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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 30 de novembro de 2014

Quem quer ser membro do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados? - Por Ricardo Noblat


Quem aspira presidir o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados? Quem gostaria de ser apenas um dos membros do Conselho?

Aspirantes a presidente não passam de dois ou três se tanto. Simples membro do Conselho, ninguém gostaria de ser.

Não se trata de vaidade. Do tipo: só aceito fazer parte do Conselho na condição de presidente. Não.

São 513 os deputados federais. A quase totalidade deles prefere passar longe das cadeiras reservadas aos 21 conselheiros titulares e 21 suplentes. Por quê?

Cabe ao Conselho zelar pelo comportamento ético dos deputados. E a ele cabe punir com a cassação de mandato os que cometerem crimes graves.

O corporativismo na Câmara é grande. No Senado, idem.

De resto, o que um deputado faz para ser cassado é o mesmo que o outro também costuma fazer. Com uma única diferença: alguns poucos são descobertos e processados. Dos processados, raros os que perdem o mandato.

É uma dor de cabeça julgar os colegas. E não deixa de ser arriscado. Quem hoje julga, amanhã poderá ser julgado. E aí...

sábado, 29 de novembro de 2014

Vaccari, guerreiro, do povo brasileiro! - Por Ricardo Noblat


O PT não aprende. Não aprende mesmo.

A cautela e a experiência ensinam que o partido deveria esperar melhor esclarecimento da Justiça antes de renovar a confiança em João Vaccari Neto, seu tesoureiro, citado em conversas telefônicas grampeadas como envolvido em roubalheira na Petrobras.

Lembre-se de Delúbio Soares, tesoureiro do PT na época do estouro do escândalo do mensalão – o pagamento de propinas para que deputados federais votassem como queria o governo. Por mais evidências que houvesse contra ele, o partido evitou largá-lo de mão. Quando o fez, Delúbio já estava enlameado dos pés à cabeça.

Forçado, depois, pelo PT, Delúbio desligou-se do partido. Mas foi só de mentirinha. Ele nunca abandonou o partido – nem o partido o abandonou. Delúbio acabou voltando formalmente. Foi um dos mensaleiros condenados pelo Supremo Tribunal Federal.

Em Fortaleza, onde está reunido o Diretório Nacional do PT, Vaccari recebeu, ontem, um tratamento reservado às estrelas do partido. Aproveitou parte da reunião fechada à imprensa para se defender da suspeita de ter desviado recursos da Petrobras diretamente para o caixa do PT. E foi ovacionado. Dirigentes do partido o elogiaram a exaustão.

- Nunca fiz nada de errado – disse Vaccari. “Nada tenho a temer”.

O tesoureiro justificou assim as conversas telefônicas grampeadas pela Polícia Federal: foram para marcar encontros com representantes da Petrobras, que o ajudariam a captar dinheiro para o partido de forma legal. “Tudo o que foi arrecadado foi também contabilizado”, garantiu.

Só faltou a Vaccari ser saudado por sua turma como “guerreiro do povo brasileiro”.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Dilma se rende e fará no segundo governo o que negou que faria - Ricardo Noblat


Faça de conta que Marina Silva se elegeu presidente da República para suceder Dilma Rousseff. E que mesmo acusada durante a campanha eleitoral de ser refém do sistema financeiro, tenha convidado Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, para ministra da Fazenda.

Neca agradeceu o convite, mas o recusou, alegando compromissos com o banco. Em compensação, indicou para seu lugar um graduado funcionário do Itaú. E por meio de nota oficial, elogiou-o no dia do anúncio do seu nome como futuro ministro da Fazenda.

Em um caso assim, como reagiria o PT e as demais forças políticas derrotadas há tão pouco tempo? Silenciariam por reconhecer que Marina não tinha melhor opção para promover os ajustes reclamados pela economia? Ou a acusariam de fazer o que negara antes?

Troque o nome de Marina pelo de Dilma. O de Neca Setúbal pelo de Luiz Fernando Trabuco, presidente do Bradesco. E chame o novo ministro da Fazenda de Joaquim Levy, ex-diretor do Bradesco, ex- funcionário do FMI, doutor pela ultraortodoxa Universidade de Chicago.

Terá sido por isso que Dilma suspendeu na semana passada o anúncio oficial do nome de Levy, deixando-o exposto a ataques do PT? Ou terá sido por isso que ela não quis anunciar, ontem, os nomes de Levy, Nelson Barbosa (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central)?

É como se Dilma tivesse dito com seu gesto: bem, estou fazendo tudo o que os meus críticos diziam que era para ser feito. Tudo o que Aécio Neves prometia fazer caso se elegesse. Reservo-me, porém, o direito de mais adiante interferir se discordar dos resultados.

Guido Mantega, atual ministro da Fazenda, foi piedosamente poupado de participar da rápida e modesta solenidade que marcou no Palácio do Planalto a recepção aos novos ministros. Em nota, Dilma referiu-se a ele como “o mais longevo” ministro da Fazenda. Levy fez o mesmo.

Longevo, em si, não quer dizer nada. Mantega pode ter sido o mais longevo ministro da Fazenda dado à sua competência. Ou o mais longevo porque não ousou tentar contrariar os seus chefes. Por uma coisa mereceria ser elogiado. Pela outra, não necessariamente...

Desde já, reserve-se para Dilma o prêmio de presidente mais original da história recente do país – o único a dispor de dois ministros da Fazenda ao mesmo tempo. Um, demitido por ela, mas que ainda não saiu do governo. E o outro, anunciado, mas que ainda não entrou.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Lava Jato choca ministros do STJ - POR FREDERICO VASCONCELOS


Sob o título “Nível de corrupção revelado na operação Lava Jato choca ministros do STJ“, o texto a seguir foi divulgado no site do Superior Tribunal de Justiça:

Mais de uma dúzia de habeas corpus de presos na operação Lava Jato da Polícia Federal já chegaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mesmo para magistrados com décadas de atuação no direito criminal, o nível de corrupção que está sendo descoberto na Petrobras, envolvendo políticos, empresários e servidores públicos, é estarrecedor.

Nesta quinta-feira (25), no julgamento de um desses habeas corpus, os ministros da Quinta Turma surpreenderam-se com o fato de que personagens secundários no esquema estão fazendo acordos para devolver elevadas quantias de dinheiro, que ultrapassam a casa da centena de milhões de dólares. “O que é isso? Em que país vivemos? Os bandidos perderam a noção das coisas! Como podem se apropriar desse montante?”, questionou incrédulo o desembargador convocado Walter de Almeida Guilherme.

Para o ministro Felix Fischer, a corrupção no Brasil é uma das maiores vergonhas da humanidade. “Acho que nenhum outro país viveu tamanha roubalheira. Pelo valor das devoluções, algo gravíssimo aconteceu”, ponderou o ex-presidente do STJ.

O presidente do colegiado, ministro Jorge Mussi, também manifestou sua indignação reproduzindo frase do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Ao comparar a operação Lava Jato ao escândalo que ficou conhecido como mensalão, Mendes afirmou que, “levando-se em consideração o volume de recursos envolvidos na operação Lava Jato, o mensalão deveria ter sido julgado no juizado de pequenas causas”.

O ministro Luiz Alberto Gurgel de Faria aderiu às observações dos colegas.

Coragem

Relator de vários habeas corpus relativos à Lava Jato, o desembargador Newton Trisotto afirmou que há muitos anos o Brasil convive com o flagelo da corrupção, porém jamais em níveis tão alarmantes.

“Poucos momentos na história brasileira exigiram tanta coragem do juiz como esse que vivemos nos últimos anos. Coragem para punir os políticos e os economicamente fortes, coragem para absolvê-los quando não houver nos autos elementos para sustentar um decreto condenatório”, disse o relator, citando Rui Barbosa: “Não há salvação para juiz covarde.”

Justiça

Segundo Trisotto, a absolvição de qualquer acusado, ainda que ofenda a sociedade e provoque clamor público, é a solução que se imporá se não houver elementos necessários à sua condenação. O combate à corrupção e o justo anseio da sociedade em punir os corruptos não justificam a violação dos princípios constitucionais.

Trisotto afirmou que a sociedade reclama dos políticos, da polícia, do Ministério Público e do Judiciário ações eficazes para coibir a corrupção e punir exemplarmente os administradores ímprobos e todos que estiverem a eles associados.

“É fundamental, no entanto, que todos tenham consciência de que essa punição só pode ser concretizada com rigorosa observância do devido processo legal, princípio que assegura a todos os acusados o direito ao contraditório e à ampla defesa. É um princípio absoluto, que não pode ser relativizado”, alertou.

O juiz que sacode o Brasil - Por Pedro Cifuentes, El País


Sergio Moro é um dos nomes mais comentados do país desde que prendeu executivos.

No topo do caso Petrobras, que investiga o possível desvio organizado de mais de 9 bilhões de reais e está abalando as estruturas institucionais do Brasil, está um juiz federal de 42 anos: Sergio Moro, considerado um dos maiores especialistas em lavagem de dinheiro do país (senão o maior). No último dia 14, ao assinar uma ordem de prisão contra 21 dos membros mais ricos e poderosos do establishment empresarial, ele se tornou também uma das personalidades mais respeitadas e comentadas do país.

Nas ruas de Curitiba, onde o escritório de Moro centraliza as investigações da Operação Lava Jato, o magistrado já é uma figura popular. “Ele é um juiz com impulso, não se detém diante de nada”, afirma o diretor de uma importante emissora local que tenta dissimular seu entusiasmo. Outros jornalistas intervêm para elogiar seu “sentido de justiça”.

A crescente reputação de Moro intimida até os advogados de defesa dos 13 empresários ainda presos. “Ele tem muito respaldo na Justiça Federal”, reconhece Pedro Henrique Xavier, advogado da importante construtora Galvão Engenharia SA. Na delegacia da Polícia Federal onde dividem a cela e prestam depoimentos os milionários detidos, os letrados reclamam diariamente porque seus clientes ainda não abandonaram a cadeia.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

“A Justiça tirou o direito dos pais educarem seus filhos”.



Mais antiga moradora da comunidade Cacimba dos Pombos, no Pirambu, a servidora federal aposentada Irene Pirapora Ribeiro, 84, diz que o aumento do número de jovens na criminalidade seria culpa da própria Justiça.

“Não havia filho mandando nos pais ou ameaçando os pais no tempo em que os pais tinham o direito de educar seus filhos. Agora a Justiça tirou o direito dos pais educarem seus filhos. Não se pode dar uma palmada educativa, nem ao menos gritar para o filho”, comentou a mulher, que integra a Federação do Movimento Comunitário do Pirambu (Femocopi), a Federação das Entidades das Áreas de Risco de Fortaleza (FEARF) e o Conselho de Saúde Guiomar Arruda.

“Tenho uma filha de 59 anos, que sempre me obedeceu e me respeitou. Mesmo quando ela casou e teve dois filhos, a educação que eu dei para ela prevaleceu”, ressaltou.

Moradora de uma das áreas mais violentas de Fortaleza, a mulher de 84 anos afirma que muitos jovens ingressaram no crime, depois que os pais perderam a autoridade sobre seus filhos. “Antes diziam que era melhor o menino apanhar em casa, que apanhar da Polícia. E agora?”

Blog do Eliomar de Lima

Reinaldo Azevedo.


Petrobras admite agora o que todo mundo já sabia: empresa está sendo investigada nos EUA

Com certo atraso, para não variar, a Petrobras admite o que o mundo dos negócios de todo o planeta já sabia: ela está, sim, sendo investigada pela SEC (Securities and Exchange Commission), órgão que regula o mercado de capitais nos EUA. A razão? Os escândalos de corrupção que vieram à tona com a Operação Lava Jato.

Aliás, essa não é a única investigação em curso. A empresa também está na mira de órgão do Departamento de Justiça americano. Quando a notícia veio a público há pouco mais de uma semana, o que fez a estatal brasileira? Tentou negar o óbvio. Agora, não dá mais. Aliás, o comando da empresa negava sistematicamente que houvesse corrupção em suas operações, como sabemos. Dilma só admitiu a existência da safadeza há modestos 38 dias.

E por que uma empresa brasileira pode ser investigada por um órgão americano? Porque ela negocia ações na Bolsa de Nova York, condição essencial de uma empresa de seu porte e que tem de se financiar no mercado internacional. Todas as empresas que querem ter essa prerrogativa têm de se submeter à SEC, que é levada terrivelmente a sério por lá.

Agora a direção da estatal admite que vai enviar àquele órgão regulador dados de uma auditoria independente encomendada a dois escritórios: o brasileiro Trench, Rossi e Watanabe e o americano Gibson, Dunn & Crutcher. Há alguns dias, o comando da Petrobras chegou a negar que a contratação dessas duas empresas tivesse alguma relação com a investigação da SEC.

Esses dois escritórios se dizem ainda especialistas em leis anticorrupção, em especial a FCPA (Foreign Corrupt Practice Act), que pune severamente empresas estrangeiras que negociam ações nos EUA e praticam corrupção.

Tudo indica que há gente na Petrobras que ainda não percebeu que a empresa não pode ser tratada como o quintal da casa da mãe joana. Já não adianta tentar tapar o sol com peneira. A questão da corrupção ganhou dinâmica própria. De resto, não se deve confundir a SEC ou as regras da FCPA com uma CPI de cartas marcadas no Brasil. A coisa subiu de patamar.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A velha Dilma barra a entrada em cena da nova Dilma - Ricardo Noblat


Está aí uma briga boa de ver – a de Dilma contra ela mesma.

A de Dilma abusada, centralizadora, que trata mal seus subordinados e não confia em ninguém a não ser nela mesma, contra a nova Dilma que o PT e seus aliados torcem para que governe o país daqui para frente.

A nova Dilma seria o oposto da Dilma atual.

A Dilma tal qual a conhecemos teima em não sair de cena.

Em vão, Lula tentou emplacar Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central durante seu governo, no Ministério da Fazenda. Quando viu que não conseguiria mandou espalhar que Meirelles não era seu candidato ao posto.

Em vão, Lula sugeriu a Dilma o nome de Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco.

Argumentou que indústria, bancos e comércio se reconciliariam com o governo se Trabuco fosse o escolhido para suceder Guido Mantega no comando da economia.

O Ministério da Fazenda deverá ser ocupado por Joaquim Levy. É o que Dilma prefere. Só faltava ela começar a reforma do seu ministério se rendendo a escolhas de Lula...

Nem de Lula e nem por enquanto de ninguém.

Armando Monteiro Neto, senador pelo PTB de Pernambuco, irá para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior porque foi presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Perdeu a eleição para o governo de Pernambuco, é verdade. Mas ajudou Dilma a ter ali uma votação superior a 70% dos votos no segundo turno.

Dilma convidou Armando para o governo sem dar a menor bola para o partido dele - que por sinal apoiou Aécio Neves.

Como convidou Kátia Abreu (PMDB-TO) para o ministério da Agricultura sem consultar sequer Michel Temer, vice-presidente da República e presidente do PMDB.

O PMDB não considera Kátia ministra de sua cota. Como se isso fizesse alguma diferença para Dilma.

A escalação da maioria dos ministros ficará para janeiro. Dilma não pode se arriscar a anunciar o nome de um ministro e em seguida ficar sabendo que ele está envolvido com a roubalheira na Petrobras.

Por fim: quando a Dilma do diálogo, do entendimento, da paciência para aturar os políticos e da disposição para ceder fatias do poder; quando essa Dilma fará sua estreia?

Sabe-se lá. Talvez nunca.

Marina Silva critica primeiras medidas econômicas de Dilma - EDUARDO RODRIGUES - O ESTADO DE S. PAULO


Ex-senadora acusou a presidente de tomar rumo conservador na economia; ela evitou tecer comentários sobre os nomes cogitados

BRASÍLIA - A ex-ministra Marina Silva criticou duramente as primeiras medidas tomadas pela presidente Dilma Rousseff na economia após o segundo turno das eleições. Marina, que disputou a sucessão presidencial pelo PSB, não quis fazer comentários sobre os nomes cogitados para os ministérios do novo governo,mas acusou a presidente de tomar o rumo conservador, que na campanha tanto criticou. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Corrupção da Petrobras põe o Brasil à beira do precipício - Antonio Jiménez Barca, El País.


País vive à espera das delações e das consequências econômicas e políticas do caso

O sistema é simples, diabólico e eficaz: um acusado de corrupção reduz sua pena se delatar outros, que por sua vez podem receber o mesmo tratamento, com o que o caso se ramifica ao infinito.

É a maneira que o juiz brasileiro Sérgio Moro tem para reconstruir o rastro da bilionária corrupção que domina de cima a baixo a maior empresa pública da América Latina, a Petrobras, e que sacode o país: contratos forjados no valor de bilhões de reais, obras superfaturadas para a construção de refinarias, contas bancárias repentinamente esvaziadas para que não sejam congeladas, arrependidos que fazem acordos após pagar quase 100 milhões de reais, maletas com notas de dinheiro que vêm e vão, jatinhos levando somas estonteantes, um tesoureiro do PT envolvido na trama e intermediários que se entregam após passar dias foragidos da polícia.

E, além disso, vários dos maiores empresários do país, todos detidos na mesma carceragem sob a acusação de suborno, dividindo espaço e destino com o delator, Alberto Youssef, que tudo sabe e tudo conta… O sonoro nome que a Polícia Federal deu à última fase da operação, Juízo Final, é sintomático. Tudo no Brasil gira atualmente em torno dessa gigantesca empresa pública e das venenosas revelações que surgem a cada manhã.

domingo, 23 de novembro de 2014

Líder do PT no Senado embolsou R$ 1 milhão, diz ex-diretor da Petrobras Blog do Ricardo Noblat.


Humberto Costa (PT-PE), ex-ministro de Lula, teria usado verba do propinoduto para sua campanha ao Congresso Nacional, em 2010

Veja

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa acusou o líder do PT no Senado, Humberto Costa, de ter recebido 1 milhão de reais do esquema de propinas pagas por empreiteiras a partir de contratos da estatal.

A acusação foi feita no âmbito da delação premiada, a que Paulo Roberto Costa aderiu. Segundo o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, que cumpre pena domiciliar em seu apartamento no Rio, o petista teria utilzado o dinheiro em sua campanha ao Congresso Nacional, em 2010.

O nome do ex-ministro da Saúde do governo Lula se junta assim ao de outros políticos apontados por Paulo Roberto Costa como beneficiários do esquema, como o da ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que teria recebido 1 milhão de reais em um shopping center, por meio de intermediários, e os do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, do PSB, e do ex-senador do PSDB Sérgio Guerra, ambos já mortos. A denúncia está na edição deste domingo do jornal O Estado de São Paulo.

sábado, 22 de novembro de 2014

Lembranças de Neca Setúbal - Ricardo Noblat


Manual de campanha da Dilma: Banqueira do Itaú rouba comida dos pobres.  Banqueiro do Bradesco distribui cesta básica.

Neca Setúbal, herdeira do Itaú e amiga de Marina Silva.


Sai de cena Dilma 2. Entra Lula 3 - Pot Ricardo Noblat.

Acabou a brincadeira. Saem os amadores progressistas, desenvolvimentistas, esquerdistas – e lambanceiros – e entram em campo os profissionais do poder. A se confirmarem os nomes dos novos ministros, não teremos um governo Dilma 2, mas um Lula 3, já de olho em 2018.

Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Kátia Abreu na Agricultura e Armando Monteiro Neto no Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior levam a algumas conclusões: a crise econômica e de governança é mesmo grave. Tão grave que tem potencial para pulverizar as pretensões de Lula de voltar ao poder daqui a quatro anos.

Segunda conclusão: Dilma será obrigada a abrir mão de muito poder em troca de consertar os imensos estragos de seu primeiro governo. Nem Levy nem Kátia nem Armando Monteiro têm perfil de fantoches amedrontados pelo mandonismo mal-educado de Dilma. Ou vão comandar de fato suas áreas ou cairão fora.

Terceira conclusão: um governo Aécio não ousaria escolher um time tão ortodoxo, tão neoliberal, tão à direita quanto os dois grandes representantes do patronato agroindustrial e um queridão dos mercados.

Kátia Abreu, ex-UDR, presidente da Confederação Nacional da Agricultura, começou a carreira política no DEM e é o terror do MST e dos ambientalistas.

O usineiro pernambucano Armando Monteiro, do PTB, foi presidente da Confederação Nacional da Indústria.

E Joaquim Levy, ex-FMI, ex-aluno bem-amado de Armínio Fraga e da Escola de Chicago, teve seu primeiro emprego no governo na segunda gestão de FHC. É um craque em defender o rigor e a austeridade e em dizer não à gastança. Duela a quien duela. Incluídos aí Dilma e o PT.

Que tal?

Vamos que vamos!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Aloysio Nunes: “Graça Foster não pode mais comandar a Petrobras”


Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quarta-feira (19), líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), afirmou que Graça Foster não tem mais condições de continuar na presidência da Petrobras. “Ela mentiu para a CPI, isso é muito grave.”

O senador informou que o PSDB vai convocar Graça Foster a explicar por que mentiu na CPI Mista em 11 de junho passado. Questionada se a holandesa SBM Offshore pagou propina a funcionários, ela respondeu que a auditoria interna não apontou indícios de irregularidades
.
Ocorre, porém, que a presidente admitiu na segunda (17) que fora comunicada em maio que servidores receberam dinheiro para aprovar contratos para fornecimento de navios-plataforma.

Aloysio também comentou as convocações do ex-diretor Renato Duque e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Para ele, é uma vitória da oposição. “Hoje, a base aliada não tem condições políticas de barrar novos depoimentos”.

O senador espera que dê tempo de chamá-los. Caso não seja possível ouvi-los ainda este ano, pois a comissão termina no próximo dia 23, a oposição irá convocá-los novamente em 2015.

“No início da próxima legislatura, voltaremos à carga em uma nova CPI já com novos elementos que serão fornecidos pela delação premiada”.

Perguntado sobre o significado político do resultado apertado da votação (12 x 11) para quebra de sigilo do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o líder do PSDB afirmou que esse episódio mostra que o governo do PT tem duas faces.

“A face do bem, que a presidente Dilma tentou encarnar lá na Austrália quando disse ‘olha, nós vamos apoiar todas as investigações, não haverá da nossa parte nenhum obstáculo’. E a outra face, a face real aqui no Brasil, quando a sua base de governo tentou por todas as formas criar obstáculos para essas convocações”.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Petrobrás - Petrolão - Por Reinaldo Azevedo.

A quebra de sigilo de Vaccari e o enigma de um tal Barusco, o homem que pertencia ao esquema petista e que tem US$ 97 milhões em contas no exterior. Será que roubava para si mesmo?

Por 12 votos a 11, a CPI Mista da Petrobras aprovou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. Ele é acusado por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef de ser  o homem que coordenava o propinoduto para o partido, cujo representante na empresa seria Renato Duque. A comissão aprovou ainda as convocações do próprio Duque, de Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, e de outros dois ex-diretores da Petrobras: Ildo Sauer (Gás e Energia) e Nestor Cerveró (Internacional), que terá de fazer uma acareação com Costa. Pode ser um momento bem interessante.

O PT fez de tudo para evitar a quebra dos sigilos de Vaccari, mas acabou derrotado. Parlamentares da base, como os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Enio Bacci (PDT-RS), não foram sensíveis aos apelos dos companheiros. Os depoimentos e a acareação podem até render alguma emoção, a menos que a gente tenha de ouvir o famoso “Eu me reservo o direito de ficar calado…”, mas duvido que algo de muito interessante saia das quebras de sigilo de Vaccari ou de outros. E por várias razões.

Em primeiro lugar, essa gente já está escolada, não é?, e não costuma cometer certos erros primários. Em segundo lugar porque, é bom não esquecer, há um doleiro no meio dessa lambança toda. E doleiros só participam de falcatruas para esconder recursos fora do país, em contas secretas. Basta olhar para o festival delas que está por aí.

Acho pouco provável que Vaccari seja do tipo que opera para enriquecimento pessoal. Ele está mais para Delúbio Soares, de quem é sucessor, do que para Paulo Roberto Costa. Se é quem Youssef e Costa dizem ser nesse esquema, não trabalhou para si mesmo, mas para a máquina partidária. Como a gente se lembra, Delúbio não fraquejou um só instante, nem quando foi posto para fora do partido — formalmente ao menos. Quando voltou, mereceu tapete vermelho, com direito a festança e tudo. Vaccari é um burocrata da máquina cinzenta. É homem da natureza de um Gilberto Carvalho. É núcleo duro. A essa gente, garantida a boa vida necessária, interessa mais o projeto de poder do que o enriquecimento pessoal. Há quem ache isso nobre. Eu, obviamente, não acho.

Coisas estranhas

De resto, há coisas estranhíssimas nessa história toda. E, para mim, o tal Pedro Barusco é a chave de um segredo de Polichinelo. Vamos ver. Esse sujeito era mero estafeta de Renato Duque, o petista graúdo que estava na diretoria de Serviços da Petrobras, homem de Dirceu e do partido. Pois esse Barusco admitiu, sem muita pressão, ter US$ 97 milhões em contas do exterior — o correspondente a R$ 252 milhões.

Custo a acreditar que um sujeito na sua posição, subalterna, tivesse autonomia para roubar tanto em seu próprio benefício. Nem se ocupou em pulverizar as contas em nome de terceiros, de familiares, de amigos ou conhecidos, sei lá. Também não converteu parte dessa fantástica dinheirama em patrimônio. Por que alguém mantém em moeda sonante, em contas secretas, tal volume de recursos? Será que Barusco operava para si mesmo ou para uma estrutura muito maior do que ele?

Volto a Vaccari

Tendo a achar que, se alguém aposta no enriquecimento pessoal de Vaccari, vai se frustrar. Ele não pertence a si mesmo. Ele pertence a uma máquina. Encerro com uma lembrança: no depoimento dado no âmbito da delação premiada, Youssef fisse que poderia ajudar a PF a chegar a contas que o PT manteria no exterior, o que é ilegal e rende cassação do partido.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Enviado por Amigos de Deus.


Ainda que deseje, um rio não pode correr mais do que corre. Não pode apressar o seu passo. Não pode mudar o seu curso. O oceano o espera e lá chegará.

Perguntei a um grupo de amigos:  ”O que você faria se soubesse que morreria dentro de vinte e quatro horas?”. As respostas de alguns foram mais ou menos assim: “Amaria mais, perdoaria mais, viveria de forma mais intensa”.

Ninguém pode apressar ou diminuir o passo da existência. O amor e o perdão devem ser exercitados por toda a vida. O prazo de vinte e quatro horas é muitíssimo pequeno para uma mudança radical.  Mas é tempo mais que suficiente para uma reflexão profunda, um arrependimento sincero e uma aproximação de Deus.

O “bom” ladrão da cruz tinha pouco tempo de vida. Estava na hora da morte, mas reconheceu seus erros e pediu, com humildade de coração, que Jesus se lembrasse dele quando estivesse no céu. Foi o bastante para ser alcançado pela graça divina. Não espere pelo último momento.

Airton Evangelista da Costa

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Era uma vez uma corrida de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande torre e atrás havia uma multidão, muita gente que vibrava com eles.
Começou a competição. A multidão dizia: "Oh é difícil de mais eles nunca vão conseguir, não vão conseguir!"
 ou
"Eles não tem nenhuma chance de sucederem. A torre é muito alta!" Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo. E a multidão continuava a aclamar: "É muito difícil!!! Ninguém vai conseguir!" E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranqüilo, sem esforços. Ao final da competição, todos os sapinhos desistiram menos aquele. Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim...Descobriram que ele era SURDO.
"Quando a gente quer fazer alguma coisa que precise de coragem não devemos escutar as pessoas que falam que não iremos conseguir." Nunca dê ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas porque eles tiram de você seus sonhos e desejos mais maravilhosos. Sempre se lembre do poder das palavras. Porque tudo o que você falar, ouvir e ler irá afetar suas ações!
Portanto:
Seja SEMPRE…
POSITIVO!
E acima de tudo: Seja SURDO quando as pessoas dizem que VOCÊ não pode realizar SEUS sonhos!
Lembre-se: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." I Coríntios 10.13


Uma palavra amiga - Por Padre Juca

Deus é o autor da vida e não da morte. A pessoa morre antes do tempo porque quer, porque assim se determina.
O álcool, os tóxicos, e o fumo diminuem a vida. Embora quem esteja dependente deles diga que não tem problema, que isso é invenção da medicina. Deus não quer o mal, mas o homem se destroi. Causa o mal para si mesmo e para os outros.
Não seria melhor que, em vez de ficar procurando justificar os vícios, agente tivesse um pouco mais de personalidade, reagisse e se libertasse deles?
Aqueles que nos levam para o abismo dos vícios certamente não irão pagar por nós as funestas consequências dos mesmos.



O valor de um abraço


Minha amiga trabalha em um brechó de um hospital, como voluntária. Certo dia adentrou na loja uma certa senhora bastante obesa, e de cara a minha amiga pensou que não tinha nada na loja na numeração dela. 

Se sentiu apreensiva e constrangida naquela situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que minha amiga sabia que ela não encontraria.

Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída e fazendo a questão sobre o seu sobrepeso vir à tona de forma implícita.

Naquele momento minha amiga orou a Deus e pediu que lhe desse sabedoria para conduzir a situação evitando que a cliente se sentisse excluída ou humilhada na sua autoestima.

Foi quando o esperado aconteceu. A senhora se dirigiu à minha amiga e disse tristinha: “É.. não tem nada grande, não é?

E a minha amiga, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu:

“Quem disse??? Claro que tem!! Olha só o tamanho desse abraço! - E a abraçou com muito carinho. A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando: “Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço.”

E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse: “Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava".

E naquele momento, através dos braços calorosos de minha amiga, Deus afagou a alma daquela criatura, tão carente de amor e de carinho.

Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor.

Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma, no estoque do nosso coração, também não acharemos algo “grande” que sirva para alguém?

Uma palavra amiga - por padre juca

Embora ninguem seja inutil, algumas pessoas tornam sua vida vazia e apodrecem dentro de si mesmas. Receber os dons de Deus, atraves do Espirito Santo, é como ganhar um presente num involucro muito bonito: se não abrir este pacote não adianta nada, fica tudo inútil. Será que os nossos talentos e carismas estão produzindo frutos?

Quando sentirmos vontade de maldizer a própria vida, os problemas que temos... precisamos olhar para o lado. Veremos que nos queixamos por não ter sapatos, quando muitas pessoas não tem os pés.

Se até hoje a nossa vida não teve sentido, nada impede que possamos encontrar-lhe algum.

Convém lembrar que passaremos por este mundo uma só vez. E por isso todas as boas ações que possamos praticar a qualquer ser humano não devem ser adiadas. A única coisa que se levará daqui desta vida é o amor que vivemos.

Enviado por Amigos de Deus

Conta-se a história de um homem idoso, bastante míope, que muito se orgulhava em ser crítico de arte. Certo dia, ele e alguns amigos foram visitar um museu e, de imediato, começou a tecer críticas sobre alguns dos quadros.

Parando diante de um quadro de corpo inteiro, e depois de observá-lo bem, começou a opinar sobre o quadro. Ele havia deixado os óculos em casa, e não podia ver com clareza. Então, com um ar de superioridade, comentou:

"A constituição física deste modelo não está de acordo com a pintura. O sujeito é bastante rústico e está miseravelmente vestido. De fato, ele é repulsivo, e foi um grande erro para o artista selecionar esse modelo de segunda classe para pintar o seu retrato".

O velho camarada foi seguindo em seu caminho, quando sua esposa o puxou para o lado e sussurrou em seu ouvido: "Querido, você estava se olhando no espelho".

Quantas vezes nossa miopia espiritual não nos permite enxergar nossos defeitos, os quais só enxergamos nos outros...Enxergamos o argueiro nos olhos de nosso irmão e não percebemos a trave que está em nossos próprios olhos!

Não podemos agir como a rainha má do conto infantil Branca de Neve e os Sete Anões, que se colocava diante de um espelho e perguntava:

"Espelho, espelho meu, existe no mundo mulher mais bela do que eu?" Consagremo-nos a Deus em oração e peçamos-Lhe forças para mudar o nosso visual espiritual, a fim de que, o reflexo dessa imagem no espelho da Palavra de Deus nos mostre não mais os defeitos, mas um ser restaurado por Seu amor.

"Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã." Isaías 1.18

Extraído do livro "Our daily bread"

Colaboração de um Amigo de Deus

Enviado por amigos de Deus

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: "pai, começa o começo!". O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim.

Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas "tangerinas" são outras.

Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios. 

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......

Enviado por amigos de Deus.

O dono de uma mansão hospedou um parente distante pela primeira vez.  O hospede praguejava e blasfemava sem cessar. Quando o anfitrião lhe perguntou se não tinha temor de ofender a Deus, com tal linguagem, o visitante respondeu: 

“Não! Nunca vi Deus”.

Na manha seguinte, os dois homens olharam alguns quadros. “Essas são pinturas de meu filho”, o anfitrião disse. Seu parente ficou impressionado, mas seu entusiasmo iria além. Durante o dia, ele teve oportunidade de admirar várias outras obras que aquele rapaz havia realizado no jardim, na decoração da mansão e no terreno onde ficava a propriedade. 

Ele sempre perguntava que havia feito aquilo, e toda vez ouvia a mesma resposta: Meu filho. 

Finalmente exclamou: “Como você deve ser feliz por ter um filho assim!” Foi a vez do anfitrião perguntar: Como você pode dizer isso? Você nunca o viu! Surpreso o visitante replicou: Mas vi as obras que ele realizou. 

O dono da casa apontou para uma janela e falou: Então olhe pela janela e veja o que Deus criou. Você nunca O viu, mas pode contemplar Suas obras. Ninguém jamais viu a Deus também. Contudo, podemos contemplar e tocar Sua criação todos os dias e reconhecer sua existência e magestade nela. 

E cada de um nós tem de crer que esse Deus Criador é também o Deus Salvador, que deu Seu Filho, Jesus Cristo, para que pudéssemos conhecê-Lo. “Que me vê a mim vê o Pai... Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me ao menos, por causa das mesmas obras” João 14. 9-11

Transcrito Boa Semente - Devocional - 2012

Ao diabo não se diz amém - Mary Zaidan.


A proposta de flexibilizar a meta fiscal enviada ao Congresso Nacional é obscena sob qualquer ótica.

Não é a primeira e por certo não será a última vez que o governo Dilma Rousseff transfere para outros a tarefa de corrigir os males provocados por um dever de casa que ela não fez. Mas nunca antes da história deste país um governo foi tão longe: quer aprovar uma lei para descumprir a lei.  

A proposta de flexibilizar a meta fiscal enviada ao Congresso Nacional é obscena sob qualquer ótica. 

Dilma gastou muito mais do que arrecadou por meses a fio. Passou a campanha eleitoral inteira mentindo que a economia ia bem, tratando qualquer crítica como mau-agouro de gente que torce pelo quanto pior, melhor.

A menos de dois meses do fim do ano, a recém-reeleita se vê forçada a confessar que não tem saldo para fechar as contas. Sugere mudar as regras do jogo pertinho do apito final, exigindo que o Congresso limpe a sua lambança.

Mais: pede arrego com a marca registrada da arrogância.

Nem Dilma nem os seus admitem qualquer erro na condução da política econômica. Ao contrário. Publicamente, ela faz pouco caso do tema: “Dos 20 países do G-20, 17 estão hoje numa situação de ter déficit fiscal”, disse em Catar, antes de seguir para a Austrália para o encontro dos 20 ricos que ela afirma estarem mais debilitados do que o Brasil.

Se assim fosse, por que então inventar uma lei de última hora para pintar de azul o vermelhão das contas públicas?

Na sexta-feira, em entrevista à jornalista Míriam Leitão, o ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, ultrapassou todos os limites. Arguido sobre a hipótese de rejeição da proposta, ele, sem qualquer constrangimento, transferiu a conta da irresponsabilidade governamental: “Se o Congresso não der autorização nós cumpriremos o superávit. É simples. Suspende as desonerações, corta os investimentos para as obras e para uma parte da economia. Nós vamos ter mais desemprego e ficará na responsabilidade de quem tiver essa atitude.”

Falou isso de cara limpa, como se ao invés de estagnação e PIB menor de 0,5%, o país estivesse crescendo horrores graças à indução das políticas públicas.

À obscenidade agregam-se à lei outros atributos da mesma estirpe. Se aprovada, não servirá a quem interessa, já que credores e investidores sabem que o anil do balanço é falso. Mas, de forma perversa, derrubará o instituto da responsabilidade fiscal também nos estados e municípios. Se a União pode, por que não os demais? Um desastre anunciado.

Ainda que a manobra arisca dos aliados para acelerar a votação indique a possível aprovação do projeto, o Congresso Nacional tem uma chance única de evitar a catástrofe. De mostrar que não se ajoelha para quem faz o diabo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Desça do palanque, Dilma!- Ricardo Noblat.


A presidente perdeu uma rara oportunidade de ficar calada.

Na Austrália, do outro lado do mundo, sob o efeito do fuso horário, talvez, como se ainda estivesse em cima de um palanque, certamente, a presidente Dilma Rousseff concedeu sua primeira entrevista coletiva sobre o arrastão de donos e executivos de empreiteiras que marcou na semana passada mais uma etapa das investigações sobre a roubalheira na Petrobras. Perdeu uma rara oportunidade de ficar calada.

Dilma foi vítima da síndrome do terceiro turno que não acomete apenas a oposição. Disse um monte de bobagens, invenções e falsas verdades para uma plateia de jornalistas que se deu por feliz em anotar o que ouviu.

E assim procedeu como se ignorasse que o distinto público conhece cada vez melhor os vícios e espertezas dos seus representantes. Vai ver que ela ignora mesmo.

Vamos ao que disse.

Teve o atrevimento de afirmar de cara lavada que “pela primeira vez na História do Brasil” um governo investiga a corrupção. E não satisfeita, culpou governos passados pela corrupção que acontece hoje na Petrobras.

Stop!

O governo dela não investiga coisa alguma. Polícia Federal e Ministério Público investigam. Os dois são órgãos do Estado, não do governo.

Corrupção existe em toda parte e o tempo inteiro. Mas enquanto não se descobrir que houve corrupção na Petrobras em governos anteriores aos do PT, vale o que está sendo escancarado pelas investigações: o PT privatizou, sim, a Petrobras. Apropriou-se, sim, dela.

Corrompeu-a, sim. E usou-a, sim, para corromper. Depois de Lula, Dilma é a figura mais importante da Era PT.

Adiante.

Para Dilma, o escândalo cuja paternidade ela atribui a outros governos e cuja decifração reivindica para o seu, “poderá mudar o país para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai acabar com a impunidade”.

Stop!

Sinto muito, Dilma, mas o escândalo que poderá mudar o país para sempre, e que acabou com a impunidade, foi o do mensalão. Quer tirar de Lula a primazia?

Dizer que “essa questão da Petrobras “já tem um certo tempo” e que “nada disso é tão estranho para nós” é uma revelação digna de nota.

Primeiro porque o governo dela se comportou como se nada soubesse quando estourou o escândalo. Segundo por que o máximo que ela insinuou a respeito foi que havia demitido Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, réu confesso.

Ora, ora, ora.

“Paulinho”, como Lula o chamava, saiu da Petrobras coberto de elogios pelo Conselho de Administração da empresa presidido por Dilma até ela se eleger presidente da República.

Foi um dos 400 convidados de Dilma para o casamento da filha dela. E ao depor na CPI da Petrobras, contou com a proteção da tropa do governo. Dilma nada fez para que não fosse assim.

Adiante, pois.

O escândalo da Petrobras não dará ensejo à revisão dos contratos do governo com as principais empreiteiras do país, avisou Dilma. Muito menos a uma devassa na Petrobras.

“Não dá para demonizar todas as empreiteiras. São grandes empresas”, observou Dilma. “E se A, B ou C praticaram malfeitos, atos de corrupção, pagarão por isso”.

Stop!

Quer dizer: mesmo que reste provado que as nove maiores empreiteiras do país corromperam e se deixaram corromper, os contratos que elas têm com o governo fora da Petrobras não serão revistos.

Não parece razoável que empresas envolvidas com corrupção num determinado lugar possam ter se envolvido com corrupção em outros?

Por fim: se a Petrobras não pede uma devassa é só porque Dilma prefere que seja assim. 

domingo, 16 de novembro de 2014

Eduardo Cunha: o inimigo que tira o sono do Planalto - João Domingos, Débora Bergamasco, Estadão


Acostumado 'a entregar o que promete', peemedebista concorrerá à presidência da Câma.

O Executivo “que tudo faz e tudo pode”, na definição do líder do PTB, Jovair Arantes (GO), tenta, mas ainda não conseguiu minar o favoritismo do peemedebista Eduardo Cunha (RJ) na disputa pela presidência da Câmara no ano que vem. O lançamento oficial da candidatura está marcado para 2 de dezembro, dando início a dois meses em que o governo fará de tudo para impedir o que seria a coroação de anos de atuação do líder do PMDB em prol de seus aliados.

Esse favoritismo vem sendo construído há anos. “Eu fico admirado com a capacidade de trabalho dele: sabe o nome de todos os deputados, sejam do PMDB, sejam de outros partidos. E costuma entregar o que promete, o que não é comum aqui”, diz o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), ao explicar por que Cunha tem obtido adesão, apesar da resistência do Planalto.

Reinaldo Azevedo.

Quando se tem um ministro da Justiça como José Eduardo Cardozo, a gente entende por que a Petrobras afunda num mar de lama. Este senhor perdeu o senso de ridículo!

Sou crítico de muitos ministros deste governo, mas há dois sobre os quais sinto certa vergonha de escrever: Gilberto Carvalho e José Eduardo Cardozo. São duas figuras patéticas, bisonhas, ridículas. Carvalho é candidato a qualquer coisa no PT — restando algum juízo a Dilma, ela o chuta do Palácio. Já Cardozo tem a ambição de ocupar um lugar no Supremo, uma piada grotesca, eu sei, mas verdadeira. Muito bem! Nesta sexta, todos percebemos a terra tremer com a prisão de um monte de empreiteiros e assemelhados, num dia apelidado por policias federais de “Juízo Final”. É claro que a temperatura da crise subiu muito. Cardozo resolveu, então, conceder neste sábado uma entrevista coletiva. E meteu, como sempre, os pés pelos pés.

A Polícia Federal é subordinada ao Ministério da Justiça, mas tem autonomia garantida em lei para efetuar suas investigações. O ministro não pode e não deve ser previamente avisado. Segundo disse, ficou sabendo da operação no fim da madrugada, quando já tinha sido deflagrada. Aí, então, teria telefonado para a presidente Dilma, que está em viagem, e recebido instruções. Certo. Cabia a Cardozo dar uma entrevista? Acho que sim.

Mas para dizer o quê? O que seria óbvio numa democracia convencional: que a PF tem autonomia no seu ofício, que o governo espera que tudo tenha sido feito dentro das regras, que tem a esperança de que as acusações dos advogados de que seus clientes tiverem direitos agravados não precedam etc. Mas foi isso o que fez o ministro de Dilma que acha que se pode trocar facilmente a canga pela toga? Não!

Resolveu vociferar impropérios contra adversários políticos. E disparou: “A oposição não pode usar as prisões para criar um terceiro turno eleitoral”. Mas quem é que está agindo assim? Ele não disse. É impressionante que um ministro da Justiça faça uma acusação com esse peso sem citar nomes. O que Cardozo pretende?

Quer dizer que ou a oposição aplaude a ação do governo ou será tentativa de disputar o “terceiro turno”? Eu estou errado ou esse que se pretende futuro ministro do Supremo acha que, ao vencer uma eleição, um partido também retira dos derrotados o direito de se comportar como adversários? A afirmação é de uma irresponsabilidade impressionante, sobretudo porque um ministro da Justiça não acusa, mas age.

Cardozo — não posso ver a sua figura sem me lembrar da doce metáfora que Dilma lhe dispensou: um dos “Três Porquinhos… — está acostumado a não ter limites. Afirmou a jornalistas que Dilma deu sinal verde para levar adiante as investigações… Como, excelência? Quer dizer que, se ela tivesse dado sinal vermelho, aí tudo seria paralisado? Ela nem dá nem deixa de dar sinal verde. A PF não obedece a esse tipo de comando.

Cardozo deu outra resposta deliciosa quando indagado sobre a suposta participação de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, nos escândalos da Lava Jato: “Eu não faço isso com amigos, não faço com inimigos. Vamos olhar os fatos e investigá-los.” Bem… Inimigo do ministro Vaccari não é. Só restou o papel de “amigo”…

A entrevista de Cardozo foi um despropósito. Chega a ser estarrecedor que, um dia depois daquela penca de prisões — incluindo a de Renato Duque, ex-operador do PT —, este senhor venha a público para tentar passar um pito na… oposição!!! É espantoso a solenidade com que ignora a importância do cargo que ocupa.

Disputar terceiro turno, meu senhor? O que o Brasil se pergunta é quanto do dinheiro roubado da Petrobras foi parar no primeiro e no segundo turnos, não é mesmo?

Comporte-se de modo mais decoroso, meu senhor!

CPI da Petrobras vai tirar a máscara do governo e da oposição - Ricardo Noblat


Quem politiza as investigações sobre o desvio de bilhões de reais da Petrobras? A oposição, que cobra do governo que ajude a Polícia Federal a desbaratar a mais poderosa e sofisticada organização criminosa jamais vista na história do país? Ou o governo, que começou a acusar a oposição de não querer descer do palanque com a intenção de disputar o terceiro turno da eleição presidencial?

Os dois, oposição e governo. Natural. Política se faz assim. Quem está fora do poder entrega a mãe, se for necessário, para alcançá-lo. Quem tem o poder se mata vivo, mas não abre mão dele.

No caso brasileiro, o distinto público é convocado a cada quatro anos para dizer quem deverá tocar o poder nos quatro anos seguintes. A democracia é um regime imperfeito. Mas não há regime mais perfeito do que ela.

Nesta terça-feira, a CPI mista da Petrobras se reunirá mais uma vez. Seu prazo de funcionamento foi prorrogado até o início do recesso de fim do ano do Congresso. Até aqui, a CPI não serviu para nada.

Ou melhor: serviu para confirmar o desinteresse do governo e da oposição na descoberta de qualquer coisa capaz de incriminar corruptos e corruptores. Dilma fala em apurar tudo “doa em quem doer”. Mas orienta os políticos que a apoiam a não apurar nada.

A oposição fechou um acordo com a tropa do governo para que se deixe o escândalo da Petrobras por conta unicamente da Polícia Federal e do Ministério Pública. A desculpa: a CPI não tem como competir com delegados e procuradores. O que é fato.

A verdade verdadeira: assim como o governo, a oposição não quer correr o risco de se denunciar, nem às fontes tradicionais de financiamento de campanhas. Ninguém é trouxa, ora.

Estão presos 20 donos e executivos das nove maiores empreiteiras do país. Oito delas, juntas, doaram para as campanhas eleitorais deste ano algo como R$ 182 milhões. Doações declaradas à Justiça. Certamente doaram outros tantos milhões por debaixo do pano.

A CPI do bicheiro Carlinhos Cachoeira acabou no ano passado quando esbarrou no primeiro dono de empreiteira, Fernando Cavendish, da Delta Construções. Esta agora? Faça sua aposta. Desconfio que ela custará as máscaras do governo e da oposição.

sábado, 15 de novembro de 2014

O Pajé e sua criatura sabiam da corrupção na Petrobras - Augusto Nunes.


Há 20 dias, VEJA publicou na capa a notícia ratificada pelo editorial do Estadão: Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobras

ELES SABIAM DE TUDO, revelou VEJA na capa da edição distribuída em 24 de outubro, dois dias antes da eleição presidencial. Os dois rostos que compunham a ilustração deixavam claro que “eles” eram Lula e Dilma Rousseff. “Tudo” abrangia o aluvião de maracutaias protagonizadas por um bando de corruptos que, protegido pelo governo ao qual servia, reduziu a Petrobras a uma usina de negociatas bilionárias.

Na mesma sexta-feira, a candidata a um segundo mandato usou seis minutos do último dia da propaganda na TV para enfileirar falácias, pretextos e desculpas que, somadas, davam zero. Durante o palavrório, ameaçou o mensageiro da má notícia com uma ação judicial que jaz no mausoléu das bravatas eleitoreiras.

O fabricante do poste que desgoverna o país esperou alguns dias para jurar que VEJA é um partido político que sonha obsessivamente com o extermínio do PT. O que parece coisa de ombudsman de hospício é só a mais recente invenção do vigarista decadente: o conto da capa golpista. Um grupo de devotos da seita liberticida nem aguardou que fosse criado para desempenhar o papel de otário. Já no dia 24, pichadores companheiros exercitaram a vocação para o vandalismo nas imediações da sede da Editora Abril.

“Lula e Dilma sempre souberam”, ratificou nesta sexta-feira o editorial do Estadão. Exemplares do jornal começavam a chegar aos assinantes quando também começou a ofensiva da Polícia Federal que resultou na captura de outra leva de saqueadores da Petrobras. Desta vez, como se verá no próximo post, juntaram-se à população carcerária figurões de empreiteiras corruptoras, além de outro ex-diretor da estatal apadrinhado por José Dirceu.

O editorial sobre o maior escândalo político-policial ocorrido desde a chegada das caravelas não surpreendeu os leitores de VEJA, que acompanham desde março a cobertura da espantosa procissão de abjeções descobertas pela Operação Lava-Jato. As revelações vêm acelerando perigosamente os batimentos do coração do poder. O fechamento do cerco aos quadrilheiros do Petrolão vai chegando aos chefões. O enfarte parece questão de tempo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Petrolão - Augusto Nunes.


A ajuda dos americanos pode garantir o final exemplarmente feliz de um filme sobre o Petrolão: nenhum bandido escapa da cadeia

“A Petrobras é como a Seleção, um símbolo do Brasil em qualquer lugar do mundo”, disse Lula em 2007.  ”Com o pré-sal, a Petrobras vai ser uma das empresas mais fortes do  mundo”, avisou em 2008. “Eles querem privatizar a Petrobras porque nunca antes neste país o Brasil teve uma potência conhecida no resto do mundo”, festejou em 2009. “Eles não se conformam com o governo de um nordestino que fez a Petrobras ser respeitada no mundo inteiro”, cumprimentou-se em 2010, pouco antes de entregar a Dilma Rousseff uma estatal infestada de incompetentes, gatunos e vigaristas.

A presença da palavra mundo em todas as frases acima reproduzidas informa que o ex-presidente é um megalomaníaco sem cura. As quatro falácias entre aspas identificam um governante sem compromisso com a verdade. A soma das duas disfunções confirma aos berros que um farsante patológico foi presidente da República durante oito anos e continua exercendo os poderes de único deus da seita que se apossou do governo. O Brasil Maravilha registrado em cartório só existe na cabeça baldia do chefe supremo e nos cérebros semidesertos de sacerdotes e devotos.

Até o começo do século, a Petrobras foi marcada pela solidez financeira e pela eficiência administrativa. Em 12 anos, o governo lulopetista reduziu a empresa a um viveiro de corruptos. O colosso inventado pelo palanque ambulante só figurou entre os campeões dos petrodólares na imaginação dos nacionalistas de galinheiro. A empresa admirada no mundo inteiro nunca produziu barris suficientes para assombrar o mundo. Mas conseguiu produzir um caso de polícia que vai, agora sim, torná-la mundialmente conhecida.

O que já se sabe do Petrolão comprova que em nenhuma empresa do ramo um bando de delinquentes roubou tanto, por um período de tempo tão longo e com tamanha desfaçatez. Com a entrada em cena do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a história tem tudo para virar roteiro de um filme. Semanas a fio, multidões de brasileiros lotarão as salas de cinema do país inteiro. Ninguém vai perder a chance de ovacionar o final exemplarmente feliz: graças à ajuda dos investigadores americanos, nenhum bandido - nenhum - escapa da cadeia.

VEM CHUMBO GROSSO POR AÍ - Por Carlos Chagas.


Dois números começam a circular em Brasília, levantando a curiosidade de muitos e o desespero de poucos. São 28 e 11. No caso, 28 deputados e 11 senadores que fizeram parte da delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alexandre  Youssef, acusados de participação na lambança da Petrobras. Seus nomes estão há alguns dias na posse do ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal. Quando se iniciar o processo contra eles, a partir de denúncia do Procurador Geral da República, não haverá como evitar sua divulgação. Claro que vão negar, argumentando perseguições políticas, mas pesará na equação o fator obvio de que os dois bandidos presos pela Polícia Federal jamais correriam o risco de mentir em seus depoimentos destinados a reduzir-lhes as penas. Podem ser tudo, menos bobos. Junto com os parlamentares implicados na roubalheira estão funcionários públicos, altos e baixos, além de uma tantas empreiteiras já conhecidas, cujos proprietários e executivos responderão pelos crimes praticados.

Em suma, um julgamento para ninguém botar defeito, caso não surjam na  mais alta corte nacional de justiça empecilhos processuais e jurídicos daqueles que frustrariam  a opinião pública e transformariam  as instituições em frangalhos.

Mesmo os parlamentares que não se reelegeram estarão sendo julgados. Para os reeleitos, a perda de mandato, e para todos, a cadeia. Neste fim de semana pleno de novidades, mais uma:  os órgãos de investigação concluíram que não apenas a Petrobras  foi transformada  na caverna do Ali Babá. Outras empresas e repartições do governo federal foram assaltadas, especialmente aquelas encarregadas de obras e serviços prestados por empresas privadas, todas com superfaturamento e distribuição de propinas a seus responsáveis e a partidos da base do governo. Logo virão a público nomes de mais implicados.

A pergunta que se faz é como tudo aconteceu sem que Dilma e Lula tivessem conhecimento. Youssef acha que não. Difícil será encontrar provas, certamente que não documentais. Quanto a testemunhas, teoricamente poderiam existir, em especial em se tratando de políticos que logo se interessarão pelo instituto da delação premiada, visando reduzir possíveis penas. Deve ser registrado que nenhum dos grandes condenados e presos por conta do mensalão apelou para esse expediente, mesmo ficando evidente que José Dirceu e Delúbio Soares, por exemplo, teriam muito a contar em troca da redução de suas condenações. A primeira linha do antigo comando do PT mantém-se firme na defesa do governo, mas em se tratando de  beneficiados pelas tramóias paralelas, ninguém garante.

DELENDA EDUARDO CUNHA

Na semana agora iniciada uma preocupação maior percorre os corredores do palácio do Planalto: como evitar que  Eduardo Cunha se torne o novo presidente da Câmara. A solução de se indicar alguém do PT encontra dificuldades, pois nessa hipótese o PMDB em peso apoiaria o seu líder. Não parece fácil encontrar um peemedebista disposto a remar contra a maré, melhor seria buscar um aliado nos partidos da base oficial. Por que não Miro Teixeira?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

MORRE CANDEEIRO - ultimo cangaceiro do bando de Lampião..

Morre Candeeiro - Um dos últimos cangaceiros vivos, que estava presente no dia da morte de Lampião.

São Domingos, Vale do Catimbau (Buíque - PE)

O dia seguinte é imprevisível quando o objetivo é pesquisar pessoas. Já tínhamos conversado sobre a história do cangaço com ex-tenentes que fizeram parte da volante, para quem Lampião era um sádico assassino. 

Faltava o outro lado, a história de quem seguia os passos de um ídolo, de um hobin-hood bem brasileiro, como um ex-cangaceiro. Quando soubemos que existia um vivo e lúcido em São Domingos, a 180 km de Serra Talhada, mudamos o roteiro. O cangaceiro Candeeiro hoje é Seu Né, um pacato pai de família dono de um boteco em São Domingos, lugarejo perdido no sertão pernambucano. 

Candeeiro viveu os dois últimos anos do bando, curando ferida de bala com pimenta malagueta e fumo de corda.Presenciou seu fim, a Batalha do Angico, quando foram arrancadas as cabeças de 11 cangaceiros, entre elas a de Lampião e Maria Bonita, posteriormente expostas em praça pública. Sádico, não? 

A "casa do cangaceiro" foi uma aconchegante estada. Dona Lindinalva, sua mulher, nos acolheu como filhos. Nunca comemos tanto e tão bem, experimentando pratos regionais como xerém, queijo de manteiga, feijão de corda, farinha de queijo e um irresistível bolo de mandioca com côco.

Mais exótico que estar na casa de um cangaceiro foi o nosso programa da noite: forró no cemitério! 

Depoimento:

Cinco motivos que levaram o governo a rasgar o compromisso com as contas públicas - Gabriel Garcia.


Governo enviou projeto de lei ao Congresso Nacional para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias e abandonar a meta fiscal acertada no início deste ano.

Gastança descontrolada:

Nos últimos dez anos, o governo ampliou o número de ministérios, atualmente em 39 – sem contar com o Banco Central. Tal número foi necessário para acomodar as dezenas de partidos aliados ao governo federal. Em proporção ainda maior, cresceu a quantidade de cargos comissionados. Os ocupantes de cargos de livre nomeação no Poder Executivo passaram de 17,6 mil, no final de 2003, para 22,6 mil em outubro de 2013.

Contas públicas

As contas públicas do setor público - governo federal, estados, municípios e empresas estatais - registraram em setembro o pior resultado de todos os meses. Nos nove primeiros meses deste ano, houve um déficit primário, receitas menores que despesas, de 15,28 bilhões de reais. A ideia fiscal para o ano era 99 bilhões de reais, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto. O resultado até setembro estava muito distante do objetivo para o ano.

Arrecadação decepciona

A arrecadação de impostos e contribuições federais totalizou 90,7 bilhões de reais em setembro, recorde para o mês. O resultado decepcionou o governo, que esperava alta bem superior no acumulado do ano. Até setembro, a soma atingia 862,51 bilhões de reais, alta real (descontando a inflação) de menos de 0,7% (0,67%) sobre igual período de 2013. A equipe econômica previa, inicialmente, uma alta de 3,5%.

Desoneração de impostos

De acordo com a Receita Federal, o impacto da política de desoneração de tributos do governo federal somou, também até setembro, 75,69 bilhões de reais. Estima-se que as desonerações devem somar cerca de 100 bilhões de reais neste ano. Para os críticos, enquanto o governo concede benefícios a reduzida parcela da indústria, outras áreas sofrem com falta de apoio e competitividade.

Pé no freio da economia:

O desempenho na arrecadação ocorre por causa do baixo crescimento da economia. O Produto Interno Bruto, soma das riquezas geradas no país, vem sofrendo constantes quedas. Se confirmadas as estimativas, a economia brasileira ficará estagnada em 2014 - seguindo outros indicadores negativos. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial de setembro caiu 0,2% ante agosto. No trimestre entre julho e setembro, houve queda de 0,2% ante o trimestre anterior.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Tiro ao alvo em Dilma - Ricardo Noblat


Desconstruindo o episódio da saída de Marta Suplicy do Ministério da Cultura:

Ela e Dilma nunca se deram bem. Dilma tolerava Marta, indicada para o cargo por Lula. Marta tolerava Dilma porque não tinha outro jeito. Ou melhor: tinha, caso ela quisesse retornar ao Senado, para onde foi eleita. Mas ela não queria retornar. Retorna porque não tem outro jeito.

Marta foi uma das estrelas do PT que mais se bateram pela candidatura de Lula a presidente, este ano. Não escondeu seu empenho. Dilma viu e não gostou. Se Marta não tivesse pedido demissão, acabaria demitida.

Por que Marta não esperou para sair junto com outros ministros que sairão do governo? Porque não queria que sua saída se misturasse com as deles. Saindo antes, ganharia mais espaço na mídia.

Marta mandou sua carta de demissão depois que Dilma viajou ao exterior para não ter que entregá-la pessoalmente. Queria evitar o último contato com a presidente na condição de sua subalterna. E marcar publicamente sua insatisfação.

Para completar, Marta incluiu um parágrafo venenoso em sua carta de demissão. Nele, deseja que Dilma escolha uma equipe econômica independente e de experiência comprovada. Isso quer dizer que a atual não é. E por que não é? Por culpa de Dilma, que não delega poderes.

De resto, uma equipe econômica independente ajudará o governo a resgatar a confiança e a credibilidade que lhe faltam, sugere Marta na carta. Quer crítica mais direta a Dilma? Anteontem, foi outro ministro, Gilberto Carvalho, quem criticou Dilma. De forma mais direta.

As críticas de Marta e de Gilberto a Dilma dão uma idéia do tremendo incômodo em que se transformou para o PT a presidente reeleita. Dilma resiste à indicação de ministros por Lula e pelo PT. Na semana passada, disse que não representava o PT e que o partido não lhe fazia a cabeça.

Como ficará o projeto do PT de se eternizar no poder caso Dilma não colabore?

Investigação dos EUA na Petrobras preocupa o governo brasileiro - Folha de São Paulo.


As investigações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e da SEC, principal agência reguladora do mercado de capitais americano, sobre irregularidades na Petrobras são as que mais preocupam o governo Dilma por causa do potencial de impactos econômico e financeiro negativos no funcionamento da estatal brasileira.

Segundo um assessor presidencial, as investigações de órgãos brasileiros, como Ministério Público e Polícia Federal, também preocupam, mas as americanas são mais complicadas porque podem interferir em negócios e investimentos da estatal com parceiros estrangeiros. Além de multas e indenizações pesadas, com risco de pedido de prisão de executivos, a imagem da governança da Petrobras no exterior pode ficar "muito arranhada" a partir do que for apurado pelos órgãos dos EUA. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. O processo de "depuração" na estatal, segundo o assessor, pode ser mais "profundo" do que o imaginado diante das investigações da SEC e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Na estatal, não está descartada uma nova troca de comando para sinalizar mudanças na empresa, o que pode levar a uma saída de sua atual presidente, Graça Foster. Até o início da noite desta segunda-feira (10), porém, o governo brasileiro ainda não havia sido informado da investigação do Departamento de Justiça dos EUA.

Segundo a Folha apurou, a Petrobras, a Polícia Federal e o Ministério da Justiça não foram notificados sobre a investigação criminal que teria sido aberta pelo órgão americano, revelada pelo jornal britânico "Financial Times". Um auxiliar da presidente disse também à Folha que não necessariamente o governo brasileiro tem de ser notificado, mas isto deve ocorrer pelo menos com a Petrobras porque estaria envolvida diretamente no processo. Ele disse que a orientação do Planalto é de colaborar com todas as investigações, sejam no Brasil ou no exterior, porque o objetivo do governo, diz, é punir todos que tenham praticados atos de corrupção feitos com a estatal. As investigações sobre corrupção na Petrobras começaram neste ano, depois que a Polícia Federal prendeu, na Operação Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Yousseff. Os dois fizeram um acordo de delação premiada com a Justiça para reduzir suas penas no processo que apura o escândalo na estatal. Eles revelaram ao Ministério Público e à PF como funcionaria o esquema de desvio de recursos na Petrobras para partidos, como PT, PMDB e PP. Na semana passada, o escândalo, a partir de pressões da PricewaterhouseCoopers, empresa de auditoria da Petrobras, já provocou a queda do presidente da Transpetro, Sergio Machado.

A consultoria, a partir de notificação da SEC, condicionou a aprovação das contas da estatal à saída de Machado, que teve seu nome citado como suspeito de participar de atos irregulares. Ele nega.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Um homem sereno que não fala para sectários - O Globo


Livros já foram escritos sobre a vida do Papa Francisco, embora pouco mais de quatro meses tenham decorrido desde a sua eleição para o trono de São Pedro. Mais alguns serão escritos, com certeza, para tentar interpretar o fenômeno de popularidade em que ele se tornou.

A passagem do Papa pelo Rio foi marcada, como se sabe, por graves problemas de organização. Talvez não haja cidade que possa enfrentar incólume a chegada repentina de mais de um milhão de visitantes. Padrões mais altos de eficiência, porém, terão de ser alcançados, se vamos enfrentar desafios como Copa e Olimpíadas. Mas, das muitas confusões, emergiu um evento que será lembrado com saudade — inclusive pelo Papa Francisco.

Suas conotações são quase infinitas, atingindo todos os assuntos que fazem a vida dos seres humanos. Havia, por exemplo, o dado religioso, o fato de que um Papa popular e carismático veio encontrar-se com a maior população de católicos da terra. As multidões que corriam em todas as direções para chegar mais perto do Papa certamente incluiriam pessoas simples, que, para além dos debates teológicos, veem em Francisco, como ensina a Igreja, o sucessor de Pedro.

Mas o fenômeno meio mágico a que o Brasil e o mundo assistiram vai além do terreno religioso. Ao vivo ou pela televisão, massas humanas se defrontaram com o espetáculo notável que é ver alguém chegar aos píncaros da popularidade, do sucesso, e continuar a ser o que, nessas eminências, acaba sendo muito raro: uma pessoa normal, sem qualquer pose.

O Papa Francisco teve uma palavra suave para todos. Confessou-se, ele mesmo, pecador, solidário com os erros dos outros (no voo de volta a Roma deu declaração não discriminatória sobre os gays). Pediu que rezassem por ele. Mas, em nenhum momento, mostrou-se complacente com o comodismo, numa realidade social que pede tantos ajustes.

Ajustes ele se propõe a fazer também dentro da Igreja, ficou claro na entrevista que concedeu ao “Fantástico”. Quase que denunciou uma Igreja “clerical” que transforma os meios nos fins. Criticou os bispos que incorram numa “psicologia de príncipe”. Aos jovens, deixou um grande mote: “Ide, sem medo, para servir.” Quer que eles estejam atentos às realidades do mundo, e que não se deixem instrumentalizar por este ou por aquele caminho demagógico.

Ele falou para todos, e não para mentalidades sectárias. Tudo bem pesado, talvez a sua mensagem mais forte seja a da necessidade do Encontro, para que possamos diminuir o tamanho dos nossos problemas. Num continente como o nosso, repleto de desigualdades, é muito fácil obter dividendos políticos cultivando inimizades, criando bodes expiatórios. Toxinas desta natureza estão bem visíveis em países como a Venezuela e a Argentina. Para esses é que pode fazer bem a palavra do Papa Francisco — lúcida, serena, humana.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Nunca antes - Por Paulo Guedes, O Globo

Com a economia voando, o problema da corrupção na política era simplesmente irrelevante para a maioria da população. A razoável qualidade da política econômica era como uma blindagem para malfeitos do governo. Abusos, tanto no Poder Executivo como no Congresso, foram tolerados pela grata complacência de uma nova classe média emergente.

O histórico julgamento do mensalão foi como um despertar da opinião pública, graças ao brilhante desempenho de Joaquim Barbosa à frente do Supremo Tribunal Federal. Agora, com a forte desaceleração da economia de um lado e recorrentes manifestações disparadas por redes sociais de outro, inaugura-se uma fase de baixa tolerância da opinião pública com as nossas obscuras práticas políticas.

O medíocre desempenho da economia transformou a indiferença popular em irritação incontida. A perda do poder de compra dos salários com a inflação ascendente foi como um nervo exposto tocado pela elevação das tarifas de transporte urbano.

Mas a verdade é que sobem também as mensalidades escolares, os aluguéis, as despesas com alimentos, em uma alta generalizada e perversa de preços, ao mesmo tempo em que ocorre a desaceleração do crescimento, configurando a ameaça da “estagflação”.

Prisioneiros da armadilha social-democrata do baixo crescimento, temos enorme dificuldade em perceber que a estagflação na economia e a corrupção na política são as duas faces de um mesmo fenômeno: um Estado hipertrofiado e disfuncional.

Suas digitais são visíveis em toda parte pela ininterrupta escalada dos gastos públicos como porcentagem do PIB. Sua arquitetura pertence ao Antigo Regime, mas foi preservada por sucessivos governos de uma social-democracia obsoleta, mas hegemônica por viciosas alianças com o fisiologismo de políticos conservadores.

Tiveram o mérito de democratizar os orçamentos públicos com os programas sociais de transferência de renda, mas não ousaram enfrentar os privilégios, os subsídios e as estruturas ineficientes do Antigo Regime.

A contínua expansão dos gastos públicos sob os governos militares e social-democratas causou outras dificuldades além da corrupção e do baixo crescimento. Nunca houve na História da humanidade um programa de combate à inflação que levasse tanto tempo.

O ROMANTISMO VARZEALEGRENSE - POR ANTONIO MORAIS

Talvez, Várzea-Alegre seja a cidade nordestina onde mais se encontra homens casados namoradores. Vez por outra as mulheres casadas descobrem que tem sócias. 

Nos últimos tempos, um parente bem apessoado e com dinheiro farto, que não era muito chegado as badalações sociais da cidade, e, que gostava mesmo era de agir sozinho em busca de aventuras sexuais, esporte de sua predileção, numa de suas incursões arranjou uns agrados, na periferia da cidade,  com uma cabocla. A coisa durou bastante, até que o ultimo a saber, soube.

O marido botou a mulher debaixo de confissão usando de violência, pois se ela delatasse o amante ele a perdoaria, caso contrario, ele a mataria; ameaça esta feita de faca na mão.

Então, a pobre traidora sem outra alternativa e chorando muito falou: É o "veim" do Dogim"..

domingo, 9 de novembro de 2014

Departamento de Justiça dos EUA abre investigação criminal sobre caso Petrobras, diz “FT” - O Globo


O Departamento de Justiça dos EUA abriu uma investigação criminal contra Petrobras para saber se houve pagamento de propina para a empresa, ou algum de seus funcionários, nas operações americanas da estatal brasileira, segundo o jornal britânico “Financial Times”. Essa investigação ocorre de forma paralela a uma segunda, feita ela pela Securities and Exchange Commission (SEC, o órgão regulador do mercado americano). A Petrobras tem recibos de ações, os chamados ADRs, negociados na Bolsa de Valores de Nova York.

A investigação do Departamento de Justiça busca descobrir se a Lei de Práticas Corruptas Estrangeiras, que proíbe o pagamento de propina para estrangeiros para obter vantagens em negócios, foi violada. A investigação procura comprovar se alguma empresa registrada nos EUA ou indivíduo pagou propina para funcionário ou representante da Petrobras para ter privilégios comerciais.

Quando rolarão outras cabeças da Petrobras? - Ricardo Noblat.


Presidente da Transpetro diz que vai ali e volta já.

Há quantos meses se arrastava o escândalo da roubalheira de cerca de R$ 10 bilhões na Petrobras sem que a direção da empresa cortasse a cabeça de funcionários suspeitos? Quatro meses? Seis?

A contar da primeira ação pública da Polícia Federal em março último, lá se foram quase oito meses.

O doleiro Alberto Youssef está preso, mas ele nunca foi funcionário da Petrobras.

Paulo Roberto Costa, que trocou a prisão pela delação premiada, deixou a Petrobras em 2012. Cercado de elogios, por sinal.

Somente ontem rolou a primeira cabeça – a de Sérgio Machado, presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras. E mesmo assim não foi por obra e graça da direção da empresa.

Machado cedeu o lugar que ocupava há mais de 11 anos por exigência da empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC),responsável pelos balanços da Petrobras.

A PwC recusou-se a considerar válido o balanço do terceiro trimestre da Petrobras alegando que Machado não poderia assinar o documento uma vez que fora citado por Paulo Roberto.

De fato, em depoimento à Justiça do Paraná, Paulo Roberto disse que recebeu R$ 500 mil de Machado para promover uma licitação viciada de navios. Machado nega.

Era para Machado ter sido demitido da presidência da Transpetro.  Mas por cinco votos contra quatro, o Conselho de Administração da Petrobras preferiu apenas afastá-lo por 31 dias.

Por que? Adivinhe! Quer uma pista?

Renan Calheiros, presidente do Senado pelo PMDB. José Sarney, senador pelo PMDB. Bingo! Sim, Machado é ligado aos dois. E também a outros senadores do PMDB.

O Conselho de Administração não quis comprar briga com essa gente. Machado assinou uma nota onde diz que se afasta do cargo espontaneamente e que não teme investigações.

Fica a pergunta: por que Graça Foster, presidente da Petrobras, também não se licencia do cargo até que tudo seja apurado?

Ao que se sabe, seu nome não foi citado por Paulo Roberto Costa. Nem por Youssef.

Mas ela preside a empresa no pior momento de sua história. Desconhecia o que se passava a poucos metros do seu gabinete. E somente forçada tem agido para que se revolva o mar de lama que ameaça tragar a Petrobras.

Não tem pé nem cabeça a cogitada indicação do governador Jaques Wagner, da Bahia, para a vaga de Foster. Ele mesmo não aceitaria a indicação.

Wagner foi o padrinho de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, supostamente envolvido nas negociatas denunciadas por Paulo Roberto. 

Embora com seus bens bloqueados, Gabrielli é Secretário de Planejamento do governo de Wagner.

Pois é... Pegaria mal.