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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 31 de março de 2018

037 - O Crato de antigamente - Antônio Morais.

O cronista esportivo Wilton Bezerra não me conhece. Mas, eu o conheço. 

A primeira vez que o vi foi em 1969 em Crato, no campo do Esporte, hoje uma área ocupada pela Urca. Naquele tempo não existiam cabines de rádio, Wilton estava junto ao Foguinho, Francisco Silva, na beira do campo desenrolando  uns fios e montando os equipamentos para a transmissão da partida de ida entre  Crato e Juazeiro pela decisão do intermunicipal daquele ano.

Logo no inicio do primeiro tempo Juazeiro fez dois a zero, gols do Gílson Magazine e do Joãozinho. 

No segundo tempo o Crato empatou com dois gols do Pangaré.

Na segunda partida em Juazeiro um novo empate, 1x1, então, houve a melhor de três em Fortaleza e o selecionado Juazeirense se sagrou o campeão. 

Neste tempo via-se craques como Antônio Pé de Pato, Netinho, Fruta Pão, Chico Curto e Pangaré pelo Crato,  e Nego Lino, Alexandre, Gílson e Joãozinho por Juazeiro do Norte. 

Eu sou um admirador do Wilton, ele só perde para o Sebastião Belmino, o Sebastião é mais palhaço. 

036 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais



Foto - Comentarista e cronista esportivo Wilton Bezerra  e o craque  Anduiá, um fora de série no seu tempo.

"De tempos em tempos, nos times de futebol, nas cidades da região surgem jogadores fantásticos. Na década de 60 do seculo passado, Juazeiro contava, na sua seleção, com o desempenho de um fora de série : Beato.

Certa vez, Juazeiro jogava com  a Seleção Cratense  e perdia pelo escore de 7 X 0; e foi quando só faltavam  5 minutos para terminar a partida, que um gaiato gritou do meio da "galera": Empata o jogo Beato"!

040 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



Identificação :  em pé da esquerda para direita :  Mascote, Carlito, João de Amadeu, Nenen de Canuta, Otacílio Correia, Toinho de Abigail,  Dr. Vasco, Valdir e Joaquim Diniz.
Agachados na mesma direção : Rubens Diniz, Inácio, Silva Teté, Perna Santa, Zezinha e Tinteiro.

No final da década de 50 do século passado,  pra ser exato 1959, foram acertadas duas partidas de futebol entre as equipes de Várzea-Alegre e Lavras de Mangabeira.

Ficou acertado que  o primeiro jogo seria em Lavras e que o juiz seria importado de Crato, com todo o poder e decisão para que  não houvesse interveniência  do poder local. Convidou-se então Almério Carvalho  conceituado radialista e escritor que em horas  vagas se metia a arbitrar futebol.

Contrato  firmado e  assinado por Luiz Otacílio Correia representante da liga  desportista de Várzea-Alegre e pelo Coronel Raimundo Augusto prefeito de Lavras da Mangabeira.

O Jogo transcorria  normalmente  até  40 minutos do segundo tempo quando  um zagueiro de Lavras segurou o atacante de Várzea-Alegre Nenê de Canuta pela cintura dentro da pequena área. O juiz marcou pênalti.

Começou o sururu, o cu de boi. Foi não foi. Bate não bate. Chamaram o Coronel Raimundo Augusto que do alto de sua sabedoria e disciplina chamou o juiz e disse:  O senhor é quem conhece a regra, marcou está marcado. Mande cobrar a penalidade.

Bateram o pênalti  e converteram em gol. Terminada a comemoração  o Coronel Raimundo Augusto chamou o arbitro e determinou: Agora mande bater dois do outro lado.

Monarquistas brasileiros aderem aos protestos de rua marcados para a próxima 3ª feira, dia 3


    Na próxima terça-feira, dia 3 de abril, os brasileiros de bem irão novamente às ruas, de norte a sul do Brasil, para manifestar seu repúdio à corrupção generalizada de nossas instituições públicas e para exigir que o Supremo Tribunal Federal, representação máxima do Poder Judiciário em nosso País, cumpra com suas obrigações de forma idônea e honesta, sem favorecer quem quer seja.

    A Casa Imperial do Brasil, através do seu Secretariado, a Pró Monarquia, apóia as manifestações do dia 3, e estará junto ao seu povo nessa nova ocasião em que lutaremos por um Brasil mais justo e próspero para todos os brasileiros. Cabe a nós, monarquistas, mostrar a nossos patrícios que a restauração da Monarquia Constitucional é a solução natural para os problemas que afligem o Brasil; com um Imperador, teremos uma figura acima das querelas partidárias e das paixões políticas, velando sobre o bom funcionamento das instituições e inibindo as más-tendências dos homens e mulheres públicos.

    No início da próxima semana, publicaremos a relação completa de cidades onde serão realizadas as manifestações e dos pontos de encontro dos monarquistas.

     A hora da Monarquia é agora!
Fonte: Facebook "Pró Monarquia"

STF é parte de “corpo em decomposição - Fernando Gabeira.

Em artigo no Globo, Fernando Gabeira diz se sentir como imigrante no Brasil ao assistir a uma sessão do STF.

“O Brasil que habitava desde a redemocratização pelo menos tinha esperanças. O que se vê hoje é o declínio de toda a experiência democrática das três últimas décadas. O sistema político foi engolfado pelos custos de campanha, corrompeu-se e perdeu o contato com a sociedade.

O Supremo mostrou-se uma parte apenas desse corpo em decomposição. Não apenas pelo mérito de sua discussão, mas também pela forma. Quem iria supor que num momento histórico um ministro iria alegar, ao vivo, uma viagem para interromper a decisão? Ou que, também num momento histórico, era necessário respeitar o horário regimental?

Levamos o Brasil mais a sério. É impensável que, numa grande questão nacional, se reunissem por duas horas, fizessem uma hora de lanche e voltassem cansados, sem condições de raciocínio.”

O bilhete de check-in de Marco Aurélio Mello e a alegação de Ricardo Lewandowski de eventual cansaço na sessão de suposto julgamento do HC de Lula são cenas que jamais deixarão de indignar os brasileiros de bem.

Financial Times sobre Lula: é finalmente 'tchau, querido'?



LONDRES - Usando a expressão em português, o site do jornal britânico Financial Times perguntou se finalmente é "tchau, querido" para o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. 

Em sua página na internet, o jornal britânico diz que a verdade tem competido com ficção na política brasileira, mas a primeira saiu vitoriosa, e a potencial desqualificação do ex-metalúrgico para concorrer à eleição presidencial "revela o vácuo de liderança que está no coração da política do País".

Na véspera do dia D para Lula, 500 procuradores e juízes vão ao STF por prisão em segunda instância.

A publicação conta que, na parte real do drama, um ônibus da caravana de Lula foi baleado enquanto o líder populista viajava pelo Sul do Brasil, deixando buracos de bala, mas não vítimas. Ainda não foram identificados culpados no ataque. 

O petista vem como o mais forte esquerdista, com 36% das intenções de voto nas eleições de outubro - o dobro de seu rival mais próximo - e estava em campanha na região em uma última tentativa de aumentar o apoio público antes de um julgamento crítico na próxima semana.

Conforme o FT, Lula já tem "praticamente um pé na cadeia" depois de ser condenado por corrupção por receber favores de uma construtora. De acordo com a lei brasileira, uma vez que uma condenação é confirmada por um tribunal de apelação, um criminoso deve apresentar quaisquer recursos adicionais aos tribunais superiores a partir do "conforto" de sua cela de prisão.

035 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Todo cratense nascido  da década de 60 em diante conheceu o cabo Toureiro ou conhece sua historia. Um policial honrado,  honesto e cumpridor  de seus deveres  que nasceu na cidade de Jardim e  viveu no  Crato onde servia a gloriosa policia militar do Ceará. 

Brando e humano, sério sem ser sisudo, enérgico quando necessário assim  conquistou  a admiração  dos cratenses. 

Conta a historia, que em homenagem  a sua terra natal,  no dia do município daquele ano, Toureiro  resolveu levar uma equipe de Crato para um amistoso  em Jardim. Já foi difícil encontrar uma equipe que  aceitasse o desafio, pois  a fama que rondava  a região era  que a torcida local era  violente e muitas vezes os visitantes  retornavam  com  cabeça  furada por apedrejamento.

Com a garantia de fazer a devida  segurança e também a arbitragem, Toureiro  convenceu  o Esporte Clube do Crato a fazer a homenagem. 

O jogo transcorria normal até Toureiro marcar um pênalti contra  o time local. Antes  que o sururu começasse Toureiro colocou a bola na marca da cal. Para surpresa nenhum jogador  do Esporte teve atrevimento de fazer  a cobrança de tanto  medo. Toureiro, o juiz não mediu  distancia : Bateu o pênalti  que convertido em gol deu a vitoria ao Esporte  pelo escore de 1 x 0, gol do juiz.

Cabo Toureiro já é falecido e era o pai do nosso amigo repórter, fotografo e cronista Wilson Bernardo a quem dedico esta postagem..  

sexta-feira, 30 de março de 2018

107 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


 Historias de Sertanejos - Antonio Morais.

O Cacimiro Bento, do Açude Velho, município de Piquet Carneiro, de início, era uma pessoa normal. Casou-se, nasceram muitos filhos, porém depois de quarenta anos, apareceram uns problemas e ficou amalucado. Não era totalmente débil mental, mas, muito ingênuo mesmo. As conversas dele não tinham pé nem cabeça. Enviuvou, e passou a morar na casa dos filhos, uns dias na de um, outros dias na casa de outro, e assim por diante.

Quando se encegueirava por uma coisa não tinha quem o arredasse. No começo da década de 1940, cismou de ir passar uns meses na casa de uma filha em São Paulo. Insistiu até arranjarem dinheiro para ele viajar, àquela época de navio, em companhia de pessoas conhecidas. Passou por lá um ano ou mais e, de novo, começou a insistir para voltar. Era no quente da segunda grande guerra, de vez em quando se sabendo notícias de navios afundados pelos alemães, por isso, a filha temia em deixar seu pai viajar de navio, pois, naquele tempo não havia outro meio de transporte, porém, insistiu tanto que o jeito foi ela concordar embora sabendo do grande perigo.

Arranjou passagem, embarcou ele no porto de Santos e telegrafou para a família. Aconteceu que com oito ou nove dias de viagem o navio foi torpedeado. Correu a notícia: “o navio que Cacimiro viajava afundou e não se salvou ninguém”. A família em Piquet Carneiro quando soube, ficou muito aflita e botou luto. Passados uns dois ou três anos, eu estava um dia hospedado na casa do meu parente, o Chico do Zeca, em Fortaleza, saí pra rua e quando voltei avistei o Cacimiro bem sentado na casa onde eu estava hospedado, e sem querer acreditar, perguntei: “É o Cacimiro Bento mesmo?” E ele com aquela mesma cara de pateta, só fez dizer “éééé”.


Ai fomos quebrar cabeças para saber como foi que ele se salvou do naufrágio do navio. Ele contou uma estória que quase não acabava mais e no final tiramos à conclusão de que o caso aconteceu mais ou menos assim: quando o navio chegou ao Rio de Janeiro demorou um pouco; o Cacimiro então saiu e foi pedir para um rapaz desconhecido trocar uma cédula de dez mil réis; o rapaz respondeu que não podia, mas, se ele quisesse ia ali trocar o dinheiro e voltaria já; ele concordou e depois de esperar muito pelo rapaz, faltou à paciência e saiu para procurá-lo na rua; nem encontrou e nem acertou mais voltar; começou a se lastimar de rua em rua, até que um senhor se compadeceu e o levou para a casa, onde ficou trabalhando, zelando o jardim; depois, este mesmo senhor arranjou uma passagem e o mandou para o Ceará, visto que a guerra já havia terminado.

Passou mais de três anos na casa desse senhor. No dia seguinte viajávamos de trem para o interior, sentados na mesma cadeira, e de vez em quando eu o notava querendo rir. Perguntei-lhe porque estava rindo e ele respondeu: “maginano, quandeu chegá lá, o avoroço do povo cum medo deu”....

No Inferno - Postagem do Antônio Morais.

Estava fazendo um grande verão, a lavoura já secando, mas, todas as noites avistavam um relampinho bem longe no rumo do nascente. Amanhecia o dia e chuva nada.

O Chico Biloto, um caboclo de Acopiara, aproveitando a viagem que um vizinho seu teve que fazer ao Aracati, a fim de comprar cereais, em costas de burros, disse para a mulher: “Rosara, eu vou "pu Aracati tombem", quero vê onde diabo é aquele relampo todo dia!

Chegou no Aracati, sempre avistando o relampinho em frente. Deixou os companheiros e foi até a beira da praia, e de lá avistou o mesmo relampinho bem longe, no alto mar.

Danadinho de raiva voltou. Quando chegou em casa a mulher perguntou: “adonde é o relampinho, Chico?

E ele ainda com muita raiva, respondeu: “no inferno...”A mulher que era muito católica, começou a se benzer, dizendo: “Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria...”

SEXTA DE TEXTOS – Sávio Pinheiro


A CEGONHA.

Dedico ao meu irmão Francisco Carlos Pinheiro

Céu claro, sem nuvens, sol em zênite. Pele escaldante, suor em demasia. Mente confusa, porém determinada. Pontuou-se, assim, o cenário daquele longínquo 07 de Junho de 1963. Na calçada alta da casa do seu avô Vicente, atrás da igreja matriz, o pequeno José, de cinco anos de idade, fixava o seu olhar no telhado da casa em frente, pertencente à sua família, enquanto a sua mãe, Maria, sentia fortíssimas contrações sob o olhar astuto da dedicada parteira Elihua.

12h15. Um choro forte de criança e o sorriso franco de um pai demonstravam ao mundo, o nascimento de mais uma criaturinha, que surgira para assegurar a perpetuação da espécie humana determinada por Deus, desde Gênesis. Acabara de nascer o envolvente Francisco.

A data premiada para ser o dia da grande confirmação presencial da chegada da cegonha tornou-se, para aquela criança curiosa, um momento de grande descrença e de enorme frustração. Descrença, por não querer acreditar que aquele nascimento havia consumido a sua esperança de presenciar, in loco, um fato realístico; e frustração, por ter vislumbrado a certeza, cujo mundo que o tinha criado, era fantasioso por fazê-lo acreditar numa pérola inexistente.

A semana de espera a procura de uma verdade, que ele se esquivava em confirmar, mas que a sua curiosidade efervescente o pôs à prova, fê-lo com que se tornasse, instantaneamente, um ser eufórico, intempestivo e descrente. A cara do mundo que ele insistia em acreditar havia se mostrado hipócrita, e acabado, de vez, o semblante inebriante da beleza indecifrável da fantasia.

A cegonha, que até então, habitara o seu imaginário como símbolo de uma verdade absoluta, passa a ser, doravante, um simples pássaro, tendo como marca principal a sua característica dócil e protetora, que dedica atenção especial às aves doentes e mais velhas. Num passo de mágica, a enviada de Deus foi rebaixada do cargo de perpetuadora da criação humana para ave comedora de répteis na beira dos pântanos. Que decepção!

Naquele dia, o pequeno José viveu um São Tomé invertido, tendo de Ver para não Crer.

Primeiras ações da Lava Jato no STF serão julgadas neste semestre, diz Fachin.



Processos da Lava Jato começam a ser julgados neste semestre. O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin afirmou ontem (29) que ainda neste semestre deverão ser julgadas as primeiras ações penais originárias na Corte. A informação é do jornal Estadão.

Fachin afirmou que as ações tramitam "à luz das garantias processuais dos direitos fundamentais, mas fazendo a operação ter seu ritmo normal".

Bife na Quinta-Feira Santa - Por Antônio Morais.


Manuel de Antônio Leandro do Sanharol, resolveu ir para São Bernardo por volta da década de 60 do século passado. Já estavam por lá vários de seus irmãos, Benedito, José, Chagas, Nonato e Geovani.

O Manuel levou azar. Chegou em um momento que não estava fácil encontrar emprego. Passou dez dias na casa de um irmão, dez na casa de outro e assim ia levando a vida. Um belo dia teve noticias que uma empresa em Osasco estava precisando de mão de obra e Manuel seguiu até lá.

Foi fácil, na mesma semana já estava trabalhando. Na Quinta-feira maior, quando chegou a hora do almoço, o Manuel chegando no refeitório preparou uma bandeja com um bife pesando 200 gramas e começou a degustar. Um conterrâneo olhou para Manuel e disse: Manuel, como é que você vai comer carne na quinta-feira maior? 
Manuel respondeu: eu como que o padre Mota não está vendo.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Tudo passa – Por Armando Lopes Rafael

REPRISE.
No Café Joaquim Patrício, na Rua Bárbara de Alencar, encontrei-me casualmente com Lindemberg de Aquino. Adoentado e meio sumido, reclamei dele pelo fato de que nunca mais ter participado de nenhum evento em Crato, cidade que foi (ainda é) o maior amor de Lindemberg, à qual ele devotou sua juventude, sua inteligência. e muitas lutas em prol do desenvolvimento da “Cidade de Frei Carlos”.

Lindemberg disse-me que, naquele que foi o objetivo maior da sua vida, sofreu desgastes, perdeu amizades e até esqueceu de se preparar para a velhice. Hoje ele sobrevive com pequena pensão do INSS e a constatação de uma verdade: TUDO PASSA.


Isso me fez lembrar de uma história que me foi contada e que compartilho com você, caro leitor.


Havia, certa vez, um rei sábio e bom, que já se encontrava no fim de sua vida e preocupava-se com o legado a deixar para seu herdeiro. Foi então que convocou o seu maior sábio e encomendou-lhe uma frase para gravar em seu anel, uma mensagem que o confortasse nos momentos de glória e de dor extrema, um legado que o fizesse sempre manter a esperança e a humildade. Assim o sábio o fez e entregou ao rei o tal anel com a inscrição que deveria ser passado ao herdeiro como uma relíquia familiar.

Certo dia, pressentindo a chegada da morte, chamou seu único filho, que o sucederia no trono, tirou do dedo o anel e deu-lhe dizendo: - Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando estiveres vivendo situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele.

E o rei morreu, e seu filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando o anel que o pai lhe deixara. Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho, que acabaram culminando numa terrível guerra.

O jovem rei, à frente do seu exército partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, seus companheiros lutavam bravamente; mortos, feridos, tristeza, dor, o rei lembra-se do anel; tira-o e lê a inscrição:


ISTO TAMBÉM PASSARÁ
E ele continua a luta. Perde batalhas, vence outras tantas, mas ao final, sai vitorioso. Retorna, então, ao seu reino e, coberto de glória, entra em triunfo na cidade. O povo o aclama. Neste momento ele se lembra do seu velho e sábio pai. Tira o anel e lê:


ISTO TAMBÉM PASSARÁ.

034 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais


Nosso querido amigo  locutor,  repórter e apresentador  Mazinho.

Na década de 1980, o nosso amigo de saudosa memória  Elói Teles de Morais assumiu a direção da Radio Araripe do Crato, a Pioneira.

De inicio reuniu todo o pessoal e distribuiu atribuições. Ao Mazinho coube visitar os bairros do Crato e encontrar noticias que seriam apresentadas de forma extraordinárias e ao vivo. O público foi preparado através de anúncios por um período de 30 dias.

Finalmente Mazinho caiu em campo. A música característica anuncia e o repórter entra em ação : "Atenção senhores e senhoras ouvintes da Rádio Araripe, a pioneira, aqui fala o seu repórter Mazinho, nossa equipe se encontra no Bairro Seminário, na rua da Misericórdia.

O morador da residência de numero 71 que já tentou suicídio por cinco vezes e não conseguiu, desta feita, sua tentativa foi coberta de pleno exito. "Está pendurado na linha da cumeeira da casa aguardando a chegada do pessoal do corpo de Bombeiro".

Bem, não restou outra coisa a fazer, se não acabar com o programa. E foi a decisão tomada pelo grande Elói Teles.


O Brasil de hoje não é uma democracia; provavelmente nunca foi –– por José Roberto Guzzo (*)

A verdade é que o atual regime brasileiro não consegue dar ao cidadão nem sequer o direito à própria vida — um mínimo dos mínimos, em qualquer país do mundo
 O povo aprende mesmo? - Congresso Nacional: quase metade dos parlamentares tem algum tipo de problema com a Justiça (Pedro França/Agência Senado)

     O Brasil de hoje não é uma democracia; provavelmente nunca foi. É verdade que nos últimos trinta anos a “sociedade brasileira”, essa espécie de espírito santo que ninguém entende direito o que é, mas parece a responsável por tudo o que acontece no país, tem brincado de imitar Estados Unidos, Europa e outros cantos virtuosos do mundo. A tentativa é copiar os sistemas de governo que existem ali — nos quais as decisões públicas estão sujeitas à igualdade entre os cidadãos, às suas liberdades e à aplicação da mesma lei para todos. Os “brasileiros responsáveis”, assim, fingem que existem aqui “instituições” — uma Constituição com 250 artigos, três poderes separados e independentes uns dos outros, “Corte Suprema”, direitos civis, “agências reguladoras”, Ministério Público e as demais peças do cenário que compõe uma democracia.

    Mas no presente momento nem a imitação temos mais — pelo jeito, os que mandam no Brasil desistiram de continuar com o seu teatro e agora não existe nem a democracia de verdade, que nunca tivemos, nem a democracia falsificada que diziam existir.

     Como pode haver democracia num país em que onze indivíduos que jamais receberam um único voto governam 200 milhões de pessoas? Os ministros do Supremo Tribunal Federal, entre outras manifestações de onipotência, deram a si próprios o poder de estabelecer que um cidadão, por ser do seu agrado político, tem direitos maiores e diferentes que os demais. Fica pior quando se considera que sete desses onze foram nomeados, pelo resto da vida, por uma presidente da República deposta por 70% dos votos do Congresso Nacional e por um presidente hoje condenado a mais de doze anos de cadeia. Mais: seus nomes foram aprovados pelo Senado Federal do Brasil, uma das mais notórias tocas de ladrões existentes no planeta.

      Querem piorar ainda um outro tanto? Pois não: o próximo presidente do STF será um ministro que foi reprovado duas vezes seguidas no concurso público para juiz de direito. Quando teve de prestar uma prova destinada a medir seus conhecimentos de direito, o homem foi considerado incapaz de assinar uma sentença de despejo; daqui a mais um tempo vai presidir o mais alto tribunal de Justiça do Brasil. Outro ministro não vê problema nenhum em julgar causas patrocinadas por um escritório de advocacia no qual trabalha a própria mulher. Todos, de uma forma ou de outra, ignoram o que está escrito na Constituição; as leis que valem, para eles, são as leis que acham corretas.    Democracia?

      Democracia certamente não é. A população não percebe isso direito — e a maioria, provavelmente, não ligaria muita coisa se percebesse. Vale o que parece, e não o que é — o que importa é a “percepção”, como se diz. Como escreveu Dostoievski, a melhor maneira de evitar que um presidiário fuja da prisão é convencê-lo de que ele não está preso. No Brasil as pessoas estão mais ou menos convencidas de que existe uma situação democrática por aqui; há muitos defeitos de funcionamento, claro, mas temos um sistema judiciário em funcionamento, o Congresso está aberto e há eleições a cada dois anos, a próxima delas daqui a sete meses. Os analistas políticos garantem que o regime democrático brasileiro “está amadurecendo”. Quanto mais eleições, melhor, porque é votando que “o povo aprende”.

(*) José Roberto Guzzo é jornalista e trabalha para a revista VEJA

Comentários
Armando Rafael escreveu Gostei do artigo. É longo. Se fosse publicado na íntegra pouca gente leria. Mas, é verdade. Democracia é quando todos têm direitos iguais. Isso não acontece aqui. Como disse o autor do artigo:"Não existe democracia quando os governos são escolhidos por um eleitorado que tem um dos piores níveis de educação do mundo".
"Como falar em democracia num país que tem mais de 60.000 assassinatos por ano?"
Quando os Arautos do atraso pedem o fim da intervenção policial no Rio de Janeiro e o fim da Polícia Militar?
"Direitos" só existem no papel. Na alardeada "Constituição Cidadã"...
No Brasil onde impera a demagogia, principalmente a que vem da esquerda troglodita.
Vejamos um trecho deste artigo:
"O brasileiro comum se aposenta com cerca de 1 200 reais por mês, em média, não importando qual tenha sido o seu último salário. O funcionário público, por lei, se aposenta com o salário integral; hoje, na média, o valor está em 7 500 mensais. Os peixes graúdos levam de 50 000 mensais para cima. São cidadãos desiguais e com direitos diferentes"
"É só olhar durante um minuto quem a população do Rio de Janeiro, em eleições livres e populares, escolheu para governar seu estado e sua cidade nos últimos trinta anos. Eis a lista: Leonel Brizola, Anthony Garotinho, a mulher de Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Sérgio Cabral (possivelmente o maior ladrão da história da humanidade), Eduardo Paes e, não contente com tudo isso, um indivíduo que se faz chamar de “Pezão”. Assim mesmo: “Pezão”, sem nome nem sobrenome, como jogador de futebol do Olaria de tempos passados. Que território do planeta conseguiria sobreviver à passagem de um bando desses pelo governo e pela tesouraria pública? É óbvio que tais opções, repetidas ao longo de trinta anos, têm consequências práticas. O Rio de Janeiro de hoje, com sua tragédia permanente, é o resultado direto de uma democracia que faliu de ponta a ponta."


Lula virou o principal cabo eleitoral de Bolsonaro - Por Josias de Souza.


De todas as declarações que Jair Bolsonaro costuma fazer, a mais inverídica é justamente a que ele mais repete: “Eu quero Lula em cana”. Em verdade, a prisão de Lula é o que Bolsonaro menos deseja. Condenado e inelegível, Lula radicalizou o discurso, isolando-se à esquerda. Bolsonaro, um ex-capitão do Exército de ideias ultraconservadoras, faz da aversão a Lula sua principal plataforma. Entre um extremo e outro, proliferam as candidaturas que não conseguem empolgar o pedaço do eleitorado que foge do radicalismo.

Por uma conveniência mais penal do que eleitoral, Lula mantém sua candidatura na rua mesmo sabendo que ela deve ser formalmente barrada pela Justiça Eleitoral entre o final de agosto e início de setembro. E Bolsonaro acende uma vela para o Supremo Tribunal Federal, rezando para que a maioria das togas defira em 4 de abril o pedido de Lula para não ser preso. Atrás das grades, Lula poderia apressar o lançamento de Fernando Haddad. E o Plano B do PT esvaziaria 50% da doutrina de Bolsonaro. A outra metade é feita de apelos do tipo “bandido bom é bandido morto.”

Pela lógica, o protagonismo radical de Lula e Bolsonaro diminuiria na proporção direta do crescimento do drama penal de um e da superexposição do outro. A aversão que ambos despertam no pedaço do eleitorado que foge dos extremos faria emergir uma alternativa no mar de candidaturas que ocupam o centro. Mas o centro permanece entre oco e apodrecido. O Supremo concede uma sobrevida a Lula, que impulsiona Bolsonaro. E o envenenamento da atmosfera política brasileira bloqueia qualquer discussão consistente sobre um projeto para o país.


038 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Da esquerda para direita: Alberto Siebra, Manuel de Teté, Padre Mota, Inacinho Pretinho, Joãozinho Costa, Zé de Zuza, Luiz Diniz.
Agachados na mesma direção: Natércio Andrade, José Gregório, Luiz Proto e Cicero da Saparia.

Eu sou um admirador inveterado de fotos antigas, irremediável, sem cura. Pelo que elas representam como testemunho da memória e história de uma comunidade. Ultimamente encontrei esta foto do mais alto valor e significado. Só São Raimundo Nonato seria capaz de promover um evento tão majestoso. Reunir tantas pessoas prestimosas de nossa comunidade num só lugar.

Impossível imaginar tal equipe de futebol, pela diversidade de atividades e características de cada um dos atletas presentes. Mas, a foto prova que existiu e, aí está como testemunha viva  de um acontecimento memorável. Evento para arrecadar fundos em prol da reconstrução de  igreja matriz - 1975. 

quarta-feira, 28 de março de 2018

A MENTIRA - Por Wilton Bezerra.



Várias vezes abordamos nesta página o uso da mentira no cotidiano do ser humano.
A constatação cientifica de que o nosso cérebro é preparado para receber falsificações, parece reforçar a noção da inverdade como arma primordial para quem quer se dar bem.
Pois é, os mentirosos se dão melhor. Os objetivos dos mentirosos são alcançados mais rapidamente.
Em se tratando de Brasil, a mentira é bem vinda.O brasileiro foi enganado e está fazendo a maior força para ser enganado, de novo.
Isto é, há um fascínio pela falsificação. Basta ver as escolhas nas enquetes ou pesquisas sobre o mundo político.
Mas, o assunto aqui se refere ao futebol. A Olimpíada realizada no Brasil proporcionou a única medalha de ouro do futebol brasileiro. 
Para começo de conversa a modalidade futebol nunca teve prestígio em torneios olímpicos. Aliás, começa antes que os jogos sejam abertos.
A seleção brasileira teve o direito de usar jogadores como Neymar, Renato Augusto e Gabriel de Jesus. As outras seleções, não.
A campanha foi marcada por resultados apertados diante de seleções medíocres.
Na decisão da medalha de ouro, tivemos a Alemanha com uma formação sub-20.
Jogo duro que terminou empatado em 1 X 1 levando a decisão para cobrança de penalidades. Brasil 5 X 4.
Pronto. A mídia esportiva vendeu a conquista como uma epopéia. Falei na oportunidade que aquilo era migalha para um gigante do futebol.
Os que aceitam a mentira, facilmente, se açularam.
Ontem, o Brasil venceu uma formação mista da Alemanha por 1 X 0. Jogo razoável em alguns momentos, com todo jeito de amistoso.
Nada mais.

Vale a pena ver "O Mecanismo" -- por Elio Gaspari (*)

O seriado disponibilizado pela Netflix conta a história da Operação Lava Jato
    É bom negócio ver “O Mecanismo”, a série de José Padilha na Netflix. Seus oito episódios contam a história da Lava Jato até as vésperas da prisão de Marcelo Odebrecht. Eles giram em torno de dois eixos. 

    O primeiro é uma novela padrão onde há sexo, traições, doenças, rivalidades, muitos palavrões e até mesmo uma menina com deficiência. A quem interessar possa: o agente Ruffo nunca existiu. Pena que ele seja um narrador do tipo “faço sua cabeça”, numa espécie de reencarnação do Capitão Nascimento de “Tropa de elite”. A agente Verena é uma exagerada composição.
   É a segunda história, a da Operação da Lava Jato, que valoriza a série. E é ela que vem provocando a barulheira contra Padilha. A ex-presidente Dilma Rousseff (Janete Ruskov na tela) acusa “O Mecanismo” de duas fraudes. 

    Jogaram para dentro do consulado petista a operação abafa que decapitou as investigações das lavagens de dinheiro do caso Banestado, ocorrido durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. (Há uma referência a “dez anos depois”, mas ela ficou embaralhada.) Noutro lance, puseram na boca de Lula (Higino, igualzinho ao original, graças ao ator Arthur Kohl) a frase “é preciso estancar a sangria”, do senador Romero Jucá. Também não há prova de que  “Higino” tenha pedido a “Janete” para trocar a direção da “Polícia Federativa”. 

     A narrativa do caso será útil para muita gente que perdeu o fio da meada da Lava Jato. Essa é a razão pela qual é melhor ver a série do que não vê-la. A Lava Jato fez um memorável serviço de faxina e hoje parece banalizada, o que é uma pena. O câncer de que fala o agente Ruffo estava lá e ainda está. Entrou areia no mecanismo das empreiteiras, mas ele funciona em outras bocas. 

      Num primeiro momento, Padilha explicou-se: “O Mecanismo” é uma obra-comentário, na abertura de cada capítulo está escrito que os fatos estão  dramatizados. Se a Dilma soubesse ler, não estaríamos com esse problema”. 

      Seja lá o que for uma “obra-comentário”, Dilma sabe ler, e essa explicação tem o valor de um balanço de empreiteira. Seria como se o diretor Joe Wright, de “O Destino de Uma Nação”, atribuísse a trapaça que fez com Lord Halifax a uma licença cinematográfica. Num comentário posterior, Padilha disse que expôs a corrupção do PT e do MDB. É verdade, pois o vice de Dilma chama-se “Themes” e foi posto no jogo. O tucano Aécio Neves também está no mecanismo: “Se o ‘Lúcio’ vence a eleição, breca isso na hora”. O procurador-geral Rodrigo Janot ficou por um fio. Padilha pegou pesado ao mostrar os pés dos ministros do Supremo entrando numa sessão enquanto Ruffo fala nas “ratazanas velhas” de Brasília. A dança dos presos comemorando uma decisão do STF também foi forte, mas, como se viu há pouco, o Supremo decide, e réus festejam. 

       Padilha bateu num caso histórico. A série é dele e fez o que bem entendeu, mas a trama novelesca e as catilinárias de “Ruffo” tiraram-no de outro caminho, o de uma série e de um filme recentes. “The Crown” é factualmente impecável e mexeu com os mecanismos da Casa de Windsor. “A guerra secreta” não precisou demonizar Richard Nixon para contar a história da briga do “Washington Post” pela publicação dos “Papéis do Pentágono”. Nos dois casos, não houve novela paralela, pois o recurso não era necessário.

(*) Elio Gaspari opiniao@opovo.com.br Jornalista

Não existe almoço grátis - Autor Desconhecido.


Na metade de uma aula, um dos alunos, inesperadamente, perguntou ao professor: O senhor sabe como se capturam os porcos selvagens?

O professor achou que era piada e esperou uma resposta engraçada. O jovem respondeu que não era piada e, com seriedade, começou sua dissertação:

Para capturar porcos selvagens, primeiro localiza-se um lugar na floresta que os porcos selvagens costumam frequentar. Ali, coloca-se um pouco de milho no chão, diariamente. Assim, os porcos selvagens vêm para comer o milho "grátis" e, quando se acostumam a vir diariamente, você constrói uma cerca no entorno do local, onde eles se acostumaram a comer, um lado de cada vez... Quando eles se acostumam com a cerca, voltam para comer o milho e você constrói outro lado da cerca... Eles voltam a acostumar-se e voltam a comer. Você vai construindo a cerca no entorno, pouco a pouco, até instalar os quatro lados do cercado em torno dos porcos. No final, instala uma porta no último lado. Os porcos já estão habituados ao milho fácil e às cercas e assim começam a vir sozinhos pela entrada. É aí que você fecha o portão e captura todo o grupo. Simples assim, no passo a passo, até que no último segundo os porcos perdem a liberdade. Eles começam a correr em círculos dentro da cerca, mas já estão presos. 

Depois, começam a comer o milho fácil e gratuito. Ficam tão acostumados a isso que esquecem como caçar por si mesmos e, por isso, aceitam a escravidão. Mais ainda, mostram-se gratos com os captores e, por gerações, vão felizes ao matadouro. Não desconfiam que a mão que alimenta é a mesma que lhes abate.

O jovem comentou com o professor que era exatamente isso que via acontecer no seu país, no seu estado, em sua cidade, com o seu povo. Governos populistas, em seus projetos ditatoriais, escondidos sob o manto "democrático", estiveram jogando milho gratuito por tempo suficiente para alcançar a mansidão sistemática. E cada novo "Governo Salvador" disfarça, em "programas sociais", suas esmolas, dá dinheiro que tira do bolso do próprio trabalhador, realiza missões, planos, remissão, leis de "proteção", subsídios para qualquer coisa; expropriações indevidas, programas de "bem-estar social", festas, feiras ou festivais, uniformes, pão e circo, transporte "grátis", "G R A T I S"!

Toda essa "gratuidade" que nos oferecem tais vigaristas, disfarçados de políticos, cheia de felicidade para um povo mal acostumado com as migalhas do milho fácil e "gratuito", roubam-nos a capacidade de sermos críticos, pensantes e pessoas empreendedoras. No entanto, claro que nada nos saiu "de graça". Logo, "não existe almoço grátis"

Toda essa maravilhosa "ajuda" governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia no nosso país.

Enviado por Antônio Gonçalo Araripe.

033 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais

Foto - Almerio Carvalho.

O Almerio Carvalho é um amigo de brandura impar, um "gentlemen" na expressão da palavra,  tenho muita honra de ser seu amigo. 

O último jogo que o Almerio Carvalho arbitrou foi um amistoso no campo do Esporte, já  no bairro Seminário. 

Numa época em que o Crato tinha cinco equipes bem melhores que a atual, formadas por atletas  locais, o amigo Almerio foi convidado  pelos dirigentes  do Esporte e do Magarefe para  apitar uma partida festiva entre as duas equipes.

Pelo serviço o Almerio nunca cobrou nada, sempre se dispunha a ajudar, assim é que depois de muita peleja foi convencido a dar a sua  contribuição ao evento.

No decorrer  da  partida  houve um escanteio para o Magarefe, Zé Lopes bateu com maestria. Uma bicuda daquelas.

A bola subiu, subiu e foi caindo na pequena área  tal qual um gavião peneirado sobre uma ninhada de pintos, de modo que  o José Lopes já se encontrava por lá  para cabecear a marcar o gol. 

A regra é  clara,  o mesmo jogador não pode bater a falta e ele mesmo finalizar a jogada. Com a anulação do gol foi o maior sururu, um verdadeiro cu de boi.

No outro dia, faltou vaga na enfermaria do Hospital São Francisco para atender tanta gente de fato furado e outros assemelhados. 

Depois dessa partida o Almerio nunca mais aceitou  apitar qualquer jogo que fosse.

terça-feira, 27 de março de 2018

037 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



Augusto Lopes - Neguin de João Lopes.

Em 1970, foi inaugurado o Estádio Municipal Mauro Sampaio, o Romeirão na simpática cidade de Juazeiro do Norte. O Jogo inaugural teve a presença do Cruzeiro de Belo Horizonte que naquela época possuía  uma das melhores equipes do Brasil com craques do porte de Raul, Procópio, Piaza, Natal, Dirceu Lopes e Tostão. Embora   estivesse desfalcada  de vários deles. O primeiro gol do estádio foi marcado pelo atacante do Cruzeiro Evaldo. Os desportistas da região acorreram ao estádio para ver uma das melhores equipes do futebol brasileiro a época.

Onde entra Neguin de João Lopes nesta historia? Neguin era desmanteladinho a ponto de já está a perder a confiança da própria mãe. Para justificar sua presença no evento Neguin arquitetor um plano para convencer a mãe a matar umas galinhas, torrar e fazer uma farofa para ele vender no estádio. Saiu de Várzea-Alegre na fubica de Barroso com dois caldeirões de farofa e prometendo a mãe que ela ainda ia sentir muito orgulho dele, que ainda ia ouvir o nome dele nas rádios.

Passado o horário do jogo, a mãe de Neguin foi para casa da vizinha, pediu para ligar o radio e ficou ouvindo o noticiário: O coração quase explode quando o locutor disse: Atenção senhores e senhoras ouvintes da Radio Iracema. Hoje, foi inaugurado o Estádio Municipal Mauro Sampaio, o Romeirão, na cidade de Juazeiro do Norte. Compareceram ao local o Governador do estado, Secretários de Estado, o Prefeito Municipal e demais autoridades,

O Padre Murilo benzei as instalações. Tudo transcorreu na maior paz e tranquilidade, não fosse o desocupado,  Augusto Lopes, conhecido pela alcunha de Neguin de João Lopes que foi preso por desordem e embriagues.

Promessa feita, promessa cumprida: o nome do Neguin saiu na rádio. Augusto, o Neguin contava essa proeza,e, dizia rindo que a única coisa que ele achou ruim foi porque perdeu os caldeirões que não pertenciam a senhora sua mãe: eram emprestado por uma vizinha.

Comentários sobre 2 programas do “Roda Viva” – por Armando Lopes Rafael


1ª entrevista: Ministro Marco Aurélio Mello, do STF
    Em fevereiro de 2017, o programa Roda Viva entrevistou o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal. Durante 90 minutos o que vimos foi o ministro com seu sorriso irônico no canto da boca e com sua “lábia carioca”, prenhe do sotaque artificial, cheio de ginga dos que nascem no Rio de Janeiro. Foi um desastre aquela postura do ministro Marco Aurélio de Melo. Este parecia estar numa sessão de julgamento do STF, com aquele linguajar jurídico,  incompreensível para a maioria do nosso povo.

       Um dos entrevistadores do ministro foi o jornalista José Nêumanne Pinto. Este “encurralou” Sua Excelência, Marco Aurélio Mello, mostrando que o Supremo Tribunal Federal tem sido uma instituição ineficaz e sem respaldo junto à opinião pública brasileira. O STF nunca (repito, nunca) condenou um único indiciado na Operação Lava Jato. Foi num momento infeliz que o ministro Marco Aurélio teve a ideia de perguntar a José Nêumanne Pinto:
– “Você não acredita na Suprema Corte do seu país? ”.
A resposta de Nêumanne veio clara, de forma sincera e serena:
– “Não”, disse o jornalista. “Eu não acredito. ”.
José Nêumanne Pinto externou o sentimento da imensa maioria da população brasileira.

2ª entrevista: Juiz Sérgio Moro
     Na última 2ª feira, 26 de março, o programa Roda Viva entrevistou o Juiz Sérgio Moro. Diferente do que aconteceu com o ministro Marco Aurélio, Sérgio Moro foi tratado pela bancada de entrevistadores como uma pessoa respeitável, de credibilidade, sensata e serena. E assim decorreu todo o programa. Equilibrado, seguro de si, Sérgio Moro não deixou de responder nenhuma pergunta. E fê-lo de forma sincera, com competência, esbanjando conhecimentos jurídicos. Moro falou do panorama das investigações, de suas perspectivas em relação ao combate à corrupção e, indiretamente, dos processos do ex-presidente Lula. Parecia estar em paz com a consciência do dever cumprido.

    Essa entrevista tem sido o assunto mais comentado nesta 3ª feira, em todo o Brasil. De Norte a Sul e de Leste a Oeste.   Moro disse torcer para que o Supremo Tribunal Federal (STF) “tome a melhor decisão” no caso das condenações impostas aos réus da Lava Jato.   O magistrado defendeu que, caso o Supremo Tribunal Federal continue a insistir em não punir os réus da Lava Jato já condenados em primeira e segunda instância, os brasileiros devem cobrar dos seus candidatos a possibilidade de reinstituir a prisão provisória por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC).

     Milhões de brasileiros foram dormir tranquilos, pois a imensa maioria da população está afinada com o combate à corrupção que vem sendo feita por muitos políticos desta República. Não é exagero dizer que Sérgio Moro é o herói dessas pessoas honestas e bem-intencionadas deste país continental....

031 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais

Foto - Heron Aquino.

1970, inauguração do Estádio Municipal Mauro Sampaio, o Romeirão em Juazeiro. Da cabine da Radio Educadora ouvia-se no rádio de pilha  a locução do Heron Aquino, e os comentários de Hubert Cabral e Almério Carvalho.  Preliminar entre seleção de Crato e de Juazeiro. 

O zagueiro do Crato Antônio Pé de Pato fez uma falta grosseira e desleal em Joãozinho, atacante de Juazeiro, o melhor centroavante que vi jogando por estas bandas em todos os tempos. O homem foi ao chão, O juiz fez sinal solicitando o atendimento. 

Da beira do campo o massagista, um cabrinha entroncado, feio pra peste, fez finca pé igual uma bala. Faltando uns três metros para o local onde o atleta  estava caído, novamente Antônio Pé de Pato botou a perna no meio e com o encontrão e tropeço o massagista deu dois cangapé para depois cair em cima do jogador acidentado que por sorte não acabou de morrer. 

A gandaia da galera foi mais estridente que o aplauso com o primeiro gol da partida de fundo entre Cruzeiro e Fortaleza marcado por Evaldo, quando o cariri se deleitou com o futebol mais bem jogado do Brasil daqueles tempos. 

Eu estava lá e digo sempre - o jogador que vi jogar mais bonito em minha vida foi o Natal ponta direita do Cruzeiros, jogava com classe e elegância.

036 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

José Batista Rolim "In Memoria".

Em meados da década de 60 do século passado, eu lá com os meus  14 anos, trabalhava nos dias de feira  na Casa Santa Inês de propriedade dos ilustres e nobres amigo José Batista Rolim e dona Iaci.

Na parte da manhã o movimento era grande, mas à tarde folgava e os senhores Andrezinho Batista, Quingo Batista, tios dos proprietários e o primo André Costa sentavam no balcão  e levavam  um lero animado e prazeroso de ouvir.

Certa feita, num dia movimentado, chegou um caboclo do sitio Monte Alegre, já da parte de Farias Brito da família "Manassés" e procurou um chapéu de massa.

Tem da marca Prada? Sim. Tem Ramenzone? Sim. Tem Cury? Sim. Tem com a aba menor? Sim. Tem preto? sim. Bege? Sim. O fato é que o balcão ficou coberto de cachas e chapéus. 

O caboclo  botou um na cabeça e continuou com a escolha. Tem esse, tem quele? Até se despedir e saiu da loja levando o que estava na cabeça.

José Rolim me olhou e disse : Antônio  peça a ele para voltar aqui. Eu quero falar com ele. Segui, acompanhei o caboclo e ele voltou mais desconfiado do que  esses políticos traquinas quando ficam frente a frente com Sérgio Moro.

Entrou na loja e José Rolim perguntou : Resolveu levar esse aí mesmo?  O sujeito se desmanchou em desculpas:  Seu Zé Rolim, perdoe-me é que eu me esqueci. 

E, José Rolim com a calma e sabedoria  do mundo toda disse : Tem problema não meu amigo, mas, quando agente esquece faz é deixar!

Saudades de Zé Rolim, de sua decência, sua honradez e probidade, de quem sou um eterno devedor.

segunda-feira, 26 de março de 2018

General Mourão critica Supremo Tribunal Federal-STF por dar salvo-conduto a Lula

Fonte:jornal "O Estado de S.Paulo"
'Fica claro que os que possuem 'pertences' jamais cumprirão a pena que merecem por haver surrupiado o bem público', disse em sua rede social

    O general da reserva Antonio Hamilton Martins Mourão criticou, nas redes sociais, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de garantir salvo-conduto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o dia 4 de abril, quando a Corte vai analisar o mérito do habeas corpus pedido por seus defensores. O militar afirmou que se sentiu “envergonhado” pelo que chamou de "covardia moral" do ministros do Supremo.

    "Sinto-me envergonhado pela falta de espírito público, pela covardia moral, pela linguagem empolada - destinada a enganar o homem comum -, pelas falsidades e, principalmente, por observar que uns merecem mais que outros ante os olhos daquele colegiado. Fica claro que os que possuem 'pertences' jamais cumprirão a pena que merecem por haver surrupiado o bem público. Fica o alerta de soldado, cuidado com a cólera das legiões!!!!".

      Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no sábado, 24, ele afirmou que o país vive um momento crítico e que a Justiça deveria ser um dos pilares para solucionar os problemas brasileiros, "ou vamos viver o caos". "O Judiciário tem que exercer sua responsabilidade ou vão fazer justiça com as próprias mãos", afirmou. "Os presídios estão cheios de presos pobres e os de colarinho branco soltos, com o Judiciário sentado em cima dos processos".

    O general se aposentou no mês passado. Na cerimônia de despedida, ele fez críticas à intervenção no Rio e à classe política. Ele também anunciou apoio à candidatura à Presidência do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). A reportagem tentou contato com o STF, mas até a conclusão desta edição não houve retorno. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Denise Luna)

domingo, 25 de março de 2018

035 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Proseando com o casal João Francisco.

Já escrevi alguns textos sobre João Francisco. Falei dos serviços prestados a comunidade de Várzea-Alegre como tabelião e hoje vou falar de um desafio que poucos atentaram para o fato. Por toda sua vida João Francisco foi partidário de uma tendência política local, a UDN, sucedida pela Arena e pelo PDS, sendo fiel aliado. Quando João decidiu disputar uma eleição se candidatou exatamente por outra legenda, contra os seus antigos correligionários, vencendo-os, fato inédito e nunca visto na historia. Elegeu-se prefeito de Várzea-Alegre e fez um mandato com independência, transparência, decência e de acordo com o que determinam as leis.

Muitas pessoas estranharam o seu modo de administrar, a quebra dos velhos costumes e vícios na utilização do dinheiro publico, e, vários causos ficaram registrados no período em que esteve à frente do município. A seguir relatamos alguns deles:

01 – Uma senhora procurou o prefeito para solicitar do mesmo a pagamento de uma prestação da televisão que estava atrasada. Negado. A mulher se danou e disse: eu me enganei muito com o senhor! O João Francisco emendou – Não foi só a senhora.

02 – Os professores em greve foram em comissão falar com o prefeito: Queremos que o senhor fique sabendo que se não melhorar o nosso salário nós vamos entrar em greve: Resposta: Saibam que fazem mais de 60 anos que deixei de estudar. Concedeu aumento de 1000% de acordo com as possibilidades da prefeitura e não pela pressão.

03 – Era costume ver animais soltos nas ruas centrais da cidade. Um dia um jumento montou, subiu noutro em plena praça, o maior "escandelo" já visto. Um caboclo oposicionista para zuar com ele disse: isso é que é falta de um prefeito! Ele respondeu na maior calma: não senhor, isso é falta de uma jumenta! No outro dia determinou a prisão de todo e qualquer animal que se encontrasse solto nas imediações da cidade.

Com esta determinação ganhou vários desafetos. Como observamos nos exemplos acima, João Francisco é símbolo de sinceridade, decisão e correção.

105 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

José Batista Rolim "In memoriam".

Em meados da década de 60 do século passado, eu lá com os meus  14 anos, trabalhava nos dias de feira  na Casa Santa Inês de propriedade dos ilustres e nobres amigo José Batista Rolim e dona Iaci.

Na parte da manhã o movimento era grande, mas à tarde folgava e os senhores Andrezinho Batista, Quinco Batista, tios dos proprietários e o primo André Costa sentavam no balcão  e levavam  um lero animado e prazeroso de ouvir.

Certa feita, num dia movimentado, chegou um caboclo do sitio Monte Alegre, já da parte de Farias Brito da família "Manassés" e procurou um chapéu de massa.

Tem da marca Prada? Sim. Tem Ramenzone? Sim. Tem Cury? Sim. Tem com a aba menor? Sim. Tem preto? sim. Bege? Sim. O fato é que o balcão ficou coberto de cachas e chapéus. 


O caboclo  botou um na cabeça e continuou com a escolha. Tem esse, tem quele? Até se despedir e sair da loja levando o que estava na cabeça. Eu não percebi, José Rolim sim.

Então, José Rolim me olhou e disse : Antônio  peça a ele para voltar aqui. Segui, acompanhei o caboclo e ele voltou mais desconfiado do que  esses "meninos traquinas" quando ficam frente a frente com Sérgio Moro.

Entrou na loja e José Rolim perguntou : Resolveu levar esse aí mesmo?  O sujeito se desmanchou em desculpas:  Seu Zé Rolim,  me perdoe, é que eu me esqueci. 

E, José Rolim com a calma e sabedoria  do mundo toda disse : Tem problema não meu amigo, mas, quando agente esquece faz é deixar!

Saudades de Zé Rolim, de sua decência, sua honradez e probidade, de quem sou um eterno devedor.

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029 - O Crato de Antigamente - Por Armando Rafael.


Postagem do Armando Lopes Rafael.

Alguém ainda lembra? Neste prédio - na Rua Nélson Alencar - funcionava a Rádio Araripe de Crato (a pioneira do interior cearense, pertencente aos Diários Associados) e o Cine Rádio, que juntamente com os Cines Cassino, Moderno e Educadora formava o quarteto das salas de exibição de filmes na Princesa do Cariri...

Eleitores de Bolsonaro dizem por que votam nele: Mais segurança e menos “privilégios para minorias”

 O jornal "Folha de S.Paulo" convidou oito moradores de São Paulo, incluindo manicure, sociólogo, desempregado e coronel da reserva, para falarem sobre por que votarão no presidenciável do PSL em outubro.

Excertos da matéria de “Folha de S.Paulo”, 25-03-2018 – Por Anna Virginia Balloussier
        A Folha convidou oito moradores de São Paulo, da manicure do Itaim Paulista à doutoranda do Itaim Bibi, para falarem sobre por que votarão no presidenciável do PSL  em outubro. O parlamentar é o segundo pré-candidato mais bem posicionado em pesquisa Datafolha de janeiro e assume a cabeceira num cenário em que Lula (PT) está fora do jogo.
Por que Bolsonaro?
     Caçula da mesa, Lucas votará pela primeira vez para presidente (no pleito de estreia, em 2016, optou pelo tucano João Doria para prefeito, mas se arrependeu). “Política é ajuda à população. Nele [Bolsonaro] ainda há um pouco disso. Ainda vê a luz no fim do túnel”, diz o jovem, que trabalhou numa ótica após terminar o ensino médio e hoje distribui currículos.

     Sua mãe, Priscila, já ajudou a eleger Lula —e Tiririca para deputado, “por ser povão que nem a gente”. O que busca, diz, “é uma pessoa que se importe com o povo brasileiro”. Bolsonaro, para a manicure que estuda pedagogia, é esse cara. 

     Ela se diz perturbada por políticos que oferecem cestas básicas “e outras lembrancinhas” em troca de voto. “Muitos amigos têm o mesmo pensamento: votar no Bolsonaro para ter mudança, não para ter esses presentinhos.”
    Militar da reserva e deputado desde 1991, Jair Messias Bolsonaro “responde a demandas reais de pessoas reais”. Vem do sociólogo Thiago Santos, 32, a resposta que melhor sintetiza o sentimento dos oito eleitores do presidenciável que a Folha reuniu em sua Redação, em 14 de março, a fim de entender o que os leva a vê-lo como o mais bem qualificado para ocupar o Palácio do Planalto em 2019.

     “Enquanto  jornalistas e intelectuais estão preocupados com banheiro unissex, ele está falando dos 60 mil assassinatos que acontecem todo ano no Brasil, falando desse massacre da classe trabalhadora”, afirma Santos, que vem de uma família de Guaianases, periferia paulistana. Se compartilham o gosto pelo homem que veem como predestinado a “dar um jeito no Brasil”, os perfis são distintos: da manicure Priscila Medeiros, 37, e o filho Lucas, 19, ambos desempregados e moradores de Itaim Paulista (zona leste de São Paulo), à ex-coordenadora do Endireita Brasil, movimento direitista, Patrícia Bueno, 37, residente de outro Itaim, o Bibi, bairro nobre da cidade (veja acima os outros componentes do grupo). Três deles contam ter votado no PT em algum momento. “Tenho vergonha”, diz o diretor administrativo Raphael Daniele, 34, “ex-militar e membro da Congregação Cristã”.

      Nilson Franco, 48, é coronel do Exército na reserva e conta ter conhecido Bolsonaro pessoalmente. Aposta em sua honestidade. “Em 2002, eu brigava com você se falasse mal de Lula.” Elenca escândalos como o do pasta rosa para explicar seu desgosto com a era FHC. E hoje, o que mudou? Nada, diz. “Tem que dar um basta. Para Aécio [Neves, PSDB], R$ 2 milhões [de suposta propina]. [Antonio] Palocci [PT] são milhões e milhões. Você desanima de ser honesto. O policial ganha R$ 3.000, R$ 4.000 para levar tiro.”
  
    A birra com o populismo também está no discurso do filho. “No Nordeste, como o PT se alastrou tanto? Ia com a necessidade do povo”, diz Lucas. “Há uma semana, o que foi mais passado pela Globo? A operação [no pé do Neymar]. Se [a mídia] continuar priorizando informações banais, deixando de lado infraestrutura, médico...”

“Antes, se você falava em Bolsonaro, era exótico”, diz Thiago. “Agora, parentes que nunca tiveram contato com política falam naturalmente, mandam vídeos do Bolso.”

     Patrícia, que está terminando um doutorado em ciências sociais, diz que “desde 1988 a gente tem só esquerda no Brasil, a direita foi massacrada. Claro que FHC é esquerda”. Faltava, portanto, “um político que realmente respondesse a nós”, alguém que impedisse aqueles que “queriam causar revolução na sociedade e precisavam destruir o que pra mim é mais sagrado, a questão da própria família”, diz a filha de imigrantes que fugiram da União Soviética em 1921 (“minha família tinha militares, pessoas ligadas à propriedade de terra”, conta).

     Maria Cristina Szabo, 55, trabalha “em formação de imagem política” e se candidatou, em 2016 e sem sucesso, a vereadora de Santana de Parnaíba pelo DEM. Mãe de policial civil, diz que “votará em Bolsonaro porque o que está aí a gente já tem certeza que não deu certo, até pela questão da segurança. Rio é uma vergonha nacional e internacional”.

EMPULHAÇÃO E VERGONHA - Por Wilton Bezerra.



É impossível manter a mente pacificada nesse país.
Somos tomados todos os dias pela náusea que intranquiliza o coração.
O culto à desonestidade, com o amparo da justiça no Brasil, é uma coisa desesperadora.
O STF nos envergonha.
O árduo trabalho de desratizar o país tem inimigos poderosos, usando togas.
Decisão técnica é o cacete. O simulacro de ontem, no julgamento do HC em favor de Lula, foi de fazer corar frade de pedra.
Circunstância de horário para adiar uma decisão tão importante, em função de se preservar a condição física de ministros, é uma agressão.
Pusilanimidade plena.
Nossas mãos trêmulas querem impedir até que continuemos a escrever.
A sensação do brasileiro é de total desamparo.
Chegamos ao paroxismo do faz de conta.
Repito: só nos resta o dilúvio. E não tem mais arca de Noé.
O único rinoceronte branco do mundo não morreu. Ele pode ser encontrado no STF e não vai escapar.

034 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Esta foto do Luiz Marcelo me leva ao tempo do seu pai, o meu amigo, parente e camarada Miguel Marcelo de Brito. Ali a honestidade nascia do berço e a índole, do coração.

No começo, em sua rural levava e trazia os varzealegrenses que tinham ligações com o Crato. 

Tempos mais tarde, com um caminhão três quartos misturava mercadorias e gente no mesmo barco atendendo aos mesmos interessados.

No tempo da rural, João Francisco se achegou dele e perguntou : Quanto você cobra  para ir buscar minha sogra que está chegando  do Rio de Janeiro no aeroporto de Juazeiro do Norte? 

Miguel  respondeu solicito : 200,00. 

João Francisco autorizou o serviço.

E, na possibilidade  de haver algum desencontro e eu voltar sem  trazer a sua sogra, perguntou Miguel  Marcelo!

João Francisco  baixou sentença : eu lhe pago 400,00.

Duas características desses  varzealegrenses : a prevenção do Miguel Marcelo e a admiração  que o João Francisco tinha pela sogra.

sábado, 24 de março de 2018

Uma reflexão para o domingo

A ajuda financeira e moral que a Família Imperial Brasileira prestava aos pobres e necessitados no Rio de Janeiro (*)
Dom Pedro II e  o pintor Almeida Júnior –  A Família Imperial e sua longa tradição de ajudar talentos, os humildes e desamparados. 

Publicado na “Revista da Semana”, do Rio de Janeiro, número especial, de 28 de novembro de 1925.
    Quatro dias após a proclamação da República, a legislação brasileira recebia o seguinte decreto:
“Considerando que o senhor D. Pedro II pensionava de seu bolso a necessitados e enfermos, viúvas e órfãos, para muitos dos quais esse subsídio se tornava o único meio de subsistência e educação; Considerando que seria crueldade envolver na queda da monarquia o infortúnio de tantos desvalidos;
Considerando a inconveniência de amargurar com esses sofrimentos imerecidos a fundação da República;
Resolve o Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil:
Artigo 1° — Os necessitados, enfermos, viúvas e órfãos, pensionados pelo Imperador deposto continuarão a perceber o mesmo subsídio, enquanto durar a respeito de cada um a indigência, a moléstia, a viuvez ou a menoridade em que hoje se acharem.
Artigo 2° — Para cumprimento dessa disposição se organizará, segundo a escrituração da ex-mordomia da casa imperial, uma lista discriminada quanto à situação de cada indivíduo ou à quota que lhe couber.
Artigo 3° — Revogam-se as disposições em contrário.

Sala das sessões do Governo Provisório, em 19 de novembro de 1889. — Manuel Deodoro da Fonseca — Aristides da Silveira Lobo — Rui Barbosa — Manuel Ferraz de Campos Sales — Quintino Bocaiuva — Benjamim Constant Botelho de Magalhães — Eduardo Wandenkolk”.

***   ***   ***
Observação de um republicano  perplexo:
— Não precisava ter colocado no túmulo de Pedro II (situado na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis) o epitáfio que  lá existe. Sim, bastaria ter colocado  a seguinte inscrição:  "Pedro II, o Pobre". E, abaixo, tivesse gravado,  na pedra de mármore, esse decreto do Governo Provisório. Governo que  implantou a República no Brasil,  através do golpe militar de 15 de novembro de 1889, e  expulsando do solo brasileiro sua honrada Família Imperial.

(*) Fonte: Site Monarquia Brasileira. Postagem: https://quintoimperiobrasil.wordpress.com/2017/04/15/pequenas-historias-da-familia-imperial-parte-ii/

sexta-feira, 23 de março de 2018

028 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais


Postagem  do ilustre memorialista e historiador  Armando Lopes Rafael.

Na foto acima, o local onde hoje se ergue uma das agências do Bradesco, na Praça Siqueira Campos. Até a década 60 do século passado aí existiam a Casa dos Leões e o Pálace Hotel. 

Era um local aprazível, tendo, ainda, ao lado direito um bonito prédio onde funcionou o Bar Gloria e  até recentemente a Cafeteria Cinelândia. Hoje o suntuoso prédio  da loja Macavi.

032 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Escola Maria Luiza Correia  - Identificação.

Fila da frente - da esquerda para direita:
01 - Maria Eny Siebra Lima, 02 - Maria Norões, 03 - Não identificada., 04 - Giselda Frutuoso. 05 - Raimunda Bitu, 06 - Ocy Bitu, 07 - Maria Sobreira, 08 - Socorro Cassundé, 09 - Não identificada, 10 - Maria Lopes, 11 - Não identificada, 12 - Não identificada, 13 - Não identificada.

Fila de trás - da esquerda para direita.
01 - Nila - irmã de Vicente Cesário., 02 - Aldair Costa, 03 - não identificada, 04 - Francisquinha Cavalcante, 05 - Filha de Zezinho de Matias da Vazante., 06 - não identificada, 07 - não identificada, 08 - Antônia Alves de Morais - minha mãe, 09 - Antônio de José de Toinho., 10 - Raimundo Menezes., 11 - Luís Bastos Bitu, 12 - não identificada, 13 - Maria Candice Menezes Diniz, 14 - não identificada, 15 - não identificada, 16 - não identificada.

Prezados amigos  de Várzea-Alegre. Esta é uma foto rara, data de 1938, Escola da Professora Maria Luíza Correia. Para ampliar a foto clicá em cima. Fiz a identificação de algumas pela ordem. A foto me foi fornecida por Raimunda Bitu. Para nossa alegria alguns alunos e alunas estão entre nós, felizes, alegres e oferecendo os seus exemplos de vida. Parabéns para estes.