quinta-feira, 30 de abril de 2026

Menino de recado - Antônio Alves de Morais.

 


Uma das maiores vergonhas que vi na Republica de Deodoro da Fonseca foi liberada para os brasileiros pelo Juiz Sergio Moro : Um telefonema da presidente Dilma Roussef para o ex-presidente Lula.

Repito na integra:

Dilma - Lula?

Lula - Diga querida!

Dilma - Eu estou mandando o Bessias com um documento, guarde com você, só mostre se precisar.

Lula - Obrigado querida.

O documento era uma cópia de uma suposta posse do Lula como ministro o que impedia de ser preso.

O Bessias da Dilma é o que o Lula quer colocar no STF ao custo de 12 bilhões para os senadores aprovarem segundo "O Diário do Poder - Cláudio Hmberto". 

Tempo, tempo meu - Xico Bizerra

“O tempo não para e, no entanto, ele nunca envelhece".
Caetano Veloso, em ‘Força Estranha’.

Às vezes quero sair por portas que não existem, portas por mim mesmo inventadas. Quero pular muros que só eu enxergo.
- Calma, Xico, o tempo é o senhor da razão - diz-me a alma, candidamente.
- Eu sei – respondo de mim para mim, mas o tempo corre e talvez não dê tempo. E as horas, que passavam horas pra passar, agora passam em segundos, velozes, num raio de luz. Por que a pressa? Estará a vida em nosso encalço, feito polícia, ávida por nos prender? Por que a correria? O rio em que banhamos nossos pés se desencherá, se não nos apressarmos? A lua deixará de estar lá em cima, prateando nosso chão se, ao invés de ficarmos parados, contemplando, corrermos? O canto dos passarinhos será tão breve que não conseguiremos ouvi-lo? Nosso amanhã se desmanchará se formos pacientes e sonhadores?
Não, não quero a pressa. Quero a paz da calma, o sossego da preguiça, o esperar chegar. Quero a vida, o sonho, o amor. Quero a paz, pra mim, pra nós. Quero o tempo passando preguiçosamente, no compasso certo do tempo. Quero o meu tempo chegando no tempo certo. Não me avexo. Não se avexe. Dêem-me uma rede pra balançar o tempo e fazê-lo dormir, enrolado num lençol de cambraia bem branquinho, cor da paz.
Por Xico Bizerra

Magda Brossard - O STF é uma vergonha.


“O Supremo é uma vergonha … será enterrado… e Cármen Lúcia é a coveira”. 

Magda Brossard filha de Paulo Brossard.

PAULO BROSSARD DE SOUZA PINTO foi um jurista, advogado, magistrado, professor, político e ministro do STF entre os anos de 1989 a 1994. Homem público como poucos, um dos maiores juristas de sua geração.

Através de seu twitter, Magda, filha de Brossard fez questão de comentar a decisão do STF que manteve Renan Calheiros na Presidência do Senado, tomada no último dia 07 de Dezembro 2016.

Alcolumbre dá ‘tchau’ a Messias e humilha Lula com derrota histórica no Senado - Diario do Poder.

 


Jorge Messias, rejeitado pelo Senado, situação inédita desde 1894, para ocupar cadeira de ministro do STF.

Lula (PT) apostou alto e perdeu feio, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), impondo-lhe uma humilhação sem precedentes, não comparável nem mesmo ao caso anterior de rejeição a um indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), em 1894. A derrota de Jorge Messias, o “Bessias”, pareceu factível tão logo foi concluída a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): a previsão de 18 votos foi reduzida para 16, e logo se “identificou” o voto revertido contra Messias.

Essa suspeita indicava que Pacheco atendeu a pedido de Alcolumbre, indicando que o presidente do Senado atuava pela rejeição.

Euforia na vitória

Com a derrota sacramentada, Alcolumbre, eufórico, anunciou resultado, encerrou a sessão e jogou o microfone de lapela sobre a mesa e saiu.

Hora da vingança

Vingativo, Lula deve destituir indicados de Alcolumbre no governo e já avalia designar um petista para enfrentar Pacheco em Minas.

A oposição articula reestabelecer, hoje (30), partes da lei da dosimetria de penas aos presos do 8 de janeiro, que foi vetada integralmente pelo presidente Lula (PT). Apoiadores do governo petista no Congresso insistem que uma lei vetada na íntegra só poderia ter o veto revertido integralmente, entretanto a líder da Minora no Congresso, Bia Kicis (PL-DF) garantiu que não há impedimento legal para o plano da oposição.

Mecanismo

A decisão de analisar o veto de forma fracionada pode se dar através da apresentação de destaques ou via acordo entre os líderes partidários.

Terceiro tempo

Existe o temor na oposição que a derrubada do veto seja alvo de ação no STF, onde o resultado deve ser a favor da vontade do governo Lula.

Só um tema

A sessão da análise do veto de Lula está marcada para às 11h desta quinta-feira (30). É o único item na pauta de votação.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Joaquim José Vieira, seu Quinco - Antonio Alves de Morais


Hoje, eu vou falar um pouco deste cidadão honrado, inteligente, de coração bom, exemplar, bom filho, esposo e pai de família. Quero saudar Joaquim Jose Vieira, Joaquim de Bilinha ou seu Quinco. Inicialmente em nome do meu pai grandes amigos e compadres que eram indo e voltando. Seu Quinco era padrinho de um dos meus irmãos e o meu pai era padrinho de uma de suas filhas, tamanha consideração, amizade e respeito.

Quando menino eu andava muito no sitio Batalhões onde moravam os meus tios Santiago e Ana. Bem próximo da casa dos meus tios ficava a casa de seu Quinco. Mas, as melhores lembranças que guardo do seu Quinco são da nossa casa do Sanharol. Seu Quinco era um eximio marcineiro, foi ele quem construiu o sote de nossa casa no Sanharol. Como ninguém seu Quinco casava as tabuas de camarú de forma que não vazasse o arroz depositado no paiol.

Fui colega de alguns de seus filhos, do Geraldo e da Isabel. Seu Quinco era um homem sábio, calmo, paciente, conselheiro, um grande poeta. Escrevo esta pequenina crônica como reconhecimento de minha família a amizade reciproca que sempre existiu entre Jose de Pedro André e o seu compadre Joaquim de Bilinha.

ANTÔNIO DANTAS, um varzealegrense que levou nosso nome mundo afora - Antonio Alves de Morais.


Há poucos meses o Dr. Rolim fez um texto dedicado  ao varzealegrense Antônio Dantas. Falou de seus talentos, suas glorias, como venceu e se tornou professor universitario, escritor e uma das grandes culturas do mundo, e, sobretudo  agradeceu por levar o nome de nossa terra pelo mundo a fora. Hoje, recebi esse email do Antônio Dantas o qual  transcrevo na integra.

Ei-lo:

Caro Antônio Morais.

Por acidente encontrei o Blog do Sanharol, O Blog do Dr. Rolim. Para minha surpresa encontra-se lá uma referência elogiosa a minha pessoa. Infelizmente, depois de tantos anos de ausência, tenho pouco contato com o pessoal dessa terra querida. A última vez que estive ai foi em 2004. 
Por questão familiares, aposentei-me da Universidade de Brasília e agora resido perto do meu filho e de minha filha nos Estados Unidos. Espero que ainda possa visitar Várzea-Alegre e encontrar com essas ilustres pessoas que meu pai sempre se referia a elas com carinho. Há dois anos tive um excelente contato com um jovem brilhante de Várzea-Alegre que leciona na Universidade de Sobral, Prof. Éber Diniz, filho do Sr. Kleber Diniz, cujo pai foi prefeito de Várzea-Alegre.
Como dito, atualmente moro nos Estados Unidos e me dedico a estudar e operar no mercado financeiro. De vez em quando, escrevo alguns artigos para um site em São Paulo, sobre coisas do mercado financeiro e de economia. No referido site ou blog adotei o pseudônimo de Professor Metafix. O link para aquele site onde estão os artigos é esse: www.investmax.com.br
Agradeça ao Dr. Rolim pela atenção dispensado a esse matuto do Baixio. 

Um grande abraço, 

Antônio Dantas

A EVOLUÇÃO DO VOTO NO BRASIL - ANTONIO ALVES DE MORAIS

1532 - Os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa de São Vicente - São Paulo vão às urnas para eleger o Conselho Municipal, de forma indireta. É o primeiro pleito de que se tem notícia no Brasil.
1821 - O voto sai do âmbito municipal. São os homens livres, a partir dos 25 anos, inclusive analfabetos, que podem eleger representantes junto à corte portuguesa. Casados e oficiais militares podem votar aos 21 anos. Não existem partidos políticos e o voto não é secreto.
1824 - É editada a primeira legislação eleitoral brasileira – antes foram aplicadas normas de Portugal e Espanha. O voto era censitário, ou seja, restrito àqueles que preenchessem certas condições econômicas. O voto poderia ser por procuração e não existia título de eleitor.
1842 - É proibido o voto por procuração. 
1855 - É vetado o voto distrital – eleição pela maioria dos votos em regiões eleitorais relativamente pequenas –, mas a lei acabou revogada. Nova lei estabelece que autoridades devem deixar seus cargos seis meses antes do pleito; cada distrito deve eleger três deputados.
1882 - A Lei Saraiva estabelece a obrigatoriedade do título de eleitor. O analfabeto perde o direito de votar.
1889 - Mesmo a Proclamação da República não assegura o direito ao voto a menores de 21 anos, mulheres, analfabetos, mendigos, soldados rasos, indígenas e integrantes do clero.
1891 - O voto direto para presidente e vice-presidente aparece pela primeira vez na Constituidão.
1898 - Com a política do “café com leite”, em que representantes de Minas e São Paulo se revezam no poder, são comuns fraudes e o voto de cabresto.
1930 - Getúlio Vargas assume o poder, após golpe.
1932 - Novo código eleitoral cria a Justiça Eleitoral. É assegurado à mulher o direito de votar e garantido o sigilo dos votos.
1934 - A Constituição estabelece a idade mínima obrigatória de 18 anos para o exercício do voto.
1937 - O código eleitoral é revogado. Com isso, extingue-se a Justiça Eleitoral, e os partidos políticos são abolidos. As eleições livres são suspensas – é estabelecida eleição indireta para presidente da República, com mandato de seis anos.
1945 - Após oito anos sem eleições, o general Eurico Gaspar Dutra é eleito. Cédulas eleitorais, distribuídas pelos próprios partidos, trazem o nome de apenas um candidato.
1955 - A Justiça Eleitoral encarrega-se de produzir as cédulas. Para diminuir as fraudes, começa a ser exigida a foto no título eleitoral.
1964 - O golpe militar proíbe o voto direto para presidente da República e representantes de cargos majoritários (governador, prefeito e senador). Apenas vereadores e deputados federais e estaduais eram eleitos.
1968 - O Ato Institucional 5 dá plenos poderes ao governo. O Congresso é fechado e muitos parlamentares cassados. Os partidos políticos são extintos, e o bipartidarismo é adotado no País.
1972 - São restauradas as eleições diretas para senador e prefeito, exceto para as capitais.
1976 - Decreto apelidado de Lei Falcão permite apenas fotos dos candidatos e a voz de um locutor anunciando seu currículo na propaganda eleitoral.
1978 - É editado o “Pacote de Abril”, que determina a eleição de apenas dois senadores, um eleito diretamente e outro, indiretamente, pelas Assembleias Legislativas.
1984 - Começa a campanha pelas eleições diretas.
1985 - É eleito indiretamente o primeiro presidente civil após o período militar. Emenda constitucional restabelece eleições diretas para a presidente e prefeitos de cidades consideradas área de segurança pelo Regime Militar. A emenda concede direito de voto facultativo aos maiores de 16 anos e aos analfabetos. É extinta a fidelidade partidária e são flexibilizadas as exigências para o registro de novos partidos.
1985 - É eleito indiretamente o primeiro presidente civil após o período militar. Emenda constitucional restabelece eleições diretas para a presidente e prefeitos de cidades consideradas área de segurança pelo Regime Militar. A emenda concede direito de voto facultativo aos maiores de 16 anos e aos analfabetos. É extinta a fidelidade partidária e são flexibilizadas as exigências para o registro de novos partidos.
1988 - É promulgada nova Constituição, que estabelece eleições diretas para a presidência, os governos estaduais e as prefeituras com mais de 200 mil eleitores e prevê mandato de cinco anos para presidente. Mantém o voto facultativo dos analfabetos e dos jovens a partir de 16 anos.
1989 - Após 29 anos, o Brasil elege seu presidente pelo voto direto.
1993 - Plebiscito leva mais de 67 milhões de eleitores às urnas para decidir a forma e o sistema de governo.
1994 - O mandato presidencial é reduzido de cinco para quatro anos.
1996 - As urnas eletrônicas são usadas pela primeira vez nas eleições municipais.
1997 - Emenda constitucional possibilita a reeleição.
2000 - As urnas eletrônicas são introduzidas em todo o País.
2006 - Minirreforma eleitoral estabelece regras mais rígidas para a propaganda eleitoral e obriga os partidos políticos a divulgar pela Internet os recursos que tenham recebido para financiamento da campanha eleitoral e os gastos que realizaram.
2008 - Nas eleições municipais, começa a ser testada a identificação biométrica dos eleitores.
2010 - A identificação biométrica será usada em algumas seções eleitorais. Os eleitores devem apresentar documento de identidade para votar. É criada a possibilidade de voto em trânsito para presidente em todas as capitais. O TSE se empenha em garantir o direito ao voto dos presos.

Fonte:Jornal da câmara.

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

NEM COM REZA

Ao nascer, demonstra para àquela pequena plateia, em uma sala de parto improvisada, um jeitão de menino sabido. Chora antes de a parteira lhe cortar o cordão umbilical, dando a descarada impressão de malandragem, esperando, na boquinha, o finíssimo e delicioso leite de peito. A felicidade jorra em goles festivos.

O pequeno Quequé, codinome que lhe acompanhará até o final de seus dias, tem uma vida de rei, como teria todas as crianças nascidas nos idos de 1930. O leite materno, provindo das mamas de sua genitora, era produzido à custa de doce de gergelim, coalhada escorrida e pirão de galinha caipira. Somem-se aí os licores de jenipapo e outras bebidas afins, com pequeno teor de álcool, permitidos nas entranhas dessas pequenas comunidades.

A infância é saudável e tranquila nas traquinagens e estripulias da vida. Joga peão, solta arraias, caça passarinhos e brinca de esconde-esconde, principalmente com as priminhas. De bobo, só tem o nome. Nas peças improvisadas é sempre o galã, não deixando para ninguém o famoso beijo final.

Quequé cresce, e com ele as suas travessuras. Corridas de jegues, de bicicletas, de cavalos de paus, lutas livres e queda de braços formam o seu dia a dia. Mas foi do alto de um coqueiro, no quintal do vizinho, que acontece o inevitável. Cai o menino travesso e com ele ascende a triste sina de uma cadeira de rodas.

Passa o susto e chega o conformismo. Com Quequé não há tristeza nem tempo ruim. Aprende rapidamente a manobrar o seu novo passatempo. Corridas em ladeiras empinadas, manobras perigosas e os modernos cavalos de paus, com freadas bruscas invertendo o sentido de seu veículo, davam graça a sua nova vida. A sua mãe se adapta fácil por não ver o filho deprimido, como é comum acontecer em casos trágicos.

O Quequé adolescente começa a demonstrar atividades, que de início, não desperta quaisquer suspeitas. Com certa frequência, em postos de saúde, instituições bancárias, nas escolas, ele inicia quadros convulsivos, que o leva sempre ao chão, devido à gravidade das convulsões. Contrações tônicas e clônicas atraem jovens e adultos a lhe prestarem socorro. - Foi só um susto! - Resmungavam aliviadas as recepcionistas das repartições públicas e as suas coleguinhas de saias curtas.

Passa algum tempo e Quequé é desmascarado. A sua simulação é apenas para ver de perto as calcinhas multicoloridas fazendo os ares de céu, e os famosos pares de coxas roliças que desfilam pelas ruas da cidade. A sua mãe tenta encontrar uma amante e companheira para o seu filho, já que o paraplégico não é tão deficiente como parece ser. Ele possui ereção e atração. É um tigrão enrustido e inescrupuloso. Porém, é seu único filho, já que o trabalho excessivo em criá-lo, retirou-lhe o sonho de ter outros filhos para a sua confirmação materna.

Quequé contrai núpcias, tem filhos e se torna um dono de casa exemplar. Sempre sentado ou deitado, bem tratado pela esposa e pelos filhos, e com o dinheiro da aposentadoria em dia, o torna um homem doce e educado. Enfim, um cidadão suportável, sem remorsos e lamentações.

De repente, durante uma madrugada de julho, mês de frio no nordeste brasileiro, ele sente uma forte convulsão. Contrações fortes, olhos arregalados, não mais para as calcinhas das jovens mancebas, mas para o telhado empoeirado de seu quarto. Sua companheira, bem mais velha do que ele, no auge de seu desespero, indaga-lhe:

- O que você deseja, meu amor? Quer um chá de erva cidreira? - Calmamente, ele responde: - Quero comer um prato de papa de carimã, bem cheio! – Após a lauta refeição ele se sente bem melhor e dorme o sono dos justos.

Madrugada seguinte, a mesma crise, a mesma conduta caseira. Sono tranquilo. Dia após dia, mês após mês, repete-se a mesma cena. Clínicos Gerais, Neurologistas, Psiquiatras, Rezadores, Eletroencefalogramas, Tomografias Computadorizadas e Ressonâncias Magnéticas não conseguem diagnosticar ou decifrar o tão instigante enigma. Esposa e filhos sofrem diante de tão difícil diagnóstico.

Certa manhã, Bilinha acorda com uma réstia em seu rosto. Salta da rede, em sobressalto, e vai até a cama aonde Quequé faz as suas noitadas. - Ele deve estar curado, pois não deu nenhum ataque nesta madrugada, pensa em voz alta. - Os primeiros raios do dia mostram o olhar fixo daquele astuto enfermo para o telhado empoeirado de seu quarto. Não mais existe vida naquele corpo inerte. Esvai-se a mamata.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Coisas do sertão, assinação de carneiros - Antônio Alves de Morais


João Pedro.

Assinar carneiros significa marcá-los nas orelhas para que se saiba a quem o animal pertence. Cada pessoa tem uma marca. Caso a animal seja capturado em outra propriedade olha-se na orelha e sabe-se quem é seu dono.

Neste fim de semana estivemos na fazenda Pitombeira no município do Assaré, propriedade do agro pecuarista Raimundo Menezes para realizar a assinação dos carneiros nascidos  no último semestre.

Vejam João Pedro na captura de um.



Dr. Menezes Filho.

CARÍCIAS - Antônio Alves de Morais

A analise transacional reconhece como instintiva a nossa necessidade de caricias. 

As caricias são absolutamente necessárias à nossa sobrevivência. Um sorriso, uma palavra, um gesto constitui caricias.

As primeiras caricias são recebidas durante a infância e são mais sob a forma de contato corporal: o bebê é manuseado, acariciado, embalado. 

Esses toques físicos expressam mensagem de vários sentimentos, positivos ou negativos, tais como reconhecimento, aceitação, amor ou rejeição, impaciência, hostilidade.

Durante toda vida, o contato físico constitui uma forma de expressão muito mais intensa do que uma palavra, um abraço, um beijo, um aperto de mão ou uma pancadinha no ombro.

A medida que a criança cresce, aprende a discernir as caricias desejáveis, valorizadas em sua família, e passa a agir de modo a obter essas caricias.

As caricias podem ser físicas ou verbais. Os dois tipos de caricia podem ainda ser positivos ou negativos, condicionais ou incondicionais.

FILHO, recomendo a leitura - Antônio Alves de Morais.


Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho. Ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.

Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça. Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.

Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz. O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecem. E então algo começa a mudar.

Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.

Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância. E isso é uma dor imensa para os pais. Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebem as mínimas faíscas no olho de um filho. Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos, os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.

Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mais impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.

Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais adaptarem-se aos novos tempos, aos novos costumes.

Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber.

Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos, tudo, passa a ser decidido pelos filhos. E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?

E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.

A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui. O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.

Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.

Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias, mesmo que sejam repetidas, e dê-lhes atenção, afeto...Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.

Salve o Bidim - Antônio Alves de Morais.


Essa minha postagem é  uma homenagem "in memoria" do Bidim e em reconhecimento ao Mundim pelo que fez o Bidim e faz o Mundim do Vale na promoção  da memória e história da cultura do município.

Bidim, nasceu e se criou no Chico, localidade rural de Várzea-Alegre. Nos tempos de juventude curtiu uma paixão condenada por uma prima conhecida por Maria. Um dia, durante um terço para ver se chovia, a sala empilhada de gente, Maria fez um movimento brusco, e, soltou um peido.

O poema a seguir, feito pelo Bidim no momento do acidente comprova o que digo sempre. Quando se quer bem, o sovaco não fede, não tem mal hálito nem se sente a inhaca de um peido.

Veja como Bidim declarou seu amor por Maria:

Eu estava ajoelhado,
Quando uma pobre moça.
Peidou com tanta força,
Que fiquei admirado.
O peido foi tão danado,
Que o vestido encheu.
De vergonha ela correu,
A pobrezinha tremendo.
Eu fiquei de cá dizendo,
Foi grande, mas não fedeu.

A lição deixada por Dom Pedro II - Armando Lopes Rafael

Imperador Dom Pedro II sempre fitou os brasileiros com o olhar de sinceridade de quem agiu com competência e honestidade

O próximo dia 15 de novembro, data que o calendário assinala a “Proclamação da República”, efeméride que nunca foi comemorada pelo povo, vai encontrar o Brasil na pior crise política-econômica-social da sua história. A população não acredita mais nos políticos e está órfã de sadias lideranças para administrar esta grande nação.

Voltemos nosso pensamento para aquele que, ainda hoje, é considerado “O maior dos brasileiros”. Quando Dom Pedro II foi expulso do Brasil recusou todo tipo de dinheiro como forma de indenização que a República lhe ofereceu. E ainda deixou esta lição, quando declarou: "Quem pensam que são esses que me depuseram, para dispor do dinheiro público assim? Que mandem construir escolas com esse dinheiro."

Não moveu sequer uma palha, nem mesmo usou a força para conter a sua queda. Saiu humilhado, mas de cabeça erguida, pela porta de frente, do local onde dedicou toda a sua vida – com competência e honestidade – para a grandeza do Brasil.

15 de novembro não é um dia de comemoração, é um dia de tristeza, porque a República só trouxe desgraças ao país e nos forçou a caminhar cada vez mais para trás.

Desde 1889, quando cometemos a injustiça de expulsar dom Pedro II do Brasil, o país passou por várias tentativas republicanas, mas o tempo provou que a República é inoperante... Em tempos de crise institucionalizada, vemos a monarquia novamente crescer e entrar nas discussões dos brasileiros.

Um projeto no site do Senado, um dos mais apoiados, pede a restauração do Império... Um processo longo, que precisaria ser debatido profundamente, mas que já é um passo... Precisamos voltar a pensar no Brasil em primeiro lugar, e em todas as situações de socorro, a Coroa ajudou o Brasil.
Foi assim em nossa independência, quando Dom Pedro I liderou este processo. Foi também assim durante o período regencial, quando precisamos coroar dom Pedro II para pacificar a nação...
A monarquia está sempre pronta e a serviço do país.
(do site “Dom Pedro II” – postado por Armando Lopes Rafael)

Uma palavra amiga - Antônio Alves de Morais.


"Não se desespere ao olhar para o mundo que caminha cada vez mais para o ateísmo, para a descrença. Pois a terra quanto mais seca, mais precisa da água da chuva.

Assim também é o coração humano: Quanto mais distante de Deus, mais sente falta dele. Você pode reparar: Deus se tornou uma necessidade. E por isso as novas seitas que vão surgindo aos montes por aí têm sucesso.

O povo procura um sentido, um refugio, um fio de esperança. E o primeiro “mascate” que aparece vende o seu produto facilmente.

O mundo de hoje está cansado de seus pecados, da situação de ódio e de violência que ele próprio criou. Mais cedo ou mais tarde as pessoas ainda vão compreender que, sem Deus, este mundo não terá condições de sobrevivência.

O homem, perdendo o senso de fé, perderá também os sentimentos de fraternidade e se autodestruirá.

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”.

domingo, 26 de abril de 2026

O Brasil de Dom Pedro II e o do Lula - Antônio Alves de Morais.


Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens para o futuro.

Dom Pedro II.


A profissão mais honesta é a do político, porque todo ano, por mais ladrão que seja, ele tem que ir pra rua encarar o povo e pedir o voto. O concursado não, se forma na universidade, faz concurso e está com o emprego garantido.

Lula.

sábado, 25 de abril de 2026

A coragem pessoal de Dom Quintino - Por Padre Azarias Sobreira


Dom Quintino.

Está na memória de todos o que foi a revolução de Juazeiro, em 1914. Sabe-se que, constrita, por mais de um mês, dentro de um imenso círculo de valados, a revolução, afinal, saltou fora das trincheiras, renunciou à simples defensiva e arremeteu contra Crato, onde se haviam aquartelado as forças legais.

Mil duzentos e sessenta e quatro homens de luta, jeitosamente escolhidos, tomaram, mais depressa do que era lícito prever, a cidade vizinha, um ano depois elevada à sede do bispado. Rendido Crato, estava moralmente derribado o governo que ali pusera as suas tropas.

Fácil é de imaginar o acabrunhamento dos vencidos e, sobretudo, a audácia dos vencedores. Pois bem. Em meio à cidade deserta, pela fuga em massa dos seus habitantes, um homem ficou sereno, impertérrito, como a desafiar a fúria dos assaltantes.

Esse homem era monsenhor Quintino, então vigário, e, menos de dois anos depois, o primeiro bispo de Crato. Isto, porém, pouco significaria, se não fosse ele, como era, o alvo preferido de certa parte dos triunfadores, exatamente os mais ignorantes, fanáticos e impulsivos.

Sentinela avançada, desde 1900, da autoridade diocesana, no alto sertão, executor de todas as ordens emanadas de Roma e de Fortaleza, em relação ao padre Cícero, grave e notória era a atmosfera de prevenções e malquerenças acumuladas contra ele, ao explodir a revolução assoberbante.

Apenas tomada a praça, um punhado de fanáticos, mesmo a despeito de formal recomendação do padre Cícero, batia, a coice de rifle, à porta do pároco temerário. Não quebrem, que vou abrir soou, de dentro, uma voz firme e articulada.

Logo após, franqueada a porta, penetrava na sala uma dezena de jagunços, em trajos berrantes de cangaceiro, agora defrontados com um sacerdote inerme, em cuja fisionomia ninguém leu um sobressalto.

Que pretendem os senhores? Indagou o vigário, quebrando, tranquilamente, o silêncio. Nós queremos é um dinheirinho. Aqui têm o que lhes posso dar, replicou o ministro de Deus, tirando do bolso e entregando uma nota de 10$000.

Mas nós queremos, ainda, uma coisa, insistiram os recém-chegados. É que seu vigário deixe de mão meu padrinho Cícero. E, nhôr sim. Porque agora chegou o tempo de acabar com aquelas perseguições...

Monsenhor Quintino, então, assenhoreando-se do lance, interrompeu a arenga e falou em tom imperativo: Isso é com os meus superiores e só com eles. A mais ninguém tenho que prestar contas dos meus atos. E os senhores tratem, já, de desocupar minha casa. Desconsertados com o corajoso e imprevisto da réplica, os fanáticos foram saindo, um atrás do outro, sem mais adiantar palavras àquele homem superior.

E foi assim, sem uma curvatura em meio às capitulações do momento, que viveu aquela, como as outras horas da sua existência, o nobre representante da Igreja. 

23 de Abril - Dia do Choro - Antonio Alves de Morais

No dia 23 de Abril é comemorado o dia do choro. Em homenagem ao Pixinguinha e aos apaixonados pela musica postei o vídeo “Sons de carrilhões”. Veja o video. Vale a pena vê.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

MISTURAÇÃO 2 - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 • O ENROLA - Comida para evitar revoltas e espetáculo para distrair a plebe: o velho ato de governar com pão e circo. Quando o pão é pouco, o povo começa a se sentir enrolado. 

• DANÇA - Bella Gutmann, treinador húngaro, trouxe Zizinho, já com 37 anos, para ser cérebro do São Paulo campeão de 1957. Foi influência para Vicente Feola, funcionário do tricolor paulista, campeão mundial como técnico da Seleção do Brasil em 1958. Além de treinador, Gutmann era professor de dança. Tudo a ver. Futebol é baile e combate. 

• DIGITAIS - Não há relevância maior no futebol dos últimos 50 anos do que a Holanda de 1974. Tudo que vemos hoje no mais alto nível do futebol tem as digitais de Rinus Michels e Cruyff.  

• APELIDOS - Os apelidos, muitas vezes, falam mais sobre as pessoas do que a própria identidade. Podem atrapalhar, mas ajudar, também. Tim dificilmente faria sucesso como Sebastião Maia. Craques como Pelé, Zico e Fenômeno jamais aconteceriam como Nascimento, Coimbra e Nazário. 

• OLHA AÍ - Acessar as redes por cinco horas ou mais por dia dobra o risco de depressão. Em apenas dez minutos, a IA já começa a enfraquecer seu raciocínio. Eu, hein? 

• SOFRER - Não existe coisa pior no futebol do que essa história de um time "saber sofrer". O nome disso é masoquismo. 

• CADÊNCIA - Concordo que o futebol não tem mais a doce cadência de outrora. Mas a velocidade que ganhou não o tornou menos fascinante aos nossos olhos. 

• NINGUÉM VOLTA - Nunca voltes ao lugar onde já foste feliz. Por muito que o coração diga, não faças o que ele diz. Nunca mais voltes à casa onde ardestes de paixão. Só encontrarás erva rasa por entre lajes do chão. "Regras da Sensatez". Rui Veloso. Compositor e cantor português. 

• FRASE - "O medo do desconhecido é maior do que a esperança no futuro". WB.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

“Quando o teu filho ou tua filha disser: Pai, mãe não te metas na minha vida”!


Hoje que estou aprofundando meus estudos Teológicos na família, seus valores, seus princípios, seus conflitos. Recordo-me de uma ocasião em que escutei um jovem gritar para o seu pai: “Não te metas na minha vida”! Essa frase tocou-me profundamente. Tanto que, frequentemente, a recordo e comento nas minhas conferencias com pais e filhos.

Se em vez de sacerdote. Tivesse optado por ser pai de família, o que diria ante essa exclamação impertinente de meu filho (a). Esta poderia ser a minha resposta: Filho, um momento, não sou eu que me meto na tua vida, foste tu que te meteste na minha! Faz muitos anos, graças a Deus, e pelo amor que tua mãe e eu sentimos chegastes as nossas vidas e ocupaste todo nosso tempo. 

Ainda antes de nasceres, tua mãe sentia-se mal, não conseguia comer, tudo o que comia, vomitava. E tinha que ficar de repouso. Tive que me dividir entre as tarefas do meu trabalho e as da casa para ajudá-la. Nos últimos meses, antes que chegasses, tua mãe não dormia e não me deixava dormir. Os gastos aumentaram incrivelmente, tanto que grande parte do que ganhava era gasto contigo, para pagar um bom medico que atendesse tua mãe e ajudasse a ter uma gravidez saudável, em medicamentos, na maternidade, em comprar-te todo um guarda-roupa etc. 

Tua mãe não podia ver nada de bebê, que não quisesse para ti, compramos tudo o que podíamos, contanto que tu estivesses bem e tivesse o melhor possível.

Chegou o dia em que nascestes: tivemos que comprar algo para dar de recordação aos que te vieram conhecer, tivemos que adaptar um quarto para você. Desde a primeira noite não dormimos.A cada três horas, como se fosse um alarme de relógio despertava para te darmos de comer. 

Outros, porque te sentias mal e choravas, sem que nós soubéssemos o que fazer, pois não sabíamos o que te tinhas, até chorávamos contigo. Começastes a andar e não sei quando foi que tive que andar atrás de ti, se quando começastes a andar ou quando pensaste que já sabia. Já não podia sentar-me tranqüilo lendo jornal, vendo um filme ou jogo do meu time favorito, por que quando acordavas, te perdia da minha vista e tinha que sair atrás de ti para evitar que te machucastes. Ainda lembro do primeiro dia de aula quando tive que telefonar para o serviço e dizer que não podia ir. Já que tu, na porta do colégio, não queria soltar-me a mão e entrar. Chorava e pedias-me que não fosse embora. Tive que entrar contigo na escola, e pedir à professora que me deixasse está junto ao teu lado, algum tempo, na sala, para que te fosse acostumando.

Depois de algumas semanas, já não me pedias que ficasse e até esquecias de se despedir quando saia do carro correndo para te encontrar com os teus amiguinhos. Cada vez sei menos de ti mesmo, sei mais pelo que ouço dos demais, já quase não queres falar comigo, dizes que apenas reclamo, e tudo o que faço esta mal, ou é razão para que ti saias de mim.

Pergunto: como, com esses defeitos, pude dar-te o que até agora tens tido. Tua mãe passa noites em claro e, consequentemente, não me deixa dormir dizendo-me que ainda não chegastes, e que já é madrugada, que o teu celular está desligado, que já são três horas e não chegas. Até que, por fim, podemos dormir quando acabas de chegar. Já que quase não falamos, não me contas as tuas coisas, aborrece-te falar com velhos que não entendem o mundo de hoje.

Agora só me procuras quando tens que pagar algo ou necessita de dinheiro para a universidade ou para se divertir. Ou pior, procuro-te eu, quando tenho que chamar-te atenção. Mas estou seguro que diante destas palavras: “Não te metas na minha vida”. Podemos responder juntos: Filho (a) não me meto na tua vida, pois foste tu que te meteste na minha. Asseguro-te que desde o primeiro dia até o dia de hoje, não me arrependo que te tenhas metido nela e a tenhas transformado para sempre.

Enquanto for vivo, vou meter-me na tua vida, assim como tu te metes-te na minha, para ajudar-te, para formar-te, para amar-te e para fazer de ti um homem ou uma mulher de bem. Só os pais que sabem meter-se na vida de seus filhos e conseguem fazer deles, homens e mulheres que triunfam na vida e são capazes de amar.

Pais: muito obrigado! Por se meterem na vida dos seus filhos. Ah, melhor ainda, corrijo, por terem deixado que os seus filhos se metam nas suas vidas, E para vocês filhos: Valorizem seus pais. Não são perfeitos, mas amam vocês, sejam capazes de enfrentar a vida e triunfar como homens de bem! A vida da muitas voltas, e, e em menos tempo do que vocês imaginavam alguém lhes dirá: “Não te metas na minha vida”! “A paternidade não é um capricho ou um acidente, é um dom de Deus, que nasce do Amor”.

Deus abençoe!

Análise de um sacerdote.

BRINCANDO COM A SAUDADE - Por Claude Bloc


Cacilda toda faceira
Passeava pela mesa
Me disse, dessa maneira:
"Sou mesmo uma princesa
E brindo a liberdade...
Não se vá de Rajalegre
Pois eu vou sentir saudade"


Neguim escutou a prosa
E balançou a coleira
"Sei que tu és corajosa
E que não falas besteira
Mas eu tenho pra dizer
Uma profunda verdade
Quem vem até Rajalegre
Sempre volta com saudade."

Os gansos se assanharam
E correram muito aflitos
"Por que foi que se espantaram
Tão com medo desse grito?
Eu belisco, se eu quiser
E berro mais que cabrito
Mas que vem a Rajalegre
Tem saudade, eu acredito"...

O galo fazendo pose
Olhou pra mim e falou:
"Eu já contei até doze
E hoje já sou doutor
Olha só o colorido
Qua a natureza aprontou...
Nessas penas que carrego,
Só a saudade ficou..."



Pitombeira segredou
Muita coisa para mim
Falou de gente querida
Da beleza do jardim
Das coisas da natureza
Do perfume do jasmim
Do Sanharol e de todos
Que me conheceram, enfim
E que eu vou sentir saudade
De quem se lembrar de mim...


Claude Bloc

Uma cena da vida do Imperador Dom Pedro II - Armando Lopes Rafael.

(Texto do livro "Memórias do Exílio", do Conde Afonso Celso).


Eis o que os republicanos de 1889 nos tiraram! O mais digno, culto, honesto e patriótico governante!E tudo para colocar no lugar um punhado de aventureiros, que se sucederam ao longo do tempo, mandato após mandato, até hoje sem demonstrar que mereceram estar no mais alto cargo do país...

Leiam o texto que acompanha essa imagem e se transportem para a época, tentando sentir toda a dor daquele momento de um homem que, ao tempo em que enfrentava as agruras do Exílio, acabara de perder a esposa de quase 50 anos de vida em comum.Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."

Ao chegar a Portugal, como exilado, Dom Pedro II ouviu de um jornalista:
— Vossa Majestade aqui não é um proscrito. Todos vos estimamos, respeitamos e reverenciamos.
O povo nas ruas de Lisboa, clamavam “Viva o magnânimo!”

O Conde Afonso Celso narra a visita de condolências que ele e seu pai, o Visconde de Ouro Preto, fizeram a D. Pedro II por ocasião da morte da Imperatriz:

“Era modestíssimo o seu quarto”. A um canto, cama desfeita. Em frente, um lavatório comum. No centro, larga mesa coberta de livros e papéis. Um sofá e algumas cadeiras completavam a mobília. Tudo frio, desolado e nu.

D. Pedro II do Brasil não aceitou a ajuda financeira de seu sobrinho-neto D. Carlos I, rei de Portugal. D. Carlos I lhe ofereceu voluptuosa quantia e um palácio para residir sem custos.
Mas Pedro II sabia que ali não era o seu lugar, não seria ético em sua visão.

Os joelhos envoltos num cobertor ordinário, trajando velho sobretudo, D. Pedro II lia, sentado à mesa, um grande livro, apoiando a cabeça na mão. Ao nos avistar, acenou para que nos aproximássemos. Meu pai curvou-se para beijar-lhe a mão. O Imperador lançou lhe os braços aos ombros e estreitou-o demoradamente contra o peito. Depois, ordenou que nos sentássemos perto dele.

Notei lhe a funda lividez.
Houve alguns minutos de doloroso silêncio. Sua Majestade o quebrou, apontando para o livro aberto e dizendo com voz cava:
— Eis o que me consola.
— Vossa Majestade é um espírito superior. Achará em si mesmo a força necessária.

D. Pedro não respondeu. Depois de novo silêncio, mostrou-nos o título da obra que estava lendo, uma edição recente da “Divina Comédia”. Então, com estranha vivacidade, pôs-se a falar de literatura, a propósito do livro de Dante Alighieri. Mudando de assunto, discorreu sobre várias matérias, enumerando as curiosidades do Porto, indicando-nos o que, de preferência, deveríamos visitar. Não aludiu uma única vez à Imperatriz.

Só ao cabo de meia hora, quando nos retirávamos, observou baixinho:
— A câmara mortuária é aqui ao lado. Amanhã, às 8 horas, há missa de corpo presente.
“Saímos. No corredor, verifiquei que o meu chapéu havia caído à entrada do aposento imperial.”
Voltei para apanhá-lo.

“Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."

Divisão - Sérgio Porto.


Você poderá ficar com a poltrona, se quiser. Mande forrar de novo, ajeitar as molas. É claro que sentirei falta. Não dela, mas das tardes em que aqui fiquei sentado, olhando as árvores. Estas sim, eu levaria de bom grado: as árvores, a vista do morro, até a algazarra das crianças lá embaixo, na praça. 0 resto dos moveis — são tão poucos! — podemos dividir de acordo com nossas futuras necessidades.

A vitrola esta, tão velha que o melhor é deixá-la ai mesmo, entregue aos cuidados ou ao desespero do futuro inquilino. Tanto você quanto eu haveremos de ter, mais cedo ou mais tarde, as nossas respectivas vitrolas, mais modernas, dotadas de todos os requisitos técnicos e mais aquilo que faltou ao nosso amor: alta-fidelidade.

Quanto aos discos, obedecerão às nossas preferências. Você fica com as valsas, as canções francesas, um ou outro "chopinzinho", o Mozart e Bing Crosby. Deixe para mim o canto pungente do negro Armstrong, os sambas antigos e estes chorinhos. Aqueles que compartilhavam do nosso gosto comum serão quebrados e jogados no lixo. É justo e honesto.

Os livros são todos seus, salvo um ou outro com dedicatória. Não, não estou querendo ser magnânimo. Pelo contrario: Ainda desta vez penso em mim. Será um prazer voltar a juntá-los, um por um, em tardes de folga, visitando livrarias. Aos poucos irei refazendo toda esta biblioteca, então com um caráter mais pessoal. Fique com os livros todos, portanto. E conseqüentemente com a estante também.

Os quadros também são seus, e mais esses vasinhos de plantas. Levarei comigo o cinzeirinho verde. Ele já era meu muito antes de nos conhecermos. Também os dois chinesinhos de marfim e esta espátula. Veja só o que está escrito nela: 12-01-48. Fique com toda essa quinquilharia acidentalmente juntada. Sempre detestei bibelôs e, mais do que eles, a chamada arte popular, principalmente quando ela se resume nesses bonequinhos de barro. Com exceção, o de pote de melado e moringa de água, nada que foi feito com barro presta. Nem o homem.

Rasgaremos todas as fotografias, todas as cartas, todas as lembranças passíveis de serem destruídas. Programas de teatros, álbuns de viagens, souvenirs. Que não reste nada daquilo que nos é absolutamente pessoal e que não possa ser entre nós dividido.

Fique com a poltrona, seus discos, todos os livros, os quadros, esta jarra. Eu ficarei com estes objetos, um ou outro móvel. Tudo está razoavelmente dividido. Leve a sua tristeza, eu guardarei a minha.

Velhice - Antônio Alves de Morais.

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. 

Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo.

Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? 

Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 e 70 e, se eu, ao mesmo tempo, sentir desejo de chorar...Eu vou chorar. Vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros.

Eles também vão envelhecer.

Eu sei que eu sou às vezes esquecido. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. 

Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum animal de estimação é atropelado por um carro? 

Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. 

Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.

Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado.

Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ficar velho. A velhice me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será.

E eu vou comer sobremesa todos os dias se me apetecer. Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!

terça-feira, 21 de abril de 2026

Saudade dos Encontros V - Antonio Alves de Morais.


O casal Pedro Alves de Morais e Luiz Bastos  Bitu.

Cultive a arte da amizade como se fosse uma planta rara, cercando os familiares e amigos de cuidados, como se fossem flores.

Se sua memoria estiver falhando, anote numa agenda sentimental as datas mais importantes das suas vidas, e compartilhe com eles a alegria de está presente.

Com mais esta pequena parte do "Revivendo os Anos Sessenta" estamos encerrando as postagens do que representou e representa para aquela turma em termos de lembranças e saudades.

Um forte abraço a todos e a todas.

Antonio Alves de Morais


Saudade dos Encontros IV - Antonio Alves de Morais.


Dr. Luiz Bitu e Dona Isabel Andrade.

Em nossa idade, depois de meio seculo, a vida já percorreu estradas, dobrou esquinas e optou em encruzilhadas. Já errou, já acertou, já deslizou, já se arrependeu e, inevitavelmente, o tempo se foi.

Viveu amigos, perdeu-se amigos, alguns pela mão de Deus, outros pelo enfraquecimento do viver e da convivencia.

Hoje o nosso alhar em direção ao mundo continua mais lindo, pois na longa caminhada dos sentimentos, apredemos a somar, a dividir e a multiplicar, sem chances de diminuir no conhecimento do sentimento e das amizades.

O saudosismo maduro chega de mansinho e se aloja em nossa vida, sem tempo para acabar. O caminhar é sereno, a cumplicidade existe, a saudade é mais espontânea, não nos inibimos diante do querer, a sintonia é completa e as lembranças são depositadas no álbum das saudades, que guardamos, de um tempo que não volta mais.

Lembrar nunca é demais. Feliz daquele que tem um coração, capaz de lembrar os amigos e acima de tudo saber ser lembrado por eles.

Veja 4,02 - quatro minutos e dois segundos de um encontro marcante.


Saudades dos Encontros III - Antonio Alves de Morais.


O casal Pedro Morais e João Piau.

Neste pequeno vídeo, 4 minutos e 23 segundos - veremos a parte mais interessante do encontro "O Luizinho e sua Banda" tocando musicas que marcaram os anos 60 e os nossos amigos festejando o encontro através da arte mais bonita e nobre de todas - A dança.




SAUDADES DOS ENCONTROS II - Antonio Alves de Morais.


Meu primo, meu amigo e camarada Mundim do Vale.

Vale a pena ver o vídeo pela harmonia, serenidade e paz reinante entre todos os amigos presentes. Como  era perfeita a civilidade naqueles tempos.

Nestes 6 minutos e 41 segundos podemos observar a parte interno do Clube antes do inicio do Baile. Vê-se a alegria, a confraternização, e sobretudo a emoção pelo encontro.

Aqui você verá a todos, em suas mesas, felizes pelo encontro com amigos que já não se encontravam há 30, 40 anos ou mais. Na próxima postagem começa o arrasta pé, o rela bucho.

Saudades dos Encontros I - Antonio Alves de Morais.

A partir de hoje, estarei postando partes destes memoráveis encontros onde a alegria e felicidade de nossos conterrâneos, nos enchem de encanto e beleza. Muitos  já  viraram na esquina  e  passaram para o andar de cima mas ficou a saudade.

Joãozinho Piau, um amante de nossa terra que como ninguém soube valorizar os laços de amizades de nossa terra, produziu esta relíquia 

Veja, nesta primeira postagem, a chegada dos nossos amigos e conterrâneos ao local do encontro - Clube do BicBanco, de forma muito  organizada,  pausada e quase teatral.

Vale a pena ver.

Raquel de Queiroz - Antônio Alves de Morais.


A proprietária da mais famosa fazenda  de Quixadá -  " Fazenda Não Me Deixes" - Raquel de Queiroz.

Cego Aderaldo - Um Cratense Notável !
Aderaldo Ferreira de Araújo.
Nasceu em Crato, em 24 de Junho de 1878 e faleceu em Fortaleza em 29 de Junho de 1967.
Filho de Joaquim Rufino de Araújo e Maria Olímpia de Araújo. 
Foi um poeta que se destacou por seu raciocínio rápido improvisando rimas, em Quixadá, pouco depois de perder a visão em um acidente. 

Sua desenvoltura no desafio o consagrou definitivamente. Um dia cantava em uma praça de Quixadá e um cabra tentou enganá-lo colocando uma tampa na bacia das esmolas. Ele conheceu a fraude pelo tilintar e metrificou:

Quem jogou essa tampinha,
Querendo ser engraçado.
Se é solteiro não casa,
Se casa é enganado.
Não sendo uma coisa ou outra,
Termina sendo um veado.

Fuinha e Cabeleira - Antonio Alves de Morais.


No dia l7 de Julho de 1950 o clube do Pimenta, o Crato Tênis Clube foi inaugurado. Os tempos eram outros, os costumes também, eu nem era nascido.

Até o inicio da década de 70 do século passado para frequentar uma simples vesperal de Domingo teríamos que nos apresentar de terno e gravata. 

Imaginemos a minha primeira festa social no clube, 1969. Escolhia-se a "misse mirim" do ano. Desfilaram dezenas de crianças cuja a vencedora foi "Salambô" filha do saudoso, professor e dentista Dr. Gutemberg Sobreira.  

Lá estávamos nós nos salões muito chique, Anário de terno parecia o apóstolo Judas, o Zé Leito aleijado, uma parte do palitó no joelho e a outra no ombro. É que o Anario havia colocado uma pedra de dois quilos no bolso do paletó dele e ele não percebeu de tão embriagado que estava! Eu, vou deixar que eles me descrevam.

Pedimos três "cubas montilla" rum, coca e limão ao Fuinha, foto com Cabeleira, garçons muito conhecido do meio social da época. 

Ele nos serviu sob o olhar desconfiado do Paulo Frota, dono do restaurante do clube. Naqueles velhos tempos  estudantes costumavam não ter dinheiro e eram prezepeiros, capazes até de fugir sem pagar  a conta. Não era o nosso caso.

Pense na tua velhice - Antônio Alves de Morais.


Um fazendeiro abastado do Crato, senhor de engenho muito rico tinha dois filhos já na idade adulta. O velho permitia que os filhos  fizessem parte da administração de seus negócios, mas, nada de abrir mão de seu patrimônio. Um compadre o visitou e lhe falou : Você já está  com idade avançada,  já não  dá conta de administrar seus bens. Porque não transfere para os seus filhos, já que a eles pertencem?

O velho respondeu : De jeito nenhum. É deles, não tenho duvidas, mas só  tomarão posse depois de minha morte.

Porque razão? O que lhe leva a ter essa  decisão um tanto quanto egoísta?

O velho respondeu : Quando eu era garoto peguei dois bruguelos de "canário silvestre" e coloquei numa gaiola. Os velhos, pai e mãe, vinha trazer água e comida diariamente.

Quando  os bruguelos estavam na idade adulta eu troquei, prendi os velhos e soltei os filhotes. Os novos foram embora e os velhos morreram de sede e fome.

Prevenção - Antonio Alves de Morais

Ao ver o marido vestindo o paletó, a esposa perguntou:

Aonde você vai?

Vou ao médico.

Por que? Você está doente?

Não. Vou ver se ele me receita esse tal de 'Viagra'.

A esposa levantou-se da cadeira de balanço e começou a vestir o casaco.

Ele perguntou:

E você? Aonde vai?

Ao médico, também.

Por que?

Quero pedir para tomar uma antitetânica.

Mas, por que?

Vai que essa coisa velha e enferrujada volte a funcionar!

segunda-feira, 20 de abril de 2026

MISTURAÇÃO - Wilton Bezerra, comentarista, generalista.


 • ÚNICA VERGONHA - A luta pelo poder vira um vale tudo entre os exterminadores da razão. Todos acreditam que a única vergonha é perder a eleição. A gente procura um rasgo de grandeza, uma frase memorável e não encontra. 

• COPA ESVAZIADA - Os grandes artistas da bola são responsáveis pela riqueza que o futebol gera. Deles dependem: quem transmite, quem patrocina, quem agencia, quem compra e quem vende. Quando os clubes não utilizam os seus principais players na Copa do Nordeste, decidindo por formações reservas, a competição afunda, também, como negócio. Sem o bom artista, o espetáculo naufraga. 

• CRUZAMENTOS - Se duas bolas, das milhares cruzadas na área, redundassem em gols, o futebol brasileiro seria recordista em tentos marcados. 

• TELAS - Eis a verdade: fazemos parte dos milhões que não conseguem ficar desconectados das telas 24 horas. 

• RESISTÊNCIA - Quando apenas resistir não é o suficiente, a saída é reexistir mesmo, reinventar, abrir novas frentes. 

• PIOROU - É desalentador: quem é idiota pode soar como gênio para outro idiota. Não falta plateia para os imbecis. 

• PENSANDO BEM... 

- A guerra é a continuação da política por outros meios. 

- A bomba ameaçadora do Irã é o controle do estreito de Ormuz. 

- Serenidade não é qualidade disponível em ambiente polarizado. 

- Quem pede chuva deve estar preparado pra lama. 

- O mix da corrupção está cada vez mais completo. As máquinas de blindar do Congresso e do Judiciário estão rodando como nunca.