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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Sol - José Augusto de Lima Siebra


Por que te escondes ó sol,
Morrendo assim no poente?
E deixas neste arrebol
A triste alma da gente?
.
Se tu soubesses o quanto
A minha alma sofre agora
Não sofreria ela tanto
Pois não irias embora.
.
Quando num beijo da aurora
Nos trazes a luz do dia
Em vez das mágoas de agora
Goza nossa alma alegria.
.
Trazes o canto das aves,
E o sorriso das flores
Trazes com beijos suaves
A vida aos lavradores.
.
Douras os cumes dos montes
Beijas as tonas dos lagos
E no sussurro das fontes
Cobres a terra de afagos.

4 comentários:

  1. Dedico este primor de poema a todos os amigos do Blog.

    Abraços.

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  2. E eu o recebo com todo orgulho, igual ao sol me fazendo rei seja ao nascer seja ao se por.
    Este menino é profundo.
    Íris Pereira

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  3. Morais, só agora recebi o poema como um nectar de flor refrescando e alimentando minha alma.

    Lindas palavras e ótima escolha.

    Obrigada, meu amigo

    Abraço,

    Claude

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  4. Morais,

    eu sou suspeita pra falar dos poemas de José Augusto Siebra, você sabe, pois sou uma das herdeiras (com muita gratidão), da sua poesia.
    Meu avô amava a natureza, a vida simples no campo, amava as estrelas, ah, era um poeta.

    Mais uma vez agradeço a divulgação que o blog tem feito dos poemas de meu avô.
    abraços
    stela

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