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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 31 de janeiro de 2016

Equipe desfalcada - Por Antonio Morais.


Em pé, da esquerda para direita: Pedro, Vitorino, Raimundo de Borginho, Buita, Raimundo Vaca Velha, Tigela. Sentados mesma ordem: Olímpio, João de João Doca, Negrinho de seu Totô, Ronaldo e Vicente Boca de Fogo.


Já temos contado e recontado historias e estorias de futebol em Várzea-Alegre das mais diversas. Esta é simplesmente inusitada.

Várzea-Alegre  era tradicional em ter  grandes equipes até que construíram um bom estadio e depois dele nunca mais formou  um bom time.

Vamos ao que interessa. Na década de 60 do seculo passado, tivemos varias equipes mirins. A mais conhecida era o Alvorada coordenada pelo desportista Azarias Martins.

Na equipe tinha dois irmãos cujo pai não queria saber de filho jogando bola. Pra ele  futebol era coisa de malandro.  Nos jogos, o pai, vez por outra, dava uma olhadinha no estadio pra ver se os filhos estavam jogando. Se tivessem era cipó no lombo a perder de vista.

Com essa ameaça os meninos ficaram espertos, jogavam de olho na plateia para se prevenirem do perigo, da peia.

Numa decisão importante, o juiz notou que um time uma hora tinha 9 jogadores, outra hora voltava a ter os 11. E, curioso com aquela situação quando notou que só estavam  9 jogadores em campo, deu um grande silvo e parou a partida. 

Procurou saber porque apenas 9 jogadores? Foi aí que o capitão  do time lhe disse: Se importe não seu juiz, é que  o pai de dois dos nossos jogadores é muito valente e se os vi jogando a chibata canta. Então, quando ele aparece no campo os filhos se escondem por trás daquela moita de jurema. 

O velho vai já embora e eles retornam.

Lula e o PT não perceberam que a história da vítima já não cola mais - Por Reinaldo Azevedo.

Quando os brasileiros imaginavam que Lula era realmente um homem pobre — ou com uma vida tão remediada como a deles —, então colava essa conversa de preconceito contra o operário, de tentativa de destruir Lula, de esforço para dar fim ao PT

O ex-presidente Lula se reuniu nesta sexta com sua equipe de advogados para traçar a estratégia jurídica e de comunicação que deve adotar diante das investigações da fase Triplo X da Operação Lava Jato e da investigação conduzida pelo Ministério Público Estadual de São Paulo.

O Instituto Lula divulgou à tarde uma nota em defesa do petista. O comunicado diz que “são infundadas as suspeitas do Ministério Público de São Paulo e são levianas as acusações de suposta ocultação de patrimônio”. A nota termina com a seguinte frase: “A verdade ficará clara no correr das investigações”.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, saiu mais uma vez em defesa do chefão petista. Em nota publicada em uma rede social, afirmou que as investigações têm o objetivo de tentar “derreter o Lula” para destruir o PT.

Falcão escreveu: “Eles sabem qual é a liderança, qual é a força política que tem o PT. Isso já vinha antes de a gente ter a Presidência. Tem uma série de episódios para tentar destruir o PT e destruir o Lula. São os mitos: casa do Morumbi, fortuna do Lula, conta no exterior, uma série de ataques. Não passarão”.

Falcão fala por falar. Fala para falar alguma coisa. Fala para não ficar calado. Sabe, no entanto, que não há verdade no que diz. Desta feita, não se trata de lendas urbanas, de um diz-que-diz-que… A propriedades-problema têm uma série de desculpas, mas não têm explicação.

Essa tática do PT envelheceu, e Lula e seus companheiros ainda não se deram conta. Quando os brasileiros imaginavam que Lula era realmente um homem pobre — ou com uma vida tão remediada como a deles —, então colava essa conversa de preconceito contra o operário, de tentativa de destruir Lula, de esforço para dar fim ao PT.

Agora não mais. Agora o PT é poder, Lula é um homem rico, e já não se encaixa mais no figurino da vítima.

Diz-se muito que a melhor defesa é o ataque. É bom Lula repensar a máxima. No seu caso, a melhor defesa é mesmo tentar se defender.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Ser avô - Por Zuenir Ventura.


Dizem que as declarações de avô são como as cartas de amor segundo Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa: são todas ridículas. Por isso, jurei que jamais pagaria mico.

Ao contrário de Verissimo, Ziraldo, Ancelmo, Garcia, para citar os mais conspícuos, sou um avô do tipo discreto, reservado, que não gosta de contar vantagens. Quem quiser que se vanglorie.
Prometi a mim mesmo que quando nascesse meu primeiro neto ou neta, não repetiria aqueles gestos piegas, aqueles derramamentos sem pudor dos avôs em geral.

Nunca, por exemplo, alguém me ouviria dizer que ser avô é ser pai com açúcar. Por mais que tivesse vontade, eu me conteria diante do bercinho e não diria: "Ah, que gracinha!", "Como ela é viva!". Prometi e cumpro, mantendo autocrítica e distanciamento em relação à minha primeira neta.

Sou um avô tão modesto que, mesmo agora, quando as pessoas garantem que Alice, com poucos dias de nascida, já se parece comigo, é linda, tem os meus olhos, a minha boca, o meu jeito de sorrir e às vezes, virando-se para mim, consegue murmurar algo que cheguei a identificar nitidamente como "vô" (com pronúncia fechada, certamente para não acharem que ela está chamando a "vó"), mesmo assim, não saio por aí exaltando essas proezas e nem venho a público alardeá-las. Não importa que sejam os outros a dizer e que seja tudo verdade, guardo só para mim, não sou de apregoar.

O máximo que pensei fazer foi publicar a foto dela ali em cima, mas não para exibi-la, que ela não gosta dessas coisas, é discreta, saiu ao avô, mas para que os leitores do GLOBO pudessem ver com seus próprios olhos o que os visitantes, encantados, estão dizendo dela. Só para isso.

Meu editor, porém, achou melhor não. Ele alegou que abriria um perigoso precedente, porque iriam aparecer na redação outros avôs reivindicando igual direito, ainda que suas netas não fossem fotogênicas como Alice.

Vocês com certeza gostariam que eu repetisse o que está sendo dito de minha neta, mas resisto, acho ridículo ficar expondo num jornal sentimentos tão particulares. Aqui não é o lugar.

O que os leitores têm a ver com essas histórias? Por que eles se interessariam em saber que Alice, diferentemente de outras crianças da sua idade, é fora do comum e tão precoce que no meio de tanta gente já sabe distinguir o seu vô?

Como detesto excesso de efusões e arroubos de vaidade, prefiro disfarçar essa satisfação. É uma questão de foro íntimo. Em primeiro lugar, a privacidade de Alice. Nada de despertar narcisismo nela. Que ela saiba de suas extraordinárias virtudes pelos outros, não por mim. Sou assim, um recatado pai com açúcar, o que posso fazer?

Ah, sim, esqueci de dizer que Alice tem mãe, Ana, e pai, Mauro. Mas isso é apenas um detalhe.

“Os bebês do PT” - Por Reinaldo Azevedo

A Bolsa Microcefalia é a cara da nossa miséria moral. É a cara da nossa solidão ética. É a cara do nosso desatino civilizacional. Não que eu seja contra. Como ser? O governo diz que vai pagar um salário mínimo por mês a bebês acometidos pela doença que pertençam a famílias com renda per capita de até R$ 220.

Parece exagero o que vou escrever, impróprio para o meio, mas a notícia me deu enjoo físico mesmo, não metafórico. É preciso saber a hora de dar um murro na mesa da isenção técnica. Sem um pouco de indignação, leitor, é bom que você nem se levante da cama. Fique lá enterrado nos humores do sono.

O zika é o mais triste e terrível símbolo dessa gente asquerosa que usou as urnas para assaltar o poder; que violou não apenas uma penca de dispositivos do Código Penal, mas também os fundamentos mais comezinhos do Estado de Direito. E o que é pior: ela o fez em nome de uma utopia, de uma redenção, de um valor alternativo.

No seu 14º ano de poder, não houve vício do atraso, do patrimonialismo, do mandonismo, do compadrio e, sim, da safadeza a que o partido não tenha emprestado uma dimensão superior, profissional, verdadeiramente técnica.

Agora o partido atinge o seu estado de arte. Os bebês com microcefalia, tornados bolsistas permanentes, são um testemunho de um modo de fazer política.

Eles são a evidência de que o petismo é também uma abominação moral.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sem o Congresso, Conselhão é uma inutilidade - Josias de Souza.

“O Brasil está sedento por consensos, estabilidade e soluções para hoje e para o futuro”, disse Dilma Rousseff aos membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. “Conto com vocês para fazer a travessia ao porto seguro da retomada do desenvolvimento e da geração de oportunidades a todos.”

Num esforço de interpretação, pode-se dizer que, nesse trecho do seu discurso, Dilma quis dizer que aquela mulher voluntarista e autossuficente que ela foi até o Réveillon não existe mais. A presidente que produziu a ruína governando na base dos rompantes e sob o lema do padrinho Lula —‘Nós contra eles’— deu lugar a uma cultora de consensos.

Consenso no Conselhão? Ainda não foi inventado nome mais apropriado para papo furado. O conselheiro Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria, quer que Dilma patrocine “reformas contundentes” na economia—entre elas a da previdência e a trabalhista. O conselheiro Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores, avisa que sua tribo não aceita reformas que suprimam direitos previdênciarios e trabalhistas.

Dito e feito. Tudo o que a presidente queria dizer para exibir sua nova pose foi dito na reunião do Planalto. Mas mesmo Dilma, um ser pouco afeito às mumunhas da política, sabe que sem o Congresso nada será feito. Sem o Legislativo, o Conselhão do Executivo é uma inutilidade que almeja a pompa, mas tropeça nas circunstâncias.

Em privado, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, desdenha da agenda que Dilma chama de “positiva”. CPMF? Não passa, sentencia Cunha. Reforma da Previdência? Sem o PT, pode esquecer. DRU? Deve passar, mas não do dia pra noite. Antes, será necessário decidir sobre o impeachment, ainda pendente de votação.

Líder de Dilma na Câmara, o petista José Guimarães quer retirar do caminho o pedido de afastamento da presidnete na primeira semana depois do Carnaval. Líder do DEM, o deputado Mendonça Filho, retruca: “Não tem necessidade de tanta pressa. Esse tema terá de ser muito bem refletido, seguirá o rito normal. Decisão, só em março. Talvez abril.”

E quanto à mão que Dilma parece estender no rumo da oposição? “Para haver diálogo, precisaria existir uma pauta”, diz Mendonça. Essa agenda da Dilma não existe. A única coisa concreta é o aumento da carga tributária. Não dá para conversar. Por civilidade, podemos cumprimentar os negociadores do governo. Boa tarde, boa noite. E passar bem!”

A exemplo do líder do DEM, o presidente do PSDB, Aécio Neves, está à procura da agenda de Dilma: “O governo, mesmo depois de 13 anos no poder, não tem ainda convicção do que fazer. Qual a proposta do governo de reforma tributária? Qual a proposta do governo de reforma da previdência? Qual a proposta do governo para retomar os investimentos no setor de petróleo? Simplesmente não sabemos.”

Deve-se a suposta disposição de Dilma para o diálogo à flacidez do bloco governista. Apoiada por uma megacoligação partidária que soma perto de 400 deputados e mais de 50 senadores, a presidente poderia continuar governando de costas para a oposição. Mas a infidelidade dos aliados do Planalto aumenta na proporção direta da queda da popularidade de Dilma.

Vem daí que, à frente de um governo endividado até a raiz dos cabelos do contribuinte, Dilma tornou-se refém de um conglomerado partidário 100% custeado pelo déficit público. Em ano eleitoral, como 2016, quando acabam de comer o queijo, os governistas costumam entregar ao Planalto os buracos. A falta de credibilidade de Dilma eleva o preço da fatura. Não há conselhão que dê jeito nisso.

MP marca depoimento de Lula e Marisa para depois do Carnaval - Por Robson Bonin.


É a primeira vez que Lula prestará depoimento como investigado. Ministério Público apura crime de ocultação de patrimônio no caso do tríplex do Guarujá. No dia 17 de fevereiro também serão ouvidos o empreiteiro Léo Pinheiro e o engenheiro Igor Pontes, que acompanhou Lula durante visita ao apartamento

O ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, terão pouco mais de duas semanas para elaborar uma versão para as várias perguntas que permanecem sem respostas no caso do tríplex do Guarujá, que a OAS construiu e reformou para a família presidencial. 

Responsável pela investigação, o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, marcou o interrogatório de Lula e dona Marisa para o dia 17 de fevereiro. No mesmo dia, o promotor irá interrogar o empreiteiro Léo Pinheiro, amigo de Lula e ex-presidente da OAS, e o engenheiro Igor Pontes, que fazia o papel de guia de Lula e Marisa durante as visitas do casal ao tríplex. 

Como VEJA revelou em sua edição mais recente, o Ministério Público paulista investiga o ex-presidente Lula e dona Marisa pelo crime de lavagem de dinheiro decorrente da ocultação da propriedade do apartamento.

Causos dos compadres - Postado por Antonio Morais

QUÉ QUI EU VÁ LHE AJUDÁ, CUMPADE?
O velho Chico Biloto gostava muito de chamar pelo diabo. O seu vizinho e compadre, Zé Maurício, tinha o mesmo hábito. Um dia eles estavam trabalhando cada qual na sua vazante, divididas por cercas, roçando mato. Num descuido, o Zé Maurício cortou-se e começou a dizer nomes: “diááábo, diááábo, diááábo...” O Chico Biloto ouvindo, gritou de lá: “qué qui eu vá lhe ajudá chamá pelo diabo, cumpade?

NO INFERNO...
Estava fazendo um grane verão, a lavoura já secando, mas, todas as noites avistavam um relampinho bem longe no rumo do nascente. Amanhecia o dia e chuva nada. O Chico Biloto, aproveitando a viagem que um vizinho seu teve que fazer ao Aracati, a fim de comprar cereais, em costas de burros, disse para a mulher: “Rosara, eu vou pu Aracati tombem, quero vê onde diabo é aquele relampo todo dia!. Chegou no Aracati, sempre avistando o relampinho em frente. Deixou os companheiros e foi até a beira da praia, e de lá avistou o mesmo ralampinho bem longe, no alto mar. Danadinho de raiva voltou. Quando chegou em casa a mulher perguntou: “aonde é o relampinho, Chico? E ele ainda com muita raiva, respondeu: “no infermo...” A mulher que era muito católica, começou a se benzer, dizendo: “Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria...”

INTREGUE PU DIABO...
Outro ano, também fazendo muitos dias de verão, o Chico Biloto sentado no alpendre de sua casa, à noite, olhando para o nascente e sem avistar nenhuma garrinha de nuvem, disse: “meu Deus, já qui o sinhô num ta pudeno mais dá conta deste mundo, u meno intregue pu diabo...”

Fonte
Mombaça online.

Decifre o claro enigma do triplex no Guarujá - Augusto Nunes


Lula continua fazendo de conta que nada sabe sobre o triplex no Guarujá reformado de graça pela OAS, uma das empreiteiras afundadas no Petrolão. As investigações policiais já constataram que o ex-presidente e seus parentes inspecionaram as obras mais de uma vez. Como decifrar o claro enigma?

São três as explicações possíveis. 

Primeira: para os Lulas, visitar imóveis que não lhes pertencem é programa turístico. 

Segunda: já que os convites para palestras minguaram, o camelô de empreiteira se prepara para seguir ampliando a fortuna como corretor de imóveis. 

Terceira: Lula está mentindo de novo.

Examine as opções e responda: qual é a única que não parece absurda aos olhos dos investigadores da Lava Jato?

Investigação da Bancoop pega Lula - POR MERVAL PEREIRA


É estranho que a OAS tenha assumido a Bancoop e só tenha terminado o prédio onde dirigentes do PT e seus parentes tinham apartamentos. Segundo as informações, a OAS assumiu a pedido do presidente Lula. 

É um escândalos com doses de perversidade muito grande porque os apartamentos foram comprados por trabalhadores, que ficaram a ver navios. E a sensação de impunidade dominava todos os envolvidos nesse escândalo. Os indícios de que alguma coisa aconteceu com o apartamento do ex-presidente Lula são muito fortes. 

O procurador pode ter sido precipitado porque não ouviu ainda nem o Lula nem a D. Marisa a respeito da cobertura no Guarujá, mas o fato é que ele disse que já existem provas suficientes de que a família Lula está tentando esconder patrimônio. 

Ele pode processar todo mundo; só precisa provar que o apartamento não é dele. Lula não é intocável e está ficando preocupado com o cerco da justiça. É preciso esclarecer as coisas contra ele. 

Lula deve estar muito desesperado ou tem uma auto estima monumental, porque não é possível ter coragem para dizer o que disse sobre sua própria honestidade. Mas o fato grave é a advertência que ele fez a quem o está investigando, mandando recado a juizes e procuradores de que ninguém tem coragem de processá-lo. Lula continua se tratando e sendo tratado por seu aliados como intocável, mas numa democracia ninguém é intocável. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Dilma tem uma ideia: voltar a testar o que já não deu certo! - Por Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tiveram uma ideia para fazer a economia voltar a crescer: usar os bancos públicos para oferecer linhas de crédito a juros mais baixos do que os praticados pelas instituições privadas — vale dizer: na prática, é juro subsidiado. No total, seriam aplicados R$ 50 bilhões numa operação que já deu errado quando a economia estava um pouco mais organizada do que agora. Por que daria certo desta feita? Não dará.

É que Dilma vai reunir o tal conselhão amanhã — num post de ontem, como se lembram, apontei a sua inutilidade — e tem de mostrar alguma coisa, fazer de conta que o país é uma usina de ideias e de empreendedorismo.

É claro que, na seca em que estão, os setores contemplados não vão reclamar. Estão na mira a construção civil, as exportações, bens de capital e micro e pequenas empresas. Outra possibilidade é usar a multa do FGTS, que o trabalhador recebe ao ser demitido, como garantia do crédito consignado. O setor de construção civil, informa a Folha, receberia do fundo empréstimos de R$ 10 bilhões. Por meio do Banco do Brasil, o setor agrícola levaria igual monta. As outras áreas seriam contempladas pelo BNDES.

Ora, é claro que ninguém é contra a reativação da economia, não é mesmo? A questão é saber se esse é o melhor caminho. Dada a desordem em curso, há o risco de criar um problema fiscal adicional, alimentar a espiral inflacionária, e nada de bom acontecer.

No conselhão, Dilma também deve anunciar a disposição do governo de fazer as reformas previdenciária, fiscal e administrativa. Só isso! Parece que chuva de maná a nossa deusa não vai prometer.  É impressionante que o governo vaze uma informação desse calibre, como se tais reformas fossem triviais, bastando a disposição de fazê-las para que aconteçam.

Há no âmbito dessas pretendidas reformas alterações que só podem ser feitas por emenda constitucional, o que demanda aprovação por maioria de três quintos, em duas votações, na Câmara e no Senado.

O conselhão, não custa lembrar, nasceu da disposição inicial de Lula de dar um by pass no Congresso. Percebeu que isso não era necessário. Os companheiros tinham uma fórmula melhor e mais rápida: comprar apoio — em sentido literal, com dinheiro mesmo — e comprar partidos com cargos. Só que, com esses instrumentos, o máximo que se consegue é o apoio dos interesses já estabelecidos.

Num momento de grande dificuldade na relação com o Congresso, eis que o conselhão volta à baila. E sempre com o mesmo espírito: dar um chega pra lá no Poder Legislativo e reunir aquela que seria a representação pura e desinteressada do Brasil.

Tudo já começa como uma formidável crônica de erros. Dilma reúne, então, a turma em torno do nada; anuncia como saída dos males que o Brasil enfrenta o uso, mais uma vez, dos bancos públicos para dar um oxigênio a alguns setores e acena com três reformas a um só tempo. No atual compasso do Congresso e dada a desarticulação política do governo, é certo que nada vai acontecer.

Mas a muitos restará a impressão de que Dilma está se mexendo. Que coisa! Dilma II decidiu repetir os erros que conduziram Dilma I ao desastre.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Lewandowski sinaliza ao Planalto que STF não deve afastar Cunha da Presidência da Câmara - Por Reinaldo Azevedo.


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como sabemos todos, foi de uma espetacular eficiência para “pegar” Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Nem de longe o que se deu com o político peemedebista representa o padrão médio da Procuradoria-Geral da República. Basta ver a situação bem mais confortável dos outros políticos, em especial a de Renan Calheiros (PMDB-AL). Janot, de fato, não economizou: no fim do ano passado, recorreu ao Supremo para afastar Cunha da Presidência da Câmara. Acusação: ele estaria usando o cargo de que dispõe para obstruir as investigações.

O Supremo tomará a sua decisão no mês que vem. Ricardo Lewandowski, presidente da Casa, teria informado ao Palácio, segundo reportagem da Folha, que, hoje, a balança pende mais a favor de Cunha do que contra no Supremo. Notem: não se trata de um juízo de mérito sobre as acusações que há contra o parlamentar, investigadas em três inquéritos. Nada disso!

Não haveria é a maioria de seis votos para afastá-lo da Presidência com base na acusação de que ele esteja obstando a investigação. Lewandowski teria dado a entender que os elementos arrolados por Janot não caracterizam a tal obstrução.

A reportagem informa que os auxiliares de Dilma se dividem quanto à conveniência de afastar ou não Cunha. A própria presidente seria favorável. Não duvido. Dilma não é exatamente uma pensadora profunda. Um mínimo da malícia necessária para entender a natureza do jogo poderia dizer à presidente que, enquanto Cunha estiver no cargo, melhor para ela: sempre é possível sustentar a farsa de que está sendo vítima de um complô liderado pelo Malvadão. Se ele sai de cena, Dilma resta sozinha, em seu labirinto, sem o inimigo de estimação. Aí restam ela, suas hesitações e sua incompetência política.

Já escrevi aqui mais de uma vez que não é fácil o Supremo tomar essa decisão. Reitere-se: isso nada tem a ver com um juízo de mérito sobre as acusações que pesam contra o deputado. Eu, por exemplo, acho há muito tempo que Cunha já deveria ter deixado a Presidência da Câmara. Dado tudo o que se sabe sobre ele, defendo que seja cassado.

Já a acusação de Janot é uma clara e óbvia forçada de mão, típica de quem resolveu entrar num guerra também pessoal. Sim, é certo que Cunha está fazendo o diabo para continuar no cargo. Mas, lamento informar, atuou segundo as normas do Regimento — inclusive, para lembrar um caso que diz respeito a Dilma, quando fez a votação secreta para a comissão do impeachment, anulada pelo STF. Nesse caso, quem jogou as regras no lixo foi o tribunal.

Depois daquela intervenção desastrada, mais uma, tenho, de fato, minhas dúvidas se o STF vai se arvorar em salvador da pátria e destituir o presidente da Câmara. Como representante do povo, Cunha fraudou a confiança que nele depositaram os eleitores e deve, por isso, perder o mandato. Como presidente da Casa, no entanto, atuou segundo o que lhe faculta o Regimento Interno.

Se Dilma, em seu próprio proveito, tivesse um pouco mais de cérebro e um pouco menos de fígado, torceria para seu antípoda permanecer onde está. Hoje, Cunha se tornou um elemento que atrapalha a tese do impeachment, não o contrário.

O presépio da doutora Dilma - Elio Gaspari

O Conselhão que se reúne amanhã é um retrato da capacidade do governo de viver no mundo da sua fantasia

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social foi criado em 2003 e é composto por 90 membros. Para a reunião de amanhã, dois titulares tiveram que ser substituídos, pois Marcelo Odebrecht e José Carlos Bumlai estão na cadeia. Também estão trancados o ex-conselheiro João Vaccari Neto e José Dirceu, que assinou o ato de criação do organismo. É difícil imaginar outro grupo de 90 pessoas com semelhante desempenho. Para se ter uma ideia do que significa uma porcentagem de 2% de presos, vale lembrar que a taxa de brasileiros encarcerados para cada cem habitantes é de 0,3%.

O Conselhão pretendia ser um foro de debates. Tornou-se um pastel de vento a serviço da propaganda de um governo cuja titular diz que “o Brasil não parou, nem vai parar”. Os pibinhos e a recessão aconteceram no Burundi. É marquetagem tão inútil que desde julho de 2014 a doutora Dilma não o convocava. Uma reunião de 88 pessoas serve apenas para fotografias de um consenso inexistente. A menos que se considere consenso o fato de estarem todas sentadas.

Quando o Conselho foi criado, nele estava a atriz Lucélia Santos. Foi substituída por Wagner Moura. Pelo lado dos empresários, lá estará Jorge Paulo Lemann. Certamente, ele tem algo a dizer, mas, da última vez que foi ao Planalto, a doutora deu-lhe um chá de cadeira de mais de uma hora. Até aí pode-se pensar que tenha surgido algum imprevisto. O problema muda de figura quando se sabe que mandaram uma funcionária fazer-lhe sala, e ela dirigiu-se a Lemann em inglês. Coube a ele explicar que foi criado nas ondas de Ipanema. O surfista do século passado tornou-se o homem mais rico do Brasil porque a InBev produz e exporta gestão, exatamente o que falta ao governo da doutora.

Ele acaba de anunciar que adiou o cumprimento da meta anunciada em novembro de visitar todos os domicílios do país até o fim deste mês para combater o mosquito da zika. Lorota. O que houve foi o colapso de uma promessa impossível de ser atingida. Na melhor das hipóteses, foram a 15% das casas. Houve burocrata sugerindo que, para evitar o risco da microcefalia, as mulheres não engravidem. Como o mosquito está no Brasil há mais de um século, a providência extinguiria a população de Pindorama. Depois, veio o ministro da Saúde, torcendo para que as jovens sejam infectadas pelo vírus antes da idade fértil, pois assim adquiririam imunidade.

Como Brasília comanda espetáculos, em dezembro a doutora assinou o Decreto 8.612, criando uma Sala Nacional de Coordenação e Controle, para cuidar do mosquito. Ela funcionaria no Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional. A sala mágica seria habitada por representantes de seis ministérios, dentro do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, que, por sua vez tem três “eixos”: “Mobilização e combate ao mosquito, atendimento a pessoas e desenvolvimento tecnológico”.

Aí está a essência da gestão da doutora: havendo um problema (o mosquito), lança-se um plano de enfrentamento, cria-se uma sala de controle anexa a um centro de gerenciamento e, daí em diante, o assunto é dos outros. Se nada der certo, convoca-se uma reunião do Conselhão para mudar de assunto em busca do que o Planalto chama de “agenda positiva”.

LASQUE O JORGE - POR ANTONIO MORAIS



Jorge, um caboquinho baixo,  olhos miúdos, cabelo pichain, trabalhadorzinho como diabo, chegado a Várzea-Alegre vindo da Paraíba, enamorou-se  de Zabé, filha de João Riduzino.

Depois de 15 anos de namoro resolveram se casar e  formaram um novo lar. Com apenas um ano de casados Jorge morreu empanzinado  com uma buchada de carneiro e, o mundo acabou pra Zabé. A mulher vivia chorando pelos cantos da casa.  

Mandou fazer uma estátua de camaru com as características da imagem e semelhança do Jorge e colocou  no lado da cama. 

Mas, você sabe como é o tempo, se esvai e junto com ele vão-se as lembranças e, Zabé  terminou  se casando novamente  com Chico de Mané Chico, o primeiro pretendente  que apareceu em sua frente. Primeira providência tomada foi retirar a estatua do Jorge do quarto para outra parte da casa.

Um dia frio de inverno, a domestica não tinha  lenha seca  para fazer o fogo e bateu na porta do quarto: Dona Zabé, não tenho lenha seca pra fazer o fogo, o que eu faço? 

Lá de dentro, uma voz de quem estava se espreguiçando respondeu pausadamente: Lasque o Jorge. 

Dilma precisa dialogar primeiro com o espelho - Por Josias de Souza

Sempre que não sabe o que fazer, Dilma Rousseff propõe o “diálogo”. Nesta semana, dialogará “com a sociedade” numa reunião com empresários, sindicalistas e brasileiros notáveis do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Por meio do ministro Jaques Wagner (Casa Civil), consultará lideranças do Congresso, inclusive oposicionistas, sobre a disposição de negociar uma pauta comum de votações. As iniciativas flertam com a perda de tempo.

Antes de dialogar com terceiros, Dilma precisa ter uma boa conversa com o espelho. Se a troca de ideias com seu reflexo for sincera, a presidente talvez se convença de duas coisas essenciais: 

1) Sua credibilidade evaporou porque a reeleição foi obtida numa campanha baseada na empulhação; 

2) Seu governo descolou-se da realidade quando se apaixonou pelas teses segundo as quais a crise é internacional e a ruína econômica, por “transitória”, será superada rapidamente no Brasil.

Em outubro de 2014, após prevalecer sobre Aécio Neves por uma diferença de pouco mais de 3 milhões de votos, Dilma declarou no discurso da vitória: “Essa presidente está disposta ao diálogo, e esse é meu primeiro compromisso no segundo mandato: o diálogo. O calor liberado no fragor da disputa pode e deve agora ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil.” Era lorota. A energia virou vapor.

Em dezembro de 2014, ao receber no Tribunal Superior Eleitoral o diploma de presidente reeleita, Dilma expandiu-se: “Chegou a hora de firmarmos um grande pacto nacional contra a corrupção, envolvendo todos os setores da sociedade e todas as esferas de governo.” Ela avisou: “Vou convidar todos os Poderes da República e todas as forças vivas da sociedade para elaborarmos, juntos, uma série de medidas e compromissos duradouros.” Era papo furado.

Hoje, Dilma estende a mão para a oposição num dia e chama os rivais de “golpistas” na manhã seguinte. Na área da corrupção, afora um desabafo enviesado —“não confio em delatores”— a maior contribuição de Dilma foi o recente envio ao Congresso de medida provisória que cria as condições para que empresas confessadamente corruptas voltem a firmar contratos com o governo.

Movida por verdades próprias, Dilma sustenta a fábula de que seu governo tem projeto. Entretanto, além da recriação da CPMF, suas únicas prioridades visíveis são: não cair e continuar passando a impressão de que comanda. De resto, notabiliza-se como inventora do diálogo de mão única.

The Beatles em Várzea-Alegre - Por Antonio Morais


Em 1969, The Beatles escolheram a cidade de Várzea-Alegre para  passar as férias do meio do ano. Pedro Beca emprestou quatro mulas que com os arreios de Matias Alves Bezerra, de quem era intrigado, apesar de ser irmão, as mulas foram arreadas. 

Assim  Paul, John, Ringo e George sairam da casa de papai Dirceu, passando pelo Beco de José Bitu até a Praça de Santo  Antônio.

Acorda.

Se tem quem acredita no que disse a Rede Globo em pleno Jornal Nacional: 1.000 agricultores trocam a enxada pela batuta e vão para passarela! Se tem  quem acredita que o prefeito de Miami passou  15 dias do seu valioso tempo na casa de um empresário de Várzea-Alegre, por que não crê  que "The Beatles" andaram montados  nos burros de Pedro Beca.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Lula não é honesto - Augusto Nunes.


Na mais recente missa negra celebrada no Instituto Lula, com um bando de blogueiros de joelhos caprichando no papel de coroinha sabujo, Lula comunicou no meio do sermão que é ele o detentor do título de campeão brasileiro de honestidade. “Se tem uma coisa que eu me orgulho neste país é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu”, louvou-se o pregador. “Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual. Mais, eu duvido”.

Uma consulta a qualquer dicionário informa que só leva a sério o palavrório de Lula gente que acharia muito justa a vitória do seu colega Marcola no concurso que elegeu o Presidiário Modelo. O verbete ensina que o adjetivo honesto só é aplicável a alguém que seja 1) honrado, probo; 2) consciencioso, sério, digno de confiança; 3) justo, escrupuloso; 4) imparcial; 5) veraz; 6) decente, decoroso, virtuoso; 7) casto, pudico, recatado. Nem Marilena Chauí ousaria enquadrar seu santo padroeiro numa das sete opções.

O ex-presidente nasceu desprovido do sentimento da honra, nunca rimou com seriedade, inspira tanta confiança quanto um hipnotizador de circo mambembe, desconfia que escrúpulo é nome de inseto, é mais parcial que torcida organizada, mente como Dilma Rousseff, é tão virtuoso quanto Rosemary Noronha e acha que decência é coisa de otário. Para o homem que liderou a execução do projeto criminoso de poder, o único pecado mortal é perder eleição. A eternidade no poder é o fim que justifica todos os meios - do furto do cofrinho da bisavó à venda da mãe em suaves prestações.

Se os dicionários berram em coro que Lula não é honesto, o vídeo acrescenta que nunca foi. Os 22 segundos iniciais reproduzem a discurseira em que o camelô de empreiteira revelou aos blogueiros estatizados que será aprovado com louvor no Juízo Final. Os 68 segundos restantes registram o momento mais assombroso da conversa ocorrida em 25 de março de 2004 entre o então presidente e um faxineiro que, dias antes, havia devolvido ao dono a sacola com 10 mil dólares que encontrara no banheiro do aeroporto de Brasília.

Graças ao exemplo de honradez, o faxineiro Francisco Basílio Cavalcante conseguiu alguns minutos de notoriedade e um encontro com Lula no Palácio do Planalto. O visitante lutava pela sobrevivência permanentemente acossado por contas atrasadas. O anfitrião já entrava sem bater no clube dos milionários. Era o chefe supremo de um partido com os cofres abastecidos por dinheiro público ou negociatas com empresários generosos. E já havia pacificado o Congresso com a farra do Mensalão, que só seria descoberta em meados de 2005.

Você acha que tem muitos brasileiros que fariam o que você faz? - pergunta Lula de saída, com a expressão de quem contempla uma esquisitice nativa.

Tem - responde Francisco sem titubeios.  Tive alguns amigos que me disseram para ficar com o dinheiro, mas esse é o lado desonesto.

Mas nem é desonestidade, não - discorda o presidente. - Quem acha um dinheiro assim, sem dono, pensa em melhorar de vida. Os que têm a consciência muito forte como você são muito poucos.

Ele nunca esteve entre esses “muito poucos”. Se fosse ele o faxineiro, o dono da sacola nunca mais veria a cor do dinheiro. Lula faria com os 10 mil dólares o que fizeram com os bilhões da Petrobras os canalhas que escolheu e apadrinhou.

O diabo é quem quer - Por Antônio Morais

Foto - Casal João Alves de Menezes, João do Sapo  e Dona Soledade Batista de Menezes..

Em meados  da década de 40 do século passado,  João do Sapo fez uma viagem a sua fazenda Pitombeira em Assaré. Levou com ele o filho André Menezes de aproximadamente 12 anos de idade.

Na volta, mandou chamar  o primo Frazo do Garrote para uma conversa.  

Disse-lhe - olhe Frazo, no Assaré tem uma vizinha de propriedade, uma moça  velha que nunca casou, mais ou menos de sua idade, que tem uma  garra de terra de  500 tarefas, tem umas 80 cabeças de criação, umas 50 rezes. 

Eu acho que um casamento  seria um bom negocio para os dois. 

Frazo já estava com um pé no outro, animado que só pinto em monturo.

André Menezes achou de completar as informações e disse : Ei pai, tem Pedro  que já dar para botar as vacas  pru curral.

Frazo caiu fora, é que pra quem nunca se casou ter Pedro era um defeito muito grande  para uma moça. 

O diabo é quem quer, disse Frazo.

Dedicado ao Dr. Helder Maximo de Menezes.

Lula e Dilma na bacia das almas - Blog do Ricardo Noblat.


Quando foi mesmo que Lula e Dilma passaram a ser um constrangimento para a imagem do PT?

"Não tem, neste país, uma viva alma mais honesta do que eu”, disse Lula. Não tem. “Nem dentro da Polícia Federal, do Ministério Público, nem da igreja evangélica e do sindicato.” Nem você, leitor, nem a Dilma, muito menos o José Dirceu, agora acusado de gastar em um mês, como “consultor”, até R$ 1 milhão, provenientes de propina de contratos da Petrobras.

Ninguém é mais honesto que Lula. Você acredita nisso? “Pode ter igual, mas eu duvido”, afirmou o ex-presidente. Isso é motivo de orgulho para Lula. Natural. O ex-tesoureiro do PT Vaccari Neto não é mais honesto que Lula. O ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral também não. Estão presos. Lula pede nossa solidariedade a Dirceu e Vaccari. “Não é porque um companheiro da gente cometeu um erro que temos de execrar ele.” Lula ignora o ainda senador petista Delcídio, que promete vingança nos próximos capítulos.

O problema é que as frases de efeito de Lula, antes espirituosas e aplaudidas, perderam valor. O valor da credibilidade. O valor da simpatia. Uma declaração presunçosa como essa não consegue repercussão positiva nem em seu PT nem nas bases sindicais. 

Lula e Dilma sofreram um tombo maior que o das ações da Petrobras, ao ficar clara para a sociedade a teia de mentiras – éticas, morais, econômicas, financeiras, sociais – usada para enredar o eleitor e jogar o país numa crise que o povo não merecia.
    

Quatro chances para Lula - Por Josias de Sousa.

Lula pode ser chamado de informante ou testemunha, mas, na prática, vem sendo tratado como suspeito em quatro processos. 

Josias de Souza enumerou os casos em seu blog:

"Afora o processo sobre o apartamento de cobertura no Guarujá, há pelo menos outros três que conspiram contra a ilusão de ótica do cacique petista. 

Num desses processos, a Polícia Federal apura a suspeita de envolvimento de Lula no loteamento político que deixou a Petrobras vulnerável à pilhagem. 

Noutro, a PF investiga se Lula está envolvido no caso de venda de medidas provisórias durante sua gestão. 

Num terceiro, a Procuradoria esquadrinha denúncia de tráfico de influência de Lula em favor de empreiteiras brasileiras que atuam no exterior."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Retrocesso - Por Merval Pereira.

O limite dos gastos de um Estado é o quanto ele arrecada, ou seja, retira de forma compulsória dos bolsos dos contribuintes. 

Isso nunca foi levado em consideração pelos "talentosos" governos petistas Lula e Dilma. A acusação feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao governo Dilma, de ter optado pela irresponsabilidade fiscal, confirma esta afirmação. 

Para o TCU, o que aconteceu em 2014 com mais ênfase, mas também em anos anteriores, foi a utilização de “uma política expansiva de gasto sem sustentabilidade fiscal e sem a devida transparência, posto que tais operações passaram ao largo das ferramentas de execução orçamentária e financeira regularmente instituídas." 

Ao descuidar-se das contas públicas o governo Dilma criou as bases para transformar a economia brasileira em terra arrasada.

MEMORIA CURTA - POR ANTÔNIO MORAIS


Ministro Henrique Eduardo Alves.

Na eleição para suceder o presidente Fernando Henrique Cardoso, O candidato do PSDB José Serra, cedeu  a vice para o PMDB.  

O PMDB reunido em sua sede em Brasília decidiu que o vice seria Henrique Eduardo Alves, este mesmo que  se elegeu presidente da Câmara Federal com os votos dos deputados do PT e hoje é Ministro  do Turismo da Dilma.. 

Terminada a reunião o presidente do partido Michel Temer, disse para os  repórteres presentes:  o nosso candidato a vice é o Deputado Henrique Eduardo Alves,  vamos fazer a comunicação a família Marinho. 

Antes da comunicação a ex-esposa do deputado denunciou uma remessa de dinheiro de forma ilícita realizada pelo parlamentar.  

O Homem não pode ser candidato aquela época principalmente pelo barulho que fez o PT.  O PMDB escolheu, então, a deputada Rita Camata para  compor a chapa do Serra.

Lula venceu, e a partir de então começou a recuperar   todos os políticos  sujos, um a um, até formar  esse conluio que aí está para o aplauso do povo.

Montadoras pagaram R$ 36 milhões para aprovar medida provisória no governo Lula, diz Estadão.


De acordo com documentos obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo , há indícios de que uma Medida Provisória (MP), editada durante o governo Lula, em 2009, foi comprada por montadoras de veículos por meio de lobby. A MP 471, assinada pelo presidente Lula em novembro de 2009, esticava  – de 2011 até 2015 – a política de descontos no IPI de carros produzidos nas regiões norte, nordeste e centro-oeste.

Os documentos apontam que a MMC Automotores, subsidiária da Mitsubishi no Brasil, e o grupo CAOA – que fabrica veículos Hyunday e revende Ford, Hyuday e Subaru– pagaram até R$36 bilhões a lobistas para conseguir do executivo a assinatura dessa MP. Na época, a Ford tinha uma fábrica na Bahia. Mitsubishi e CAOA tinham fábricas em Goiás.  A medida deu ao setor incentivos de R$1,3 bilhão por ano. Para ser aprovado, o texto precisou passar pelo crivo da presidente Dilma, que ocupava o cargo de ministra da Casa Civil.O texto foi aprovado pelo Congresso em 201, e virou a lei 12.218/2010.

Os contratos de lobby, firmados antes de a MP ser aprovada, contam o caminho do dinheiro. Para conseguir os incentivos fiscais, as montadoras pagaram honorários a um consórcio formado pelos escritórios SGR consultoria empresarial, do advogado José Ricardo da Silva, e ao escritório Marcondes e Mantoni empreendimentos,do empresário Mauro Marcondes Machado.

As mensagens trocadas pelos envolvidos falam sobre propinas pagas a agentes públicos. Um dos escritórios envolvidos fez repasse de R$2,4 milhões ao filho de Lula, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva em 2011, para viabilizar a MP. Os emails também falam de reuniões com o então ministro Gilberto Carvalho para tratar da norma quatro dias antes de o texto ser aprovado. Foram essas mensagens que fizeram surgir suspeitas de corrupção para aprovação da medida.

Numa das mensagens, um homem identificado com o nome falso de Raimundo Lima, reclama da falta de pagamentos da CAO. A empresa, revendedora da Ford, teria participado das conversas para viabilizar o acordo, mas não pagava os valores combinados. Na mensagem, Raimundo pede a Eduardo Souza Ramos – sócio-fundador da outra fundadora, a MMC, no Brasil – interferisse e cobrasse esses pagamentos. O texto também diz que um dos lobistas, o empresário Mauro Marcondes, afirmava ter pagado R$4 milhões a agentes “do atual governo, do PT”, mas que isso era mentira. O texto também sugere a participação de deputados e senadores na negociação, mas não diz nomes.  A mensagem foi repassada pela secretária do executiva da MMC a Mauro Marcondes, meia hora depois de recebida. Nela, o remetente dizia que, se o dinheiro não fluísse, poderia expor um dossiê com documentos e gravações que provavam o esquema de corrupção.

O grito do Cariri - Por Osvaldo Alves de Sousa.


A marcha inexorável da violência sobre a paz, o trabalho, os sonhos e as aspirações do povo brasileiro parece conduzir-nos, implacavelmente, ao caos generalizado. Nunca se viu, em tempo algum, tantas e tão cruéis cenas de brutalidade e desatino.Os homens estão perdendo o sentimento de amor ao próximo e se distanciam de Deus. Vivemos dias de panicos e sobressaltos. Os grandes centros do pais são caldeirões de sequestros e vandalismos comandam a desordem nacional. Vivemos encurralados em nossas próprias casas. Aliás, nem sempre, pois a insegurança e a violência rompem a tranquilidade dos lares para nos impor a sua ação sinistra.

Sequestram. Matam. Roubam.

Crianças e adultos tem sido vitima diárias da violência avassaladora. Os rastilhos de pólvora sobem e descem os morros das grandes cidades, atingem, agora, também, os centros de médio e pequeno portes do interior. O Brasil está assustado. Está em pânico. Os noticiários da televisão horrorizam a comunidade nacional.

A nossa região, até certo ponto tranquila e ordeira, vive momentos de angustia e medo Os assaltos e os crimes de morte tem ocorrido com uma frequência aterrorizante. A população do cariri está inseguro. O medo tem sido a característica do seu dia-a-dia, dentro e fora de casa.

As medidas anunciadas pelas autoridades competentes não tem evitado a pratica de crimes, e os assaltos a bancos, residências, ruas e praças continuam. A policia, precariamente equipada e parcamente remunerada, sente-se impotente para conter a onda de crimes que avassala a região. Diante do quadro aterrador, resta-nos um caminho: rezar. O cariri está pedindo misericórdia.

domingo, 24 de janeiro de 2016

José Carlos Bumlai - Por Vera Magalhães.


Moro ordena sequestro de jato de Bumlai, à venda por US$ 8 milhões. José Carlos Bumlai anda mesmo sem sorte. Fora a Lava-Jato, que levou à sua prisão, outro jato vem lhe dando dor de cabeça. Há cerca de seis meses, o amigo de Lula tentava vender seu Cessna Citation XLS, que está em nome de uma de suas empresas, a Agropecuária JB. O preço pedido? Oito milhões de dólares.

Mais: quem se dispusesse a comprar a aeronave ainda teria de arcar com inspeções atrasadas. Pois agora o que já era um mico virou prejuízo: na sexta-feira, o juiz Sergio Moro determinou o sequestro do jatinho, que deu carona a muitas autoridades nos tempos de trânsito livre de Bumlai no Planalto.

O asceta de Garanhuns - Editorial O Estado de S. Paulo

“Nesse país”, porém, qualquer um que manifeste dúvidas em relação à absoluta integridade moral do asceta de Garanhuns é insano ou mal-intencionado

“Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste país, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da Igreja Católica, nem dentro da Igreja Evangélica. Pode ter igual, mas mais do que eu, duvido.” 

Lula continua achando que o brasileiro é idiota. Reuniu ontem blogueiros amigos para um café da manhã em seu instituto e, a pretexto de anunciar que vai participar “ativamente” do próximo pleito municipal, aderiu pessoalmente – já o havia feito por intermédio de seu pau-mandado Rui Falcão – à campanha promovida por prósperos advogados e seus clientes, apavorados empresários e figurões da política, para desmoralizar a Operação Lava Jato, que procura acabar com a impunidade de poderosos corruptos.

Lula conseguiu escapar penalmente ileso do escândalo do mensalão e, por enquanto, não está oficialmente envolvido nas investigações sobre o assalto generalizado aos cofres públicos. Os dois casos juntam-se numa sequência das ações criminosas que levaram dinheiro sujo para os cofres do PT e aliados e “guerreiros” petistas como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares para a cadeia.

O que é inacreditável é que, como presidente da República e dono do PT, Lula não tivesse conhecimento do mensalão e do petrolão que desfilavam sob seu nariz. 

Assim, é notável o atrevimento – talvez mais estimulado pelo desespero do que por sua índole de ilusionista – com que o personagem, que ficou rico na política, se apresenta como monopolista das mais prístinas virtudes.

O orgulho do Papel Higiênico - Por Antonio Morais


O papel higiênico é o bicho mais orgulhoso. Você entra no supermercado e ele tem uma ala exclusiva só dele — vip — enfileirado em pacotes de 2, 4, 6, 8 e 16 unidades.

Nas compras, ele é colocado em cima de todas as mercadorias. Você o pega por último ou coloca-o em um local reservado no carrinho. Ele já tem cara de orgulhoso. Na hora de passar as compras no caixa, logo é colocado no saquinho separado, porque ele não se mistura com os outros. É o único produto de limpeza que precisa de um cuidado especial.

Quando vai para o carro, você põe tudo embaixo, mas ele não; ele vai por cima, charmoso. Quando chega em casa, ele é colocado com cuidado em um local especial na dispensa.

Chegada a hora de ir para o trono, ele é colocado em uma casinha de acrílico ou numa casinha que até porta tem. Ele realmente é muito orgulhoso. Vem picotado, perfumado dos dois lados. Não conheço ninguém que fica cheirando papel higiênico. Quando alguém vai lavar o banheiro, toma bastante cuidado para não molhá-lo.

Mas um dia chega a grande hora dele. É usado. Tem gente até que não tem nem o trabalho de dobrá-lo depois de usar e deixa a mancha à mostra ao jogá-lo no lixo de qualquer jeito. Chegamos até a ter nojo do próprio papel que usamos. É realmente um produto muito orgulhoso. Enfim, pessoal, aí está o fim do papel higiênico: sujo e no lixo.



sábado, 23 de janeiro de 2016

FABULA - Por Antonio Morais

Era uma vez um rei que queria pescar. Ele chamou o seu meteorologista e pediu-lhe a previsão do tempo para as próximas horas.Este lhe assegurou que não iria chover.

A noiva do monarca vivia perto de onde ele iria e colocou sua roupa mais elegante para acompanhá-lo. No caminho, ele encontrou um camponês montando seu burro que viu o rei e disse: -"Majestade, é melhor o senhor regressar ao palácio porque vai chover muito".

O rei ficou pensativo e respondeu: "Eu tenho um meteorologista, muito bem pago, que me disse o contrário. Vou seguir em frente". E assim fez. Choveu torrencialmente. O rei ficou encharcado e a noiva riu-se dele ao vê-lo naquele estado.

Furioso, o rei voltou para o palácio e despediu o meteorologista. Em seguida, convocou o camponês e ofereceu-lhe emprego. O camponês disse: "Senhor, eu não entendo nada disso, mas, se as orelhas do meu burro ficam caídas, significa que vai chover".

Então, o rei contratou o burro.

E assim começou o costume de contratar burros para trabalhar junto ao poder e ocuparem as posições mais bem pagas em qualquer governo. 

   



A DESPEDIDA DE LULA, DILMA E DO PT - Por Carlos Chagas.

A multidão se concentrava defronte ao palácio de El Pardo, em Madri, onde agonizava Francisco Franco, depois de 40 anos como caudilho da Espanha,  ditador do mais prolongado regime fascista do século passado. Auxiliares mais chegados e a equipe de médicos explicavam   ao chefe do Estado espanhol a causa do intenso   rumor que entrava pelas janelas: “é o povo, generalíssimo, que veio  despedir-se”.   Resposta: “para onde vai o povo?”

Guardadas as proporções e sem qualquer relação com a saúde do Lula, que vai muito bem,  corre que na sacada do apartamento do ex-presidente,  em São Bernardo, o ícone do PT perguntou a razão das manifestações populares na praça, lá em baixo. Paulo Okamoto e outros, com muito jeito, disseram ser os companheiros que tinham ido despedir-se.  E veio a réplica:  “e para onde vão os companheiros?”

Essa a dúvida que assola São Paulo: os companheiros se despedem, mas ninguém revela ao Lula para onde vão. Permanecer no partido parece difícil, dada a perda de credibilidade que inunda a legenda e o vazio em que se  transformaram  o governo de Madame e a perspectiva do retorno do antecessor.  A esperança de mudanças sociais profundas desfaz-se  no ar. Correr para os aliados, como o PMDB, significa pular no precipício.  Refundar o PT através de profunda renovação torna-se missão impossível, pela falta de jovens dispostos a repetir o exemplo dos mais velhos. Os antigos líderes evaporaram, quando não recolhidos à cadeia  ou entregues  às delações premiadas.

O resultado é que os petistas despedem-se do Lula mas não tem para onde ir. Nem ele, ao dar adeus aos companheiros. Muito menos Madame. O que parecia uma epopeia virou uma aventura e, em  seguida, um desastre. Sumiram as reformas sociais, desapareceu o sonho de uma nação mais justa. O desemprego em massa, o aumento do custo de vida, a multiplicação dos impostos, taxas e tarifas, a economia em frangalhos, a corrupção desenfreada, o abandono  da  saúde e educação públicas e a ausência de um plano de afirmação nacional são  apenas faces variadas de um  poliedro de horror.

Sendo assim, não há  lugar para os companheiros. Nem para o Lula. Muito menos para Dilma. Estão passando. Ou já passaram. O pior é que para substituí-los  fica  o vazio.

Vale começar onde terminamos, ou seja, no exemplo da Espanha depois de Franco. Foi possível  virar tudo de cabeça para baixo. União Nacional, Pacto de Moncloa, Rei Juan Carlos, Socialismo Democrático. Claro que dificuldades sociais, também, mas suportáveis...

Quem perdeu foi tu ou foi eu? - Por Antonio Morais


Todo varzealegrense conheceu Pedro do Ouro. Pois bem, num desses carnavais  Pedro correu as mãos nos bolsos e nada tinham. Com uma sede lascada foi ao Bar da Toinha Boagua e pediu uma cerveja gelada. Tomando a "contas gotas" ouviu a dona do bar informar para outro fregues que não vendia mais fiado nem pra mãe dela. Ficou a esperar que alguém chegasse  e lhe emprestasse o  numerário para pagar a conta. 

José de Naninha, chegou e abancou-se na mesa mais próxima. Então, Pedro do Ouro falou baixinho: ei, José eu perdi os deis reais que sair de casa com  eles, você pode emprestar esse dinheiro para eu quitar minha conta? Amanha te devolvo! José de Naninha não fez cerimonia, tirou os dez reais do bolso e entregou ao Pedro. 

Daí pra frente,  sempre que se encontravam José ficava esperando  a quitação do débito que nunca acontecia. Um belo dia José perguntou: Ei, Pedro, aqueles dez reais quem perdeu foi tu ou foi eu? 

STF engaveta denúncia contra Renan há 3 anos - Josias de Souza

No próximo domingo, fará aniversário de três anos denúncia da Procuradoria-Geral da República acusando o senador Renan Calheiros pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Protocolada no Supremo Tribunal Federal em 24 de janeiro de 2013 pelo então procurador-geral Roberto Gurgel, a peça completará impressionantes 1.095 dias de gaveta.

Renan já frequenta o inquérito de outro escândalo, o petrolão, e o Supremo não esboçou a intenção de julgá-lo. Pior: o tribunal não se dignou nem mesmo a marcar a sessão em que decidirá se aceita a denúncia da Procuradoria, convertendo-a em ação Penal. Só depois disso Renan poderá ser chamado formalmente de réu. Juntos, os três crimes de que é acusado podem render até 23 anos de cadeia.

O processo refere-se a um escândalo de 2007. O lobista de uma grande empreiteira entregava à jornalista Mônica Veloso, em dinheiro vivo, recursos para custear a pensão da filha que tivera com o senador, num relacionamento extraconjugal. Na época, Renan teve de renunciar à presidencia do Senado para salvar o mandato. Foi reconduzido ao cargo em 2013, uma semana após a formalização da denúncia.

Originalmente, o relator do processo era o ministro Ricardo Lewandowski. Ele sentou em cima dos autos por um ano e sete meses. Em setembro de 2014, assumiu a presidência da Suprema Corte, deixando para trás os cerca de 1.400 processos que aguardavam deliberação em seu gabinete. Entre eles o de Renan.

O caso deveria ter migrado para a mesa de Joaquim Barbosa. Mas o relator do mensalão aposentou-se. E Dilma demorou a providenciar a substituição. Só em junho de 2015 tomou posse o substituto de Barbosa: Luiz Fachin. Ele herdou o processo contra Renan. Já lá se vão sete meses. E nada. Candidato a réu, Renan continua no comando do Senado. No momento, é o principal aliado de Dilma na cruzada contra o impeachment.

A denúncia da Procuradoria é contundente. Escorada em achados da Polícia Federal, a peça anota que, ao defender-se em 2007 da acusação de que um lobista da empreiteira Mendes Júnior bancara despesas da ex-amante, Renan entregou ao Senado notas frias e documentos falsos.

Segundo Roberto Gurgel, ficou provado que o senador não dispunha de renda suficiente para custear a pensão à jornalista Mônica Veloso. De quebra, descobriu-se que Renan usara notas fiscais geladas também para desviar pelo menos R$ 44,8 mil em verbas do Senado.

O ponto de partida da investigação foi uma notícia veiculada pela revista Veja. Informava que o lobista Cláudio Gontijo, amigo de Renan e empregado da Mendes Júnior, repassava R$ 16,5 mil por mês à mãe da filha que Renan tivera fora do casamento. Na mesma ocasião, entre 2004 e 2006, a empreiteira recebera R$ 13,2 milhões em emendas penduradas por Renan no Orçamento da União. As verbas destinavam-se a uma obra no Porto de Maceió.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Em email, dono da Odebrecht relata conversa com Lula - O Estado de São Paulo.



Presidente afastado da maior empreiteira do País conta, em mensagem para executivos do grupo, sobre encontro com ex-presidente do Brasil.

Em janeiro de 2009, o empresário Marcelo Bahia Odebrecht – preso desde 19 de junho pela Operação Lava Jato – relata em e-mail para executivos do grupo conversa com o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para que ele intercedesse junto ao presidente da Bolívia, Evo Morales. O interesse aparente do empreiteiro eram negócios do grupo no setor petroquímico boliviano.

“Acabei tendo oportunidade de conversar com Lula e Chaves enquanto estavam na sobremesa. (Andre, Gov. Do MS estava ao lado).”, escreve Odebrecht em mensagem de 15 de janeiro de 2009. Naquele dia, Lula e o presidente da Bolívia, Evo Morales, participaram de inauguração de trecho de uma ligação rodoviária entre o Oceano Atlântico, no Brasil, e o Oceano Pacífico, no Chile, passando por terras bolivianas. O empreiteiro cita “Chaves”, possível referência a Hugo Chávez, então presidente venezuelano, morto em 2013, com quem o ex-presidente Lula estaria no dia seguinte, 16.

Chamada de Corredor Bioceânico, a obra que reuniu Lula, o presidente boliviano Evo Morales e o dono da Odebrecht, tem a empreiteira como uma das contratadas. No discurso feito pelo ex-presidente do Brasil, que está arquivado nos registros do Planalto, o petista cita em suas homenagens de abertura a presença de Marcelo Odebrecht.

Cruzeiro Isolado - Por Antônio Morais


Todo varzealegrense conhece a história do Cruzeiro do Beco de Zé Bitu. História disseminada  pelo compositor José Clementino "Contrastes de Várzea-Alegre" na locução do Luiz Gonzaga. Poucos conhecem, porém, a origem, razão de sua existência e sua história. 

As missões percorriam os povoados brasileiros construindo "marcos/cruzeiros" onde deveriam ser construídas as igrejas. 

Em Várzea-Alegre, deveria ser construída nossa matriz no lugar indicado pelo cruzeiro. Porém, em atendimento a um pedido de Maria Teresa de Jesus, esposa de Papai Raimundo e por determinação do seu filho Major Joaquim Alves a igreja foi construída no local onde está, ou seja onde ficava a casa de papai Raimundo. 

O Cruzeiro ficou como marco da historia das missões e chamam-no de isolado, talvez porque a própria historia tratou de assim fazer.

Delcídio tenta anular gravação que o encrencou - Por Josias de Souza

Delcídio Amaral desempenha no enredo da Lava Jato o papel de cego em tiroteio. Passada a fase de estupefação com a prisão, o senador namorou com da delação premiada. Apeado por Dilma do posto de líder do governo, tachado por Lula de “idiota” e suspenso dos quadros do PT, ele ameaçou levar os lábios ao trombone. Por alguma razão, faltou-lhe o sopro. Agora, sem ter o que dizer em sua defesa, investe na desqualificação da prova-mãe do inquérito em que é protagonista.

Delcídio virou sócio-atleta da Lava Jato graças à gravação de conversa que manteve com Bernardo Cerveró, filho do petrodelator Nestor Cerveró. A defesa do senador prepara petição em que sustenta que a fita foi produzida em condições ilegais. Levanta a suspeita de que a PF ou a Procuradoria tenham preparado a arapuca em que Delcídio caiu. Argumenta, de resto, que o filho de Cerveró não é parte do processo. Nessa linha de raciocínio, a gravação só poderia ter sido feita com autorização do STF, o foro em que são processados os congressistas.

Por ora, a tática da defesa serviu apenas para realçar o tamanho do enrosco em que se meteu Delcídio. O inédito encarceramento de um senador no exercício do mandato fará aniversário de dois meses na próxima segunda-feira (25). E o preso ainda não sabe como explicar o conteúdo da conversa que soa na fatídica gravação.

Pudera! Na fita, a pretexto de comprar o silêncio de Nestor Cerveró, Delcídio informa ao filho do ex-diretor da Petrobras que teria acesso a quatro ministros do STF —com a ajuda do “Michel” e do “Renan”. Esclarece que providenciaria junto ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, um mensalão de R$ 50 mil para a família Cerveró, além de recursos para custear a fuga do patriarca até a Espanha, depois que a quadrilha arrancasse um habeas corpus do STF libertando Cerveró da cadeia.

Nesse contexto, Delcídio não tem mesmo muitas alternativas. Falhando a tática do tumulto processual, ou vira colaborador da Justiça ou está frito.

ZEFELIPE - Postado por Antonio Morais


Da esquerda para direita- Zé Felipe, Chico Seabra e Zezinho Costa.

Inverno lascado, estradas inundadas e intransitáveis, lá se vão Zefelipe e seu carro em busca da Paraíba, arrastando toneladas de cargas. 

De repente, puft! O carro jogou-se num buraco coberto pelas águas e as rodas “se-atolaram-se”, as da frente e as detrás, até acima dos eixos. Foi por ali, onde morava aquela família numerosa, toda ela de gente da cabeça enterrada no pescoço, os Gonçalves da Caiçara, Providencialmente, em grupo numeroso, surgem homens, mulheres e meninos, portando foices, facões, enxadas, estrovengas e o diabo. Verdadeiro adjunto, perfeito mutirão. Todos dispostos a ajudar e fazer o que fosse preciso e possível. 

Zefelipe se encheu de alma nova e alegria e falou que toda aquela gente era caída do céu, salivação em termos. E foi aquele arrojo, verdadeiro cabo de guerra. Bota pedra, escora, estaca, calça os pneus, um ba-fá-fá... Zefelipe senta na direção manda que façam força, empurrem, liga o motor, infinca o pé no acelerador, liga a marcha, passa marcha, e o bicho fica rodando espritado em vão, sacudindo lama e raiva em cima de toda a brava equipe. 

Depois de muito fuçar, não era pra menos – o bicho de desprende e avança e sai do aperreio. Zefelipe aproveitando a embalagem olha pra traz e diz: boa turma, gostei de ver. Vou pra Campina Grande e não me esquecerei de vocês, na volta, vou trazer um saco de pescoços para vocês.

O Brasil não merece isso - Blog do Ricardo Noblat.

Dá vontade de dizer fora FMI. O Fundo está aumentando a projeção de crescimento negativo da economia brasileira. De menos 1,0% para menos 3,5% neste ano de 2016. Para 2017, de mais 2,3% para 0,0% (zero). Mas, desgraçadamente, o FMI tem razão. Duro imaginar a devastação desta notícia para os milhões de desempregados de 2015. Para eles, a procura de uma recolocação se esfarinha. E os milhões de trabalhadores que perderão seus empregos em 2016?

“Onde realmente pega e dói, e vai continuar doendo, é o desemprego. Uma coisa é apertar o cinto. Isso todo mundo faz. Outra coisa é perder a renda, a condição e os meios de vida. Desemprego é isso”. Análise do economista Eduardo Giannetti no Estadão/Economia (17/01) sobre o cenário para o país.

A Petrobras, infelizmente “alinhada” ao desastre Dilma/Lula/PT, vale hoje 14,5% do que valia em 2008. Perdeu inacreditáveis R$ 436 bilhões em valor de mercado e deve R$ 500 bilhões. Dilma controla a empresa desde 2003. Devia se envergonhar pelo feito de arruinar uma das maiores petroleiras do mundo. Hoje, a Petrobras está queimando ativos – Transpetro, Braskem, BR Distribuidora – e é quem mais desemprega no Brasil. No delirante projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), 35 mil trabalhadores foram colocados na rua. Na roubalheira, segundo a Procuradoria-Geral, apenas o PP desviou R$ 358 milhões de 2006 a 2014 na Petrobras. Quanto desviaram o PT e aliados? Má gestão, corrupção, nacionalismo velhaco e cínico dilapidam a Petrobras.

Dilma, em mais uma patética manifestação na entrevista de 15/01, diz que não se afasta o chefe do Executivo apenas por “não simpatizar” com ele. É conhecida a dificuldade de se expressar da presidente. Um estado de confusão mental que a levou a lamentar a impossibilidade de armazenar ventos. Devia acrescentar lamento pela impossibilidade de armazenar caráter, compostura, honestidade, por oposição ao cinismo, à desfaçatez, à plácida convivência com a corrupção e à precipitação do país no caos, desgoverno e depressão, marcas indeléveis de sua gestão.

Os crimes cometidos por Dilma não se resumem às pedaladas, à destruição do setor de energia, à corrupção generalizada e tantos outros. É o conjunto da obra. No entanto, o pior crime, aquele em que de algum modo todos seremos cúmplices, é o de contemplar a continuação do seu governo. O que será o Brasil com Dilma ao final de 2016? E em 2017? O que falta acontecer para que o Parlamento se movimente não para ser cúmplice de um moribundo, mas para decidir sobre o impeachment? Que história é essa de que algo de novo tem que aparecer para motivar os representantes do povo? Quantos milhões mais de desempregados? O impeachment é instrumento legítimo de interrupção de mandato. Está na Constituição. Quem se manifesta contra, independentemente das motivações, quer esconder o sol com a peneira. O Brasil não pode se acovardar diante do cenário que temos hoje e todo dia fica pior.

As lideranças políticas, destacadamente as da oposição, têm o desafio e a obrigação de se comunicar mais e melhor com a sociedade. Sintonizar com o Brasil real, que sofre com o país à deriva. É urgente recuperar a confiança e a credibilidade numa ação a favor do Brasil. O ponto de partida: é possível com Dilma e o que ela representa? Não. O petismo esgotou todo seu arsenal de má-gestão e corrupção, bonanças insustentáveis a custos insuportáveis, uma aventura que nos faz retroceder décadas de conquistas com enormes prejuízos para o povo brasileiro. Dilma está reclusa no seu Palácio. Sua interlocução e ação concentra-se em mais transgressões para ter sobrevida. O Brasil não merece isso.

As relações incestuosas de um empreiteiro - Editorial o Globo


Mensagens trocadas pelo presidente afastado da OAS, Léo Pinheiro, recuperadas pela Lava-Jato, denunciam um reprovável conflito de interesses

Iniciada em março de 2014, a Operação Lava-Jato já reuniu o maior acervo da Justiça brasileira em provas, depoimentos, denúncias sobre um esquema de desvio de dinheiro público. Tudo proporcional ao tamanho do que foi saqueado pelo lulopetismo e aliados, a Petrobras. E material continua a ser acumulado, o qual, depois de servir para instruir processos contra inúmeros acusados, será rica fonte para pesquisas e estudos sobre vários aspectos deletérios de como a política e os negócios se misturam no Brasil, longe da opinião pública e dos instrumentos de fiscalização do Estado — em funcionamento na Lava-Jato, felizmente.

Até agora, entre os vários personagens que afloraram no escândalo, destaca-se Léo Pinheiro, presidente afastado da OAS, e cujas mensagens resgatadas de seus telefones celulares pela Polícia Federal revelam uma ampla rede de interesses.

Ao lado de Marcelo Odebrecht, de Ricardo Pessoa, da UTC, entre outros investigados, Léo Pinheiro surge nas investigações como alguém com grande capacidade de articular-se com políticos, autoridades do Executivo e do Judiciário, distribuir e obter favores.

Do círculo de conhecimento do empreiteiro, estão, ou estavam, o ex-presidente Lula, a quem jocosamente chama de “Brahma”, o indefectível Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e, entre outros mais, o atual ministro-chefe da Casa Civil, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) — onde está a sede da empresa —, que inspirou a criatividade de Pinheiro ao ser apelidado por ele de “Compositor”, referência ao músico alemão.

O que transparece de trocas de mensagens entre o empreiteiro, políticos e assessores é que o limite entre a defesa de interesses públicos, por parte de autoridades, e pessoais foi largamente ultrapassado.

Noticiou-se que o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em uma das viagens ao Brasil, teria defendido a oferta da Boeing para substituir os ultrapassados jatos de interceptação da FAB, negócio afinal arrebatado pela sueca Saab. Mas não consta que Biden tenha pedido à Boeing favores para amigos e para ele mesmo, numa escrachada troca de favores.

No convívio descuidado entre empreiteiros e governantes brasileiros, a história tem sido outra, denuncia a Lava-Jato. A OAS de Léo Pinheiro finalizou o prédio em que a família Lula tem um tríplex no Guarujá. Até mesmo Rose, Rosemary Noronha, amiga do ex-presidente, é citada na troca de recados como se houvesse algo que Pinheiro pudesse ajudá-la pessoalmente.

Lula também fez incontáveis gestões a favor de projetos dessas empreiteiras brasileiras. Tudo muito defensável. Menos o fato de o presidente receber por palestras dadas em eventos das mesmas empreiteiras, e tampouco encaminhar pedidos de favores a pessoas próximas.

Este é um aspecto de todo esse escândalo que precisa ser esclarecido, para ajudar na moralização da vida pública brasileira.

Mensagens trocadas pelo presidente afastado da OAS, Léo Pinheiro, recuperadas pela Lava-Jato, denunciam um reprovável conflito de interesses

Iniciada em março de 2014, a Operação Lava-Jato já reuniu o maior acervo da Justiça brasileira em provas, depoimentos, denúncias sobre um esquema de desvio de dinheiro público. Tudo proporcional ao tamanho do que foi saqueado pelo lulopetismo e aliados, a Petrobras. E material continua a ser acumulado, o qual, depois de servir para instruir processos contra inúmeros acusados, será rica fonte para pesquisas e estudos sobre vários aspectos deletérios de como a política e os negócios se misturam no Brasil, longe da opinião pública e dos instrumentos de fiscalização do Estado — em funcionamento na Lava-Jato, felizmente.

Até agora, entre os vários personagens que afloraram no escândalo, destaca-se Léo Pinheiro, presidente afastado da OAS, e cujas mensagens resgatadas de seus telefones celulares pela Polícia Federal revelam uma ampla rede de interesses.

Ao lado de Marcelo Odebrecht, de Ricardo Pessoa, da UTC, entre outros investigados, Léo Pinheiro surge nas investigações como alguém com grande capacidade de articular-se com políticos, autoridades do Executivo e do Judiciário, distribuir e obter favores.

Do círculo de conhecimento do empreiteiro, estão, ou estavam, o ex-presidente Lula, a quem jocosamente chama de “Brahma”, o indefectível Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e, entre outros mais, o atual ministro-chefe da Casa Civil, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) — onde está a sede da empresa —, que inspirou a criatividade de Pinheiro ao ser apelidado por ele de “Compositor”, referência ao músico alemão.

O que transparece de trocas de mensagens entre o empreiteiro, políticos e assessores é que o limite entre a defesa de interesses públicos, por parte de autoridades, e pessoais foi largamente ultrapassado.

Noticiou-se que o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em uma das viagens ao Brasil, teria defendido a oferta da Boeing para substituir os ultrapassados jatos de interceptação da FAB, negócio afinal arrebatado pela sueca Saab. Mas não consta que Biden tenha pedido à Boeing favores para amigos e para ele mesmo, numa escrachada troca de favores.

No convívio descuidado entre empreiteiros e governantes brasileiros, a história tem sido outra, denuncia a Lava-Jato. A OAS de Léo Pinheiro finalizou o prédio em que a família Lula tem um tríplex no Guarujá. Até mesmo Rose, Rosemary Noronha, amiga do ex-presidente, é citada na troca de recados como se houvesse algo que Pinheiro pudesse ajudá-la pessoalmente.

Lula também fez incontáveis gestões a favor de projetos dessas empreiteiras brasileiras. Tudo muito defensável. Menos o fato de o presidente receber por palestras dadas em eventos das mesmas empreiteiras, e tampouco encaminhar pedidos de favores a pessoas próximas.

Este é um aspecto de todo esse escândalo que precisa ser esclarecido, para ajudar na moralização da vida pública brasileira.