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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O piloto do naufrágio finge que a culpa é dos afogados - Por Augusto Nunes

Na missa negra celebrada nesta terça-feira, disfarçada de programa eleitoral do PT, Lula ensina que o naufrágio econômico só existe porque os afogados insistem em lamentar o que aconteceu. 

Como recita o Exterminador do Plural, os culpados pelo buraco em que o país se meteu são “as pessoas que falam em crise, crise, crise, repete (sic) isso todo santo dia”.

Essa conversa de 171 confirma que, na cabeça baldia do ex-presidente, qualquer problema desaparece se a palavra que o identifica deixar de ser pronunciada. 

Foi por isso que o restante do sermão não reservou uma única e escassa vírgula ao triplex do Guarujá, ao sítio em Atibaia ou à segunda-dama Rosemary Noronha. O pregador teima em acreditar que basta ignorar uma encrenca para que a encrenca suma.

O mestre e seus discípulos ainda não entenderam que as coisas mudaram depois da Lava Jato. Se espera que as delinquências que protagonizou sejam esquecidas, é bom esperar sentado. Bem mais sensato seria providenciar um esconderijo reformado por empreiteiros amigos - antes que chegue o Japonês da Federal.


Um comentário:

  1. É fato, aquele discurso teatral, piedoso e chorão do Lula perdeu o efeito.

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