Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 30 de julho de 2017

Local de trabalho - Por Antonio Morais.

Ludmila ficou viúva aos 22 anos, levantou postura e nunca mais quis saber de casamento.  Gervásio, o marido foi a óbito depois de comer uma buchada de bode com  pinga. Dizem as má línguas que foi congestão.

Generina, a única filha do casal foi criada com  todos os mimos, afetos e carinhos das mais nobres famílias da Rajalegue.

Depois de adulta teve uma paixão desenfreada por um soldado do destacamento local e terminou se casando com ele. 

Logo começaram os desentendimentos. Cidade pequena, o único lugar que tinha algum movimento era no cabaré, pois era lá que era dado o expediente. 

Todo dia o delegado reunia a tropa  e depois da corra no frege retornavam aos lares. Na volta do agente da segurança, Ludmila e Generina  estavam afiadas e a ladainha era uma só. 

Uma dizia : eu não sei como se tem uma única filha, criada com todos os cuidados e ela se casa com o vagabundo cujo local de trabalho é a fuzarca, a outra  repetia  a mesma lenga lenga.

Um dia, Severo, o policial genro resolveu botar moral e disse a todo pulmão : o governo  criou uma lei que  todo genro que mora na casa da sogra tem o direito de dormir uma noite com a esposa e outra com a sogra.

Generina deu o maior pinote : Essa não, nem pensar. No que Ludmila gritou do outra quarto : Generina, Generina, lei é lei, ninguém pode ir contra a lei.

Um comentário: