Jorge Messias, rejeitado pelo Senado, situação inédita desde 1894, para ocupar cadeira de ministro do STF.
Lula (PT) apostou alto e perdeu feio, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), impondo-lhe uma humilhação sem precedentes, não comparável nem mesmo ao caso anterior de rejeição a um indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), em 1894. A derrota de Jorge Messias, o “Bessias”, pareceu factível tão logo foi concluída a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): a previsão de 18 votos foi reduzida para 16, e logo se “identificou” o voto revertido contra Messias.
Essa suspeita indicava que Pacheco atendeu a pedido de Alcolumbre, indicando que o presidente do Senado atuava pela rejeição.
Euforia na vitória
Com a derrota sacramentada, Alcolumbre, eufórico, anunciou resultado, encerrou a sessão e jogou o microfone de lapela sobre a mesa e saiu.
Hora da vingança
Vingativo, Lula deve destituir indicados de Alcolumbre no governo e já avalia designar um petista para enfrentar Pacheco em Minas.
A oposição articula reestabelecer, hoje (30), partes da lei da dosimetria de penas aos presos do 8 de janeiro, que foi vetada integralmente pelo presidente Lula (PT). Apoiadores do governo petista no Congresso insistem que uma lei vetada na íntegra só poderia ter o veto revertido integralmente, entretanto a líder da Minora no Congresso, Bia Kicis (PL-DF) garantiu que não há impedimento legal para o plano da oposição.
Mecanismo
A decisão de analisar o veto de forma fracionada pode se dar através da apresentação de destaques ou via acordo entre os líderes partidários.
Terceiro tempo
Existe o temor na oposição que a derrubada do veto seja alvo de ação no STF, onde o resultado deve ser a favor da vontade do governo Lula.
Só um tema
A sessão da análise do veto de Lula está marcada para às 11h desta quinta-feira (30). É o único item na pauta de votação.

Para tentar pavimentar a aprovação e conter resistências, o governo fez uso de aproximadamente R$ 12 bilhões em emendas parlamentares às vésperas da sabatina.
ResponderExcluirContudo, o montante bilionário não foi suficiente para garantir uma base sólida, evidenciando lacunas na coordenação política e gerando incertezas sobre a votação decisiva no plenário, onde o quórum exigido é de 41 parlamentares.
Não deu o governo perdeu feio.
ResponderExcluirDa derrubada do IOF à rejeição de Messias ao STF, Lula acumula reveses históricos no Legislativo.
A rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, por 42 votos a 34, fechou por enquanto um ciclo de reveses do governo Lula no Congresso.
Lula não entendeu que ele já não é mais o mesmo. O Congresso também não.