quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Sou grato a Maria Santissima, Mãe de Deus - Antonio Alves de Morais

"Gratidão pela amizade que você me devota, por meus defeitos que você nem nota.

Por meus valores que você aumenta, por minha fé que você alimenta. Por esta paz que nós nos transmitimos, por este pão de amor que repartimos.

Pelo silêncio que diz quase tudo, por este olhar que me reprova mudo. Pela pureza dos seus sentimentos, pela presença em todos os momentos.

Por ser presente, mesmo quando ausente, por ser feliz quando me vê contente. Por este olhar que me diz:"Amigo, vá em frente!"

Por ficar triste, quando estou tristonho, por rir comigo quando estou risonho. 

Por repreender-me quando estou errado, Por me apontar para Deus a todo o instante, por esse amor fraterno tão constante.

Por tudo isso e muito mais eu digo: "Deus te abençoe, meu querido amigo"!

Feliz ano novo, paz e bem. 

Antonio Alves de Morais

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

NA MEDIDA, EXAGERO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Afirmar que Ceará e Fortaleza são favoritos para retorno à série A em 2026 é otimismo exagerado.

Depois de rebaixamentos doídos e vexatórios, os dois terão que cruzar enormes tempestades. As quedas trouxeram grandes consequências e ninguém pode oferecer essa garantia. A realidade é bem mais dura do que apontam as idealizações.

PONTOS CORRIDOS X MATA-MATA - Os defensores do sistema mata-mata afirmam que essa fórmula de disputa garante jogos memoráveis. Eu gostaria, sinceramente, de saber onde tiraram essa certeza. Daqui a pouco, vão dizer que esse critério assegura, também, a melhor qualidade do futebol das equipes. Tenho a dizer o seguinte, em defesa do sistema de pontos corridos: entre outras coisas, o modelo facilita o planejamento dos clubes, treinadores, jogadores, investidores, patrocinadores e emissoras de rádio e televisão. 

REJEIÇÃO - Até hoje, apesar das mudanças do jogo, há quem não aceite ponta marcar lateral. Na cultura do torcedor brasileiro, outra rejeição: centroavante voltar para marcar. É aquela velha visão: cada jogador em sua posição e os craques é que decidem. Na questão do ponta, vale lembrar que fomos nós a introduzir (até onde eu sei) o apoio do lateral (Murilo do Flamengo, o pioneiro) para, junto com o ponta, fazer o dois contra um adversário apenas. Daí, o ponteiro se obrigar a voltar para ajudar na marcação. Com um pulo, chegou-se ao 4-4-2 da Inglaterra, em 1966, com dois pontas recuados. 

FRASE - "Futebol é uma religião sem mensagens de salvação". Christian Bromberger.

domingo, 28 de dezembro de 2025

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Uma bela história de Natal - Postagem do Armando Lopes Rafael.

   Era o entardecer de 24 de dezembro de 1795. Um intenso frio de inverno assolava as regiões da Bretanha, trazendo à lembrança de um pobre camponês a noite santa por excelência em que veio ao mundo o Salvador. Contudo, a situação na qual se encontrava divergia tragicamente daquele primeiro Natal: o cântico dos Anjos não se fazia ouvir, a estrela dos Reis Magos não resplandecia e o olhar materno de Nossa Senhora, unido à benevolência paternal de São José, era substituído pelo ódio de quatro facínoras revolucionários que o tinham amarrado a uma árvore…

   O jovem fazia parte dos fervorosos católicos que habitavam o noroeste da França, designados como chouans, e que em nome da Religião e da monarquia resistiam às violências da Revolução Francesa.Após ter sido barbaramente acossado, ouvia angustiado as troças de seus perseguidores, sentindo a morte próxima pois, nos tempos de uma guerra como aquela, ser um homem capturado significava ser um homem perdido!

— Se eu pudesse, com apenas um tiro, matar mais de mil de tua raça! – vociferava um dos malfeitores.

O prisioneiro, com a cabeça baixa, nada respondia. Também não era necessário que o fizesse; Deus falaria por ele. Eis que uma melodia de cristal rompeu o silêncio daquelas vastidões. Ora graves e solenes, ora agudos e inocentes, ao longe ressoavam os sinos. Surpresos, pensando ser esse um sinal de alarme dos resistentes, os republicanos perguntaram ao chouan do que se tratava.

— É Natal – respondeu – e estão tocando para a Missa da meia-noite.

Natal! Aquela palavra ecoou em seus corações empedernidos, despertando um mundo de saudosas recordações: Missas do Galo assistidas em família, encantadores presépios e luminosas árvores de Natal, músicas de uma candura diáfana, presentes vivamente esperados, saborosos banquetes… enfim, tudo quanto possa ornar um verdadeiro e santo Natal sussurrava-lhes à alma irresistíveis convites à conversão. A inocência, já em agonia naquelas almas, fazia seus últimos apelos… e parecia estar sendo atendida.

Após um eloquente silêncio, os revolucionários dirigiram a palavra ao desafortunado, já com certa compaixão. Perguntaram-lhe de onde era e como se chamava.

— Sou de Coglès e chamam-me Branche d’Or – declarou o chouan.

— Tua mãe é ainda viva? Tens esposa e filhos?

Um gemido rouco foi sua única resposta e, à luz da fogueira, brilhou uma lágrima em sua face. Os soldados, envergonhados, entreolharam-se. Tentavam conter o desejo de soltá-lo, enquanto os sinos continuavam a bimbalhar nas redondezas.

— Podes ir embora – disse o comandante ao contrarrevolucinário, já desatando as amarras.

O bretão levantou a cabeça sem acreditar no que ouvia.

— Vai embora rápido! Foge! Estás livre.

    Ainda pensando tratar-se de mais uma injúria, o chouan ergueu-se e observou por um momento os revolucionários. Uma luz, milagrosa como a estrela de Belém, parecia cintilar no semblante daqueles assassinos. Percebendo ser verdade o que escutava, fugiu floresta adentro rumo à sua aldeia. Fora salvo pelo Natal…Quanta ternura, sublimidade e sacrossanta unção acompanha esta festa. Seus sinos ressoam a todos, mesmo àqueles que se afastaram de Deus. Aos justos ecoa como um hino de consolação; aos pecadores, como um convite a abandonar os vícios mais inveterados. E nós, que faremos das graças deste Natal? 

* Publicado na edição de dezembro/2025, da revista "Arautos do Evangelho"

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DO MONSENHOR RUBENS GONDIM LOSSIO - Texto do Armando Lopes Rafael.

Sua saída de Crato.

Neste 27 de Maio de 2024, se vivo fosse estaria comemorando o centenário de nascimento.

Desgostoso com o desmembramento feito na Paróquia de Nossa Senhora da Penha, a qual ficou reduzida a poucos quarteirões no centro de Crato, em 1969, Mons. Rubens deixou a Diocese do Crato e fixou residência na cidade de Recife, Pernambuco, onde veio a ocupar o cargo de Magnífico Reitor da Universidade Católica de Pernambuco, de Janeiro de 1971 a Janeiro de 1978.

Sobre seus últimos dias, o cronista Antônio Alves de Morais escreveu, recentemente, que ele pediu dispensa do estado clerical e, depois de obtida essa permissão, casou no dia 22/12/1978 com a pernambucana Vitória Maria Leal.  

Do seu casamento nasceu, em 13 de maio de 1980, uma filha, registrada pelo nome Delane Maria Leal de Lossio.

Rubens Gondim Lóssio faleceu em Recife, em 04 Abril de 2005, legando aos pósteros o exemplo de um cidadão honesto e inteligente, profundamente devotado ao serviço da comunidade. 

Ainda hoje seu nome é lembrado com profundo respeito pela comunidade cratense, a quem serviu com competência e idealismo, por várias décadas da sua profícua existência.

Foto do Monsenhor, sua filha Delane de Lossio e suas três netas.

ATÉ O PAPAI AQUI PODE SER CANTOR - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Os recursos tecnológicos criaram uma torrente de "artistas", candidatos a "celebridades". Para ser cantor, por exemplo, as máquinas fazem a música sozinhas. Existem filtros que afinam a voz de qualquer desafinado, rompendo a fronteira entre a arte e a fraude. Dando uma "filtrada" na voz, até o papai aqui pode arriscar uma de cantor, interpretando uma guarânia bem dolente. 

É BONITO, É BONITO. Alguns teóricos defendem que no futebol se torce mais pelo resultado. Nada mais equivocado. Isso é visão de resultadistas. Nenhuma torcida dispensa a boa qualidade do futebol do seu time, o delírio provocado pela beleza do jogo. Quem frequenta estádio sabe que ninguém resiste ao espetáculo grandioso e encantador praticado pelo craque. No futebol, a beleza é fundamental porque só os placares não bastam. 

VARRER A CALÇADA. Só acreditamos que o Brasil dará um passo à frente, quando cada um resolver varrer sua própria calçada. No cenário atual, em suas altas esferas, a única contribuição dada para o País é no sentido de desorganizar o povo. 

FRASE. "Não há o direito de punir. Há o poder de punir". Linspector.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

NA MEDIDA, O NEGÓCIO É SÉRIO - Wilton Bezerra, comentarista generalista

 


Na sociedade do desempenho e da vitória, não há mais paciência para derrotas e irregularidades. A paciência acaba e surge a esquizofrenia O futebol reflete nossa sociedade. Ou se é bem sucedido ou se estará, irremediavelmente, alijado. Te cuida, gente boa. 

MULTIDÕES - As multidões não têm cor, nem condição humana. Costumam ser impiedosas e manipuláveis. O estalar de dedos de um líder irresponsável basta para atiçar a sua ira e provocar tragédias. 

GRAVE - Não duvidem porque o momento é grave. Quando, muitas vezes, a gente se coloca contra a opinião geral, é aconselhado a não ser muito sincero. E bate a sugestão: "pega leve, parceiro, você pode se complicar". Medo, medo, medo. 

OLHO VIVO. O poder está perdendo legitimidade, rapidamente. Isso não é ruim, é péssimo. Estopim para muita agitação. Olho vivo no lance. Estou alertando para que depois não me venham com a história de "eu quero mamãe". 

FRASE. "Com o tempo, o mito vira realidade e a realidade vira mito. Dando-se mais um pouco de tempo ao tempo, a verdade aparecerá". Veríssimo.

A tradição das festas dos santos padroeiros dos municípios caririenses – por Armando Lopes Rafael

    

Nossa Senhora da Penha de França. Padroeira de Crato e de toda a vasta Diocese de Crato

       A bem dizer, a Igreja Católica foi a bússola usada para guiar as populações caririenses desde o povoamento do Sul do Ceará.  Missão Velha e Crato – as duas mais antigas povoações do Cariri – nasceram como frutos do trabalho evangelizador dos frades franciscanos capuchinhos, que aqui atuaram a partir do início do século 18, ou seja, na primeira década de 1700. Passados 324 anos, a conduta dos caririenses – sua cultura, mentalidade, usos e costumes, enfim, muito do que diz respeito à prática religiosa do nosso povo – deve-se a sua relação com esses missionários franciscanos que habitaram entre nós, nos primeiros tempos de colonização.

        Ainda hoje, nossas cidades são tituladas, e até conhecidas, pela herança da evangelização católica. A “Terra do Padre Cícero ou “A Terra da Mãe de Deus” (Juazeiro do Norte); “A Terra de São Raimundo Nonato” (Várzea Alegre),  “A Terra de Santo Antônio” (Barbalha); “A Terra de São José” (Missão Velha) ou “A Cidade de Frei Carlos” (Crato), são os exemplos mais conhecidos. Mas é comum, à entrada das cidades caririenses, a existência de arcos ou monumentos dedicados aos seus padroeiros. Falar em Padroeiros, as suas festas representam, ainda hoje, grandes manifestações coletivas de fé e interação social. Algumas têm registros no nosso patrimônio histórico.

       Festas como a de Nossa Senhora da Penha (a “Imperatriz e Padroeira de Crato”, como reza a tradição quase 300 anos), a de São Raimundo Nonato (Padroeiro de Várzea Alegre), a de Nossa Senhora das Dores (Padroeira de Juazeiro do Norte) e a de Santo Antônio (Padroeiro de Barbalha) obtêm grande repercussão nacional e são divulgadas pela grande mídia televisiva do Brasil. 

       Mas não só estas. Repercussões menores, mas também significativas, atraem multidões . como a Festa de São José (Padroeiro de Missão Velha e Potengi); Santa Teresa D’Ávila (Altaneira), Santo Antônio (Antonina do Norte, Araripe, Barro e Jardim), Nossa Senhora das Dores (Assaré e Jamacaru), São Pedro (Caririaçu), Senhora Santana (Jati e Santana do Cariri), Nossa Senhora da Conceição (Mauriti e Porteiras, Farias Brito), Nossa Senhora dos Milagres (Milagres), São Sebastião (Nova Olinda). Todas essas cidades realizam festejos significativos paras seus Patronos e Patronas.


Triste Brasil. Um país que escolheu andar em círculos - Por David Gertner

Há países que tropeçam. Outros param. O Brasil parece ter aprendido a andar em círculos.

No primeiro quarto do século XXI, enquanto o mundo emergente se transformava — com avanços desiguais, contradições e crises — o Brasil permaneceu preso a uma promessa que nunca se cumpre por inteiro. Crescemos pouco, disputamos muito, desperdiçamos energia, tempo e talento. E, sobretudo, naturalizamos a estagnação como se fosse destino.

Em 2000, o Brasil era visto como uma potência em formação. Tinha dimensão continental, recursos naturais abundantes, população jovem, mercado interno robusto e instituições democráticas recém-consolidadas. Falava-se em “país do futuro” com um otimismo que ainda não soava irônico. Vinte e cinco anos depois, o futuro parece sempre adiado.

Enquanto isso, outros países emergentes — com menos território, menos recursos naturais e, muitas vezes, menos vantagens iniciais — avançaram.

A China transformou-se na segunda maior economia do mundo, multiplicando seu PIB per capita por mais de dez vezes desde os anos 1990. A Coreia do Sul, que era mais pobre que o Brasil nos anos 1960, tornou-se referência global em tecnologia, educação e inovação. A Polônia, que saiu do comunismo nos anos 1990, hoje cresce de forma consistente, integra cadeias produtivas europeias e exibe indicadores sociais melhores que os brasileiros.

Mesmo na América Latina, onde os desafios históricos são semelhantes, o contraste é incômodo. O Chile — com todas as suas limitações e tensões sociais — construiu instituições mais previsíveis, reduziu a pobreza de forma duradoura e manteve estabilidade macroeconômica. O Uruguai avançou em governança, educação e qualidade institucional. A Colômbia, apesar da violência histórica, conseguiu maior integração internacional e maior dinamismo econômico.

O Brasil, não.

Nos últimos 25 anos, o crescimento médio do PIB brasileiro foi medíocre. A renda per capita praticamente estagnou. A produtividade avançou pouco. A educação básica segue entre as piores do mundo quando comparada a países de renda semelhante. A infraestrutura permanece precária. A desigualdade diminuiu por um período, mas voltou a crescer, enquanto a pobreza estrutural persiste.

Nada disso é fruto do acaso.

O Brasil escolheu reiteradamente o curto prazo. Escolheu o populismo fiscal, de esquerda e de direita. Escolheu promessas fáceis, narrativas redentoras, inimigos imaginários. Escolheu governos que culpam o passado, o mercado, o exterior, as elites, o povo — qualquer um, menos a si mesmos.

Enquanto países emergentes investiram de forma consistente em educação de qualidade, ciência, tecnologia e integração produtiva, o Brasil investiu em retórica. Enquanto outros fortaleceram instituições, o Brasil as tensionou. Enquanto alguns planejaram o futuro, o Brasil brigou com o presente.

A corrupção — antiga, sistêmica e transversal — não explica tudo, mas corrói o essencial: a confiança. E sem confiança não há investimento, não há pacto social, não há horizonte compartilhado. A impunidade seletiva reforça o cinismo. A polarização transforma adversários em inimigos. A política vira espetáculo, e o país, plateia cansada.

Talvez o mais triste não seja o fracasso relativo, mas a normalização dele.

Acostumamo-nos a crescer menos que nossos pares. A aceitar serviços públicos ruins. A conviver com violência crônica. A tratar desigualdade como paisagem. A repetir que “o Brasil é assim mesmo”, como se fosse um fenômeno natural, e não o resultado de escolhas reiteradas.

Triste Brasil não porque seja pobre — não é. Triste Brasil porque desperdiça o que tem. Porque troca projeto por improviso. Porque confunde esperança com ilusão. Porque segue acreditando que carisma substitui gestão, que slogans substituem políticas públicas, que promessas substituem resultados.

Ainda há tempo, dizem. Sempre há. Mas o tempo não é infinito. Outros países emergentes mostram que não existe milagre, apenas trabalho consistente, instituições sólidas, educação séria e responsabilidade fiscal e social.

O Brasil não precisa ser o melhor do mundo. Precisa apenas deixar de ser refém de si mesmo.

E isso exige algo raro entre nós: maturidade.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Deus é fiel - Enviado por José Francisco, residente em Luanda.

 

Uma Jovem cristã orava bastante e vivia consoante a palavra de Deus. O seu esposo chegou de falecer, então a família do ex marido dela começou a recuperar tudo que era do malogrado, levaram quase tudo e ela apenas tinha restado com a Casa do Ex-marido, mas a família quiz recuperar até o quintal então eles começaram a disputar a casa até que decidiram que tinham que levar o caso à Justiça do país.

A família contratou um advogado para a defender, mas a jovem não contratou ninguém porque ela não tinha dinheiro para pagar um advogado. No dia do julgamento no tribunal, antes de ela sair para ir ao julgamento orou à Deus e disse: Pai eles levaram tudo, e agora querem me deixar sem a casa, senhor tú és Deus. 

Confunda-os e age de qualquer forma para que eu possa ter a posse da casa.

Depois saiu e foi ao tribunal, sem mesmo contratar um advogado, ela aplicou a fé.

O advogado da família do malogrado apresentou-se e, começou a defender o caso e já estava a ganhar o caso e na vez da Jovem a porta do tribunal abriu-se e entrou um jovem Advogado, se apresentou, ninguém havia visto aquele jovem antes, ele defendeu o caso, ganhou o caso e o Juiz decidiu que a casa ficaria com a Moça.

Logo depois o advogado da moça saiu pela porta do tribunal, a jovem correu para lhe agradeçer mas não lhe viu, infelizmente o Jovem advogado tinha sumido, era um anjo enviado.

Deus é fiel. Ele é muito bom.  Ele é o nosso advogado.

Quatro horas da manhã - Por José Augusto de Lima Siebra

Nesta hora me levanto,
Como é linda a natureza!
O galo solta seu canto,
A lua no céu acesa.

Chama o sol o caburé,
Gargalha o gordo jacu,
Qual sentinela de fé
Apita logo a nambu.

Muge a vaca no chiqueiro
E vai da cama se erguendo.
Se levanta o bom vaqueiro
E vem na cuia batendo.

Vai o céu iluminando
Seu manto de pedraria
As estrelas se apagando
Para dar entrada ao dia.

Nas árvores frondosas
Solta seu canto o xexéu
E as estrelas medrosas
Vão se escondendo no céu.

Surge além no horizonte
O incêndio da alvorada
Doura a cabeça do monte
Sua noiva coroada.

Vem o sol com seus eflúvios
E seu raio que mais brilha,
Vai coroando de luz
A fronte de minha filha.

As avezinhas garbosas
Vão desprendendo seu canto
E saudando com firmeza
O lindo festão do campo.

sábado, 20 de dezembro de 2025

NA MEDIDA, FUTEBOL TOTAL - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


A bola de pé em pé, a partir da defesa, jogadores sem posições fixas, em uma dinâmica própria na disputa por cada espaço de campo, como se fosse em um campo de futebol Society. Podem pensar que isso foi invenção de Guardiola, não? Nada disso. A obra é de um gênio holandês chamado Cruyff, que enxergou, antecipadamente, para onde ia o futebol. Além disso, foi um craque que quebrou regras, a ponto de bater um pênalti em dois tempos (não foi Messi que inventou). Não ganhou, com a seleção holandesa, uma Copa do Mundo. Mas, conquistou o futuro.

MESSI X MARADONA, DIFERENÇAS - Messi foi sempre uma figura de tranquilo comportamento. Casou com a namorada de infância e ficou longe de posições politicas. Maradona refugiou-se nas drogas. Na Cúpula das Américas, posou ao lado de Hugo Chávez. Também, fez tatuagem de Fidel Castro e Che Guevara. Só uma coisa os dois craques argentinos fizeram de forma semelhante: poesia com os pés. 

TALENTOS - Por que o futebol sul-americano continua a ser um fornecedor de pé de obra para o mercado mundial? Porque os jogadores desse lado do Planeta têm únicas e especiais características. Daí, são admirados. O ruim é que cedo batem asas e vão encantar plateias mundo afora. Uma mostra de que vender os próprios talentos não é sinal de riqueza e, sim, de pobreza. 

FRASE - "Qualquer dia, vão dizer que o goleiro que joga bem com os pés é um falso 1”. Tostão.

ENIGMAS DO VERBO SONHAR - Por Edmilson Alves.


A noite vadia, em meus sonhos, insiste em me trazer você a meus pensamentos! Tarde da noite, sonhando, acredito que, em algum lugar, você está me esperando.

A expectativa, em meu sonho é de que, você vem vindo ao meu encontro. Sonhando em meu quarto, falo sozinho quando, estou sonhando.

No silêncio surdo, sem voz, fico mudo, ninguém me escuta. Só minha alma é minha companheira, mesmo assim, viaja. Viajando sai de mim em busca de meus sonhos.

Fico no meu quarto, falando sozinho, em meu sonho, e, acordo fingindo que você esteve comigo...

Quando agente ama, ate finge que está sonhando. Pra rever o que se passou no sonho, será o amor que sonhamos.

São tantos desafios, mesmo sonhando. São anelos com atributos superficiais, porque estão, apenas, em meus sonhos, quando estou sonhando imagino fantasias, engôdos, porque estou sonhando...

Na vida real... Eu não sei. Sei? A cintilação da luz não oculta o amanhecer, mas, oculta o frenesi que, geralmente, sinto em meus sonhos, são delírios que sinto por você!

Crônicas e contos - Antônio Alves de Morais.


O farmacêutico Teófilo Siqueira estava em sua farmácia quando entrou um camarada bem afeiçoado, de terno, chapéu de massa, anéis nos dedos, óculos escuro, disposto a zoar com velho farmacêutico.

Foi entrando e informando que estava com um grave problema de saúde. Havia perdido o paladar e a memória, estava a precisar da medicação "Podela". Ele falava e ria ao mesmo tempo, como quem estivesse debochando do velho Teófilo.

O farmacêutico se comprometeu em manipular um medicamente até o outro dia, e, partiu para a ação. Apanhou uma "merda seca" pilou bem, transformou num pó, produziu duas pílulas milagrosas e guardou na prateleira.

No dia seguinte, o caboclo entra na farmácia com o mesmo ar debochado, rindo da cara do Teófilo e perguntou : Conseguiu manipular o medicamento?

O velho Teófilo apanhou e entregou : O caboclo abriu o pacote, tirou uma das cápsulas, colocou na boca e reagiu com um grito retumbante : Isso é merda! O velho Siqueira emendou : É "o pó dela"

O farmacêutico respondeu pausadamente : Já recuperou a paladar e eu aposto que você jamais vai esquecer que, um dia, comeu merda.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

TOQUE DE FELICIDADE - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Além dos habituais desejos de feliz ano novo, uma dica para que você sinta uma sensação instantânea de felicidade. O truque (científico) é o seguinte: procure ouvir uma música do tempo mais feliz de sua vida. Basta escolher uma canção de um período de bem-aventurança, alegria, prosperidade. É batata. Você será sempre feliz ao escutá-la novamente. Eu, por exemplo, fico tomado por uma aura de contentamento quando escuto "Alegria, Alegria", com Caetano Veloso. Faço uma viagem a uma boa época. 

INCÔMODO - Nada pior que acompanhar a marcha dos tolos desse País. Eles são de uma raça que nunca acabará. Tratados como burros e ignorantes por discursos mentirosos e repetidos. Não reconhecem a própria miséria e, pasmem, se mostram felizes por serem enganados. 

SUGESTÃO. Querem saber de uma coisa? Não tentem passar 2026 tentando corrigir o que não deu certo em 2025. Se você agir assim, estará postergando conquistas para 2027. "Fica a dica", como diria o diácono Gleudson Rosa. 

FRASE. "Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da hipocrisia". Mário Quintana.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

ENCONTROS DE VELHOS AMIGOS - Antônio Alves de Morais.


Outro dia estava no mercado quando vi no final do corredor um amigo da época da escola, que não encontrava há anos. Feliz com o reencontro me aproximei já falando alto: Osvaldo, sua bichona! Quanto tempo! E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo. Percebi que o Osvaldo me reconheceu, mas antes mesmo que pudesse chegar perto dele só vi o meu braço sendo algemado.

Você vai pra delegacia! - Disse o policial que costuma frequentar o mercado. Eu sem entender nada, perguntei: - Mas o que que eu fiz?  "HOMOFOBIA"! Bichona é pejorativo, o correto seria chamá-lo de grande homossexual. 

Nessa hora antes mesmo de me defender o Osvaldo interferiu tentando argumentar :  Que isso doutor, o quatro-olhos aí é meu antigo de escola, a gente se chama assim na camaradagem mesmo!

Ah, então você estudou vários anos com ele e sempre se trataram assim?  Isso doutor, é coisa de criança! E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Osvaldo :  Então você tá detido também.

Aí foi a minha vez de intervir : Mas meu Deus, o que foi que ele fez?  "BULLYING"! Chamando de quatro-olhos por vários anos durante a escola. Osvaldo então se desesperou.

Que isso seu policial! A gente é amigo de infância! Tem amigo que eu não perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com outro camarada que pode confirmar tudo!

E nessa hora eu vi o Jairzinho Pé-de-Pato chegando perto da gente com uma braçada de carnes na mão. Eu já vendo o circo armado nem mencionei o Pé-de-Pato pra não piorar as coisas, mas ele sem entender nada ao ver o Osvaldo algemado já chegou falando: Que porra é essa Negão, que tu aprontou aí?

E aí não teve jeito, fomos os três parar na delegacia e hoje estamos respondendo processo por "HOMOFOBIA, BULLYING e RACISMO".

Moral da história: Nos dias de hoje é um perigo encontrar velhos amigos!

Que tempos, que costumes - Antonio Alves de Morais


Lampião em Várzea-Alegre.
Todo matuto tem horror aos que em razão do oficio, são severos na aplicação das leis. Conta-se que um dos muitos fiscais do consumo que vivia a percorrer a terra e que, de posse de um mandato de segurança e um ordenado fabuloso, foi esbarrar em Várzea-Alegre. Um conterrâneo não podia transportar um saquinho de arroz num jumento que era taxado de contrabandista e intimado a recolher o imposto. A derramar o terror pelo sertão, andava também o rei do cangaço, o famigerado Lampião, o qual havia se hospedado em Juazeiro do Norte com honras de capitão da legalidade. Que tempos.

O nosso matuto, fazendo uma negociação clandestina, enforcava na algembrada de sua casa, uma garrafa que, vista de certa distancia, era um chamariz para os compradores da teimosa. Pois bem, atraído a um destes recantos da fraude e da sonegação do imposto, é que foi até ali um senhor desconhecido. Quem era? Pelos modos, o homem era grande, porque se apresentava altivo, arrogante e de sobrolho carregado. Trazia um bonito chapéu, lenço perfumado, e vários anéis nos dedos. Chega. E como galã de cinema se apeia. E com esses ares de grão-senhor vai logo entrando de bodega adentro. Não diz bom dia. Não dá confiança a ninguém. No interior da casa, porque se deparasse com duas garrafas de qualquer droga, as quais descansavam em cima de um balcão feito com vigor de pau darco, indaga com voz de autoridade: O senhor tem aguardente? Tenho Nhor sim, responde com voz soturna o pobre homem.

Ah! Ao falar em corda na casa de enforcado, um estranho frio invade a alma do bodegueiro. Todo o seu ser tremeu como se lhe tremesse a própria terra. E desmaiado, voz difícil, começa a defender-se: Meu amigo, tenha pena dos meus filhinhos, isso aqui que o Senhor está vendo não é bodega, eu só tenho, acredite, essas duas garrafas e esta cestinha de cigarros, porque a roça que botei na quebrada da Serra Negra a lagarta comeu. Não me multe, Senhor Fiscal.

O interlocutor estranho que já estava de boca aberta em sinal de grande pasmo desata uma bruta gargalhada. Depois, olhando o suplicante sem lhe desfitar os olhos, lhe diz: Quem o Senhor pensa que eu sou? Não rapaz, eu não sou fiscal. Eu sou Lampião.

Lampião!?

O homem ri fazendo uma ligeira contração nos músculos faciais. E voltando a vida, faz camaradagem com Lampião com quem conversa animadamente, graceja, bebe e fuma cigarro sem selo.

Croniqueta - Antônio Alves de Morais.

 


Com o tempo, você aprende que tentar perdoar ou pedir perdão, dizer que ama ou dizer que sente falta, dizer que precisa ou que quer ser, junto de um caixão deixa de fazer sentido.

Por isso recorde sempre estas palavras:

O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde. Exatamente quando: "Já não há mais tempo".

Não se iluda com o sorriso, a maldade está na mente.

Dr. Marchet Callou - Antônio Alves de Morais.

O Dr. Marchet Callou foi o primeiro dentista do Cariri, aqui chegando em 1937. Era uma extraordinária figura humana: bonachão, poeta de rara sensibilidade, escritor, orador, boêmio no bom sentido,  desapegado das coisas materiais. 

Em todo universo, Marchet Callou fazia uma coisa que somente ele sabia: em vez de colocar inseticida para as formigas do seu jardim, ele colocava açúcar  para alimentá-las. 

Em telefonema para o Padre Agostinho Mascarenhas pediu que, em face da pressa, uma confissão urgente.

Diante do confessor, Marchet Callou  disse para espanto do padre: Eu só tenho um pecado, mas o cometo todo dia: jogo no bicho e nas loterias em geral.

Isso não é pecado, mas uma contravenção penal, vá na capela e reze cinco "Ave Marias" de penitência. Seu pecado está perdoado.

Marchet ao abrir a bíblia encontrou um papelzinho com o numero 31, escrito.

Olhando para esposa Elba Marchet disse : "Um palpite". E, lépido saiu para jogar aliviado  com o perdão do seu confessor.

PRINCESA ISABEL - Antônio Alves de Morais.

 "Fomos expulsos de nossa terra, onde nasci, cresci e fiz o que achei possível dentro de minhas possibilidades como mulher junto ao meu pai e seus ministros." 

"Espero que os militares tenham um dia a consciência que ter um cargo de poder, significa servir ao povo, não que o povo lhe sirva." 

Princesa Isabel, 1895.

Arguída, já no exílio, que se adivinhasse que perderia o Trono, teria assinado a Lei? 

"Quantos tronos houvesse a cair, eu não deixaria de assiná-la.”

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Bourbon e Bragança posteriormente de Orléans e Bragança, a Princesa Isabel, nasceu no palácio de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1846.

Igualmente iguais - Antônio Alves de Morais.

 

Lula e Jair Bolsonaro são igualmente iguais. Igualmente ruins. Entre os dois não existe mal menor. Quando vejo um falando torço pelo outro, quando vejo o outro falando torço para que seja o derrotado. 

Comigo não há problema porque não voto pra nenhum deles. Minha decisão está tomada. Não tenho predileção por politico malandro, pilantra e corrupto. 

Quando vejo Bolsonaro falando sinto vontade de vomitar. 

Quando vejo o Lula vomito.

Chega. Desisto. Com os dois o Brasil não terá  jamais um futuro promissor.

O povo merece, tanto que está brigando nas ruas e praças por seu malandro predileto. 

Que faça bom proveito.

Crato era uma cidade rica de cultura e festivais - Antônio Alves de Morais.


O Crato era uma cidade muito rica de cultura. Os jovens bem mais aplicados e comedidos dedicavam e ocupavam o seu tempo com estudos que iam das matérias escolares aplicadas pelos mestres a composições de musicas e a participação em festivais no final dos anos 60 e inicio dos anos 70.
“A nossa memória não se constitui de um momento para outro, mas, ao longo de um processo histórico e de vida, e assim, não é algo que se complete ou finalize, pois a alteração, a incorporação, a seleção e o esquecimento são características desse fenômeno. 
A música é apenas um dentre vários elementos constituidores e presentes em nossas memórias. Não é raro que, ao ouvirmos uma canção, ela nos transporte no tempo ao encontro de um ambiente – de trabalho, de estudo-, de uma situação vivida, de uma pessoa, de um evento. 
Isso ocorre se determinada música estiver ligada a alguma experiência de vida e que, por termos experimentado, tenha um significado para nós".
A grandeza dos festivais era proporcional a distinção e elegância dos apresentadores Heron Aquino e Gigi Maciel Lopes, foto.

Josefa Alves de Morais., madrinha Zefa - Antônio Alves de Morais.

 

Neta de José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol e de Antônia de Morais Rego. Filha de Isabel de Morais Rêgo e Francisco Alves de Morais. Um casamento de uma tia com um sonbrinho 23 anos mais velho do que ela.

Casada com seu primo legitimo Pedro Alves Bezerra. Do casal nasceram seis filhos : Maria, Francisco, Ana, Luiz, José e Joaquim. 

Madrinha Zefa foi a mais bela criação que o Criador deixou para nossa família. Magra, estatura média, morena, cabelos pretos, de brandura cândida, gentil, humilde, fraterna, mente e mãos benfazejas e coração magnânimo.

Religiosa vocacionada. Madrinha Zefa foi aquela que teve verdadeira e perfeita caridade, que em nada se buscou a si mesma, que de ninguém teve inveja e que procurou sobre todas as coisas ter alegria e felicidade em Deus.

Aprendi com ela que a prece é a escada de Jacó, por ela sobem aos céus as nossas agonias, aflições e sofrimentos, por ela descem a graça, a benção e redenção de Deus.

Madrinha Zefa era uma Santa Viva, e deve está ao lado de Deus no Céu, gozando o prêmio de suas eximias virtudes em vida.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Eleição municiapal do Crato, 1962 - Antônio Alves de Morais.

 

A história politica antiga do Crato é muito boa de contar, gostava de ouvir e rica de folclore.  

Nas décadas de 40 e 50 do século passado havia um certo domínio da UDN liderada pelos  irmãos Joaquim Fernandes Teles e Filemon Fernanes Teles, seus seguidores eram chamados de "carrapatos" porque não largavam o puder. 

O PSD  liderado pelo professor Pedro Felício Cavalcante, cujos seguidores eram chamados, não se sabe porque de Gogós, se elegeu prefeito na quinta tentativa, na eleição para o mandato de 1963 a 1966.

Seu opositor naquela eleição foi o Dr. Derval Peixoto e o vice Thomaz Osterne de Alencar. Num comício no bairro São Miguel a turma do seu Pedro cantava a música de campanha : "pau, pau, pau na cabeça de Derval"....

Thomáz Osterne parou o jeep nas proximidades do comício e ficou fazendo as suas pesquisas. A negrada viu e emendou : pau, pau, pau na cabeça de Derval, mais, mais, mais na cabeça do Thomaz.

Thomaz Osterne era um gentlemen, riu muito, ligou o carro e foi embora.

NA MEDIDA, ALEGRIA DE UM POVO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Apesar dos problemas, que não são poucos, não vejo o brasileiro se entregando à dor. O que enxergamos é uma baita resistência desse povo que procura celebrar, seja o que for. Subestimando os pedaços mal vividos, tendo sempre uma música para cantar, um carnaval para brincar e um futebol para vibrar. Costumamos deixar o ruim pra depois. Não é do nosso feitio sofrer. 

IMBECIS - As redes sociais não proporcionaram apenas 15 minutos de fama aos imbecis. Bota minuto nisso. A palavra "imbecil" designava "o que não se aguenta em pé". Por extensão, foi aplicada aos tolos, cujas ideias não se sustentam. Seja influenciado por um imbecil e se torne um deles. 

TONTOS - Torcedor quando compra o ingresso e vai ao jogo do seu time não está adquirindo o direito de sofrer. Pelo contrário, é a alegria das vitórias que o impulsiona. Torcidas de Ceará e Fortaleza ainda estão tontas com o "presente" que receberam neste final de ano. 

FRASE. "Ao invés de se cultuar os heróis, se idolatra os efêmeros". 

domingo, 14 de dezembro de 2025

CARATER, HONRADEZ E PRINCIPIOS - Antonio Alves de Morais



Dr. Francisco Feitosa Vilar - Dr. Francisquinho Feitosa


Prezado Amigo Eleitor.

Aproxima-se o dia 03 de Outubro, quando você deverá comparecer às urnas para cumprir a obrigação cívica de votar.
É difícil escolher candidatos, quando se poe a consciência acima dos interesses. Acredito, porém, em suas virtudes de brasileiro e digno cearense. Apelo para sua compreensão e generosidade.
Sou candidato a vereador, sou pobre e nada tenho para oferecer além de um passado limpo e uma vida de trabalho que, se divide em obter recursos para subsistência e ajudar aos que me procuram nas horas difíceis.
Lembre-se do meu nome. Ajude-me a ter uma oportunidade para defender os interesses do Povo, na Câmara de Vereadores de Fortaleza. Não decepcionarei.
Cordialmente
Francisco Feitosa Vilar.

Comentário do Blog do Antônio Morais :

A mensagem acima fazia parte  da campanha do Dr. Francisquinho Feitosa a vereador pela cidade de Fortaleza.  Essa sua proposta era o fiel e mais puro desejo de servir aos seus semelhantes. Fica aqui minha gratidão, reconhecimento e agradecimento a sua memória e aos seus familiares.

O Povo de Várzea-Alegre é um eterno devedor de sua bondade e humanismo. Décadas depois a história se repete com o filho  Dr. Moacir Bitu.


Antônio Morais


Baladas de outrora. - Antônio Alves de Morais.



BALADAS DE OUTRORA.

As meninas, bem mais recatadas que as de hoje. Nós, recém saídos da adolescência, sonhávamos a semana inteira com aqueles sábados, com aquelas tertúlias. Cada fim-de-semana na casa de um, em sistema de revezamento.

Havia a necessidade do ‘esquente’, antes da festa, para ter coragem de tirar as meninas recatadas para dançar. Mas havia, também, a falta de dinheiro, fator que limitava um ‘esquente’ decente. O jeito era, num só copo, misturar conhaque, cachaça, rum e um pouco de cerveja e, copo cheio, botar aquelas mistureba pra dentro deixando o fogo sair pelas ventas.

Pouca coragem, quase nenhum dinheiro. Bom e barato. Nada de beber lenta, gradual e socialmente. Bastava uma dose e estávamos no ponto para dançar. E aquelas moças, bonitas e recatadas, aceitavam um convite à dança de um cabra cambaleante e com um hálito de quem engoliu tudo que não presta misturado com tudo que também não presta.

Mas os tempos eram outros e aquelas moças dançavam a noite toda com aquela cambada de cabrinha recém-saído da infância, com todos os hormônios saindo pelos poros e com todas as catingas saindo pelas bocas. A embalar os sonhos ouvia-se Paulo Sérgio, Roberto Carlos e, tantas vezes, Renato e seus Blue Caps.

Dançávamos, alegres, festiva e inocentemente bêbados.

Xico Bizerra.

Quereres - Antônio Alves de Morais.

 


Tanta coisa tenho ignorado.

Tanta meta já não mais almejo.

Tanta gente que deixei de lado,

E outras tantas que há tempo não vejo.


Tantas coisas que eu corria atrás,

Que queria e já não quero mais,

Que não tive, mas que tanto faz,

Pois ter paz é tudo que desejo.


Minha neta - Antonio Alves de Morais.

Flora Menezes.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

CÁPSULAS, BONITO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Não há coisa mais bela do que um estádio tomado por torcedores e a música soando aos nossos ouvidos: "Que bonito é, as bandeiras tremulando, a torcida delirando, vendo a rede balançar..." 

O DRIBLE - O drible é a ferramenta que soluciona tudo, mas o problema é que poucos driblam. 

DESORGANIZADO - Em suas mais importantes esferas, o Brasil é uma máquina de desorganizar o povo. Vergonha perdida, ninguém morre de amores pela democracia. Verosimilhança passa longe. Império da mentira 

O CAPETA. Se você quiser fazer o pacto com o diabo, envolva-se com a politica. É bem ligeirinho. 

SUOR - O que a gente consegue na vida é mais pelo suor do que pela lágrima. Chorar menos, trabalhar mais. 

NA MORAL - Autorrespeito, o olhar sobre nós mesmos, é tão importante quanto a autoestima. 

NEM PENSE - Nem sequer cogite ser um comentarista de rádio, TV e jornal, se o que você disser não corresponder ao que você é. 

NEM AÍ - Há pessoas que falam e não escutamos. Não ferem e não deixam nem cicatrizes. 

MEDO - O medo faz as pessoas trocarem liberdade por segurança. Os ricos condomínios são penitenciárias de luxo.

SEU LUIZ

Quando era "menino véi", a primeira música que fez bem aos meus ouvidos foi um baião de Luiz Gonzaga.

VÁ ENTENDER

Excesso de jogadores é tão complicado quanto a falta deles. Só 11 jogam e muito mais do que 11 querem jogar.

FRASE

"Tudo seria fácil, se não fossem as dificuldades". Barão de Itararé.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

LIBERDADE - Antonio Alves de Morais

 


Liberdade não é está solto por aí ou fazer o que se quer. Quanta gente presa pelos preconceitos, estruturas, vícios, paixões, ódio etc.

A chave para abrir a porta para a verdadeira liberdade é Cristo. Ele não prende e não obriga ninguém, apenas convida.

"Se alguém me quiser seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga".

O trabalho também pode ser fonte de realização e paz, basta executa-lo com amor e fazer dele um prazer. Não precisa ir longe, realize todas as coisas com alegria e você sentirá felicidade em tudo que faz.

Pode experimentar.

A ganância e a avareza nunca satisfazem, sempre se quer mais e mais. Contudo, para quem sebe viver, o pouco com Deus é tudo".

Governo Lula acusado de comprar mandato de deputado barraqueiro com emendas - Por Diario do Poder.

Em vez de cassado, deputado que expulsou cidadão da Câmara a pontapés será apenas suspenso por seis meses

Políticos de oposição acusaram o governo Lula (PT), nesta quarta-feira (10), de comprar votos de deputados federais para trocar a cassação do deputado barraqueiro Gláuber Braga (Psol-RJ0 por sua suspensão pelo prazo de seis meses. Foram 318 a 141 votos pela suspensão e três abstenções.

O deputado Zé Trovão (PL-SC) acusou o secretário especial de assuntos parlamentares, André Ceciliano, de telefonar para deputados oferecendo emendas para impedir a cassação de Glauber. Ceciliano, claro, negou o oferecimento de emendas como moeda de troca, mas confirmou os telefonemas.

Gláuber teve sua cassação recomendada pelo Conselho de Ética após agredir fisicamente um cidadão, Gabriel Costenaro, expulsando-o da Câmara a pontapés, por se tratar de integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), crítico de partidos de esquerda.

Suplente do deputado barraqueiro, a ex-senadora Heloísa Helena (Rede-RJ) assumirá o mandato durante o período de afastamento do titular.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Derrame suas lágrimas a valer - Antonio Alves de Morais

Quando você tiver motivos para chorar, derrame suas lágrimas pra valer. Mas por outro lado, quando você tiver motivos para alegrar-se, não contenha seu sorriso.

Não pergunte tanto: Por que Deus permite isto ou aquilo? Mas sim, para que finalidade? O que Deus está querendo nos falar?

Ou então: Porque o homem é assim? Por que o mundo é mau? Mas sim, o que você pode fazer para melhorar?




Passando por uma praça, vi um homem pequeno, quase anão, sem os dois braços, apenas um toquinho - que procurava atrair as pessoas para o verem acender um cigarro, escrever e outras coisas mais, somente utilizando os pés. ganhava com isso o pão de cada dia. As vezes nós pensamos que sofremos demais, que somos as pessoas mais infelizes.

Sempre se pode fazer algo com o que se tem, a partir da realidade própria de cada um. Este anãozinho podia cair no desespero ou se acomodar, mas com seu próprio esforço ganhava a vida.

NA MEDIDA, PEGA E NÃO PEGA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


No Brasil, é costume se passar por cima do que está escrito. Nesta terra descoberta por engano, há "leis que pegam e leis que não pegam". No século passado, bem no começo, o velho cacique político pernambucano, Chico Heráclito, de Limoeiro, proclamava: "Leis duras a gente passa por baixo. Leis moles a gente passa por cima". Dessa parte dos trópicos, também, "há sentimentos que pegam e outros que não pegam". Vergonha, por exemplo, foi um  que não pegou. Ah, Brasil!

COMO DEVE SER O CRONISTA- Leve e intimista, inteligente e bem humorado, comentando o cotidiano, refletindo sobre a vida. Como não deve ser o cronista: chato e aborrecido, só abordando discussões políticas. 

Como disse Otto Lara Resende, "envolver-se com politica é o ato de meter a mão na merda". Quando cometi algumas crônicas sobre a polarizada situação política do País, enfrentei reações furiosas. Mas, aqui pra nós, não me aborrecia quando sugeriam: "Vai falar sobre futebol que é melhor!" 

"GRANDES" - Há grandes clubes no Brasil que estão existindo mais pelo passado e o tamanho das torcidas. Endividados e desfigurados, cada vez mais, ficam longe de serem grandes outra vez. Isso é péssimo para o negócio futebol. 

A FRASE - "Terrível o poder do preconceito: faz até o cérebro negar o que os olhos veem". Veríssimo.

Só o amor não basta - Artur da Távola.


Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta...Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA.

Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar só é pouco.Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não são dois. Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta. Um bom Amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

O STF e a democracia brasileira: entre a guarda da Constituição e o jogo do poder - Por David Gertner, Diário do Poder.

David Gentner.

A democracia brasileira repousa, ao menos em teoria, sobre três pilares: Executivo, Legislativo e Judiciário. No papel, são poderes independentes. Na prática, essa independência é frequentemente corroída por um sistema de incentivos políticos, pela personalização do poder e por um modelo de nomeações que raramente privilegia mérito ou imparcialidade.

Entre essas instituições, nenhuma concentra hoje mais influência — e polêmica — do que o Supremo Tribunal Federal.

O papel do STF

O Supremo não é um órgão político, embora suas decisões repercutam diretamente na política. Ele é, sobretudo, um guardião da Constituição. Quando o Congresso falha, quando o Executivo abusa, quando as instituições se curvam a interesses partidários, é ao STF que cabe impedir que o país abandone o Estado de Direito.

Mas o problema começa quando o guardião se torna ator político, protagonista de disputas, árbitro de narrativas — e, em alguns casos, parte interessada no jogo de poder que deveria fiscalizar.

Um Supremo cada vez mais ativista

A ascensão do STF como poder político não ocorreu por acaso. Ela é fruto de três fenômenos simultâneos:

1. A omissão crônica do Legislativo, incapaz de enfrentar temas complexos ou impopulares.

2. A expansão contínua do Executivo, que governa por medidas provisórias e força o Supremo a decidir, às pressas, o que deveria ser debatido pelo Congresso.

3. A personalização das nomeações, que cria ministros com vínculos diretos, às vezes íntimos, com os presidentes que os indicaram.

O resultado é um Supremo que legisla quando o Congresso se cala, governa quando o Executivo extrapola e arbitra conflitos para os quais não foi desenhado.

Quem nomeou os ministros — e quem ganhou com isso

A pergunta “quem nomeou quem” não é irrelevante.

Ela revela algo profundo: o STF brasileiro não é apenas um tribunal; é um mosaico de lealdades políticas acumuladas ao longo de décadas.

Lula nomeou a maioria dos ministros que hoje compõem a Corte.

Dilma completou o quadro com mais alguns nomes altamente alinhados a seu projeto político.

Temer nomeou um.

Bolsonaro nomeou dois.

FHC, apesar de mais distante no tempo, deixou uma marca importante com ministros de perfil jurídico sólido e reputação profissional reconhecida.

Não surpreende, portanto, que a Corte seja hoje composta majoritariamente por indicados de um mesmo espectro político.

Isso não significa necessariamente corrupção ou conluio — mas significa, sim, uma simetria de visão de mundo, que influencia decisões, prioridades, interpretações e limites.

Ao contrário dos EUA, onde mandatos vitalícios diluem interesses partidários ao longo de décadas, o Brasil tem um modelo híbrido, que combina mandatos longos (até 75 anos) com forte dependência do Executivo no momento da nomeação. Isso cria o risco de um Supremo sensível às pressões políticas que o formaram — e sobretudo ao governo que mais o moldou.

A responsabilidade do Executivo

Nenhum poder é tão responsável pelo quadro atual quanto o Executivo.

E isso vale para todos os presidentes.

São os presidentes que nomeiam ministros sem histórico jurídico sólido, sem experiência relevante nos tribunais superiores ou claramente alinhados a suas agendas políticas.

São os presidentes que escolhem aliados, advogados pessoais, amigos próximos e até militantes partidários para a mais alta Corte do país.

São os presidentes que aceitam — e alimentam — um sistema onde o Supremo se torna, na prática, uma extensão estratégica do governo ou um contrapeso seletivo, dependendo de quem está no poder.

Há que se perguntar: por que um presidente nomearia alguém que não representasse seus interesses?

A resposta é simples: porque não há incentivos para fazer diferente.

Sem mandatos curtos, sem sabatinas rigorosas, sem critérios objetivos de mérito, o Supremo se torna, aos olhos do Executivo, um capital político de longo prazo.

Um STF forte é essencial — mas não assim.

Não se trata de defender um Supremo fraco. Democracia exige um tribunal constitucional autônomo, independente e capaz de defender direitos fundamentais contra maiorias circunstanciais.

Mas autonomia não se confunde com protagonismo político.

E independência não se confunde com alinhamento ao governo que indicou a maior parte da Corte.

O Brasil precisa urgentemente revisar o modelo de nomeações, estabelecer critérios mais rígidos, ampliar a transparência, limitar a influência do Executivo e rediscutir o equilíbrio entre os três poderes.

Nenhuma democracia funciona quando um poder cresce às custas dos outros.

Nenhum país avança quando a Constituição vira palco de disputas interpretativas moldadas por conveniências partidárias.

Nenhuma sociedade amadurece quando justiça e política tornam-se indistinguíveis.

O Supremo deveria ser o espelho da Constituição — não do governo de turno.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

DUPLAMENTE RUIM - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


A viagem de primeira classe acabou mal para Fortaleza e Ceará em 2025.

No trem que tomaram, os dois foram empurrados para a composição de segunda.

O Fortaleza ainda deixou a impressão de que impediria o rebaixamento. Capítulou nos estertores da disputa.

O Ceará passou a maior parte da viagem em confortável situação. Na hora de pagar a passagem, também, capitulou.

Na vida, como no futebol, não se tem controle sobre os eventos que são colocados no caminho.

Podem ser coisas boas ou ruins. Para as nossas duas locomotivas, foram acontecimentos ruins, paciência.

Bem sabemos que, nesse momento, as palavras são insuficientes para sabotar a dor do torcedor.

Mas, não custa afirmar que as vitórias e as derrotas são impostoras.

Não se vence todo tempo e não se perde para o resto da vida.

Torcedor de verdade não larga nunca o seu clube. Seja na primeira, segunda, terceira ou quarta divisão.

domingo, 7 de dezembro de 2025

‘Casa das Vaidades’, STF incomoda até os petistas - Diario do Poder.

Aliados de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, já chamam jocosamente o Supremo Tribunal Federal de “Casa das Vaidades” e apostam na filáucia como justificativa para canetada de Gilmar Mendes que blindou colegas e acabou dificultando as chances no Senado do indicado de Lula ao STF. 

O primeiro ministro a elogiar a escolha de Messias foi André Mendonça, fora da corrente de Mendes no Supremo e imperdoavelmente indicado por Jair Bolsonaro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Messias se dá muito bem com Mendonça. Inclusive, o ministro é o mais ativo ao telefone ligando para senadores com elogiosos comentários.

Mendes é colado em Flávio Dino, em clara sintonia nos votos. Dino assumiu em 2023, enfrentando a rivalidade de Messias.

Dino ainda optou pela discrição e nada de sinalizar apoio ao ex-colega de governo. Disse até ser um assunto “politicamente controvertido”.

Nogueira adverte para gravidade do mensalão de Lulinha - Diario do Poder.

 


O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido Progressistas, afirmou nesta sexta-feira que as acusações contra Fábio Luís Lula da Silva (conhecido como “Lulinha”) são “gravíssimas” e exigem “esclarecimento imediato”. 

Segundo Nogueira, documentos em posse da CPMI do INSS, com informações da Polícia Federal (PF), apontam supostos pagamentos mensais de R$300 mil ao filho do presidente, além de repasses que totalizaram 25 milhões (valor sem definição de moeda na reportagem). 

Ele defende que esses dados percam o sigilo e sejam divulgados publicamente. 

Para o senador, o caso carrega “dimensão de crime hediondo”, uma vez que envolveria recursos destinados a aposentados e pensionistas. 

Ele disse que a denúncia (que, segundo ele, “é palpável como nunca”) precisa ser investigada com rigor. 

Nogueira também questionou a mudança de endereço de Lulinha para a Espanha em julho, período em que as investigações já teriam começado. 

sábado, 6 de dezembro de 2025

MEUS TEMPOS DE ESCOLA - POR ANTONIO Alves de MORAIS


Nos próximos dias, farei uma coletânea de proezas dos tempos de escola, de meus tempos de estudante. Delas engraçadas ou cômicas, outras exemplos a ser refletidos ou até seguidos e, por fim historias  de ex-colegas de classe, professores de uma época  comprometida com a formação de personalidades com princípios morais e éticos.

Nesta época não existia Conselho Tutelar, a volta era  crua. O tempo era preenchido com trabalho e estudo. Os mestres  eram disciplinadores por que  os pais também os eram. Menino com quere-quequé, com munganga nem pensar. Um turno era na escola, o outro com uma enxadinha de duas libras limpando arroz nos baixios do Machado. Mas, os causos e proezas coletadas são verdadeiras obras de arte humorística daquelas que provam que em tudo há tempo debaixo dos céus: tempo de  nascer, crescer, estudar e, por fim viver e ser muito feliz.

O certo é que, em todos os tempos, numa turma de 30 alunos tinha os estudiosos, os inteligentes, os folgados e aqueles que nada queriam.  

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Girão diz que família de Lula ‘está toda enrolada com roubo’ - Diario do Poder.

 


O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou nesta quinta-feira (4), a base governista e acusou o grupo de impedir o avanço das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura roubalheira no INSS.

Na última sessão do colegiado no ano, Girão afirmou que há um “regime de blindagem” em funcionamento no país, envolvendo o governo Lula (PT), o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“A família do pai dos pobres está toda enrolada com o roubo dos pobres”, declarou o senador, em referência ao presidente Lula, conhecido como “pai dos pobres”.

Girão também prosseguiu:

“Eu nasci para ver o PT blindar bancos aqui. Já blindaram o Frei Chico (irmão do presidente Lula), já blindaram o sócio do careca do INSS. Daqui a pouco vão blindar o Lulinha”, declarou, referindo-se a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente e acusado de receber mesada de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso e principal alvo do esquema de gatunagem contra aposentados e pensionistas.