sexta-feira, 28 de novembro de 2025

NA MEDIDA , SOBREVIVER - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Não passar fome não é desenvolvimento, é sobrevivência. "A gente não quer só comida/a gente quer comida, diversão e arte". 

SEM DESTINO - Não entendo do assunto, mas a economia no Brasil nos dá a impressão de que está subindo num avião sem plano de voo nem destino. 

NÃO DEU CERTO. Por que o Brasil, um país tão rico, com mais recursos do que os EUA, quase da mesma idade, não deu certo? 

NOSTALGIA - Nostalgia é contemplar a beleza que existe em nossas mentes. Saudosismo é querer viver no passado. Eu vivo no passado e no futuro, e é deles que o meu presente é feito. 

HISTÓRIA - Os vencedores fazem a primeira parte da história. A segunda parte é feita pelos resistentes. 

A NECESSIDADE DO FUTEBOL - O futebol foi inventado, entre outras coisas, para que os operários ingleses tivessem alguns momentos de lazer e alegria, nos poucos intervalos do desumano trabalho no começo da Revolução Industrial. 

FRASE - Enquanto houver indignação, haverá esperança. WB.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Antonio Aureliano Chaves de Mendonça - Antônio Alves de Morais


O mais grave não é a censura em si, mas a maneira como é feita. O primeiro cuidado do homem deve ser evitar as censuras do seu próprio. 
Quem não ouve com paciência não decide com precisão. As palavras só nos pertencem  até serem proferidas. A confiança é um tecido que não aceita remendos.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Jesus é Deus? - Antonio Alves de Morais.

Você já encontrou uma pessoa que é o centro das atenções onde quer que vá? Alguma característica misteriosa e indefinível o distingue de todas as outras pessoas. Pois foi isso que aconteceu dois mil anos atrás com Jesus Cristo. 

Porém não foi simplesmente a personalidade de Jesus que cativou aqueles que o ouviam. Aqueles que puderem ouvir suas palavras e observar sua vida nos dizem que existia algo em Jesus de Nazaré que era diferente de todas as outras pessoas.

A única credencial de Jesus era ele mesmo. Ele nunca escreveu um livro, comandou um exército, ocupou um cargo político ou teve uma propriedade. Normalmente ele viajava se afastando somente alguns quilômetros do seu vilarejo, atraindo multidões impressionadas com suas palavras provocativas e seus feitos impressionantes.

Ainda assim, a magnitude de Jesus era óbvia para todos aqueles que o viram e ouviram. E enquanto a maioria das grandes personalidades históricas desaparece nos livros, Jesus ainda é o foco de milhares de livros e controvérsias sem paralelos na mídia. 

Grande parte dessas controvérsias envolvem as afirmações radicais que Jesus fez sobre si mesmo, afirmações que espantaram tanto seus seguidores quanto seus adversários.

Foram principalmente as afirmações únicas de Jesus que fizeram com que ele fosse considerado uma ameaça pelas autoridades romanas e pela hierarquia judaica. Embora fosse um estranho sem credenciais ou força política, em apenas três anos Jesus foi capaz de mudar a história dos mais de 20 séculos seguintes. 

Outros líderes morais e religiosos influenciaram a história, mas não como o filho de um carpinteiro desconhecido de Nazaré.

Qual era a diferença de Jesus Cristo? Ele era apenas um homem de grande valor ou era algo mais?

Essas perguntas nos levam ao cerne do que Jesus realmente era. Alguns acreditam que ele era simplesmente um grande professor de moral, já outros pensam que ele foi simplesmente o líder da maior religião do mundo. 

Porém muitos acreditam em algo muito maior. Os cristãos acreditam que Deus nos visitou em forma humana, e acreditam que há evidências que provam isso.

Após analisar com cuidado a vida e as palavras de Jesus, C.S. Lewis, antigo cético e professor de Cambridge, chegou a uma espantosa conclusão, que alterou o rumo de sua vida. Então quem é Jesus de verdade? 

Muitos dirão que Jesus foi um grande professor de moral. Ao analisarmos mais cuidadosamente a história do homem que causa mais controvérsias em todo o mundo, primeiramente devemos perguntar: será que Jesus foi simplesmente um grande professor de moral?

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

A serpente e o vagalume - Antonio Alves de Morais

Fonte: Em circulação na internet

 Era uma vez uma cobra que perseguia um pirilampo (vagalume). Ele fugia, fugia, com medo da feroz  e ágil  predadora, mas a serpente não desistia. Um dia, já sem fôlego e sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
Posso fazer três perguntas antes de você me devorar?
Que pedido imbecil! Não costumo abrir esse precedente, mas já que vou lhe  deglutir, pode perguntar.
Por acaso eu pertenço à sua cadeia alimentar?
Não.
Sou saboroso ou nutritivo para o seu paladar?
Nada  disso.
Eu lhe fiz alguma coisa de mal algum dia?
Nenhuma vez.
Então porque você quer me devorar?
Porque não suporto ver você brilhar à noite!

Moral da história: A inveja é um pecado capital porque é pior que a cobiça. O invejoso não deseja o que é do outro, deseja apenas que o outro não tenha o que tem. Não seja o que é. - Padre Fábio de Melo.


Nelson Rodrigues - Por Nelson Rodrigues.

"O ser humano é cego aos próprios defeitos. Jamais um vilão proclamou-se vilão.  

Nem o idiota se diz Idiota"

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

NA MEDIDA, PELÉ - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Dentro dessa camisa, o melhor futebol do Mundo. Ninguém jogou como ele. "Rei, da cabeça aos pés", como disse Nelson Rodrigues. Um gosto pelas façanhas. Uma imagem colada ao Brasil para sempre.

"É NÓS" - O futebol pode ser entendido como paixão do povo, fator de inclusão e representatividade do que somos, nós os brasileiros.  Não há a necessidade de compreendê-lo somente através da nomenclatura vinda da academia. Ora, bolas. O futebol é muito mais do que 11 X 11, num gramado verde. 

NEYMAR - Tirando-se Neymar da zona de articulação (onde a movimentação é maior), devolvendo-o ao lado esquerdo, teria o jogador velocidade para a jogada de ruptura? Estou curioso para saber (se for convocado) qual das duas funções o jogador terá condições de melhor executar. 

CRONISTAS - A crônica esportiva já teve comentaristas literários. Nelson Rodrigues e Armando Nogueira uniam a realidade e a poesia. Hoje, os estatísticos e pragmáticos tentam explicar até o que não tem explicação.

MUDANÇAS. Quando o futebol foi mudando com o progressivo desenvolvimento científico e tático, esqueceram de avisar aos treinadores brasileiros. Demorou um tempo para que tomassem consciência das mudanças. Depois de ser derrotado pela Holanda em 1974, Zagalo afirmou que não conhecia o time holandês Ajax, base da laranja mecânica. Sua preocupação era a Alemanha. 

ZAGUEIRO - Bem sabemos que é melhor para a zaga sair jogando do que fazer ligação direta. Mas, nem todo zagueiro tem habilidade para trocar passes. Por isso e pelo receio de ser considerado grosso, se recusa a dar chutão quando a manobra se complica. 

FRASE. "Futebol coletivo, vá lá, desde que não reprima a beleza e a improvisação". WB.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Motta sobre Antifacção: Lula ficou no lado errado - Por Diario do Poder.

Presidente da Câmara destaca que a população não pode ficar refém de 'falsas narrativas'

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o governo Lula (PT) “errou” ao se posicionar contra o Projeto de Lei Antifacção, aprovado na noite de terça-feira (18) por 370 votos a 110.

Em postagem nas redes sociais nesta quarta-feira (19), Motta destacou ainda que há “falsas narrativas” contra a proposta:

“Não se pode desinformar a população, que é alvo diariamente do crime, com inverdades. É muito grave que se tente distorcer os efeitos de um Marco Legal de Combate ao Crime Organizado cuja finalidade é reforçar a capacidade do Estado na segurança pública. Não vamos enfrentar a violência das ruas com falsas narrativas. Precisamos estar unidos neste momento. 

O governo optou pelo caminho errado ao não compor essa corrente de união para combater a criminalidade. Repito: segurança não pode ser refém de falsas narrativas”.

NA MEDIDA, A CARNE E A BOLA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Aquele toque elegante de Gerson ao dar um passe que facilitava a vida de quem recebia a bola mudou de nome. Jogadores, agora, dão uma “fatiada” na bola, como se fosse numa alcatra. E, nesse certame de carnes, ainda tem o chute na “orelha” da bola. Daqui a pouco, o jogador lançará uma bola de carne para o companheiro. 

JOGO À BASE DE CRUZAMENTOS - Análises dos cruzamentos de bola na área apontam aproveitamento, no máximo, de 3% das jogadas. Quase metade desses lances terminam em posse de bola ou contra-ataques dos adversários. É uma miséria o cruzamento ("chuveirinho") somente para se livrar da bola. 

SEM SAF - Duas grandiosas equipes do futebol mundial - Barcelona e Real Madrid - são exemplos de que é possível manter uma gestão dentro do modelo associativo. No futebol brasileiro, os clubes afundados em dívidas,  projetam sair dessa alternativa como tábua de salvação. Colocar dinheiro e mandar nos rumos da agremiação ainda assusta. 

SEM CENTROAVANTE. "De tempos em tempos, alguém decreta o fim dos centroavantes. No futuro, teremos o sistema 4-6-0". WB.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Lembrou? Hoje é o Dia da Bandeira – Armando Lopes Rafael


   Comemoramos neste 19 de novembro o Dia da Bandeira. A data foi oficializada por meio do decreto lei número 4, em homenagem a este símbolo máximo da Pátria, consoante o artigo 13, parágrafo 19, da Constituição brasileira. Muito bonita a atual bandeira do Brasil!   

    O que poucos sabem é que, após o golpe militar de 15 de novembro de 1889, que instaurou a República, foi “remodelada” a linda Bandeira do Império para surgir uma nova bandeira para os "recém-criados" "Estados Unidos do Brasil". (Este o novo nome do Brasil  que vigorou até 1967, quando o então presidente, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, mudou a denominação para "República Federativa do Brasil", nome que prevalece até os dias atuais.

     Voltemos à primeira bandeira republicana, que surgiu após o golpe militar de 15 de novembro de 1889. Ela era uma imitação barata da bandeira norte-americana. Era composta de listas horizontais verdes e amarelas, e um quadrado azul – na parte esquerda de cima – com estrelas brancas a representar os Estados, antigas Províncias. 

Primeira bandeira da República. Durou apenas 4 dias

      A população carioca reagiu de maneira tão negativa à primeira bandeira republicana, que as novas autoridades republicanas, após quatro dias, voltaram atrás. Resolveram manter a bandeira do Império do Brasil, substituindo apenas o belíssimo escudo imperial por uma esfera azul, cortada ao meio por um faixa branca, com a frase positivista Ordem e Progresso.

      Quanto à bandeira do Império, ela foi criada por inspiração do Imperador Dom Pedro I. Este escolheu o verde (cor da Casa Real dos Bragança) e o amarelo (cor da Casa dos Habsburgo, da Imperatriz Leopoldina). Coube ao pintor Debret fazer o desenho da bela bandeira verde-ouro, que continua a ser o nosso maior símbolo pátrio, apesar das modificações republicanas, acima citadas. 

      A bandeira imperial é um dos artigos mais vendidos nas lojas de produtos monárquicos. Impressionante! A cada dia aumenta o número de brasileiros que sente saudade dos tempos imperiais... E compra uma para ter em casa. Mas as atuais autoridades republicanas fingem não saber disso e procuram também esconder este fato do povo.

    Aos homens, essas autoridades  podem enganar, a Deus, nunca! 

 Lembra uma frase que está no Evangelho de Mateus 23,15: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra para fazer um adepto; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós”. 





A verdade de um editorial: A verdade dói - Armando Lopes Rafael.

 


Está obtendo ampla repercussão o editorial do jornal brasileiro “Conexão política “ sobre as palavras ditas pelo Chanceler alemão Friedrich Merz sobre a cidade de Belém do Pará ter sido escolhida – por Lula – para sede do encontro da "Cop30". Encontro que, diga-se de passagem, tem sido um fracasso... Abaixo o comentado editorial:

“A fala do chanceler alemão foi dura, direta, quase cruel para quem ainda insiste em acreditar na fantasia de país potência. Mas foi verdadeira. E verdade, no Brasil, sempre dói mais do que deveria. Quando Friedrich Merz disse em Berlim que nenhum dos jornalistas alemães quis ficar no Brasil e que todos estavam felizes por ter voltado para a Alemanha, o incômodo não está na frase. O incômodo está na realidade que a frase traz.

“O Brasil se tornou uma caricatura de si mesmo por causa dos seus próprios políticos. Uma casta que vive distante do povo, blindada em gabinetes, protegida por seguranças, movendo-se entre jatinhos, assessores e palácios. Uma elite institucional que olha para o país como quem observa um território estranho, habitado por gente descartável. O brasileiro comum vive como rato em um labirinto mal planejado, tentando sobreviver aos esgotos a céu aberto, ao transporte público sucateado, às escolas sem estrutura e aos hospitais que funcionam à base de improviso.

“Enquanto isso, quem deveria ser responsabilizado pela tragédia cotidiana vive de marketing e de slogans, maquiando a miséria estrutural com campanhas coloridas, promessas recicladas e narrativas de 4 em 4 anos. O ciclo se repete como metástase. A cada eleição o tumor cresce, ganha novos braços, novos rostos, novas justificativas. E o corpo do país continua necrosando.

“Os mesmos políticos que entregam o pior de si à população são os que correm para posar como vítimas quando uma crítica internacional detona o óbvio. Tentam sempre a mesma encenação patriótica: somos todos Brasil. Mas não são. Nunca foram. Quando o chanceler alemão critica Belém, a vergonha não é da população paraense, não é do povo honesto e pagador de impostos. A vergonha é exclusivamente dos governantes que entregam, ano após ano, indicadores de país colapsado.

“Belém coleta apenas cerca de 20 por cento do seu esgoto. O resto vai parar nos rios, nos igarapés e na porta das casas das famílias que vivem com renda inferior ao mínimo. O Brasil, como um todo, trata menos de 50 por cento do esgoto gerado. São mais de 100 milhões de pessoas sem coleta adequada. Há escolas em que alunos estudam em contêineres, cidades em que metade das ruas não é asfaltada, hospitais onde pacientes dividem macas e esperam meses por uma consulta simples. O país investe menos de 2 por cento do PIB em infraestrutura, enquanto a média de países desenvolvidos supera os 4 por cento. Somos um território gigante com estrutura de república improvisada.

“A elite política ignora esses números porque ignora a vida real. E quando confrontada com a verdade, corre para o discurso sentimental, tentando transformar crítica em ataque ao Brasil, como se os brasileiros e seus políticos fossem a mesma coisa. Não são. O povo carrega um fardo que não escolheu. Os políticos carregam privilégios que nunca largam.

“No fundo, o país vive um estado permanente de abandono institucional. E o Brasil oficial ensina o Brasil real a sobreviver com migalhas. É por isso que o paralelo com ‘Maior Abandonado’, uma clássica canção de Cazuza, é inevitável. O Estado brasileiro alimenta a população com raspas, restos, migalhas dormidas do pão. E faz isso com a mesma lógica da canção: pequenas porções de ilusão. Mentiras sinceras que interessam. Mentiras sinceras que mantêm o sistema funcionando. Mentiras sinceras que sustentam um país onde a população continua pedindo apenas um pouquinho de proteção, como o maior abandonado.

“A política brasileira transformou o cidadão em pedinte da própria nação. E enquanto houver um país que aceita viver de migalhas, haverá um Estado que entrega apenas raspas e restos. É isso que o chanceler alemão enxergou em poucos dias no Brasil. É isso que os brasileiros conhecem desde que nasceram. O escândalo não está na fala dele. O escândalo está no fato de ele ter dito em voz alta o que o Brasil finge não ver”.

(Postado por Armando Lopes Rafael)

Câmara impõe nova derrota a Lula e aprova projeto antifacção por 370 a 110 votos - Por Diario do Poder.

 

A Câmara dos Deputados aprovou, por 370 votos favoráveis e 110 contrários, o projeto conhecido como “antifacção”, que amplia os instrumentos legais para reforçar o combate ao crime organizado no país. A proposta cria a figura penal da facção criminosa e aumenta as penas para quem integra, financia ou exerce liderança nessas organizações. O texto estabelece punições que variam de oito a quinze anos para participação em facções e prevê penas de até trinta anos em casos de homicídios cometidos por determinação dessas organizações, considerados crimes hediondos.

Veja o que muda:

sentenças de 20 a 40 anos para crimes cometidos por facções ultraviolentas;

criminaliza e endurece penas contra o “novo cangaço”, o domínio territorial e ataques com explosivos, armas pesadas e drones;

estabelece regras para que líderes de facções cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima;

mecanismos de monitoramento audiovisual de parlatórios, inclusive no contato com advogados em hipóteses excepcionais;

medidas de confisco mais amplas, com bloqueio e alienação antecipada de bens, contas e criptoativos;

possibilidade de intervenção judicial em empresas usadas pelas facções.

o projeto aprovado ainda prevê que criminosos não podem se beneficiar com redução de penas ou “progressão de regime, sem cumprir  70%, 75%, 80% ou 85% da sentença, dependendo do caso.

Deputado e secretário de Segurança Pública licenciado de São Paulo, Guilherme Derrite –

O projeto também autoriza a infiltração de agentes de segurança em estruturas do crime organizado, além de permitir o acesso, mediante autorização judicial, a dados de localização e registros de conexão de investigados. Outro ponto é a criação de um banco nacional dedicado ao registro de informações sobre facções criminosas, complementado por bancos estaduais que reunirão dados sobre atuação, integrantes e estrutura financeira dessas organizações.

As medidas incluem ainda mecanismos para enfraquecer o poder econômico das facções, como apreensão de bens, bloqueio de transações financeiras e intervenção judicial em empresas utilizadas para lavagem de dinheiro. Há previsão para suspender contratos públicos mantidos por pessoas ou entidades associadas às organizações criminosas.

NA MEDIDA, NÃO VÊ QUEM NÃO QUER - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Uma coisa é certa. A cartolagem retrógrada que deixa os clubes endividados precisa ser extinta do futebol brasileiro.

A resistência a novos modelos de gestão se dá em favor de fósseis administrativos que ainda imperam.

Por isso mesmo, boa parte da nobreza do futebol brasileiro está afundando. Só não vê quem não quer.

Impossível ignorar os rigores que uma gestão verdadeiramente profissional moderna exige.

*A FORÇA DO FUTEBOL*

Nenhuma das grandes ideologias conseguiu alcançar, com unanimidade, sociedades, culturas, raças e sistemas politicos como o futebol. A FIFA, por exemplo, tem mais associados do que a ONU.

*COM OS PÉS*

Por conta de quem fez poesia com os pés, o futebol tornou-se arte.

O brasileiro é a personificação do futebol como algo lúdico. "Menino passarinho com vontade de voar".

*FRASE*

"Craques e loucos, assim como os gatos, têm sete vidas". _Xico Sá_.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Hugo Mota desafia o governo - Por Diario do Poder.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), ficou valente e decidiu desafiar o governo Lula (PT) pautando a votação do projeto de lei antifacção relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP). O texto passou por vários recuos para definição da versão final, em razão da conhecida insegurança de Motta, pouco disposto a encarar “bolas divididas”. Mas caiu a ficha e ele percebeu que o problema de Lula e do PT é só político, uma tentativa de vetar relator que não é governista.



Relator ponta firme

Bom cabrito, Derrite não reclamou e assumiu as hesitações de Motta, que então resolveu retribuir elogiando sua escolha como relator.

Decisão ‘pessoal.

O presidente da Câmara assumiu então como “decisão pessoal” escolher o relator Derrite, que na verdade havia manifestado interesse na função.

Direito adquirido.

Especialista em segurança, Derrite relatou a extinção da ‘saidinha’ de presidiário, excrescência que continua valendo para quem já era detento.

Lula quer a forra.

Lula não esquece que Derrite liderou a rejeição do seu veto ao fim da saidinha, em uma das derrotas mais constrangedoras do atual governo.

domingo, 16 de novembro de 2025

15 de novembro de 1889: uma página triste da nossa história. Nada a comemorar – por Armando Lopes Rafael

 


   Todos sabem que os tempos imperiais foram varridos do Brasil devido ao golpe militar 15 de novembro de 1889. Foi esta primeira ruptura constitucional, de uma série de outras que se repetiriam ao longo da tumultuada história republicana. Aquele levante   de poucos oficiais do Exército foi recebido com espanto e indiferença pela população brasileira. Continua sendo indiferente ao nosso povo. Tanto que neste dia de “15 de novembro” – apesar de ser oficialmente um “feriado nacional” – não vai haver comemorações no Brasil. A herança que ficou daquela rebelião foi a de um ataque perpetrado, à sorrelfa, por poucos oficiais do Exército Imperial, contra um governo legitimamente constituído. A sublevação militar de 15 de novembro de 1889 rasgou a Constituição Imperial de 1824, a nossa primeira Carta Magna – a mais longa da nossa história constitucional – pois vigorou durante 67 anos.  Um fato inédito dentre as 7 (sete) Constituições que o Brasil já teve. Haja Constituições...

   A minoria que fez o golpe republicano retirou, pela força, Dom Pedro II e sua família das posições constitucionais que exerciam. Em seguida, expulsou a Família Imperial do Brasil.  No entanto, no imaginário popular desta nação, Dom Pedro II exerce uma memória especial nos dias atuais. Ele é reconhecido como “O Maior dos Brasileiros”. E ninguém o superou como Chefe de Estado. No exercício desta função Dom Pedro II se destacou pelo vasto preparo intelectual de que era possuidor; por sua grande cultura; sua honestidade; seu patriotismo e seu magnânimo coração...

   Diferente era a postura dos poucos oficiais do Exército, responsáveis pela quartelada republicana. Um dos líderes da rebelião, o Alferes Cardoso (vem a ser o avô do ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso) sugeriu, após a “Proclamação”, que a Família Imperial fosse fuzilada. Felizmente foi voz isolada. O autodenominado Presidente do Governo Provisório da República, Marechal Deodoro da Fonseca, mandou comunicar ao Imperador deposto que o Tesouro Nacional lhe concederia a importância de 5 mil contos de réis, destinada às despesas iniciais dele e de sua família nos primeiros tempos de exílio. Dom Pedro II se recusou a oferta. Ora, 5 mil contos de réis era o equivalente, àquela época, a 4 toneladas e meia de ouro. O magnânimo Imperador assim respondeu ao emissário do Marechal Deodoro: “Com que autoridade esses senhores metem a mão no Tesouro Nacional?” E partiu para o exílio com o pouco dinheiro que dispunha. Com isso, deixou ao Brasil um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. 

   A Imperatriz Teresa Cristina morreu logo após o navio, que os transportava ao exílio, chegar à cidade do Porto, em Portugal. A Família Imperial já estava quase sem dinheiro. E a Imperatriz só não foi enterrada como indigente porque um bondoso comerciante português pagou suas exéquias.  Os tempos de exílio do Imperador, vividos num modesto hotel no centro de Paris, trouxeram-lhe cansaços e enfermidades, apressando a sua morte aos 66 anos de idade .

LEIA OS COMENTÁRIOS POSTADOS

DOSIMETRIA E DATA VÊNIA - Antonio Alves de Morais

Nos últimos dias essas duas palavras estranhas ao nosso dia a dia foram muito  divulgadas pela grande mídia nacional.

Dosimetria: É a pena que um juiz do Supremo Tribunal Federal  determina para o condenado, decisão que cabe só ao juiz, não existe lei determinante.  Foi o que  vimos nestes julgamentos do mensalão e da Lava jato.


Data vênia:  É o pedido de permissão para votar de forma contraria aos demais juizes, ou seja como lhe interessa. E, assim, como prova maior  do julgamento desacompanhado da lei  vários são os empates:  cinco a cinco como se um julgamento de crimes fosse uma partida de futebol. Portanto as dosimetrias e os data vênias provêm de forças externas a corte e nunca de uma determinação baseada em lei. 

sábado, 15 de novembro de 2025

NA MEDIDA, METÁFORA DE MARCAR GARRINCHA-Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Nessa montagem, um soldado armado de cassetete e revólver tenta impedir a passagem de Garrincha, o "anjo das pernas tortas". Uma demonstração de que há certas coisas na vida que não podem ser contidas. 

CRISE DE QUALIDADE - Um produto rentável como o futebol precisa de preocupação com o espetáculo que oferece. Há jogos que são medonhos de assistir. Observamos a impressionante falta de qualidade no futebol de gigantes clubes brasileiros. Só faltam ficar orgulhosos da crise. Enquanto isso, o torcedor dá sinais de que não evoluiu ao aceitar o baixo nível dos jogos. 

DIMENSÕES DO FUTEBOL - O futebol nos dá prazer pela simulação de nossas possibilidades lúdicas e motoras, além de mexer com outras dimensões. Sabiam? O futebol na sua prática revela até caráter. Camus, escritor franco- argelino que foi goleiro, disse: "Aprendi tudo sobre a moralidade humana jogando futebol" Daí porque a frase "o futebol, é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes" ser insuficiente para explicar esse jogo. 

DIVISÃO - O escritor Paulo Mendes Campos dividiu os times em "épicos" (Flamengo), "clássicos" (Fluminense) e "imprevisíveis"(Botafogo).

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Lula é mal-intencionado para 49% dos brasileiros - Por Diario do Poder.

Outros 63% consideram que o presidente não tem cumprido promessas de campanha.

Um levantamento feito pela Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (12) mostra que 49% dos brasileiros consideram o presidente Lula (PT) mal-intencionado. Em contrapartida, 44% o avaliam como bem-intencionado.

Não sabem ou não responderam, somam 7%.

Em relação à pesquisa anterior, o índice dos que consideram Lula (PT) mal intencionado era de 47%, oscilando dois pontos percentuais para cima. A porcentagem que considera o petista bem intencionado regrediu três pontos percentuais.

A pesquisa também perguntou se Lula (PT) tem conseguido cumprir as promessas de campanha. 63% consideram que o presidente não tem cumprido promessas de campanha; 32% consideram que ele tem cumprido suas promessas e outros 5% não souberam responder.

Segurança Pública domina pauta da Câmara nesta semana - Diario do Poder.

A votação dos projetos está prevista para ocorrer entre os dias 11 e 13 de novembro.

A Câmara dos Deputados pode votar nesta semana uma série de projetos voltados à segurança pública e ao combate ao crime organizado. Entre os principais itens da pauta está o Projeto de Lei 5582/25, que aumenta as penas para quem participa de organizações criminosas ou milícias, autoriza a apreensão prévia de bens de investigados em determinadas situações e amplia o acesso a dados de investigados na internet.

Também está em análise o Projeto de Lei 4503/25, que cria o crime de obstrução de Justiça para qualquer tipo de delito investigado, e não apenas em casos relacionados a organizações criminosas. Outro projeto relevante é o PL 4333/25, que propõe ampliar o prazo da prisão temporária de cinco para 15 dias e incluir novas hipóteses para decretação de prisão em flagrante.

Além disso, o Projeto de Lei 4331/25 busca aumentar a parcela dos recursos arrecadados com as apostas online destinada à segurança pública, elevando de 13,6% para 31,6%. Parte desses recursos seria destinada aos fundos estaduais e distrital de segurança.

A votação dos projetos está prevista para ocorrer entre os dias 11 e 13 de novembro, conforme a agenda da Câmara dos Deputados.

O roedor de unhas - Antonio Alves de Morais


Não houve no mundo casal mais desunido que Zé Chato e Jorvina. Gato e rato perdiam. Já velhinhos moravam numa casinha de taipa próxima a casa de Raimundo Bitu do Sanharol.

Apesar da pobreza extrema, pois a época não havia aposentadoria e os dois não tinham condições de trabalho e nem familiares que pudessem ajudá-los, viviam da caridade alheia, mas, não reclamação da vida. A generosidade de Dona Cotinha Bitu  mandava diariamente o almoço e o jantar  para os dois.

Zé Chato era muito nervoso, e vivia roendo as unhas. As cabeças dos dedos chegavam ao sangue e ele não parava com a mania.

De repente, de uma hora pra outra, todos estavam admirados: as unhas de Zé Chato ressurgiram como num passo de mágica. Unhas longas, cabeças dos dedos sarados etc.

Zabé de Vicente Felix perguntou: Jorvina muié, o que tu fez que Zé Chato largou de roer as unhas? 

 Ora o que foi Zabé, eu escondi a chapa dele!

Raimundo Nonato Bezerra de Morais - Antonio Alves de Morais.

Mundim do Vale é o apelido que mais me identifica com as coisas do sertão, onde nasci em 13//08/1946, mais precisamente no sítio Lagoa do Arroz, a dois quilometro do centro de Várzea Alegre, hoje fazendo parte da área urbana do município.

Filho de Pedro Alves de Morais e Iraci Bezerra de Morais, o mais velho dos vivos. Fui registrado com o nome de Raimundo Nonato Bezerra de Morais. Meu pai tabelião e minha mãe professora, razão pela qual seus onze filhos tiveram oportunidades e estímulo para educação.

Tive minhas primeiras noções do alfabeto com as professoras Antônia Bezerra (Toinha de Joaquim Francisco) e Luzenir Aquino. 

Em seguida, fui matriculado no grupo escolar José Correia Lima, que freqüentei até o quarto ano primário, não tendo chegado a concluir o curso primário, atualmente denominado primeiro grau menor.

Desde os nove anos de idade já se manifestava minha simpatia por cultura popular. Sempre me aproximava dos emboladores de feira, violeiros repentistas, vendedores de cordel, e até mesmo arriscava fazer umas quadrinhas no grupo escolar, por encomenda das professoras Maria Vieira e Zélia Aguiar, que as divulgava nas festinhas da escola.

Meu tempo de criança e adolescente não foi diferente dos demais garotos criados entre cidadezinha e o campo: armando arapucas, fabricando gaiolas, andando de jegue, pescando e caçando, enfim, abusando do conforto que a natureza oferecia, apesar dos tempos de estiagens

No ano de 1968 concorri ao cargo de oficial de justiça, através de concurso público, tendo sido classificado em primeiro lugar. Em dezembro do mesmo ano fui nomeado pelo governador Plácido Castelo, sendo então secretário de justiça o Dr. José Napoleão de Araújo. 

No início de 1969 assinei o termo de posse no cartório de primeiro ofício da comarca de Várzea Alegre.

Em 1971 requeri licença e vim a Fortaleza, para onde já se mudara toda a minha família (pai, mãe e os dez irmãos). Nesse período instalei, com meu cunhado Joemilton Martins, a empresa Pincel- pinturas cearenses Ltda., especializada em pinturas e impressos. Em agosto de 1973 deixei a empresa com meu sócio e voltei a Várzea Alegre reassumindo o cargo.

Em janeiro de 1975 casei com Maria Gonçalves Costa de Morais (Fátima), com quem tenho dois filhos: Ilka e Diogo.

Um pouco antes em 1995, lendo alguns poemas do amigo Helder (Dedé) França, senti-me estimulado a escrever e mostrar alguns poemas, deixando fluir a inspiração. O próprio Dedé França, além dos meus familiares, foram grandes incentivadores. Essa aprovação me animou a continuar produzindo poemas de cunho popular.

Em 1998 fui convidado por meu irmão João Morais para administrar uma emissora de rádio comunitária no distrito de Pecém (São Gonçalo do Amarante), onde acumulava também o trabalho de comunicador, com os programas "Aviso aos navegantes" e "Forrozão do Mundim".

Pelas dificuldades surgidas depois do falecimento de João Morais deixei a FM com a paróquia e voltei a Fortaleza em março de 2000 onde permaneço até esta data.

Mundim do Vale faleceu rescentimento.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

De esperança o povo vive - Antonio Alves de Morais


De tanto ouvir o meu amigo Melito Sampaio dizer que as esperanças depositadas nos políticos "eram trabalho perdido" que todo governo  que chega é pior do que o anterior, creio que o velho amigo de saudosa memoria  estava certo. Talvez por essa razão Melito fosse a politico.

Com base nesse razoado conceito, lembrei-me a historia de uma velhinha de 95 anos que diariamente passava pela casa do Rei e falava para o mesmo: Deus te proteja, te dê saúde  e muitos anos de vida. 

Todo dia era a mesma cantilena. Um dia o Rei  procurou saber da velhinha porque desejava sempre proteção, saúde e vida muito longa! 

A velhinha respondeu: O seu avô não valia um tostão, seu pai não valia um vintém, você não vale nada! Estou muito preocupada com o próximo.



Nos tempos do Hildegardo - Antonio Alves de Morais

Outro dia fiz uma postagem lembrando os bons tempos do Crato na época dos conjuntos do Hildegardo e do Irineu. 
Ontem vi um comentário de uma cratense radicada em Fortaleza procurando informações se alguém tem algum vídeo daqueles velhos e bons tempos. 
Acredito que não existam, pois a tecnologia da época não permitia esses recursos, e, as pessoas eram tão felizes que não imaginavam que aquele tempo voava sem retorno. 
Fica porem, o questionamento, e, se alguém possuir essa relíquia que repasse para outras pessoas para que possam reviver os momentos dourados de um Crato puro, amigo e solidário.
Um forte abraço a todos, e fiquem com Renato e seus Buicleps - Menina Linda.

Este cidadão compra a outra banda - Antonio Alves de Morais


Já contei algumas proezas do Antonio Budú. Por certo já sabemos que era um tanto quanto exagerado, tudo dele era muito. No ano de 1976 ele botou uma roça na Boagua e o ano foi chuvedorzinho e em Junho era gerimun na roça que não havia quem desse vencimento. Antonio ouviu dizer que em Juazeiro vendia tudo que fosse exposto à venda e alugou o caminhão do Miguel Marcelo encheu de gerimum e partiu para o Mercado do Pirajá.

Animado com a venda mandou o Miguel buscar outra carga. Por volta do meio dia Antonio estava com os bolsos arrotando dinheiro, pra lá de “tres mil real” dizia ele se pabulando. Quando restavam apenas os que apresentavam algum defeito, banda murcha ou amarelada pelo sol, Antonio chamou uma caboquinha que possuía uma venda proxima e fez uma proposta: Venda este resto de gerimum que te dou uma boa gratificação. Mas, seu Antonio eu não tenho costume com comercio de gerimum não desculpou-se o cabocla. Antonio insistiu fique aí que eu vou tomar uma cerveja naquele bar ali na frente, qualquer duvida você vai lá.

Antonio chegou ao bar pediu uma cerveja e por arte do diabo Zé de Chicão passava com sua sanfona acompanhado de um zabumbeiro e um trianguista e Antonio empreitou para tocar o resto da tarde. Começo a juntar gente e em pouco tempo estava fervendo de caboclas dançando soltas, animadas que só pinto em monturo. Um sujeito mal encarado se aproximou do resto dos gerimuns e pergunta para a encarregada da venda: você me vende uma banda desse gerimum? A cabocla pediu que aguardasse por que precisava consultar o proprietario.

Partiu para o bar e não percebeu que fora seguido pelo valentão mal encarado. Chegando lá lascou: seu Antonio tem um “féla da puta dum corno” querendo comprar uma banda de um gerimun, eu posso vender? Quando olhou pra trás o cabra estava fungando no pé do seu cangote – Então ela disse: Eu vou vender porque esse cidadão aqui compra a outra banda!

Meu Senhor - Mahatma Gandhi.

Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos débeis. Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás êxito, não me tires a humildade. Se me dás humildade, não me tires a dignidade.

Ajuda-me a ver sempre a outra face da medalha, não me deixe culpar de traição a outrem por não pensar como eu. Ensina-me aos outros como a mim mesmo. Não me deixas cair no orgulho se triunfo, nem no desespero se fracasso. Mas antes recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo. Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.

Se me tiras o êxito, deixe-me forças para aprender com o fracasso. Se eu ofender a alguém, dá-me energia para pedir desculpa, se alguém me ofender dá-me energia para perdoar.
Senhor... Se eu me esquecer de ti, nunca ti esqueças de mim.

Mahatma Gandhi

domingo, 9 de novembro de 2025

Não existe “tradição republicana” no Cariri – por Armando Lopes Rafael

 

E viva a COP30 

   Alguns cronistas locais insistem em citar – vez por outra – uma tal de “tradição republicana” em Crato. Isso é feito para esconder o total desinteresse da população caririense pelo golpe que implantou a República no Brasil, em 15 de novembro de 1889.

   No entanto, o aniversário do golpe que impôs a República em nossa pátria nunca foi comemorado. Nem no Crato, nem no Cariri.  Nesta região o povo comemora datas como o 7 de setembro, 21 de junho, comemora as festas de Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora das Dores, Padre Cícero, Beata Benigna, dentre outras. Mas comemorações no dia 15 de novembro – data da “Proclamação da República” – nunca houve...

    Crato durante 149 anos viveu sob a Monarquia. De 1740, quando foi fundada a Missão do Miranda, até 1889, data do golpe que introduziu a forma de governo republicana sem consultas à população. Não se apaga facilmente um século e meio na vida de um povo. No imaginário popular persiste a ideia de que a Monarquia é algo bom. O historiador cratense Denizard Macedo escreveu: “O povo tinha apego aos soberanos e aversão às manobras revolucionárias. Diferente do que alguns tentam demonstrar existia uma tradição moldada na fé católica e na monarquia absoluta, com seus princípios, escala de valores, hábitos, usos e costumes, não sendo fácil remover esta herança cultural profundamente enraizada no tempo”.

   Isso é verdade. Ainda hoje quando o povo reconhece numa pessoa certos méritos ou qualidades acima do comum, costuma dar-lhe o título de “Rei”. Por isso temos ou já tivemos: “O Rei Pelé”, “O Rei Roberto Carlos”, “O Rei do Baião”, “O Príncipe dos Poetas Populares” (o repentista Pedro Bandeira) etc. E o que dizer dos concursos que se realizam para escolha da “Rainha do Colégio”, “Rainha da Exposição”? e de nomes de lojas como “O Rei da Feijoada”, “O Império das Tintas”? Ou nomes como “Rádio Princesa FM”, “Colégio Pequeno Príncipe”?

    Portanto, é um mito sem consistência essa alardeada “tradição republicana” de Crato. Precisamos ter coragem para proclamar isto, pois ela não reflete a realidade. Ainda não se conseguiu sensibilizar as camadas populares para comemorar, em Crato ou no Cariri, o golpe militar que impôs ao Brasil a fracassada República. Sempre foi assim. Vai ser sempre assim, também, no próximo sábado, dia 15 de novembro, quando o país vai parar – num feriado nacional – mas não vai ter festejos ao golpe que implantou a República. 

    “República”, para o nosso povo, passou a ser sinônimo de “república de estudantes”, com a desorganização e improvisação comum aos jovens. Ou serve para lembrar as notícias que vêm da Capital da República com os escândalos de corrupção que se sucedem sem parar. Agora está no foco os roubos nas pensões do INSS... “República” continua a ser, no imaginário popular, a lembrança da falta de segurança, a falência da saúde pública, a precariedade da educação pública, os políticos corruptos, as obras públicas inacabadas, a demagogia e a falta de respeito para com a população…

   Simples assim...


Só 17 chefes de Estado e Governo na Cúpula de Belém expõem fracasso da COP30 - Diário do Poder, Cláudio Humberto.

A ausência dos presidentes de Estados Unidos, China e Rússia na cúpula da COP30, em Belém (PA), já sinalizava fracasso da conferência do clima, mas foi ainda mais constrangedor. Apenas 17 chefes de Estado e de Governo apareceram. O Planalto jura que ainda são esperados outros na próxima semana, e serão 29 no total geral. Mas, ainda assim, o número é embaraçoso. A presença desses dignitários em versões anteriores da COP variou entre 75 e 120. A Cúpula da Terra, nossa Rio-92, atraiu 108.

Noves fora, 14.

Dos 17 em Belém, três deles são chefes de Estado, não governam: os reis da Suécia, o príncipe de Mônaco e o presidente da Finlândia.

Procure no mapa.

Os presidentes dos desconhecidos arquipélagos de Palau (17 mil habitantes) e Comores estão entre os demais: ao todo, 14 governantes na COP30.

Nem uma coisa.

O simpaticão príncipe William, que esteve na COP30, não é chefe de Estado e nem de governo, no Reino Unido. E só o herdeiro ao trono.

Lista raquítica.

A lista por ordem alfabética dos chefes de Estado e Governo presentes na COP30 começa pela letra C, de Chile. Com iniciais A e B, nenhum.

sábado, 8 de novembro de 2025

NO TEMPO DO TORCEDOR DE TREINOS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Quando criança, no Crato, cheguei a pular o muro dos "estádios" Wilson Gonçalves (campo do Esporte) e Pinto Madeira (campo do Cariri). Só que, no último, fazíamos um buraco na "parede" ao remover uma placa de flandre.

Isso se dava quando faltava dinheiro para pagar o ingresso.

Entrar na "garapa" somente no campo do Esporte, quando o "seu" Raimundo Nascimento estava no portão de entrada. Meu pai, Francisco Martins, dava uma pequena contribuição financeira ao rubro-negro cratense.

Afora isso, a gente se contentava em ser torcedor de treinos das duas equipes, nos seus campos.

Dessa forma, conhecíamos de perto nossos ídolos municipais: Ângelo, Sílvio, Laudemiro, Binda, Bebeto e Idário, do Cariri. Anduiá, 

Panquela, Pirrila, Doce de Leite e Sitônio, do Esporte.

Quando das nossas escapadas para Fortaleza, comparecíamos ao Pici e ao Carlos de Alencar Pinto para assistir treinos. Imaginem a nossa satisfação.

Hoje, o torcedor de treino é uma impossibilidade. Os clubes se fecharam até para a imprensa, quanto mais para o seus torcedores. A não ser em ocasiões especiais, quando precisam de um apoio maior da massa torcedora.

É isso. O futebol já pertenceu ao povão. Só a ele, diga-se.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Várzea-Alegre antiga - Antonio Alves de Morais.

A história sustenta que os dois comerciantes que tinham maior freguesia na cidade eram - João Teixeira de Morais com o seu mercadinho e José Augusto Leite com sua mercearia.

João Teixeira, num dia de feira bastante movimentado avisou para os fregueses dos sitios Grossos, Corujas, Brejinho, Rosário, Gamelas, Capão e adjacências que no Domingo a mulher do Papa ia chegar de navio em Várzea-Alegre. 

No outro dia, por volta das 09 horas da manhã a patamar da igreja estava lotado, num fuzuê medonho. 

O padre Otávio procurou saber o motivo e sendo informado falou para os fiéis : Voltem para suas casas, a viagem foi adiada.

Certa feita, num ano de eleição um candidato encheu um balaio de óculos, deixou na porta do mercado velho e os eleitores testavam e quando se agradavam botavam no rosto e saiam.  

Um deles chegou na mercearia de José Augusto meteu a mão num saco de gergelin e perguntou : Seu Zé Augusto qual o preço desta fava!

Outra vez, Chico e Vicente da Formiga estavam fazendo a feira na mercearia de José Augusto e Pedro Sousa chegou com a noticia que a irmã deles Josefa tinha acabado de falecer!

Vicente olhou para o Chico e perguntou : Como é Chico, vamos começar a chorar agora ou vamos deixar para quando chegar em casa!

Pedro do Sapo, chegando na mercearia de José Augusto observou um copo muito grande junto as garrafas de aguardente. Perguntou admirado : Tem quem beba um copo desses de pinga!

A resposta veio no embalo : Seu sogro, José Alexandre do sitio Canto todo dia de feira.

Histórias boas de contar e ouvir.

Augusto Nunes, Revista Oeste - Antônio Alves de Morais.

O contrário do jornalista covarde é o jornalista honrado, que não se vende.

Sou leitor e dedico minha estima e admiração a um exemplo de honradez: Augusto Nunes. 

Augusto Nunes encarna o que a imprensa tem de melhor no Brasil.

Atire a primeira pedra - Antonio Alves de Morais

"Precisamos mostrar, principalmente a juventude de hoje, que vive a ditadura da porcaria musical, que é preciso se tornar a música, a  arte musical, como algo educativo".

Esse primor de música - Atire a Primeira Pedra, do Ataúlfo Alves e Mário Lago, eu ouvia o meu pai cantar, por volta dos meus seis ou sete anos, e vejo, que hoje em dia, os meus netos a conhecem e cantam. O que é bom se eterniza, fica  na mente.

Veja o vídeo e veja o que esses três são capazes de fazer.


Kassab reafirma opções do PSD para 2026. Nenhuma é Lula -Diario do Poder.

 


Presidente do PSD, Gilberto Kassab reafirma que seu partido tem só três opções para presidente, em 2026, e o petista não está na lista.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, voltou a afirmar, nesta quinta-feira (6), que o seu partido discute três alternativas para as eleições presidenciais de 2026. 

São três governadores: Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). 

A maior ausência na lista tríplice de Kassab, tido como um dos maiores articuladores políticos do País, é nítida: nada de presidente Lula (PT).

A ausência do petista na lista curta do PSD para presidente no ano que vem chama ainda mais atenção já que o partido de Gilberto Kassab ocupa três ministérios na Esplanada de Lula. 

Os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Pesca) estão na conta do PSD na Esplanada petista.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Feriadão de 15 de novembro de 2025: nada a comemorar --- por Armando Lopes Rafael

 


Quem conhece um pouco da história, sabe que o feriado nacional de 15 de novembro não tem nada para comemorar. Já para os desavisados, estes vão relembrar apenas o Golpe de Estado de 1889, um dia em que um pequeno grupo de militares rompeu com o Estado de Direito que existia no Brasil há 67 anos, ou seja desde a independência da nossa pátria."Deputado Federal Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PL–SP).

   Todos sabem que os tempos imperiais foram varridos do Brasil devido ao golpe militar 15 de novembro de 1889. Foi esta primeira ruptura constitucional, de uma série de outras que se repetiriam ao longo da tumultuada história republicana. Aquele levante   de poucos oficiais do Exército foi recebido com espanto e indiferença pela população brasileira. Continua sendo indiferente ao nosso povo. 

    Tanto que a data de “15 de novembro” – apesar de ser oficialmente um “feriado nacional” – nunca foi comemorada no Brasil. A herança que ficou daquela rebelião foi a de um ataque perpetrado, à sorrelfa, por poucos oficiais do Exército Imperial, contra um governo legitimamente constituído. A sublevação militar de 15 de novembro de 1889 rasgou a Constituição Imperial de 1824, a nossa primeira Carta Magna – a mais longa da nossa história constitucional – pois vigorou durante 67 anos.  Um fato inédito dentre as 7 (sete) Constituições que o Brasil já teve. Haja Constituições...

   Um trineto do Imperador Dom Pedro II – o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança (1938-2022), na condição de Chefe da Casa Imperial Brasileira – escreveu, em 1989, por ocasião do centenário da “Proclamação” da República: “Mais de cem anos já se passaram (daquele golpe militar) e os contrastes entre o Brasil atual e o Brasil-Império só têm crescido. No tempo do Império havia estabilidade política, administrativa e econômica; havia honestidade e seriedade em todos os órgãos da administração pública e em todas as camadas da população, havia credibilidade do País no exterior. Havia dignidade, havia segurança, havia fartura, havia harmonia”.  

   O cenário acima descrito continua atualíssimo nos dias atuais...

   

Saudade - Dr. Rogério Brandão.


Dr. Rogério Brandão, médico oncologista.

Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional  posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional.

Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias.


Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano! Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção. — Tio, — disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores...

Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida! Indaguei: — E o que morte representa para você, minha querida?— Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)— É isso mesmo.— Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado”, não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.— E minha mãe vai ficar com saudades — emendou ela. Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei: — E o que saudade significa para você, minha querida?— Saudade é o amor que fica!

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Aspectos visíveis do fracasso da República no Brasil – por Armando Lopes Rafael

 

Marechal Deodoro da Fonseca, "O Pai da República", hoje no seu lugar está Lula da Silva, "O Pai dos Pobres"...

     De 1822 a 1889 o Brasil foi uma nação respeitada no mundo. Em 15 de novembro de 1889, houve um golpe militar que impôs a República.  Nascida  através  desse  golpe  de  estado, f eito à revelia da vontade da população, a República simboliza hoje os interesses de grupos e partidos, em detrimento do bem geral da nação. 

A República em números políticos

    Desde que foi instalada, melhor dizendo: “enfiada goela abaixo da população” sem qualquer  consultada, a história republicana brasileira acumula os fatos abaixo:

•    2 estados de sítio,

•    17 atos institucionais,

•    6 dissoluções do Congresso,

•    19 rebeliões,

•    2 renúncias presidenciais,

•    3 presidentes impedidos de tomar posse,

•    5 presidentes depostos,

•    7 Constituições diferentes,

•    2 longos períodos ditatoriais,

•    9 governos autoritários. 

* 2 presidentes da república sofreram impeachment (Collor e Dilma)


 Na Monarquia o Brasil era um país de “Primeiro Mundo”. Veja nossa posição hoje:

   Segundo este ranking, num total de 167 países, o Brasil está entre as piores posições em Capital Social (133º posição), Segurança (111ª) e Qualidade da Economia (102ª). Nos itens Educação, Saúde e Qualidade de Vida, que são frequentemente usadas como "prioridades" pelos políticos brasileiros, o Brasil ocupa 90ª, 58ª e 63ª posição, respectivamente. Nem mesmo para investidores e empresários o Brasil representa um local seguro, ficando na 98ª posição no ranking num total de 167 países avaliados.

    Segundo o IPC, que é o principal indicador de corrupção no setor público do mundo, o Brasil, "em 2019, manteve-se no pior patamar da série histórica do Índice de Percepção da Corrupção, com apenas 35 pontos". Neste ranking, 0 significa que o país é percebido como altamente corrupto e 100 significa que o país é percebido como muito íntegro. Com 35 pontos, o Brasil ocupa a 106ª posição num total de 180 países e territórios avaliados.

 Fonte: Site Monarquia Já


Vem aí novo feriado por conta do “15 de novembro” – por Armando Lopes Rafael

 


E ao invés de IMPÉRIO DO BRASIL
passamos a ter o nome de : Estados Unidos do Brasil.
Pura imitação aos EUA...

    Em 1949 completou 60 anos do golpe militar que implantou a República no Brasil, em 15 de novembro de 1889. Naquele ano, as autoridades federais caíram na real:  a autodenominada “Proclamação da República” nunca tinha sido comemorada pelo povo brasileiro. Vivíamos, em 1949, sob o governo do Presidente Marechal Eurico Gaspar Dutra. Este, havia sucedido à ditadura de 15 anos de Getúlio Vargas.  O velho Marechal teve uma ideia: a de transformar o dia 15 de novembro em mais um feriado nacional. O que ele fez através da Lei Federal n° 662, de 6 de abril de 1949.  

   Pronto! Agora com a decretação deste feriado nacional, o povo iria festejar a imposição da República, pensava o Presidente-Marechal. Ledo engano. Criado o novo feriado, “tudo continuou como dantes, no Quartel de Abrantes” ... Nossas autoridades republicanas deram, mais uma vez, com os burros n’água.... Todo ano é sempre a mesma coisa... O povo fica indiferente ao 15 de  novembro. A maioria sequer sabe porque esse 15 de novembro é feriado. Não será diferente neste 2025.

     Segundo o Prof. Douglas Sandri: “Este é o caso do evento da Proclamação da República, em 15 de novembro. De fato, é só um nome bonito para disfarçar o que realmente foi: um golpe militar que destituiu Dom Pedro II e a família imperial brasileira. Como resultado, nos legou uma série de desarranjos, situações que instabilizaram uma jovem nação de apenas 67 anos, até então acostumada com um modelo de governo baseado no pilar sólido de uma monarquia constitucional parlamentarista”.

    E conclui o Prof. Douglas Sandri: “Foi um golpe militar que instalou uma ditadura. Não foi um momento de grande nobreza, preparado sob a égide dos mais elevados sentimentos patrióticos como o pintado no quadro oficial. O novo regime republicano se impôs por meio de um golpe militar liderado por um ex-monarquista convertido há pouco tempo, o marechal Deodoro da Fonseca, e ocorreu antes do momento previsto devido a um alarde de que o chefe das Forças Armadas teria sido preso um dia antes, o que gerou uma agitação e a antecipação do movimento, previsto para ser deflagrado em 20 de novembro. Diferente do que se imagina, o poder foi tomado por uma minoria formada por militares, advogados, cafeicultores, entre outros setores da elite. O povo em si estava alheio à proclamação e foi persuadido ao longo do tempo a introjetar em sua mente os ideais, símbolos e instituições republicanas”.

 (*) Armando Lopes Rafael é historiador

        Novembro/2025

NA MEDIDA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista

 


POLARIZAR - Polarizações cegas e surdas não geram decisões equilibradas. O Brasil precisa de instituições que funcionem, independentemente de quem governe. Por falar em Brasil, o que retrocedeu mais no País no ano de 2025? a) economia. b) harmonia entre os poderes. c) representação política. Cartas para a redação.

PERTENCIMENTO. A frase só pode ser dos povos condenados pelas guerras a deixar os seus lugares de origem: "Quero cair do céu, como se chuva fosse, e permanecer para sempre no lugar ao qual pertenço". 

TANTO FAZ: Uma pedra no caminho como no jardim uma flor. Uma lágrima silenciosa que cai como o sorriso que alegra. Uma gargalhada que alegra como o lamento que consterna. É a vida, Raimundo de Oliveira Borges. 

FRASE. "A distância aproxima e a proximidade afasta. A distância idealiza. A proximidade é o real." Minha, mesmo.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Brasileiros elegerão ao menos 19 novos governadores em 2026 - Diario do Poder.

Saiba quais são os principais governadores na reta final dos seus cargos.

As eleições de 2026 vão alterar mais de dois terços das administrações estaduais Brasil afora: 19 dos 27 governadores estão no final do segundo mandato e não podem concorrer à reeleição; obrigatoriamente precisam se reacomodar no cenário político. 

São os casos de governadores populares (e até presidenciáveis) como Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Jr. (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União-GO), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES) e Helder Barbalho (MDB-PI). A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Governadores como Jerônimo Rodrigues (PT-BA) enfrentam disputa difícil na reeleição. ACM Neto (União) aparece bem em pesquisas.

Todos os três governadores do MDB, Paulo Dantas (AL), Ibaneis Rocha (DF) e Helder Barbalho (PB) estão concluindo o segundo mandato.

Os quatro governadores do União Brasil (Amazonas, Goiás, Mato Grosso e Rondônia) estão no fim do mandato e precisam deixar os cargos.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

NA MEDIDA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

LÁ E AQUI - Os grandes e médios times da Europa se organizaram, criaram ligas fortes, atraíram investidores, ganharam dinheiro a rodo e saíram pelo Mundo à cata do que existia de melhor em talentos. Dominam as maiores competições, não perdem um Mundial de Clubes. Aqui, nos contentamos com uma ou outra Libertadores ou Sul-americana. Vendemos os melhores valores, pegamos quem não tem mais mercado na Europa e tudo bem (mal). Enquanto isso, assistimos os clubes divididos entre duas ligas, brigando pela divisão do dinheiro. 

O ARTILHEIRO - O torcedor carrega a ideia de que os tentos de um goleador são obras puramente individuais. Ledo engano. Ninguém mais depende da ação coletiva do que o artilheiro do time. Só que esse tipo de jogador costuma marcar gols, mesmo em condições adversas. É o caso de Pedro Raul do Ceará. 

MODELO - Há bastante tempo que o Flamengo resolveu não virar empresa. É uma oposição à  SAF. Mas, sabe-se que alterou regras internas de controle e se reestruturou, sem mudar a sua pessoa jurídica. Não tem tomado decisões absurdas, aumentou as receitas e diminuiu as despesas. Parece, simples. Não? 

DETESTÁVEL - Jogador recebe uma entrada nas pernas e simula pancada no rosto. Atacante sofre empurrão normal e cai se contorcendo falsamente. E rola. Não tem virgem no bordel. Todos contribuem para a desmoralização. Uma vergonha. E tem comemoração tirando a camisa. Triste. 

FRASE - "Jogador não sabe porque é substituído, até virar treinador". Bobby Robson.

domingo, 2 de novembro de 2025

Bonner - Por Adriles Jorge.

Bonner se aposentou de vergonha. Disse uma vez que não conseguia sair de casa porque era xingado. 

Era xingado porque foi a cara do jornalismo militante pra ditadura, pra perseguição política, pra passagem de pano pra corrupção petista, para supressão de informação, pra criminalização de opinião e prisão de pessoas inocentes. 

Bonner se aposenta mas levará sempre consigo a ação de militância pra ditador travestida de jornalismo. 

Fique em casa, Bonner. 

Você é vergonha pros teus filhos, pro país, pro jornalismo nacional.