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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 30 de abril de 2010

As toadas do tio Joaquim André - Por A.Morais


Foto do Sanharol - Dedicado a Luiz de Joaquim André.

Luiz de Joaquim de Pedro André, meu prezado primo legitimo reside em São Bernardo do Campo há muitos anos. Fui informado que o Luiz todo dia antes de sair para o trabalho dar uma olhadinha no Blog do Sanharol, no Blog do seu lugar.

Hoje eu vou fazer Luiz se lembrar do seu saudoso pai, Joaquim André, meu tio, aquela pessoa alegre, feliz, divertida que foi em vida uma eterna criança.
Nas lutas da roça, da lavoura na Macambira, ouvíamos muito tio Joaquim cantando suas toadas. Luiz deve se lembrar dessa:

Vaca preta, carimâ,
carimatuba,
A Usina de Santuba
Tá danada pra roubar,
Isso é primeiro estagio,
Maceió, Espirito Santo.
Passei na vila de Santos,
São Pedro Minas Gerais.

Clareia sol,
Já Clareiou,
Clareia no salão,
Que a morena já chegou.
Por A. Morais

Couro de passarinho - Por Giovani Costa

Um dia estava tocando no rádio da casa do Seu Pedro Frutuoso a música de Roberto Carlos: Um milhão de Amigos.

No trecho que diz: Eu só não quero andar sozinho, eu quero um coro de passarinho! A esposa de Seu Pedro perguntou pra ele: Oh, Pedro, prá que será que Roberto Carlos quer um couro de passarim?

Por Giovani Costa

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Serestas Brasileiras.

Dedicado ao casal Vicente Almeida e Valdenia : Serra da Boa Esperança - Lamartine Babo.

Por A. Morais

COMPOSITORES DO BRASIL

Chorinhos e Chorões

Por Zé Nilton

Segundo o eminente pesquisador da Música Popular Brasileira, José Ramos Tinhorão, no seu livro Pequena História da Música Popular (da modinha à canção de protesto), Petrópolis, Editora Vozes, 1975, o chorinho nasce da polca, gênero muito cultivado a partir do final da primeira metade do Século XIX.

O choro não aparece logo como gênero, mas como “uma forma de tocar” estilizada por músicos populares do Rio antigo.

Do violão, os músicos tiravam tons usando as cordas mais graves, os bordões, que passaram a marcar a música tal qual um baixo, daí a expressão “baixaria” para este tipo de modulação.

“Pois seriam esses esquemas modulatórios, partindo do bordão para decaírem quase sempre rolando pelos sons graves, em tom plangente, os responsáveis pela impressão de melancolia que acabaria conferindo o nome de “choro” a tal maneira de tocar, e a designação de “chorões” aos músicos de tais conjuntos, por extensão.”

Do cavaquinho, saia o saltitante contracanto e a marcação rítmica, quando não o solo choroso que, com o advento da flauta, na segunda metade do Século XIX, estava assim formada a base musical do choro. O pandeiro entra bem depois, quando o violão perde o sentido da marcação e o samba batucado exige a percussão como acompanhamento rítmico.

Tinhorão, como bom marxista, releva esta expressão da nossa música como nascida no seio da baixa classe média do Segundo Império e da Primeira República.

Ele diz que “esta afirmação pode ser comprovada com o simples levantamento das profissões de 300 músicos, cantores, compositores, mestres de bandas e boêmios ligados a grupos de choros, referido pelo carteiro carioca Alexandre Gonçalves Pinto em seu livro de memórias intitulado “O Choro, Reminiscências dos chorões antigos”, publicado em 1936”.

Eu tenho este livro numa reedição do MEC/FUNARTE, de 1978. Uma curiosidade: o autor, Alexandre Gonçalves Pinto convida “o maior cantor e poeta de todos os tempos”, Catulo da Paixão Cearense, para prefaciar sua obra. Este se desculpa e não aceita tal empreitada pelos infindáveis erros gramaticais de toda a sorte encontrados nos originais. Mas aí já é outra história...

Em comemoração ao Dia do Choro, ocorrido em 23de abril pp. que coincide com o dia de S. Jorge, vamos apresentar um pouco da história do choro e tocar algumas de suas mais antigas/novas músicas desse gênero, no Programa Compositores do Brasil desta quinta.

Na sequencia:

Odeon, de Ernesto Nazaré, com Fernanda Takai
Corta Jaca ou “Gaúcho”, de Chiquinha Gonzaga, com Altamiro Carrilho.
Brasileirinho, de Waldir Azevedo, com Baby Consuelo
Um chorinho, de Chico Buarque, com Chico Buarque
Choros No. 1, de Heitor Villa-Lobos, com Turíbio Santos
Ingênuo, de Pixinguinha e Benedicto Lacerda, com Regional de Evandro
João Gilberto (raridade) – Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barros, com João Gilberto
Noites Cariocas, de Jacó do Bandolim, com Jacob do Bandolim
Pedacinhos do Céu, de Jacob do Bandolim, com Ademilde Fonseca
Tico-tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, com Roberta Sá
Chorinho nervoso pro Hermeto Pascoal, de Sivuca, com Sivuca
Tua imagem, de Canhoto da Paraíba, com Canhoto da Paraíba

Quem ouvir verá!


Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Quintas-feiras, de 14 às 15 h.
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Apoio Cultural: CCBN
Retransmitido pela rádio www.cratinho.blogspot.com

terça-feira, 27 de abril de 2010

ZÉ LIMEIRA FOI QUEM DISSE - Por Mundim do vale

Pequeno texto de um cordel da nossa autoria.


Nunca gostei de falar
Dos mistérios do além
Mas vale a pena contar
A semelhança de alguém.
Eu vi um preto cantando
Que me fez ficar lembrando
O cantador de Teixeira.
Tão parecida a imagem
Que pensei ser a clonagem
Do poeta Zé Limeira.

Disse que foi Genuíno
Quem derrubou a bastilha
E que Jessiê Quirino
Foi barbeiro de Servilha.
Disse que em Juazeiro
Viu Antônio Conselheiro
Com Padim Ciço Romão.
Que na guerra de Canudo
Acabou-se quase tudo
Só ficou o caldeirão.

Que o velho Papai Noel
Passou na serra gaúcha
Que Caim matou Abel
Foi com ciúme da Xuxa.
Que tostão era torneiro,
Que Vavá foi violeiro,
E Didi tocou forró.
Que jogaram uma copa
Com um time da Europa.
Mas perderam em Mossoró.

Disse que foi Chico Bento
Quem descobriu o Brasil
Chegou aqui num jumento
Dia primeiro de abril.
Assim que desapeou
Vasco da Gama chegou
Trazendo Collor de Melo.
Depois Chico entrou no mato
E viu Monteiro Lobato
Com o pica-pau amarelo.

Disse que em Itatira
A cachaça é muito boa
Que Mocinha de Passira
Foi quem matou João Pessoa.
Que tomou banho em Orós
Com a Rachel de Queirós
E Dimas o bom ladrão.
Que arranjou com Louro Branco
Chapéu, gravata e tamanco
Pra rezar em Conceição.

Falava que o Vaticano
Ficava no juazeiro
E que o papa romano
Já tinha sido romeiro.
Disse que brigou na guerra
Que matou oito sem-terra
De Montese pra Campina.
Depois viajou pra França
Comeu que encheu a pança
Na pensão de Josefina.

Que viu o Chico Pedrosa
Recitar verso em Milão
Mas uma velha dengosa
Fez a maior confusão.
Que o Pinto do Monteiro
Fugiu do seu galinheiro
E foi cantar lá em Granja.
Pegou um cabra inspirado
Voltou de lá apressado
Pra não virar uma canja.

Mundim do Vale

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Disfarçatez - Por Savio Pinheiro.

(Ao amigo Paulo Viana)

Querendo antever que sou sindrômico
No meu entardecer hipercinético
Eu busco encontrar no clã genético
Um modo de acalmar meu jeito atômico.

Tentando disfarçar que sou um cômico,
Palhaço de humor jamais patético,
Encontro um patamar, nada poético,
Compondo o meu biótipo anatômico.

Mostrando o meu querer no estilo cênico
E expondo o meu caráter androgênico
Eu lanço um superego muito enfático.

Daí, sem me mostrar oligofrênico
E sem transparecer esquizofrênico
Eu passo a ser feliz, sem ser lunático!

Savio Pinheiro

C O N V O C A Ç Ã O - Por Mundim do Vale

Convocamos todos os poetas e poetisas do blog do Sanharol, a se apresentarem no batalhão dos guerreiros do improviso, para o fim de servirem na defesa da cultura popular.

Aqueles que não se apresentarem, serão enquadrados no crime de desertores de guerra e serão julgados pela corte marcial do sertão.

O local de recrutamento será no Sanharol.

S. D. Mundim

domingo, 25 de abril de 2010

Incentivando a poesia - Por A. Morais

Na postagem do Mundim do Vale já são 107 comentarios, na postagem da Klebia Fiuza 22 comentarios. Revendo os comentarios em versos, todo aquele que escreveu de quatro estrofes acima em um unico comentario eu publiquei na pagina principal como incentivo a poesia. Com excessão dos mestres Mundim, Dr. Savio e Vicente Almeida. Se esqueci alguem dentro desse criterio gostaria que me lembrassem para corrigir meu erro. Parabenizo os poetas Dr. Savio Pinheiro e Mundim do Vale pela humildade de prestarem esse enorme serviço a poesia incentivando todos esses leitores neste Domingo que considero " O Domingo da Poesia".
A. Morais

Convocação - Por Gloria Pinheiro.

Muito bem, Valdênia
Rimastes como convém
Provastes que sabes bem
Que venha Nair também.

Nesta ciranda de aprendiz
Claude já é veterana
Rima, como imperatriz
Ela sabe se posicionar.

Raimundinho já convocou
As mulheres para a enfermaria
Ele não sabe que Claude
Vai pro combate principal.

Ficaremos na torcida
Da nossa representante
Para levar adiante
Esta grande investida.

Gloria Pinheiro.

Apatativado - Por Valdenia Lima de Almeida


O meu marido Vicente;
Antes não rimava nada;
Estou muito admirada;
Dos seus versos competentes;

Quando era meu namorado;
Era muito apaixonado;
Fazia quadra pequena;
Como as quadras de morena;
Do poeta seu Elói;
Cuja saudade nos dói.

Hoje está contagiado;
Disputando com os amigos;
Cada um mais destemido;
Imitando o Patativa, o poeta mais amado.

Não me canso de dizer;
A rima é contagiante;
Aqui estou neste instante;
Rimando até sem saber.

O meu compadre Morais;
Dizia que não rimava;
Botou as unhas de fora;
Agora rima demais;

O que mais me impressiona;
O filho de dona Tonha;
Sem um pingo de vergonha;
Está APATATIVADO.

Maria Valdênia Lima de Almeida

Revelação da poesia - Klebia Fiuza.


Fico aqui na Europa,
Só a me encantar.
Com os causos e a poesia
Dos poetas do meu lugar
Sei que vocês os conhecem
Mas deles eu vou falar.

Eles falam de tudo
Do euro a educação
Metem política no meio
E as cinzas do vulcão
São todos caba da peste
Que vem lá no meu sertão.

Tem um doutor muito bom
Chamado Sávio Pinheiro
ue além de poeta
Trabalha também com o dedo
Metendo no boga do povoA
ssim ganha o seu dinheiro.

Tem até um promotor
Metido a destemido
No Amapá tá metido
Mas não esquece seu torrão.
E prá além de meu amigo,
Flavim é flamenguista, é tricolor, é leão.

E o poeta Israel,
Esse nem as caras deu
Só pensa em namorar,
Pois o cupido lhe "mordeu"
Só quer curtir essa paixão
Que a internet lhe deu.

Amiga Glória Pinheiro
Um conselho vou lhe dar
Não mexa com Raimundim
Que ele é poeta popular.
Muito bom no que diz,
Se eu na métrica não falar.

Não podia esquecer
Morais e João de Cotinha
Que também entraram
No mundo da poesia.
Ainda tem os do Crato,
Que escrevem seus causos.
E nos enche de alegria.

Já falei muita besteira
E vou me retirar
Meti o bedelho de novo
Prá minha palavra expressar
O que pretendo mesmo
É a todos elogiar.

Antes de sair
Uma coisa eu vou falar
Sinto uma saudade que dói
Meu coração chega a chorar
Não troco o meu Brasil
Pelas terras cá de cá.

Poetiza - Klebia Fiuza.

Klebia Fiúza.

GUERREIROS DO IMPROVISO - Por MUndim do Vale

Sou guerreiro do improviso
Mas não disparo Pistola,
Minha arma é a viola
E o comando é meu juízo.
Batalho se for preciso
Quando encontro um camarada,
Com a rima decorada
Para trair o parceiro.
Aquele não é guerreiro
Sua arma tá quebrada.

Não sou guerreiro assassino
Instruído para a guerra,
Minha batalha é na terra
Desse sertão nordestino.
Deus projetou meu destino
Para ser um filho Seu
E a arma que me deu
Conduzo no meu roteiro.
Só brigo com violeiro
Que quer ser mais do que eu.

A minha guerra é segura
E muito determinada,
Não aceito um camarada
Criticar minha cultura.
É triste um criatura
Que debocha sem noção,
De um cantador de canção
Alegre e bem inspirado.
Pois ali tá registrado
Um lutador do sertão.

Luto pra desafiar
O cantador afamado,
Porque fui disciplinado
Na cultura popular.
Num galope a beira mar
Ou coqueiro da Bahia,
Boto minha artilharia
Na trincheira do repente.
Se o adversário for quente
Apago com poesia.

Sou guerreiro destemido
Mas minha luta é de paz,
Não sou um homem capaz
De ouvir um estampido.
Eu só estou decidido
A passar por esse teste,
Porque sou cabra da peste
Condutor de poesia.
Só luto pela harmonia
Da cultura do Nordeste.

Não sou de subestimar
Um colega violeiro,
Mas se ele for balaieiro
Vai vê o bicho pegar.
Ninguém pode batalhar
Usando essa estratégica,
Atropelando a poética
E agredindo a moral.
Desafio cultural
É com improviso e ética.

Já formei um regimento
Com a turma do cordel,
Zé Maria é o coronel
J. B. é o sargento.
Dr. Sávio tem talento
Para médico capitão,
Pardal faz a revisão
Edson fica na cantina.
E a Batuta Nordestina
Cuida da corporação.

Mairton é o oficial
Juiz da auditoria,
Defensor da poesia
De Mossoró a Natal.
Um guerreiro imparcial
Mas de punho muito forte,
Nossa causa tem a sorte
De tê-lo como aliado,
Batalhando no estado
Do Rio Grande do Norte.

Rubens Ferreira é o tal
Na defesa da cultura,
Possui a boa armadura
E conduz o arsenal.
Quando vai ao festival
Sobe para apresentar,
Ou então para cantar
Na defesa do repente.
É um guerreiro valente
Da cultura popular.

Violeiro inconseqüente
Pra servir no batalhão,
Tem que ter educação
E ser fiel ao repente.
Não precisa ser valente
Mas tem que ter a coragem,
De saber que a vantagem
É do melhor cantador.
Mas saber que o perdedor
Também merece homenagem.

Vou convocar muita gente
Para servir nessa luta,
Tem espaço pra recruta
E guerreiro do repente.
Vamos plantar a semente
Para uma vida futura,
Formando uma estrutura
De avanço e de defesa.
Para atacar com firmeza
Torturador de cultura.

Mundim do Vale
V. Alegre – Ceará

sexta-feira, 23 de abril de 2010

" Lula está navegando na maionese" - Ciro Gomes.

“ Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República. Pior: ninguém chega para ele e diz ‘Presidente, tenha calma’. No primeiro mandato eu cumpria esse papel de conselheiro, a Dilma, que é uma pessoa valorosa, fazia isso, o Márcio Thomaz Bastos fazia isso. Agora ninguém faz", disse Ciro em entrevista concedida ao site IG.

O deputado assumiu pela primeira vez que não deve ser candidato à Presidência da República e, oficialmente, aguardará a decisão da executiva do partido, marcada para o dia 27 de abril, terça-feira da semana que vem.

Ciro afirmou que Lula merece a própria popularidade, porque seu governo tem realizações, "mas ele não é Deus". O deputado criticou a postura do Planalto, que lhe tirou "o direito de ser candidato". "Mas quer saber? Relaxei. Eles não querem que eu seja candidato? Querem apoiar a Dilma? Que apoiem a Dilma. Estou como a Tereza Batista cansada de guerra. Acompanho o partido. Não vou confrontar o Lula. Não vou confrontar a Dilma."

O deputado previu uma vitória do ex-governador de São Paulo, José Serra, seu desafeto histórico, nas eleições deste ano. "Minha sensação agora é que o Serra vai ganhar esta eleição. Dilma é melhor do que o Serra como pessoa. Mas o Serra é mais preparado, mais legítimo, mais capaz. Mais capaz inclusive de trair o conservadorismo e enfrentar a crise que conheceremos em um ou dois anos."

"Em 2011 ou 2012, o Brasil vai enfrentar uma crise fiscal, uma crise cambial. Como estamos numa fase econômica e aparentemente boa, a discussão fica escondida. Mas precisa ser feita." Segundo o deputado, Dilma tem menos chance de enfrentar o problema do jeito que ele precisa ser enfrentado. "Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar esta crise? Dilma não aguenta. Serra tem mais chances de conseguir", observou.

Para Ciro, sua participação no pleito era "uma missão estratégica, que não será desempenhada por mais ninguém". O deputado se comprometeu em acatar a decisão do PSB de apoiar a candidata petista, mas avisou que não vai se envolver na campanha. "Não me peçam para ir à televisão declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá. Vai ver viajo, vou virar intelectual. Vou fazer outra coisa". Ciro acredita que a eleição deste ano será marcada por baixarias, entre as quais inclui uma ação de grupos radicais abrigados no PT: "Sabe os aloprados do PT que tentaram comprar um dossiê contra os tucanos em 2006? Veremos algo assim de novo. Vai ser uma m…", previu.

23 de Abril - Dia do Choro - Por A. Morais

No dia 23 de Abril é comemorado o dia do choro. Em homenagem ao Pixinguinha e aos apaixonados pela musica postei o vídeo “Sons de carrilhões”. Veja o video. Vale a pena vê.

Por A. Morais

Crônica - Por Dr. Jose Bitu Moreno


Dr. Bitu recebe prêmio das mãos do Coordenador de Saúde Ricardo Tardelli ao lado o Secretário da Saúde Luiz Roberto Barradas Barata e o Governador José Serra.
Cronica - Dr. Jose Bitu Moreno

Nesses dias, caso sinta um sopro, como um xale tricotado de vento e de tempo, que se enrosque em sua nuca, abraçando o pescoço, alisando as têmporas, mesmo que por breve momento, Se em meio a uma frase, pare, sem razão, meio confuso, procurando as palavras, como se um dedo as tivesse trocado de lugar, Se a melodia de uma música, o trecho de uma canção, tocada no rádio ligado ao acaso, ou percebida enquanto caminha apressado, lhe façafechar os olhos emocionado, Se o entardecer, ou a lua no céu de estrelas, lhe faça sair por um momento de sua rotina, e o embeveça refazendo sentimentos que antes já tivera, Ou se no alvorecer, ao ouvir o canto de pássaros, ou o susurrar defolhas nas árvores, lhe venha a lembrança de outras palavras faladas e de manhãs já vividas, Ou ainda se a fragância ocasional de um perfume, ou qualquer fragância que seja, lhe desperte a lembrança de alguém, de algum fato, ou de algo que não consegue definir de imediato, Mas enfim, se com outros, em um bar, numa festa, numa conversa ocasional, no lugar onde estiver, lhe venha a sensação de já ter vivido momento igual, ouvido palavras semelhantes...Fique certo que sou eu, seu irmão, seu amigo, que nesses dias tem pensado em você, no passado que vivemos juntos, no dia afortunado que nos conhecemos, e lhe manda esse recado, essa mensagem nas mais diversas formas que a saudade pode tomar Meu amigo, meu caro amigo, meu saudoso amigo, fui outro, mais completo, depois que lhe conheci, que Deus lhe preserve, lhe guarde e lhe alivie os caminhos, Que você tenha um Natal luminoso e que o Ano Novo lhe permita dormir e acordar todos os dias, com a sensação de que teve e de que vai ter um dia feliz. A roda do destino por acaso nos separou, mas a rede da vida cuidou para que ficássemos indelevelmente ligados.
De todo o meu coração,
José Bitu Moreno

quinta-feira, 22 de abril de 2010

COISAS DE ZÉ LIMEIRA - Por Mundim do Vale

Pequeno trecho do cordel Limeira Reencarnou, da nossa autoria.


Eu passava pelo Crato
Numa certa ocasião
Deparei com um retrato
De um poeta do sertão.
Eu vi o cabra na feira
Cantar igual a Limeira
Não foi ninguém que contou.
Porém se não for engano
É coisa do outro plano
LIMEIRA REENCARNOU.

Disse que lá em Campina
Numa noitada de sol
Mataram Leopoldina
Num jogo de futebol.
Atiraram na goela
Mas pegou aqui lá nela
Foi quando ela morreu.
Aí chegou Néo Pinéu
Fez a reza do chapéu
Ela gritou e correu.

Que trabalhou de pedreiro
Na muralha de Berlim
Que açoitou um violeiro
Com um cipó de alecrim.
Que bebeu muita tequila
Com Zapata e Pancho Vila
Do México pro Canadá
Que Zapata só morreu
No dia que se meteu
Na greve do Ceará.

Disse que Sávio Pinheiro
Poeta lá do Machado
Comeu um pai de chiqueiro
E ficou adoentado.
Quando no hospital chegou
Ana Néri lhe curou
Com um chá de quixabeira
Assim que teve melhora
Se zangou e foi embora
Carregando a enfermeira.

Que Dom Pedro deu o grito
Na eguinha Pocotó
Que a rainha do Egito
Derubou boi em Icó.
Que viu Bin Laden entocado
Com o cabelo cortado
Na gruta do Boqueirão.
Depois ele se zangou
E por vingança cortou
Os cabelos de Sansão.

Eu não pretendo jurar
Que era o vate do Teixeira
Mas aquele linguajar
Só quem tinha era Limeira.
Dizer que Frei Damião
Aberturou Lampião
Só pode ser fantasia.
Dizer que Osvaldo Cruz
Engasgou-se com cuscuz
SÓ ZÉ LIMEIRA DIZIA.

Mundim do Vale
V. Alegre-Ceará

COMPOSITORES DO BRASIL

OS GRANDES FESTIVAIS

Por Zé Nilton

A Música Popular Brasileira recebeu forte impulso, nos anos 1960, com as edições de festivais. A TV Record foi a campeã em realizações de festivais, começando, em 1960, com o Primeiro Festival da Música Popular Brasileira, indo até 1969 com o quinto da série. Inda teve a primeira Bienal do Samba, em 1968.

A Globo tentou reviver o clima dos festivais a partir dos anos 1980 e em 2000, sem muito sucesso, embora contribuindo para o aparecimento de novos talentos. Nesta quinta-feira vamos dar início a uma série de apresentações dos mais importantes festivais da MPB no Programa Compositores do Brasil.

Do primeiro festival, ocorrido em 1960, realizado pela TV Record não temos nenhum registro das músicas. Acredito ter sido um festival morno, pois seus compositores e intérpretes não eram tão conhecidos como o do ano de 1966, o segundo Festival de Música Popular Brasileira que, de cara, houve dois primeiros lugares: A Banda, de Chico e Disparada, de Vandré e Theo de Barros.

Vamos falar e ouvir as músicas do 2º. e do 3º. Festivais, e igualmente da Primeira Bienal do Samba, realizados pela Record, São Paulo.
Eis a programação:

2º. FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
TV.Record – SP – 1966.
1º. Lugar
A Banda, de Chico Buarque, com Chico Buarque & Nara Leão
Disparada, de Geraldo Vandré e Téo de Barros, com Jair Rodrigues, Trios Maraiá e Novo.
5º. Lugar
Ensaio geral, de Gilberto Gil, com Gilberto. Gil (interpretada originalmente por Nara Leão)

3º. FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
TV. RECORD – SP. 1967
1º lugar
Ponteio, de Edu Lobo e Capinam, com Edu Lobo, Marília Medalha & Quarteto Novo.
2º lugar
Domingo no Parque, Gilberto Gil, com Gilberto Gil & Os Mutantes
3º.lugar
Roda Viva, de Chico Buarque, com Chico Buarque e o conjunto MPB4.
4. lugar
Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, com Caetano Veloso e o conjunto Beat Boys
5. lugar
Maria, Carnaval e Cinzas, de Luís Carlos Paraná, com Roberto Carlos e o Grupo
1ª. BIENAL DO SAMBA – TV. Record – S.P – 1968.
1º. Lugar
Lapinha, de Baden Powel e Paulo.C. Pinheiro, com Elis Regina
2. lugar
Bom Tempo, de Chico Buarque, com Chico Buarque
3. lugar
Pressentimento, de Elton Medeiros e Hermínio Belo de Carvalho, com Marília Medalha.
4º. Lugar
Canto Chorado, de Billy Blanco, com Os Originais do Samba (originalmente com Jair Rodrigues)
5º. Lugar
Tive, Sim, de Cartola, com Cyro Monteiro

Quem ouvir, verá!

Programa: COMPOSITORES DO BRASIL
Rádio Educadora do Cariri
Todas às quinta-feiras, às 14 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Apoio: Centro Cultural Banco do Nordeste.

O homem que foi preso porque peidou na igreja- final - Dr. Savio Pinheiro


O advogado apelou
Para a constituição,
Defendeu com coerência
E enorme exatidão,
Estudando bem os autos
Encontrou a solução.

Lendo o código penal
E usando o seu pensamento
Descobriu com precisão
E sem ter ressentimento,
Que peidar dentro da igreja
Não era crime dolente.

Preparando a sua defesa
Usou bem este argumento.
Conseguiu com maestria
Libertar o elemento,
Que penou atrás das grades
Desde o primeiro momento.

A Igreja inconformada,
Possuída de descrença,
Reabre o “caso do peido”
Baseado em nova crença
Pedindo pra acusação
Promover nova sentença.

O meliante em questão
Zombando da autoridade
Faz uma nova ameaça
Pelas ruas da cidade
Ameaçando excretar
O caldo da caridade.

O clero se reuniu
Tentando uma nova lei
Demonstrando que tem força,
Com isso não me assustei,
Pois sei, que em terra de cego,
Quem tem lá um olho é rei.

A diocese apoderou-se
De nova lei federal
Para resgatar o preso
Com prisão fenomenal:
Homem que come preá
Sofre crime ambiental.

O ambiente ecológico
Precisa ser preservado.
Nossa flora e nossa fauna
Necessitam de agrado
Não podendo ser lesadas
Por lei de qualquer safado.

Cuidando-se do ambiente
A nossa vida melhora
O mundo fica mais novo
Tecendo uma nova aurora
O equilíbrio acontecendo
E o povo não indo embora.

Abraçando-se a fauna
Salvaremos o preá
Preserva-se o macaco
O sagüi, o tamanduá.
Nunca havendo a extinção
Nossa raça viverá.

Relembrando o peidador,
Este fez muita besteira.
Comeu fava com preá
Terminando em caganeira.
Retornou para a prisão,
Ficou sem eira, nem beira!

Por isso, caro leitor,
Quando tiver de rezar
Faça um jejum prolongado
Para na igreja ingressar
Não indo com a pança cheia
Pro boga não reclamar.
Fim.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Debate virtual - parte final - Mundim do Vale e Dr. Savio.


Mundim:

Posso não ser o maior
Na estatura da vida
Contudo, ninguém duvida,
Que também não sou o menor.
Pretendo ser bem melhor
E os degraus escalar.
Na rima devo mostrar
O que diz meu pensamento
Portanto, neste momento
RIME DEPOIS DE PENSAR.

Sávio:

Eu rimo como quiser
Respondo a qualquer repente,
Pois cultivo a boa semente
De uma grande mulher.
A minha mãe bem me quer
Acha-me espetacular.
Todavia ao me educar
Desejou um algo mais,
Apontou Iraci Morais,
RIME DEPOIS DE PENSAR.

Mundim:

Dona Dalva fez crescer
O seu filho prestimoso
Filho de Chiquim de Loso
Que bem fez por merecer.
A grandeza de um ser
É moldada no educar.
Daí, eu não discordar
Com você nesta certeza
Minha mãe teve a grandeza,
RIME DEPOIS DE PENSAR.

Sávio:

Gosto do belo poema,
Da peleja virtual,
Do intelectual,
Que discute um grande tema.
Sem querer ser teorema
O verso se faz contar.
No momento de criar
Eu me transporto ao Mundim,
Que tem o dom de Bidim,
RIME DEPOIS DE PENSAR.

Mundim:

Não venha me confundir
No final desta peleja,
Pois quero que você veja
O que eu posso garantir;
Porém devo admitir,
Que o seu verso é salutar.
Na hora de organizar
As palavras em um texto
Eu navego em seu contexto,
RIME DEPOIS DE PENSAR.

Sávio:

Na métrica eu sou valente
Também sou na oração,
Pois escrevo com a mão
O que sai da minha mente.
Sou melhor que muita gente
Que não quer, sequer, sonhar.
Na arte de versejar
Nas veredas do Brasil
Dou, a você, nota mil,
RIME DEPOIS DE PENSAR.

Fim.

Feliz aniversário.

Ana Micaely, receba nossos cumprimentos pelo aniversario. Parabens pela amizade, pela pessoa iluminada que é, e que Deus lhe faça feliz e lhe conserve assim.
Receba os sinceros parabens de Morais, Nair, Daniela, Eudes, Ana Thais, Ana Claudia, Ernesto, Jose André e Ana Florença.

Por A. Morais

Dr. Jose Bitu Moreno - Por João Bitu

Dr. Jose Bitu Moreno.

Orgulho de nossa família e de todos os seus conterrâneos Varzealegrese por se destacar pelo profissionalismo e competência na área de medicina, tanto nacional como internacional.
Senti muita alegria pelo nosso encontro em Agosto de 2009 na residência dos meus pais no sítio Sanharol, terra de nossas origens. Dr. José Moreno Bitu, competência, simplicidade, humildade, o tripé que faz galgar de prestígios no campo da medicina. Parabéns e que Deus lhe ilumine cada vez mais nas suas atividades do dia-a-dia.

Você é um bom filho
Dotado de sabedoria
Deus é seu protetor
Na ciência e tecnologia
Receba os nossos parabéns
De toda a sua família

Do seu primo

João Bastos Bitu

terça-feira, 20 de abril de 2010

O homem que foi preso porque peidou na Igreja II - Dr. Savio Pinheiro.

O peidador atrevido
Reagiu com muita ação,
Revidou cada bofete
Com os pés e com a mão.
A briga se prolongou
Não sobrando um só cristão.

Um soco no abdome
Provocou um desatino:
Um peido desnorteado
Remexeu o seu intestino
O levando à sua infância...
Grande dor, quando menino!

O intruso era um incrédulo
Que por lá apareceu.
O povo não o conhecendo
Atenção jamais lhe deu
Então, ele, por vingança,
Detonou o traque seu.

O padre atarantado
Circulou na sacristia
Rodando feito peru
Quase dá uma agonia
O povo sempre gritando
Fez da missa uma folia.

Um pacato sacristão
Sem ter mais o que fazer
Retirou um vidro com água
Deu ao padre pra benzer
Aspergiu no morto-vivo
Água benta pra valer.

Uma beata correndo
Usa o véu pra se esconder.
O medo do ocorrido
Faz mulher entristecer
E elevando as mãos para cima
Pede a Deus para viver.

O padre indignado
Trata de ajuda buscar:
Telefona pra polícia
Pra o meliante afastar,
Aliviar o tormento
E a multidão acalmar.

A tropa de choque chega
E fita logo o elemento,
Que tem barriga encharcada
De cachaça e de fermento,
Colocando-lhe as algemas
Sem nenhum constrangimento.

A polícia que chegou
Não foi nada hospitaleira.
Pra honrar a paz do mundo
Não está pra brincadeira
Já chegando pra mostrar
O seu nome e a sua bandeira.

Policial preparado
E com roupa bem passada
Dá-lhe uma forte gravata
Com medo de uma cagada,
Pois não aprendeu, no quartel,
A cheirar fava mofada.

A união faz a força
E a força o seu destino.
Três guardas engravataram
Prenderam logo o cretino,
Imobilizando o homem
Com abraço de felino.

Conduziram-lhe à cadeia
Pública, municipal.
O detento embriagado
Não possuindo moral
Contratou um advogado
De renome estadual.

Falou no depoimento
Que não teve a intenção
De bufar dentro da igreja
Com tanta fermentação,
Foi a sua tripa gaiteira
Que gerou a poluição.

Desde as oito da manhã,
Que comia mugunzá
Saboreando aguardente
De cana do Ceará
Com muita fava, repolho
E guisado de preá.

Comeu coco, tapioca,
Macaúba e trapiá,
Misturou baião de dois
om pequi, manga e juá,
Comeu peba na pimenta
Com caroço de araçá.

Ainda não conformado
Almoçou um sarapatel,
Que deixou a sua tripa ardendo
Queimando o seu carretel
Fazendo um curto-circuito,
Que acabou com o seu anel.
Dr. Jose Savio Pinheiro.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Blog Humor.

Por que mulheres casadas são mais gordas do que as solteiras?
Resposta:
A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai pra cama. Já a casada vê o que tem na cama e vai pra geladeira.
Dominio Publico.

DEBATE VIRTUAL - Por Dr. Sávio Pinheiro e Mundim do Vale

Mundim:
Poeta Sávio Teixeira
Se vire nesse debate,
É um arrocho de alicate
E golpe de lambedeira.
Não estou de brincadeira
Quero apenas lhe alertar,
Que o verso é pra educar
Pois ele é pedagogo.
Para entrar nesse jogo
PENSE ANTES DE RIMAR

Sávio:
Mundim do vale em questão
Tá enxergando bastante,
Pra quem saiu da Vazante
Já tá cheio de razão.
Mundim, deixe a confusão
E trate de estudar,
Que para me ensinar
Você tem que aprender.
Pra comigo debater
RIME DEPOIS DE PENSAR.

Mundim:
Poeta, a grande verdade
É que o mundo tem desastre,
Eu posso ser um contraste
Da nossa boa cidade.
Quem sabe a nossa amizade
Não possa conciliar,
E o debate não chegar
Ao supremo tribunal.
Mas mesmo assim não faz mal
PENSE ANTES DE RIMAR.

Sávio:
O que não acho legal
Meu poeta Raimundinho,
É você tão miudinho
Me levar ao tribunal.
Mas como eu sou liberal
Vou ficar a esperar,
Mas você não vai achar
Nenhuma lei de sustento.
Eu digo como argumento
RIME DEPOIS DE PENSAR.

Mundim:
Já que você é amigo
E poeta do meu vale
É bom que nunca se cale
No momento do perigo.
O meu verso é um abrigo
Na cultura popular,
Mas se ninguém divulgar
O abrigo vira favela.
Vê se você não apela
PENSE ANTES DE RIMAR.

Sávio:
Você querer dar lição
É mais um contraste nosso
Todos sabem que eu não posso
Rimar pela emoção.
Eu rimo pela razão
E assim vou continuar,
Mas se o amigo achar
Que é o melhor do mundo,
Eu digo: - Calma. Raimundo!
RIME DEPOIS DE PENSAR.

A popular carteirada.

"Preciso inspecionar sua fazenda por conta de uma denúncia de plantação ilegal de maconha!"O fazendeiro diz:
"Ok, mas não vá naquele campo ali." E aponta para certa área. O oficial p' da vida diz indignado: "O senhor sabe que tenho o poder do Governo Federal comigo?" e tira do bolso um crachá mostrando ao fazendeiro:

"Este crachá me dá a autoridade de ir onde quero....e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta. Está claro? Me fiz entender?"

O fazendeiro todo educado pede desculpas e volta para o que estava fazendo. Poucos minutos depois o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o oficial do governo federal correndo para salvar sua própria vida perseguido pelo Santa Gertrudes, o maior touro da fazenda.

A cada passo o touro vai chegando mais perto do oficial, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro. O oficial está apavorado.

O fazendeiro larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões:

"Seu Crachá, mostra o seu CRACHÁ." .
De dominio publico.

Ramiro, o belo - Por Xico Bizerra

Ramiro era muito feio e todos os bonitões da cidade riam de sua feiúra. Descaradamente. Até os que também eram feios riam de sua feiúra, tão feia que era. Ele não se importava e seguia a vida, carregando bagagens na estação de trem, trabalhando como chapeado: era assim que se chamavam aqueles que transportavam malas, identificados por um número na chapa de bronze colada ao quepe: o seu era o 341.
Um dia Ramiro ganhou de um viajante um espelho encantado que refletia a alma das pessoas que nele se olhassem. Ramiro olhou, viu-se e passou a rir da feiúra de todos os bonitões da cidade. Discretamente, sem que ninguém percebesse que estava rindo. Como era feio aquele povo! Como era belo o Ramiro!
Xico Bizerra

Câmera digital do mineiro.

Um mineiro comprou uma câmera digital. Em uma viagem de visita a seus pais, ele levou a câmera digital para a "roça". Chegando lá, mostrou a novidade para todos. Nunca ninguém tinha visto algo igual. Para mostrar como o 'trem" funcionava, o mineirinho resolveu tirar uma foto de toda a família reunida. Pediu que todos ficassem bem juntinhos perto de uma cerca de arame farpado, debaixo de uma mangueira frondosa. Então, ele se afastou da turma, escolheu um lugar para deixar a câmera, programou o temporizador, clicou e correu para junto de todos com a intenção de também sair na foto . . . . .
Foi um "Deus-nos-acuda". Todos saíram correndo, atravessaram a cerca de arame farpado de qualquer jeito, rasgando as roupas e machucando-se. Depois do desastre, o mineirinho pergunta:- Uai, gente! Qué qui deu n'ocêis prá disimbestá dessi jeito, sô? E sua tia, com as duas orelhas arregaçadas pelo araminho e a roupa toda que era trapo puro, responde:- Se ocê, qui cunhece esse "trem" teve medo, imagina nós qui num cunhece ! ! !
Cê besta sô ! ! !
Enviado por Jose Eudes mamedio.

domingo, 18 de abril de 2010

No Metrô do Cariri – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Em 1977, em Reunião do Rotary Clube do Crato, um grupo de rotarianos defendia a retirada da Estação Ferroviária do centro da cidade, para instalá-la no Muriti. Esse grupo alegava que a ferrovia fechava sete ruas do centro da cidade. Opus-me a essa idéia porque em todas as grandes cidades brasileiras, as estações ferroviárias situavam-se no centro e os trilhos poderiam servir futuramente à implantação de um metrô de superfície ligando o Crato ao Juazeiro do Norte. No dia seguinte, um colega engenheiro da Coelce ouvia no noticiário do radialista Antônio Vicelmo, um resumo do que fora discutido na reunião do Rotary Clube do Crato do dia anterior. Então ele espalhou entre os demais colegas de trabalho que eu havia apresentado um projeto para instalação de um metrô no Crato. Por isso, fui vítima de muitas chacotas dos demais colegas da Coelce de Fortaleza.
Hoje faço esse registro. Eu andei no metrô do Cariri! Uma realidade que estaria ainda distante, ou possivelmente inviável se aquela idéia dos rotarianos cratenses tivesse sido posta em prática.
Espero que aquele meu colega da Coelce, a quem convidarei para ler este texto, tome conhecimento da realidade em que se tornou aquele meu palpite.
E que retorne o trem de passageiros de Fortaleza ao Crato.



Estação do São José, onde eu e Magali descemos procedentes do Crato!
Fotos: Magali

Por Carlos Eduardo Esmeraldo.

MOTE AMBIENTAL - Por Mundim do vale

Eu me chamo Zé Lotero
Nascido aqui no sertão
Sei que não tenho instrução
Mas sei dizer o que quero.
A coisa que não tolero
E também reincidência
É ato de violência
Dessa gente arruaceira.
ARRANCARAM UMA MANGUEIRA
E PLNTARAM A PREPOTÊNCIA.

Sou um matuto de bem
Não quero ter inimigo,
Se ninguém mexer comigo
Eu não mexo com ninguém.
Só não aceito é alguém
Porque possua influência,
Agredir com violência
Uma árvore tão fagueira
ARRANCARAM UMA MANGUEIRA
E PLANTARAM PREPOTÊNCIA.

Plantaram ódio e rancor
Com semente de ambição,
Adubaram com traição
E aguaram com terror.
Vão colher fruto de horror
Para suco de indecência
Dosado com delinqüência
Da agressão traiçoeira.
ARRANCARAM UMA MANGUEIRA
E PLANTARAM A PREPOTÊNCIA.

No calçadão quando eu ia
Para tomar aguardente,
Se o sol tivesse quente
Para a mangueira eu descia.
Não nego que eu dormia
Curtindo uma sonolência,
Gerada pela essência
Da cachaça saideira.
ARRANCARAM UMA MANGUEIRA
E PLANTARAM PREPOTÊNCIA.

Domingo pela manhã
Já com três dias depois,
Vi no canal vinte e dois
Fortaleza Cidadã.
Vi o tronco ainda sã
Aparentando carência
Com medo da violência
Na volta da cabroeira.
ARRANCARAM UMA MANGUEIRA
E PLANTARAM A PREPOTÊNCIA.

Eu vi na televisão
Quando Tadeu nascimento
Falou do meu sentimento
Mostrando a planta no chão.
A imprensa teve razão
De mostrar a violência
E a falta de consciência
Contra a flora Brasileira.
ARRANCARAM UMA MANGUEIRA
E PLANTARAM PREPOTÊNCIA.

Dedico esse poema ecológico a todos os poetas do Blog do Sanharol.
Mundim do Vale.

Para que tanta informação? - Enviado por Jose Eudes mamedio.

Uma velhinha foi ao super mercado e colocou a ração de gato mais cara no carrinho. A moça do caixa disse: - Me desculpe, mas nós não podemos lhe vender a ração de gatos sem provas de que a senhora realmente tem gatos. Muitos idosos compram ração de gatos para comer, e a gerência quer provas de que a senhora esteja realmente comprando a ração para o seu gato.
A velhinha foi para Casa, pegou o gato e o levou ao super mercado e eles então venderam a ração prá gato. No dia seguinte, a velhinha foi ao super mercado novamente e comprou 12 dos mais caros biscoitos prá cachorro. A caixa, novamente, pediu provas de que ela realmente tinha um cachorro, explicando que os idosos costumavam comer comida de cachorro.
Frustada, ela foi para Casa e voltou com seu cachorro. No dia seguinte, a velhinha trouxe uma caixa com um buraco na Tampa e pediu para a moça colocar o dedo no buraco. A moça do caixa disse: - Não, pode ter uma cobra aí dentro !!! A velhinha lhe assegurou que não havia nada na caixa que pudesse mordê-la. Então a moça do caixa colocou o dedo no buraco, tirou e disse: - Hummmmmmm… tem cheiro de coco!!! A velhinha então sorriu de orelha a orelha: - Agora, minha querida, eu posso comprar três rolos de papel higiênico??

sábado, 17 de abril de 2010

EXTRAVÍO DE DOCUMENTOS - Por Mundim do Vale

Certa vez, meu amigo Joscilé Taveira veio a Fortaleza, para tentar um emprego e hospedou-se na nossa casa no Montese. No sábado Foi eu, João Morais, Luís Sérgio e Zé Almir Clementino, mostrar o aeroporto velho para ele. Subia avião, descia avião e Taveirinha fazendo graça, contando os causos de Várzea Alegre.
Uma hora lá Taveira calou-se e fez uma expressão de tristeza, eu perguntei:
- O que foi que houve Taveirinha? Tá com saudade de V. Alegre?
- Não foi porque eu perdi meu dinheiro e todos os documentos.
Nós ficamos preocupados e fomos ajudar na busca. Nada no aeroporto, nada no carro, o jeito foi voltar.
Quando nós chegamos na calçada de casa comentando a tragédia,
Taveira olhou para uma grade que tinha na frente de casa e falou gritando:
- Tá ali.
Tinha preso na grade um saquinho de pipoca Guri, Taveira pegou o saco abriu e mostrou dizendo:
- Taqui. Taqui meus documentos e o dinheiro!
Eu dei uma olhada para verificar o conteúdo do saco de pipocas e encontrei: Uma cópia do registro civil, uma cópia do batistério, um retrato da namorada e o endereço de Chico Barros. O dinheiro era uma nota de cinco cruzeiros, que devia valer dez, porque era de duas cabeças.
Mundim do Vale

Amigo João Bitu - Por Dr. Savio Pinheiro

Prezado João Bitu.
Vejo que você também se preocupa com a invasão ecológica patrocinada pela população desinformada e pelos empresários sem escrúpulos. Para descontrair vou postar uma estorinha da sua querida Várzea Alegre. Um verdadeiro crime ecológico. Parabéns pelo ingresso na poesia popular. Um grande abraço.
Ei-la:
O HOMEM QUE FOI PRESO PORQUE PEIDOU NA IGREA - I

Foi num dia de domingo
Que este episódio se deu
Às três e meia da tarde,
Por acaso aconteceu,
No interior da capela
Na missa de seu Dirceu.

Familiares atentos
Viam a celebração.
Suando mais que caldeira
Não tinham ventilação,
Não podiam se mover
Nem ouvir com atenção.

Nessa pequena capela
Um ser no anonimato
Assistia a cerimônia
Compenetrado, de fato,
No aperto, sem programar,
Deixou escapar um flato.

No recinto bem lotado
Sua fussura se aqueceu,
Revirando o intestino
O brioco enlargueceu
E sem conseguir sustar
A sua tripa embraveceu.

O peido soou tão alto,
Teve fedor tão ativo,
Que mesmo o casto devoto
Sentindo-se apreensivo
Tratou logo de expulsar
O rezador explosivo.

O motim enfureceu
Pessoas de devoção.
O padre ficou sabendo
Aumentando a confusão,
E espancando-o pra valer
Deram-lhe grande lição.

O povo da freguesia
Sentindo-se sufocado
Reagiu com euforia
Efetivando o pecado
Reação tão violenta
Foi travada no tablado.
.
Trocaram muita agressão
Bateram-se pra valer.
O padroeiro no altar
Viu fuá acontecer.
Fincaram unhas e dentes,
Fizeram sangue escorrer
Dr. Savio.
Amanhã a segunda parte.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Meio Ambiente - Por A. Morais

O Blog do Sanharol tem feito a postagem de vários depoimentos e manifestações em defesa do meio ambiente. Mundim do Vale, João Bitu, Dr. José Savio e outros mais.
Hoje, recebi um poema do Dr. Savio Pinheiro e estarei fazendo treis postagens seguidas. Estarei dividindo em três para ilustrar com algumas fotos da flora e fauna como um chamamento de atenção e que os amigos sintam o que estamos a perder, em breve, se não mudarmos de conduta. O poema, como tudo que o Dr. Savio faz é bem humorado, basta se ver o sugestivo titulo - "O homem que foi preso porque peidou na igreja".
Não pretendo prender a atenção do leitor, estou fazendo as pastagens em partes para não fazer uma postagem muito longa. Agradeço ao Dr. Savio pela imaginação prodigiosa e pelo ritimado dos versos.
Até amanhã.
A. Morais

NÃO TEM COM QUEM TROCAR - Por Mundim do Vale



Meu conterrâneo João sem Braço, certa vez andava tomando umas canas, deu sinal com a mão única para um ônibus e perguntou para o cobrador;
- Esse ônibus vai para a Lardânia?
- Não senhor vai para o Bom jardim.
- Pois eu vou até lá e pego o outro.
Entrou no ônibus, que tirando do trocador e o motorista, tinha apenas ele de passageiro.
Eu devo lembrar aos leitores que a frota que faz a linha do Bom jardim é composta de ônibus velhos, são as piores conduções de Fortaleza. Para completar a treva, caiu um toró. Num momento lá João sentiu uns pingos de chuva no braço que ainda tem. Por conta daquilo, meu conterrâneo bastante aborrecido gritou para o motorista:
- Porra. Motorista! Tem uma goteira na minha cadeira.
O motorista muito educado falou:
- Pois troque de lugar, cidadão.
- Mas não tem com quem. Porra!

O FURTO DA PENOSA - Por Mundim do Vale


No ano de 1985, mestre Pedro Souza morava no sítio vazante, onde tinha uma pequena propriedade. Generoso como era, quando chegava o verão ele cedia parte da terra para a confecção de tijolos. Seus amigos aproveitavam o barro que tinha bastante solidez, em virtude da mistura das águas dos riacho do machado e do feijão com a terra preta.
Raimundo de Duda, Francisco de Manoel do Sapo, Adailton de Zé Benedito e outros mais, um dia foram queimar uma caieira. Nós sabemos que pra essa atividade sempre tem a bebida e o tira-gosto. Pois essa boa turma resolveu furtar uma galinha e o lugar mais próximo era a casa do saudoso Chico Feitosa que ocupava a casa do Senhor Matias, mas que dormia na casa paroquial, onde por muito tempo foi sacristão.
No planejamento do furto os meninos esqueceram do cachorro Rompe Ferro, que pertencia ao Senhor Acrísio, que morava vizinho e era metido a valente. Quando os pequenos delinqüentes começaram a agir, o cachorro partiu latindo na direção deles e o Senhor Acrísio saiu com um facão para pegar os ladrões.
Nesse momento Vieira neto falou para o resto da quadrilha:
- Ei negrada! Se preocupem só com Rompe Ferro, que com Seu Acrísio não precisa cuidado não. Ele faz mais medo tando com a mão cagada do que tando com um facão.
Em seguida gritou:
- Seu Acrísio! Não tenha medo não. Pode ir dormir tranqüilo, que somos nós furtando uma galinha pra tira-gosto. Terminada a operação penosa com sucesso e a farra da queima da caieira, Roberto Souza ainda criança, saiu com uma sacola plástica na mão, que até então ninguém sabia o conteúdo.
No dia seguinte Chico Feitosa ensaiou uma zuada na calçada sem saber de quem se tratava, quando ficou sabendo dispensou tudo.
Lieda reuniu os responsáveis pelo furto e falou:
- Olhem meninos. Tá certo que foi uma brincadeira, até aí tudo bem. Mas levar o bico, as penas e os pés da galinha e colocar na calçada do oitão da casa de Chico Feitosa, foi o extremo.

Fonte: Fernando Sousa
Penteada: Mundim do vale.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

EU SÓ COMÍ A QUE TAVA NUA - Por Mundim do Vale

João Soares e dona Rosinha, que nunca tiveram filhos, viviam em Várzea Alegre sentindo a ausência de filhos e netos correndo dentro de casa.
Uma vez eles plantaram umas sementes de melancia em volta do cacimbão e fizeram uma cerca para que ninguém chegasse perto. Os dois vibraram quando apareceram as primeiras vingas.
João dizia pegando nas pequenas frutas:
- Olhe. Rosinha! Essas aqui são as nossas filhas. Nós temos que cuidar bem dessas meninas.
As melancias foram crescendo e o cuidado com as meninas foi aumentando. Dona Rosinha chegou até a desenvolver uma espécie de vestimenta para as melancias maiores, para que ficassem protegidas contra a ação de meninos e porcos.
Um certo dia dois moleques do Alto da Prefeitura entraram na roça aproveitando um descuido do casal e fizeram a maior bagunça: Comeram as frutas que estavam vestidas, quebraram as verdes e ainda fizeram do cacimbão um vaso sanitário.
Taveirinha que passava no local, aproveitou a cancela aberta, pegou um tamboroca* e comeu. No momento Bogim ia passando com uns animais, viu Taveira mas não viu os outros garotos. Aí só deu pra taveira, porque Bogim foi direto dizer a João Soares.
João Soares mais zangado do que porco sendo castrado, ficou esperando uma oportunidade para tomar satisfações.
Um dia Taveira estava bebendo umas no bar dos Cunés e como estava de costas para rua, não viu a chegada de João. Quando notou foi tarde demais, não teve como correr. João ficou tomando a passagem com os dois braços, como se fosse segurar boi. Taveira ficou mais calado do que mudo engasgado com jatobá. E João Soares do alto do seu ódio explícito gritou:
- Taveira, seu cabra safado! Como é que você foi fazer uma desgraça daquela com as minhas meninas? Comeu as maduras que estavam vestidas, esbagaçou as mais novinhas, arrancou as ramas e ainda cagou dento do cacimbão.
= Calma Seu João! Quem cumeu as qui tava vistida foi os fí de Ontõe félix. Eu só comi aquela mais piquena qui tava nua.

* Tamboroca. Melancia pequena.

Amigos - enviado por Klebia Fiuza

A gente pode
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
e até ter um governo mais ou menos .

A gente pode
dormir numa cama mais menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos,
e até ser obrigada a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode
olhar em volta e sentir que tudo está
mais ou menos.

Tudo bem.

O que a gente não pode
mesmo, nunca, de jeito nenhum
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigos mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos
e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos "

( Chico Xavier)

Sanharol e Vazante - Poeta João Bitu


Dedicado ao Mundim do Vale.

Aqui você tem apoio
Do seu amigo João
Defensor da natureza
Nada de poluição
A coisa não é brincadeira
Acorda toda nação

Agredir a natureza
É crime ambiental
Alerta minha gente
Nada de fazer o mal
Unidos numa só corrente
Nesta luta universal.

As águas tornando escassas
Por falta do matagal
Os animais estão fugindo
Do seu habito natural
Tudo por culpa do homem
Por não conservar o vegetal.

Parabéns poeta Raimundinho
Por defender a natureza
Temos que formar corrente
Em defesa dessa nobreza
Visando as gerações futuras
Habitantes dessa Fortaleza.

João Bitu.

Dr. Jose Bitu Moreno - Mais um exemplo de varzea-alegrense Vitorioso

O diretor técnico do HR de Assis, Dr.José Bitu Moreno, exibe prêmio.

O HRA (Hospital Regional de Assis), administrado pela Famema (Faculdade de Medicina de Marília), é o 9º melhor do Estado de São Paulo. Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), conhecida como “Provão do SUS”, promovida pela Secretaria de Estado da Saúde, classificou o hospital assisense com nota 9,327.
De acordo com o diretor técnico do HRA, o varzea-alegrense José Bitu Moreno, o hospital assisense é o único representante da administração direta entre os dez melhores. “Os outros oito foram terceirizados para entidades privadas sem fins lucrativos por meio do modelo de OSS (Organizações Sociais de Saúde). Desta forma, pode-se também afirmar que somos o melhor hospital público entre os mais de 40 hospitais da administração direta do Estado de São Paulo”, salientou.
A pesquisa ouviu 158 mil pacientes que passaram por internações e exames em 630 estabelecimentos conveniados à rede pública entre março de 2009 e janeiro de 2010.
O “Provão do SUS” tem como objetivo monitorar a qualidade de atendimento e a satisfação do usuário, reconhecer os bons prestadores, identificar possíveis irregularidades e ampliar a capacidade de gestão eficiente da saúde pública.

Equipe do Hospital Regional de Assis posa para foto.
Na pesquisa foram avaliados o grau de satisfação com o atendimento recebido pelos pacientes, nível do serviço e dos profissionais que prestaram o atendimento, qualidade das acomodações e tempo de espera para a internação. Para a classificação das maternidades também foram incluídas perguntas específicas sobre humanização do parto.
Entre os 35 hospitais mais bem avaliados, somente três são gerenciados diretamente pelo Estado. O Hospital Estadual de Ribeirão Preto ficou com a 1ª colocação e atingiu nota 9,493.Bitu salientou que este é também um grande triunfo da Famema. “Queremos compartilhar este momento com todos os profissionais envolvidos, direta ou indiretamente, na construção desta vitória”, frisou o diretor do HRA

Dr. Bitu recebe prêmio das mãos do Coordenador de Saúde Ricardo Tardelli ao lado o Secretário da Saúde Luiz Roberto Barradas Barata e o Governador José Serra.
O secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, lembrou da importância desta premiação. “A pesquisa é muito importante para termos uma resposta do usuário em relação aos serviços prestados pelas unidades conveniadas ao SUS, verificando o que está andando bem e o que ainda precisa melhorar. A premiação aos hospitais bem mais colocados no ‘Provão’ é uma maneira de reconhecer o trabalho e o empenho dessas instituições em favor da saúde pública”, enfatizou ele ao site da Secretaria de Estado da Saúde.
Por Raimundo Wildom . B. M.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

ADVERTÊNCIA INFANTIL - Por Mundim do Vale

Meu pai responda porque
Gosta tanto de mandar?
Pois eu só vejo você
Reprimir e ordenar.
Não posso andar sem sapato,
Não posso criar um gato
Nem pisar na terra quente.
Você vive dando grito,
Porque chupo pirulito
E depois não limpo o dente.

Quando subo na escada
Você inventa uma briga,
Se olho mulher pelada
Você também me castiga.
Me diga com segurança,
No seu tempo de criança
Nunca viu mulher despida?
Se viu eu sei que gostou,
E garanto que achou
Mais bonita que vestida.

Toda vez você reclama
Quando discuto na rua,
Como se fosse um drama
Para essa moral sua.
Pois já vi você gritando
E a minha mãe chorando
Por causa de discursão.
Sou um filho obediente,
Mas já me acho descrente
Com tanta contradição.

Quando demoro a chegar
Já espero a agonia,
Mas você sai pra jogar
E só vem no outro dia.
Eu peço uma coca-cola,
Um peão ou uma bola
Mas fico só na saudade.
Já você é diferente,
Compra vinho e aguardente
Na hora que tem vontade.

Ás vezes me faz dormir
Outras me faz acordar,
Uma vez faz dividir
E outra multiplicar.
Age como repressor,
Mas eu sei que o senhor
Faz isso para o meu bem.
Mas para assim proceder,
O senhor tem que aprender
Algumas coisas também.

Eu também quero pedir
Para o senhor não beber,
Não querendo reprimir
A sua forma de ser,
Mas porque não acho graça,
O senhor beber cachaça
E depois se embriagar.
Toda droga é um horror,
Vou pedir para o senhor
Também deixar de fumar.

Mundim do vale.

terça-feira, 13 de abril de 2010

MOURÃO EM DESAFÍO- Mundim do Vale X Sávio Pinheiro

Mundim:
Poivinha chegue mais perto
Que eu quero lhe enfrentar.
Sávio:
Mundim você se levante
Pra rima se equilibrar.
Mundim:
Altura nunca fez rima,
Desça já daí de cima
Que o bicho vai pegar.
Sávio:
Na cultura popular
Tu falta com a moral.
Mundim:
E tu é mais conhecido
Como um poeta imoral.
Sávio:
Tu rima só o passado,
Do tempo de cu quadrado
E esquece o atual.
Mundim:
Tu gosta tanto de pau
Que tem nome de Pinheiro.
Sávio:
E tu é peixe piau
Que nada só em bueiro.
Mundim:
Tu anda é esclerosado,
Eu sou peixe do machado
Não fiz do cedro um poleiro.
Sávio:
No Cedro eu sou forasteiro
Mas o povo me quer bem.
Mundim:
Cedro é pau em toda parte
Tu não engana ninguém.
Sávio:
Já que o assunto é pau,
Misturando com Piau
Faz uma rima também.
Mundim:
Mas Piau quase não tem
E pau tem em todo canto.
Sávio:
Piau é peixe banido
E pau eu sei que levanto.
Mundim:
Já que tu gosta de galha,
Porque não vai a Barbalha
E pega no pau do santo.
Sávio:
Não me aborreça tanto
Deixe a ofensa pra depois.
Mundim:
Vamos acabar a teima
Na nossa terra do arroz.
Sávio:
Eu concordo com o assunto,
Vamos fazer verso junto
Comendo um baião de dois.

Napoleão Tavares Neves recebe comenda

O médico-historiador Napoleão Tavares Neves foi agraciado no último dia 26 de março com a Comenda Nossa Senhora da Conceição, outorgada pela Câmara Municipal da cidade de Porteiras. Napoleão Tavares Neves nasceu na cidade de Jardim, mas foi criado no Engenho Saco, localizado em Porteiras. A comenda foi-lhe concedida em reconhecimento pela divulgação que o conhecido escritor caririense vem fazendo da história e da cultura daquele município.
Nossa Senhora da Conceição é a padroeira de Porteiras. Esta devoção mariana é herança da colonização portuguesa. Registra a História que em 25 de março de 1646, o Rei Dom João IV se consagrou solenemente a Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, tomando-a como padroeira de Portugal e das colônias integrantes do Império luso. Entre essas colônias portuguesas estava o Brasil.
Desde aquela data, ou seja, há 364 anos, o Brasil tem Nossa Senhora da Conceição como sua padroeira, pois mesmo separado politicamente de Portugal a partir de 7 de setembro de 1822, a mesma invocação mariana regeria os destinos da nossa pátria, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Segundo o historiador Armando Alexandre dos Santos: “A consagração de 1646 marcou profundamente a História de Portugal e, como não podia deixar de ser, também a brasileira. Desde então, nunca mais os reis portugueses puseram a coroa na cabeça, porque sempre se entendeu que a legítima Soberana de Portugal e seus domínios era Nossa Senhora”.
No tocante à devoção a Nossa Senhora da Conceição no município de Porteiras, o Padre Antônio Gomes de Araújo escreveu que aquela cidade surgiu no século XIX, oriunda de uma fazenda com esse nome, propriedade do Padre Valério Gomes de Castro, que lá construiu a primeira capela dedicada à Virgem da Conceição. Em 1884, passou por Porteiras o Padre Ibiapina, o qual liderou junto aos habitantes daquela localidade a construção de uma nova igreja e do cemitério. Mas foi somente em 1958, que o segundo bispo de Crato – Dom Francisco de Assis Pires – criou a Paróquia de Porteiras, designando como pároco provisório o Padre Pedro Inácio Ribeiro, vigário de Brejo Santo. Somente em 18 de janeiro de 1959 tomou posse o primeiro vigário de Porteiras, Padre Jacques Matos Milfont.
A devoção a Nossa Senhora da Conceição está umbilicalmente ligada à história de Porteiras. Esta a razão porque a Câmara de Vereadores daquela cidade criou a Comenda Nossa Senhora da Conceição para ser outorgada às pessoas que se destacam na divulgação e serviços prestados aquele município. O médico Napoleão Tavares Neves é uma dessas pessoas.
Nossos parabéns ao ilustre intelectual pela homenagem que lhe foi feita pelos porteirenses.

Armando Lopes Rafael - Historiador
(Publicado no "Jornal do Cariri", edição de 13 de abril de 2010)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cid Gomes não vai as homenagens para Dilma.


Dilma Rousseff está neste momento na Câmara Municipal de Fortaleza para receber o título de cidadã da cidade. Convidado, o governador Cid Gomes (PSB), irmão do deputado Ciro Gomes (PSB), não compareceu. Mandou seu vice, Francisco Pinheiro (PT). O responsável pelo roteiro de viagens de Dilma deveria ser premiado com um aumento de salário.

Cid e a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, do PT, estão às turras. Luizianne procura uma aliança com o PR de Lúcio Alcântara para lançar candidato contra Cid.

Cid procura se entender com o senador Tasso Jereissati (PSDB). Se esse entendimento der certo, Cid estará no palanque de José Serra. Esta tarde, na residência oficial do governador do Ceará, houve um encontro de empresários para discutir a montagem de um estaleiro em Fortaleza. Cid é a favor do estaleiro. Luizianne, contra.

Convidada por Cid, Luizianne compareceu. Cid faltou. Mandou seu chefe da Casa Civil. Dica para a próxima viagem de Dilma: a Bahia. A situação por lá está uma maravilha depois que Geddel Vieira Lima (PMDB), candidato ao governo, atraiu para seu lado o PR do senador Cesar Borges, candidato à reeleição.
Fonte Blog do Noblat.

Conversa entre duas mortas - Enviado por Klebia Fiuza

Morri congelada. - Ai que horror!!! Deve ter sido horrível! Como é morrer congelada? - Bom, no começo é muito ruim: primeiro são os arrepios, depois as dores nos dedos das mãos e dos pés, tudo congelando.. . Mas, depois veio um sono muito forte e eu perdi a consciência. - E você, como morreu? - Eu ?????? Morri de ataque cardíaco.
- Eu estava desconfiada que meu marido estivesse me traindo. Então, um dia cheguei em casa mais cedo, corri até ao quarto e ele estava na cama, calmamente assistindo televisão. Ainda desconfiada, corri até o porão para ver se encontrava alguma mulher escondida, mas não encontrei ninguém. Depois, corri até o segundo andar, mas também não vi ninguém.
Então, subi até o sótão e, ao subir as escadas, esbaforida, tive um ataque cardíaco e caí morta. - Puxa que pena... Se você tivesse procurado no freezer, nós duas estaríamos vivas !

A mulher nos tempos bíblicos – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Na época em que Jesus viveu, os homens judeus iniciavam suas orações diárias no muro das lamentações, agradecendo a Deus por não terem nascido mulher: “Bendito Aquele que não me fez pagão, que não me fez mulher e não me fez lavrador.” Por esta oração, vemos que três classes eram completamente inferiorizadas e discriminadas: os não judeus, a quem eles denominavam pagãos, as mulheres e os trabalhadores do campo. A mulher era totalmente subjugada ao homem, numa quase escravidão, praticamente sem nenhum direito. Não podia deixar os cabelos à mostra, nem ensinar ou dar testemunho. Era considerada impura quando menstruada. Ao dar à luz um menino se tornava impura durante sete dias. E deveria aguardar a purificação do seu sangue durante trinta e três dias, não podendo freqüentar o santuário ou tocar em qualquer objeto sagrado. Se a criança fosse uma menina esse tempo duplicava. (Lv 12; 1-5). Era também proibido a uma mulher estar sozinha com um homem. “Qualquer um que fale muito com uma mulher é causa de mal para si mesmo, descuida da Lei e termina na Geena”, sentenciava o Talmude em um de seus tratados, o “Pirqe Aboth”, o “livro das sentenças dos sábios”.

Ao homem era permitido repudiar sua mulher por um motivo qualquer e lhe dar uma carta de divórcio. (Dt 24,1). À mulher era-lhe negado até o direito de escolher seu próprio marido. E geralmente as mulheres judias casavam com esposos escolhidos pelos pais e que muitas vezes somente os conheciam no dia do casamento.

O matrimonio judeu de então era realizado em duas etapas: o “esponsal”, cerimônia na qual os nubentes eram declarados marido e mulher. Nessa fase a moça estava com doze anos de idade e o rapaz com dezoito anos. Após essa cerimônia, cada um dos noivos voltava para a casa de seus pais. Decorrido um ano, realizavam-se as núpcias, e então, marido e mulher passavam a ter vida em comum.

Se por acaso, uma mulher fosse flagrada em adultério durante essas duas fases do matrimônio deveria ser apedrejada. Se o adultério fosse após as núpcias ela seria estrangulada. Já o homem, somente cometeria adultério se a mulher com a qual mantivesse relação sexual fora do casamento fosse judia e casada. Portanto o homem poderia se relacionar com todas as mulheres solteiras e pagãs, desde que não judias.

A mulher declarada adúltera que os fariseus apresentaram a Jesus para que ele ditasse a sentença de apedrejamento foi uma dessas meninas vivendo entre as duas fases do seu casamento. Era uma armadilha que os fariseus prepararam para acusar Jesus. E ele escrevendo na areia, talvez, quem sabe, os inúmeros pecados cometidos por aqueles acusadores, respondeu: “Quem entre vós não tiver pecado, atire nela a primeira pedra.” “E todos se retiraram um a um, começando pelos mais velhos.” (Jo 8,7). E esses mais velhos que o evangelista cita, não são os velhos em idade, mas os presbíteros, entre eles escribas e fariseus que apesar do prestigio e do direito de julgar, se fragilizavam a qualquer ameaça de serem desmascarados.

Alguns trechos do Antigo Testamento nos revelam o preconceito contra a mulher naquela época. No livro do Eclesiástico ou Sirácida, lemos as seguintes referências: “Nenhuma ferida é como a do coração, e maldade nenhuma é como a da mulher!” (Sr 24,12). “Prefiro morar com um leão ou dragão a morar com uma mulher maldosa. A maldade de uma mulher transforma seu aspecto e seu rosto sombrio lhe dá o ar de um urso.” (Sr 24; 15-16). “A mulher está na origem do pecado e é por causa dela que todos nós morremos.”(Sr 25; 24).

O nascimento de uma mulher era considerado uma grande desgraça para a família judia. E quando já existiam duas filhas mulheres, a terceira deveria ser abandonada fora das vilas e cidades. Se por acaso, a recém-nascida sobrevivesse aos lobos e animais carnívoros, era recolhida pelos mercadores de escravos que, de manhã cedo, percorriam as periferias das cidades e das vilas à procura dessas meninas, para criá-las como escravas e destiná-las à prostituição.

Em todos os relatos dos Evangelhos em que Jesus é confrontado com uma mulher, convidado a condená-la, ele que veio para salvar através de sua prática, denunciou as inúmeras injustiças contra a mulher, libertando-a da condenação arquitetada pelos doutores da lei.

Atualmente, apesar das leis de muitos países considerarem direitos iguais para homens e mulheres, a mulher continua sendo discriminada pelo arraigado machismo que nos impregna. Quer em relação ao trabalho, ou ao nível salarial, ou quando se submete a qualquer cargo público, a mulher geralmente não é bem vista. E quem de nós ao ver uma mulher cometendo pequena barbeiragem no trânsito não exclamou ainda: “Só podia ser uma mulher!”?

A força da mulher que trabalha, cuida dos filhos, executa e administra os serviços domésticos e ainda dá atenção ao marido fortalece a família. Nós nem imaginamos como ser possível assumir essas múltiplas tarefas depois de um longo dia de trabalhos e preocupações.

A valorização da mulher e sua participação na vida social e política é de fundamental importância para o crescimento das relações sociais. Dosando a sensibilidade e a delicadeza próprias da mulher com a racionalidade e firmeza do homem, viver se tornará mais fácil e agradável. Nós, os homens, devemos valorizar a mulher, pois sem ela a humanidade não existiria.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo


Uma viagem na epoca dos descobrimentos - Por Pedro Silva.

Um sonho de criança. - Bartolomeu! Bartolomeu! – grita uma donzela formosa, com pouco mais de trinta anos. Por todo o lado procurava, mas o seu filho não aparecia em sítio algum. De repente, um franzino jovem surge. Tinha um olhar simpático. O cabelo despenteado. Mas a sua maneira de ser era delicada:- Desculpe, mãe. Estava a brincar no riacho. - Outra vez, Bartolomeu? Mas tu só te sentes bem junto à água? O jovem, envergonhado, encolhe os ombros e responde: - Por acaso… sim! – e corre a abraçar a sua mãe. Estávamos em 1465 e Bartolomeu Dias, nascido em Mirandela, uma belíssima localidade transmontana, dava os primeiros passos na sua futura vida de navegador. Apesar de ter apenas quinze anos, já o seu pai o incentivava a seguir as pisadas de Dinis Dias, seu parente e também famoso navegador.
Mas o nosso Bartolomeu iria ser ainda mais famoso. Porém, nesta altura, ainda o não sabia. Ao jantar, o seu pai, conhecedor por ser de poucos sorrisos e de poucas falas, dirigiu-se ao filho: - Bartolomeu, tua mãe contou-me que passaste o dia junto ao riacho. É verdade? - Sim, pai, é verdade. Perdoe-me. – e o jovem baixou a cabeça, em tom triste.
- Sabes que a vida não é só brincadeira, não sabes? - Eu sei, meu pai, mas… - E olha que a nossa vida tem sido de trabalho. Os sonhos são apenas para quando dormimos. A realidade é bem diferente quando estamos acordados. – afirmou o pai de Bartolomeu Dias.
- Desculpe, pai. Mas isto não é um sonho, eu serei mesmo navegador!
O pai não deixou de esboçar um pequeno sorriso. O empenho do seu filho era de louvar. Dentro do seu coração, o pai de Bartolomeu desejava que este conseguisse ser o mais famoso dos navegadores portugueses. Mas também sabia as dificuldades que o filho teria de enfrentar. “Porém, sonhar não custa”, pensava de si para si. Vivendo um sonho. Pouco anos depois, Bartolomeu Dias despediu-se dos pais e rumou a Sul. O destino era a capital de Portugal, Lisboa. Era lá que todos os sonhos seriam possíveis de conquistar. Até então, passara os seus dias numa pequena povoação do interior do país. Nunca vira o mar, mas sonhara com ele todos os dias de sua vida.
Deslocou-se para Lisboa. Ali estudaria matemática e astronomia na Universidade de Lisboa. Mas, ainda antes de começar a estudar, a primeira atitude que teve ao chegar à capital foi deslocar-se à zona de Belém. A razão? Queria ver o local de onde as caravelas partiam rumo ao desconhecido.
“Que local magnífico!”, pensava Bartolomeu, olhando para tanta agitação. Eram marinheiros que se despediam das suas famílias. Eram vendedores que apregoavam os seus produtos. E, por fim, eram crianças que choravam de saudades ao ver a chegada dos seus pais ou que brincavam indiferentes a tudo o mais.
Com tudo isto sonhara o jovem Bartolomeu Dias quando, pouco tempo antes, partira de Mirandela rumo a Lisboa. Na viagem não parara de fazer perguntas a Dinis Dias, o seu parente que ganhara alguma fama ao comando de caravelas. Queria saber tudo: como se preparava uma expedição; quantos marinheiros levava a embarcação; e, mais importante, quando ele poderia participar. A tudo respondia Dinis com a sua calma de sempre. À última pergunta, respondeu-lhe: “na altura certa, chegará o teu momento de embarcar”.
Os estudos passaram a correr. Tudo aprendia a um ritmo louco tal a ânsia de largar terra firme e aventurar-se no alto mar. Quanto os estudos terminaram, e auxiliado pelo seu familiar Dinis Dias, entrou na corte portuguesa. À sua frente estava D. João II. Assim que o viu, Bartolomeu ajoelhou-se. Era o seu rei que ali se encontrava. Portanto, mandava a educação que lhe fizesse uma vénia. - Levantai-te. – afirmou o soberano. - Obrigado, senhor. É uma honra poder estar aqui na tua presença. – disse Bartolomeu. - O que quereis de mim? – perguntou D. João II, o Príncipe Perfeito. - Senhor, eu gostaria… - a voz parecia não sair, dada a sua timidez. – Eu gostaria de poder participar na próxima viagem a África. O rei pensou um pouco e respondeu: - Pois bem, embarcarás daqui a dois dias, rumo a São Jorge da Mina, a nossa mais importante feitoria. E assim foi. Cruzando mares pela primeira vez chegou em 1484 ao local estipulado pelo rei. Ali esteve algum tempo, aperfeiçoando os seus conhecimentos marítimos e aprendendo os costumes locais.A viagem de uma vida. Tão rapidamente ganhou experiência que, dois anos depois, o rei João II confiou-lhe uma importante missão: descobrir o Preste João das Índias. Desde há alguns anos que em Portugal se contava a história da existência de um rei muito rico que vivia na Etiópia. Esse rei, ao contrário dos reis que o rodeavam, era cristão. Portanto, poderia ajudar D. João II na conquista de novos territórios na África e na Ásia. No entanto, este era o plano secreto. Oficialmente, Bartolomeu Dias tinha como missão investigar as costas do continente africano. Isto para se tentar perceber se seria possível chegar à Índia por mar.Nessa altura, em 1486, ninguém acreditava que fosse possível ultrapassar a zona conhecida por Cabo das Tormentas. Este nome havia sido ganho pelo facto de o mar ser muito perigoso e de muitos barcos ali terem desaparecido.
Mas Bartolomeu Dias não tinha medo de nada. Se o rei lhe havia solicitado essa missão, assim seria cumprida. Na verdade, o navegador, que comandava duas caravelas, não chegou a encontrar qualquer notícia do mítico rei das Índias, o famoso Preste João. Porém, trazia relatos muito entusiasmantes para D. João II. Chegado à corte, Bartolomeu correu para junto do seu rei e declarou: - Senhor, é possível dobrar o Cabo das Tormentas. Eu sei! - Mas como tal será possível, Bartolomeu? – perguntou o monarca.
- Acreditai em mim. Perante tamanha demonstração de optimismo, o rei decidiu, uma vez mais, confiar no seu navegador. Apesar de todos os projectos concretizados pelos portugueses, a cada momento sentia-se a necessidade de ir um pouco mais além. E, neste momento, dobrar o Cabo das Tormentas era o maior desafio da nação. O rei sabia-o, tal como Bartolomeu Dias.
O dia da partida foi igual a tantos outros naquela zona de Belém do século XV. Muita tristeza misturada com enorme dose de esperança. Se, por um lado, já se chorava de saudades do que estava para vir, por outro, havia sorrisos de expectativa em regressarem como heróis. Apenas Bartolomeu Dias se mantinha sereno. As histórias do passado não o atemorizavam. Os muitos barcos e vidas perdidos algures no Cabo das Tormentas, onde um gigante Adamastor afundaria as naus, não intimidavam o nosso Bartolomeu Dias. Ele tinha, do seu lado, a força da experiência e o poder fornecido pela crença nas suas capacidades. Estudara a geografia marítima do local durante alguns anos. Preparara-se enquanto comandante e enquanto marinheiro. Faltava, apenas, concretizar o seu sonho: tornar-se famoso honrando a bandeira de Portugal.
O mês de Agosto de 1487 marcou a partida de Lisboa. O dia estava solarengo. As almas dos marinheiros estavam iluminadas, quiçá do sol ou da esperança de um fruto radioso. Em Dezembro, alguns meses após a partida, chegavam à Namíbia. Era o ponto mais a sul que havia sido registado pelos portugueses. A partir daí, apenas o desconhecido imperava.
É então que o tempo deixa de ajudar. Uma violenta tempestade abate-se sobre a expedição marítima. Bartolomeu Dias manteve-se calmo, apesar do temor da sua tripulação. Voltava a pairar o medo de um acidente fatal. Durante treze dias andaram à deriva, procurando a costa, mas não a encontrando. Na verdade, ainda que não o soubessem, andavam bem perto. Passado algum tempo, aproveitando o vento favorável, navegou para nordeste. Sem saber, tinha concretizado um feito histórico, dobrar o Cabo das Tormentas. Porém, apenas viria a aperceber-se do que fizera na viagem de regresso. Ao regresso fora obrigado pela tripulação que, supersticiosa, temia pelo súbito aparecimento do mítico Adamastor. Mas nada disso aconteceu e quando perceberam que haviam cruzado o ponto mais complicado de África, todos se sentiram muito felizes. Lançaram os braços ao Céu, em jeito de agradecimento e alívio da tensão acumulada.
Ao regressarem a Lisboa foram acolhidos como heróis. O rei veio recebê-los pessoalmente e dar-lhes outra boa novidade: a partir daí, em homenagem aos bravos marinheiros, o Cabo chamar-se-ia da Boa Esperança, pois permitiria chegar à Índia por mar. - Obrigado Bartolomeu. – disse o rei, olhando para o navegador entretanto regressado do alto mar. - Senhor, apenas cumpri o meu dever. Tanta humildade encerrava no seu coração. E tanta vontade de servir o seu país. Assim como de estar junto à água, tal como quando era criança. Pouco depois, partiu na expedição de Vasco da Gama, que viria a tornar real o Caminho Marítimo para a Índia. E, em 1500, fez igualmente parte da missão de descoberta do Brasil, liderada por Pedro Álvares Cabral.
Tudo o que se seguiu ao feito principal, ou seja, o agora chamado Cabo da Boa Esperança, foi, para Bartolomeu Dias, apenas um justo acréscimo ao seu currículo de navegador.
Bartolomeu Dias foi a Boa Esperança que necessitávamos para tornar Portugal um importante país de comércio e de navegação marítima. Sem ele, provavelmente, não haveria, hoje em dia, tanto interesse na História dos Descobrimentos Portugueses…

Autor: Pedro Silva

domingo, 11 de abril de 2010

Crato - humanizando o transito - Por Vicente Almeida



Nos últimos dias de março, a engenharia de transito do Crato, efetuou uma alteração na sinalização, há muito reclamada, no cruzamento da Praça da Sé com a Rua Ida Bilhar e Dom Quintino.

Essa modificação permitiu um rápido escoamento do fluxo de veículos naquela área, uma vez que a partir de então, os veículos passaram a circular a praça e seguir seu destino, sem se demorar no sinal como era antes.

Simultaneamente, foi também inibido o estacionamento entre os grandes oitizeiros, pois tínhamos assim três fileiras de veículos estacionados, dificultando o transito de veículos de grande porte naquele pequeno trecho.


Parabéns a quem de direito.