

"Me procurou o deputado Balhmann, Antônio Balhmann, junto com o Arialdo Pinho de novo. 'Nós precisamos daquela contribuição de R$ 20 milhões. O negócio é assim: você paga os R$ 20 milhões, e o Estado paga os R$ 110 milhões que você tem de crédito'. Eu me vi na situação, que é melhor receber os R$ 110 milhões. Concordei em pagar a propina de R$ 20 milhões pra campanha de 2014 do governador Camilo, em que pese nunca estive com o Camilo nessa oportunidade", relatou.

Pagamento em notas fiscais falsas
Em outro trecho da delação, Wesley Batista explica como pagou a propina. "Foram pagos R$ 9,8 milhões por meio de notas fiscais falsas, que estão aí nos anexos, e foram pagos R$ 10,2 milhões por meio de doações oficiais a vários candidatos, inclusive pro governador Camilo e pro PROS", afirmou.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Alegria petista durou pouco.


Alegria petista durou pouco: revelação de propina de R$ 300 milhões pela JBS ferra Lula e Dilma. Como vimos agora há pouco, a JBS depositou R$ 300 milhões em propina devida ao PT em uma conta secreta gerida por Joesley Batista na Suíça.

Tudo pagava as vantagens obtidas pela JBS junto ao BNDES. A conta era dividida entre Lula e Dilma, conforme nas planilhas da JBS.

Tenho feito o monitoramento das redes petistas e deu para notar que eles simplesmente “travaram” depois da notícia (que foi revelada pela revista Época em primeira mão). Provavelmente estão tentando arrumar alguma narrativa para justificar essa grana.

A coisa complica para os petistas pois eles simplesmente “validaram” as delações contra Aécio e Temer. Se disserem que as delações “não valem” agora, se queimam.

Estão se movimentando pedindo a renúncia de Temer, mas isso só pode ocorrer se as palavras de Joesley tiverem valor. Igualmente, se valem para citar Aécio e Temer, valem para denunciar a corrupção do PT.

Em relação às provas, Joesley costumam comprovar tudo que diz, tando que já apresentou os áudios referente a Aécio e Temer. Se os petistas começarem a provocar e xingar Joesley, devem se complicar ainda mais.

Em resumo, estão em sinuca de bico. Nota-se pelo desaparecimento rápido do sorrisinho do rosto deles. 

A alegria dessa gente com os áudios de Aécio e Temer durou pouco.

PSDB vai analisar gravações e deverá defender renúncia - Por Gabriel Mascarenhas.


Plano de ação dos tucanos já está rascunhado. A cúpula do PSDB vai se debruçar sobre as gravações das conversas entre Joesley Batista e Michel Temer.

Caso constate altíssima gravidade da conversa, deve fazer a seguinte proposta: o partido continua com o presidente até o último minuto, com o compromisso de que ele irá renunciar.

081 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Foto - Pedro de Pinho.

Uma das coisas que eu estranho em Várzea-Alegre é o fato de um primo legitimo passar por outro e não  cumprimentá-lo. Não por falta de consideração, civilidade ou lhaneza no trato,  mas porque não conhece a genealogia da própria família. Todo aquele que  tem mais de sessentanos nos costados sabe que  na sua origem, dificilmente se encontrava alguém que  não fizesse parte da mesma descendência ou ascendência.

Outro dia, recebi um email do meu nobre conterrâneo Rivônio Pinho, e, ele  pedia informações  da ligação familiar  do pai dele  Raimundo Morais com Antônio André do Roçado Dentro,  pois lembrava o ilustre amigo de varias visitas  feitas em companhia do pai ao perfilado.

Muito bem, José Alexandre Bezerra de Menezes se casou com sua tia Antônia de Morais Rego. Portanto  José Alexandre do canto, como era conhecido era  neto e genro de José Raimundo do Sanharol.

Maria e Ana foram as duas  primeiras filhas do casal. Maria se casou com Pedro de Pinho e eram os pais de Raimundo Morais. Ana se casou com José Alves Bezerra, José André que eram os pais de Antônio André. Assim é que Raimundo Morais e Antônio André do Roçado Dentro eram primos legítimos. 

Antônio André tinha problemas mentais, dizem, não sei se é verdade, que decorriam  do problema da sanguinidade. Certa vez, o meu pai, José André do Sanharol levou o primo Antônio para fazer um tratamento no Hospital São Francisco em Crato.  Nesta época não tinha televisão em Várzea-Alegre, no Crato já existia.  

De volta, no meio de uma turma que o visitava, Antônio André comentou a novidade : Meninos, eu vi um rádio no Crato que  agente ver as pessoas conversando dentro. Zelim, outro abilolado pelas mesmas causas do parentesco alertou aos presentes: Pode amarrar e levar de volta, ele não ficou bom.

SEXTA SERÁ DIA DE LULA, RENAN E SERRA - Por Jornalista Eliane Cantanhêde, do Estado de S. Paulo.


Inconformada com a bomba atômica deflagrada contra Michel Temer, de que ele deu aval ao empresário Joesley Batista para comprar o silêncio de Eduardo Cunha na cadeia, a jornalista Eliane Cantanhêde, do Estado de S. Paulo, disse nesta quinta-feira, 18, que o poder de fogo da JBS deve se estender aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além do ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) e o senador José Serra (PSDB). 

"Quem teve informações sobre o material informa que os tentáculos do grupo JBS não ficam a dever nada aos da Odebrecht, mas com uma diferença: o dono e os executivos da empreiteira decidiram fazer delação premiada depois de presos, já com capacidade limitado de produzir novas provas tão contundentes. Já os irmãos Batista estão há meses gravando seus interlocutores e pautando os monitoramentos da Polícia Federal".