sábado, 28 de fevereiro de 2026

Parte II - Luiz Lua Gonzaga - Entrevistas - Antonio Alves de Morais

No Parque Asa Branca no Exu, o Rei do Baião fala sobre Humberto Teixeira, o parceiro que desapareceu.

Quando Região chegou ao Parque Asa Branca, a pouco mais de um quilometro da cidade de Exu, encontrou o cantor Luiz Gonzaga profundamente abalado com a noticia do falecimento do seu maior parceiro, o compositor Humberto Teixeira. Amargurado, triste, meio solitário, Gonzaga, numa longa entrevista, falou sobre seu amigo, contou fatos marcantes de sua existência, recordou o passado, muitas vezes com lágrimas nos olhos e a fala embargada pela emoção.

Entre Gonzaga e Humberto sempre existiu um vinculo muito significativo de amizade, alem de uma vivencia profissional de longos anos, que marcaram a existência dos dois famosos criadores do baião e divulgadores maiores da musica popular brasileira dentro e fora do pais. Assim viveram, assim lutaram, assim fizeram, poeta e cantor, a gloria da musica popular, conduzindo-a ao pedestral da fama e do prestigio impereciveis, impondo-a, pelas beleza das composições e a grandeza das interpretações, ao respeito e a admiração do grande publico.

Somente a morte de Humberto Teixeira romperia um longo período de parceria, de estima, de amizade, de criatividade. Foi uma fase áurea e fecunda da musica popular brasileira, que os dois souberam representar com grandeza de sentimento, com aquela paixão de bom cearense e de bom pernambucano.

Na sua entrevista a Região, Gonzaga desabafou. Colocou nas palavras toda sua emoção. Trouxe ao presente um passado de dificuldades e de glorias. falou sobre si. Falou sobre Humberto, seu inesquecivel parceiro. Falou sobre o tema eterno de suas inspirações: A musica popular brasileira. Gonzaga estava no seu ambiente, no seu pé-de-serra, no seu decantado sertão.

Região - O que representou, em vida, Humberto Teixeira para o Rei do Baião?

Resposta na próxima postagem.

Fonte - Andanças e Lembranças.

O poeta e o desafio - Antonio Alves de Morais.

Eu estive uma vez com o Papativa do Assaré. Eu tinha uma fazenda  na divisa dos municipios de Santana do Cariri e Assaré. Nas imediações do Distrito de Aratama.

Deslocava-me  para fazenda e na saida do Crato Patativa estava no Hotel Tabajara esperando transporte.

Perguntei se ele aceitava o convite para ir comigo. Ele perguntou até onde eu ia. Falei que ia  até a Aratama. Ele respondeu que não porque de Aratama para o Assaré era mais dificil transporte do que do Crato.

Então, eu o convidei para ir comigo que eu ia deixá-lo  no Assaré.

Seguimos calados, não trocamos uma só palavra. Até avistar a cidade de Nova Olinda eu ia construindo uma pergunta em verso.

Perguntei:

Meu amigo Patativa

Responde-me se souber

Quantos pés de capim

Tem daqui pru Assaré.

Ele me olhou e respondeu :

Se a seca não matou

E o gado não comeu

Tem o mesmo que nasceu.

O que eu levei uma hora para fazer ele respondeu num segundo da forma mais exata, legítima e precisa.

Um gênio.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Luiz Lua Gonzaga - Parte I - Entrevistas - Antonio Alves de Morais.

Por toda semana vindoura estarei postando algumas informações do Luiz Gonzaga: Sua historia, o começo, como conheceu os compositores Humberto Teixeira e José Clementino, o poeta bom do Boi do Banco. Farei em homenagem ao centenario do Rei do Baião.

CURIOSIDADES DO ZÉ CLEMENTINO:

Era comum encontrar José Clementino do Nascimento, numa mesa, escrevendo as letras e suas composições, cantando a musica acompanhando  batendo numa caixa de fosforo, entre um drink e outro. José Clementino entregava a musica pronta, completa, letra e musica para o interprete. Luiz Gonzaga, sempre aparecia como  parceiro tanto da letra como da musica mesmo sabendo que  não tinha a menor participação. Mas, não há registro  de que o José Clementino  se aborrecesse com  este fato.

Em contrastes de Várzea-Alegre, Luiz Gonzaga fez uma modificação na letra. A parte que dizia:

Mas, diga moço de onde você é,
Eu sou da terra de Zé Costa e Josué.

Foi substituída por: Sou da terra que de mastruz se faz café.

Razoava-se o Rei do Baião que  os dois personagens homenageados eram importantes para o nosso município, mas já a nível de Brasil as suas importância e significado já não eram tanto.

Em "Eu sou do Banco" foi substituída uma palavra por outra para evitar a repetição: "É aí que o gado berra, o gado berra que o vaqueiro está mentindo. Substituiu-se o primeiro berra por imperra e ficou: É aí que o gado imperra, o gado berra que o vaqueiro está mentindo.

Já na Musica "Aí não deixo não" foi a censura mesmo:

Aí não, aí não deixo não, se você botar aí vai ter grande a confusão.
Ficou então: "Se você beijar aí vai ter grande a confusão".

Esta parte eu estava presente com o Lindu do Trio Nordestino na hora que a musica lhe foi apresentada e, foi levantada esta questão.

Acompanhe as entrevistas  nas próximas postagens.
Veja e ouça "Eu sou do Banco" - José Clementino do Nascimento.

Blog humor - Feijão - Antonio Alves de Morais.



Um homem tinha verdadeira paixão por feijão, mas ele lhe provocava muitos gases, criando situações embaraçosas.
Um dia ele conheceu uma garota e se apaixonou.
Mas pensou: Ela nunca vai se casar comigo se eu continuar desse jeito.

Então fez um sacrifí­cio enorme e deixou de comer feijão. Pouco depois os dois se casaram. Passados alguns meses, quando ele voltava para casa, seu carro quebrou. Ele telefonou para a esposa e avisou que ia chegar mais tarde, pois voltaria a pé. No caminho de volta para casa, passou por um restaurante e o aroma maravilhoso do feijão lhe atingiu em cheio. Como ainda estava distante de casa, pensou que qualquer efeito negativo passaria antes de chegar. Então entrou e comeu três pratos fundos de feijão. Durante todo o caminho, foi para casa fumaçando, feliz da vida. E quando chegou já se sentia bem melhor. A esposa o encontrou na porta e parecia bastante excitada.
Ela disse: 'Querido, o jantar hoje é uma surpresa. Então ela lhe colocou uma venda nos olhos e o levou até a mesa, fazendo-o sentar-se na cabeceira. Nesse momento, aflito, ele pressentiu que havia um novo tiro a caminho. Quando a esposa estava prestes a lhe remover a venda, o telefone tocou ela foi atender, mas antes o fez prometer que não tiraria a venda enquanto não voltasse. Ele, claro, aproveitou a oportunidade. E, assim que ficou sozinho, jogando seu peso para apenas uma perna, soltou um senhor petardo. Não foi apenas alto, mas também longo e picotado. Parecia um ovo fritando.
Com dificuldade para respirar, devido a venda apertada, ele tateou na mesa procurando um guardanapo e começou a abanar o ar em volta de si, para espantar a inhaca. Esperando que o odor se dissipasse, ele voltou a sacudir os braços e o guardanapo, frenéticamente, numa animada e ridí­cula coreografia.
Ouvido atento a conversa da mulher no telefone, e mantendo a promessa de não tirar a venda, continuou atirando e abanando os braços por mais uns três minutos. Quando ouviu a mulher se despedir no telefone, já estava totalmente aliviado.
Estampando no rosto a inocência de um anjo. Então a esposa voltou a sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto ao telefone, e lhe perguntou se ele havia tirado a venda e olhado a mesa de jantar.
Quando teve a certeza de que isso não havia acontecido, ela própria lhe removeu a venda e gritou:

'SURPRESAAAA!'
E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados a mesa para comemorar seu aniversário de casamento!

Grupo de deputados aciona MPF para pedir prisão preventiva de Lulinha - Diario do Poder.

Congressistas alegam que filho do presidente seria "sócio oculto" em esquema investigado pela CPMI do INSS.

Fábio Luís Lula da Silva, o 'Lulinha', filho do presidente Lula. Foto.

Um grupo composto por 48 congressistas, liderado pela deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP), formalizou junto ao Ministério Público Federal (MPF) uma representação criminal contra Fábio Luís Lula da Silva, nesta quinta-feira (26). O documento solicita a decretação da prisão preventiva de Lulinha, sua inclusão no sistema de difusão vermelha da Interpol e a abertura de um processo de extradição junto às autoridades da Espanha.

A peça jurídica sustenta a tese de que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuaria como um “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes. O empresário, apelidado de “Careca do INSS”, está detido desde setembro de 2025 sob a acusação de liderar irregularidades na Previdência Social.

Vale lembrar que, como já foi reportado pelo Diário do Poder, Lulinha teria percebido repasses mensais de R$ 300 mil do Careca.

Residindo em Madri desde o ano passado, a situação de Fábio Luís no exterior é vista pelos deputados como um perigo à aplicação da justiça, devido à possibilidade de deslocamento para nações que não possuem acordos de extradição com o Brasil. O texto da representação enfatiza este cenário:

“No ano de 2025, transferiu sua residência para a cidade de Madri, na Espanha. Diante da robustez das novas provas trazidas pelos delatores, a permanência do representado em solo estrangeiro deixa de ser uma opção de domicílio e passa a configurar risco concreto à aplicação da lei penal, dada a facilidade de evasão para outros países da União Europeia ou destinos sem tratado de extradição. Portanto, ante os fatos gravosos narrados, não restou opção senão provocar o Ministério Público Federal para que providências sejam tomadas”.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Dona Matilde, a inimiga que protegeu Bárbara de Alencar - Por Armando Lopes Rafael.

 

Casa de Dona Bárbara de Alencar, localizada na Praça da Sé, em Crato. Num atentado ao pouco que resta do patrimônio arquitetônico e histórico de Crato, o imóvel foi destruído para dar lugar ao atual prédio da Coletoria de Rendas da Secretaria da Fazenda do Ceará

O episódio que, de forma resumida, relato abaixo consta – com mais detalhes – nas páginas 70 e 71 do livro “As Quatro Sergipanas”, escrito pelo sacerdote e historiador Mons. Francisco Holanda Montenegro*.

Dona Bárbara de Alencar tinha com Dona Matilde Telles, mãe do Juiz Ordinário de Crato, Manoel Joaquim Teles, uma intriga e rivalidade antigas por causa de política. Não se entendiam, não se cumprimentavam e nem se falavam. Aliás, uma das primeiras providências do subdiácono José Martiniano de Alencar – filho de Dona Bárbara – quando “proclamou” a Revolução Pernambucana de 1817 em Crato, foi destituir do cargo esse Juiz.

Rechaçada a Revolução, pelo Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, os filhos de Dona Bárbara foram presos e ela se escondeu dos inimigos pensando escapar da prisão.  Na madrugada de 21 de maio de 1817, Dona Bárbara encontrava-se oculta nas imediações do Sítio Pau Seco, propriedade sua, onde passou o dia num canavial. À noite, saiu do esconderijo e tendo perdido a esperança de ver voltar seu fiel escravo – o negro Barnabé – seguiu vagando sem destino pelas matas que existiam, à época, em torno da Vila Real do Crato. Nessa andança veio parar no Sítio Miranda, mais precisamente nos fundos da casa de sua inimiga, Dona Matilde. Dona Bárbara soube que estava ali porque viu uma escrava da casa apanhando água. A escrava reconheceu Dona Bárbara e foi avisar a sua patroa.

Segundo Mons. Montenegro, Dona Bárbara apresentou-se, então, a Dona Matilde. Esta última, com o coração aberto a tantos sofrimentos porque passava a família Alencar, abraçou a sua inimiga com lágrimas de ternura e num gesto magnânimo de generosidade, respeito e fidalguia levou-a para abrigá-la na sua casa. Fez mais. Dona Matilde mandou chamar seu filho, o Juiz Ordinário do Crato, que tinha sido readmitido no cargo, e disse a ele:

– Mande queimar todos os papéis e atas arquivados pelos contrarrevolucionários que comprometam Dona Bárbara e seus filhos

Tempos depois, o futuro Senador e Presidente da Província do Ceará, José Martiniano de Alencar, filho de Dona Bárbara, preso nos cárceres do litoral teria reconhecido o gesto magnânimo de Dona Matilde: “Sem provas nós não poderíamos ser licitamente condenados à morte”.

* Monsenhor Francisco Holanda Montenegro, no livro "As Quatro Sergipanas". Edição da Universidade Federal do Ceará, Coleção Alagadiço Novo. Fortaleza (CE), 1996.

Decisão de Mendonça, restringindo acesso, tirou Lula do controle do inquérito - Por Diario do Poder.

Circula a fantasia ingênua de que o ministro do STF André Mendonça restringiu a delegados, agentes e peritos da Polícia Federal o acesso à investigação do caso Banco Master, vetando compartilhamentos com os superiores, para supostamente abrir caminho à “blindagem” de colegas. 

Servidores experientes do STF acham que o ministro agiu certo: “Se não fizesse isso, o chefe da investigação não seria o relator e sim Lula (PT), por meio do diretor da PF”, diz um deles, há mais de 20 anos na Corte.

Improvável

Ingênuos devem achar possível um magistrado reunir policiais, sem risco de ser denunciado, e ordenar: “Vamos blindar estas pessoas aqui”.

Vingança, não

Além de preservar sua autoridade, Mendonça impede que o caso sirva para vingança pessoal, como sugere o rancor de Lula por Dias Toffoli.

Acesso dá nisso

O relatório sobre o ex-relator foi entregue por ordem de Lula a Edson Fachin, presidente do STF. E o portador não foi o delegado do caso.

Verdadeiro titular

A PF pediu suspeição de Toffoli sem submeter a alegação (e o relatório) ao crivo da PGR. Mas passou pelo crivo de Lula.

Oposição estima eleger 35 senadores este ano.

Estudos internos do Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro fazem uma estimativa animadora para a oposição a Lula (PT): a previsão é eleger, de certeza, ao menos 35 senadores, em outubro, considerando duas vagas por unidade da Federação.

Estarão em disputa 54 das 81 cadeiras de senador. Apesar disso, o otimismo é ainda maior: além dessas 35 vagas, elegendo dois senadores na maioria dos Estados, o PL projeta a vitória ao menos de um candidato ao Senado em vários outros Estados.

50 é maioria

Se a oposição conquistar 35 vagas em outubro, como projeta, encontrará outros 15 senadores de direita cujos mandatos estão na metade.

Dois de uma vez

Em Estados de eleitorado conservadores, como Distrito Federal e Santa Catarina, o PL promete lançar dois candidatos a senador.

Nordeste com Lula

No Nordeste, a expectativa é outra: candidatos ligados a Lula têm acentuado favoritismo em diversos Estados.

CLOACA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Com tristeza e preocupação, constatamos: a política brasileira virou uma cloaca.

A sua extinção física ainda não se deu, ainda bem.

Se assim fosse, teríamos de começar do zero. E do zero não se recomeça nada.

Mas, sob o ponto de vista da ética, é “bye, bye, Brasil”.

Alguma coisa deve constituir o ponto de uma nova partida.

Com isso, se agiganta o retrocesso em todos os sentidos.

Dicotomia – esquerda e direita – falsos refúgios.

Centro, centro-esquerda e centro-direita.

Ninguém sabe o que diabo é isso.

Retrocedem economia, segurança, justiça, a credibilidade da política e a nossa sanidade.

Recrudesce o poder do tráfico e das milícias.

E o pior desse cenário dantesco é o recrudescimento de uma praga chamada populismo.

Os homens falsamente providenciais e “salvadores do povo”.

O populismo é um perigo real que ameaça todos nós.

Pode matar.

As vinvandeiras buliçosas já se movimentam atrás de apoio para suas iniquidades.

Se a música é um alívio nos momentos de angústia, receitamos não um réquiem.

Como nos amparamos na precária esperança nacional, sugerimos uma Pavana, música para 

os quase mortos.

E valei-nos, Padre Cícero do Juazeiro ! 

Obs. Essa crônica foi cometida em 2017

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Lula tentou, mas não conseguiu enterrar Toffoli; agora terá de aguentar - Por Diario do Poder.

 


Petistas experientes, com gabinete no Planalto, já avaliam que Lula (PT) errou tentando interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) para destruir e conseguir o afastamento do ministro Dias Toffoli do cargo. 

Imaginou até que o relatório de 200 páginas entregue ao ministro Edson Fachin pelo diretor-geral da Polícia Federal seria “tiro de misericórdia”. Não foi como imaginava. 

Ele não contava com o espírito de corpo do STF e nem com a decisão do presidente do STF de arquivar e anular o relatório da PF.

Ele sobreviveu

Ministros são unânimes: Toffoli já não tem o que temer. O arquivamento do relatório da PF teve significado de “atestado de renascimento”.

Isso não se esquece

Toffoli sabe como Lula, que não esconde seu rancor pelo ministro, tentou desestabilizá-lo, nomear Rodrigo Pacheco e acalmar Davi Alcolumbre

Operação desapego

O Planalto refaz contas e projeções de decisões do STF: já não poderá contar com Toffoli, que finalmente se afasta das origens petistas.

Olho na 2ª Turma

Lula sabe que, na 2ª Turma, atuam André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e seu dileto amigo Dias Toffoli.

Senador Dinarte Mariz - Antonio Alves de Morais.


Senador Dinarte de Medeiros Mariz.

Quem narrou o seguinte episódio ao então repórter Murilo Melo Filho foi o senador Dinarte de Medeiros Mariz : “o presidente Castelo Branco chamou-me ao Palácio das Laranjeiras para conversar sobre a sucessão no Rio Grande do Norte. 

Começou dizendo que quem realmente tinha votos lá no Estado era o meu adversário, Aloízio Alves. 

Ponderei: Vossa Excelência me perdoe. Mas, se o critério é este, quem devia estar aí no seu lugar era o Juscelino, que tem votos. Muitos, aliás".

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Familia - Antonio Alves de Morais.

Eu estava correndo e de repente um estranho trombou em mim: - "Oh, me desculpe por favor", foi a minha reação. E ele disse "Ah, desculpe-me também, eu simplesmente nem te vi!"  Nós fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu. Então, nos despedimos e cada um foi para o seu lado.  Mas em nossa casa, acontecem histórias diferentes. Como nós tratamos aqueles que amamos...???

Mais tarde naquele dia, eu estava fazendo o jantar e meu filho parou do meu lado tão em silencio que eu nem percebi. Quando eu me virei, tomei o maior susto e lhe dei uma bronca. "Saia do meu caminho filho!"

E eu disse aquilo com certa braveza. E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido. Eu nem imaginava como havia sido rude com ele. Quando eu fui me deitar, eu podia ouvir a voz calma e doce de Deus me dizendo: 

- "Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas com seu filho, a criança que você ama, você nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe pra você. Ele mesmo as pegou; a cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele."

Nesse momento, eu me senti muito pequena. E agora, o meu coração era quem derramava lágrimas. Então eu fui até a cama dele e ajoelhei ao seu lado. - "Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou pra mim?"

Ele sorriu, - "Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque as achei tão bonitas como você!. Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul" Eu disse: "Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira." - "Ah mamãe, não tem problema, eu te amo mesmo assim!!" - "Filho, eu também te amo. E eu adorei as flores, especialmente a azul."Você já parou pra pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhamos poderá facilmente nos substituir em uma questão de dias. Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, sentirão essa perda para o resto de suas vidas. E nós raramente paramos pra pensar nisso.

Às vezes colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes que nossa família, que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo.  Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um "Eu te amo", de dizer um "Obrigado", de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante pra nós.  Ao invés disso, muitas vezes agimos com rudeza, e não percebemos o quanto isso machuca os nossos queridos.

A família é o nosso maior bem!

Janja pode tornar Lula inelegível? - Por O Antagonista.

A primeira-dama participou da preparação do desfile e chegou a viajar de FAB para acompanhar a escola.

Por mais que o presidente Lula tente se distanciar do desfile eleitoreiro da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite de 15 de fevereiro, domingo de Carnaval, há elementos que vinculam diretamente o petista à presepada vista ao vivo pela TV Globo.

O principal deles tem nome e sobrenome: Janja Lula da Silva.

A primeira-dama não somente foi entusiasta do desfile como, segundo informou o jornal O Globo, tentou obter financiamento para a propaganda eleitoral travestida de homenagem.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A Ética mudou — ou mudamos nós? - Diario do poder, David Gertner.

 

Não vivemos uma era sem valores. Vivemos uma era em que os valores passaram a depender de quem os invoca.

Vivemos repetindo que a ética está em crise. Mas talvez o diagnóstico esteja equivocado.

A ética não desapareceu. Ela foi adaptada.

Hoje ninguém se declara contra princípios. Todos falam em justiça, responsabilidade, direitos, democracia, verdade. A disputa não é sobre a importância da ética. É sobre o seu significado — e, principalmente, sobre quando ela deve valer.

O que mudou não foi o vocabulário moral. Foi o critério.

A mentira virou “narrativa”.

A manipulação tornou-se “estratégia”.

A censura passou a ser “proteção”.

A vigilância é “personalização”.

A corrupção é “interpretação”.

Nada é negado. Tudo é reclassificado.

Em ambientes polarizados, a ética tornou-se condicional:

é absoluta contra o adversário,

é contextual quando protege os nossos.

Esse deslocamento é mais profundo do que parece. Substituímos princípios universais por lealdades identitárias. O certo deixou de ser aquilo que é coerente — e passou a ser aquilo que é conveniente ao grupo.

A tecnologia apenas acelerou esse processo.

TOCO Y ME VOY - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


QUALIDADES ESSENCIAIS - Habilidade é o domínio de bola, sem perdê-la para os adversários em espaços pequenos. Técnica é a lucidez para tomar decisões corretas e executar fundamentos da posição. Criatividade é a capacidade de antever, improvisar, surpreender e inventar. É por aí, meu prezado. 

TERAPIA - O futebol é refúgio fácil e terapia barata para driblar frustrações. Pelo menos, para quem tem um dinheirinho mais avultado. Ir ao estádio, se divertir, acompanhar o seu time, está, cada vez mais, fora do alcance do bolso do torcedor. 

TORCER - Torcer seria o fato de nos contorcermos quando nosso time ataca ou é atacado. Dizem que o termo torcer foi usado pela primeira vez quando as moças que iam assistir partidas de futebol ficavam torcendo seus lencinhos nervosamente. Torcedor seria o mesmo que torcedora sem o lencinho. 

LUGAR COMUM - Treinador não precisa, necessariamente, reinventar o futebol. Basta sair, com gosto, do lugar-comum e já será o suficiente. 

DADOS - Jogador contrata consultoria para saber em qual clube teria mais chances de jogar. De preferência, onde também o treinador tenha ideias que batam com o seu estilo de jogo. De fato, com tais dados, fica mais fácil fazer sucesso. 

FRASE. "Futebol de resultados não costuma dar resultado". Nei Conceição.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Bolsa Família: Lula ‘esquece’ promessa de ascensão social e perpetua dependência - Diario do Poder.

O Bolsa Família completou duas décadas em meio a um paradoxo gritante: em vez de acesso à ascensão social, virou uma rede de dependência crônica que expõe o fiasco das políticas assistencialistas. Lançado em 2003 para “erradicar a miséria”, o programa prometia transferência de renda e porta de saída para a pobreza. Era mentira. Estudos independentes revelam que 20% das crianças e adolescentes atendidos em 2005, hoje, adultos, ainda dependem do benefício.

Pobreza persistente

O Brasil assiste o oposto da prometida ascensão social dos mais pobres: inchaço persistente refletindo o fracasso em atacar as raízes da pobreza.

Objetivo: a próxima eleição

Não precisa ser gênio: o governo mantém os pobres presos ao Bolsa Família para lhes cobrar “gratidão’ por meio do voto, a cada eleição.

Condenados à pobreza

Com a economia estagnada, o Brasil do PT perpetua o assistencialismo em vez de fomentar empregos dignos e educação transformadora.

Dependência explicada

O Bolsa Família virou “o maior programa de compra de votos do mundo”, como certa vez definiu o então senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Estou com vergonha do Brasil - Antonio Alves de Morais.


Estou com vergonha do Brasil. Vergonha do governo, com esse impatriótico, antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder. Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais. 

Pensar no bem do País é ser trouxa. Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só, o poder. 

Vergonha de juízes vendidos. Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros. Vergonha de termos quase 40 ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa e familiares por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes para o cargo. 

Vergonha de ver o presidente de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos (onde está o guerrilheiro? É tudo fantasia? Mentira? Enganação? Ladroagem? ). 

Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades, envergonhando-nos perante o mundo. 

Vergonha por pagarmos tantos impostos e nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à luta. Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação. 

Agora pergunto: onde estão os homens de bem deste país? Onde está a Maçonaria? OAB? CNBB? LYONS? ROTARY? Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor? Por que tantos estão calados? Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza. Até quando isso vai continuar? 

Até quando veremos essas nulidades que aí estão sendo eleitas e reeleitas? Estou com muita vergonha do Brasil. 

RUTH MOREIRA ruthmoreira@uol.com.br

O professor e o poeta - Antonio Alves de Morais.

 

O professor e palestrante Régis Furtado, uma vez veio ao Crato-Ceará, para proceder uma palestra no Crato Tênis Clube. O hotel onde o professor hospedou-se indicou uma senhorita para que antes da palestra guiasse o professor para mostrar um pouco da cidade. 

A cicerone mostrou os pontos turístico e históricos da cidade e quando passavam na famosa feira do Crato, a garota avistou o poeta Patativa vendendo seus livros em uma banquinha. 

A garota apontou para o poeta e falou: Olhe professor, aquele é o Patativa do Assaré.

Então, vamos até lá que eu quero conhecer pessoalmente o grande poeta.

Chegando na banca a moça fez as devidas apresentações e o professor começou a folhear o livro “ Cante lá que eu canto cá. “  Depois de uma rápida olhada ele disse que ia ficar com o livro e foi tratando de pagar. 

Quando Patativa passou o troco disse : Professor. Eu tenho outros livros.

O professor pegou mais dois livros dizendo que ia levar, mas quando olhou para o relógio, falou para a sua guia : Minha filha, nós estamos atrazados para a palestra.

Colocou os livros na pasta e saiu esquecendo de pagar os dois últimos.

Quando chegaram no clube o professor abriu a pasta para tirar o  material do trabalho, viu os livros e lembrou-se que não tinha pago. Chamou a garota e entregou uma cédula dizendo: Minha filha, na minha pressa eu esqueci de  pagar os outros dois livros. 

Vá lá, pague os livros e peça as minhas desculpas ao poeta.

A cicerone foi até a feira fez o pagamento e transmitiu as desculpas do Professor Régis Furtado.

Patativa quando já estava com o dinheiro no bolso, recitou essa pequena quadra:

Eu tava desconfiado

Daquela conversa curta

O Régis não é Furtado

É ele mesmo quem furta

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Diante do TSE omisso, juízes do Carnaval punem escola paga para fazer propaganda de Lula - Diario do Poder.

Boneco de Lula arrastado na Marquês de Sapucaí: símbolo de um vexame histórico.

Enquanto magistrados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os membros do Tribunal de Contas da União (TCU) ignoraram e autorizaram, por omissão, a propaganda eleitoral de Lula no desfile da escola Acadêmicos de Niterói bajulando o pré-candidato à reeleição Lula (PT) em pleno ano eleitoral, coube aos juízes do Carnaval do Rio tomar providências, batendo o martelo para rebaixar a escola que fez o pior desfile do ano.

Papagaiada

A escola faturou alto, mas teve problemas na dispersão, alegorias ruins e presas na saída e até atrapalhou o andamento de outras escolas.

Foi no mérito

Foi muito apertada a distância entre as escolas, separadas por décimos na pontuação, mas a escola de Lula, não: ficou a 3 pontos da penúltima.

Executivo gostou

Um dia após a apresentação, o Palácio do Planalto defendeu o desfile e lembrou que nem TSE, nem TCU viram problemas. Não quiseram ver.

Sidônio na mira

Além de pagar mico pela presepada, Lula ainda corre o risco de ver sua candidatura anulada na Justiça. Deve ir atrás do autor da ideia de jerico.

Quem diria - Por Sérgio Moro.

Quem diria que isso poderia acontecer no governo Lula?

O retorno de Lula à presidência e o desmantelamento da Lava Jato por manobras processuais, a moral e a ética no país. 

O Brasil fica em 107% em indice que mede a corrupção no Mundo,  

MITO E ÍCONE - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Um antigão foi quem falou: o mito concede à adulteração da verdade.

Já o ícone é a expressão da verdade.

Pense em duas palavras gastas e banalizadas.

Todo rabo de cabra se considera uma coisa ou outra.

A cena política desse país, na área do populismo, é pródiga no uso dessas classificações.

Logo na política, vejam só.

Com as quase imperceptíveis exceções, pouquíssimos são merecedores desse tratamento na história.

Luis Fernando Veríssimo, em crônica sobre religião, diz o seguinte numa passagem:

“Com o tempo, a realidade vira mito. Com o tempo, o mito vira realidade. Dando-se um pouco mais de tempo ao tempo, a verdade aparecerá”.

Demais, não?

Para Fernando Pessoa, “o mito é o nada que é tudo”.

Não sei bem porque estou falando essas coisas, se o assunto que imaginei focalizar é outro.

Me lembrei, já nos descontos. É uma abordagem sobre os canalhas. Ou melhor, as raras vitórias sobre eles. 

Por serem raras, merecem uma comemoração, como nas vitórias de virada no futebol.

Se Nelson Rodrigues estivesse vivo, teria dificuldades em escolher o maior canalha do país.

O Palhares, que personificava em sua obra essa qualificação, seria hoje integrante do time de juvenis da canalhice.

Para dar sentido a essa conversa, devo afirmar: como habitamos um país onde as leis “não pegam” e a vergonha também não, os canalhas, com apoio dos idiotas, perderam a modéstia.

Se consideram, nos seus delírios, míticos ou icônicos. Inatingíveis. E com direito a acompanhamento quase religioso.

De modo que as vitórias contra os canalhas precisam ser ampliadas.

A lista de espera desses ladravazes para julgamento aumenta de 15 em 15 minutos. 

Urgência nisso, antes que prosperem as jogadas de vitimização.

Até greve de fome, que é uma atitude dos bravos, já foi usada com o sentido de causar consternação por parte de político desqualificado. 

Memória mística é o cacete, como diria o jornalista Ancelmo Gois.

(Sobre a ilustração: na mitologia romana, Veritas, que significa verdade, era a deusa ou demônio da verdade e sinceridade. Na mitologia grega, Veritas era conhecida como Aletheia)

Transparência Internacional - Por Willian Waack.

A transparência internacional sustenta em uma das suas principais conclusõis sobre a corrupção no Brasil, o crime organizado no estado brasileiro, nesse contexto são citados : contrato de alto valor firmado com a familia do Supremo, conflito de interreses, interesses indevidos e a investigação do master. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

O lapis - Antonio Alves de Morais.


O menino olhava a avó escrevendo uma carta.  A certa altura, perguntou:   "Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?"  A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:  "Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse." 

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.  "Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!"   "Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo." 

Primeira qualidade: "Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade". 

Segunda qualidade: "De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão você ser uma pessoa melhor." 

Terceira qualidade: "O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava  errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça". 

Quarta qualidade: "O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.  Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você." 

Finalmente, a quinta qualidade: "Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

DIGRESSÕES - NA POLE POSITION - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

No campeonato mundial de homicídios nosso País defende as primeiras posições. Pátria amada, Brasil! Embora o natural seja evoluir, a gente anda para trás nesse lance. Vivemos para conspirar contra o que muitos julgam destino. 

SEM NOÇÃO - No futebol brasileiro, é preciso acabar com o raciocínio tosco de que "somos pentacampeões do Mundo”, que nós é quem temos de ensinar". O tempo passou e tem gente sem entender que existem duas coisas que vivem mudando: o Mundo e o futebol. Se liga, absorto.  

QUANDO O JOGO É RUIM - Intensidade baixa, lenta circulação de bola e vagarosas transições. Tem muito jogo assim. Principalmente, quando se coloca um calendário em que as competições se misturam. Por mais que um jogador tenha qualidade, é preciso tempo para treinar. Nem tudo é só improviso. 

PENSANDO BEM.... "Para se viver no Brasil, é preciso recusar o trágico em favor do humor".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Os Bezerra de Menezes, a saga de uma família aristocrática -- por Armando Lopes Rafael

 


   Brasão da família Bezerra

    O jornalista e escritor Carlos de Laet, em artigo publicado no “Jornal do Brasil”, do Rio de Janeiro, edição de 15 de novembro de 1914 escreveu: “Há uma nobreza do sertão (cearense) que estuda e sabe a sua genealogia. A família Bezerra é nobre, em todo o rigor da acepção. (...) Sei que a “democracia” desdenha estas cousas: – e o mais curioso é que, ridicularizando questões genealógicas, no tocante à raça humana, cuidadosamente registra as procedências ancestrais dos cavalos de corrida. Supinas congruências democráticas!”.

    Tinha razão Carlos de Laet. Já os historiadores Daniel Walker e Renato Casimiro escreveram o livro “A Família Bezerra de Menezes – Fundação e Desenvolvimento de Juazeiro do Norte” (ABC Editora, 2011– 319 páginas) onde conta a saga desse clã aristocrático, oriundo da península Ibérica, e que se transportou para o Brasil no início da nossa colonização. Alguns membros desse clã chegaram ao Cariri cearense e aqui fizeram história, iniciada com a figura emblemática do seu mais expressivo representante, o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, o primeiro “General Honorário” do Brasil, título que lhe foi dado pelo Imperador Pedro I.

     Plínio Corrêa de Oliveira definiu muito bem o papel dessas famílias rurais nos albores do Brasil: “A Coroa portuguesa, movida pelo desejo de estimular o plantio da cana-de-açúcar – e assim consolidar a colonização e o povoamento do território, como também auferir ganhos econômicos – concedeu aos plantadores, que tivessem nas suas terras os engenhos apropriados para a produção do açúcar, algumas prerrogativas da antiga nobreza. Estes plantadores – "Senhores de Engenho" – vieram a constituir uma classe aristocrática, uma nobreza de fato.

     Descendentes do Brigadeiro Leandro, os filhos do casal José Bezerra de Menezes e Maria Amélia – que viveu em Juazeiro no século passado – ocuparam todos os cargos políticos da República, à exceção apenas da Presidência e Vice-Presidência do Brasil. Senão vejamos: Alacoque Bezerra foi Senadora; Adauto, Humberto e Orlando (cumpriram mandatos de Deputados Federais); Adauto Bezerra foi, ainda, Governador e Vice-Governador do Ceará; Também Humberto foi Vice-Governador do Estado; Orlando e Adauto foram ainda deputados estaduais; Humberto e Orlando foram Prefeitos de Juazeiro e Leandro foi vereador nessa cidade.


Ditadura socialista no Brasil, velho projeto do PT -- (excertos de artigo de Humberto Mendonça, publicado no jornal "O Estado", 13-02-2026)

 


   Em 1990, Lula, Fidel Castro e outros líderes socialistas criaram o “Foro de São Paulo”, cujo objetivo era (e continua sendo) possibilitar partidos socialistas, movimentos sociais e organizações de esquerda da América Latina e Caribe para a tomada do poder.  Doze anos antes da primeira eleição de Lula/PT (ocorrida em 2002) o “Foro de são Paulo” já havia planejado os (des)caminhos dos governos do PT no Brasil. Um dos mentores desse ambicioso projeto foi José Dirceu (que será candidato a deputado federal este ano) considerado o “gênio do mal” na difusão das ações da esquerda no continente americano. 

    Para a chegada ao poder, Lula e o PT contaram com o apoio de várias correntes políticas e formadoras de opinião, a exemplo dos professores e alunos das universidades públicas (estas começaram a ser infiltradas ainda no regime militar); com a simpatia da velha mídia (ainda hoje recebendo muito dinheiro a título de publicidades do Governo Federal); de uma ala da Igreja Católica abrigada sob a “Teologia da Libertação”. “Católicos ingênuos”, diga-se de passagem, pois o clero e os fiéis são as primeiras vítimas quando os regimes comunistas são implantados. Assim aconteceu em Cuba, Nicarágua, Venezuela, dentre outros. Existem até denúncias de que países socialistas – ligados ao narcotráfico internacional  –  deram uma “mãozinha”, mas nunca se abriram investigações para apurar se isso era verdade...

     Esses foram os pilares que contribuíram para a  ascensão do PT  ao poder no Brasil. O que foi feito a partir de 2002, com exceção dos 4 anos do Governo Jair Bolsonaro.  Além da corrupção, o projeto petista ocupou-se da destruição da família e de instituições sérias como as Forças Armadas. Piorando as falidas políticas da Segurança, Educação e Saúde Públicas. Trazendo o desgaste do  Poder Judiciário junto  à população. Parece até que as  nossas Forças Armadas capitularam também diante desse  projeto da esquerda. Nunca mais se falou da grandeza e da tradição de Caxias, que continua sendo um exemplo de patriotismo e coragem para o Brasil. Na minha modesta opinião, a crise no Poder Judiciário é a mais grave de todas. 

   E o que dizer da “crise política”? Neste 2026 ela é caracterizada por uma tensão institucional e contínua, marcada por conflitos entre os três Poderes da República. O Presidente Lula está a cada dia mais enfraquecido. O Congresso aumenta seu desgaste pela falta de credibilidade junto ao povo; o Supremo Tribunal Federal–STF busca o centro de todas as decisões, interferindo em áreas que não é da sua competência. Sem falar nas graves denúncias contra os ministros Toffoli e Alexandre de Morais, citados pela mídia como beneficiários do famigerado Banco Master.  E 2026 é ano de eleições para presidente da república, governadores, senadores e deputados. Não esquecendo a frase dita por Dilma Rousseff (que sofreu impeachment por incompetência): “Nós faremos o diabo pagar ganhar a eleições”.  E bote “diabo” nisso... 


Do “seriado “(infindável) Coisas da “Ré Pública” nº 4: o “governo” de Lula e o PIX

 


  Em termos de República, sobretudo de corruptas como a nossa, sempre há o que piorar. Muitas vezes oferecendo inovação e progresso “irrecusáveis”, lá vem escondido o veneno que vai matando aos poucos nossa liberdade. Um bom exemplo é o PIX.

   Muitos o consideram um facilitador e agilizador de negócios. Entretanto, mal aplicado, converte-se em mais um artificio para os governos controlarem a vida financeira das pessoas, pois toda e qualquer movimentação bancária passa imediatamente pelo Banco Central. 

   E como tudo pode piorar, a ameaça agora é um tal de DREX, moeda digital monitorada pelo Banco Central que praticamente vai eliminar o uso do dinheiro físico. O controle estatal da economia será completo, 24 horas por dia, com técnicos fiscalizando quando e onde gastamos nosso dinheiro. Mesmo nos menores e mais distantes municípios do Brasil haverá a "DREXinização", caso contrário o cidadão  será considerado um "pária" republicano...

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)

Lula foi vaiado e ouviu refrão ‘seu lugar é na prisão’ - Diario do puder.

Desfile bancado com verbas públicas bajulou Lula e atacou adversários.

Lula (PT) foi vaiado na Marquês de Sapucaí, neste domingo (15), durante o desfile de uma escola de samba que, patrocinada com dinheiro público, bajulou o petista e escondeu todos os escândalos de corrupção que marcaram sua trajeria. E ainda teve de ouvir o refr”Lula, ladrão, seu lugar é na prisão.

Agentes federais barraram o acesso de foliões vestidos com camisa verdade e amarela, alegando que traziam estampadas críticas a Lula, em mais uma demonstração da fragilidade dos preceitos constitucionais de liberdade de expressão.

O governo e a prefeitura do Rio chegaram a montar um esquema para abafar eventuais vaias, aumentando o volume do som ambiente até o máxima, mas se ouviu gritos de apoio de militantes do PT convocados para fazer número na plateia, o petista condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato, cumprindo mais de quinhentos dias de prisão em regime fechado, teve de ouvir também gritos de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”.

FALSOS REFÚGIOS DA POLÍTICA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Neste país, vivemos a era dos extremos, onde tudo vira um Fla X Flu, do jeito que a freguesia gosta.

Partidos existem, às pencas e muitos deles não têm o tamanho da torcida do Bonsucesso, mas topam “negociar”.

As polarizações são cegas e surdas e a desgastada dicotomia - esquerda e direita – resiste, para fazer a cabeça dos “manés”.

Além dos rótulos espremendo, a gente chega fácil à essência: aglomerados de gente ruim com gente de pouco valor, sobrando um pouco para gente “mais ou menos”.

O que não falta é o campeonato de certezas, na guerra de opiniões, através das redes sociais e plataformas de aluguel.

Nunca, em momento algum dos trópicos, se viu tanta gente insensata e grosseira.

Os "pronunciamentos" são pautados (só pode) com o auxilio de muletas feitas de erva e cachaça, tais os despautérios.

Só que o pessoal tem que “respeitar a puliça”, quando criticar as “autoridades”, pois o crime de opinião está valendo no regulamento do certame.

As rosas estão murchando, o que é doce está ficando amargo, a noite é uma criança, mas pode ficar mais escura.

A média móvel da imbecilidade aumentou e não há possibilidade de controle.

Quem já vem tirando proveito desse cenário é o populista, essa praga, muitas vezes, pior do que o bicudo para o algodão.

O populista, independente das falsas bandeiras onde se refugia, não é a salvação da lavoura, como se anuncia.

É igual a um carcará: sai voando e cantando, quando vê roça queimada.

Populismo é abraço de afogado, que leva a todos para o fundo do poço, ainda que esse poço não tenha fundo.

Abram os olhos!

É tempo para arruaceiros. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Patrimônio Artístico de Crato: a imagem de Nossa Senhora de Fátima existente na Catedral -- Armando Lopes Rafael


Famílias ainda conservam fotos, em velhos álbuns,
da imagem peregrina de N.S. de Fátima que veio a Crato

    Existe, numa capela lateral, no braço sul da Catedral de Crato, uma belíssima imagem de madeira de Nossa Senhora de Fátima.    A mencionada  estátua foi esculpida em Portugal, pelo escultor Guilherme Ferreira Thedim, integrante da famosa família de artesãos sacros.  Uma família,  composta por célebres artesãos especializados na feitura de imagens sacras, dentre as  quais as várias das imagens da  Virgem de Fátima que  peregrinaram pelo mundo.  Em novembro de 1953,  a  Diocese de Crato recebeu a visita de uma dessas imagens, produzida nos ateliês da família Thedim.             

   Hoje  a  Sagrada Imagem  está necessitando de uma restauração na pintura, gasta nos últimos 73 anos.

   A visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fatima, à Diocese de Crato, no mês e ano citados, se constituiu num acontecimento apoteótico para os católicos caririenses.  A tal ponto, que muitos fiéis cratenses pediram ao então Cura da Catedral de Crato, Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, para encetar uma campanha, visando adquirir – para a Sé Catedral de Crato – uma imagem similar a que visitou o Sul do Ceará. A estátua foi então encomendada à oficina de Guilherme Ferreira Thedim.

   Para confeccionar a imagem da Virgem de Fátima, encomendada pela população de  Crato, Guilherme Thedim utilizou um toro de cedro brasileiro, ofertado pelo cratense João Bacurau. O toro de cedro foi enviado a Portugal. E, em 8 de dezembro de 1955, monsenhor Rubens Gondim Lóssio inaugurou a nova capela lateral esquerda, na Catedral de Crato, construída para abrigar a imagem de Nossa Senhora de Fátima.


Qual a importância artística de um piso com mosaico? (por Armando Lopes Rafael)


      Embora, nos dias atuais, não seja mais fabricado, o mosaico, além de ecológico,  possui um valor artístico e histórico que merece preservação. O mosaico possui uma superfície de textura lisa. E é um dos traços da cultura do Cariri que nos liga forte e imediatamente à península ibérica. Mas não possui importância apenas europeia, pois sofreu influência dos orientais, via universo moçárabe. 

    O mosaico vem do processo de fabricação onde a cura se dá na água, sem qualquer processo de queima, que agrida o meio ambiente. Além do mais, o mosaico possui alta resistência ao desgaste. Tem um formato quadrado, de 20 x 20 cm, com acabamento liso e cores firmes, além de ser um produto artesanal, hoje raríssimo. O antigo Palácio Episcopal Bom Pastor (onde hoje funciona a Cúria Diocesana de Crato), ainda conserva pisos de diversos desenhos de mosaicos, fabricados pelo escultor italiano Agostino Balmes Odísio, que residiu em Juazeiro do Norte entre 1934 a 1940. 


O Homem que nunca deixou o poder subir à cabeça - Por Fabricio Moreira da Costa.

 


O médico e líder político, Lúcio Alcântara, é uma grande referência para o Ceará de retidão de caráter, simplicidade, honradez e serenidade. Na vida pública, foi deputado federal, prefeito de Fortaleza, vice-governador do Ceará, governador, secretário de saúde, presidente da Cruz Vermelha, senador da República; enfim, foi tudo e, por onde passou, deixou sua marca e boas práticas.

Como governador do Ceará, percorreu todo o nosso Estado e, ao final do mandato, as pesquisas de opinião pública cravaram um índice de mais de 80% de aprovação popular. Foi candidato à reeleição, porém, foi brutalmente traído no pleito por seus próprios parceiros.

Pronto. Vou sair dessas preliminares, pois hoje assisto muito Ciro Gomes chamar Camilo Santana de traidor, vez que desejava a todo custo ser apoiado como candidato a presidente sem nenhuma densidade eleitoral. Um candidato de si mesmo, como restou confirmado após a abertura das urnas.

Dr. Lúcio Alcântara foi ouvido, com exclusividade, pelo Portal Opinião CE. Candidato à reeleição, dada a sua aprovação de gestão, informou que consultou por diversas vezes, à época, Tasso Jereissati e Ciro Gomes sobre o apoio para sua candidatura. Eles, juntos, declaravam não só apoiá-lo, mas ratificavam sua maneira de administrar bem o Ceará.

O traíram vergonhosamente, sem dó, pena ou piedade. Doutor Lúcio, como o chamamos em todo o Ceará, nunca deixou o poder subir-lhe à cabeça. Nessa entrevista, como sempre, foi leal à sua rica história de vida e de homem público:

“A política é cruel. E nunca espere por gratidão".

Esse homem notável, amante do povo, da arte, da cultura e da história, ainda hoje pode ser visto em seu cooper matinal na beira-mar, em Fortaleza, com a mesma ternura e gentileza de sempre, como se carregasse, no passo tranquilo, a consciência serena de quem fez muito, sem jamais perder a alma.

Vida longa ao Doutor Lúcio Alcântara.

Do “seriado “(infindável) Coisas da “Ré Pública”

 Nº 3 -- Sobrou para o peixe “Tilápia”




   Cada vez mais frequente na mesa dos brasileiros, a tilápia é um peixe de água doce originário da África e Ásia Menor. De fácil cultura, adaptou-se facilmente nos ambientes brasileiros, sendo criada em tanques, lagoas e represas. No Ceará existe grande produção de tilápias no açude Castanhão, como é popularmente conhecida a Barragem Padre Cícero.

   Hoje, milhares de criadores se dedicam à cultura dessa rica e saborosa carne, criando empregos e minorando a fome e a desnutrição da população. Mas a insuportável burocracia republicana, por meio da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), estuda a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras.

   Ou seja, qualquer ambientalista de meia tigela poderá decretar, de repente, a proibição da tilápia em todo o território da República Federativa do Brasil, alegando “prejuízo” a nosso ecossistema. Alguém ainda duvida das intenções sinistras desses órgãos ecologistas criados nesta horrorosa república? 

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)


(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)


Carnaval - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

FUTEBOL, RELIGIÃO, CARNAVAL. LUGARES SOCIAIS DO BRASILEIRO.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O Supremo virou casa sem porteiro: poder, privilégios e o silêncio da ética - Por Felipe Vieira, Diario do Poder.

O cancelamento da reunião convocada por Edson Fachin para discutir o Código de Ética do Supremo Tribunal Federal não foi um gesto administrativo. Foi um gesto político. Oficialmente, faltou agenda. Na prática, sobrou desconforto. 

Quando a discussão sobre limites começa a incomodar quem deveria defendê-los, o problema não é a pauta — é a resistência a qualquer tipo de freio.

Volto a este tema depois de ouvir a íntegra das falas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na sessão do STF. Volto porque, mesmo após já ter escrito o artigo “A perigosa tese de Moraes e Toffoli: quando o direito vira álibi e a toga passa a defender privilégios — não limites”, a impressão não apenas se manteve como se agravou. 

A forma e o conteúdo do que foi dito — sem mediações, sem recuos, sem autocrítica — continuam a ecoar de maneira perturbadora. Não houve ali apenas uma divergência jurídica. Houve a exposição crua de uma visão de mundo.

O episódio ganha ainda mais gravidade diante dessas declarações públicas. Moraes afirmou, sem rodeios, que “juiz pode receber por palestras”. Toffoli foi além e sustentou que magistrados podem ser “acionistas de empresas, desde que não atuem como sócios-dirigentes”. 

O subtexto é claro: não há problema algum, sigamos adiante. O problema é que há — e muito.

O Supremo parece ter virado uma casa sem porteiro. Entra dinheiro, sai justificativa, circulam interesses privados, e ninguém parece disposto a perguntar quem bate à porta, com que intenção e a que custo institucional. Tudo pode, tudo é explicado, tudo é normalizado. 

O porteiro — o código de ética — foi convidado, mas acabou dispensado antes de começar o turno.

É justamente aqui que o debate sobre um Código de Ética revela seu caráter quase acessório. Se a Constituição, a LOMAN e as regras que atribuem ao Senado a fiscalização da atuação dos ministros fossem efetivamente cumpridas, nada disso seria necessário. Bastaria vergonha na cara. O que existe hoje é um vácuo de controle, alimentado por pressões institucionais que inibem qualquer tentativa de fiscalização real. E mesmo que um código fosse aprovado, permaneceria a pergunta essencial: quem o aplicaria? Não há hoje mecanismo claro de punição ou impedimento. 

O resultado é a normalização de práticas que já ultrapassaram o campo da ética e avançam para irregularidades funcionais graves, como a advocacia administrativa.

Nesse ambiente de permissividade, as falas de Toffoli e Moraes deixam de ser apenas opiniões e passam a soar como desprezo pelo clamor público por decência institucional. Não se trata de acusação criminal. Trata-se de algo mais profundo e corrosivo: a ideia de que integrantes do topo do sistema de Justiça não precisam se submeter a padrões mais elevados do que aqueles exigidos do cidadão comum. Pelo contrário — parecem acreditar que o cargo lhes garante um salvo-conduto moral.

No mérito das manifestações, há ainda um ponto incontornável que segue sem resposta: como magistrados ou outros integrantes do funcionalismo conseguem constituir fortunas expressivas ao longo da vida tendo exercido exclusivamente cargos públicos? A participação societária ou a condição de acionista não são, por si, ilegais, mas exigem explicações claras sobre a origem do patrimônio. 

Trata-se de herança, recursos familiares, rendimentos anteriores comprovados? No caso de Moraes, há um escritório anterior à magistratura — mas permanece a dúvida se isso seria suficiente para justificar o volume de bens acumulados. Transparência patrimonial não é perseguição: é uma exigência básica de qualquer república que se pretenda séria.

Felipe Vieira.

CUIDE - Antonio Alves de Morais.

 


Cuide bem das coisas que o dinheiro não compra, são elas que te tornam rico. Tratar bem as pessoas é melhor que postar versiculos bíblico que você não pratica.

Você sabe que a pessoa vale a pena quando ela te trata hoje da mesmo forma que te tratava quando precisava de você.

Vivemos em um mundo que o funeral vale mais do que o morto, o casamento vale mais do que o amor e o físico vale mais do que o intelecto.

Vivemos na cultura da embalagem, que despreza o conteúdo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Coisas da “Ré Pública” n° 2: pobres Correios...

 


   Verdadeiro ícone por sua seriedade, confiabilidade e sobretudo por promover a integração de um país-continente, predicados adquiridos em grande parte durante o Brasil-Império, os Correios hoje padecem de grave crise financeira provocada sobretudo por má administração.

   De 2017 a 2012, breve período em o Brasil se viu livre da “República sindicalista” (leia-se: as  administrações petistas de Lula (duas) e Dilma Rousseff (duas, até sofrer o impeachment por incompetência) , os resultados dos Correios foram positivos. Mas estima-se que em 2025 o prejuízo foi superior a R$ 6 bilhões, o que representou metade do déficit de todas as estatais. 

   Motivos para a empresa chegar a essa situação não faltaram: nomeações políticas para altos cargos, má administração das receitas, ausência de pessoas capacitadas para adaptar a empresa aos tempos modernos, desmotivação dos funcionários devido a atrasos de salários e desvios de dinheiro dos fundos de pensão, e daí para baixo. Resumindo: os falidos Correios e esta República se merecem.

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)


Coisas da “Ré Pública” Nº 1: A COP-30, outro fiasco do governo Lula

 


   Nunca a desastrada República brasileira fez nosso povo passar tanta vergonha, como  na COP-30, realizada em Belém do Pará. Depois de fortunas mal gastas na construção dos pavilhões, a eletricidade falhou, o ar condicionada foi insuficiente, uma chuva trivial inundou tudo e um incêndio interrompeu os trabalhos por um dia. 

   Os organizadores (leia-se: governo Lula/Janja), cientes da carência de hospedagens, contrataram  dois navios de cruzeiro ao preço de R$ 260 milhões. O próprio arqui-republicano Lula da Silva teve de alugar um iate a preço de ouro para se hospedar com Janja. Nem um casal de Rei/Rainha gastaria tanto!

   Em vista dos preços altíssimos e do caos geral, muitas delegações estrangeiras desistiram de participar do evento, sendo o menor comparecimento das últimas edições da COP. Líderes dos EUA, China, Índia, México e Argentina nem apareceram... Mas a COP não foi só um fiasco de organização e público.

   O texto final frustrou governos, cientistas e ONGs, pois não determinou um prazo para o fim utilização de combustíveis fósseis. A dupla Lula/Janja não querem nem mais falar do assunto quando a COP-30 é lembrada....

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)

André Mendonça assume relatoria do caso Master, em substituição a Dias Toffoli - Diario do Poder.

 


O Supremo Tribunal Federal (STF) informou no início da noite desta quinta-feira (12) a decisão do ministro Dias Toffoli de abandonar a relatoria do caso Banco Master, após o escândalo provocado pelas revelações de sua ligação ao principal investigado, banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo a venda de sua participação no resorte de luxo Tayayá, no Paraná. 

Com sua saída, assumirá a relatoria o ministro André Mendonça, com informamos durante comentário para a TV BandNews, no jornal apresentado por Paula Valdez, às 15h30. Ele é o “juiz prevento” do caso, mas o STF divulgou que a escolha se deu por sorteio.

A saída de Toffoli ocorreu após reunião dos ministros do STF convocada pelo seu presidente, Edson Fachin, que considerava inclusive a possibilidade de assumir o encargo de afastá-lo da relatoria. 

Em nota, o STF informou que o ministro pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro relatar, “considerados os altos interesses institucionais”.

O nome do ministro André Mendonça passou a ser considerado por “prevenção”, pela relação dos investigados a outro escândalo, o do roubo a aposentados e pensionistas, por meio de mais de 252 mil contratos de empréstimos consignados não autorizados pelos segurados.

A nota diz ainda que “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição”, que reconhecem “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli” e que expressam “apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”.