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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Hora aperreada - Por Antonio Morais

Mundim do Sapo, José de Pedro André e Menininho Bitu, três grandes amigos, se encontraram, certa vez, na calçada da Igreja de São Raimundo Nonato, aguardando o inicio de uma celebração. Conversa animada, divertida, logo passaram a falar das coisas dos tempos de jovens. Tempos em que tudo era totalmente diferente daquela época em que viviam.

Um contava uma historia, outra contava outra e assim iam matando o tempo antes do Padre chegar para o inicio da solenidade religiosa. Falavam principalmente das matutadas, das vergonhas, das horas aperreadas, do que na gíria atual se denominam de “mico”.

Depois de muitas historias Menininho Bitu disse: À hora mais aperreada de minha vida foi no dia do meu casamento. Vestiram-me um paletó que não me cabia. Abotoar nem pensar. Quando eu puxava uma manga a outra ficava no cotovelo e vice–versa. A gravata ninguém sabia dar o nó. Com certeza, foi o maior vexame da minha vida.

Mundim do Sapo, com o seu jeitão, olhou para Menininho e falou: Mais também quando disseram apaga a lamparina, em Menininho!

A VALENTIA DE JOSÉ RAIMUNDO DO SANHAROL - POR ANTONIO MORAIS.


Foto tirada do local onde ficava a casa do Sanharol - Vistas da Serra do Graviel.

Dos três filhos homens de Papai Raimundo apenas José Raimundo do Sanharol não tinha patente.  Joaquim Alves e Ildefonso eram  "Major da Guarda Nacional'. Joaquim Alves com atuação em Várzea-Alegre e Ildefonso nas terras de Lavras da Mangabeira casado que era com  Fideralina. Temos noticias que os dois  se pelavam de medo  de José Raimundo. A historia que se segue testemunha  a versão que apresentamos.

Benedito, um moço vindo dos lados de Lavras de Mangabeira, fugindo por conta de mal feitos chega a casa de José Raimundo do Sanharol sem saber que ele era irmão do Joaquim Alves e do Ildefonso. Cansado da viagem, abatido com o drama que vivia contou toda sua historia para José Raimundo detalhando os mal feitos e pediu abrigo. Concedida a sua permanência no Sanharol Benedito passou a fazer parte da turma de trabalhadores do sitio.

Um dia estavam  trabalhando no local denominado "Serra do Graviel" quando o encarregado dos serviços  observou um olheiro por trás de um moita de mufumbo. O Encarregado conheceu o olheiro, era gente do Major Joaquim Alves que estava olhando a mando do Major Ildefonso se o Benedito estava  na casa de José Raimundo. Perguntado o que fazia o olheiro respondeu que  estava procurando um boi do Major Joaquim Alves. Se despediu a foi embora. O chefe dos serviços avisou ao Benedito: o boi que ele procura é você. Bateu uma  imensa tristeza em Benedito, tamanha que não quis almoçar junto com os  trabalhadores na casa do José Raimundo.

Vendo o desanimo de Benedito,  José Raimundo perguntou: O que houve com Benedito que está tão triste e nem almoçar quis? O encarregado dos serviços contou a historia do olheiro. 

José Raimundo mandou  pegar o cavalo e foi a casa do Major Joaquim Alves na Praça dos Correia. Chegando lá, riscou o cavalo próximo da calçada que jogou pedras na porta: Quando o Major Joaquim Alves perguntou: O que é isto José? A resposta veio no ato: Eu vi lhe dizer que o Benedito está lá em casa, sob minha guarda. Até hoje  dormiu no armazém, mas de hoje em diante vai dormir no alpendre e se a noite minhas ovelhas se espantarem que vai pagar é você e Ildefonso. Deu meia volta para o Sanharol, ninguém mais  importunou Benedito.

REAÇÃO QUE SE IMPÕE - POR ANTÔNIO MORAIS


Acompanhei desde o inicio a fundação do "Parque Asa Branca na  cidade de Exu" - Pernambuco. Idealizado pelo proprio Luiz Gonzaga para  guardar e resgatar a Memoria Gonzaguiana. 

Com a morte de seu criador o parque foi adquerido pelo empresario Zito Urbano de Alencar e, anos depois com a morte  do Zito eu não sei, ao certo, a quem pertence atualmente. Se aos herdeiros, a outrem ou ao puder publico.

O fato é que se encontra majestoso e desempenhando a função  pretendida por seu fundador Luiz Lua Gonzaga.

Outro dia, de passagem pela cidade,  fiz uma visita ao local, da entrada ao seu final. Muitos registros das coisas que fizeram parte da vida do Gonzagão. No entanto, não vi nada, absolutamente nada, uma foto se quer, um escrito que seja do nosso conterraneo Jose Clementino do Nascimento. 

Várzea-Alegre precisa, com urgência, levantar  os trabalhos do José Clementino em parceria com Luiz Gonzaga e levar aquele local para informar aos visitantes. Falta informação. 

Várzea-Alegre que cuida tão bem da festa do padroeiro, que  se orgulha do carnaval, precisa se mobilizar em defesa do que representou José Clementino para nossa memória cultural.

Basta de esquecimento, quando se consulta ao Youtube ou Vagalume as musicas do Zé aparece lá, bem legível: Luiz Gonzaga e só. Uma verdadeira desapropriação.

Sertão Setenta - José Clementino do Nascimento Sobrinho.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Velhas historias - Por Antonio Morais


Fuxico no mundo começou com Adão e Eva. Talvez no Sanharol tenha iniciado um pouco depois. No inicio do século 19 houve uma festa no Sitio Canto de propriedade de José Alexandre Bezerra de Meneses, que era neto e genro de José Raimundo do Sanharol, casado portanto com Antônia de Morais Rego, sua tia legitima.

José Raimundo do Sanharol tinha duas filhas chamadas Barbara, a do primeiro casamento Barbara Alves de Morais, casada com o Tenente Antônio Gonçalves de Oliveira, e a do segundo casamento Barbara de Morais Rego casada com Pedro de Souza Rego dos Inhamuns.

Durante a festa a Barbara de Morais Rego foi vista conversando com uma pessoa que não era bem da simpatia do José Raimundo. De madrugada mesmo alguém já foi avisar ao velho sobre o conveceiro.

Na hora da ordenha no curral, José Raimundo perguntou ao Tenente Antônio Gonçalves, que era sobrinho e genro: Antônio, você viu Barbara conversando com fulano de tal? O tenente era um homem prudente, cordato e conhecia bem as reações do tio e sogro, simplesmente respondeu: não, não vi. José Raimundo disse então: Você não viu porque estava com os olhos no cu, porque todo mundo viu.

Esse foi o motivo para o Tenente se mudar do Sanharol para o local hoje denominado Alto do Tenente, um bairro da cidade e nunca mais pôs os pés no Sanharol.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS.


Pai e filho passeavam e conversavam sobre diversos assuntos, até que em determinado momento, o filho pergunta ao pai: Papai, qual o tamanho de Deus?
O pai pensou, pensou, tentando achar a melhor resposta, pois queria que o filho entendesse de forma simples, mas não queria frustrá-lo com uma resposta do tipo :”Ah filho Ele é infinito”, pois talvez o menino continuasse não entendendo. Então ao olhar para o céu o pai avistou um avião, era o maior avião que existe, era um Jumbo e ele perguntou ao filho:
Que tamanho tem aquele avião? O menino levantou a mão pro céu, mediu e disse: Papai, tem o tamanho da palma da minha mão!

Então o pai totalmente empenhado em fazer o filho entender, o levou ao aeroporto em frente aquele mesmo avião (o avião tinha 19,4 metros de altura e 70,7 metros de comprimento, com capacidade pra 467 passageiros) e ao chegar próximo de um avião perguntou: Filho e agora? Qual o tamanho desse? O menino, saltitando de alegria e espantado em ver de perto algo como aquele, disse: Nossa papai! Esse é muito, muito grande! Ele é imenso!

O pai então disse: Filho este é o mesmo avião, e com isso eu quero que você entenda o tamanho de Deus:  ”O tamanho vai depender da distância que você estiver dele. Quanto mais perto você estiver dele maior ele será em sua vida, e quanto mais longe você estiver menor ele será”

O tamanho que Deus ocupará em nossas vidas, depende de nós, não basta apenas saber sobre Ele, para conhecer a grandiosidade do nosso Senhor é necessário um relacionamento íntimo com Ele! Que Deus não ocupe em nossa vida o tamanho da palma da nossa mão, por que Ele nos quer por completo!

COLOCAÇÃO FANTASTICA

Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha do fato de seu pai ser de direita e, portanto,contrário aos programas e projetos socialistas que previam dar benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos aos que tinham mais dinheiro.

A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia de seu pai era equivocada. Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai. Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar-lhe que estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita.

No meio da conversa o pai perguntou: - Como vão as aulas? - Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 9, mas me dá muito trabalho consegui-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente. O pai prosseguiu: E a tua amiga Sônia, como vai?
Ela respondeu com muita segurança: - Muito mal. A sua média é 3, principalmente, porque passa os dias em shoppings e em festas. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Com certeza, repetirá o semestre.

O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou: - Que tal se você sugerisse aos professores, ou ao coordenador do curso para, que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sônia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas. Ela indignada retrucou: Por quê?! Eu estudei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sônia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.

Seu pai, então, a abraçou carinhosamente, dizendo: - Bem-vinda à Direita! O PT é o partido que tira de quem trabalha para distribuir para quem não trabalha' Meu maior medo é que quando a metade trabalhadora se der conta, aí poderemos ter o começo do fim da nação. Entendeu, ou quer que desenhe?

HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE LUIZ GONZAGA.

Protesto do Sanharol - Por Antônio Morais

Não é a primeira vez que o Rolando Boldrin dá uma fora. Já o vi contando causos como seus, sem dar o reconhecido crédito ao legitimo autor. Nesta homenagem a Luiz Lua Gonzaga, justíssima por sinal, texto de Aldemar Paiva, ele faz um rosário, uma coletânea de nomes de artistas, compositores e poetas que contribuíram  com  o sucesso do Rei do Baião. 

Em nenhum momento ele  fala em José Clementino do Nascimento, fato que o qualifica como um grande desconhecedor da historia de Luiz Gonzaga. Sem o José Clementino Luiz Gonzaga teria encerrado sua carreira artística bem antes do que o fez.

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COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO



Rose ganhou passaporte diplomático e viajou com Lula para trinta países.

As relações da ex-chefe de gabinete Rosemary Nóvoa de Noronha com o ex-presidente Lula eram tão íntimas que ela ganhou passaporte diplomático, privativo para a primeira-dama e demais familiares do presidente, e integrou a comitiva presidencial em pelo menos trinta viagens internacionais, entre 2007 e 2010. Foram viagens para 23 países, em eventos como posses de presidentes e encontros de chefes de Estado. A informação é de reportagem de Matheus Leitão para o jornal Folha de S. Paulo. Rose, ex-chefe do escritório regional da Presidência em São Paulo, foi indiciada na Operação Porto Seguro da Polícia Federal, acusada de corrupção e tráfico de influência.
Pensando bem......dizendo-se sempre “apunhalado pelas costas”, Lula deveria demitir imediatamente seus guarda-costas.

Exoneração de Rose, amiga de Lula, foi ‘a pedido’ Foi “a pedido” a exoneração de Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, o que revela sua influência. Sábado (24), o Palácio do Planalto divulgou que a presidenta Dilma decidira “demitir” servidores envolvidos no escândalo revelado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Mas “Rose”, amiga do ex-presidente Lula, oficialmente, deixou o cargo porque quis.

Alguém gosta dela:
Fonte do Planalto admitiu que a exoneração “a pedido” da ex-chefe de gabinete foi uma solicitação de Lula, a quem “Rose” é muito ligada.
Saída voluntária:
Para o servidor público, demissão representa desonra e punição, enquanto a “exoneração a pedido” caracteriza saída voluntária.
Alguém gosta dele:
Braço direito do ministro Luiz Adams (AGU) José Weber Holanda ainda está preso, mas sua exoneração também foi concedida “a pedido”.
Tia Dilma:
Durante as freqüentes conversas com o amigo Lula ao telefone, Rosemary Noronha, a “Rose”, sempre se referia a Dilma por “Tia”.
Governo Lula vetou convocação de Rose a CPI:
A oposição há muito está de olho em Rosemary Nóvoa de Noronha e acompanha sua influência. Por ordem do então presidente Lula, a base governista impediu a aprovação de requerimento que a convocava a depor, na CPI dos Cartões Corporativos. Com isso, o governo passou a considerar “secretos” os gastos dos cartões sob sua responsabilidade, como chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo.
Gastos exorbitantes:
O senador Álvaro Dias (PR), lider do PSDB, lembra bem que os gastos dos cartões corporativo de Rose Noronha eram mesmo “exorbitantes”.
Os sub do sub:
A PF caça um motoboy que entregaria documentos da “dra” Rose (Noronha) a José Dirceu. Lembra o caseiro do escândalo Palocci.
Terra arrasada:
Quem viu a extensa documentação da PF na Operação Porto Seguro garante: vem aí o mensalão do B. Muito mais explosivo que o original.
Como disse?
Ninguém entendeu por que petistas acusaram a imprensa de “atingir Lula como aconteceu com Al Capone”. O FBI dos EUA trancafiou o célebre gângster americano através do Imposto de Renda. Hum...
Carestia:
Demitida da Agência Nacional de Aviação Civil, a filha de Rose, Mirelle Noronha, ganhou quase R$ 170 mil em diárias em dois anos, para o aluguel de apê no Rio, cerca de R$ 2,1 mil mensais. Achava pouco.
De mulher pra mulher:
Tem sabor de vingança para Marta Suplicy a queda da influente chefe de gabinete. “Rose” se empenhou – ao pé de ouvido de Lula – contra ela e por Haddad, na escolha do candidato do PT a prefeito paulistano.
Vidente:
Nunca é demais lembrar a profecia do magnífico escritor João Ubaldo Ribeiro, em novembro de 2010: “no máximo em dois anos Lula e Dilma estarão brigados”, enfatizando que “quem viver, verá”.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

JÁ TÁ NA HORA - Por Mundim do Vale


Padre Antônio Batista Vieira e o sobrinho Aldenizio Correia, o portador do recado.

José Odmar Correia, funcionário da coletoria estadual de Várzea Alegre, não trocava um pirão de corredor de boi por nada desse mundo. Toda sexta feira ele mandava Zé Belo comprar sem dizer que era pra ele, porque o corredor era vendido para as pessoas de poder aquisitivo menor.

Dona Balbina cozinhava o corredor mas na hora de bater o osso para extrair o tutano, quando não se cortava quebrava o prato. Era assim era toda sexta feira. Já bastante incomodada com aquela situação, resolveu falar para o esposo: - Ou Zé Odmar. Tá bom de tu acabar com esse negócio de pirão, porque se não daqui a pouco eu estou sem dedos e a casa sem pratos.

- Pois vamos fazer o seguinte: Como eu gosto muito do pirão. Você cozinha e quando for pra bater o osso, você manda um dos meninos lá na coletoria que eu venho. Mas diga a ele que seja discreto, que eu não quero que ninguém fique sabendo que eu como pirão de corredor. Mande ele fazer um sinal, que eu já fico sabendo.

Na sexta feira quando o corredor cozinhou a esposa mandou seu filho Aldenízio: - Vá meu filho. Chegue lá faça um sinal, que seu pai vem bater o osso.

Aldenízio saiu pela rua Major Joaquim Alves quando chegou no bar de André, viu o seu pai na porta da coletoria conversando com: Luís Proto, Raimundo Silvino e Bernardo Mariano. Antes que Zé Odmar notasse a presença do filho Ele gritou: - Pai. Pai. Ou Pai!

Com aquele barulho do menino, Todos olharam em sua direção. Aldenízio bateu com a mão direita aberta, sobre a esquerda fechada por três vezes dizendo: - Mamãe disse que fosse. Que já tá na hora.

CANO TORTO - Por Mundim do Vale


João de Freitas, tinha um espaço na feira semanal de Várzea Alegre, onde vendia variedades que trazia de Juazeiro do Norte. Certa vez ele comprou trinta espingardas soca-socas e pagou para José Odmar Correia, transportar no seu mixto que fazia a linha de Jauzeiro a Várzea Alegre. Naquele dia o mixto vinha com muitos passageiros e mercadorias. Os passageiros botaram caixas e sacos sobre as espingardas e ainda sentaram por cima.

Quando chegaram em Várzea Alegre os canos estavam todos tortos. No dia seguite Joaquim abordou Zé Odmar e recalmou:
- Zedimar. Eu tive o maior prejuízo, as espingardas tão com os canos tortos e eu não posso vender.
Zé Odmar com aquela presença de espírito que possuia respondeu:
- Mas você pode vender. É só dizer que as espingardas é própria para atirar nas curvas.
- Mas ome! Os cano torto daquele jeito, o povo vai é suicidar.

Falta de Deus.

Não se desespere ao olhar para o nosso mundo que caminha cada vez mais para o ateismo, para descrença. Pois a terra quanto mais seca, mais precisa da agua da chuva. Assim também é o coração humano: Quanto mais distante de Deus, mais sente falta dele.
Você pode reparar: Deus se tornou uma necessidade. E por isso as novas seitas que vão surgindo aos montes por aí têm sucesso. O povo procura um sentido, um refugio, um fio de esperança. E o primeiro “mascate” que aparece vende o seu produto facilmente.
O mundo de hoje está cansado de seus pecados, da situação de ódio e de violência que ele próprio criou. Mais cedo ou mais tarde as pessoas ainda vão compreender que , sem Deus, este mundo não terá condições de sobrevivência. O homem, perdendo o senso de fé, perderá também os sentimentos de fraternidade e se autodestruirá. “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”.
Padre Juca.

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Historias do Sanharol - Por Antonio Morais



Raimundo Gonçalves da Costa, o conhecido Raimundo Mandu, assim chamado porque residia no sitio Mandu, era um homem serio, carrancudo, não admitia brincadeira, nada de querequequé ou munganga. Sua palavra era sempre a ultima. Dizem que só perdia para os do Atoleiro. Os do Atoleiro são sem iguais.

Certa vez, voltava da roça com uma espingarda de dois canos debaixo do braço, deu uma topada tão condenada que arrancou a unha  do dedão do pé. Com um passo atrás, mirou  com a espingarda e meteu chumbo na pedra. Depois olhou o dedão escorrendo sangue e perguntou: tava cego?  Aprumou o outro cano da espingarda e meteu chumbo no dedo. Por essa você tira as outras.

Conta-se que estava na roça com dois filhos e eles  engenharam um plano para serem liberados no período da tarde, pois era desejo assisti o jogo do Brasil na casa de Joaquim de Chico Inácio. Plano pronto faltava apenas  quem  apresentasse a proposta para o velho. O filho mais novo se dispôs: Pai, se nós limparmos este eito até o pé de Muquém o senhor nos libera  para ir ver o jogo? O velho resmungou e respondeu: se vocês limparem  toda essa área até o meio dia eu dou é o manossilabo.

Os meninos meteram a enxada pra valer e quando Dona Aurora chegou com o almoço já tinham terminado o serviço. Enquanto almoçavam era um quiri quiqui danado. Dona Aurora, a mãe dos meninos, estranhou  o comportamento dos filhos e perguntou: o que houve que vocês  estão com esse achamento de graça besta? O mais novo, novamente, disse: Mãe, é que pai disse que se nós limpássemos essa parte toda até o meio dia, ele  era capaz de dar o monossílabo. E, nós limpamos!

Dona Aurora botou as mãos na cintura e esbravejou: Pois é Raimundo, agora dê, pra que prometeu, os bichim num ganharam!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

COBRA ENGULINDO COBRA - Mundim do Vale


Meu primo Chico Piau, uma vez foi até a feira do mercado velho, onde comprou um moinho a João de Freitas. Chegando em casa foi inaugurar o moinho, moendo uma massa para fazer um cuscuz. Na pressa de moer botou muita força e quebrou o braço do moinho.
Zangou-se e foi correndo para reclamar do vendedor.
Aborrecido foi logo falando:
- Ei João eu quero trocar o moinho, porque o braço dele quebrou-se.
João de Freitas também aborrecido falou:
- Apois mande Meste Micena incanar cum taboca!
- Não Senhor! Eu quero é outro, porque eu paguei à vista e não posso ficar no prejuízo.
- Chico tu deixa de ser besta, qui quando eu fui contar o apurado, eu reparei dereito e a nota qui tu tinha me dado era de duas cabeça.
- Pois então o seu moinho tinha que ter dois braços também.


Enganado de novo? - Por Ricardo Noblat



Ao se convencer que o Supremo Tribunal Federal seria duro com os réus do mensalão e despacharia para a cadeia cabeças coroadas do seu governo, Lula observou outro dia numa roda de amigos: "Não serão juízes que escreverão o último capítulo da minha biografia, mas o povo".
A memória coletiva é falha. Não costuma guardar frases longas. Lula poderia ter dito algo do tipo: "A História me absolverá".
Foi Fidel Castro quem disse em 1953 depois da tentativa malsucedida de assaltar o quartel de Moncada na província de Santiago de Cuba. Como advogado, e ótimo orador, fez questão de se defender no tribunal. Aí cometeu a frase. Não sei se a História absolverá Fidel.

No caso de Lula é ainda cedo para prever quem escreverá o último capítulo de sua biografia. Só digo para não confiar muito no povo. Em 1960, por exemplo, Jânio Quadros se elegeu presidente com uma votação recorde. Renunciou com sete meses de governo. Imaginou voltar ao poder nos braços do povo. Desconfiado, o povo não se mexeu.

Na véspera de tomar posse em 1985, o presidente Tancredo Neves baixou hospital. Viveu apenas mais 39 dias para ser operado sete vezes.
Foi uma comoção. Um ano depois, pouca gente ainda o citava.

Lula só terá a chance de ver o povo escrever o último capítulo de sua biografia se for de novo candidato a presidente. Do contrário, o mensalão ficará para sempre como o desfecho de uma trajetória - toda ela - excepcional. Quem diria que um fugitivo da miséria do Nordeste, um ex-torneiro mecânico semianalfabeto, governaria o Brasil duas vezes? E elegeria seu sucessor? Quem diria que o partido dele, dono do discurso da ética e da honradez, patrocinaria um dia o maior escândalo de corrupção da história recente do país? É patética a reação de alguns dos condenados do PT às decisões tomadas pelos ministros do Supremo. Sugerem que os ministros trocaram de lado se unindo aos conservadores e reacionários.

Culpam a imprensa por isso. (Jamais em parte alguma vi uma imprensa tão poderosa...). E incitam os chamados "movimentos sociais", movidos a dinheiro público, a promover o "julgamento do julgamento". Voltaremos à época dos júris estudantis simulados? Se voltarmos estarei dentro! Os mensaleiros foram sentenciados por uma larga maioria de ministros que Lula e Dilma escolheram. A imprensa é livre para defender seus pontos de vista, embora seja falsa a ideia de que atua em bloco cobrando a condenação dos réus. Até porque a maior fatia dela é chapa branca, sempre foi e sempre será. Como não tem independência financeira não pode sequer fingir que tem independência editorial. Por esperteza e sensatez, Lula aguarda em silêncio o fim do julgamento. Deveria se sentir obrigado a comentá-lo mais tarde.

Não é possível que nada tenha a dizer sobre a condenação daquele a quem chamou um dia de "o capitão do time" - José Dirceu. E sobre o pedido de desculpas que ele próprio apresentou aos brasileiros quando se disse traído e apunhalado pelas costas.

Admite que o Supremo identificou os traidores? Se responder que não é porque sabe quem o traiu.

Que tal aproveitar a ocasião e explicar o que o levou a avalizar para cargos importantes do governo nomes indicados por Rosemary de Noronha, secretária de Dirceu durante mais de 10 anos?  Ao herdar Rosemary, Lula a promoveu a chefe de gabinete da presidência da República no escritório de São Paulo. Sempre que viajava ao exterior, Rosemary o acompanhava. Pois bem: na semana passada, a Polícia Federal prendeu seis pessoas e indiciou mais 12, acusadas de fraudarem pareceres em agências e órgãos federais.

Acusada de corrupção ativa, Rosemary faz parte do grupo, e mais dois irmãos que ela empregou no governo. A nomeação de um deles foi recusada duas vezes pelo Senado em dezembro de 2009. Lula forçou a mão e no ano seguinte a nomeação foi votada pela terceira vez. Finalmente saiu.
Por que tanto empenho para atender um pedido de Rosemary? Enganado de novo, Lula?

domingo, 25 de novembro de 2012

PRAGAS TROCADAS - POR MUNDIM DO VALE


Eram meus vizinhos no sítio Vazante. Zé de Mundim ( Pai da Ribeira ) e  sua prima Mundinha.
Dia 23 de agosto e a festa do padroeiro acontecendo. Salvas, novenas, barracas parque Lima instalado na Av. Getúlio Vargas com, canoas, ondas e carrossel de cavalinhos.
Mundinha chegou com muita simpatia e pediu:
- Zé ramo mais eu pra rua, pruque pai dixe qui só dêxa eu ir se for mais tu.
- Vou não! Num vou de jeito maneira. É muito ingraçado mermo, eu vou mais tu quando acabar chega os caba querendo namorar cum tu, te leva pra rodar no carrosel dos cavalim, adispois te leva pru mode tumar sopa no café de Dona Domicila e eu fico só abigorando, pruque num tem dinheiro. Vá caçar ôto besta.
- Apois tá bom. Quem manda tu ser liso? Tu é igual a peito de omi, num serve pra nada.
- Ái, é? Apois eu ainda vou ver tu do mermo jeito das galêga do Monte Alegue. Aí, eu quero ver se tem algum caba qui quêra namorar cum tu.
- Vôte. E o qui é qui tem as galêga do Monte Alegue?
- Elas faz é num ter.
- Num ter o que?
- Cabelo! Elas são igual aquelas manequim de prástico qui tem nas loja. Num tem cabelo im canto nenhum,
- Ái, é praga, é? Apois eu tem fé im São Raimundo, qui ainda vejo tua boca igual a uma gaveta.
- Como?
- Sem língua e sem dente, qui é pra tu num jogar mas praga neu.

sábado, 24 de novembro de 2012

Missão cumprida - Dora Kramer



O Estado de S.Paulo


O desrespeito do cidadão Luiz Inácio da Silva pelo Congresso ficou conhecido quando qualificou a Casa como reduto de "300 picaretas". Faz quase 20 anos. Sua indiferença pelo Legislativo já ficara patente na atuação displicente e inexpressiva passagem como deputado constituinte.

Quando Lula ganhou a eleição para presidente, logo ficou claro que além do desdém havia o intento de investir na desqualificação do Parlamento. Fazê-lo servil, enquadrá-lo de vez ao molde da presumida vigarice. Não é conjectura, é fato: foi a partir de 2003 que o chamado baixo clero passou a assumir posição de destaque, a dominar os postos importantes, a assumir posições estratégicas.

Era uma massa até então quase incógnita, em sua maioria bastante maleável às investidas do Executivo e disposta a fazer do mandato um negócio lucrativo. Note-se que na época o encarregado de fazer a "ponte" entre o Parlamento e o Planalto era ninguém menos que Waldomiro Diniz, o braço direito de José Dirceu na Casa Civil, cujos métodos ficariam conhecidos quando apareceu um vídeo onde extorquia o bicheiro Carlos Cachoeira.

A maneira como seria tratado o Congresso era perceptível no tom das lideranças petistas recentemente investidas no poder, quando a conversa era a formação da base governista. Não se falava em compra financeira de apoio tal como se viu depois quando Roberto Jefferson rompeu a lei da Omertà e denunciou o mensalão, mas se dizia abertamente que a cooptação seria fácil agora que estavam na posse do aparelho de Estado.

Uma das consequências dessa inflexão ladeira abaixo foi o isolamento gradativo e por vezes voluntário, de deputados e senadores de boa biografia, com nome a zelar e atuação legislativa relevante. Ao longo dos dois mandatos de Lula o Parlamento "caiu" na mesma proporção em que a figura do presidente se sobressaiu, em franca evidência de desequilíbrio entre Poderes.

Com o patrocínio da CPI que se encerra em grau inédito de desmoralização, cujo sentido vexativo não será eliminado com um remendo no relatório final, o ex-presidente conseguiu completar sua obra e cumprir o vaticínio sobre os "300 picaretas". 

Enviado por Amigos de Deus.


Um homem morreu.
Ao se dar conta, viu que Deus se aproximava e tinha uma maleta com Ele.
E Deus disse:
Bem, filho, hora de irmos.
O homem assombrado perguntou:
Já? Tão rápido? Eu tinha muitos planos...
Sinto muito, mas é o momento de sua partida.
O que tem na maleta? Perguntou o homem.
E Deus respondeu: Os seus pertences!!!
Meus pertences? Minhas coisas, minha roupa, meu dinheiro?
Deus respondeu: Esses nunca foram seus, eram da terra.
Então são as minhas recordações?
Elas nunca foram suas, elas eram do tempo.
Meus talentos?
Esses não pertenciam a você, eram das circunstâncias.
Então são meus amigos, meus familiares?
Sinto muito, eles nunca pertenceram a você, eles eram do caminho.
Minha mulher e meus filhos?
Eles nunca lhe pertenceram, eram de seu coração.
É o meu corpo.
Nunca foi seu, ele era do pó.
Então é a minha alma.
Não! Essa é minha.
Então, o homem cheio de medo, tomou a maleta de Deus e ao abri-la se deu conta de que estava vazia...
Com uma lágrima de desamparo brotando em seus olhos, o homem disse:
Nunca tive nada?
É assim, cada um dos momentos que você viveu foram seus.
A vida é só um momento...
Um momento só seu!
Por isso, enquanto estiver no tempo, desfrute-o em sua totalidade.
Que nada do que você acredita que lhe pertence o detenha...
Viva o agora!
Viva sua vida!
E não se esqueça de SER FELIZ, é o único que realmente vale a pena!
As coisas materiais e todo o resto pelo que você luta fica aqui.
VOCÊ NÃO LEVA NADA!
Valorize àqueles que valorizam você, não perca tempo com alguém que não tem tempo para você.
É isto que você vai levar.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ministro Luiz Fux canta "Um dia de Domingo" para Joaquim Barbosa.


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux subiu ao palco da festa da posse de Joaquim Barbosa como presidente da Corte, na noite dessa quinta-feira, 22, e cantou e tocou guitarra em homenagem ao colega. A festa, para 1.200 pessoas, foi realizada numa casa de festas em Brasília.

Fux escolheu a música “Um dia de domingo”, de Tim Maia, para homenagear Barbosa. Durante sua apresentação, declarou: “Eu queria oferecer essa homenagem ao meu amigo, o ministro Joaquim Barbosa. Em seu discurso, com todas as letras, ele disse que ministros e juízes são homens simples e do povo”.

Coube a Fux também fazer o discurso em nome dos demais ministros do STF durante a cerimônia de posse de Barbosa, na tarde dessa quinta. Nos 35 minutos que falou, Fux descreveu o novo presidente como “paradigma de cultura, independência, coragem e honradez”. Elogiou ainda o vice, Ricardo Lewandowski, e Carlos Ayres Britto, que deixou a presidência da corte na semana passada por completar 70 anos. A menção a Britto foi a mais aplaudida durante o discurso.


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Uma CPI sem passado e sem futuro - por Sandro Vaia

Odair Cunha nasceu em Piedade, MG, Sul de Minas, formou-se em Direito em Varginha, tem 36 anos e foi eleito deputado federal pelo PT com mais de 160 mil votos.

Assumiu a relatoria da CPI do Cachoeira com toda a pompa e circunstância, com a pose de bom moço disposto a fazer um trabalho integro, neutro, equilibrado, o que lhe permitiria ensaiar os seus primeiros passos de estadista com respeito do público, de seus eleitores e de seus pares.

A CPI foi criada com a finalidade de apurar as ligações de um conhecido contraventor extremamente influente no submundo da política e dos negócios no Estado de Goiás e acusado de suspeita promiscuidade com altas personalidades desse mundo.

O primeiro “strike” foi feito em cima do senador Demóstenes Torres, ex-promotor, que ao longo da carreira política construiu uma fama de defensor da moral e dos bons costumes. Bastaram algumas horas de gravações dos diálogos de Demóstenes com o contraventor para provar que o hierático Catão não passava de uma espécie de servente e auxiliar de negócios do suspeito bicheiro.

Demóstenes foi o primeiro a desmoronar e ser cassado.E, pelo jeito, o único. Os outros alvos inconfessos da CPI, como o procurador Roberto Gurgel, o governador de Goiás Marconi Perillo e o jornalista Policarpo Júnior, da Veja, foram colocados no meio da mixórdia do relatório final com mesma finalidade específica com que foram citados no decorrer das supostas “apurações” da CPI: por represália declarada aos que determinados setores do PT consideram responsáveis pela existência do processo do mensalão.

Com exceção de Perillo, contra quem pesam sérias evidências, os demais foram citados por vingança. O nome de Agnelo Queiroz, governador do DF, e o de Sérgio Cabral, governador do Rio, suspeitos de ligações com a construtora Delta, foram propositalmente esquecidos. O dono da Delta, Fernando Cavendish, que nem chegou a ser investigado, foi citado mais como figurante do que como protagonista no esboço do relatório final apenas por honra da firma, pois nem chegou a depor.

A reação ao relatório foi tão ruim, mesmo entre aliados, que o relator chegou a adiar a sua divulgação talvez para ver se com isso ganha tempo de costurar alguma coisa que faça sentido. Por mais tempo que o jovem relator tente ganhar, o texto do relatório não contém nenhum indício de que com ele salvará o seu trabalho ou lhe dará alguma consistência.

A verdade é que toda a CPI foi imprestável, não apurou nada que já não se soubesse, e não haverá relatório milagroso que consiga salvar o que não tem salvação do começo ao fim.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

BARBOSA ASSUME COMANDO DO STF.



O ministro Joaquim Barbosa assume nesta quinta-feira a Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) em cerimônia que busca fazer jus à fama que conquistou nos últimos meses. Cerca de 2 mil pessoas foram convidadas para o evento, que começará às 15h (horário de Brasília) no Supremo e se estenderá noite adentro num dos principais buffets de Brasília - o Porto Vittoria, às margens do lago Paranoá. A festa será paga por associações de juízes.

Jornalistas acompanharão a cerminônia da posse em telões montados do lado de fora do tribunal. Entre os convidados, estão a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Câmara, Marco Maia, além de celebridades como os atores Lázaro Ramos e Taís Araújo, a apresentadora Regina Casé, os músicos Djavan e MV Bill e o ex-piloto Nelson Piquet. Também são esperados representantes do movimento negro brasileiro, como o reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, e o advogado Humberto Adami, do Instituto de Advocacia Racial.

Cerca de 100 convites foram enviados a ex-colegas do ministro que lecionam em universidades nos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Alemanha. A grandiosidade do evento é atribuída a um fato inédito na história do Supremo: Barbosa será o primeiro negro a assumir a Presidência do órgão. No entanto, a fama do ministro cresceu nos últimos meses não apenas por causa da cor de sua pele, mas por sua atuação no julgamento do mensalão.

Barbosa é o relator da ação penal, tida como um marco para a história do STF. No processo, a maioria dos magistrados acompanhou a posição do ministro e considerou procedente a denúncia de que, entre 2003 e 2005, o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desviou recursos públicos para comprar apoio político. Nas sessões, que começaram em 2 de agosto e não têm data para terminar, 25 dos 37 réus foram considerados culpados, entre os quais o ex-ministro José Dirceu, condenado a dez anos e dez meses de prisão.

Nas próximas semanas, o órgão deverá concluir a definição das penas dos condenados. Durante o julgamento, Barbosa ganhou fama repentina: enquanto votava no Rio, no mês passado, ele foi abordado por moradores que queriam ser fotografados ao seu lado. Desde então, o ministro estampou capas de revistas e foi citado por jornais estrangeiros. Para o The New York Times, ele está emergindo do julgamento como uma espécie de 'herói político'. A popularidade de Barbosa tem gerado até especulações de que ele pode se lançar na política, hipótese não confirmada por ele.

Nomeado para o STF em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa, de 58 anos, foi alçado ao comando da corte em votação simbólica. A tradição do Supremo recomenda que a Presidência seja exercida pelo ministro há mais tempo na casa e que ainda não a tenha ocupado.

Ele substituirá o ministro Ayres Britto, que se aposentou na semana retrasada após completar 70 anos, e ficará no posto por dois anos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Um juiz na História - por Merval Pereira


O Globo

Quando retomar amanhã o julgamento do mensalão, o Supremo já não terá a presidi-lo o juiz que foi o responsável direto pela sua realização. Aposentado compulsoriamente aos 70 anos, Ayres Britto já deixou, porém, suas marcas não só neste que foi certamente o mais complexo da história recente do STF, mas também em outras decisões históricas como a derrubada da Lei de Imprensa dos tempos da ditadura, que, na sua opinião, foi, essa sim, a decisão mais importante da qual participou, por ter permitido a plenitude da liberdade de imprensa no país, inviabilizando qualquer tipo de censura.

“Quem quer que seja pode dizer o que quer que seja. Responde pelos excessos que cometer, mas não pode ser podado por antecipação.” Seu último ato como presidente do Conselho Nacional de Justiça foi criar uma comissão para acompanhar processos que tratam da liberdade de imprensa.

O Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade fará uma estatística das decisões e acompanhará acusações que tratem diretamente do tema. “As relações de imprensa são da mais elevada estatura constitucional pelo seu umbilical vínculo com a democracia”, justificou.

Pelo menos uma vez por ano, a comissão fará um encontro nacional para discutir o tema. Para Ayres Britto, “cortar esse cordão umbilical entre a democracia e a liberdade de imprensa é matar as duas.”

Britto também se posicionou favoravelmente ao aborto em casos de anencefalia e justificou seu voto com rasgos de poesia, como faz sempre que cabível: “Dar à luz a vida é dar vida e não dar a morte”.

Ficou famosa sua frase sobre o órgão sexual no julgamento sobre união civil de homossexuais: “O órgão sexual é um ‘plus’, um bônus, um regalo da natureza. Não é um ônus, um peso, um estorvo, menos ainda uma reprimenda dos deuses”.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS.


Vez ou outras algumas cenas nos chocam. Lemos, em uma revista de circulação internacional, que uma senhora foi ao teatro com seus dois filhos. Narra ela que, logo que o espetáculo começou, duas crianças que estavam sentadas mais à frente começaram a chorar em altos brados. Uma espectadora que estava próxima às crianças falou para a mãe delas:
Não seria melhor a senhora sair com os dois, até que eles se acalmem? Eu cuido dos seus lugares. Mais do que depressa, a mulher respondeu:
Claro que não vou sair. Comprei três ingressos. Meus filhos e eu temos o direito de ficar até o fim do espetáculo. Os outros que agüentem. São fatos de tal natureza que nos apontam o porquê da má educação de tantas crianças e jovens, na atualidade. É que seus pais não estabelecem normas. Exatamente porque eles mesmos não têm normas. E, para muitos pais, seus filhos sempre têm razão. Se o garoto ficou no banco de reservas no jogo da escola, partem com vigor para cima do técnico, desejando saber as razões do que chamam perseguição gratuita. Com tal atitude, não exemplificam ao filho que há momento para se participar ativamente e momento para se aguardar. Que uma equipe é o resultado do esforço de todos e de cada um, no momento oportuno. Se o time mirim perde eis novamente os pais culpando o técnico, o treinador. Afinal, todos têm má vontade com as suas crianças, não as preparam.
Em nenhum momento cogitam de falar ao filho que há momento de ganhar e momento de perder. Que tudo é uma questão de treino, dedicação, esforço e que, numa disputa, naturalmente, o melhor deve vencer. A derrota deve servir para estímulo a mais treinamento. Com tal atitude, não é de estranharmos que torcidas organizadas, compostas por adolescentes, bloqueiem uma estrada e destruam um ônibus a pedradas e pauladas, desejando agredir os jogadores do seu time de futebol, que foi desclassificado do torneio esportivo.
Quando os filhos apresentam o boletim com notas baixas, a culpa sempre é dos professores ou da direção da escola. Nunca dos seus rebentos que não estudaram ou quiçá tenham apresentado baixo desempenho escolar, por alguma problemática que estejam atravessando. É tempo de pensar e tomar atitude. Antes de qualquer coisa, exemplificar, como pais, a cortesia, a gentileza, a honestidade, enfim, todos os valores que desejamos portem os nossos filhos. Não há mais tempo para se descurar dessa infância do hoje que se constituirá nos homens do amanhã, os cidadãos do novo mundo que todos aspiramos. De forma muito freqüente, o comportamento rude das crianças é resultado de falta de orientação. É que os pais descuidam de estabelecer normas de comportamento, e assim eles agem como observam outros agirem. Críticas e xingamentos somente contribuem para tornar as crianças mais tensas e agressivas.
Assim, a educação exige que se estabeleçam normas claras para as crianças seguirem. Normas ditadas pelas boas maneiras, respeito aos semelhantes, modéstia e justiça.

VEREADORES GRATES.



Senador Aloysio Nunes Ferreira.

Ao que tudo indica, o cargo de vereador caberá mesmo aos altruístas apenas. Aquela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da remuneração a legisladores de municípios com até 50 000 habitantes já tem relator e parecer quase pronto.

Cyro Miranda, autor da PEC, está vendendo otimismo. Diz que o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Aloysio Nunes Ferreira, deve entregar seu parecer até o fim do mês, e com poucas alterações no texto original.

Segundo Cyro, Aloysio planeja incluir somente a previsão de uma ajuda de custo de um ou dois salários mínimos para cobrir custos, como transporte e alimentação. E Eunício de Oliveira já avisou: assim que receber o relatório, põe o projeto em votação na CCJ, o que pretende fazer antes do recesso. Os vereadores que passem a economizar desde já.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

EVITE FILAS - DOE ORGÃOS - VEJA E OUÇA COM ATENÇÃO.

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Fila de espera:

Rim 19.393, figado 1.138, córnea 6.629, pâncreas 1.l35 pessoas e muitos outros
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DOSIMETRIA E DATA VÊNIA - Por Antonio Morais


Nos últimos dias essas duas palavras estranhas ao nosso dia a dia foram muito  divulgadas pela grande mídia nacional.

Dosimetria: É a pena que um juiz do Supremo Tribunal Federal  determina para o condenado, decisão que cabe só ao juiz, não existe lei determinante.  Foi o que  vimos neste julgamento do mensalão.

Data vênia:  É o pedido de permissão para votar de forma contraria aos demais juizes, ou seja como lhe interessa. E, assim, como prova maior  do julgamento desacompanhado da lei  vários são os empates:  cinco a cinco como se um julgamento de crimes fosse uma partida de futebol. Portanto as dosimetrias e os data vênias provêm de forças externas a corte e nunca de uma determinação baseada em lei. 

Boto, mas não vendo! - Por Antonio Morais


No café do João de Adélia, em Várzea-Alegre, onde se degustava o melhor café com bolo ligado e o melhor tijolo de leite com rapadura, estavam alguns amigos levando um lero.

 Raimundo Leandro, fazendeiro, comerciante e criador de gado leiteiro, fazia de sua atividade principal a venda de leite bovino e seus derivados: nata, manteiga e queijos etc.

 Inacinho era comerciante do ramo de tecidos e tinha a responsabilidade de anotar e informar para a “funceme” a quantidade de milímetros de cada chuva caída na localidade.

Neste dia choveu forte e todos estavam admirados com o volume  das enchentes dos riachos do Feijão, do Machado, da Formiga e do Graviel.

 Um deles falou: a chuva foi de 200 mm. Raimundo Leandro achou exagerado o tamanho da chuva e, perguntou: Quem falou que foram 200 mm? Outro respondeu de pronto: Foi Inacinho!

Raimundo Leandro sem perceber que o Inacinho havia chegado ao local disparou: O Inacinho bota água.

E, Inacinho sem se aborrecer com o que dissera o Raimundo Leandro encerrou a conversa sem tetubiar: Boto, mas não vendo.

Tenham todos um bom dia.


Ainda que deseje, um rio não pode correr mais do que corre. Não pode apressar o seu passo. Não pode mudar o seu curso. O oceano o espera e lá chegará.

Perguntei a um grupo de amigos:  ”O que você faria se soubesse que morreria dentro de vinte e quatro horas?”. As respostas de alguns foram mais ou menos assim: “Amaria mais, perdoaria mais, viveria de forma mais intensa”.

Ninguém pode apressar ou diminuir o passo da existência. O amor e o perdão devem ser exercitados por toda a vida. O prazo de vinte e quatro horas é muitíssimo pequeno para uma mudança radical.  Mas é tempo mais que suficiente para uma reflexão profunda, um arrependimento sincero e uma aproximação de Deus.

O “bom” ladrão da cruz tinha pouco tempo de vida. Estava na hora da morte, mas reconheceu seus erros e pediu, com humildade de coração, que Jesus se lembrasse dele quando estivesse no céu. Foi o bastante para ser alcançado pela graça divina. Não espere pelo último momento.

sábado, 17 de novembro de 2012

Duas medidas - Por Merval Pereira


O Globo

A revelação de que o ministro Dias Toffolli há dois anos condenou o deputado Natan Donadon, do PMDB de Rondônia, a penas tão duras quanto as que estão sendo dadas hoje pelo Supremo para os réus do mensalão joga por terra seu discurso, que agora se prova oportunista e demagógico, contra a pena de privação de liberdade para crimes que não sejam de sangue.

Diante de seu voto anterior, ficou claro que seu discurso alegadamente humanitário tinha só um objetivo: defender que os réus do mensalão não fossem condenados à cadeia.

Da mesma maneira, a fala do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dizendo que preferiria morrer a ter que passar muito tempo nas cadeias “medievais” brasileiras trouxe à tona sua atuação há dois anos no ministério sem que tenha feito nada a respeito do problema, que, se certamente não é culpa apenas dos governos petistas, estes não o enfrentaram devidamente.

Os jornais e revistas trouxeram fartas informações mostrando que as verbas alocadas para o sistema penitenciário quase não foram utilizadas no que cabia ao governo federal.

Note-se que Toffolli era o revisor daquele processo, fazendo o papel que no mensalão ficou com Ricardo Lewandowski. Ele reduziu a pena proposta pela relatora Cármen Lúcia, mas na dosimetria foi mais rigoroso do que Joaquim Barbosa no mensalão: começou usando a pena-base de cinco anos e daí foi acrescentando todos os agravantes cabíveis, chegando a uma pena final de 11 anos, um mês e dez dias.

E o crime do deputado peemedebista ocorreu em uma Assembleia Legislativa, sem o caráter nacional dos crimes do mensalão e sem as implicações políticas de ataque à democracia registradas pela maioria dos ministros do STF na Ação Penal 470.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fugindo da cadeia - Por Merval Pereira


O Globo

É meio vergonhoso para o PT, há dez anos no poder, que a situação desumana de nosso sistema penitenciário vire tema de debate só agora que líderes petistas estão sendo condenados a penas que implicam necessariamente regime fechado.

Chega a ser patético que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no final das contas responsável pelo monitoramento das condições em que as penas são cumpridas, diga em público que preferiria morrer caso fosse condenado a muitos anos de prisão.

Dois anos no cargo, e o ministro só se mobiliza para pôr a situação das prisões brasileiras em discussão no momento em que companheiros seus de partido são condenados a sentir na própria pele as situações degradantes a que presos comuns estão expostos há muitos e muitos anos, os dez últimos sob o comando do PT.

Também o ministro revisor Ricardo Lewandowski apressou-se a anunciar que muito provavelmente o ex-presidente do PT José Genoino vai cumprir sua pena em prisão domiciliar porque não há vagas nos estabelecimentos penais apropriados para reclusões em regime semiaberto.

Para culminar, vem Dias Toffoli defender que as condenações restritivas da liberdade sejam trocadas por penas alternativas e multas em dinheiro. Tudo parece compor um quadro conspiratório para tentar evitar que os condenados pelo mensalão acabem indo para a cadeia, última barreira a ser superada para que a impunidade que vigora para crimes cometidos por poderosos e ricos deixe de ser a regra.

Dias Toffolli, para justificar sua tentativa de tirar da cadeia os petistas condenados, defendeu a tese de que eram meros assaltantes dos cofres públicos, sem objetivos políticos: “Os réus cometeram desvios com intuito financeiro, não atentaram contra a democracia, que é mais sólida que tudo isso! Era o vil metal. Que se pague com o vil metal.”

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Charuto se vendeu - Por Antônio Morais

Professor Alderico de Paula Damasceno, treinador  da equipe do Crato.

Essa vai para o historiador Armando Rafael, meu amigo Carlos Eduardo Esmeraldo, o cantor, compositor e professor José Nilton, amantes da historia do Crato e de modo especial para o Dihelson Mendonça que registra em seus arquivos todas essas proezas de nossa boa gente.

Em décadas passadas, a APCDEC, promovia o torneio “intermunicipal”, contenda que premiava as equipes dos municípios interioranos que investiam no esporte da bola.

Em 1974, Crato e Várzea-Alegre ficaram na mesma chave. No jogo de ida, o médico e desportista cratense Antônio Valdir de Oliveira solicitou do prefeito de Várzea-Alegre Lourival Frutuoso toda atenção com o escrete do Crato.

Foi contratado o melhor hotel da cidade para fazer a hospedaria. Quando a delegação chegou Dona Emília, a hoteleira, se esmerou na atenção e cuidados. Desembarcaram do ônibus de seu Orlando craques famosos como: Dote, Chico Curto, Anduiá, Netinho, Luís e Antônio Pé de Pato, Fruta Pão, Pirrol, Sibito, o afamado artilheiro Pangaré e outros sob o comando austero do treinador e meu querido professor de história Alderico de Paula Damasceno.

Dona Emília com muita lhaneza no trato cumprimentou a todos exigindo o nome de cada um deles. No final das apresentações, Gerçon Moreira que representava a imprensa, digo, a Revista Região do Osvaldo Alves, se apresentou como sendo o “Vigário da Batateira”.

Vige Maria, Dona Emília quase cai pra trás. Era muita honra hospedar um padre. Como ia poder fazer um atendimento diferenciado ao sacerdote sem que os demais percebessem? Os cuidados com a alimentação deviam ser dobrados visto que as 20 galinhas caipiras apimentadas e um “bacurim” de 20 quilos poderiam não atender e agradar ao paladar de todos, em especial do vigário que tinha maior merecedência.

O almoço foi servido numa mesa de pau d'arco medindo 08 metros de comprimento com um e meio de largura colocada na sala do centro do hotel. Dona Emília espalhou as panelas pela mesa e numa delas havia um “molho pardo” que era a especialidade da casa. Quando Pangaré colocou o arroz e botou duas colheradas da “especiaria” e começou a misturar, Chico Curto, jogador cheio de nó pelas costas, metido a importante, olhou de soslaio e disse: bicho, deixa de ser burro, “chouriço” agente come é no fim!

Pra se ter uma ideia até água Dona Emília havia mandado buscar em ancoretas no Crato para agradar aos atletas. Dona “Anunciada”, chefe de cozinha dizia lá com os seus botões, Deus me livre e guarde, mas uma coisa está me dizendo, aqui no meu ouvido, que esse padre não é padre.

Antes do jogo houve um principio de emboança por conta do arbitro. Anildo, o bode, queria porque queria apitar e os cabras de lá sabendo que alem de arbitro ele era vereador não aceitaram diante da possibilidade de uma misturação da arbitragem com campanha política. Depois da intervenção do João Ramos, presidente da APCDEC um arbitro se deslocou do Iguatu para apitar o jogo.

A contenda transcorreu normalmente, o placar de dois a zero para o Crato, era mais ou menos esperado. Nesse dia o artilheiro Pangaré não marcou. Os gols foram contra de Charuto, zagueiro da Batateira, que havia assinado contrato há bem pouco tempo com Várzea-Alegre.

No outro dia, o zum zum zum se ouvia de boca em boca. O juiz roubou, deixou de marcar impedimento. Que nada rapaz, você já viu gol contra ter impedimento? Outro dizia Charuto se vendeu, ele é de lá, quem pode confiar em gente da Batateira? E dona Emília bradava: só podiam ganhar até o Padre veio!

Finalmente eu só não posso informar uma coisa: quando foi que Dona Emília recebeu a conta! Venha hoje, venha amanhã, o prefeito viajou, a tesoureira está doente, o talonário de cheque acabou!

Um jogo inusitado - Postado Por Antonio Morais

Logo após a Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, o esporte bretão tomou um grande impulso no Brasil. Multiplicaram-se os campos improvisados! As bolas para a pratica do esporte iam desde as feitas com bexigas de boi até as de pano.

Em Várzea-Alegre, talvez tenha acontecido a mais inusitada partida de futebol daqueles dias. O campo era um curral onde as duas porteiras, abertas apenas com o pau de cima, serviam de balizas e a bola era uma almofada de bilros. As duas equipas se posicionaram para iniciar a disputa. Há quem diga que houve até um minuto de silencio; não se sabe para quem.

Quando o arbitro deu o silvo inicial, os bandos contendores se "abofelaram" e a poeira cobriu. O juiz ficou perdido no meio da pancadaria e só conseguiu encontrar o apito cinco minutos depois. Com vários e altos silvos longos, conseguiu parar a tourada, mas o estrago já estava feito! Acalmados os ânimos e baixado a poeira, a almofada tinha desaparecido, dez braças de cerca estavam no chão e meia dúzia de contundidos baixaram à "enfermaria" que era uma bodega nas proximidades: cada um tomou um oito de cana para não gripar.

Coronel Ronald Brito.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Irmão de Genoino é citado por suspeitos de fraude.



Fausto Macedo - O Estado de S. Paulo.

Grampos revelam tratativas de empresários para prorrogar contratos de água e esgotos e obter auxílio do deputado José Guimarães.

Relatório de Inteligência da Operação Águas Claras cita o deputado José Guimarães (PT-CE), vice-líder do governo na Câmara, na investigação sobre empresários acusados de corrupção e fraudes em licitações de prestadoras de serviço a autarquias de água e esgoto de municípios de quatro Estados, inclusive o Ceará.

A Águas Claras foi desencadeada segunda-feira, em Sorocaba (SP). Força-tarefa integrada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) da cidade, braço do Ministério Público de São Paulo, prendeu 18 investigados e fez buscas em 25 endereços domiciliares e comerciais. O alvo principal é a Allsan Engenharia e Administração e seus sócios, os empresários Reynaldo Costa Filho e Moisés Ruberval Ferraz Filho.

Guimarães é irmão de José Genoino, ex-presidente do PT, condenado como mensaleiro a 6 anos e 11 meses de prisão. Em julho de 2005, quando Guimarães exercia mandato de deputado estadual, um assessor dele na Assembleia Legislativa do Ceará, José Adalberto Vieira da Silva, foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com R$ 200 mil em uma mala e US$ 100 mil escondidos na cueca. Genoino renunciou ao cargo dois dias depois.

A operação não flagrou telefonemas de Guimarães, mas pegou citações frequentes ao seu nome em diálogos grampeados dos empresários da Allsan que chamam o deputado ora pelo nome, ora por "cueca", ora por "capitão cueca". Cópia do relatório será enviado ao Ministério Público do Ceará.

Ministro da Justiça diz que prefere morrer a ir para a cadeia.



O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta terça-feira, 13, em palestra a empresários, que preferiria morrer a cumprir pena num presídio brasileiro. "Se fosse para cumprir muitos anos na prisão, em alguns dos nossos presídios, eu preferiria morrer", garantiu ao responder se apoiava a adoção da pena de morte e da prisão perpétua no Brasil. "Entre passar anos num presídio brasileiro e perder a vida, eu talvez preferisse perder a vida", acrescentou, ao ser novamente indagado sobre o assunto pelos jornalistas. Em seguida, o ministro disse ser contrário a ambas penas, explicando que é necessário melhorar o atual sistema prisional, ao invés de adotar essas medidas.

Cardozo ressaltou ainda que as condições dos presídios brasileiros geram violações aos direitos humanos e que a pena de morte não teria eficácia como medida de combate à violência."

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Enviado por Amigos de Deus.


Quando você vir gansos canadenses voado em formação em “V”, pode refletir sobre o que a ciência já descobriu a respeito. O bater de asas de cada ganso cria sustentação no ar para o que vem a seguir.  Voando em formação, o bando tem pelo menos 71% de alcance a mais que um ganso isolado.

As pessoas que compartilham uma direção e um senso de comunidade chegam ao destino com maior rapidez e facilidade porque se apoiam no impulso umas das outras. Quando um ganso sai da formação, sente logo a resistência do ar a sua tentativa de seguir sozinho – e volta rapidamente a se alinhar para aproveitar a sustentação dada pelo ganso a frente.

Se tivermos o senso de uma ganso, ficaremos alinhados com as pessoas que vão á frente no caminho que seguimos. Quando o ganso da frente se cansa, faz uma rotação de asa e outro toma seu lugar à frente do bando. É prova de sensatez fazer turnos em tarefas difíceis e cansativas, seja entre pessoas, seja num bando de gansos. Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente a manterem a velocidade. Que mensagens enviamos quando grasnamos lá atrás?

Por fim – e isso é muito importante -, quando um ganso adoece ou é atingido por um tiro e sai da formação, dois outros gansos abandonam a formação e descem com o ferido para prover ajuda e proteção. Ficam com o companheiro caído até que ele esteja apto a voar ou até que ele morra. Só então eles vão embora e prosseguem sozinhos, ou se unem a outra formação até alcançarem seu bando. Se tivermos o senso dos gansos, ficaremos juntos.


Moeda estranha.


Rita de Doca Bitu fazia bastante queijo de coalho e de manteiga, no Serrote, onde morava. Um dia ela chegou aflita na casa de Raimundo Inácio e pediu a Antônio, seu sobrinho: Meu filho, vá na rua buscar Doca que faz três dias que ele tá lá pelos cabarés. Frete um carro que eu pago.

Antônio atendeu o apelo da tia e chegando no Engenho Véi, mas precisamente na Boate Barba Azul, tava Doca Bitu muito fiota e arrodiado de mulheres. Antônio trata a conversa de levá-lo embora, como ele atendia a Antônio, aceitou dizendo: Arrume um carro e pague porque eu tô liso. Antônio de imediato chamou o nosso saudoso Torrão, que na época tinha uma Rural. Chegando no Serrote, desceram do carro. Antônio disse, pronto tia Rita, trouxemos o home, agora pague a vagem.

Ela disse: Torrão, aguarde só um instante! Entrou de casa adentro, passado uns cinco minutos, apareceu com um saco na mão, meio pesado: ao ver aquilo, Torrão perguntou assustado - O que é isso, Dona Rita? Ela respondeu: É borra, meu filho, cinco quilos, para pagar sua viagem!

Giovani Costa

JOGO DURO - POR LAURO JARDIM



Joaquim Barbosa conversou com algumas figuras-chaves do Judiciário e garantiu que, sob sua gestão, haverá uma grande repressão contra juízes que praticam mal feitos ou corrupção.

Uma pessoa próxima diz que as ações de Barbosa deixarão muitos bandidos togados com saudades de Eliana Calmon.


Varzea-Alegre-Crato-Laços de familia I - Por Antonio Morais


Há uma ligação sanguínea muito grande entre os do Sanharol em Várzea-Alegre e os da Palmeirinha, Malhada e Juá em Crato. Inicialmente dois filhos de José Raimundo do Sanharol, em Várzea-Alegre, se casaram com duas filhas de Eufrásio Alves de Brito, do sitio Malhada, em Crato. Vicente Alves Bezerra de quem descende os familiares de José Bezerra de Brito, professor Zurza Bezerra, que dar nome ao Ginásio da Ponta da Serra e Gabriel de Morais Rego que do seu primeiro matrimonia nasceu Eufrásia Morais de Brito que se casando do Macário Vieira de Brito deu origem a numerosa e nobre família Macário de Brito. Gabriel de Morais Rego ainda se casou duas vezes e é pai entre outros filhos de Vicente Bilé, Vitorino Bilé que residiam no sitio Malhada e Ana, que residia em Crato, José Bilé e Raimunda Bilé  residentes em Arneiroz..

Outra filha de José Raimundo do Sanharol, Maria Anacleta de Menezes se casou com Antônio de Brito Correia, do sitio Palmeirinha e dentre seus filhos citamos José Raimundo de Brito que se casou com uma sobrinha de sua mãe de nome Isabel Alves de Morais, de Várzea-Alegre, filha de Joaquim Alves de Morais e Tereza Anacleta de Menezes, desse casamento deu origem a numerosa família Morais de Brito do sitio Juá.

Antônio de Brito Correia enviuvou e se casou novamente com Leonarda Bezerra de Menezes, varzealegrense, sobrinha de sua primeira mulher e que foi batizada no dia do seu primeiro casamento. Irmã de sua nora Isabel.  Observem a diferença de idade.

Desse casamento nasceram 10 filhos entre eles Pedro Alves de Brito e Joaquim Alves de Brito, o conhecido Duquinco de Brito do sitio Palmeirinha em Crato. Em seguida quatro desses seus filhos se casaram com parentes de Várzea-Alegre, Pedro, Esmelinda, Belinha e Sandola matrimoniaram-se com Laura Morais e Silva, José Bezerra Mendes, José Alves Feitosa Bitu e José Raimundo de Menezes respectivamente, todos primos legítimos, entrelaçando mais ainda as duas famílias.

Certidões de casamento:

Aos vinte e nove de novembro de mil oitocentos e setenta e seis sem contar impedimento algum de José Alves Bezerra de licença minha casar os nubentos José Raimundo de Brito e Izabel Morais do Rêgo confessados examinados na doutrina cristã. Foram testemunhas João Alves de Menezes, Antonio Alves de Brito de que para constar mandei fazer este termo a que assino.

PE. Vicente Ferrer de Pontes – PCO.

Livro 3C – Casamentos - Capela de Várzea Alegre

Aos vinte e nove de novembro de mil oitocentos e setenta e seis sem contar impedimento algum de José Alves Bezerra de licença minha casar os nubentos Antonio de Brito Correia e Leonarda Bezerra de Menezes confessados e examinados na doutrina cristã. Foram testemunhas Eufrásio Alves de Brito e Vicente Alves Bezerra de que para constar mandei fazer este termo que assino.

PE. Vicente Ferrer de Pontes – PCO.

Livro 3C - Casamentos - Capela de Várzea Alegre – CE.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Marcos Valério está livre do voto do silêncio - Por Augusto Nunes


A coluna está de volta depois de quatro horas fora do ar. Foi o tempo suficiente para que o Supremo Tribunal Federal fixasse as penas que serão cumpridas por José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Há poucos dias, Lula anunciou que, juntamente com o chefe, todos os devotos da seita haviam sido absolvidos pelas urnas. Acaba de descobrir que urna não é toga.

A sorte da versão piorada de Pedro Malasartes, na precisa definição de Marco Antônio Villa, é que Dirceu, Delúbio e Genoíno jamais contaram o que sabem. Nem contarão. São obedientes ao mestre, são simultaneamente pais e filhotes do PT degenerado, são soldados em combate por uma causa: a eternização no poder. O problema é o quarto elemento.

Marcos Valério nunca militou no PT e não está subordinado a Lula. O pacto que garantiu a mudez do operador do esquema foi rompido pela condenação a 40 anos de cadeia. O julgamento do mensalão vai terminando. O completo esclarecimento da trama está longe do fim.

domingo, 11 de novembro de 2012

APOIS VÁ DIZER O PADE, VÁ!

A história do Dr. Flávio, sobre a rádio de Matorzinho, me fez lembrar de um causo verídico de V. Alegre, só que lá ainda não tinha emissora de rádio e o ditado foi diferente.
Amélia Danga lavava e passava as roupas do hotel de Emília e de Etevaldo, um moço que quando esteve em V. Alegre, elevou de forma significante o nosso futebol. Uma vez Etevaldo marcou com Amélia um encontro amoroso, no Beco de Gobira, que fica de lado do hotel.

Era meia noite e os dois estavam agarrados no bem bom, quando de repente Emília abriu uma janela. Os dois ficaram assustados e Emília encabulada fechou a janela e foi dormir.
No dia seguinte Amélia chegou no hotel para pegar a roupa e Emília perguntou:
Amélia que arrumação medonha era aquela dessa noite?
E tu tava ispiando muié?
Não eu vi sem querer. Mas tu tava com o vestido na cabeça e Etevaldo com as calças no joelho.
E o que qui tem? O obijeto é meu e eu dou a quem eu quiser.
Mas negrinha, desse jeito tu vai ficar falada na rua.
Apois muié. Vá dizer o pade Otavo. Vá!

Mundim do Vale

A PROMESSA DE CHICO DANGA.




Certa vez Chico Danga chegou puxando fogo e ajoelhou-se no pé do altar de São Raimundo. Falando baixo começou a fazer um pedido ao santo, nos seguintes termos: São Raimundo o seguinte é esse: - Eu nunca pidi nada o sinhor mais agora eu priciso dum adigitoro. É pruque eu quiria uma graça prumode laigar a cachaça. Eu num agüento mais, toda vez qui eu bebo Oliveira Danta se dana pra açoitar eu. Se o sinhor me der essa graça eu prometo qui no dia 21 de agosto eu pego a sua bandeira e me assubo na torre da igreja mais Amélia minha irmã prumode nós trepar de graça lá inriba. Mãe tombém mandou dizer qui se o sinhor me der essa graça ela manda cinco galinha pro Pade Otavo butar no seu leilão. Pai mais mãe e Amélia vão ficar muito agradicido cum o sinhor.

Tem mais uma coisa qui eu vou contar o sinhor, mais é segredo, vai ficar só pra nós dois, num vá contar os oto santo não viu? É assim. A maior vontade qui eu tenho de laigar esse viço, é pruque abasta eu tumar um copo de zinebra, seu Ontõe Costa bota eu na cadeia. Se fosse só cadeia num tinha nada não. Mas meu santo sabe aquela roça de mi qui tem detrás do motor do véi Diceu? Sabe, num Sabe? Apois! Aquela roça é de Seu Ontõe Costa, qui é o delegado aqui de Rajalegue.

Apois toda vida qui ele prende eu, no oto dia bota pra eu trabaiá limpando ela, dizendo ele qui é prumode eu pagar a carceraje. Pru conta disso num me dar nem um girmum de leite prumode eu cumer mais pai, mãe e Amélia.

Esse negoço tá dereito meu São Raimundo?

Mundim do Vale.

sábado, 10 de novembro de 2012

Verso da venda do patrimonio de São Raimundo - Por Antonio Morais

De 1918 a 1923 o Padre José Alves de Lima foi o titular da Paróquia de São Raimundo Nonato, em Várzea-Alegre. Em 1919 a Diocese do Crato decidiu fundar a primeira instituição financeira da região, o Banco do Cariri S/A. O Bispo orientou as paróquias a subscreverem ações do banco e o padre Lima decidiu vender o patrimônio de São Raimundo doado pelo Major Joaquim Alves Bezerra e outros amigos na época da criação da paróquia em 30.11.1863.

O padre procurou o prefeito de então Cel Antônio Correia Lima, que diante do clamor e revolta dos paroquianos não aceitou fazer o negócio. Porém a venda foi feita a Dirceu de Carvalho Pimpim e o padre ameaçou com a ex-comunhão quem se colocasse contra sua decisão. Manuel Antônio de Sousa, do sitio Varzinha, fez um verso intitulado " Verso da venda do patrimônio de São Raimundo", que durante dezenas de anos foi cantado e decantado nos adjuntos de apanha de arroz, nos maneiros paus, e nas festas da cultura popular. Poucos conhecem a obra de Manuel Antônio de Sousa e este resgate histórico marca também o surgimento do primeiro foco de protestantes do município, passando pela Varzinha de Manuel Antônio e pela Vacaria dos Ginos e dos Anicetos .

Até hoje era exclusividade minha, só eu tinha,  aprendi  quando menino vendo o meu pai cantar juntamente com dezenas de homens  nos adjuntos de apanha de arroz, de hoje em diante,  torno publico.

Eis a integra:

Leitores eu vou contar
Como anda o nosso mundo
Conto o primeiro capitulo
E depois conto o segundo
É coisa que intimida
Nunca visto em nossa vida
Foi questão com São Raimundo

Nosso mundo está perdido
Valei-me meu Santo Antônio
Se assim acontecer
Fica o lugar tristonho
O tempo tudo descobre
São Raimundo fica pobre
Se vender o patrimônio

Nosso mundo está perdido
Só por causa do dinheiro
Os homens que se ordenam
São os mais interesseiros
Já querem tomar a pulso
Querem deixar sem recurso
Nosso santo padroeiro

Devemos viver a calma
Não se envolver na questão
porque somos inocentes
Não sabem quem tem razão
Mesmo estamos excomungado
E pode ficar arriscado
Para nossa salvação

É certo que não faz medo
Esta triste excomunhão
Porque Deus só quer do homem
É um firme coração
Isto é palavra a toa
Que o padre amaldiçoa
E Jesus nos manda o perdão

Deus deixou padre no mundo
Para reger a doutrina
Ser zelador da igreja
Com a santa lei divina
Mas os padres do presente
Cada qual é mais valente
Com palavra libertina

O pobre tudo aguenta
O rico não se sujeita
E por esta causa e outra
Vivemos nesta peleja
A igreja não merece
Mas se o padre quisesse
fazia a coisa direita

O povo que não entende
Calunia o pessoal
Diz que em Várzea-Alegre
Padre vem e se dar mal
Executemos a questão
Para ver quem tem razão
De onde vem o sinal

Deus deixou padre no mundo
Para reger a igreja
Deus não deixou ordem em padre
Para lutar com peleja
E depois se zangar
Subir para o altar
E falar tudo que deseja

É certo que protestante
Nesta terra ainda não tem
Por causa destes abusos
Aparecem mais de cem
E se o orgulho aumentar
E alguém quiser virar
Chame que viro também

Deus deixou padre no mundo
Para absolver pecado
Mas por causa do dinheiro
Fez o povo excomungado
Veja quanto é valoroso
O nosso Deus poderoso
Vive sempre ao nosso lado

Leitores devem lembrar
Daquele verso terceiro
Que diz que neste mundo
Só quem vale é o dinheiro
Veja como acontece
Até o padre se esquece
Do nosso Deus verdadeiro

Pergunto ao nosso Deus
Porque foi esta questão
Respondeu-me Jesus
De todo meu coração
O padre falou em negocio
O prefeito disse não posso
Daí veio a maldição

Castigue quem merecer
A defesa é natural
Não faço nada por mal
Vós me queira defender
É que nosso padroeiro
Não precisa de dinheiro
Não precisava vender

Ó Virgem da Conceição
Meu Jesus sacramentado
Proteja minha inocência
Se nisso estiver culpado
Valei-me a providência
Proteja minha inocência
Se eu estiver errado

Eu habito em Santo Antônio
Não me cabia este artigo
Apenas fiz este verso
A pedido de um amigo
Vou dar meu nome completo
Eu me chamo Felisberto
Da Costa Sousa Perigo

Manuel Antônio de Souza
Sitio Varzinha - Várzea-Alegre