terça-feira, 31 de março de 2026

O Brasil tem jeito - Gracinha Carvalho Caiado.

 

A experiência, a moral e a coragem que o Brasil precisa!

Um homem de história honrada, de vida pública construída com posicionamento firme, com ética e, acima de tudo, respeito pelas pessoas! 

Ronaldo nunca se curvou a negociatas. Nunca abriu mão de suas convicções. Sempre fez da honestidade o seu maior compromisso e da verdade o seu caminho. Em tempos em que tantos duvidam da política, ele é a prova de que é possível fazer diferente. Com seriedade, responsabilidade e resultados reais. 

O Brasil precisa de um governante à altura do nosso povo. Um líder que entenda que saúde, educação e segurança não são promessas, mas prioridades urgentes. O Brasil não pode mais perder tempo com polarizações que não constroem nada. Precisa de quem sabe trabalhar, cuidar das pessoas e entregar resultados de verdade.

E mais do que ninguém, eu sei: a sua maior vocação sempre foi cuidar de gente. É essa coragem, aliada à sensibilidade, que faz dele o homem certo para esse momento.

Assim como devolvemos Goiás aos goianos, tenho fé que ele vai devolver o Brasil aos brasileiros.

Estarei ao seu lado em mais essa caminhada, meu gato, como sempre estive. Ao lado da sua família, que te ama profundamente, e de um povo que quer voltar a acreditar.

segunda-feira, 30 de março de 2026

O JUMENTO NOSSO IRMÃO - Antonio Alves de Morais.

 

Quando foi lançado o livro “O jumento é nosso irmão“ da autoria do meu conterrâneo Padre Vieira, aconteceu uma verdadeira confusão em Várzea-Alegre.

Algumas pessoas diziam que o padre estava debochando a humanidade e outras diziam que era uma falta de respeito com o povo.

Amélia Danga conversava com Maria Curta e dizia: Tu acha muié? Essa arrumação qui o pade Vieira anda inventando, qui coisa mais sem fundamento. 

Ora! Chico Danga meu irmão qui é gente, já veve me dando o maió trabai. quidirá se eu tivesse um irmão jegue.

Maria Curta Disse: Vôte Neguinha! Apois eu acho qui o pade ta ficando é abilolado, donde já se viu uma erisia dessa?  Gente é gente e animá é animá.

Eu cheguei no café de Domicilia estavam João Doca e Joaquim Fiusa comentando esse assunto. 

Aproveitei a deixa e fiz essa décima que guardei em segredo até hoje, com receio de que fosse ofender o grande escritor. 

Valei-me Frei Damião

Me salve dessa aventura

O Padre Vieira jura

Que o jumento é nosso irmão.

O jegue não é cristão

É somente um animal,

Que quando fica imoral

Acaba até uma feira.

Acho que o Padre Vieira

Precisa é de hospital.

Caiado será o candidato à Presidência do PSD - O Antagonista.

 

Governador de Goiás concederá entrevista coletiva na sede do partido em São Paulo nesta segunda-feira, 30 de março

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD, foto), irá conceder na tarde desta segunda-feira, 30, uma coletiva de imprensa na sede do partido, em São Paulo.

O evento será realizado às 16 horas, conforme o convite encaminhado a jornalistas.

53,3% afirmam que Lula não merece ser reeleito presidente -Diario do poder.

 

Avaliação contra recondução do petista ao Planalto avançou 3,3 pontos desde janeiro

O levantamento nacional de intenções de votos da Paraná Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (30), expôs que 53,3% dos brasileiros avaliam que o presidente Lula (PT) não merece ser reeleito, nas eleições de outubro. Enquanto 43,7% afirmam que o petista merece ter seu mandato renovado.

A avaliação contrária à recondução de Lula ao comando do Palácio do Planalto avançou 3,3 pontos, desde janeiro deste ano eleitoral, quando 51% já acreditavam que falta merecimento para a reeleição do petista. No sentido contrário, caiu 1,6 ponto a avaliação de que renovação do mandato seria um mérito para Lula, no mesmo período.

Somente na região Nordeste Lula tem a maioria de 54,8% acreditando que ele merece ser reeleito. E a região Sul é a que mais avalia que o petista não tem méritos suficientes para renovar seu mandato, com 66,1%.

domingo, 29 de março de 2026

É a cara do sertão - Por Mundim do Vale

Meu nome é Mundim do Vale
Do vale da precisão,
Nesse verso eu vou fazer
Pequena comparação.
Uma casa abandonada,
Um mendigo na estrada
É a cara do sertão.

Uma galinha caipira
Catando pedras no chão,
Um couro velho espichado
Na parede de um oitão.
Um jegue atrás da jumenta,
Levando coice na venta
É a cara do sertão.

Político botar no bolso
Dinheiro da educação,
Estudante pendurado
Em grade de caminhão.
Os mais pobres sem escola,
E os pais pedindo esmola,
É a cara do sertão.

sábado, 28 de março de 2026

LAMENTAÇÕES DE UM COMENTARISTA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Até onde nossa vista alcança, dá para perceber que falta humanidade.

Quase nada para se aplaudir. Muito menos o que levar a sério.

Só se fala em relacionamento abusivo. Esforço para engolir a raiva.

Sem freios, quando o assunto é escândalo. Nada mais parece absurdo.

Nenhuma memória carinhosa para se guardar.

Há quem discorde que as coisas pioraram neste mundo de exterminados e exterminadores.

Os crimes continuam a ser praticados pelos mesmos motivos.

Não me venham enfiar a palavra satisfação, quando as estatísticas se referem à inflação, corrupção, incompetência, qualidade de vida, saúde e segurança.

Nem tentem vir com esse papo de "país melhor". Conversa de boi com sono.

Olha a faca!

Fica calmo, foi só uma "sugesta". Para espalhar o sangue.

NO CAMINHO DE LAMPIÃO - Dr. Napoleão Tavares Neves.

Quatro anos antes de Napoleão nascer, Lampião passou pela casa de Né Rosendo pedindo para deixar sua montaria descansando e pegar emprestados oito cavalos, para chegar bem apresentado em Juazeiro do Norte. 

Obviamente, Manoel não negou. Pediu para o filho Rosendo Miranda, então com oito anos, ir ao curral buscar os bichos para o cangaceiro. Esperto, o menino tentou uma façanha arriscada: escondeu os cavalos que ele mais gostava e trouxe oito burros de cambito, que Lampião aceitou. A cozinheira da casa de Né, Antônia Lúcia, contou a Napoleão outra passagem de Lampião pelo Saco: quatro de seus cabras se juntaram ao temido Horácio Grande para roubarem a fazenda. Antônia e Manoel, armados com os dois únicos rifles da casa, colocaram os homens para correr. José Roque, também morador do avô, contou a ele que, em 1927, andando pelo meio do mato, entre Porteiras e Jardim, foi surpreendido pelo bando de Lampião. Roque só conseguiu fugir quando começou um tiroteio entre os cangaceiros e policiais que apareceram de repente.

Em 1938, Lampião morreu em Sergipe enquanto Napoleão acompanhava tudo arrastando o dedo indicador pelo mapa do Nordeste e ouvindo as narrações através do único rádio de Porteiras – o da sua casa. “Eu soube pela voz de João Ramos, da rádio PRE9, que Lampião tinha morrido na grota dos Angicos”, recorda, com uma memória espetacular. 

No ano seguinte, forçado a largar as brincadeiras no canavial e as viagens com os vaqueiros, Napoleão se mudou para Jardim, a fim de estudar. A tia Beatriz Neves, professora normalista na cidade, preferiu educar o garoto em sua casa, em vez de mandá-lo para a escola. Nos anos que se seguiram, Napoleão foi alfabetizado, se preparou para o exame de admissão no ginásio e acompanhou o desenrolar da II Guerra Mundial pelo rádio, correndo sempre para o mapa múndi. Foi quando descobriu que o mundo era maior do que o vale encantado do Saco.

Aprovado no exame de admissão no Colégio Diocesano, ele se mudou para o Crato, de onde voltava a cada 15 dias. O velho Farosa ficou sendo o portador que o acompanhava no trajeto a cavalo. Saindo do Saco às 5 horas da manhã, os dois chegavam no Crato às 17h. Era um dia inteiro de cavalgada e muita história, enquanto o caboclo sábio ia deixando seu conhecimento com o amigo ainda adolescente. 

Em um desses dias, descansando na mata em Barbalha, Napoleão viu um morro com cinco cruzes. “O que é isso, Farosa? É um cemitério?”, ele perguntou. “Não. Aí estão enterrados os Fuzilados do Leitão”, explicou onde estavam os corpos de Lua Branca e outros quatro homens supostamente envolvidos com o cangaço, fuzilados em 1928. Lua Branca era o último dos irmãos cangaceiros de Barbalha que ficaram conhecidos com Os Marcelinos. Bom de Veras e João 22 já haviam sido assassinados, sobrando apenas o mais novo deles. Quando a Associação Pró-Memória de Barbalha quis reconstituir o local onde os fuzilados estão sepultados, Napoleão foi a única pessoa a saber onde estavam.

Vox populis no Sanharol - Antônio Alves de Morais.


Marcos Coimbra, diretor do Instituto Vox Populis.

Naquela eleição do Lula contra o Serra, uma pesquisadora  do Vox Populis, instituto  tendencioso  e vendido  que ainda hoje se atreve a  informar que  Lula é o mais  cotado, foi parar na casa de  Luzia de Zé Lula Goteira no Sanharol. 

Perguntou para Luzia : Pra quem a senhora vai votar?

Resposta seca - Serra.

Mas, porque razão minha senhora?  O Lula é nordestino,  é pobre como nós, a alma mais honesta deste pais, falta-lhe um dedo.

Minha filha se o Lula-Lá for tão ruim como  o Lula-cá o Brasil está é fodido.

DESRESPEITO PELOS SÍMBOLOS - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Escrevi, dias atrás, que quem destrói símbolos importantes de sua história tende a definhar.

Vejam as camisas de times de futebol, cujas cores e modelos são apelos maiores para conquistar adeptos.

Antes, um time possuía, no máximo, dois modelos imaculados de camisa.

Hoje, são até seis diferentes, para atender à uma tara pelo lucro em suas vendas.

Muitas delas chegam a  desrespeitar a tradição dos clubes.

Estampam tanta publicidade que não são mais tratadas de "mantos sagrados".

E, agora, o buxixo da hora gira em torno das novas camisas da seleção brasileira.

Em primeiro lugar, é bom adiantar o seguinte: a camisa do nosso escrete é um pedaço de pano amarelo, considerado  sudário do futebol Mundial.

Mas, parece não merecer respeito pelos idealizadores de seus modernos padrões.

Sugere que o brasileiro trate a seleção como "brasa". No uniforme azul, exorta-se o diabo.

Sinceramente, além da sanha mercadológica, a que se destina esse absurdo? 

Como diria a patuleia: "É muita ciência".

Um certo Nelson encontraria outra explicação: "Os idiotas perderam a modéstia".

sexta-feira, 27 de março de 2026

COLHEITAS DO BEM – Por Xico Bizerra

Toda semente plantada por um Poeta há de se transformar em frondosa árvore que frutifica sabores diversos, doces e saudáveis. Nem importa o tempo da gestação pela certeza da colheita num tempo de luz e paz.

Os versos se dependurarão na sombra dos sonetos, se juntarão às rimas, enfeitando pomares da ventura e alegrando o paladar dos homens de bem. Estrofes de um vento feliz se espalharão pelos ares.  

Que passe o mal, que a cura não se demore, que os ventos sejam de felicidade plena. Os abraços reclamam e o sorrir precisa libertar-se de máscaras. O bem há de prevalecer. A gente merece ser feliz.    

Que o vinho amargo seja derramado e a Paz vencedora vença o canhão, como digo no meu samba Léos, Vinas e Bernardos.    

Plantemos o Bem! 

quinta-feira, 26 de março de 2026

HERÓIS MUNICIPAIS - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Seleção do Crato. 59/60. Em pé. Esq. p/dir. - Bossué, Sílvio, Miguel, Couto, Armando e Laudemiro. Agachados: Idário, Bebeto, Anduiá, Pedro e Panquela.

Nossos primeiros heróis de infância foram jogadores de futebol do Crato. 

O ídolo maior, um centroavante goleador chamado Anduiá, do Esporte. Tinha também Panquela, um craque.

No Cariri, nossas admirações foram Ângelo (goleiro), Sílvio (zagueiro raçudo), Idário e Bebeto.

O Crato Atlético, time de Anildo Batista, "o Bode", tinha endereço na nossa rua. 

O quase vizinho Idemar Xenofonte era o seu centroavante, o que nos fazia, também, torcer por ele.

A Liga Cratense de Desportos contava com outros filiados, como o Palmeiras, de seu Rosalvo, e o Magarefe, onde jogava um excelente extrema direita chamado Tonico, baterista do conjunto de Hidelgardo Benício .

As partidas do campeonato eram jogadas nos extintos "estádios" Wilson Gonçalves (do Esporte) e Pinto Madeira (do Cariri) 

Alí,  pelos anos 59, 60, 62 e 63, não existia coisa melhor para ser apreciada na nossa infância.

Ah, como era bom!

STF julga prorrogação da CPMI e terá de optar entre Alcolumbre e a coerência - Diario do Poder.

Ao solicitar referendo dos colegas da decisão que prorrogou a CPMI do INSS, o ministro André Mendonça acabou aplicando involuntário “xeque-mate” no xadrez político em que se transformou o Supremo Tribunal Federal (STF). 

A maioria tem interesse em neutralizar o Congresso como instância investigadora e zero interesse em desapontar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, única autoridade com a prerrogativa de decidir sobre abertura de processos de impeachment de… ministros do STF.

Serviços prestados

Na pressão contra Mendonça, aliados lembram os serviços prestados por Alcolumbre como engavetador-geral de pedidos de impeachment.

Como o diabo da cruz

Alcolumbre quer o fim da CPMI que tenta investigar seu ex-chefe de gabinete por receber R$3 milhões do esquema que roubou aposentados.

E o precedente?

A maioria não quer a CPMI, mas para isso terá de jogar no lixo o próprio precedente: o STF apoiou a liminar de Barroso criando a CPMI da Covid.

Aos amigos, tudo

O STF já mudou de ideia pelo interesse político, como quando recuou da após condenação em 2ª instância e nas descondenações na Lava Lato.

quarta-feira, 25 de março de 2026

TIETA - Por Xico Bizerra


Da janela, dia e noite, Tieta ficava a contemplar as nuvens, a contar estrelas. Não devia ter-lhe confessado seu pecado, mas o fez. Pela metade, é bem verdade, mas decidiu assim fazê-lo. 

Talvez ele preferisse nunca ter sabido, não ter aquilo escutado. Por isso, ali ficava Tieta, tão só: seu contar de estrelas nunca passou de uma dezena, quando tinha que recomeçar a contá-las. 

Nas nuvens, carneirinhos e outros bichos passeavam e se desmanchavam no céu, ao sabor do vento. E sua dor prosseguia, estrelas e nuvens brincando no céu, a tudo alheias, insensíveis à dor de Tieta. 

Entre o dito e o não dito, morava um silêncio absoluto que, de tão profundo, doía-lhe os ouvidos, atingindo-lhe a alma. Naquela noite uma lágrima teimosa escorria de seu olho embaçando-lhe a estrela Dalva que acabara de surgir num céu meio azul de saudade, meio cinza de tristeza.

Winston Churchill - Por Winston Churchill

A diferença entre os humanos e os animais é que os animais nunca permitem que um estúpido lidere a manada.

Somente os tolos acreditam que a politica e a religião não se discutem. 

Por isso os ladrões permanecem no puder e os falsos profetas continuam a pregar.

terça-feira, 24 de março de 2026

O politico Roberto Requião - Por Paloma Amado.



Paloma Amado, psicóloga e filha do escritor Jorge Amado.


Era 1998, estávamos em Paris, papai já bem doente, participava da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz.

De repente uma imensa crise de saúde se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o avião da Varig para Salvador.

Mamãe juntou tudo que mais gostava no apartamento onde não mais voltara e colocou nas malas.


Empurrando a cadeira de rodas de papai ela o levou para sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fia da primeira classe. Em seguida chegou um casal que logo conheci, era um politico do Sul, senador ou governador, já foi tantas vezes os dois que fica difícil lembrar. 

A mulher parecia uma árvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouro, berloques, o jegue na Festa do Senhor do Bonfim. É claro que eu estava de Jeans e tênis, absolutamente exausta. 

De repente a senhora bate no meu ombro e diz: moça esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo. Armei-me de paciência e respondi: Sim, senhora, eu sei.

Queria ter dito que eu pagaria minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas não disse. Ficou por isso. De repente, o senhor disse a mulher, bem alto para que eu escutasse: Até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos. Eu só sorrir. Terminei o check in e fui encontrar meus pais. 

Pouco depois bateram a porta, era casal querendo cumprimentar o escritor. Não mandei a puta que pariu, apesar de desejar fazê-lo. Educadamente disse não. 

Hoje, quando vi na TV o senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou o seu chip, fiquei muito arretada. Deu-me uma crise de mariasampaismo, e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei. 

Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas deste episódio, meus pais nunca souberam de nada.

O safado se chama Roberto Requião.

Paloma Amado - Psicologa, filha do escritor Jorge Amado.

Brasil - Monarquia e republica - Antonio Alves de Morais.

Foram 50 postagens intercalando uma da monarquia e uma da república. A proposta é definir qual regime de governo  representa os bons costumes, a moral, honradez, decência e honestidade.

Leia as postagens e avalie e compare.


50 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

 


A indiferença com sistema por parte tanto do imperador quanto de sua filha permitiram que a descontente minoria republicana, formada principalmente por oficiais militares insubordinados e fazendeiros insatisfeitos com as medidas abolicionistas, ficasse audaciosa e de olho no centro do poder governamental. 

A abolição total da escravidão em maio de 1888 foi o golpe fatal para o Império do Brasil, a elite econômica e política do país, totalmente dependente da mão de obra cativa, debandou em peso para as facções republicanas e militares. O ano de 1889 seria decisivo.

Em 15 de novembro de 1889, o já conhecido golpe de Estado que instaurou a república destronou D. Pedro, seu governo e seu regime. O exílio e o posterior banimento foram uma humilhação desnecessária e uma afronta a sua dignidade. Ele aguentou estoicamente.

Pedro pode ser considerado um caso raríssimo de um chefe de estado que foi derrubado apesar de ser amado pela maioria esmagadora de seu povo, da admiração e aclamação internacional, de ter sido um instrumento fundamental em avançar grandes reformas sócio-econômicas de cunho liberal, de supervisionar durante um reinado de quase seis décadas uma época de incrível prosperidade e influência, e de ser considerado um governante altamente bem sucedido. 

A revolução republicana que substituiu o império levou a mais de um século de ditaduras e instabilidade política.

Ciro Gomes lidera disputa no CE e venceria Elmano, aponta Datafolha - Diario do Poder.

 


Pesquisa indica vantagem no 1º e 2º turno; sem Ciro, Elmano lidera.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (23) mostra o ex-governador Ciro Gomes na liderança em um eventual primeiro turno no Ceará, com 47% das intenções de voto, à frente do governador Elmano de Freitas, que soma 32%.

No mesmo cenário, Eduardo Girão aparece com 5%, enquanto Jarir Pereira e Zé Batista têm 2% cada. Branco, nulo ou nenhum somam 10%, e 2% não souberam responder.

Em um segundo cenário, sem a presença de Ciro Gomes, Elmano lidera com 42%, seguido por Roberto Cláudio, que registra 20%. Girão aparece com 14%, Jarir Pereira com 4% e Zé Batista com 2%. Branco, nulo ou nenhum somam 14%, e 4% estão indecisos.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno.

Em uma disputa direta, Ciro Gomes teria 56% contra 37% de Elmano. Já em um confronto entre Elmano e Roberto Cláudio, o atual governador aparece com 52%, ante 36% do ex-prefeito. O levantamento ouviu 816 pessoas entre os dias 16 e 18 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

49 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

 

Cansado do reinado e sofrendo de doenças frequentes, o imperador retirou-se cada vez mais dos negócios do governo, frequentemente comportando-se como um espectador. 

Ele aboliu vários rituais relacionados com a Casa Imperial, como por exemplo o beija-mão em 1872 e a Guarda dos Arqueiros em 1877, "a guarda palaciana que trajava uniformes multicoloridos e portava alabardas". O Paço Imperial, onde o governo se reunia, foi praticamente abandonado assim como o Paço de São Cristóvão, agora desprovido de cortesãos. 

O diplomata austríaco, barão Joseph Alexander Hübner resumiu a situação em 1882: “ Encontro o Palácio de São Cristóvão como sempre. É o castelo encantado dos contos de fada. Uma sentinela à porta e fora disso nem viva alma. Erro só pelos corredores que circundam o pátio. Não encontro ninguém, mas ouço o tilintar dos garfos num quarto ao lado onde o Imperador janta só com a Imperatriz sem o seu séquito, que se compõe de uma dama e de um camareiro.” 

A pompa e os ritos foram descartados. Isso fez com que Pedro fosse visto como "um grande cidadão" na imaginação popular, porém ao mesmo tempo sua imagem como monarca, como um símbolo vivo e figura de autoridade, foi diminuída. A sociedade dava grande importância aos cerimoniais e costumes, mas o imperador descartou muito do simbolismo e aura que o sistema imperial possuía.

Mendonça manda Alcolumbre prorrogar CPMI do INSS - O Antagonista.

Ministro atendeu a um pedido do presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito; prazo do colegiado vai até 28 de março

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira, 23, que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), faça a leitura do requerimento de parlamentares para prorrogar o prazo de funcionamento da CPMI do INSS. Atualmente, esse prazo vai até 28 de março.

“Considero, em sede cautelar, inconstitucional, por ofensiva ao direito subjetivo da minoria parlamentar, a omissão deliberada da Mesa Diretora e da Presidência do Congresso Nacional consistente em deixar de receber e de promover a leitura do pleito de prorrogação da ‘CPMI do INSS’, razão pela qual CONCEDO A LIMINAR”, diz o ministro.

48 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

Em 1850, a morte prematura do Príncipe Pedro Afonso trouxe um golpe de realidade dura para seu pai, o Imperador D. Pedro II do Brasil. 

Para um homem do século XIX, ou melhor, um monarca do século XIX, era difícil crer numa sucessora mulher. A perda dos dois filhos varões em um curto espaço de tempo, segundo seus biógrafos, resignou Pedro II acerca da continuidade de seu império após sua morte. O fim era inevitável para ele, tanto para sua vida, tanto para o regime o qual encabeçava. Ele amava as filhas, isso é inegável. Isabel, na condição de herdeira, recebeu toda a instrução e educação possível para a época, afim de se preparar para uma sucessão que jamais viria. Uma soberana, apesar de constitucionalmente permitida, era considerada inaceitável tanto para Pedro quanto para aqueles no poder. A questão foi ignorada durante décadas enquanto o país progredia e o imperador mantinha boa saúde.

Em 1864 estoura a Guerra do Paraguai. O maior conflito armado abaixo da linha do Equador naqueles anos, atrás apenas da Guerra da Secessão estadunidense. Em seus 58 anos de reinado, seria o apogeu de sua popularidade e também, o início de seu fim.

A guerra se mostrou longa demais, cara demais e sangrenta demais. A obsessão de Pedro II em liquidar Solano Lopez mesmo depois de dizimado o exército paraguaio e capturada Assunção, legou para ele uma imagem desgastada. A briga que teve com o Duque de Caxias em 1869 deixou claro tudo isso. O saldo do conflito foram mais de 50 mil soldados brasileiros mortos e os custos da guerra foram equivalentes a onze vezes a receita anual do governo. Ainda, surge nesse momento, pela primeira vez em nossa história, a figura do exército como parte ativa da vida pública e o gosto dos militares pela política e pelo poder. Em 1871 surgiria o primeiro partido republicano do Império, bastante insignificante, mas uma semente preocupante quando germinada no seio de uma monarquia.

A partir do final de 1880, cartas entre Pedro e a Condessa de Barral, sua amiga e confidente, revelam um homem que se tornara cansado do mundo e cada vez mais com uma visão alienada e pessimista.

A saúde do Imperador começou a piorar a partir de 1881, D. Pedro contava com apenas 56 anos mas seu envelhecimento era nítido. Ele estava cansado, doente e enfadado e gradualmente começou a se afastar dos assuntos públicos. Mesmo cansado de estar preso a um trono que duvidava que sobrevivesse após sua morte, ele perseverou por responsabilidade e também porque não parecia existir alternativa imediata. Porém, tanto Pedro quanto Isabel eram amados pelo povo, que apoiava o regime. 

segunda-feira, 23 de março de 2026

FRASES SONORAS AOS NOSSOS OUVIDOS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Já confessei ser apenas um ajuntador de frases nos escritos que cometo. Minhas e dos outros, acrescente-se. Como faz bem anotar o que disse o ministro André Mendonça: "O papel do bom juiz não é ser estrela. 

É fazer o certo pelos motivos certos". Do jornalista William Waack: "Os indivíduos não são as instituições. As instituições funcionam de acordo com a lei". E para não deixar passar a oportunidade, uma sentença de nossa autoria: "Quem faz a guerra não morre nela, nem preza pela vida humana". Por boas frases,  paga-se até tarifa, sem reclamar. 

• NEGÓCIOS - Me perguntam o que é melhor negócio: abrir um partido político ou uma igreja. Ruim de negócio, fico sem condições de responder. Só sei dizer o seguinte: para se chegar ao poder, os dois negócios são essenciais. 

• A MENTIRA E O IMBECIL - A mentira é muito cara aos imbecis, por dar-lhes a ilusão de deterem conhecimento. A palavra imbecil, na sua origem, designava "o que não se aguenta em pé". Por extensão, é aplicada aos tolos, cujas ideias não se sustentam. Que coisa. 

• E AÍ? "Como pode uma pessoa cometer tanta falcatrua e continuar importante num País ?"

47 - Era do Império, - Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


O dia que tentaram assassinar o D. Pedro II, 15 de Julho de 1889.

O Atentado de Julho foi um atentado sem sucesso contra a vida do imperador brasileiro, Pedro II do Brasil. O atentado ocorreu no dia 15 de julho de 1889, foi realizado na saída do imperador do concerto da violinista Giulietta Dionesi, no Rio de Janeiro. 
Enquanto saía, D. Pedro foi surpreendido por um jovem bem vestido que atirou contra a carruagem do imperador com gritos enaltecendo a república, porém, não conseguiu atingir o monarca brasileiro. O terrorista conseguiu fugir, porém, foi reconhecido e capturado pela polícia. 
O rapaz era Adriano Augusto do Valle, um republicano português.
O imperador, apesar do ocorrido, decidiu não levar o processo adiante, pois o objetivo do imperador era impedir uma grande repercussão do ocorrido e com isto, o movimento republicano ganhar mais moral e destaque, além, de impedir futuros atentados.

Mendonça impôs PGR e PF na delação de Vorcaro - Diario do Poder.

Juristas têm destacado a solução do ministro do STF André Mendonça para concretizar a delação de Daniel Vorcaro, unindo pela primeira vez a Polícia Federal e o ministério público, por meio da Procuradoria-Geral da República (PGR), no mesmo acordo de colaboração. 

Além de evitar eventuais questionamentos que poderiam levar a nulidades, segundo esses juristas, a medida “prende o rabo” da própria PGR, cujo titular Paulo Gonet foi criticado por não haver endossado a prisão de Vorcaro.

Desqualificou

Na ocasião, Gonet não considerou haver motivos robustos, tampouco urgência, para se manifestar pela prisão no prazo de 72 horas.

Havia urgência

O prazo fixado por Mendonça foi motivado pelo flagrante em que Vorcaro tramava com amigos agressões a um jornalista e uma ex-empregada.

Clube do uísque

Pegou mal, na ocasião, a notícia da presença de Gonet na degustação de R$3,3 milhões no “clube de uísque”, em Londres, paga por Vorcaro.

46 - Era do Império, por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


PEDRO II, o menino abandonado.

As cartas de dom Pedro II a seu pai depois da abdicação dele.

Meu querido pai e senhor. Quando me levantei e não achei Vossa Majestade Imperial e mamãe para lhes beijar a mão, não me podia consolar, nem posso, meu querido papai. Peço a Vossa Majestade Imperial que nunca se esqueça deste filho que sempre há de guardar obediência, respeito e amor ao melhor dos pais tão cedo perdido para seu filho.
Beijo respeitosamente as augustas mãos.

D. Pedro II começou a escrever essa carta originalmente a lápis, depois prosseguiu a tinta, mas chegou só até a palavra "beijar". Como ele explicou posteriormente em uma segunda carta ditada:

"Principiei a escrever a Sua Majestade Imperial pela minha própria letra, mas não pude acabar, entrei a chorar e a tremer-me a mão e não pude acabar. 

Remeto para prova da minha verdade o princípio que tenho feito. Eu todos os dias rogarei ao céu pelo melhor dos pais que, para minha desgraça, tão cedo me faz perder, sempre serei obediente filho e seguirei os ditames de meu Augusto Pai".

Lula cada vez mais nervoso faz ministros reclamarem de tratamento grosseiro - Diario do Poder.

Ministros e auxiliares próximos a Lula se queixam do nervosismo do petista, agravado nas últimas duas semanas. O grupo relata reuniões tensas, descontrole e gritos de palavrões ouvidos fora do gabinete. 

A irritação pirou após as pesquisas apontado a subida do adversário Flávio Bolsonaro (PL). Na última semana, ficou apoplético com o desgaste gerado pelo preço do diesel, apurado em tracking (pesquisa) diário. 

Lula não entende o que se passa e culpa os “incompetentes” que o cercam.

Ele não entende

Ministros contam que até tentam explicar que casos como o aumento dos combustíveis, são questões multisetoriais, incluindo Estados... em vão.

Sem dividendos

Ele culpa a área de Comunicação por não haver garantido os dividendos eleitorais que imaginava com a suposta “isenção do Imposto de Renda”.

É o que importa

Lula vê contaminação eleitoral no caso do diesel e lembra do desgaste que pode virar uma eventual greve dos caminhoneiros.

O maior temor

O maior temor não é do fracasso do governo, mas da reeleição. Lula perde o prumo diante do risco de eventual derrota para Flávio Bolsonaro.

45 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.



Em 1971, seus restos mortais foram trazidos para o Brasil e enterrados em Petrópolis. Cinquenta anos após a sua morte, em abril de 1971, os restos mortais da princesa Isabel e também os do seu marido, Conde d'Eu, foram trazidos para o Brasil. 

Na cidade do Rio de Janeiro, eles receberam honras de chefes de Estado e ficaram expostos na Igreja do Rosário, na rua Uruguaiana.

Depois, no dia 13 de maio do mesmo ano de 1971, em comemorações à Lei Áurea, os caixões seguiram para a cidade de Petrópolis, seio da tradição do Império brasileiro, e foram enterrados na catedral da cidade.

domingo, 22 de março de 2026

Definição de comunista - Por Margaret Thacher.

Um comunista quando fala mente! Quando cala encobre! Quando tem poder, rouba, e quando perde o poder, destrói!

Assim construíram sua vida!

44 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


A Princesa Isabel do Brasil junto de seu marido, Gastão de Orleans, o Conde D'Eu, em momentos distintos da vida, durante a juventude e a velhice. Isabel e Gastão ficaram juntos por 57 anos.

Diferentemente de outras Casas Reais, Pedro II autorizou que suas filhas pudessem escolher e conhecer previamente seus candidatos a marido, afim de evitar o trauma que carregava desde seu próprio casamento, quando casou-se a distância com a Princesa das Duas- Sicílias.

O último capítulo da Lava Jato - O Antagonista.

Migração do senador para o PL de Valdemar fratura símbolo criado como juiz, mas o posiciona enfim como ator relevante na política partidária

O senador Sergio Moro anunciou na quarta-feira, 17, a troca do União Brasil pelo PL. Para a maioria dos políticos, a mudança de um partido para o outro seria mera formalidade.

Mas o ex-juiz da Operação Lava Jato construiu sua imagem fora da política e contra os vícios do mundo político, de cujas contradições ele passa a fazer parte definitivamente agora.

Moro já carrega o peso das contradições inerente à política brasileira desde que lançou sua pré-candidatura à Presidência, em 2022. 

Para concorrer a qualquer cargo público, é preciso se filiar a um partido, e praticamente todos eles já carregam um passivo criminal ou moral considerável.

43 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


Morreu no exílio, em 1921, no Castelo d'Eu, em Paris. Como dito, após a Proclamação da República, a princesa Isabel e toda a família real exilaram-se na França. 

Os últimos dias da princesa foram passados no Castelo d'Eu, em Paris. Ela faleceu em 14 de novembro de 1921. Esses últimos dias foram dedicados à família e obras de caridade da Igreja Católica. Seu marido morreu um ano depois.

42 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


A princesa Isabel rejeitou a proposta de retomar o trono por meio de uma Guerra Civil. Após o golpe militar que destronou D. Pedro II, em 15 de novembro de 1889, muitos movimentos que exigiam a restauração da monarquia apareceram no Brasil. 

Alguns deles misturados a outras reivindicações, como foi o caso das duas Revoltas da Armada, ocorridas no início dos anos 1890. Nesse contexto, a princesa Isabel, que estava exilada com a família em Paris, estaria cotada para assumir o trono, já que seu pai morrera na mesma cidade em 1891.

No entanto, Isabel preferiu evitar derramamento de sangue e resignou-se a não mais pretender ser imperatriz do Brasil, como fica claro em um bilhete endereçado ao seu último chefe de gabinete, da Terceira Regência, João Alfredo: ''Meu pai, com seu prestígio, teria provavelmente recusado a guerra civil como um meio de retornar à pátria... lamento tudo quanto possa armar irmãos contra irmãos... É assim que tudo se perde e que nós nos perdemos. O senhor conhece meus sentimentos de católica e brasileira."

sábado, 21 de março de 2026

Geraldo Alckmin cospe no passado e em quem nele ainda confiava - O Antagonista - Ricardo Kertzman

Mais sem-vergonha que estes, são os eleitores que insistem em elegê-los e mantê-los no poder

Eu nunca tive político de estimação ou confiei cegamente em um. Confesso, inclusive, que dos amigos políticos que tenho – não confundir com políticos amigos -, apenas dois, já de longa data, me merecem credulidade. 

Repito, com relativa frequência, que “Políticos, para mim, têm de ser vigiados e cobrados 24 horas por dia, sete dias por semana, 30 dias por mês, sobretudo nos sábados, domingos e feriados, para não torrarem nossa grana com despesas particulares". 

Essa turma pede nosso voto, promete resolver nossos problemas e, portanto, se não entregar, ao invés de bajulação e idolatria, têm de ver a “chinela cantar”.

Por anos admirei Geraldo Alckmin; para mim, exemplo de gestor e homem público. Suas administrações em São Paulo me enchiam os olhos e, quando derrotado por Lula, em 2006, senti muito, pois, além de um péssimo presidente reeleito após os escândalos do mensalão, o Brasil perdia a oportunidade de ser governado por alguém como o então tucano. 

Por isso, quando Alckmin se aliou ao chefão petista para disputar a Presidência em 2022, mesmo após ter dito que “Lula quer voltar à cena do crime”, senti um profundo desgosto, que se tornou asco quando, já como vice-presidente, foi bajular, in loco, o novo presidente iraniano.

Mas pior ainda foi vê-lo vestir um boné do MST e, aos berros, em um palanque, gritar: “Lula, Lula, viva o presidente Lula. O maior líder político do Brasil”. Aquilo me mostrou o que eu já sabia de cor: por dinheiro, poder e vaidade, muitas pessoas não têm limites e não guardam decoro consigo mesmas. 

A velha marchinha de carnaval, “O cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais”, já ensinava, décadas atrás, que autoestima, para alguns, pode ser tão flexível quanto elástico. 

41 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


Foi casada com Gastão de Orleãs, o Conde d'Eu. Isabel foi casada com o aristocrata francês Gastão de Orleãs, o Conde d'Eu, com quem teve três filhos, Pedro de Alcântara (Príncipe do Grão-Pará), Luís e Antônio. 

O Conde d'Eu ficou famoso não apenas por ter se casado com a princesa Isabel, mas também por ter sido um dos comandantes do Exército Brasileiro na Guerra do Paraguai e por ter ordenado um dos maiores massacres da América do Sul, na última fase dessa guerra.

Sergio Moro cospe no passado e em quem nele ainda confiava - O Antagonista - Ricardo Kertzman

 

Ainda assim, contudo, não deixou de me surpreender e me decepcionar a ida de Sergio Moro para o PL, para disputar o governo do Paraná.

Outrora juiz federal implacável com corruptos, um verdadeiro baluarte da moral e dos bons costumes, Moro já havia colocado em risco sua imagem e trajetória ao aceitar o convite de Jair Bolsonaro, então presidente eleito em 2018, para ser ministro da Justiça. 

Porém, diante do contexto à época e das promessas de limpeza ética que fazia o “mito”, particularmente dei um voto de confiança ao “marreco”. Mais ainda: tão logo se deparou com as ingerências do patriarca do clã das rachadinhas, com vistas a blindar a si e seus filhos das investigações da Polícia Federal, e saiu do governo, tive a certeza de que, sim, era um homem honrado.

Uma vez eleito senador, Moro continuou a se mostrar, digamos, moralmente confiável. Ainda que, aqui e ali, algumas decisões, falas e votos no limite do que considero correto, jamais, até então, tive motivos para tê-lo no rol dos políticos embusteiros. Na quarta-feira, 18, porém, tudo mudou. E radicalmente. Sergio Moro se filiou ao PL de Valdemar Costa Neto, preso no mensalão ao lado de José Dirceu, abraçou Flávio Bolsonaro, trocou com o bolsokid dos panetones e das mansões enroscadas com dinheiro vivo juras de amor eleitoral, sendo retribuído como amigo, companheiro e outros elogios carinhosos.

A ex-presidente Dilma Rousseff, nossa eterna estoquista de vento, avisava, em 2014: “A gente faz o diabo para ganhar as eleições”. Sergio Moro não está fazendo o diabo, mas abraçando-o. 

Está dando as mãos a quem só não foi processado por peculato, porque o papis, providencialmente, se uniu aos, à época, amigos capas pretas e blindou o próprio pimpolho. 

Pior: receberá milhões de reais para sua campanha das mãos de um corrupto condenado que, segundo outro baluarte da moral e dos bons costumes, Nikolas Ferreira, “Já pagou o que tinha que pagar”. Mais sem-vergonha que estes, são os eleitores que insistem em elegê-los e mantê-los no poder.

40 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


Assumiu o poder como princesa regente em três ocasiões. Já no auge de seu reinado, a partir da década de 1870, D. Pedro II, quando se ausentava do Brasil, delegava à filha as funções de chefe de Estado. Por três vezes que o imperador esteve fora do Brasil, Isabel tornou-se princesa regente. Vejamos:

1. Durante a Primeira Regência, em 1871, a princesa regente, junto a José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, que era chefe do Gabinete dos Ministros do Império, sancionou a Lei do Ventre Livre. A lei foi promulgada em 28 de setembro do mesmo ano e resolvia que nenhuma criança nascida de escravas negras seria também escrava.

2. Na Segunda Regência, que ocorreu entre 1876 e 1877, a princesa teve que enfrentar problemas de ordem política e pessoal. Houve a terrível seca do Nordeste nesse período, difícil de ser remediada. Além disso, houve um forte embate político-religioso entre dois grupos: o dos maçons e o dos católicos. Uma grande pressão pública recaía sobre Isabel, e seus críticos contestavam sua capacidade de substituir o pai. Isabel, sem a habilidade do pai e tendo sofrido um aborto no mesmo período, preferiu recolher-se em Petrópolis.

3. Na Terceira Regência, transcorrida entre o fim de 1887 e o início de 1888, a princesa Isabel, mais madura, aderiu explicitamente à causa abolicionista,  passando a se envolver diretamente com protagonistas do assunto, tais como André Rebouças e Joaquim Nabuco. Nesse período, ela entrou em confronto direto com o Ministro Barão de Cotegipe, escravocrata, que foi obrigado a se demitir do posto. Foi nessa terceira estadia no poder que, em 13 de maio de 1888, a princesa assinou a Lei Áurea.

39 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


Foi declarada herdeira do trono brasileiro aos 11 meses de idade. A princesa Isabel, nascida em 29 de julho de 1846, era o segundo fruto da relação entre Dom Pedro II e Teresa Cristina. O primeiro era Dom Afonso Pedro, nascido em 23 de fevereiro de 1845. Dom Afonso nasceu quando Pedro II tinha apenas 19 anos de idade. 
As expectativas depositadas no menino, como futuro sucessor do trono, fizeram com que o jovem imperador (Dom Pedro II) amadurecesse e assumisse, de fato, as posturas de chefe de Estado e chefe de família – uma família aristocrática, diga-se de passagem.
Entretanto, no dia 11 de junho de 1847, Dom Afonso, após uma sequência de convulsões, morreu, com pouco mais de dois anos de idade. Com a morte do irmão, Isabel passou a ser a herdeira presuntiva (quando não há nenhum outro herdeiro aparente ou preferível) do trono imperial brasileiro, contanto apenas com 11 meses de idade.
Em 19 de julho de 1848, o terceiro filho de Dom Pedro II nasceu: Pedro Afonso. Com o nascimento de outro homem, a princesa Isabel perdeu o posto de herdeira. Todavia, isso não durou muito, pois Pedro Afonso, assim como o irmão mais velho, também morreu prematuramente, em 9 de janeiro de 1850. Com a morte do segundo irmão, Isabel tornou-se novamente herdeira presuntiva. Como Pedro II e Teresa Cristina tiveram apenas mais uma menina, Isabel tornou-se a herdeira oficial na sucessão do pai.

38 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


Isabel de Bragança e Orleãs, mais conhecida como princesa Isabel, ou princesa imperial do Brasil, é a personagem histórica feminina mais citada em nosso país. Era filha do imperador Dom Pedro II, da casa de Bragança, e da imperatriz consorte do Brasil, Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias. 

Sua grande notoriedade provém do fato de ter sido ela que assinou a Lei Áurea, isto é, a lei que aboliu a escravidão no Brasil. Em virtude desse gesto histórico, a princesa Isabel recebeu o título de “A Redentora”.

Pouco se sabe da herdeira de Dom Pedro II além da relação com a causa abolicionista. Por isso, selecionamos seis fatos curiosos sobre essa personagem. 

Confira nas próximas postagens.

sexta-feira, 20 de março de 2026

CIPOADAS - Wilton Bezerra - Comentarista generalista.

- A inclinação pelo desonesto ainda levará nosso País a usar a corrupção com fins turisticos: "Em se corrompendo, tudo dá, visite-nos". 

- Foram os romanos que desenvolveram o método de governar com pão e circo. Essa fórmula só não funciona quando falta o pão e sobra muito circo. 

- O roubo dos velhinhos do INSS quem cobre é o tesouro. Bom lembrar que o tesouro somos todos nós. 

- Quem destrói seus símbolos ignora a própria história e está fadado a definhar. 

- Nada pior para uma nação do que ser acometida pelo esquecimento e pela covardia.

- Sim, isto eu já sabia: tem mais influenciadores do que público a ser influenciado. 

- Não existe tarefa mais difícil do que a de ser tolerante com os intolerantes. Haja saco! 

- Não vejo como característica do brasileiro o traço de tristeza que trazem essas músicas ditas sertanejas. 

- Rouboricalho é quando uma autoridade recebe gorda aposentadoria, após uma vida inteira dedicada a atos corruptos.

- "CÓDIGO DE ÉTICA" - O FILME. Um enredo mais falso do que lágrimas de rato em enterro de gato. Ingressos a preços promocionais.

37 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


Em valores atuais, a Família Imperial brasileira custaria aproximadamente 134 milhões de reais por ano aos cofres públicos, isto é, 0,67 centavos à cada cidadão brasileiro.

Por outro lado, a Presidência da República sozinha custou mais de 600 milhões de reais em 2017 e mais de 1 bilhão de reais em 2019, ou seja, aproximadamente 5,40 reais à cada cidadão brasileiro.

Sob a monarquia, o povo sustentava apenas uma família na Chefia de Estado. Sob a República, o povo sustenta a família do atual Presidente, Bolsonaro, e as famílias dos 6 ex-presidentes da República. 

Croniqueta - Antônio Alves de Morais.


Na dúvida do que é certo ou errado, basta pensar no que não gostaria que fizessem com você. Que nesta dança da vida Deus seja sempre o seu par.
Quando está tudo dando certo o mais correto a fazer é ficar quieto e não deixar ninguém saber! O que ninguém sabe, ninguém estraga.
Quer conhecer verdadeiramente uma pessoa? Repara como ela te trata quando já não precisa mais de ti....

36 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

Durante sua viagem aos Estados Unidos, entre os meses de abril e julho de 1876, Dom Pedro II percorreu o país de Leste a Oeste, de Norte a Sul, conhecendo grande parte dos Estados, visitando inúmeras cidades.

Dom Pedro partiu de Nova Iorque dia 17 de abril, embarcando num trem rumo ao Oeste. Nesse período, a Imperatriz Dona Teresa Cristina permaneceu em Nova Iorque.

Dentre as diversas cidades que Dom Pedro II conheceu no início dessa etapa da viagem, destacamos Chicago (Illinois), onde visitou uma escola e as obras do serviço de abastecimento de água, e Omaha (Nebraska), onde visitou escolas e uma fábrica.

Pedro II foi imperador do Brasil durante 58 anos e consequentemente donatário do 92° reinado mais longo da história da humanidade. A abdicação do pai e sua viagem para a Europa tornaram Pedro imperador com apenas cinco anos. 

Passou a maior parte de sua infância e adolescência estudando em preparação para imperar, tal que sabia falar mais de oito idiomas.

Sob seu governo, o país também foi vitorioso em três conflitos internacionais [a Guerra do Prata, a Guerra do Uruguai e a Guerra do Paraguai], assim como prevaleceu em outras disputas internacionais e tensões domésticas. 

Um erudito, o imperador estabeleceu uma reputação como um vigoroso patrocinador do conhecimento, cultura e ciências, e o país foi projetado entre os 20 países mais poderosos do mundo. 

Aos 64 anos, já era um homem cansado e idoso.

quinta-feira, 19 de março de 2026

35 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


Suas Altezas Imperiais e Reais o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, e sua esposa, a Princesa Consorte do Brasil, Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, por ocasião da celebração religiosa de seu casamento, a 19 de agosto de 1937, na Capela do Palácio de Nymphenburg, em Munique, antiga capital do Reino da Baviera.

O Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil entre 1921 e 1981, casou-se, a 19 de agosto de 1937, na Capela de Santa Maria Madalena, no Palácio de Nymphenburg, em Munique, na Alemanha, com a Princesa Maria da Baviera, filha do Príncipe Francisco da Baviera e da Princesa Isabel de Croÿ, e neta do Rei Luís III, último Soberano bávaro, deposto ao fim da Primeira Guerra Mundial.

O casamento do herdeiro do Trono Imperial do Brasil repercutiu muito nos meios monárquicos de vários países da Europa, e foi igualmente comemorado pelos monarquistas brasileiros, pois significava a continuidade da Dinastia. Nos Arquivos da Casa Imperial do Brasil, em São Paulo, existem numerosas manifestações de regozijo pelo fato. Tais manifestações, a propósito do casamento do então Imperador “de jure” do Brasil, foram inúmeras e ocorreram em todos os Estados brasileiros.

Uma entre muitas outras: em Recife, capital do Estado de Pernambuco, os monarquistas gozavam de grande influência cultural e social, e resolveram comemorar o casamento de Suas Altezas sugerindo que fosse dado o nome “Dom Pedro Henrique” a uma rua. O pedido foi recebido favoravelmente pelas autoridades municipais, de modo que, “usando das atribuições que lhe são conferidas por lei, o Sr. Prefeito desta Cidade resolveu, pelo Decreto nº 400, de 4 de novembro de 1937, denominar a rua recentemente aberta, transversal do lado esquerdo à Av. Visconde de Suassuna, no flanco da casa 747, de RUA DOM PEDRO HENRIQUE”.

Assim consta na edição de 10 de dezembro de 1937 do “Correio Imperial”, publicação monarquista da capital pernambucana. E ainda hoje, a rua permanece com o nome de Dom Pedro Henrique, conforme pode ser atestado em mapas online.  

Baseado em trecho do livro “Dom Pedro Henrique, o Condestável das Saudades e da Esperança”, do Professor Armando Alexandre dos Santos.

CONCLUO QUE...- Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


- Sem tempo para tratar medo e ansiedade, o homem perde a noção, começa a bater no peito e gritar que é o maior do Mundo.

- Devemos aceitar as rugas, com o mesmo orgulho dos guerreiros que ostentam as cicatrizes de suas batalhas. 

- Circos armados para a campanha política. O encontro do superficial e espetaculoso com  a saturação na venda de panaceias e super-heróis escrotos. 

- Fácil concluir que os mais jovens preferem (na sua bolha) que os "melhores de todos os tempos" sejam os que eles viram ao vivo e a cores. 

- O escândalo se torna muito mais escandaloso quando nos habituamos a ele. 

- Fracasso coletivo do Mundo é quando se exibe a riqueza da alta tecnologia sem resolver problemas como pobreza e desigualdade. 

- Tudo que é excessivamente programado e previsível se torna feio e chato. 

- COMUNICADO: Fique esperto parceiro, os carcarás estão farejando roça queimada.

- FRASE. "Sejamos borboletas ou bruxas, nós temos que voar". Maria Luiza Fontenele. 

34 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

Dom Pedro II (1825-1891) foi o segundo e último Imperador do Brasil. Tornou-se príncipe regente aos cinco anos de idade, quando seu pai Dom Pedro I, abdicou do trono. Aos 15 anos foi declarado maior e coroado Imperador do Brasil. Seu reinado teve início no dia 23 de julho de 1840 e terminou no dia 15 de novembro de 1889, quando foi proclamada a República.

Dom Pedro II nasceu no Palácio de São Cristóvão, Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, Brasil, no dia 02 de dezembro de 1825. Filho do Imperador Dom Pedro I e da Imperatriz Dona Maria Leopoldina, recebeu o nome de Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança.

Dom Pedro ficou órfão de mãe com apenas um ano de idade. Cresceu aos cuidados da camareira-mor Dona Mariana Carlota de Verna Magalhães, mais tarde condessa de Belmonte.

Pedro de Alcântara era o quarto filho do casal imperial, mas tornou-se o herdeiro do trono brasileiro, com a morte de seus irmãos mais velhos. No dia 2 de agosto de 1826, foi reconhecido como herdeiro da coroa do império brasileiro.

No dia 7 de abril de 1831, seu pai Dom Pedro I, que vinha enfrentando severa oposição política, acusado de favorecer os interesses portugueses no Brasil, abdica do trono e embarca de volta a Portugal, deixando Pedro como “regente”, com apenas cinco anos de idade. Para tutor de Pedro, seu pai nomeou José Bonifácio de Andrada e Silva.

Com a abdicação e a menoridade do imperador, o Brasil foi governado por regências. O período regencial estendeu-se por nove anos, de 1831 a 1840. Nessa época, durante a menoridade, Dom Pedro teve aulas com diversos mestres ilustres, escolhidos por seu tutor José Bonifácio. Estudou caligrafia, literatura, matemática, latim, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, pintura, piano e música, esgrima e equitação.