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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Balanço de 2015 - Editorial o Globo.


O ano em que se confirmou o fim do modelo lulopetista

Historiadores não seguem o calendário gregoriano. Por método, dividem os fatos em ciclos, por sobre a convenção de se limitar o ano a 12 meses. Getúlio, na primeira encarnação, por exemplo, perdurou sete anos, de 1930 até o golpe do Estado Novo, e por aí segue.

Hoje, concluem-se os primeiros 12 meses do segundo mandato de Dilma. São, portanto, cinco anos de Dilma no poder, e também 13 de PT no Palácio do Planalto, todos com Dilma em postos proeminentes: ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil, presidente da República. Com o detalhe de ter presidido o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 até disputar as eleições presidenciais de 2010.

Dilma é o fio condutor pelo qual o lulopetismo põe em prática o projeto dos sonhos: dirigista, concentrador de rendas da sociedade no Estado, este aparelhado pelo partido, a fim de redistribuir o dinheiro do contribuinte para fazer o “bem” ao pobres e aos empresários escolhidos para ser futuros “campeões nacionais”.

Portanto, a seriíssima crise na qual Dilma 1 embalou o Brasil precisa ser colocada numa contexto amplo. Esses 12 meses de 2015 são apenas a menor parcela de um experimento catastrófico. Ele foi sinalizado a partir do final do primeiro mandato de Lula, quando, afastado José Dirceu da Casa Civil, Dilma, a substituta, rejeitou, por “rudimentar”, a proposta que lhe foi apresentada pelos ministros da Fazenda e Planejamento, Antonio Palocci e Paulo Bernardo, para impedir que as despesas públicas crescessem mais que o PIB. A ideia, correta, sensata, livraria o país desta que deve ser a mais grave crise desde a provocada pela Grande Depressão americana, em 1929/30. Consta que Lula, sempre ardiloso, ordenou a Dilma matar na origem aquela proposta, contrária ao ideário do “Estado forte”.

Já a crise mundial iniciada em 2008, com a explosão da bolha imobiliária-financeira americana, serviu de pretexto para o início de implementação do “novo marco macroeconômico”, ainda com Lula no poder, sob inspiração da ministra Dilma, coadjuvada por Guido Mantega, na Fazenda. Que ela manteria no primeiro mandato, juntando-se aos dois o secretário do Tesouro Arno Augustin, o mago da “contabilidade criativa”, das pedaladas e outros truques. Gastos sem controle, descuido com a inflação, manipulação do câmbio e de preços administrados se constituem a fórmula básica que destruiu a Venezuela chavista e desestabilizou a Argentina kirchnerista, aparecendo aos brasileiros mais distraídos apenas neste ano. Antes sufocada por razões eleitoreiras, a crise desabrochou: inflação em dois dígitos, déficits fiscais cavalares, recessão grave e desemprego em alta rebaixam a nota de risco do país para nível especulativo e elevam a cotação de papéis que servem como seguro contra uma quebra do Brasil, os CDS (Credit Default Swaps). (gráficos)

Entra-se na fase final do ciclo da política econômica lulopetista. Haverá pelo menos mais um capítulo, com o economista Nelson Barbosa, transferido do Planejamento para a Fazenda, no lugar de Joaquim Levy. Barbosa, próximo ao PT, fará o que a economista Dilma quiser. Também por isso é dito que 2015 não acaba hoje. E ainda não é possível saber até onde irá.


Impossível domar o bom monstro - Murilo de Aragão.

A matriz econômica que criou as empresas campeãs, a complacência com a inflação, as regras intervencionistas nas concessões de PPPs, as intervenções desastrosas no setor de energia, do açúcar e do álcool, o controle irracional de preços administrados, a inconsistência regulatória e a insegurança jurídica fortaleceram o monstro que é a economia brasileira. Nossa economia está disfuncional. Não apenas pela crise econômica nem somente pelas investigações da Operação Lava-Jato, mas pelo descompasso entre as respostas do mundo político à situação que se apresenta.

No passado recente, as intenções eram as melhores possíveis: acelerar o crescimento, criar empresas nacionais com robustez internacional, distribuir renda e aliviar os problemas sociais crônicos. Uma espécie de Frankenstein, um bom monstro. O projeto, porém, tinha pés de barro e cabeça de vento. Não deu certo. Não há crescimento sustentável na base da bolsa TJLP sem regras claras e segurança jurídica.

A impossibilidade de domar o bom monstro se revela no fato de que, mesmo tendo boas intenções, ele não é bom. Sua essência, como tal, pressupõe interesses que, aparentemente, bons não são. O bom monstro existiria para a prática de uma espécie de colonização dos interesses do povo. Um sistema gerado pela soberba ideológica justificado a partir de um ideário de boas intenções. Numa sociedade de paspalhos e néscios, as boas intenções seriam suficientes para nos resgatar do fracasso. Mas não é bem assim que o mundo real funciona. Nem deve ser assim por aqui.

Qualquer projeto de poder que assuma a direção dos destinos dos homens com uma vocação salvacionista deve ser repelido como escravagista e colonizador. Não é o caminho certo para se construir uma sociedade livre e responsável, de direitos e deveres. Não faz sentido superlotar uma sociedade de benesses sem lhe dar a noção de direitos e responsabilidades. Não funcionou nos países socialistas, apesar da força da ditadura que tentou implantar tal modelo social e econômico.

No Brasil de hoje, não havia clareza de que as benesses eram condicionadas ao momento fiscal. Sacrificou-se o equilíbrio da nação para manter a distribuição de recursos para os programas sociais. Com isso, o governo enganou a todos, já que, no limite, podemos entrar em default. É a síndrome do bom monstro que tudo faz para agradar. Inclusive, sem querer, matar a todos.

Hoje, o bom monstro nos mata com a inflação recorde, o desemprego e o desinvestimento. Infelizmente, a recessão e o insucesso não fizeram, ainda, com que o bom monstro fosse para o Polo Norte ou sumisse da humanidade, como no romance de Mary Shelley. Vamos penar algum tempo até que o fracasso seja grande o suficiente para forçar um novo jogo. A opção do momento é tentar conciliar as boas intenções do bom monstro com a dura realidade atual.

As chances de dar errado são imensas. Não é hora de conciliar. Mas, sim, de enfrentar os desafios e reconhecer o fracasso da matriz econômica que robusteceu o monstro que nos escraviza. Em não acontecendo o desafio fatal, prosseguiremos em nossa sina de acreditar que o monstro é apenas desastrado. Disse a poetisa portuguesa Florbela Espanca: “de tudo o que nós fazemos de sincero e bem intencionado alguma coisa fica.” Digo eu: até mesmo os efeitos perversos de nossas escolhas e de nossos fracassos. 

Um dia sem risadas é um dia desperdiçado 002 - Por Antonio Morais


Ladislau Camilo, já com  oito décadas nos costados, foi acometido de uma  enfermidade grave e foi parar no hospital. Depois de duas semanas hospitalizado o medico recomendou que a família  o levasse para o seio do lar, realizar seus últimos desejos.

Em casa  a família  arrumou um quarto e  mantinha sempre um familiar dando a devida assistência. Um dia, Ladislau  sentiu um cheiro de um pão de arroz vindo da cozinha e balbuciou quase inaudível para a nora que  o acompanhava  no momento: Imaculada vai na cozinha e trás um pedaço  daquele pão de arroz pra mim.

Imaculada foi e voltou sem trazer.  O velho se danou. Virou um siri na lata. Que velha mais miserável. O que ela falou? Dona Rosário disse que não. O pão de arroz é para o povo que vem para o velório.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Testemunhas atestam ligação de Lula com tríplex reformado pela OAS.


Uma a uma, as explicações do ex-presidente sobre sua relação com empreiteiras do petrolão vão ruindo

O ex-presidente Lula é conhecido pela capacidade retórica de vergar a realidade ao sabor de seus interesses. Quando ainda estava no Planalto, essa habilidade fez dele um líder popular. 

Hoje, a capacidade do petista de retorcer os fatos parece cada vez mais reduzida. Com frequência, Lula tem sido cabalmente desmentido por eles. Recentemente, para ficar em um exemplo, o ex-presidente ensaiou dizer que não era tão amigo assim do pecuarista José Carlos Bumlai, preso na Operação Lava-Jato por intermediar tenebrosas transações com personagens do petrolão em nome do próprio Lula e do PT. 

Bastaram algumas fotos encontradas entre os arquivos apreendidos com Bumlai para que a tentativa do petista de se descolar do amigo ruísse: as imagens mostravam que o pecuarista, homem de livre acesso ao gabinete mais importante da República durante o governo Lula, desfrutava a intimidade da família do ex-presidente. Esse modo de dar de ombros a cada nova revelação desabonadora ligando Lula ao maior escândalo da história do país virou hábito. Na semana passada, houve um novíssimo desmentido, também embalado por evidências incontornáveis.

Lula passou o ano de 2015 negando ser o dono de um apartamento tríplex de 297 metros quadrados em um prédio de frente para o mar do Guarujá, em São Paulo, construído e reformado sob medida pela OAS, uma das principais empreiteiras do petrolão. 

Atraído pelo preço convidativo, o ex-presidente decidiu investir no imóvel logo depois de seu lançamento, há pouco mais de dez anos. O edifício, àquela altura, era uma obra da Bancoop, a cooperativa ligada ao PT que, sob o comando do notório João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, foi à bancarrota depois de se transformar em uma sucursal dos malfeitos petistas. Com a falência da Bancoop, mais de 3?000 famílias ficaram sem receber os imóveis negociados com a cooperativa. O mais ilustre dos petistas, porém, não ficaria no prejuízo. Como VEJA revelou em abril, após um pedido feito pelo próprio Lula a Léo Pinheiro, seu amigo e o principal executivo da OAS, a empreiteira não apenas assumiu a construção do prédio como ofereceu uma atenção especial, repleta de mimos, à unidade reservada para o ex-presidente.

O agrado da empreiteira a Lula custou caro. A OAS gastou 700?000 reais para deixar o apartamento ao gosto da família do ex. O tríplex, avaliado em 2,5 milhões de reais, passou por uma repaginação completa: o piso foi trocado, os acabamentos de gesso foram refeitos, a cozinha foi equipada com móveis de primeira linha e um elevador foi instalado para interligar os três andares. A reforma foi acompanhada de perto pela família do ex-presidente - a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o próprio Lula e Fábio Luís, o Lulinha, primogênito do casal, visitaram o local durante as obras. Estava tudo caminhando para que o apartamento dos Lula da Silva na praia fosse finalmente inaugurado pela família. Até que vieram a Lava-Jato e, com ela, a descoberta do privilégio bancado pela OAS. Lula, como era de esperar, correu para tentar se descolar do imóvel. Logo passou a negar que fosse o proprietário. Alegou que a família tinha apenas a opção de compra de um apartamento - uma esperteza óbvia, já que o tríplex está registrado em nome da OAS.

Como versões mal-ajambradas e tentativas de manipulação da realidade têm perna curta, a negativa de Lula não demorou para ruir. Uma investigação do Ministério Público de São Paulo colheu depoimentos de diferentes testemunhas que atestam que o apartamento do edifício Solaris foi, sim, construído e reformado pela OAS para a família do ex-presidente. Mais do que isso, os promotores, os mesmos que já investigavam os desvios milionários na Bancoop, agora apuram se a empreiteira do petrolão usou apartamentos no prédio do Guarujá para lavar dinheiro e beneficiar indevidamente figurões como Lula. 

Os depoimentos colhidos pela promotoria e revelados na semana passada pelo jornal Folha de S.Paulo confirmam o que VEJA publicou em outubro e trazem detalhes de como a reforma no apartamento de Lula estava envolta em uma aura de segredo para que ninguém suspeitasse de nada. Um engenheiro que trabalhava para a OAS quando a obra foi executada contou que Lula fez uma "vistoria-padrão" no apartamento. Ele disse que apenas abriu a porta do tríplex para que o ex-presidente entrasse - lá dentro, Lula foi acompanhado pelo coordenador de engenharia da empreiteira. O dono da empresa especializada em reformas contratada pela OAS para remodelar o apartamento disse que estava na obra quando foi surpreendido pela chegada da ex-primeira-dama Marisa Letícia e de mais três homens - entre eles Lulinha e ninguém menos que o então presidente da OAS, Léo Pinheiro, o amigo de Lula que mais tarde viria a ser preso pela Lava-Jato. 

O zelador do prédio contou aos promotores que Lula e Marisa estiveram no imóvel pelo menos duas vezes e que, para a chegada dos visitantes ilustres, a OAS ordenou que o prédio passasse por uma limpeza e fosse decorado com "arranjos florais". O zelador disse ainda que, durante uma das visitas, seguranças de Lula travaram o elevador enquanto o petista estava no imóvel, o que fez com que moradores de outros apartamentos se queixassem.

A promotoria deve concluir em breve o inquérito e tende a ajuizar um processo contra os envolvidos no caso. Ao mesmo tempo que agradava Lula, a OAS multiplicava o saldo devedor de outros mutuários da Bancoop que haviam adquirido apartamentos. Do empresário Walter Didário, por exemplo, a empreiteira cobrou 600.000 reais além do que ele já tinha pago. "Eu me sinto um completo idiota", diz ele. A construção do edifício e a luxuosa reforma no tríplex não foram os únicos favores prestados pela empreiteira a Lula. Como VEJA revelou, a OAS bancou ainda a reforma do sítio que a família frequenta em Atibaia (SP).


Relatora revigora esperança da oposição na cassação de Dilma pelo TSE.

No início do ano, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, na condição de relatora do processo que pedia a cassação da chapa Dilma-Temer, votou pelo arquivamento da principal ação proposta pelo PSDB. O entendimento da ministra, naquele momento, era de que não cabia a tramitação do processo.

No julgamento do recurso proposto pelo PSDB, o plenário do TSE concluiu que a ação deveria prosseguir, derrubando assim, o voto da relatora.

A acusação consiste no fato de que a campanha petista em 2014 teria cometido abuso do poder econômico e político, uso da máquina pública, além de ter custeado despesas eleitorais com dinheiro desviado da Petrobras.

A sequência da tramitação, pelas recentes declarações da ministra, dá mostras de que atualmente ela enxerga o caso de outra maneira.

Recentemente, ela teria confidenciado a algumas pessoas que o volume de informações disponíveis hoje é bem maior e que agora pode ver a ação com outros olhos. 

De fato, o processo agora está recheado de informações da Operação Lava Jato, entre as quais documentos que mencionam o repasse de dinheiro ao PT e ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso em Curitiba. Além da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, onde afirma que pagou R$ 20,5 milhões em propina ao PT, entre 2004 e 2014.

Um caso extremamente contundente já descoberto e apurado, versa sobre uma microempresa denominada 'Ângela Maria do Nascimento Sorocaba – ME'. O CNPJ foi criado dois meses antes da eleição, com a única finalidade de atender a campanha do PT e emitiu R$ 1,6 milhão em notas para o comitê de Dilma. A empresa nunca prestou serviço, não tem sede e a suposta proprietária é uma empregada doméstica que trabalhou como cabo eleitoral na campanha grampeando cartazes em cavalete.

A tramitação será retomada no dia 1º de fevereiro, com o fim das férias do Judiciário.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Otávio Azevedo entregou Dilma Rousseff


Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, recebeu Edinho Silva e Giles Azevedo em seu escritório.

Ele relatou aos procuradores que os dois principais assessores de Dilma Rousseff foram exigir 100 milhões de reais para a campanha presidencial.

Há dois pontos explosivos no depoimento de Otávio Azevedo, segundo nossas fontes na Lava Jato:

1 - Edinho Silva e Giles Azevedo achacaram a Andrade Gutierrez, dizendo que a empreiteira perderia seus contratos com o governo caso não pagasse.

2 - O pagamento foi feito por dentro e por fora.

Otávio Azevedo vai detalhar esses pagamentos para a campanha presidencial assim que Teori Zavascki e Rodrigo Janot homologarem o acordo de delação premiada.

Os procuradores da Lava Jato estão esperando. O TSE está esperando. O impeachment está esperando.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Sextilhas bem humoradas - Por Antonio Morais


Quando Jorge W. Bush visitou o Brasil foi difícil, quase impossível fazer a medição e avaliar qual dos dois presidentes era o mais arrogante e prepotente. Bush ou Lula.

Os dois se igualavam no "contar vantagens e cagar goma". Na despedida rabisquei estas sextilhas, bem humoradas, atribuindo ao dialogo final da visita americana ao Brasil :

Lula.
Bush veio ao Brasil,
Para ver se aprendia:
Nem canta como cantava,
Nem sabe como sabia....
Perdeu todo seu requinte
Adeus, "insigne partinte".

Bush.
Lula, tua aresia
Deixou-me mal satisfeito :
Sei mais do que já sabia,
Tenho mais força no peito,
Deixas de ser tão pedante :
Adeus, "insigne ficante".

O destino de Dilma - O Globo.


Ex-ministro, ex- presidente do Supremo Tribunal Federal.

No último dia 17, a relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis Moura, mandou notificar os advogados de Dilma Rousseff.

No início de fevereiro, a defesa precisará contestar as acusações, juntar documentos, indicar a lista de testemunhas e requerer a produção de provas, inclusive documentais.

Os quatro dias seguintes serão dedicados aos depoimentos de testemunhas da defesa e da acusação.

Em seguida, a relatora do processo terá cinco dias para determinar as diligências finais.

Ao fim desse prazo, PT, PSDB e Ministério Público Federal terão cinco dias para apresentar as alegações finais.

Encerrado o prazo das alegações, o processo irá para a relatora e, no dia seguinte, deverá ser julgado no plenário do TSE.

Se os prazos forem seguidos, diz O Globo, "o destino de Dilma estará selado pelo TSE no fim de fevereiro".

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

DEU A CABRA – Por Dr. José Ferreira.


Um texto de agradável leitura sobre Antônio Ferreira, o português de Várzea-Alegre, aquele que criou os filhos  diferente do que Lula cria os dele.

Veja:

Já havia chegada em Várzea-Alegre. Ali, como no restante da pátria amada, o jogo do bicho já era conhecido  e todos podiam jogar, livremente, fazer sua fezinha.

José Pinto, esposo de Dona Adélia  Pimpim, pai de Sérgio, Dulceria e Lili, boas criaturas, era o único banqueiro. Eu tinha 09 anos e ia passando. Andando, fagueiro e despreocupado, como todo menino despreocupado e fagueiro. Seu Zezinho cortava uma tiras de cerca de 30 centímetros de alto por 05 de largura, as dividia em dez pedacinhos, e, com  carimbos de cajazeira fazia os dez bilhetinhos de cada bicho. 
Sentindo-me capaz de realizar tal proeza, perguntei se lhe podia ajudar. Amável e cavalheiresco, aceitou minha cooperação. terminada a coleção de 250 bilhetinhos, dez de cada um dos 25 bichos, ele tirou um deles e me deu dizendo: Se der, venha buscar seu premio. São quatro mil reis.

A corrida era as três da tarde, e, ás quatro passei por lá acidentalmente, ele me chamou, conferiu meu bilhete e, como tinha sido premiado, me deu os quatro mil reis. Era muito dinheiro.
Corri para loja para dar a noticia a papai, que, por certo, exultaria de feliz, pensei. Desfilei minha historia, ganhei quatro mil reis na cabra.

Que cabra seu José? Você tem cabra? Você vende cabra? Procurei explicar, direitinho a coisa toda. Eu ajudei a seu Zezinho, ele me deu um bilhete da cabra, o bilhete foi premiado aí ele me deu  quatro mil reis. Disse mostrando envaidecido a dinheirama.

Papai me fitando enternecidamente,  disse a certa altura. Quer dizer que cabra é numero seis, não é isto? Neste caso, o senhor vai levar seis bolos e distribuir o dinheiro com os pedintes, na rua. Tomou a régua disciplinadora e, em cada mãozinha afortunada me meteu três bolos, perguntando-me, depois de encerrar nosso amigável entendimento: quantas vezes você já viu seu pai jogando? Era festa de São Raimundo e facilmente encontrei com quem  distribuir a fortuna.

Processo de impeachment estará encerrado até março - Por Eduardo Cunha


O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na noite desta segunda-feira, em entrevista à TV Câmara, que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff estará resolvido até março de 2016. 

Ele disse que o governo da presidente Dilma Rousseff está vivendo um "momento de contestação" e que hoje ele não tem mais do que 200 votos de apoio na Câmara. Cunha afirmou que nunca um presidente foi alvo de tantos pedidos de impeachmet e que "PT e PMDB já deram o que tinham que dar juntos numa aliança". 

Ele disse que o presidente da Câmara não pode ser "empregado" do Executivo e avisou que a Casa continuará sendo uma "trava" ao aumento de impostos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Amor de Deus.


Um dia todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demora, doe, tudo parece parar. É neste momento que o ser humano descobre o que são fardos. Os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpado.

Aí está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças. Os que desanimam bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá pois todo milagre é fruto de uma ação positiva. Se hoje você está atravessando o seu deserto seja ele o mais seco do mundo não importa em algum canto dele você encontrará um oásis.

Na nossa vida oásis são os amigos que não nos abandonam são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo é a fé que todos nós temos e renova a esperança.

Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo! Não desista de nada não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e, depois de tudo o sol vai brilhar por você.

A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos e a força que nos empurra para a vitória é o amor de Deus que nunca nos abandona.

FELIZ NATAL.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O Sonho - Por Antonio Morais


Quando Abravanel anunciou os 25 números premiados foi aquela algazarra. O bodegueiro quando soube da novidade reabriu o crédito fornecendo meia caixa de cerveja e um galeto.

Não demorou muito chegaram pelo correio as passagens aérias que levariam o novo milionário a conhecer Sílvio Santos no "Topa tudo por dinheiro".

A mulher matou uma galinha caipira e fez uma lata de farofa para a merenda da viagem. Não sabia que era falta de educação falar com a boca cheia, e, haja farofa no paletó do Deputado José Guimarães, que retornava do recebimento da "Medalha Papai Raimundo",  em Várzea-Alegre, e teve o infortúnio de viajar lado a lado com o emergente.

Quando estava no rola rola atracado com a Sheila do Tchan, recebeu um balde dágua fria no rosto : Acorda coisa ruim, vai trabalhar. Chega bêbado de madrugada depois quer dormir até o meio dia.

Era a mulher acordando-o do sonho para mais um dia de batente.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Fim de uma era - Por Antonio Morais.


O sempre discreto e comedido ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator da Lava Jato na corte, desabafou em uma roda de amigos: “O PT e o PMDB vão acabar”. A conversa aconteceu durante um almoço em Porto Alegre, neste mês. 

Entre uma taça e outra de vinho, ele demonstrava seu espanto com a magnitude, a profundidade e o número de pessoas envolvidas nos casos de corrupção apurados por esta investigação. 

Diante do que ele já sabe, acha que não sobrará pedra sobre pedra.

Esse juiz fala com a propriedade de quem conhece o lamaçal produzido  pelo PT e o PMDB juntos. Uma pena que o PT chegue ao fim, logo agora que estava se preparando  para  chegar ao poder em Várzea-Alegre. 

Estou rindo, dizem que um dia sem rizada é um dia desperdiçado.

A coragem pessoal de Dom Quintino - Por Padre Azarias Sobreira


Dom Quintino.

Está na memória de todos o que foi a revolução de Juazeiro, em 1914.
Sabe-se que, constrita, por mais de um mês, dentro de um imenso círculo de valados, a revolução, afinal, saltou fora das trincheiras, renunciou à simples defensiva e arremeteu contra Crato, onde se haviam aquartelado as forças legais.

Mil duzentos e sessenta e quatro homens de luta, jeitosamente escolhidos, tomaram, mais depressa do que era lícito prever, a cidade vizinha, um ano depois elevada à sede do bispado. Rendido Crato, estava moralmente derribado o governo que ali pusera as suas tropas.

Fácil é de imaginar o acabrunhamento dos vencidos e, sobretudo, a audácia dos vencedores. Pois bem. Em meio à cidade deserta, pela fuga em massa dos seus habitantes, um homem ficou sereno, impertérrito, como a desafiar a fúria dos assaltantes.

Esse homem era monsenhor Quintino, então vigário, e, menos de dois anos depois, o primeiro bispo de Crato. Isto, porém, pouco significaria, se não fosse ele, como era, o alvo preferido de certa parte dos triunfadores, exatamente os mais ignorantes, fanáticos e impulsivos.

Sentinela avançada, desde 1900, da autoridade diocesana, no alto sertão, executor de todas as ordens emanadas de Roma e de Fortaleza, em relação ao padre Cícero, grave e notória era a atmosfera de prevenções e malquerenças acumuladas contra ele, ao explodir a revolução assoberbante.

Apenas tomada a praça, um punhado de fanáticos, mesmo a despeito de formal recomendação do padre Cícero, batia, a coice de rifle, à porta do pároco temerário.
Não quebrem, que vou abrir soou, de dentro, uma voz firme e articulada.

Logo após, franqueada a porta, penetrava na sala uma dezena de jagunços, em trajos berrantes de cangaceiro, agora defrontados com um sacerdote inerme, em cuja fisionomia ninguém leu um sobressalto.

Que pretendem os senhores? Indagou o vigário, quebrando, tranquilamente, o silêncio.

Nós queremos é um dinheirinho.

Aqui têm o que lhes posso dar, replicou o ministro de Deus, tirando do bolso e entregando uma nota de 10$000.

Mas nós queremos, ainda, uma coisa, insistiram os recém-chegados. É que seu vigário deixe de mão meu padrinho Cícero. E, nhôr sim. Porque agora chegou o tempo de acabar com aquelas perseguições...

Monsenhor Quintino, então, assenhoreando-se do lance, interrompeu a arenga e falou em tom imperativo: Isso é com os meus superiores e só com eles. A mais ninguém tenho que prestar contas dos meus atos. E os senhores tratem, já, de desocupar minha casa.Desconsertados com o corajoso e imprevisto da réplica, os fanáticos foram saindo, um atrás do outro, sem mais adiantar palavras àquele homem superior.

E foi assim, sem uma curvatura em meio às capitulações do momento, que viveu aquela, como as outras horas da sua existência, o nobre representante da Igreja. 

domingo, 20 de dezembro de 2015

O destino de quem se misturou com o Lula - Por Antonio Morais

Deputado Federal Aníbal Gomes.

A reunião se deu no sitio Varzinha na cidade de Várzea-Alegre. Vereadores e lideranças esperavam o deputado Aníbal Gomes para  um acerto de apoiamento.  

O deputado  chegou num carro possante, parecia mais um avião, e, sem que ninguém  lhe perguntasse afirmou : "Isso é carro de quem vota em Lula".

Na busca e apreensão que realizaram na Câmara na terça-feira ultima, Dezembro de 2015, policiais federais tinham um único alvo, o deputado Aníbal Gomes.

Depois de contarem com a ajuda da segurança da Casa para abrir o gabinete do peemedebista cearense, que foi vasculhado, os agentes da PF pediram todo o backup dos computadores dele, inclusive mensagens apagadas.

Denunciado por delatores fica fácil entender que nem só o carro era de quem votou no Lula, a gasolina também era do "Petrolão". 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

De Volta - Por Antonio Morais


Não foi a discurso piedoso, chorão e mentiroso do Lula que me seduziu e fez votar com o PT no seu primeiro mandato. Eu não votei no Lula, eu votei contra Fernando Henrique Cardoso.

Lula assumiu e converteu a si e ao PT em tudo aquilo que combateu durante suas existências.

Aliou-se ao que de pior existia na politica brasileira : Sarney, Maluf, Collor, Renan, Jader, Romero, Eunício e a cambada foi autorizada a cometer todo tipo de crime, rebatizados por "mal feitos".

Eu escrevia para vários Blog da região, fui expulso do quadro de colaboradores de alguns pelo simples fato de afirmar em meus escritos : "Isso não vai dar certo".

Hoje, mudando o tempo do verbo, posso afirmar que não deu certo. O todo poderoso ex-futuro presidente da república José Dirceu está no xadrez, lhe fazem companhia vários ex-dirigentes do partido, políticos, ministros e empresários denunciados, condenados e presos.

Vislumbra-se, no presente, um país quebrado, povo endividado, desempregado, juros e inflação altas e, o pior, um governo sem rumo, sem leme, sem direção com uma divida publica de aproximadamente três trilhões de reais e um sistema de distribuição de renda imoral. 

O governo, o PT e o Lula propalam muito a pobreza. Muito bem, da mesa de cima resulta a mesa de baixo, enquanto a mesa de baixo sustenta a mesa de cima. 

Se delicie do café da manhã se for capaz.